Por Arquivo agosto 8th, 2012

* Achado arqueológico confirma existência histórica de Sansão.

quarta-feira, agosto 8th, 2012

Uma monumental sinagoga do período romano tardio (séculos IV e V d.C.) foi descoberta em escavações arqueológicas em Huqoq na Galileia, Israel, neste mês de julho. O anúncio foi feito pela Israel Antiquities Authority, a maior autoridade em Israel sobre a matéria.

As escavações estão sendo conduzidas por Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill – UNC (EUA), e David Amit e Suá Kisilevitz, da Autoridade de Antiguidades de Israel, sob o patrocínio da UNC, da Universidade de Brigham Young de Utah; da Trinity University de Texas; da Universidade de Oklahoma – todas elas dos EUA –, e da Universidade de Toronto, Canadá.

Estudantes e funcionários da UNC e das entidades consorciadas participam dos trabalhos.

Huqoq é uma antiga aldeia judaica localizada a aproximadamente 2-3 km a oeste de Cafarnaum e Migdal (Magdala).

O mais impressionante é que as escavações revelaram partes de um piso de mosaico que fazia parte da decoração do edifício da sinagoga.

Jodi Magness, que é professora de judaísmo na Universidade da Carolina do Norte, destacou a “alta qualidade do trabalho artístico” no mosaico, noticiou a CNN.

Poucas sinagogas do período romano tardio ostentam mosaicos com cenas bíblicas, disse Magness.

De fato, no Antigo Testamento, Deus proibiu aos judeus representarem figuras antropomórficas ou de animais, devido à tendência que eles tinham à idolatria por imitação dos povos pagãos vizinhos. O episódio do bezerro de ouro narrado no Gênesis foi característico.

A introdução dessas figuras em sinagogas aconteceu por influência da cultura do Império Romano de Oriente.

Segundo Magness, só em mais duas sinagogas há imagens de Sansão. Uma fica num lugar próximo da Galileia, conhecido como Wadi Hamam, onde Sansão é representado dizimando os filisteus tendo uma queixada de burro como única arma. A outra fica no que é hoje a Turquia e retrata cenas da vida de Sansão.

O mosaico agora descoberto inclui dois rostos aparentemente do sexo feminino que flanqueiam um medalhão circular, no qual há uma inscrição hebraica que fala das recompensas pelas boas ações.

Sansão, obviamente, é muito representado na arte cristã primitiva, disse ela.

Sansão foi o penúltimo dos Juízes de Israel.

Os Juízes foram suscitados por Deus para liberar o povo eleito da opressão de seus inimigos, devolver-lhe a paz e a posse de suas terras. Estes líderes agiam em nome Justiça divina e, movidos por profundo senso de fidelidade a Deus, conduziam o povo.

Eles tinham poder de reis, mas eram escolhidos por Deus. Também tinham dons de profeta, dirigindo o povo segundo a vontade do Altíssimo.

Porém, os judeus se cansaram deles e pediram a Samuel, último Juiz, que lhes desse reis como os tinham os países vizinhos. O pedido desagradou enormemente a Samuel, que havia dado mostras incontrovertíveis de ser enviado de Deus.

Mas Deus, vendo a dureza de coração dos judeus, concedeu-lhes o solicitado, fazendo-lhes contudo saber, pela boca de Samuel, tudo o que haveriam de sofrer por causa desse pedido.

E nesse mosaico, feito de pequenos cubos de pedra colorida de alta qualidade, pode-se ver uma cena bíblica inusual. Trata-se do episodio em que Sansão, Juiz de Israel, amarrou tochas nas caudas de 300 raposas que ele prendeu duas a duas (como relatado no livro de Juízes 15), soltando-as em seguida sobre os campos e plantações dos filisteus, povo inimigo de morte dos judeus, fazendo grande estrago.

Os filisteus, indignados, avançaram em grandíssimo número contra Israel. Os judeus ficaram amedrontados, amarraram o chefe instituído por Deus e o entregaram aos inimigos.amuel ungiu Saul primeiro rei dos judeus.

Por sua parte, Sansão foi Juiz durante vinte anos e um herói que intervinha para garantir as promessas de Deus.

Ficou famoso pela sua força, que estava acima de toda capacidade humana e que só era compreensível por um auxílio patente do Espírito Santo. Também pela sua invencibilidade na guerra contra os filisteus, inimigos dos israelitas, cujos ataques militares e ciladas desfez espantosamente.

Mas Sansão pecou. Casou com Dalila, uma mulher filisteia à qual contou o segredo de sua força, e Deus se afastou dele. Dalila, então, o entregou aos inimigos, que lhe arrancaram os olhos e o fizeram escravo.

Sansão, porém arrependeu-se de seu pecado e fez penitência. Como fora cegado para sempre, pediu que o levassem ao templo onde os filisteus praticavam seus mais infames cultos.

E reconciliado com Deus, tomado da força que o Altíssimo lhe dava outrora, derrubou as colunas sobre a qual se apoiava o enorme edifício. O prédio desabou sobre os falsos sacerdotes e inúmeros idólatras, matando-os em grande número.

Sansão morreu realizando essa proeza e repousou em paz com Deus, cumprindo até o último suspiro sua missão de chefe e protetor de Israel.

Uma propaganda anti-religiosa quis espalhar que Sansão não existiu. Sua história, narrada pela Bíblia, não seria outra coisa senão uma adaptação feita pelos judeus do mito de Hércules, fruto da fantasia dos gregos.

As recentes descobertas em Huqoq falam no sentido de ratificar a veracidade histórica de sua existência e de suas façanhas pela causa do Rei e Juiz supremo do Universo.

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* Como perceber a beleza da vida se nos falta a fé em Deus?

quarta-feira, agosto 8th, 2012
Recém-falecido autor das Crônicas Marcianas, Ray Bradbury convida a redescobrir a fé

Por Andrea Bartelloni

“Em 1859, Darwin abriu as portas para um novo tipo de organização ideológica do pensamento e da fé: uma organização baseada na evolução (…) No pensamento evolucionista, não há necessidade nem espaço para o sobrenatural. A terra não foi criada, evoluiu. Assim também os animais, as plantas e mesmo nós, os homens, mente e alma, cérebro e corpo. E assim, a religião”. Com estas palavras, Julian Huxley descreveu com grande honestidade intelectual o trabalho do célebre cientista britânico.

Esta citação vem à mente quando se leem as histórias de Ray Bradbury em Crônicas Marcianas. O autor norte-americano, recentemente falecido, coloca na boca de um dos vários protagonistas uma frase que diz muito sobre o seu passado cultural. É uma reflexão sobre a causa do declínio da raça humana: a perda da fé.

Perda de fé ligada ao aparecimento de Darwin e das suas teorias, juntamente com Huxley e Sigmund Freud, o pai da psicanálise (nos anos em que Bradbury escreve, a psicanálise freudiana causava furor nos EUA).

São teorias abraçadas com alegria, mas que percebemos que elas entravam em confronto com a religião. “Não querendo removê-las, removemos as religiões”, conclui o protagonista da história.

A interessante reflexão de Bradbury, feita nos final dos anos 40 do século passado, continua: “E fizemos um grande negócio: perdemos a fé e ficamos dando voltas, nos perguntando qual é a finalidade, qual é o sentido da vida. Se a arte não era nada além de um tremor de desejo frustrado, se a religião não era mais do que uma auto-ilusão, o que é que havia de belo na vida? A fé nos tinha sempre dado as respostas, mas, com Freud e com Darwin, tudo foi parar no lixo. Fomos e somos uma raça perdida”, dizem as Crônicas Marcianas.

E a causa reside na perda das relações entre a ciência e a religião, que, em vez de enriquecerem uma a outra, entraram em conflito.

O cardeal Ratzinger, em seu famoso discurso na Sorbonne, em Paris, no dia 27 de novembro de 1999, enfatizou que “a teoria da evolução veio se delineando cada vez mais como o caminho para fazer sumir a metafísica e para fazer parecer supérflua a ‘hipótese de Deus’ (Laplace), além de formular uma explicação estritamente ‘científica’ do mundo”.

É este, justamente, o problema: ciência e fé, ciência e religião, parecem ser alternativas. O que está em jogo é muito, e Bradbury percebeu os riscos, assim como os pontificados recentes. Foi esquecido o que dizia Leo Moulin, em Tecnologia e Cristianismo: “O cristianismo, ao apresentar ao homem uma imagem do mundo que não se identifica com Deus, cujo mistério é a ele acessível, e ao dar ao homem, feito à imagem e semelhança de Deus, o dever de dominar a terra (…), abriu as estradas para o conhecimento científico do mundo e para as aplicações da técnica”.

Não há contraposição. Na verdade, foi o cristianismo que permitiu o nascimento e o desenvolvimento da ciência como a conhecemos hoje.

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* A Vasectomia pode “invalidar” o matrimônio?

quarta-feira, agosto 8th, 2012

A vasectomia é uma intervenção cirúrgica que visa a esterilização do homem.

A Igreja Católica aprova essa intervenção ou qualquer outra que provoque a esterilização?

O Catecismo da Igreja Católica, em seu nº 2399, afirma que:

“A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção.”

Desta forma, a vasectomia, enquanto esterilização direta, é reprovada pela Igreja. Mas, sabe-se que existem situações que indiretamente contribuem para a esterilização, como, por exemplo, a extração de um tumor nos testículos. Nesse caso, não há problema.

A fim de aprofundar o tema, reportamo-nos a uma resposta da Congregação pda Doutrina da Fé a Conferência Episcopal norte-americana “Haec Sacra Congregatio”, de 13 de março de 1975, cujo teor transcrevemos:

Qualquer esterilização que, por si mesma ou por sua natureza e condição própria, tem por único efeito tornar incapaz a potência procriadora deve ser considerada esterilização direta., assim como é entendida pela pelas declarações do Magistério pontifício, especialmente de Pio XII.

Por isso, ela permanece absolutamente proibida segundo a doutrina da Igreja, não obstante toda reta inteção subjetiva dos que a praticam no intuito de curar ou de prevenir um mal físico ou psíquico que se pode prever ou recear como consequência de uma gravidez. E a esterilização da faculdade procriadora mesma é proibida mais estritamente ainda que a esterilização de atos determinados, porque acarreta para a pessoa quase sempre um estado de esterilidade irreversível.

E não vale invocar mandato da autoridade pública que, pretextando a necessidade do bem comum, queira impor uma esterilização direta, pois isso lesaria a dignidade e inviolabidade da pessoa humana.

Também não se pode invocar aqui o princípio de totalidade pelo qual as intervenções nos órgaos são justificados pelo bem superior da pessoa; uma esterilidade procurada em si não visa o bem integral da pessoa humana desejado do modo justo, “guardada a ordem das coisas e dos bens”, pois ela causa dano a seu bem ético, que é o mais elevado, já que deliberadamente, priva de seu elemento essencial a atividade sexual prevista e livremente escolhida. Por essa razão, o art. 20 do Código de ética médica, promulgado pela Conferência em 1971, traduz fielmente a doutrina a ser guardada e cuja observação deve ser urgida.

Confirmando esta doutrina tradicional da Igreja, a Congregação não ignora o fato de existir a respeito dela dissensão da parte de diversos teólolgos. Nega, porém, que a este fato se possa dar um significado teológico, como se constituísse um ‘lugar teológico’ que os fiéis poderiam invocar para, preterindo o magistério autêntico, aderir às posições dos teólogos que dele se afastam.”

No caso de a intervenção direta ser irreversível, uma sugestão é que a pessoa faça penitência, pois, a ideia de que o sexo não terá como consequência uma nova vida, pode induzi-la a aventurar-se em terrenos pecaminosos, com fins egoístas. Trata-se de um conselho espiritual, pois a Igreja entende que há algo de ruim na esterilização direta, seja pela vasectomia ou pela laqueadura.

Em 11 de agosto de 1936, o Santo Ofício emitiu uma resposta, cujo teor pode ser aqui utilizado:

“Uma esterilização feita com esta finalidade, a saber, de impedir uma descendência, é uma ação intrinsecamente má, por ausência do direito no agente; e por isso ela é proibida pela própria lei natural, seja ela efetuada por força de uma autoridade privada ou de uma autoridade pública.”

Um outro ponto importante é o de que a vasectomia não invalida o sacramento do matrimônio. A Congregação para a Doutrina da Fé emitiu no dia 13 de maio de 1977, um documento sobre o assunto. Nele, explica que o que pode invalidar um matrimônio é a impotência, portanto, não é o caso da vasectomia.

O documento mencionado sanou às seguintes dúvidas: “se a impotência, que faz nulo o matrimônio, consiste na incapacidade, antecedente e perpétua, seja absoluta, seja relativa de consumar a cópula conjugal.

Em caso de que se responda afirmativamente, se para a cópula conjugal se requer de maneira necessária a ejaculação do sêmem formado nos testículos. A primeira foi respondida: “sim”; a segunda: “não”.

Esta informação não invalida o fato de que a vasectomia é considerada imoral pela doutrina da Igreja, trata-se apenas de informar que alguém que tenha sido submetido a tal intervenção cirúrgica é passível de contrair um matrimônio válido.

Que todos possam ter sempre em mente que “a fecundidade é um bem, um dom, um fim do casamento. Dando a vida, os esposos participam da paternidade de Deus” (CIC 2399).

Fonte: Padre Paulo Ricardo

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* Reforma do Código Penal: A lei deve partir da VERDADE e não apenas da AUTORIDADE.

quarta-feira, agosto 8th, 2012
*Pe. Rafael Fornasier

“Auctoritas, non veritas facit legem”. (A autoridade, e não a verdade, faz a lei). A afirmação de Thomas Hobbes, na sua célebre obra “O Leviatã”, manifesta o difícil compito da reflexão em busca do equilíbrio entre o exercício da autoridade e do poder, legitimamente constituídos, e a adequação, segundo a reta razão, entre ética e lei.

O fantasma do despotismo, que faz pouco caso da reflexão ética sobre o agir humano e a própria pessoa, ronda a apreciação jurídica do que seria admissível ou não no âmbito social e privado. A verdade já não teria sido evacuada num sistema onde o que mais conta são a força e as estratégias de articulação política, influenciadas por interesses escusos?…

Na proposta de reforma do Código Penal, debatida atualmente no Senado brasileiro, alguns grupos de pressão, que no início tinham pegado carona com a necessária iniciativa, parecem ter assumido a direção. Com efeito, a corrupção no plano político-financeiro se revela como a ponta do iceberg de uma corrupção de valores éticos, que se torna cada vez mais apanágio de disputas ideológicas pelo poder.

Por conseguinte, alguns artigos do anteprojeto de reforma apresentam sérias dificuldades éticas e contrárias a valores da população brasileira. O texto do anteprojeto, que se encontra no site do Senado (clique aqui para baixar o texto na íntegra), já foi entregue ao Sen. José Sarney, que o encaminhou, sem mais delongas, para a Comissão de Constituição e Justiça. Nesta Comissão, foram nomeados os 11 senadores (clique aqui para ver a lista completa) que compõem a Comissão Especial Interna do Senado, aguardando agora sua instalação. Segundo regimento interno do Senado – salvo excessões – após instalação da Comissão, há somente 20 dias para apresentação de emendas,  que podem ser feitas por qualquer senador.

Cabe aqui acenar en passant para alguns pontos que deveriam suscitar maior reação do povo brasileiro, através de atitude consequente e oportuna por parte de todos junto aos senadores.

1)      O Art. 122, no § 1º trata da exceção ao crime de eutanásia. O § 2º avança no sentido da exclusão de ilicitude em caso de não uso de meios “artificiais”. Cf. p. 57 do texto do anteprojeto. Dever-se-ia aqui falar de “meios desproporcionais”, pois, por meios “artificiais”, até mesmo o mínimo de cuidado paliativo, que deve ser garantido ao paciente, poderá ficar à mercê de interpretações abusivas.

2)      Arts. 126 e 128 apresentam os polêmicos casos de abortos legalizados. Cf. p. 58. As propostas aparecem como uma artimanha para, de fato, liberar o aborto no Brasil.

3)      Art. 186 afirma que só é punível a relação sexual com menores de 12 anos, diminuindo assim a idade no caso de estupro de vulnerável, que é atualmente de 14. Cf. p. 85. A proposta não estaria beirando uma legitimação da pedofilia?…

4)      Art. 212 § 2º exclui de ilicitude quem faz uso pessoal de drogas (maconha) ou as cultiva para uso próprio. Cf. p. 99.

5)      Os Arts. 227, 229 e 230 do atual CP foram excluídos da proposta, liberando assim o funcionamento de prostíbulos e a prática da prostituição. Cf. p. 321-323.

Assim como se espera que a autoridade faça prevalecer a verdade diante da corrupção político-financeira na administração pública, assim, mutatis muntandis, deveria ela fazer valer pela lei uma ética desinteressada no que concerne a defesa da vida e da dignidade humana.

*Pe. Rafael Cerqueira Fornasier é sacerdote da Arquidiocese de Niterói, membro da Comunidade Emanuel, mestre em Antropologia Teológica e assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB

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* China: Mãe coragem espanta, encanta e constrange abortistas do mundo inteiro.

quarta-feira, agosto 8th, 2012

Para milhões de chineses, que só nos últimos dias conheceram sua história, já é uma “santa moderna”. É Lou Xiaoyng, 88 anos, que está vivendo seus últimos dias por causa de uma grave insuficiência renal. Mas toda sua vida foi um grande hino à vida: desde 1972 até poucos anos atrás, de fato, salvou mais de 30 crianças abandonadas nas ruas ou no lixo na cidade de Jinhua, província oriental de Zhejiang.

Abandonos por causa da miséria e, sobretudo, da política do filho único imposta pelo comunista governo chinês em 1978. Uma política – os números foram divulgados pelo próprio governo – que só em 2010 impediu o nascimento de 400 milhões de crianças.

Apesar da condenação da comunidade internacional, uma pesquisa independente, feita em 2008, mostrou que 76% da população estava de acordo com este tipo de planejamento. Lou, como informa o Daily Mail, fez uma escolha diferente.

Seu trabalho foi o de catar lixo reciclável. E aí, entre o lixo, estavam também eles: recém-nascidos que choravam de fome e frio, abandonados pelas famílias pobres ou vítimas da doutrinação do regime. “Estas crianças, tão desprotegidas, necessitavam de amor, de cuidado, afirmou ao Daily Mail. Não entendo realmente como seus pais tivessem tido a coragem de deixá-los no lixo. Cada uma das vidas é preciosa”.

Quatro destas crianças fizeram parte de sua família: ela os adotou e educou junto com seu esposo Li Zin, falecido 17 anos atrás. Lou tem também uma filha biológica, Zhang Caiying, hoje com 49 anos. Todos os outros recém-nascidos, no entanto, conseguiu que fossem adotados por amigos e outras famílias. “Lou é una santa – declararam muitas pessoas que a conhecem. O nosso governo deveria se envergonhar: ela não tinha nem poder, nem dinheiro, vivia numa casa modesta e, no entanto, conseguiu realizar milagres…”.

“A primeira recém-nascida – contou Lou – a encontrei em 1972: se não a tivéssemos tirado do lixo teria morrido. Vocês não sabem quanta alegria e quanta esperança nos deram em ver crescer estas crianças. Sempre pensei: se tenho a força de reciclar o lixo como posso não deixar de ‘reciclar’ algo muito mais importante como é vida humana?”.

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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