Por Arquivo julho 19th, 2012

* O que está acontecendo com a sociedade brasileira? Mensagem de Dom João Carlos Petrini, Presidente da comissão episcopal pastoral para Vida e Família da CNBB.

quinta-feira, julho 19th, 2012
Publicamos a seguir mensagem de Dom João Carlos Petrini, Bispo de Camaçari, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB e Vice-Presidente do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família – seção brasileira, sobre a situação da defesa da vida no território brasileiro.

***

“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”(Jo 10,10)

Prezados irmãos e irmãs,

Durante a última Assembleia Geral da CNBB, ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) relativa à legitimidade do aborto de crianças portadoras de anencefalia, foi decidido que a Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família (CEPVF) iria elaborar, com a participação do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (CONSEP), uma proposta para responder aos desafios que estavam evidenciando-se naquela circunstância. Na realidade, no cenário da sociedade e da cultura atuais, apresentam-se diversas formas de desrespeito e agressão à vida humana, que clamam ao céu (cf. EV 9; Gn 4, 9-10; Mt 23, 35) e que exigem dos pastores e fiéis das comunidades católicas uma resposta orgânica, sistemática e propositiva.

De fato, não é suficiente apenas evitar a aprovação de leis contrárias à vida e repetir normas que proíbem ações contrárias. Mesmo sem essas leis, a vida humana é quotidianamente ferida. Por outro lado, nossa tarefa de cristãos é valorizar o respeito, a promoção e a defesa da vida, quer com uma legislação favorável, quer contrária. Somos chamados a despertar sentimentos e atitudes de atração, de fascínio, de amor que acolhe e valoriza a vida, pela sua beleza, porque é o maior dom que recebemos do Criador.

Recordemos algumas situações:

a- O STF liberou o aborto de crianças portadoras de anencefalia.

b- Está em discussão o Projeto de Reforma do Código Penal que inclui entre suas normas a legalização do aborto, da eutanásia, da profissão de prostituto/a, entre outras.

c- O Ministério da Saúde está elaborando um modo de “diminuir os danos” à saúde da mulher, provocados por abortos clandestinos, legitimando e amparando, de fato, a realização do aborto, mesmo que a lei o considere crime (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1100945-governo-estuda-adotar-medidas-de-reducao-de-danos-para-aborto-ilegal.shtml).

d- A fecundação artificial (dita assistida) dá origem a uma nova vida em situação indigna de um ser humano. De fato, o novo ser não nasce de uma relação de amor, mas em laboratório. No entanto, cada ser humano tem o direito de nascer de um ato de amor entre um homem e uma mulher. Além disso, para cada gravidez encomendada, são produzidos diversos embriões (de 5 a 8), sendo aproveitados os mais bem sucedidos e destruindo os outros.

e- Centenas de adolescentes e de jovens, toda semana, perdem a vida por causa das guerras que se travam ao redor das drogas.

f- São alarmantes as situações de violência que afetam crianças, idosos, mulheres e agora também homens, em ambientes domésticos.

A lista poderia estender-se ainda muito mais.

O que está acontecendo com a nossa sociedade?

Muitos pensavam (alguns ainda pensam) que a sociedade moderna não precisa de religião, que as novas gerações poderiam realizar-se e conseguir sucesso e bem estar mais agilmente, ignorando a luz de Cristo e a sabedoria do evangelho, ignorando também o ideal da vida fraterna e da caridade que respeita e acolhe o outro.

Foi desvalorizado o entendimento segundo o qual a vida encontra realização e felicidade fazendo o dom sincero de si para o bem e a felicidade de outros, até com o sacrifício próprio (na família, na vida consagrada, na profissão, na política) (cf. Jo 10, 25; 15, 13; Lc 17, 33). Prevalece, agora, o privilégio dado ao próprio bem estar, mesmo com sacrifício dos outros (o aborto de um filho com anencefalia vai nesta direção).

A vida humana é avaliada pela sua utilidade, sendo descartada quando exige dedicação de tempo e de dinheiro, considerada mais uma mercadoria do que algo sagrado. A postura que a Igreja muitas vezes usou de proibir certas práticas ou condenar certas atitudes não tem o efeito esperado. Pelo contrário, parece que suscita irritação e distanciamento.  É necessário empreender uma grande educação popular, no horizonte da nova evangelização (cf. DGAE 2011-2015, p. 9), de modo que cada leigo engajado possa discernir as propostas e as situações que contradizem o Evangelho e o verdadeiro bem do ser humano, e seja capaz de dar as razões (cf. 1P 13, 15) pelas quais rejeita certas opções e se decide por outras.

A CEPVF, em comum acordo com o CONSEP, propõe a criação de Comissões de Respeito Promoção e Defesa da Vida em cada diocese, e, sempre que possível, em cada paróquia, organizadas pela Igreja, com a finalidade de:

a- Compreender as formas de agressão e desrespeito à vida que acontecem no território nacional, da diocese ou da paróquia.

b- Dar visibilidade a esses problemas na imprensa local, nas rádios comunitárias, ou através da elaboração de uma específica publicação.

c- Procurar evidenciar as razões para defender e promover a vida que possam ser aceitas inclusive por parte de quem se declara sem religião, na base da razão natural que compreende a dignidade da vida e reconhece os direitos universais.

d- Oferecer às próprias comunidades uma formação enraizada na Palavra de Deus e na Doutrina Social da Igreja, de maneira que cada um se torne um militante da defesa e da promoção da vida (cf. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil – DGAE – 2011-2015, n. 67).

e- Promover debates públicos, bem como nos meios de comunicação que são acessíveis, para criar mentalidade.

f- Estabelecer parcerias com Escolas públicas e privadas, através da elaboração de textos, vídeos e outros meios didáticos que visem à formação das crianças e dos adolescentes. Promover concursos de desenho, redação e outros, tendo como tema a defesa e a promoção da vida, especialmente por ocasião da Semana Nacional da Vida.

g- Suscitar debates nas câmaras municipais, nas Assembleias Legislativas, com a finalidade de sensibilizar um segmento da população mais difícil de ser atingido e que em geral influencia muitas pessoas.

Na medida em que nas maiores cidades de um Estado estão constituídas Comissões de Respeito, Promoção e Defesa da Vida, será fácil constituir uma comissão de nível estadual, com a participação de representantes de outras religiões, professores universitários, políticos etc.

Trata-se de defender a vida humana não somente contra as tentativas de ampliar a legitimidade de abortar, mas de promover a vida humana em todas as situações nas quais é ofendida e é ferida a sua dignidade inviolável (cf. DGAE 2011-15, n. 66 e 69). Basta lembrar as situações de trabalho escravo, de miséria extrema e fome, de abandono de crianças ou de idosos, de tráfico de pessoas, abuso de menores etc.

A CEPVF elaborou algumas sugestões práticas para a constituição das Comissões nas Dioceses e nas Paróquias. Essas sugestões são publicadas no subsídio “Hora da Vida”, nas páginas finais. Pedimos aos bispos, padres e leigos que tomem a frente desse movimento de evangelização e de educação popular que visa defender e promover a vida, sempre que é desrespeitada e oprimida, de modo a motivar lideranças qualificadas capazes de levar adiante com generosidade e com criatividade esta proposta.

Existem outros subsídios já elaborados que podem auxiliar, especialmente na etapa inicial da implantação da Comissão. A CEPVF está à disposição para auxiliar e orientar em tudo o que for possível.

Dom João Carlos Petrini é Bispo de Camaçari, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB e Vice-Presidente do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família – seção brasileira.

Contatos – e-mail: vidafamilia@cnbb.org.brfamilia@cnbb.org.brsecren@cnpf.org.br; tel.: (61) 3443-2900(61) 8155-5631(61) 2103-8300

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* Aborto e “casamento” gay devem ser debatidos INCLUSIVE em eleições municipais.

quinta-feira, julho 19th, 2012

Entrevista de Dom Leonardo Steiner, Secretário Geral da CNBB,  no jornal Folha de São Paulo, em 19/7/2012

O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Leonardo Steiner, afirmou ser a favor de debater o aborto nas eleições municipais deste ano, assim como corrupção, casamento entre gays e outros temas que dizem respeito “ao direito da pessoa humana”. Mas a recomendação geral da Igreja Católica aos seus fieis nas eleições municipais será “votem em ficha limpa”.

Folha/UOL – Qual é a diretriz da CNBB para as eleições municipais deste ano?

Dom LeonardoVotem em ficha limpa. Foi uma longa batalha, na qual a CNBB se engajou. Não podemos voltar atrás. Eleições municipais são mais disputadas, mais intensas. Da nossa parte, existe o desejo de darmos uma orientação da boa escolha daqueles que hão de cuidar do município.

Temas nacionais também devem estar presentes, como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo?

Deve fazer parte do debate das eleições municipais sempre aquilo que diz respeito ao direito da pessoa humana. A questão da corrupção, da ficha limpa.

Mas é legítimo um candidato a prefeito apresentar como tema de discussão a liberalização do aborto?

O debate ele tem que ser livre. As pessoas podem e devem ter o direito de expressar suas concepções. Ajuda muito ao eleitor quando ele [candidato] coloca a questão do aborto, a questão da corrupção. Mas não só para angariar voto, mas como uma questão realmente política.

Qual é a posição da Igreja Católica hoje sobre o uso de contraceptivos?

Não se pode sempre usar contraceptivos sem mais e sem menos porque as relações precisam sempre estar abertas à vida. Muitas vezes se quer facilitar o prazer simplesmente pelo prazer.

Como está a relação da Igreja Católica com o atual governo e como foi com os anteriores?

Eu tenho a impressão que os governos têm procurado ouvir. Mas nós sentimos também, não no primeiro escalão, alguma dificuldade de relação.

Que tipo de dificuldade?

Às vezes, a participação nossa nos conselhos [consultivos dos ministérios]. A CNBB participa em diversos conselhos.

Há algum impedimento?

Existe uma espécie de resistência, sim. De que não é muito tarefa religiosa ou uma tarefa da Igreja [opinar] em um ou outro conselho.

O sr. poderia especificar?

Não é muito conveniente.

É governo como um todo?

Não. A interlocução que temos com os ministros tem sido positiva. Nenhum ministro de Estado se recusou a me receber.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/55324-aborto-e-casamento-gay-sao-temas-de-eleicao-diz-cnbb.shtml

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* A Igreja e a cremação dos corpos.

quinta-feira, julho 19th, 2012

No seu mais recente artigo, intitulado “A Igreja e a cremação de corpos”, dom Anuar Battisti, arcebispo metropolitano da arquidiocese de Maringá, no Estado do Paraná, fala que o nosso corpo mortal chega ao fim com a morte e que desde as origens a tradição cristã manteve certa prudência em relação à antiga prática da cremação ou incineração dos corpos, hoje em dia tão utilizada.

O prelado explica que na sua etimologia cremar ou incinerar se traduz por reduzir às cinzas, e ressalta que anualmente com o início da Quaresma lembramos que viemos do pó e ao pó voltaremos. Segundo ele, as cinzas, que são o sinal visível do que no mundo passa, contribuem com a reflexão sobre a transitoriedade e caducidade do ser humano. Hoje em dia, muitos fiéis católicos perguntam se depois da morte podem ter seus corpos cremados.

De acordo com dom Anuar, algumas argumentações atuais são simplesmente banais e não correspondem ao valor que a Igreja oferece à prática da obra de misericórdia de sepultar os corpos dos que nos precederam na fé. “Muitos pensam na cremação somente como algo ligado ao sistema ambiental, ao problema higiênico das grandes cidades ou ao custo econômico de um funeral. Outros simplesmente deixam na sua decisão final expressões como esta: não quero que ninguém venha no cemitério me visitar”, afirma.

O que ocorre de fato, enfatiza o arcebispo, é que a prudência que a Igreja manteve sobre o fato dos corpos serem cremados, somente foi esclarecida no Código de Direito Canônico de 1983, quando foi retirada a proibição que se mantinha a respeito da cremação. Dom Anuar esclarece que a ressalva que foi estipulada no código é de que a cremação seria permitida sempre e quando seus fins não fossem nem materialistas, nem utilitaristas e que por nenhum motivo fosse omitida a celebração ritual do que comumente conhecemos como a encomendação do corpo ou liturgia das exéquias.

Para um melhor esclarecimento, o prelado cita ainda o Catecismo da Igreja Católica, que afirma que a cremação será permitida sempre e quando o corpo humano não seja nem manipulado, nem muito menos aproveitado por nenhum outro motivo diverso daquele da condução final das cinzas, de modo reverente e respeitoso, a um local apropriado. “Não é recomendado, espalhar as cinzas no mar, no jardim ou serem depositadas em um lugar da casa onde moram os familiares do defunto”, diz o trecho 2301 do CIC. “A Igreja mantém a sua firme voz quanto ao respeito e a dignidade da pessoa, mesmo após a morte corporal”, completa.

Por fim, o arcebispo afirma que a passagem desta vida para a eterna deve ser marcada não por meras discussões sobre onde vão repousar os meus restos mortais. Para ele, o que importa é que todos professem que Cristo é a nossa vida, e que esperemos a vida eterna, porque a nossa Fé o proclama Senhor dos vivos e dos mortos.
Dom Anuar ainda alerta para que não centremos as nossas esperanças no espaço que ocuparão os nossos restos mortais.

“Demos dignidade ao momento da sepultura e ofereçamos uma boa palavra para aqueles que, pela dor, não conseguem muitas vezes entender a separação; tanto aos corpos que serão sepultados nos cemitérios como aqueles que serão cremados. A todos podemos lhes dedicar a frase que se encontra no cemitério da igreja dos Freis Capuchinhos, na Via Venetto, em Roma: “Vocês são hoje o que nós um dia fomos”, conclui. (FB / DA)

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* Religiosas Salesianas evangelizam japoneses através da música.

quinta-feira, julho 19th, 2012

As Irmãs da Caridade de Jesus, grupo pertencente à Família Salesiana, criou um pequeno coro com o objetivo de ajudar a descobrir o Dom da vida e evangelizar através do canto e da música.

Para as religiosas, quando o Evangelho toca a sensibilidade japonesa, a sua mensagem torna-se mais eficiente, por este motivo, dão muito valor à força evangelizadora proveniente da arte e da música.

Uma das irmãs comentou que os primeiros missionários salesianos enviados ao Japão “aprendiam a língua com grande esforço, para poder evangelizar, mas depois davam concertos para transmitir a mensagem do amor de Deus. É também isto que nos motiva a esse tipo de iniciativa”.

Seguindo o exemplo dos primeiros missionários, que chegaram a exibir-se em mais de 2 mil concertos, as Irmãs da Caridade de Jesus utilizam a música como meio de evangelização.

Após gravarem seu primeiro CD, no ano 2000, as religiosas fizeram numerosas apresentações em paróquias e também em prisões e reformatórios juvenis.

O “Pequeno Coro” em suas apresentações nos presídios, convida os detentos a viverem a música como oração. Como resultado, muitos presos manifestaram uma sensível transformação e uma redescoberta de quão grande é o dom da vida.

“Num primeiro momento, para entrar na vida de pessoas desesperadas, que nunca haviam visto uma religiosa, que nunca haviam ouvido falar de Jesus… era preciso ter uma grande coragem! Mas Deus nos deu essa coragem e também a sua bênção: no fim compreendemos que a música faz milagres” declarou uma das religiosas.

O trabalho do “Pequeno Coro” é muito importante principalmente no Japão, onde os católicos são apenas uma minoria. (EPC)

Com informações da ANS.

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* Um basta aos massacres de cristãos na África. Observatório da Liberdade Religiosa apresenta iniciativa italiana

quinta-feira, julho 19th, 2012

As igrejas africanas, praticamente todos os domingos, têm sido palco de massacres de cristãos, principalmente, mas não apenas, na Nigéria e no Quênia. As instituições europeias e internacionais nem sempre são rápidas para reagir aos ataques. Mas, na semana passada, a Itália anunciou uma iniciativa.

As atualizações a respeito do projeto serão apresentadas em conferência de imprensa pelo Observatório da Liberdade Religiosa, a nova instituição lançada no mês passado pelo ministério italiano de Assuntos Exteriores. A conferência, que estava marcada para o dia 13 de julho e foi transferida para permitir a participação dos mais altos níveis do governo, acontece nesta quinta-feira, 19, na Associação de Imprensa Estrangeira em Roma.

A iniciativa da Itália, com seu detalhamento, será ilustrada pelo sociólogo Massimo Introvigne, coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa; pelo ministro de Assuntos Exteriores, Giulio Terzi; pelo prefeito de Roma, Gianni Alemanno, e por Margherita Boniver, enviada especial do ministério para casos de emergências humanitárias. Boniver acaba de voltar de uma missão à Nigéria.

De acordo com Introvigne, “a iniciativa já começou em duas frentes. Primeiro, uma cooperação bilateral com a Nigéria para a formação de policiais, guardas de fronteira e diplomatas, aproveitando a experiência da Itália em segurança e ajudando o governo da Nigéria a proteger os locais de culto cristãos. Em segundo lugar, a iniciativa diplomática italiana propõe uma abordagem do problema em nível continental, envolvendo também a União Europeia, a ONU e a União Africana, para inserir em todos os documentos sobre a paz e sobre o desenvolvimento também a questão da liberdade religiosa ameaçada, além de isolar e combater as centrais do terrorismo anti-cristão que estão localizadas em terras de ninguém, fora do controle dos governos legítimos, como a Somália e o norte do Mali”.

“Enquanto o núcleo dessas centrais não for atingido”, conclui Introvigne, “os cristãos vão continuar a morrer”.

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