Por Arquivo junho 1st, 2012

* O ânimo de Bento XVI diante da traição de seu colaborador. Entrevista com Gianfranco Ravasi

sexta-feira, junho 1st, 2012

“Não excluo que, no ânimo do papa, apesar da tranquilidade que transparece do lado de fora, haja aquele sentimento que Jesus também explicitou: o desprezo“.

São quase três da tarde quando o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, sai ofegante dos pavilhões da Feira Milanocity, onde proferiu o discurso inicial do Congresso Teológico Pastoral, que nessa quarta-feira, 30, abriu o VII Encontro Mundial das Famílias, para depois conceder uma coletiva de imprensa e, por fim, responder a inúmeras entrevistas individuais.

Jesus conhece as ansiedades e as tensões das famílias, também as dos filhos difíceis de comportamentos inexplicáveis”, lembrou, na palestra da manhã.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa, 31-05-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Eminência, o papa falou do caso Vatileaks e disse que os acontecimentos dos últimos dias o entristeceram…


Sim, mas ele também reiterou a certeza do apoio que vem de Deus à sua Igreja.

No fundo, o que aconteceu com a prisão do ajudante de quarto afetou também a “família” pontifícia, a família do papa.

A família representa um componente fundamental da religião, é um modelo que define a própria Igreja. Sob essa luz, podemos entender como o esplendor e a miséria humana, que emergem na história da família, também estão presentes na família da Igreja.

Falemos da Cúria: os documentos publicados e o que aconteceu na semana passada fazem-na aparecer atravessada por grandes tensões. É isso?

Seguramente, há problemas, não o nego. Além disso, na historicidade, nós nos “empoeiramos”, sem dúvida. Às vezes, pode-se caminhar na lama, sempre foi assim, em certa medida é inevitável. Além disso, na própria experiência de Jesus, houve uma traição clamorosa por parte de uma pessoa que ele tinha por perto, e estamos falando de algo mais grave, parece-me, do que as notícias destes dias. Dito isso, houve e continua havendo uma ênfase excessiva que acaba veiculando uma imagem da Santa Sé não correspondente à realidade.

O papa falou de “ilações gratuitas”…

Infelizmente, o método normal da comunicação é totalmente centrado no excesso. Existe uma mitização dos fenômenos. Viajando pelo mundo, e falando com tantos jovens, mesmo com não crentes, ao invés, encontrei atenção e disponibilidade ao diálogo e pude assim redescobrir que existe uma mitização sobre a Igreja que não se verifica na realidade.

Como Bento XVI está reagindo diante dessas dificuldades?

Devo dizer que a sua atitude sinceramente me impressiona. Eu o vi há pouco. Ele parece estar sereno, tranquilo, e eu sempre o conheci assim, ao contrário de alguns clichês midiáticos. Mas não excluo que, no seu ânimo, também haja aquele sentimento que o próprio Jesus explicitou, o desprezo. Que não é a ira nem a cólera. Essa é uma interpretação minha, o papa nunca transpareceu isso. Todos reconhecem que ele está sereno. Mas a sua serenidade não é a de alguém que ignora o mal. Indubitavelmente, ele conhece as coisas e tem um senso moral muito forte.

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* Jovem católica com uma síndrome rara ensina ao mundo de onde provém a beleza verdadeira.

sexta-feira, junho 1st, 2012

ACI

Lizzie Velasquez não pode ganhar peso devido a uma síndrome rara e sua aparência a converteu no alvo das brincadeiras dos seus companheiros de escola que a apresentaram como “a mulher mais feia do mundo” no Youtube.

Aos 23 anos de idade, está segura de ter recebido uma grande bênção de Deus e se dedica a escrever livros e dar conferências de motivação sobre a verdadeira beleza.

As brincadeiras a fizeram sofrer, mas ela decidiu responder à crueldade com valor e determinação. Com o amor incondicional de sua família e sua profunda fé, Lizzie se pôs várias metas e vai cumprindo todas. Faz dois meses subiu um vídeo com seu testemunho no Youtube no qual assegura que ganhou a batalha contra “a mulher mais feia”.

Lizzie nasceu no seio de uma família católica, em Austin, Texas (Estados Unidos), e permanece muito ativa na sua comunidade e na sua paróquia.

Em uma entrevista concedida ao Grupo ACI, Velasquez assinalou que “Deus é a razão número um de por que estou aqui agora. Ele me abençoou com a maior bênção da minha vida, que é a minha síndrome”.

“Apesar de que isto tenha as suas dificuldades, Deus esteve ao meu lado em cada passo do caminho. Minha fé, minha família e meus amigos são as três coisas que me fazem ser quem sou hoje”.

Lizzie assume sua condição com integridade. “Até hoje, os médicos não têm idéia do que é ou como chamá-lo. Até hoje, permanece sem diagnóstico”.

O sintoma principal é que não pode ganhar peso. “Como quase todo o dia, mas ainda assim não posso subir de peso. Além disso, não há realmente outras dificuldades com respeito à saúde”, precisou Velasquez.

A jovem desmentiu o “rumor tonto” criado por distintos meios de imprensa, que informaram que ela é obrigada a comer a cada quinze minutos.

“Não tenho uma dieta específica. A verdade é que como muitas pequenas comidas durante o dia”.

Lizzie assinalou que “me satisfaço realmente rápido, assim tenho os regulares café da manhã, almoço e jantar. A única diferença é que entre essas comidas, tendo a comer muito mais do que uma pessoa normal provavelmente faria”.

Frente aos obstáculos na sua vida, Lizzie encontrou na fé a principal razão para superá-los. “Além da minha família e dos meus amigos, a fé é tudo para mim. Quando tenho um mau dia, sei que tudo o que tenho que fazer é pô-lo nas mãos de Deus, e sei que ele velará por mim para superar o que for”.

A jovem está segura de que “o primeiro lugar onde alguém pode encontrar sua verdadeira beleza é procurando dentro de si mesmos”.

“A beleza não é definida somente como a aparência externa. A verdadeira beleza está em quem você é por dentro e em quem Deus quer que você seja”.

De acordo com Lizzie, para encontrar essa beleza, “o primeiro passo que tem que dar é aprender a aceitar quem é. Aceitando suas imperfeições, suas boas qualidades, sua personalidade, tudo!”

“Uma vez que você pode se aceitar completamente e se amar, sua verdadeira beleza brilhará mais do que você possa imaginar”.

Para conhecer mais sobre Lizzie Velasquez, acesse: www.aboutlizzie.com

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* Vaticano: Publicação de documentos reservados é um ato imoral de inaudita gravidade.

sexta-feira, junho 1st, 2012


O Substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, Arcebispo Angelo Becciu, assinalou que a publicação dos documentos reservados da Santa Sé, constitui “um ato imoral de inaudita gravidade”.

Assim o indicou o Arcebispo em uma entrevista concedida ao diretor de L’Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, e publicada em sua edição de hoje, 31, sobre o assunto das cartas roubadas supostamente pelo mordomo do Papa, Paolo Gabriele, e reunidas em uma publicação chamada “Sua Santidade. As Cartas Secretas de Bento XVI”, do jornalista italiano Gianluigi Nuzzi.

O Arcebispo explicou que a publicação das cartas roubadas é particularmente grave “sobre tudo porque não se trata unicamente de uma violação, já em si mesmo muito grave, da reserva à qual qualquer um tem direito, mas também de um vil ultraje à relação de confiança entre Bento XVI e aqueles que a ele se dirigem, também para expressar em consciência um protesto”.

“Não foi simplesmente um roubo de algumas cartas ao Papa, violentou-se a consciência de quem se dirigiu a ele como ao Vigário de Cristo, foi um atentado ao ministério do Sucessor do Apóstolo Pedro”, acrescentou.

Para o Arcebispo, não se pode tratar de justificar a publicação das cartas com uma “pretensão de transparência e reforma da Igreja” pois não é lícito roubar nem aceitar o que outros roubaram.

“Princípios simples, possivelmente muito simples para alguns, mas o certo é que quando alguém os abandona, perde-se facilmente e também leva outros à ruína. Não pode haver renovação que pisoteie a lei moral, possivelmente fundamentando-se no fato que o fim justifica os meios, um princípio que além do mais, não é cristão”, explicou.

O Prelado explica ademais que viu o Santo Padre “doído, porque, por causa disso pôde ver-se até agora, alguém próximo a ele (referindo-se a Paolo Gabriele) que parece responsável por comportamentos injustificáveis sob qualquer ponto de vista. Com certeza, no Papa prevalece a piedade pela pessoa implicada. Mas fica o fato de que sofreu uma ação brutal”.

“Bento XVI viu publicadas cartas roubadas de sua casa, cartas que não eram mera correspondência privada, mas informações, reflexões, manifestações de consciência, inclusive desabafos que recebeu unicamente em razão de seu ministério. Também por isso o Pontífice está particularmente doído, pela violência que sofreram os autores das cartas ou os escritos dirigidos a ele”.

Uma parte dos artigos publicados pela imprensa nestes dias insiste em que as cartas roubadas revelam um mundo turvo dentro dos muros do Vaticano. Dom Angelo Becciu observa a respeito que “por uma parte, acusam a Igreja de governar de modo absolutista; por outra, escandalizam-se de que alguns, escrevendo ao Papa, expressem idéias ou queixas sobre a organização do governo mesmo”.

“Os documentos publicados não revelam lutas ou vinganças, e sim essa liberdade de pensamento que, em troca, diz-se que a Igreja não permite. (…) Os diversos pontos de vista, inclusive as valorações contrastantes, são na verdade algo normal. Se alguém se sentir incompreendido, tem todo o direito de dirigir-se ao Pontífice. Onde está o escândalo?”

O Substituto da Secretaria de Estado do Vaticano ressalta logo que “obediência não significa renunciar a ter um juízo próprio, mas manifestar com sinceridade e até o fundo o próprio parecer, para logo aceitar a decisão do superior. E não por cálculo, mas sim por adesão à Igreja querida por Cristo”.

Em relação à imagem do Vaticano que está sendo transmitida ultimamente, o Arcebispo afirma que sente muito que esta esteja tão deformada, mas que “isso deve nos fazer refletir e estimular-nos a todos nós a nos esforçarmos profundamente a fazer que se veja uma vida mais de acordo com o Evangelho”.

Para terminar, o Arcebispo diz aos católicos que “no Papa não diminuiu a serenidade que o leva a governar a Igreja com determinação e clarividência. (…) Façamos nossa a parábola evangélica que o Papa Bento recordou há poucos dias: o vento abate sobre a casa, mas esta não será derrubada. O Senhor a sustenta e não haverá tempestades que possam abatê-la“.

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* Pe. Lombardi: Este é o momento para solidarizar-se com o Papa Bento XVI.

sexta-feira, junho 1st, 2012

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, assinalou que este é o momento para solidarizar-se com o Papa, depois da publicação dos documentos reservados do Vaticano, razão pela qual há foi preso um trabalhado do vaticano chamado Paolo Gabriele, que servia como mordomo do Santo Padre.

Em um encontro ontem com os jornalistas, o Padre Lombardi respondeu algumas perguntas sobre uma hipótese de demissão do Papa divulgada por alguns meios. O fato foi desmentido no Vatican Information Service, no qual o Vaticano afirma que isto se trata de elucubrações de alguns jornalistas sem base na realidade.

A Cúria Vaticana, explicou, expressou sua solidariedade ao Pontífice e segue trabalhando em plena comunhão com o Sucessor do Pedro: “este é precisamente o momento adequado para demonstrar estima, apreço pelo Santo Padre, pelo serviço que ele realiza; para mostrar plena solidariedade com ele e, portanto, demonstrar união, unidade e coerência no modo enfrentar esta situação”.

O sacerdote sublinhou que é importante que a comunicação sobre este doloroso evento para o Papa e a Igreja esteja inspirada em critérios de verdade rigorosa.

“Parece-me que existe uma linha de vontade de verdade, de claridade, de vontade de transparência que, embora necessite tempo, avança. Estamos buscando administrar uma situação nova. Procuramos a verdade, tentamos entender o que aconteceu objetivamente. Mas antes de falar é necessário ter entendido com certeza, por uma questão de respeito às pessoas e à verdade”.

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé disse logo que será necessário esperar para ter um quadro completo da situação, já que as investigações e os interrogatórios formais se encontram ainda em um nível preliminar. Os órgãos interessados nesta fase são a magistratura vaticana e a comissão cardinalícia composta pelos seguintes purpurados: o Cardeal Julián Herranz, de 82 anos de idade e Presidente Emérito do Pontifício Conselho para os textos legislativos, o Prefeito Emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Josef Tomko, e o Arcebispo Emérito de Palermo (Itália), Dom Salvatore de Giorgi.

O Padre Lombardi disse ademais que ontem pela manhã o único acusado, Paolo Gabriele, manteve uma conversa com seus advogados, que provavelmente apresentarão uma instância de liberdade condicional ou prisão domiciliar para seu cliente.

Do mesmo modo, o sacerdote jesuíta desmentiu alguns detalhes publicados pela imprensa, como que na casa do Gabriele se encontraram pacotes de documentos preparados para serem enviados a destinatários específicos. O material encontrado em posse do mordomo (em seu apartamento) está ainda sendo estudado e catalogado.

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* Pais da Colômbia denunciam conteúdos inadequados na programação das emissoras de rádio juvenis.

sexta-feira, junho 1st, 2012

A organização RedPaPaz de pais e mães colombianos, que agrupa numerosos colégios de todo o país, realiza uma campanha de coleta de assinaturas em respaldo a um “manifesto de inconformidade”, cujo objetivo é denunciar os conteúdos impróprios para menores de idade difundidos na programação das emissoras de rádio juvenis da Colômbia.

Segundo comunicado do Observatório da Família, emitido na última terça-feira, 29, a iniciativa surgiu da preocupação dos pais de família ante “a deplorável linguagem, os anti-valores, e o maltrato à mulher, à sexualidade, à autoridade dos pais, e aos temas acadêmicos” que tem sido comuns nas rádios voltadas ao público juvenil.

“Costuma-se pensar que a maioria dos adolescentes sãos irresponsáveis”, afirma um documento de apresentação da iniciativa que destaca exemplos de mensagens nocivas transmitidas por diversas emissoras. A organização convidou aos empresários, publicitários, anunciantes e os pais de família para assumirem a responsabilidade ante as crianças e os adolescentes que se encontram expostos a conteúdos inadequados diariamente.

A RedPaPaz dispôs uma página web na qual são recolhidas as intervenções dos cidadãos que apoiam a iniciativa. (www.redpapaz.org). No site, que estará ativo até agosto de 2012, também estão disponíveis a lista de emissioras juvenis na colômbia, a apresentação da inciativa, o manifesto de inconformidade e os formatos impressos de coleta de assinaturas.


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* Resolução do Parlamento Europeu sobre “homofobia” oprime o casamento e a família.

sexta-feira, junho 1st, 2012

Em 24 de maio, o Parlamento Europeu aprovou, por esmagadora maioria, a resolução 2012/2657, sobre a “luta contra a homofobia na Europa”.

Levanta questionamentos o modo de apresentação e de aprovação do texto da resolução: o tema entrou na agenda sem o aval de todos os líderes de grupos e, entre a elaboração do projeto inicial, cuidadosamente preparado pelo grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e o prazo para a apresentação de alterações a serem discutidas, transcorreu apenas uma hora.

O texto foi aprovado em reunião plenária, com votações rápidas, pressupondo-se que a necessária discussão já tivesse ocorrido em dias anteriores.

Além desses truques técnicos, a questão jurídica subjaz: a União Europeia (UE) não tem competência direta no assunto, nem autoridade para pressionar os Estados-membros a legalizarem uniões civis e casamentos homossexuais. No entanto, a lista de “conselhos” sobre direito de família, que a UE sugere com ênfase aos governos, revela insistência: em 1994, 2000 e em 2004, as instituições europeias ressaltaram a importância de igualar, legalmente, as uniões heterossexuais e homossexuais, julgando contrária aos direitos humanos a impossibilidade de adoção de crianças por homossexuais.

Embora não tenham efeito legal, essas intervenções desdobram uma forte influência política nas decisões dos países, alterando significativamente a fronteira entre a obrigação e a opção de ajustar-se.

Outra questão é a da terminologia e das ideologias.

O texto da resolução não é neutro: apresenta distorções evidentes, reveladoras da agenda ideológica da UE. É o caso quando a UE utiliza nos seus documentos oficiais o termo “paridade de gênero” em vez de “paridade entre os sexos”, como na resolução de março sobre a igualdade entre homens e mulheres, em que a expressão é usada pelo menos vinte vezes.

Também merece menção o fato de a UE se esforçar para basear em liberdades mitológicas dos cidadãos europeus a “necessidade” de rever a definição de matrimônio e de família (com base no respeito à “liberdade de circulação de pessoas”, os documentos de identidade emitidos pelos diferentes Estados-membros deveriam, por exemplo, ser uniformes ao reconhecerem uniões informais e a coabitação como equiparadas ao casamento).

A resolução de 13 de março de 2012, que deveria tratar apenas da “igualdade entre homens e mulheres”, extrapolou a ponto de convidar, no art. 5, “a Comissão e os Estados-Membros a elaborarem propostas para o reconhecimento mútuo de uniões civis e de famílias homossexuais”. No art. 7, o texto se mostra preocupado com “a adoção por alguns Estados de definições restritivas de família com o objetivo de negar a proteção legal aos casais do mesmo sexo e seus filhos”; no art. 47, lembra que “toda mulher deve ter o controle sobre os seus direitos sexuais e reprodutivos beneficiando-se do acesso a métodos contraceptivos de alta qualidade a preços acessíveis”, reafirmando a posição da UE “em relação aos direitos à saúde sexual e reprodutiva estabelecidos nas resoluções de 1º de fevereiro de 2010 e 8 de fevereiro de 2011, sobre a igualdade entre mulheres e homens na União Europeia”.

Para não ficar atrás, a resolução de 24 de maio parece dirigir-se inicialmente a condenar e prevenir a discriminação injusta e intolerável contra pessoas homossexuais, mas se estende a recomendações legislativas voltadas aos governos destinatários.

No art. 9, o Parlamento sustenta que “os direitos fundamentais das pessoas LGBT ficariam mais protegidos se eles tivessem acesso a instituições jurídicas como a coabitação, a união registada e o casamento”, e, simultaneamente, “saúda o fato de dezesseis Estados atualmente oferecerem estas oportunidades, exortando os outros a também considerarem estas instituições”.

Deixando de lado o fato de que, nesta sequência, os termos coabitação-união-casamento parecem dizer a mesma coisa, com estudada indiferença, permanece claro o convite aos legisladores dos Estados a imitarem os dezesseis países “virtuosos” que a UE promove.

Combater a discriminação baseada em orientação sexual no local de trabalho ou no acesso aos serviços públicos não requer necessariamente o compromisso dos governos com políticas que permitam os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Direitos e redefinição fundamental da família não parecem inevitavelmente ligados.

Todo este trabalho é uma resposta imediata às estatísticas da agência da UE para os direitos fundamentais, no contexto de uma pesquisa sobre a discriminação das pessoas LGBT na Europa. Os resultados da pesquisa foram considerados “alarmantes”, já que quase todas as pessoas entrevistadas disseram acreditar que na Europa existem diferenças importantes no tratamento aos homossexuais.

É uma pena que essas estatísticas só tenham incluído as próprias pessoas LGBT: os resultados da pesquisa não são neutros e os 370 mil euros de fundos comunitários destinados a ela parecem ter sido mal empregados

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    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •Triste como essa 'ditadura do relativismo' tem acorrentado e cegado tantos. Se declarando livres e tolerantes não percebem que estão sendo enganados. Um dia, também já me achei...
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