Por Arquivo agosto, 2012

* Utilitarianismo, impulso sexual e o amor autêntico pelo outro!

sexta-feira, agosto 31st, 2012

Do livro “Amor e Responsabilidade”, João Paulo II.

Por Edward P. Sri, baseado em seu livro “Men, Women and the Mystery of Lov

Outilitarianismo enfraquece nosso relacionamento, fazendo-nos valorizar as pessoas primeiramente em termos de algum prazer ou benefício que recebemos na relação com ela.

Ainda assim utilitaristas sofisticados podem argumentar que não há nada de errado em duas pessoas “usarem” uma à outra na medida em que eles consentirem mutuamente e receberem mutuamente alguma vantagem da relação. Na verdade, alguns dizem que um relacionamento que traz consigo o egoísmo (interesse próprio) do homem e o egoísmo da mulher de modo benéfico para os dois seria na verdade um relacionamento de amor.

Por exemplo, o que tem de errado com Bill e Sally terem sexo antes do casamento, se cada um dos dois consente, e cada pessoa ganha algum prazer com isso? Já que no ato sexual o desejo que Bill tem por prazer se harmoniza com o desejo que Sally tem por prazer, tal ato não parece ser egoísta. Ambos dão prazer um para o outro, e não apenas para si próprios.

O Papa João Paulo II aponta um grande problema com esse tipo de relacionamento: “No momento em que deixarem de consentir e deixarem de ser vantajosos um para o outro, nada mais restará da harmonia original. Não haverá amor, em nenhuma das pessoas nem entre elas”.

Esse tipo de relacionamento me impede de estar realmente em comunhão com a outra pessoa, de estar comprometido com ela como pessoa, pois esse tipo de relação ainda está dependente do que eu vou conseguir da outra pessoa. Estou “comprometido” com a pessoa apenas até o ponto – e somente até aí – em que recebo prazer ou vantagem do relacionamento. Na verdade, o Papa João Paulo II compara tal relacionamento de utilização mútua à prostituição.

Como a prostituição

Imagine um homem de negócios que tem um relacionamento com uma prostituta toda semana numa determinada noite. O homem deseja o prazer sexual que ela pode lhe dar, e a mulher deseja o dinheiro que ele pode lhe dar. Ambos possuem objetivos pessoais que convergem para o ato sexual e beneficiam a outra pessoa. Ambos conseguem o que querem, e no processo atendem aos desejos da outra pessoa.

Entretanto, no momento em que o encontro dessas duas pessoas deixa de ser mutuamente vantajosa, o que acontecerá com esse relacionamento? Se a prostituta pode ser mais bem paga por um homem mais rico naquela noite particular da semana, provavelmente ela vai deixar o primeiro homem de negócios pelo segundo, mais rico. Por outro lado, se o homem de negócios não acha mais a prostituta prazerosa, e encontra uma prostituta mais jovem e mais atraente, ele também provavelmente vai deixar a primeira prostituta pela segunda, mais jovem.

Isso pode parecer um exemplo exagerado, mas pense quantas relações entre homem e mulher no mundo de hoje não são muito melhores que isso? Quantos relacionamentos são baseados mais em um mútuo uso do que em amor compromisso e em uma comunhão verdadeira de pessoas?

Por exemplo, quantas jovens mulheres entregam sua virgindade e dormem com um homem em troca da segurança emocional de ter um namorado ou por medo de que, se não o fizerem, esse homem pode terminar o relacionamento com ela? Quantos homens querem somente uma garota bonita para dormir com ela pelo prazer físico que pode conseguir com essa relação? Esses relacionamentos não são de autêntico amor que trazem as pessoas à comunhão uma com a outra. Ao invés, são simplesmente formais socialmente mais aceitáveis de um uso mútuo – similar à prostituição.

Insegurança, não amor

João Paulo II nota como as relações baseadas no utilitarianismo lançam medo e insegurança em uma ou ambas as pessoas. Um sinal de alerta que mostra a possibilidade de existir uma relação utilitária é quando uma pessoa tem medo de conversar com a outra sobre assuntos difíceis, ou teme resolver problemas na relação com a pessoa amada.

Uma razão pela qual muito casais (seja de namorados, noivos, ou casados) nunca enfrenta as dificuldades na relação com o outro é porque no fundo sabem que não há muita base sólida para o relacionamento continuar – apenas o prazer ou benefício mútuo. Teme-se que, se o relacionamento se tornar desafiador, exigente, ou difícil para a outra pessoa, ela vai “cair fora”. A única maneira de manter o relacionamento é esconder os problemas e fingir que as coisas não estão assim tão ruins quanto parecem. “O amor assim compreendido é por si mesmo evidentemente uma pretensão que tem que ser muito bem cultivada para esconder a realidade escondida: a realidade do egoísmo, e do tipo mais baixo de egoísmo, aquele que explora a outra pessoa para obter para si o ‘máximo de prazer’”.

O Papa João Paulo II então mostra como as pessoas nesse tipo de relacionamento às vezes permitem até mesmo serem usadas pelo outro a fim de conseguir o que desejam do relacionamento: “Cada uma das pessoas está preocupada principalmente em gratificar o próprio egoísmo, mas ao mesmo tempo consente em servir o egoísmo do outro, porque isso pode trazer a oportunidade de satisfazer depois o próprio egoísmo – e fazem isso apenas enquanto isso é verdade”.

Nesse caso, a pessoa deliberadamente se permite ser usada como meio para as intenções egoístas da outra pessoa. “Se eu trato uma outra pessoa como meio e como instrumento com relação a mim, não posso me considerar senão igualmente, à mesma luz, como meio. Nós temos aqui algo como o oposto do mandamento do amor”.

O impulso sexual

A sexualidade é uma das principais áreas onde podemos cair na atitude de usar uma outra pessoa. O Papa João Paulo II, portanto, despende muito tempo refletindo sobre a natureza do impulso sexual.

Primeiramente, ele discute como o impulso sexual se manifesta na tendência das pessoas humanas buscarem o sexo oposto. Ele diz que o impulso sexual orienta um homem para as características físicas e psicológicas de uma mulher – seu corpo, sua feminilidade – que são os próprios atributos mais complementares ao homem. E a mulher, por sua vez, está orientada para os atributos físicos e psicológicos de um homem – seu corpo e sua masculinidade – as propriedades que são naturalmente complementares para a mulher. Portanto, o próprio impulso sexual é experimentado como uma atração corporal (física) e emocional (psicológica) para uma pessoa do sexo oposto.

Entretanto, o impulso sexual não é uma atração para as qualidades físicas e emocionais do sexo oposto no abstrato. O Papa João Paulo II enfatiza que esses atributos somente existem em uma pessoa humana concreta. Por exemplo, nenhum homem é atraído ao “loira” ou “morena”, abstratamente. Ele se sente atraído, ao invés, a uma mulher – uma pessoa em particular – que pode ter cabelo loiro ou moreno. Uma mulher não se sente primariamente atraída pela “masculinidade” como um conceito teórico, mas ela pode se sentir muito atraída por um homem particular que exibe certos traços tradicionalmente masculinos, tais como coragem, decisão, força, e cavalheirismo.

O Papa João Paulo II enfatiza esse ponto para mostrar como o impulso sexual, em última análise, dirige-se à pessoa humana. Portanto, o impulso sexual não é, em si mesmo, ruim. Na verdade, por se destinar a nos orientar em direção a outra pessoa, o desejo sexual pode fornecer um espaço para o autêntico amor se desenvolver.

Isso não quer dizer que o impulso sexual deve ser igualado ao amor. O amor envolve muito mais do que as reações sensuais ou emocionais espontâneas que são produzidas pelo desejo sexual; o autêntico amor requer atos da vontade dirigidos em prol do bem da outra pessoa. Ainda assim, o Papa João Paulo II diz que o impulso sexual pode fornecer a “matéria-prima” a partir da qual atos de amor podem surgir – isso se for guiado por um grande senso de responsabilidade pela outra pessoa.

Mais do que instinto animal

É importante notar que o impulso sexual nas pessoas humanas não é o mesmo que o instinto sexual encontrado nos animais. O Papa João Paulo II explica que nos animais o instinto sexual é um modo reflexo de ação, que não depende de pensamento consciente. Por exemplo, uma gata fêmea no cio não reflete qual o melhor tempo, lugar ou circunstância para ela acasalar, e não pensa em qual gato macho das vizinhanças ela quer como parceiro ideal. Os gatos simplesmente agem por reflexo, de acordo com seus instintos.

As pessoas humanas, entretanto, não precisam ser escravas do que está borbulhando dentro delas na esfera sexual. No final das contas, a pessoa está em controle do impulso sexual – e não o contrário. A pessoa pode escolher como vai usar esse impulso.

Um homem, por exemplo, pode experimentar uma atração sexual por uma mulher. Ele às vezes pode até experimentar essa atração como algo que acontece a ele – algo que começa a tomar lugar em sua vida sensual ou emocional sem nenhuma iniciativa de sua parte. Entretanto, essa atração pode e deve estar subordinada ao seu intelecto e sua vontade. Uma pessoa pode não ser sempre responsável pelo que lhe acontece na área da atração sexual, mas ela é sempre responsável pelo que decide fazer em resposta a esses estímulos interiores.

Amar ou usar?

Lembremo-nos que o impulso sexual nos conduz aos atributos físicos e psicológicos da pessoa do sexo oposto. Mas, em última análise, existe para nos conduzir à pessoa que possui esses atributos – não apenas aos atributos em si. As manifestação do impulso sexual, portanto, nos colocam diante de uma decisão entre amar a pessoa e usá-la devido a seus atributos.

Por exemplo, digamos que Bill conhece Sally no trabalho, e rapidamente se sente atraído pela sua beleza e personalidade encantadora. Bill pode escolher entre se elevar acima dessa reação sexual inicial e ver nela mais do que apenas seu corpo e sua feminilidade. Ao olhar além dos atributos físicos e psicológicos que lhe dão prazer, ele tem a possibilidade de vê-la como uma pessoa, e responder a ela com atos de amor desinteressado.

Por outro lado, Bill pode experimentar a atração sexual e escolher a fixação nas qualidades físicas e psicológicas que lhe dão prazer. Fixando-se na sua beleza e no seu charme feminino – e no prazer que deles deriva – ele se distrai, perde a capacidade de ver Sally como ela realmente é, não consegue mais amá-la como uma pessoa. Ele pode ser gentil com ela, mas está, ao menos em algum grau significante, fazendo isso a fim de receber algum prazer sensual ou emocional derivado da proximidade para com ela. No final das contas, portanto, Bill a está usando como fonte de prazer para si.

O Papa João Paulo II diz que, se a interação entre um homem e uma mulher permanece no nível dessas reações iniciais produzidas pelo impulso sexual, o relacionamento não é capaz de amadurecer para uma comunhão verdadeira de pessoas. “Inevitavelmente, então, o impulso sexual em um ser humano está sempre no curso natural das coisas que se direcionam a outro ser humano. Se está se direcionando apenas aos atributos sexuais como tais, isso deveria ser reconhecido como um empobrecimento ou mesmo uma perversão desse impulso”.

Esse é um ponto importante para nossos encontros cotidianos com pessoas do sexo oposto. Seguindo o princípio personalista, o Papa João Paulo II nos lembra como devemos ser cuidadosos a fim de evitar tratar as outras pessoas como potenciais objetos para nosso próprio prazer sensual ou emocional. Lendo essas linhas, devemos nos perguntar uma questão crucial: O que faremos quando experimentarmos a excitação da atração sexual por uma particular pessoa do sexo oposto? O que um homem escolherá fazer quando percebe a beleza física de uma mulher? O que uma mulher escolherá fazer quando se sente atraída por um homem?

Nesses momentos importantes, podemos fazer a escolha de nos fixarmos nos prazeres sensuais ou emocionais que recebemos do corpo ou da masculinidade ou feminilidade da outra pessoa. E, ao fazer isso, estaremos vendo a pessoa como um objeto para usufruto pessoal, e assim estaremos caindo no utilitarianismo. Ou, ao contrário, podemos procurar cultivar o amor autêntico pela própria pessoa, dirigindo nossa atenção para a pessoa na sua integralidade.

Olhando além dos atributos físicos e psicológicos, e vendo a pessoa real, abrimos as portas ao menos à possibilidade de desejar o bem da outra pessoa, como na amizade virtuosa, e nos abrimos a realizar atos de gentileza verdadeiramente altruístas – os quais não dependem da quantidade de prazer que recebemos do relacionamento.

Com esses insights, o Papa João Paulo II nos lembra que nossas delicadas interações com as pessoas do sexo oposto demandam grande responsabilidade. “Por essa mesma razão, as manifestações do impulso sexual no ser humano devem ser avaliadas no plano do amor, e qualquer ato que dele se origina forma um elo na corrente da responsabilidade, a responsabilidade pelo amor”.

Nas próximas reflexões, exploraremos os insights do Papa João Paulo II sobre como podemos, na prática, dirigir nossa atenção para a pessoa, não apenas para seus atributos sexuais, a fim de acolher o amor e a responsabilidade autênticas por aqueles que estão perto de nós.

__________

O Autor: Edward P. Sri é professor assistente de Teologia do Benedictine College, em Atchison, Kansas, Estados Unidos, e autor de vários livros de Teologia e espiritualidade.

__________

Traduzido de: http://www.catholiceducation.org/articles/marriage/mf0076.html

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* “União estável poliafetiva” de trio polemiza conceito legal de família.

sexta-feira, agosto 31st, 2012

Terra

A união estável poliafetiva, lavrada no interior de São Paulo pela tabeliã Claudia do Nascimento Domingues, entre um homem e duas mulheres trouxe à tona um debate que divide juristas e a sociedade. Num momento pós-união estável homossexual, já aceita pela Justiça, até onde vai o conceito de família no Brasil?

Na visão da advogada e oficial do cartório de notas da cidade de Tupã, interior paulista, não há lei na Constituição brasileira que impeça mais de duas pessoas de viverem como uma família, e a ausência da proibição abre caminho para um precedente. A definição de “união poliafetiva” vem sendo usada por ela na tese de doutorado que desenvolve na Universidade de São Paulo (SP). “Não sei se esse será o termo mais adequado, mas é o que escolhi para empregar em meus estudos”, esclareceu.

Para ela, há chances de que as uniões poliafetivas tenham uma trajetória semelhante às uniões homoafetivas, entre duas pessoas do mesmo sexo, que após muitos anos de recursos e trâmites em diferentes instâncias do País foram consideradas válidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu por uma “revisão” do texto constitucional no ano passado. “O modelo descrito na lei é de duas pessoas. Mas em nenhum lugar está dizendo que é crime constituir uma família com mais de dois. E é com isso que eu trabalho, com a legalidade. Sendo assim o documento me pareceu bastante tranquilo. Trata-se de um contrato declaratório, não estou casando ninguém”, afirmou Claudia.

Ela explica que, em termos oficiais, trata-se de uma “escritura pública declaratória de união estável poliafetiva”, o que, traduzindo em poucas palavras, significaria um contrato onde os três envolvidos deixam claras suas vontades e intenções como família. Cabe a empresas, prestadoras de serviços, órgãos públicos e à Justiça, em casos de ações judiciais e subsequentes recursos, decidirem se aceitam o documento ou não.

“O que se previu ali são posições declaratórias, é a vontade dessas pessoas declarada num documento público. Divisão de bens, responsabilidades, direitos, com algumas limitações. Eles não podem, por exemplo, distribuir uma herança como se fossem casados, o que não são e nem pretendem ser”, explicou. A tabeliã acrescenta que o trio, que até o momento optou por não falar à imprensa, já tem conta corrente aberta como família, “porque a escritura permite, a lei não proíbe e o banco aceitou”.

Três é demais

Outros juristas defendem que a família só pode ser constituída por um casal, ou seja, duas pessoas, e rejeitam o conceito tanto em termos jurídicos quanto morais. Num sinal de novos tempos, no entanto, mesmo os mais conservadores tomam por base que a definição de casal, atualmente, no Judiciário brasileiro já admite um homem e uma mulher, dois homens ou duas mulheres, acatando a decisão do STF. Mas três é demais.

“É um absurdo. Isso não vai para frente, nem que sejam celebradas milhares dessas escrituras. É algo totalmente inaceitável, que vai contra a moral e os costumes brasileiros”, avalia a advogada Regina Beatriz Tavares da Silva, presidente da Comissão de Direito da Família do Instituto de Advogados de São Paulo (Iasp) e doutora na mesma área pela USP.

Para ela, as cláusulas constantes no documento, que versam de temas que vão de comunhão de bens, separação, direitos, responsabilidades e até mesmo filhos em comum, tendem a ser rejeitadas por empresas, prestadoras como planos de saúde e seguradoras, além dos tribunais. “É uma escritura nula, sem valor algum, por não cumprir os requerimentos constitucionais”, diz.

José Carlos de Oliveira, professor de direito e doutor pela Unesp, diz que o documento é inválido por “contrariar frontalmente a Constituição” e que o Supremo jamais referendaria o novo tipo de família. “A escritura em questão alterou de forma unilateral aquilo que já é tipificado pela lei, ou seja, que uma família é constituída por duas pessoas somente, sejam heterossexuais ou homossexuais. Fizeram um contrato de acordo com os interesses deles, que, se chegar ao STF, será prontamente julgado como ilegal”, declarou.

Ambos advogados, no entanto, admitem que, em alguns casos pontuais, o documento poderá vir a servir como um “início de prova” de união estável, como em compras de imóveis, como se fossem “sócios”, mas ainda de forma “discutível”. Para a tabeliã, o documento tem total validade. “Não posso imaginar um tabelião criando um documento que não tenha valor. Não faz sentido. Como valor de documento, é algo público, registrado, indiscutível. Poderemos discutir quais são as eficácias legais das regras contidas neste documento, isso sim. São duas coisas diferentes, e me assusta que alguém ligado ao direito diga simplesmente ‘isso vale ou não vale’”, completou.

Moral

Muito além das minúcias jurídicas quanto à validade da escritura da união poliafetiva, o debate moral iniciado pelo caso deve criar polêmica na sociedade brasileira, questionando até onde se pode estender o conceito de família no país.

“O fato de eles viverem de tal jeito não afeta a minha vida, é a liberdade privada deles. Gostaria que fosse muito simples: você vive como quer, do jeito que quer, não afeta a vida dos outros, e ninguém tem que se intrometer. Mas a realidade no Brasil, como nós sabemos, não é essa”, afirmou a tabeliã de Tupã. “No Brasil ainda se pensa muito de forma individual. Se algo não é bom para mim, não é bom para ninguém. Tudo bem, eu continuo não querendo para mim, mas eles não me afetam, vivendo em três, ou em cinco. Agora me afetam, por exemplo, quando fazem de conta que têm um casamento maravilhoso mas têm dois amantes, três amantes. Isso me afeta, fazer de conta que não sei”, complementa.

Na visão de Regina Beatriz Tavares da Silva, o Judiciário e a sociedade jamais aceitarão este tipo de família. “É uma promiscuidade que envolve mais de duas pessoas. Classifico como poligamia, amantes, relações paralelas. É preciso usar os termos certos”, declara.

Claudia defende que a situação não implica em poligamia já que não se trata de um casamento e avalia as rejeições ao conceito de poliafetividade como invasão da esfera privada do cidadão. “É um absurdo por qualquer olhar que se dê. Não importa se tem escritura ou não. Na minha concepção é o ser humano fazer a limitação moral que a lei não faz. Vamos então morar em um país onde as leis sejam inteiramente morais. Legalmente não podemos aplicar isso no Brasil”, diz a tabeliã. “Como é que vão resolver? Não sei. Estamos vendo decisões surpreendentes, e é como um dos juízes do STF colocou muito bem na votação da união homoafetiva no ano passado: ‘a realidade não pode ser afastada’”, finalizou.

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* Menor infrator a partir dos 15 anos terá direito a visita íntima no Piauí.

sexta-feira, agosto 31st, 2012

A Secretaria de Ação Social do Governo do Estado do Piauí publicará, na próxima semana, uma portaria que introduz nos Centros de Recuperação de menores infratores o sistema de “visita íntima”.

A medida inicialmente, será aplicada apenas para os jovens que se encontram recolhidos ao CEM(masculino) e CEF (feminino) em Teresina e alcançará adolescentes a partir dos 15 anos de idade.

Eles terão direito a receber a namorada ou o namorada para intimidades por um período de três horas uma vez por semana.

A portaria se baseia em legislação vigente nacional e tem o acompanhamento do Ministério Público e do Conselho Tutelar. Para elaborar o documento, a secretaria formou uma Comissão composta por profissionais da área como, médico, psicólogo, assistente social, pedagogo e advogado. O Conselho Tutelar vê com reservas esse tipo de manifestação.

JÁ EXISTE

A visita íntima é comum nos presídios do país. Mas, para jovens infratores, menores de idade é novidade no sistema carcerário brasileiro. Numa rápida enquete feita pela TV Antena 10 nesta 5ª feira, a população se mostrou contrária a medida.

Fonte: http://www.180graus.com/geral/menor-infrator–a-partir-dos-15-anos-tera-direito-a-visita-intima-no-piaui-556506.html

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* Colunista católico é perseguido por emitir opinião contra adoção de crianças por motivações ideológicas.

sexta-feira, agosto 31st, 2012

O colunista católico, Carlos Ramalhete, está sendo perseguido por ter afirmado que a adoção de crianças por “quaisquer comunidades de vida que não uma família” é perversão da adoção.

Ele afirmou isso em sua coluna semanal no jornal paranaense Gazeta do Povo, no último dia 30, quinta-feira, por meio do artigo “Perversão da Adoção”, que ainda se encontra publicado no site do jornal: http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?id=1292008

Rapidamente uma militância anti-católica se formou para exigir que a coluna de Carlos Ramalhete seja extirpada do jornal. Ameaças de morte e xingamento começaram a encher o e-mail do colunista, atitudes reprováveis que também preenchem toda a página pessoal dele no Facebook, mesmo após uma nota de esclarecimento na qual o colunista católico reafirma que apoia a adoção como um gesto de amor, mas repudia que usem crianças para fazer avançar uma agenda meramente ideológica em prol da desconstrução da família e dos valores cristãos como pretendem os ativistas gays com a adoção de crianças.

Para apoiar o colunista, seus leitores criaram a página Ramalhete Livre, www.facebook.com/ramalhetelivre, na noite de quinta-feira, após se darem conta da onda de humilhação que se formou para tolher a liberdade de expressão do colunista.

É necessário mostrar que a sociedade brasileira tem todo direito de se expressar na defesa dos valores da família que, apesar de todas as tentativas e leis em contrário, continua sendo a célula da sociedade e não é formada por duplas do mesmo sexo.

Pela liberdade de expressão e pelos valores cristãos: curta, agora, no facebook: www.facebook.com/ramalhetelivre

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* Renato Aragão desiste de produzir filme polêmico.

sexta-feira, agosto 31st, 2012

Jornal O Povo

O ator Renato Aragão classificou as acusações que tem recebido como “frutos da inveja”, de acordo com a nota publicada em seu blog nesta quarta-feira, 29. O esclarecimento veio à tona após boatos da demissão de um funcionário de sua residência por tê-lo chamado de Didi e pela repercussão do novo filme, intitulado “O Segundo Filho de Deus”.

Sobre a suposta demissão, Renato Aragão afirmou que garante os direitos trabalhistas de todos os funcionários e que a maioria deles têm mais de 10 anos de convivência com a família dele: “Jamais demiti, demitiria qualquer motorista ou funcionário por ter me chamado de Did. Absurdo tão grande, uma vez que nem eu mesmo consigo mais separar o Didi do Renato Aragão”.

Em relação à repercussão do novo longa, que o fez ser apontado como o “novo Jesus”, ele rebateu dizendo que todos os filmes que produziu respeitam os valores e a cultura da sociedade. “Acredito que estas pessoas, que nem sequer tiveram acesso à obra, querem apenas incitar os incautos a juntarem-se a eles nesta invejosa empreitada de denegrir meu nome”, escreveu.

Confira a nota na íntegra: 

Queridos Amigos,

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer o carinho, apoio e envolvimento do povo brasileiro na Campanha Criança Esperança 2012 – uma parceria da TV Globo e UNESCO. Nestes 27 anos, o engajamento do público que assiste ao programa tem provado que somos um povo sensível às carências e necessidades dos nossos semelhantes.
Infelizmente, meu coração tem se entristecido ao ler e ouvir tantas mentiras que estão circulando na mídia com respeito a minha pessoa e minha família. Só posso creditar este comportamento à inveja. Fico triste, pois minha família é uma família de bem, com defeitos sim, como qualquer família, mas que veste a camisa em prol de uma causa na qual acreditamos – o programa Criança Esperança.

Em minha casa e minha empresa, meus funcionários são tratados com respeito e os direitos humanos e trabalhistas de todos são garantidos. Embora não precise expor isto, a maioria dos meus funcionários tem mais de 10 anos de convivência conosco.

Jamais demiti, demitiria qualquer motorista ou funcionário por ter me chamado de Didi. Absurdo tão grande, uma vez que nem eu mesmo consigo mais separar o Didi do Renato Aragão. Afinal, já são 50 anos de convivência entre os dois… Isto e as demais notas, boatos e afirmações, não passam de lendas urbanas que sempre são trazidas à tona na época do Criança Esperança, o que realmente me faz crer que são apenas frutos da inveja.

Minha empresa já produziu mais de 45 filmes, todos voltados para o entretenimento da família brasileira, respeitando nossos valores e nossa cultura. Sou católico e temente a Deus. Jamais abriria mão de minha fé incondicional em Jesus, o Filho Único de Deus.

Gostaria, entretanto de relembrar que fé e ficção são áreas completamente distintas, mas que sempre despertaram polêmicas, desde Milton, em “Paraíso Perdido” até José Saramago em seu “Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Mesmo estes gênios literários e suas polêmicas obras não foram capazes de rebaixar a Bíblia e as histórias de vida ali contidas a meros personagens de obras literárias ou de ficção.

Por que digo isto, porque realmente escrevi um roteiro provisoriamente intitulado “O Segundo Filho de Deus”, obra de ficção com registro público na Biblioteca Nacional, a qual vem sendo deturpada, dizendo inclusive que eu teria a pretensão de ser o “novo” Jesus!, ABSURDO. O Didi é um grande atrapalhado, e em todos os filmes essa será sempre sua característica. Só para esclarecer, este roteiro inclusive já teve o título alterado para “O Segredo da Luz” e não há previsão para sua realização.

Acredito que estas pessoas, que nem sequer tiveram acesso à obra, querem apenas incitar os incautos a juntarem-se a eles nesta invejosa empreitada de denegrir meu nome e desacreditar uma campanha séria que já comprovou sua atuação e eficácia em 27 anos de resultados positivos. Registro que nestes 27 anos isso sempre acontece… infelizmente.

Amigos, desculpem-me pelo desabafo. Mas há horas em que precisamos alçar a voz e proclamar a verdade, principalmente quando o alvo das mentiras passa a ser aquilo que mais prezamos: nossa família e nossa fé.
Mais uma vez, obrigado pelo apoio.

Renato (Didi) Aragão

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* Na Moral? bem..Qual moral?

sexta-feira, agosto 31st, 2012

Na moral

PERCIVAL PUGGINA

Que tal ser fiel ao desejo?”Ao fechar o programa com essa interrogação, Pedro Bial proclamou sua opção contra o casamento, contra a fidelidade conjugal, e optou pela degradação do humano.


Pois não é que dia desses me peguei assistindo o programa “Na moral”? Por Deus. Estava ali, deitado, zapeando, e me deparo com Pedro Bial entrevistando convidados. Como peguei o bonde andando, presumo que a pauta fosse sobre arranjos de convívio sexual. Um terreno complicado, onde há de tudo. E havia, mesmo, um pouco de quase tudo.

A personagem central da primeira entrevista que assisti era uma senhora muito dadivosa que se alternava entre dois cônjuges. Ora com um, ora com outro. Levava a vida assim, contando com o consentimento de ambos, por sinal, presentes à entrevista. Um dos homens, mesmo sem ser chamado às falas a respeito, fez seu comercialzinho aduzindo que, pessoalmente, não descartava relacionar-se, também, com outros do mesmo sexo, desde que fossem interessantes. Enquanto assistia aquilo, fiquei pensando que, muito em breve, com a multiplicação de tais casos, o Supremo Tribunal Federal será chamado a sacramentá-los. E o fará, numa sessão em que o Congresso, lá do outro lado da praça, ouvirá doutas repreensões por silenciar ante assunto de tamanha relevância e interesse social.

Assim, face à  omissão legislativa, em nome dos princípios da liberdade, da igualdade e da dignidade da pessoa humana, o STF tomará em suas mãos a deliberação sobre os aspectos jurídicos desses enroscos sexuais. São coisas que existem desde que o mundo é mundo. Já são tema para novela. Novidade é a colher torta do Estado se metendo no meio. Aliás, já existem advogados da tese. E em Tupã, interior do São Paulo, li outro dia, um conluio desse tipo foi formalizado em cartório.

Seguiu-se uma entrevista sobre suingue (eis aí mais uma, STF!). No caso, o marido levava a esposa para assistir seu desempenho com outras mulheres em festas de casais liberais. Surpreendentemente, ele não admitia a recíproca por ser muito ciumento… Noutro bloco, com som e imagem distorcidos, o Bial ouviu mulheres e homens, casados regularmente, que mantinham relações extraconjugais clandestinas valendo-se, para tanto, de sites de relacionamento.

Por fim, a produção do programa arranjou-lhe um petisco adicional, uma extravagância, coisa inaudita, beirando ao escândalo – tira as crianças da sala, meu bem!: um casal formado por homem e mulher (o esclarecimento é politicamente corretíssimo), que viviam seu matrimônio há 42 anos. Quarenta e dois anos? E nunca pularam a cerca? Nunca, segundo informaram.

Do jeito que a coisa anda, tratou-se, obviamente de um programa banal, tratando tais temas como se banalidades fossem. Nada de novo em qualquer das situações focadas. Coisas melhores e piores são exibidas todos os dias. E ninguém tem nada que ver com a intimidade alheia.

O completo absurdo, o motivo pelo qual escrevo, veio pouco depois, no encerramento do programa. O apresentador encarou a câmera, fez um discurso resumindo cada uma das situações que apresentara e sublinhou o surpreendente feito do casal casado, fiel, a caminho das bodas de ouro. E arrematou com uma pergunta que, apesar de dirigida aos telespectadores, fustigou a aparentemente insólita situação vivida por ambos: “Que tal ser fiel ao desejo?”

Ao fechar o programa com essa interrogação, o apresentador proclamou sua opção contra o casamento, contra a fidelidade conjugal, e optou pela degradação do humano. Fidelidade ao desejo, conforme proposto pelo jornalista, se expressa numa vida desregrada, sobre a qual não se impõem os freios da razão e do amor.

Publicado no jornal Zero Hora.

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* Porque nossas atletas não podem rezar em público a Deus? porque não?

quinta-feira, agosto 30th, 2012

KLAUBER CRISTOFEN PIRES

Prestem atenção na imagem acima. Foi extraída da Folha de São Paulo. Pois, sabem os leitores qual nome foi atribuído a esta foto pela editoria daquele jornal? “intolerância1.jpg”! Trata-se da seleção brasileira bicampeã olímpica de vôlei, rezando em agradecimento a Deus pela vitória merecida e suada. Falando sério: elas
merecem isto?


Tendo sido movido pela curiosidade ao ter lido o artigo “Já Notaram?”, do filósofo Olavo de Carvalho, fui lá conferir o link que hospeda o texto sob o título “Brasil é ouro em intolerância“, de autoria do jornalista André Barcinski, que acusa os atletas brasileiros de pregarem a intolerância por rezarem a Deus, operando uma mal-disfarçada inversão da defesa da liberdade religiosa justamente com a intenção de tolhê-la.

A começar, o “tolerante” invoca a condição do estado laico do estado brasileiro e a constitucional liberdade religiosa para questionar se por acaso “alguém perguntou a todas as atletas e aos membros da comissão técnica se gostariam de rezar o “Pai Nosso”?” Eis aí uma boa pergunta! Aliás, justamente por ser tão procedente, ele mesmo, como jornalista, deveria tê-la feito antes de sair por aí indagando sobre a hipotética heterogeneidade do grupo com base unicamente na sua verve especulativa.

Se, estatisticamente, somos quase 90% de cristãos em nossa população, por que tanto alarde ou preocupação com o remotamente possível fato de haver algum ateu ou budista no grupo dos atletas do vôlei feminino que de per se não se importa com a oração grupal?

Ora, jamais conheci algum ateu que não deixasse muito clara a sua posição. Duvido que um ateu se sujeitaria a participar da oração grupal! Desta forma, não se mostra um tanto suspeito que o “tolerante” jornalista da Folha saia por aí defendendo os direitos civis dos próprios titulares que, se não forem meramente os fantasmas da sua ideologia laicista, preferem não reivindicá-los?

Mas, esperem aí? Porque o “tolerante” recorreu ao argumento de que o Brasil é um “estado laico? Por acaso já vivemos todos em um regime socialista, isto é, somos todos funcionários públicos sob as ordens de algum “grande timoneiro”? Ora, uma coisa é o estado ser laico, mas nem eu nem os atletas estamos a serviço dele, justamente porque dispomos da liberdade religiosa!

No afã de atribuir aos atletas brasileiros a pecha de intolerantes, o “tolerante’ omite do público que eles estão rezando para si mesmos, no pleno gozo de suas liberdades civis, entre elas, a liberdade de expressão, a liberdade de associação e a liberdade religiosa! Como podem, pois, ofender a religiosidade ou a irreligiosidade alheia?

Em um dos parágrafos, o “tolerante” aplaude a Fifa e a Dinamarca por terem feito reclamações contra atletas brasileiros que demonstram em público suas convicções religiosas. Note-se, contudo, como nem uma, nem outra, esta última vítima constante de atos de verdadeira e violenta intolerância por parte da crescente comunidade muçulmana imigrante, saíram em protesto pelo fato dos muçulmanos rezarem para Alá ou portarem suas vestes típicas. Parece muito claro, então, que o discurso da intolerância só vale para cristãos.

Agora vejamos este trecho do Sr Barcinski: “Liberdade religiosa só existe quando não se mistura religião a nada. Nem à política, nem à educação, nem à ciência e nem ao esporte.”. Como diz um motejo popular aqui no Pará: “- Tá, cheiroso!”.

Não bastante, peço a atenção dos leitores para avaliarmos o primor de candidez de outro lídimo “tolerante”, o Sr. Daniel Sottomaior, presidente da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos).

Não há absolutamente uma linha no seu artigo intitulado “Oração da Vitória” que não espelhe a sua visão napoleonicamente esquizofrênica.

Porém, antes de discorrer sobre o seu texto, eu lançaria a pergunta a quem quiser responder: Se alguém não acredita em Deus, por que necessita agremiar-se em uma associação com a paradoxal finalidade de afirmar… uma negação?

Senão, vejamos: imaginem por um curto lapso que eu seja vegetariano, e um grupo de amigos combina uma confraternização em uma churrascaria. Eu vou, sirvo-me apenas dos vegetais no buffet, e todos curtimos aquele maravilhoso encontro. Afinal, no quê os amigos preferirem comer carne pode me ofender? Ou ainda: não sou ligado em futebol, mas os meus amigos conversam sobre futebol e usam as camisas dos seus times prediletos. Em quê isto pode afetar o meu desprezo por este esporte?

Na verdade, em ambas as situações, eu somente poderia ficar ofendido por ter as minhas pretensões totalitaristas contidas: eu não quero comer carne, e não quero que ninguém coma! Eu não gosto de futebol, e também ninguém, por meus exclusivos critérios, deve gostar!

O sujeito começa por atribuir a Deus de “um hipotético sujeito poderoso o suficiente para fraudar uma competição olímpica” e pergunta: “merece ser enaltecido publicamente? Por acaso, a competição foi fraudada? Pior ainda: Será que as atletas do vôlei, bicampeãs olímpicas, desejariam honestamente que Deus fraudasse as competições para dar-lhes a vitória? Pelo visto, tal como o jornalista Barcinski, o Sr Sottomaior considerou suficientes suas próprias convicções pessoais antes de perguntar a elas.

Eu mesmo não sei o que cada uma diria, mas como cristão, poderia responder ao militante ateu da seguinte forma: que Deus não fraudou as dores de Jesus nos seus momentos de agonia, mas deu-lhe forças espirituais para suportar sua provação. Assim, ao agradecer pela vitória, estou agradecendo por outras coisas que me fazem sentido: estar vivo, ter saúde, ter tido oportunidade, autoconfiança, perseverança, disciplina, coragem, paciência, liderança…

O trecho em seguinte merece um trato especial:

Os problemas começam quando a prática religiosa se torna coercitiva, como é a tradição das religiões abraâmicas. Os membros da seleção de vôlei poderiam ter realizado seus rituais em local mais apropriado. É de se imaginar que uma entidade infinita e onibenevolente não se importaria em esperar 15 minutos até que o time saísse da quadra”.

Quem, Sr Sottomaior, das atletas do vôlei e de toda a equipe, foi coagido a rezar? Que ramo das religiões abraâmicas obriga alguém a aderir à prática religiosa? Posso até concordar que entre os muçulmanos assim se dê. Mas quanto ao Brasil e a todos os países ocidentais de formação cristã, bem como Israel? Então eu lhe pergunto: Se ou no dia em que a Atea tiver poderes para dispor sobre a liberdade religiosa alheia, poderemos usufruí-la plenamente?

Ademais, é fato que Deus não se importaria em esperar quinze minutos, mas qual o problema de terem feito sua oração naquele instante? Acaso nossas vidas devem ser pautadas pelas suas convicções particulares? Quem sabe,os cristãos deveriam enviar à Atea ou ao SrBarcinski as planilhas com as rotinas de suas vidas para serem aprovadas previamente…

Se até aqui o Sr. Sottomaior ainda havia quebrado seu próprio recorde de encaixar o mundo no buraco do próprio umbigo, leiam esta: “Com a sua atitude, a seleção olímpica do país deixa de representar a mim e aos milhões de brasileiros não cristãos”. Arrego! Sob o mesmo raciocínio, strictu sensu, as atletas do vôlei são mulheres, e por isto, também não me representam. Mas esperem aí: chutando que as mulheres brasileiras componham 50% da população, então as nossas magníficas bicampeãs representam o Brasil muitíssimo mais como cristãs (> 90%)! Ou representariam mais como estereótipos do que o ateísta do texto em comento determinasse que fossem, a seu bel grado?

Só pra finalizar: o sujeito ainda coloca em questão a seguinte argumentação: “Além disso, o Comitê Olímpico Brasileiro é financiado por recursos públicos –2% da arrecadação bruta das loterias federais”.Sr Sottomaior, eu lhe pergunto novamente: “- e daí?” O Estado brasileiro patrocina oficial e ostensivamente invasores de terras, o aborto, o gayzismo, o desarmamentismo, o clientelismo e quiçá, a sua Atea, e nada disso a mim representa ou a muitos mais milhões de brasileiros. Elas, as meninas do vôlei, fizeram muito jus ao patrocínio que receberam, mas a oração, como nem poderia deixar de ser, foi um ato privado.

Deixe os cristãos exerceram a sua religiosidade com a liberdade que a Constituição nos garante, assim como você tem a sua de ser ateu.

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* Laos: Homem é preso por converter a 300 pessoas ao cristianismo.

quinta-feira, agosto 30th, 2012

O líder cristão Bountheung foi detido recentemente pelas autoridades policiais de Laos, acusado de “ter convertido a 300 laosianos à fé cristã”.

Na região, muitos fiéis habitualmente sofrem abusos contra sua liberdade religiosa pelas autoridades locais, que consideram como religiões aceitáveis somente ao budismo, o bramanismo e o animismo, enquanto que o cristianismo é considerado uma “religião estrangeira”.

Conforme informou a agência vaticana Fides, Bountheung foi detido pelas autoridades no distrito de Khamkerd onde mora, na parte central do país, logo depois de ser chamado duas vezes em agosto para ser interrogado sobre a conversão ao cristianismo de 300 laosianos no seu povoado, em maio deste ano.

A ordem de prisão contra o líder cristão também implica sua expulsão da aldeia onde reside e pressiona aos 300 novos conversos ao cristianismo a renunciar a sua fé para poder seguir morando no povoado.

A ONG Human Rights Watch for Lao Religious Freedom denunciou que a ordem de prisão contra Bountheung viola o direito à cidadania do líder cristão e o direito a filiar-se livremente a qualquer religião, tal como o garante a Constituição de Laos.

Em Nahoukou, outra aldeia do país, Tongkoun Keohavong, leigo líder da comunidade cristã do povo, foi interrogado pelas autoridades para que explique as razões do crescimento do cristianismo no seu povo.

Tongkoun Keohavong explicou que desde fevereiro de 2012 mais de 30 aldeãos abraçaram a fé cristã, exercendo seu direito à liberdade religiosa. Apesar disto, as autoridades ordenaram que ele e os outros fiéis renunciem a sua fé e interrompam suas reuniões de culto, sob ameaça de ser expulsos de seu povo.

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* Paquistão: Tribunal adia decisão sobre caso de criança acusada de blasfêmia.

quarta-feira, agosto 29th, 2012

Rimsha Masih, de 11 anos, está presa há quase duas semanas

O tribunal de primeira instância de Islamabad adiou para esta quinta-feira a decisão sobre o pedido de libertação de Rimsha Masih, de 11 anos, presa no último dia 16 sob a acusação de “blasfémia”.

A agência Fides, do Vaticano, revela que o adiamento se deve a “causas processuais” e problemas quanto à formação da comissão médica encarregada de examinar a menina.

A criança, de uma igreja protestante, teria alegadamente queimado páginas de um livro com passagens do Corão.

Em causa está o artigo 295 do Código Penal paquistanês: a secção B refere-se a ofensas contra o Corão que são puníveis com prisão perpétua; a secção C refere-se a atos que enxovalham o profeta Maomé, puníveis com prisão perpétua ou com a morte.

A defesa de Masih, menina com a síndrome de Down, espera que os resultados da observação da comissão médica permitam que o juiz anule a acusação.

Um advogado católico paquistanês, contactado pela Fides, afirma que “segundo as disposições da lei, a polícia violou o procedimento e os tribunais mantiveram a jovem detida ilegalmente”.

A polícia prendeu Rimsha “sob pressão de uma centena de radicais islâmicos”, sublinha a agência de informação ligada ao Vaticano, acrescentando que cerca de 600 famílias cristãs do bairro Mehra Jafar, onde morava a família da criança, tiveram de fugir, “com medo de represálias dos extremistas”.

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* Entendendo melhor a declaração de nulidade matrimonial para alguns situações específicas.

quarta-feira, agosto 29th, 2012


Partilha de um caso vivido por uma pessoa. Abaixo, a resposta de um sacerdote.

No ano de 1990, então com 16 anos de idade, conheci um rapaz, que na época tinha 18 anos. Meus pais não queriam que eu namorasse, pois eram muito rígidos. Começamos a namorar, escondidos. Meus pais descobriram e deram-me uma surra muito grande, onde fiquei revoltada e quando esse rapaz me viu daquela maneira, um pouco machucada, convidou-me para ir embora com ele. Eu não o conhecia direito, mas a revolta foi muito grande. Então, não pensei e saí de casa sem que meus pais vissem.

Depois de uma semana sem darmos notícia, retornamos e tanto meus pais como os pais dele nos disseram que teríamos que casar. Ou seja, foi tudo muito rápido. Eu era de menor, e meus pais providenciaram toda a documentação para o casamento. Em julho do mesmo ano nos casamos, contra a nossa vontade, pois meus pais diziam que eu sendo de menor, eles é que decidiriam o que fazer.

Lembro-me que no dia do casamento, tanto eu como ele, choramos. Ele não queria de forma alguma casar, mas por imposição da família, foi feito. Um mês após o casamento, houve a primeira traição. Começaram as brigas e a falta de responsabilidade por parte dele, pois sempre trabalhei, e quando vi, estava sustentando a casa sozinha, construindo uma casa, comprando móveis. Na verdade, ele não queria compromisso algum. Só queria festas e bebedeiras.

Foram muitas separações, idas e vindas, pois quando nos separávamos eu ia para a casa de meus pais e eles diziam que eu teria que agüentar, pois foi um erro meu e que deveria assumir a culpa. Não deu certo em nenhum momento, até que engravidei em 1993 e quando fui dar a notícia, ele simplesmente virou a cara para mim, não quis saber de nada. Senti-me a pessoa mais humilhada. Fui à casa de meus pais e contei-lhes o que havia acontecido e meu pai então disse-me que eu poderia voltar para casa.

Nos separamos novamente, mas não retornei mais. Tive minha filha, hoje com 12 anos, na casa de meus pais, de onde não saí mais. Houve pouco contato com o pai dela quando ela nasceu. Nunca a ajudou em nada e não pedi ajuda de forma alguma em nenhum momento. Sempre trabalhei e minha família sempre me ajudou na educação da minha filha. O divórcio saiu em 1996.

Em 1999, casei-me no civil com um rapaz que assumiu completamente eu e minha filha. Um rapaz trabalhador, honesto, responsável, onde vivemos uma vida digna e tranqüila. Mas infelizmente, não podemos seguir as regras que a Igreja Católica impõe, apesar de ser a nossa maior vontade, de viver uma vida normal de um casal, onde sonhamos em um dia casarmos na igreja, perante o padre.

Sempre fui uma católica praticante. Porém, infelizmente, cometemos erros e que muitas vezes são para toda a vida. Sinceramente, na época em que ocorreu o fato, eu era muito imatura, sem experiência nenhuma de vida. Na verdade, nem a palavra e o sentimento chamado Amor não sabia distinguir o que era realmente. Foi um fato ocorrido em muito pouco tempo, onde na verdade foi um ato sem pensar.

Hoje meus pais se arrependem muito do que fizeram, pois viram o sofrimento pelo qual eu passei e que marcou minha vida, e no entanto muitas vezes sou discriminada por isso, tanto que meu companheiro e eu já sofremos tal preconceito.

Na paróquia onde houve o casamento, fui verificar o processo, pois necessitava de uma cópia e no entanto os documentos foram todos extraviados. Não há nada no arquivo, pois a igreja alega que perdeu os documentos. Eu precisaria desses documentos, pois naquela época o padre que celebrou o casamento fez algumas observações. Estou desesperada, não sei mais onde recorrer.

Resposta

Diante do fato apresentado pela internauta, temos quase certeza de que Deus não uniu esse casal para viver a vida toda desse jeito. Esse matrimônio, à primeira vista, apresenta uma fundada esperança de ser declarado nulo (inexistente) desde o seu início. Se o caso for levado a um Tribunal Eclesiástico, certamente seria configurado num ou mais motivos de nulidade, conforme a abordagem que segue:

1) Por grave falta de discrição de juízo

“São incapazes de contrair matrimônio: – os que têm grave falta de discrição de juízo a respeito dos direitos e obrigações essenciais do matrimônio, que se devem mutuamente dar e receber” (cânon 1095, 2º).

O ser humano é livre na hora de sua escolha. Mas, o uso de sua liberdade pode depender de seus próprios condicionamentos. Ex. paixão, sociedade, mundo. Os impulsos internos estão na origem do seu agir, influenciando assim as suas decisões. O problema consiste em saber se no ser humano resta a capacidade de agir e avaliar livremente, independentemente de seus condicionamentos.

O livre arbítrio faz parte do ser humano. Porém, é atingido pelas influências do momento, causando, no fundo uma vontade verdadeiramente não deliberada. Portanto, é necessário levar em conta o juízo manifestado, que na maioria das vezes, parte de uma vontade induzida, àquilo que não corresponde ao verdadeiro intelecto (intenção primária).

Em relação ao matrimônio, não basta o suficiente uso da razão. É necessário que a pessoa apresente uma adequada maturidade psicológica diante do que está assumindo. As pessoas afetadas pela falta de liberdade interna, ou pela grave falta de discrição de juízo, não seriam capazes de contrair o matrimônio, porque não estariam em condições de julgar os direitos e deveres provenientes do mesmo. No caso de comprovação disso, o matrimônio é inválido desde o seu início.

2) Por simulação

“§ 1. Presume-se que o consentimento interno está em conformidade com as palavras ou com os sinais empregados na celebração do matrimônio. § 2. Contudo, se uma das partes ou ambas, por ato positivo de sua vontade, exclua o próprio matrimônio, algum elemento essencial do matrimônio ou alguma propriedade essencial contraem invalidamente”(cânon 1101).

A simulação de consentimento é um ato deliberado da vontade, quando o consentimento é feito com fingimento, ou seja, quando a vontade interior da pessoa não corresponde às palavras pronunciadas por ela. Nesse caso, o consentimento é viciado e rende inválido o matrimônio. Juridicamente, se presume que as palavras pronunciadas sejam em conformidade com a vontade deliberada da pessoa. Por isso, toda e qualquer deformação deve ser provada. Até que não apareçam provas em contrário, o matrimônio goza do seu direito em si mesmo (favor iuris).

A simulação ou exclusão pode ser parcial ou total. É parcial, quando uma pessoa deseja contrair o matrimônio segundo o seu livre modo de pensar e não segundo as exigências teológico-jurídicas do matrimônio em si mesmo. Pode ser de uma parte ou das duas, combinados previamente. É total, quando a vontade deliberada da pessoa não pretende contrair o matrimônio com nenhuma pessoa, com uma determinada pessoa ou quando não pretende contrair um matrimônio que seja para toda a vida. Nesse caso, a sua verdadeira intenção era uma simples união de fato, ou uma mera convivência de amizade, ou um matrimônio temporário, ou um matrimônio que tende por si mesmo ao divórcio, ou um matrimônio ad experimentum (para fazer uma experiência, enquanto dura).

3) Por violência ou medo grave (can. 1103)

A violência, sendo causa externa, é maior do que outros vícios de consentimento. Já o medo, é menor, porque atenua o ato voluntário, embora seja um elemento que também vicia o consentimento, em grau menor.

Tanto a violência, quanto o medo passaram a fazer parte dos impedimentos matrimoniais no século III. No direito romano, o matrimônio contraído por violência era nulo pela sua própria natureza. As primeiras causas que declaram o matrimônio nulo por medo são do tempo do Papa Urbano II (1088-1099). Foram, mais tarde, incorporados no Código de 1917 entre os vícios de consentimento do matrimônio.

É importante distinguir as seguintes condições relacionadas ao medo:

1) Que o medo seja grave, no sentido absoluto ou relativo, relacionado a uma determinada pessoa, relativo a suas condições psíquicas ou circunstâncias concretas, sobretudo em relação à gravidade da ameaça;

2) Que o medo seja oriundo de uma causa externa, ou seja, provocado pelo partner ou por outra pessoa envolvida no caso;

3) Que os prejuízos causados pelo medo não tenham tido outra alternativa. Entre o medo e o matrimônio deve haver uma causalidade. Caso contrário, não rende nulo o matrimônio.

Deve-se examinar ainda se houve seriedade no medo causador e se a pessoa poderia ter se livrado de tal temor, em outro modo. Podem entrar nesse contexto as ameaças, por parte do sujeito ativo do temor, como penalidade, caso não for cumprida a exigência provocada.

Exemplos: ameaças de lesões físicas, ameaças de expulsão do lar, ameaças de não pagamento de mesadas ou contas aos encargos da vítima do medo. Em todo caso, é necessário verificar sempre a intensidade do temor intimidatório e se não há outra via, a não ser livrar-se do mesmo, escapando de suas conseqüências. Contudo, urge temporizar uma possível saída.  O problema pode perdurar quando o elemento passivo do temor não encontra o lar desejado, porque lhe faltam as condições psicológicas que possam compensar a falta de liberdade anterior, tais como a harmonia no lar, para que tal enlace possa contribuir para uma vida realizada, de amor e doação recíproca. Esse elemento pode ser prejudicado por outras causas, que muitas vezes estão em íntima conexão, como é o caso da incapacidade psíquica para assumir as obrigações essenciais do matrimônio (can. 1095, 3°).

No que concerne à perda da documentação, via de regra, existe um livro cópia do matrimônio na Cúria Diocesana. E mesmo não encontrando nenhum documento sobre o matrimônio realizado, as provas da sua existência podem ser buscadas em fotografias, filmagem, testemunhas e no próprio ato civil, se acaso o casamento religioso foi registrado no Cartório, pelo fato de ser matrimônio religioso com efeito civil.

Diante do fato apresentado, que pode ser configurado nos motivos acima abordados, ou em outros vícios de consentimento, sou do parecer que essa pessoa mereça toda a atenção da Igreja. Deus quer a felicidade das pessoas, num lar a ser construído a dois, desde que haja o mínimo de condições de as partes se entenderem e construírem isso em modo decidido, não simulado e não influenciado por uma causa externa. Por isso, aconselhamos a parte interessada a procurar o Tribunal da Igreja, mais próximo de sua residência, para a apresentar o fato, na busca da melhor solução possível. Desse modo, a Igreja Católica se coloca a serviço do humano que fracassou uma primeira vez e que agora está mais amadurecido, em busca de uma saída, destinada à felicidade da vida a dois.

Frei Ivo Müller, OFM

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* “Sanduíche de frango” e a liberdade de expressão a favor do Matrimônio Natural.

quarta-feira, agosto 29th, 2012
Filas de carros para entrar no Chik-Fil-A de Ocala, Florida
Filas de carros para entrar no Chik-Fil-A de Ocala, Florida

Bastou que Dan Cathy, presidente da cadeia de fast-food “Chick-fil-A”, manifestasse sua simpatia pelo casamento como está na Bíblia – ou seja, entre um homem e uma mulher – para que a fúria do militantismo homossexual americano se desencadeasse contra ele e sua empresa.

À testa da fúria repressiva destacaram-se Rahm Emanuel, ex-chefe de gabinete de Obama e atual prefeito de Chicago, e figurões esquerdistas como os prefeitos de Boston e Washington, D.C.

Em iradas diatribes eles qualificaram a empresa Chick-fil-A de “frango do ódio” e ameaçaram expulsá-la ou impedi-a de abrir novas lojas em suas cidades.

Cathy nada disse no sentido de odiar os homossexuais, nem suas lojas recusam servi-los.

Por simplesmente manifestar sua opinião religiosa o establishment esquerdista disparou contra ele seus ataques político-midiáticos, numa espécie de linchamento moral.

Todos quiseram ir para apoiar o casamento tradicional

A ferocidade dos arautos das práticas homossexuais chocou profundamente a opinião pública americana que, polarizada pelo assunto, reage com desgosto diante de gestos de violência antidemocrática.

Sentiram bem o momento alguns políticos que convocaram um ato de apoio ao Chick-fil-A consistente em ir comer um dos seus sanduíches de frango no dia 1º de agosto.

O evento foi largamente informado pela imprensa local, como por exemplo emThe Weekly Standart, e incontáveis blogs.

A empresa julgou que receberia um aumento de consumidores por volta de 15/20%.

A surpresa foi colossal. Não somente o comparecimento extra beirou, segundo a empresa, os 100% e as vendas os 200%, como o frango acabou em certos pontos de venda.

A informação do esgotamento dos stocks deste ou daquele produto era anunciada pelos funcionários nas enormes filas de carro que aguardavam sua vez. Mas era ovacionada como uma vitória.

Os participantes do apoio ao Chick-Fil-A postaram inúmeras fotos das enormes filas de carros nas estradas ou de pessoas em Malls ou shoppings.

Filas no Chik-Fil-A de Cedar Rapids, IA
Filas no Chik-Fil-A de Cedar Rapids, IA

Estimativas moderadas falam de muitas centenas de milhares de pessoas que assim fizeram conhecer o que pensam da família tradicional e da agressividade da militância homossexual.
Alguns falam até em milhões de pessoas. A Chick-Fil-A tem 1.600 lojas credenciadas.

O extraordinário sucesso patenteou o quanto a “maioria silenciosa” é de fato silenciada pela grande imprensa.

Notícias imprecisas e desanimadoras apareceram nos órgãos do macro-capitalismo publicitário americano. Pouco ou nada disso saiu na mídia brasileira.

Mark Krzos, repórter do News-Press de Gannett, da Florida, escreveu em sua página de Facebook:

“Eu nunca me senti tão alheio em meu próprio país quanto hoje fazendo a cobertura dos apoiadores do restaurante. O nível de ódio, o temor infundado e a desinformação do povo eram espantosamente lamentáveis. Eu nem sequer posso publicar certas coisas que o pessoal dizia comendo seu maldito sanduíche”.


O clima festivo, as famílias, a criançada, os casais aposentados e as pessoas de todas as idades e condições que aparecem nas incontáveis fotos falam de um ambiente totalmente diverso do que quis ver o jornalista citado.

O pensamento de Cathy sobre o casamento tradicional e bíblico é partilhado pela maioria dos americanos, fato que indigna os ativistas das práticas homossexuais. Nos 32 Estados onde a opção entre casamento tradicional e o “casamento” foi submetida ao voto popular, venceu sem exceção o casamento de acordo com o Direito Natural.

Alguns ativistas do homossexualismo tentaram perturbar e hostilizar ideologicamente os funcionários do fast-food, porém de modo inábil. Outros ainda voltaram em dias seguintes para tirar uma foto provocativa e sair correndo das lojas.

Filas em apoio ao casamento tradicional:  uma imagem repetida em todo os EUA
Filas em apoio ao casamento tradicional:
uma imagem repetida em todo os EUA

Esses episódios, planejados e largamente noticiados pela grande mídia, patentearam a imensa diferença em número e em estilos civis de conduta, dos partidários do casamento tradicional e os da união gay

Foi também um triunfo da liberdade de expressão, escreveu o Investors Business Daily.

A mensagem das filas de populares na imensa Chicago, dos Rolls-Royces em Davie, Florida, ou dos solados em Charleston, Carolina do Sul, transmitia um protesto profundo, silenciado pela mídia, mas vindo da maioria da nação.

O Investors Business Daily acrescentou que as filas dos restaurantes do Chick-fil-A defendiam também as liberdades de expressão, de religião e de associação.

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* Apoio da Igreja e dos católicos evita aborto “já autorizado pela justiça”.

terça-feira, agosto 28th, 2012

A adolescente de 14 anos, grávida de quatro meses após sofrer abusos do pai, não vai mais abortar a criança que espera.

Segundo o tio da menina, o soldador Urbano Silva Ataíde, 50, a decisão foi tomada em conjunto pela família após receberem a visita de religiosos um dia antes da data marcada para a realização do procedimento autorizado pela Justiça. “Estava tudo programado para que o aborto fosse na segunda-feira (20), mas antes, no domingo, veio um grupo de pessoas da igreja católica para conversar e mostrar que tirar a vida da criança não seria a melhor atitude e que há outras soluções para esse problema, como a adoção”, conta Urbano. “Até a Elba Ramalho [cantora e católica fervorosa] ligou para a minha sobrinha para conversar pessoalmente e pedir para que ela não fizesse o aborto.”

RELEMBRE O CASO

-Polícia investiga estupro a adolescente
-Arcebispo clama para adolescente evitar o aborto

De acordo com uma das tias da menina, que prefere não se identificar, a decisão inicial de abortar foi precipitada e tomada num momento de muito nervosismo.

Ela conta que durante a visita dos religiosos foi apresentado um vídeo aos familiares, mostrando como é o procedimento de interrupção da gravidez. “Vimos que nesse estágio, após 16 semanas de gestação, há muito sofrimento para o feto. Estávamos vendo apenas o nosso lado e não o da criança que vai nascer e não tem culpa de nada”, conta a tia.

No entanto, acrescenta ela, a decisão do cancelamento do aborto começou a surgir logo após os exames feitos na adolescente para saber se o bebê apresentava algum tipo de problema de formação. “A saúde da criança está ótima, graças a Deus, pois havia o risco de apresentar alguma anomalia pelo fato do grau de parentesco dos pais, mas vimos que o bebê já está formado e será uma menina”, lembra.

De acordo com Urbano, a intenção da adolescente agora é dar a criança para adoção. “Ela está satisfeita por evitar tirar uma vida e ainda poder fazer outra família feliz”, diz.

Segundo ele, a garota já começou a ter acompanhamento psicológico para enfrentar a gravidez e está sob os cuidados das tias – a mãe abandonou os filhos há cerca de um ano.

Apelo/ Conforme os familiares da adolescente, entre os integrantes do grupo de católicos que visitou a residência estava o arcebispo metropolitano de Sorocaba, Dom Eduardo Benes de Sales, que na semana retrasada deu início a uma cruzada religiosa contra o aborto.

No dia 17, após a divulgação da intenção da menor em acabar com a gestação, Dom Eduardo enviou uma nota ao BOM DIA onde reconhecia a tragédia pessoal da menina, mas se posicionava contra a interrupção da gravidez e conclamava a sociedade a ajudar a adolescente a criar o filho.

Já no dia 19, o arcebispo ainda ofereceu a missa de encerramento do 29º Cenáculo de Sorocaba em intenção da manutenção da vida. “Ofereço especialmente esta missa para uma criança que está sendo testada no seu quarto mês de gestação”, disse.

Ontem, o BOM DIA tentou entrar em contato com o arcebispo para saber mais detalhes sobre a intervenção realizada junto a família da adolescente, mas ele não estava na cidade e o diácono responsável por acompanhá-lo nas conversações não tinha autorização para falar em nome da igreja.

Entenda o caso/ No dia 14, o pedreiro Alexandre Vieira, 37, foi preso em flagrante acusado de tentativa de estupro contra uma das três filhas adolescentes. Em depoimento, a vítima, de 14 anos, confirmou que estava grávida do pai e que era abusada desde os 12 anos. A filha mais velha, 17, também teria sofrido abusos.

De acordo com Ana Luiza Salomone, delegada da Mulher de Sorocaba, responsável pelo caso, o pedreiro continua preso na Cadeia Pública de Pilar do Sul, onde aguarda julgamento pelos crimes de tentativa de estupro e estupro de vulneráveis.

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* Estados Unidos, um presidente mórmon?

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Michael Sean Winters-  Revista Popoli. ( Jesuítas italianos)

No dia 29 de maio, Mitt Romney obteve o número necessário de delegados que, na convenção do fim de agosto, em Tampa(Flórida), lhe garantirão a nomeação como candidato republicano às eleições presidenciais de novembro. Romney obteve sucesso apesar do fato de ser mórmon, ou seja, de pertencer a uma religião profundamente em conflito com a base do Partido Republicano, branca e evangélica (composta por batistas, pentecostais, metodistas e muitos outros).

O mormonismo começou nos anos 1920, por obra de Joseph Smith, que afirmava ter tido visões divinas. Livro de Mórmonque Smith dizia ter traduzido das tábuas de ouro que lhe foram mostradas por um anjo, revela que Deus, centenas de anos antes do nascimento de Cristo, levou uma tribo dispersa deIsrael aos atuais Estados Unidos e que Jesus visitou esse povo depois da sua ressurreição. 

Esse e outros textos canônicos formam a base de uma série de crenças em contraste com o cristianismo tradicional. Os fiéis rejeitam a fórmula do Credo sobre a Trindade, acreditam em uma revelação contínua de Cristo através dos profetas mórmons e negam que Deus tenha criado o mundo do nada.

Uma questão ainda mais controversa é a que se refere à poligamia, praticada pelos mórmons até o fim do século XIX, quando, depois que uma decisão da Suprema Corte proibiu o casamento com várias mulheres, os líderes da Igreja anunciaram ter recebido uma nova revelação que os chamava a abandonar a prática.

É interessante notar que o bisavô de Romney se recusou a abandonar suas quatro esposas e seus 30 filhos e, em 1885, fugiu para o México. O pai de Romney nasceu no México e voltou para os EUA apenas aos cinco anos.

Em resumo, o mormonismo abraça muitas crenças que católicos e protestantes consideram esotéricas, na melhor das hipóteses, senão heréticas.

Ao contrário dos fundamentalistas, que acreditam que a Bíblia é a única revelação autorizada de Deus, os mórmons acreditam que as revelações posteriores têm um status canônico igual.

Diferentemente dos pentecostais, que acreditam que o Espírito Santo continua inspirando as curas através da oração ou o falar muitas línguas, os mórmons acreditam que a revelação é contínua, através da mediação das lideranças religiosas.

Recentemente, diante dos protestos dos judeus, eles abandonaram a prática de celebrar o “batismo por procuração” daqueles que foram mortos no Holocausto. Caso único também é a crença dos mórmons no Jardim do Éden, localizado no Estado de Missouri.

Além de ter diferenças doutrinais, os mórmons e os evangélicos estão competindo em muitas partes do mundo na sua obra de proselitismo. Os primeiros encorajam os jovens a passar dois anos em atividade missionária – Romney, quando jovem, esteve na França –, e, segundo a Igreja mórmon, há cerca de 50 mil missionários ativos em todo o mundo.

Apesar disso, muitos evangélicos admitem que os mórmons tendem a viver de modo devoto, embora nos erros das suas doutrinas. Aos mórmons não é permitido fumar ou beber álcool, e eles também têm que se abster do café. Enfatizam muito a importância da família e se opõem ao aborto, exceto em casos de estupro, incesto ou para salvar a vida da mãe. 

Além disso, a sua Igreja financiou o esforço para proibir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Assim, enquanto muitos pastores evangélicos consideram heréticas as convicções dos mórmons e se preocupam que uma presidência de Romney poderá dar legitimação a essa religião com a qual eles competem pelas conversões na ÁfricaÁsia América Latina, no entanto, eles veem em Romney alguém que reflete melhor do que Obama os seus valores de ética sexual e social, especialmente depois que o atual presidente se manifestou em favor dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Durante as eleições primárias, Romney fracassou constantemente para conquistar os votos dos evangélicos brancos, dirigidos a outros candidatos. Em Estados como TennesseeCarolina do Sul Kansas, onde os evangélicos brancos eram a maioria dos eleitores, Romney foi derrotado. Mas depois de gastar milhões de dólares nas eleições primárias em campanhas contra os seus adversários, no fim, Romney saiu vencedor. 

A pergunta em torno da sua campanha era se os seus péssimos resultados entre os evangélicos brancos seriam compensados pela hostilidade, senão pelo ódio, que estes mesmos eleitores têm contra Obama. Até agora, a resposta é positiva: os evangélicos brancos estão engolindo o sapo e estão se alinhando com a candidatura deRomney.

Uma pesquisa de maio passado realizada pelo PRRI (Public Religion Research Institute) mostrou que, entre os evangélicos brancos, Romney obteria 68% dos votos (Obama, 19%). Em comparação, entre os brancos pertencentes às Igrejas protestantes “históricas” (aqueles que não se identificam como “evangélicos”, como os episcopais e os presbiterianos), Obama superava Romney com 50% contra 37%.

Obama superava Romney entre os católicos (46% contra 39%), mas entre os católicos brancos Romney levava a melhor com 48% contra 37%. De fato, são os católicos de origem latino-americana que apoiam Obama majoritariamente.

Ainda em maio, uma pesquisa da Brookings Institution, prestigioso think-tank de Washington, concluía que “os entrevistados em geral – e em particular os evangélicos brancos – são propensos a votar em Romney, independentemente do que sabem de sua religião”. Na verdade, aqueles que se identificam como eleitores de “ideias políticas conservadoras” são mais propensos a apoiar Romney depois de qualquer menção à sua fé, um resultado que provavelmente deriva da associação de Romney com o conservadorismo da Igreja mórmon.

Outro ponto de convergência entre Romney e os eleitores evangélicos é a visão sobre o excepcionalismo norte-americano. Em 1979, quando o Rev. Jerry Falwell formou a Maioria Moral para organizar os eleitores evangélicos e encorajá-los a entrar na política, ele disse que ser “pró-americano” era um elemento-chave da sua agenda.

A ideia de que os EUA têm uma missão especial e providencial no mundo tem raízes profundas na história protestante dos EUA, e Falwell atualizava essa história para favorecer um chauvinismo extraordinariamente disposto a pressionar pelo emprego da força militar dos EUA no mundo como instrumento de difusão da democracia e do cristianismo.

Para os mórmons, esse chauvinismo é, se possível, ainda mais extremo. Joseph Smith não só acreditava que o Jardim do Éden estava localizado nos EUA e que lá ocorreria também a segunda vinda de Cristo, mas também acreditava que a Constituição norte-americana foi inspirada por Deus. 

Ainda em 1969, o chefe da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (esse é o nome oficial dos mórmons) reafirmava desta forma essa convicção: “Nós acreditamos que a Constituição dos EUA foi inspirada divinamente, que foi redigida por ‘homens sábios’ que Deus fez nascer para esse ‘propósito específico’, que os princípios representados na Constituição são tão fundamentais e importantes que, se possível, deveriam ser estendidos para os direitos e a proteção de toda a humanidade”.

Mitt Romney, que foi missionário e depois também bispo mórmon, começou a adotar nos seus discursos os termos do excepcionalismo norte-americano, arrancando aplausos entusiasmados. Para um homem que mudou de opinião sobre uma série de questões, esse é um tema em que as suas convicções religiosas e políticas do seu partido coincidem perfeitamente, embora o excepcionalismo norte-americano tenha um história infeliz em terras estrangeiras.

O que quer que se possa esperar de uma presidência de Romney, certamente não faltará uma política externa mais enérgica e militarizada do que a buscada pelo presidente Obama

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* Vocações sacerdotais na Ásia e África estão crescendo “consideravelmente”!

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Vatican Insider

Alguns dados referentes as vocações sacerdotais foram oferecidos recentemente durante uma Conferência organizada pela Congregação para a Educação Católica e a Pontifícia obra para as vocações sacerdotais na sala de imprensa vaticana.

Na maioria dos continentes o número das vocações sacerdotais está crescendo. Na Ásia e na África elas aumentaram consideravelmente. Na América nota-se um certo equilíbrio, com alguns pontos altos, como é o caso da Diocese de Boston, cujo seminário está “completamente cheio”. Já na Europa, os dados são bons na Holanda e na Romênia.

O prefeito da Congregação, Cardeal Zenon Grocholewski, afirmou que no caso da Romênia, o seminário acolhe 140 seminaristas, isso em uma diocese na qual os católicos representam 7% da povoação. “Vocações muito saudáveis, fortes e conscientes, aos poucos crescem em ambientes de hostilidade”, declarou o purpurado.

A diminuição demográfica e a crise da família foram apontadas como algumas das causas da queda das vocações no Ocidente. Além delas também estão: a difusão da mentalidade secularizada; as difíceis condições de vida e do ministério do sacerdote. (EPC)

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* Cristãos diminuem a cada ano no norte da Cisjordânia.

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

Os cristãos palestinos são descendentes daqueles que estiveram com Jesus e formaram as primeiras comunidades de judeus e gentis, somando-se depois a elas os cananeus e os sírio-fenícios. Após o Concílio Ecumênico de Calcedônia (451) os cristãos palestinos foram conhecidos como melquitas, isto é, “imperiais”, por seguirem a fé do imperador de Bizâncio.

No início do século passado, cristãos de diferentes famílias confessionais  — antigas igrejas orientais, ortodoxas, católicas de rito oriental e ocidental, anglicanos e protestantes — representavam 20% da população na Palestina.

Embora os dados não tenham respaldo em censos recentes, hoje eles constituem apenas 4% da população palestina. Há provavelmente mais cristãos palestinos no Chile do que na Cisjordânia ocupada. Muitos chilenos de ascendência palestina remontam suas origens a quatro povos majoritariamente cristãos: BelémBeit JalaBeit Sahour Beit Safafa.

Quais foram as razões que forçaram tantos cristãos a abandonarem a Terra Santa?

Conquanto uma primeira onda de palestinos emigrou nas primeiras três décadas do século XX, a imensa maioria dos que hoje vive na diáspora foram expulsos durante a guerra de 1948, travada entre o nascente Estado de Israel com vários países árabes. O conflito provocou o que os palestinos chamam Nakba (“catástrofe”): cerca de 711 mil palestinos marcharam ao exílio para se estabelecerem em países vizinhos, a maioria no Líbano, na Jordânia e na Síria.

Por causa do conflito armado de 1967, a denominada Guerra dos Seis Dias, 250 mil palestinos fugiram de seus lares e terras em procura de refúgio. Outros eventos, como a expulsão da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) da Jordânia em 1970, a invasão israelense no Líbano em 1982 e a primeira guerra do Golfo em 1990-1991, provocaram novas ondas de refugiados palestinos em todo o mundo.

Estudo realizado em fevereiro de 2007 pela Universidade A-Najah, em Nablus, e uma enquete conduzida pelo centro de investigação Nabil Kukali, mostraram que 38% dos palestinos desejavam emigrar. Outro estudo da Universidade Bir Zeit, de setembro de 2006, apontou que 44% das pessoas na faixa etária dos 20 aos 30 anos, e 32% da população em geral queria emigrar.

O estrangulamento econômico dos territórios ocupados por parte de Israel favorece o aumento do desemprego (que cresceu de 14,3% em 2000 para 26% em 2008), de modo especial aos que têm um nível educacional mais elevado. O impasse nas negociações de paz, as humilhantes condições de vida sob a ocupação e as cada vez mais remotas possibilidades de estabelecer um Estado palestino independente e viável são outros fatores que motivam a emigração.

“Não posso ser cego, quando as ações de Israel parecem ir além do âmbito das preocupações legítimas de segurança e têm consequências negativas sobre as comunidades e as terras sob sua ocupação,” escreveu ao presidente George W. Bush em maio de 2006 o representante republicano Henry Hyde, presidente do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos. 

“A comunidade cristã está sendo triturada no moinho do amargo conflito palestino-israelense”, e o muro de segurança israelense e a ampliação dos assentamentos judeus na Cisjordânia “provocam danos irreversíveis na minguante comunidade cristã,” afirmou Hyde, tradicionalmente um fiel aliado do Estado de Israel.

O êxodo dos cristãos

Existem diferentes explicações para o fenômeno migratório, mas todas parecem relacionar-se com o prolongamento do conflito palestino-israelense e não com supostas hostilidades e agressões de parte de extremistas islâmicos, que são casos isolados, especialmente na Faixa de Gaza, onde vivem cerca de 3 mil cristãos e 1,7 milhão de muçulmanos.

As famílias cristãs de classe média são especialmente sensíveis às privações, discriminação, instabilidade e incerteza vinculadas com a prolongada ocupação militar de suas terras por Israel. Ademais, essas famílias têm contatos no exterior, um nível educacional mais elevado e recursos necessários para emigrar, ao contrário da maioria das famílias muçulmanas.

O desproporcional declive da população cristã teve um efeito particular naquelas populações e cidades onde ela já era uma pequena minoria, e está dissolvendo os ancestrais limites da endogamia religiosa e provocando conversões ao Islã.

Assim ocorre em certas áreas ao norte de Cisjordânia, onde um relatório recente mostra um decréscimo de 4,5% na população cristã nos últimos cinco anos.

Em Tulkarem, uma cidade palestina ao norte das montanhas da Samaria, com uma população próxima dos 60 mil habitantes, só ficaram duas famílias cristãs, os Khar’oob e os Ghattas, informa o padre Yousef J. Sa’adeh, um carismático sacerdote grego ortodoxo.

Quase todos os integrantes da família dos Ghattas converteram-se ao Islã, principalmente para que seus filhos varões pudessem encontrar esposas, explicou Yousef. Só dois membros da família, a mãe e uma de suas filhas, seguem sendo cristãs. Um dos filhos é líder religioso na mesquita local e está pressionando para que elas se convertam.

A família Khar’oob permanece fiel à fé cristã, mas a igreja local continua fechada e não aparece nenhum clérigo para assisti-la, só ocasionalmente recebem a visita de um sacerdote residente em Naplusa. Em conseqüência, seus filhos carecem de educação e conhecimento sobre o cristianismo, lamenta Sa’adeh.

Em Jalamah, um povo de 2,5 mil habitantes localizado a 5 Km ao norte da cidade de Jenin, o número de cristãos caiu de 50, em 2007,  para apenas 18 na atualidade. Em sua maioria são homens jovens que não encontram mulheres cristãs para se casarem, porque as famílias cristãs do centro e do sul da Cisjordânia são resistentes a que suas filhas se casem com jovens provenientes de comunidades tão isoladas geográfica e demograficamente, comentaSa’adeh.

Em Sebastia, um povoado de 4,5 mil habitantes situado 12 Km ao noroeste de Naplusa, ficaram somente cinco cristãos, entre eles um bebê de poucos meses. Em Nisf Jebel, uma aldeia de 400 habitantes que se encontra a 2 Km ao este de Sebastia, vivem três cristãs de idade avançada. E em Beit Imriin, um povoado agrícola de 3 mil habitantes que produz azeitonas, uvas e figos, residem dois cristãos, irmã e irmão, ambos atados a cadeiras de rodas e em condições de extrema pobreza.

Esses cristãos se sentem cada vez mais isolados e como estrangeiros em sua própria terra, afirma o padre ortodoxo, que tenta apoio local e internacional para os remanescentes do cristianismo original, as pedras vivas (1 de Pedro 2, 5) da Terra Santa.

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Comentários
  • •"A quem iremos recorrer?" !!!...
    em * Senador da República REAGE a
  • •Blasfemia, aborto. Ô serpente perseguidora,derrotada, desesperada. Somente Tu Senhor, tens palavra de vida eterna....
    em * Espanha: Socialistas usam imagem
  • •CARÍSSIMA MONALISA, As crianças dos abrigos seriam "penalizadas" pela segunda vez ao não terem direito a um pai e a uma mãe. Caso pudessem escolher, sem dúvida...
    em * Comunicado da “Federação
  • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
    em * Comunicado da “Federação
  • •Obrigada pela presteza,Carmadélio.Para quem entende de ciências é sempre bom analisar as pesquisas em si e o modo como os dados foram obtidos e estatisticamente tratados.Talvez...
    em * França e Nova Zelândia aprovam o
  • •Fui "little monster" por 4 anos, sempre amei ela, só que eu não posso ser morno, ela já fez a primeira comunhão, era católica, não sei o pq dela virar isto, como eu conheço...
    em * Você é cristão e curte Lady
  • •O que tem que ser feito é o seguinte: O casamento civil é um contrato que pode ser desfeito no outro dia enquanto o sacramento do matrimônio é eterno, pois o que Deus uniu o...
    em * Mais uma tentativa de impor o
  • •Neste artigo dá para entender bem a diferença: http://www.deuslovult.org/2013/05/02/pedofilos-nao-sao-excomungados-mas-eu-fui/...
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Qual é a diferença entre EXCOMUNHÃO, e expulsão do estado clerical???? Gostaria que alguem me explicasse isso....
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Como posso falar do meu direito enquanto mulher se não respeito o primeiro direito do outro que é o direito a vida, todos temos direito de nascer mesmo se não fomos concebido em...
    em * Espanha: Socialistas usam imagem
  • •Que essa "ministra" diga isso para a sua descendência porque o coração duro ainda continua nas pessoas, como disse na carta de divórcio admitida por Moisés.Que ela leia o...
    em * Ministra da igualdade da Espanha
  • •esse livro so fala de heresias, e quem e catolico de verdade nao leria este livro horrivel...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •eu ja tinha percebido que o livro nao prestava, pois antes de participar do shalom, eu participava de outra comunidade que apoiva totalmente o livro, mas depois do shalom mudei...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •Triste como essa 'ditadura do relativismo' tem acorrentado e cegado tantos. Se declarando livres e tolerantes não percebem que estão sendo enganados. Um dia, também já me achei...
    em * Por que o ateísmo é tão comum
  • •CARÍSSIMA ELOÁ http://www.washingtontimes.com/news/2012/jun/10/study-suggests-risks-from-same-sex-parenting/ Pesquisa revela os perigos de famílias com...
    em * França e Nova Zelândia aprovam o
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