Por Arquivo setembro, 2011

* Monumento em honra a João Paulo II é erguido em Moscou, capital da antiga URSS.

sexta-feira, setembro 30th, 2011

Terra

Um monumento em honra ao falecido papa João Paulo II foi inaugurado nesta sexta-feira na Universidade de Literatura Estrangeira de Moscou, segundo fontes da Catedral da Imaculada Conceição da capital russa.

“Não é um segredo que o papa gostava muito da Rússia e acreditava poder visitá-la, o que nunca aconteceu”, disse um porta-voz da maior catedral católica russa à agência Interfax.

Por outro lado, acrescentou, agora “já não há nenhuma fronteira política ou de outro tipo que impeça a comunicação espiritual com a qual recorrer pela sua intercessão”.

João Paulo II, que é considerado uma das figuras históricas que contribuiu em maior medida para a queda do comunismo desde sua escolha em 1978, manteve durante seu mandato uma tensa relação com a Igreja Ortodoxa Russa (IOR).

O anterior pontífice, que foi beatificado em maio passado, enfureceu o Kremlin ao reorganizar a Igreja Católica na Rússia criando quatro dioceses e ao impulsionar o renascimento da Igreja Católica de rito oriental da Ucrânia, conhecida como Uniata.

De fato, o presidente russo, Vladimir Putin, ao contrário do que fizeram seus antecessores no Kremlin, Mikhail Gorbachev e Boris Yeltsin, nunca convidou o papa a visitar Moscou e foi um dos poucos chefes de Estado que não foi a seu enterro.

As relações entre a IOR e o Vaticano, que conta com cerca de 600 mil fiéis neste país, melhoraram notavelmente desde a morte do papa polonês e a ascensão de Bento XVI.

Contudo, o atual pontífice ainda não recebeu autorização para visitar este país, já que a Igreja Ortodoxa ainda acusa a católica de proselitismo.

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* Pastor é condenado a pena de morte no Irã por não rejeitar FÉ em Jesus.

sexta-feira, setembro 30th, 2011

Um pastor que se converteu do islamismo para o cristianismo foi condenado à pena de morte no Irã por recusar voltar à sua antiga religião. As informações são do jornal britânico “Daily Mail”.

Youssef Nadarkhani, de 34 anos, se recusou a cumprir uma ordem judicial que o obrigava a se converter novamente ao islamismo. A sentença foi proferida por uma corte na província de Gilan, na cidade de Rasht.

O pastor foi detido em outubro de 2009 quando tentava registrar sua igreja na cidade. Youssef começou a questionar a supremacia dos muçulmanos para doutrinar as crianças, e acabou acusado de tentar “evangelizar” muçulmanos e de abandonar o islamismo, o que pode levar à pena de morte no país.

Sua primeira condenação aconteceu em 2010, mas a Suprema Corte do Irã interveio e conseguiu adiar a sentença. Ao ser revisto, o processo resultou na mesma condenação ao fim do sexto dia de audiência.

No tribunal, o pastor disse que não tinha intenção de voltar ao islamismo, chamando sua crença anterior de “blasfêmia”.

Agora, a defesa de Youssef tentará novamente recorre à Suprema Corte, pedindo a anulação da pena. O advogado de Youssef, Mohammed Ali Dadkhah acredita que tem 95% de chance de anular a sentença. No entanto, alguns apoiadores temem que a Suprema Corte demore para analisar o pedido e o pastor seja executado nos próximos dias.

O ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, comentou o caso e pediu que o Irã cancele a sentença. “Eu repudio o fato de que Youssef Nadarkhani, um líder cristão, possa ser executado por se recusar a cumprir a ordem da Suprema Corte para que ele se convertesse ao islamismo. Isso demonstra que o regime iraniano continua não respeitando o direito à liberdade religiosa”.

O último cristão executado por questões religiosas no Irã foi o pastor da Assembleia de Deus, Hossein Soodmand, em 1990. No entanto, dezenas de iranianos que se converteram ao cristianismo foram misteriosamente assassinados nos últimos anos.

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* Venezuela: Pressão de católicos barra propaganda ofensiva ao Catolicismo. Veja!

sexta-feira, setembro 30th, 2011

Depois do protesto dos católicos na Venezuela, a cadeia televisiva Globovisión, a de maior audiência na Venezuela, retirou um comercial blasfemo de sua programação no qual não se respeitava o Papa nem o altar em uma igreja.

A decisão da cadeia televisiva foi dada logo depois do protesto dos católicos que através de correios eletrônicos, as redes sociais como Twitter e chamadas telefônicas expressaram sua indignação à Globovisión e à empresa italiana de fogões Aran Cucine.

O spot mostrava uma toma exterior da Praça de São Pedro e logo o interior do que parecia ser a Basílica Vaticana. Era possível ver logo quatro guardas suíços substituindo o altar por um fogão.

Logo depois de realizar a mudança, um personagem vestido de Papa e que contemplava a cena completa, levantava o polegar direito a maneira de signo de aprovação.

Sobre o comercial, a colunista María Denisse Fanianos de Capriles, escreveu no último 21 de setembro um artigo no jornal El Universal que levava por título “Publicidade profana” no qual assinalou que não era a primeira vez que se transmitia o comercial “que desrespeita algo sagrado para os católicos: o altar e a figura do Santo Padre”.

O spot televisivo, dizia Fanianos, “causou um desgosto generalizado entre a população venezuelana; sobre tudo nos católicos quem, em suas paróquias e através das redes, comunicaram seu grande desgosto”.

Entre os comentários ao artigo de Fanianos o do leitor Luis Chacón afirma que “eu, agora, recomendarei e comprarei outra marca de fogão que não seja Aran Cucine. A não ser que retirem a propaganda. Todos, por ignorância, podemo-nos equivocar, mas devemos retificar”.

Rhayza Magro dizia à sua vez que “se houver algo mais Sagrado neste mundo é o que representa um altar e a Figura do Papa, o altar onde se realiza o Sacrifício da cruz ao converter o pão e o vinho no Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo; e a figura do Papa que representa a Nosso Senhor Jesus Cristo. Por favor, respeitem a Religião Católica; estou de acordo que essa propaganda seja tirada da tela”.

“E aos donos desse comercial, se forem católicos, seria bom que se confessassem e reparassem o dano eliminando a mesma”, acrescentava.

Desde dia 28 de setembro o comercial blasfemo deixou de ser transmitido na Venezuela.


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* “STF” mexicano impede legalização do aborto no país. Vitória da Vida!!

sexta-feira, setembro 30th, 2011

Wagner Moura

Com o voto do juiz Jorge Pardo, o México, o segundo maior país católico do mundo, livrou-se do perigo iminente da legalização do aborto até o nono mês.

O voto encerrou os três dias de debates entre os ministros da Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN): cinco ministros votaram a favor da legalização e quatro em favor da vida humana. Em termos leigos, para que a legalização do aborto fosse aprovada como constitucional era necessário o voto de oito dentre os 11 ministros da Suprema Corte.

A polêmica começou depois que os abortistas perceberam que os estados mexicanos estavam blindando suas constituições contra o aborto: 18 estados aprovaram emendas constitucionais que reconheciam o direito à vida desde à concepção, o que tornaria impossível a legalização do aborto nesses estados. (Veja mapa abaixo) Essa “blindagem” foi uma resposta ao terrível dia 24/04/2007, data em que os abortistas conseguiram legalizar o aborto até a 12ª semana de gestação, na Cidade do México.

Revoltados com o sucesso da iniciativa pró-vida, os abortistas levaram a situação até o “STF” mexicano, numa tentativa de anular todas as emendas que “blindavam” os estados contra o aborto. Eles apostaram todas as fichas na legalização do aborto, via Suprema Corte, como aconteceu nos Estados Unidos e como querem que aconteça no Brasil.

Perderam.

Para legalizar o aborto, o ministro Fernando Franco alegou que proteger a vida do feto era incompatível com a dignidade das mulheres, incompatível com seus direitos individuais e com suas liberdades fundamentais, mais concretamente em relação à liberdade reprodutiva. Os ministros que votaram em defesa da vida alegaram que a constituição mexicana reconhece o direito à vida, embora não determine quando começa essa vida, cabendo aos estados legislarem sobre o assunto.

Votaram em defesa da vida os ministros: Margarita Luna Ramos, Guillermo Ortiz Mayagoitia, Sergio Aguirre e Jorge Mario Pardo Rebolledo.

E além das mais de 100 entidades pró-vida, aderiram ao movimento contra a legalização do aborto, obstetras, cirurgiões e ginecologistas.

Em espanhol: http://www.hazteoir.org/node/27257

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* Suposto Anjo cai do Céu e é filmado na Indonésia. Você também não acredita?

sexta-feira, setembro 30th, 2011

Uma câmera de segurança numa praça da cidade de Jacarta, capital da Indonésia, teria flagrado um anjo caindo do céu. As pessoas que estavam na praça garantem que a forte luz que cai do céu e se “agacha”, antes de dar um salto, e sumir, era um anjo.

No vídeo, após a queda, aparecem pessoas correndo na direção onde o anjo tinha aparecido e procuram vestígios, porém aparentemente não encontram nada. O incidente teria acontecido no último dia 11 de setembro e não há informações se outras câmeras da cidade flagraram o “anjo” de outros ângulos.

A polêmica tomou espaçou em sites e blogs em todo o mundo, muitos afirmam que o vídeo é falso, outros acreditam que não seja um anjo, mas sim um alienígena. “Meu primo estava na praça naquela noite, e as pessoas que testemunharam a cena ficaram conversando sobre isso a noite inteira. É real. Eles viram uma luz brilhante descendo do céu, batendo no chão e depois desaparecendo”, disse o indonésio Pramana Abbas.

Assista ao vídeo:


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* “Melhor agnósticos do que falsos fiéis”. Palavra do Papa na Alemanha.

sexta-feira, setembro 30th, 2011

La Stampa

Na missa conclusiva de sua visita a Alemanha ,no aeroporto de Friburgo (diante de 100 mil participantes e de todos os bispos das 27 dioceses da Alemanha), o Papa exortou os crentes a não serem apenas fiéis por simples hábito. Com um elogio inusitado e destinado a deixar marca nos “agnósticos que, por causa da questão de Deus não encontram paz, pessoas que sofrem por causa dos nossos pecados e desejam ter um coração puro”. Eles estão “mais perto do Reino de Deus do que os fiéis ‘de rotina’, que na Igreja só veem agora o aparato, sem que o ser coração seja tocado pela fé”.

A Igreja não é uma multinacional da filantropia. Não bastam estruturas eficientes, instituições sociais e de caridade capazes de desenvolver um serviço que “requer competência objetiva e profissional”. É preciso mais, isto é, “um coração que se deixe tocar pelo amor de Cristo”.

Embora expressando gratidão aos que “colocam à disposição tempo e forças no voluntariado”, o papa exorta os católicos, em todos os níveis, “a se interrogar sobre a relação pessoal com Deus”. E recomenda “oração, participação na missa dominical, meditação da Sagrada Escritura, estudo do catecismo”. Não há renovação na Igreja sem conversão e fé renovada.

Aos seus compatriotas, o pontífice faz uma acurada denúncia do “relativismo combativo” e da “campanha de opinião contra a Igreja”. Mas é o “fronte interno” que o preocupa mais. Joseph Ratzinger muitas vezes não encontra, por trás de estruturas eclesiásticas bem organizadas, “força espiritual e fé”.

Além disso, “uma excedência das estruturas com relação ao Espírito” torna vã qualquer tentativa de reforma. Por isso, Bento XVI apela à honestidade intelectual tanto de quem se diz cristão, quanto daqueles que não professam a fé, mas deveriam respeitá-la. A dimensão religiosa, de fato, é essencial para que a sociedade seja plenamente humana.

É necessário que “as paróquias, as comunidades e os movimentos se sustentem e se enriqueçam mutuamente”, que “os batizados e crismados, em união com o bispo, mantenham alta a tocha de uma fé capaz de iluminar conhecimentos e capacidades”.

Da sua pátria, o pontífice dirige um vibrante lembrete à unidade da Igreja em resposta às instâncias de reforma disseminadas sobre os divorciados em segunda união, sobre o celibato sacerdotal e sobre a ordenação das mulheres. Não é disso que se precisa, adverte o pontífice.

A Igreja, rebate o papa, “irá superar os desafios presentes e futuros” somente se “sacerdotes, pessoas consagradas e leigos” permaneçam fiéis à “sua própria vocação específica colaborando em unidade”.

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* Vaticano define tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais em 2012: “O Silêncio”

quinta-feira, setembro 29th, 2011

Terra

O silêncio foi o paradoxal tema escolhido pelo papa Bento XVI para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais em 2012 e dedicada à moderna sociedade da comunicação, anunciou nesta quinta-feira o Vaticano.

“A sociedade da comunicação, com sua superabundância de estímulos, coloca em evidência um valor que, à primeira vista, pode parecer o contrário a ela. É justamente o silêncio o tema central do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais”, indicou uma nota do Conseho Pontíficio para as Comunicações Sociais.

“No pensamento do papa Bento XVI, o silêncio não representa apenas um certo contrapeso em uma sociedade marcada pelo contínuo e incessante fluxo comunicativo, e sim um elemento essencial para sua integração”, explicou a entidade do Vaticano encarregada de organizar o evento.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais foi criado pelo Concílio Vaticano II em 1963.

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* Homem transforma apartamento em “réplica” da Capela Sistina.

quinta-feira, setembro 29th, 2011

The Sun

O decorador aposentado, Robert Burns, pintou em sua casa as mesmas imagens do artista italiano Michelangelo que assinam os murais da Capela Sistina, em Roma.

Aos 64 anos de idade, o senhor Burns decidiu colocar a mão na massa e se arriscar nas complexas pinturas depois de comprar um livro sobre a Cidade Santa em um bazar.

Em entrevista ao The Sun, ele contou que ficou chocado ao descobrir que era melhor com os pincéis do que pensava.Eu nunca tinha pintado nada, quero dizer, nada que não fosse como decorador”, disse Burns. “Com um pouco de tentativa e erro me surpreendi que possa realmente pintar um quadro renascentista.”

Ele começou a redecoração de sua casa, um pequeno flat cedido pelo governo de Londres (Inglaterra), em 2003. Oito anos mais tarde, quase todas as superfícies em seu imóvel de dois quartos estão cobertas.

Ao contrário dos artistas que inspiraram sua obra, Burns pinta em aquarela e não em óleo.

Ele também se permitiu alguns toques modernos, o que inclui um retrato de sua esposa e outro de um controverso ator britânico Russell Brand como Jesus.

Durante a transformação, ele questionou se ele tinha ido longe demais, mas sua esposa pediu-lhe para seguir com o trabalho.

“Eu tive que dizer a ela a certo ponto: ‘Isto não é um exagero?’, porque a casa estava aos poucos se transformando no Vaticano. E ela disse, ‘Não, você começou, siga em frente!’.”

Recentemente, ele tem feito as pinturas em telas para que tenha algo para levar, caso ele e a esposa decidam se mudar.

Um porta-voz da prefeitura insistiu que não pedirá a Burns para repintar o imóvel para outros inquilinos, caso eles saiam. “No entanto, em circunstâncias como estas, se o novo locatário se opuser aos projetos, o conselho poderia oferecer alguma ajuda com o custo da redecoração.”

Capela Sistina, a Verdadeira!

Capela Sistina, a Verdadeira!

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* Pesquisa indica razões para evasão jovem das igrejas evangélicas. Aplicam-se também a nós, Católicos?

quinta-feira, setembro 29th, 2011

Fonte: Barna.org

Quase três em cada cinco jovens cristãos deixam de ir a suas igrejas, após 15 anos de idade, mas por quê?. Um novo estudo divulgado pelo Grupo Barna aponta seis razões diferentes a respeito do porque os jovens não estão permanecendo em seus denominações.

Os resultados deste estudo vêm de entrevistas com adolescentes, jovens adultos, jovens pastores, pastores sênior e pais que foram ao longo de cinco anos questionados até chegar neste resultado.

Primeiro, diz o estudo, as igrejas parecem ser superprotetora. Quase um quarto dos entrevistados de 18 a 29 anos de idade disse que “os cristãos demonizam tudo fora da igreja” a maior parte do tempo. Vinte e dois por cento também disse que a Igreja ignora problemas do mundo real e 18 por cento disseram que sua igreja estava muito preocupado com o impacto negativo de filmes, música e jogos de vídeo.

Experiência do cristianismo é superficial: Muitos jovens adultos também sentem que sua experiência do cristianismo não era profunda. Um terço dos participantes da pesquisa sentiu que “a igreja é chata.” Vinte por cento das pessoas que participaram como um adolescente disse que as experiências de Deus parece estar faltando na igreja.

A Igreja e se opõe a ciência: O estudo também descobriu muitos jovens não gostam da forma como as igrejas se posiciona com relação a ciência e parece ser sempre contra. Mais de um terço dos adultos jovens, disse que “os cristãos estão muito confiantes de que sabe todas as respostas” e um quarto deles disse que “o cristianismo é anti-ciência”.

A displicência que é tratado a questão do sexo na Igreja: Dezessete por cento dos jovens cristãos dizem que “quando cometem erros se sentem julgados pela igreja por causa deles.” Dois em cada cinco adultos jovens católicos disseram que os ensinamentos da Igreja sobre o controle da natalidade e sexo estão “fora de época.”

A luta com o exclusivismo do cristianismo: A quinta razão o estudo para um êxodo das igrejas é que muitos jovens adultos lutam com a exclusividade do cristianismo. Vinte e nove por cento dos jovens cristãos disse que “as igrejas têm medo das crenças de outras religiões” e sentem que têm que escolher entre seus amigos e sua fé.

A dúvida é tratada com hostilidade pela igreja: A última razão o estudo dá para os jovens deixarem a igreja é que eles sentem que a mesma é “hostil para aqueles que duvidam.” Mais de um terço dos jovens adultos disseram que sentem que não podem fazer perguntas mais urgentes da vida na igreja e 23 por cento disseram ter “dúvidas significativas intelectual” sobre sua fé.

David Kinnaman, presidente Barna Group e autor do livro sobre esses resultados,Você me Perdeu: Por que os cristãos jovens estão Saindo da Igreja e Repensando a Igreja, disse que parte do problema pode ser que muitas igrejas estão orientando no modo “tradicional”  os jovens adultos.

Mas a maioria dos jovens adultos já não querem seguir o caminho normal de sair de casa, após receber uma educação, encontrar um emprego, casar e ter filhos, tudo antes da idade de 30. Estes eventos de vida estão sendo adiados, reordenados, e às vezes empurrado completamente fora do contexto de entre os jovens adultos de hoje.

A Barna destaca na atualização deste estudo, que os jovens adultos de hoje são fortemente influenciados por grandes mudanças sociais, espirituais e tecnológicas que ocorreram no último quarto de século.

“Conseqüentemente, as igrejas não estão preparados para lidar com a ” nova normalidade “. Em vez disso, os líderes da igreja estão trabalhando de maneira mais desapercebida com jovens, adultos casados, especialmente aquelas com filhos. Sem no entanto se aperceber que o mundo dos jovens adultos está mudando de maneira rápida e significativa, como o seu acesso fácil com o mundo e visões de mundo através da tecnologia, sua alienação de várias instituições, e seu ceticismo em relação a fontes externas de autoridade, incluindo o cristianismo e a Bíblia. ”

“A maioria de nossas igrejas é composta de jovens de 20, 30 e 40 anos – devido a isso os nossos líderes têm a mesma mentalidade que algumas das pessoas mais jovens que frequentam a igreja e acabam tratando os mais jovens de uma forma sem autenticidade ,fazendo uso de respostas banais, anti-discussão científica, etc… Como diz a Escritura, e acreditamos que, Jesus está levantado os jovens para O adorar, também devem ser atraído por ele … por isso vamos levantá-lo de uma forma que eles possam participar “.

Kinnaman observou que muitas igrejas a abordagem das gerações é feita de uma forma hierárquica, de cima para baixo, em vez de implantar uma equipe de verdade dos fiéis de todas as idades. “Cultivar relacionamentos entre gerações é uma das formas mais importantes em que as comunidades de fé efetiva estão desenvolvendo, fé crescente em ambos, jovens e velhos. Em muitas igrejas, isso significa mudar a metáfora de simplesmente passar o bastão para a próxima geração a um mais funcional imagem bíblica, de um corpo – isto é, toda a comunidade de fé, ao longo da vida inteira, trabalhando juntos para cumprir os propósitos de Deus. ”

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* Homem ou coelho? Pode-se ter uma “boa vida” sem a fé Cristã?

quinta-feira, setembro 29th, 2011

Homem ou coelho?
C.S. Lewis

Pode-se ter uma boa vida sem se acreditar no cristianismo? Esta é a questão sobre a qual me pediram para escrever e, imediatamente antes de tentar respondê-la, tenho um comentário a fazer. A questão parece ter sido formulada por uma pessoa que diz a si própria, Não me importo se o cristianismo é ou não verdadeiro. Não estou interessado em descobrir se o universo real é mais parecido com o dos cristãos ou com o dos materialistas. Tudo em que estou interessado é em ter uma vida boa. Vou escolher minhas crenças não porque as penso verdadeiras mas porque as considero úteis.”

Francamente, acho difícil alguém simpatizar com esse estado mental. Uma das coisas que distingue o homem de outros animais é que ele quer conhecer as coisas, quer descobrir o que é a realidade, simplesmente por conhecer.[1] Quando esse desejo é, em alguém, completamente sufocado, penso que esse alguém tenha se tornado algo menos que um homem. De fato, não acredito que nenhum de vocês tenha perdido esse desejo.

Muito provavelmente, pregadores tolos, ao sempre dizerem o quanto o cristianismo ajudará a vocês e o quanto ele é bom para a sociedade, tenham levado vocês a esquecerem que o cristianismo não é um comprimido que se toma para algum mal. O cristianismo alega ter uma explicação para fatos – alega poder dizê-los o que é o universo real. Sua explicação sobre o universo pode ser verdadeira, ou pode não ser, e uma vez que a questão está à sua frente, então sua natural curiosidade deve fazê-los querer conhecer a resposta. Se o cristianismo não é verdadeiro, então nenhum homem honesto desejará nele acreditar, não importa o quão útil ele seja: se ele é verdadeiro, cada homem honesto desejará nele acreditar, mesmo se isso não o ajudar de forma alguma.

Tão logo percebemos isso, percebemos algo mais. Se o cristianismo for verdadeiro, então é muitíssimo improvável que aqueles que nele acreditam e aqueles que nele não acreditam estejam igualmente equipados para ter uma boa vida. O conhecimento dos fatos deve fazer diferença para as ações realizadas.

Suponha que você encontre um homem a ponto de morrer de fome e queira fazer algo de bom para ele. Se você não tivesse nenhum conhecimento da ciência médica, você iria, provavelmente, dar a ele uma grande quantidade de comida sólida; e, como resultado, seu homem morreria. Isso é o que significa agir no escuro. Da mesma forma, um cristão e um não-cristão devem, ambos, desejar fazer o bem a outros homens. Um deles acredita que os homens são eternos, que eles foram criados por Deus e, de tal forma, que eles só podem encontrar sua verdadeira e permanente felicidade na união com Deus, que eles se perderam terrivelmente no caminho, e que a fé obediente em Cristo é o único caminho de volta. O outro acredita que os homens são um resultado acidental do trabalho cego da matéria, que eles começaram como meros animais e, mais ou menos, evoluíram permanentemente, que eles irão viver por volta de setenta anos, que sua felicidade é totalmente atingida por meio de bons serviços sociais e por organizações políticas, e que tudo o mais (p. ex., vivisseção, controle de natalidade, o sistema judicial, educação) deve ser avaliado como “bom” ou “mau” simplesmente na medida em que ajuda ou atrapalha aquele tipo de “felicidade”.

Ora, há muitas coisas que esses dois homens concordam em fazer para seus semelhantes. Ambos aprovariam sistemas de esgoto e hospitais eficientes e uma dieta saudável. Mas, cedo ou tarde, a diferença de suas crenças produziria diferenças em seus propósitos práticos. Ambos, por exemplo, poderiam ser muito preocupados com a educação: mas os tipos de educação que eles desejariam para o povo seria obviamente muito diferentes. Onde o materialista perguntaria, a respeito de uma proposta de ação, apenas se “Ela aumentaria a felicidade da maioria?”, o cristão teria a dizer, “Mesmo que ela aumente a felicidade da maioria, não podemos realizá-la. Ela é injusta.” E todo o tempo, uma grande diferença atravessaria todas as suas políticas. Para o materialista, as coisas como nações, classes, civilizações devem ser mais importantes que os indivíduos, porque os indivíduos vivem, cada um, míseros setenta anos e o grupo pode durar séculos. Mas para o cristão, indivíduos são mais importantes, pois eles vivem eternamente; e raças, civilizações etc. são, em comparação, criaturas de um dia.

O cristão e o materialista têm crenças diferentes sobre o universo. Eles não podem estar ambos certos. Quem estiver errado agirá de uma forma que não se adequa ao universo real. Conseqüentemente, com a melhor das boas intenções do mundo, ele estará ajudando seus semelhantes a se destruírem.

Com a melhor das boas intenções do mundo … então não será culpa sua. Certamente Deus (se houver um Deus) não punirá um homem pelos seus erros “honestos”? [2] Mas isso era tudo o que você pensava? Você está preparado para correr o risco de trabalhar no escuro em toda a sua vida e fazer um infinito mal, desde que alguém nos assegure que nossa própria pele estará a salvo, que ninguém nos punirá ou nos culpará? Não acreditarei que o leitor está neste nível. Mas mesmo se estiver, há algo a ser dito.

A questão diante de nós não é “Alguém pode ter uma boa vida sem o cristianismo?”. A questão é, “Você pode?” Todos sabemos que tem havido bons homens que não foram cristãos; homens como Sócrates e Confúcio que nunca ouviram falar de cristianismo, ou homens como J.S. Mill que muito honestamente não poderia nele acreditar. Suponha que o cristianismo seja verdadeiro. Esses homens estavam numa ignorância ou erro honesto. Se suas intenções fossem tão boas quanto suponho (pois, claro, não posso ler os segredos de seus corações) espero e acredito que a misericórdia de Deus remediará os males que suas ignorâncias, deixadas a si mesmo, naturalmente produziriam em si próprios e naqueles que eles influenciaram. Mas o homem que me pergunta, “Não posso viver uma boa vida sem acreditar no cristianismo?” não está na mesma posição. Se ele não tivesse tido notícia do cristianismo ele não estaria formulando essa questão. Se, tendo tido dele notícia, e o tendo considerado seriamente, ele tivesse decidido que ele não era verdadeiro, então, novamente, ele não estaria formulando a questão. O homem que formula a questão ouviu falar do cristianismo e não está certo, de forma alguma, de que ele não seja verdadeiro. Ele está realmente perguntando, “Será que eu preciso me preocupar com ele? Será que eu não posso apenas esquecer a coisa, sem cutucar a onça com a vara curta, e simplesmente me preocupar com a parte ‘boa’? Não são as boas intenções suficientes para me manter seguro e sem culpa, sem a necessidade de bater naquela temerária porta e ter de verificar quem estará, ou não, lá dentro?”

Para tal homem, pode ser suficiente responder que ele está realmente pedindo para ficar com a parte ‘boa’ antes de ele ter feito o melhor de si para descobrir o que ‘boa’ significa. Mas essa não é toda a estória. Não precisamos perguntar se Deus o punirá por covardia ou preguiça; ele próprio se punirá. O homem está se esquivando. Ele está tentando deliberadamente não saber se o cristianismo é verdadeiro ou falso, porque ele prevê problemas sem fim se ele se provar verdadeiro. Ele se parece com o homem que deliberadamente se ‘esquece’ de consultar a lista de tarefas do dia porque, se o fizesse, poderia encontrar seu nome relacionado a alguma tarefa desagradável. Ele se parece com o homem que não verifica sua conta bancária porque teme o que possa descobrir lá. Ele se parece com o homem que não vai ao médico quando uma misteriosa dor aparece, porque teme o que o doutor pode lhe contar.

O homem que permanece um incréu por tais razões não está na situação de um erro honesto. Ele está numa situação de erro desonesto, e essa desonestidade se difundirá por todos os seus pensamentos e ações: uma certa volubilidade, uma vaga preocupação no fundo de sua mente, um embotamento de toda a sua sutileza mental, resultará. Ele terá perdido sua virgindade intelectual. Rejeição honesta de Cristo, embora seja um erro, será perdoado ou curado – “Todo aquele que falar contra o Filho do Homem, ser-lhe-á dado perdão.” [3] Mas evitar o Filho do Homem, olhar para o outro lado, fazer de conta que você não O notou, ficar repentinamente absorvido com algo do outro lado da rua, deixar o telefone fora do gancho porque pode ser Ele do outro lado da linha – isso é uma coisa muito diferente. Você pode não estar certo ainda se deve ser um cristão; mas você sabe muito bem que deve ser um Homem, não uma avestruz, escondendo sua cabeça na areia.

Mas mesmo assim – pois a honra intelectual desceu a um nível muito baixo em nossos dias – escuto alguém lamuriando com a questão, “Ele me ajudará? Ele me fará feliz? Você pensa mesmo que minha situação melhorará se me tornar cristão?” Bem, se você precisa mesmo de minha resposta, ela é “Sim.” Mas eu não gostaria de dar uma resposta neste ponto. Eis aqui a porta atrás da qual, segundo alguns, o segredo do universo está esperando por você. Ou isso é verdade ou não é. E se não for, então o que a porta realmente esconde é simplesmente a maior fraude, a maior empulhação jamais registrada. Não é, obviamente, tarefa de todo homem (um homem, não um coelho) tentar descobrir o que está atrás da porta e, então, se devotar com todas as suas energias a obedecer e honrar esse tremendo segredo ou a expor e destruir essa gigantesca impostura? Desafiado por tal situação, poderá você permanecer totalmente absorvido com seu próprio abençoado ‘desenvolvimento moral’?

Certo, o cristianismo lhe fará bem – muito mais do que você alguma vez desejou ou esperou. E o primeiro pedacinho de bem que ele lhe fará é martelar em sua cabeça (e você não gostará disso!) o fato de que o que você até agora chamou de “bom” – tudo aquilo sobre “ter uma vida decente” e “ser bom” – não é bem o acontecimento magnificente e da maior importância que você supunha. Ele lhe ensinará que, de fato, você não poderá ser ‘bom’ (não por vinte e quatro horas) contando apenas com seus próprios esforços morais. E então ele lhe ensinará que mesmo que você pudesse, você ainda não teria atingido o propósito pelo qual foi criado. A mera moralidade não é o fim da vida. Você foi feito para algo muito diferente. J.S. Mill e Confúcio (Sócrates estava muito mais próximo da realidade) simplesmente não sabiam o que significa a vida. As pessoas que continuam a perguntar se não se pode ter uma vida decente sem Cristo, não sabe o que é a vida; se eles soubessem, eles saberiam que ‘uma vida decente’ é um mero mecanismo comparado com a coisa de que nós homens somos feitos. A moralidade é indispensável: mas a Vida Divina, que se dá a nós e que nos convida a ser deuses, planeja algo para nós em que a moralidade será nele absorvida. Temos de ser re-feitos. Todo o coelho que existe em nós desaparecerá – o coelho preocupado, escrupuloso e ético e também o covarde e sensual. Sangraremos e guincharemos na medida que punhados de pêlos forem arrancados; e então, surpreendentemente, descobriremos por sob o pêlo uma coisa que nunca antes imaginamos: um Homem real, um deus imemorial, um filho de Deus, forte, radiante, sábio, bonito e imerso em alegria.

“Mas quando vier o que é perfeito, será abolido o que é imperfeito” [4] A idéia de atingir ‘uma vida boa’ sem Cristo é baseada num duplo erro. Primeiramente, não podemos tê-la; e em segundo lugar, ao estabelecer ‘uma vida boa’ como nosso objetivo, perdemos a verdadeira razão de nossa existência. A moralidade é uma montanha que não podemos subir por nossos próprios esforços; e se pudéssemos, apenas pereceríamos no gelo e no ar irrespirável do cume, na falta daquelas asas com as quais o resto da jornada terá de ser empreendida. Pois é de lá que a ascensão real começa. As cordas e os machados ‘já eram’ e o resto é uma questão de voar.

Extraído do livro God in the dock [Deus no banco dos réus.]

[1] A primeira frase da Metafísica de Aristóteles é “Πάντες ἄνθρωποι τοῦ εἰδέναι ὀρέγονται φύσει.” [Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer.] (N. do T.)

[2] A expressão aqui é ‘honest error’ que tem a acepção de erro involuntário, mas também do produto de um esforço honesto de entendimento que, no entanto, está marcado pelo erro. (N. do T.)

[3] Lucas, XII, 10.

[4] I Cor. XIII, 10.

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* Nova York: Cardeal critica novo currículo de “Educação Sexual” a ser aplicado nas Escolas Públicas da cidade.

quinta-feira, setembro 29th, 2011

John L. Allen Jr.-  National Catholic Reporter

O jornal do Vaticano apoiou o arcebispo Timothy Dolan em um debate sobre um novo currículo de educação sexual para a cidade de Nova York, que é defendido pelo prefeito Michael Bloomberg como uma forma de combater a gravidez precoce e indesejada, especialmente entre jovens negras e latino-americanas.

A iniciativa foi criticada por Dolan porque, entre outras coisas, usurpa potencialmente o papel dos pais na formação dos valores morais de seus filhos.

“Que mensagem estamos dando aos nossos filhos quando dizemos: ‘Nós sabemos que você vai fazer isso [...] sabemos que você vai sucumbir a todas as tentações ao seu redor, sabemos que todo mundo está fazendo isso, sabemos que você não pode ser bom, então tome cuidado’?”, perguntou Dolan em uma recente entrevista com a televisão de Nova York.

“Eu não sei se essa é uma mensagem sábia”, disse Dolan, que também atua como presidente da Conferência Episcopal dos EUA.

Em um artigo de capa da edição do dia 31 de agosto do L’Osservatore Romano,Lucetta Scaraffia (foto), a colunista ex feminina mais proeminente do jornal, aplaudiu a postura de Dolan.

Sempre que uma autoridade da Igreja critica um programa de educação sexual, escreve Scaraffia, surge um padrão familiar: “[A Igreja] conquista na mídia a imagem de força obscurantista, cruel por ser indiferente às consequências que a sua rejeição pode ter entre os jovens, isto é, gravidezes indesejadas e doenças”.

“Ao contrário, as coisas não são assim”, afirma.

Scaraffia diz que as instituições públicas ocidentais parecem ter uma “confiança mágica” na eficácia dos programas de educação sexual, apesar das evidências abundantes que ela vê em tais cursos em países como o Reino Unido, que não diminuíram as taxas de gravidez na adolescência ou de aborto.

“Já está claro que não basta absolutamente explicar-lhes como podem usar os contraceptivos e onde encontrá-los facilmente para evitar essas tragédias”, escreve ela. “O problema está antes, na educação e, portanto, na família”.

Scaraffia afirma que a Itália, que não tem um currículo obrigatório de educação sexual em suas escolas públicas, comparativamente, tem taxas baixas de doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes e taxas baixas de gravidez na adolescência. Ela atribui isso não apenas ao papel das famílias italianas, mas também à Igreja Católica.

A Igreja, escreve, “continua ensinado que as relações sexuais são muito mais do que uma ginástica agradável a ser praticada sem freios e sem correr riscos”.

A Igreja “ensina o respeito pelo próprio corpo, o que significa dar importância e peso aos atos que são feitos com ele, a não considerá-los só como possibilidades de diversão ou de satisfação narcisista”.

Essa posição, acusa Scaraffia, “é justamente o contrário” do que os críticos da Igreja geralmente afirmam.

“Os católicos não podem aceitar que a vida sexual seja considerada como matéria de ensino como uma atividade qualquer, pois apresenta perigos que seria melhor evitar”, escreve ela.

O novo currículo de Nova York representa a primeira vez em que a educação sexual será ensinada nas escolas públicas da cidade em duas décadas. De acordo com a imprensa, isso inclui lições sobre como usar um preservativo e a idade apropriada para começar a atividade sexual.

Os alunos serão obrigados a fazer um semestre de educação sexual no 6º ou no 7º ano, e novamente no 9º e no 10º ano. Os pais vão poder optar que seus filhos não participem das aulas sobre métodos anticoncepcionais.

Afirma-se que o currículo também vai discutir a castidade, além de contracepção, em parte como uma tentativa de refletir as preocupações dos grupos religiosos.

Scaraffia, autora do artigo do L’Osservatore que defende Dolan, é membro da Comissão Nacional de Bioética da Itália e autora de um livro de 2008 sobre a Igreja e a sexualidade.

Proeminente ativista feminista da década de 1970, Scaraffia teve uma filha fora do casamento em 1982. Ela voltou para a prática ativa da fé católica depois do que ela descreveu como uma experiência de conversão na Basílica de Santa Maria in Trastevere, de Roma.

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* Testes clínicos com vacina contra HIV têm 90% de sucesso na Espanha.

quinta-feira, setembro 29th, 2011

G1

Uma vacina contra a Aids desenvolvida na Espanha obteve 90% de sucesso em testes iniciais feitos com 30 voluntários de Madri e Barcelona. Apesar dos participantes não terem o HIV em seus organismos, a vacina deixou 90% deles preparados para um possível contato com o vírus que provoca a doença. Essa mesma resistência durou pelo menos um ano em 85% dos voluntários.

A ideia dos médicos do Hospital Clinic (Barcelona) e do Gregorio Marañon (Madri) foi “treinar” o corpo de pessoas sem a doença para que eles pudessem reconhecer o vírus HIV e células infectadas para atacá-los. Agora, o próximo passo será testar a vacina como terapia para pessoas que já possuem o vírus, mas ainda não desenvolveram a doença

Mesmo com o sucesso na primeira das três fases comuns dos testes em humanos, Felipe García, chefe da equipe que conduziu o estudo em Barcelona, afirma que é preciso cautela. Para o médico, o número de voluntário ainda é pequeno para poder dizer se a vacina vai mesmo garantir a defesa permanente do corpo contra o HIV.

A vacina se chama MVA-B e foi feita a partir de um vírus diferente do HIV. Ao ser enfraquecido, o micro-organismo serviu para produzir uma vacina contra a varíola e agora é muito usado para a pesquisa em outras doenças.

A letra “B” no nome indica o tipo de HIV mais comum na Europa e que é combatido pela nova vacina espanhola.

Para montar a vacina, os cientistas espanhóis colocaram quatro genes do HIV dentro do vírus enfraquecido da varíola. Segundo os pesquisadores, a presença desses genes não é suficiente para desenvolver a doença em pessoas sadias. Pelo contrário, ela serve somente para deixar o corpo em alerta para o caso do vírus de verdade entrar dentro do organismo do vacinado.

Os resultados obtidos pela equipe espanhola foram divulgados nas revistas médicas “Vaccine” e “Journal of Virology”. O estudo foi autorizado pelo Conselhor Superior de Investigações Científicas espanhol (CSIC), principal órgão do governo do país voltado para a pesquisa científica.

A substância já havia sido testada em 2008 em roedores e em macacos. Para Mariano Esteban, cientista do Centro Nacional de Biotecnologia espanhol, a vacina mostrou ser tão boa ou melhor que as outras candidatas atualmente em estudo para combater a doença.

A Aids já contaminou mais de 30 milhões de pessoas no mundo. Anualmente, 2,7 milhões de infecções pelo vírus acontecem. Dois milhões de portadores morrem todos os anos, após desenvolver a doença.

No Brasil, entre 1980 até junho de 2010, quase 600 mil pessoas desenvolveram a doença. Quando a Aids começa a agir, células que defendem o corpo contra infecções começam a ser destruídas. Isso leva ao aparecimento de doenças como a pneumonia que matam o portador de Aids por não serem combatidas.

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* JMJ deu a Madrid um ganho de mais de 215 milhões de dólares. Onde estão os críticos?

quarta-feira, setembro 28th, 2011

ACI

A capital espanhola foi a mais beneficiada depois da celebração da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madrid 2011, que obteve um benefício econômico de mais de 200 milhões de dólares.

A Confederação de Empresários de Madrid estimou o benefício econômico obtido depois da visita do Papa Bento XVI a Madrid em 216 milhões de dólares (160 milhões de euros).

Por sua parte, a Comunidade de Madrid estimou que a JMJ gerou um incremento de 199 milhões de dólares (148 milhões de euros) no Produto Interno Bruto da região.

A contribuição que a JMJ realizou à cidade capital da Espanha também foi reconhecida pelo Consistório madrilenho, que distinguiu a cidade capital com o Prêmio de Turismo da Cidade de Madrid por sua contribuição à projeção internacional de Madrid, e a nomeou ademais Patrimônio Nacional.

Ao receber o prêmio, o Arcebispo de Madrid, Cardeal Antonio María Rouco Varela, disse que “a acolhida de Madrid foi fundamental para o êxito da Jornada. A amabilidade e simpatia com que foram acolhidos os peregrinos mostram o reflexo humano da cidade, que é o que mais surpreendeu os assistentes à JMJ”.

Crescimento em todos os níveis

Depois da JMJ a cidade de Madrid experimentou um crescimento histórico das visitas de estrangeiros de 42 por cento em relação ao mesmo dado de agosto de 2010, conforme a Pesquisa de Movimentos Turísticos em Fronteiras, do Ministério de Indústria Comércio e Turismo.
A Confederação de Comércio de Madrid assegurou que este fato permitiu dar uma imagem de Madrid como cidade “acolhedora e capaz de fazer grandes eventos”.

A valoração que os peregrinos realizaram da capital espanhola é muito positiva. Em uma pesquisa realizada pelo GAD3 revela que o índice de satisfação sobre a cidade é altíssimo. 80,3 por cento de pesquisados assinalou que gostaram “muito” ou “bastante” das ruas e monumentos de Madrid.

75,8% deles manifestou que recomendará outras pessoas a viajarem à Espanha e 47,6 por cento de pesquisados assegurou que este evento, ademais, melhorou a imagem que tinham do país.

A JMJ Madrid 2011 também se destacou pelo impacto mediático alcançado. A televisão foi o meio preferido para segui-la com mais de 12 milhões de pessoas que viram os especiais das cadeias espanholas só entre a quinta-feira e o domingo 21 de agosto, último dia da Jornada.

Do mesmo modo, em quase uma semana perto de 5 mil jornalistas creditados para a ocasião divulgaram os eventos da JMJ.

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* EUA: Congregação protestante pentecostal se converte ao catolicismo.

quarta-feira, setembro 28th, 2011

Fonte: Revista Pergunte e Responderemos

Em Detroit (U.S.A.)

O relato subseqüente narra as etapas da conversão do pastor Alex Jones e de sua comunidade ao Catolicismo. A autora do relato é a sra. Diana Morey Hanson, cujo texto foi traduzido por José Fernandes Vidal e enviado a PR via internet.

Segue-se o texto, ao qual será acrescentado breve comentário.

INTRODUÇÃO

Quando o rev. Alex Jones prega, sua voz cheia de profunda sensibilidade ressoa fora do ambiente da cúpula branca da Igreja Cristã Maranatha, na avenida Oakman, no oeste de Detroit. Entretanto, assim não acontecerá mais por muito tempo: o espaçoso e formalmente ornado templo foi vendido. Isto porque a Congregação, predominantemente afro-americana, se reduziu de 200 para 80 nos últimos dois anos, pois o pastor Jones, 58 anos, trocou o culto Pentecostal por uma réplica da Missa Católica.

E no domingo, 4 de junho, celebrando a Unidade Cristã e a Ascensão do Senhor, a Congregação decidiu, por 39 votos a favor e 19 contra, os próximos passos necessários para se tornar católica. Sua história é uma jornada de fé que está cheia de surpresas, angústias, dúvidas, amor e alegria.

“ESTÁ MALUCO”?

“Eu pensava que algum espírito se apoderara dele”, diz Linda Stewart sobre seu tio Alex, pastor da Igreja Maranatha (que em aramaico significa “o Senhor vem”). “Pensava que nessa procura pela verdade ele se extraviara e perdera a cabeça”. A razão para a preocupação de Linda Stewart era que seu tio, tido como um pai por ela desde o falecimento de seu verdadeiro pai havia alguns anos, trocara o estudo da Bíblia, realizado às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja. E gradualmente foi trocando o culto dominical por um definitivo retorno à Missa Católica: ajoelhar-se, Sinal da Cruz, Credo de Nicéia, celebração Eucarística - todos os nove passos. “Tínhamos aprendido que a Igreja Católica era a grande prostituta”, explicou Linda. “Tínhamos aprendido que o Papa era o anticristo… Maria? Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos em frente, seguíamos exatamente a Jesus e, então, lá ele veio e nos torceu com umachave-inglesa. Eu estava triste -disse Stewart - e pensava: ‘está maluco se julga que iremos cair nessa!’”.

O princípio de tudo isso ocorrera há alguns anos, quando Jones assistira a um debate entre o anti-católico David Hunt e o apologista Karl Keating no show de rádio “Catholic Answers” (= “Respostas Católicas”).

Keating fizera uma pergunta profunda: “Em quem você acredita no caso de um acidente: naquele que ali estava como testemunha ocular ou naquele que apareceu após se passar anos?” Para aprender sobre a Primitiva Igreja Cristã, Keating acentuou que era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, que estavam lá desde o começo.

“Isso fazia sentido, mas eu ainda não estava maduro para mudar”, diz o rev. Jones. “Guardei isso no meu coração e ponderei; mas nada me fez sentido até que li os Padres e constatei uma Cristandade que não tínhamos na nossa Igreja”.

A MUDANÇA

O Rev. Jones estava começando… “Percebi que o centro do culto não era a pregação nem as celebrações dos dons do Espírito, mas a Eucaristia como o Corpo e Sangue de Cristo presente” - diz.

No começo do verão de 1998 o pastor Jones, com seu estudo da Bíblia nas quartas-feiras, decidiu reativar o culto da Igreja Primitiva. Um mês mais tarde, Jones passou a realizar uma celebração eucarística todos os domingos. “Minha Congregação considerou isso ridículo” - ele recorda. “Eles julgavam que uma vez por mês era o suficiente. Reconheci que o povo queria soltar sua voz repleta de tristeza” - diz.

Somadas aos usos teológicos, havia diferenças raciais, culturas e sociais, impedindo que concordassem. “A única instituição negra afroamericana própria é a igreja” - diz Jones. “Quando você abre mão dela e vai para uma instituição própria branca, que é insensível às necessidades dos negros americanos, não fica fácil”.

O livro “Cruzando o Tibet”, de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, proporcionou a Jones ensinamentos das Escrituras sobre o Batismo e a Eucaristia. Jones reportou-se a Ray quando procurou o Seminário do Sagrado Coração e falou com Bil Riordan, anteriormente professor de teologia ali. Começou a se encontrar com Ray de forma regular e a dialogar quase diariamente por telefone ou e-mail. O estudo da Bíblia às quartas-feiras de Jones se tornou um estudo sobre os primitivos Padres da Igreja, sobre o Catecismo Católico, Maria, os santos, o purgatorio, a teologia sacramental e o desenvolvimento da doutrina.

“Comecei a deixar de lado a Sola Scriptura (= somente a Bíblia), o coração e a alma da fé protestante” - diz Jones.

O POVO COMEÇOU A SAIR

Até a sobrinha de Jones pensou assim. “Cada Domingo ia para casa e dizia: ‘Este é o meu último Domingo. Vou sair e não voltar mais lá’”. Mas, diz Stewart, como confiava que seu tio era um homem de Deus, acabava retornando e gradualmente as coisas começaram a fazer sentido. No processo de trocar o serviço de culto da Maranatha, o rev. Jones pensou: “Por que eu deveria recriar a roda?” Havia já uma igreja que fazia isso: a Igreja Católica!

“Comecei por perceber que a igreja da sala superior era a Igreja Católica” - diz Jones. “Todas as demais tiveram uma data de começo e fundador posteriores. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder tudo o mais”. Assim, foi ele testado…

PERTURBAÇÃO NO FRONT DOMÉSTICO

“Primeiro pensava que ele fora atraído pelo excitamento de fazer liturgia como os Primitivos Padres da Igreja” - diz Donna Jones, esposa de Alex, de 33 anos. “Isto parecia coisa temporária. Então, ele começou a trocar as coisas drasticamente e eu comecei a realmente ficar admirada do que estava levando adiante. Fiquei perturbada porque sentia que ele estava indo para o caminho errado”.

Muitas vezes, afirma o pastor Jones, sua esposa e seus três filhos adultos, José, Benjamim e Marcos, eram completamente hostis às mudanças. Mas isso não era surpresa.

“Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de adoração a ídolos” - diz Donna. “Assim, quando começou a abraçá-la, eu disse: ‘Há alguma coisa errada aqui’. Ele me prensou na parede*.

Alex e Donna começaram a discutir e a debater os usos, muitas vezes nas primeiras horas da manhã.

“Eu comecei a estudar a Igreja Católica porque precisava refutar o que ele estava pregando” - explicou Donna. “Precisava de munição. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou a ter lugar no meu coração”. No verão de 1998, Dennis Walters, diretor do RCIA (o Rito de Iniciação Cristã para Adultos) da paróquia de Cristo, em Ann Arbor, se encontrou com os Jones na casa de Steve Ray.

“Decidi, antes de deixá-los afundar ou nadar por si mesmos” - diz Walters - “que ofereceria minha ajuda a eles”. Walters forneceu-lhes, aos mais velhos e aos diáconos, Catecismos Católicos, e respondia a suas muitas perguntas sobre a doutrina católica. Desde março de 1999, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras por 4 ou 5 horas. “Levei a maioria do meu material da RCIA para eles” – diz.

Donna levantava sempre mais perguntas. “Eu fazia as questões que trazia das ruas, para as quais me sentia mais desesperada por respostas, e falava ao Senhor Jesus como se tivesse uma conversa com outro ser humano no carro” – diz ela. “Meus lábios se moviam e eu não dava atenção a quem me via”.

Ela lutou com a real possibilidade de que a admissão na Igreja Católica poderia significar a perda do emprego de seu marido. “Assim, eu disse: Senhor o que estou fazendo após 25 anos de ministério? O que há com minhas mãos? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure” – ri. “Então o Espírito Santo me falou no coração: ‘Eu não estou questionando a sua concordância. Estou tratando da sua conformação com a imagem de Cristo’”. Exatamente 8 meses depois, Donna se dirigiu a seu marido numa tarde e anunciou: “Eu sou Católica”.

A CONDUTA CAUTELOSA DE ROMA

Mas o processo de admissão na Igreja não é de modo algum tão rápido. A Maranatha comunicou-se com a Arquidiocese de Detroit durante mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela já que há muito a ser estudado, incluindo a RCIA, a situação dos re-casados e as posições do ministério católico adequadas para os ministros do Maranatha.

Ned McGrath, diretor de comunicações da Arquidiocese de Detroit, liberou a mudança à adoção do Credo. “No espírito do Grande Jubileu, o Cardeal Maida e a Arquidiocese se abriram ao questionamento de outros líderes cristãos e/ou suas congregações em perspectiva a possíveis mudanças para associações individuais à Igreja Católica Romana. Até agora esses diálogos podem e devem ser descritos como introdutórios, privados e inconclusivos”.

Há algumas semanas, o bispo Moses Anderson, único bispo afroamericano de Detroit, realiza o culto nos domingos na Maranatha. Após o culto ele responde às perguntas e diz à Congregação que os bispos estão excitados com a situação ocorrida ali. “Ele diz que os bispos discutem tanto porque não querem parecer estar tirando vantagem da situação” -afirma Walters.

Por enquanto, há a possibilidade do pastor Jones entrar para o seminário e se tomar padre ou diácono católico. Pastores casados de outros credos têm feito exatamente isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa igreja carismática episcopal antes de deixar sua igreja e presbiterato para se unir á Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, Anderson recebeu a permissão de Roma para se tornar um padre católico e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração no outono, para começar três anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.

Ironicamente, Anderson encontrou Jones há alguns anos atrás, por ocasião de um encontro de pastores da área de Detroit, liderado pelos Guardas da Aliança. “Aconteceu que nós nos sentamos próximos um do outro” – diz Anderson.“Não estava planejando me tornar católico naquele tempo. Falamos acerca dos primitivos Padres da Igreja e nos tornamos bons amigos”.

O Rev. Jones não se perturba sobre seu futuro como ministro. Ele diz que está preparado para fazer o que o cardeal Adam Maida o aconselhe a fazer. “Posso sair e conseguir um emprego agora” – ri Jones. Ele foi professor da escola púbica de Detroit por 28 anos, 17 dos quais conjugando esse estudo com seu trabalho pastoral.

SER OU NÃO SER CATÓLICO

Tudo, finalmente, se decidiu com o voto de 4 de junho. A questão: “Você quer tomar os próximos passos necessários para admissão na Igreja Católica?” Logo que a Congregação entrou pelas grandes portas de madeira do Maranatha,todos começaram a colocar seus votos amarelos na urna. Não importava qual o resultado, a família Jones – incluindo os três rapazes e suas famílias – sabiam que continuariam sua caminhada em direção à Igreja Católica. Irromperam aplausos quando a decisão a favor de se tornar católica foi anunciada, mas a vitória foi agridoce.

Jones encorajava os 19 que votaram para não continuar na Congregação, já que ela continuaria com a mudança; mas ele já previra que alguns a deixariam. “Este é o aspecto mais penoso da coisa. Ver pessoas que você ama ir embora porque não entenderam” – diz Jones.

Até mesmo membros da igrejas vizinhas estavam transtornados. “É como se eu tivesse me unido ao inimigo, como se os tivesse traído. Teve gente me chamando de volta, dizendo: Eu o amo, estou rezando por você, mas não entendo o que está fazendo’. E não importava você tentar fazê-los entender: eles não queriam ouvir”.

Entre esses 19 da Maranatha estava Leola Crittendoh, 64 anos. “Sou uma das pioneiras” – ela diz. “É como a morte da igreja. É de cortar coração”. Crittendon disse que nunca assistira às reuniões das tardes de quartas-feiras porque sabia que não se tornaria Católica. “Isso não era comigo”. O Pastor Jones - diz ela – era como um irmão para ela e para sua família. “Nós o amamos ternamente; desejamos que fique bem e rezamos por ele diariamente; mas a família vai em busca de outra igreja” – diz Crittendon. “O Pastor Jones disse que essa era a vontade de Deus para ele, mas essa não é a vontade de Deus para mim e a minha família”.

Para outros foi ocasião de festa: “Estou muito feliz” – diz a sobrinha de Jones, Linda Stewart. “Não posso esperar para entrar em comunhão plena com a Igreja [católica] porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui e preciso ser parte dessa Igreja”.

Diz DeGloria Thompson, uma mãe divorciada com dois adolescentes: “É excitante estar exatamente na linha da Igreja de Cristo”.

“Estou pronto” – diz Gregório Clifton, 41 anos, pai de quatro jovens crianças. “Gosto de ir e receber a Eucaristia”.

O Reverendo Michael Williams tinha sido durante 12 anos um dos mais velhos da Maranatha. “Sei seguramente, sem qualquer sombra de dúvida, que esta mudança é uma mudança divina e a direção que estamos tomando é uma direção divina”.

O rev. Alex Jones também sabe disso. “Este é um trabalho definitivamente do Santo Espírito” – diz. “Quando me foi revelado que esta era sua Igreja, não tive uma decisão difícil a tomar, embora soubesse que custaria tudo” – diz.

Agora há a necessidade de um templo para a nova igreja. Os membros da Maranatha têm 30 dias para encontrar um. Jones não está perturbado. “Confiamos em que Deus nos encontrará um” – diz. Para o Pastor Jones e para a Congregação Marantha, esta história continuará…

REFLETINDO…

Mais uma vez verifica-se que o fio condutor que levou os irmãos protestantes ao Catolicismo foi o estudo da história da Igreja e de seus grandes escritores: estes manifestam a ação do Espírito Santo que acompanhou o desenvolvimento do grão de mostarda semeado por Jesus e entregue aos Apóstolos e seus sucessores com a promessa de assistência infalível. A árvore que é hoje a Igreja Católica, corresponde ao grão de mostarda inicial. O estudo da história mostra a ação do Espírito Santo para evitar degenerescência.

O olhar do protestante é bem diverso. Dir-se-ia que, para ele, o Cristianismo começa com Lutero ou um reformador posterior. Ignora ou faz como se ignorasse as grandes testemunhas da fé antigas e medievais. Donde surge a pergunta: Deus terá esquecido a sua Igreja? Jesus terá traído os seus seguidores, permitindo que caíssem no paganismo, do qual Lutero os veio libertar? Visto que estas hipóteses são inadmissíveis, resulta que existe continuidade entre Jesus Cristo e a Igreja Católica de hoje, continuidade mediante a qual conhecemos o verdadeiro Cristo e sua autêntica mensagem. Quem se afasta desta continuidade encontra apenas o “bom senso” de “profetas” humanos.

http://www.catholiceducation.org/articles/apologetics/ap0077.html

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* Igreja sabe o que diz: “Mais filhos trazem mais felicidade”, afirma pesquisa acadêmica SECULAR.

terça-feira, setembro 27th, 2011

Revista Época-  DANIELLA CORNACHIONE

A relação tradicional entre a qualidade de vida de um país e o número de filhos em suas famílias é bem conhecida: em geral, vivem melhor as sociedades que têm menos crianças.

A média de filhos por mulher cai conforme avança o desenvolvimento econômico de uma nação. Nessas sociedades, cidadãos mais bem educados levam em conta as responsabilidades e os custos de criar cada filho. As mulheres se preocupam mais com a carreira, decidem com autonomia, têm acesso difundido à informação e a métodos contraceptivos. Os empregos migram para as cidades, e os filhos deixam de ser vistos como mão de obra necessária, como ocorre com as famílias pobres no campo.

Um estudo feito em uma das melhores escolas de negócios do mundo, a espanhola Iese, parece finalmente ter encontrado o papel dos bebês como geradores de felicidade.

A pesquisa foi organizada pelo engenheiro Franz Heukamp, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e pelo matemático Miguel Ariño, da Universidade de Barcelona. O objetivo era encontrar as características não econômicas de cada país que pudessem explicar o fato de as pessoas se dizerem mais ou menos satisfeitas com a vida.

Ariño e Heukamp cruzaram dois grupos de informações. O primeiro é de questionários sobre bem-estar subjetivo, combinados com características pessoais como estado civil, idade e gênero. Os dados são da Pesquisa Mundial de Valores, do Unicef, de 1981 a 2004, com informações de 100 mil pessoas de 64 países. O segundo grupo inclui indicadores sociais e econômicos, entre eles natalidade, inflação e PIB.

Eles perceberam que, entre sociedades com o mesmo nível de desenvolvimento econômico, o bem-estar tende a ser maior naquelas com menor nível de corrupção e naquelas em que a religião mais difundida não é o islamismo (atualmente associado, em muitos países pobres, à falta de liberdade política e religiosa). E encontraram também uma tendência, entre países desenvolvidos, de haver maior nível de satisfação onde há taxas de fecundidade superiores. Dinamarqueses e holandeses se dizem mais felizes do que alemães e japoneses, que desfrutam os mesmos confortos materiais. “Baixas taxas de natalidade sempre estiveram associadas a alto nível de desenvolvimento. Mas também podem significar egoísmo em uma sociedade, e isso afeta o bem-estar”, afirma Ariño.

A conclusão de que maior natalidade traz maiores chances de bem-estar deve ser vista com cuidado, já que outras variáveis não contempladas no estudo poderiam influir no resultado. Mas incluir a natalidade como fator de bem-estar coletivo é uma abordagem nova e promissora para a economia da felicidade, um campo que mistura psicologia e economia. Seu precursor é John Helliwell, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. O palpite dele para explicar a conclusão do estudo é que quando um país sofre privações de alguma ordem, mesmo que seja desenvolvido, a sensação de bem-estar subjetiva cai e acelera a redução da taxa de natalidade. “As conclusões desse tipo de estudo não encontram, necessariamente, uma relação de causalidade direta. Nosso desafio é entender o que causa o quê”, afirma o economista Alois Stutzer, coautor do livro Economics & hapiness (Economia & felicidade). “Quando o filho nasce, mesmo que não tenha sido planejado, as pessoas tendem a racionalizar como algo bom. Já ter menos filhos do que se gostaria pode causar a sensação de infelicidade”, diz o demógrafo do IBGE José Eustáquio Alves.

Nas últimas décadas, a fecundidade caiu tanto na Europa que se tornou um problema. Em muitos países, como França, Holanda, Dinamarca e Reino Unido, existem políticas de incentivo à natalidade. O governo oferece benefícios à família e à criança, às vezes até a idade adulta. Mesmo assim, os casais europeus, na média, têm bem menos de dois filhos, um fenômeno que os demógrafos chamam de fecundidade indesejada por falta, quando a mulher tem menos filhos do que gostaria. A demografia diz que a “taxa de reposição” de uma população tem de ser, em média, de 2,1 filhos por mulher, para que não desapareça em algumas centenas de anos. Também há prejuízo econômico em ter mais idosos aposentados do que jovens trabalhando.

Há alguns sinais de reação a essa tendência. As taxas de fecundidade de alguns países estão estabilizadas ou cresceram. Um deles é a Dinamarca, que pertence ao grupo de países mais felizes, de acordo com o estudo. “Até 1985, cada dinamarquesa tinha durante a vida, em média, 1,4 filho. O número foi para 1,8 em 2010”, afirma o demógrafo Ralph Hakkert, consultor da ONU. “Na Suécia, a taxa de fecundidade era de 1,5 entre 1995 e 2000 e foi para 1,9 em 2010. É uma evolução importante.” A explicação pode estar na mudança do estilo de vida das europeias, segundo Hakkert. Nos anos 1980, elas estavam em plena disputa por espaço no mercado de trabalho. Como os países nórdicos avançaram rapidamente em oferecer oportunidades iguais, mais mulheres podem voltar a pensar em ser mãe e manter a vida profissional. Ainda não se pode dizer que seja uma tendência global, mas trata-se de uma mudança promissora – e bem simpática.

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