Por Arquivo julho 26th, 2011

* Ex pastor pentecostal partilha sua conversão ao catolicismo.

terça-feira, julho 26th, 2011

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* Jesus, cópia de mitos egípcios? Uma resposta ao documentário alemão “Zeitgeist”

terça-feira, julho 26th, 2011

Zeitgeist, é um documentário amador de 2007 sobre alegados paralelos entre a história de Jesus e mitos antigos e uma conspiração dos ataques de 11 de setembro e o sistema bancário mundial.

A primeira parte, entitulada A Maior História Já Contada, argumenta que o Cristianismo copiou suas doutrinas centrais de outros mitos antigos, em especial Horus, Mitra e Dionisio.

O documentário tem caráter totalmente amador, foi trucidado (quando não simplesmente ignorado) pela comunidade acadêmica profissional. Mas isto não impediu de ser tornar um vídeo popular e muito citado na internet.

Anti-cristãos que vivem procurando algo para liquidar o cristianismo viram neste filme uma fonte inesgotável de falácias para serem jogadas contra cristãos.

Como um pouco de informação de verdade não faz mal para ninguém recomendamos esta entrevista com o Dr Chris Forbes.
Para ler em português, clique no CC, em vermelho.

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* A sacralidade do domingo precisa ser resgatada pelos cristãos.

terça-feira, julho 26th, 2011


O Subsecretário para o Pontifício Conselho para os Leigos, Monsenhor Miguel Delgado Galindo, explicou em declarações à agência ACI Prensa que o domingo deve ser reservado ao culto divino, ao repouso, à família e aos amigos.

“A Igreja nos ensina a reservar este dia, o primeiro da semana e no qual recordamos a Ressurreição de Jesus Cristo, ao culto divino e ao descanso humano”, afirmou em uma entrevista concedida ao grupo ACI este 30 de junho.

Mons. Delgado Galindo, recordou desde Roma que no “domingo os católicos devem participar da Santa Missa, renovação incruenta do sacrifício de Cristo na Cruz”, já que “é a maior manifestação do culto e adoração que o homem pode dar a Deus, Nosso Senhor”.

A autoridade vaticana indicou ademais que este dia está “para ser dedicado ao descanso com a família e com os amigos”.

Do mesmo modo, sublinhou a importância da Carta Apostólica Dies Domini que o Beato João Paulo II publicou em 1998 sobre a santificação do domingo e como dia do Senhor para ser respeitado pelo episcopado, o clero e os fiéis.

“Devemos perceber que precisamos estar mais tempo com nossos familiares e com nossos amigos, dedicar-lhes aquelas horas que durante a semana é mais difícil, devido aos nossos compromissos profissionais e sociais”, indicou o funcionário.

O sacerdote considerou que o descanso semanal “é uma necessidade humana” e recordou que o homem não pode estar sempre trabalhando, do mesmo modo que um arco não pode estar sempre com a corda tensa, porque em um determinado momento pode quebrar-se”.

Monsenhor Delgado acrescentou que os católicos não devem considerar o descanso como o ‘não fazer nada’, mas que este deve consistir em atividades que requeiram um menor esforço físico ou intelectual como passear em família, ler um bom livro, praticar algum esporte, ver um filme que valha a pena.

“Isto faz que na segunda-feira possamos voltar para nosso trabalho habitual com energias renovadas. Tanto desde o ponto de vista religioso como humano, necessitamos no domingo”, concluiu.

Aliança em defesa do domingo

Em 28 de junho, desde Bruxelas (Bélgica), uma rede de organizações lançou oficialmente a “Aliança Européia para o domingo” com o fim de reservar este dia ao tempo livre e o culto religioso como valor fundamental para a sociedade.

A aliança a favor do domingo está formada por grupos que perseguem este fim específico, e inclui sindicatos, comunidades religiosas e associações da sociedade civil comprometidos para difundir a percepção do tempo livre como um valor social.

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* Terrorista da Noruega é um “cristão cultural” de tradição luterana e sua ideologia não se inspira no cristianismo.

terça-feira, julho 26th, 2011

Vatican Insider

Cristão, mas ao mesmo tempo maçom. Animado por um profundo ódio ao Islã, mas admirador da Al Qaeda, tanto que escreveu: “se o profeta Maomé estivesse vivo hoje,Osama Bin Laden seria seu segundo”.

A ideologia que emerge do mastodôntico e delirante “manifesto” (“2083. Uma declaração de independência europeia”) que a polícia norueguesa atribuiu ao autor do massacre de Oslo, Anders Breivik (de 32 anos), é seguramente contraditória.

No entanto, seu gesto faz perguntar se está nascendo no continente europeu, assim como aconteceu nos Estados Unidos, uma extrema direita violenta com conotações fortemente religiosas, como a que levou Timothy McVeight em 1995 a organizar o atentado de Oklahoma City.

O terrorista de Oslo, de fato, se definiu como “cristão” e “conservador” em seu perfil noFacebook.

Além disso, o movimento que “Andrew Berwick” (como Breivik assina escrevendo seu nome em inglês) anuncia ter fundado em Londres em 2002, toma o nome dos “Pauperes commilitones Christi Templique Solomonici” (Pobres Cavaleiros de Cristo, ou seja, os Cavaleiros Templários). O papel de seu grupelho seria o de ser “a árvore predileta (“plum tree”) da Europa e da cristandade”, justamente como “os combatentes da jihad são a árvore predileta da Umma”.

Entretanto, segundo alguns especialistas consultados pelo Vatican Insider, não há sintomas do nascimento de uma extrema direita violenta com conotações fortemente religiosas, embora indiquem que não se pode menosprezar as consequências dos tons violentos que às vezes os debates sobre o islã e a imigração assumem.

Para Vebjørn Horsfjord, ex-secretário-geral do European Council of Religious Leaders/Religions for Peace (organização internacional com sede justamente em Oslo que busca promover a paz e a dignidade humana mediante a força da fé), mesmo que se Breivik se identifique como um cristão,sua ideologia não parece se nutrir com conceitos cristãos”. Ao contrário, explica, pertence “a uma onda de ideologia fortemente anti-islâmica e anti-migrante que encontra seus seguidores entre os conservadores cristãos ou seculares”.

Horsfjord, que ensina Estudos Inter-religiosos na Faculdade de Teologia de Oslo, prefere não relacionar muito o terrorista com o crescimento dos movimentos de extrema direita no continente europeu, onde, em alguns casos, como os da Hungria, Holanda ou Dinamarca, formam parte dos governos.

Entretanto, acrescenta, chegou a hora de “se perguntar” se os “tons ásperos” dos debates sobre as relações inter-religiosas, a imigração e o multiculturalismo não tenham feito crescer “ideias perigosas em algumas mentes doentias”.

Embora Breivik tenha se definido como cristão, “não existem provas de que pertencera a um grupo cristão ou a alguma Igreja”, destacou Brent Nelsen, professor de Ciências Políticas na Furnam University dos Estados Unidos.

Nelsen estudou as relações entre a religião e a política na Europa e conhece a fundo o caso da Noruega, país ao qual dedicou dois livros. Segundo sua opinião, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, os extremistas da direita europeia “dizem que estão vinculados ao cristianismo, mas não mostram ser muito religiosos”. Em suma, seus motivos são mais políticos que religiosos e é preciso estar atento antes de classificar os atentados de Oslo como “terrorismo cristão”.

O sucesso da extrema direita na Europa, com a consequente aproximação do poder e do “mainstream” político, pode ter contribuído para que pessoas como Breivik se radicalizassem: “O Partido do Progresso de que fazia parte – explica Nelsen – tornou-se mais moderado recentemente… Breivik fazia parte, mas parece ter perdido a confiança porque o partido foi adotando pouco a pouco uma postura mais central”.

Massimo Introvigne, sociólogo italiano e representante da Ocse (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) para a luta contra o racismo e a discriminação dos cristãos, afirma que na mentalidade de Breivik é possível identificar a influência do blogger norueguês Fjordman, “verdadeiro pai espiritual do terrorista, do qual cita um texto que diz que depois da Idade Média o cristianismo (cujos únicos aspectos positivos provinham do paganismo) se converteu em uma ameaça maior que o marxismo para a Europa”.

Os Cavaleiros Templários são um movimento que aceita “cristãos, cristãos agnósticos e ateus cristãos”, ou seja, todos aqueles que reconhecem a importância das raízes culturais cristãs, “mas também hebréias e iluministas”, além das “nórdicas e pagãs”, para se opor aos verdadeiros inimigos que seriam o islã e o a imigração.

“Longe de ser um fundamentalista cristão – segundo Introvigne – Breivik, batizado em uma Igreja Luterana norueguesa, se define como uma cristão cultural, cujo apelo à herança cristã tem uma função instrumental anti-islâmica”.

As Igrejas, segundo ele, não estão dispostas a combater contra o islã, razão pela qual propõe um congresso cristão europeu do qual nasça uma Nova Igreja Europeia anti-islâmica. E ameaça discretamente o Papa Bento XVI, sobre quem escreveu: “abandonou o cristianismo e os cristãos europeus, e tem que ser considerado um papa covarde, incompetente, corrupto e ilegítimo”.

Segundo Introvigne, seria preciso levar a sério as ameaças contra a Itália e contra o Papa caso se descobrisse que “a ordem dos neo-templários não se reduz a uma só pessoa, mas que compreende outras – que, segundo o texto, teriam sido treinadas na África e em outras partes por criminosos de guerra sérvios, que o terrorista considera como heróis”.

Embora as conotações religiosas sejam instrumentais e vagas, não se deve menosprezar o perigo que os movimentos de extrema direita encerram. Tanto aqueles de caráter autoritário como os de caráter anárquico, segundo Nelsen, podem alimentar-se da “fragilidade das comunidades religiosas que contribui para o sentido geral de isolamento” na sociedade.

O cenário “faz recordar o dos anos 1920”, quando “a democracia parecia incapaz de resolver os problemas” e as pessoas buscavam alternativas em movimentos violentos. “A extrema direita poderá tornar-se violenta como a esquerda radical dos anos 1970 e 1980”. Mas “a Europa – acrescenta – sobreviveu àqueles atentados e conseguirá sair destes ataques mortais”.

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* Lady Gaga e a “liberdade de ser o que se é”(ou se pensa ser!)

terça-feira, julho 26th, 2011



Elizabeth Lev

Enquanto acompanhava duas meninas, de 11 e 13 anos de idade, outro dia no Vaticano, assim que deixamos a Capela Sistina, a mais velha me perguntou: “Quem foi Judas?”. Eu não me iludia imaginando que essas meninas pediriam uma catequese sobre a Paixão de Cristo, mas não se pode culpar um historiador de arte de tentá-lo. Respondi que foi o amigo de Jesus que o traiu ao vendê-lo aos seus inimigos por dinheiro e, então, incapaz de acreditar que poderia ser perdoado, ele se suicidou em seu desespero.

De repente, as meninas disseram: “A Lady Gaga fez uma música sobre ele. Ela é a minha artista favorita!” (a “artista” em questão acaba de dar um concerto em Roma para comemorar o Dia do Orgulho Gay). Depois de uma tarde com Michelangelo, Rafael e as esculturas gregas clássicas, devo admitir que considerei a referência cultural das jovens senhoritas um pouco chocante.

Artistas do nível de Michelangelo – que, 500 anos após sua morte, ainda atrai 5 milhões de visitantes por ano às quentes e lotadas salas do Vaticano para maravilhar-se diante das suas conquistas extraordinárias e da declaração gloriosa do valor da pessoa humana – têm pouco em comum com a Lady Gaga (Stefani Germanotta), cuja “mensagem” é marcadamente trivial em comparação.

Defendendo calorosamente sua heroína, as meninas disseram que a mensagem da senhorita Germanotta é que as pessoas “nascem do jeito que são e deveriam ser livres para poder viver como quiserem”. Então eu perguntei: piromaníacos, cleptomaníacos, assassinos em série que afirmam ter nascido com esta tendência deveriam poder viver “como querem”? O mantra de Germanotta de “nasci assim” é o pretexto mais frívolo para o mau comportamento, desde aquela história de que “o diabo me obrigou a fazer isso”.

Minha consternação diante desta mensagem atraiu a inevitável acusação da menina de 13 anos: “Então você não gosta dos bissexuais?”.

De alguma maneira, aos olhos dessas meninas, a rejeição à inacreditavelmente irritante música da senhorita Germanotta e a sua absurda representação de arte me converteu automaticamente em “homofóbica”. Não caminhar ombro a ombro com a cultura secular deve ser o único ato intolerável nesta sociedade tolerante com estilo próprio. Na Antiga Roma, duvidar da divindade do imperador constituía alta traição, como muitos cristãos descobriram no circo. Ensinar as crianças a julgar os mais velhos desta forma tampouco era incomum no Terceiro Reich. A senhorita Germanotta gritará uma mensagem de tolerância, mas só para ela mesma e seus seguidores.

No umbral da Basílica de São Pedro, voltei-me a elas e lhes disse: “Não creio que na definição de você mesma importe muito com quem mantém relações sexuais para dizer quem você realmente é”. Elas riram e cochicharam.

Essa conversa ficou gravada em mim durante os dias seguintes, alguns momentos da mesma me preocuparam profundamente.

Como ato de penitência, vi vários vídeos de Lady Gaga durante os dias seguintes e me chamou a atenção o fato de que apesar dos enormes grupos de modelos organizados para as super-produções de 4 minutos, a única cara que se vê é a da senhorita Germanotta. Os magníficos corpos que giram e ondulam estão sempre privados de rosto. Parecem máquinas para prover prazer (e lucros) a uma só pessoa: a senhorita Germanotta. Seu mundo é decididamente Gaga-cêntrico, todos os demais são seus satélites nas sombras.

Michelangelo cercou-se de um número similar de corpos (inclusive menos vestidos) para seu Juízo Final. Esses corpos rodeiam a figura de Cristo o Juiz, assim como os bailarinos rodeiam a senhorita Germanotta. Os nus de Michelangelo, no entanto, têm rosto e, o mais importante, alma. O espetáculo de rodopios de corpos cercando uma jovem de 25 anos que proclama que não há nada como o pecado (exceto não adotar seu estilo de vida), é uma paródia de Mad Magazine do Cristo triunfante de Michelangelo que atrai as almas para ele depois de sofrer e morrer para redimir os pecados da humanidade.

O que me leva ao ponto mais chocante das extravagâncias de Lady Gaga. Parece que depois de tantos anos, não há imagem mais poderosa que o amor, o sofrimento e o compromisso total que a produzida pelo Cristianismo. Temo que muitos de seus seguidores não sabem o que é uma religiosa (de fato, as meninas estavam fascinadas pelas religiosas), mas o hábito religioso ainda proclama a castidade e o compromisso com algo e Alguém maior que si mesmo. Mantém seu poder, razão pela qual uma estrela do pop tenha tentado explorá-lo. Em vídeos onde menos (roupa) é mais e a novidade é tudo, a tradição ainda pode cativar e desestabilizar. A senhorita Germanotta pode tentar exorcizar suas raízes católicas com piadas sobre monges de plástico, mas a simplicidade que ela ridiculariza será sempre mais simbólica que suas extravagantes sátiras.

Ninguém foi capaz de superar a imagem do sofrimento por amor exemplificada pela Paixão de Cristo. A coroa de espinhos, os braços estendidos, as feridas e a humilhação alimentaram muitos mais do que uma estrela do pop buscando atenção.

Nenhuma estrela pop fantasia sobre a extração asteca de corações ou a decapitação da Revolução Francesa, mas no entanto erotizam com o sofrimento de Cristo, porque admitem seus efeitos duradouros. Jesus sofreu, não por uma vã excitação física, como a senhorita Germanotta, e o que queremos conhecer é a profundidade de seu amor, um amor que está disponível para todos. E de novo, a senhorita Gemanotta não entende que a sexualidade onívora não é o mesmo que o amor universal.

Stefani Germanotta cresceu em uma família católica romana. Recebeu os sacramentos e frequentou uma escola católica, ao contrário dos seus fãs adoradores, que frequentemente ignoram o Cristianismo. A senhorita Germanotta pegou seus “talentos” e os vendeu por uma quantia bem mais considerável que a prata recebida por seu predecessor, Judas. Alguém ainda pode ter esperança e rezar para que ela não siga o caminho do desespero, levando seus discípulos juntos.

— — —

* Elizabeth Lev leciona Arte e Arquitetura Cristãs no campus italiano da Duquesne University e no programa de Estudos Católicos da Universidade San Tommaso.

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* Aborto? mil vezes não! Médicos indicam aborto, mas casal se recusa e menina sobrevive.

terça-feira, julho 26th, 2011

Quando a inglesa Heather Skinner’s estava com cerca de 21 semanas de gravidez, os médicos a aconselharam a interromper a gestação, pois dificilmente a menina, que já tinha ganhado o nome de Charley-Marie, sobreviveria. Por meio de exames, os especialistas descobriam que havia um tumor na parte esquerda do coração da garota, o que fazia com que o fluxo sanguíneo fosse prejudicado, noticiou o jornal britânico Daily Mail.

Porém, Heather e o marido, Andy, decidiram que iriam ter a filha, pois preferiam que, se fosse mesmo o caso, a menina morresse naturalmente a induzir um aborto

Mesmo com a decisão, os médicos disseram para o casal iniciar os preparativos para o funeral. Eles ainda tiveram de contar aos outros cinco filhos que eles provavelmente não teriam mais uma irmãzinha. Heather disse ao jornal que quando soube da notícia, ela e o marido ficaram em um quarto do hospital e a única coisa que conseguiam fazer era chorar. Já em casa, contaram com o apoio de uma parteira que os ajudaria a lidar com o inevitável. 

“Todos os dias eu me perguntava se ela ainda estava viva dentro de mim”, contou Healther. Mas, contra todas as probabilidades, Charley-Marie surpreendeu os médicos e sobreviveu. Ela nasceu em janeiro do ano passado, três semanas antes do previsto. Imediatamente após o nascimento, a garota foi levada para a UTI do hospital para que fossem realizados exames no seu coração. O tumor ainda estava lá, contudo, de alguma forma, o coração da menina encontrou uma maneira de bombear o sangue. 

As primeiros 48 horas de vida de Charley-Marie foram críticas e família ficou sem saber o que aconteceria. Mas três dias após o nascimento, ela foi autorizada a ir para casa com os pais. A família, que esperava pelo pior, sequer tinha preparado o enxoval do bebê. “Não tínhamos nem comprado roupas para ela, apenas um cobertor que seria usado em seu enterro”, contou Andy ao jornal. 

Apesar da alegria inicial, os médicos novamente foram taxativos: a menina não sobreviveria ao primeiro aniversário. Com 5 meses, ela foi diagnosticada com esclerose tuberosa, uma doença rara que causa tumores benignos em órgãos vitais. Não há cura e os especialistas disseram que uma cirurgia não adiantaria. 

Mais uma vez contrariando as expectativas, Charley-Marie teve, sim, sua festa de aniversário de 1 aninho, com direito à família reunida e fogos de artifício. Hoje, aos 19 meses, a menina se comporta com qualquer criança de sua idade, segundo a mãe. “Os médicos não tem ideia do que vai acontecer com o coração dela. E nós apenas esperamos pelo melhor”, afirmou.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI249859-17729,00.html

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* “Extravasar a raiva faz bem”..Será?

terça-feira, julho 26th, 2011

A explosão dos livros de autoajuda tornou a psicologia tão popular que, agora, muita gente acha que entende e vive dando pitaco na vida alheia. Por isso, um monte de conceitos errados de psicologia estão sendo espalhados por aí disfarçados de conselhos “bem-intencionados”. 

Grite num travesseiro, xingue alto, parta para cima de um saco de pancada. Você provavelmente ouviu a vida inteira que isso funciona para fazer a pessoa liberar o estresse e se sentir melhor. Afinal, quem engole sapo e guarda a raiva para si, um dia vai explodir e não vai ser legal.

Mas não é bem assim.

Brad Bushman, um psicólogo da Universidade de Iowa, colocou essa ideia à prova e descobriu que extravasar a raiva é “o pior conselho que você dar” a alguém.

Em um teste, Bushman provocou a irritação de um grupo de 600 estudantes universitários ao fazer comentários desagradáveis ​​sobre textos que eles haviam escrito. Depois, ele os dividiu em grupos: um descontou a raiva em um saco de pancadas e outro foi se distrair fazendo outras atividades. No fim, o grupo que usou o saco de pancadas estava mais bravo e agressivo do que o outro.

Segundo o psicólogo, liberar a gressividade “é como usar gasolina para apagar um fogo – isso só alimenta as chamas”. Ao extravasar os sentimentos negativos, a pessoa estaria estimulando uma rede de emoções, pensamentos, sentimentos e ações motoras agressivas, o que não ajuda a acalmar os ânimos. Bushman diz que, às vezes, explodir de raiva pode até fazer você se sentir um pouco aliviado na hora, mas o efeito não dura muito e você só vai fortalecer seus impulsos agressivos.

Um estudo mais recente feito com estudantes perfeccionistas da Universidade de Kent, na Inglaterra, foi nessa mesma direção. Os pesquisadores pediram aos 149 voluntários que fizessem um diário de suas atividades por 3 a 14 dias, relatando suas falhas mais incômodas nesse período, as estratégias que usaram para lidar com o fracasso e como eles se sentiram no final do dia.

Os que tentaram lidar com o estresse desabafando com amigos, extravasando a frustração, sentindo-se culpados ou tentando negar o fato que os incomodava acabaram se sentindo pior do que antes. Assim, o estudo não só derrubou o mito de que extravasar a raiva faz bem, mas também mostrou que nem sempre conversar com um amigo é o melhor modo de se sentir melhor a respeito de um problema.

A estratégia que se mostrou mais eficaz foi se esforçar em ver o lado positivo da situação e desviar a atenção da raiva e da frustração. Assistir a uma comédia ou ler um livro legal também funciona. Atividades físicas podem ajudar, desde que não sejam agressivas – segundo a pesquisa de Brad Bushman, mesmo que a pessoa não esteja pensando no que a irritou, jogar uma partida de rúgbi logo depois de passar raiva pode piorar o seu estado.

Fonte: BBC

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* Descobertas cientificas do “Santo Sudário” continuam surpreendendo ciência moderna.

terça-feira, julho 26th, 2011

Fonte: Ciência confirma Igreja

Em 1977 foi descoberta a tridimensionalidade do Santo Sudário pelo grupo de cientistas do Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim (STURP).

Reprodução holográficaDois oficiais da Força Aérea norte-americana, John Jackson e Eric Jumper, analisando o Sudário perceberam que a figura foi impressa de maneira tridimensional.

Este fato, inexcogitável para a ciência e as artes do século I, permite conhecer a distância entre o tecido e as diversas partes do corpo de Nosso Senhor, o que não acontece numa fotografia comum.

Partes do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo que não estiveram em contato com o tecido também se achavam misteriosamente impressas na mortalha. Mas só está técnica permitiu revelá-las

Normalmente os cientistas só conseguem reconstituir uma imagem tridimensional a partir de fotos, quando tiradas de enormes distâncias, como as de planetas longínquos, ou de ângulos diversos.

De tal modo que a distância possa influenciar, de maneira mensurável, a intensidade de luz recebida ou refletida pelos objetos.

Santo Sudario, imagem tridimensional de Giovanni Tamburelli
Reprodução do STURP

Para a reconstituição da tridimensionalidade, os especialistas utilizaram um aparelho chamado VP-8.

Jackson e Jumper tomaram uma simples fotografia do Santo Sudário e a introduziram no aparelho.

Qual não foi o seu espanto ao constatar que se constituiu uma imagem tridimensional da Sagrada Face de Nosso Senhor!

Entretanto, a técnica tridimensional mais avançada aplicada no Santo Sudário é a reprodução holográfica.

Holografia

Ela projeta sobre duas placas de vidro paralelas uma reconstituição do corpo de Nosso Senhor em tamanho natural como estava na sepultura.

A imagem pode ser vista de pé, pela frente e pelas costas. Tem-se a impressão de estar em presença do próprio Corpo Sagrado de Nosso Senhor.

Um exemplo disso foi exibido na extraordinária exposição sobre o Santo Sudário de Turim que sob o título “Homem do Sudário”, realizou-se em Curitiba e em outras cidades brasileiras.

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* Seria o preconceito do comportamento homossexual uma “invenção” do cristianismo? Falam-nos os Gregos e Romanos.

terça-feira, julho 26th, 2011

O Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa organizou um Colóquio sobre a temática “A Sexualidade no Mundo Antigo”.

A iniciativa reuniu investigadores da Universidade Católica e das Universidades do Minho, Porto, Coimbra e Lisboa (UL e UNL).
Aqui ficam algumas notas sobre as perspectivas de alguns conferencistas convidados

Alexandra Prado Coelho, In Público

Uma exposição em Londres e um debate em Lisboa servem de pretexto para discutir a sexualidade na Antiguidade e tentar perceber o que aconteceu entre os frescos de Pompeia e os quadros de Jeff Koons com Cicciolina

Estava-se no final do século XVIII e o Museu Nacional Arqueológico de Nápoles não sabia o que fazer aos objetos com imagens sexualmente explícitas – e eram muitos – que os arqueólogos iam encontrando nas escavações da cidade romana de Pompeia, destruída pela erupção do Vesúvio em 79. Decidiu, por fim, colocá-los num “Gabinetto Segreto”, só acessível a “pessoas de idade madura e moral respeitável”.

Será que a arte erótica de Pompeia ainda nos choca? Era o mundo antigo mais liberal no que diz respeito à sexualidade?

A prostituição em Roma

A vida sexual na Roma antiga, por exemplo, tinha tão poucos tabus como parece nas séries de televisão? “A prostituição não era propriamente elogiada, aliás quem a exercia estava na base da pirâmide social, mas era vista como totalmente necessária”, explica Nuno Simões Rodrigues, da Universidade de Lisboa, que, no colóquio, falou precisamente sobre Os submundos da sexualidade em Roma. “As matronas, senhoras da aristocracia, muitas vezes mantinham as escravas como prostitutas, ganhando dinheiro para elas próprias, e tendo os maridos, os filhos ou os pais como clientes.”

A distinção entre as senhoras respeitáveis e as que não o eram baseava-se num tabu mais de natureza social do que sexual. “Tinha que haver as mulheres sobre as quais não existia suspeita em relação à paternidade dos filhos, as que dão aos homens os filhos legítimos”, diz Simões Rodrigues. Essa é a razão por que o adultério era tabu – “não tanto por causa do sexo, mas pelas consequências que o acto tinha para a comunidade”. Por isso, conta, houve mesmo matronas que, acusadas de adultério, pediram para ser inscritas junto do edil como prostitutas. “Apesar de ser uma queda de estatuto social, isto mostra que o estigma não era assim tão grande.

Homossexualidade tabu

Havia, contudo, outros tabus. Se o sexo com prostitutas ou prostitutos não era mal visto – os escravos eram apenas objetos sexuais - já a homossexualidade entre dois “homens livres” era duramente condenada, porque implicava “usar como elemento passivo um homem de nascimento livre”, levantando também aqui uma questão mais de natureza social do que sexual. A ideia, por outro lado, de que a homossexualidade masculina era perfeitamente aceita pelos gregos antigos – e lá estariam os vasos para o provar – pode ser um mito que fomos construindo, como muitos outros relativos à sexualidade dos antigos, afirma Frederico Lourenço. Foi isso, aliás, que explicou na sua intervenção sobre Homossexualidade masculina e cultura grega. “A intolerância existia na Grécia antiga como existe hoje. E tinha muito a ver com a ideia de que o homem que se demite do seu papel de homem não merece respeito, o que também está ligado à visão negativa em relação às mulheres.” Tal como em Roma, também na Grécia existia legislação condenando os homens livres que “desempenhassem um papel passivo” na relação sexual.

O amor, sobre o qual Platão escreve, entre um homem mais velho e um rapaz mais novo, era rodeado de grande pudor. “Mesmo nas representações na cerâmica, as posições sexuais tinham que ser não penetrativas, de respeito pela integridade física”, e a expectativa era de que esses jovens viessem a casar e a ter uma família. Os gregos antigos, defende Frederico Lourenço, “não compreenderiam aquilo a que chamamos hoje homossexualidade”.

Antes e depois de Cristo

No Antigo Egito, o sexo não podia ter uma carga negativa, porque “os exemplos vinham de cima, dos deuses”.

Esta ideia de divindades com vida sexual (e bastante ativa) desaparece com o monoteísmo. E “a noção do pecado surge [na Mesopotâmia] com os semitas, 1700 ou 1800 anos antes de Cristo”, afirma Maria de Lurdes Palma. Houve realmente, como diz o historiador de arte John R. Clarke, citado pelo Telegraph a propósito da exposição de Londres, “um mundo antes do cristianismo, antes da ética puritana, antes da associação da vergonha e da culpa com o ato sexual”? A experiência cristã corresponde, de fato, a um corte”, admite o teólogo José Tolentino Mendonça, da Universidade Católica, a quem coube no colóquio da Faculdade de Letras falar sobre A Sexualidade no Novo Testamento. Mas, acrescenta, não no sentido que estaríamos à espera. “A mensagem cristã, na sua origem, não legisla diretamente sobre os dois grandes interditos”, os alimentares e os sexuais. Não há, no Novo Testamento, “um interesse em legislar sobre a sexualidade”.

Com o cristianismo, defende Tolentino Mendonça, a própria noção de corpo é reinventada e “trabalha-se a ideia de que existe um corpo individual”. Se compararmos “o catálogo dos vícios que aparece em São Paulo com os que existiam em escolas como a dos estóicos ou dos cínicos, percebemos que São Paulo não é o “castrador de serviço”, mas que, no contexto do mundo antigo, é capaz de olhar para a corporalidade de uma forma que integra a sexualidade no projeto humano”.

Quanto à vergonha e à culpa, são conceitos que vêm do Antigo Testamento (Adão e Eva expulsos do Paraíso e subitamente envergonhados por estarem nus), “não são invenções cristãs”. “Claro que há leituras legalistas e moralistas, que se tornam sufocantes”, admite, mas na narração bíblica “as palavras procuram guardar uma enorme abertura”

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