Por Arquivo julho, 2012

* Um testemunho impactante de uma ex “atéia” convertida à verdade!!

terça-feira, julho 31st, 2012

É uma história maravilhosa de conversão nos nossos dias, aquela de Leah Libresco, a popular blogueira americana atéia responsável do “Patheos Atheist Portal”.

No passado 18 de Junho uma postagem desta jovem filósofa, formada em Yale e colaboradora do Huffington Post, definitivamente chocou muitos seguidores – especialmente ateus – do seu blog, chegando rapidamente a todas as partes do mundo.

“Esta é a minha última postagem” anunciava dramaticamente o título do artigo, onde a blogueira declarava ter finalmente encontrado a resposta para aquela sua “moral interna” que até agora o ateísmo não conseguia satisfazer: o cristianismo. A resposta que durante anos Leah refutava e rejeitava com “explicações que buscam colocar a moralidade no mundo natural.”

“Durante anos eu tentei argumentar a origem da lei moral universal que reconhecia presente em mim” explicou a blogueira; uma moralidade “objetiva como a matemática e as leis da física”. Nesta busca contínua de respostas, Leah se refugiou, por exemplo, na filosofia ou na psicologia evolutiva.

“Eu não pensava que a resposta estivesse ali” admite, mas ao mesmo tempo “não podia mais esconder que o cristianismo demonstrava melhor do que qualquer outra filosofia aquilo que reconhecia já como verdadeiro: uma moral dentro de mim que o meu ateísmo, porém, não conseguia explicar”.

Os primeiros “sinais” de conversão vieram no dia de Domingo de Ramos, quando a blogueira participa de um debate com os alunos de Yale para explicar de onde deriva a lei moral. Durante a explicação, foi interrompida por um jovem que “buscava fazer-me pensar – como ela mesma lembra – pedindo-me para não repetir a explicação dos outros, mas para dizer o que eu pensava sobre isso”.

“Não sei, não tenho uma idéia” é a resposta da Leah diante de uma pergunta simples, mas inquietante. “A sua melhor hipótese?”, continuou o jovem, “não tenho uma”, ela responde.

“Terá talvez alguma idéia”, continua ele; “não o sei… mas acho que a moral tenha se apaixonado por mim ou algo parecido” tenta falar a filósofa, mas o rapaz neste momento diz-lhe o que pensava.

Refletindo, a mulher diz: “Percebi que, como ele, eu acreditava que a moral fosse objetiva, um dado independente da vontade humana”. Leah descobre portanto que também ela crê “numa ordem, que implica alguém que o tenha pensado” e “na existência da Verdade, na origem divina da moral”.
“Intuí – explica ainda – que a lei moral como a verdade pudesse ser uma pessoa. E a religião católica me oferecia a estrada mais razoável e simples para ver se a minha intuição era verdadeira, porque diz que a Verdade é vivente, que se fez homem.”

Pedindo depois àquele jovem o que lhe sugeria fazer, a filósofa atéia convicta, começa a rezar com ele a Completa no Livro dos salmos e continua “a fazê-lo sempre, também sozinha”.

Anos e anos de teorias, provas, convicções, desmoronados diante da única Verdade: Deus. Publicada no portal, a história de Leah provocou reações diversas e milhões de comentários. Basta pensar no fato de que tenha sido postada no Facebook 18 mil vezes e que a sua página web tenha recebido, segundo o diretor do blog, Dan Welch, cerca de 150 mil acessos.

Muitos comentários são acusadores, pessoas atéias que se sentem “traídas” por aquela que era para eles uma líder. Muitos outros, ao contrário, são de católicos que, como muitos não-crentes, seguiam o blog. Alguns expressam as suas felicitações e dizem: “Estou tão feliz por você. Rezei tanto. A aventura está apenas começando.”

Entrevistada pela CNN, a Libresco no entanto, confessou de ter ainda muito a entender e estudar sobre aquilo que sustenta a Igreja sobre questões de moral, como por exemplo a questão da homossexualidade que a deixa ainda “confusa”. “Mas não é um problema” afirmou, em quanto que tudo do que ela se convenceu “é razoável”.

Depois da conversão, a mulher procurou também uma comunidade católica, “escandalizando os amigos” mais incrédulos. “Se me perguntam como estou hoje respondo que estou feliz – diz a blogueira – o melhor período que você pode viver é quando você se dá conta de que quase tudo o que você pensava que era verdadeiro, na verdade era falso”.

Ainda à CNN,( Veja reportagem ao final deste artigo)  a blogueira contou que se sentia “renascida uma segunda vez”: “É ótimo participar da Missa e saber que ali está Deus feito carne – declarou – um fato que explica tantas outras coisas inexplicáveis”.

Neste ponto, a questão que mais causa curiosidade é o que fará Leah do seu popular blog ateu? Uma pergunta que tem assombrado a mesma autora todos os dias depois daquela fatídica tarde em Yale.

“Parar de escrever? – Diz na sua postagem – continuar em um estilo cripto-católico esperando que ninguém perceba (como fiz no último período)?” Após um exame demorado, a solução foi outra: “A partir de amanhã, o blog será chamado “Patheos Catholic channel “e será usado para discutir com os ateus convictos, como fazia antes com os católicos.

O motivo? “Se a pessoa é honesta – explica – não tem medo de entrar em diálogo. Eu recebi uma resposta sobre o que buscava porque aceitei colocar-me em diálogo. O interessante de muitos ateus é que fazem críticas e pedem provas. Uma coisa utilíssima à Igreja, que não deve ter medo porque está do lado dos fatos e da razão”.

Incentivo, finalmente, conclui a postagem, quase uma despedida da Libresco aos seus muitos leitores ateus: “Quaisquer que sejam suas crenças religiosas parar e pensar naquilo que você crê é uma boa ideia e se assim compreende que há algo que te obriga a mudar de ideia, não tenha medo e lembre-se que a tua decisão pode somente melhorar a tua visão das coisas.

http://religion.blogs.cnn.com/2012/06/22/prominent-atheist-blogger-converts-to-catholicism/

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* A Fé da Igreja Apostólica nos Primeiros Séculos.

quinta-feira, julho 26th, 2012

1) Considera agora qual deles é de maior valor: o pão dos anjos ou a Carne de Cristo, que é o corpo da vida.

Aquele maná vem do céu; este está acima do céu.
Aquele, do céu; este, do Senhor dos céus.
Aquele é corruptível, se guardado para o dia seguinte; este é totalmente imune de corrupção e quem o tomar piedosamente não poderá experimentar a corrupção.
Para aqueles brotou a água da pedra; para ti, o Sangue de Cristo.
Àqueles, por um momento, a água saciou; a ti o Sangue do Senhor refresca para sempre.
O povo antigo bebe e tem sede; tu, ao beberes, não podes mais sentir sede, pois, de fato, aquilo era sombra, enquanto isto é realidade
“. (Santo Ambrósio, século IV).

Eis, Amigos, a graça incomensurável dos sacramentos da Igreja, instituídos pelo Cristo nosso Deus: Eles nos dão de modo definitivo e real, nos gestos, palavras e símbolos do rito litúrgico, aquilo que era prefigurado na história do antigo povo de Deus! Sem liturgia não há cristianismo pleno e verdadeiro…

2) Coisa admirável o ter Deus feito chover o maná para sustentar com o alimento celeste os patriarcas. Por isso se disse: O homem comeu o pão dos anjos. No entanto, aqueles que comeram deste pão,todos eles morreram no deserto; o alimento, porém, que tu recebes, pão vivo que desceu do céu, comunica a substância da vida eterna e quem quer que dele comer não morrerá eternamente, pois é o corpo de Cristo.” (Santo Ambrósio, século IV).

Como pode um cristão pensar em ser fiel à fé da Igreja e das Escrituras negando uma convicção que provém dos primórdios da Igreja de Cristo, da fé mesma de nossos pais? Pense nisto!

3)‎”É realmente a verdadeira carne de Cristo que foi crucificada, sepultada; é verdadeiramente o sacramento desta carne. O próprio Senhor Jesus declara: Isto é o meu corpo.

Antes da bênção das palavras celestes era outra realidade; depois da consagração, entende-se o corpo.
Ele mesmo diz que é seu sangue.
Antes da consagração é outra coisa; depois da consagração, chama-se sangue.
E tu dizes: “Amém”; o que quer dizer: “É verdade”.
Confesse o nosso interior o que proclamam os lábios, sinta o afeto o que a palavra soa” (Santo Ambrósio de Milão, séc. IV).

4) ‎”Fixemos o olhar no sangue de Cristo e vejamos o quanto ele é precioso junto a Deus, Seu Pai, porque, derramado pela nossa salvação, levou a todo o mundo a graça do arrependimento” - São Clemente Romano – terceiro Sucessor de Pedro, séc. I.

5) ‎”Sei que sois bem dispostos com fé indefectível e credes plenamente no nosso Senhor. (Ele) por nós penetrado na carne por cravos – nós somos fruto desta bendita e divina paixão! – para elevar, com a Sua ressurreição, um estandarte pelos séculos e reunir no corpo uno da Sua Igreja o Seus santos e os Seus crentes. Ele suportou todos estes sofrimentos por nós, para que fôssemos salvos; e sofreu realmente, como realmente ressuscitou! Eu sei e creio que mesmo depois da ressurreição, Jesus Cristo era na carne. E quando Se aproximou daqueles que estavam ao redor de Pedro… tocaram-nO e, ao contato com a Sua carne e o Seu espírito, creram! Por isso eles desprezaram a morte e triunfaram sobre ela. Para associar-me à Sua paixão, eu suporto qualquer coisa!” - Santo Inácio da Antioquia, bispo do século I, morto devorado pelas feras por causa de Cristo Jesus.

Note:

(1) O santo mártir quer deixar claro que Jesus não é uma lenda: é real! Cremos a partir de fatos reais, de uma dolorosa paixão muito concreta e de uma ressurreição muito real! Num mundo de tantos mitos, cremos numa Realidade maravilhosa!

(2) Por terem visto e tocado de verdade e na verdade, nossos primeiros irmãos não tiveram medo das privações e da morte: por Cristo morto e ressuscitado enfrentaram todos os sofrimentos e triunfaram com Ele!

6) A água viva murmura dentro de mim e me diz: ‘Vem para o Pai!’ Não mais me deleitam o alimento corruptível nem os prazeres desta vida. Desejo o ‘pão de Deus’, aquele pão que é a Carne de Jesus Cristo, filho de Davi; quero por bebida o Seu Sangue, que é o amor incorruptível!Santo Inácio – Bispo de Antioquia, séc. I.

Observe: (1) A água que murmura é o Espírito Santo, que nos atrai a Cristo e, por Ele, ao Pai, nossa última saudade. (2) Quanto mais o Espírito de Cristo age em nós, menos os “alimentos” deste mundo nos atraem, nos satisfazem. (3) O verdadeiro alimento, que sacia, que enche de paz e sentido é o Cristo, que teremos eternamente no Céu e, já agora, no sacramento do Seu Corpo real e verdadeiro de filho de Davi, humano, e do Seu Sangue derramado e entregue, sinal de um amor eterno e incorruptível, aquele amor pelo qual tanto ansiamos!

Conclusão

Note, meu Amigo, como é belo ser católico: guardamos a mesmíssima fé, professada sem interrupção desde os primórdios: a nossa é a fé de Pedro e de Paulo, de Inácio de Antioquia, de Policarpo de Esmirna, de Irineu de Lião, de Lourenço, de Ambrósio, de Atanásio de Alexandria e de Agostinho de Hipona. É a fé que vem dos Apóstolos e subsistirá, pela assistência do Santo Espírito, até o fim dos tempos!

Dom Henrique Soares da Costa

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* Definindo o direito à “objeção de consciência”.

quinta-feira, julho 26th, 2012

A deputada italiana Laura Molteni apresentou à câmara do país, em 24 de maio, o texto que reproduzimos abaixo, sobre o direito à objeção de consciência de médicos e enfermeiros.

Moção 1-01049, por Laura Molteni, 24 de maio de 2012, nº 638.

A Câmara, Dado que:

A Declaração sobre os Direitos da Criança, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1959,em Nova Iorque, estabelece no preâmbulo que “a criança precisa de proteção e cuidados, incluindo a proteção legal apropriada, antes e após o nascimento”;

No âmbito europeu, a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, no artigo 2º, afirma: “o direito à vida deve ser protegida por lei”;

A Convenção sobre Direitos Humanos e sobre a Biomedicina, assinada em Oviedo em 1997, traça uma espécie de constituição europeia em matéria de direito de nascer;

A Carta Europeia dos Direitos Humanos, adotada pelo Conselho Europeu de Nice, em 7 de dezembro de 2000, e à qual o Tratado de Lisboa atribui a mesma eficácia jurídica das normas dos Tratados, prevê no artigo 2º, após afirmar no artigo 1º a inviolabilidade da dignidade humana, que “toda pessoa tem direito à vida”;

O nosso sistema jurídico, ao estabelecer, nos termos do artigo 10º da Constituição, a obrigação de observarem-se os princípios e acordos internacionais, atribui relevância constitucional aos atos que tutelam o direito à vida desde a concepção;

A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa reiterou, recentemente (Recomendação nº 1763, aprovada em 7 de outubro de 2010), que nenhuma pessoa, hospital ou instituição será obrigada, responsabilizada ou discriminada de qualquer fora por recusa a cumprir, acolher, assistir ou submeter um paciente a um aborto ou à eutanásia, ou a qualquer outro ato que possa causar a morte de um feto ou embrião humano, por qualquer motivo;

a Assembleia Parlamentar salientou a necessidade de afirmar o direito à objeção de consciência, juntamente com a responsabilidade do Estado de garantir que os pacientes sejam capazes de aceder a cuidados médicos legais em tempo hábil;

A Assembleia convidou o Conselho da Europa e os Estados-Membros a desenvolverem normativas completas e claras que definam e regulem a objeção de consciência em matéria de saúde e de serviços médicos, principalmente destinadas a assegurar o direito à objeção de consciência em relação à participação no procedimento médico em questão e a garantir que os pacientes sejam informados de qualquer objeção de consciência de forma tempestiva e recebam tratamento adequado, especialmente em casos de emergência; a objeção de consciência exige que sejam levadas em consideração as indicações contidas: no artigo VI dos princípios de Nuremberg; no artigo 10º, parágrafo 2º, da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia; nos artigos 9º e 14 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos; no artigo 18 da Convenção Internacional dos Direitos Civis e Políticos; o tribunal da Puglia anulou com a sentença nº 3477 de2010 adeliberação do Conselho Regional e os atos relativos da ASL de Bari, que excluía dos ambulatórios a presença de médicos objetores de consciência, considerando que, para os juízes administrativos, a medida viola o princípio constitucional da igualdade, bem como os princípios que constituem a base da objeção de consciência; mesmo enfatizando-se o valor histórico representado pelos consultórios familiares para a nossa sociedade, é necessário, após mais de 35 anos desde que foi aprovada a lei que previa a sua criação, reconsiderar o seu trabalho e o seu papel atual em nosso país.

À luz das mudanças significativas que ocorrem no contexto sócio-cultural atual, é preciso dar nova vida ao que já estava claramente explicado nas intenções do legislador que, em 1975, promulgou a Lei nº 405 (do apoio à família, da educação para a maternidade e paternidade responsáveis, da educação para o desenvolvimento harmonioso tanto físico quanto mental das crianças e da realização da vida familiar), mas que, na prática, foi implementado residualmente, inclusive, por vezes, devido à função meramente burocrática dos consultórios, reduzidos, amiúde, a pura assistência sanitária, carentes da necessária sensibilidade e competência nas questões sociais para as quais foram estabelecidos.

Nesta perspectiva, deve ser considerado como força ativa também o papel dos médicos objetores de consciência dentro dos princípios sócio-sanitários dos consultórios familiares, a fim de se aplicar integralmente a primeira parte da Lei nº 194, de 1978, por meio do real cuidado da mulher a fim de ajudá-la a superar as causas que a levam à decisão de interromper a gravidez, insta o Governo a promover a completa implementação dos princípios de direito descritos na recomendação do Conselho da Europa, definindo o direito à objeção de consciência na área médica e de enfermagem.

Laura Molteni, Fabi, Rondini, Fedriga, Fugatti, Torazzi, Maggioni, Vanalli, Simonetti, Allasia, Isidori, Consiglio, Negro, Bragantini, Callegari, Desiderati, Cavalotto, Paolini, Meroni, Polledri.

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* Halleluya 2013 acontecerá no Rio de Janeiro e em Fortaleza.

quinta-feira, julho 26th, 2012


Evento apresenta dos resultados de sua 15ª edição e já se prepara para a edição de 2013 na Jornada Mundial da Juventude com o Papa Bento XVI no Rio de janeiro.

Na manhã desta quinta-feira, 26, a organização do Festival Halleluya 2012 prestou contas com a sociedade e apresentou os números recordes desta edição. Na parceria com a Defesa Civil do estado foram coletados 5.660 quilos de alimentos não perecíveis, mantimentos que serão revertidos para os municípios vítimas da estiagem e para as obras de Promoção Humana da Associação Shalom, como o albergue, abrigo que acolhe 50 moradores de rua por dia.

“Foi uma parceria de sucesso e com ela completamos as 20 toneladas arrecadas na campanha Força solidária”, frisou Major Wagner Maia, representante da Defesa Civil.  “Solidariedade e responsabilidade social são elementos característicos do Festival Halleluya, presentes desde a primeira edição. Ficamos felizes em contribuir na construção de uma sociedade mais solidária”, pontuou João patriolino, responsável pela Promoção Humana da instituição. “A missão está cumprida, mas não concluída”, finalizou João fazendo referência ao trabalho de atendimento aos mais pobres que acontece durante todo o ano.

A comemoração se dá também pelo número de bolsas de sangue coletadas: 665 no total, 60 a mais em relação ao Festival Halleluya em 2011. “Para nós, é uma satisfação enorme ter esta parceria com a Comunidade Católica Shalom no Festival Halleluya e esperamos continuar com esta companhia, por muitos anos” afirmou satisfeita com os números, a coordenadora de Captação de doadores do Hemoce, Nágela Lima. A parceria ainda rendeu o cadastro de 200 doadores de medula óssea.

“Superamos todas as expectativas e já nos preparamos para o Festival Halleluya 2013 que acontecerá em duas edições, uma  em Fortaleza na Pré-Jornada e outra, uma semana depois no Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude com o Papa Bento XVI”, adiantou Tobias Cortez, coordenador da divulgação e inovação do Festival.

O Festival Halleluya completou 15 edições consecutivas de realização em uma festa que reuniu 1.170.000 pessoas no Condomínio Espiritual de 18 a 22 de julho. O evento consolidou-se como o mais solidário do estado e como o maior festival de artes integradas do país. Movimentou 6 mil voluntários divididos em 34 equipes e recebeu mais de 200 caravanas dos bairros de Fortaleza, interior do Ceará, outros estados e países.

Resumo dos números do Festival Halleluya

665 bolsas de sangue

200 cadastro de medula óssea

5660 quilos de alimentos arrecadados

2387 Confissões

4392 Aconselhamentos

1535 crianças no Halleluya kids

6093 pessoas inscritas no Halleluya Quero mais:

25 grupos competindo no Festival de artes

7000 pessoas assistiram às sessões no Cine Halleluya

15 mil pessoas  passaram pelo hall da exposição Shalom 30 anos

5 mil pessoas  compareceram ao talk show Curta a verdade.com

6 mil voluntários se reversaram em 34 equipes de serviço

200 mil acessos ao site em 5 dias

Picos de 2 mil acessos à webtv acompanhando online o Festival

18 mil pessoas falando sobre o Festival Halleluya no Facebook

Por diversas vezes o assunto mais comentado no Trendig Topics do Twitter

1.170.000  pessoas em 5 noites de atividades

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* A ideologia, a psicologia e a homossexualidade.

quinta-feira, julho 26th, 2012

A Luz da verdade acima das ideologias que não prestam contas à realidade.

A Luz da verdade acima das ideologias que não prestam contas à realidade.

Dr. Luciano Garrido

Os prejuízos causados pelo ativismo político do Conselho Federal de Psicologia são realmente incalculáveis. Quando uma determinada ciência é prostituída em benefício de ideologias, sua reputação cai no mais absoluto descrédito. Os critérios de validade que fundamentam a produção do conhecimento, e que são universalmente aceitos, acabam substituídos pela conveniência política daqueles que detém circunstancialmente o poder – mesmo que seja o poder de uma simples autarquia.Assim, a “boa teoria” não é mais aquela que resiste ao teste de realidade ou apresenta um valor heurístico considerável, mas a que atende a certos anseios pessoais ou coletivos, por mais intangíveis que sejam.

E se os fatos negam a ideologia, tanto pior para os fatos. É que as construções ideológicas, em seu substrato mais íntimo, se assentam sobre disposições afetivas bastante arraigadas, algo que lhes confere uma capacidade de resiliência fora do comum.

As ideologias não prestam contas à realidade: se limitam a criticar o que existe em nome do que não existe, e talvez jamais possa existir. É nesse ambiente de inspirações obscurantistas e degradação intelectual que a psicologia tem se tornado terreno fértil para toda sorte de impostores e demagogos.

A última audiência pública que discutiu a “cura gay” — assim carinhosamente batizada pela imprensa — foi um exemplo típico dessas distorções. Nela, houve um deputado que se sentiu à vontade para opinar sobre assuntos relacionados à Psicopatologia. Quais eram suas credenciais? Basicamente, um diploma de jornalista e uma fama exaurida em programa de reality show.O grande problema, na verdade, não está tanto na tagarelice dos palpiteiros de ocasião, mas no silêncio obsequioso com o qual boa parte dos psicólogos vem testemunhando disparates desse jaez. Isso mostra que a patrulha ideológica do Conselho Federal de Psicologia alcançou o efeito almejado, e a esta altura dos acontecimentos, suponho eu, já decretou toque de recolher até na comunidade acadêmica.

Enquanto os psicólogos se escondem nos consultórios e guardam o mais absoluto mutismo, o deputado Jean Wyllys vem à tribuna para dizer o seguinte:“É óbvio que alguém homossexual vai ter egodistonia, mas por viver numa cultura homofóbica que rechaça e subalterniza sua homossexualidade. O certo seria colocar o ego em sintonia com seu desejo, é sair da vergonha para o orgulho.”Se bem entendi a opinião do deputado, ele parte da premissa de que o desejo sexual possui primazia sobre o ego; logo, é o ego que deve estar em sintonia com o desejo, e não este em sintonia com aquele. Isso, segundo o sr. Wyllys, é que é o certo.

Para efeito de argumentação, vou tomar a palavra “certo” no sentido aproximado de “normal”, já que não parece sensato supor que o certo, nesse caso, significa algo bizarro, anômalo ou desviante.Dito isso, eu perguntaria ao sr. Wyllys:

Por que não considerar como certo – ou normal, como queira — o desejo sexual que está em conformidade com o sexo biológico?

Quais os critérios utilizados pelo deputado para definir seu padrão de normalidade?

É preciso que ele aponte os fundamentos clínicos, teóricos, filosóficos, ou até metafísicos, sobre os quais está apoiada sua opinião.

Sigmund Freud, por exemplo, que é considerado o maior psicólogo clínico de todos os tempos, pressupunha em sua teoria a existência de um registro real da sexualidade — “a diferença entre os sexos” — como causa do desejo para o sujeito. Essa idéia, aliás, foi condensada numa de suas célebres frases, segundo a qual “anatomia é destino”.

Em momento algum Freud disse que o desejo sexual era destino. Donde se depreende que a anatomia do sujeito é um dado de realidade anterior a qualquer processo subjetivação, e, como tal, deve orientá-lo. Aliás, não só a anatomia, mas a fisiologia também.Se o real precede o imaginário e o simbólico, e se o ego é a instância psíquica regida pelo “princípio de realidade”, como ensinava Freud, é natural que as pessoas achem certo (ou normal) que o desejo sexual esteja em sintonia com a realidade corporal.

O que leva o desenvolvimento psicossexual de alguém a perder-se nos desvãos de suas angústias e fantasias, levando-o a desordens na identidade sexual, é algo passível de investigação científica — e, quem sabe, de solução terapêutica viável. Existem muitas tentativas de entender o fenômeno (“fixação narcísica”, “horror à castração”, etc), propostas por vários estudiosos da sexualidade humana — Freud entre eles. Porém, se a cultura encara com certa perplexidade ou estranhamento as práticas homossexuais, isso não dá margem para presumir que a patologia esteja obrigatoriamente na cultura, como pretende o deputado Jean Wyllys ao chamá-la de “homofóbica” (na verdade, o intuito não é diagnosticar uma patologia, mas proferir um simples insulto).A capacidade de discernir o real do irreal, de diferenciar os estímulos provenientes do mundo exterior dos estímulos internos, está na própria gênese do processo de subjetivação. Freud designava como “prova de realidade” a esse dispositivo que, de maneira gradativa, consolida as funções superiores da consciência, memória, atenção e juízo, entre outros atributos que singularizam a natureza humana, razão pela qual se encontram tão enraizados na cultura.

A esse respeito, é Freud quem diz:“A educação pode ser descrita, sem hesitação, como o incentivo à superação do princípio do prazer, à substituição dele pelo princípio de realidade.” (Formulações sobre os dois princípios do funcionamento psíquico, Freud, 1911)Sendo ainda mais específico, os critérios de doença e saúde utilizados pela disciplina da psicopatologia também pressupõem em grande medida essa distinção elementar entre fenômenos meramente subjetivos e a realidade objetiva. É dentro dessa perspectiva que o delírio e a alucinação se constituem como exemplos extremos de manifestações patológicas que perturbam, respectivamente, o juízo e a percepção da realidade. Enquanto que os devaneios e as fantasias, embora considerados benignos sob o aspecto da higidez mental, nem por isso deixam de ser igualmente irreais.Por tudo isso, não surpreende que o filósofo racionalista René Descartes, ao cabo de uma longa reflexão, tenha concluído que o fundamento indubitável da existência deve repousar sobre as faculdades humanas superiores, idéia cuja fórmula ganhou expressão lapidar no seu cogito, ergo sum.

Já o sr. Wyllys, o que faz? Como um bom hedonista, quer nos convencer de que o fundamento da existência humana reside mesmo é nas forças cegas do baixo-ventre, o que na mais respeitável filosofia de alcova pode ser equacionado por outro mote, qual seja, o libido, ergo sum. Quem acredita que o ego deve se curvar aos desejos sexuais é porque lhes confere um estatuto primordial na própria definição de natureza humana.Ainda que não houvesse quaisquer parâmetros para se discutir a sexualidade humana, e que todas as opiniões, portanto, fossem colocadas na vala-comum das idiossincrasias pessoais, subsistiria o fato de que as pessoas pautam suas vidas por valores. Colocar a mera fruição do desejo sexual como o que há de mais sublime na vida humana pode não ser uma regra válida para todos. O que na concepção de uns significa “sair da vergonha para o orgulho”, pode ser o inverso para muitos outros, conforme as diferentes cosmovisões que se adote.

É por isso que o psicólogo não pode usar de sua autoridade profissional na tentativa de abolir sentimentos de vergonha ou culpa em seus pacientes. A missão do psicólogo clínico, segundo Freud, limita-se a transformar o sofrimento neurótico em infelicidade humana normal – essa que todos nós, em maior ou menor medida, sentimos. Quem acredita que o objetivo da psicoterapia é liberar os desejos sexuais de suas “amarras” culturais, convertendo indivíduos neuróticos em discípulos de Marquês de Sade, é porque pretende impor suas convicções hedonistas aos demais. Como alertava o psicanalista Gregory Zilboorg:“O Homem não pode ser curado das exigências ético-morais e religiosas de sua personalidade, que nele vivem e dele fazem o que realmente é. Só o morboso, o irreal e inútil podem ser analisados.”

Pode o comportamento animal ser usado como parâmetro para o comportamento humano?

Em outra direção, tornou-se lugar-comum o argumento de que o homossexualismo seria prática natural porque é observada com freqüência em diversas espécies animais. Esse entendimento, porém, é bastante falho, pois compara entre si fenômenos essencialmente diversos. Ainda que, em uma determinada espécie, se observe o coito em indivíduos do mesmo sexo, não se pode defini-lo como homossexualismo sem incorrer naquilo que os etólogos chamam de “antropomorfização” do comportamento animal.

Os animais não possuem desejo sexual no sentido empregado por nós. Animais possuem tão-somente impulsos sexuais, e esses impulsos, em condições normais, seguem o comando fixo dos instintos.A hipótese explicativa mais plausível para a ocorrência desse fenômeno entre os animais segue outra direção. Quando premidos por um forte impulso sexual cujo meio de satisfação original encontra-se ausente, os animais comportam-se de modo a favorecer uma satisfação alucinatória do impulso. Quem nunca testemunhou cães que, ao verem-se privados de uma fêmea, passam a “montar” em nossas pernas, simular o coito em outros animais, no ursinho de pelúcia ou no ”puff” da sala? Por que não poderiam fazê-lo — como de fato o fazem — em outros cães do mesmo sexo? Se isso for homossexualismo, o que seriam os outros comportamentos?

Segundo Freud, o modo de satisfação alucinatório também é encontrado nos seres humanos, bem nos primórdios de seu desenvolvimento. Bebês que choram de fome e são acalmados por uma chupeta, ainda que não estejam sendo nutridos, experimentam também um modo de satisfação alucinatório. Com o passar do tempo, na medida em que acumulam frustrações e percebem que esse tipo de mecanismo não é capaz de aplacar a fome, as crianças o abandonam em favor de um “sentido de realidade”. É a partir desse momento que ego vai se estruturando no aparelho psíquico. Mas só os seres humanos são capazes disso.

Fonte: Psicologia Sem Ideologia

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* A banalização do dom da vida: Descobertos mais de 200 fetos em barris em uma mata.

quarta-feira, julho 25th, 2012

Fonte: TVI 24

Os habitantes da região sul dos Urais( Rússia) tropeçaram numa descoberta macabra.

Na floresta local foram descobertos quatro barris com 248 fetos humanos, informa a AFP. As autoridades estão já a investigar a origem do mistério.

A polícia da região de Sverdlovsk já veio esclarecer que os fetos estavam conservados em formol e foram mantidos em barris marcados com apelidos e números.

Os fetos foram encontrados alguns quilómetros de distância de uma estrada que liga a capital da região, Yekaterinburg, com outra grande cidade, Nizhny Tagil. A polícia acredita que podem ter vindo de quatro hospitais locais e iniciaram uma investigação.

O Ministério da Saúde disse que ordenou uma inspeção aos hospitais locais para evitar que estes incidentes voltem a ocorrer.

«A violação grosseira da ética médica causa indignação», disse o ministério num comunicado. «É inadmissível tanto do ponto de vista moral e legal».

A Igreja Ortodoxa Russa usou o incidente para enfatizar a sua oposição contra o aborto. O porta-voz Vladimir Legoida disse em comunicado se trata da «degradação da nossa sociedade».

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* Reitor e Assembleia Universitária da Pontifícia Universidade Católica do Peru se manifestam.

quarta-feira, julho 25th, 2012

Fonte: Cepat.

A Pontifícia Universidade Católica do Peru “deplora o decreto emitido pela Secretaria de Estado da Santa Sé, que contém diversos aspectos que se opõem aos direitos reconhecidos na Constituição Política e na legislação peruana – como o direito à identidade – ao pretender proibir o uso dos termos “Pontifícia” e “Católica”, afirma Comunicado publicado no dia 23 de julho, no sítio da universidade.

***

A Assembleia Universitária da Pontifícia Universidade Católica do Peru, reunida na sessão de 23 de julho de 2012, aprovou o seguinte comunicado:

1. A comunidade universitária da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP), representada por sua Assembleia Universitária, deplora o decreto emitido pela Secretaria de Estado da Santa Sé, que contém diversos aspectos que se opõem aos direitos reconhecidos na Constituição Política e na legislação peruana – como o direito à identidade – ao pretender proibir o uso dos termos “Pontifícia” e “Católica”.

2. A PUCP afirma que, por seu caráter de instituição peruana, constituída e domiciliada no Peru desde 1917, fará prevalecer o compromisso que tem para com seus estudantes, professores e trabalhadores, e para com seus graduados e egressos, de fazer respeitar sua denominação oficial, que goza de reconhecido prestígio nacional e internacional, e está expressa nos graus e títulos que outorga em nome do País.

3. A PUCP reitera seu compromisso com os valores católicos que a inspiram e a alentam cotidianamente. Estes valores nos reafirmam como uma universidade autônoma, democrática, criativa, crítica, pluralista, com qualidade no ensino e na pesquisa, comprometida com a sociedade peruana, e identificada com os princípios cristãos que fundam os direitos do ser humano.

4. Os membros da Assembleia Universitária da PUCP expressam seu reconhecimento e apoio à gestão que vem realizando o Reitorado da Universidade na condução das relações com a hierarquia da Igreja, em conformidade com os acordos adotados previamente pela Assembleia Universitária.

***

O reitor da Pontifícia Universidade Católica do Peru, Marcial Rubio, concedeu a seguinte entrevista ao sítio .edu, da universidade, sobre o recente decreto do Vaticano.

O que implica a proibição de utilizar os termos Pontifícia e Católica?

É um fato lamentável para todos os que somos católicos e que acaba prejudicando a própria Igreja, especialmente na sua relação com os jovens. Não é a melhor demonstração de tolerância e respeito às liberdades que se decrete que uma universidade católica não possa se chamar como tal, ao contrário dos seus bens materiais.

A PUCP registrou a denominação de Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP). Este é o nosso nome oficial e através deles somos reconhecidos nacional e internacionalmente. Temos o pleno direito de continuar a utilizá-lo enquanto o considerarmos conveniente. Qualquer decisão que se tome a respeito é potestade dos organismos de governo da própria Universidade.

O decreto do Vaticano assinala que a PUCP está submetida ao direito canônico e que seu patrimônio possui a condição de bem eclesiástico. Qual é a sua opinião a esse respeito?

É uma afirmação não exata. A PUCP é uma instituição peruana, constituída no Peru, inscrita como associação civil e domiciliada no Peru, que se rege pela legislação peruana e não pelo direito canônico.

Portanto, os bens da PUCP são propriedade da PUCP e estão protegidos pela Constituição e pelas leis peruanas. Isto está claro até para a própria Arquidiocese de Lima que entrou em litígio contra nós nos tribunais peruanos pretendendo administrar bens que são nossos e não da Santa Sé.

Como fica, então, a relação da PUCP com a Igreja?

A PUCP é respeitosa dos valores católicos que guiaram durante seus mais de 90 anos de existência, e todo o país é testemunha dos esforços que fizemos para encontrar, mediante o diálogo, uma solução integral para as nossas diferenças com a Igreja. Lamentavelmente, a gravidade dos termos colocados pelo recente decreto nos obrigará a revisar a relação estatutária que mantemos com ela.

Qual é a sua mensagem à comunidade universitária da PUCP?

De tranquilidade. Todos os direitos e atribuições da PUCP estão plenamente vigentes e todas as nossas atividades acadêmicas e administrativas continuarão a ser conduzidas com absoluta tranquilidade.
A Constituição e as leis peruanas nos protegem.

A PUCP outorga seus graus e títulos em nome da nação peruana porque assim dispõe a lei universitária peruana. Nossos professores, estudantes e trabalhadores continuarão a se esforçar para impulsionar a excelência acadêmica posta a serviço do país. Aos que somos autoridades, cabe continuar defendendo a autonomia e os legítimos direitos da comunidade universitária da PUCP diante de qualquer tentativa externa de afetá-los.

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* Diversidade e identidade. A “marcha das vadias” e o Feminismo.

quarta-feira, julho 25th, 2012

Sueli Caramello Uliano

Escrevi, há alguns anos, umas palavras que, penso, sempre conservarão a sua validade: “Grande e internacional é a mulher do 8 de março; poética e carinhosamente ovacionada é a do segundo domingo de maio. Duro mesmo é brilharem as duas numa só estrela, no miúdo dia a dia.” Mas estamos em julho e tratando da questão do feminismo, assunto que é bom manter sempre em evidência, já que é uma realidade cotidiana sobre a qual é imprescindível refletir.

Homens ou mulheres, ao verem desfilar autodenominadas “vadias” ( refere-se à marcha das vadias realizadas em várias cidades do Brasil) que se dizem contra a violência, mas são fortemente agressivas na sua manifestação, poderão alimentar uma certa crítica: “Vejam no que deu o tal do feminismo”. E, com isso, identificam a feminista com a vadia. Mas imagino que muitas mulheres que hoje se desdobram para dar conta da família e de um trabalho profissional fora do lar, ou solteiras que estudam e trabalham, ao verem um artigo de jornal intitulado “Nós, as vadias”, terão reagido imediatamente: “Nós, não! Vocês!”

Lutar contra a violência, principalmente quando é praticada contra os mais fracos fisicamente, sempre terá respaldo popular. Mas o despudor não tem esse respaldo porque expõe do ser humano apenas o seu lado de animal fisiológico, omitindo a pessoa na sua integridade, coisa que só a elegância pode preservar. Ser livre não é ser vadia. Ser livre é uma condição da pessoa, que traz consigo longa lista de responsabilidades, aspirações, direitos e deveres. Há que se discutir a questão em outro nível.

O feminismo, que iniciou o seu percurso há mais de 200 anos, buscando que se valorizasse a maternidade, serviu de etiqueta, na década de 60, para convencer a mulher de que dedicar-se a filhos seria abortar a sua vida profissional.

E, na esteira de uma insustentável imitação do modo masculino de ser, promoveu que a mulher imitasse o seu suposto carrasco nos vícios mais vulgares, principalmente em uma prática sexual sem compromisso com a família. Mas o tempo foi passando e os pilares ideológicos, como sempre têm os fundamentos falsos, perderam a sua sustentação e a mulher entendeu que a maternidade pode conviver com uma vida profissional fora do lar.

Mais que isso: a reflexão sobre esse conflito que se impôs à mulher acabou por revelar que esse é um conflito de todos. Todos precisam do aconchego do lar – inclusive os homens! E as mulheres solteiras ou sem filhos (que sempre serão maternais no modo feminino de doar-se aos outros) também! Todos precisam de um tempo para si, para o seu crescimento pessoal, que a vida profissional fora do lar não tem o direito de usurpar.

Detesto o viés feminista que vê o homem como um inimigo da mulher. Não deve ser assim. A mulher, para valorizar-se, não precisa – e no fundo não quer – armar uma batalha contra o sexo oposto. Isso é desgastante e faz o jogo do inimigo que se dedica a dividir ideologicamente a sociedade. Homem e mulher precisam ser parceiros, colaboradores, cada um contribuindo, com seu modo próprio de ser, na construção de uma sociedade mais justa, menos violenta, com direitos respeitados e sincero esforço por cumprir os deveres, como prioridade.

Verdadeiro feminismo hoje é o que busca a conciliação. Homem e mulher precisam refletir juntos sobre como conciliar vida familiar e profissional. Precisam, em um exercício constante de criatividade, descobrir como articular sonhos e aspirações, muito unidos na diversidade e sem prejuízo da própria identidade. A família humana só tem a ganhar.

Sueli Caramello Uliano, pedagoga, é mestre em Letras pela USP e autora de Por um novo feminismo (editora Quadrante).

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* Católico, jogador argentino Lionel Messi visita Medjugorje de forma privada.

quarta-feira, julho 25th, 2012

O vidente Ivan Dragicevic confirma que o jogador argentino do Barcelona Futebol Clube, Lionel Messi foi seu convidado em Medjugorje. O boato da sua visita foi espalhado durante todo o mês de julho, e quando os rumores se tornaram realidade, o melhor jogador de futebol do mundo foi despercebido e manteve a sua visita privada.

Vencedor por três vezes do titulo de melhor jogador de futebol do mundo recentemente permaneceu com o vidente Ivan Dragicevic, o jornal de Mostar, Dnevni List informou.

“Messi esteve em Medjugorje, e foi meu convidado.” confirma o vidente.

Lionel Messi agradece a Céu por um gol para o FC Barcelona. O melhor jogador do mundo de futebol é um católico devoto e, recentemente, visitou Medjugorje para ficar com vidente Ivan Dragicevic

Ivan explica ainda que Messi “passou algum tempo” com ele, mas se recusou a entrar em detalhes. Não está claro ainda quando Messi chegou. Diversas pessoas em Medjugorje já tinham ouvido dizer que ele viria, mas ninguém o viu, informa o jornal Dnevni List.

O jornal explica que o jogador chegou em um jato particular em Dubrovnik e foi levado de carro para cruzar a fronteira com a Bósnia até Medjugorje.

Os primeiros rumores de uma visita de Lionel Messi a Medjugorje começaram em 4 de julho, quando o portal de notícias bósnio Klix informou conseguir a informação de uma visita “dentro das próximas duas semanas”. O plano de Messi era ficar fora de vista, circulando nos arredores de Medjugorje, o portal Klix escreveu naquela data.

Nascido em 24 de junho de 1987 em Rosario (Argentina), Messi veio ao mundo no sexto aniversário da primeira aparição em Medjugorje. Com o  Barcelona Futebol Clube, em cuja academia Lionel Messi entrou aos 13 anos, o argentino ganhou 3 títulos Liga dos Campeões da UEFA , 5 campeonatos espanhóis 1 Taça Nacional, e 2 Copas do Mundo de Clubes.

Com a Argentina venceu o torneio de futebol Jogos Olímpicos de 2008 e uma Copa do Mundo para jogadores com menos de 20 anos. Desde sua estréia aos 17 anos em outubro de 2004, Messi marcou raros 169 gols em 205 jogos pelo Barcelona Futebol Clube.

O artilheiro argentino conseguiu permanecer discreto, ainda que os jornalistas fizeram o que puderam:

“Ao longo dos últimos dias ocorreram informações contraditórias sobre a chegada de Messi, de modo que até o último momento não se sabia quando ele viria e onde ele iria ficar.  Houve sugestões de que ele deveria ficar no Hotel Grace, mas essas informações eventualmente se provaram incorretas, ou o hotel foi incapaz de confirmar que Messi tinha confirmado reserva com eles.” informa o Dnevni List.

“Nem poderia o escritório da paróquia de Medjugorje fornecer mais informações sobre os movimentos de Messi porque para eles cada peregrino é igual, e todos têm o seu direito à privacidade.”

Traduzido por Gabriel Paulino – Editor responsável pela agência de notícias Medjugorje Today em língua portuguesa (www.medjugorje.com.br)

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* Costa Rica: polêmica sobre introdução da educação sexual nas escolas

segunda-feira, julho 23rd, 2012

É polêmica na Costa Rica em relação a um projeto que prevê a introdução da educação sexual nas escolas, a partir do próximo ano letivo.

Como informa o jornal vaticano L’Osservatore Romano, foi, em particular, a Aliança evangélica que criticou o plano do governo, ao ponto de levar este último a intervir, esperando que “o debate sobre a educação sexual nas escolas públicas, a partir de 2013, possa ser realizado sem ‘radicalismos’ a partir de uma análise mais objetiva possível e sobre uma base que vise reduzir, entre os vários objetivos, a gravidez entre as adolescentes do País”.

É o que declarou à agência EFE a Presidente da República, Laura Chinchilla, que respondeu assim às objeções levantadas pela Aliança evangélica, que também entrou com recurso contra o plano oficial do Governo motivando que a educação sexual é um assunto e uma tarefa que diz respeito só e unicamente a família.

O Ministério da Educação explicou que a educação sexual é essencial para reduzir o número de adolescentes grávidas, que representa o 20% de todas as crianças que nascem a cada ano na Costa Rica. O Ministro, Leonardo Garnier, insistiu no fato de que o programa didático não pretende mudar os valores de ninguém, mas quer promover o respeito e viver de maneira responsável a própria sexualidade. Mas para o líder da Aliança evangélica, “o ensino da disciplina nas escolas irá gerar mais curiosidade e uma cultura do hedonismo e do prazer.

Destas aulas – concluiu -, os jovens vão sair com a intenção de se auto-explorar e de explorar” sem, portanto, refletir adequadamente sobre o significado profundo da sexualidade. Anunciou também que pretende apresentar à Corte suprema 3 mil assinaturas contra a iniciativa do Governo.

Por sua vez, a Conferência Episcopal Católica apresentou dois anos atrás uma proposta de educação sexual, consciente que “para a Igreja, a educação integral da pessoa foi e é sempre uma preocupação prioritária para que se viva a sexualidade integrada numa vida de amor”.

Há vários anos, a Conferência Episcopal da Costa Rica publica documentos com conteúdos formativos completos sobre este tema, entre os quais à Educação à sexualidade para os pais e os educadores e Sexualidade: dom e responsabilidade.

“Com estes e outros textos – explicaram os bispos – apresentamos orientações sobre temas que, às vezes, parecem pouco conhecidos no plano acadêmico e doutrinal nas paróquias e na mesma sociedade”. Os textos foram, portanto, propostos como um meio ao serviço da paróquia e de toda a cidadania, com indicações práticas a serem inseridas no processo pastoral relacionado com a educação, e com a participação de vários agentes pastorais.

Neste projeto educativo foi destacada, sobretudo, a dimensão transcendente da pessoa, como ser completo, fruto da harmônica fusão entre espírito e corpo.

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* Para onde caminha a Liberdade religiosa? Zurique veta circuncisão. Paris, o véu islâmico.

segunda-feira, julho 23rd, 2012

Jornal L’Unità- Nando Luzzi

A notícia é esta: na civilizadíssima Suíça, o hospital pediátrico de Zurique decidiu suspender temporariamente as circuncisões de crianças já que, em sua base, há uma motivação religiosa e não médica. E parece que o hospital pediátrico do cantão de St. Gallen também está levando em consideração uma escolha semelhante.

Com toda a evidência, por trás dessa tendência nascente, está a sentença proferida no dia 26 de junho pelo Tribunal de Colônia, na República Federal da Alemanha. Sentença que definiu como crime a circuncisão de um menor motivada pelas convicções religiosas dos pais. E isso porque “o corpo de uma criança é modificado de forma duradoura e irreversível com a circuncisão”.

Em outras palavras, “o direito da criança à sua integridade física” deve “prevalecer” sobre os direitos dos pais em matéria de educação e de liberdade religiosa.

Na Alemanha, a sentença de Colônia provocou fortes reações.

Os judeus e muçulmanos estão muito contrariados, mas também os evangélicos, a Igreja Católica e o governo, segundo declarações da sua líder, Angela Merkel, e do ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle. Mas é preciso dizer que a apreensão suscitada por uma sentença que já é moda no sentido cultural se espalhou também em outros países.

Sem dúvida, a questão não é tão simples. Do ponto de vista judaico  para defender o direito dos judeus a manter livremente as suas próprias tradições milenares, poderia haver diversas abordagens argumentativas a respeito.

O primeiro seria o de enfatizar que a sentença que proíbe a circuncisão infantil foi emitida por um tribunal alemão, e que isso, obviamente, faz volta à mente outras épocas em que conhecidas propensões antijudaicas tristemente prevaleceram na Alemanha. Mas, francamente, esse me pareceria um argumento, como dizer, muito fácil e, porém, fora do centro.

A segunda tentação poderia ser a de recorrer à ironia. O argumento, sem dúvida, se presta a isso. E, além disso, existe todo um filão das famosas historietas judaicas dedicado justamente à milá, que é o nome judaico da circuncisão. Mas, novamente, não me parece que esse seria o registro justo.

A terceira tentação poderia ser a de recorrer a argumentos de tipo médico ou estatístico, lembrando que, segundo aOrganização Mundial de Saúde, no nosso planeta, hoje, seriam circuncidados cerca de 30% dos meninos com menos de 15 anos.

A meu ver o ponto, de caráter mais geral, é o que eu definiria como uma certa propensão contemporânea à liberdade obrigatória.

Na França, como se sabe, há pessoas bem-intencionadas que, para tutelar o direito das meninas muçulmanas a não serem forçadas pelos próprios familiares a vestir um lenço que esconda os seus cabelos, acabaram promovendo uma lei que proíbe o uso do véu em escolas e universidades públicas. Coagindo, assim, a liberdade daquelas meninas que, ao contrário, estavam dispostas a portá-la por uma escolha própria.

No seu Tratado Teológico-Político, Spinoza defendia que a interpretação das Sagradas Escrituras deve ser livre, e que o Estado não pode decidir qual é a certa e a errada. Parece-me que ainda estamos nisso. Judeus e muçulmanos não querem impor a circuncisão aos outros. Deixemos a eles a liberdade de praticá-la segundo seus próprios costumes.

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* Pais de família nos Estados Unidos se opõem com firmeza a programa educativos imorais.

segunda-feira, julho 23rd, 2012

A opinião pública norte-americana tem sido testemunha do repúdio que os pais de família do país estão manifestando aos conteúdos escolares inapropriados para a idade de seus filhos. “Vemos cada vez mais cidadãos preocupados que exigem aos conselhos escolares e às direcões a eliminação de programas do tipo promovido pelo Planned Parenthood”, expressou a diretora nacional do projeto Stop Planned Parenthood (Detenham a Planned Parenthood) da American Life League, como informou o National Catholic Register.

Por exemplo, pais de família de Onalaska, Washington, denunciaram aos meios de comunicação os efeitos nocivos dos referidos programas. Curtis e Jean Pannuk afirmaram no último 12 de junho a uma canal de televisão que sua filha de 11 anos se mostrava retraída e envergonhada sem motivo aparente. Após investigar, descobriram que haviam recebido uma aula com conteúdos explícitos completamente inapropriados. “Nossa filha não queria regressa à escola. Hoje chorou todo o caminho”, denunciou Curtis Pannuk.

James e Kandra Gilligand denunciaram uma situação similar, visivelmente incomodados por considerar que na escola lhe haviam arrancado a inocência de sua filha. “Confiei em minha escola, este é o fundo do assunto, e eles cruzaram a linha”, afirmou Kandra. Segundo ele, é o mesmo que abusar de alguém, mas violentando sua inocência, no lugar de seu corpo físico. “O plano acadêmico deve se retirar”, disse.

Várias organizações têm denunciado graves perigos nos critérios de formação para jovens nas escolas. Prolife Waco, no Texas, Estados Unidos, denunciou que os conteúdos oferecidos pelo Planned Parenthood são sistematicamente desenvolvidos para estimular a promiscuidade, recomendando essa conduta inclusive a pacientes com HIV/Aids, a quem se aconselha não informar a seus parceiros acerca do estado de saúde, invocando a proteção constitucional da intimidade para tal fim.

O projeto Stop Planned Parenthood elaborou um vídeo de denúncia no qual mostra os conteúdos expostos aos menores de idade nos planos educativos promovidos por esta organização. As características dos mesmos impuseram aos ativistas advertir claramente que o vídeo de denúncia não pode ser visto por menores idade. Na peça documental se denuncia que os programas implementados pela Planned Parenthood recebem um forte financiamento estatal, apesar dos claros objetivos da organização de mudar a estrutura das famílias e promover estilos de vida contrário à moral da maioria dos cidadãos.

“Agora um significativo número de pessoas está finalmente prestando atenção”, assegurou à National Catholic Register Jim Sedlak, vice-presidente de American Life League, cuja campanha em vídeo já foi vista por mais de 700 mil pessoas em um período de seis meses. “É sempre doloroso fazer que os pais vejam algo extremamente ofensivo, mas isto é o que as crianças vêem nas escolas”, afirmou.

O tema se faz atual e urgente pelas recentes reduções no orçamento destinado aos programas educativos baseados em uma compreensão integral da vida do casal e à promoção da abstinência e o aumento de mais de 200 milhões de dólares em programas que promovem conteúdos imorais e inapropriados.

“O raio de comparação (do orçamento) entre estes programas e a promoção da abstinêncis é de 16 vezes a um”, denunciou a diretora executiva da Associação Nacional de Educação na Abstinência, Valerie Huber. Esta organização elaborou um relatório que critica a abordagem governamental ao tema e faz um chamado para proteger a saúde dos jovens.

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* Testemunho de Cosme e sua saída das drogas e do tráfico.

segunda-feira, julho 23rd, 2012

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* Vaticano reunirá instituições religiosas sob o mesmo domínio na internet:”catholic”

segunda-feira, julho 23rd, 2012

Com o objetivo de que a Igreja tenha uma presença cada vez mais organizada na internet, o Vaticano conseguiu que instiuições religiosas do mundo todo como paróquias, dioceses, e ordens, possam estar no mundo virtual sob um mesmo domínio web: o “catholic”.

De acordo com a Santa Sé, dessa maneira se dará mais confiabilidade as notícias relacionadas à Igreja Católica. Isto porque, da mesma maneira que no mundo físico o Vaticano dispende recursos para manter seus templos, no mundo digital é também necessário cuidar dos sites onde são veiculadas informações sobre a Igreja.

Com informações da Rome Reports.

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* E quando o jogo na internet e o videogame se tornam um vicio?

segunda-feira, julho 23rd, 2012

O bom senso materno e paterno no controle dos jogos de internet utilizados pelos filhos

A revista Catolicismo publica uma entrevista muito proveitosa para os pais de família. A entrevistada é a Sra. Elizabeth Woolley — norte-americana fundadora do Online Gamers Anonymous (Jogadores Anônimos Online). Ela alerta os pais sobre o perigoso mundo da internet e dos videogames, que poderá viciar seus filhos.

Tendo como objetivo auxiliar as famílias a controlar e salvaguardar os pequenos dos malefícios dos jogos de computador, aqui transcrevo a entrevista com a Sra. Woolley.

Aos pais, um apelo ao dever

A senhora poderia explicar por que fundou Online Gamers Anonymous?

Sra. Wooley — Em 2002, meu filho Shawn viciou-se em um jogo chamado Everquest. Em três meses ele largou o emprego, foi despejado de sua casa e ficava a noite inteira acordado jogando no computador. Apesar de nossos ingentes esforços para auxiliá-lo a restabelecer a normalidade em sua vida, ele cometeu suicídio um ano e meio mais tarde.

Pouco tempo depois de seu suicídio, concedi uma entrevista ao “Milwaukee Journal Sentinel”, e foi então que me dei conta de quantas famílias estão sendo destruídas e sofrem como a minha.

Em 2002 eu decidi fundar o site Online Gamers Anonymous para ajudar essas pessoas a terem um lugar para se encontrar e saberem que não estão sozinhas. Faço questão de informar que esses jogos podem assumir o controle de suas vidas da mesma forma como o álcool e as drogas. Alguns jogadores me disseram que a pessoa pode tornar-se viciada em menos de 24 horas. Assim, ao passar dos jogos sociais para os jogos que provocam o vício, ela não consegue voltar atrás. Esses jogos podem tornar-se a droga preferida, devendo ser considerados como tal.

O nosso website www.olganon.org divulga pesquisas sobre o modo como esses jogos afetam as crianças, prejudicando o seu normal crescimento e seu desempenho social, e procura alertar os pais a esse respeito. Organizamos diversas reuniões semanais nas quais os viciados contam a sua história e apoiam-se mutuamente no esforço de abandonar o vício, além de debaterem muitos assuntos relacionados com o problema deles.

A senhora daria algum conselho aos pais que têm videogames em casa?

Sra. Wooley — O elemento crucial é garantir uma vida equilibrada aos filhos. Eles não podem ser criados com base em uma só atividade, pois do contrário vão ter problemas. Mesmo quando a criança protesta, a missão dos pais é dizer “não”, e guiá-los para outras atividades.

Ser pai ou mãe não é fácil, mas posso garantir que a vida podia ser perfeitamente normal antes da existência de videogames. Como pais, precisamos encontrar ou criar outras atividades para os nossos filhos que não sejam somente a de fazê-los sentar-se diante de uma tela de computador. Isso significa engajá-los em esporte, em encontros sociais e atividades educacionais. Mas é necessário oferecer-lhes opções. Se a criança disser que não quer abandonar o jogo, é preciso estabelecer limites ou então ela acabará tendo problemas.

Que tipo de pessoa tem inclinação para tornar-se viciada e quais são as consequências?

Sra. Wooley — Qualquer pessoa pode se viciar. Certas universidades confessam que o videogame é responsável por uma grande porcentagem de desistências. Muitas delas mantêm agora psicólogos para tratar do problema do vício no jogo entre os alunos. Estão também investigando se os estudantes estão envolvidos em videogames antes de lhes conceder bolsas de estudo. Elas sabem que podem estar perdendo uma bolsa se o candidato for um viciado. Eu conheço diversos pais que perderam as economias aplicadas no estudo dos filhos por causa disso. Muitos jovens que estão sendo arrastados para esse vício são de fato gênios. Eles são bastante inteligentes e cheios de motivação. A prova é que muitos desses jogos exigem horas de esforço tedioso, concentração e paciência. É triste ver todo esse potencial intelectual sendo jogado no lixo. Além das considerações que se podem fazer sobre o modo pelo qual o videogame prejudica as vidas e a educação, temos que levar em conta o quanto se poderia ganhar caso esses jovens capazes estivessem resolvendo os reais problemas da sociedade. Os videogames se tornaram em vez disso um poderoso fator de estupidificação da sociedade.

Às vezes, pessoas já crescidas e com emprego sério podem ficar viciadas. Eu conheço várias delas que possuíam trabalho e casa, mas perderam tudo por causa dos videogames.

Houve um caso extremo de um senhor na Flórida que perdeu seu emprego e teve que ir viver na rua. Ele acabou arranjando trabalho num restaurante a fim de conseguir dinheiro suficiente para ir ao gaming café, onde fica jogando o resto do dia. Quando o gaming café fecha, ele vai dormir na rua e no dia seguinte repete a mesma coisa. Muitos pais deixam a família para terem mais tempo de jogar. Eles perdem completamente a preocupação pelos filhos, porque tudo quanto eles julgam poder fazer é jogar. Mulheres adultas são mais inclinadas a engajar-se em jogos sociais como Farmville, SIMS e Second Life, porque gostam de fazer coisas conjuntas. Isso frequentemente causa problemas, pois as mulheres casadas acabam deixando os maridos e a família, abandonando os próprios filhos, para estarem com uma pessoa do jogo. Há muitos exemplos disso. Um caso extremo foi o do casal coreano que deixou o filho real morrer de má nutrição porque passavam todo o tempo disponível cuidando do “filho virtual”.

A maioria dos videogames dá às crianças uma sensação de que elas são algo ou que estão realizando alguma coisa. Isso é errado?

Sra. Wooley — Um dos perigos maiores é precisamente o de ser muito fácil obter uma sensação de valor e realização através do jogo. Se a pessoa não consegue um resultado ou não gosta do que fez, pode recomeçar até conseguir o resultado certo. Bem, a vida real não é assim. A vida real não é tão fácil e com frequência não se tem uma segunda oportunidade. Com isso, por contraste, a criança fica desanimada com a vida real e termina abandonando-a inteiramente. Ela diz a si mesma: “Isto é muito difícil”, e foge de volta para os jogos.

Tal atitude representa um perigo enorme para a vida social da criança. Em vez de satisfazer seus desejos de coisas como valor e realização através de intercâmbio social, ela os obtém por meio dos jogos. Desta forma ela não tem a experiência necessária da vida real, especialmente do sofrimento normal da vida, e não aprende a lidar com bons e maus momentos. Vida real não é fácil para ninguém, e permitir que uma criança use jogos como droga para fugir da vida real não vai ensiná-la a lidar com ela.

Eu pude comprovar isso em meu filho (foto acima). No jogo ele podia facilmente fazer o que queria e sentir-se realizando algo. Ao mesmo tempo, ele não estava usando seu tempo para cuidar de sua vida real, de modo que não havia nada para sustentá-lo. A um certo ponto ele passou a não se importar mais com o futuro e de como progredir na vida real. Se a maior parte de seu tempo é usada nos jogos, não haverá tempo suficiente para aprimorar a educação, habilidades e amizades na vida real. Todos aqueles que de fato queiram realizar algo na vida precisam abandonar os jogos e se dedicar à vida real.

Qual é a sua mensagem aos pais que usam videogames para ajudar a entreter seus filhos?

Sra. Wooley — Eu tenho visto muitas atitudes irresponsáveis de pais que desejam usar os videogames como babás. Isso infelizmente acontece porque muitos pais são com frequência eles próprios jogadores.

Primeiramente, não é bom pai aquele que dá à criança um jogo de computador para que ela não o amole. Ocupe-se de seu filho na vida real! Conheci um pai que ensinou seu filho de três anos a jogar com ele World of Warcraft, achando que se conseguisse tornar a criança viciada naquele jogo, poderia vir a ter um melhor relacionamento com ela. Faço questão de dizer aos pais que jogar tais jogos com os filhos não pode ser chamado de relacionamento, uma vez que durante os mesmos não há quase nenhuma troca de palavras; o modo de a criança se relacionar com qualquer coisa durante o jogo é unicamente através dos controles.

Em segundo lugar, recomendo aos pais que não permitam a nenhuma criança de menos de 16 anos jogar esses jogos ligados à Internet, e ponto final. Além de nunca se saber contra quem eles estão jogando, os pedófilos estão sempre imaginando meios de se conectarem com crianças através desses jogos. Os pais imaginam que é seguro por ser dentro de casa, mas não é. Dar aos filhos o jogo de  Internet é como colocá-los num bar público sozinhos.

Há também o seguinte: muitas vezes os pais me dizem que não têm outra saída senão dar à criança o que ela quer, acabando não se dando conta do conteúdo do jogo. Esses jogos podem ter material sexual explícito, palavras imorais, uso de drogas, violência imoderada e destruição. Se isso estivesse num filme, apenas a violência já colocaria o filme na categoria “R” (proibido para menores de 17 anos). Apesar de a maior parte das famílias cristãs com as quais falo serem incapazes de dar a seus filhos um filme classificado como “R”, elas os deixam jogar jogos violentos. Isso lhes é muito prejudicial.

E se os filmes não forem violentos e online?

Sra. Wooley — O simples fato de não serem violentos nem on-line não significa que não sejam perigosos. Seria o mesmo que dizer que está bem dar às crianças drogas não violentas. Nunca é demais lembrar que videogames devem ser considerados como possíveis drogas, não se podendo permitir a ninguém de se tornar viciado nelas. É certo que, quando um jogador cruza a linha entre o poder decidir quando jogar e o ser forçado a jogar, sua mente foi já reprogramada pelo vício. Ele não está jogando porque quer, mas porque precisa. Nesse ponto, ele começa a odiar o jogo, mas não pode mais parar. Sua vida se despedaça e ele entra no círculo vicioso de sentir-se culpado e ter “euforias” nos jogos. Depois cai novamente na sensação de culpa e volta ao jogo, onde tudo recomeça. Ao “datilografar” constantemente o teclado nos jogos, ele se torna desumanizado, dando menor importância aos próprios sentidos, não saindo de casa para fazer exercício ou tomar sol e comer algo decente: ele se torna uma concha humana.

Eu ainda julgo que se deveria pesquisar mais a respeito disso, mas já há suficiente informação de como os jogos afetam especialmente os jovens, atrofiando o seu crescimento mental e sua capacidade de se relacionar socialmente.Isso foi um dos aspectos que me chocaram a respeito de meu filho. Ele parou de falar com as pessoas, inclusive comigo, sua mãe. Antes de começar a jogar os videogames, ele era como todos nós: tinha um futuro, planos, amigos e um emprego. Após tornar-se viciado, foi como se uma luz na sua cabeça tivesse sido desligada: desinteressou-se totalmente de como deveria passar a vida real, não se importando mais sobre o que poderia acontecer-lhe no futuro, perdeu completamente suas metas e princípios. Parou de pensar na realidade e tornou-se deprimido. Sua personalidade mudou radicalmente e ele se tornou anti-social. Essa é a razão pela qual eu sempre digo que tais jogos podem reprogramar o cérebro da pessoa, transformando-a em outro indivíduo. Os amigos de meu filho ficaram abismados de quanto ele efetivamente mudou.

A senhora poderia dar um exemplo de pais que acabaram intervindo tarde demais?

Sra. Wooley — Um dos garotos que conheci era um jovem canadense de 15 anos chamado Brandon. Ele começou a jogar um jogo chamado Call of Duty e seus pais, apesar de saberem que aquilo lhe estava causando problemas, não encontravam um meio de fazê-lo parar. Brandon considerava-se uma pessoa muito poderosa no jogo, e não queria largá-lo devido a essa sensação de importância que estava adquirindo e por ser alvo de atenção. Em 2008, seus pais finalmente decidiram pôr um freio na história e lhe tiraram o jogo. Brandon acabou fugindo de casa. Algumas semanas mais tarde, alguns caçadores descobriram seu cadáver a 10 quilômetros de onde residia.

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