Por Arquivo janeiro, 2011

* Aula de ética é em casa, não na escola.

segunda-feira, janeiro 31st, 2011

Gustavo Ioschpe

Estou começando a procurar escola para o meu filho, e fico impressionado com o que tenho ouvido e lido a respeito das escolas que procuro. Ouve-se falar pouco no desenvolvimento cognitivo, em aprendizagem, em ciências exatas. Menos ainda alguém se referindo a pesquisa empírica ou aos recentes achados de neurociência. Em compensação, dois temas são unanimidade: cidadania e ética. É uma distorção que me preocupa.

Em primeiro lugar, porque parece presumir que o ensino das matérias tradicionais é uma questão resolvida, e que se ater a elas seria algo menor, reducionista ou, como se diz com certo desdém: “conteudismo”. Não é. O Brasil vai muito mal nessa área, como comprovam todos os testes internacionais comparativos.

Vai mal não apenas nas escolas públicas. As escolas privadas brasileiras também são, em geral, ruins, mas salvam as aparências por ter suas deficiências mascaradas pelos problemas ainda mais graves das escolas públicas. No Ideb, indicador de qualidade da educação do MEC, as escolas privadas têm nota média 6, em uma escala que vai até 10. No Pisa, teste internacional de qualidade de ensino, descobrimos que os 25% mais ricos do Brasil têm desempenho educacional pior que os 25% mais pobres dos países desenvolvidos. Ainda nos falta muito, portanto, para que possamos considerar a transmissão de conhecimento como tarefa cumprida.

Sei que há uma corrente de pensamento no país que acha que podemos e devemos fazer tudo ao mesmo tempo, e que priorizar a ética não significa descuidar do conteúdo. Deixo esse assunto para outro artigo, mas já adianto que não acredito que isso seja possível com o nível de institucionalização a que chegou o tema no Brasil. Atualmente o MEC exige que os livros didáticos de matemática (sim, matemática) atuem na construção da cidadania, estimulando “o convívio social e a tolerância, abordando a diversidade da experiência humana”. Seria melhor se esse espaço do livro e o tempo do professor fossem dedicados à atividade nada trivial de familiarizar o aluno com os conceitos básicos da disciplina. Mesmo quando conseguirem cumprir a função básica de ensinar matemática, português, ciências, não creio que os professores devam priorizar de forma ostensiva a pregação ética.

São muitas as razões que me levam a essa conclusão.

Em primeiro lugar, o desenvolvimento ético de uma criança é uma prerrogativa de seus pais. Acredito que um pai tem direito a infundir em seu filho padrões éticos divergentes do senso comum, que costuma nortear as escolas. Dou um exemplo claro. A questão da preservação ambiental virou um imperativo ético, e as escolas marretam esse tema insistentemente.

Para mim, conforme já expus em artigo aqui, o comportamento ético em um país com o nível de desenvolvimento brasileiro deveria ser privilegiar o desenvolvimento material humano, mesmo que isso implique algum desmatamento. O que me parece antiético é deixar gente sem renda para que árvores sejam preservadas. Não gostaria, portanto, que um professor ensinasse o contrário ao meu filho.

O segundo problema é que não acredito que os professores brasileiros estejam preparados para travar a discussão profunda e multifacetada que o tema da ética exige. O mais certo é que a questão desande para o discurso panfletário, rasteiro, frequentemente ideologizado. Não imagino que o utilitarismo, o hedonismo ou o epicurismo sejam ensinados em pé de igualdade com correntes filosóficas que pregam as vertentes mais clássicas da moralidade judaico-cristã. E, sem esse contraponto, não se está ensinando ética, mas sim fazendo doutrinamento.

Essa dinâmica está diretamente atrelada a outro problema, que é a relação hierárquica que caracteriza o ensino formal. Se uma escola fizesse uma disciplina de ética opcional ou não avaliada, creio que seria possível que houvesse alguma evolução verdadeira por parte do alunado. Mas, no momento em que esse tema virou transdisciplinar e vale nota, é óbvio que os alunos minimamente atilados saberão conformar suas respostas às expectativas e inclinações de seus professores. Quando eu estava na escola, era formada por marxistas a maioria dos professores de história, português, geografia e outras disciplinas da área de humanas. Isso fazia com que eu e muitos outros colegas nos certificássemos de que toda resposta em prova incluísse alguma lenhada na burguesia e uma conclamação à construção de um mundo mais fraterno. Não por convicção, mas porque o nosso falso esquerdismo rendia notas melhores.

Surge aí mais um problema do ensino-cidadão, que é a sua total inutilidade. A psicologia evolutiva demonstra que há um substrato ético que é genético e comum à nossa espécie e a alguns primatas. Complementando essa camada, acredito que a formação de uma consciência ética está indissociavelmente atrelada às experiências de vida, não a ensinamentos acadêmicos. Essa consciência se forma através de um sistema de recompensas e punições trabalhado primordialmente pelos pais de uma criança, desde seus mais tenros anos. É o receio da perda do amor paterno que nos leva a agir de forma ética, em um mecanismo inconsciente. Posteriormente, somam-se a essa base a história de uma pessoa e a fortaleza institucional do local em que ela vive.

O psicólogo Steven Pinker relata o exemplo do que aconteceu, literalmente da noite para o dia, quando a polícia da sua Montreal entrou em greve: uma cidade até então pacata e segura viu-se engolfada por uma onda de criminalidade que só cessou com o fim da greve. A população não sofreu um desaprendizado coletivo naquele período: ela agiu como muitos de nós agiríamos em um cenário em que as violações éticas não fossem punidas.

Conhecer Sócrates ou Nietzsche não deve alterar o comportamento da maioria das pessoas. Para ser íntegra, a criança precisa receber orientação de seus pais e, depois, saber que desvios antissociais serão punidos. Alguns professores acreditam que podem sanar, com sua atuação, as deficiências da família e do estado. É ilusão. Um estudo recente das pesquisadoras Fátima Rocha e Aurora Teixeira, da Universidade do Porto, investigou a cola em 21 países e apontou haver relação direta entre a desonestidade em sala de aula e o índice de corrupção do país.

Para aqueles que imaginam que este autor é um defensor de uma escola amoral, explico-me. Acredito, sim, que a ética tem papel vital na escola, mas não no discurso, e sim na ação. Cabe à escola criar um ambiente de total liberdade intelectual, mas sem esquecer de aplicar no seu dia a dia os princípios éticos que norteiam a vida em sociedade. Com coisas simples e em todas as matérias: as aulas devem começar no horário, os professores não devem faltar, os alunos violentos devem ser punidos, as regras da escola devem ser aplicadas a todos. E eis aí o busílis da questão: ao mesmo tempo em que são incompetentes e doutrinárias no ensino da ética, nossas escolas são antiéticas em sua prática. O exemplo mais claro: a cola. No estudo citado, descobre-se que 83% dos universitários brasileiros já colaram, um dos índices mais altos do mundo. Cem por cento dos alunos brasileiros já viram alguém colando.

Nos meus tempos de aluno, havia gente colando na grande maioria das provas. É difícil imaginar que os professores não percebessem o que estava acontecendo. Em vários casos, os professores notavam e então caminhavam pela sala, parando perto do “colador”, ou às vezes chamavam seu nome. Mas, se não me falha a memória, em onze anos de escola jamais vi um único aluno perder a prova, a nota do bimestre ou sofrer sanção mais séria por um delito que é provavelmente o mais grave para um ambiente em que se preza o saber.

O ensino da ética, em uma realidade assim, é um deboche. Mais do que um deboche, é um desserviço: quando nossas escolas falam sobre o tema e praticam o oposto, a mensagem implícita é que esse negócio de ética e cidadania é papo-furado, pois já na escola os trapaceiros se dão bem. Melhor seria não falar nada.

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* França diz NÃO ao “matrimônio” homossexual.

segunda-feira, janeiro 31st, 2011

ACI

O Conselho Constitucional francês decidiu que a proibição do matrimônio entre duas pessoas do mesmo sexo não viola a Constituição do país, e só o Parlamento pode decidir uma mudança na legislação, segundo a resolução publicada em sua página Web.

Os nove “Sábios” que o compõem recordaram que segundo os artigos 75 e 144 do Código Civil, “o matrimônio é a união de um homem e uma mulher”. Além disso, o órgão francês indicou que o legislador, “no exercício de sua competência, estimou que a diferença de situação entre os casais do mesmo sexo e os casais compostos por um homem e uma mulher poderia justificar uma diferença de trato quanto às regras de direito da família”.

“Não corresponde ao Conselho Constitucional substituir sua apreciação (do legislador) na hora de ter em conta esta diferença de situação”, explicou o Conselho referindo-se ao Parlamento.

A resolução vem pelo recurso de inconstitucionalidade interposto por um casal de fato de lésbicas contra esses dois artigos pela falta de segurança jurídica de seus quatro filhos.

Corinne Cestino e Sophie Hasslauer, que vivem juntas há 14 anos, acreditam que o matrimônio “é a única solução para proteger seus filhos, poder compartilhar a autoridade parental, regular os problemas de herança e custódia ante o eventual falecimento de uma das duas”, segundo o jornal Le Figaro.

Segundo uma sondagem publicada pelo Canal +, 58 por cento dos franceses se mostram favoráveis ao matrimônio homossexual, diante de 45 por cento registrado em 2006. A adoção de crianças por parte de um casal homossexual conseguiu a aceitação de 49 por cento contra 30 por cento contrários em 2001.

O matrimônio homossexual está permitido na Europa na Bélgica, Holanda, Noruega, Suécia e Espanha. No resto do mundo, este pode ser feito legalmente na África do Sul, Argentina, Canadá e alguns estados dos Estados Unidos.

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* Perseguição aos cristãos cresce em todo o mundo.

segunda-feira, janeiro 31st, 2011

Por Pe. John Flynn, L.C.

A mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz O Papa comenta que “também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa”.

Infelizmente, 2011 não parece que vá ser melhor. Apenas meia hora depois de ter começado o novo ano, explodia uma bomba no exterior da igreja copta dos Santos, na cidade egípcia de Alexandria, enquanto 1.000 pessoas saíam dela, informou naquele dia Associated Press. A cifra inicial de mortes foi de 21, que aumentaram depois a 25, e cerca de uma centena de pessoas ficaram feridas.

Segundo uma reportagem da BBC de 1 de janeiro, após a explosão, o presidente do país, Hosni Mubarak, chamou a unidade contra o terrorismo de muçulmanos e cristãos. Nos dias que seguiram à explosão, houve vários enfrentamentos entre grupos de cristãos e muçulmanos.

“O sangue de seus mártires se mesclou em Alexandria para dizer-nos que todo Egito é objetivo e que o terrorismo cego não diferencia entre um copta e um muçulmano”, declarou em uma emissão à televisão estatal, informava a BBC.

A BBC assinalava que era o segundo Natal consecutivo amargado pelo derramamento de sangue da comunidade copta do Egito. A 6 de janeiro de 2010, seis fiéis e um oficial de polícia muçulmanos foram assassinados em um tiroteio próximo de uma igreja na cidade de Naga Hamady.

O ataque não dissuadiu as pessoas de voltarem no dia seguinte à missa de manhã, segundo um artigo do New York Times de 2 de janeiro. Segundo a reportagem, os bancos da igreja estavam quase cheios. Bento XVI condenou o ataque. Falando antes de rezar o Angelus no dia 2 de janeiro, o pontífice deplorava tanto o ataque do Egito como as bombas colocadas próximo das casas dos cristãos do Iraque em dias anteriores.

Grave escalada de violência

Os ataques, disse o pontífice, eram uma ofensa a Deus e à humanidade. Ele animava as comunidades eclesiais a perseverar na fé e no testemunho da mensagem de não violência contida nos Evangelhos.

A igreja copta divulgou uma declaração, qualificando o ataque como uma “grave escalada” de violência contra os cristãos, segundo informou no dia 3 de janeiro o Los Angeles Times.

A declaração pedia uma investigação pública do ataque e solicitava das autoridades que fizessem públicos os detalhes do crime o quanto antes.

A bomba no Egito foi precedida da violência no Iraque. Foram colocadas dez bombas próximo de lares de famílias cristãs em Bagdá. As explosões causaram a morte de duas pessoas, com 20 feridos, informava no dia 30 de dezembro o New York Times.

O último ataque aconteceu após outro evento, em que vários pistoleiros entraram na igreja de Nossa Senhora da Salvação, em Bagdá, em outubro, causando a morte de dezenas de fiéis.

Antes das últimas bombas, muitas igrejas tinham cancelado suas celebrações de Natal, por temor de possíveis agressões dos extremistas islâmicos.

Segundo o New York Times, desde outubro, ao menos 1.000 famílias cristãs abandonaram o Iraque, buscando refúgio na Síria, Turquia e outros lugares. Alguns estimam que mais da metade do 1,4 milhão de cristãos do país tenha abandonado o Iraque desde 2003.

Violência cresce

A Índia é outro país onde os cristãos enfrentam hostilidades e, segundo um informe de Compass Direct, houve um aumento dos episódios de violência.

Segundo o informe de 30 de dezembro, os cristãos da Índia foram o objetivo de mais de 130 ataques por ano desde 2001, com cifras muito mais altas no ano de 2007 e em 2008. Em 2010, houve ao menos 149 ataques violentos.

A maioria dos incidentes aconteceu em quatro Estados: Karnataka, Andhra Pradesh, Madhya Pradesh e Chhattisgarh. Dos 23 milhões de cristãos da Índia, 2,7 milhões vivem nos quatro Estados onde há mais perseguição.

A situação é não menos grave no Paquistão, em particular por causa das leis de blasfêmia. Os cristãos costumam ser objetivo de acusações sob essas leis. O caso mais recente é de Asia Bibi, mãe de cinco filhos, sentenciada à morte após ser acusada de blasfêmia.

Salman Taseer, governador da província de Punjab, foi assassinado por um de seus escoltas após ter falado a favor das mulheres e das minorias religiosas, segundo uma reportagem da Reuters de 4 de janeiro.

O escolta, Malik Mumtaz Hussain Qadr, citou a oposição de Taseer às leis de blasfêmia para justificar sua ação.

“Salman Taseer é um blasfemo, e este é o castigo para um blasfemo”, disse Qadr em comentários difundidos pela televisão.

Tensão na China

A violência não é a única preocupação da Igreja Católica. Em dezembro, aumentaram as tensões com o governo chinês, em consequência da decisão das autoridades de obrigar todos os bispos a participar de uma reunião.

O Papa disse aos bispos católicos que não participassem do encontro, informava a 7 de dezembro o Washington Post. Segundo o artigo, o governo não deu outra opção aos bispos. O texto descrevia uma cena em que a polícia tirava da catedral de Jing, província de Hebei, o bispo Feng Xinmao.

“Mons. Feng foi sequestrado e forçado a participar desta reunião”, disse um frade, entrevistado por telefone pelo jornal.

O artigo observava que a reunião aconteceu só duas semanas depois da ordenação de um novo bispo na província de Hebei, sem a aprovação do Vaticano. Em uma nota com data de 17 de dezembro, o Vaticano criticava a decisão das autoridades chinesas de celebrar a reunião.

Liberdade

“A maneira como se convocou e desenvolveu [a reunião] manifestam uma atitude repressiva em relação ao exercício da liberdade religiosa, que se esperava já superada na China atual”, afirmava a declaração do Vaticano.

“O desejo persistente de controlar a esfera mais íntima da vida dos cidadãos, quer dizer, sua consciência, e de interferir na vida interna da Igreja Católica não faz honra à China”, acrescentava.

Posteriormente, em sua mensagem urbi et orbi, a 25 de dezembro, Bento XVI pedia que a celebração do Natal consolidasse a fé e a valentia da Igreja na China continental.

As autoridades chinesas, no entanto, não mostraram sinal algum de mudança e, como reação à mensagem de Natal do Papa, advertiram que o Vaticano deve “enfrentar os fatos” sobre a religião na China, se quiser melhorar as relações com o país, informou o jornal London Telegraph no dia 28 de dezembro.

“O direito à liberdade religiosa funda-se na própria dignidade da pessoa humana, cuja natureza transcendente não se pode ignorar ou descuidar”, afirma o Papa em sua mensagem para o Dia da Paz.

“A liberdade religiosa – acrescenta o Santo Padre – há de se entender não só como ausência de coação, mas antes ainda como capacidade de ordenar as próprias opções segundo a verdade”. Uma verdade perante a qual parece que nem todos estão abertos.

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* De onde eu vim? Essa não é mais uma pergunta simples.

domingo, janeiro 30th, 2011

Albert Mohler

Em algum momento, antecipado e até temido por alguns pais, toda criança faz a pergunta inevitável: “De onde eu vim?” Essa pergunta é endêmica na raça humana. A pergunta sobre nossas próprias origens biológicas acaba se tornando inescapável. Nossa existência exige uma explicação, e a pergunta assume uma forma ousada. A resposta costumava ser fácil.

Isto é, a resposta era fácil em termos de biologia. De alguma maneira, a resposta tomava a forma de uma estória sobre duas pessoas, um homem e uma mulher, que se uniam e faziam um bebê. A mamãe e o papai faziam um bebê. Essa estória era tanto verdadeira quanto universal. Na maior parte da história humana, não havia uma estória alternativa. A resposta que os pais davam em 1960 era a mesma que eles davam no ano 1060 ou em qualquer ano anterior.

Tudo isso mudou com a revolução biológica e o surgimento de novas tecnologias reprodutivas.O desenvolvimento das tecnologias de Fertilização In Vitro (FIV) ocorreu somente depois que os seres humanos foram se acostumando ao controle reprodutivo por meio da pílula anticoncepcional. Se as tecnologias médicas podiam ser utilizadas para se evitar a gravidez, certamente as novas tecnologias poderiam permitir que casais tivessem filhos que eles aguardaram durante muito tempo, mas que não haviam chegado por meios naturais.

O público havia recebido a garantia de que o uso dessas tecnologias não provocaria uma revolução moral, já que a disponibilidade dessas novas tecnologias ficaria limitada aos casais casados. Mas é claro que essa foi uma promessa falsa, e deveria ter sido vista dessa forma desde o princípio. A pílula anticoncepcional no começo era prescrita apenas aos casais casados, mas o fato claro é que entre os indivíduos que não eram casados existia uma necessidade vastamente maior de anticoncepcionais. No começo da década de 1970, a pílula já estava à disposição de todos.

A mesma estória também foi aplicada ao uso da FIV. Se havia milhares de usuários potenciais entre casais casados, os indivíduos não casados e as duplas não heterossexuais superavam em muito esses usuários. O desenvolvimento da FIV e as revoluções produzidas por meio de doação de óvulos e espermatozoides e barrigas de aluguel fizeram, embora de forma redefinida, com que ser pai e mãe ficasse agora acessível a praticamente qualquer adulto e a qualquer dupla.

Essa revolução é retratada de modo comovente na matéria de capa de 2 de janeiro de 2011 da revista The New York Times. Em “Meet the Twiblings”* (tradução livre: veja os irmãos gêmeos), Melanie Thernstrom fornece um relato de como ela e seu marido se tornaram os pais dos bebês Violet e Kieran, que têm uma aparência adorável na capa da revista. O texto de capa contém esta questão provocadora: “Como quatro mulheres (e um homem) conspiraram para fazer dois bebês”.

Conforme reconhece Thernstrom, essa é uma historia complicada. Os dois bebês nasceram com uma diferença de cinco dias. Eles têm em comum a mesma mulher que doou os óvulos (obtidos de modo comercial) e um homem que doou o esperma (Michael, o marido de Thernstrom). Mas duas diferentes mães de aluguel fizeram a gestação dos bebês. Geneticamente, eles são irmãos, mas nasceram de dois diferentes úteros. Eles nasceram com uma diferença de cinco dias, mas não são na verdade gêmeos.Thernstrom os chama de ““twiblings”*.

Ela escreve de modo comovente acerca de seus esforços, com Michael, de ter um bebê. Depois de seis rodadas de FIV e claros conselhos médicos, o casal tomou a decisão de desenvolver um novo plano, mas o plano exigia muita consideração. A vantagem das novas tecnologias reprodutivas era evidente, assim como foi a revolução que essas tecnologias representam. Ela escreve: “A tecnologia reprodutiva preenche uma necessidade importante — e crescente.

As duplas gays estão cada vez mais escolhendo ter famílias. Oito por cento das mulheres entre as idades de 40 e 44 anos se identificam como involuntariamente sem filhos ou esperando ficar grávidas, de acordo com um novo relatório do Pew. A maioria das mulheres nessa faixa etária terá condições de engravidar somente com óvulos de doadoras”.

Melanie e Michael queriam irmãos da mesma idade aproximada que crescessem como companheiros. Os gêmeos de FIV eram mais perigosos, de modo que Michael teve a ideia de usar duas mães de aluguel para ter dois bebês ao mesmo tempo.

O relato de Thernstrom acerca das complexidades do processo de tomada de decisões é fascinante, mas o que muitos leitores talvez não captem é o fato fundamental que virtualmente todas essas decisões eram absolutamente desconhecidas nas gerações passadas da raça humana. Eles quiseram escolher uma doadora de óvulos que se parecesse com Melanie? O casal Thernstrom estava mais interessado em características de personalidade, mesmo se essas fossem difíceis de definir em termos genéticos. Eles acabaram escolhendo uma doadora com uma personalidade “encantadora”.

Eles também escolheram as mães de aluguel com cuidado. Melanie comentou que preocupações acerca da barriga de alguém vieram tanto da parte de esquerdistas quanto de conservadores, mesmo que em diferentes bases. Ela escolheu duas mulheres que, engravidadas com os embriões criados pelos óvulos da doadora e o esperma de Michael, fizeram também a gestação das esperanças reprodutivas de Thernstrom.

Melanie e Michael se referiram a esses bebês como “versões preliminares”. Nas palavras dela, eles fizeram isso para “recordar a nós mesmos de que eles são anotações dos tipos de filhos que queremos, mas se eles morressem, eles eram só o começo como todos os embriões haviam sido, e começaríamos tudo de novo”.

Kieran nasceu primeiro, e Violet chegou cinco dias depois. Ambos são adoráveis e saudáveis. Contudo, os papéis das mães de aluguel não terminaram no nascimento, pois o casal Thernstrom — indo contra todos os conselhos comuns — escolheram manter um relacionamento com as mães de aluguel e com a doadora dos óvulos.

O que é interessante é que Melanie Thernstrom parece ver a complexidade desses nascimentos como de certo modo vantajosa. “Eu queria evitar o que vejo como claustrofobia da família nuclear”, explica ela. Ela se refere à teia de relacionamentos que se exige com esse processo como “um tipo de família estendida”.

Ela também reconhece as ambiguidades criadas por essas novas tecnologias. “A terceirização da reprodução cria todos os tipos de relacionamentos para os quais não existem ainda termos”, explicou ela. “Por exemplo, não há palavra para descrever o relacionamento entre nossos filhos e os filhos das próprias mães de aluguel, mas sinto que eles são, de certo modo, parentes. Eles são irmãos de gestação; eles não têm a mesma mãe, pai ou genes, mas tiveram sua gestação no mesmo corpo e aprenderam sua insondável linguagem química”.

Além disso:

Não há também palavras para descrever o relacionamento de nossos filhos uns com os outros. Nossos filhos nasceram com uma diferença de cinco dias — um fato que não dá para explicar com facilidade. Quando as pessoas me apertam sobre a situação deles (“Mas eles são realmente gêmeos?”), a resposta vai num rumo positivo. A palavra “gêmeos” geralmente se refere a irmãos que estavam no mesmo útero. Mas chamá-los apenas de “irmãos” em vez de “gêmeos” também provoca indagações porque irmãos genéticos plenos normalmente têm uma diferença de pelo menos nove meses de data de nascimento. E nossos filhos poderiam ser considerados da mesma idade porque foram concebidos ao mesmo tempo (no laboratório) e os embriões foram transferidos na mesma época. Se a pessoa continua a fazer objeções sobre se eles realmente têm as qualificações para serem gêmeos (como, de forma surpreendente, as pessoas muitas vezes fazem), em vez de perguntar o motivo por que isso importa, eu anuncio com toda a abertura que eles são “twiblings”*.

Quase uma semana antes, a celebridade da música pop Elton John e seu parceiro, David Furnish, “tiveram” seu bebê do sexo masculino. O jornal The Guardian (de Londres) explicou que o bebê veio “com a ajuda de uma mãe de aluguel anônima da Califórnia e de uma doadora de óvulo”. O nascimento do menino, chamado Zachary Jackson Levon Furnish-John, criou certa agitação na imprensa britânica, mas a principal questão de preocupação parecia ser o fato de que Elton John tem 62 anos e David Furnish tem 48.

A questão da homossexualidade foi tão politicamente incorreta que a idade parecia ser o único fator de interesse. Zoe Williams do The Guardian chegou ao ponto de proclamar que o acontecimento inteiro levou à conclusão de que a “homofobia está morrendo”.

É como se agora estivéssemos vivendo num novo planeta — um no qual todos os limites naturais do sexo e reprodução foram deixados para trás. As tecnologias de reprodução estão redefinindo o sexo, os casamento, os relacionamentos, a família e a história humana.

A humanidade está se precipitando de cabeça para um mundo em que a resposta para a pergunta “De onde vim?” poder ficar num estado de complicação sem fim. Não temos nenhuma categoria adequada para explicar o relacionamento dos pequenos Kieran e Violet e todos aqueles que “conspiraram” para trazê-los à existência. Lemos o anúncio do nascimento de Zachary Jackson Levon Furnish-John, e sabemos que as questões morais mais importantes já estão fora dos limites.

Uma indústria inteira está agora funcionando com um alcance global, oferecendo essas tecnologias reprodutivas para virtualmente qualquer indivíduo que tenha o dinheiro para pagar. Você pode estar certo de que as tecnologias reprodutivas continuarão se expandindo, pois sua indústria está crescendo.

As implicações teológicas e morais de tudo isso são intermináveis e urgentes, mas as tecnologias estão avançando com muita velocidade. Para os cristãos, a questão mais urgente é a total separação do casamento natural do processo da reprodução humana que essas tecnologias possibilitaram. As complexidades morais envolvendo Kieran e Violet Thernstrom e sua “família estendida” são preocupantes. Naturalmente simpatizamos com um casal casado que deseja desesperadamente um filho, mas o debate das escolhas da vida que leva tantos casais de idade avançada a desejar filhos agora, em vez de anos antes, é culturalmente fora dos limites.

E o nascimento de Zachary Jackson Levon Furnish-John para um idoso cantor pop e seu parceiro de mesmo sexo é só um sinal de coisas que virão. A pergunta “De onde eu vim?” poderá bem surgir como uma das perguntas mais frequentes e inquietantes de nossos tempos.

* Nota do tradutor: “twiblings” é a união de duas palavras em inglês, “twin” (gêmeo) e “sibling” (irmão).

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* Reino do Butão poderá se abrir à presença de missionários católicos.

domingo, janeiro 30th, 2011

As notícias relativas a uma possível abertura do reino budista do Butão à fé cristã despertaram muita atenção, curiosidade e interesse no mundo missionário.

Atualmente no Butão somente são permitidas as religiões Budista e Hinduísta; mas nas últimas semanas, Chhoedey Lhentshog, representante governamental para a supervisão de organizações religiosas, afirmou que os grupos cristãos poderão se registrar oficialmente junto às autoridades. Missionários católicos disseram à [agência] Fides que “estão prontos para partir e começar uma comunidade de fé no país, lançar a semente do Evangelho mesmo lá”.

O padre Arul Raj, missionário dos Oblatos de Maria Imaculada (OMI), que vive em Chennai (Tamil Nadu, Índia) é o fundador de dois institutos religiosos: um feminino, a “Sociedade das Filhas de Maria Imaculada” (DMI), e um masculino, a “Sociedade dos Missionários de Maria Imaculada” (MMI).

Os dois institutos, da Índia meridional, abriram várias comunidades em outros cinco estados na Índia setentrional, e na fronteira com Nepal e Butão. Padre Arul disse à Fides: “Estamos prontos a abrir comunidades de homens e mulheres no Butão. Não conhecemos bem o território, mas se as autoridades o permitirem, e nós tivermos as condições necessárias, começaremos prontamente nossas atividades. Alegra-nos poder responder deste modo ao apelo do Papa em sua Mensagem pelo Dia Mundial das Missões”.

O estilo evangelizador e o carisma missionário das duas comunidades é perfeitamente adequado ao contexto do Butão: na Índia as irmãs trabalham particularmente pela promoção das mulheres, criando grupos de auxílio recíproco para mulheres pobres nas mais remotas áreas, e para seus filhos (na Índia assistem ao menos 20 mil); os missionários trabalham com os jovens em programas educacionais em colégios mantidos pelo Instituto, principalmente em engenharia e ciência da computação (mais de 8 mil estudantes).

Na medida em que se realizam as atividades, os missionários testemunham os “valores evangélicos do amor, perdão, partilha, unidade e solidariedade, permitindo-lhes crescer e florescer em seus corações”. Eles não promovem conversões abertamente, mas manifestam claramente sua identidade cristã no trabalho e na oração. Desta forma, disse Pe. Arul à Fides, “não temos problemas com os diversos grupos hindus na Índia, nem sofremos acusações de conversões em massa”. Mas “muitos dos jovens e mulheres que participam de nossos programas, pedem espontaneamente para abraçar a fé cristã”, explica.

Esta abordagem, baseada no testemunho, diálogo, ajuda e compaixão serão certamente bem recebidos numa área como o Butão, onde até agora a fé cristã tem sido marginalizada.
Fonte: Fides
Tradução: OBLATVS
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* BBB, síntese do que há de pior na televisão brasileira.

domingo, janeiro 30th, 2011

Anônimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço…A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE..

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer  tão cedo.

Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins…, telefonar para um amigo.., visitar os avós. ,pescar. , brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

 

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* O sinal da cruz. Você entende seu significado?

domingo, janeiro 30th, 2011

Inácio Almeida viaja entre os séculos e aborda a importância do sinal da cruz, mostrando como diversas e importantes figuras históricas se valiam do sinal, o dístico do cristão, em momentos de perigo, de decisão e na iminência da morte, como forma de alcançar a serenidade necessária em momentos cruciais.

Outrora, em Besra na Idumea, ocupava o trono Episcopal São Julião. Este santo tinha uma alma cheia de zelo e piedade, não media esforços para trazer ao redil de Nosso Senhor Jesus Cristo as ovelhas tresmalhadas daquele rebanho.

Entretanto, alguns influentes habitantes desta cidade, descontentes com o progresso da fé, tomaram a resolução de envenenar este santo homem de Deus. Para isto, subornaram o próprio criado do Bispo. O infeliz aceitou e recebeu deles a bebida envenenada. Divinamente de tudo avisado, o Santo diz ao criado:

“-Vai, e da minha parte, convida para o meu jantar de hoje os principais habitantes da cidade”.

São Julião bem sabia que entre eles estariam os culpados. Todos acedem ao convite. Num dado momento, o Santo Bispo sem acusar ninguém, lhes diz com doçura evangélica:

“-Visto quererem envenenar o humilde Julião, eis que diante de vós passo a beber o veneno”.

Fez então três vezes o Sinal da Cruz sobre a taça, dizendo: “Eu te bebo em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”.

Em seguida, bebeu o veneno até a última gota e, ó milagre Divino, São Julião não sentiu o menor mal. Seus inimigos, diante de tal prodígio, caíram de joelhos a seus pés e lhe pediram perdão.

De onde vem a força deste simples gesto? Qual a sua origem? Em que momentos devemos fazê-lo?

Este Sinal Divino, sempre foi considerado como um mestre sábio e conciso, pois resume em si, de modo simples e didático, os dois principais mistérios de nossa fé que são a Unidade e Trindade de Deus e a Encarnação, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Entretanto, nos dias de hoje, poucos são os que conhecem tudo o que contém, tudo o que ensina, tudo o que opera de sublime, de santo e de divino, e em conseqüência, de soberanamente proveitoso às almas, esta fórmula tão antiga como a Igreja. Os primeiros cristãos faziam o Sinal da Cruz a cada instante. Assim afirma São Basílio: “Para os que põem sua esperança em Jesus Cristo, fazer o Sinal da Cruz é a primeira e mais conhecida coisa que entre nós se pratica”.

Vejamos o exemplo de Santa Tecla, ilustre por nascimento, mais ainda ilustre pela fé:

“Agarrada pelos algozes, é conduzida à fogueira, faz o Sinal da Cruz, entra nela a passo firme e fica tranqüila no meio das chamas”.

Imediatamente cai do céu uma torrente de água, e o fogo é apagado. E a jovem heroína sai da fogueira sem ter queimado um só fio de cabelo. À maneira desta mártir que ao caminhar para o último suplício não deixava de se fortalecer pelo Sinal da Cruz, os verdadeiros Cristãos dos séculos passados recorriam sempre a este sinal consolador para suavizar suas dores e santificar sua morte.

Façamos um rápido passeio pelos séculos e paremos um instante em Aix la Chapelle para assistir à morte do grande imperador:

“… No dia seguinte, logo ao amanhecer, Carlos Magno estando bem consciente do que devia fazer, estendeu a mão direita e enquanto pôde, fez o Sinal da Cruz na fronte, no peito e no restante do corpo.”

Voemos à bela França do século XIII para darmos a palavra ao Príncipe de Joinville, biógrafo e amigo de São Luís IX:

“-À mesa, no conselho, no combate, em todas as suas ações, o rei começava sempre pelo Sinal da Cruz”.

Agora estamos diante de Bayard, o cavaleiro sem medo e sem mácula. Vemo-lo ferido de morte, deitado à sombra de um grande carvalho fazendo o seu último gesto que foi um grande Sinal da Cruz feito com sua própria espada.

Em 1571, D. João D’Áustria, antes de dar o sinal de ataque na Batalha de Lepanto em que se decidia o futuro da cristandade, fez um grande e lento Sinal da Cruz repetido por todos os seus capitães e a vitória logo se fez esperar. Por estes e outros exemplos, vemos quão poderosa oração é o Sinal da Cruz. De quantas graças nos enriquece ele, e de quantos perigos preserva nossa frágil existência.

Quando devemos fazer o Sinal da Cruz

Mas… Quando devemos fazer o Sinal da Cruz? Tertuliano nos responde:

“A cada movimento e a cada passo, ao entrar e ao sair de casa, ao acender as luzes, estando para comer, ao deitar e ao levantar, qualquer que seja o ato que pratiquemos ou o lugar para onde vamos, sempre marcamos nossa fronte com o Sinal da Cruz.”

E de todas as práticas litúrgicas, o Sinal da Cruz é a principal, a mais comum, a mais familiar. É a alma das orações e das bênçãos. A Santa Igreja em suas cerimônias, em nenhuma delas deixa de empregá-lo. Começa, continua, e tudo termina por este sinal. Ao destinar para o seu próprio uso a água, o cálice, o altar e também aquilo que pertence aos seus filhos como as habitações, os campos, os rebanhos. De tudo toma posse pelo Sinal da Cruz.

A primeira coisa que faz sobre o corpo da criança ao sair do seio materno, e a última, quando já na ancianidade, o entrega às entranhas da Terra, é ainda este Divino Sinal. O que dizer da Santa Missa que é a ação por excelência? A Esposa de Cristo mais do que nunca o multiplica… O sacerdote, no decurso da celebração, ao abrir os braços imitando o Divino crucificado, não é o seu corpo o próprio Sinal da Cruz vivo? Também diante das tentações, nós devemos fazer uso deste sinal libertador. Ouçamos o que nos diz Orígenes:

“É tal a força do Sinal da Cruz, que se o colocardes diante dos olhos e o guardares no coração, não haverá concupiscência, voluptuosidade ou furor que possa resistir-lhe. À vista dele desaparece todo o pecado.”

E ao findar o dia, se a fadiga e os fracassos da jornada levarem a vossa alma para o desânimo ou até o desespero. Ouçamos o que nos aconselha o sábio Prudêncio: “Quando ao convite do sono, deitares em teu casto leito, fazeis o Sinal da Cruz sobre a fronte e sobre o coração, a cruz te preservará de todo o pecado. Santificada por este Sinal, a tua alma não vacilará”.

Mas para alcançarmos tão preciosos benefícios, é mister que façamos o Sinal da Cruz bem feito e com firmeza. A devoção, a confiança, o respeito e a regularidade devem acompanhar o movimento de nossa mão.

Meditando nas palavras pronunciadas, devemos pensar em Deus Padre, Deus Filho e no Espírito Santo. Além disto, tocando com a mão direita no centro da testa, devemos ter a intenção de consagrar ao Senhor a nossa inteligência, os nossos pensamentos; tocando o peito, consagrar-lhe o nosso coração, os nossos afetos e tocando os ombros, todas as nossas obras.

Porém não permitamos que o respeito humano nos impeça de manifestar pública e abertamente o Sinal da Cruz, pois se hoje uma grande parcela de nossa sociedade está afundada na impiedade e no materialismo, a necessidade que temos de fazer uso deste augusto Sinal é cada vez maior. Este estandarte divino que salvou o mundo é dotado de força para salvá-lo ainda. E, fazendo eco as palavras dos padres e doutores da igreja, concluímos:

Salve ó Sinal da Cruz! Estandarte do grande Rei, troféu imortal do Senhor, Sinal de vida, salvação e benção. És nossa poderosa guarda que em vista dos pobres é de graça e por causa dos fracos não exige esforço. És a tácita evocação de Jesus crucificado, monumento da vitória do Divino Redentor. Teus efeitos são largos como o universo, duradouros como os séculos. Tua eloquência dissipa as trevas, aclara os caminhos. És a honra da fronte, a glória dos mártires, a esperança dos cristãos. És enfim, o fundamento da Igreja.

Principais fontes: O Sinal da Cruz de Monsenhor Gaume; Catecismo da Igreja Católica; e o Dicionário de Liturgia.

Por Inácio Almeida

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* As dores do mundo e a ignorância que rouba a esperança.

domingo, janeiro 30th, 2011

Gladys Bulynia com 10 de seus 12 filhosGladys Bulynia vive sozinha com 10 de seus 12 filhos gêmeos

A maioria das mulheres teria dificuldades em lidar com seis pares de gêmeos, mas para a queniana Gladys Bulinya isso é ainda mais complicado – em seu país, muitas pessoas creem que o nascimento de gêmeos é uma maldição.

Sua família não quer mais contatos com ela e até seu marido a deixou após o nascimento do sexto par de gêmeos, temendo que ela estivesse amaldiçoada.

Bulynia, de 35 anos, vive sozinha com 10 de seus 12 filhos em uma casa de sapé de um cômodo a poucos quilômetros do lago Victoria.

Sentada em frente à pequena casa no vilarejo de Nzoia, ela conta que seus primeiros filhos, John e James, nasceram em 1993.

Ela explica que ficou grávida quando ainda era uma estudante secundarista, mas seu namorado era jovem demais para se casar com ela. Sua família então ordenou que ela deixasse os bebês no hospital local para adoção.

Eles explicaram a ela que o povo Bukusu, ao qual sua família pertence, acredita que os gêmeos trazem azar e que, a não ser que ao menos um deles morra, isso significa morte certa para um ou para ambos os pais.

A tradição Bukusu de eliminar o segundo gêmeo não é mais praticada, apesar de casos ocasionais de infanticídio ainda serem registrados em áreas rurais do oeste do Quênia.

Expulsão

Por sorte, diz Bulynia, quando o pai de seu namorado soube que os gêmeos haviam sido abandonados, ele os tomou e vem cuidando de ambos desde então. Ele é de um grupo étnico diferente, os Kalenjin.

Mas seus problemas não acabaram aí. Cinco anos depois ela se apaixonou e se casou com um professor de escola primária.

Ela vivia com a família do marido quando deu à luz seu segundo par de gêmeos, Duncan e Dennis.

Temendo que ela trouxesse a eles um mau agouro e que alguém da família morresse, seus sogros a expulsaram de casa.

“Fui colocada em um mototáxi com meus gêmeos e mandada para a casa do meu pai”, conta ela.

Gladys Bulynia com dois de seus filhos

Bulynia admite ter feito esterilização sob relutância após sexto parto

Sua família, porém, teve pouca simpatia por ela. Novamente temendo que ela estivesse amaldiçoada, seus pais não permitiram que ela ficasse na casa da família.

Em vez disso, eles rapidamente arrumaram um novo casamento para ela, com um homem 20 anos mais velho.

O homem concordou porque já não esperava se casar em sua idade.

Mas outros gêmeos vieram. “Mercy e Faith nasceram em 2003, Carren e Ivy em 2005, e Purpose e Swin em 2007”, conta Bulyinia.

Mas foi a chegada de Baraka e Prince, no ano passado, que levou o marido a deixá-la.

“Eu agora tenho que fazer vários trabalhos para alimentar meus dez filhos, porque eu não sei onde ele (o marido) está, e mesmo se ele estivesse por perto, estaria muito velho para trabalhar”, diz.

Ração de milho

Algumas das crianças mais velhas frequentam a escola local. As meninas de cinco anos se revezam para cuidar de Baraka e Prince, de cinco meses, enquanto sua mãe está fora cuidando de jardins ou lavando roupas para os vizinhos.

Dennis, de 11 anos, recebeu uma bolsa para frequentar uma escola privada próxima, enquanto seu irmão gêmeo, Duncan, cuida da criação de gado de um professor aposentado.

Duncan recebe uma ração mensal de milho como pagamento por seu trabalho, e isso é o que alimenta o resto da família.

Apesar de ajudar a família com a bolsa a Dennis, a diretora da escola St Iddah Academy critica a mãe.

“Esta senhora deveria ter feito uma esterilização após descobrir que os homens a estavam usando e descartando”, afirma Margaret Khanyunya.

Bulynia diz que não se arrepende de nada e que considera seus filhos como “uma bênção de Deus”.

Mas ela admite que passou, sob relutância, por uma esterilização, por não poder lidar com mais nenhuma criança. “Foi contra o desejo de minha igreja”, conta.

“Sou católica. Quando tomei a decisão, pedi o perdão de Deus. Estou segura de que Deus entende e vai me perdoar por fazer isso”, disse.

O que realmente a deixa contrariada, ela diz, é a ausência de seus gêmeos mais velhos, hoje com 17 anos.

Ela chora ao relatar seu último encontro com os filhos, há dois anos, quando eles foram circuncidados, em uma cerimônia que marca o rito de passagem da adolescência à vida adulta.

Na cerimônia, cada pai precisa entregar o filho para os anciões da comunidade fazerem a circuncisão.

“Fui convidada ao evento e me pediram duas vezes para apontar meus filhos entre o grupo de 30 garotos”, diz.

“Nas duas vezes apontei para os garotos errados, e meu coração ainda aperta a cada vez que penso naquele dia.”

BBC

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* Testemunho da conversão do lutador brasileiro Vitor Belfort.

domingo, janeiro 30th, 2011

O lutador do UFC (Ultimate Fighting Championship) Vitor Belfort compartilhou em um novo vídeo da I Am Second que não foi dor física, mas o trauma emocional que o ajudou a encontrar Deus.

Belfort, lutador de M.M.A (Mixed Martial Arts) nascido no Brasil tem uma luta agendada contra Anderson Silva, atual titular do cinturão de peso médio da UFC para 5 de fevereiro, relembrou o ano em que sua vida mudou para sempre no vídeo do ministério I Am Second.

O campeão do UFC compartilhada que ele não se converteu a Deus, mesmo quando ele sofreu uma lesão no pescoço com a idade de 20 que ameaçou acabar com sua carreira. Mas foi a dor e a angústia de perder sua irmã que o levou a Cristo.

Em 2004, ele conquistou o título Light Heavyweight Champion do UFC. Mas nesse mesmo ano, ele recebeu a notícia devastadora de que sua irmã foi raptada no Brasil depois que sua mãe a deixou no local de trabalho. A família nunca encontrou o corpo dela, mas ouviu histórias de que mais de 20 homens estupraram e a mataram.

“Se você perdeu o seu marido, você é uma viúva, se você perdeu seu pai, você é um órfão, mas se você perdeu seu filho, eles não têm um nome para isso. Isso é tão doloroso que eles não têm um nome para isso”, disse Belfort.

Em meio à raiva e amargura, pensamentos de vingança, o consumiu. Buscando uma maneira de amenizar sua dor, Belfort começou a orar. Foi através da oração que ele ouviu a voz de Deus: “Filho, não importa como você olha, como você pensa sobre sua vida, sua irmã me pertencia.”

Foi nesse momento que Belfort disse que percebeu pela primeira vez a realidade deDeus.

“Acho que há duas maneiras de se chegar a Deus, pelo amor ou pela dor. A minha foi através da dor “, afirmou Belfort.

Vítor é casado com a ex-modelo e apresentadora Joana Prado

Agora, seu coração está em paz e seu relacionamento com sua família e Deus é bom, ele compartilhou.

“Eu posso ver agora que através dessa tribulação, eu sou um novo homem. Sou um homem forte. Amadurecido”, disse Belfort. “Eu não sou perfeito. Eu ainda luto contra muitas coisas, mas é um processo. Eu estou no meio do processo e a cada dia eu tento provar a mim mesmo que eu posso lutar por esse processo, que nunca termina.”

Belfort disse que ele é frequentemente questionado sobre como ele pode participar de um esporte tão violento e ainda servir a Deus. Sua resposta é de futebol americano e hóquei também são violentos. “Todo mundo é um lutador”, disse ele.

Belfort ganhou 19 de suas 27 lutas no UFC e foi classificado no top 10 nas divisões de meio-pesado e médio.

O movimento I Am Second foi fundado pelo e3 Partners Ministry e busca conectar respostas aos que procuram sobre as questões da vida com depoimentos da vida real de pessoas que encontraram respostas em Jesus Cristo. Pessoas que compartilham suas histórias através de vídeos falam abertamente sobre suas várias lutas, que vão desde o abuso de substâncias ao egoísmo, e como eles encontraram uma vida plena em Cristo.

Algumas celebridades que são apresentadas nos vídeos incluem o ex-membro da Banda Korn, Brian “Head” Welch, o jogador liga de futebol americano NFL, Bradie James, o ex governador do Arkansas Mike Huckabee, O premiado do Grammy Music-Award Michael W. Smith, e do ex-treinador da NFL, Tony Dungy.

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* Educar a afetividade.

domingo, janeiro 30th, 2011

João Malheiro

Em seu livro “Ética a Nicômaco”, Aristóteles afirmava que, para educar bem uma pessoa, era preciso capacitá-la para que saiba amar o que é amável e odiar o que é aborrecível. Indicava que, para vencer este desafio, era necessário avançar em três campos no processo educacional: o incremento do conhecimento; o desenvolvimento de aptidões intelectuais e da razão prática, o que permite escolhas morais acertadas; e, por fim, o incentivo à convivência familiar e social para a consolidação de atitudes e a interiorização de valores que dão sentido à vida.

Durante o período escolar, caso se tenha o privilégio de se estudar numa escola que busque a formação integral dos pais, professores e alunos, os dois primeiros campos são, em princípio, satisfeitos. Porém, é provável que o terceiro aspecto – a convivência –fique a desejar.

A obrigação dos pais de trabalhar o dia inteiro, as inúmeras tarefas escolares dos alunos e seus cursos extraescola, a tendência dos jovens a ficar em casa “blogados” na internet 24 horas por dia são alguns dos fatores que costumam prejudicar a socialização. Por isso, quando chegam as férias escolares, pais e educadores devem sentir uma grande motivação para compensar essa carência, programando bem o tempo de férias de modo a conviverem de forma mais próxima e intensa.

Estar juntos em família é uma grande fonte de riqueza humana. Todos têm particularidades ímpares que, somadas num ambiente de união e cordialidade, são sempre construtivas. Mas também se deve fomentar momentos de contato com o mundo da natureza, das obras primas da pintura, da literatura, da música e do cinema. Estas artes ajudam a saber identificar o que se passa por dentro de cada um de nós e nos mostram sentimentos em que nos reconhecemos. Educar a afetividade é hoje uma das grandes prioridades educacionais.

A afetividade é primordialmente subjetiva: o que sinto é o que me afeta em minha identidade pessoal. Quando penso ou decido algo, sempre produzo uma mudança em meu ser. Mas o que sinto não é garantia de que minhas ideias sejam verdadeiras e nem de que a decisão seja correta, porque os sentimentos são tudo, a partir do ponto de vista subjetivo, porém, em termos de objetividade, podem ter pouca relevância. Uma pessoa que se centra exclusivamente nos sentimentos, excluindo toda a conexão com o racional e com a realidade, pode acabar até adoecendo, porque não é capaz de se conectar com o real. E se tal apego ao mundo afetivo chegar a níveis elevados, pode se tornar uma doença mental, não tão incomum hoje em dia.

Por isso é fundamental educar(-se) bem na objetividade, aprendendo de modelos de vida, atraentes e positivos, a direcionar nossa subjetividade. Sempre que contemplamos um Van Gogh, discutimos um clássico do cinema de Frank Capra ou relemos um Dom Quixote, nossas fibras existenciais tendem a se ajustar ao mundo real.

Portanto, é importantíssimo incentivar, principalmente em relação aos jovens  esses momentos culturais de reflexão que geram ideais altos, objetivos reais, que ajudarão a canalizar toda a afetividade para finalidades mais estáveis e a construir uma coerência interna.

Outra “escola” de educação afetiva é a escola das amizades verdadeiras, pois muitas vezes as melhores obras primas são as vidas dos amigos que nos rodeiam. Todos temos na memória pessoas que nos marcaram para sempre, pela sua generosidade, alegria, lealdade, fortaleza… Por isso, como é importante orientar com clareza a juventude para que saiba discernir os bons dos maus amigos! Infelizmente, as pessoas hoje tendem a valorizar mais as pessoas pelo que elas têm do que por aquilo que elas são. O conceito de amizade também se deteriorou com o utilitarismo. O critério de escolha beira muitas vezes a satisfação dos próprios interesses ou o preenchimento de carências materiais e afetivas. O velho ditado nunca se tornou tão evidente como nos dias atuais: “Diz-me com quem andas e te direi quem és”.

Numa sociedade que dispõe de um sistema de valores – coerente e consistente –, a saúde física e mental de seus cidadãos está significativamente bem mais protegida, porque se tem a sabedoria do bem e do mal. Por outro lado, se o que reina é a diluição dos valores ou sua tergiversação, como é hoje, os jovens ficam à deriva e os pais à mercê da sorte.

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* Adolescência e educação familiar, como conciliar?

domingo, janeiro 30th, 2011

Muito se diz que a adolescência é a fase da vida dos filhos mais temida pelos pais. Mas será que essa idade tem de ser sempre tão conturbada assim?

Muitos pais de adolescentes se queixam dizendo: “Meu filho se tornou um preguiçoso, vive agora ‘esparramado’ no sofá a ouvir música”. Alguns lamentam: “Ele está tão rebelde, contesta tudo e a tudo exige explicações”. Os mais ciumentos, cheios de saudades reclamam: “minha filha agora que está se tornando moça nem liga mais para nós, só pensa em ficar com as amigas e na internet.

Será que são preguiçosos? Não é verdade que o adolescente seja de fato preguiçoso. Nessa fase, devido às mudanças hormonais e outros fatores biológicos, é natural que lhes custe mais desempenhar tarefas que exigem esforços. Aliás, aquela vitalidade incansável da criança, que corre de um lado para o outro, sempre solícitos a fazer o que lhes pedem, não poderia durar para sempre.

É conveniente, então, sabendo que essa “moleza” surgirá nessa fase da vida, que os pais os estimulem com carinho e compreensão. Não se trata de deixar as coisas correrem, pensando que “logo isso passa”. Se não se fizer nada, não passa não, e terão esse vício para o resto da vida. Mas há que ser estimular com um sentido positivo, sem ares de ameaça ou de reclamação, a fazer algum esporte, a estudar, a envolver-se em atividades de serviço aos demais (voluntariado), enfim, a vencer e, sobretudo, vencer-se.

Talvez a crítica mais injusta que se faz contra o adolescente seja a de que é rebelde. A rebeldia em si não é ruim, mas deve ser bem orientada. E se o for é capaz de mudar o mundo. As crianças trazem gravadas na alma um sentido muito forte de justiça. Quando crescem e passam a compreender um pouco melhor o mundo e a tomar conta das injustiças, hipocrisias e traições que há nas pessoas, seus corações puros tendem a rebelar-se, sobretudo contra aqueles que ousam dizer-lhes que “as coisas são assim mesmo, afinal, quando você for da minha idade entenderá”. Que frase mais inútil e de mau gosto para ser pronunciada a um adolescente! Ainda que o adulto que a pronuncia tenha razão, seguramente não é com ela que convencerá o jovem a nada.

Por que incomoda ou intriga que estejam de “paqueras”? Salvo para umas poucas pessoas, que por escolha ou um desígnio qualquer que não convém aqui investigar optam pelo celibato, a grande maioria das pessoas sonha em se casar, em constituir uma família. E para essas, o desejo de dar-se a outra pessoa começa já nessa fase da vida. Dar-se, não no sentido de relação sexual, mas de entrega a alguém com quem um dia se vai formar uma comunhão plena de vida, parafraseando o nosso Código Civil. Assim, está-se a procura desse alguém com quem mereça compartilhar uma vida.

É bem verdade que alguns jovens vivem isso de forma inconseqüente. É momento, então, de orientá-los, fazendo-os enxergar a imensa dignidade que encerra a condição de ser humano, de modo que essa doação a outra pessoa há de ser ponderada, refletida, ainda que tenha como impulso uma forte carga emotiva.

Os conflitos da adolescência são devidos mais aos pais que aos filhos. Afinal, os pais já passaram por essa fase, portanto, seria muito mais lógico exigir deles a compreensão, o carinho e a atenção de que os filhos tanto necessitam nessa idade. Mas a solução não é encontrar culpados e sim empreender esforços por harmonizar essa relação. Para isso, muitas vezes os pais de nosso tempo não conseguem empreender essa luta sozinhos. Têm de buscar conselhos em bons profissionais. Há também bons cursos que ensinam a educar os filhos nas diversas fases da vida, em especial nessa.

Enfim, têm de estudar e colocar os estudos em prática sobre a educação dos filhos. E convém lembrar que na educação, como em quase tudo, é melhor chegar antes que o problema. Assim, o momento ideal para pensar em como educar adolescentes é quando os filhos estão ainda na infância.

Fábio Henrique Prado de Toledo

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* Para onde caminha a Europa secularizada?

domingo, janeiro 30th, 2011

Cerca de 5.200 britânicos convertem-se ao Islã a cada ano, e 62% são mulheres, segundo uma pesquisa encomendada por Faith Matters.
O típico britânico convertido torna-se muçulmano aos 27 anos e, segundo a pesquisa, não é motivado à conversão pelo casamento. 55% dos convertidos, entretanto, são casados com um muçulmano de nascimento e 12% são casados com outro convertido.
A pesquisa descobriu que a vasta maioria das mulheres convertidas adotam a hijab (véu) depois da conversão. Citam-se os livros como influência primordial sobre os convertidos, seguidos de amigos muçulmanos e internet.
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* Descriminalização do aborto: 78 deputados a favor, 267 contra, segundo pesquisa feita pelo G1.

domingo, janeiro 30th, 2011

G1

À pergunta “É favorável à descriminalização do aborto?”, 267 disseram “não”, 78, “sim”, 37, “em termos”, e 32 não souberam responder, totalizando 414 dos 513 deputados que farão parte da nova legislatura, que se inicia na terça-feira (1º).

O levantamento do G1 ouviu opiniões a respeito de 13 temas polêmicos.

A reportagem conseguiu contato com 446 dos 513 futuros deputados. Desses 446, 414 responderam ao questionário e 32 não quiseram responder. Outros 67, mesmo procurados por telefone ou por intermédio das assessorias durante semanas consecutivas, não deram resposta – positiva ou negativa – às solicitações

Os 267 deputados que se declaram contra a descriminalização do aborto representam 52% dos 513 que comporão a Câmara e 64,4% dos 414 que responderam ao questionário.

Desde a década de 1990, mais de 50 projetos sobre o tema aborto foram apresentados na Câmara dos Deputados. A maior parte propõe mudanças em artigos do Código Penal, para abrandar ou aumentar penas a médicos e mulheres que praticam o aborto.

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* Maioria dos 513 novos deputados federais se declaram católicos.

sábado, janeiro 29th, 2011

G1

De 414 deputados que responderam a questionário proposto pelo portal, 309 (74,6%) se declararam católicos, e 43, evangélicos. Os parlamentares que se declararam espíritas foram 8. Outros 13 disseram ser cristãos, mas não especificaram se seguem uma religião. Oito disseram não ter religião (veja no quadro ao lado).

Esses números foram obtidos a partir de respostas de deputados eleitos e reeleitos em um levantamento feito peloG1 nos últimos dois meses. Além de opiniões a respeito de 13 temas polêmicos, o questionário buscou saber a religião e o time de preferência dos políticos.

A reportagem conseguiu contato com 446 dos 513 futuros deputados. Desses 446, 414 responderam ao questionário e 32 não quiseram responder. Outros 67, mesmo procurados por telefone ou por intermédio das assessorias durante semanas consecutivas, não deram resposta – positiva ou negativa – às solicitações (leia mais sobre a metodologia ao final do texto).


Percentualmente, o número de católicos dentre os que responderam o questionário do G1 é próximo ao da média nacional, mas o de evangélicos, menor.

De acordo com o último dado disponível do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Censo de 2000 (os dados de 2010 ainda não foram finalizados), 73,5% dos brasileiros se declaravam católicos, enquanto os evangélicos somavam 15,4% da população.

Levantamento

O levantamento do G1 teve início em 29 de novembro e foi finalizado em 27 de janeiro. Envolveu uma equipe de 27 jornalistas de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A reportagem procurou todos os 513 deputados que assumirão mandatos na Câmara. No caso dos deputados que assumiram cargos no governo federal, em estados ou municípios, a reportagem procurou o primeiro suplente das coligações para responder ao questionário.

Embora decisão de dezembro do Supremo Tribunal Federal diga que o suplente a ser empossado é o do partido (em razão de entendimento de que o mandato parlamentar pertence ao partido), o G1 procurou os suplentes das coligações. Isso porque essa decisão do Supremo vale para um caso específico e não se aplica automaticamente a situações semelhantes. De acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tomarão posse em 1º de fevereiro os suplentes das coligações.

A maioria dos parlamentares respondeu às perguntas por telefone, mas uma parte preferiu receber o questionário por e-mail para devolvê-lo impresso. Em todos os casos, os deputados foram informados de que não teriam suas respostas individualizadas.

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* Muçulmanos serão 2,2 bilhões no mundo em 2030, afirma estudo.

sábado, janeiro 29th, 2011

O número global de muçulmanos deve aumentar cerca de 35% nos próximos 20 anos, passando dos atuais 1,6 bilhões para 2,2 bilhões até 2030. As projeções são do instituto de pesquisas norte-americano Pew Research Center.

Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira 27 de janeiro, no mesmo período, a população muçulmana no mundo deverá crescer cerca de duas vezes mais que a das outras religiões, atingindo uma taxa média de crescimento anual de 1,5%, em comparação com 0,7% para os não-muçulmanos. Segundo o instituto, se as tendências atuais continuarem, os muçulmanos serão 26,4% da população mundial projetada de 8,3 bilhões em 2030.

Em 2010, são 23,4% de 6,9 bilhões. No entanto, esse crescimento é menor do que o que aconteceu nos últimos 20 anos: de 1990 a 2010, a taxa de crescimento do número de muçulmanos no mundo foi de 2,2%.

Outros números da pesquisa revelam que, no continente americano, a projeção é de haver um aumento do número de religiosos islâmicos dos atuais 5,2 milhões para aproximadamente 11 milhões daqui a 20 anos.

No Brasil, o aumento é moderado, de 204 para 227 mil, cerca de 0,1 % da população. O país está entre o grupo de 105 países do mundo com menos de 1% da população professando a fé islâmica. No outro extremo, há 32 países em que mais de 90% da população é muçulmana. Em 2030, serão 33. Na lista, Marrocos lidera com 99,9%, seguido de perto por Afeganistão e Tunísia, com 99,8%. Territórios Palestinos tem 97,5% de seus moradores desta religião.

O estudo é parte do projeto The Pew-Templeton Global Religious Futures (o futuro das religiões globais) que analisa as transformações por que passam as religiões e o impacto destas mudanças sobre as sociedades ao redor do mundo. A metodologia utilizada inclui técnicas de ciências sociais como pesquisas de opinião, análises demográficas e políticas.

Veja relatório (Inglês)  http://pewforum.org/Global-Muslim-Population.aspx

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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Comentários
  • •Seria legal a referência dessas estatísticas da Planned Parenthood e British Medical Journal...
    em * Atriz de Bollywood se suicida ao
  • •vamos juntos...
    em * Cardeal de São Paulo, Dom Odilio
  • •Até que enfim alguém mexeu os pauzinhos para processar este pessoal que difamou a Igreja Católica e a todos nós católicos. Se há leis que punem profanações religiosas, que...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Huuummm! Entendi o que o Anderson quis dizer, Claudio! Valeu! rs...
    em * Seria só “a bíblia e sua
  • •realizações do comunismo pelo mundo 1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunas(comunistas) 2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas só isso é o...
    em * O que distingue um caso de
  • •O livro do Padre Laburu é muito bom e foi relançado pela editora Cleofas do Prof. Felipe Aquino. Vale a pena ler!...
    em * “A questão, senhores, não é
  • •INCRÍVEL: A RUSSIA EXTERMINA DE FORMA CONTUNDE O GAYZISMO DO PAÍS! Vários jornais aproveitam dessa noticia e espalham-na, confundindo o Ocidente, parte já dopado pelo gayzismo...
    em * Apesar da mídia, 49,7% dos
  • •CARÍSSIMA ANA, A comunidade Shalom não usa em seu caminho formativo o ENEAGRAMA. Publiquei aqui no Blog um artigo abordando esse tema, veja se pode...
    em * “Eneagrama”.
  • •Boa noite Carmadélio! a comunidade católica shalom já emitiu algum posicionamento sobre o eneagrama ?...
    em * “Eneagrama”.
  • •É lamentável observar que muitos dos que se dizem católicos nada fizeram à respeito da profana apresentação na PUC-SP. Existe um cheiro de irenismo no ar... Falsa tolerância...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Elton, concordo plenamente com tudo que você escreveu! A Rússia de outrora aprendeu a duras penas sobre a probreza espiritual que o marxismo levou o país. Pena que o veneno se...
    em * Apesar da mídia, 49,7% dos
  • •Nós católicos esperamos que a justiça se faça presente neste puro ato de violência. Que as PUC´s não se tornem palco de anti cristãos católicos. Paz e Bem...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Após o socialista Obama entrar nos EUA a violência e desagregação social só aumentam, pois onde adentra o comunismo temos destruição, alienação e morte via lutas de...
    em * Astro do futebol americano,
  • •Os comunistas odeiam grande Papa Bento XVI por ter desmascarado suas farsas de diversas modalidades, sendo no tempo de pontificado o gigante que impediu em muito o avanço da...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Maria Madalena, cantar salmo acompanhado de instrumentos é uma coisa, se promover as custas de igreja e da inocência dos seus seguidores é outra coisa muito diferente! Basta...
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