* Cuba, amada e modelo dos progressistas e socialistas, e seu “imenso amor” pela liberdade!
sábado, agosto 11th, 2012
Folha de São Paulo
O governo do ditador cubano, Raúl Castro, decidiu silenciosamente levantar o veto a que rádios da ilha executem músicas de artistas exilados e contrários ao regime.
Nunca publicada oficialmente, a “lista negra”, de cerca de 50 nomes, incluía artistas como a “rainha da salsa”, Celia Cruz (1925-2003), a cantora pop Gloria Estefan e o saxofonista de jazz Paquito D’Rivera –todos deixaram o país e se tornaram críticos veementes da ditadura cubana.
Alguns fora desse grupo, como o cantor romântico espanhol Julio Iglesias, também integraram a lista por sua posição contrária ao regime.
A revogação do veto, também não anunciada de modo oficial –o que equivaleria a reconhecê-lo–, foi confirmada ao site da rede britânica BBC por funcionários das principais rádios de Cuba, segundo os quais a lista dos “50 vetados” valia até dias atrás.
Agora, dizem os funcionários, os diretores das estações podem fazer a programação incluindo os artistas banidos –em reuniões, eles foram informados de que a lista já “cumprira seu propósito” e sua extinção fazia parte da abertura de Cuba ao mundo.
Para o jornalista cubano Reny Martínez, a medida sinaliza uma “nova flexibilidade em relação à cultura” por parte do Partido Comunista cubano, que governa a ilha desde 1959. “Algo mudou no partido”, disse ele à BBC.
Analistas veem a ação como ligada às reformas de sentido liberalizante que Raúl Castro vem adotando desde 2008, com estímulos à atividade econômica privada.
Segundo a blogueira oposicionista Yoani Sánchez, a revogação do veto segue o mesmo padrão de outras “reformas de Raúl” –não proibir o que o governo cubano não consegue mais conter.
“As músicas desses artistas já eram vendidas no mercado informal há tempos. E as tecnologias, como CDs, DVDs e pen drives, permitem aos cubanos acesso a essas vozes proibidas”, escreveu.

















