Por Arquivo abril, 2011

* FlashMob feito por cristãos americanos. Veja!

sábado, abril 30th, 2011

Para celebrar a Páscoa a Segunda Igreja Batista de Houston reuniu duas mil pessoas em um parque da cidade para executar uma coreografia.

A ação intitulada “Dance Your Shoes Off”, além de chamar a atenção pela organização em favor da fé, também serviu para angariar pares de sapatos novos para as pessoas que precisam. Cada participante fez uma doação. Outra premissa é que todos usassem roupas coloridas.

A música tema da “aeróbica” se chama “Rise Up” e é de da cantora Lauren James Camey’s.

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* Você é jovem e “pensa” em casar? Leia isso!

sábado, abril 30th, 2011

Trecho do Parágrafo 97, Encíclica Evangelium Vitae de então S. S. Papa João Paulo II

“A formação da consciência está estritamente ligada a obra educativa,
que ajuda o homem a ser cada vez mais homem, introduze-o sempre mais profundamente na verdade, orienta-o para um crescente respeito da vida, forma-o nas justas relações entre as pessoas.

De modo particular, é necessário educar para o valor da vida, a começar das suas próprias raízes. É uma ilusão pensar que se pode construir uma verdadeira cultura da vida humana, se não se ajudam os jovens a compreender e a viver a sexualidade, o amor e a existência inteira no seu significado verdadeiro e na sua íntima correlação.

A sexualidade, riqueza dapessoa toda, “manifesta o seu significado íntimo ao levar a pessoa ao dom de si no amor”.

128 A banalização da sexualidade conta-se entre os principais fatores que estão na origem do desprezo pela vida nascente: só um amor verdadeiro sabe defender a vida. Não é possível, pois, eximir-nos de oferecer, sobretudo aos adolescentes e aos jovens, uma autêntica educação da sexualidade e do amor, educação essa que requer a formação para a castidade, como virtude que favorece a maturidade da pessoa e a torna capaz de respeitar o significado “esponsal” do corpo. A obra de educação para a vida comporta a formação dos cônjuges sobre a procriação responsável. No seu verdadeiro significado, esta exige que os esposos sejam dóceis ao chamamento do Senhor e vivam como fiéis intérpretes do seu desígnio: este cumpre-se com a generosa abertura da família a novas vidas, permanecendo em atitude de acolhimento e de serviço à vida, mesmo quando os cônjuges, por sérios motivos e no respeito da lei moral, decidem evitar, com ou sem limites de tempo, um novo nascimento.

A lei moral obriga-os, em qualquer caso, a dominar as tendências do instinto e das paixões e a respeitar as leis biológicas inscritas na pessoa de ambos. É precisamente este respeito que torna legítimo, ao serviço da procriação responsável, o recurso aos métodos naturais de regulação da fertilidade: estes têm-se aperfeiçoado progressivamente sob o ponto de vista científico e oferecem possibilidades concretas para decisões de harmonia com os valores morais. Uma honesta ponderação dos resultados conseguidos deveria fazer ruir preconceitos ainda demasiado difusos e convencer os cônjuges, bem como os profissionais da saúde e da assistência social, sobre a importância de uma adequada formação a tal respeito. (…)”

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* João Paulo II: Um Papa que marcou o mundo e a história.

sábado, abril 30th, 2011

John L. Allen Jr- National Catholic Reporter

O  Papa João Paulo II ficou à frente da Igreja por quase 27 anos e, durante esse tempo, ele foi muitas vezes um sinal de contradição – uma figura carismática e querida em todo o mundo, que também provocou forte oposição em diversos campos diferentes, incluindo os reformadores da igreja, os progressistas sociais e os católicos tradicionalistas.

A beatificação do falecido Papa, no dia 1º de maio, parece estar gerando uma série semelhante de reações. Enquanto os críticos objetam tanto a velocidade da beatificação, Roma está se preparando para uma onda de devotos, uma série de livros e programas de TV estão celebrando a vida e o legado de João Paulo II, e uma pesquisa nova sugere que o falecido pontífice, seis anos depois de sua morte, continua sendo extremamente popular na base católica.

(…)

Uma nova pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto de Opinião Pública doMarist College de Poughkeepsie, Nova York, descobriu que 74% dos norte-americanos em geral e uma esmagadora maioria de 90% dos católicos norte-americanos acreditam que João Paulo é um bom candidato para a honra da beatificação.

A mesma pesquisa revelou que quase 60% dos norte-americanos acreditam que João Paulo ou foi o melhor Papa da Igreja Católica ou está entre os melhores, e 82% dos católicos norte-americanos dizem a mesma coisa. Apenas 2% dos norte-americanos, e menos de 1% dos católicos norte-americanos, acreditam que João Paulo II foi o pior Papa ou esteve entre os piores.

A pesquisa, realizada em meados de abril, foi patrocinado pelos Cavaleiros de Colombo.

Em Roma, a antiga magia de João Paulo II ainda está no ar. A cidade está enfeitada com bandeiras com a imagem do falecido Papa e frases (incluindo uma famosa frase que ele pronunciou uma vez no dialeto romano tradicional, “Dàmose da fà! Semo Romani!” – “Empenhemo-nos! Somos romanos!”) No sábado à noite, muitos romanos estão planejando acender velas em suas janelas em honra ao falecido Papa, cuja beatificação é no dia seguinte.

Atualmente, as autoridades da cidade dizem esperar cerca de 2 milhões de pessoas para participar dos diversos eventos relacionados à beatificação, com uma multidão de pelo menos 300 mil esperada para chegar para a missa de beatificação no domingo, celebrada pelo Papa Bento XVI.

A cidade de Roma concedeu quase 6 milhões de dólares para cobrir as despesas para o evento, incluindo proteção policial extra, serviços de limpeza e de transporte. Oito igrejas no centro de Roma vão ficar abertas durante toda a noite de sábado para acolher peregrinos que desejam rezar, e os Museus do Vaticano anunciaram um horário estendido até à meia-noite durante toda esta semana.

Aproveitando o boom de João Paulo II, a organização de caridade católica Cáritas, na Diocese de Roma, anunciou que irá renomear um grande centro de alimentação e de serviço social perto da estação ferroviária central Termini em honra do falecido Papa.

Ao longo desta semana, ocorreram eventos em Roma para comemorar a vida e o legado de João Paulo II, incluindo concertos, exposições de arte e painéis de discussões com pessoas que trabalharam perto dele, como o cardeal Camillo Ruini, ex-presidente da Conferência dos Bispos Italianos, e o leigo espanhol Joaquín Navarro-Valls, porta-voz do falecido Papa.

Praticamente todas as publicações italianas de distribuição nacional têm uma edição especial em homenagem a João Paulo II, e programas dedicados ao falecido Papa são uma constante na grade da TV desta semana.

Na segunda-feira passada  à noite, por exemplo, o programa de atualidades mais assistido na Itália, ”Porta a Porta”, pôs seu foco na tentativa de assassinato contra João Paulo II no dia 13 de maio de 1981. Trinta anos depois, ainda não está claro quem – se é que havia alguém – estava realmente por trás da tentativa contra a vida de João Paulo II, em parte porque o próprio Ali Ağca deu versões muito inconstantes – segundo uma estimativa, ele ofereceu 51 versões diferentes dos eventos. Os jornalistas Marco Ansaldo e Yasemïn Taşkin publicaram um novo livro que afirma que o grupo radical turco dos Lobos Cinzas é o autor mais provável do complô, em oposição ao KGB.

Grandes eventos noticiosos muitas vezes criam mercados para novos livros, e a beatificação fomentou uma série de novos títulos sobre João Paulo II. Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Santo Egídio, publicou uma biografia considerada como “a primeira biografia verdadeira escrita sobre uma base científica e documental”.

O secretário de Estado do Vaticano, o cardeal italiano Tarcisio Bertone, publicou um livro-entrevista com o jornalistaMichele Zannucchi intitulado ”Um Grande Coração: Homenagem a João Paulo II”

A  Itália planeja emitir um novo selo nacional em homenagem a João Paulo II, com uma imagem do falecido Papa em 1999, abençoando a estátua da Virgem Maria na Piazza di Spagna, em Roma. Ontem, sexta-feira à noite, foi organizada em uma paróquia romana uma procissão da ”Via Lucis” (ao contrário da ”Via Crucis” da Sexta-Feira Santa) pelas ruas da cidade, para meditar sobre temas retirados do ensino de João Paulo II de vários eventos do Dia Mundial da Juventude.

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* Abortistas querem decidir quem merece nascer.

sábado, abril 30th, 2011


Luís Felipe Escocard

Era costume dos povos pagãos e primitivos, como os celtas e os espartanos, matar as crianças deficientes ou gravemente enfermas e deixar viver as mais capazes.

Também várias tribos indígenas na América do Sul, como os suruarrás, os camaiurás e os ianomâmis, ainda hoje praticam o infanticídio de deficientes, com a complacência de antropólogos e da FUNAI, que os isolam nas enormes extensões de reservas indígenas (1).

Com o advento da civilização influenciada pelo cristianismo, essa prática se extinguiu ou ficou restrita aos povos não inculturados.

No entanto, no séc. XIX, o inglês Francis Galton (influenciado pelo seu controvertido primo, Charles Darwin) cunhou o termo “eugenia”, que definiu como sendo o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”(2). Ou seja, melhoria racial.

A eugenia mostrou a sua faceta mais assustadora em pleno séc. XX, com o advento do nazismo, regime que em matéria de crueldade e sanguinolência perde apenas para o comunismo. No entanto, a civilização parece não ter aprendido com seus próprios erros e traços de eugenia encontram-se disseminados nos vários campos da cultura humana, e no Brasil, inclusive, apresenta-se indiscutivelmente com a defesa do aborto de anencéfalos e outros deficientes.

Thomaz Gollop, médico da USP, defensor do aborto de anencéfalos, em artigo conjunto com 4 outros médicos, intitulado “Higroma Cístico em Feto 45,X” (3), noticia que se deparou com um problema de síndrome de Turner em uma gravidez de 11 semanas. O que fez?

Discutimos com o casal, em minucioso aconselhamento genético, quais as implicações da síndrome de Turner em todas as fases do desenvolvimento de um ser humano. O casal decidiu interromper a gravidez.

Obviamente é possível vislumbrar que tipo de “discussão” foi essa, provinda de um médico aderente de tão nefanda ideologia: o casal poderia optar por qualquer coisa, desde que abortasse.

É de se observar esse tipo de gravidez não punha em risco de vida a mulher e a doença não torna a criança incompatível com a vida nem causa nenhum tipo de retardo mental.

Além do mais esta forma de aborto não é tolerada pelo Código Penal (portanto, é crime), assim como é crime incitar a prática de ato criminoso (art.286 do referido código), com pena de detenção e multa.

Antes de louvarem o diagnóstico pré-natal precoce, por contribuir na “facilitação do processo de decisão dos casais”, os próprios médicos admitiram não ser uma doença, como a anencefalia, que fatalmente leva à morte: “A dificuldade prende-se ao fato dessas crianças [portadoras da síndrome de Turner] não terem retardo mental e serem perfeitamente viáveis, estando a maior limitação restrita ao desenvolvimento estatural, aos órgãos genitais internos e externos e à incapacidade reprodutiva.”

A campanha abortista concentra-se sobretudo nos casos de anencefalia, mas, como vimos, seus propugnadores vão mais além. Ou seja, sem nenhum disfarce, promovem uma seleção de quem deve ou não nascer, de acordo com a boa saúde ou não. Atualmente fala-se claramente no termo Interrupção Seletiva da Gravidez (ISG).

A responsável pelo suporte técnico da ADPF 54 – que propugna o aborto de fetos anencéfalos – é a associação civil ANIS, uma das protagonistas do lobby abortista e financiada por organismos internacionais de defesa do aborto, como as fundações Ford e MacArthur (4). Um de seus integrantes, Débora Diniz, antropóloga, em artigo intitulado “Aborto Seletivo no Brasil e os Alvarás Judiciais”, verdadeiramente assusta, ao dizer que “o feto anencéfalo [é] a representação do subumano por excelência.

Os subumanos são aqueles que, de acordo com Débora, “segundo o sentido dicionarizado do termo, se encontram aquém do nível do humano. [...] Os fetos anencéfalos são, assim, alguns dentre os subumanos – os que não atingiram o patamar mínimo de desenvolvimento biológico exigido para a entrada na humanitude – aos quais a discussão da ISG vem ao encontro.”

E vai mais além, indicando nascituros com outros tipos de doenças, além da anencefalia, passíveis de serem abortados: “a idéia de vida [...] não é apenas a que diz respeito à integridade biológica. Por trás desta, existe uma expectativa de vida muito mais ampla e é exatamente isto o que une um feto anencéfalo a um feto portador de trissomia do cromossomo vinte e um e até a fetos com ausências de membros distais [!] como potenciais alvos da ISG.

Membro distal é “a região, de um órgão ou membro, que está mais afastada da origem deste órgão ou membro” (5). Ou seja, até nascituros sem os dedos dos pés ou das mãos, estariam também sujeitos à aborto.

Diante dessas evidências, impossível não fazer uma co-relação com a ideologia nacional-socialista.

1 – COUTINHO, Leonardo. Crimes na floresta. Veja, São Paulo, nº 2021, p. 106, 15-08-2007.
2- http://www.ufrgs.br/bioetica/eugenia.htm
3- Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, março/1995, vol.17, nº2.
4- O financiamento está abertamente divulgado no site da ANIS.
5- http://pt.wikipedia.org/wiki/Distal

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* Papa João Paulo II bateu todos os recordes! Veja!

sábado, abril 30th, 2011

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* Beatificação do Papa João Paulo II faz Roma mudar rotina.

sábado, abril 30th, 2011

Igor Gielow-  Folha de S. Paulo

A beatificação de João Paulo II, que ocorrerá em missa no Vaticano no domingo, mudou a rotina de Roma, capital da Itália, na qual a cidade-Estado sede da Igreja Católica está encravada.

As ruas estão tomadas por cartazes com fotos e frases do papa morto aos 84 anos, em 2005. O espaço aéreo será fechado parcialmente no domingo, e hoje circularão bilhetes de metrô e ônibus na forma de santinhos do papa.

A Prefeitura de Roma fala em receber até 1 milhão de pessoas no fim de semana, mas mesmo o Vaticano já considera o número otimista.

Autoridades religiosas disseram que 300 mil peregrinos, 50 mil deles vindos da Polônia natal do papa, deveriam comparecer -fora, é claro, moradores da cidade.

O palco da missa, a praça de São Pedro, só comporta 100 mil pessoas, por questões de segurança. Ela é dividida em nove áreas, como a pista de um show de rock, para facilitar o controle dos presentes. Ontem, estava praticamente pronta para a festa.

O status de beato é anterior ao de santo e já permite a inclusão de João Paulo II em alguns calendários litúrgicos e a consagração de igrejas em seu nome. Em 2009, ele já fora proclamado “venerável”.

Com um milagre aceito pela igreja, o fim dos sintomas do mesmo mal de Parkinson que o acometia em uma freira francesa, basta outro feito similar para que Karol Wojtyla vire “São João Paulo II”.

Na prática, ele mal precisa disso. Como disse à Folha o vaticanista americano John Allen Jr., “todo católico já pensa que ele é santo”.

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* Médicos católicos consideram “ofensivas” as críticas ao milagre de João Paulo II.

sexta-feira, abril 29th, 2011

O presidente da Federação Internacional de Associações de Médicos Católicos (FIAMC), o doutor José María Simón, assinalou que as críticas ao milagre de João Paulo II sobre a religiosa francesa da Ordem das Pequenas Irmãs da Maternidade, Irmã Marie Simon Pierre, são “ofensivas” para os médicos que deram o diagnóstico da enfermidade.

Neste sentido, o doutor Simón apoiou, em uma entrevista concedida à Europa Press, a veracidade do milagre porque, conforme explicou “o Parkinson não tem cura” e no caso de Marie Simon Pierre, “foi curado”, o que “não tem explicação natural”.

“É certo que existe o Parkinsionismo, que são formas parecidas com o Parkinson que podem ser adquiridas às vezes por toma de medicamentos, mas a grande diferença entre o Parkinson e o Parkinsionismo é que este último não é tão unilateral como a doença de Parkinson”, explicou.

Assim, pôs como exemplo o próprio João Paulo II, que “tinha a parte esquerda do corpo muito mais paralisada que a direita” porque “podia abençoar com a mão direita e dar a mão” algo que “com a esquerda não”.

Além disso, apontou que os possíveis milagres de cada processo de beatificação “são estudados por uma comissão médica” que “verifica se for ou não uma cura natural” e, neste sentido, assegurou que “aos que amam a Igreja não interessa envergonhá-la”.

“Não diríamos que uma coisa é extraordinária se tiver uma explicação natural porque também temos que proteger nossa instituição e seu prestígio”, declarou, e admitiu que “quem não quer acreditar, embora ressuscite um morto, não crerá”.

Por isso, o doutor Simón insistiu em que a religiosa, que começou a notar os primeiros sintomas em 1988 e em 1991 foi diagnosticada de Parkinson juvenil, foi curada “inexplicavelmente” por intercessão de João Paulo II nos dia 2 de junho de 2005, depois de que toda a comunidade rezasse ao defunto Pontífice.

Além disso, sublinhou também que “o fato de que fosse uma irmã que se ocupa da maternidade” é “muito interessante” porque “João Paulo II sempre apoiou a mulher, a maternidade e a vida nascente”.

Não obstante, o presidente da FIAMC recordou que a santidade de João Paulo II, que será beatificado no próximo domingo 1 de maio, demonstra-se sobre tudo “através do testemunho dos milhares de cristãos” que abarrotaram a Praça de São Pedro no dia do funeral de João Paulo II, em 8 de abril de 2005.

Do mesmo modo, afirmou que também é “uma garantia” que “o Papa que o beatifica”, Bento XVI tratava seu predecessor “muito de perto, como seu colaborador” por isso “ele mesmo pode comprovar as virtudes de João Paulo II”.

Um magistério “excepcional”

Para o doutor Simón, João Paulo II deu durante sua enfermidade, “um magistério excepcional sobre o sentido da vida, a família e o sofrimento” não só “por escrito” mas “também pessoalmente”.

Em João Paulo II, conforme declarou o doutor Simón, pode-se ver “a tenacidade de um ser humano que via que Deus lhe estava pedindo algo ao final de sua vida que não lhe havia pedido ao início” e “seu abandono à vontade de Deus”.

Conforme destacou o doutor Simón, Deus pediu a João Paulo II “a renúncia também ao sorriso” porque a enfermidade do Parkinson produz que “seja muito difícil sorrir, além de reduzir grandemente a mobilidade”.

Não obstante, o presidente da FIAMC assegura que o Parkinson “pode tornar lentos alguns pensamentos” mas “não elimina o raciocínio” por isso afirma que Karol Wojtyla manteve-se “completamente lúcido e consciente até o final”.

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* Existiu pressa para beatificar o Papa João Paulo II?

sexta-feira, abril 29th, 2011


A análise é John L. Allen Jr, publicada no sítio National Catholic Reporter, 25-04-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto

Os números sobre a causa de João Paulo II são uma questão de recorde. A beatificação ocorre seis anos e 29 dias após a sua morte no dia 2 de abril de 2005, tornando-a a beatificação mais rápida dos tempos modernos, desbancando Madre Teresa em 15 dias. Em ambos os casos, a velocidade foi possível porque o Papa renunciou ao período normal de cinco anos de espera após a morte do candidato, a fim de iniciar o processo.

Porém, se isso equivale a “pressa” está nos olhos de quem vê.

Como o padre jesuíta James Martin  observou, uma vez que haja um milagre documentado, teologicamente poderíamos dizer que Deus aprova esse ritmo. Além disso, para a grande faixa da população tanto dentro quanto fora da Igreja Católica convencida de que João Paulo II foi um santo em vida e que a canonização é uma formalidade, a questão-chave não pode ser por que isso está acontecendo tão rapidamente, mas sim porque está demorando tanto.

Um estudo oficial da vida de João Paulo II que levou a um “decreto das virtudes heroicas” em dezembro de 2009, autorizando João Paulo II a ser referido como “venerável”, coletou testemunhos de mais de 100 testemunhas formais e produziu um relatório de quatro volumes.

George Weigel escreveu recentemente que, como resultado, os católicos têm “muito mais detalhes sobre a vida e as realizações de Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II, do que o eleitorado norte-americano sobre a vida e as realizações de Barack Obama, ou do que o eleitorado britânico sobre a vida e as realizações de David Cameron e de Nick Clegg”.

Além disso, a beatificação de João Paulo II pode ser a mais rápida dos últimos tempos, mas dificilmente será o processo mais veloz a ser registrado. Essa distinção pertence a Santo Antônio de Pádua, que morreu em junho de 1231 e foi canonizado menos de um ano mais tarde pelo Papa Gregório IX. Antônio bateu ainda seu mestre, São Francisco de Assis que foi canonizado 18 meses após a sua morte, em outubro de 1226 (também por Gregório IX).

Na verdade, os mais inclinados a questionar a “pressa” muitas vezes têm outras razões para o sentimento ambivalente com relação a João Paulo II – o seu histórico na crise dos abusos sexuais, por exemplo, ou o teor mais “evangélico” do seu pontificado, em oposição ao espírito de reforma interna da Igreja associada ao Concílio Vaticano II(1962-1965).

Aliás, é difícil imaginar que muitos progressistas católicos estariam em pé de guerra se, por exemplo, o arcebispo Oscar Romero, de El Salvador, tivesse sido beatificado apenas seis anos após seu assassinato em 1980. O debate sobre a “rapidez” da causa da canonização, em outras palavras, está quase sempre envolto com o “quem” e o “porquê”.

Dito isso, para uma instituição que normalmente pensa em séculos, seis anos e meio não deixa de ser espantosamente rápido. Certamente pode-se perguntar sobre o ritmo da beatificação sem soçobrar em dissenso teológico, ou pôr em causa a santidade de João Paulo II. Reportagens de 2008, por exemplo, sugeriam que o cardeal italiano Angelo Sodano, então secretário de Estado de João Paulo II, havia escrito à autoridade encarregada pela causa de João Paulo II para manifestar uma preferência a esperar enquanto os procedimentos de canonização estivessem em andamento para outros papas, incluindo Pio XII e Paulo VI.

Há pelo menos cinco fatores que explicam o ritmo em que as coisas estão se movendo no caso de João Paulo II.

Primeiro, o próprio João Paulo II revisou o processo de canonização, em 1983, para torná-lo mais rápido, mais fácil e mais barato, com a ideia de levantar modelos contemporâneos de santidade para um exausto mundo moderno. Apesar de João Paulo II e Madre Teresa serem os únicos em casos em que o período de espera foi dispensado, eles são apenas dois de mais de 20 casos desde 1983 em que um candidato chegou à beatificação 30 anos após a morte – uma lista que inclui uma mistura de beatos famosos (Padre Pio, Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei) e relativamente obscuros (Anuarita Nengapeta, uma mártir do Congo, e Chiara Badano, um membro leigo dos Focolares).

Nesse sentido, o ritmo da beatificação de João Paulo II é um subproduto natural de suas próprias políticas de santificação, que valorizam a demonstração de que a santidade está viva aqui e agora.

Em segundo lugar, supõe-se que a santidade é um processo democrático, começando com uma convicção popular de que uma determinada pessoa viveu uma vida santa e digna de ser imitada. No passado, a fama de um candidato muitas vezes se espalhava só gradualmente, mas hoje o mesmo lapso de tempo nem sempre se aplica. O papado de João Paulo II explorou habilmente duas das marcas da aldeia global de hoje: a ubiquidade das comunicações e a relativa facilidade das viagens. Como resultado, pode-se argumentar que o ritmo de sua beatificação nada mais é do que um reflexo da maior velocidade com que tudo se move no século XXI.

Em terceiro lugar, apesar das reformas de João Paulo II, a canonização continua sendo um processo complicado. Causas que se movem rapidamente tipicamente têm uma organização por trás, capaz de fornecer os recursos e a experiência para fazer o sistema funcionar. O Opus Dei, por exemplo, pôde recorrer a alguns dos melhores advogados canônicos da Igreja Católica para promover a causa do seu fundador, e os Focolarestêm membros motivados com boas ligações com o Vaticano por trás da causa de Badano. No caso de João Paulo II, a infraestrutura da Igreja Católica na Polônia, assim como na diocese de Roma, estão solidamente por trás da causa, garantindo que ela não definhe por falta de apoio institucional.

Em quarto lugar, os tomadores de decisão na Igreja de hoje são em grande parte nomeados e protegidos de João Paulo II, o que lhes dá uma motivação biográfica poderosa para querer ver o seu mentor elevado à santidade durante suas próprias vidas.

Essa lista inclui o próprio Papa Bento XVI; assim como o cardeal Stanislaw Dziwisz, de Cracóvia, na Polônia, e antigo secretário particular de João Paulo II, para quem manter a memória de João Paulo vivo representa uma vocação sagrada. Dziwisz completa 72 anos no dia 27 de abril, tornando a beatificação do dia 1º de maio um presente de aniversário perfeito, e não há dúvida de que ele gostaria de ver a canonização acontecendo antes que ele saia dos holofotes aos 80 anos, a idade da aposentadoria.

Em quinto lugar, há o simples fato da demanda popular. O afeto por João Paulo II continua sendo palpável ao redor do mundo, e, em muitos casos, as pessoas não estão à espera de aprovação formal para considerá-lo como um santo. A revista italiana Epoca, por exemplo, estampou a manchete “O Santo Papa” em sua capa desta semana, sem trabalhar a diferença entre beatificação e canonização.

Será que o mesmo ritmo acelerado irá impulsionar João Paulo II para a linha de chegada da canonização em tempo recorde?

Há inúmeras variáveis envolvidas, uma das quais é a necessidade de um outro milagre documentado. O caso da Madre Teresa pode ser instrutivo: embora quase todo mundo considere a sua canonização como uma conclusão prévia, sete anos e meio se passaram desde a sua beatificação em outubro de 2003, e os organizadores de sua causa ainda estão procurando por um milagre que satisfaça os testes rigorosos da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano.

Também é possível que isso eleve a precaução, especialmente se surgirem novas revelações sobre a resposta à crise dos abusos sexuais durante o papado de João Paulo II. Mesmo que nada disso ponha em causa a santidade pessoal de João Paulo II ou as altas conquistas do seu pontificado, alguns poderiam argumentar em favor da espera até que se diminua a sensibilidade da reação das vítimas de abuso clerical.

Finalmente, um fato marcante sobre a abordagem de Bento XVI à canonização é que, embora não tenha abrandado o ritmo das beatificações, ele mostrou uma maior paciência quando se trata de canonizações. João Paulo aprovou 1.338 beatificações ao longo de 26 anos, uma média de 51 por ano. Bento até agora assinou 789, ou 131 por ano. No entanto, Bento XVI não está canonizando com o mesmo frenesi. As 482 canonizações de João Paulo equivalem a mais de 18 por ano, enquanto as 34 de Bento até agora representam uma média anual de pouco menos de sete anos. Esse contraste pode sugerir um atraso um pouco mais longo antes que João Paulo II seja oficialmente declarado santo.

Por outro lado, os quatro fatores listados acima para explicar o rápido progresso da beatificação de João Paulo II ainda estão em seu lugar, e todos se aplicam em uma medida muito semelhante às perspectivas de uma rápida canonização.

No final, Martin pode estar certo. Se outro milagre vier rapidamente e sobreviver ao escrutínio médico e teológico usual, pode-se dizer que é Deus quem mantém João Paulo II na pista rápida.

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* Fotógrafo oficial não tem dúvidas da santidade do Papa João Paulo II

sexta-feira, abril 29th, 2011

“O protocolo mandava que ele entrasse, fizesse um discurso sobre o sentido do sofrimento e se fosse embora”, recorda Arturo Mori, fotógrafo oficial de João Paulo II, sobre uma visita do Papa a uma instituição para leprosos, na Coreia do Sul em 1984.

Depois de observar a cena que tinha diante dele, contudo, afastou um cardeal que o tentou apressar e foi ter com os doentes. “Tocou-lhes com as mãos, acariciou-os e beijou-os a todos. Oitocentos leprosos, um por um”, explica Mori.

“Posso garantir que ele era um santo ainda em vida, porque tudo o que vi com os meus olhos, ouvi com os meus ouvidos… não se acredita que um homem conseguisse fazer tanta coisa”, afirmou o fotógrafo, em entrevista à agência Associated Press.

A proximidade de João Paulo II com os sofredores não foi, contudo, a única coisa que afectou a impressão com que o fotógrafo ficou dele. Mori recorda-se de uma viagem ao Sudão na qual o Papa repreendeu o presidente Omar El-Bashir por não proteger os cristãos. Durante a audiência privada o Papa apontou o dedo a Bashir e chamou-o um criminoso que seria julgado por Deus. Depois virou-se para o tradutor e deu-lhe instruções para traduzir literalmente o que tinha dito, recorda Mari.

Arturo Mori esteve de serviço ao Papa até ao final do seu pontificado, e recorda-se com particular emoção do momento da despedida, horas antes de João Paulo II morrer: “Virou-se e sorriu-me. Os seus olhos estavam enormes. Lindos! Há anos que não as via assim. Caí de joelhos porque aquele momento era maior do que eu. Pegou-me na mão, acariciou-a e depois de uns momentos disse: ‘Arturo, grazie, grazie’”.

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* Beatificação do Papa João Paulo II: 87 delegações oficiais e 2.300 jornalistas de 101 países confirmados.

sexta-feira, abril 29th, 2011

O Vaticano anunciou hoje que pelo menos 87 delegações oficiais e 2.300 jornalistas de 101 países vão marcar presença na cerimónia de beatificação de João Paulo II, no próximo domingo.

Em conferência de imprensa, Angelo Scelzo, subsecretário do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, revelou que a celebração vai ser acompanhada, em Roma, por 1.300 jornalistas televisivos, 230 fotógrafos e mais de 700 de outros meios, depois de uma “forte seleção para criar condições de maior agilidade de trabalho para todos”.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, adiantou, por seu lado, a presença de representações de cinco casas reais da Europa, incluindo a participação dos Princípes das Astúrias, da vizinha Espanha.

Este responsável referiu ainda a presença de “16 chefes de Estado”, como os da Itália e Polónia, bem como de “seis chefes de Governo” e “autoridades da União Europeia”.

O número, acrescentou Lombardi, poderá aumentar durante o dia de hoje.

Além disso..

O Vaticano anunciou esta sexta-feira, que vai transmitir no domingo direto a cerimônia de beatificação de João Paulo II através das redes sociais Twitter e Facebook, bem como num canal especial do YouTube dedicado ao Papa polaco.

Em conferência de imprensa, o padre Walter Insero, membro do secretariado das comunicações sociais da diocese de Roma, disse que mais de mil pessoas, entre «líderes de opinião, jornalistas especializadas e repórteres» vão acompanhar a celebração de 1 de maio, através do Twitter.

Outras três mil pessoas aderiram ao grupo «Sentinelas Digitais», criado no Facebook, reunindo, segundo o Vaticano, «jovens e velhos, que dão testemunho do ensinamento do futuro beato».

Todas estas iniciativas podem ainda ser seguidas através do site pope2you.net , que também transmite as cerimónias em direto. Através deste site, foram enviados 40 mil postais digitais com citações de João Paulo II particularmente centradas nas suas intervenções junto dos jovens.

Para Walter Insero, todas estas iniciativas representam um «grande passo da Igreja no mundo digital».

Ainda hoje, a página oficial do Vaticano vai apresentar uma secção especial dedicada a Karol Wojtyal (1920-2005), o Papa João Paulo II, com mais de 500 fotografias do pontificado que se iniciou em outubro de 1978.

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* A crise de fé que vive a Europa é confirmada por pesquisa feita em 24 países.

sexta-feira, abril 29th, 2011

Ecclesia

Uma campanha de sondagem de nível mundial, promovida pela empresa IPSOS, veio colocar em causa a noção de uma Europa católica, ao pôr a nu uma acentuada descrença em Deus ou em outro Ser Superior.

“Penso que este estudo ajuda a fazer tocar algumas campainhas de atenção sobre aquilo que está a acontecer na sociedade contemporânea e, do ponto de vista da Igreja Católica em Portugal, é uma boa altura para meditar sobre os perigos de se instalar,” realça Carlos Liz, representante da entidade, especialista em estudos de consumidor e opinião pública, numa entrevista hoje à AGÊNCIA ECCLESIA.

O inquérito, realizado entre 2 e 14 de março, envolveu perto de 19 mil pessoas, representativas de 24 países de todo o globo – desde nações em grande desenvolvimento, como a Rússia, o Brasil ou a Índia, outras atualmente em crise económica, como a Espanha ou a França, e ainda regiões do chamado Terceiro Mundo, como a Indonésia.

Tinha por base três perguntas essenciais, relacionadas com a existência ou não de Deus ou de outra entidade superior, a vida para além da morte e a origem da vida humana.

A partir dos resultados, foi possível verificar desde logo um mundo dividido, em que 51 por cento se diz crente em um (45%) ou vários deuses (6%); e outros 48 por cento em crise acentuada de crença (30%) ou que não acreditam em nada (18%).

“No caso europeu, o que me chamou mais a atenção foi o facto de Portugal estar rodeado de países em processo de descrença acelerado, como por exemplo a Espanha e a França, que durante bastante tempo foram referentes culturais para o nosso país” realça Carlos Liz, que identifica ainda uma relação de dependência bastante acentuada entre os níveis de bem-estar social e de crença.

Países emergentes, como o Brasil, Rússia e Índia, surgem com “francamente crentes”, ao contrário da Espanha e da França, onde “os fenómenos de instabilidade social e económica hão de ter algum reflexo” exemplifica.

Olhando também para nações como a Itália, Polónia, verificamos que, apesar de serem países tradicionalmente apontados como católicos, e o último ter dado até ao mundo um dos mais recentes Papas, João Paulo II, o estudo revela níveis de descrença total em Deus ou de dúvida na ordem dos 47 e 44 por cento, respetivamente.

Para o responsável pelo estudo, que tem colaborado com as ordens religiosas portuguesas na área do Marketing, a fatia da “fé intermitente”, que no total dos países inquiridos atinge os 30 por cento, deve servir como um desafio aos responsáveis católicos de todo o mundo, para “não descansarem na forma”.

“Esta distância e sobretudo o ‘às vezes acredito, outras vezes não’, é uma matéria que pode ser trabalhada pela Igreja, pois quando há dúvidas as coisas ainda estão em aberto” sublinha. Interessa agora “verificar se Portugal acompanha esta tendência”, sustenta ainda, revelando que esse inquérito poderá ser lançado em breve no nosso país.

Fundada em 1975, a IPSOS é atualmente a segunda maior empresa de estudos de mercado e de opinião a nível mundial, com mais de 9 mil colaboradores espalhados por 64 países.

Este tipo de inquérito atrás referido é feito mensalmente, com entrevistas a indivíduos entre os 16 e os 65 anos, e tem uma margem de erro entre os 3,1 e os 4,5 por cento.

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* Nossas Universidades “Católicas” são Católicas! Tem certeza??

sexta-feira, abril 29th, 2011


A jovem Mariana Guimarães completou o ensino fundamental e médio numa instituição de ensino católica, o que, para ela, foi fundamental na construção de sua formação humana e social. “A educação que recebi lá mudou a minha vida. Todos os valores que aprendia em casa eram vistos na prática com os professores e colegas. Minha formação católica foi um diferencial na minha vida”, destaca Mariana.

O nome de uma universidade católica fez a jovem pensar que lá poderia ter a mesma qualidade de ensino e reafirmação de seus valores onde teoricamente seria a última formação, mas para Mariana, suas expectativas não foram correspondidas.

“Quando entramos numa faculdade católica acreditamos que ela fará jus ao nome. Mas minhas expectativas foram frustradas. Se eu não tivesse me inserido numa pastoral, se quer me daria conta que estudava numa faculdade católica”, conta.

Segundo Mariana, na sala de aula não se via nenhum referencial católico e, por vezes, ela se sentiu até mesmo ferida em discussões com colegas e pela forma como os professores conduziam essas discussões. “Quando havia alguma discussão em relação à Igreja, os próprios professores criticavam ou se omitiam. O que nos era passado é que religião não faria diferença em nossa vida. Quando entramos numa universidade, esperamos que ela corresponda com aquilo que ela se intitula”, ressalta a recém graduada em Direito.

Para a jovem católica, os professores deveriam entender que muitos alunos chegam na universidade com essa expectativa e que eles esperam ao menos respeito aos valores e à religião que professam. “Eles deveriam tomar cuidado para preservar o título da instituição. No mínimo os valores e os alunos católicos deveriam ser respeitados. A universidade deveria ser coerente com aquilo que ela ostenta”, enfatiza.

O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, reconhece que as instituições católicas, especialmente as de ensino superior, estão perdendo sua característica cristã devido à inserção de linhas de pensamento relativistas.

“É preciso um esforço para que isso seja superado. Nossas universidades e faculdades católicas precisam manter sua identidade. Os estudantes buscam essa instituições por isso e esperam delas determinados valores e referenciais. E é isso que insistimos junto às organizações de ensino superior e aos colégios católicos: que sejam boas, mas não deixem de ser católicas, que manifestem claramente sua identidade naquilo que propõe como ideais e referenciais de educação”, ressalta o cardeal.



”Dentro do desenvolvimento da pessoa humana existem valores transcendentes que dão sentido para a vida humana, dentro disso está o relacionamento com Deus”, ressalta padre Jesus Hortal Sànchez.


Formação integral

Ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), padre Jesus Hortal Sànchez destaca que o desenvolvimento humano é a primeira preocupação dentro da formação católica, em seguida, a formação da cidadania e, por fim, científica para a realização das atividades profissionais.

“Dentro do desenvolvimento da pessoa humana, existem valores transcendentes que dão sentido para a vida humana, dentro disso está o relacionamento com Deus”, ressalta o padre.

Para o ex-reitor e docente, as instituições católicas sempre primaram pela qualidade de ensino e, hoje, definitivamente são reconhecidas por isso, atraindo não apenas alunos católicos, mas aqueles que professam outras religiões e até mesmo ateus. “Isso mostra que a Igreja está em diálogo com a ciência e a cultura, construindo uma verdadeira união entre fé e ciência”, esclarece.

O reitor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Dirceu de Mello, destaca que os valores fundamentais transmitidos aos alunos são aqueles ligados à pessoa humana, direitos de cada cidadão: direito à vida, ao trabalho, à liberdade de expressão, de ação e do respeito mútuo dentro de uma sociedade republicada e democrática. “Não são apenas valores que transmitimos, mas que praticamos”, enfatiza.

A  estudante Mariana Guimarães destaca que “faz parte também da formação, não ter apenas um pensamento relativista, onde só a formação humana basta, é preciso uma referencial, especialmente numa universidade que se intitula católica”.

Educação católica e as transformação históricas sociais

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo é atualmente uma das principais universidades do Brasil e teve grande papel na defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar.

O advogado Pedro Henrique Fiorelli, escolheu para realizar sua graduação numa instituição católica principalmente por seu renome e por ser umas das melhores do país em excelência de ensino.

“O fato de ser católica também motivou minha escolha, mas depois constatei que muitos desses preceitos, em função da característica histórica da universidade, haviam sido deturpados um pouco”, conta Pedro Fiorelli.

Para o jovem advogado, os valores humanos foram transferidos na educação, mas os católicos propriamente não. “Todos os cursos tem em sua grade uma disciplina denominada Introdução ao Pensamento Teologístico, mas até o momento em que eu cursei ela era muito vaga, mas soube que ela foi restruturada”, afirma.

Para Pedro, essa “linha católica” se perdeu devido à  história da instituição, mas a parte humanista foi conservada contrapondo ao prisma positivista da faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo.

“O contexto histórico ‘laiquizou’ a universidade tendo em vista seu posicionamento na época da ditadura”, diz o advogado recordando que muitos pensadores socialistas perseguidos eram acolhidos pela universidade. Porém, segundo ele, a instituição manteve a título “pontifícia” em alguns aspectos. “Houve mesmo uma transformação humanista, mas que ela não fere os valores cristãos”, diz Pedro Fiorelli.



O reitor Dirceu de Mello lembra que, como instituição pontifícia, a PUC-SP  tem como grã-chanceler sempre o Arcebispo de São Paulo, presente em diversos eventos.


“As atividades acadêmicas são inteiramente desobrigadas de qualquer compromisso com a religião católica, isso está inserido no estatuto da universidade. Temos aqui  alunos e professores ateus, judeus… Todos estão aqui. O valor fundamental prestigiado pela universidade é o valor católico, pois ela se criou sob a imposição, iniciativa de um cardeal. Mas todos tem liberdade, desde que no magistérios, por exemplo, os professores não agridam esse valores básicos que são prestigiados em nosso estatuto. Mas a liberdade de cátedra é franca”, ressalta o reitor da PUC-SP.

Dirceu de Mello afirma ainda que se um docente não respeitasse tais valores estariam não só desrespeitando o estatuto da própria instituição, mas “estaria contra a instituição que assegura a liberdade”.

O papel da educação católica no Brasil

O Arcebispo de São Paulo recorda que a Igreja Católica foi pioneira no campo da educação escolástica, antes que o Estado admitisse essa função.

Em todo o Brasil, destaca o cardeal, existem escolas e faculdades católicas que trazendo uma educação de forma integral de acordo com os princípios da antropologia cristã, com o objetivo de oferecer um ensino de bom nível para formar pessoas de forma integral.

“A Igreja possui um organismo que acompanha as instituições católicas, a Congregação para Educação Católica e, no Brasil, temos a Anec (Associação Nacional de Ensino Cristãos) que agrega não apenas instituições católicas, mas todas aquelas cristãs”, esclarece Dom Odilo.

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* João Paulo II e Bento XVI, as duas faces de um mesmo projeto.

sexta-feira, abril 29th, 2011

De Jean-Louis De la Vaissiere

Bento XVI, o sóbrio professor que esteve sempre à sombra do grande comunicador João Paulo II, encarna o mesmo projeto de seu antecessor, que será beatificado no domingo: resistir à decadência da fé.

“O Papa alemão contribui para redescobrir a autenticidade da mensagem do Evangelho, depois de um Papa polonês que lhe deu visibilidade”, resume um cardeal que pediu o anonimato, poucos dias antes da beatificação de Karol Wojtyla.

Em 1978, treze anos após o adiamento do Concilio Vaticano II e os reinados dos papas italianos Paulo VI e João Paulo I, a Santa Sé recebe um ar novo e fresco com a chegada de Karol Wojtyla, de 58 anos, cujo sorriso encantador não passou despercebido.

“Não tenham medo”, disse aos católicos este polonês chegado do outro lado da Cortina de Ferro, que conheceu o nazismo e o comunismo.

João Paulo II se converteu rapidamente em um super astro, cuja influência iria para além do mundo cristão, mobilizando multidões em cada uma de suas viagens.

Este Papa, que fez teatro e escreveu poesia, era um Papa encarnado, apaixonado, que brincava, fazia mímica e piadas, cantava, esquiava, expressava a sua raiva, falava com os jovens e fazia gestos emocionantes.

Quando este campeão de Deus morreu em 2005, poucos eram os que conheciam o alemão Joseph Ratzinger, para além de sua função de prefeito da doutrina da fé.

Após seis anos de pontificado, Bento XVI está longe da popularidade de seu antecessor, mas soube imprimir sua marca

(…)

O  Papa alemão perpetua a mensagem de João Paulo II, que consiste em propor ao mundo moderno a fé em sua integridade e resistir às críticas multifacetadas e ao desinteresse.

João Paulo II era um homem de intuições e gestos fortes. Joseph Ratzinger – a quem Wojtyla chama de “O Cardeal” com deferência e que o havia impedido de se aposentar – é homem de livros e sermões que prega a “beleza” da mensagem com precisão e clareza.

“É um Papa que argumenta o que diz”, afirma o vaticanista Sandro Magister, da Rádio Vaticano.

“O anúncio (do Evangelho) é a prioridade deste pontificado, seu anúncio sempre é argumentado”, acrescenta.

“Fé e razão” é uma das chaves que une os dois Papas. Ratzinger assistiu a Wojtyla em suas encíclicas sobre o tema. Razão e ciência devem admitir a dimensão religiosa do Homem. Crentes e não crentes podem se entender com base nos valores fundamentais. E nada é indiferente aos cristãos: dimensão social, cultural e ambiental.

Portadores desta mensagem nova e fundamentalmente conservadora, os dois Papas se uniram através de sua aversão pelo totalitarismo que ambos conheceram em sua juventude. E também por sua visão sobre o “relativismo”, a defesa da família e da moral sexual, o respeito à tradição cristã, sem medo da impopularidade nestes temas.

Existe, no entanto, uma diferença em relação à instituição.

João Paulo II tinha confiança e era pouco exigente. Bento XVI está mais atento aos desvios. Depois do excesso de emoções e do impulso missionário de Wojtyla, Ratzinger iniciou uma obra tendente a dar coerência à mensagem e a moralizar a Igreja.

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* Ateus americanos pedem ao Exército “capelão humanista” para “descrentes”.

sexta-feira, abril 29th, 2011


Ateus americanos estão pedindo ao Exército que tenham capelães humanistas para atender aos soldados descrentes. As forças militares dos Estados Unidos têm mais de 3.000 mil sacerdotes. Na maioria, eles são cristãos, há alguns judeus ou muçulmanos e um budista.

O argumento dos ateus é que não há nenhum atender os descrentes ou os soldados que queiram ter a opção de contar com um aconselhamento laico.

De acordo com os dados oficiais, existem 9.400 militares descrentes ou agnósticos, em um total de 1,4 milhão de soldados e oficiais.

Representantes dos ateus afirmam que essa contagem está subestimada. Mas argumentam que, mesmo que os descrentes não cheguem a 10 mil, os muçulmanos, por exemplo, são em menor número, e mesmo assim têm capelão.

Paul Vicalvi, diretor da Comissão de Capelães da Associação Nacional de Evangélicos, que representa 1.200 capelães, disse ter ficado “perplexo” com a reivindicação dos ateus.

Para ele, capelão, por definição, é alguém que está ligado a uma fé, a um grupo religioso, tanto que, para ser admitido, é preciso obter “uma aprovação eclesiástica”. “Os pretendentes [a capelães] devem ser formados em teologia ou pertencer a uma religião.”

Vicalvi rebateu a acusação dos ateus de que os sacerdotes fazem no Exército proselitismo da religião, principalmente a cristã, o que a Constituição dos Estados Unidos impede. Argumentou que os capelães só falam de sua crença se forem solicitados pelos soldados.

Jason Torpy, ex-capitão do Exército e presidente da Associação Militar de Ateus e Livres-pensadores, disse que capelães humanistas fariam tudo que os capelães religiosos fazem, sem querem demovê-los de suas crença, ao mesmo tempo em que procurariam realçar os valores intrínsecos das pessoas.

A associação de Torpy é uma das entidades empenhadas na campanha pelo capelão humanista. Torpy disse que vai levar sua proposta aos comandantes das Forças Armadas.

O grupo Militares Ateus, Humanistas e Seculares já encaminhou ao Fort Bragg o pedido para a nomeação de capelão leigo. O mesmo já fizeram ateus ligados à base da força área na Flórida.

Se a resposta dos comandos militares for uma negativa, a questão poderá ser levada para a Justiça, porque, argumentam os descrentes, os ateus militares não podem continuar discriminados por causa de sua visão de mundo.

Fonte: New York Times

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* Censo 2010. Relacionamentos gays “estáveis” representa 0,2% do total de cônjuges em todo o país.

sexta-feira, abril 29th, 2011

De acordo com os dados do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 60.002 casais gays que vivem juntos. Esse foi o número de cônjuges que se declararam do mesmo sexo do responsável pelo domicílio.

O número representa apenas 0,2% do total de cônjuges –37,547 milhões em todo o país. É a primeira vez que o dado foi pesquisado.

CAMPANHA

Durante a coleta de dados do Censo, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) realizou uma campanha para que os homossexuais declarassem sua condição aos recenseadores.

A campanha ganhou a internet e diversas paradas gays pelo país, com o slogan “IBGE: se você for LGBT, diga que é!”. O objetivo foi garantir que a população homossexual fosse mensurada pela primeira vez em todo o país.

CENSO

Foram contratados em 2010 mais de 190 mil recenseadores para visitar os mais de 5.5000 municípios brasileiros. Ao todo, foram visitados 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro. Outras 899 mil residências foram consideradas fechadas.

De acordo com o IBGE, neste ano, foi feito pela primeira vez uma estimação dos moradores de domicílios fechados. Em 2000, do total de 54,3 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados e 528 mil fechados.

Folha

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Comentários
  • •Graças ao Senhor. Amém, o Senhor seja louvado!...
    em * Como deixei de ser protestante e
  • •"A quem iremos recorrer?" !!!...
    em * Senador da República REAGE a
  • •Blasfemia, aborto. Ô serpente perseguidora,derrotada, desesperada. Somente Tu Senhor, tens palavra de vida eterna....
    em * Espanha: Socialistas usam imagem
  • •CARÍSSIMA MONALISA, As crianças dos abrigos seriam "penalizadas" pela segunda vez ao não terem direito a um pai e a uma mãe. Caso pudessem escolher, sem dúvida...
    em * Comunicado da “Federação
  • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
    em * Comunicado da “Federação
  • •Obrigada pela presteza,Carmadélio.Para quem entende de ciências é sempre bom analisar as pesquisas em si e o modo como os dados foram obtidos e estatisticamente tratados.Talvez...
    em * França e Nova Zelândia aprovam o
  • •Fui "little monster" por 4 anos, sempre amei ela, só que eu não posso ser morno, ela já fez a primeira comunhão, era católica, não sei o pq dela virar isto, como eu conheço...
    em * Você é cristão e curte Lady
  • •O que tem que ser feito é o seguinte: O casamento civil é um contrato que pode ser desfeito no outro dia enquanto o sacramento do matrimônio é eterno, pois o que Deus uniu o...
    em * Mais uma tentativa de impor o
  • •Neste artigo dá para entender bem a diferença: http://www.deuslovult.org/2013/05/02/pedofilos-nao-sao-excomungados-mas-eu-fui/...
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Qual é a diferença entre EXCOMUNHÃO, e expulsão do estado clerical???? Gostaria que alguem me explicasse isso....
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Como posso falar do meu direito enquanto mulher se não respeito o primeiro direito do outro que é o direito a vida, todos temos direito de nascer mesmo se não fomos concebido em...
    em * Espanha: Socialistas usam imagem
  • •Que essa "ministra" diga isso para a sua descendência porque o coração duro ainda continua nas pessoas, como disse na carta de divórcio admitida por Moisés.Que ela leia o...
    em * Ministra da igualdade da Espanha
  • •esse livro so fala de heresias, e quem e catolico de verdade nao leria este livro horrivel...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •eu ja tinha percebido que o livro nao prestava, pois antes de participar do shalom, eu participava de outra comunidade que apoiva totalmente o livro, mas depois do shalom mudei...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •Triste como essa 'ditadura do relativismo' tem acorrentado e cegado tantos. Se declarando livres e tolerantes não percebem que estão sendo enganados. Um dia, também já me achei...
    em * Por que o ateísmo é tão comum
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