Por Arquivo julho 23rd, 2011

* “Nossa Senhora do Crack” em rua da Cracolândia Paulista surpreende pelo nome, não pela proposta.

sábado, julho 23rd, 2011

À frente de um fundo azul, a imagem de Virgem Maria feita de gesso tem adornos dourados. A escultura, que seria muito comum dentro de uma igreja, está numa espécie de altar instalado na região da cracolândia (centro). A nova santa da cidade é a “Nossa Senhora do Crack”.

A espécie de padroeira dos viciados foi montada ontem pelo fotógrafo e artista plástico Zarella Neto, 33, na rua Apa, em Santa Cecília.

Assim que a santa foi colocada, viciados pegaram seus cachimbos e começaram a usar a droga ali mesmo.

Obra do artista plástico Zarella Neto, que utiliza imagem de Nossa Senhora na rua Apa, na cracolândia, em SP
Se o fundador da doutrina comunista, o alemão Karl Marx, costumava reproduzir a frase “religião é o ópio do povo”, Neto juntou droga e fé no mesmo contexto artístico.

“Resolvi democratizar a santa. Ninguém enxerga essas pessoas. Elas merecem proteção. Sou cristão e a santa é do povo”, disse Neto, que nasceu e cresceu no bairro.

A fachada de uma casa abandonada foi o ponto escolhido para a obra, bem em frente à calçada onde viciados se juntam todos os dias.

Para iluminar a inscrição dourada com o nome da santa, Neto puxou a energia elétrica do imóvel onde funciona seu estúdio, perto dali.

Na tarde de ontem, moradores e trabalhadores da região paravam para olhar a obra. “Achei bonito, mas batizar a santa assim é um pecado”, afirmou o serralheiro Ednaldo da Silva, 30.

O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, elogiou a iniciativa e disse que não existe profanação na obra.

“Vi e fiquei comovido. O drama dos dependentes químicos não pode nos deixar indiferentes. São humanos, são irmãos, são filhos de Deus. Nossa Senhora do Crack, rogai por eles e por nós também!”, disse Scherer.

Folha de São Paulo

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* A homossexualidade na Grécia antiga, análises históricas desmentem mito de sua suposta “normalidade social”.

sábado, julho 23rd, 2011

Este vídeo (em inglês) publicado abaixo, destrói toda a argumentação dos gays que dizem que a Grécia antiga era um paraíso dos homossexuais. Mostra as leis que proibiam que homossexuais tivessem qualquer participação na vida pública ou religiosa, que podiam ser condenados à morte por violar tais proibições, e palavras de grandes filósofos gregos como Platão contra tais práticas contrárias à natureza.

Eis a tradução do vídeo:

O propósito desse vídeo é fazer uma análise histórica da questão para descobrir que opinião os Gregos antigos tinham a respeito da homossexualidade.

A homossexualidade existiu e irá continuar a existir – e tem sido praticada em todas as sociedades, em todos os tempos. Mas na Grécia antiga, a homossexualidade nunca foi aceita e esse fato pode ser facilmente comprovado através do estudo de fontes antigas.

Fontes que são postas de lado ou intencionalmente ignoradas por aqueles que desejam associar a Grécia Clássica com certos fenômenos da vida moderna. Ignoradas por pessoas vulgares que querem poluir nossa História e Heróis com seu veneno malicioso, quando a Grécia possuiu as leis mais rígidas a respeito da homossexualidade. Leis que eram o exato oposto das presentes leis aplicadas a nosso tempo, sendo nós os que concebemos e desprezamos a noção de virtude, abstinência, amor casto e moralidade.

Desmontando o Mito da Homossexualidade na Grécia Antiga

Primeiramente, vale mencionar que, apenas por uma estranha coincidência, todos aqueles (autores ou cientistas) que tentaram fazer alguma conexão entre homos e o Helenismo, foram/são homossexuais eles próprios.

“Especialistas” de sexualidade Helênica, como: Walter Pater, Michel Foucalt, John Boswell, John Winkler e David Halperin, eram/são todos homossexuais que obviamente viveram suas fantasias sexuais às custas de nossos antepassados e história.

A razão, é claro, é simples. Os Helênicos sempre foram vistos como modelo de civilização. Então o que seria melhor para justificar suas “naturezas doentes” do que ligarem estas à grandeza da civilização Helênica e, ao faze-lo, legitimar o sexo entre iguais?

Na língua grega antiga as palavras “Homo/Heterossexual” não existiam. Eles usavam o termo “Kinaidos” para descrever “homossexuais” e suas preferências.

Kinaidos = Causador de vergonha
Kineo = mover
Aidos = vergonha

Que literalmente significa:“Aquele que traz a maldição de Aidos (uma deusa que punia transgressores morais e era companheira da deus Nemesis)

As Leis

Aeschines“Kata Timarchou”, 21

Se qualquer Ateniense tiver um “Etairese” (companheiro de mesmo sexo) a ele não será permitido:

1) tornar-se um dos nove arcontes;
2) nem desempenar o ofício de sacerdote;
3) nem agir como advogado para o estado;
4) nem deve manter qualquer tipo sequer de ofício, no lar ou fora, quer seja desempenhado por sorte ou eleição: ele não deve ser enviado como mensageiro;
5) ele não tomará parte em debate, nem estará presente em sacrifícios públicos;
6) e nem poderá entrar nos limites de um lugar que tenha sido purificado para a reunião de pessoas. Se qualquer homem for acusado de atividades sexuais ilegais contrárias a essas proibições, ele deverá ser morto.

Demóstenes“Kata Androtionos”(Parágrafo 30)

“… nem deve ter o direito de falar, nem de trazer uma queixa perante a corte.”

Conclusão:

As leis os privavam do direito de fazer parte de quaisquer atividades sociais, políticas e hieráticas (nota: relativa a coisas sagradas). Eles se tornavam cidadão de classe baixa (Metoikos).

Em nenhum tempo ou lugar isso foi considerado um comportamento normal, ou foi permitido àqueles envolvidos nisso permanecer sem punição.

Além do mais, se alguém hoje em dia tentar estabelecer leis similares, será, no mínimo, caracterizado como fascista.

Atenas tinha as leis mais estritas quanto à homossexualidade do que qualquer democracia que já tenha existido. Na Esparta não-democrata, bem como na Creta democrata e no resto da Hélade, houve proibições e punições similares.

Intelectuais

Platão, em suas Leis, afirma categoricamente que:

“… o homem não tocará outro homem para este propósito, já que isso é não-natural…”

E outra vez, no mesmo trabalho, nos diz que:

“quando o homem se une à mulher para procriação, o prazer experimentado se deve à natureza (kata physin), mas é contrário à natureza (para physin) quando o homem se une ao homem, ou a mulher à mulher, e aqueles culpados de tais perversidades são impelidos por sua escravidão ao prazer, tanto que ninguém deve se aventurar a tocar qualquer um dos nobres ou cidadãos livres salvo sua própria esposa casada, nem semear qualquer semente profana e bastarda na fornicação, ou qualquer semente não-natural e estéril na sodomia – ou então nós deveremos inteiramente abolir o amor por homens”.

Platão fala sobre como os homossexuais devem se preocupar em serem descobertos:

“… vocês têm medo da opinião pública, e temem que as pessoas descubram seus casos amorosos e vocês sejam desgraçados”(Fedro, 231 e.)

O mito de Esopo

“Quando Zeus criou os humanos e as outras características de suas almas, ele as colocou em todas as partes do ser humano. Porém, ele deixou a VERGONHA de fora. Já que não sabia onde colocá-la, ele ordenou que ela (a vergonha) fosse inserida no ânus.

A vergonha, porém, reclamou disso e ficou muito irritada. E enquanto estava profusamente reclamando, a vergonha disse: Eu vou concordar em ser inserida dessa forma, e se qualquer coisa for inserida depois de mim, eu sairei.

Deste dia em diante, que todas as pessoas que sejam sexualmente inclinadas a esse método seja sejam então VERGONHOSAS!

Fábulas do Esopo

Zeus e Aeschyne (Termo grego para “vergonha”)

Teatro

Uma visita ao Teatro era uma atividade comum na Grécia antiga. Desta maneira, através dos poetas comediantes, podemos visualizar a sociedade daquele tempo, já que eles também estavam expressando as opiniões das pessoas comuns.

Alguns frequentemente usavam palavras para descrever homossexuais, e nas performances das comédias eram “Euryproktos” (bunda aberta). Aristófanos os chamava de “Lakkoproktos” (bunda de poço). Eupolis os caracterizava como “Andróginos”, etc.

Se a homossexualidade fosse um fenômeno amplamente generalizado, isso significaria que os poetas e atores estariam sistematicamente chamando sua audiência de burra e a ofendendo.

Pintura de vasos

A pintura de vasos gregos tem sido uma das fontes preferidas dos distorcedores da cultura e civilização Grega. De dezenas de toneladas de vasos desenterrados até o momento (a contagem só para a província da Ática é de 80.000) apenas 30 têm uma temática abertamente homossexual; representando, em outras palavras, apenas .01% do total (127). É importante notar que desses poucos vasos, o comportamento homossexual direto era realizado apenas por Sátiros.

Os Sátiros eram criaturas conhecidas por sua personalidade degenerada. Desta forma, a homossexualidade era considerada altamente negativa e era oficialmente desprezada e rejeitada.

O resto dos vasos estão representando apenas indicações de práticas homossexuais, porque seus pintores tinham medo de ultrajes públicos e as subseqüentes conseqüências.

Como pode um número tão pequeno de apenas 0,1% levar a tais conclusões? Como eles ousam julgar uma cultura inteira com base em apenas um pequeno número de vasos?

Mitologia

A mitologia Grega não lida apenas com Teologia, Teurgia, Heróis e Mortais. O amor também sempre foi uma questão forte em nossa Mitologia. E quando alguém olha para a enormidade da literatura, poesia e arte Grega, por exemplo, qualquer um vê que, no que diz respeito a atração erótica, esta sempre se dá entre Homem e Mulher. O mesmo padrão permanece verdadeiro para a arte Grega do período Minuano, Micênico, Arcaico, Clássico até o Helenístico. Tudo isso é uma grande quantia de tempo, e a esmagadora maioria das esculturas, estatuetas, pinturas de parede, mosaicos e pinturas em vasos (algo como 99%) mostram homens e mulheres quando o assunto é amor erótico. Por exemplo, vamos nos lembrar de casais como:

Odisseu e Penélope
Hércules e Djanira
Peleus e Tétis
Teseu e Ariadne
Ares e Afrodite
Perseu e Andrômeda
Zeus e Hera,Etc.

Zeus, o deus supremo e governante do Olimpo, tinha incontáveis casos amorosos com deusas e mortais. Seu comportamente pode ser melhor descrito como másculo e heterossexual ao extremo.

A Mitologia Grega não contém elementos homossexuais. O único mito com referência à homossexualidade era o mito de Laios.

O mito é sobre Crísipo, que foi estuprado por Laio e então se suicidou devido à vergonha. Hera mandou a Esfinge a Tebas como punição. Outra punição por esse ato foi a morte de Laio pelas mãos de seu filho Édipo.

A questão levantada por esse mito é: Por que Crísipo se mataria se o amar um homem fosse uma prática aceitável? Por que Hera mandaria a Esfinge à cidade de Laio, Tebas, como punição pelo que seu rei fez se o que ele fez não fosse considerado uma abominação? Uma abominação que foi também a causa principal da maldição da casa de Épido que se abateria por uma família inteira de um modo trágico no futuro.

Todas boas questões, que levam a uma única conclusão: Apesar de tais práticas ocorrerem, elas eram abominadas e severamente punidas pelos Gregos quando descobertas.

E realmente surpreendente o quantia de esforços que os distorcedores da História investem para perverter fatos históricos. Sua mania em degradar e diminuir nossa História chegou ao ponto de quase toda pessoa mítica ou histórica se tornar um… homossexual.

Homossexualidade feminina

Ambos os termos “Homo/Heterossexual”, incluindo o lesbianismo foram cunhados após o fiasco da teoria de Walter Pater. Sim, o mesmo Walter Pater homossexual mencionado anteriormente.
Walter é também o responsável por outra “teoria” totalmente nova, na qual o amor Platônico não tinha nada a ver com a “psiquê” mas era totalmente baseado em atração física.

Então, a história do termo “lesbianismo” não é muito diferente. Conectada à grande poetisa Safo, esse “círculo” específico conseguiu dar o significado de homossexualidade a “Sáfico” que era originalmente usado para descrever a forma e estilo de poesia apresentada por ela e copiada por muitos poetas Helênicos e Romanos posteriormente.

Mas porque a ilha de Lesbos?

A resposta está em Safo e nas insustentáveis teorias homossexuais ligadas a ela. Safo viveu no século 7 a.C. e era a maior poetisa do mundo antigo. Ela abriu em esbos uma escola para mulheres jovens, a quem ela ensinava poesia e a música. Há mais do que o suficiente em textos que fornecem informações sobre sua vida.

Temos Ovídio, Atenaios e Suídas, entre outros, falando abertamente do grande amor dela por Faon. Sabemos que de fato ela era mãe e esposa e escreveu as “epithalamia”, “canções de matrimônio” que falam não de casos com lésbicas, mas da beleza de jovens garotas que iriam se tornar esposas e mães elas mesmas.

E como essa grande poetisa morreu?

Ela caiu de um despenhadeiro em Leukada, devido a seu grande amor, Faon, tê-la deixado. Sim, você leu corretamente, a “maior lésbica” do mundo suicidou-se pelo amor de um homem.
“Eles queriam apresentar a Grécia Antiga como um paraíso de pervertidos [...] O vocabulário da linguagem Grega e a legislação da maioria das cidades-estado confirmam que a depravação sempre foi considerada anormal.

H. I. Marou.

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* Halleluya une esportes radicais fé e juventude em um só espaço.

sábado, julho 23rd, 2011

Fonte: Marataizes.com

Nem só shows e missas atraem os jovens ao festival católico Halleluya, que ocorre em Fortaleza até domingo (24). Os esportes radicais também. É no espaço Adventure montado no evento onde Lucas Bruno Barbosa, 19 anos, encontra um meio de fazer o que mais gosta. Ele compete no BMX (bicicleta na rampa) e diz ver no esporte um movimento pela paz na sua vida. “Daqui eu vou para a arena agradecer a Deus por não ter acontecido nenhum acidente, nem nada de ruim comigo”, diz.

Embora se denomine evangélico “desde criança”, Lucas não se incomoda com a diferença entres as religiões e diz que a fé aliada ao esporte o afastou de “más companhias”. “A religião é para unir e ficar longe de Deus não dá, com tanta coisa ruim nessa vida”. Ele conta que pretende se dedicar a projetos sociais além do esporte, e que a igreja é o meio para realizar o que deseja.

Na pista de skate ao lado do BMX, as amigas Alícia Cristina Carneiro, 14 anos, e Denise Alves, 19 anos, mostram que o esporte não é feito só para meninos. “Para mim, o skate está virando vida”, garante Alícia, que não entende porque a mãe diz que não é esporte para menina. “Mas ela libera”, acrescenta.

Denise também reclama do preconceito com o esporte que, para ela, é pura diversão. “Quem está de fora pensa outra coisa. Pensa em gente  marginalizada”, reclama. Ela afirma que buscou a “galera do skate” para não perder o festival católico.

Além da diversão, as duas garantem que foram ao Halleluya também pelo momento de reflexão que o festival tem a oferecer. “Uma amiga me disse “no evento, a gente fica perto de Deus e do skate”, que é nosso esporte favorito”, reconhece.

Já Francisco Rodrigues Uchoa Neto, 19 anos, afirma que foi ao festival principalmente motivado pelo esporte, mas não se incomoda em ouvir palavras de reflexão. “De repente, acontece alguma coisa aqui que chame a atenção”. Ele pratica escalada em rocha há quatro anos e está participando da competição na parede de 10 metros instalada no espaço Adventure.

Segundo o organizador da arena de esportes radicais do evento, Tobias Cortez, este ano, pessoas de outros estados participam da competição e esta é a primeira vez em que acontece, durante o Halleluya, uma etapa do campeonato cearense de escalada. O vencedor na pista de skate, afirma Tobias, ganhará uma moto.

Para as demais modalidades, os prêmios para os primeiros colocados são troféus e medalhas. A inscrição para quem quer participar custa R$ 10,00. “Pode se inscrever na hora”, avisa. O projeto esportivo da comunidade Shalom está sendo realizado em parceria com a Secretaria de Esportes do Município de Fortaleza.

O Halleluya é promovido pela comunidade católica Shalom e ocorre desde o dia 20 de julho. A estimativa dos organizadores é de que cerca de 150 mil pessoas passem por dia pelo Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), uma fazenda próxima ao estádio de futebol Castelão, para ver shows, missas e participar de atividades.

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* “Chamado à desobediência” assinado por 300 padres e diáconos choca igreja na Áustria.

sábado, julho 23rd, 2011

Christa Pongratz-Lippitt, Revista católica britânica The Tablet

A Iniciativa para a Reforma da Igreja dos Párocos Austríacos anunciou seus planos em um Apelo à Desobediência.

A iniciativa é liderada pelo ex-vigário geral do cardeal Christoph Schönborn, monsenhor Helmut Shhuller, e tem mais de 300 membros (317 padres e 52 diáconos até hoje), cerca de 15% dos padres austríacos.

“A recusa de Roma de assumir as reformas há muito tempo necessárias e a inatividade dos nossos bispos não apenas nos permitem, mas também nos forçam a obedecer as nossas consciências e nos tornar independentes”, diz o apelo. Depois, ele enumera as sete ações ou “sinais” que os padres pretendem adotar a partir de agora.

Primeiro, afirmam, vão acompanhar as preces de cada Missa com a oração: “Que os responsáveis em todos os níveis da Igreja levem em consideração os interesses do povo mais seriamente do que a preservação das leis e tradições convencionais”.

Eles, então, se comprometem, “em princípio, a não recusar a Comunhão a ‘pessoas de boa vontade’ – particularmente os divorciados de segunda união, membros de outras Igrejas cristãs e, em certos casos, católicos que abandonaram a Igreja”

Em terceiro lugar, eles dizem que vão celebrar apenas uma missa ou celebração da Palavra em qualquer paróquia aos domingos ou dias santos, e que padres de fora da paróquia não serão chamado para ajudar. “Uma celebração da Palavra organizada por nós mesmos é preferível às turnês litúrgicas”, dizem.

Eles continuam afirmando que, no futuro, vão considerar uma celebração da Palavra em que a Comunhão seja distribuída como uma “Eucaristia sem padre” e vão anunciá-lo como tal. Essa é a forma pela qual cumpriremos a nossa obrigação dominical em tempos em que os padres estão escassos, dizem.

Quinto: eles vão ignorar o fato de que “fiéis leigos competentes e professoras de religião” são proibidos de pregar, porque, “especialmente em tempos difíceis, é imperativo proclamar a Palavra de Deus”.

Eles dizem que vão “fazer todos os esforços” para garantir que cada paróquia tenha um superior próprio, “homem ou mulher, solteiro ou casado, de tempo integral ou parcial”, e, assim, abrir caminho para um “novo modelo de sacerdócio”, em vez das fusões de paróquias.

Finalmente, eles dizem que vão aproveitar todas as oportunidades para se pronunciar publicamente em favor da admissão de mulheres e de pessoas casadas ao sacerdócio, considerando tais pessoas como “colegas bem-vindos”.

Solidariedade e debate

O apelo, em seguida, diz que os membros da Iniciativa dos Párocos estão em total solidariedade com seus colegas que deixaram o sacerdócio para se casar e também com aqueles padres que continuam atuando como sacerdotes, apesar de estarem “vivendo um relacionamento”.

Logo após a publicação do apelo no Domingo da Trindade, o vice-presidente da Conferência dos Bispos da Áustria, Dom Egon Kapellari, de Graz-Seckau, publicou uma declaração dizendo: “Essa visão seletiva da atual situação global da Igreja austríaca e as consequências que delas surgem parecerão plausíveis a muitas pessoas, mas elas colocam em sério risco a identidade e a unidade da Igreja Católica. É legítimo expressar as preocupações das paróquias, mas é algo completamente diferente convocar à desobediência e pôr em perigo o caráter (Gestlat) da Igreja mundial e revogar unilateralmente as obrigações comuns”.

Sublinhando estar “clara e decididamente” contra o apelo, Dom Kapellari acrescentou que não havia nenhum estado de emergência na Áustria que justificasse um percurso especial para a Igreja austríaca.

Entrevistado pelo programa semanal da televisão estatal austríaca sobre assuntos religiosos Orientierung no dia 4 de julho, Mons. Schüller disse que nenhum bispo ainda o havia chamado pessoalmente, mas que ele lera a declaração de Dom Kapellari. Ele disse ao jornal austríaco Der Standard que a reação ao apelo nas paróquias havia sido “em grande parte positiva, mas naturalmente também houve críticas negativas”.

A cobertura midiática tem sido grande e mista, embora tenha havido surpresa quando se publicou que o cardeal Schönborn, que ainda não está em férias, ainda não havia reagido.

Enquanto alguns dos membros da Iniciativa dos Párocos austríacos têm um histórico de defesa de uma reforma radical da Igreja, outros têm uma reputação significativamente mais conservadora.

Veja essa!

Laurie Goodstein – The New York Times

Mais de 150 padres católicos romanos dos Estados Unidos assinaram uma declaração em apoio a um clérigo que pode ser afastado por participar de uma cerimônia que supostamente ordenaria uma mulher como padre, em desafio aos ensinamentos da Igreja.

A ação dos padres americanos ocorre logo após um “Chamado à desobediência” emitido na Áustria por mais de 300 padres e diáconos. Eles surpreenderam seus bispos com uma promessa de sete pontos, que inclui a promoção ativa da ordenação de mulheres e homens casados e a recitação de uma oração pública pela “reforma da Igreja” em todas as missas.

E na Austrália, o Conselho Nacional dos Padres divulgou recentemente uma forte defesa do bispo de Toowoomba, que emitiu uma carta pastoral dizendo que, diante da severa escassez de padres, ele ordenaria mulheres e homens casados “caso Roma permita”.

Apesar desses atos díspares não chegarem a representar um levante clerical e dificilmente resultarem em mudança, os estudiosos da Igreja notam que pela primeira vez em anos, grupos de padres em vários países estão publicamente defendendo aqueles que estão desafiando a Igreja a repensar o sacerdócio celibatário exclusivamente masculino.

O Vaticano declarou que a questão da ordenação das mulheres não está aberta a discussão. Mas os padres estão na linha de frente da escassez de sacerdotes – que são obrigados a atender múltiplas paróquias – e, em parte, o que está levando alguns deles a se manifestarem.

“Eles estão dizendo, nós não temos padres suficientes, nós estamos fechando paróquias”, disse David J. O’Brien, que ocupa uma cadeira de estudos de fé e cultura na Universidade de Dayton, uma faculdade católica marista em Ohio. “É um sinal de que as necessidades pastorais são suficientemente graves a ponto dos padres estarem dizendo: ‘Espere um minuto, não é possível ignorar as consequências pastorais das coisas que são feitas e ditas no topo’.”

Especialistas na Igreja disseram ser surpreendente o fato de 157 padres assinarem uma declaração em apoio ao padre americano, Roy Bourgeois, porque ele fez muito mais do que apenas se manifestar: ele fez a homilia e abençoou uma mulher em uma cerimônia ilícita de ordenação, conduzida pelo grupo Sacerdotisas Católicas Romanas. O grupo alega ter ordenado 120 mulheres como padres e cinco bispos em todo mundo. O Vaticano não reconhece as ordenações e reafirmou a excomunhão automática.

Bourgeois, um membro da ordem religiosa Maryknoll, recebeu uma carta do Vaticano em 2008 alertando que ele seria excomungado caso não abjurasse. Ele enviou uma longa carta ao Vaticano dizendo que estava apenas seguindo sua consciência.

Mas a Mayyknoll nunca o rejeitou e ele continuou se apresentando como padre. E ele é um bastante conhecido. Bourgeois, atualmente com 72 anos, foi um missionário americano em El Salvador durante a época dos esquadrões da morte e desde então realiza protestos antiguerra do lado de fora da Escola das Américas do Exército dos Estados Unidos, na Geórgia.

Em uma declaração de 1994, que visava colocar um fim ao debate, o papa João Paulo II emitiu uma carta apostólica, Ordinatio Sacerdotalis, dizendo que a Igreja “não tem nenhuma autoridade” para ordenar mulheres. Entre os motivos dados pela Igreja está o de que os apóstolos de Jesus Cristo eram todos homens, e que essa tem sido a prática da Igreja desde então.

Christopher Ruddy, professor associado de teologia sistemática da Universidade Católica da América, disse sobre as recentes declarações dos padres: “Eu não acho que resultará em algo”.

“Alguns dizem que o ensinamento da Igreja a respeito da não ordenação de mulheres é um ensinamento infalível, alguns dizem que não é definido assim. Mas está claro que um nível extraordinariamente alto de autoridade doutrinária tem sido invocado a respeito disso”, disse Ruddy, autor de “Tested in Every Way: The Catholic Priesthood in Today’s Church” (Herder & Herder, 2006).

A declaração dos 157 padres americanos diz apenas que eles apoiam o “direito (deBourgeois) de expressar o que diz sua consciência” – um texto cauteloso visando permitir que mais assinassem. O esforço foi organizado pelo Chamado à Ação, uma organização com sede em Chicago que há muito defende mudanças na Igreja.

“A Maryknoll está presa no meio”, disse Michael Virgintino, diretor de comunicações da Maryknoll Fathers and Brothers, com sede em Nova York. “É a Maryknoll que está tentando manter o padre Roy engajado, e deseja muito que possa haver uma conciliação entre Roy e a Igreja.”

A Áustria é lar de muitos padres e leigos católicos que buscam mudanças na Igreja. Mas o arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn, disse a respeito da recente declaração dos padres de lá: “A convocação aberta à desobediência, me chocou”.

Além de pedir a ordenação de mulheres e homens casados, os padres austríacos pedem para que mulheres preguem na missa e para dar a comunhão aos católicos divorciados, que se casaram novamente sem uma anulação.

Schönborn respondeu que se os padres nutrem conflitos tão extremos com a Igreja, eles não devem continuar no serviço. Seu porta-voz disse que o cardeal se reunirá com os líderes do grupo em agosto ou setembro.

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* Irlanda: Violar o segredo da confissão destrói a noção de liberdade da religião.

sábado, julho 23rd, 2011

Vatican Insider

Sobre o tema da crise diplomática entre a Irlanda e a Santa Sé depois da publicação do relatório sobre os abusos de menores por sacerdotes da diocese de Cloyne, com ameaças de rompimento das relações diplomáticas e um projeto de lei que, se aprovado, obrigaria os sacerdotes a relatar notícias sobre abusos de crianças mesmo que ouvidas na confissão, o sociólogo italiano Massimo Introvigne, representante da OSCE(Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) para a luta contra a discriminação contra os cristãos, interveio em Viena.

“As razões da Irlanda, um país que se orgulha de mais de mil anos de amizade com a Santa Sé e está perturbado por aqueles que o próprio Bento XVI definiu em sua carta de 2010 aos católicos irlandeses como ‘atos pecaminosos e criminosos’ devem ser compreendidas”, declarou Introvigne, que pediu uma colaboração mais incisiva entre as autoridades civis e religiosas para reprimir abusos, e o franco reconhecimento por parte do episcopado irlandês dos erros cometidos no passado.

“O diálogo diplomático – acrescentou Introvigne – deve, ao mesmo tempo, ajudar a evitar remédios – como os ataques ao segredo da confissão – piores do que os males que se gostaria de curar”.

“Nem mesmo os piores governos totalitários – acrescentou o sociólogo italiano – jamais ousaram atacar o segredo da confissão, e, em uma época em que o anticatolicismo protestante influenciava muito fortemente a vida política dos Estados Unidos, mais de uma vez a Corte Suprema de Washington declarou que violar o santuário do confessionário católico destruiria a própria noção de liberdade da religião.

“Como alguns sacerdotes irlandeses já declararam, se essa lei verdadeiramente fosse aprovada e eles fossem interrogados sobre o conteúdo das confissões, só lhes restará calar e ser presos, já que, para a Igreja, o segredo da confissão é uma obrigação muito grave e irrenunciável.

“Mas é possível esperar que a Corte Europeia dos Direitos Humanos constate a evidente violação da liberdade religiosa ou, melhor ainda, que, passada a emoção destes dias, o Parlamento irlandês nem leve em consideração a aprovação da lei. Certamente, há outras maneiras de reagir a uma crise cuja gravidade também seria equivocado negar”.

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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Comentários
  • •Seria legal a referência dessas estatísticas da Planned Parenthood e British Medical Journal...
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  • •INCRÍVEL: A RUSSIA EXTERMINA DE FORMA CONTUNDE O GAYZISMO DO PAÍS! Vários jornais aproveitam dessa noticia e espalham-na, confundindo o Ocidente, parte já dopado pelo gayzismo...
    em * Apesar da mídia, 49,7% dos
  • •CARÍSSIMA ANA, A comunidade Shalom não usa em seu caminho formativo o ENEAGRAMA. Publiquei aqui no Blog um artigo abordando esse tema, veja se pode...
    em * “Eneagrama”.
  • •Boa noite Carmadélio! a comunidade católica shalom já emitiu algum posicionamento sobre o eneagrama ?...
    em * “Eneagrama”.
  • •É lamentável observar que muitos dos que se dizem católicos nada fizeram à respeito da profana apresentação na PUC-SP. Existe um cheiro de irenismo no ar... Falsa tolerância...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Elton, concordo plenamente com tudo que você escreveu! A Rússia de outrora aprendeu a duras penas sobre a probreza espiritual que o marxismo levou o país. Pena que o veneno se...
    em * Apesar da mídia, 49,7% dos
  • •Nós católicos esperamos que a justiça se faça presente neste puro ato de violência. Que as PUC´s não se tornem palco de anti cristãos católicos. Paz e Bem...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Após o socialista Obama entrar nos EUA a violência e desagregação social só aumentam, pois onde adentra o comunismo temos destruição, alienação e morte via lutas de...
    em * Astro do futebol americano,
  • •Os comunistas odeiam grande Papa Bento XVI por ter desmascarado suas farsas de diversas modalidades, sendo no tempo de pontificado o gigante que impediu em muito o avanço da...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Maria Madalena, cantar salmo acompanhado de instrumentos é uma coisa, se promover as custas de igreja e da inocência dos seus seguidores é outra coisa muito diferente! Basta...
    em * Seria só “a bíblia e sua
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