Por Arquivo maio 19th, 2011

* Médicos portugueses reagem em massa como “objetores de consciência” na questão do aborto “legal” em Portugal.

quinta-feira, maio 19th, 2011

Segundo informa a agência de notícias portuguesa LUSA, já são mais de 1.300 médicos em Portugal que atualmente se qualificam formalmente como objetores de consciência na questão do aborto, que o governo se refere pelo eufemismo de interrupção voluntária da gravidez IVG segundo dados da Ordem dos Médicos (OM).

A questão da objeção de consciência foi suscitada logo que entrou em vigor, em julho de 2007, a regulamentação da lei do aborto a pedido da mulher. Recordamos que em Portugal o aborto está legalizado.

Segundo o Jornal Diário de Notícias, a nova lei que foi elaborada e aprovada, permite que um médico ou enfermeiro declarem objecção de consciência num hospital público, não realizando o aborto pedido pela mulher, e façam a interrupção voluntária da gravidez (IGV) num privado. O mesmo jornal informou o número de abortos realizados em Portugal aumentou desde o início do ano, um crescimento que pode estar associado à crise económica, segundo responsáveis clínicos.

A regulamentação da lei não previu devidamente a situação e, a verdade, é que esta possibilidade existe, já que a objeção se limita a uma declaração entregue no hospital onde o médico trabalha.

Entretanto, a Ordem dos Médicos apontou para a necessidade de ter um registro dos médicos objetores de consciência, lembrando ainda que não há consenso em relação às diferentes situações de objeção entre os clínicos: existem objetores em relação ao aborto a pedido da mulher que não o são, por exemplo, em relação às interrupções de gravidez nos casos de estupro.

ACI

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Que foto!

quinta-feira, maio 19th, 2011

O ônibus espacial Endeavour partiu nesta segunda-feira para a sua última missão, e os passageiros de um voo da Delta, que ia de Nova Iorque Palm Beach, tiveram uma visão privilegiada do lançamento.
Stefanie Gordon, que estava no avião, tuitou uma foto do Endeavour subindo para o espaço e em pouco tempo virou estrela no Twitter - foi contactada pela ABCBBCCNBC e a imagem apareceu em dezenas de jornais, sendo inclusive retuitada pela Nasa. Um vídeo do lançamento também feito por Stefanie, postado no TwitVid na segunda-feira, já teve mais de 400 mil visualizações.
Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Estados Unidos: Dez anos depois é divulgado amplo e revelador relatório sobre abusos sexuais.

quinta-feira, maio 19th, 2011

Quase uma década depois que as revelações generalizadas de abuso sexual de menores abalaram a Igreja católica nos Estados Unidos, um relatório abrangente sobre o escândalo foi lançado nesta quarta-feira, 18 de maio, na esperança de dar respostas sobre uma crise que levantou inúmeras questões, apesar de anos de atenção.

O culpado dos abusos foi o celibato? Os gays no sacerdócio? A revolução social dos anos 1960, ou a a obscura educação dos seminários dos repressivos anos 1950?

A reportagem é de David Gibson, publicada no sítio Religion News Service, 18-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto e revisada pela IHU On-Line..

A verdade parece ser muito mais complexa, de acordo com uma cópia do relatório dos investigadores do John Jay College de Justiça Criminal que foi fornecida por um líder da Igreja que acredita que os resultados refletem com precisão as causas da crise dos abusos sexuais de membros da Igreja para o bem e para o mal.

Os resultados provavelmente vão incomodar tanto os críticos liberais quanto os conservadores, assim como os advogados das vítimas.

O relatório de 300 páginas, formalmente intitulado As Causas e o Contexto do Abuso Sexual de Menores por Padres Católicos nos Estados Unidos, 1950-2010, derruba uma série de equívocos populares. Enquanto alguns contestarão a metodologia do relatório – e notar que os bispos dos EUA pagaram metade do preço de tabela estimado em 1,8 milhão de dólares –, o estudo Causas e Contexto é claramente um marco na investigação dos abusos sexuais de crianças.

Os mitos

O primeiro mito contestado pelo estudo é que os padres tendem a ser pedófilos. Dos cerca de 6 mil padres acusados de abuso ao longo da metade do século passado (cerca de 5% do número total de padres que que serviram durante esse período), menos de 4% podem ser considerados pedófilos, assinala o relatório – isto é, homens que se aproveitaram de crianças.

“Os padres abusadores não eram padres pedófilos“, afirmam os pesquisadores categoricamente.


Casos de abuso sexual de acordo com o ano de ocorrência (1950-2002)

Em segundo lugar, os pesquisadores não encontraram evidências estatísticas de que os padres gays eram mais propensos do que os padres heterossexuais ao abuso de menores – uma descoberta que mina o ponto de debate favorito de muitos católicos conservadores. O número desproporcional de vítimas adolescentes do sexo masculino tem a ver com a oportunidade, não com uma preferência ou com uma patologia, afirma o relatório.

Além disso, os pesquisadores observaram que o aumento do número de padres gays a partir do final dos anos 1970 em diante corresponde, na verdade, com “uma diminuição da incidência de abusos – não com um aumento da incidência de abusos”.

Do mesmo modo, o celibato permaneceu uma constante ao longo dos picos e vales das taxas de abuso, e os padres podem ser menos propensos a abusar de crianças hoje em dia do que os homens de profissões similares. Como resultado, os católicos liberais que defendem o sacerdócio casado, ou aqueles que estão convencidos de que o compromisso com uma vida inteira sem sexo leva à perversão, não podem alavancar seus argumentos a partir da crise dos abusos.

Uma melhor preparação para uma vida celibatária é fundamental, porém, e a melhoria da formação e da educação nos seminários na década de 1980 corresponde a um “declínio acentuado e sustentado” nos abusos desde então – uma melhoria impressionante que tem sido muitas vezes ignorada.

O grande aumento dos casos de abuso nas décadas de 1960 e 1970, descobriram os autores, foi devido essencialmente aos sacerdotes emocionalmente mal dotados, padres que foram formados em anos anteriores e que se perderam no cataclismo social da revolução sexual.

De fato, os pesquisadores do John Jay escrevem que “características individuais não predizem que um padre cometerá abuso sexual de um menor. Ao contrário, as vulnerabilidades, combinadas com tensões e oportunidades situacionais, aumentam o risco de abuso”.


Casos de abuso sexual de acordo com o ano da denúncia (1950-2002
)

A natureza “situacional” do abuso por parte do clero é comparável à dos policiais que agridem violentamente as pessoas, escreveram os autores. O estresse do trabalho, os perigos do isolamento e a falta de supervisão são fatores que contribuem para o “comportamento desviante”.

Com cada vez menos padres disponíveis para ministrar um número crescente de católicos norte-americanos, os bispos católicos serão obrigados a fazer um melhor trabalho para apoiar os sacerdotes e proporcionar intervalos em suas programações muitas vezes opressivas. Isso, provavelmente, exigiria um maior papel para os leigos e para as mulheres – uma questão repleta de controvérsia.

A gestão da crise

Os pesquisadores do John Jay têm cuidado ao creditar a hierarquia pela promoção de importantes avanços no combate ao abuso de crianças – uma afirmação que os advogados das vítimas irão disputar arduamente – e apontam que a sociedade como um todo começou lentamente a entender a natureza dos abusos de crianças quando as dioceses dos EUA foram inundadas com os casos.

Ao mesmo tempo, no entanto, os pesquisadores notam o histórico abismal dos bispos em muitos casos trágicos e dizem que a liderança da Igreja foi reflexivamente defensiva e autoprotetora – um comportamento que se encaixa perfeitamente no padrão da gestão de crises em grandes instituições.

De fato, os autores argumentam convincentemente que a cultura clerical que fomentou e ocultou o desvio por parte dos padres é muito semelhante à cultura de aplicação da lei que permite a brutalidade policial. A Igreja, assim como a polícia, é uma organização hierárquica, que opera de uma forma descentralizada, em que cada departamento (ou diocese) é uma autoridade em si mesma e não está inclinada a se abrir à supervisão.

Na segunda-feira, o Vaticano disse aos bispos de todo o mundo que estabeleçam políticas claras para lidar com os clérigos abusadores. A Santa Sé emitiu uma série de “linhas diretrizes” para convencer os bispos a cumprir com as leis civis de denunciar as acusações de abuso – se houver alguma. Mas a nova política do Vaticano também reitera que cada bispo terá a palavra final em qualquer processo e que cada bispo, em última análise, continua respondendo apenas ao papa.


Ano de ordenação dos padres diocesanos acusados de abuso sexual contra menores

Essa abordagem provavelmente não vai convencer um rebanho que aprendeu, pela dura experiência, a ser cético com relação a seus bispos – mais recentemente, no rastro de um recente relatório do Grande Júri da Filadélfia que detalhava falhas terríveis ao lidar com as denúncias de abuso.

A doutrina da autoridade pura do bispo, combinada com o histórico da hierarquia como um grupo de gestores de crises preocupados em proteger a instituição, pode ser o problema central para os bispos revelado pela crise dos abusos sexuais.

Esse é certamente o principal desafio apresentado pelos autores do novo relatório do John Jay, que argumentam que a hierarquia católica norte-americana finalmente deve aprovar políticas uniformes e seguras, caracterizadas pela transparência genuína e pela verdadeira responsabilização, especialmente para os bispos.

Dar esse difícil passo é a única forma para que os bispos possam começar a mostrar que a hierarquia é diferente dos financistas da Wall Street ou de uma burocracia policial protetiva. Também é, talvez, a forma mais rápida para que os bispos restaurem a credibilidade da Igreja Católica como testemunha convincente da fé, ao invés de ser apenas outra instituição suspeita.

Relatório em Inglês: http://www.usccb.org/mr/causes-and-context-of-sexual-abuse-of-minors-by-catholic-priests-in-the-united-states-1950-2010.pdf

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Existe mesmo uma “bíblia” satânica ou isso é um mito?

quinta-feira, maio 19th, 2011

A Bíblia satânica, escrita por Anton Szandor LaVey, fundador da Igreja de satanás, é um livro de 272 páginas a favor do diabo. Publicada em 1969, tornou-se instantaneamente êxito de livraria, atingindo a marca de meio milhão de exemplares vendidos.

O livro inicia com uma explicação de LaVey do motivo por que ele veio a aceitar a filosofia hedonista. Aos 16 anos, LaVey tornou-se músico de uma boate, e nessa época diz ele que observava, nos sábados à noite, “homens olhando com luxúria as moças que dançavam na boate, e no dia seguinte, enquanto eu tocava órgão em uma igreja situada no mesmo quarteirão onde ficava a boate, via esses mesmos homens sentados nos bancos com suas esposas e filhos, pedindo a Deus que lhes perdoasse e os purificasse dos desejos carnais. Mas no sábado seguinte , lá estavam de volta à boate ou a outro lugar de vício. Concluí então que a igreja cristã prospera na hipocrisia e que a natureza do homem termina por domina-lo”( Anton Szandor LaVey, A Bíblia satânica, Avon Books, Nova York, N. Y., 1969).

Logo no começo do livro, as Nove Declarações satânicas esclarecem as doutrinas de LaVey. Cito-as a seguir para que o leitor possa ver com clareza quão hedionda é a base do satanismo moderno. Ter consciência disto ajudará a identificar tais idéias quando forem reveladas por alguém que esteja envolvido no satanismo. (…)

As 9 Declarações satânicas são:

1. satanás representa a licenciosidade , em vez da abstinência e auto-controle.
2. satanás representa a existência vital, em vez de sonhos espirituais ilusórios.
3. satanás representa a sabedoria incontaminada, em vez de auto-engano hipócrita.
4. satanás representa bondade aos que a merecem, em vez de amor desperdiçado com ingratos.
5. satanás representa a vingança, e não o oferecimento da outra face.
6. satanás representa responsabilidade para como os responsáveis, em vez de preocupação pelos vampiros psíquicos.
7. satanás vê o homem exatamente como um simples animal, às vezes melhor, todavia mais freqüentemente pior do que os que andam sobre quatro patas, e devido ao seu “desenvolvimento espiritual e intelectual divino”, tem-se tornado o mais feroz de todos os animais.
8. satanás representa todos os assim chamados pecados, visto que todos eles conduzem à satisfação física, mental e emocional.
9. satanás tem sido o melhor amigo que a igreja já teve, visto que ele a tem mantido ativa durante todos esse anos.

A mentira, a libertinagem e os pecados são perdoados ao longo da Bíblia satânica, e não apenas nas Nove Declarações. A ideologia de LaVey baseia-se na satisfação imediata.”A vida é a grande libertinagem – a morte é a grande abstinência”, proclama LaVey. “Não existe nenhum céu brilhante glória, e nenhum inferno onde os pecadores assam… nenhum redentor vive!”.( Anton Szandor LaVey, A Bíblia Satânica, Avon Books, Nova York, N. Y., 1969, p. 33)

O sacrifício humano é desculpado com argumentos cuidadosamente elaborados. (…) (…) Para inflamar ainda mais seus leitores, LaVey acrescenta: “Os cães loucos são destruídos , e eles necessitam de ajuda muito mais do que os seres humanos que espumam pela boca durante o seu comportamento irracional… portanto , você tem todo o direito de (simbolicamente) destruí-los, e se a sua maldição provoca o aniquilamento real deles, regozije-se por ter sido usado com instrumento para livrar o mundo de uma peste”.(Anton Szandor LaVey, A Bíblia Satânica, Avon Books, Nova York, N.Y., 1969, p. 33)

(…) A filosofia de LaVey conduz normalmente ao crime e à violência. Os satanistas estão determinados a desobedecer a todos os dez mandamentos da Bíblia e cometer os pecados que Deus abomina, tais como: orgulho, mentira, homicídio, ter um coração perverso, ser rápido em praticar o mal, dar falso testemunho e promover discórdia, etc. (ver Provérbios 6:16-19).

(…)Para LaVey, o verdadeiro inimigo do homem é o sentimento de culpa instilado pelo cristianismo, e o caminho para a liberdade do indivíduo é a prática constante do pecado. LaVey admite que não considera coisa alguma como sobrenatural, e que se inclina para a escola de magia de Aleister Crowley, que se baseia no enfoque científico do paranormal.

(…) Além dos livros de LaVey, os membros são incentivados a ler os escritos de Ayn Rand, Friedrich Nietzsche e Maquiavel, em virtude da ênfase que esses autores dão à conquista da auto-suficiência através do potencial humano. Executam-se três tipos de rituais: rituais sexuais para satisfazer o erotismo, rituais compassivos para ajudar alguém e rituais destrutivos para obter vingança. (Larry Kahner, Seitas que matam, Nova York, N. Y., 1988)

Fonte: Elnet

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Como o “STF” da laicista França resolveu a questão da união estável Homossexual?

quinta-feira, maio 19th, 2011
Idêntica questão proposta ao Supremo Tribunal Federal sobre a união entre
pessoas do mesmo sexo foi colocada ao Conselho Constitucional da França,
que, naquele país, faz as vezes de Corte Constitucional.
Diversos países europeus, como a Alemanha, Itália, Portugal têm suas
Cortes Constitucionais, à semelhança da França, não havendo no Brasil
Tribunais exclusivamente dedicados a  dirimir questões constitucionais em
tese, embora o Pretório Excelso exerça simultaneamente a função de
Tribunal Supremo em controle difuso, a partir de questões pontuais de
direito constitucional, e o controle concentrado, em que determina, “erga
omnes”, a interpretação de dispositivo constitucional.
Pela Lei Maior brasileira, a Suprema Corte é a “guardiã da Constituição” – e
não uma “Constituinte derivada” -, como o é também o Conselho
Constitucional francês: apenas protetor da Lei Suprema.
Ora, em idêntica questão houve por bem o Conselho Constitucional declarar
que a união entre dois homens e duas mulheres é diferente da união entre
um homem e uma mulher, esta capaz de gerar filhos. De rigor, a diferença
é também biológica pois, na união entre pessoas de sexos opostos, a
relação se faz com a utilização natural de sua constituição física preparada
para o ato matrimonial e capaz de dar continuidade a espécie. Trata-se, à
evidência, de relação diferente daquelas das pessoas do mesmo sexo,
incapazes, no seu contato físico, porque biologicamente desprovidas da
complementariedade biológica, de criar descendentes.
A Corte Constitucional da França, em 27/01/2011, ao examinar a proposta
de equiparação da união homossexual à união natural de um homem e uma
mulher, declarou: “que o princípio segundo o qual o matrimônio é a união
de um homem e de uma  mulher, fez com que o legislador, no exercício de
sua competência, que lhe atribui o artigo 34 da Constituição, considerasse
que a diferença de situação entre os casais do mesmo sexo e os casais
compostos de um homem e uma mulher pode justificar uma diferença de
tratamento quanto às regras do direito de família”, entendendo, por
consequência, que: “não cabe ao Conselho Constitucional substituir, por sua
apreciação, aquela de legislador para esta diferente situação”. Entendendo
que só o Poder Legislativo poderia fazer a equiparação, impossível por um
Tribunal Judicial, considerou que “as disposições contestadas não são
contrárias a qualquer direito ou liberdade que a Constituição garante”.
Sem entrar no mérito de ser ou não natural a relação diferente entre um
homem e uma mulher daquela entre pessoas do mesmo sexo, quero realçar
um ponto que me parece relevante e que não tem sido destacado pela
imprensa, preocupada em aplaudir a “coragem” do Poder Judiciário de
legislar no lugar do “Congresso Nacional”, que teria se omitido em “aprovar”
os  projetos sobre a questão aqui tratada.
A questão que me preocupa é este ativismo judicial, que leva a permitir que
um Tribunal eleito por uma pessoa só substitua o Congresso Nacional, eleito
por 130 milhões de brasileiros, sob a alegação de que além de Poder
Judiciário, é também Poder Legislativo, sempre que considerar que o
Legislativo deixou de cumprir as suas funções. Uma democracia em que a
2
tripartição de poderes não se faça nítida, deixando de caber ao Legislativo
legislar, ao Executivo executar e ao Judiciário julgar, corre o risco de se
tornar ditadura, se o Judiciário, dilacerando a Constituição, se atribua poder
de invadir as funções de outro.
E, no caso do Brasil, nitidamente o constituinte  não deu ao Judiciário tal
função, pois nas “ações diretas de inconstitucionalidade por omissão” IMPÕE
AO JUDICIÁRIO, APESAR DE DECLARAR A INÉRCIA CONSTITUCIONAL DO
CONGRESSO, intimá-lo, sem prazo e sem sanção para produzir a norma.
Ora, no caso em questão, a Suprema Corte incinerou o § 2º do art. 103, ao
colocar sob sua égide um tipo de união não previsto na Constituição, como
se poder legislativo fosse, deixando de ser “guardião” do texto supremo
para se transformar em “Constituinte derivado”.
Se o Congresso Nacional tivesse coragem poderia anular tal decisão,
baseado no artigo 49, inciso XI da CF, que lhe permite sustar qualquer
invasão de seus poderes por outro poder, contando, inclusive, com a
garantia das Forças Armadas (art. 142 ‘caput’) para garantir-se nas funções
usurpadas, se solicitar esse auxílio.
Num país em que os poderes, todavia, são de mais em mais “politicamente
corretos”, atendendo o clamor da imprensa – que não representa
necessariamente o clamor do povo -, nem o Congresso terá coragem de
sustar a invasão de seus poderes pelo Supremo Tribunal Federal, nem o
Supremo deixará, nesta sua nova visão de que é o principal poder da
República, de legislar e definir as ações do Executivo, sob a alegação que
oferta uma interpretação “conforme a Constituição.” A meu ver,
desconforme, no caso concreto, pois contraria os fundamentos que
embasam a família (pais e filhos), como entidade familiar.
É uma pena que a lição da Corte Constitucional francesa de respeito às
funções de cada poder, sirva  para um país, cuja Constituição e civilização -
há de se reconhecer – estão há anos luz adiante da nossa, mas não
encontre eco entre nós.
Concluo estas breves considerações de velho professor de direito, mais
idoso do que todos os magistrados na ativa no Brasil, inclusive da Suprema
Corte, lembrando que, quando os judeus foram governados por juízes, o
povo pediu a Deus que lhes desse um rei, porque não suportavam mais
serem pelos juízes tutelados (O livro dos Juízes). E Deus lhes concedeu um
rei.
LIÇÃO DO CONSELHO CONSTITUCIONAL DA
FRANÇA
(O Estado de São Paulo – 17/05/2011)

Dr Ives Gandra Martins
Idêntica questão proposta ao Supremo Tribunal Federal sobre a união entre
pessoas do mesmo sexo foi colocada ao Conselho Constitucional da França,
que, naquele país, faz as vezes de Corte Constitucional.

Diversos países europeus, como a Alemanha, Itália, Portugal têm suas
Cortes Constitucionais, à semelhança da França, não havendo no Brasil
Tribunais exclusivamente dedicados a  dirimir questões constitucionais em
tese, embora o Pretório Excelso exerça simultaneamente a função de
Tribunal Supremo em controle difuso, a partir de questões pontuais de
direito constitucional, e o controle concentrado, em que determina, “erga
omnes”, a interpretação de dispositivo constitucional.

Pela Lei Maior brasileira, a Suprema Corte é a “guardiã da Constituição” – e
não uma “Constituinte derivada” -, como o é também o Conselho
Constitucional francês: apenas protetor da Lei Suprema.

Ora, em idêntica questão houve por bem o Conselho Constitucional declarar
que a união entre dois homens e duas mulheres é diferente da união entre
um homem e uma mulher, esta capaz de gerar filhos. De rigor, a diferença
é também biológica pois, na união entre pessoas de sexos opostos, a
relação se faz com a utilização natural de sua constituição física preparada
para o ato matrimonial e capaz de dar continuidade a espécie. Trata-se, à
evidência, de relação diferente daquelas das pessoas do mesmo sexo,
incapazes, no seu contato físico, porque biologicamente desprovidas da
complementariedade biológica, de criar descendentes.

A Corte Constitucional da França, em 27/01/2011, ao examinar a proposta
de equiparação da união homossexual à união natural de um homem e uma
mulher, declarou: “que o princípio segundo o qual o matrimônio é a união
de um homem e de uma  mulher, fez com que o legislador, no exercício de
sua competência, que lhe atribui o artigo 34 da Constituição, considerasse
que a diferença de situação entre os casais do mesmo sexo e os casais
compostos de um homem e uma mulher pode justificar uma diferença de
tratamento quanto às regras do direito de família”, entendendo, por
consequência, que: “não cabe ao Conselho Constitucional substituir, por sua
apreciação, aquela de legislador para esta diferente situação”. Entendendo
que só o Poder Legislativo poderia fazer a equiparação, impossível por um
Tribunal Judicial, considerou que “as disposições contestadas não são
contrárias a qualquer direito ou liberdade que a Constituição garante”.
Sem entrar no mérito de ser ou não natural a relação diferente entre um
homem e uma mulher daquela entre pessoas do mesmo sexo, quero realçar
um ponto que me parece relevante e que não tem sido destacado pela
imprensa, preocupada em aplaudir a “coragem” do Poder Judiciário de
legislar no lugar do “Congresso Nacional”, que teria se omitido em “aprovar”
os  projetos sobre a questão aqui tratada.

A questão que me preocupa é este ativismo judicial, que leva a permitir que
um Tribunal eleito por uma pessoa só substitua o Congresso Nacional, eleito
por 130 milhões de brasileiros, sob a alegação de que além de Poder
Judiciário, é também Poder Legislativo, sempre que considerar que o
Legislativo deixou de cumprir as suas funções. Uma democracia em que a
tripartição de poderes não se faça nítida, deixando de caber ao Legislativo
legislar, ao Executivo executar e ao Judiciário julgar, corre o risco de se
tornar ditadura, se o Judiciário, dilacerando a Constituição, se atribua poder
de invadir as funções de outro.

E, no caso do Brasil, nitidamente o constituinte  não deu ao Judiciário tal
função, pois nas “ações diretas de inconstitucionalidade por omissão” IMPÕE
AO JUDICIÁRIO, APESAR DE DECLARAR A INÉRCIA CONSTITUCIONAL DO
CONGRESSO, intimá-lo, sem prazo e sem sanção para produzir a norma.
Ora, no caso em questão, a Suprema Corte incinerou o § 2º do art. 103, ao
colocar sob sua égide um tipo de união não previsto na Constituição, como
se poder legislativo fosse, deixando de ser “guardião” do texto supremo
para se transformar em “Constituinte derivado”.

Se o Congresso Nacional tivesse coragem poderia anular tal decisão,
baseado no artigo 49, inciso XI da CF, que lhe permite sustar qualquer
invasão de seus poderes por outro poder (art. 142 ‘caput’)

Num país em que os poderes, todavia, são de mais em mais “politicamente
corretos”, atendendo o clamor da imprensa - que não representa
necessariamente o clamor do povo -, nem o Congresso terá coragem de
sustar a invasão de seus poderes pelo Supremo Tribunal Federal, nem o
Supremo deixará, nesta sua nova visão de que é o principal poder da
República, de legislar e definir as ações do Executivo, sob a alegação que
oferta uma interpretação “conforme a Constituição.”A meu ver,
desconforme, no caso concreto, pois contraria os fundamentos que
embasam a família (pais e filhos), como entidade familiar.
É uma pena que a lição da Corte Constitucional francesa de respeito às
funções de cada poder, sirva  para um país, cuja Constituição e civilização -
há de se reconhecer – estão há anos luz adiante da nossa, mas não
encontre eco entre nós.

Concluo estas breves considerações de velho professor de direito, mais
idoso do que todos os magistrados na ativa no Brasil, inclusive da Suprema
Corte, lembrando que, quando os judeus foram governados por juízes, o
povo pediu a Deus que lhes desse um rei, porque não suportavam mais
serem pelos juízes tutelados (O livro dos Juízes). E Deus lhes concedeu um
rei.
Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Encontrado “estoque de pornografia” no complexo de Osama bin Laden.

quinta-feira, maio 19th, 2011


A descoberta de um “estoque de pornografia” no complexo de Osama bin Laden feita por comandos americanos serve como “alerta” para todos os cristãos não incorrerem na hipocrisia de justificar prazeres do pecado, de acordo com um famoso  colunista.

“A hipocrisia não é nenhuma novidade, e estamos propensos a nos deleitar nela quando vista nos outros”, Dr. Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, disse acerca da descoberta sobre bin Laden.

De acordo com as reportagens, os materiais pornográficos descobertos no complexo de bin Laden em Abbottabad, onde as tropas dos EUA o encontraram, incluíam “vídeos modernos gravados eletronicamente” e eram “razoavelmente amplos”, de acordo com reportagens exclusivas da Reuters.Não se sabe se a pornografia pertencia a bin Laden ou era assistida por ele próprio.

Apesar disso, bin Laden, que frequentemente defendia uma moralidade religiosa islâmica estrita, havia sido amplamente acusado de hipocrisia. Como disse uma reportagem da Associated Press: “A divulgação de que os investigadores dos EUA encontraram pornografia… fomenta a narrativa dos EUA de que bin Laden não era a figura respeitável ou nobre que seus apoiadores adotaram”.

Mohler aponta para o fato de que Osama bin Laden “frequentemente acusava os Estados Unidos de imoralidade, com referência específica à pornografia e imagens sexualizadas”. Especificamente ele cita uma carta de 2002 que bin Laden escreveu intitulada “Carta para o Povo Americano”.“Sua nação”, escreveu o líder da al Qaeda, “se aproveita das mulheres como produtos de consumo ou instrumentos de propaganda, instando os consumidores a comprá-los… Vocês rebocam suas filhas nuas em outdoors a fim de vender um produto sem vergonha alguma. Vocês fizeram lavagem cerebral em suas filhas, levando-as a acreditar que elas são liberadas quando se vestem com roupas explícitas, mas na realidade tudo o que elas liberaram é o desejo sexual de vocês”.

Mohler observa, porém, que apesar da verdade dessas declarações, o que é mais provável é que os americanos farão acusações contra bin Laden.O líder  observou que a possível hipocrisia de bin Laden pode advir de uma cilada teológica em que muitos cristãos poderiam também cair. “Antes de qualquer coisa, aqueles que se dedicam ao ascetismo e negação a fim de obter ou supostamente merecer a misericórdia e favor de Deus quase sempre se permitem alguns prazeres do pecado”, disse Mohler.“

O Evangelho nos faz lembrar que não merecemos a nossa salvação (…).

Bin Laden e as pessoas ligadas a ele estavam convencidos de que Alá perdoaria os pecados sexuais deles por causa da fidelidade deles na execução de atos de terrorismo no nome do islamismo”, especulou ele. “Seria melhor os cristãos verem isso como alerta para que não aprovemos para nós mesmos o mesmo tipo de justificativa”.

http://www.albertmohler.com/2011/05/16/the-terrorist-and-his-porn-stash/

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Beatificação de Irmã Dulce será transmitida ao Vivo Pela TV.

quinta-feira, maio 19th, 2011

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informa em seu site que as redes de televisão Canção Nova e TVE/Bahia transmitirão ao vivo para todo o Brasil a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce.

As emissoras de todo o país que quiserem obter gratuitamente o sinal devem entrar em contato com a TV Canção Nova via e-mail tvmidia@cancaonova.com

Beatificação

A Cerimônia de Beatificação, presidida por dom Geraldo Majella Agnelo, representante de Bento XVI, terá inicio com o rito de beatificação, no qual faz-se a leitura da biografia resumida da religiosa. Em seguida, acontece a leitura da proclamação de beatificação e, por fim, o tão esperado momento do descerramento da imagem oficial de irmã Dulce como “Bem Aventurada Dulce dos Pobres”. Cerca de 60 mil fiéis são esperados no Parque de Exposições de Salvador, no próximo domingo, dia 22. (RB/CNBB)

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* O cristianismo fez a opção preferencial pela racionalidade e pela confiança na capacidade do homem de alcançar a Verdade por meio da harmonia entre fé e razão.

quinta-feira, maio 19th, 2011


Pedro Ravazzano
O homem é, verdadeiramente, religioso, não só afirma a realidade do que não vê como considera aquilo que não vê como mais real do que o que se vê. Ademais, fundamentado a sua crença naquilo que não é ratificado pela empiria, o homem religioso tornou-se alvo da crítica moderna que se levanta contra a religião numa multiplicidade de argumentos.

L. Feurbach considera a religião como conseqüência da ignorância e da alienação, nada mais do que a projeção do homem em Deus como plenitude dos anseios humanos – homo hominis Deus. Destarte, a derrocada de “Deus” é o meio para o rompimento dos grilhões que aprisionam a capacidade do homem.
K. Marx já relaciona a religião com a opressão, o ópio do povo que anestesia a consciência da classe explorada, assim, criação burguesa.
S. Freud, por sua vez, referencia a crença religiosa com a neurose coletiva. Entretanto, ainda que exista a possibilidade da demonstração racional da existência de Deus – cinco vias de Santo Tomás – o fundamento filosófico da experiência religiosa vem apenas depois da crença.

ordo ad Deum – orientado até Deus – do homem é reflexo da sua condição de ser espiritual. Não obstante, a religião é muito contextual, tem todos os condicionamentos da natureza humana e a imagem que temos de Deus é dependente das nossas experiências.

A sociedade religiosa, composta por pessoas unidas por um fim que supera as capacidades individuais, é composta pelos atos religiosos, objetos religiosos – com um valor atribuído pela comunidade e separado do uso profano – e, fundamentalmente, a consciência religiosa. A experiência fenomenológica, religiosa, que gera o sentimento religioso, leva em conta a dimensão histórica, psicológica, interpessoal, material, da religião.

Ainda que, por natureza, o homem busque a Verdade, não necessariamente a conhece. A religião pode, então, ser compreendida como a disposição da vontade na qual é dado livremente culto e honra a Deus, ainda que a ordenação natural do homem a Deus nem sempre seja reconhecida pelo próprio homem. Desse modo, a negação da religião é conseqüência do rechaço moral. Ao ter a disposição de render culto a Deus o homem exerce a virtude da “Religião”. Destarte, a religião ajuda o homem na medida em que fomenta a sua liberdade, um influxo que respeita a liberdade e encaminha para a Verdade.

Entretanto, o cristianismo ainda que parta dessa visão geral do fenômeno religioso tem em suas notas fundamentais uma radical distinção com todas as manifestações religiosas, do Deus que rompe o seu isolamento transcendental e fala aos homens como homem. Para a fé cristã todos os seres humanos são chamados à salvação – desde já se destaca o contra-senso da heresia da predestinação negativa dos calvinistas. Não obstante, existe a necessidade da conciliação entre essa vontade universal salvífica de Deus e a necessidade da Igreja.

Pontuamos, outrossim, a importância de diferenciar o cristianismo, em sua real compreensão, do cristianismo débil, isto é, uma crença que não tem noção forte da Verdade, que nega a objetividade da Revelação, fundamentado numa experiência sem conteúdo – o reino da experiência em detrimento da objetividade da fé. A heresia do bem-estar rechaça a exatidão dogmática substituindo-a pelo subjetivismo radical da experiência individual. Não se deve, em hipótese alguma, confundir a vida espiritual com a psicologia, afinal o estado de graça não necessariamente está unido ao bem estar que é de caráter emocional.

O cristianismo tornou-se catalisador de realidades culturais diferentes, dando origem a uma nova cultura – “Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro”. O concílio Vaticano II inaugurou uma leitura teológica que, ainda que não rompa com a Tradição, mudou a perspectiva em relação à teologia das religiões.

Antes de tudo devemos partir de algumas premissas fundamentais: o reconhecimento da capacidade do intelecto humano de conhecer a Verdade, a Revelação de Deus como critério último de verificação, e recursos para compreender a Verdade revelada. Ademais, tanto a vontade salvífica universal e a necessidade da Igreja na salvação devem também ser entendidas como verdade.

No tocante à reflexão da teologia das religiões o Magistério – que não faz teologia, mas testemunha a fé e a defende – impõe os limites. O documento Dominus Iesus, por exemplo, coloca alguns pontos basilares nessa análise: a plenitude e definitividade da verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo, a unidade indissolúvel entre a economia do Logos e do Espírito Santo, a unidade e universalidade do mistério salvífico de Cristo, a unidade e unicidade da Igreja de Cristo, prolongação da ação de Cristo no mundo.

Apenas o cristianismo realiza de modo completo e definitivo a relação do homem com Deus. A definitividade absoluta da fé cristã vem da sua opção pela racionalidade, por isso a crise da verdade leva à crise do cristianismo. Do mesmo modo, a crise da metafísica – “A crise do mundo moderno é uma crise metafísica” Pe. Leonel Franca – também problematiza a realidade da Civilização Ocidental atual.

O cristianismo rompe com o mito do eterno retorno fundamental nas religiões tradicionais. O in illo tempore não é mais o tempo mítico, mas sim o hoje já que Cristo é manifestação de Deus na história que se prolonga no tempo nos sacramentos e na Igreja. O cristianismo fez a opção preferencial pela racionalidade, confiança na capacidade do homem de alcançar a Verdade por meio do pensamento, harmonia entre fé e razão rompida por Guilherme de Ockham.

Santo Tomás coloca que só na Igreja há os sacramentos e a fé necessárias para a salvação. Esta, por sua vez, pode ser conquistada por duas vias: a fé explícita; confessar a fé em Cristo, e a fé implícita; a salvação pelos méritos dos sacramentos, confiança na Providência de Deus e indiretamente confiança no amor encarnado e de sua ação na história. Ademais, a infidelidade se configura junto àqueles que se obstinam em ir contra a fé previamente anunciada e aos que nunca ouviram, que vivem em ignorância. Os primeiros são passíveis de culpa enquanto os segundos são inculpáveis e, caso sejam fiéis à sua consciência, seguindo a lei natural, gozam da fé implícita.

Francisco de Vitória dissera que os pagãos eram condenados pelos seus pecados mortais e pela idolatria, mas seguindo a lei natural eram iluminados por Cristo. Domingo de Soto afirmara o mesmo em relação aos judeus e muçulmanos. A Revelação final é Cristo, mas ainda que o seu anúncio dependa, obviamente, da linguagem, dos símbolos e da forma, não se pode aceitar o pluralismo de iure, como vias alternativas à fé cristã queridas por Deus. Ainda que os confins visíveis da Igreja não sejam sinônimos dos confins espirituais, como colocara Joseph Ratzinger.
Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* “GPS” indica no celular se há alguém perto “a fim de sexo”.1,2 milhão de usuários no mundo.

quinta-feira, maio 19th, 2011

Fonte: O Dia On line

‘Oi, vamos transar?’ Parece exagero, mas é esse o único diálogo ao vivo traçado pelos adeptos de um aplicativo de smartphone que virou febre no mundo gay carioca. Estamos falando do Grindr, conhecido como “GPSexo”. É só baixar o programa, botar uma foto (geralmente do peitoral ou do abdômen) e ativar o GPS. Na mesma hora, o Grindr indica onde está o parceiro em potencial mais próximo.

“No perfil, a gente já conta mais ou menos o que curte na cama. Quando você vê alguém interessante perto, manda uma mensagem e geralmente a pessoa responde com foto (…) para você conferir se está do seu gosto. Aí você marca um ponto de encontro, por exemplo, na casa de um dos dois. Quando chega, não tem nem conversa. É ‘oi, vamos lá?’ se gostou do que viu, ou então ‘foi bom te conhecer, a gente marca algo depois’, se você se decepcionou”, detalha o usuário ‘Cat carioca’, de 27 anos. 

O produtor já saiu com mais de 10 homens que conheceu no programa. Inclusive namorou um casal gay que conheceu online. “Nas festas é uma loucura! Todo mundo com o seu celular na mão de olho nos arredores. Muito gay usa, mas não fala abertamente sobre o assunto porque sabe que pode pegar mal”, admite ‘Cat’.

O programa tem duas versões: uma gratuita e outra que custa 2,99 dólares (aproximadamente R$ 4,7) por mês e permite a visualização de mais usuários. Na versão comum, ao fazer o login (informando idade, altura e peso), surgem na tela 20 fotos de homens próximos.

‘É um aplicativo para transar, não para conversar’, diz Cat Carioca, 27 anos

“É um aplicativo para transar. Quando alguém começa a conversar demais, o outro responde ‘Isso não é Facebook, não’. Só dá para falar com uma pessoa de cada vez. Se você gosta de alguém, coloca uma estrelinha nele e ela sempre aparece na tela principal. Mas vou te contar: com o tempo enjoa. É muito vazio. Não traz felicidade uma pegação tão fácil, esgota”. 

Mulheres querem mais informação sobre parceiros


O criador do Grindr, o americano Joel Simkhai, 33, disse ter recebido dezenas de milhares de pedidos de mulheres por uma versão heterossexual e voltada para elas, sem tanto foco apenas nas fotos e na proximidade geográfica. “A versão para héteros vai dar mais espaço para informações, pois as mulheres precisam conhecer o parceiro melhor antes de pensar em ter qualquer coisa”, explica Simkhai. 

Já os gays, segundo Joel, são interessados em contatos mais ágeis, por isso a localização é tão importante: “Os sites de encontros atuais só chegam ao nível de detalhe ‘cidade’. E se tiver alguém interessante do outro lado da rua?”. 

O foco na localização geográfica dos usuários é tendência na maioria das redes sociais. No Facebook e no Twitter, por exemplo, é comum os usuários informarem onde estão aos seus amigos virtuais. O Grindr segue a moda e sofistica o  sistema, só que com um intuito sexual. 

O aplicativo foi lançado em março de 2009. Hoje são mais de 1,5 milhão de usuários em 180 países. As cidades onde faz mais sucesso são Londres e Nova York. Mas muitos ‘gringos’ fazem uso do programa quando vêm ao Rio. Há ainda uma versão para lésbicas, chamada Qrushr Girls. Diariamente, 2 mil pessoas se inscrevem no serviço. No Brasil o uso do aplicativo começou a crescer rápido nos últimos 6 meses.

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/5/gps_indica_no_celular_se_ha_alguem_perto_a_fim_de_sexo_164536.html

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Nobel de Literatura ataca verbalmente Arcebispo de Lima, Peru, por questões políticas.

quinta-feira, maio 19th, 2011

Em artigo intitulado A hora da verdade, publicado no matutino socialista madrilense “El País” (8/5/11), o escritor peruano Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010, investe intempestivamente contra o Arcebispo de Lima, Cardeal Juan Luis Cipriani. Motivo: a nota Os irrenunciáveis direitos humanos, emitida pelo Prelado, e a “preferência” deste pela candidata  Keiko Fujimori nas próximas eleições presidenciais.

Com efeito, escreve Vargas Llosa: “Embora eu não seja crente, tenho muitos amigos católicos, sacerdotes e leigos, e um grande respeito por aqueles que procuram viver de acordo com suas convicções religiosas. O cardeal Juan Luis Cipriani, arcebispo de Lima, pelo contrário, me parece representar a pior tradição da Igreja, a autoritária e obscurantista, a do Índex, Torquemada, a Inquisição e as grelhas para o herege e o apóstata…”, para acrescentar mais adiante que o Peru está vivendo o paradoxo de por medo do socialismo, vir a cair no fascismo.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Brad Pitt:” Tive uma formação religiosa sufocante”

quinta-feira, maio 19th, 2011

Ele cresceu como o filho de conservadores Batistas do Sul e seu irmão, Doug, ainda é um paroquiano ativo.

Falando a jornalistas no Festival de Cannes esta semana, Pitt admitiu que tem “problemas” com a religião.

“Eu tenho tido que trazer coisas ditas serem caminho de Deus, e quando as coisas não davam certo isso era chamado o plano de Deus,” disse ele.

“Eu tenho meus problemas com isso. Não me faça começar. Achei muito sufocante.”

O pai de seis, de 47 anos de idade, esteve em Cannes para a primeira exibição de seu novo filme, com Sean Penn, “árvore da Vida,” no qual ele interpreta um pai autoritário.

Ele expressou a esperança de que as crianças de sua vida real, com Angelina Jolie cresçam pensando nele como um bom pai e ator.

“Eu penso em tudo que eu faço agora que meus filhos vão ver quando eles crescerem e como eles vão se sentir,” disse ele.

“Mas eles me conhecem como um pai e eu espero que eles só pensem em mim como um ator muito bom.”

Pitt não é a única celebridade com “questões” sobre a sua educação religiosa.

A cantora Katy Perry tem falado frequentemente sobre a crescer com pais evangélicos estritos.

Katy Perry disse recentemente que o único livro que sua mãe já leu para ela foi a Bíblia e que a compra de música não-cristã era um não-não.

Katy Perry chegou a ir tão longe a ponto de dizer: “Eu não tive uma infância.”

The Christian Post

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
  • •Seria legal a referência dessas estatísticas da Planned Parenthood e British Medical Journal...
    em * Atriz de Bollywood se suicida ao
  • •vamos juntos...
    em * Cardeal de São Paulo, Dom Odilio
  • •Até que enfim alguém mexeu os pauzinhos para processar este pessoal que difamou a Igreja Católica e a todos nós católicos. Se há leis que punem profanações religiosas, que...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Huuummm! Entendi o que o Anderson quis dizer, Claudio! Valeu! rs...
    em * Seria só “a bíblia e sua
  • •realizações do comunismo pelo mundo 1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunas(comunistas) 2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas só isso é o...
    em * O que distingue um caso de
  • •O livro do Padre Laburu é muito bom e foi relançado pela editora Cleofas do Prof. Felipe Aquino. Vale a pena ler!...
    em * “A questão, senhores, não é
  • •INCRÍVEL: A RUSSIA EXTERMINA DE FORMA CONTUNDE O GAYZISMO DO PAÍS! Vários jornais aproveitam dessa noticia e espalham-na, confundindo o Ocidente, parte já dopado pelo gayzismo...
    em * Apesar da mídia, 49,7% dos
  • •CARÍSSIMA ANA, A comunidade Shalom não usa em seu caminho formativo o ENEAGRAMA. Publiquei aqui no Blog um artigo abordando esse tema, veja se pode...
    em * “Eneagrama”.
  • •Boa noite Carmadélio! a comunidade católica shalom já emitiu algum posicionamento sobre o eneagrama ?...
    em * “Eneagrama”.
  • •É lamentável observar que muitos dos que se dizem católicos nada fizeram à respeito da profana apresentação na PUC-SP. Existe um cheiro de irenismo no ar... Falsa tolerância...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Elton, concordo plenamente com tudo que você escreveu! A Rússia de outrora aprendeu a duras penas sobre a probreza espiritual que o marxismo levou o país. Pena que o veneno se...
    em * Apesar da mídia, 49,7% dos
  • •Nós católicos esperamos que a justiça se faça presente neste puro ato de violência. Que as PUC´s não se tornem palco de anti cristãos católicos. Paz e Bem...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Após o socialista Obama entrar nos EUA a violência e desagregação social só aumentam, pois onde adentra o comunismo temos destruição, alienação e morte via lutas de...
    em * Astro do futebol americano,
  • •Os comunistas odeiam grande Papa Bento XVI por ter desmascarado suas farsas de diversas modalidades, sendo no tempo de pontificado o gigante que impediu em muito o avanço da...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Maria Madalena, cantar salmo acompanhado de instrumentos é uma coisa, se promover as custas de igreja e da inocência dos seus seguidores é outra coisa muito diferente! Basta...
    em * Seria só “a bíblia e sua
Categorias
Artigos – Dia a dia