Por Arquivo agosto 7th, 2012

* Palavras cruzadas para ensinar a fé católica aos pequenos…e grandes!

terça-feira, agosto 7th, 2012
Por Giuseppe Adernò

Um método original de ensino da religião católica nas escolas primárias: Giuseppe Adernò entrevista o profº Nunzio Rubino, que ensina religião na região de Catânia e testemunha a eficácia do método, apresentado em 2009 aos professores de religião da diocese italiana de Termoli-Larino. A abordagem lúdica é o modo preferido de aprendizado e descoberta do mundo na infância.

A Carta de Direitos da Criança (ONU, 1959) explica a possibilidade de ensinar brincando: “A criança deve ter todas as possibilidades de brincar e se divertir em atividades direcionadas ao propósito da educação”. No brincar, são delineadas as capacidades fundamentais da criança: as sensorias, as motoras, as sócio-afetivas, as construtivas, as expressivas e as intelectuais, uma vez que brincar envolve a participação vital de toda a personalidade. De acordo com as diretrizes italianas para as etapas escolares maternais, “os jogos individuais e de grupo devem ser desenvolvidos para estimular o aprendizado natural das estruturas fonológicas, lexicais e morfossintáticas”.

O brincar, fazendo parte da esfera cultural da infância e adolescência, é experimentado
espontânea e naturalmente como fato inevitável de comunicação e de motivação, estimulando a interação e a descoberta de novas qualidades.

As crianças envolvidas nessas atividades exercitam e adquirem a capacidade de se relacionar com os outros, de respeitar as regras, de desenvolver a concentração.

Através do projeto “Religiocando” [“Relijogando”, em tradução livre], o professor sugere um “jogo” de enigmas, propondo palavras cruzadas temáticas que despertam a curiosidade e tornam as crianças protagonistas da pesquisa, estimulando novos aprendizados e conhecimentos que seriam mais difíceis de conseguir através do método tradicional.

Profº Rubino, como surgiu a idéia de explicar a religião com palavras cruzadas?

Profº Rubino: Nós todos sabemos como é difícil, na era da globalização, falar de Jesus com os nossos filhos. Como conversar com eles sobre um personagem que viveu dois mil anos atrás, num contexto histórico e social tão diferente e distante do nosso tempo? É uma tarefa difícil, mas, ao mesmo tempo, fascinante e gratificante para o professor, que tem que renunciar ao tradicional do ensino e vestir as roupas da inovação, da pesquisa, da exploração, tornando-se protagonista do processo educativo. Precisamos de um professor que não se rende, que não renuncia diante dos muitos obstáculos, de um professor que tenta estratégias de ensino, que é capaz também de relaxar e não se estressar. Assim, ele consegue captar as necessidades ocultas das crianças.

Há quanto tempo foi adotado este método? E quais têm sido os resultados na aprendizagem?

Profº Rubino: O “Religiocando” nasceu em 2004 como uma resposta para esta necessidade das crianças: falar de Jesus de uma forma divertida, mas não menos incisiva do que os métodos tradicionais. Aliás, a experiência me permite dizer que os resultados alcançados em termos de habilidades são tudo menos insignificantes. Um professor que “cria”, que “prepara” os jogos para os seus alunos se insere no mesmo patamar de um pai que ensina “brincando” com os filhos, no mesmo contexto da mãe que prepara a comida para os filhos. A mãe compra, escolhe os produtos, cozinha e escolhe o prato. Às vezes, basta mudar a apresentação do prato, e não a comida, para torná-lo mais “atraente” para os filhos.

Como é a explicação dos conceitos da religião através das palavras cruzadas?

Profº Rubino: O sucesso vem de algumas premissas:

1 – a centralidade do aluno;
2 – a escolha fiel e prudente do conteúdo a ser transmitido;
3 – a escolha da “forma” e do “jeito” de transmitir um conteúdo;
4 – a variedade dos jogos propostos;
5 – a criatividade do professor-ator, que permite que o aluno não só entre na cena, mas a viva;
6 – a avaliação contínua dos resultados alcançados.

A organização e realização dos jogos e brincadeiras intelectivas, como quebra-cabeças, palavras cruzadas, enigmas, abre espaço para a criatividade e para a atividade intelectual das crianças, e as ajuda a atingir plenamente os objetivos. O aluno não só não se aborrece, mas aprende brincando, faz a atividade que, como a ciência pedagógica nos garante, estimula o interesse por novos conhecimentos e a compreensão, a transmissão e o armazenamento de conteúdo.

Que habilidades são promovidas com esta técnica? Ela pode ser usada também para outros contextos?

Profº Rubino: A maioria das fichas promove a referência bíblica. Essa escolha permite que você promova a familiaridade com o texto sagrado, tendo que lidar com ele para encontrar a resposta correta. Isso desenvolve uma “manualidade” que serve para aprender a sucessão dos vários livros da bíblia e a sua localização. Esta abordagem foi preferida para facilitar a aprendizagem e estimular a participação.

A sua abordagem é extensível a outros professores de religião?

Profº Rubino: Claro! Depois que nós criamos os sites religiocando.it , que é o maior site religioso-educacional da Itália, e biblekids.eu, nos EUA, eu lancei na web o scuolagiocando.it. O método foi adotado para o ensino de algumas disciplinas do ensino fundamental, como história, geografia, ciências… Também temos 6 textos publicados e um ebook.

O site promove uma troca de experiências de ensino. Gostaria de mencionar alguma?

Profº Rubino: Os professores que visitam o site se limitam, infelizmente, a baixar os subsídios. Espero que eles estejam usando o material em sala de aula. Ainda não tenho dados confiáveis ​​sobre a divulgação.

Trad.ZENIT

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* Perseguição religiosa: bairro cristão é incendiado no Egito.

terça-feira, agosto 7th, 2012

Extremistas muçulmanos incendiaram uma igreja e vários edifícios do povoado de Dashur, situado ao sul do Cairo (Egito), provocando a fuga de mais de 100 famílias cristãs, temerosas por novos ataques.

O pároco do local afirmou que a polícia só decidiu intervir quando os cristãos abandonaram suas casas e os edifícios já estavam em chamas.

Houve um confronto que resultou em 16 pessoas feridas, dentre elas 10 policiais.

Este é o primeiro caso grave de violência entre cristãos e muçulmanos no Egito, após a eleição do presidente Mohamed Morsi.

Atualmente os cristãos encontram muitas dificuldades para viver livremente a sua fé. (EPC)

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* A qualidade da música que nossos ouvidos ouvem…

terça-feira, agosto 7th, 2012


Leo Daniele

São tantas as más notícias do mundo contemporâneo, que ‒ dirá alguém ‒ a solução é recorrer à música.

Sim, sem dúvida! desde que não se caia na música atual, caso contrário a situação pode piorar. As composições de hoje têm, salvo exceções, os defeitos de nossa época.

E isto vale também para as músicas modernas de quarenta anos atrás, com o mesmo espírito das atuais. Vejamos as conclusões de um grupo de psiquiatras alemães:

“Observando o comportamento de músicos, concluíram: 1- Os músicos dedicados à música clássica ou romântica, têm uma grande estabilidade; 2 – O que se dedicam à música moderna sofrem de dor de cabeça, insônia, nervosismo, irritabilidade”.[1]

Perdoe o leitor ouvirmos de início cientistas em matéria musical. Não é o campo específico deles, mas é uma contribuição válida, porque exprime os efeitos da música em nosso corpo, os quais são mais mensuráveis. Dizem cientistas espanhóis, bem recentemente:

“Um estudo publicado pela revista científica Nature concluiu que, durante os últimos 50 anos, a música ocidental subiu de volume e mudou somente no sentido de tornar-se mais homogênea”.[2]

Que significará nesta frase a ambígua palavra “homogênea”? Que vem a ser uma música “homogênea”? Com mais unidade? ou mais monótona, sem originalidade, sem graça? Ao leitor, a resposta.

Eles prosseguem:

“Por causa da manipulação tecnológica, o piano, por exemplo, teria perdido um pouco de sua “pianidade“, a sonoridade específica que o torna mais reconhecível dentro da música”.

Uma expressão exata: o piano perde um pouco de sua “pianidade”! Em termos de orquestra, no violino desaparece algo de sua “violinidade”, no trombone algo de sua “trombonidade”, na flauta algo de sua “flautice”, etc. Em resumo, a orquestra inteira perde algo de sua “orquestralidade”. Ou seja, cada instrumento e o conjunto ficam diminuídos em sua personalidade, naquilo que lhes é próprio.

Ora, uma das características do igualitarismo é, precisamente, abafar as personalidades, para que se fique mais perto do igualitarismo. Vai tudo tendendo para uma espécie de matéria plástica musical.

A propósito, diz Dr. Plinio: “O característico é um sinal distintivo da variedade autêntica; é nele que a verdadeira variedade se realiza. [...] A civilização moderna, pelo contrário, odeia a variedade e idolatra uma pseudounidade. Ela detesta tudo o que é típico e, em geral, ama o que é promíscuo e confuso. Abolindo a variedade e colocando em seu lugar uma uniformidade sem o menor sentido, a Revolução destrói a semelhança da criatura com o seu Criador”.[3]

Voltemos ao anterior: “O Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha examinou 464.411 músicas armazenadas na Universidade de Columbia (USA), que foram gravadas entre 1955 e 2010. E os resultados não foram muito lisonjeiros para os músicos modernos”.

“Em média, uma canção atual utiliza as mesmas notas e acordes que uma dos anos 60, apesar de as transições entre acordes serem um pouco mais simples“, explicou à BBC o professor Álvaro del Corral, um dos autores do estudo.

Segundo Del Corral, “os timbres atuais são mais reduzidos, ainda que diferentes”, o que quer dizer que o leque de instrumentos utilizados é muito menor que no passado. Além disso, “o estudo diz que as melodias das diferentes músicas que tocam hoje na rádio também se parecem mais entre si do que no passado”.

Outra nova característica: o alto volume. Ou seja, V. não conseguirá escapar facilmente destas músicas, por causa do volume alto…

Para Álvaro del Corral, a explicação para as diferenças é o fato de que “a música popular é mais uma indústria ou um negócio do que uma arte”.[4]

Termino com Victor Hugo. O famoso literato dizia que a música é um ruído que pensa.[5] Se conhecesse a música moderna, talvez ele dissesse: essa música é um ruído que não pensa! em nada absolutamente!

Ou se pensa, no que será?

[1] Noticia da Radio Holandesa, 11-10-73.
[2] “Cientistas espanhóis comprovam que música atual é mais ‘chata’‒ Estudo diz que canções modernas são versões ’simplificadas’ e mais altas de canções do passado”. O Estado de São Paulo, 3-8-2012.

[3] 1º-2-65.

[4] BBC Brasil in OESP, 3-8-12.

[5] Fragments.

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Comentários
  • •Digno de aplausos....
    em * Polêmico “Kit Gay”
  • •MEU DEUS QUE TANTA MALDADE QUE OCORRE NA CONSCIÊNCIA QUE FAZEM TIPO DE ATO, NÃO DEUS NO CORAÇÃO POR FATO DE NÃO ACREDITAR E AINDA O PIOR SER CONDUZIDO POR ESSAS ONDAS DA...
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  • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
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  • •esse livro so fala de heresias, e quem e catolico de verdade nao leria este livro horrivel...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
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