Por Arquivo maio, 2011
* Argélia: Cristão pega 5 anos de prisão por tentar converter vizinho muçulmano.
terça-feira, maio 31st, 2011
A Justiça da Argélia condenou o cristão Siagh Krimo a 5 anos de prisão por tentar converter um vizinho muçulmano, que se sentiu insultado e deu queixa na polícia.
Ex-colônia francesa, a Argélia fica na África do Norte e tem cerca de 33 milhões de habitantes. No país, há liberdade religiosa, mas a sua Constituição define o islã como uma das características da identidade do povo.
Krimo é casado e tem filhos. Ele tem dez dias para recorrer da condenação.
O que complicou a situação, segundo as agências de notícias, foi a acusação do muçulmano de que o proselitismo religioso incluiu ofensa ao profeta Maomé. O cristão nega.
No código penal argelino há um artigo que considerada como criminoso quem “insultar o profeta” ou “denegrir o credo e preceitos do Islã”.
Aidan Clay, do ICC (International International Christian Concern), disse que condenação de Krimo é mais uma consequência do endurecimento da perseguição aos cristãos.
“Cristãos argelinos foram atacados nas últimas semanas, e as leis têm sido cada vez mais aplicadas para discriminá-los”, disse.
Fonte: http://www.persecution.org/
* Michael Douglas, ator americano, diz que câncer o fez dar mais valor à família
terça-feira, maio 31st, 2011
Michael Douglas e Katherine Zeta-Jones em foto de maio de 2010, anterior à notícia do câncer (Bryan Bedder/Getty)
O ator americano Michael Douglas confessou que o câncer na garganta que superou há poucos meses o fez abandonar o isolamento, valorizar mais a família e curtir a intimidade com sua mulher e filhos.
Depois da doença, para ele, a maior riqueza é ver as crianças brincando pela casa e estar com Catherine Zeta-Jones. “Antes, era importante ter um tempo só para mim. Preferia não ter ninguém ao meu redor. Acho que a luta contra o câncer derrubou a última barreira que eu havia construído ao meu redor”, disse Douglas em entrevista à revista feminina alemã Frau im Spiegel.
À mulher, o ator não economizou elogios. ”Catherine é muito forte. Sofreu e nunca se queixou. Me deu apoio permanentemente com amor”, comentou o protagonista de filmes como Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme e Instinto Selvagem.
Apesar de tudo o que passou, Douglas relatou com bom humor a visita que recebeu de seus filhos pequenos, Carys e Dylan, durante a quimioterapia no hospital. ”Eles ficaram impressionados com a quantidade de máquinas”, contou o ator. “Acharam o cenário parecido com o do filme Guerra nas Estrelas.”
Michael Douglas perdeu 15 quilos na luta contra o câncer, em um tratamento que definiu como “excruciante”. Disse ainda que agora já se sente como antes da doença. ”Só tenho de ganhar peso, mas tudo caminha bem. O importante é que o câncer não voltou.” O ator disse que durante o tratamento contou com a força de vontade herdada de seu pai, Kirk Douglas. Eles têm uma relação “maravilhosa”, disse Michael Douglas, que vem melhorando nas últimas duas décadas, após anos de desavenças.
Curado, o ator faz planos de voltar às telas. ”Vou esperar até o outono (primavera no Brasil), quando terei recuperado totalmente meu peso e minha energia.”
(Com agência EFE)
* Chegou sua vez! Halleluya 2011 abre inscrições para “novos talentos”. Inscreva-se.
terça-feira, maio 31st, 2011
O Halleluya cresce e inova. Em sua décima quarta edição o evento transforma-se em um festival de música, teatro e dança a busca de novos talentos.
Para participar é muito simples, tudo pode ser feito pelo site do evento de modo online. Duas eliminatórias precedem a grande final que acontecerá nos dias do Halleluya, de 20 a 24 de julho, no Condomínio Espiritual Uirapuru, em Fortaleza. O prazo final para as inscrições é dia 10 de junho.
Os primeiros colocados além de receber um prêmio em dinheiro terão a oportunidade de abrir os shows no maior evento de artes integradas do país. Pessoas de todos os estados podem concorrer ao festival.
Faça sua inscrição aqui:
http://festivalhalleluya.org/festivalForm.php
Confira as datas das eliminatórias:
I Fase – Inscrição e seleção
Inscrições 24 de maio até 10 de junho
Seleção 11 a 18 de junho
Resultado 19 de junho
II Fase – Eliminatórias
1ª. Eliminatória 25 e 26 de junho.
Resultado 28 de junho.
2ª. Eliminatória 09 e 10 de julho.
Resultado 12 de julho.
III Fase – Final
20 a 24 de julho no Festival Halleluya
Premiação: Os premiados nas categorias principais receberão a seguinte quantia em dinheiro:
1 – Lugar – R$ 2.000,00
2 – Lugar – R$ 1.000,00
3 – Lugar – R$ 600,00
Mais informações sobre o festival, ligue para a secretaria de artes Shalom (085) 3308.7447
Foto do Halleluya de 2010
* Casais separados: “Não pesa sobre eles a exclusão nem uma condenação irrevogável”, afirma Bispo Italiano.
terça-feira, maio 31st, 2011
O fenômeno das separações assumiu dimensões tais que exigem uma orientação de maior atenção a quem está nesse tipo de situação. É preciso fazer com que os separados ouçam que não pesa sobre eles uma forma de exclusão, uma condenação irrevogável.
Dom Angelo Spinillo (foto), comissário da “Conferência dos Bispos da Itália para a família”.(Jornal La Stampa)
Dom Spinillo, por que a Igreja italiana, pela primeira vez, dedica um encontro nacional para os casais separados?
Isso está na linha da exigência e da atitude de escuta que nós, pastores, somos chamados a testemunhar. Além disso, o fenômeno das separações assumiu dimensões tais que exigem uma orientação de maior atenção a quem está nesse tipo de situação. É preciso fazer com que os separados ouçam que não pesa sobre eles uma forma de exclusão, uma condenação irrevogável. Em algumas paróquias, estão sendo realizadas experiências positivas com grupos de divorciados recasados. Há encontros que expressam a sensibilidade amadurecida na Igreja. Existe uma grande atenção a pessoas que não devem ser excluídas da realidade eclesial: são membros da Igreja, cujas exigências de religiosidade não devem ser negligenciadas e que são chamados a participar em formas caritativas e comunitárias da vida pastoral. Está sendo superada a visão sociológica do matrimônio e a coincidência entre dimensão civil e sacramental.
Excluir os separados aumentaria o risco de esvaziamento das igrejas?
Esse risco também existe, mas o diálogo é o caminho certo não só de um ponto de vista prático. Acho significativo que muitos divorciados de segunda união, apesar de não poder ter acesso aos sacramentos, peçam para batizar seus filhos, porque sentem em seus corações uma fé a ser transmitida. A Igreja não fecha as portas. É oportuno colocar-se em jogo sobre essas coisas, visando ao bem e ao crescimento de todos. Agora, o divórcio é uma realidade também em Malta e é uma condição difundida com a qual é preciso lidar em todos os lugares, em espírito de caridade e de verdade. Não escandaliza a atenção da Igreja, cujo modelo é o amor misericordioso de Deus pela humanidade, mesmo quando ela não está em conformidade com os preceitos. Não podemos não estar perto de quem se põe em busca.
Como se evita os efeito-exclusão?
É bom envolver os separados nas atividades comunitárias. A separação é uma condição comparável à suspensão “a divinis” para os sacerdotes: o sacerdócio não é anulado, mas a função, o exercício são suspensos. No recente catecismo para os jovens, YouCat, reconhece-se que não é fácil permanecer fiel ao próprio parceiro por toda a vida. Portanto, não podem ser condenadas as pessoas que veem o seu casamento fracassar. Um cônjuge fiel pode abandonar o teto conjugal se uma situação matrimonial se torna verdadeiramente insuportável, e, para evitar episódios de violência, também pode ser necessária a separação civil.
Como um pároco deve se comportar com os separados?
O pároco e os outros fiéis devem compartilhar o seu sofrimento e ajudá-los no seu caminho humano e cristão. Os divorciados de segunda união jamais podem perder a esperança de alcançar a salvação. O fato de terem se afastado do mandamento do Senhor não significa que a conversão e a salvação estão banidas para eles. Eles devem sentir a proximidade da Igreja e têm o direito a um adequado acompanhamento pastoral. Permanecem membros do Povo de Deus e é justo que a Igreja esteja ao seu lado e os envolva para que experimentem o amor de Cristo e a presença materna da Igreja. Eles não estão excomungados, conservaram a fé e a comunhão com a comunidade eclesial. Como batizados, podem viver a palavra de Deus, o sacrifício eucarístico, a vida de oração, comunhão fraterna. Neles, está contido um potencial de vida a ser valorizado nas atividades comunitárias.
* Bispos italianos promovem Encontro Nacional para casais separados: “Luzes de esperança para a família ferida”.
terça-feira, maio 31st, 2011 
La Stampa- Itália
A Conferência dos Bispos da Itália – CEI Pela primeira vez dedicará um encontro nacional para o problema dos casais separados.
O Escritório Nacional para a Pastoral da Família da CEI escolheu esse tema para a semana de formação de verão, a ser realizada em Salsomaggiore (Parma), do dia 22 a 26 de junho, intitulada Luzes de esperança para a família ferida. Pessoas separadas e divorciados recasados na comunidade cristã.
A abertura dos trabalhos será confiada ao Pe. Paolo Gentile, diretor do escritório do CEI para a família. “Na Itália – explica o Pe. Gentile –, infelizmente, estão aumentando os casos de separação, e esse fenômeno chama a comunidade cristã a um acompanhamento solidário que conjugue verdade e caridade.
A decisão de dedicar às famílias separadas essa edição da semana de formação de verão é o sinal de como a Igreja é mãe e mestra para quem vive a separação, que não deve se considerado excluído da comunidade dos fiéis, mesmo na clareza do Magistério e da doutrina ao que se refere, por exemplo, à possibilidade de se aproximar dos sacramentos”.
Durante os trabalhos, estão previstas quatro oficinas temáticas sobre: acolher, discernir, acompanhar e educar. Segundo os organizadores, os quatro filões “também poderiam ser etapas de um caminho a ser percorrido nas paróquias, um itinerário possível para transformar uma vida destruída em uma vida boa”.
Estão previstas, além disso, palestras de especialistas e intervenções sobre as experiências em curso na Igreja para o acompanhamento dos separados e dos filhos de famílias separadas.
Aos problemas dos casais, o jornal dos bispos, Avvenire, dedicou neste domingo uma seção especial, analisando particularmente as temáticas da traição, com um excursus sobre os lugares que incitam à traição e sobre como as mesmas são a representação preferida nas ficções e nos reality shows para aumentar a audiência quando os índices estão em queda.
Entre as reflexões propostas, também está a do teólogo moral Bernard Giordano, que observa como se pode ser “infiel de muitos modos, não só através de relações extraconjugais. Às vezes o trabalho, um hobby, os amigos podem se tornar mais importante e prevalecer sobre a relação com o cônjuge”.
O Avvenire dá a notícia também das atividades da Retrouvaille, a associação que, há quase 10 anos também na Itália, propõe um caminho de recuperação aos casais em crise para “curar” o casamento. Na Itália, cerca de 75% dos casamentos são celebrados com rito religioso, embora os fiéis praticantes sejam mais de 30% da população.
Hoje, quando cinco em cada uniões estão em crise, em Bolzano, Vicenza, Trento, Como, alguns párocos experimentam percursos de inserção na vida de comunidade dos divorciados. O objetivo é o de inserir todas as pessoas no caminho comunitário das paróquias.
* Jane Roe, a Pioneira do Aborto nos Estados Unidos converte-se e torna-se pró-vida!
terça-feira, maio 31st, 2011JANE ROE, A PIONEIRA DO ABORTO, ESTÁ ARREPENDIDA
Jane Roe, nome fictício de Norma McCorvey, foi a primeira norte-americana a ganhar o “direito” de abortar. Depois da sentença, passou 30 anos militando à frente de campanhas pró-aborto. Todavia, Norma está hoje profundamente arrependida e trabalha para que o aborto volte a ser considerado crime nos EUA: “Foi lamentável o dia em que o Supremo Tribunal americano permitiu que as mulheres assassinassem os seus filhos”.
Em 22 de janeiro de 1973, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos concedeu o direito de abortar a Jane Roe, nome fictício usado para proteger Norma McCorvey, uma jovem de 20 anos nascida em Dallas. Norma era solteira, pobre, maltratada e viciada em drogas. O Texas então era um dos estados que puniam a mulher que abortasse com até cinco anos de prisão. Embora a jovem não tivesse podido abortar na ocasião, devido à demora no veredicto, o caso “Roe vs. Wade” acabou estendendo ao país inteiro o direito ao aborto.
Trinta anos depois, Norma McCorvey, agora com 55 anos, engajou-se no movimento pró-vida e renega todo o seu passado; converteu-se ao catolicismo e fundou um grupo pró-vida chamado “Roe no more” (“Roe nunca mais”). (Em 2003, este grupo passou a chamar-se “Crossing-over”, “Travessia”, N. do T.). “Tudo mudou quando me converti ao cristianismo”, explica Norma numa entrevista concedida pelo telefone. Devagar e com a voz cansada, ela fala na sua associação em Dallas.
– Por que motivo abandonou a causa que vinha defendendo durante vinte anos?
– Simplesmente compreendi que não podemos pegar e tirar a vida de uma criança, e isso não apenas para nós, que cremos em Deus. Na primeira vez em que fui à igreja, num sábado à noite, estava acompanhada de duas garotas pequenas, e senti que devia pertencer àquela comunidade e renegar tudo.
– Você se arrepende de tudo o que fez?
– Por sorte, não cheguei a abortar. Hoje aconselho mulheres desesperadas. A minha missão na vida é ajudá-las e evitar que abortem.
– Você não admite o direito ao aborto em nenhuma hipótese, nem em casos de estupro ou perigo para a vida da mulher?
– Não, não há nenhuma diferença. Continua a ser um assassinato, de um jeito ou de outro.
McCorvey permaneceu no anonimato por dezessete anos. Após o desfecho do caso, deu o filho para adoção e tentou seguir em frente. Era uma heroína para os grupos pró-aborto e um símbolo da degradação do país para a frente pró-vida.
Norma só revelou que tinha sido Jane Roe nos anos 80, quando escreveu um livro e passou a dedicar-se ativamente à defesa dos direitos que havia conquistado para todas as americanas, chegando mesmo a trabalhar como conselheira em clínicas de aborto. Ainda hoje guarda lembranças dessa época, em que pôde presenciar “a natureza aterrorizante do aborto e devastação que causa nas garotas e nas mulheres”.
Nessa época, conta agora, tentou suicidar-se várias vezes e, por ter na consciência o peso de ter sido responsável pela “perda de tantas vidas”, recorreu às drogas.
Em 1995, Norma deu uma guinada radical na sua vida, surpreendendo ativistas de ambas as partes. Batizou-se e uniu-se a um grupo cristão pró-vida chamado “Operação Resgate”. Conhecera-os quando a associação abrira um escritório bem ao lado da clínica onde trabalhava. Um sacerdote mudou a sua vida, e ela decidiu renunciar a tudo quanto havia sido nas últimas quatro décadas.
LESBIANISMO
Renunciou inclusive ao lesbianismo. Norma havia vivido com Connie Gonzales durante trinta anos quando ambas se converteram ao catolicismo. Continuam amigas e compartilham a profissão, mas Norma agora reconhece que a homossexualidade é um pecado.
Connie acompanha de perto todos os movimentos de Norma; é a sua sombra. Protege-a da imprensa, das críticas e do que mais for preciso. Filtra as suas ligações e vive basicamente para ela. Tem posições tão firmes quanto as de Norma. “Quando aconteceu o que aconteceu, não existiam grupos como nós que ajudassem as mulheres”, explica Connie.
Segundo ela, Norma caiu nas garras das advogadas abortistas porque não houve médicos ou ativistas para lhe dar apoio. “Agora, neste país, todos cuidam das mulheres, as pessoas importam-se com elas e defendem a vida. Não sei como é no resto do mundo”, conclui Connie em tom cético. “Sou ex-lésbica, ex-abortista, ex-Jane Roe”, disse Norma num documentário. “Sou uma ex-tudo; parece que quanto mais cresço, mais ‘ex’ fico”.
Para justificar os seus anos de ativismo abortista, assegura que foi manipulada por “advogadas ambiciosas” que usaram uma moça desesperada para se tornar famosas e atingir os seus objetivos, abandonando-a em seguida.
Era o ano de 1969. Ela estava só, havia abandonado os estudos e dado os filhos para a adoção. As advogadas Sarah Weddington e Linda Coffee convenceram-na a denunciar o fiscal de Dallas Henry Wade e a lutar pelo seu direito de abortar no Texas. Assim nasceu o caso Roe vs. Wade, que foi, de acordo com Norma, um cúmulo de mentiras. Para que a Justiça fosse mais rápida, disse às advogadas que fora violentada. Mais tarde, numa entrevista à televisão por ocasião dos 25 anos da sentença, confessou a farsa: a sua gravidez tinha sido fruto de “uma simples aventura”.
Começou a sentir certa aversão pelas campanhas abortistas e pela clínica no início dos anos 90; não suportava a pressão de todas as mulheres que a procuravam para lhe agradecer porque tinham podido abortar.
Quando começou a trabalhar com o grupo católico, toda a sua vida até aquele momento apareceu-lhe como um erro. “Ela caiu do cartaz com o símbolo do aborto diretamente nos braços de Deus”, diz o texto da página do seu movimento pró-vida. Assim, Norma converteu-se em porta-voz da sua causa e publicou um novo livro contrário ao aborto já desde a capa: “Won by Love” (“Vencida pelo amor”).
ANIVERSÁRIO
Em 22 de janeiro, dia do aniversário da decisão, Norma declarou ao subcomitê constitucional dirigido por John Ashcroft, pró-vida e então senador, que recolhia testemunhos para combater a decisão do Supremo Tribunal. “Este é o aniversário de uma tragédia”, disse o senador. “Perdemos 37 milhões de crianças que nunca conhecerão o calor do abraço de um pai ou a força do carinho de uma mãe”.
Em 14.01.2005, ela entrou formalmente com uma petição no Supremo Tribunal para pedir a reversão da sentença do caso Roe vs. Wade, apresentando o testemunho legítimo de mais de mil mulheres abaladas psicologicamente pelo aborto e 5.300 páginas de evidências médicas.
McCorvey ainda não obteve resposta à sua petição. Diz que, se o Tribunal não quiser reverter a decisão, deverá ao menos julgar o mérito do caso. “Agora que conhecemos muito mais o assunto, suplico ao Tribunal que ouça as testemunhas e reavalie o caso Roe vs. Wade”.
Norma McCorvey não é a única que mudou. Os porta-vozes das associações abortistas dizem estar perdendo a batalha, embora, segundo pesquisas, a maioria dos americanos não queira voltar atrás na lei. Uma sentença invalidando o direito ao aborto em escala nacional está cada vez mais perto.
Fonte: El mundo (Panamá) / EWTN News
* “Cai” último país europeu cuja lei proibia o divórcio.
segunda-feira, maio 30th, 2011
Sim ao divórcio”, proclama, na primeira página, o Times of Malta, após a publicação dos resultados do referendo de 28 de maio, no qual 52,6% dos eleitores votaram a favor da introdução do divórcio no arquipélago.
Católico e conservador, Malta era o último país da União Europeia onde o divórcio era proibido. A lei permite apenas a separação legal e a anulação do casamento e voltar a casar só é possível no termo de um processo muito longo, o que leva alguns malteses que querem divorciar-se a deslocarem-se ao estrangeiro.
“O resultado abre uma nova página na história da sociedade maltesa e na forma como esta encara o problema crescente dos casamentos falhados”, diz o editorial do Times of Malta. “Os eleitores não disseram simplesmente sim ao divórcio. Mostraram que estavam felizes por entrarem na época moderna. A nova Malta não é moralista e sufocante: é ‘cool’ e aberta”, escreve por seu turno o Malta Star.
“Agora, as atenções centram-se no Parlamento e nos seus deputados, aos quais caberá a tarefa e a pesada responsabilidade de traduzir a vontade popular numa lei que inclua os principais elementos contidos na pergunta feita no referendo e, também, alcançar aquilo que reúne um consenso nacional: fortalecer o casamento e a família”, conclui o Times of Malta.
* A “religião” do corpo: Culto narcísico da própria imagem!
segunda-feira, maio 30th, 2011
A análise é do psicanalista e ensaísta italiano Massimo Recalcati. Seu último livro éChe cosa resta del padre?, publicado pela Ed. Raffaello Cortina.
Jornal La Repubblica.
O idoso protagonista de um dos últimos filmes de Woody Allen, Você vai conhecer o homem dos seus sonhos, interpretado por um raro Anthony Hopkins, exulta ao descobrir que o seu DNA vai lhe garantir uma vida inesperadamente prolongada. A recusa do avançar dos anos o mobiliza em busca de uma eterna juventude que não envolve só o projeto tragicômico de se casar com uma acompanhante de profissão, mas também a absoluta dedicação ao reforço atlético e à purificação saudável do seu corpo, assim como sufragar supersticiosamente a previsão exaltante que lhe é ofertada pelo discurso médico. Esse personagem não é um alienígena, mas sim uma máscara típica do nosso tempo. O corpo se torna um tirano exigente que jamais deixa descansar.
Em um dos seus últimos livros intitulado Il governo del corpo [O governo do corpo] (Ed. Garzanti, 1995), Piero Camporesi havia esboçado a ideia de que uma nova “religião do corpo” estava se impondo na nossa civilização.
Uma pena que ele não tenha tido tempo para elaborar com a justa amplitude essa intuição que hoje se impõe aos nossos olhos como uma evidência. Camporesi tinha razão: o nosso tempo abraçou o ideal do corpo em forma, do corpo do fitness, do corpo saudável, como uma espécie de mandamento social inédito. Trata-se de uma religião sem Deus que eleva o corpo humano e a sua imagem ao status de um ídolo. Assim, o corpo sempre em forma, obrigatoriamente saudável, assume as características de um dever-ser tirânico, de uma obstinação psicofísica, de uma prescrição moralista: ama o teu corpo mais do que a ti mesmo!
A nova religião do corpo se subdivide em seitas aguerridas. Mas o seu denominador comum continua sendo a exasperação do cuidado de si mesmo que se torna a única forma possível do cuidado como tal. Essa dimensão – a dimensão do cuidado – que para Heidegger definia de modo amplo o estar no mundo do homem e a sua responsabilidade perante o fenômeno da existência, parece hoje se restringir ao culto narcísico da própria imagem. A nova religião do corpo exige, de fato, uma dedicação absoluta por si mesmo. Querer o próprio bem, querer-se bem, torna-se o único axioma que pode orientar efetivamente a vida.
Todo sacrifício de si mesmo, todo recuo com relação a esse ideal autocentrado, toda operação de superar os limites do próprio Ego, todo movimento de dispêndio ético de si mesmo é visto com suspeita pelos fiéis dessa nova religião. A mesma pergunta salta como um mantra da sala do psicoterapeuta até aos estúdios dos talk-shows da TV: por que você não se quer bem, por que você não quer o seu bem?
As expressões psicopatológicas dessa cultura se multiplicam. A classificação psiquiátrica dos distúrbios mentais (DSM) é enriquecida a cada edição com novas síndromes que muitas vezes são o efeito direto dessa invasão desconsiderada do cuidado excessivo de si mesmo. Pense-se, para dar só um exemplo, na chamada ortorexia que etimologicamente deriva do grego orhtos (correto) e orexis (apetite). Trata-se de uma nova categoria psicopatológica que define, ao lado da anorexia, da bulimia ou da obesidade, uma aberração particular do comportamento alimentar caracterizada pela preocupação excessiva com a “alimentação saudável”.
Mas como é possível que uma devida atenção ao que se come seja classificada como uma patologia? A ortorexia exibe uma característica essencial do nosso tempo: a busca do bem-estar, do ideal do corpo saudável, do corpo como máquina eficiente, pode se tornar um verdadeiro pesadelo, uma obsessão, pode se transformar de remédio a doença. O corpo que deve estar permanente em forma é, na realidade, um corpo perenemente sob estresse.
A vida medicalizada corre o risco de se tornar uma vida que se defende da vida. O corpo se reduz a uma máquina da qual deve ser assegurado o funcionamento mais eficiente. O médico não é mais, como indicava Georges Canguilhem, o “exegeta” da história do sujeito, mas sim o “reparador” da máquina do corpo ou do pensamento. A doença não é uma ocasião de transformação, mas sim um simples distúrbio a ser eliminado o mais rapidamente possível, apagando todos os seus vestígios. A ortorexia reflete essa curvatura paradoxal da ideologia do bem-estar mostrando como as atenções escrupulosas à proteção do próprio corpo podem transpassar em seu contrário.
Roberto Esposito há muito tempo deu valor, em seus estudos de filosofia da política sobre o paradigma imunológico, a essa contradição interna ao higienismo hipermoderno: o reforços dos processos de proteção da vida correm o risco de se inverter em seu contrário fazendo a vida adoecer.
O pano de fundo antropológico da nova religião do corpo é o do narcisismo hipermoderno que constitui o resultado mais óbvio do declínio de todo Ideal coletivo. Se a dimensão do Ideal se revelou fictícia, se o nosso tempo é o tempo que não acredita mais no poder salvífico e redentor dos Ideais, aquilo pelo qual vale a pena viver sem então se reduzir apenas ao culto de si mesmo.
A nova religião do corpo é um efeito (certamente não o único) do declínio niilista dos valores, da perda de valor dos valores.
O corpo eleito a princípio absoluto desafia, em seu furor hiperedonista, todo Ideal para mostrar todas a sua inconsistência diante da única coisa que conta: o próprio corpo em forma como uma realização fetichista do Ideal de si mesmo. O higienismo contemporâneo opera assim uma inversão paradoxal do platonismo. O corpo saudável não é, de fato, o corpo liberto, mas é um órgão que, de carcereiro, se tornou prisioneiro. Se para Platão o corpo era a prisão da alma, se era a sua loucura imprópria, o corpo saudável parece ser, ao contrário, como um corpo que se tornou refém, prisioneiro de si mesmo, cárcere vazio, puro fetiche, ídolo sem alma.
O mandamento do bem-estar, como acontece com todos os imperativos que se impõem como obrigações sociais, tais como medidas-padrão a partir das quais se deve uniformizar as nossas vidas para que sejam consideradas “normais”, corre o risco de deslizar para o integralismo fanático do “salutismo” ortoréxico. Sobretudo se considerarmos que esse mandamento visa a rejeitar o estatuto acabado e lesionado do homem, a sua insuficiência fundamental. A ideologia do bem-estar é, de fato, uma ideologia que tenta exorcizar o fantasma da morte e da caducidade. Nisso, ele revela o seu fundamento perverso se a perversão na psicanálise é o modo de rejeitar a castração da existência, isto é, o seu caráter finito.
A ideologia do bem-estar que alimenta a nova religião do corpo bate a cabeça contra o muro da morte. É esse obstáculo insuperável que o nosso tempo gostaria de expelir, remover, suprimir e que, ao contrário, revela todo o caráter de comédia que circunda o culto hipermoderno do corpo. Devemos lembrar que o cuidado de si mesmo não esgota a dimensão da vida. O cuidado é sobretudo cuidar do Outro.
Nietzsche havia indicado a virtude mais nobre do humano na capacidade de saber desaparecer no momento certo. Rara virtude nos nossos tempos, a ser celebrado como uma oração
* A remodelação da Europa começa pela Hungria?
segunda-feira, maio 30th, 2011
Por Élizabeth Montfort
Uma andorinha só não faz verão, mas um Estado Europeu, e não dos menores, cuja constituição é “eurocompatível” e respeita a Carta Europeia dos Direitos Fundamentais e a Declaração Universal dos Direitos do Homem, é um exemplo a ser seguido.
No último 18 de abril, cumprindo-se um compromisso assumido pelo primeiro ministro Viktor Orban, que em abril de 2010 venceu esmagadoramente as eleições com 2/3 da câmara dos deputados, foi modificada a constituição húngara no espírito e na letra. O texto de 1990, adotado logo depois da queda do Muro de Berlim, era considerado liberal demais e ainda influenciado por resquícios comunistas.
O poder foi repartido entre os três partidos principais: O Fidesz, partido de centro-direita, cujos representantes no Parlamento Europeu fazem parte do Partido Popular Europeu; os Socialistas, completamente desacreditados depois da desastrosa gestão do primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany, que mentiu sobre as proporções do déficit das contas do Estado, o que o obrigou a pedir ao Fundo Monetário Internacional uma ajuda de 20 bilhões de euros para salvar o país da falência; e o partido Jobbik, de extrema-direita, que tem como objetivo a defesa dos valores e a identidade da Hungria.
A nova constituição proposta pelo primeiro-ministro e pelo Fidesz foi aprovada com 262 votos contra 44 e uma abstenção. O texto foi ratificado pelo Presidente da República Húngara, Pal Schmitt, no último 25 de abril, e entrará em vigor em 1º de janeiro de 2012. Durante o debate, a oposição não fez nenhuma intervenção, o que não a impediu, até agora, de apoiar os opositores desta nova lei fundamental.
As mudanças da constituição:
1- A primeira tem a ver com a referência às raízes cristãs da Hungria. O preâmbulo diz que “a constituição é inscrita na continuidade da Santa Coroa” e recorda “o papel do cristianismo” na “sua história milenar”.
Surpreendem as reações negativas a esse texto, já que, na redação do Tratado Constitucional da União Europeia, todos os países membros aprovaram a referência “à nossa herança cristã”, exceto a França. O pedido europeu, promovido pela Fondation de Service Politique com algum deputado europeu, tinha obtido 1,4 milhão de assinaturas em 2004, sendo apoiado por cerca de 60 associações que representavam 50 milhões de associados. Um recorde na história europeia. Este pedido foi recebido na Comissão sobre Pedidos, mas a Comissão Europeia não lhe deu continuidade, como ocorre quando os pedidos são acolhidos.
A referência às raízes cristãs não é uma questão de opinião, mas uma verdade histórica. É necessário recordar que a nação húngara se organizou a partir do batismo de Santo Estêvão, coroado rei da Hungria. Este é o motivo de a Coroa de Santo Estêvão estar hoje no Parlamento húngaro, porque lhe dá legitimidade para fazer as leis.
2- A segunda modificação tem a ver com a união entre duas pessoas: “A Coroa protege o matrimônio, considerado como a união natural entre um homem e uma mulher e como fundamento da família”.
Esta referência retoma, em seu espírito, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que, apesar das pressões para introduzir a união entre duas pessoas do mesmo sexo, é um texto de referência para todos os Estados. A nova constituição húngara não questiona a união entre duas pessoas do mesmo sexo, mas não a considera equivalente ao matrimônio.
3- A terceira modificação tem a ver com a vida de todos os seres humanos antes do nascimento: “Desde o momento da concepção, a vida merece proteção como um direito humano fundamental” e “a vida e a dignidade são invioláveis”, retomando em certo modo o primeiro artigo da Carta Europeia de Direitos Fundamentais: “A dignidade humana é inviolável. Deve ser respeitada e protegida”.
Houve pessoas indignadas com esta volta à ordem moral. Devemos deduzir que a ordem humana é uma ordem amoral? A nova constituição húngara é “euroincompatível”? Os opositores se questionam. Se não fosse, então quer dizer que todos os textos de referência são letra morta, considerando que a União Europeia se ergueu a partir do respeito aos direitos do homem, cuja universalidade é expressa na Declaração dos Direitos do Homem de 1948, reconhecida como patrimônio comum da humanidade, e não sobre direitos abstratos e subjetivos reivindicados sem referência a um patrimônio comum.
É verdade que a decisão pertence aos legisladores. Mas eles votam em nosso nome. Calar seria uma irresponsabilidade da nossa parte. As leis afetam a todos. É nosso dever reunir os nossos deputados e senadores para lhes dizer que respeitamos os nossos princípios fundamentais.
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Élizabeth Montfort é deputada do Parlamento Europeu e porta-voz daFondation de Service Politique(Paris), em www.libertepolitique.com
* O desprezo pela família cobra seu preço nos países que não a defendem.
segunda-feira, maio 30th, 2011
Por Pe. John Flynn, L.C.
” A família é a pedra fundamental da sociedade e o melhor instrumento para o bem-estar dos indivíduos” .Estas afirmações são comuns nas fontes católicas, baseadas na antropologia cristã. Mas não é tão comum ouvi-las no mundo laico.
Porém, um relatório recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reproduziu precisamente estas afirmações.
Em nota para a imprensa a propósito do relatório, publicada em 27 de abril, a OCDE afirma que as famílias são uma fonte essencial de apoio econômico e social para as pessoas, além de instrumento crucial de solidariedade.
“As famílias proporcionam identidade, amor, cuidado, alimento e desenvolvimento para os seus membros e formam o núcleo de muitas redes sociais”.
O relatório, intitulado “Garantir o Bem-Estar das Famílias”, reconhece ainda que a pobreza está aumentando nas famílias com filhos em quase todos os países membros da OCDE.
Os pais também têm dificuldades para combinar o trabalho com os compromissos familiares. O relatório pede que os governos adotem políticas de apoio às famílias, dando assistência e ajuda econômica mediante iniciativas como mais flexibilidade laboral para os pais. Segundo a OCDE, o gasto público médio em auxílios familiares representa pouco mais que 2,2% do PIB nesse grupo de países.
Uma das áreas em que poderia ser feito mais é a do incentivo à natalidade. Muitas famílias querem mais filhos, aponta o relatório, e em vários países as pessoas têm menos filhos do que gostariam.
As taxas de natalidade dos países da OCDE caíram significativamente nas últimas décadas, chegando hoje a 1,7 filhos por mulher.
Países com nível mais alto de fertilidade dão mais apoio aos nascimentos, tanto através de pagamentos em dinheiro quanto por meio de serviços para as famílias com filhos pequenos. As políticas de trabalho de tempo parcial para as mães também ajudam as famílias a harmonizar com mais eficácia o emprego e o cuidado dos filhos.
Apoiar as famílias não traz resultados bons somente para os pais. “O bem-estar das crianças está ligado ao da família. Quando as famílias prosperam, as crianças prosperam”.
Pesquisa no Reino Unido
Um estudo recente no Reino Unido ressalta a importância da vida familiar. Foram publicados em fevereiro os resultados de uma pesquisa de 2009, feita em 40.000 domicílios pelo Institute of Social and Economic Research da Universidade de Essex.
O estudo abrange uma gama ampla de assuntos, mas um dos capítulos se concentra na família. Entre os resultados, os seguintes destaques:
- Casar torna os casais notavelmente mais felizes do que apenas morar juntos.
- A satisfação dos jovens com sua situação familiar é claramente ligada à qualidade das relações dos seus pais. Nas famílias em que a mãe não é feliz no relacionamento, só 55% dos jovens se dizem “completamente satisfeitos” com sua situação familiar, em contraste com 73% dos jovens cujas mães são “muito felizes” no relacionamento.
- Filhos de pais solteiros são menos propensos a se considerar plenamente felizes com a própria situação familiar.
- Crianças que não discutem com nenhum dos pais mais de uma vez por semana têm um nível de felicidade maior do que aquelas que têm discussões frequentes. A pesquisa também descobriu que a felicidade das crianças melhora quando elas conversam frequentemente sobre temas importantes com os pais.
- Também é importante jantar em família. As crianças que jantam com a família pelo menos três vezes por semana são mais propensas a se considerar plenamente felizes do que aquelas que vivem essa experiência menos de três vezes por semana.
Qualidade
Outro estudo recente, feito pela organização Child Trends e publicado nos Estados Unidos em 8 de abril, examina a influência exercida nas crianças pela qualidade do relacionamento de seus pais.
Com o título “Qualidade da Relação dos Pais e Resultados dos Filhos por Subgrupos”, o estudo analisa as respostas de mais de 64.000 pais com filhos de 6 a 17 anos.
A qualidade da relação dos pais é “associada de modo contínuo e positivo a uma série de resultados da criança e da família”. Esses resultados incluem problemas de comportamento, rendimento escolar e comunicação pais-filhos.
Segundo o estudo, as pesquisas dos últimos anos sugerem que as relações de mais qualidade dos pais tendem a propiciar, nos filhos, atitudes mais positivas para com o casamento, o que torna mais provável que eles próprios venham a ter casamentos de boa qualidade.
Elizabeth Marquardt, diretora do site FamilyScholars.org e autora de um livro sobre os efeitos do divórcio nos filhos, lamenta, a respeito deste estudo, a omissão quanto à influência do estado marital nas crianças.
Marquardt afirma que o aprofundamento das tabelas e das estatísticas sobre o tipo de relação familiar proporciona uma interpretação mais adequada dos resultados. Quando detalha o tipo de família, a enquete mostra que os enteados têm o dobro de probabilidade de apresentar problemas de comportamento em comparação com as crianças que moram com seus pais casados. Os problemas aumentam para as crianças que moram com casais amasiados: eles têm quase três vezes mais probabilidade de apresentar problemas de comportamento.
As diferenças de situação marital dos pais repercutem ainda em outros parâmetros, como as relações sociais e o comportamento escolar dos filhos.
Marquardt menciona também que os resultados do estudo mostram que a qualidade da relação entre os adultos depende do fato de estarem casados ou não. A maior estabilidade e durabilidade de um casal casado são de grande ajuda para os filhos.
O casamento é bom
Mesmo não sendo nova a notícia de que o casamento é bom tanto para os casais como para os filhos, ela continua sendo confirmada pelas pesquisas. No início do ano, o doutor John Gallacher e David Gallacher, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, publicaram em artigo no BMJ Student.
Uma reportagem publicada no dia 28 de janeiro pelo jornal Independent analisava, partindo dos dados dos pesquisadores, se o casamento é bom para a saúde.
“A conclusão é que, medicamente falando, o grupo mais longevo é o dos casados”, comentou o Dr. Gallacher.
Seu trabalho fazia referência a um estudo que envolvia milhões de pessoas em sete países europeus. Mostrava que, em média, os casais casados vivem em média 10% a 15% mais.
Quando se trata das crianças, Kay S. Hymowitz, em um artigo publicado no Los Angeles Times no dia 11 de novembro, afirma que as relações instáveis são mais prejudiciais para as crianças do que a pobreza.
Hymowitz se baseava no material publicado na edição de outono da revista Future of Children. Os artigos da revista eram a conclusão de um estudo sobre 5.000 crianças nascidas em áreas urbanas, entre populações de minorias.
O estudo acompanhou crianças que nasceram no fim dos anos noventa. Ao nascer, a metade dos casais vivia junto, sem estar casado, ainda que declarasse a intenção de casar. No entanto, cinco anos depois, só 15% desses casais tinham se casado. 60% tinham rompido.
Muitas das famílias desfeitas tinham problemas econômicos, e os filhos tinham pouco contato com seu pai biológico.
O estudo mostra que as crianças com mães solteiras tinham mais problemas de comportamento do que aquelas com o pai e a mãe casados. Os problemas pioram quando há rupturas e novas relações.
Os governos responderão ao apelo da OCDE pelo aumento do apoio às famílias? O custo de não fazer isso é muito alto.
* Ateu Richard Dawkins afirma que a religião “roubou” a Bíblia. Como é?
segunda-feira, maio 30th, 2011
O cientista britânico e líder ateu Richard Dawkins (foto), 70, disse que não deveria ser permitido à religião sequestrar uma herança de grande valor cultural, que é a Bíblia. A afirmação foi feita em resposta ao deputado trabalhista Frank Field, que quis saber o que a Bíblia significa para ele.
Para Dawkins, a Bíblia é uma obra literária de interesse histórico cujo conteúdo foi usurpado pela religião, que faz uma leitura pobre dos textos, literal.
Dawkins, que é autor do best-seller ‘Deus – um Delírio’, disse que quem não sabe nada sobre os deuses gregos não “consegue apreciar a literatura inglesa”, que inclui a Bíblia. Em outro exemplo, disse que para gostar das músicas de Wagner é preciso saber alguma coisa sobre os deuses nórdicos.
O deputado Field é presidente da fundação responsável pela Bíblia King James, uma tradução por iniciativa da Igreja Anglicana que está completando 400 anos. É a Bíblia mais vendida no idioma inglês.
Não é a primeira vez que Dawkins elogia a Bíblia como obra de ficção. Mas agora, por ter afirmado que a religião se apropriou desse patrimônio cultural, ele foi alvo de críticas irônicas na imprensa britânica e blogs de cristãos.
Para um desses blogs, o Anglican Samizdat, Dawkins disse um absurdo, porque, se não fosse a religião, os textos bíblicos não teriam sido preservados até hoje.
“Ele quer a cristandade sem o cristianismo, quer o avanço Ocidental, mas não o alicerce de moralidade que dá sustentação a essa civilização”, anotou.
“Se alguém está tentando roubar a Bíblia, é Dawkins.
* O filme “Atividade Paranormal” causa ataques de pânico em cinemas italianos
segunda-feira, maio 30th, 2011
O filme de terror americano Paranormal Activity provocou forte reação entre pais e políticos na Itália após causar ataques de pânico em diversos espectadores.
Um porta-voz dos serviços de emergência disse à agência de notícias italiana Ansa que o caso mais sério registrado foi o de um garoto de 14 anos que chegou ao hospital “em estado de paralisia”. Ele afirmou ainda que serviços de emergência receberam dezenas de ligações, especialmente em Nápoles, “onde vários ataques de pânico duraram mais de meia hora”.
O filme teve sua estreia no fim de semana passado na Itália sem nenhuma restrição de idade. No Reino Unido, o filme só pode ser assistido por pessoas acima de 15 anos.
No Brasil, o filme recebeu o nome de Atividade Paranormal e estreou em dezembro do ano passado, e foi censurado para menores de 16 anos.
Uma associação de pais italianos pede agora que o filme passe a ser assistido apenas por maiores de 18 anos.
O ministro da cultura italiano Sandro Bondi disse estar avaliando o caso.
O diretor de Paranormal Activity, Oren Peli, filmou o longa-metragem com uma câmera de vídeo em sua própria casa com um orçamento de US$ 15 mil (cerca de R$ 30 mil).
A ficção, filmada como um documentário caseiro, mostra a vida de um jovem casal que enfrenta fenômenos paranormais em sua casa.
O filme faturou US$ 22 milhões em sua primeira semana de exibição nacional nos Estados Unidos, no fim de outubro de 2009.
Fonte: BBC Brasil / Padom
* Convenção Batista Brasileira fala sobre a decisão do STF; “Iniquidade Institucionalizada”.
segunda-feira, maio 30th, 2011
A Convenção Batista Brasileira escreveu uma nota alertando seus fieis sobre a decisão do Supre Tribunal Federal que aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo e o reconhecimento dessa união como família.
O documento assinado pelo presidente da CBB, pastor Paschoal Piragine Júnior, tem o objetivo de alertar a Igreja sobre o perigo dessa decisão. Um desses perigos, diz o texto, é destruir o conceito de família (que não é só cristão, mas universal e multicultural) para reconstruí-lo sob a égide somente da afetividade e não em toda a dimensão de suas funcionalidades como base da sociedade.
A nota da CBB caracteriza a atitude do STF como “a iniqüidade institucionalizada”.
“Assim, conclamamos a sociedade brasileira a continuar mostrando que existem opiniões divergentes. Sem discriminação e com respeito a cada indivíduo, tais manifestações visam a defesa de valores pessoais e sociais, com integridade,” diz um trecho da carta.
Leia na íntegra:
“Um dos papeis da Igreja na sociedade é ser uma consciência profética capaz de ajudar a cada ser humano (entendido como um indivíduo livre e competente diante de Deus e dos homens, vivendo em uma sociedade pluralista) a discernir valores essenciais que norteiam os relacionamentos em todas as suas dimensões.
É nesse contexto que os batistas – integrantes de uma denominação cristã que, ao longo de toda a sua história, defende a liberdade religiosa, de consciência e de expressão – se manifestam para alertar sobre os perigos que a sociedade brasileira corre diante das novas conjunturas sociais aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que estão sendo propaladas por leis que tramitam no Congresso Nacional e por ações promovidas pelo Executivo.
Assim, alertamos para o perigo:
• De construir uma sociedade em que a legalidade pode ser estabelecida pelos interesses políticos e inclinações pessoais, como ocorreu no caso da releitura contraditória feita pelo STF do artigo 226 da Constituição Federal. O artigo diz:
“Art 226 – A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
(…)
§3o – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§4o – Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§5o – Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
Quando uma casa que tem como principal missão defender a Constituição a rasga, corremos o perigo de viver um Estado jurídico de exceção, ao qual a nação brasileira não deseja retroceder.
De destruir o conceito de família (que não é só cristão, mas universal e multicultural) para reconstruí-lo sob a égide somente da afetividade e não em toda a dimensão de suas funcionalidades como base da sociedade.
De criar uma sociedade em que os valores essenciais são relativizados, pois onde tudo é relativo nada sobra para apoiar os alicerces do nosso futuro.
De viver em uma sociedade que abandona os valores divinos revelados nas Escrituras Sagradas, pois a História, desde os tempos bíblicos, têm demonstrado que sociedades que abandonaram os valores mais elementares implodiram por perderem os seus pilares sustentadores – ainda que tenham sido, em algum momento, grandes potências no contexto universal.
Tais atitudes nada mais são do que a iniqüidade institucionalizada. Assim, conclamamos a sociedade brasileira a continuar mostrando que existem opiniões divergentes. Sem discriminação e com respeito a cada indivíduo, tais manifestações visam a defesa de valores pessoais e sociais, com integridade. Somente quando todos os segmentos da sociedade se expressam é que as forças políticas de nossa nação se sensibilizam para obviedade dos valores essenciais, como no caso recente da decisão de nossa presidente, Dilma Rousseff, ao impedir a distribuição do chamado “kit contra a homofobia ” nas escolas públicas.
Curitiba, 27 de maio de 2011
Pr. Paschoal Piragine Jr.
Presidente da Convenção Batista Brasileira.”
* A agonia das denominações protestantes.” Viver em uma garagem não faz de você um carro”
segunda-feira, maio 30th, 2011
Moore diz que mais e mais cristãos escolhem a igreja com base em questões mais práticas. “O templo é fácil de encontrar? Eu gosto da música? Existem grupos de apoio para aqueles que lutam com vícios?

MUDANÇAS NAS IGREJAS
Moore acredita que os reformadores querem voltar ao básico, para recuperar a centralidade de um relacionamento pessoal com Jesus, cumprindo o tema sempre presente no púlpito evangélico: “Ser membro de uma igreja não faz de você um cristão, da mesma forma que viver em uma garagem não faz de você um carro. “
Esta renovação para além das marcas já teve várias conseqüências, uma delas nas mega-igrejas. Antes de 1955, praticamente não existiam megaigrejas nos os EUA (congregações, com mais de duas mil pessoas no culto de domingo.) Agora, no entanto, existem entre 850 e 1.200 mega-igrejas, e muitos deles não pertencem a nenhuma denominação, de acordo com o Instituto Hartford de Pesquisa sobre Religião.
















