Por Arquivo outubro, 2011

* Famoso ex-nazista americano retira tatuagens da face após 25 cirurgias.

segunda-feira, outubro 31st, 2011

G1

Um famoso ex-neonazista dos Estados Unidos que comandava movimentos de supremacia branca violentos, terminou de se submeter recentemente a uma série de cirurgias na face que apagaram suas tatuagens, muitas delas de cunho racista. Fotos de Bryon Widner mostrando a evolução do processo foram divulgadas neste final de semana.

Widner foi um dos fundadores do grupo de skinheads conhecido como ‘Vinlanders’, que costumava promover ações violentas.

Arrependido de suas antigas convicções, o pai de dois filhos se mudou com a família para um lugar não divulgado e tentou reconstruir sua vida, mas as tatuagens eram um enorme impecilho para o convívio social e para arranjar emprego. Sua mulher, Julie, que também era uma líder neonazista de referência, diz que chegou a temer que o marido usasse ácido na própria face em desespero.

Evolução das cirurgias que removeram as tatuagens na face de Bryon Widner (Foto: AP/Duke Tribble/cortesia da MSNBC e da Bill Brummel Productions)Evolução das cirurgias que removeram as tatuagens na face de Bryon Widner (Foto: AP/Duke Tribble/cortesia da MSNBC e da Bill Brummel Productions)

Eles acabaram chegando a uma saída com uma ajuda improvável. Um grupo antirracistas que costuma divulgar o endereço de membros de gangues nazistas na internet e convocar protestos ajudou Widner a chegar ao Southern Poverty Law Center (SPLC), organização que já processou diversos grupos de supremacia branca por preconceito nos EUA.

A SPLC conseguiu uma doadora anônima para patrocinar as 25 cirurgias, feitas ao longo de 16 meses. Elas tiveram um custo total de cerca de R$ 59,2 mil. Em contrapartida, Widner aceitou dar palestras em um evento anual da organização, que reúne policiais de todo o país para discutir sobre contra-inteligência direcionada a ações de grupos skinhead.

Widner sofre de constantes enxaquecas por conta das cirurgias, mas está longe de se arrepender. “Elas são um preço pequeno a se pagar para ser um ser humano novamente”, afirma.

O ex-nazista é visto fazendo uma oração antes do almoço com seus familiares (Foto: Jae C. HongAP)O ex-nazista é visto fazendo uma oração antes do almoço com seus familiares (Foto: Jae C. HongAP)
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* “Basta de cristãofobia!” Peça de teatro em que ator responde às suas necessidades fisiológicas na frente da imagem de Cristo boicotada na França.

segunda-feira, outubro 31st, 2011

Um grupo de cidadãos boicotou a estréia em Paris da peça de teatro “Sobre o conceito do rosto no filho de Deus” do italiano Romeo Castellucci, durante a qual o protagonista inunda o cenário com excremento diante de uma imagem de Cristo.

A polêmica peça de 55 minutos de duração apresenta a história de um ancião incontinente que padece diarréia. O protagonista defeca constantemente no cenário branco que tem como cortina de fundo uma réplica gigante da imagem de Cristo “Salvator mundi”, pintada por Antonello da Messina no século XV.

A obra termina com um grupo de crianças que irrompe no cenário para jogar granadas de plástico no rosto de Cristo e a aparição de um letreiro com a frase “Você não é meu pastor”.

No dia 20 de outubro, dia da estréia no Teatro de Ville, 10 jovens do grupo “Renouvau Francais”, que segundo o jornal La Croix está vinculado à Fraternidade São Pio X, irromperam no cenário e desdobraram um letreiro no que se lia “Basta de cristãofobia!”. Os manifestantes receberam as agressões do staff da obra e foram desalojados pela polícia.

Castellucci se queixou do boicote com uma carta dirigida ao grupo na que defende sua peça e alega que seu “espetáculo” é “espiritual e crístico, quer dizer, portador da imagem de Cristo”.

Longe de suspender a obra, o Teatro de Ville decidiu processar os jovens que protagonizaram o boicote “por atos de degradação do domínio público” e “atentar contra a liberdade de criação e de expressão artística”.

O jornal católico francês La Croix, representante de um setor “progressista”, publicou uma nota na que aprova a polêmica peça e condena os protagonistas da protesta.

O diretor do Teatro de Ville, Emmanuel Demarcy-Mota, rechaçou o boicote argumentando que este “espetáculo” já se apresentou em mais de uma dezena de países europeus sem “suscitar a mais mínima reação análoga”.

O Secretário Geral do Instituto Civitas –vinculado também aos lefebvristas–, Alain Escada, tentou sem êxito impedir a exibição através da via legal, e expressou seu beneplácito pelo boicote.

Para Escada, “é motivo de alegria “constatar que desde a primeira representação destes espetáculos obscenos e blasfemos em Paris, a indignação dos cristãos foi manifestada com dignidade e firmeza, sem nenhum excesso, apesar de tudo o que possa escrever uma imprensa especializada em desinformar”.

Sobre estes fatos, o porta-voz da Conferência Episcopal Francesa (CEF), Dom Bernard Podvin, assinalou à agência AFP que “a Igreja Católica na França condena a violência perpetrada nos recentes espetáculos” ao mesmo tempo em que “promove o diálogo entre a cultura e a fé”.

Depois de ressaltar que a Igreja “reage quando é necessário, com determinação e sempre por meios pacíficos”, o sacerdote destacou que a CEF “apela a uma liberdade de expressão respeitosa do sagrado”.

Finalmente, o Pe. Podvin sublinha que “a Igreja Católica na França não é nem integrista nem obscurantista. Os católicos aspiram, como cidadãos, a serem respeitados no que consiste o coração de sua fé”.

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* É indispensável afirmar com força os princípios, sobretudo em uma sociedade como a atual, que é líquida, é fluida, afirma Cardeal Ravasi.

segunda-feira, outubro 31st, 2011

La Nación

Escreveu – a mão – 150 livros, é um exímio comunicador – é colunista de dois jornais italianos, tuiteia diariamente frases da Bíblia – e é o homem que Bento XVI escolheu há quatro anos para ocupar o cargo de “ministro da Cultura” do Vaticano.

Considerado “papável” e caracterizado como “o cardeal dos ateus” porque costuma participar de debates públicos de sucesso ao lado de pensadores não crentes de todo o mundo, o cardeal Gianfranco Ravasi, de 69 anos, foi um dos organizadores do encontro inter-religioso de Assis.

Além de todas as confissões religiosas, neste encontro participarão também, pela primeira vez, quatro ateus. “Eu os escolhi… Mas é o Papa que quis os ateus em Assis, foi uma ideia dele”, revelou Ravasi em uma entrevista ao La Nación, ele que é um homem muito afável e de imensa cultura. “Bento XVI demonstra grande consideração por um antigo ensinamento da teologia cristã: o homem é constituído de natureza e de uma parte sobrenatural. O sobrenatural não tira ou destrói a natureza, mas a aperfeiçoa. Ou seja, coloca-se como um elemento a mais, mas não elimina a natureza humana. No convite do Papa há, portanto, uma tentativa de reiterar a importância da relação entre fé e razão”, indicou.

Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, para Ravasi é uma frase escrita pelo filósofo Soren Kirkegaard a que melhor pinta o momento atual: “O navio está nas mãos de um cozinheiro a bordo e o que o microfone do comandante transmite não é mais a rota, mas o que vamos comer amanhã”. Para ele, o mais preocupante do secularismo que caracteriza a sociedade é que não é apenas um fenômeno estritamente religioso, mas cultural.

“Com a secularização tendencialmente se é levado a não considerar as grandes questões, mas antes a permanecer em um nível superficial. Hoje, o interesse fundamental é pela moda, pelos modos, pelas derivas consumistas ou pelo menos pelas perguntas que são as menos inquietantes”, lamentou Ravasi, que destacou que o securalismo, assim como o ateísmo, tem dois rostos fundamentais.

“O primeiro é para mim o mais perigoso. O segundo é agressivo: é o que diz que é preciso eliminar qualquer símbolo religioso, como, por exemplo, o crucifixo… Nesse sentido, creio que está mal ver o problema apenas pelo âmbito religioso, porque é acima de tudo cultural.

T.S. Eliot tinha razão quando dizia que se eliminamos os símbolos religiosos, toda a herança religiosa, não podemos entender nada nem de Voltaire nem de Nietzsche. Por isso, a Europa é tão frágil diante do Islã: afinal, quando se tira o crucifixo, quando se tiram as festividades, afinal este tirar é introduzir o cinzento. Para mim, esse é o secularismo mais perigoso, porque é inconsistente e é pela negação, por subtração.

Por ser politically correct...

Sim, mas no final das contas este ser correto se baseia somente no negativo: para não ofender, nada. O outro ateísmo é a secularização agressiva, a que combate explicitamente. Eu, pessoalmente, prefiro confrontar-me com alguém que nega, afirma, declara, com motivos: este é o que faz falta hoje. Ou seja, há um ateísmo que não é o ateísmo de Marx, não é o ateísmo de Nietzsche, que era uma visão de conjunto da realidade, alternativa. Há antes um ateísmo de subtração ou indiferença em nível popular, não um ateísmo coerente, lógico. Diria que a Igreja se confronta com isto.

Mudando de assunto, como “ministro da Cultura” do Vaticano, como avalia a cultura atual?

Em primeiro lugar, a cultura atual não corresponde mais ao conceito da palavra cultura que nasceu no século XVIII na Alemanha como “kultur”, que era a cultura alta, isto é, as artes, as ciências, a filosofia, etc. Agora, o conceito de cultura é antropológico, é transversal. É o artesão, o folclore, a cultura industrial, a economia, é tudo, é a atividade humana autoconsciente… Então, voltaria ao ponto de partida: para os homens de Igreja e para os homens de cultura, o grande problema é a indiferença. Indiferença religiosa, e indiferença moral.

Como esta indiferença se reflete no cultural?

Do ponto de vista cultural é esta atitude do efêmero, que também se reflete na arte. Dou dois exemplos: terá ouvido falar do videoartista Bill Viola. Na primeira vez que falei com ele me disse que a arte contemporânea agora procura evitar duas coisas, que vê com horror, como negação: primeiro, a mensagem; segundo: a beleza. Isto é paradoxal! A beleza e a mensagem, duas coisas que absolutamente não devem aparecer! E outro exemplo: uma das expressões artísticas mais significativas é a performance. A performance em si é linda. Miguelangelo sabia que sua obra era para os séculos vindouros, mas a características agora é que deve morrer… No máximo, ficará dela uma fotografia ou uma filmagem, e nada mais.

Mudando novamente de assunto: muitos católicos lamentam que a Igreja não ouve seus pedidos de modernização e abertura…

Sim. Eu sempre digo que de um lado estão os princípios que devem ser afirmados. Os princípios para afirmar são absolutamente indiscutíveis, ou seja, são as grandes afirmações de fundo, que constituem um sistema, sobretudo para a religião. Portanto, é indispensável afirmar com força os princípios, sobretudo em uma sociedade como a atual, que é líquida, é fluida. Aqui não há consistências e no final das contas até aqueles que são totalmente indiferentes, antes as grandes perguntas humanas reclamam os princípios.

Quando uma mãe de repente tem um filho que tem um câncer fulminante e não há nada que fazer. Nesses momentos fundamentais é deles que se necessita. Talvez se chegue à blasfêmia, mas, nesse caso, sempre terá afirmado um princípio ou afirmado uma pergunta última. E isto vale para a Igreja também de maneira positiva.

Quando se vive uma forte experiência estética, um enamoramento autêntico, nesse momento se escolhe um caminho de princípios. Lamentavelmente, a ruína da sociedade contemporânea é que boicota isto. A sociedade contemporânea reduz a experiência do enamoramento a uma mera questão de pele, a pura sexualidade. Nem sequer o eros é dado. O eros não é apenas beleza, mas também o sentimento, a ternura, a paixão. Agora os jovens consumam o ato sexual, já o verbo é significativo. Ou seja, os princípios, que são os grandes valores, aparecem nos momentos fundamentais da existência. Mas, no outro aspecto, eu também entendo que o concreto da experiência pastoral exige ter em conta as situações, porque o cristianismo também conhece o tema do perdão, da misericórdia, da compaixão, da compreensão, razão pela qual há também este aspecto. Mas não se pode reclamar das grandes instituições religiosas – e falo da maneira mais genérica possível, não apenas do cristianismo – de não afirmar os princípios. Porque, caso contrário depois essa generosidade, essa compreensão na cotidianidade, não mais faz sentido se não estiver motivada profundamente pelos princípios.

Muitas igrejas protestantes americanas, porque existe esta flexão de fiéis, adotaram este sistema de baixar o nível: não mais fazer declarações de princípios, apenas o indispensável, o mínimo de caridade, o mínimo de oração. O resultado não é que as igrejas estão cheias, mas que se esvaziaram completamente. Em todo o caso, buscam em outros lugares a experiência. Porque, como também acontece nas escolas, quando se reduz e parte do denominador mínimo comum, se fará o mínimo.

Mas como se explica neste marco que, mesmo assim, a Igreja perde fiéis, e, por exemplo, na América Latina, as seitas têm grande sucesso…

Este é um fenômeno típico quando se vai para o mínimo. Sabe qual é na Suécia a porcentagem da participação no culto dominical? É de 1,5%, ou seja, não vai mais ninguém. Na Dinamarca, 3%, e assim em toda essa zona da Europa, onde concederam tudo nas questões sexuais.

Na América Latina, ao contrário, há um fenômeno que indica que na realidade não é certo que se está totalmente secularizado. Agora há uma inversão da tendência. Mas quando se sente a necessidade religiosa, como viveu longamente em uma sociedade laica secularizada se fez o paladar da televisão, não pode ir às grandes igrejas porque servem pratos muito fortes e exigentes. Por isso o sucesso destes movimentos que te enredam, que te dão experiências místicas, que te dizem que se te sentes bem, é um sinal de que Deus te abençoa… Ou seja, toda uma série de elementos pelos quais se entra em um ventre protegido. Claro, isto certamente coloca também a Igreja em problemas. Mas também digo que nestes casos seria da ideia de escolher antes a via das grandes perguntas. Não é preciso colocar-se nesse nível. A Igreja não deve renunciar à sua função, não apenas não deve renunciar aos seus princípios, mas também às suas dimensões sociais.

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* ‘Eu, ateu, convidado pelo papa”.

segunda-feira, outubro 31st, 2011

La Stampa

Sem os “ateus”, faltaria algo no encontro de Assis. Palavra do filósofo mexicano Guilhermo Hurtado, 48 anos, o membro mais jovem da delegação dos quatro não crentes que participam da Oração pela PazLa Stampa

Com ele, estarão Julia Kristeva, filósofa e psicanalista francesa; Remo Bodei, historiador da Universidade de Pisa; eWalter Baier, economista austríaco, membro do Partido Comunista. A reunião desejada pelo papa, para Hurtado, não é mais “inter-religiosa”, porque, pela primeira vez, envolve toda a humanidade.

O que um agnóstico faz nessa peregrinação?

Acompanha os crentes na busca da verdade e da paz, como disse Bento XVI. Trata-se de uma busca compartilhada da humanidade, na qual um agnóstico, e também um ateu, podem participar com confiança e convicção plenas.

Essa será a primeira vez para os “não crentes” nos encontros de Assis. Como você interpreta essa novidade?

Como parte de uma vocação universal da Igreja Católica, porque um encontro só de crentes, que deixa de fora aqueles que não o são, não seria um reflexo das aspirações comuns da humanidade. Devemos promover o diálogo entre crentes e não crentes neste momento da história, em que estamos submersos em uma crise muito grande, para encontrar soluções comuns para os problemas comuns.

Há muitos tipos de “não crentes”: agnósticos, ateus e hostis. Há espaço para todos em Assis?

É um leque que vai desde os ateus beligerantes jacobinos (que pretendem anular a religião) até os agnósticos abertos às manifestações da religiosidade, que buscam respostas espirituais. Não é possível colocar todos os não crentes na mesma categoria. O convite do papa não pode ser considerado como um convite para todos: eu o considero como um convite individual para estabelecer um diálogo com alguns não crentes.

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* PT vai montar “patrulha virtual” nas redes sociais como Twitter e Facebook.

segunda-feira, outubro 31st, 2011

Folha de São Paulo

O PT vai montar uma “patrulha virtual” e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a imprensa em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook.

O partido quer promover cursos e editar um “manual do tuiteiro petista”, com táticas para a guerrilha na internet. A ideia é recrutar a tropa a tempo de atuar nas eleições municipais de 2012.

“Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país”, promete o petista Adolfo Pinheiro, 36, encarregado de apresentar um plano de ação amanhã ao presidente da legenda, Rui Falcão.

Adriano Vizoni/Folhapress
SAO PAULO - SP, BRASIL, 17-10-2011, 19h30: PT NAS REDES SOCIAS. Retrato de Adolfo Pinheiro, coordenador do MAV (Militantes em Ambientes Sociais), nucleo que o PT esta criando para fazer propaganda politica na internet. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress, PODER)
Adolfo Pinheiro, coordenador do núcleo que o PT está criando

Os filiados serão treinados para repetir palavras de ordem e usar as janelas de comentários de blogs e portais noticiosos para contestar notícias “negativas” contra o PT.

“Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima”, diz Pinheiro.

“Nossa única recomendação é não partir para a baixaria e manter o nível do debate político”, afirma ele.

A criação dos chamados MAVs (núcleos de Militância em Ambientes Virtuais) foi decidida no 4º congresso do partido, em setembro.

O encontro foi marcado por ataques à imprensa e pela defesa da “regulamentação dos meios de comunicação”.

O militante à frente do projeto atuou na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010.

No mês passado, tentou articular um ato contra a revista “Veja” após a publicação de reportagem sobre o ex-ministro José Dirceu.

Os petistas dizem que a nova ferramenta também poderá ajudar seus candidatos a enfrentar boatos na rede com maior rapidez.

“No ano passado, demoramos demais a rebater calúnias contra Dilma [Rousseff] sobre aborto e luta armada”, afirma Pinheiro.

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* Corte Europeia de Justiça: “Embrião humano não é “peça de reposição”. Decisão Histórica!

segunda-feira, outubro 31st, 2011

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* Pesquisa com católicos americanos revela firmeza na doutrina da maioria dos fiéis.

segunda-feira, outubro 31st, 2011

National Catholic Reporter

Durante o último quarto de século, as atitudes e práticas católicas, assim como a composição da própria Igreja, mudaram significativamente, mesmo que os católicos tenham mantido uma firme convicção sobre certas crenças centrais.

Alguns pontos importantes da pesquisa:

  • Convicções teológicas fundamentais e os sacramentos continuam no núcleo das crenças para a maioria dos católicos.
  • Para 73% dos católicos, a crença na Ressurreição é muito importante, enquanto os ensinamentos sobre Maria como mãe de Deus são muito importantes para 64%.
  • 63% dizem que os sacramentos como a Eucaristia como são muito importantes.
  • 67% consideram o ato de “ajudar os pobres” como muito importante, classificando-o como quase tão essencial para as suas crenças como aRessurreição.
  • As taxas de participação na missa continuam bastante estáveis, mas variam entre as gerações. A taxa de participação da geração mais jovem dos católicos, conhecidos como geração Y [Millenials], ou daqueles que chegaram à maturidade no século XXI, é a mais baixa de todas as gerações pesquisadas. Mas até mesmo a maioria dos hispânicos, cuja taxa de participação é maior do que a os não hispânicos, concordam que a participação na missa semanal não é necessária para ser considerado um bom católico.
  • A geração conhecida como “pré-Vaticano II” está desaparecendo. Ao mesmo tempo, a geração Y de católicos está preenchendo as fileiras. Uma das características distintivas da geração Y é que 45% são atualmente de ascendência hispânica, e esse número deve crescer ao longo das próximas duas décadas.

Hispânicos e não hispânicos discordam sobre diversas questões. Uma diferença significativa: 70% dos hispânicos dizem que ajudar os pobres é importante, enquanto 56% dos outros afirmam o mesmo. Os hispânicos também são mais tradicionais em seus pontos de vista sobre a necessidade de concordar com os ensinamentos da Igreja acerca de uma série de assuntos, incluindo a segunda união depois de um divórcio e o aborto, em comparação com os não hispânicos.

Segundo a pesquisa, “um em cada cinco católicos (…) diz que os líderes da Igreja, como o papa e os bispos, são os árbitros apropriados do certo e do errado” acerca de questões como o divórcio e a segunda união, o aborto, o sexo fora do casamento, a homossexualidade e a contracepção, ao mesmo tempo em que se afirma que tanto o indivíduo sozinho quanto o indivíduo embasado no ensino dos líderes da Igreja são o lócus apropriado da autoridade para decidir sobre essas questões.

Em um sinal de que a religião, assim como a política, é local, a maioria dos católicos manifesta opiniões favoráveis à liderança dos bispos dos EUA como um todo, e particularmente dos seus bispos locais. Ao mesmo tempo, a pesquisa “encontra um consenso entre os católicos norte-americanos de que os bispos não estiveram à altura no tratamento dado às questões de abuso sexual”. E a maioria dos católicos diz que essa questão danificou a credibilidade política dos líderes da Igreja e prejudicou a capacidade dos padres de ” atender às necessidades espirituais e pastorais de seus paroquianos”.

A pesquisa foi realizada de forma online com uma amostra de 1.442 adultos autoidentificados como católicos, que fazem parte do KnowledgePanel da Knowledge Networks. As entrevistas foram realizadas entre os dias 25 abril a 2 de maio. A pesquisa tem uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

William V. D’Antonio, pesquisador do Instituto de Pesquisa Política e Estudos Católicos da Catholic University of America, liderou esta quinta pesquisa, como em todas as anteriores. Seus colegas neste ano foram Maria Gautier, pesquisadora associada do Centro para Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA) daUniversidade de Georgetown, e Michele Dillon, professora e diretora do departamento de sociologia da Universidade de New Hampshire.

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* Você sabe quantas igrejas cristãs já foram atacadas no Iraque? Veja lista.

segunda-feira, outubro 31st, 2011

Fonte: gofbw

Esta lista compilada a partir de fontes fornecidas pela Agência de Notícias Assíria Internacional e fontes de notícias que documentam a violência contra os cristãos no Iraque.

Setenta igrejas foram atacados ou bombardeados desde junho de 2004: 43 em Bagdá, 19, em Mosul, 7 em Kirkuk e 1 em Ramadi. A seguir está uma lista dos bombardeios.

15 agosto, 2011. Santo Efrém da Igreja Ortodoxa Siríaca foi bombardeado.

02 de agosto de 2011. Um carro-bomba explodiu em frente a uma igreja católica no centro de Kirkuk, no Iraque, nesta terça-feira, ferindo pelo menos 20 pessoas.

24 de abril de 2011. No domingo de Páscoa uma bomba explodiu em frente a igreja do Sagrado Coração em Bagdá. Um tiroteio ocorrido fora da  Igreja Católica Virgem Maria quando os  fiéis estavam reunidos dentro.

31 de outubro, 2010. Terroristas da Al Qaeda atacaram Nossa Senhora do Livramento Igreja Católica Caldéia em Bagdá no domingo à noite durante um culto na igreja. Quando a polícia invadiu a igreja os terroristas incendiaram seus explosivos, matando 58 fiéis, em última análise, incluindo dois sacerdotes.

23 de dezembro de 2009. Em Mosul a igreja de St. George e da igreja de St. Thomas foram bombardeadas, matando três pessoas.

15 de dezembro de 2009. O Gahera Al (Nossa Senhora da Pureza) Igreja Ortodoxa Síria na cidade de Mosul centro foi bombardeada e significativamente danificadas. 4 pessoas morreram e 40 ficaram feridas. O Beshara Al (Anunciação) Igreja Católica Síria em Mosul foi bombardeada.

26 de novembro de 2009. No oeste Jadida (Nova Mosul) do distrito, a Igreja de Santo Efrém e do St Theresa Convento de Freiras Dominicana foram bombardeados e fortemente danificado.

12 julho de 2009. Sete igrejas foram bombardeadas em Bagdá, matando quatro e ferindo 18.
A Igreja de St Mary em Sharaa Flisteu, quatro foram mortos, a Igreja de Saint George, no distrito de Madidi; O St. Joseph Church em Nafak, oeste de Bagdá, A Igreja do Sagrado Coração; A igreja de São Pedro e São Paulo; a Igreja assíria de Santa Maria e a Igreja de São Tiago em Dora.

09 de janeiro de 2008. Duas igrejas foram bombardeadas na região central e norte do Kirkuk, três pessoas ficaram feridas.

06 de janeiro de 2008. Sete igrejas foram bombardeadas no Iraque. Em Mosul: Igreja caldéia de São Paulo, Convento de Irmãs Dominicanas, e Orfanato das Irmãs caldeu, e em Bagdá: Rum Igreja Ortodoxa (onde o guarda foi ferido); Mar Ghorghis Igreja Caldéia na área Ghadir; São Paulo caldeu da igreja em Zafaraniya área; e irmãs caldeu convento em Zafaraniya. Um homem ficou levemente ferido nesses ataques.

04 junho de 2007. St. Jacob Church, perto do Bairro da Ásia (Hay Asya) em Dora, foi atacado e cristãos morto pelos guardas, a igreja foi saqueada e será transformado em uma mesquita. St. John the Baptist Church perto do Hay Al-Athoriyeen (bairro assírio) também foi saqueado.

31 de maio de 2007. Xiitas ocuparam o Convento Anjo Raphael, pertencente às Irmãs do Coração caldeu Scared, em Dora, Bagdá, e transformou-o em uma base para operações militares.

18 de maio de 2007. St. George Igreja Assíria no bairro Dora de Bagdá foi atacada com bombas incendiárias.

14 de abril de 2007. 2 igrejas, foram forçadas por um grupo islâmico para remover Cruz das igrejas de St. John e St. George, em Dora, Bagdá. Um grupo afiliado islâmica no norte do Iraque ocupou o mosteiro assíria de Raban Hormuz.

01 de novembro de 2006. Assaltantes desconhecidos bombardearam a entrada do prédio da igreja Relógio Dominicana, uma igreja católica em Mosul.

08 de outubro de 2006. Duas bombas explodiram por volta das 6h30 perto da Igreja da Virgem Maria sobre a Palestina estrada em Bagdá. Um policial foi morto e muitos transeuntes ficaram feridos.

04 de outubro, 5 de 2006. Um grupo de homens abriu fogo contra a Igreja Caldéia do Espírito Santo, em Mosul, pela segunda vez em oito dias.

27 de setembro de 2006. Um ataque de foguete foi lançado contra a Igreja Católica Caldéia do Espírito Santo, em Mosul.

24 setembro de 2006. Catedral de Santa Maria, a casa de Sua Santidade Mar Addai II, Patriarca da Igreja Antiga do Oriente, foi bombardeada. Localizado no bairro de Riad de Bagdá a catedral experientes atentados dual, uma pequena IED seguiu, poucos minutos depois, por uma detonação do carro carregando uma grande quantidade de explosivos. O bombardeio foi programado para acontecer quando os adoradores estavam deixando o sermão da manhã de domingo. Dois foram mortos e 20 feridos.

08 de setembro de 2006. Duas bombas explodiram em frente ao portão principal de uma igreja em al-Za’faraniyya em Bagdá. As explosões causaram danos à igreja e ferimentos nos guardas da igreja.

02 de junho de 2006. Kaneesat al-Si’aood (A Igreja da Ascensão) em Bagdá foi bombardeada.

01 de fevereiro de 2006. Em Bagdá uma Igreja Adventista do Sétimo dia foi bombardeada pela segunda vez em dois anos, ferindo o guarda da igreja que ficava protegendo o  complexo da igreja.

29 de janeiro de 2006. Carros-bomba explodiram em frente à embaixada do Vaticano e perto de quatro igrejas no Iraque, matando pelo menos três pessoas. Em Kirkuk, três civis foram mortos e um ferido no ataque contra a Igreja da Virgem, e seis civis ficaram feridos na explosão fora de uma igreja ortodoxa. Em Bagdá, carros-bomba explodiu em frente a Igreja Católica São José, no subúrbio de Sina’a e uma igreja anglicana na área Nidhal oriental.

2 de novembro de 2005. Aproximadamente as cinco horas um carro-bomba explodiu perto da Igreja de Mar Giwargis (St. George) no trimestre assíria de Almas distrito de Kirkuk. Três foram mortos.

16 jul 2005. Uma pequena explosão abalou a Igreja Assíria em Habbaniya, Ramadi, no Iraque.

07 de dezembro de 2004. O Al-Tahira caldeu Igreja Católica ea Igreja Armênia, que estava em construção foram bombardeados em Mosul. A primeira explosão atingiu a al-Tahira (o “puro”, em referência à Virgem Maria) Igreja sobre 02:30 no bairro de al-Shifa, leste de Mosul. Dez homens armados invadiram a igreja, plantou explosivos em todo ele, e definir as bombas off ferindo três pessoas e destruindo a maior parte. Uma hora depois, homens armados bombardeado em al-Wahda bairro, oeste de Mosul, uma igreja armênia em construção.

08 de novembro de 2004. Igreja Católica São Bahnam em Dora, Bagdá foi bombardeada, matando 3 pessoas e 40 feridos.

16 outubro de 2004. Cinco igrejas foram bombardeadas em Bagdá, em um ataque coordenado. A igreja de Saint Joseph, no oeste da capital iraquiana foi atingida em cerca de quatro horas Vinte minutos depois, outra explosão atingiu as ruas em outra igreja São José, em Dora, sul de Bagdá. Após mais 20 minutos, a igreja de São Paulo foi atingido na mesma área. Na 04h50, a Igreja Católica Romana St. George, no distrito central de Karrada foi abalada por uma explosão e em chamas. A explosão ocorreu quinta cerca de uma hora mais tarde em Saint Thomas igreja em Mansour, a oeste. Um projétil de artilharia, que se acredita ser destinados para a igreja, foi demitido em um parque de estacionamento entre um hotel e da Igreja Anglicana de São Jorge.

11 de setembro de 2004. Um carro-bomba explodiu em frente a Igreja Adventista do Virgin Mary Sétimo Dia no Parque Al-Sa’doun no centro de Bagdá.

10 de setembro de 2004. Uma bomba explodiu na Igreja assíria Anglicana em al-Andalus Street, em Bagdá.

01 de agosto de 2004. Cinco assírio, e uma igrejas armênias foram bombardeadas simultaneamente em Bagdá e Mosul. Doze assírios foram mortos e cerca de 60 feridos: Igreja Sayidat al-Najat (Nossa Senhora da Salvação) – Karrada, em Bagdá; Igreja Sayidat al-ZOHOUR (Nossa Senhora das Flores) – Karrada, em Bagdá (Armenian Igreja Católica); Santos. Peter & Paul, Dora, Bagdá, St. Paul Church – Centro de Mosul; St. Elia, Bagdá, e Igreja de Santa Maria, no leste de Bagdá (carro-bomba desarmado pela polícia)

26 de junho de 2004. Dois homens não identificados em um Opel prata jogaram uma bomba na Igreja Espírito Santo (al-al-Rooh Qudos) no bairro Akha ‘em Mosul. A explosão feriu a irmã do padre.


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* Foto de sobrevivente de aborto torna-se viral no facebook.

segunda-feira, outubro 31st, 2011

Uma foto de um garoto com síndrome de Down tem sido uma das fotos mais populares no Facebook nos últimos dias. Milhares de usuários da rede social compartilharam a imagem do garoto segurando uma placa que descreve como ele sobreviveu a um aborto .

O menino da foto tem cinco anos e seu nome é Boaz Reigstad. O cartaz que ele segura diz: “Eu posso não ser perfeito, mas estou feliz. Fui criado por Deus à sua imagem. Sou abençoado. Eu sou os 10% das crianças nascidas com síndrome de Down que sobreviveram à lei que permite o aborto”.

A mensagem lembra que a média de aborto para crianças afetadas com esse tipo de doença é superior a 90%. A foto de Boaz é um sucesso, um viral no Facebook, e tem inspirado movimentos pró-vida em todo o mundo. Ela tem atraído milhares de pessoas envolvidas na luta contra o aborto em todos os lugares do mundo, incluindo muitos que “curtiram” a imagem em páginas como “Vamos encontrar 100.000 pessoas contra o aborto”.

A foto também foi publicada na página do Facebook do filme “180″, um documentário que pretende “mudar de visão que os EUA têm do aborto.”

Um professor que trabalha com educação especial comentou no Facebook, “As crianças são um presente e nunca podemos esquecer o quanto Deus ama quando Ele nos dá essas crianças.” Outro comentário no Facebook dizia: “Eu tenho um sobrinho de 5 anos e um primo de 20 anos. Ambos têm síndrome de Down. Eu não poderia imaginar minha vida sem eles. São pessoas preciosas, brilhantes, amorosas, atenciosas, um dom de Deus. ”

Josh Mercer, do site CatholicVote.com, foi uma das pessoas que ajudaram a popularizar a imagem. Depois de ver a foto pela primeira vez, disse: “Quando falo com os amigos que têm uma criança com síndrome de Down, todos dizem quanta alegria aquele filho traz para a sua vida. Tenho vergonha de viver em um país que escolhe a morte para 90% dos bebês que são diagnosticados com síndrome de Down ainda no útero materno”.

Andy Reigstad, pai de Boaz e autor da foto explicou: “Estamos gratos a Deus que ela tem tocado a vida de muitas pessoas e aberto os olhos deles sobre essa questão.” Boaz é o mais velho de três filhos. Ele comemorou seu sexto aniversário no dia 30 de outubro.

Em uma pesquisa recente feita pelo Hospital Infantil de Boston, com 2.044 pais ou responsáveis, 79 % relataram que têm uma visão da vida mais positiva depois de terem um filho com síndrome de Down.

The Christian Post

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* Igreja tornará mais rígida análise de supostas aparições sobrenaturais.

sábado, outubro 29th, 2011

Católicos que afirmarem ter testemunhado “aparições” da Virgem Maria terão que se submeter a um voto de silêncio sobre o fenômeno até que ele seja devidamente investigado pelo Vaticano, segundo um conjunto de novas diretrizes a serem encaminhadas a bispos e dioceses do mundo inteiro.

As supostas aparições passarão a ser examinadas por comitês de dioceses, formados por exorcistas, teólogos e psiquiatras.

A decisão foi divulgada pelo jornal católico online Petrus, dedicado ao pontificado do papa Bento 16.

O diário antecipou alguns detalhes da ordenança papal que atualiza regras determinadas em 1978. Serão investigadas alegações de aparições da Virgem Maria, de santos, de Jesus Cristo e “fenômenos” como estátuas que derramam lágrimas de sangue e o surgimento de chagas no corpo.

A Santa Sé está preocupada com a divulgação de mensagens inconsistentes que poderiam causar desorientação nos fiéis.

Investigação

Pelas novas diretrizes, cada diocese deverá compor o seu próprio grupo de especialistas, e o bispo tem autonomia para interromper ou dar prosseguimento ao caso.

Eles deverão receber as informações sobre a suposta aparição e investigar a vida de quem alega ter entrado em contato com a Virgem Maria.

Para isso, os membros dos comitês, em casos específicos, podem até mesmo solicitar análises de computadores pessoais para rastrear possíveis pesquisas em internet.

O autor da denúncia da hipotética aparição também deverá se submeter a visitas de psiquiatras e psicólogos ateus e católicos. O objetivo é atestar a saúde mental e descartar a ocorrência de delírios ou doenças de caráter histérico.

O Vaticano desconfia ainda que muitos dos “fenômenos” suspeitos “sejam obra de demônios” e, durante o processo de apuração, em última instância, o fiel deverá enfrentar o interrogatório de um ou mais exorcistas.

A Igreja quer também ser a única a poder anunciar o que considera como verdadeiros “milagres”.

O voto do silêncio é a condição principal para que uma aparição seja levada a sério. O descumprimento desta deliberação vai esvaziar o provável interesse das autoridades eclesiásticas em estudar o caso.

Aparições

A comprovação de uma aparição pelo Vaticano pode levar tempo.

A última confirmada foi a visão de Nossa Senhora de Laus, na França, que recebeu a bênção da Igreja em maio de 2008, três séculos depois de ter ocorrido.

Segundo estudo do teólogo René Laurentin, ao longo da história da Igreja Católica, a Virgem Maria teria aparecido 2.450 vezes.

Dos 300 processos de investigação abertos no século 20, apenas 12 foram oficialmente reconhecidos como legítimos pelo Vaticano.

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* Quadro panorâmico e estatístico da Igreja Católica no mundo.

sábado, outubro 29th, 2011

Como tradicionalmente, por ocasião do Dia Mundial das Missões, neste ano celebrado domingo, 23 de outubro, a Agência Fides apresenta algumas estatísticas para apresentar um quadro panorâmico da Igreja missionária no mundo.

As tabelas são extraídas do último “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado (atualizado em 31 de dezembro de 2009) e se referem a membros da Igreja, suas estruturas pastorais, atividades no campo da saúde, assistencial e educativo. É também indicada a variação, aumento (+) ou redução (-) em relação ao ano precedente, segundo o confronto efetuado pela Agência Fides.

População mundial

Em 31 de dezembro de 2009, a população mundial era de 6.777.599.000 pessoas, com um aumento de 79.246.000 unidades em relação ao ano precedente. O aumento global se constata em todos continentes: África (+19.983.000); América (+8.744.000); Ásia (+47.702.000); Oceania (+967.000); Europa (+1.850.000).

Católicos

Na mesma data, o número de católicos era de 1.180.665.000, com um aumento total de 14.951.000 em relação ao ano passado. Este incremento interessa todos os continentes: África (+6.530.000); América (+5.863.000); Ásia (+1.814.000); Europa (+597.000); Oceania (+147.000). A porcentagem dos católicos aumentou globalmente de 0,02%, confirmando-se em 17,42%. No detalhe dos continentes, registraram-se aumentos na África (+0,3); América (+0,04) e Ásia (+ 0,01), enquanto diminuições se verificaram, como no ano passado, na Europa (- 0,02) e Oceania (- 0,3).

Habitantes e católicos por sacerdote

O número de habitantes por sacerdote aumentou também este ano de 139 unidades, alcançando 13.154 unidades. Dividindo por continentes: aumentos na América (+70), Europa (+ 42) e Oceania (+181), e diminuições na África (-313) e Ásia (-628). O número de católicos por sacerdote aumentou no total em 27 unidades, alcançando 2.876. Registram-se aumentos em todos os continentes, enquanto a única diminuição foi na Ásia: África (+25); América (+32); Ásia (-30); Europa (+16); Oceania (+25).

Circunscrições eclesiásticas e estações missionárias

As circunscrições eclesiásticas são 11 a mais em relação ao ano precedente, chegando a 2.956. novas circunscrições foram criadas na África (+3), América (+2) e Ásia (+6). As estações missionárias com sacerdote residente são no total 1.850 (185 a mais em relação ao ano precedente) e aumentaram na África (+280) e América (+94), com diminuições na Ásia (-69), Europa (-110) e Oceania (-10). As estações missionárias sem sacerdote residente se tornaram 5.459 unidades, somando no total 130.948, com aumentos na África (+2.143), América (+2.131), Ásia (+937) e Oceania (+278), enquanto se reduzem na Europa (-30).

Bispos

O número total de Bispos no mundo aumentou de 63 unidades, chegando a 5.065. No total, aumentam seja os Bispos diocesanos como os religiosos. Os Bispos diocesanos são 3.828 (42 a mais em relação ao ano precedente), enquanto os Bispos religiosos são 1.237 (21 a mais). O aumento de Bispos diocesanos interessa todos os continentes: África (+2), América (+19), Ásia (+1), Europa (+17), Oceania (+3). Quanto aos Bispos religiosos, a única redução se registra na Oceania (-1), enquanto África (+10), América (+4), Ásia (+5) e Europa (+3) registraram aumento.

Sacerdotes

O número total de sacerdotes no mundo aumentou em 1.427 em relação ao ano precedente, chegando a 410.593. A maior diminuição foi mais uma vez na Europa (-1.674), enquanto o número aumenta na África foi (+1.155), na América (+413), na Ásia (+1.519) e na Oceania (+14). Os sacerdotes diocesanos no mundo aumentaram globalmente em 1.535, chegando a um total de 275.542, tendo aumentado na África (+888), América (+946), Ásia (+780) e Oceania (+26) e diminuído na Europa (-1.105). Os sacerdotes religiosos diminuíram de 108 unidades, e são no total 135.051. O aumento é marcado, como já há alguns anos, pela África (+267) e Ásia (+739), enquanto reduções se verificaram na América (-533), Europa (-569) e Oceania (-12).

Diáconos permanentes

Os diáconos permanentes no mundo aumentaram em 952 unidades, totalizando 38.155. O aumento mais consistente se confirma mais uma vez na América (+552) e na Europa (+326), seguidas por Oceania (+57) e Ásia (+23). A única diminuição foi na África (-6). Os diáconos permanentes diocesanos no mundo são 37.592, com um aumento total de 1.053 unidade. Aumentam em todos os continentes com exceção da África (-2), e mais precisamente: América (+623), Ásia (+15), Europa (+359) e Oceania (+58). Os diáconos permanentes religiosos são 563, isto é, 101 a menos em relação ao ano precedente, com um único aumento na Ásia (+8) e reduções na África (-4), América (-71), Europa (-33), Oceania (-1).

Religiosos e religiosas

Os religiosos não sacerdotes são 412 a menos, e somam globalmente 54.229. Registram-se aumentos apenas na África (+294), mas se reduzem na América (-195), Ásia (-60), Europa (-445) e Oceania (-6). Confirma-se a redução global do número de religiosas (-9.697) que são no total 729.371, assim divididas: aumentam novamente este ano na África (+1.249) e na Ásia (+1.399), e diminuem na América (-4.681), Europa (-7.468) e Oceania (-196).

Institutos seculares

Os membros dos Institutos seculares masculinos totalizam 737, tendo-se reduzido de 6 unidades. Em nível continental, aumentam na África (+5) e América (+3), permanece invariável na Oceania e se reduzem na Ásia (-1) e Europa (-13). Os membros de Institutos seculares femininos se reduziram este ano de 386 unidades, , totalizando 26.260 membros. Aumentam na África (+37), Ásia (+180) e Oceania (+1), e se reduzem na América (-30) e na Europa (-574).

Missionário leigos e Catequistas

O número de Missionários leigos no mundo é 320.226, com um aumento global de 3.390: na África (+736), Ásia (+3.774) e Europa (+428). Diminuições foram registradas na América (-1.531) e Oceania (-17). Os catequistas no mundo são globalmente 68.515 a mais, chegando a 3.151.077. o número aumentou na África (+19.538), América (+36.319), Ásia (+13.365) e Oceania (+287). A única redução se registrou na Europa (-994),

Seminaristas maiores

O número de seminaristas maiores, diocesanos e religiosos aumentou de novo este ano: globalmente os candidatos ao sacerdócio são 954 a mais, totalizando o número de 117.978. Como nos anos passados, o aumentos se verificam na África (+565), Ásia (+781) e Oceania (+15), e as reduções, novamente este ano, se verificaram na América (-60) e na Europa (-347). Os seminaristas maiores diocesanos são 71.219 (+43 em relação ao ano precedente) e os religiosos 46.759 (+911). Os seminaristas diocesanos aumentaram na África (+425) e na Ásia (+121), e se reduziram na América (-353), Oceania (-14) e Europa (-136). Os seminaristas religiosos aumentam na África (+140), América (+293), Ásia (+660) e Oceania (+29) e se reduzem na Europa (-211).

Seminaristas menores

O número total de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, aumentou de 1.631 unidades, chegando ao número de 103.991. Aumentaram na África (+1.765), Ásia (+211) e Oceania (+53) e se reduziram América (-337) e Europa (-61). Os seminaristas menores diocesanos são 79.142 (+1155) e os religiosos 24.849 (+476). Já os seminaristas menores diminuíram na América (-264), Ásia (-97) e Europa (-18), mas aumentaram na África (+1.483) e na Oceania (+51). Os seminaristas religiosos estão diminuindo na América (-73) e na Europa (-43), e aumentando na África (+282), Ásia (+308) e Oceania (+2).

Institutos de instrução e educação

No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos; 42.495 escolas superiores médias com 17.114.737 alunos. Além disso, acompanha 2.288.258 jovens de escolas superiores e 3.275.440 estudantes universitários. Seja o número de Institutos como o de alunos, de todos os níveis, está em aumento em relação ao ano precedente.
Institutos de saúde, de beneficência e de assistência

Os institutos de beneficência e assistência administrados no mundo pela Igreja incluem: 5.558 hospitais, com maior presença na América (1.721) e África (1.290); 17.763 postos de saúde, a maioria na América (5.495), África (5.280) e Ásia (3.634); 561 leprosários, distribuídos principalmente na Ásia (288) e África (174); 16.073 casas para idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiências, em maioria na Europa (8.238) e na América (4.144); 9.956 orfanatos, um terço dos quais na Ásia (3.406); 12.387 jardins de infância; 13.736 consultórios matrimoniais distribuídos em maioria na Europa (5.948) e América (4.696); 36.933 centros de educação ou reeducação social e 12.050 instituições de outros tipos, grande parte na América (4.484), Europa (3.939) e Ásia (1.857).

Circunscrições eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos

Em 1o de outubro de 2011, as circunscrições eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos (Cep) eram 1103 no total. A maior parte delas se encontra na África (499) e na Ásia (473), seguidas por América (85) e Oceania (46).

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* A ditadura da tolerância. Imperdível!

sexta-feira, outubro 28th, 2011

Em 2010, durante o VII Congresso Conservador realizado em Cracóvia, o pesquisador chileno José Antonio Ureta, um dos conferencistas daquele evento, tratou sobre um assunto de grande atualidade: a “Ditadura da Tolerância”.

***

- O que podemos entender por “Ditadura da Tolerância”? Não são palavras contraditórias?

José Antonio Ureta - Em teoria, são contraditórias; na prática, não. É uma outra maneira de exprimir aquilo o que o Papa Bento XVI denuncia como a “ditadura do relativismo”.

Se por tolerância se entende que não há verdade nem êrro, nem bem nem mal, e que cada um pode pensar, querer e agir como bem entende, então deixa de haver valores absolutos e limites objetivos que se impõem a todos.

O resultado é que a maioria (ou até uma minoria que se julga “esclarecida”) pode impor ditatorialmente aos demais aberrações contrarias à ordem natural.

Por exemplo, obrigar os médicos a praticar o aborto ou aos pais de família a aceitarem babás homossexuais para seus filhos.

- Essa “Ditadura da Tolerância” é uma manobra de perseguição religiosa?

José Antonio Ureta – Quando os maus são minoria, eles pedem liberdade para o mal. Mas, quando passam a ser maioria, ou a manipular a maioria, então eles negam aos bons o direito de fazer o bem.

Para eles, a definição de liberdade é o contrário do que disse o presidente-mártir do Equador, Gabriel García Moreno: “Liberdade para todos e para tudo; exceto para o mal e para os maus”. O lema deles poderia bem ser: “liberdade para todos e para tudo; exceto para o bem e para os bons”.

O slogan de que se servem foi enunciado pelo jacobino Saint-Just, que chegou a ser chamado o “Anjo do Terror”, durante a Revolução Francesa: “Nenhuma liberdade para os inimigos da liberdade”.

É por esse tortuoso caminho que o liberalismo desemboca no totalitarismo e na perseguição dos opositores por motivos ideológicos. Como toda ideologia tem um fundo religioso, acaba dando numa perseguição religiosa.

- Como o Sr. vê o emprego desta palavra “tolerância” pela mídia? E qual o papel da mídia nessa “Ditadura da Tolerância”?

José Antonio Ureta – Segundo a doutrina católica, a tolerância é uma licença negativa do mal. O mal deve ser normalmente combatido, mas por vezes é preciso tolerá-lo para evitar um mal ainda maior ou para não prejudicar um bem maior. É a aplicação da parábola do joio e o trigo à vida socialMas essa tolerância bem entendida não confere ao mal tolerado nenhum direito. Logo que as condições objetivas permitem erradicá-lo, esse mal pode ser eliminado.

O conceito relativista de tolerância, pelo contrário, afirma que todas as doutrinas e todos os comportamentos são equivalentes e devem coexistir. O que é uma utopia.

A mídia tem um grande papel em favorecer essa mentalidade relativista, apresentando como modelo as personalidades “abertas” (por exemplo, os artistas e políticos favoráveis à liberalização da maconha) e desacreditando os defensores de princípios absolutos como “autoritários”, “fechados”, “obscurantistas”.

- A mídia de massa usa correntemente certos termos como “homofobia” e até “islamofobia”, mas parece que a mesma mídia se nega a utilizar o termo “cristianofobia” para caracterizar o assassinato e a perseguição aos cristãos. Isso não seria um indício de que a “Ditadura da Tolerância” visa apenas perseguir os cristãos?

José Antonio Ureta – Homofobia foi um termo inventado por um psiquiátra americano para estigmatizar aqueles que se opõem à homossexualidade, pressupondo que o fazem por desordens temperamentais e não por princípios. É uma maneira cômoda de amordaçar os opositores sem ter que responder a seus argumentos.

Vendo o sucesso da manobra, os líderes muçulmanos cunharam o termo de “islamofobia” para silenciar, no Ocidente, aqueles que denunciam as falsidades do Corão ou as injustiças nos países muçulmanos ou a invasão massiva de islamitas nos países desenvolvidos.

A mídia usa e abusa desses termos. Mas, como você diz, quando se trata de denunciar as perseguições aos cristãos nos países muçulmanos ou os ataques ao Cristianismo no Ocidente, a mídia cala a boca, ou é conivente com os ataques em nome da liberdade de expressão.

- Na Europa, há leis ou projetos de lei que vão na linha dessa “Ditadura da Tolerância”?

José Antonio Ureta – Claro que há. Por exemplo, os farmacêuticos católicos são obrigados a vender a pílula abortiva do dia seguinte e os anticoncepcionais, sob pretexto que são “medicamentos”. Como quase todos os médicos jovens invocam a cláusula de objeção de consciência para recusar-se a praticar abortos, as feministas querem impor a prática dizendo que o aborto é um tratamento de saúde.

Em matéria de homossexualidade é parecido. As agências católicas inglesas de adoção de crianças tiveram que fechar porque não podiam “discriminar” os casais homossexuais. As paróquias não podem mais alugar o salão paroquial para casamentos (o que era frequente, porque era mais fácil fazer a festa logo após a cerimônia), porque não podem mais discriminar os homossexuais.

Nesta semana, na Inglaterra, o gerente de uma companhia pública que cuida de alojamentos foi sancionado por ter colocado no seu Facebook – num espaço que somente seus amigos têm acesso- a opinião de que permitir a celebração de “casamentos” entre homossexuais nas igrejas seria uma “igualdade excessiva” !

- O Sr. poderia dizer como nós aqui no Brasil poderíamos combater de modo inteligente e eficaz a implantação dessa “Ditadura da Tolerância”?

José Antonio Ureta – Acho que o melhor método é tornar pública a perseguição que está acontecendo em outros países e dizer que, se não há reação, o mesmo vai acontecer ai.

E, sobretudo, lembrar que “é preciso obedecer a Deus antes que aos homens”, como disse S. Pedro quando foi conduzido diante do tribunal por pregar o Evangelho.

É melhor reagir agora do que depois ter que morrer como mártir ou, pior ainda, viver vergonhosamente como “cidadão de segunda classe”.

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* Íntegra do discurso do Papa no III Encontro de Assis para líderes religiosos de todo o mundo.

sexta-feira, outubro 28th, 2011

Jorge Ferraz

Alguns podem estranhar que este discurso não se assemelhe tanto a uma defesa da Fé Católica diante dos que recusam a Religião Verdadeira. Isto é verdade. Mas nem todos os discursos papais precisam ser tratados de apologética, e nem os não-católicos só podem ser abordados sob a alcunha explícita de inimigos de Cristo. O dia é “pela Paz e a Justiça no Mundo”, e não diretamente “ut inimicos Sanctae Ecclesiae humiliare”. Há um tempo para cada coisa debaixo dos Céus.

O que não significa que não seja possível extrair coisas boas de uma abordagem distinta. Entre outras coisas, o Papa consegue, neste discurso, i) criticar o terrorismo islâmico; ii) demonstrar que são improfícuos os esforços naturalistas por paz; iii) defender abertamente a santidade da Igreja a despeito dos erros dos católicos; iv) criticar o Iluminismo; v) chamar os cristãos à conversão e ao aperfeiçoamento moral; vi) acusar o ateísmo assassino; e vii) separar os agnósticos (imensa maioria dos incrédulos) dos ateus fanáticos radicais (Dawkins et caterva), privando estes últimos do “número” que alegam ter.  É bastante coisa. Que as pessoas o possam perceber. E que este dia possa dar bons frutos.

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

Assis, Basílica de Santa Maria dos Anjos
Quinta-feira
, 27 de Outubro de 2011

Queridos irmãos e irmãs,
distintos Chefes e representantes das Igrejas
e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,
queridos amigos,

Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis.

O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos factores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objecta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objectarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspecto multiforme, que possui uma motivação exactamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião vêem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.

Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma concepção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida rectamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que crêem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».

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* Casal austríaco foge com filhos sem “pagar barriga de aluguel” dos EUA.

sexta-feira, outubro 28th, 2011

G1

Após dar à luz gêmeos no mês de julho em um contrato internacional de barriga de aluguel, uma americana luta desde então para conseguir receber os pouco mais de US$ 14 mil (R$ 24,6 mil) que não foram pagos de acordo com o valor previsto no contrato.

Moradora de Windsor, no estado americano de Colorado, Carrie Mathews conta que quase morreu no parto das crianças levadas pelos austríacos Rudolf e Teresa Bako, que tentavam engravidar sem sucesso havia 20 anos. Os três se conheceram por meio do site de uma empresa americana que promove contratos internacionais de barriga de aluguel, e se deram muito bem de início.

Carrie é vista ao centro com os bebês recém-nascidos e com os novos pais da criança, o casal Bako, que tem se recusado a pagar o que deve pela barriga de aluguel (Foto: Reprodução/9News)Carrie é vista ao centro com os bebês recém-nascidos e com os pais da criança, o casal Bako, que tem se recusado a pagar o que deve pela barriga de aluguel (Foto: Reprodução/9News)

O contrato intermediado pela “National Adoption and Surrogacy Center” previa um pagamento de US$ 25 mil (R$ 44 mil) e mais a cobertura de diversos outros custos relativos ou decorrentes da gravidez, de acordo com a reportagem do 9News, noticiário da TV americana NBC.

Em julho, Carrie foi dar à luz no Chipre, onde se encontrou com o casal. Mas após o parto cesariano ela acabou sofrendo complicações, perdeu muito sangue e teve que ser ressuscitada após uma parada cardiorrespiratória. Isso a manteve internada por 20 dias, e nesse período o casal Bako deixou o país com as crianças.

Depois de recuperada, Carrie passou a procurar o casal austríaco e a empresa que intermediou o contrato para receber o que ainda não havia sido pago. A partir de então, os austríacos passaram a evitar os telefonemas, e a empresa mediadora disse não poder ajudar.

A americana e seu marido podem agora entrar na Justiça contra os austríacos tanto no Colorado quanto na Áustria, mas as perspectivas não são boas. Os EUA não têm qualquer acordo nesse âmbito com a Áustria. E, na Áustria, contratos de barriga de aluguel não são sequer reconhecidos legalmente – motivo pelo qual o parto acabou ocorrendo no Chipre.

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* Você sabe o que é “Episcopo.net”?

sexta-feira, outubro 28th, 2011

Já cumpridas três fases de implementação, o projeto Episcopo.net está perto de sua configuração final. Trata-se de uma mídia digital a serviço da comunicação e da comunhão eclesial voltada exclusivamente para a América Latina, com o objetivo de incentivar uma comunicação constante, abundante e fluente.

O Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e as Conferências Episcopais da América Latina serão responsáveis pela coordenação e a entrega final do projeto.

Episcopo.net foi lançado em Santiago, no Chile, durante o II Congresso RIIAL (Rede Informática da Igreja para América Latina) sob o tema “Igreja e Cultura Digital – Novos Horizontes para a Missão Eclesial”.

Para  Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande e 2º vice-presidente do Celam, “mais importante do que a rede é a criação de uma “cultura da comunicação”. “O Brasil já começou, há vários anos, uma parceria muito importante com o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Este ano, tivemos no Rio, o seminário para bispos, cujo objetivo era justamente mostrar a eles a realidade da nova cultura digital e a importância dos meios de comunicação para a transmissão da fé”, disse Dom Dimas.

O arcebispo de Campo Grande também classificou como sendo uma iniciativa importante o apoio dado ao “Episcopo.net” pelo Pontifício Conselho, já que será uma ferramenta que oferecerá aos Bispos uma ampla oportunidade de comunicação entre todos eles a serviço da evangelização.


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