Por Arquivo março, 2011

* Espirito Santo: Católicos indignados com ação protestante de “evangelização” em romarias marianas no estado.

quinta-feira, março 31st, 2011

A iniciativa da Convenção Batista do Estado de trazer o projeto Tenda da Esperança para a próxima edição da Festa da Penha, no dia 2 de maio, vem causando indignação entre católicos, especialmente aqueles responsáveis pela organização do tradicional evento mariano.

A ação batista tem como uma de suas finalidades a evangelização durante romarias católicas.

Responsável pelas romarias das Mulheres e das Mães ao Convento da Penha, Maria José Tabachi destaca que é preciso, acima de tudo, respeitar o credo do outro. “Fico triste ao ver que, em pleno século XXI, ainda há ataques religiosos. Parece que ainda não cresceram na fé. Quem está na Festa da Penha é porque acredita, não está sendo obrigado a isso”, desabafa.

Maria José acrescenta que nunca houve por parte dos católicos a iniciativa de fazer mobilizações durante eventos evangélicos, como o Jesus Vida Verão, também realizado anualmente em Vila Velha.

Há 24 anos responsável por arrumar e proteger o andor e a imagem da Virgem da Penha durante a festa no Convento, Antônio Francisco Saiter compartilha da mesma opinião. “Esse é um evento mariano, que cultua a imagem da mãe de Jesus. Isso eles não fazem. A presença dos evangélicos ali, portanto, é falta de respeito.”

foto: Helô Sant’Ana
Antônio Francisco Saiter, 51 anois, industrial, vai leiloar a imagem que arrematou em leilão, na procissão dos homens - Editoria: Cidade - Foto: Helô Sant'Ana

“É falta de respeito. Todos sabem que a Igreja Batista não cultua Maria. Indo lá, eles estarão contra o que estamos pregando”, Antônio Saiter, que prepara o andor para a imagem da padroeira

Do outro lado, o pastor da Primeira Igreja Batista de Vitória, Oliveira de Araújo, observa que o objetivo da tenda é oferecer mais um caminho para levar mensagem de esperança às pessoas. “Todos são livres para ouvir a receber a mensagem que for. Pelo que entendi, não haverá confronto com as romarias.”

A representante da Tenda da Esperança no Estado, Fabíola Molulo, acalma a discussão, apontando que, na verdade, o grande foco da iniciativa são os projetos sociais que serão oferecidos no bairro Ilha dos Ayres, Vila Velha, onde há a previsão de se erguer uma igreja batista.

O projeto

De acordo com material divulgado no site da Convenção Batista, as abordagens previstas serão feitas com entrega de água e folhetos evangelísticos, teatro de rua e evangelização pessoal. O objetivo é fazer 10 mil abordagens e alcançar mil pessoas, das quais 300 devem ser crianças. Para isso serão recrutados 300 voluntários.

Desde a sua criação, em 1991, a Tenda da Esperança tem servido para alcançar o maior número fiéis, principalmente romeiros. “O projeto tem como desafio encaminhar essas pessoas a uma igreja batista para serem acompanhadas em sua nova vida”, afirma o site do movimento Missões Nacionais. Para cumprir esse objetivo, a tenda é executada onde há grandes romarias, como Belém (PA), Juazeiro do Norte (CE) e Aparecida (SP).

Arquidiocese vai se posicionar nos próximos dias

Alegando não ter conhecimento detalhado sobre a iniciativa da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo, a Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo (Aves) informou ontem que não iria se manifestar sobre a possibilidade da implantação do projeto Tenda da Esperança, que pretende evangelizar os romeiros durante a Festa da Penha. A assessoria de comunicação da arquidiocese afirmou que, nos próximos dias, deve se pronunciar sobre o assunto.

Análise

“Afronta à liberdade”

Vitor Nunes Rosa
Teólogo e professor de Filosofia

Uma denominação evangélica aproveitar a festa religiosa católica de Nossa Senhora da Penha para promover uma “campanha de evangelização” tem três aspectos fundamentais:

Primeiro, evidencia fragilidade dos promotores de tal empreendimento, pois estão aproveitando a extraordinária capacidade de mobilização da Igreja Católica;

Segundo, é uma atitude deselegante, que contraria os princípios cristãos do respeito ao próximo. Ora, a Igreja Católica está evangelizando, e a realização de algo com o intuito de retirar pessoas desse processo transcende as finalidades do anúncio do Evangelho, constituindo mais uma investida contra uma instituição religiosa e suas crenças do que uma ação cristã.Sugiro que tais forças sejam canalizadas em favor de pessoas sob o domínio das drogas, da prostituição e outras situações que afrontam a dignidade.

Terceiro, destaco que há a questão constitucional que garante a liberdade de culto e a convivência pacífica entre os segmentos religiosos. Inserir-se no movimento da Festa da Penha dessa forma constitui manifesta afronta à liberdade de crença e de culto, além de caracterizar uma “guerra por fiéis”, algo totalmente indesejado no Estado Democrático de Direito e no contexto de busca da unidade dos cristãos.

Fonte: A Gazeta  on line

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* Diocese francesa confirma oficialmente 68ª cura milagrosa por intercessão da Virgem Maria.

quinta-feira, março 31st, 2011

Em comunicado público feito no último domingo, 27, o bispo da diocese francesa de Angers, Dom Emmanuel Delmas, reconheceu o restabelecimento no dia 12 de abril de 2002 de Sérgio François, um fiel de sua jurisdição, como um milagre de Lourdes, contabilizando assim a 68ª cura por intervenção da Virgem que apareceu na cidade francesa.

Serge François

François sofria de dor no nervo ciático tipo S1 esquerdo, o que lhe ocasionava uma invalidez lombar marcada; precisava de tratamento analgésico constante, mas curou-se milagrosamente, após rezar diante da Gruta de Lourdes, beber água e lavar o rosto na fonte de Massabielle.

Os médicos que o examinaram oito anos após sua cura constataram que ela “havia sido súbita, completa no aspecto funcional, sem relação com alguma terapia particular e durável”.

Para o bispo de Anger, trata-se de uma cura “inexplicável”, ainda mais se for levada em conta “o estado atual da ciência”. Segundo o prelado, a cura de François deve considerada “como um dom pessoal de Deus para este homem, como um acontecimento de graça, como um signo de Cristo Salvador”.

A cidade de Lourdes, na França, foi o lugar eleito pela Virgem para confirmar ao mundo – em 1858 – que ela nasceu livre do pecado original, e onde ela anunciou a uma simples pastorinha, Bernadette, o surgimento da famosa fonte de Massabielle e pediu a construção de uma capela. Por tudo isso, Lourdes não é apenas sinônimo de devoção marial, mas também lugar de evocação de milagres.

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* Comercial da Sony com referências estranhas e “espirituais” gera perplexidade e “assusta”.

quinta-feira, março 31st, 2011

A Sony divulgou comerciais do Xperia Play, conhecido como Playstation Phone.

Em uma delas uma mulher segura o celular e descreve o produto. Quando termina de falar o video é invertido. Então a voz da mulher torna-se grave e seus olhos ficam vermelhos e ela fala sobre os jogos

Veja!

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* Descoberta arqueológica “de tirar o fôlego” segundo os estudiosos leva-nos às nossas origens cristãs.

quinta-feira, março 31st, 2011

Uma antiga coleção de 70 livros pequenos, cada um com 5 a 15 páginas de chumbo, pode desvendar alguns segredos dos primórdios do cristianismo.(foto)

Para os estudiosos de religião e de história, trata-se de um tesouro sem preço. Ziad Al-Saad, diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia chegou a dizer que pode ser a “descoberta mais importante da história da arqueologia”.

Embora ainda estejam divididos quanto à sua autenticidade, especialistas acreditam que trata-se da maior descoberta da arqueologia bíblica desde que foram encontrado os Rolos do Mar Morto, em 1947.

Os livros foram descobertos há cinco anos em uma caverna em uma região remota da atual Jordânia. Acredita-se que pertenciam a cristãos que fugiram após a queda de Jerusalém no ano 70 dC. Documentos importantes do mesmo período já foram encontrados no mesmo local.

Testes iniciais indicam que alguns desses livros de metal datam do primeiro século. A estimativa é baseada na forma de corrosão que atingiu o material, algo que especialistas acreditam ser impossível reproduzir artificialmente. Quando os estudos forem concluídos, esses livros podem entrar para a história como alguns dos primeiros documentos cristãos, antecedendo até mesmo os escritos atribuídos ao apóstolo Paulo.

A doutora Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudos do Antigo Testamento, explica: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que seria aberto somente pelo Messias. Outros textos da época falam sobre livros de sabedoria selados e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto dessa descoberta. Sabe-se que, pelo menos em duas ocasiões, grupos de refugiados da perseguição em Jerusalém rumaram para o leste, atravessaram a Jordânia, perto de Jericó e foram para a região onde esses livros agora foram achados.”

Para ela, outra prova de que o material é cristão e não judaico é o fato de os escritos estarem em formato de livros, não de pergaminhos. “Os cristãos estão particularmente associados com a escrita na forma de livros. Eles guardavam livros como parte de uma tradição do início do cristianismo… Caso se confirmem as análises iniciais, esses livros poderão trazer uma luz nova e dramática para a nossa compreensão de um período muito significativo da história, mas até agora pouco conhecido.”
Ela refere-se ao período entre a morte de Jesus e as primeiras cartas do Apóstolo Paulo.

Há referências históricas a alguns desses acontecimentos, mas quase nenhum material deixado por quem realmente vivenciou o surgimento da igreja cristã.

Fonte: Pavablog

Veja imagens:

Local da descoberta, Na Jordânia

Local da descoberta, Na Jordânia

Mais informações em Inglês:

http://www.bbc.co.uk/news/mobile/world-middle-east-12888421

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* Papa: Os que o “odeiam” também o escutam?

quinta-feira, março 31st, 2011

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* Criaturas de Deus: O Chimpanzé, a fome e o amendoim.

quinta-feira, março 31st, 2011

Aguarde  carregar..

http://sorisomail.com/email/50372/chimpanze-resolve-o-problema-de-ir-buscar-o-amendoim.html

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* Átrio dos Gentios: Concretamente, o que a Igreja quer dizer aos não crentes?

quinta-feira, março 31st, 2011

Imagens externas do Átrio, em Paris.

Imagens externas do Átrio, em Paris.

“Queremos dizer à sociedade contemporânea que a fé e a teologia estão entre os grandes vetores de conhecimento e de cultura, que cada uma têm um estatuto e uma dignidade próprios. Esse diálogo deve ocorrer no mais alto nível, sem relegar os crentes em Deus ao paleolítico!”

A opinião é do cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura do Vaticano.

Jornal La Croix, 25-03-2011.

Por que é necessário para a Igreja dialogar com aqueles que não acreditam?

A Igreja não se vê mais como uma ilha separada do mundo. Ela está no mundo. O diálogo, portanto, é para ela uma questão de princípio. Porque, nas nossas sociedades orgulhosas por serem secularizadas, constata-se, porém, que surgem perguntas fundamentais. Testemunho disso é o interesse pelo sagrado, a New Age ou também pelo sobrenatural e pela magia… Para responder a essa urgência, os grandes modelos culturais e religiosos se apresentam com legitimidade.

Além disso, queremos dizer à sociedade contemporânea que a fé e a teologia estão entre os grandes vetores de conhecimento e de cultura, que cada uma têm um estatuto e uma dignidade próprios. Esse diálogo deve ocorrer no mais alto nível, sem relegar os crentes em Deus ao paleolítico!

Por fim, somos conscientes do fato de que o grande desafio não é o ateísmo, mas sim a indiferença, que é muito mais perigosa. Certamente, existe o ateísmo irônico de Michel Onfray, mas a indiferença pode ser representada por esta piada: “Se Deus saísse hoje pelas ruas, iriam lhe pedir seus documentos!”.

Mas o “Átrio dos gentios” não é um lugar de evangelização?

Certamente não. Somos como Paulo diante do Areópago de Atenas. Dizemos aquilo que acreditamos diante daqueles que não acreditam e que nos escutam. Embora sejamos conscientes do fato de que todas as grandes propostas culturais e religiosas não são só informativas, mas também “performativas”: abrem a uma ação. Basta ler Dostoiévski,Pascal, Dante, Nietzsche…

Concretamente, o que a Igreja quer dizer aos não crentes?

Retomaria a distinção proposta pelo teólogo protestante alemão Dietrich Bonhoeffer entre as “realidades penúltimas” e as “realidades últimas”. O cristianismo, por natureza, é uma religião encarnada, cuja mensagem é fundamentada em uma realidade histórica. Por essa encarnação, ele pôde agir na sociedade, trate-se do diálogo com os políticos ou da ação pela justiça e a solidariedade. Mas nós não constituímos só uma ONG. O nosso dever é o de um discurso sobre as “realidades últimas”.

Com isso, não entendo só Deus, a Palavra, a transcendência, mas também – e este é o programa do Átrio dos Gentios – os grandes problemas existenciais: a vida, o amor, a morte…

Nesses planos, a Igreja afirmar ter a Verdade. Uma afirmação pouco aceitável nestes tempos marcados pela indiferença.

É um grande problema. Para os cristãos, de fato, a Verdade nos precede na pessoa de Cristo, enquanto, aos olhos da cultura contemporânea, cada um de nós a constrói. Dessa diferença derivam concepções diversas do bem e do mal, da liberdade, da justiça. Sabemos bem que, hoje, dado que toda verdade varia de acordo com o contexto, cada um pode elaborar sua própria verdade. No limite, uma ação criminosa pode se dizer conforme a uma verdade. Um autor pôde dizer: “A Verdade não vos libertará”.

Ao contrário, Robert Musil afirmava: “A verdade não é uma pedra preciosa que se leva no bolso, mas sim um mar em que se imerge para nadar”. Nós pensamos que é urgente evocar a Verdade. Podemos nos contentar, talvez, com uma sociedade formada só por comportamentos individuais adaptados, na ausência de normas comuns reconhecidas? Para um cristão, a liberdade é orientada, ordenada a um objetivo, não só no sentido do “laissez-faire” contemporâneo, que se limite à liberdade do próximo.

Trata-se de unificar fé e razão?

De um lado, constamos um excesso de racionalismo, mas também vemos surgir manifestações de irracionalidade, de sentimentalismo. Nesse contexto, é preciso sempre retomar a necessária autonomia da fé e da razão. É preciso também lembrar que, sendo o homem uno, fé e razão dentro dele devem dialogar.

Sobre esses temas, já não está tudo definido?

Certamente, somos uma minoria. Mas a nossa visão pode ser considerada provocadora, como um pó de comichão ou uma pedra no sapato. Dado que a multidão vai em uma certa direção, nós talvez também devemos segui-la?

Até se constitui em uma contracultura?

De fato, o crente é sinal de contradição. A cultura contemporânea, moldada pela comunicação de massa, visa à homogeneização do pensamento. Qualquer pessoa que seja uma exceção é considerado extravagante. Cabe a nós, junto com outros, realizar um trabalho essencial e difícil: buscar o verdadeiro, o bem, reconhecer o falso, o mal…

Sobre essas bases, quais frutos são esperados desses encontros parisienses do Átrio dos Gentios?

Queremos jogar uma pedra no lago, estimular a reflexão e o diálogo, e depois observar aquilo que acontece. Durante a nossa primeira sessão, na universidade de Bolonha, ficamos surpresos. De cada quatro relatores que intervieram (um cientista, um jurista, um filósofo, um escritor), dois eram crentes em Deus, e dois, não. Participaram 2.000 pessoas, discutiram ouviram leituras de Nietzsche, Pascal, Santo Agostinho. Tudo no máximo silêncio, com grande respeito recíproco e uma atenção elevada. Depois de Paris, iremos para Estocolmo, sob a égide do luteranismo de Estado. Depois a Tirana e a Praga, importantes centros do ateísmo de Estado.

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* O que distingue um caso de possessão, infestação ou manifestação diabólica de uma doença?

quinta-feira, março 31st, 2011

O Pe. François Dermin, presidente nacional do Grupo de Pesquisa e Informação Religiosa (GRIS, na sigla em italiano), prior do convento de São Domingos de Bolonha e professor de teologia moral, italiano com origens canadenses, é um dos professores do curso de exorcismo que será realizado esta semana no Ateneu Pontifício ‘Regina Apostolorum’, em Roma.

Hoje se conhece mais sobre o demônio do que se conhecia, por exemplo, na Idade Média?

Pe. François Dermin: Do ponto de vista teológico, não se sabe mais do que se sabia na época. Grandes doutores da Igreja, como São Tomás, São Boaventura e Santo Agostinho, e tantos outros santos, falaram do demônio de maneira profunda, também especulativa, filosófica e teológica.

No entanto, podemos saber mais sobre algumas doenças que no passado eram consideradas manifestações da ação diabólica, mas que são apenas doenças. Por exemplo, no passado, a epilepsia era relacionada a uma forma de possessão diabólica, quando, na verdade, é uma doença a ser curada.

O que distingue um caso de possessão, infestação ou manifestação diabólica de uma doença?

Pe. François Dermin: Esta é, a meu ver, uma das principais dificuldades do exorcista, pois ele deve discernir e esta é a parte central do ministério exorcístico. Porque algumas pessoas acreditam estar à mercê de uma ação do demônio, não necessariamente possuídas, mas perseguidas, humilhadas, obcecadas ou coisas assim.

Portanto, temos de perceber se são pessoas que sofrem alucinações ou algo do tipo. Nestes casos, é preciso falar com elas e, quando necessário, deve-se recorrer a médicos e psiquiatras. Por exemplo, quando eu era exorcista em minha diocese, minha equipe incluía dois padres e dois psiquiatras, a quem acudíamos em caso de dúvidas.

O discernimento nem é sempre imediato. Conversando com as pessoas ou sobre elas, você percebe se há algumas reações – não necessariamente espetacular, como no caso de possessão -, mas reações particulares, como uma sucessão de calor e frio, desmaios ou se a pessoa começa a arrotar ou fazer algo assim. O discernimento é feito também com a oração. Devemos recordar que o exorcismo é uma obra sobrenatural e que o personagem principal é Deus.

Jesus realizou exorcismos.

Pe. François Dermin: João Paulo II dizia que um dos principais ministérios de Jesus era o exorcismo. Não foi por acaso que ele realizou tantos, embora na Bíblia e nos Evangelhos nem sempre seja clara a distinção entre cura e libertação.

O exorcismo é frequentemente associado, quase exclusivamente, à possessão, mas muitas vezes o exorcista tem de lidar com pessoas que são vítimas de outras formas de perseguição diabólica: infestações de casas onde se ouvem barulhos, móveis que se mexem ou se quebram etc.

Há também casos de possessão em que as pessoas ouvem vozes dentro de si. Isso geralmente acontece quando se pratica o espiritismo. É claro que você tem que verificar se não são casos de esquizofrenia.

A libertação também ocorre através de uma jornada espiritual. A pessoa tem que mudar a sua vida, frequentar os sacramentos etc.

Um exorcismo único é suficiente ou é um processo?

Pe. François Dermin: Aqui, estamos tocando um tema muito delicado. Tenho ouvido testemunhos de exorcistas de quarenta ou cinquenta anos atrás, que mostram que um só exorcismo era suficiente para libertar uma pessoa. Hoje pode durar meses e, às vezes, anos. E nós temos que refletir sobre por que isso acontece.

Alguns podem pensar que isso se deve a uma sociedade que se afastou de Deus, de certa forma, que apostatou.

Aqui, no entanto, dou uma opinião absolutamente pessoal: o exorcista não faz uma oração pessoal, mas ora em nome da Igreja. E se a fé se enfraquece no interior da Igreja, não excluo a possibilidade de que isso contribua para a redução da eficácia do exorcismo.

Qual é a relação entre as fórmulas do exorcismo e a fé?

Pe. François Dermin: As fórmulas sem a fé não valem nada. Mas não é somente a fé do exorcista, e sim a fé da Igreja. Aqui, quando eu digo “Igreja”, quero dizer a Igreja institucional que sempre acreditou e ensinou a realidade sobre o demônio e a possibilidade concreta de perseguição por parte dele. Falo, no entanto, dos homens de Igreja. Entendo que esta é uma questão muito delicada.

Não a Igreja gloriosa, mas a militante?

Pe. François Dermin: A Igreja aqui na terra pode ser tentada também com o secularismo. É o racionalismo. Existe o risco de enfraquecer a fé sobre a existência do demônio.

O sacerdote que exerce o ministério do exorcismo tem de adquirir experiência?

Pe. François Dermin: Nunca se termina de aprender e a experiência enriquece sempre, é fundamental. O problema hoje é que os exorcistas se tornam exorcistas sem um professor para ensiná-los. Pela minha parte, eu tive pouca experiência prática e, em certo sentido, tive de lidar com isso, cometendo inclusive alguns erros. A experiência é adquirida gradualmente. O ideal seria ter professores neste campo.

Nem sempre encontramos uma explicação para tudo; no entanto, devemos acreditar que Deus está presente, que age, que estamos do lado do vencedor e que o demônio quer incomodar o homem, afastá-lo de Deus ou até mesmo destruí-lo. E que Deus dá à Igreja os meios para combater vitoriosamente o demônio.

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* “Eneagrama”. Psicologia e/ou misticismo “new age”?

quinta-feira, março 31st, 2011

Fonte: Estevão Bettencourt

Que é?

Em síntese: A temática do eneagrama apresenta dois aspectos bem distintos: o psicológico e o “místico”. O aspecto psicológico tem o valor que os psicólogos julguem dever atribuir-lhe. Não o discutimos neste artigo.

O aspecto místico é inconsistente; pode ser dissociado do aspecto científico ou psicológico. O fato de que correntes de pensamento utilizaram o símbolo da estrela de nove pontas e desenvolveram suas idéias religiosas em conexão com esta imagem, não depõe necessariamente contra tal figura e muito menos depõe contra o sistema psicológico correlativo.

Nova Era, como amálgama de concepções diversas e heterogêneas, pode incluir em seu leque o símbolo do eneagrama e as idéias esotéricas ou panteístas que lhe são associadas pelos “místicos”. Neste caso, o eneagrama se torna inaceitável para o cristão, na medida em que possa sugerir ou incutir panteísmo, magia, reencarnação… Todavia mesmo então o aspecto psicológico conserva a validade que os cientistas lhe atribuem.

* * *

O Eneagrama é um sistema de psicologia que procura fazer que as pessoas compreendam a si mesmas e compreendam as outras; para tanto, indica nove (ennéas) tipos (grámmata, em grego) de personalidade; num desses tipos cada indivíduo se enquadra com maior ou menor precisão. Embora seja um produto de pura psicologia, o eneagrama tem sido associado a concepções religiosas e “místicas” que, aos olhos de alguns observadores, tornam o eneagrama espúrio ou suspeito de conivência com a Nova Era.

Examinemos um e outro dos aspectos do eneagrama valendo-nos, para o aspecto psicológico, da obra de Helen Palmer: eneagrama. Ed.Paulinas 1993 (citado como HP).

1. QUE DIZEM OS PSICÓLOGOS?

“O eneagrama é um antigo ensinamento sufi, que descreve nove tipos diferentes de personalidade e suas inter-relações… Esse ensinamento pode-nos ajudar a identificar nosso próprio tipo e a lidar com nossos problemas, a compreender nossos colegas de trabalho, pessoas amadas, familiares e amigos” (HP, p.23).

Ensina a encarar os hábitos que geralmente são considerados meramente neuróticos, como pontos de acesso, em potencial, para estados superiores de consciência. Supõe-se que o indivíduo possa e deva evoluir para graus de personalidade mais perfeita, de modo que as tendências neuróticas podem ser vistas como mestres e bons amigos que levam o indivíduo à próxima fase do seu desenvolvimento.

A representação dos nove tipos de personalidade se faz mediante uma estrela de nove pontas envolvida dentro de um círculo. Cada ponta corresponde a um tipo de personalidade: 1) O Perfeccionista: 2) O Dador; 3) O Desempenhador; 4) O Romântico Trágico; 5) O Observador; 6) O Advogado do Diabo; 7) O Epicurista; 8-O Patrão; 9) O Mediador

TIPOS DE PERSONALIDADE

Cada um desses números pode também representar uma paixão; 1) Raiva; 2) Orgulho; 3) Engano; 4) Inveja; 5) Avareza; 6) Medo; 7) Gula; 8-Luxúria; 9) Preguiça.

Eis a descrição de cada tipo de personalidade:

1) O Perfeccionista é crítico de si e dos outros. Sente-se superior aos demais. Adia as suas decisões por medo de cometer um erro. Usa muito os verbos dever e precisar.

2) O Dador é empenhado em satisfazer às necessidades alheias. Tem muitos eu; mostra um eu diferente a cada bom amigo. Procura ser amado e apreciado, tornando-se até indispensável a outra pessoa. É agressivamente sedutor.

3) O Desempenhador é competitivo, obcecado pela imagem do vencedor. Procura ser estimado por causa dos serviços que presta; pode parecer mais produtivo do que de fato é. Sujeito a trabalhar em excesso e, por isto, sofrer do coração, de pressão alta. É impaciente com aqueles que querem trabalhar em ritmo mais lento.

4) O Romântico Trágico é atraído pelo inacessível; o ideal nunca é o aqui e agora. Trágico, triste, sensível, concentrado na perda de um amigo ou num amor ausente.

5) O Observador mantém distância em relação aos outros. Defende a sua privacidade, e evita envolver-se. Sente-se esgotado por compromissos e pelas necessidades alheias. É desligado de pessoas, sentimentos e coisas.

6) O Advogado do Diabo é medroso, atormentado pela dúvida. Receia tomar iniciativas, porque isto pode levar a disputas. Identifica-se com os injustiçados; é antiautoritário.

7) O Epicurista é o diletante, amante volúvel, superficial, aventureiro; gosta de comer bem. É pouco dado a compromissos, pois prefere manter as opções em aberto. Geralmente alegre, estimula o ambiente. Inicia empreendimentos, mas não costuma acompanhá-los até o fim.

8- O Patrão é extremamente protetor. Toma a defesa de si mesmo e dos amigos combativos; assume o controle; não receia brigar. Tem suas manifestações de raiva e de força, mas respeita oponentes que resistam e lutem.

9) O Mediador é excessivamente ambivalente. Considera todos os pontos de vista. Substitui os próprios desejos pelos desejos alheios e deixa objetivos concretos para atender a atividades não essenciais. Conhece as necessidades alheias melhor do que as próprias. Tende ao devaneio.

Até aqui fala a psicologia, sem tocar em filosofia ou religião.

O eneagrama, na medida em que é esta classificação, fica no plano das ciências experimentais; há de ser discutido entre psicólogos. Acontece, porém, que se lhe atribuem conotações de ordem “mística”, que o tornam controvertido em âmbito mais amplo, ou seja, em ambientes filosófico-religiosos.


A “MÍSTICA” do eneagrama


A imagem da Estrela de nove pontas, que representam os nove tipos de personalidade, era utilizada pelos muçulmanos sufistas, que professam concepções esotéricas. -

E que é o sufismo?


O sufismo (do árabe suf, pano de lã, túnica, que os primeiros sufistas usavam por ascese) é uma corrente de espiritualidade muçulmana que no século X começou a se opor ao racionalismo e ao formalismo jurídico de alguns mestres. Teve origem na Pérsia, onde sofreu a influência das escolas filosóficas e religiosas que durante séculos antes do Islã ali se confrontaram, tais como o neoplatonismo, o hinduísmo, o Cristianismo e o maniqueísmo.

O sufismo assim construído procura cultivar o amor a Deus e a contemplação até o êxtase mediante a ascese e a purificação do coração. Tal escola de espiritualidade não deixa de ter seus aspectos esotéricos e fantasiosos, que lhe valeram suspeitas e desconfiança da parte de outras correntes. A Sra. Dorothy Ranaghan, por exemplo, afirma que “o sufismo contemporâneo se tornou um misto de panteísmo, magia e racionalismo, com crença em telepatia, televiagens, premonição, transmigraçãode almas e negação de um Deus pessoal” (texto citado por Ralph Rath, Nova Era, um Perigo para os Católicos. Ed. Louva a Deus, Rio de Janeiro, pp. 174s).

Há também quem diga que o eneagrama corresponde à Arvore da Vida da Cabala; cf. HP, p.31.

O que o Ocidente sabe de esotérico sobre o eneagrama, se deve a George Ivanovtch Gurdjieff, ocultista americano, que viveu na Rússia de 1877 a 1947. Segundo dizem, Gurdjieff teve grande influência sobre o movimento dito New Age (Nova Era).

Observa Dorothy Ranaghan: “Os escritos de Gurdjieff são cheios de descrições de influências planetárias, corpos astrais, clarividência, experiências telepáticas e explicações do verdadeiro significado de interesses ocultos como kindalini e Taro”. Para Gurdjieff, o eneagrama tem poderes secretos não particularmente aliados à tipologia da personalidade. “ é um símbolo universal”, acreditava Gurdjieff. “Todo conhecimento pode ser incluído nele e, com a ajuda dele, ser interpretado” (textos transcritos da citada obra de Ralph Rath, pp.174s).

As concepções filosófico-religiosas que vêm assim associadas ao eneagrama são devidas a premissas pessoais e subjetivas. Derivam-se, em grande parte, da “mística dos números” ou do hábito de atribuir valor qualitativo a certos números – coisa arbitrária, visto que os números como tais são qualitativamente neutros. Eis como Helen Palmer, em estilo relativamente sóbrio, propõe esse “misticismo” dos números:

“A estrela de nove pontas mapeia a relação entre duas leis fundamentais do misticismo: a lei do Três (trindade), que identifica as três forças presentes no início de um evento, e a lei do Sete (oitava), que governa as fases de implementação desse evento, à medida que se desenrola no mundo físico.

A lei do Três é representada pelo triângulo interno do eneagrama O triângulo transmite a idéia da necessidade de três forças para a criação, em vez das duas visíveis: causa e efeito. Este conceito está preservado na trindade cristã do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e nas três forças divinas da criação no hinduísmo, as chamadas Brahma, Vishnu e Shiva.

Estas três forças também poderiam ser chamadas criativa, destrutiva e preservadora, ou ainda, ativa, receptiva e reconciliadora. Gurdjieff, uma fonte básica do sistema do eneagrama. as chamava simplesmente força Um, força Dois e força Três, e foi sua a observação de que a humanidade era cega para essa terceira força” (ob. cit., p.59).

O raciocínio nos diz que 1) o simbolismo dos números é algo de arbitrário; o número 13, para uns, é de mau agouro, ao passo que, para outros, é alvissareiro ou de bons presagios (); e 2) dado que o simbolismo se fundamente em alguma semelhança, nenhum número, como também nenhuma figura geométrica, emite energia criadora ou destruidora. Em conseqüência, não há por que temer a presença de símbolos, diagramas e gráficos; como tais, nada podem fazer; está claro, porém, que, se alguém se deixa sugestionar por pretensa eficácia desses sinais, está sujeito a se prejudicar, porque está condicionado para se sentir débil, perseguido, condenado… O símbolo, porém, como tal não possui virtude nem benéfica nem maléfica.

Estes dados permitem passar a uma CONCLUSÃO

A temática do eneagrama apresenta dois aspectos bem distintos: o psicológico e o “místico”. O aspecto psicológico tem o valor que os psicólogos julguem dever atribuir-lhe. Não o discutimos aqui.

O aspecto “místico” é inconsistente; pode ser dissociado do aspecto científico ou psicológico. O fato de que correntes de pensamento utilizaram o símbolo da estrela de nove pontas e desenvolveram suas idéias religiosas em conexão com essa imagem não depõe necessariamente contra tal figura e muito menos depõe contra o sistema psicológico correlativo.

Nova Era, como amálgama de concepções diversas e heterogêneas, pode incluir em seu leque o símbolo do eneagrama e as idéias esotéricas ou panteístas que lhe são associadas. Neste caso, o eneagrama se torna inaceitável para o cristão, na medida em que possa sugerir ou incluir panteísmo, magia, reencarnação…



Cf. PR 27/1960, pp.91-99 e Curso sobre Ocultismo da Escola “Mater Ecclesiae”, Módulo 20. Para citar um caso apenas, mencionamos o dos Estados Unidos da América: o número 13 era ali de bom agouro, porque Inicialmente eram treze os Estados que constituíam a união norte-americana; além disto, o lema da união consta de treze letras (e pluribus unum); a águia norte-americana está revestida de treze penas em cada asa; Jorge Washington hasteou o estandarte republicano com uma salva de treze tiros. E pluribus unum = de muitos faz-se um só.

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* Índia: Lei da “Liberdade” Religiosa no Estado de Orissa obriga a pedir “autorização oficial” para se converter.

quarta-feira, março 30th, 2011

Uma dúzia de indianos tribais foi detida pelas autoridades por se terem convertido ao Cristianismo sem permissão das autoridades locais do Estado de Orissa.

A polícia procura ainda um 13º convertido, que terá conseguido fugir, e também os dois pastores evangélicos que os teriam convertido.

Em causa está a violação de uma lei, ironicamente chamada Lei da Liberdade Religiosa de Orissa, que impede conversões para qualquer religião sem autorização. Recorde-se que Orissa tem sido palco de graves incidentes inter-religiosos, com extremistas hindus a perseguir cristãos, acusando-os de fazer proselitismo entre as castas mais baixas.

Os tribais pertencem à classe mais baixa no sistema de castas tradicional da Índia, pelo que são considerados “intocáveis” por muitos e vivem normalmente numa situação de grande pobreza.

Os cristãos acusam a polícia de usar a lei para intimidar os seus correligionários, e recordam que até agora nunca foi provado que as conversões de tribais ao Cristianismo são feitas a troco de qualquer recompensa ou suborno, como acusam alguns hindus.

Via Sacra destruída por vândalos

Noutro ponto da Índia, em Madhya Pradesh, uma série de estátuas que seriam usadas para uma Via Sacra agora durante a Quaresma, foi destruída por extremistas hindus.

As estátuas estavam num camião a caminho da Igreja Católica de Jhapadra quando o condutor foi obrigado a parar por um grupo, tendo sido agredido, juntamente com outros dois passageiros. De seguida as estátuas foram vandalizadas.

O bispo da diocese de Jhabua diz que existe um sentimento de insegurança entre a comunidade cristã e lamenta que não tenham sido feitos progressos ao nível da investigação.

Fonte: Rádio Renascença

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* Namorada “nas nuvens”. Sinal de “doença”, desorientação ou as duas coisas ?

quarta-feira, março 30th, 2011

Cloud Girlfriend (namorada na nuvem) é uma startup que pode ajudar os solteiros da web a criarem namoradas virtuais. Basicamente, são criadas contas em redes sociais para as falsas moças e, em seguida, basta interagir com ela, como se fosse um relacionamento à distância.

As personagens criadas, no entanto, ferem algumas regras do Facebook, já que contas falsas geradas por computador não são aceitas na rede, o que pode fazer com que sua nova parceira virtual seja deletada a qualquer momento pelo sistema.

Fonte: Olhar digital

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* NÃO estamos sozinhos na luta a favor da vida, contra o Aborto!

quarta-feira, março 30th, 2011

Gabriel Ferreira

Caro leitor, tenho duas notícias a lhe transmitir, uma boa e outra má. Como é do temperamento brasileiro de deixar sempre as coisas melhores para o final, começo pela má.

Eugenia no Uruguai?

Álvaro Fernandez, líder pró-vida no Uruguai, disse que o projeto para despenalizar o aborto até as 12 semanas de gestação “agora se acrescentou o tema das deformações e a síndrome de Down que seriam motivos para poder abortar segundo a senadora que promove esta lei, Mónica Xavier (do partido de governo Frente Amplo), que é médica”.

Esse projeto já conta com o apoio do atual presidente, José Mujica, que disse publicamente que não vetaria a norma se for aprovada pelos senadores.

Além da síndrome de Down que outras deformações seriam? Qual seria a definição de “deformação” para os abortistas? Não parece isso com a eugenia nazista? Vejam até que ponto nós chegamos…

Agora passo para a boa notícia.

Assim como no Brasil, em toda a parte do mundo essas medidas para aprovar o aborto estão encontrando reações.

Médicos contra o aborto na Argentina

A primeira delas é que na Argentina um grupo de 78 ginecologistas e obstetras fizeram um “Manifesto pela Vida” afirmando que não há justificativas para matar um ser humano dentro do ventre materno.

Dentre os vários argumentos contidos no manifesto estão o da inviolabilidade da vida humana desde sua concepção e o direito à objeção de consciência. Os peritos ainda afirmam que “a eliminação de um ser humano inocente é sempre inaceitável, ética e medicamente falando” e “provocar abortos para evitar abortos é tão contraditório como combater a morte ocasionando a morte, ou eliminar a enfermidade matando o doente”.

E dão a solução: “a estratégia mais eficaz para prevenir e evitar o aborto é a educação moral e ética, sobre tudo na infância, na adolescência e na juventude”.

Nos casos de aborto por estupro, pedem para “castigar o violador, não a criança inocente, fruto do ato delitivo” e destacam que “a adoção por terceiros é uma estratégia humanitária de indubitável valor”.

La Nación pressiona Cristina Kirchner para se manifestar contra o aborto.

Ainda na Argentina, no seu editorial, o jornal ‘La Nación’ solicitou à Presidente Cristina Kirchner uma clara defesa da Vida, contra o Aborto. Segundo o mesmo jornal, a Presidente fez um pronunciamento proclamando “sua defesa à vida, e o fez no marco de outorgar amparo à mulher grávida mediante apoio econômico a esta“. Continua o jornal: “Embora seja fundamental que, como mulher e como presidenta, Cristina Fernández de Kirchner se adira a este postulado universal, e reconheça o primeiro e essencial direito à vida, o apoio não é suficiente”.

O jornal também ressalta que a vida humana começa a partir da fecundação e que toda mãetem direito à sua maternidade, direito a que lhe seja facilitada a possibilidade de ser mãe e de não ver-se empurrada por razões sociais, psicológicas ou econômicas a procurar um aborto que terminará por fazer- lhe mais mal que bem”.

O papel do Estado “deveria ser o de proteger em todo sentido o direito à vida da criança, logicamente apoiando a mãe grávida, mas não a partir dos três meses de gravidez, mas precisamente a partir do momento em que ela tenha consciência deste, que é quando ela mais necessita o apoio para não se desprender da criança. O editorial conclui dizendo que sempre se deve ajudar as mães argentinas para que “não matem os seus filhos, mas para que saibam que dar a vida é uma glória, não importa a forma da gravidez”.

Marcha contra o aborto na Espanha

Marcha contra o aborto na Espanha

Concluo com esta última notícia. O dia 26 de março foi marcado por manifestações de milhões de espanhóis contra o aborto. Mais de 70 cidades tiveram suas marchas pela vida. Só em Madrid cerca de 130.000 pessoas estiveram presentes. “são famílias inteiras, desde avós até os recém-nascidos, para simbolizar esse clamor cívico que dirigem a seus representantes políticos, exigindo um firme compromisso com a defesa do primeiro direito humano, a vida, desde seu início na gestação até a morte natural, ao que se enfrenta abertamente o aborto e a eutanásia que tratam de impor-se a nossa sociedade” disse o porta-voz de “Hazte Oir”, organização pró-vida espanhola.

Temos a perseverança, a imaginação e a alegria necessárias para atrair cada vez mais concidadãos. Os políticos devem escolher. Ou estão com a sociedade ou estão contra ela. Ou com a vida ou contra ela” disse Gádor Joya, porta-voz de Direito a Viver (DAV), outra organização pró-vida.

Ao final foi lido o Manifesto pela Vida, o qual conclama a sociedade a que “se avive a consciência do valor de toda vida humana e se exija seu respeito e amparo legal, da concepção até a morte natural”, proclamando e festejando “o dom da vida, como um direito natural, primitivo e inegociável de todo ser humano”.

Alemanha

Cada vez se torna mais difícil a realização de marchas pela vida na Alemanha. Tradicionalmente em março de cada ano se realiza uma marcha pelo direito à vida dos não nascidos na cidade de Münster, na Westfália. Os participantes carregam cruzes brancas, que, cada uma, simboliza uma criança abortada, já que para essas vítimas não existe sepultura e o marco da redenção.

No dia 12 de março passado participaram entre 150 e 200 pessoas. O início estava marcado para as 14.30 hs. Os participantes se reuniram em frente à igreja de Santo Egídio, onde deveria começar a manifestação. No entanto esta não teve meios de se iniciar, pois, por volta de 100 manifestantes jovens anarquistas (que se autodenominam “Antifa” – antifachistas) circundaram os antiabortistas e bloquearam o início da marcha durante duas horas. Durante todo esse tempo lançavam aos berros e, em coro, as mais abomináveis blasfêmias contra Nossa Senhora e a Santa Igreja e injúrias contra os participantes da marcha, enquanto estes rezavam o terço e cantavam cânticos religiosos.

Depois de duas hora a polícia resolveu intervir e abrir o caminho para a marcha à força. Escoltado por um grande número de policias, a marcha pode percorrer o caminho programado, sempre, no entanto, acompanhada pelos anarquistas nas calçadas, que continuavam a vociferar em seu coro infernal, sem mesmo respeitar os transeuntes e o público que presenciava a marcha de protesto contra o aborto.

Sob essas condições, atravéz de um verdadeiro assim chamdo “corredor polones”, os manifestantes antiabortistas chegaram ao destino marcado, o monumento em homenagem ao Cardeal von Galen, numa praça atras da catedral de Münster, tendo sido obrigados, no entanto, a encurtar o percurso da marcha, devido ao grande atraso provocado pelos anarquistas.

Os católicos na Alemanha, e de um modo geral todos os cristãos, se veêm expostos a viver num clima de crescente decadência cultural e política. O debate público, no qual as respectivas posições políticas são defendidas com argumentos convincentes, está cada mais derivando para a intimidação por parte daqueles que gritam mais alto. A defesa do direito à vida das crianças não nascidas está sendo cada vez mais combatida com uma agressividade ingente e um ódio cego e rancoroso. O que se externa em atitudes de perturbação da ordem pública, como em Münster no dia 12 de março, ou através de difamações e calúnias contra o adversário ideológico.

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* Jordânia: Talvez o maior e mais significativo achado arqueológico da história cristã

quarta-feira, março 30th, 2011

O governo da Jordânia tenta repatriar livros feitos de chumbo que, segundo suspeitas de especialistas, parecem ser os mais antigos da história cristã, tendo sobrevivido a quase 2.000 anos em uma caverna do país do Oriente Médio.

As relíquias, que estão atualmente em Israel, poderiam trazer à luz novos dados para nosso entendimento sobre o nascimento do cristianismo e sobre a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo.

O conjunto de cerca de 70 livros –cada um com entre 5 e 15 “folhas” de chumbo presas por aros de chumbo– foi aparentemente descoberto em um vale remoto e árido no norte da Jordânia, entre 2005 e 2007.

Uma enchente expôs dois nichos dentro da caverna, um deles marcado com um menorá, candelabro que é símbolo do judaísmo.

Um beduíno jordaniano abriu os nichos e o que encontrou ali dentro parece ser uma extremamente rara relíquia dos primórdios do cristianismo.

Essa é a visão do governo da Jordânia, que alega que os livros foram contrabandeados para Israel por outro beduíno.

O beduíno israelense que atualmente guarda os livros nega tê-los contrabandeado e alega que as antiguidades são peças que sua família possui há cem anos.

O governo jordaniano disse que fará “todos os esforços, em todos os níveis” para repatriar as relíquias.

VALOR HISTÓRICO

O diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia, Ziad Al-Saad (foto) diz que os livros parecem ter sido feitos por seguidores de Jesus nas décadas seguintes a sua crucificação.

“Talvez eles sejam mais significativos que os pergaminhos do mar Morto (relíquias descobertas nos anos 1940 que contêm textos bíblicos)”, disse Saad.

“Talvez eles precisem de mais interpretação e conferência de autenticidade, mas a informação inicial é muito animadora. Parece que estamos diante de uma descoberta importante e significativa, talvez a mais importante da história da arqueologia.”

Ante alegações tão fortes, quais são as provas?

As “folhas” dos livros –a maioria delas do tamanho de um cartão de crédito– contêm textos escritos em hebraico antigo, a maior parte em código. Se as relíquias forem de fato de origens cristãs, em vez de judaicas, são de grande significado.

Um dos poucos a ter visto a coleção é David Elkington, acadêmico que estuda arqueologia religiosa e líder de uma equipe britânica empenhada em levar os livros a um museu na Jordânia.

Elkington alega que os livros podem ser “a maior descoberta da história cristã”.

“É de tirar o fôlego a ideia que tenhamos contato com objetos que podem ter sido portados pelos primeiros santos da Igreja.”

O acadêmico diz que as relíquias contêm sinais que seriam interpretados, pelos cristãos da época, como imagens de Jesus e de Deus e da “chegada do messias”.

Na “capa” de um dos livros “vemos o menorá de sete ramificações, o que os judeus eram proibidos de representar porque ele residia no local mais sagrado do templo, na presença de Deus”, explica Elkington. “Assim, temos a vinda do messias para obter a legitimidade de Deus.”

IMAGENS

Philip Davies, professor emérito de estudos do Velho Testamento da Universidade de Sheffield, afirma que a prova mais contundente da origem cristã das relíquias está em um mapa feito da cidade sagrada de Jerusalém.

“Há uma cruz em primeiro plano e, atrás dela, está o que seria a tumba (de Jesus), um pequeno edifício com uma abertura e as muralhas da cidade. Outras muralhas representadas em outras páginas dos livros quase certamente se referem a Jerusalém”, diz Davies, que afirma ter ficado “estupefato” com as imagens, “claramente cristãs”.

A cruz é o que mais chama a atenção dos especialistas, feita no formato de um T maiúsculo, como eram as cruzes que os romanos usavam para crucificações.

“É uma crucificação ocorrida fora dos muros da cidade”, diz Davies.

Margaret Barker, especialista em história do Novo Testamento, ressalta que o local onde se acredita que as relíquias tenham sido encontradas denota sua origem cristã –e não puramente judaica.

“Sabemos que, em duas ocasiões, grupos de refugiados dos distúrbios em Jerusalém rumaram a leste, atravessaram a Jordânia perto de Jericó e foram para perto de onde esses livros parecem ter sido achados.”

Ela acrescenta que outra prova da “proveniência cristã” é que as relíquias são em formato de livros, e não de pergaminhos. “Os cristãos eram particularmente associados com a escrita na forma de livros e guardavam os livros como parte da secreta tradição do início do cristianismo.”

O Livro das Revelações se refere a esses textos guardados.

Outro possível elo com a Bíblia está contido em um dos poucos fragmentos de texto que foram traduzidos das relíquias. O fragmento, acompanhado da imagem do menorá, diz: “Devo andar honradamente”, frase que também aparece no Livro das Revelações.

Ainda que a frase possa simplesmente significar um sentimento comum no judaísmo, pode também se referir à ressurreição.

TESTES

Não está esclarecido se todos os artefatos descobertos são parte do mesmo período, mas testes feitos no chumbo corroído dos livros indica que eles não foram feitos recentemente.

A arqueologia dos primórdios do cristianismo é especialmente esparsa ainda. Pouco se sabe dos desdobramentos após a crucificação de Jesus até as cartas escritas por Paulo, décadas mais tarde.

A história contida nas relíquias parecem ser, assim, a descoberta de maior escala até agora dessa época do cristianismo, em sua terra de origem e em seus primórdios

BBC Brasil

Entenda  melhor:

O achado dos pergaminhos e de 70 códices de chumbo – pequenos volumes do tamanho de um cartão de crédito – contendo a antiga escrita hebreia e falando do Messias e da Ressurreição despertou o interesse dos estudiosos da Bíblia. Grande parte da escritura está em código, mas os especialistas decifraram as imagens, símbolos e diversas palavras. Os textos poderiam ter 2.000 anos.

Alguns acadêmicos mostram-se céticos com relação à descoberta, já que foram inúmeras as fraudes e as falsificações sofisticadas produzidas nos últimos anos.

Muitos dos códices estão selados, o que sugere que poderiam ser escritos secretos referidos no livro apócrifo de Esdras, um apêndice de algumas versões da Bíblia. Os textos foram escritos em pequenas folhas de chumbo atadas com um arame.

O tesouro foi encontrado há cinco anos por um israelense beduíno e pode existir desde o século I, na época da Crucificação e da Ressurreição de Jesus.

Vários especialistas examinaram os escritos, incluindo Margaret Barker, ex-presidenta da Sociedade para o Estudo do Antigo Testamento, com um reconhecido conhecimento sobre os estudos dos primeiros cristãos.

Ela declarou ao jornal Sunday Times como a intriga que rodeia esses objetos era semelhante ao secretismo do mercado negro em torno da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto. Há um florescente mercado de antiguidades no Oriente Médio, e muitas figuras sinistras estão envolvidas nele. Um arqueólogo, supostamente, recebeu até ameaças de morte.

Barker disse: “Houve muitos enganos. Grandes somas de dinheiro foram mencionadas, até um máximo de 250.000 libras foram sugeridas como preço por uma única peça”.

Ela teve acesso a fotografias tiradas dos códices e pergaminhos e se mostra cautelosa antes de confirmar a sua autenticidade. Mas disse que, se o material é original, então os livros poderiam ser uma evidência “única e vital” sobre os primeiros cristãos.

“Se eles são uma falsificação, o que eles estão falsificando? A maioria das falsificações são extraídas de material existente, mas eu não vi nada como isso”, assinalou.

O proprietário do material escondido é um beduíno chamado Hassan Saeda, que vive na aldeia de Um-al-Ghanam, no norte de Israel, segundo o Sunday Times. Acredita-se que o material foi obtido depois de ter sido descoberto no norte da Jordânia.

Duas amostras foram enviadas a um laboratório da Inglaterra, onde foram examinadas por Peter Northover, chefe de um grupo de arqueologia e especialista em ciência dos materiais. O veredito não foi conclusivo sem mais provas, mas ele disse que a composição era “consistente com uma gama de chumbos antigos”.

No entanto, Philip Davies, professor emérito de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, está convencido de que os códices são genuínos, depois de ter estudado um deles. Ele disse a seus colegas em privado que acredita que é pouco provável que o achado tenha sido falsificado, segundo informou o Sunday Time


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* Redes sociais online podem levar jovens “propensos” à depressão, afirmam especialistas.

quarta-feira, março 30th, 2011

O novo fenômeno, batizado de ‘Depressão Facebook’, coloca em risco de isolamento os adolescentes com tendência à doença

Adolescentes que passam horas interagindo em redes sociais podem desenvolver depressão ou mesmo sofrer cyberbulling (Thinkstock)

As redes sociais da internet, entre elas o Facebook, podem tanto enriquecer a vida dos adolescentes, quanto prejudicar sua saúde mental e física. O alerta foi feito pela Academia Americana de Pediatria, que acaba de publicar um relatório com orientações sobre o uso das redes sociais no periódico Pediatrics.

De acordo com o documento, esses sites ajudam os jovens a manter contato com amigos e a se divertir, mas podem, também, levar a casos sérios de depressão, um novo fenômeno batizado de ‘Depressão Facebook’.

Segundo os pesquisadores, a ‘Depressão Facebook’ acontece em pré-adolescentes e em adolescentes que passam várias horas por dia em frente ao computador navegando dentro de redes sociais. Esses jovens, normalmente com tendência ao isolamento, à ansiedade ou à depressão, buscam uma maneira de interagir com os demais pela internet. Mas, quando isso não acontece, eles acabam se deprimindo. “A falta de conexão online amplifica o que acontece na vida desses jovens no mundo offline”, diz Gwenn O’Keeffe, pediatra e co-autor do relatório.

É importante salientar que, apesar de levar o nome do Facebook, o problema não aflige apenas os jovens usuários desse site. Estão inclusos quaisquer endereços que entrem no conceito de rede social online. Entre eles, os mais conhecidos são Orkut, Twitter, Second Life, além de blogs, jogos online em rede e vídeos do Youtube.

Segundo O’Keeffe, é importante que os pais consigam monitorar o que os filhos fazem na internet e quanto tempo passam interagindo em redes sociais. E isso, além de ajudar a evitar o cyberbulling e o acesso a conteúdos inapropriados, pode ainda evitar que o jovem deprimido vá em busca de ajuda em blogs que recomendam o abuso de substâncias químicas e de comportamentos agressivos e autodestrutivos.

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* Filipinas: Enérgico rechaço a lei que promovia a difusão massiva de anticoncepcionais e da pílula abortiva do dia seguinte.

quarta-feira, março 30th, 2011

ACI

Câmara de Representantes das Filipinas acaba de rechaçar a controvertida lei de saúde reprodutiva, que promovia a difusão massiva de anticoncepcionais e da pílula abortiva do dia seguinte.

Este projeto também estabelecia que o tamanho ideal de uma família é de dois filhos. Para consegui-lo, a medida legislativa contemplava a criação de um escritório demográfico local em cada município.

Conforme informa ChristianNewsWire, esta polêmica normatiza -rechaçada desde sua apresentação pelos  Bispos das Filipinas por sua perspectiva anti-vida - era apoiada por diversas ONGs ocidentais que queriam passá-la durante o “Mês Nacional das Mulheres”.

De acordo às normas filipinas, este projeto poderia apresentar-se novamente na seguinte sessão que começa em maio.

Sobre este rechaço à lei de saúde reprodutiva, o diretor nas Filipinas do Human Life International, Rene Bullecer, assinalou que “todas as ONGs enriquecidas que viram isto (o “Mês Nacional das Mulheres”) como sua melhor oportunidade para aprová-la, estão desalentadas por não terem uma maioria neste país pró-vida e pró-família”.

“Gastaram centenas de milhões de dólares, mas não foram capazes de derrotar o poder da verdade e da oração. Entretanto, sabemos que não se darão por vencidos e que seus bolsos não têm fim, por isso agora temos muito a fazer antes que comece a seguinte sessão”.

Por sua parte, o diretor interino da HLI, Dom Ignacio Barreiro-Carámbula, assinalou a respeito que “a arrogância das elites estéreis ocidentais buscando dizer aos filipinos como serem ‘pais responsáveis’ é verdadeiramente surpreendente”.

“Mas os cristãos estão unidos contra a lei. A Igreja Católica  aprecia a forte liderança dos bispos e sacerdotes. Percebem o que significa esta ameaça mortal da lei de saúde reprodutiva para suas famílias. Quanto mais a gente sabe no que consiste, mais oposta se mostra”.

Finalmente disse que “definitivamente esta é uma vitória para a vida e a família, mas é apenas temporal, não é o fim da guerra. Nós seguiremos trabalhando contra este projeto destrutivo”.

Dias atrás, o Arcebispo de Manila, Cardeal Gaudencio Rosales, tinha afirmado que “esta lei é uma ameaça à vida porque a vida já está aí no ventre materno. O uso de anticoncepcionais ameaça uma vida que já começou. A Igreja das Filipinas, igual à cultura filipina, está a favor da vida humana e da família, acima de qualquer outra coisa”.

“Qualquer um que conheça a cultura de nosso país assim como a cultura cristã nas Filipinas poderá dizer que a família é um dos setores mais importantes na sociedade e qualquer ataque contra ela vai ter a resposta da Igreja. Há coisas que não são negociáveis quando falamos de família”, afirmou.

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