Por Arquivo março, 2012

* Cuba decreta feriado de Sexta-Feira Santa após pedido do Papa.

sábado, março 31st, 2012

Fonte: G1

presidente cubano Raúl Castro declarou feriado “com caráter excepcional” a próxima Sexta-Feira Santa, dia 6 de abril, atendendo a um pedido realizado pelo Papa Bento XVI durante sua recente visita a Cuba, informou neste sábado (31) o jornal oficial “Granma”.

“O Conselho de Ministros da República de Cuba concordou ontem em encerrar as atividades de trabalho na próxima sexta-feira, 26 de abril”, afirmou uma nota informativa publicada no jornal.

O pedido foi feito por Bento XVI durante sua visita ao Palácio da Revolução, no dia 27 de março.

Momentos antes de sua partida, o presidente cubano expressou (ao Papa) a vontade de que a próxima sexta-feira, 6 de abril, com caráter excepcional, seja feriado nacional, em consideração a Sua Santidade e ao feliz resultado desta transcendental visita ao nosso país, e cabe aos órgãos superiores da Nação a decisão definitiva” do feriado, em referência à Assembleia Nacional (Parlamento), acrescentou.

Bento XVI visitou Cuba de 26 a 28 de março, período no qual realizou duas missas campais em Santiago de Cuba e Havana, assim como visitou o Santuário Nacional do Cobre, onde fez uma homenagem à Virgem da Caridade do Cobre, padroeira nacional, e se reuniu com autoridades.

Em dezembro de 1997, o então presidente Fidel Castro, afastado do poder desde 2006 por motivos de doença, decretou feriado de forma excepcional 25 de dezembro, dia de Natal, devido à iminente visita do papa João Paulo II, que foi realizada de 21 a 25 de janeiro de 1998.

Após a visita de João Paulo II, o dia de Natal tornou-se feriado de forma permanente.

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* “Nós Queríamos Implantar o COMUNISMO no BRASIL” – afirma Fernando Gabeira.

sábado, março 31st, 2012

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* “Cartas ao STF pela Vida dos bebês anencéfalos”. Vamos nos envolver, irmãos!

sábado, março 31st, 2012

“Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação”(Mario Quintana)

No próximo dia 11 de abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal  julgará a  ADPF (Ação de descumprimento de preceito fundamental) nº 54 e decidirá se o abortamento provocado ou não ser realizado nos casos dos bebês anencéfalos.

O momento atual que enfrentamos é bastante delicado. É preciso que todas as pessoas de bem que são contrárias ao aborto se unam para demonstrar sua opinião aos Excelentíssimos Julgadores.

O aborto não pode ser visto como solução para a gestante é preciso que ela seja acolhida e acompanhada para amar seu filho independente de sua condição, seja ele doente ou não, com a garantia dos cabíveis cuidados paliativos, de modo a aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida.

É no mínimo um contrassenso que, num Estado Democrático de Direito, recursos públicos sejam utilizados para matar seres humanos que se encontram numa situação de fragilidade. Isso afronta a dignidade da pessoa humana, princípio basilar da Constituição Federal.

Podemos fazer algo concreto!

Basta que você imprima a carta que elaboramos, preencha o espaço em branco com seu nome e envie-a para o endereço do Supremo Tribunal Federal através do correio (clique aqui para baixar a carta).

Destinatário: Supremo Tribunal Federal
Praça dos Três Poderes – Brasília – DF – CEP 70175-900

Ou, se preferir, pode enviar uma carta para cada gabinete dos 11 Ministros do STF que irão julgar esta ação (Clique aqui para obter a relação dos Ministros).

Não pense que a sua iniciativa não irá resolver o problema, pois o mal só triunfa quando as pessoas de bem nada fazem.

Veja!

http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/29353-a-anencefalia-em-nada-impede-o-amor-pelo-contrario

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* A Igreja aceita a cremação? SIM, mas tem reservas às “cinzas pulverizadas” nos ambientes.

sexta-feira, março 30th, 2012

A Livraria Editora Vaticano apresentou recentemente a segunda edição do Rito de exéquias, em que se sublinha que os católicos não devem pulverizar as cinzas de um defunto logo depois de ser cremado, já que essa prática, que está na moda atualmente, é contrária à fé cristã. As cinzas devem ser enterradas.

Neste documento em italiano, que foi apresentado na sede da Rádio Vaticano, foram revisados todos os textos bíblicos e de oração, e se incluiu um apêndice dedicado inteiramente às exéquias no caso da cremação.

Dom Angelo Lameri, do Escritório Litúrgico Nacional da Conferência Episcopal Italiana (CEI), explicou que se colocou a cremação em um apêndice à parte para sublinhar o fato de que a Igreja, “embora não se oponha à cremação dos corpos quando não é  feita ‘in odium fidei’ (por ódio à fé), segue considerando que a sepultura do corpo dos defuntos é a forma mais adequada para expressar a fé na ressurreição da carne, assim como para favorecer a lembrança e a oração de sufrágio por parte de familiares e amigos”.

O texto também assinala que excepcionalmente, os ritos previstos na capela do cemitério ou diante da tumba podem ser celebrados também no mesmo lugar da cremação.

Recomenda-se ademais o acompanhamento do féretro a este lugar. É de especial importância a afirmação que “a cremação se considera concluída quando se deposita a urna no cemitério”.

Tudo isto se deve porque embora algumas legislações permitam pulverizar as cinzas na natureza ou conservá-las em lugares diferentes do cemitério, “estas práticas produzem não poucas perplexidades sobre sua plena coerência com a fé cristã, sobre tudo quando estas remetem a concepções panteístas ou naturalistas”.

Outra das novidades do rito das exéquias se refere ao momento da visita da família, que não se contemplava na edição anterior. Dom Lameri afirma a respeito que “para um sacerdote, um momento para compartilhar a dor, escutar os familiares afetados pelo luto, e conhecer alguns aspectos da vida da pessoa difunta com o fim de oferecer uma lembrança correta e personalizada durante a celebração das exéquias”.

Outra novidade é a seqüência ritual, revisada e enriquecida, do momento de fechar o ataúde. Propõe-se textos adequados a diversas situações: para uma pessoa anciã, para uma pessoa jovem, para quem morreu inesperadamente.

Uma nova adaptação permite agora pronunciar palavras de lembrança cristã do defunto no momento da despedida. Do mesmo modo, acrescentou-se uma ampla proposta de formulários para a oração dos fiéis.

O novo Rito das exéquias quer ser também um instrumento para aprofundar na busca do sentido da morte.

O Bispo Alceste Catella, Presidente da Comissão Episcopal para a liturgia da CEI, assinalou para concluir que “este livro testemunha a fé dos fiéis e o valor do respeito e da ‘pietas’ para com os defuntos, o respeito pelo corpo humano inclusive quando já não tem vida”.

“Testemunha a forte exigência de cultivar a memória, de ter um lugar certo no qual depor o cadáver ou as cinzas, na certeza profunda de que isto é autêntica fé e é autêntico humanismo”, concluiu.

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* Real Madrid cede ante o mercado muçulmano e elimina a cruz do seu escudo. Lamentável.

sexta-feira, março 30th, 2012

O jornal esportivo Marca confirmou que o Real Madrid aceitou eliminar a pequena cruz (Veja acima com a cruz e o escudo sem a cruz) que desde 1920 o clube de futebol exibe em seu escudo para evitar conflitos na multimilionária construção de um complexo turístico-esportivo na ilha de Ras Al Khaimah, uma das sete que formam os Emirados Árabes Unidos, onde o Islã é a religião oficial.

A alteração –que afetará sua imagem exclusivamente nos países muçulmanos– foi confirmada ontem quinta-feira 29 de março no ato de apresentação do resort de luxo que custará uns um bilhão de dólares e abrirá suas portas em janeiro de 2015.

Conforme informa o diário Marca, as autoridades do clube cuidaram que “todos os detalhes” e decidiram “prescindir da cruz que há na coroa do escudo para evitar desta forma qualquer tipo de confusão ou más interpretações em uma zona onde a grande maioria de população professa a religião muçulmana”.

A isto, o jornal El Economista acrescenta em sua edição de hoje que “todas e cada uma das imagens do escudo “merengue” apareciam modificadas: a cruz pertencente à coroa real espanhola havia sido apagada. Não é uma casualidade, é uma estratégia comercial”.

“Alegam, além disso, que a cruz não pertence a seu escudo institucional, mas à coroa da Casa Real que outorga ao clube o título do mesmo nome e que foi outorgado por Alfonso XIII a princípios do século XX”, acrescenta El Economist.

A decisão do Real Madrid despertou polêmica entre seguidores e rivais. Nas redes sociais abundam os comentários contra a medida. Os usuários lamentam que o clube tenha cedido à pressão do mercado árabe e recordam que na Espanha os muçulmanos têm plena liberdade para usar e exibir seus símbolos religiosos. Alguns inclusive ironizam perguntando se o clube ia mudar de nome suas estrelas Cristiano (que em português significa Cristão) Ronaldo e Angel (Anjo em português) Di María.

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* ONU nega “status consultivo” a “Católicas” pelo Direito de Decidir.

sexta-feira, março 30th, 2012

Wagner Moura

Temporariamente , a Organizacão das Nações Unidas (ONU) negou o “status consultivo” ao grupo anti-católico e pró-aborto Católicas pelo Direito de Decidir Córdoba (Argentina).

Sem o “status consultivo” a organização argentina não pode ser credenciada para monitorar as atividades desenvolvidas pelo Conselho Econômico e Social e órgãos subsidiários (Comissão e subcomissão de Direitos Humanos) das Nações Unidas.

O comitê que avalia o cadastramento das ONGs junto à ONU alegou que o grupo argetino pró-aborto não poderia se cadastrar com esse nome junto à ONU, uma vez que isso significaria desrespeitar as leis da Argentina. Em seu país de origem o grupo pró-aborto não pode se denominar “católico” por causa de uma lei que submete o uso desse nome à autorização da Igreja Católica.

As informações são do FridayFax, iniciativa do único grupo pró-vida que atua junto à ONU, o C-FAM. O grupo pró-vida também informa que além das Católicas pelo Direito de Decidir, outras centenas de grupos pró-aborto tiveram seu pedido de “status consultivo” negado pela ONU devido a insatisfações de países membros do comitê relativas às atividades de tais grupos.

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* Laicismo: Quem não tem religião estaria liberado para matar? Claro que não. Os direitos humanos valem para todos!

sexta-feira, março 30th, 2012
Pedro Menezes.


O laicismo está fazendo a cabeça de muitas pessoas. Elas acabam convencidas de que alguém ligado a um credo, formalmente ou não, defendendo certa agenda, automaticamente torna essa a agenda de religiosa, não importa quantas pessoas não religiosas também a defendam. O tema acaba recebendo todos os estereótipos e estigmas.

Isso é resultado de uma visão maniqueísta do debate político. Ou está comigo, ou está contra mim. Quanto mais extremada uma posição política, mais maniqueísta é em relação aos oponentes. E talvez é ingenuidade pensar que esse maniqueísmo seja involuntário, quando é bem provável que faça parte de uma estratégia antiga como o mundo, a de demonizar o inimigo para angariar seguidores.

Claro que um maniqueísmo só pode ser fundamentalista, a postura de quem está interessado em impor visões e não em debater. A disposição ao debate cria uma ótima imagem de abertura, de compreensão e vontade de resolver o problema, porém debater implica em correr o risco de ceder posições ou, mais importante, a expor-se à verdade. Quanto menos se discute, menos chance temos de encontrar a verdade. Daí que muitos precisam dizer que querem o debate, mas de fato rejeitá-lo acima de tudo.

E a melhor forma de rejeitar o debate parecendo querê-lo é convencer o público de que quem rejeita o debate é o oponente. A falácia do espantalhos é uma das melhores formas de fugir do debate. É uma falácia, o que quer dizer que tem aparência de verdade mas é falso, ou por uma premissa falsa ou pela relação entre elas. Uma falácia do espantalho cria uma posição falsa do oponente para derrubá-la, criando a aparência de que se derrubou o oponente, quando na verdade ele nunca defendeu tal ideia. Com essa falácia, não apenas não há debate, como se dá a impressão de que o oponente é quem fugiu dele.

Os dois temas que mais envolvem polêmica em relação à posição de religiosos — legalização do aborto e união homossexual — já começam com a falácia do espantalho. Os argumentos que seus apoiadores refutam são religiosos: de que na concepção há alma humana e de que Deus proíbe atos homossexuais. Mas os argumentos verdadeiros não são esses, pelo menos no debate formal, aquele que ocupa espaços de valor na agenda, como os tribunais e as plenárias. Cristãos, e não apenas eles, opõem-se ao aborto pela razão moral, com evidência biológica desde a formação do DNA, de que uma vida humana começa na concepção, inclusive com direitos resguardados, e se nem aquele DNA pertence à mãe, não faz sentido em dizer “direito sobre o próprio corpo”.

Essas pessoas também opõem-se ao casamento homossexual não para prejudicar os gays — argumento que beira ao mimimi infantil para demonizar o oponente –  mas para manter a família como causa e sustento da sociedade pela obviedade, mesmo que imperceptível para alguns, de que todos nós viemos de conjunções dos gametas masculino e feminino, e não das cegonhas.

Quem não tem religião estaria liberado para matar? Claro que não. Os direitos humanos valem para todos.

Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, em mensagem no Twitter@DomOdiloScherer no dia 15/03/12 (com correções).

A primeira coisa que os apoiadores dessas causas dizem é que é preciso criar o debate e que os opositores não querem debater sobre o assunto, mas a primeira coisa que fazem é tentar aprovar essas coisas na marra, seja por congressos falsamente representativos da sociedade que aprovam planos executivos (como o PNDH-3), seja por decisões judiciais no STF.

Fazem a apelação, mais que inconstitucional, contra os princípios republicanos de legislar por meio de atos executivos ou jurídicos, pois sabem que, se usarem as regras democráticas do debate aberto e da vontade da maioria, perdem na primeira leva. Daí entendemos porque têm uma vontade gutural de enfiar na cabeça das pessoas a ideia de que a sociedade brasileira é conservadora, sem explicar bem por que seria assim.

As alas esquerdistas precisam colocar esses falsos argumentos religiosos na conta dos oponentes para poder jogar a carta do estado laico. Assim, não só eliminam do debate tais temas, que nada tem a ver com laicidade do estado, como eliminam os oponentes junto com eles. Melhor do que tirar um tema da jogada é tirar o oponente da jogada. Facilita todo o trabalho de criar um argumento falso, e ainda vem com um bônus: o apelo muito fácil, que convence qualquer um, de que há pessoas inescrupulosas querendo usar a religião como política, coisa antiga, medieval e da Igreja opressora, que ninguém quer repetir. É tão chocante quanto defender que pobre e negro deve passar fome e morrer. Essa estratégia é muito curiosa no caso da descriminalização do aborto, quando vemos suas consequências: pois nos países onde aborto é legalizado, quem mais é morto por abortamento é justamente os bebês pobres, os negros e as meninas.

Vejam como as coisas dão voltas. Podemos perder posições com o debate, mas chegar à verdade — no caso, a da dignidade humana — não devia ser uma luta de posições. E as pistas da verdade estão evidentes por quem cruzou caminhos antes de nós. Querem legalizar o aborto com o apelo emocional barato de proteger a mulher, as minorias étnicas e os pobres. O apelo perde sentido quando vemos que nos EUA a maioria dos abortados são negros e pobres, na Índia e na China são as meninas, e na Europa são as minorias étnicas e os deficientes. A tentativa de humilhar o adversário por meio da enganação e da mentira só leva ao desastre que tentam evitar.

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* De Varsóvia a Havana à sombra de um “Muro de Berlim” ideológico.

sexta-feira, março 30th, 2012

Demétrio Magnoli

Bento XVI pisou em Cuba mencionando ‘presos e familiares’, palavras nunca pronunciadas por Lula ou Dilma

O Papa não é o mesmo, a cidade é outra e os tempos mudaram, mas o paralelo é incontornável. Quando, em 1979, João Paulo II falou numa Varsóvia submersa no som dos sinos que repicavam, começou a acabar a história do comunismo europeu. Ontem, em Havana(foto) Bento XVI falou aos cubanos, retomando os antigos temas da verdade, da liberdade de consciência, de fé e de expressão. Será esta a centelha do colapso de um comunismo caribenho que copiou os traços essenciais do sistema inventado na URSS de Stalin?

Não é a primeira visita papal a Cuba. João Paulo II falou em Havana, em 1998, iniciando uma ambígua aproximação entre a Igreja e o regime. De lá para cá, como explica a blogueira Yoani Sánchez, “podemos rezar em voz alta, mas criticar o governo continua a ser pecado, blasfêmia”. Há 14 anos, a sentença final do Papa foi sobre a liberdade do espírito. Será viável retalhar o princípio da liberdade em fatias, tolerando uma delas para conservar o veto às demais?

A interlocução entre a Igreja de Cuba e o governo dos Castro propiciou a libertação recente de dezenas de prisioneiros de consciência. Entretanto, na maioria dos casos, a liberdade foi reduzida a um “direito à deportação”, uma barganha que reforça a narrativa política do governo cubano. Dias atrás, o arcebispo de Havana permitiu a remoção de um grupo de dissidentes que se abrigara na Igreja da Caridade e publicou uma nota no jornal do Partido Comunista, escrita nos tons inconfundíveis do oficialismo. A liberdade de religião poderá florescer num edifício social erguido sobre o dogma do monopólio partidário da verdade?

Cuba é irrelevante, sob os pontos de vista da economia e da geopolítica globais. Contudo, é um teatro fundamental para o debate sobre o tema da liberdade. Os Castro reconheceram, literalmente, o fracasso do sistema cubano. Mas os muros da ilha caribenha continuam cobertos pela palavra de ordem apocalíptica que condensa a doutrina do poder: “Socialismo ou morte.” A disjunção lógica encontra uma solução dupla, nas esferas da política e da linguagem. Política: as reformas destinadas a criar uma economia mista, estimulando a iniciativa privada e emulando o “modelo chinês”. Linguagem: a produção de um novo significado para “socialismo”, que passa a designar exclusivamente o papel dirigente do Partido Comunista. Terá futuro um regime que admite fatias diversas de liberdade, mas rejeita de modo absoluto o exercício das liberdades políticas?

Na América Latina, onde o pensamento de esquerda tingiu-se de nacionalismo e antiamericanismo, um Muro de Berlim mental continua em pé.

No universo da lógica, o reconhecimento oficial do fracasso do sistema traz implícita a admissão da falibilidade histórica do Partido Comunista. Disso, seguiria o corolário da abertura política, com a promoção de um debate nacional sobre as alternativas disponíveis de organização do poder e da economia. No entanto, paradoxalmente, Raúl Castro escolheu a última conferência partidária como ocasião para reiterar a regra de ouro do partido único, repetindo o argumento de que todas as demais correntes de pensamento representariam “interesses estrangeiros”. A tradição comunista identifica o Partido ao proletariado, uma classe social que seria portadora da chave do futuro. Os comunistas cubanos inovam, ao identificar o Partido à própria nação, uma proposição com consequências radicais. Seria realista imaginar a hipótese de uma abertura política conduzida por um regime que não distingue o dissidente do espião?

O destino de Cuba tem implicações decisivas para a esquerda latino-americana. Na Europa, as esquerdas aprenderam a lição da URSS e abraçaram o princípio da liberdade política.

Na América Latina, onde o pensamento de esquerda tingiu-se de nacionalismo e antiamericanismo, um Muro de Berlim mental continua em pé. O teorema da “ditadura virtuosa”, que serve como álibi para a fidelidade ao regime castrista, reflete a alma dessa esquerda. “Por que insistir nas liberdades, se há saúde e educação?”, indagam quase todos os nossos “intelectuais progressistas”. O teorema está apoiado no material quebradiço de que são feitas as lendas. A Cuba pré-revolucionária, de Fulgêncio Batista, já exibia indicadores sociais invejáveis, enraizados nos padrões singulares de colonização da ilha caribenha. Mas a lenda deve ser preservada, pois forma a gramática de um precioso livro de memórias. Afinal, sem ela, o que fazer com a pilha incomensurável de artigos, ensaios e discursos consagrados à canonização do castrismo?

Às vésperas da visita de Bento XVI, a Comissão de Relações Exteriores do Senado brasileiro aprovou duas moções, que solicitam o fechamento da prisão de Guantánamo e o encerramento do embargo econômico americano a Cuba. Na mesma sessão, curvou-se à vontade de dois parlamentares, do PCdoB e do PSOL, rejeitando moções que pediam o indulto aos presos políticos remanescentes e a concessão de autorização de viagem a Yoani Sánchez. As moções aprovadas, como as rejeitadas, incidem sobre decisões políticas de Estados soberanos – mas, felizmente, ninguém se lembrou do argumento da soberania nacional para poupar os EUA da crítica justa. O critério dúplice usado pelos senadores espelha a duplicidade geral que contamina a esquerda brasileira, quando estão em jogo as liberdades e os direitos humanos.

Mas como exigir coerência de princípios daqueles que ainda vivem à sombra de um Muro de Berlim ideológico?

Bento XVI pisou em solo cubano mencionando os “presos e seus familiares”, palavras simples que não foram pronunciadas nenhuma vez por Lula ou Dilma Rousseff. Cuba não é a Polônia de 1979. Ela não participa de um sistema internacional em colapso, nem dispõe da oportunidade de se incorporar a um sistema alternativo, próspero e democrático, constituído pela Europa Ocidental. A ilha caribenha marcha, numa aventura difícil e incerta, rumo a um capitalismo sem liberdades políticas.

Seria esse o novo horizonte utópico da esquerda latino-americana?

Fonte: O Globo, 29/03/2012

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* Separar em categorias estanques o “normal”, o “lícito” e o “moral”, como se fossem mundos isolados e sem relação mútua, supõe uma concepção adulterada da realidade.

sexta-feira, março 30th, 2012

André Gonçalves Fernandes

O que é freqüente é normal?

E o que é normal é necessariamente lícito?

Eis uma das inúmeras questões da moralidade coletiva deste século. A moral é um assunto de foro particular e, portanto, relacionada ao indivíduo.

O homem, contudo, vive em sociedade e, indissoluvelmente, tem uma vida individual encadeada com a vida coletiva, e, por consequência, a vida moral está condicionada (e não determinada) naturalmente pela situação social em que se vive, pelo conjunto de usos e costumes, de regras e pressões sociais.

Diante da natureza pessoal da moral, o fator categórico é a liberdade: o homem é dotado de responsabilidade, o homem realiza sua vida, mas, evidentemente, na medida em que as circunstâncias o consentem. Todavia, o projeto é próprio. Cada qual vislumbra seus projetos de vida e tenta realizá-los, mas sob o influxo das inumeráveis circunstâncias sociais.

A liberdade, sempre fundamental e decisiva, faz também com que o homem seja responsável por seus atos: eu sou responsável, não pelo conteúdo último da minha vida nem por aquilo que me afeta do exterior, mas sim por aquilo que escolho, prefiro e decido dentro das possibilidades. Eu sou eu mais minhas circunstâncias.

O homem atual é afetado por uma série de interpretações da realidade que, muitas vezes, têm uma conotação moral. Surgem modos de vida e de família, de relacionamento humano e de ética política, que são, sob certo ângulo de vista, juízos valorativos, favoráveis ou desfavoráveis conforme o caso concreto e, não raro, apresentam-se como normais só porque são frequentes.

Penso que esta identificação emerge com algum perigo: considerar o frequente como normal, o normal como lícito e o lícito legalmente como se fosse moral. A conclusão nem sempre é válida. Pode haver situações frequentes que não são normais. Pode haver conjunturas normais, mas que, apesar disso, nem por isso são lícitas. Pode haver coisas lícitas legalmente, porém que não o são moralmente.

Lembre-se que a palavra “moral” deriva do substantivo latino “moris”, que significa costume. Ou seja, os costumes têm um caráter moral, vivem-se como algo que tem condição moral e, evidentemente, a moral é afetada pelos costumes. Desde pequeno, sempre se ouve falar de “bons costumes” ou “maus costumes”, diante dos quais o homem, saliente-se, é sempre livre.

Em última análise, o homem pode acatar as infinitas vigências sociais ou resistir a elas, mas deve submetê-las ao ponderável. A vigência é algo dotado de força e, logo, devo sopesá-la, precisamente porque exerce pressão. No entanto, no final das contas, sempre posso recusar ou aceitar, com veemência ou mesmo frouxamente. Não se trata de tarefa fácil e, na prática, a vida coletiva fica influenciada por este sistema de pressões.

Quando se age de acordo com os bons costumes, eles criam, em suma, hábitos. Em razão disso, não se circunscrevem a fazer bons cidadãos do ponto de vista da conduta externa, o que se dá por intermédio das leis. Também influenciam a moralidade do homem, ao contribuir para formar virtudes.

No terreno da moral, sendo a vida social uma realidade moral, a boa ação só é alcançada pelo hábito das potências humanas especificamente pessoais: prudência, em relação à razão prática, e justiça, fortaleza e temperança, por parte da vontade. O homem não tem outro modo de agir neste campo.

Como a maioria das virtudes não são inatas, mas adquiridas pela repetição de atos, as leis, compelindo a agir segundo uma virtude, acabam conseguindo que quem as obedece alcance as virtudes correspondentes. O motorista que cumpre o Código de Trânsito assume, com o tempo, o hábito de dirigir prudentemente, respeitando a si e aos outros condutores e pedestres.Eis um importante aspecto das relações entre o lícito legalmente e a moral.

As leis não são indiferentes no que toca à formação e ao comportamento morais do homem. Pelo contrário, influem neles intensamente, contribuindo, de modo notável, para dotar com maior vigor os bons costumes.

Separar em categorias estanques o normal, o lícito e o moral, como se fossem mundos isolados e sem relação mútua, supõe uma concepção adulterada da realidade. Hoje, é propagada pelos defensores dessa utopia que chamam de Estado moralmente neutro, assunto já abordado em outros artigos.

As condutas frequentes, tidas como normais, quando em desacordo objetivamente com o lícito legal ou até mesmo a moral, afetam a ordem humana de maneira danosa, pois maculam o efeito proporcionado pelas ações praticadas segundo aqueles ditames.

Na ordem humana, o homem tende a agir segundo as virtudes ou os correspondentes vícios. Por isso, o normal, o lícito e o moral caminham sempre de mãos dadas. Pretender uma postura dissonante é cair no mais puro irrealismo. Não existe alternativa. Como canta Bono Vox, vocalista da minha banda predileta, na faixa que dá o nome ao seu recente álbum, “no, no line on the horizon, no, no line”.

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* Estudo investiga por que ex-católicos abandonaram a Igreja em uma diocese americana.

quinta-feira, março 29th, 2012

Jerry Filteau- National Catholic Reporter

Em um estudo incomum cujos principais resultados foram divulgados em uma conferência na Catholic University of America, em Washington, no dia 22 de março, a Villanova University, na Filadélfia, perguntou aos ex-católicos da diocese de TrentonNova Jersey, por que eles abandonaram a Igreja.

Embora os resultados em si mesmos não sejam surpreendentes, segundo os pesquisadores, o estudo sugere novas formas pelas quais a Igreja pode se aproximar dos católicos que estão insatisfeitos com o que a Igreja ensina e com a forma como ela atua – incluindo aqueles tão insatisfeitos que decidiram ir embora.

Uma das suas principais recomendações foi que os párocos, bispos e outras autoridades da Igreja respondam, de forma consistente, com diálogo construtivo aos questionamentos de católicos irritados, e não com uma simples reiteração das regras ou políticas eclesiais.

O padre jesuíta William J. Byron (foto), professor de administração da St. Joseph’s University, na Filadélfia – que colaborou no estudo com Charles Zech, fundador e diretor do Center for the Study of Church Management da Villanova’s School of Business –, citou diversas vezes uma resposta de um católico desfiliado que se queixou: “Faça uma pergunta a um padre e você receberá uma regra. Você não recebe uma resposta do tipo ‘Vamos sentar e conversar sobre isso’”.

Byron Zech disseram aos participantes da conferência na Catholic University of America que muitas das respostas dos católicos não praticantes ou desfiliados da diocese de Trenton correspondiam ao que os pesquisadores sabiam a partir de outras pesquisas: a relação aos divorciados em segunda união; acham as homilias sem inspiração; a paróquia, não acolhedora; o pároco, arrogante; ou a equipe da paróquia, indiferente; ou sofreram terríveis experiências pessoais com um padre ou outra autoridade eclesial, como a rejeição por serem divorciados.

Alguns dos ex-católicos se queixaram do fato de os padres serem muito liberais, enquanto outros citaram “a verborragia extremamente conservadora” que ouviam nas homilias – refletindo as divisões políticas intracatólicas que refletem divisões semelhantes na sociedade norte-americana mais ampla.

Surpreendentemente, disse Byron, embora todos os que responderam à pesquisa abandonaram a Igreja por vários motivos de insatisfação, “apenas metade dos entrevistados foram marcadamente negativos” em sua avaliação do seu pároco mais recente. Havia “muitas respostas entusiastas e positivas” acerca dos pastores mais recentes, relatou.

Byron Zech observaram que as respostas – às quais a Villanova teve acesso a partir de uma série de anúncio publicitários nas mídias católicas e seculares locais – não tinham a pretensão de representar uma pesquisa sociológica por amostragem aleatória. Elas eram o que Byron chamou de “pesquisa de conveniência”, representando apenas as respostas utilizáveis dos 298 ex-católicos da diocese de Trenton que ficaram sabendo da pesquisa através dos anúncios midiáticos locais e sentiram fortemente o convite a ponto de responder por correio ou pela Internet.

Antes da conferência de três horas em Washington, por e-mail ao NCR, o bispoDavid M. O’Connell (foto), de Trenton, disse que havia convidado Byron Zechpara realizar a pesquisa com os ex-católicos da sua diocese depois de ler um artigo que Byron escreveu no ano passado na revista America, uma revista jesuíta nacional, sugerindo que “entrevistas de saída” com ex-católicos poderiam ajudar a Igreja a entender melhor por que os católicos abandonam a Igreja e a responder de forma mais eficaz às suas preocupações.

“Quando eu me tornei bispo de Trenton, em dezembro de 2010, eu fiquei sabendo que apenas 25% da nossa população católica participava da missa regularmente”, escreveu O’Connell. “Essa porcentagem [a média mensal que a maioria das dioceses norte-americanas usam para contabilizar a participação na missas e como norma para medir as tendências locais de participação nas missas] diminuiu um pouco em outubro de 2011. Isso me preocupou muito”.

O’Connell, que, como Byron, foi ex-reitor da Catholic University of America (Byron de 1982 a 1992; O’Connell de 1998 a 2010), disse ter perguntado a Byron como explorar na diocese de Trenton a ideia de Byron sobre as “entrevistas de saída” para ver por que os católicos abandonam a Igreja e o que poderia ser feito a respeito.

Byron disse em Washington que seu o artigo na revista America foi motivado por uma conversa que ele tivera com um proeminente líder empresarial católico de Nova Jersey, que sugeriu que, se qualquer loja perdesse clientes, sua primeira resposta deveria ser fazer entrevistas de saída para ver por que os clientes não estavam mais comprando lá.

Resposta pastoral criativa


Em seu e-mail ao NCRO’Connell destacou uma das conclusões do estudo de Zech-Byron, a saber, que um dos desafios mais imediatos diante da Igreja dos EUA é esclarecer aos católicos a importância central da Eucaristia em suas vidas.

“Se apenas 25% ou menos dos nossos católicos participam da Eucaristia regularmente, eu acho que temos uma séria preocupação”, disse. “A média nacional é quase a mesma [que a da diocese de Trenton]. Precisamos engajar os nossos católicos de tal forma que vejamos a Eucaristia como a ‘fonte e o ápice’ da vida cristã, uma parte necessária do quem somos na Igreja”.

Zech Byron recomendaram que O’Connell se concentre mais imediatamente em “uma explicação renovada da natureza da Eucaristia” e em “uma criativa resposta litúrgica, pastoral, doutrinária e prática” às queixas sobre a qualidade das liturgias católicas do fim de semana, especialmente acerca da música e das homilias.

Uma questão lateral sobre as homilias – nem mesmo observada no estudo ou em sua apresentação na conferência – foi citada depois ao NCR por Mary Gautier, antiga pesquisadora do Centro para Pesquisa Aplicada no Apostolado, com sede na Georgetown University, em Washington. Ela disse ao NCR que, atualmente, um terço dos padres ativos nas dioceses dos EUA – 6.000 de um total de 18.000 sacerdotes – são estrangeiros, e muitas vezes suas homilias não são compreendidas por muitos membros da comunidade.

Mais relacionada com o estudo da Villanova e a conferência é a questão de como as práticas paroquiais convidam ou deixam de convidar os católicos a fazer parte de uma comunidade de fiéis que compartilham um compromisso como discípulos de Cristo.

William Dinges, professor do departamento de teologia e de estudos religiosos da Catholic University, disse que as pesquisas da década de 1940 e 1950 indicavam que os católicos norte-americanos e os aderentes a outras religiões eram bastante idênticos em termos de sua adesão a crenças e práticas religiosas dos seus antepassados.

Isso começou a mudar para os católicos depois do Concílio Vaticano II, na década de 1960, disse ele, embora tenha ressaltado que isso não se deveu só ao Concílio, mas também a uma grande variedade de outros fatores que influenciaram a filiação, a participação e o senso de filiação à Igreja Católica dos EUA nos anos do pós-Concílio.

Byron disse que as descobertas de Trenton exortam as lideranças católicas a serem mais sensíveis às preocupações dos leigos católicos.

Byron disse ao NCR que ele e Zech já receberam alguns convites para realizar estudos semelhantes em outras dioceses, e ele espera que mais pedidos surjam depois de um artigo que deverá ser publicado na revista Americaem abril sobre os resultados do estudo de Trenton.

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* Aulas de religião nas escolas são um direito dos pais, afirma Conferência Episcopal Espanhola

quinta-feira, março 29th, 2012

A Comissão Episcopal de Ensino e Catequese da Conferência Episcopal Espanhola (CEE) apresentou o informe anual contendo o número de alunos que recebem formação religiosa e moral nas escolas.

O resultado foi de 4.696.247 alunos que atualmente recebem aulas de doutrina católica em suas escolas.

Escola.jpg
“Além da catequese, também as aulas de religião
também são necessárias”, afirmam bispos

A pesquisa aponta que 99,5% dos alunos que estudam em colégios católicos, participam das aulas de religião. Já nos colégios estaduais o número cai para 61,5% , subindo para 69,6% nos colégios de iniciativa leiga.

No informe, os bispos convidam aos pais “a fazerem uso do direito que tem para que seus filhos recebam a formação religiosa e moral católica na escola e, em consequência, os inscrevam nas aulas de religião e moral católica ou os motivem para que eles mesmos o façam”.

Os prelados sublinham que “este ensinamento tem um grande valor e é muito importante para a formação integral e cristã de seus filhos, o que eles se compremeteram em seu Batismo”.

Além disso, ressaltam que este “é um direito fundamental de seus pais, reconhecido pela Constituição espanhola” e “o estado deve garantir a formação religiosa e moral de seus filhos, se assim o manifestam os pais”.

Em vista disso, continua a nota, “todos os colégios e institutos, tanto estatais como de iniciativa social, estão obrigados a oferecer o ensino religioso como uma matéria optativa para que os pais possam exercer seu direito livremente e sem desestímulo nenhum. Se não são oferecidas aulas de religião, são os pais que devem pedi-la nos colégios para que se possa optar por ela sem obstáculos administrativos ou organizativos”.

Por fim, os Bispos lembram que “além da catequese, também as aulas de religião são necessárias para a conquista de uma formação cristã completa do aluno”. (EPC)

Com informações da AICA.

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* Sacerdote testemunha sua evangelização no facebook.

quarta-feira, março 28th, 2012

Nieves San Martín

O padre Dalton Xavier Reyes Martínez, da Associação Sacerdotal Servos do Espírito Santo, na Colômbia, realiza uma singular missão evangelizadora através das redes sociais, especialmente no Facebook, onde tem cerca de oito mil amigos. Toda quinta-feira ele celebra a Eucaristia para os seus contatos. “Dou testemunho das bênçãos que recebemos através destes meios”, declara o pe. Dalton.

Como começou a sua experiência nas redes sociais?

- Padre Danton: Bom, a minha experiência nesses meios começou com a minha primeira conta no Hotmail. Eu fui explorando a facilidade que o uso do e-mail me dava para ficar em contato com pessoas de vários lugares, e, em pouco tempo, comecei a receber correspondência de muita gente pedindo conselhos, orações de intercessão, informação e formação. As contas do Hotmail tinham pouca capacidade naquela época, e eu tive que criar outra. Coloquei o nome de CARTERO2000, cartero por causa das cartas que eu recebia e 2000 por causa do chamado que o papa estava nos fazendo para o novo milênio.

Qual foi o resultado?

- Padre Dalton: Conheci mais pessoas, algumas que até hoje não encontrei pessoalmente. Com a chegada do Facebook, a rede se abriu muito mais e eu decidi compartilhar a minha vida de sacerdote, mensagens, fotos das missões, fotos cotidianas da paróquia… E então chegaram amigos de diferentes lugares. Eu consegui ajudar espiritualmente, com conselhos, oração, ensinamentos, compartilhei experiências com jovens que receberam o chamado vocacional, casais em dificuldades, namorados, famílias, doentes, consegui ter acesso a pessoas que procuravam informações.

Quantas pessoas recebem as suas mensagens?

- Padre Dalton: A resposta foi tão boa que a minha conta no Facebook chegou ao limite de 5.000 contatos. Tive que abrir outra no ano passado e já tenho quase 3.000 novos contatos, desde novembro. Enfim, levar a Palavra de Deus para esses grupos tem sido uma experiência maravilhosa.

Qual foi a sua última experiência?

- Padre Dalton: Faz uns quantos dias, na oração, me veio à mente celebrar uma eucaristia por todos os amigos que eu tenho no Facebook, no Twitter, no Skype, nos e-mails e no BlackBerry. Publiquei a ideia e marquei a quinta-feira como o dia de oração por eles. Imediatamente chegaram intenções de todo lado! Em menos de uma hora, chegaram 100 pedidos. No total, eu calculo que foram cerca de 500 intenções ou mais. Fiquei impressionado. Fonte: Zenit

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* Fidel Castro se encontra com Papa Bento em Cuba.

quarta-feira, março 28th, 2012

O encontro com o ex-presidente cubano fechou a visita pastoral do Papa Bento XVI


Incerto até o último momento, em determinados momentos dado por excluído, o encontro entre o Papa Bento XVI e o ex-líder cubano Fidel Castro, por fim, aconteceu. Os dois se encontraram por volta das 12:30, hora de Cuba, na Nunciatura Apostólica da Havana e sua conversa durou por volta de meia hora. O colóquio foi definido pelo porta-voz Vaticano, padre Federico Lombardi, “cordial, animado, alegre e intenso”.

Quase da mesma idade (85 anos do Papa e 86 do ex-líder máximo), ironizaram sobre a idade avançada. O Santo Padre, em particular, disse: “Sou ancião, mas ainda posso fazer o meu dever”.

Bento XVI expressou ao seu interlocutor a própria alegria pela recepção calorosa no solo cubano, e à pergunta: “O que faz um Papa?”, respondeu: “Está ao serviço da Igreja universal”. Fidel disse ter seguido todos os momentos da visita pastoral na televisão.

Castro dirigiu ao Pontífice algumas perguntas sobre mudanças na liturgia da Igreja e lhe expressou a sua própria preocupação sobre os problemas da humanidade. O ex-presidente cubano também afirmou ter desejado de coração as beatificações de Madre Teresa de Calcutá – grande benfeitora de Cuba – e de João Paulo II, que ele conheceu, em 1996 no Vaticano e em 1998 na Havana.

Diante dos discursos de Bento XVI sobre o problema da “essência de Deus” e sobre a relação entre ciência e fé, Castro pediu ao Santo Padre para envir-lhe alguns livros sobre o tema. “Tenho que pensar em quais títulos enviar-lhe”, respondeu o Papa. Durante a conversa estava presente a mulher do ex-líder cubano, Dalia. Na conclusão do encontro Castro apresentou ao Papa dois dos seus filhos.

O encontro entre Bento XVI e Fidel Castro foi a última etapa da visita pastoral do Papa a Cuba, antes do transferimento para o aeroporto “José Martí” da Havana. O retorno a Roma do vôo Alitalia levando a bordo o Santo Padre está previsto para as 10 da manhã, do dia 29 de março, quinta-feira.

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* Bento XVI propõe verdade e liberdade para mudar Cuba e o mundo.

quarta-feira, março 28th, 2012

Na multitudinária Missa na Praça da Revolução de Havana, o Papa Bento XVI propôs as chaves da verdade e a genuína liberdade, cuja fonte é Cristo, para obter as mudanças que necessitam Cuba e o mundo.

Na homilia da Missa a que assiste o presidente cubano Raúl Castro, as autoridades cubanas, os bispos da ilha e outros prelados da América Latina, o Santo Padre assinalou que “Cuba e o mundo precisam de mudanças, mas estas só terão lugar se cada um estiver em condições de se interrogar acerca da verdade e se decidir a enveredar pelo caminho do amor, semeando reconciliação e fraternidade”.

O Papa explicou que Deus sempre é próximo ao homem, cuja máxima expressão de amor é Cristo, que “revela-se como o Filho de Deus Pai, o Salvador, o único que pode mostrar a verdade e dar a genuína liberdade”.

Em efeito, disse o Pontífice, “a verdade é um anseio do ser humano, e procurá-la supõe sempre um exercício de liberdade autêntica. Muitos, todavia, preferem os atalhos e procuram evitar essa tarefa. Alguns, como Pôncio Pilatos, ironizam sobre a possibilidade de conhecer a verdade, proclamando a incapacidade do homem de alcançá-la ou negando que exista uma verdade para todos”.

“Esta atitude, como no caso do ceticismo e do relativismo, produz uma transformação no coração, tornando as pessoas frias, vacilantes, distantes dos demais e fechadas em si mesmas. São pessoas que lavam as mãos, como o governador romano, e deixam correr o rio da história sem se comprometer”.

O Papa denunciou logo o fanatismo de quem chega à irracionalidade para procurar a verdade e tentam impor esta perspectiva aos outros, “na realidade, quem age irracionalmente não pode chegar a ser discípulo de Jesus”, precisou.

“Fé e razão são necessárias e complementares na busca da verdade. Deus criou o homem com uma vocação inata para a verdade e, por isso, dotou-o de razão. Certamente não é a irracionalidade que promove a fé cristã, mas a ânsia da verdade. Todo o ser humano deve perscrutar a verdade e optar por ela quando a encontra, mesmo correndo o risco de enfrentar sacrifícios”.

Além disso, prosseguiu o Santo Padre, “a verdade sobre o homem é um pressuposto imprescindível para alcançar a liberdade, porque nela descobrimos os fundamentos duma ética com que todos se podem confrontar, e que contém formulações claras e precisas sobre a vida e a morte, os deveres e direitos, o matrimônio, a família e a sociedade, enfim sobre a dignidade inviolável do ser humano”.

Este patrimônio ético, explicou, “é o que pode aproximar todas as culturas, povos e religiões, as autoridades e os cidadãos, os cidadãos entre si, os crentes em Cristo com aqueles que não crêem Nele.”.

O Papa Bento XVI falou depois: “Queridos amigos, não hesiteis em seguir Jesus Cristo. Nele encontramos a verdade sobre Deus e sobre o homem. Ajuda-nos a superar os nossos egoísmos, a sair das nossas ambições e a vencer o que nos oprime. Aquele que pratica o mal, aquele que comete pecado é escravo do pecado e nunca alcançará a liberdade. Somente renunciando ao ódio e ao nosso coração endurecido e cego é que seremos livres, e uma vida nova germinará em nós.”.

O Papa se referiu logo ao direito humano à liberdade religiosa, “que consiste em poder proclamar e celebrar mesmo publicamente a fé, comunicando a mensagem de amor, reconciliação e paz que Jesus trouxe ao mundo”.

Depois de reconhecer “com alegria os passos que se têm realizado em Cuba para que a Igreja cumpra a sua irrenunciável missão de anunciar, publica e abertamente, a sua fé.”, o Papa disse que “entretanto é preciso avançar ulteriormente. E desejo encorajar as instâncias governamentais da Nação a reforçarem aquilo que já foi alcançado e a prosseguirem por este caminho de genuíno serviço ao bem comum de toda a sociedade cubana”.

O direito à liberdade religiosa, tanto na sua dimensão individual como comunitária, manifesta a unidade da pessoa humana, que é simultaneamente cidadão e crente, e legitima também que os crentes prestem a sua contribuição para a construção da sociedade, ressaltou.

Bento XVI explicou que “quando a Igreja põe em relevo este direito, não está a reclamar qualquer privilégio.Pretende apenas ser fiel ao mandato do seu Fundador divino, consciente de que, onde se torna presente Cristo, o homem cresce em humanidade e encontra a sua consistência”.

“Por isso, a Igreja procura dar este testemunho na sua pregação e no seu ensino, tanto na catequese como nos ambientes formativos e universitários. Esperemos que também aqui chegue brevemente o momento em que a Igreja possa levar aos diversos campos do saber os benefícios da missão que o seu Senhor lhe confiou e que ela não pode jamais negligenciar”.

O Papa se referiu logo ao legado do Padre da Pátria Cubana, o sacerdote Félix Varela cuja causa de beatificação está em processo e “que passou à história de Cuba como o primeiro que ensinou a pensar a seu povo”.

“O padre Varela indica-nos o caminho para uma verdadeira transformação social: formar homens virtuosos para forjar uma nação digna e livre, já que esta transformação dependerá da vida espiritual do homem; de fato, «não há pátria sem virtude»”.

Finalmente e depois de invocar o amparo da Virgem Maria que em Cuba veneram sob o nome da Virgem do Cobre, o Santo Padre alentou a caminhar “na luz de Cristo, que pode dissipar as trevas do erro. Supliquemos-Lhe que, com o valor e o vigor dos santos, cheguemos a dar uma resposta livre, generosa e coerente a Deus, sem medos nem rancores.”

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* Arábia Saudita: capital Londres. Cresce intolerância na Inglaterra, outrora cristã.

quarta-feira, março 28th, 2012

Prática de países muçulmanos como a Arábia Saudita, está se estendendo por todo o Ocidente a proibição de símbolos religiosos cristãos. E de tal modo, que de Porto Alegre a Londres a tendência é erradicá-los, primeiro da vida pública e depois dos próprios indivíduos. A prevalecer tal tendência – que mais se parece uma sinistra palavra-de-ordem –, daqui a pouco se estará exigindo a remoção do Cristo Redentor que abençoa e protege o Brasil, ou da bela cruz que encima a coroa da Rainha Elizabeth.

Podemos imaginar como os muçulmanos – cujo número em diversos países da Europa suplantará dentro de mais alguns anos o de europeus – estão esfregando as mãos de contentamento ao verem ex-cristãos destruírem seus próprios símbolos, enquanto eles punem com pena de morte aqueles que em seus respectivos países ousarem fazer o mesmo, ou muito menos, em relação aos símbolos do Islã.

Há mais. Os líderes muçulmanos vêem que o Ocidente destrói não só seus símbolos, mas até os potenciais portadores e cultores deles pela prática do aborto. E sabem ainda que, na busca infrene de prazeres, os ocidentais não só impedem suas crianças de virem ao mundo, mas querem dele expulsar, por obra da eutanásia, esse ‘estorvo’ chamado velhice. Há correntes ambientalistas mais avançadas que não hesitam sequer em propor um genocídio generalizado para salvar o Planeta!

Mas vamos a Londres

Hilary White, correspondente do LifeSiteNews em Roma, escreve no dia 13 de março último: “Os críticos estão dizendo que pela primeira vez o governo britânico se opôs abertamente à liberdade dos cristãos de expressar em público suas crenças. Num caso que foi levado à Corte Europeia dos Direitos Humanos, o governo do primeiro-ministro David Cameron argumentará que nenhum direito protege os cristãos de portarem a cruz ou o crucifixo no trabalho, porque isso não é um aspecto ‘necessário’ de sua religião”.

Citando o jornal “Sunday Telegraph”, White afirma que ministros do Ministério das Relações Exteriores inglês publicaram uma resposta para o caso, dizendo que os patrões poderão despedir os seus empregados que se recusarem a tirar as cruzes.

Trata-se dos casos de Nadia Eweida e Shirley Chaplin, punidas por usarem símbolos religiosos. Ambas entraram com uma ação junto à Corte Europeia dos Direitos Humanos e estão lutando para estabelecer o direito de portarem a cruz no trabalho sem ameaça de medida disciplinar. Elas argumentam que estão amparadas pelo artigo 9 da Convenção Europeia sobre Direitos Humanos, o qual estipula que qualquer pessoa tem o direito de “manifestar pública ou privadamente sua religião ou crença, em culto, ensino, prática e observância”.

O caso de Eweida faz manchete no Reino Unido desde 2006, quando a Britsh Airways exigiu desta sua funcionária que removesse a pequena cruz que portava no pescoço. Ela se opôs e foi colocada de licença não remunerada. Apresentou, então, queixa por discriminação religiosa na Corte de Apelação. Em 2008, além de não dar provimento, o juiz Stephen Sedley ainda acusou Eweida de possuir uma “agenda sectária”.

Por sua vez, Shirley Chaplin, enfermeira com 31 anos de prática, recebeu de dois hospitais a ordem de não mais usar no pescoço um pequeno crucifixo. Em 2010, utilizando o mesmo argumento do Ministério das Relações Exteriores, o Tribunal do Trabalho disse a ela que não lhe assistia nenhum direito de trabalhar usando a cruz, porque isso não era um “requerimento” de sua fé. Ela respondeu que estava sendo vítima de uma perseguição “politicamente correta” e lembrou que as muçulmanas podiam trabalhar usando véus, sem ameaça de serem despedidas.

O estrondo resultante da decisão da Britsh Airwahys no caso de Eweida levou a empresa a voltar atrás e mudar as regras relativas ao uniforme, de modo a permitir o uso da cruz. Mas a corte considerou que a Britsh não procedera de modo ilegal e discriminatório, acrescentando que, não podendo ser ocultados, os símbolos de outras religiões são aceitáveis. Ou seja, segundo o “alternative judge” da referida corte, símbolos islâmicos, sim; católicos, não!

A correspondente de LifeSiteNews observa que esses dois casos acontecem num momento de grande tensão entre os cristãos e o Estado, cuja legislação igualitária é cada vez mais citada em casos contra cristãos, levando tanto líderes religiosos altamente colocados quanto parlamentares a alertarem para uma crescente tendência contra o cristianismo na vida pública.

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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  • •Seria legal a referência dessas estatísticas da Planned Parenthood e British Medical Journal...
    em * Atriz de Bollywood se suicida ao
  • •vamos juntos...
    em * Cardeal de São Paulo, Dom Odilio
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