Por Arquivo fevereiro, 2011

* Quem criou Deus?

segunda-feira, fevereiro 28th, 2011

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Pré-carnaval católico” em paróquia do Rio.

segunda-feira, fevereiro 28th, 2011

Em época de carnaval, as paróquias promovem retiros espirituais durante os dias da folia. Mas a Paróquia Santa Teresinha, em Botafogo, localizada na cidade do Rio de Janeiro, quer fazer diferente e realizará no próximo domingo, o “Carnaval da Fraternidade”. Para participar, basta adquirir um abadá por apenas R$ 20, que dá direito, além da festa, a um churrasco.

A ideia surgiu com o padre Lázaro, que é formado em marketing, e resolveu atrair público para as ações da igreja. O sacerdote garantiu que esse será o primeiro ano de muitos carnavais que ainda virão.

— É um pré-carnaval católico na Zona Sul da cidade. Teremos quase que uma estrutura de micareta. O abadá é para dar um colorido a mais e tem a nossa padroeira na camisa. E, no próximo ano, vamos contratar um trio elétrico para animar ainda mais os convidados — adiantou o pároco.

Fonte: Extra

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Você é jovem e tem medo das decisões definitivas?

segunda-feira, fevereiro 28th, 2011

Papa Bento, África, março de 2009.

“Por isso, não tenhais medo de tomar decisões definitivas. Generosidade não vos falta – eu sei! –, mas, perante o risco de se comprometer para uma vida inteira quer no matrimônio quer numa vida de especial consagração, sentis medo [...]

O mundo vive em contínuo movimento e a vida está cheia de possibilidades.
Poderei eu dispor agora da minha vida inteira, ignorando os imprevistos que me reserva? Não será que eu, com uma decisão definitiva, jogo a minha liberdade e me prendo com as minhas próprias mãos?
[...] Mas quando o jovem não se decide, corre o risco de ficar uma eterna criança [...] Eu digo-vos: Coragem! Ousai decisões definitivas, porque na verdade são as únicas que não destroem a liberdade, mas lhe criam a justa direção, possibilitando seguir em frente e alcançar algo de grande na vida.”

Fonte: http://eueasletras.blogspot.com/

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Filme sobre a vida de Edith Stein será lançado em 2012.

segunda-feira, fevereiro 28th, 2011

A fim de ser exibido nos cinemas em 2012, o famoso diretor americano Joshua Sinclair revelou detalhes sobre o filme “a Vida de Edith Stein” que iniciará a gravação, entre maio e julho de 2011.

70 anos após a morte da grande filósofa judia que se tornou freira carmelita (morta no campo de concentração de Auschwitz por ser judia ), o projeto para levar o nome de “Edith” é uma co-produção entre a Áustria ea Alemanha. A escolha do elenco já começou.

De acordo com declarações do próprio Sinclair ao jornal Avvenire (cf. 2011/02/14),Universal Pictures vai distribuir o filme nos Estados Unidos.

De onde vem o interesse em que agora é conhecido como Santa Teresa Benedita da Cruz, co-padroeira da Europa? “Descobri há dois anos, por curiosidade”, diz Joshua Sinclair. Tendo ouvido falar tanto sobre ela começou a ler seus escritos, a partir da fenomenologia.

Gostaria de saber sobre a experiência de uma mulher que reconheceu a grandeza de Jesus sem repudiar suas origens. Uma mulher que passou do judaísmo ao ateísmo e depois redescobrir a Deus através de Jesus Cristo.

Na entrevista Sinclair também expressou sua esperança e convicção de que uma iniciativa deste tipo tem o sucesso que merece e, em seguida, concluiu dizendo: “É necessário que nós, como diretores tenhamos mais respeito por estas coisas”, referindo-se a filmes como O Código Da Vinci, em vez caluniar e enganar o fato religioso, “Eu sei quem é Ron Howard, conversei com ele sobre isso. Eu disse: ” Você é novo, um grande cineasta, você não tem necessidade de um livro deste tipo para fazer um filme.”Nós devemos usar nossos filmes para trazer mais esperança e espiritualidade a o mundo. “

Fonte: Religião e Liberdade.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Cresce a evangelização católica pela Televisão. Veja!

segunda-feira, fevereiro 28th, 2011

A Igreja Católica caminha para implantar sua terceira emissora nacional, a partir da TV Aparecida. Em pouco mais de uma década, surgiram duas redes de televisão católicas com cobertura nacional em sinal aberto - Rede Vida e Canção Nova – e várias emissoras locais e regionais.

A reportagem é de Elvira Lobato e está publicada no jornal Folha de S. Paulo.

A velocidade de crescimento da Igreja Católica, na área televisiva, só tem similar com o da Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, nos anos 90, embora os investimentos da Universal em emissoras seja muito maior.

A Universal tem 22 emissoras geradoras, sendo 19 da Rede Record, que disputa o segundo lugar entre as redes comerciais com o SBT. Já a Igreja Católica tem 12 emissoras em funcionamento, mas ao menos mais 14 concessões já autorizadas pelo governo, a serem implantadas.

Até a inauguração da Rede Vida, em 1995, a Igreja Católica tinha só uma emissora, a Sudoeste, no interior do Paraná, da Ordem dos Frades Menores. Na época, a igreja priorizava rádios. Em 1998, entraram no ar a primeira geradora da TV Canção Nova (hoje são quatro) e a TV Horizonte, da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Um ano depois, surgiu a TV Século 21. Em 2002, a TV Nazaré, da Arquidiocese de Belém (PA), à qual se seguiram a TV Educar (Ponte Nova-MG, em 2003) e a TV Imaculada Conceição (Campo Grande-MS, em 2004). Em 2005, foi lançada a TV Aparecida, com a pretensão de ter cobertura nacional.

Levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que a igreja reagiu de forma desordenada. Na ânsia por espaço, aluga canais de terceiros e usa sua influência com o governo para obter TVs educativas, cujas concessões são distribuídas gratuitamente.

O resultado é uma superposição de meios e gastos e uma programação pouco atrativa, de conteúdo muito religioso e deslocado da realidade. A maioria das concessões é de caráter educativo, mas há emissoras comerciais (Rede Vida, TV Sudoeste e Canção Nova de Sergipe) e um tipo misto de TV aberta com TV paga (TV Horizonte e Canção Nova de São Paulo).

As emissoras estão registradas em nome de fundações dirigidas por religiosos e de pessoas físicas. A concessão da Rede Vida é da família do empresário João Monteiro Barros Filho, de São José do Rio Preto, que a obteve do ex-ministro das ComunicaçõesAntonio Carlos Magalhães, no fim do governo Sarney (1985-90).

Ele propôs à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil criar um canal católico nacional. A CNBB usou sua influência para obter mais de 400 outorgas de retransmissão para a emissora, no primeiro governo Fernando Henrique (1995-98).

As dioceses financiaram a implantação das retransmissoras. Na época, estimou-se o custo de implantação da Rede Vida em US$ 100 milhões. Metade de suas 431 retransmissoras ainda é mantida por dioceses.

Descentralização

A igreja não tem informação sobre o patrimônio das emissoras. Elas pertencem a grupos que têm autonomia, e a CNBB não interfere nas decisões.

Segundo o diretor da TV Aparecida, padre César Moreira, a proliferação de emissoras acontece porque a igreja “”tem vários rostos” e cada um segue um modelo teológico. A Rede Canção Nova e a TV Século 21 representam o Movimento da Renovação Carismática.

Para o arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira Azevedo, a Rede Vida”deu uma resposta, mas não a resposta toda”, e as novas emissoras refletem a necessidade de regionalização da programação.
A TV Educar, de Ponte Nova (MG), confirma o fenômeno. Nasceu por iniciativa dos padres salesianos, que querem implantar uma rede de 14 emissoras educativas em Minas.

Custos

A TV Aparecida diz custar R$ 1,5 milhão por mês. Tem 200 empregados e dez retransmissoras que levam seus sinais a São Paulo e ao Rio, entre outras cidades. Para crescer, alugou do grupo OESP (que edita o jornal “O Estado de S. Paulo”), retransmissoras em São Paulo e no Maranhão, por dois anos.

Padre Cesar Moreira, da TV Aparecida, diz estar em negociação para entrar em mais 12 capitais. A emissora é financiada pelo Santuário de Aparecida e por publicidade. A Rede Vida diz gastar R$ 3 milhões por mês. Barros Filho sustenta que os gastos são cobertos com a venda de anúncios e de espaço na grade. As dioceses pagam para divulgar seus programas.

A TV Horizonte diz ter despesa mensal de R$ 400 mil, que seria coberta com publicidade. A Canção Nova e a TV Imaculada Conceição (vinculada à Fundação Padre Kolbe) não veiculam publicidade. Segundo a direção das emissoras, mantêm-se com a doação de fiéis.

TV Aparecida

Criada há cinco anos  a TV Aparecida, da Igreja Católica, tem investido em uma programação laica como estratégia para se diferenciar de emissoras irmãs, como a Canção Nova, e atingir um público maior.

A grade do canal, no início totalmente religiosa, hoje exibe programas como o “Brasil Off-Road”, para fãs de esportes radicais, e o “Sabor de Vida”, com dicas de gastronomia e saúde. A TV é administrada pelo Santuário Nacional de Aparecida (a 180 km de São Paulo).

A emissora passou ainda a exibir desenhos e filmes. O último pacote comprado inclui títulos como O Pianista e Oliver Twist, do cineasta Roman Polanski, além do brasileiro “Amor & Cia”, estrelado por Patrícia Pillar, Marco Nannini e Alexandre Borges.

“O que nos define é a programação religiosa. Mas nós não queremos ser uma TV piegas. Nós somos diferentes em relação às outras TVs católicas porque nós temos uma programação diferenciada. Nós ousamos falar a quem não quer nos ouvir”, diz o reitor do Santuário Nacional, padre Darci Nicioli.

Segundo ele, a emissora quer falar “com todos os segmentos da igreja” e “dialogar com a sociedade”. E, apesar de não veicular só conteúdo religioso, sua programação “é permeada de maneira muito sutil pelos valores do evangelho”.

A Aparecida é transmitida para todo o Brasil por parabólica e em 174 cidades pela TV aberta e paga. Neste ano, inaugura a sua transmissão digital para toda a Grande São Paulo (investimento de cerca de R$ 6 milhões).

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Ronaldinho, camisas e (sua) fé católica. O que pensar?

segunda-feira, fevereiro 28th, 2011

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Experiência da Bélgica expõe os riscos da eutanásia. Em cada três casos, um não tem consenso do paciente.

segunda-feira, fevereiro 28th, 2011

No início de março, o parlamento italiano deverá votar a proposta de lei sobre as chamadas “declarações antecipadas de tratamento”, ou DAT. O projeto relacionado com essas “vontades antecipadas” ou “testamentos vitalícios” fecha a porta para a eutanásia ativa e para a interrupção da alimentação e da hidratação artificiais.

Depois do caso de Eluana Englaro –(foto) a mulher de Lecco que ficou 17 anos em estado vegetativo e que morreu em 9 de fevereiro de 2009 após a suspensão da nutrição assistida, a pedido de seu pai, Beppe Englaro – o texto exclui também o recurso a orientações eventualmente manifestadas pelo paciente que estejam fora dos procedimentos legais.

Enquanto os partidários da “morte doce” e do suicídio assistido definem o projeto de lei sobre o biotestamento como “proibitivo”, “reacionário” e “liberticida”, chegam notícias chamativas de um dos poucos países europeus em que a eutanásia é legal: na Bélgica, alguns fatos relacionados à prática (legalizada em 2002) convidam a uma profunda reflexão e demonstram que o risco de abusos é muito alto.

No reino, que está sem governo há mais de 250 dias (um recorde mundial), a fórmula das “declarações antecipadas de eutanásia” não parece suscitar muito entusiasmo. O diário Le Soir de 19 de fevereiro informa que no fim de 2010 foram registradas pelas autoridades competentes – o ISPF (Serviço Público Federal de Saúde Pública) – 24.046 declarações, das quais três quartos procedentes de Flandres, a parte norte e mais populosa do país.

No decurso de 2010, foram registradas “só” 8.000 novas declarações, uma média semanal de 170, considerada muito baixa. Segundo o jornal de Bruxelas, com o intuito de limitar a divulgação da prática, é obrigatório dirigir-se aos serviços públicos acompanhado de duas testemunhas adultas; além disso, o documento deve ser renovado a cada cinco anos.

Um processo muito preocupante é exposto por Wesley J. Smith, ativo opositor da eutanásia e do suicídio assistido. Em seu blog Secondhand Smoke, no site da revista norte-americana First Things, Smith chama a atenção para um projeto apresentado em dezembro de 2010 por três peritos belgas em transplantes – os professores Dirk Ysebaert, da Universidade de Amberes, Dirk Van Raemdonck, da Universidade Católica de Louvain, e Michel Meurisse, da Universidade de Liège – durante um simpósio sobre a doação e o transplante de órgãos no país, organizado pela Real Academia de Medicina da Bélgica.

Em sua apresentação, chamada “Organ Donation after Euthanasia. Belgian experience: medical & practical aspects” (a apresentação pode ser baixada na internet em formato .ppt), os três médicos propuseram uma série de diretrizes sobre a extração de órgãos de pessoas mortas por eutanásia para serem usados em transplantes.

De acordo com os autores, 20% (ou 141 de 705) das pessoas que em 2008 optaram oficialmente pela eutanásia na Bélgica sofriam de transtornos neuromusculares. Já que se trata de pacientes com órgãos de qualidade relativamente “alta”, eles representam uma categoria de potenciais doadores que podem contribuir para combater a escassez de órgãos na Bélgica e em outros países membros da organização Eurotransplant.

Segundo os três acadêmicos belgas, que pedem “uma estreita separação” entre o pedido e o procedimento da eutanásia e depois a extração, “a doação de órgãos após a eutanásia é viável”. Além disso, “o forte desejo de doar de um paciente não pode ser negado”, afirmam.

A proposta dos três médicos não é uma hipótese, mas um estudo baseado numa prática já existente. A literatura científica menciona ao menos quatro casos de pacientes mortos por eutanásia na Bélgica dos quais foram extraídos órgãos para transplantes.

Um caso – citado por Wesley Smith na revista Transplantation – foi o de uma mulher em fase não terminal, mas em estado de “locked-in”, condição em que a pessoa é perfeitamente consciente e está acordada, mas é incapaz de se comunicar por estar completamente paralisada. Dez minutos depois da morte proporcionada à mulher, segundo a declaração de três médicos diferentes e em presença do marido, foram extraídos seu fígado e rins.

“É um terreno perigoso, piorado por médicos, cônjuges e por uma respeitada revista médica, já que corroboram a ideia de que é melhor estar morto do que inválido; e também a ideia de que pacientes vivos podem ser considerados, substancialmente, um recurso natural a matar e explorar”, observou Smith no blog.

Que o “modelo belga” está rumando para um terreno escorregadio também se observa a partir de outros dois estudos publicados no ano passado, o primeiro em maio no Canadian Medical Association Journal (CMAJ) e o segundo em outubro no British Medical Journal (BMJ).

O estudo publicado em maio revela que quase um terço (ou 32%) dos casos de “morte assistida” na região de Flandres é aplicada sem o pedido ou o consenso do paciente. Em mais da metade dos casos (52,7%), a pessoa submetida à eutanásia sem ter pedido tinha 80 anos ou mais.

O segundo estudo informa que apenas a metade (ou 52,8%) de todas as mortes por eutanásia em Flandres foi comunicada ao organismo competente, a Comissão Federal de Controle e de Avaliação, apesar de ser uma exigência legal. Chama a atenção também o fato de que quase na metade dos casos não comunicados (41,3%) o procedimento da eutanásia foi realizado por um enfermeiro em ausência de um médico. A lei belga prevê que só um médico pode aplicar a eutanásia.

Os partidários da eutanásia, no entanto, consideram que a atual lei belga ainda não é suficiente, embora considerem que ela “funciona bem”.

Existe o caso de um perito em tratamentos paliativos, professor Wim Distelmans, da Vrije Universiteit Brussel (VUB), que promove a criação de uma verdadeira “clínica da eutanásia” na Bélgica (De Morgen, 22 de janeiro). Também aumentam os pedidos para que a eutanásia seja estendida aos menores, legalizando assim uma prática já enraizada. Conforme estudo publicado em março de 2009 no American Journal of Critical Care (AJCC), em cinco das sete unidades de cuidados intensivos pediátricos, os casos chegaram ao menos a 76 durante os anos 2007-2008.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Namoro, liberdade e responsabilidade a caminho do amor. E o “Ficar”?

domingo, fevereiro 27th, 2011

Esse artigo põe abaixo a atual concepção utilatarista do “ficar, tão comum entre os jovens hoje.

O “Ficar”, que deforma o namoro e o fixa no encontro fortuito, efêmero, onde o outro é apenas uma coisa a ser desfrutada e usada.

Algo descártavel.

Nem mesmo o consenso entre os jovens que “ficam”é capaz de legitimá-lo à luz da responsabilidade e da saudável busca de um “outro”, algo que somente o “velho e tradicional” namoro oferece.

Os jovens pensam que ganham experiência afetiva no “ficar”. Pelo contrário, é uma “escola” que deforma- ainda na juventude-  o primeiro passo no rumo da busca do amor humano autêntico.

Amor Humano que se inicia pelo respeito ao mistério do outro e pelo compromisso assumido com ele, honrado dia a dia em um namoro saudável, essencial para quem é chamado ao matrimônio.

***

A Sexualidade na sua dimensão individual, isto é, como modalidade de expressão do eu nas suas duas versões, masculina e feminina, tem na temperança a reguladora de todas as faculdades humanas e no pudor o guardião de todas as riquezas pessoais.

A verdadeira liberdade é a capacidade de escolher por si mesmo, voluntariamente, o bem, para tender à plena auto-realização no ordenamento harmonioso de todas as faculdades. O  ser humano não é uma mônada fechada em si mesma, e, por isso, passamos à sexualidade na sua dimensão relacional: não mais o eu sozinho, portanto, mas o eu que se abre e se relaciona com um você, numa recíproca e harmônica complementação do ser individual, chegando assim ao casal.

Mas, vamos além.

Uma vez que há um você, salta aos olhos mais facilmente a existência de uma responsabilidade, no sentido etimológico do termo: isto é, como capacidade de responder por si mesmo, pelas próprias escolhas e pelas próprias ações diante dos outros.

De fato, justamente o uso da liberdade, entendida capacidade de fazer escolhas autônomas, leva consigo o exercício da responsabilidade: posso responder em primeira pessoa só por aquelas escolhas que fiz por mim mesmo, voluntariamente, e, por isso, livres, ao passo que não posso responder pelas escolhas não livres, isto é, efetuadas sob algum tipo de constrição não dependente de mim.

Por tudo o que foi dito, é claro que o uso correto da liberdade – daquela que chamamos a verdadeira liberdade – só se realiza quando se escolhe fazer o bem, por maior que seja a fadiga que este pode comportar; pelo contrário, escolher voluntária e conscientemente o mal equivale a um uso ruim da liberdade e, por isso, a uma falsa liberdade, que não leva à realização pessoal, mas sim a uma auto-limitação, se não mesmo à autodestruição.

Desse modo, uma vez que o ser humano não é só identidade – um eu – mas também relação – um eu que se abre a um você – a auto-realização nunca é um fato exclusivamente individual e egocêntrico; ao contrário, a sua realização passa justamente pela do outro. Mas, para chegar a este objetivo deveremos finalmente começar a falar não de um casal qualquer, mas de um casal que se ama.

Agora.. Existe o amor?

É talvez a pergunta mais radical e imperiosa que se possa fazer, porque, no fundo, todos os problemas da humanidade são problemas de amor.

De fato, não há ser humano que não sinta a urgência profunda de ser amado. Sonha-se com o amor, persegue-se o amor, agarra-se o amor, até mesmo se rouba o amor, ou então se doa o amor… Bem ou mal orientado, sacralizado ou profanado, é, de todos os modos, a mola propulsora do nosso agir, o fim ao qual, consciente ou inconscientemente, todos tendemos.

Temos uma sede infinita de amor; mas esta não é uma prerrogativa só humana. O amor é igualmente evidente nos animais, ao ponto de não ser necessário destacá-lo aqui; pode ser entrevisto mesmo nas plantas, se se observa com quanto cuidado as sementes são guardadas dentro dos frutos até chegarem à maturação, e de quantos modos diversos são, depois, dispersadas para longe, a fim de que as novas plantinhas possam encontrar ar, luz, espaço e nutrimento suficientes para poder viver.

E há, por fim, quem tem crido ser possível avistá-lo até mesmo na matéria inanimada: de fato, se não é amor, o que é aquela força atrativa gravitacional que liga o planeta à sua estrela, que o faz orbitar em torno dela, fazendo dela o seu baricentro, o centro indiscutível de todo o seu ininterrupto movimento? Não é, talvez, o amor a força que atrai irresistivelmente em direção ao outro, que faz do outro o centro de toda uma vida? Sim, existe o amor.

Mas, então, o que é este amor pelo ser humano? É uma aventura a ser vivida? Um direito a ser reivindicado? Ou é uma capacidade a ser educada, um caminho a ser construído? E, assim, o que quer dizer amar?

O AMOR: UM CAMINHO A SER CONSTRUÍDO

Todo ser humano nasce de um ato de amor dos seus pais: “dois que se fazem um para se tornarem três”. Aqui a matemática não conta; aqui só há o mistério do acender-se de uma nova vida, que a pesquisa biológica jamais poderá desnudar inteiramente, em todas as suas dimensões.

Vejamos agora esse pequeno ser no progressivo desenvolvimento das suas capacidades.

De repente, a criancinha, juntamente com uma necessidade ilimitada e desejosa de ternura, manifesta a sua incipiente capacidade de amar. Mas é um amor principiante, totalmente infantil, “instrumental”. Necessitada de tudo, dependente dos outros para tudo, vive um amor totalmente egocêntrico, que olha para os outros como se estes fossem um instrumento imprescindível para a sua própria sobrevivência. É o primeiro estágio da capacidade de amar, plenamente fisiológico na criança.

Infelizmente, algumas vezes toda a capacidade pessoal de amar se imobiliza nesse nível. Os estupros e a pornografia têm exatamente esta raiz: o uso do outro para a própria satisfação. Aqui não há um você: só há um objeto de consumo, sem rosto e sem nome…

Mas, sigamos o crescimento do garoto, que chega às fronteiras da adolescência; ou melhor: será mais conveniente seguirmos aqui o crescimento da garota, porque a evolução da psicologia feminina é – sob este ponto de vista – extremamente mais significativa que a da masculina. Ao garoto – sempre mais imediato, simples e direto – basta normalmente uma bola para resolver os seus problemas de comunicação e para descarregar a sua agressividade. A garota, por sua vez, vive os mesmos problemas de modo muitíssimo mais profundo e envolvente, evidenciando de maneira mais patente as várias etapas da capacidade de amar, que, nesse ínterim, deu um passo à frente. De fato, aqui surge a amiga do coração – o alter ego – e, com ela, desponta o ciúme: “se você é minha amiga, não pode ser amiga dela”… É o amor “de posse”, bem expresso na frase “você é minha”, normalíssima a essa idade.

Mas, mesmo nesse estágio pode-se bloquear a capacidade de amar. “Você é meu”: começa, portanto, a existir um você, mas ainda somente e sempre em função de si mesma; o baricentro é, ainda, o eu, e o outro é visto só como parte de si, com toda a carga de temor pelo medo de perdê-lo, de obsessão, de ciúme e, em última análise, de falta de autêntico respeito. Um amor assim está destinado a apagar-se por auto-asfixia.

Na adolescência, vêm outros estágios do amor, com conotações diversas, mas sempre, ainda, egocêntricas. Assim, o amor “de gratidão”, relativo à necessidade de sentir-se admirada. O outro existe, mas não importa quem verdadeiramente é; basta que confirme o eu no seu ser e no seu ser atraente.

Se a capacidade de amar se bloqueasse neste estágio, passar-se-ia, com a máxima desenvoltura, de um admirador a outro, semeando cadáveres, já que o eu imperante exige sempre novas confirmações… Assim, o amor “de conquista”, sem dúvida mais protagonista ativo que o precedente e mais atento ao verdadeiro você do outro, mas, em todo caso, incapaz de aceitar os seus inevitáveis defeitos. Não sendo ainda capaz de trabalhar a si mesmo, ao aflorarem as primeiras dificuldades de integração, pretende que seja só o outro a ter que mudar. É talvez este o estágio em que a capacidade de amar é mais freqüentemente bloqueada e, por conseguinte, a causa principal do fracasso de tantos casais. Ilude-se com a idéia de que as coisas iriam melhor com uma mudança de companheiro… e também aqui semeiam-se cadáveres.

A adolescência já chega ao fim, com todas as suas dores, e o caminho desemboca na idade adulta, em que a capacidade de amar encontra a sua plena expressão no amor “de doação”. É o amor que sabe dizer “eu sou sua”. É a reviravolta total do eu, que se faz dom ao outro, porque já sabe viver em função do outro. É o amor maduro, sereno e forte que sabe trabalhar a si mesmo para integrar-se plenamente ao outro. É o amor fiel, que aceita o outro tal como é e o ajuda no seu caminho de realização.

Só sobre um amor assim é que se pode fundar algo de estável e duradouro, na consciência que esta doação se renova a cada dia, mas que a cada dia cresce um pouco.

Sim, existe o amor, portanto; mas existe na medida em que cada um se empenhe, passo a passo, por construí-lo generosamente na própria vida.

Leda Galli Fiorillo
Professora de biologia e especialista em Bioética

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Você sabe falar sobre o amor e sexualidade humana com seus filhos?

domingo, fevereiro 27th, 2011

Falar de sexo e de amor com os filhos é tão necessário como complicado. A bióloga Leda Galli oferece uma ajuda concreta no livro em italiano «Do corpo à pessoa: o sexo como eu o explicaria aos meus filhos» («Dal corpo alla persona: Il sesso come lo spiegherei ai miei figli»).

No prólogo ao livro, o cardeal Carlo Caffara, arcebispo de Bolonha, escreve: «No atual clima cultural de relativismo, os jovens – privados de claros pontos de referência – estão com freqüência à mercê de uma angustiosa desorientação existencial, que pode impulsioná-los a uma visão superficial da vida e induzi-los a comportamentos transgressivos, às vezes inclusive violentos».

«Compreende-se assim que muitos progenitores se descubram despreparados e em séria dificuldade para poder cumprir sua missão educativa, que é a de acompanhar a pessoa rumo à plenitude de sua humanidade», acrescenta o purpurado.

Eis aí as respostas da Dra. Galli, que colaborou durante vários anos com o Movimento Italiano de Pais de Família e é membro do Comitê Ético do Campus Bio-Médico de Roma.

– Em que consiste a novidade do seu livro?

– Leda Galli: Hoje parece que já não existem certezas. Exceto uma: a ciência, com seus dados que estão diante dos olhos de todos. Portanto, enquadrar um trabalho exclusivamente no campo da ética suscitaria imediatamente a objeção «Mas esta é uma idéia sua», e o discurso se acabaria antes ainda de começar. Hoje, por experiência, podemos dizer que há tantas éticas como opiniões.

Mas o dado biológico, imbatível, é um sólido ponto de partida. A novidade está, portanto, precisamente nisto: em ajudar o leitor a descobrir que há uma ética já inscrita na Biologia; e não é «minha» ética ou uma ética qualquer, mas a que emana por si mesma, por lógica rigorosa, do próprio dado científico. Em outras palavras, o corpo tem sua linguagem sapiencial: basta querer lê-lo.

– Você não teme que seu livro peque de confessionalismo, que se dirija a um público católico?

– Leda Galli: Não, em absoluto. Se tivesse partido dos dados da Revelação, e do que diz o Magistério da Igreja, talvez sim. Mas ao contrário, o trabalho parte do ponto diametralmente oposto, ou seja, da Biologia, e se desenvolve total e rigorosamente só no nível antropológico, com um discurso compreensível por todos: católicos, crentes de outras religiões e também não-crentes. Basta ser pessoa.

Se as duas antropologias, a cristã e a exposta no livro, coincidem, o que posso fazer?… Tampouco me surpreende: a verdade é uma, desde qualquer parte que se chegue a ela! O fato é que, para defender a antropologia fundada em certas verdades da pessoa humana, ficou quase somente a Igreja, e por isso são acusados facilmente de confessionalismo aqueles que simplesmente se atêm a elas.

O que espera de seu livro?

– Leda Galli: Que ensine a ver com olhos admirados a linguagem do corpo que, muito além da biologia, revela significados profundos a quem está disposto a lê-los sem preconceitos. Reencontrar a integração entre ciência e ética que reabre horizontes atraentes sobre a beleza do ser humano.

***

A autora tem vários livros em português , não sei se a obra citada no post já foi publicado no Brasil.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Universidade Harvard dá razão ao Papa na luta contra a AIDS.

domingo, fevereiro 27th, 2011

Essa conclusão, vinda de uma das mais prestigiosas universidades do mundo confirma a VERDADE sobre essa delicada questão.

O problema é que os países, em sua maioria, não querem sugerir a mudança de comportamento de sua população em uma questão “moral” , pois ” não pertence ao Estado essa prerrogativa, mas as religiões e a filosofia”

Essa conclusão, no entanto, não se aplica em relação ao fumo, onde uma massiva campanha de mudança de comportamento objetiva diminuir os custos para o estado das doenças advindas desse comportamento.

Também não funciona para “beber com moderação” e “se beber não dirija”…

Incoerente, não?

***

Um estudo realizado pela Universidade Harvard deu razão à posição de Bento XVI sobre a AIDS, afirmando que um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio cônjuge foram fatores que determinaram uma drástica diminuição da epidemia no Zimbábue.

Quem explica, em sua última pesquisa, é Daniel Halperin, do Departamento de Saúde Global da População da universidade norte-americana, que, desde 1998, estuda as dinâmicas sociais que causam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis nos países em vias de desenvolvimento.

Halperin usou dados estatísticos e análises sobre o estudo de campo, tais como entrevistas e focus group, o que lhe permitiu coletar depoimentos de pessoas que pertencem a grupos sociais mais desfavorecidos.

A tendência de dez anos é evidente: de 1997 a 2007, a taxa de infecção entre adultos diminuiu de 29% a 16%. Após sua pesquisa, Halperin não hesita em afirmar: a repentina e clara diminuição da incidência de AIDS se deve “à redução de comportamentos de risco, como sexo fora do casamento, com prostitutas e esporádico”.

O estudo, publicado em PloSMedicine.org, foi financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, da qual Halperin foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento.

“Com este estudo, Halperin promove uma reflexão séria e honesta sobre as políticas até agora adotadas pelas principais agências de combate à AIDS nos países em desenvolvimento”, afirma o jornal L’Osservatore Romano, ao dar a notícia, em sua edição de 26 de fevereiro.

Segundo o estudo, fica claro que a drástica mudança no comportamento sexual da população do Zimbábue “recebeu o apoio de programas de prevenção na mídia e de projetos educativos patrocinados pelas igrejas”.

Poucos anos atrás, Halperin se perguntava como é possível que as políticas de prevenção “mais significativas tenham sido feitas até agora baseando-se em evidências extremamente fracas”, ou seja, na ineficácia dos preservativos.

Em suma, segundo o estudo de Halperin, é necessário “ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade”, apoiando iniciativas que visem a construir na sociedade afetada pela AIDS uma nova cultura.

Como disse Bento XVI, é necessário promover uma “humanização da sexualidade”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Candidatos ao sacerdócio: fragilidade afetiva e direção espiritual.

domingo, fevereiro 27th, 2011

Excepcional a percepção deste sábio Bispo. Sua lucidez e análise são brilhantes!

***

A formação nos seminários, com seus desafios e características atuais, a importância do acompanhamento espiritual e questões como a fragilidade física e afetiva estavam entre os temas discutidos durante o curso de La formazione spirituale nei seminari, realizado na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, de 7 a 11 de fevereiro.

O bispo de Cuenca (Espanha), José María Yanguas, interveio neste evento acadêmico sobre o tema da fragilidade afetiva.

Quais devem ser os pilares da formação espiritual, hoje, nos seminários?

Dom José María Yanguas: O candidato ao sacerdócio deve procurar adquirir virtudes como a sinceridade e a simplicidade, com uma rejeição instintiva da vida dupla, de tudo o que é falso, inautêntico, artificial; o espírito de trabalho; o sentido da amizade, sincera e aberta, generosa e sacrificada, chave para viver o sacerdócio e dentro de uma comunidade; o espírito de serviço, necessário para quem escolhe doar-se de forma incansável a todos; o vigor do ânimo e a capacidade de sofrimento, esse “aguentar”, poderíamos dizer, para não se curvar diante das dificuldades e obstáculos, para saber trabalhar a longo prazo, sem esperar o sucesso fácil e imediato e não se desanimar diante de possíveis fracassos.

Também é claro que o candidato ao sacerdócio deve ter a necessária formação teológica e moral, canônica, litúrgica e pastoral; possuir uma experiência viva do Deus que se revela a nós em Cristo, experiência que se cultiva no diálogo vital da oração pessoal, pública ou privada; sentido sobrenatural, que leve a julgar tudo à luz de Deus; bondade e senso de paternidade, que leva a tratar todos com sincera e madura cordialidade; otimismo sobrenatural, que infunda nos fiéis a alegria e a confiança.

Além disso, também é necessário o sentido de responsabilidade, criatividade e espírito de liderança, de quem se esforça, de mil maneiras, em oferecer a Palavra de Deus aos seus irmãos, em aproximá-los das fontes da graça, que são os sacramentos, em guiá-los pelos caminhos de uma vida autenticamente cristã. Estas não são as únicas “virtude” da formação sacerdotal, pelas quais você me pergunta, mas estas não deveriam faltar.

Qual deve ser o papel do diretor espiritual durante a formação dos seminaristas?

Dom José María Yanguas: É um trabalho que toca o mais íntimo e pessoal do sujeito. Esta tarefa, portanto, requer extrema delicadeza, de modo que os candidatos se sintam acolhidos, compreendidos, valorizados; requer humildade e sentido de Igreja, para não formá-los à própria imagem e semelhança; exige o respeito às peculiaridades de cada um, com a segurança de que não existem duas almas iguais e de que não existem receitas de indiscriminada aplicação universal; fortaleza para corrigir, quando for necessário; ciência moral e conhecimento da vida espiritual; atenção ao que Deus pode pedir aos diversos candidatos; esmero em facilitar a sua sinceridade; prudência para conduzi-los por um caminho inclinado; a paciência para acompanhar os ritmos de crescimento, às vezes tão diferentes, de cada um…

E no que diz respeito à fragilidade emocional, sobre a qual o senhor falou no evento acadêmico da Universidade de Santa Cruz?

Dom José María Yanguas: Este assunto não é algo específico da formação sacerdotal. A fragilidade, imaturidade, inconsistência de ânimo estão presentes em muitos dos nossos jovens e adolescentes. Essa fragilidade se manifesta como falta de harmonia entre as esferas intelectual, volitiva e afetiva da pessoa, criando instabilidade, mudanças frequentes de humor, comportamentos guiados pelos “caprichos”, incumprimento dos compromissos adquiridos, desilusões após entusiasmos repentinos, estados depressivos sem nenhuma razão além das pequenas e inevitáveis falhas, incapacidade de manter-se ou resistir diante de obstáculos, dificuldade em tomar decisões verdadeiras. As pessoas afetivamente frágeis precisam ser o centro das atenções, ser reconhecidas e valorizadas, e facilmente confundem sentimento com amor verdadeiro.

É apenas uma questão de sentimentos?

Dom José María Yanguas: Claro que não. Esta é a inadequada integração do mundo afetivo na pessoa como um todo, enquanto a maturidade pessoal, no entanto, é o resultado de um desenvolvimento harmonioso das capacidades propriamente humanas. A imaturidade afetiva não é apenas uma questão da esfera dos sentimentos; supõe certamente imaturidade intelectual e volitiva.

Se o variado mundo dos sentimentos e emoções, muitas vezes confuso, prevalece sobre o intelecto e a vontade, necessariamente se cai no sentimentalismo, permitindo que sejam os sentimentos que decidam sobre a verdade ou o erro e que sejam eles o único motor dos nossos atos. A razão perde a capacidade de discernimento e a vontade se enfraquece. A vida da pessoa fica, então, em poder dos sentimentos, variáveis, mutáveis, muitas vezes superficiais, sendo que o comportamento precisa ser dirigido pela inteligência e governado pela vontade.

Se o sentimentalismo permeia a vida de piedade, esta correrá um sério risco quando os sentimentos, experiências e emoções que a sustentam não estiverem presentes. Acaba-se confundindo a vida de piedade com o sentimento.

Que características da época atual podem levar a essa fragilidade afetiva que atinge os homens do nosso tempo?

Dom José María Yanguas: Essa fragilidade é facilitada por um ambiente que nega as verdades absolutas, os valores fortes, os modelos de conduta; um ambiente cultural em que a distinção entre o bem e o mal é incerta, em que o verdadeiro é confundido com o útil ou prático. Isso torna impossível uma autêntica educação ou formação; não existem modelos, falta uma ideia clara do que significa ser humano.

Esse fator certamente é um desafio para a formação dos seminaristas de hoje…

Dom José María Yanguas: Exatamente. Portanto, é necessário propor aos candidatos ao sacerdócio, com força renovada, o modelo de Cristo Sacerdote, Bom Pastor; motivá-los com essa imagem, de modo que, à sua luz, tudo tenha sentido: tanto sua formação como a construção da própria personalidade.

Fonte: Zenit

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* A Igreja aceita a doação de cordão umbilical para tratamento de doenças?

sábado, fevereiro 26th, 2011

Jornal O Povo

O Papa Bento XVI disse ser a favor da doação do cordão umbilical, “ato de solidariedade humana e cristã”, mas se opôs à sua comercialização, durante discurso feito neste sábado, 26, na Cidade do Vaticano.

“A pesquisa médico-científica é não apenas um valor para os cientistas como para toda a comunidade civil”, disse o Papa aos participantes de uma assembleia da Academia Pontifícia pela Vida.

“Esse valor e a necessidade de solidariedade são colocados em evidência pela utilização de células-tronco provenientes do cordão umbilical”, completou.

O sangue do cordão e da placenta contém células-tronco que permitem sanar pessoas que sofrem de leucemia e outras doenças graves no sangue.

No entanto, Bento XVI opôs-se à “proliferação de bancos privados” para a conservação do sangue do cordão umbilical, pois afirma que “fragilizam o verdadeiro espírito de solidariedade”.

A Igreja Católica também se opõe ao congelamento de embriões humanos, à pesquisa com células-tronco embrionárias e à clonagem de humanos.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Se o Big Bang foi o princípio de todas as coisas, o que veio então antes?

sábado, fevereiro 26th, 2011

Esta é uma das perguntas colocadas em uma nova página na interneaberta conjuntamente pelo Vaticano e a comunidade científica italiana.

A matéria é da BBC, 22-02-2011. A tradução é do Cepat.


Deixando de lado séculos de desconfiança entre a religião e a ciência, a intenção da página é oferecer ao público um maior entendimento de ambos os lados.

A página, que estará disponível em italiano e em inglês, contará com informações de todo tipo, desde astronomia até teologia, missões espaciais ou questões de filosofia e arte.

Terá três portais, um para a audiência geral, outro para os estudantes e seus professores e outros para crianças em idade escolar.

Em cada portal existirá uma grande variedade de plataformas multimídia, inclusive uma que seguirá todos os dados recolhidos por satélites e sondas não tripuladas.

A iniciativa está sendo organizada de forma conjunta pelo Vaticano e a Agência Espacial Italiana (ASI, na sigla em italiano).

O Monsenhor Gianfranco Basti, decano do Departamento de Filosofia daUniversidade Pontifícia Lateranense, é um dos porta-vozes da iniciativa. “Do ponto de vista da Igreja, trata-se de mostrar às pessoas religiosas que os cientistas não são os inimigos e fazer os cientistas verem que os crentes também não são os inimigos. O objetivo de ambas as partes é reconciliar-se pelo bem da humanidade”.

Para Piero Benvenuti, da ASI, trata-se mais do entendimento da realidade. “A ciência pode ajudar, mas temos que aceitar que ela não tem todas as respostas”, afirma.

Enquanto o Vaticano se preocupará com a seção teológica da página na internet, a ASIse encarregará do conteúdo científico, incluindo as últimas informações sobre as missões espaciais da Europa e dos Estados Unidos.

Os vínculos da Igreja católica com a astronomia remontam ao século XVI, quando o Papa Gregório XIII criou um Comitê para estudar os dados científicos relevantes.

A partir de então, o Vaticano manteve seu interesse na pesquisa astronômica com algum grau de continuidade. Seu primeiro observatório foi construído na Itália no final do século XVIII.

Em 1993, foi concluído o telescópio de Tecnologia Avançada do Vaticano no Observatório Internacional de Monte Graham, no Arizona, e é considerado por muitos como o melhor lugar astronômico na zona continental dos Estados Unidos.

Onde existem explicações científicas, a Igreja afirma que devem ser aceitas. Onde não as há, a fé pode exercer um papel. A Igreja afirma que são realidades paralelas, não opostas.

“Posso crer em Deus e ao mesmo tempo aceitar as teorias de Einstein que afirmam que o tempo nunca existiu”, disse Monsenhor Basti. O professor Benvenuti está de acordo com esta dupla verdade. “Não posso, como cientista, demonstrar que o amor existe, mas sei que está aí”, afirma.

Da mesma forma o principal astrônomo do Vaticano afirmou recentemente que seres inteligentes criados por Deus poderiam existir em outros planetas e que a vida alienígena não contradiz a doutrina da Igreja.

Esta é a razão pela qual o Vaticano apóia a nova página na internet, que apresenta uma estranha mistura de dados puros e duros com interpretações filosóficas. Trata-se de unir as diferenças que separam os fatos e fé o que se pode explicar cientificamente e o que não.

A força das crenças cristãs e o rigor do esforço científico convertem o sítio em uma ferramenta única, levando a mensagem de que, quando se trata de nossas origens, as provas e as crenças podem coexistir pacificamente.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* “Diaconisa” excomungada em 2007, se arrepende e retorna a Igreja Católica.

sábado, fevereiro 26th, 2011

Uma mulher que pretendia ser “diaconisa católica” renunciou à sua “ordenação” e reafirmou sua fidelidade à doutrina da Igreja sobre a impossibilidade de ordenação de mulheres.

Norma Jean Coon, ex-membro da organização Roman Catholic Womenpriests, no dia 8 de fevereiro, colocou uma mensagem na Internet, na qual “afirma a autoridade do Santo Padre nestas questões de ordenação e reconhece que Cristo fundou a ordenação apenas para os homens”.

Coon, casada há 47 anos e mãe de 5 filhos, participou de uma cerimônia em Santa Bárbara, em 22 de julho de 2007, na qual foi ordenada (de maneira inválida) e, com isso, incorreu em excomunhão latae sententiae.

A associação Roman Catholic Womenpriests foi criada na Europa e começou a exigir a ordenação de mulheres em 2006. No verão da cerimônia de Coon, houve acontecimentos similares em Portland, Nova York, Minneapolis e Toronto. Hoje, a organização reivindica a ordenação de 8 bispas e mais de 80 sacerdotisas e diaconisas, no mundo inteiro.

Coon disse que “deixou o programa duas semanas após a cerimônia”, porque percebeu “que tinha cometido um erro estudando para o sacerdócio”.

E acrescentou: “Eu reconheço a verdade da carta apostólica do Papa João Paulo II, Ordenatio Sacerdotalis”.

Em sua declaração, Coon renuncia formalmente à sua relação com Roman Catholic Womenpriests e rejeita “publicamente a mencionada organização, pedindo desculpas àqueles que eu possa ter ofendido ou escandalizado com as minhas ações”.

Sua declaração termina com uma oração: “Pai Santo, eu vos peço que abençoeis meu bispo, meu pastor e os padres de Roma que me ajudaram no processo de reintegração na Igreja Católica Romana”.

“Perdoai-me, meus amados Jesus e Maria, por ter seguido minha própria vontade no assunto da minha ordenação. Pedimos mais sacerdotes para servir nossa Igreja e rezamos pelas vocações, para que enriqueçam a nossa Igreja nos Estados Unidos.”

“Perdoai-nos por cair na desobediência e enriquecei-nos com vosso santo amor. Peço a intercessão de Jesus e Maria. Fiat.”

– — –

Declaração completa de Coon: http://normajeancoon.com ( inglês)

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Papa Paulo VI entendeu aonde se dirigia o homem ocidental.Crentes e não-crentes falam sobre o “espírito profético” da “Humanae vitae”

sábado, fevereiro 26th, 2011

Quarenta anos após a publicação da encíclica Humanae Vitae, quando fica claro o fracasso da revolução sexual, um livro que discute o valor das normas morais propostas por Paulo VI foi apresentado na última sexta-feira, 18 de fevereiro, na Universidade Lateranense, em Roma.

O estudo intitula-se: “Protetores da vida. Atualidade da encíclica Humanae Vitae”, uma obra dirigida pela professora Lucetta Scaraffia, da Universidade La Sapieza.

Na apresentação, intervieram várias personalidades, entre elas Dom dal Covolo, que lembrou que a Humanae Vitae, uma encíclica publicada em 29 de julho de 1968, “torna-se mais atual à luz das novas descobertas científicas”.

“Naquela época, a encíclica encontrou resistência até mesmo dentro da própria Igreja”, disse ele.

Mas o texto “se mantém atual e restitui à sexualidade seu profundo significado espiritual, como um verdadeiro ícone do amor trinitário”, explicou.

Por outro lado, a jornalista Ritanna Armeni, conhecida por sua participação em manifestações contra o aborto, declarou-se leiga não-crente, sem pretensões filosóficas.

Sua opinião é de que “a encíclica assumiu um significado profético”, pois “prediz o homem moderno”. A jornalista, entretanto, mostrou-se crítica com relação à posição da Igreja sobre questões como a coabitação pré-marital e a união entre pessoas do mesmo sexo.

O editor do jornal Il Foglio, Giuliano Ferrara, expressou sua opinião como um não-crente, mas antiabortista convicto. Considerou que havia uma base lógica, razão pela qual publicou a encíclica em seu jornal: “Eu pensei que seria possível agir diante da rejeição da vida, que não pode ser reduzida e maltratada até esse ponto”.

O Pe. Hermann Geisler, FSO, da Congregação para a Doutrina da Fé, indicou como “as diferentes contribuições deste livro evidenciam”, que “a Humanae Vitae, como toda a moral católica, é um grande ‘sim’ à vida, à dignidade da pessoa e sobretudo ao amor conjugal”.

Isso foi feito, disse ele, com cinco “sins”: “ao projeto verdadeiramente humano; à dignidade da mulher e dos filhos; ao amor conjugal; à paternidade responsável e, portanto, também um ‘sim’ a Deus Criador”, disse.

Na conclusão de sua intervenção, qualificou a Humanae Vitae como “um dos documentos mais proféticos do magistério pontifício pós-conciliar”.

A diretora da obra, professora Lucetta Scaraffia, recordou que ainda prevalece uma dificuldade de análise, devido a que 40 anos “ainda é um tempo muito breve, enquanto a Igreja vê tudo com uma sabedoria milenar”.

Mas sublinha que, neste período, foram quebradas “as promessas de muitas utopias do século XX”. Os opositores aos princípios da encíclica prometiam “uma família mais feliz, maridos mais atentos para não perderem suas esposas, uma sociedade mais feliz e pacífica”. Em vez disso, vimos “como se tornou fraca a qualidade humana da sociedade”.

A professora concluiu recordando que “Paulo VI tinha entendido aonde se dirigia a sociedade ocidental”.

Sergio Mora

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
fevereiro 2011
D S T Q Q S S
« jan   mar »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728