* Ceará: Pesquisa revela que Cearenses são contra o aborto, maconha e “casamento” gay.

agosto 30th, 2010

Jornal “  O Povo”

No que depender da maioria dos cearenses, algumas das ideias mais polêmicas que tramitam pelo Congresso Nacional não devem sair do papel. Prova disso é que nada menos que 70% dos cearenses ouvidos pela pesquisa O POVO/Datafolha querem que a lei sobre aborto permaneça como está, mandando para a gaveta propostas de descriminalizar a prática, como já chegou a apregoar até o ministro da Saúde, José Temporão.

Já sobre a legalização da maconha, 83% dos entrevistados afirmaram ser contra, enquanto 57% se disseram contrários ao casamento entre pessoas de mesmo sexo.

Além de saber o que pensa a população, O POVO também foi saber qual a opinião sobre esses temas daqueles que querem representar os cearenses no Senado, onde tramitam projetos sobre os assuntos em questão. Alguns responderam de forma enfática, mesmo correndo o risco de desagradar ao eleitorado, enquanto outros preferiram a zona de conforto da abstenção.

Geralmente ligado a temas religiosos e, por isso mesmo, causador de divergências, o aborto atualmente é permitido apenas em casos de estupro e risco de vida para a mãe. Mas projetos em andamento preveem ampliar a permissão. No Ceará, apenas 12% dos entrevistados acham que a prática deve deixar de ser crime em qualquer caso, enquanto 11% querem atenuar a lei.

Quanto ao uso de maconha deixar de ser crime, só 14% dos cearenses entrevistados concordam com essa tese. Outros 2% são indiferentes ao assunto, que já foi estudado pelo Governo Federal na revisão da chamada lei antidrogas – 11.343/06 e vem recebendo apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Já previsto em outros países, o casamento entre pessoas de mesmo sexo foi visto com simpatia por apenas 26% dos cearenses ouvidos pelo Datafolha. Houve ainda 15% dos entrevistados se mostraram indiferente ao assunto.

A proposta – de autoria da então deputada federal Marta Suplicy (PT-SP) – está na Câmara dos Deputados há cerca de 15 anos.

A pesquisa ouviu 937 cearenses, com 16 anos ou mais, nos dias 24 e 25 de agosto últimos, em 41 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Reflexo

Demonstrando sintonia com o que pensa a maioria da população, os candidatos cearenses também responderam na mesma linha. Dos 10 candidatos a senador procurados pelo O POVO, apenas dois se disseram a favor da legalização do aborto. Dois preferiram não marcar a resposta objetiva. Quatro se mostraram contra e outros dois não responderam às questões encaminhadas.

Já com relação à possibilidade de descriminalização do uso da maconha, o placar foi menos apertado. Cinco candidatos se posicionaram contra, enquanto um se absteve. Apenas os candidatos Raquel Dias e Reginaldo Araújo – ambos do PSTU – afirmaram ser favoráveis a que o uso de maconha deixe de ser crime.

Já com relação à regulamentação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, nenhum dos candidatos se posicionou contra. Mas três se abstiveram de marcar resposta objetiva.

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* Kadhafi, líder Líbio, defende em Roma que Islão se torne “a religião de toda a Europa”.

agosto 30th, 2010

O líder líbio, Muammar Kadhafi, defendeu que o Islão se torne “a religião de toda a Europa” perante uma plateia de 500 jovens mulheres em Roma, onde realiza uma visita oficial, noticiaram hoje os ‘media’ italianos.

Após a conferência do líder líbio, pela qual as participantes “ganharam” cerca de 80 euros, as jovens receberam um exemplar do Corão.

Kadhafi afirmou que “o Islão deve tornar-se na religião de toda a Europa” e que “Maomé foi o último profeta”, segundo relatou ao jornal La Stampa uma das participantes.

“Para nós foi muito aborrecido. Kadhafi não sabia que nós fomos pagas, senão não teria aceitado encontrar-se connosco”, disse uma participante de 25 anos ao jornal La Repubblica, pedindo anonimato.

A agência que recrutou as jovens pediu-lhes que se vestissem de maneira sóbria e advertiu-as de que se falassem à imprensa não seriam pagas.

Muammar Kadhafi chegou no domingo a Roma para uma visita destinada a assinalar o 2.º aniversário da assinatura do tratado de amizade ítalo-líbio, a 30 de agosto de 2008, em Benghazi (Líbia), acordo que pôs fim ao contencioso sobre a era colonial e permitiu nomeadamente a devolução à Líbia dos candidatos à imigração na Europa.

A visita a Roma, para a qual o líder líbio enviou 30 cavalos puro-sangue para uma parada a que deverá assistir hoje à tarde ao lado do primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, suscitou polémica em Itália, incluindo entre elementos da maioria no Governo.

O eurodeputado Mário Borghezio, da Liga do Norte (aliada do partido de Berlusconi), manifestou a sua preocupação com “as declarações de Kadhafi que evidenciam um perigoso projeto de islamização da Europa”.

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* Playstation, videogames e a educação dos filhos.

agosto 30th, 2010

Benefícios e limites são discutidos no Fiuggi Family Festival

No debate sobre os possíveis benefícios e eventuais danos que tais tecnologias podem provocar, vai-se de um extremo a outro.

As novas gerações fazem amplo uso de tecnologias como o computador, celulares e os consoles de videogame, mas as implicações destas tecnologias no que se refere ao processo educativo e ainda poço compreendido tantos pelos pais como pelos professores.Desde a primeira edição do Fiuggi Family Festival – evento anual direcionado à família, realizado no parque das Termas de Bonifácio VIII, em Fiuggi, na Itália – têm sido organizados encontros e discussões sobre o tema, e foi proposto até mesmo um concurso e uma lista de jogos recomendados.

Considerando o impacto social destas tecnologias, especialmente sobre os jovens, entrevistamos Giuseppe Romano, considerado um dos maiores especialistas italianos sobre o tema.

Giuseppe Romano, jornalista e professor de literatura junto à Universidade Católica de Milão, é vice-diretor artístico do Fiuggi Family Festival.

Dedica-se há anos ao estudo de mídias interativas e dos videogames, com a convicção de que as potencialidades, se bem desenvolvidas, são muito superiores aos riscos. É autor de diversos livros, entre os quais destaca-se L’internet, frontiera di uomini (”A Internet, fronteira dos homens”, Edizioni Lavoro, 2004). É ainda o idealizador da versão interativa em CD-ROM do livro de João Paulo II, Varcare la soglia della speranza (Mondadori 1997).

Os videogames, especialmente os consoles como o Playstation, são muito populares entre os adolescentes da nova geração, já no final da infância. Quais são os possíveis danos provocados por estas tecnologias e quais seriam os benefícios eventualmente proporcionados?

Romano: Danos e benefícios devem ser primeiramente avaliados no contexto do equilíbrio pessoal e familiar: se que está a jogar é uma criança ou adolescente, os familiares devem ajudá-lo a ater-se aos limites adequados de tempo e de temas – como se dá em qualquer atividade no seio da família.

Dito isto, penso que os jogos de videogame devem ser julgados com base na qualidade de seus conteúdos, como livros e filmes. Sem dúvida, há jogos violentos e nada educativos; mas não são todos, e não exaurem as potencialidades de um meio de comunicação e entretenimento que é, afinal, justamente um meio: são os homens a se comunicarem, não as máquinas, e estes devem assumir suas responsabilidades.

Jogar é uma atividade importante, que não é exercitada somente ao vídeo. Entre o computador, a TV e o celular, talvez passem tempo demais diante da tela; mas simplesmente aboli-la não seria possível nem benéfico. Pode-se, ao contrário, praticar e fazer praticar a higiene mental de modo positivo: por vezes, em família, assistir à televisão ou jogar videogame passa a ser a única diversão possível, na falta de uma proposta melhor – situação triste, entre pessoas que se querem bem.

Muitos pais lamentam o fato de que o uso do videogame aumenta a reatividade das crianças e dos jovens, mas de maneira compulsiva, e que reduz sua capacidade de reflexão. Isto é, diante dos estímulos adrenalínicos dos jogos, os usuários reagem com os dedos aos botões antes de pensar. Qual sua opinião a respeito?

Romano: A meu ver, em situações normais, o PC ou o videogame não induzem a deformações cognitivas, ainda que alguns estudiosos considerem que sim. Ou, ao menos, não contribuem mais do que o contexto frenético no qual estamos todos inseridos. Hoje, na Itália, seis em cada onze crianças têm celular, equipamento que hoje se tornou um microcomputador, com recursos de acesso à web e capazes de receber todo tipo de conteúdo – algo que muitos dos pais ignoram.

É preciso dar um passo atrás. Meu parecer a respeito das problemáticas associadas ao uso do videogame, e o eventual aumento nos casos de distúrbios e comportamento violento a ele associados, com frequência remetem a situações de abandono, real ou virtual, de jovens ainda em formação.

Neste contexto, sustenta-se que a maior capacidade de crianças do sexo feminino para a reflexão não dependa apenas dos caracteres ligados ao gênero, mas também do fato de que estas fazem uso menos frequente dos videogames? Concorda com esta asserção?

Romano: As meninas inteligentes sempre foram mais propensas à reflexão que suas contrapartes do sexo masculino. Alguns dos consoles são bastante populares entre o público feminino, como ocorre com o portátil Nintendo DS, que conta com jogos especificamente concebidos para meninas.

Há também a questão referente ao conteúdo dos jogos. Os mais inócuos parecem ser os jogos esportivos – futebol, automobilismo, motociclismo; muitos outros, porém, têm temáticas violentas, como lutas, pugilismo e artes marciais, ou mesmo matanças intermináveis com armas de fogo. Este jogos parecem hipnotizar os usuários, os quais, imersos num estado frenesi, têm dificuldade em interromper o jogo. O que pensa a respeito?

Romano: Para começar, é bom lembrar que os jogos são classificados em faixas etárias. A idade aconselhada é estampada na capa, e segue o sistema da classificação pan-europeu PEGI. As indicações são respeitadas e bem controladas. Entretanto, a classificação não exime os pais ou responsáveis de verificar pessoalmente o conteúdo dos jogos.

O envolvimento com o jogo não representa, em si, algo negativo, visto que o exercício da interatividade é certamente melhor que a postura passiva de assistir TV, por exemplo. Para evitar excessos, atualmente todos os consoles já contam com o recurso conhecido por parental control, um filtro que permite aos pais bloquearem o aparelho para conteúdos que considerem inadequados, ou determinar limites de tempo de jogo diário.

Menciona-se também com frequência que jogar videogames poderia provocar uma produção acentuada de endorfinas, substâncias produzidas pelo cérebro que poderiam ter os efeitos de uma droga de abuso; mas é preciso lembrar que nosso cérebro produz adrenalina e endorfinas em qualquer situação emocionante ou que envolva esforço.

Mas nem tudo parece negativo. Na edição deste ano do Fiuggi Family Festival, será premiado o jogo “Brain training” da Nintendo. Poderia explicar como funciona e quais as razões desta escolha para premiação?

Romano: O Fiuggi Family Festival se propõe a colocar os videogames a serviço da família. Valorizando o componente “family”, introduz no mercado um critério de classificação até então inédito. “Brain training” é um jogo classificado nesta categoria; trata-se de um “treina-mente” que solicita, por meio de perguntas e testes, a agilidade mental dos jogadores, sua capacidade de reflexão e intuição. Destina-se tanto aos adultos como às crianças, e, tomadas as precauções já citadas, não tem nenhuma contra-indicação.

Em segundo e terceiro lugar serão premiados respectivamente o “Wii sports” e “FIFA 2010″. Quais são os aspectos benéficos destes jogos e quais as motivações para sua premiação?

Romano: Com o “Wii sports”, e com a nova edição “Wii Sport Resort”, a Nintendo introduziu uma nova modalidade de jogo até então inédita, na qual o jogador se move fisicamente para acionar um controle sensível ao movimento, e assim atuar sobre as imagens na tela. É possível jogar tênis, golfe, boliche e outros esportes. Dadas as características deste console, jogar em grupo é não apenas possível, como também fácil. “FIFA 2010″, por sua vez, é um simulador de futebol que conta com versões para vários consoles; oferece um grau de realismo e versatilidade impressionantes. Também neste caso é possível jogar em grupo ou em modo multiplayer pela internet.

Poderia dar sugestões aos pais em sua tarefa de selecionar jogos e programas adequados para seus filhos?

Romano: A lista de 15 jogos que classificamos como “family”, disponível no site www.fiuggifamilyfestival.org pode ser um bom começo.

Em todo caso, sugiro não proibir o uso do console, mas de escolher ao lado dos filhos os jogos mais adequados, explorando e avaliando com eles. Considero que a família deva assumir a tarefa de selecionar os conteúdos de modo a orientar o mercado de forma positiva. É difícil, mas é o único meio possível. Considerar os jogos de videogame não como simples brinquedos ou produtos comerciais, mas como trabalhos criativos e propositivos, tanto para o bem como para o mal, pode ajudar a promover uma tendência que torne os jogos não apenas cada vez mais bonitos, mas também mais adequados em termos de proposta e conteúdo.

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* Arcebispo de São Paulo orienta católicos sobre eleições e censo 2010.

agosto 30th, 2010

Estimados Padres da Arquidiocese de São Paulo

Escrevo-lhes sobre a campanha eleitoral, já iniciada, em vista das próximas eleições para os cargos do Poder Executivo (Presidente e Governador) e do Poder Legislativo (Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual).

Todos os cargos pleiteados nestas eleições são importantes; por isso requerem atenção especial de nossa parte. O destino político do Brasil, nos próximos anos, estará na mão daqueles que agora forem eleitos.

O Episcopado do Regional Sul I da CNBB (Estado de São Paulo), em sua assembléia de junho passado, emitiu uma Nota com orientações sobre como “Votar Bem“, que lhes envio em anexo..Aconselho-os a divulgarem estas orientações através dos meios à sua disposição, não deixando de imprimir e de difundir as mesmas nos jornais paroquiais e na internet. Trata-se de uma ocasião importante para a formação da consciência política do nosso povo; os eleitores devem exercer bem o seu poder político, mediante o voto, escolhendo candidatos idôneos e comprometidos com o bem comum, com a justiça social, o respeito à vida, à dignidade da pessoa humana e com as demais causas boas.

Ao mesmo tempo, desejo comunicar-lhes algumas orientações da Arquidiocese de São Paulo com respeito ao envolvimento dos espaços e organizações eclesiais na campanha eleitoral.

1. Fique claro que a Igreja não tem uma opção oficial por partidos ou candidatos. Por isso, também os representantes da Igreja (Clero) não devem envolver-se publicamente na campanha partidária (cf Cân. 287 §2; 572).

2. Nas Missas e outras celebrações (homilias, cursos), não deve ser feita campanha explícita para partidos ou candidatos, quer por clérigos, quer por leigos. O envolvimento político-partidário direto do Padre, ou o uso instrumental, para isso, da celebração litúrgica divide a comunidade.

3. Os espaços eclesiais não devem estar, de forma exclusiva, a serviço de um partido ou candidato. Nos mesmos espaços eclesiais (templos, salões paroquiais) não sejam afixados apelos eleitorais de partido ou candidato.

4. No entanto, não se deixe de orientar os fiéis para que votem de modo consciente e responsável, dando o apoio a candidatos que sejam afinados com as suas próprias convicções e que, se eleitos forem, não promovam causas contrárias aos princípios cristãos na sua atuação parlamentar, ou executiva, sobretudo no que diz respeito à dignidade da pessoa e da vida, desde a sua concepção até à sua morte natural. No entanto, não se indiquem nomes.

5. Para melhor conhecimento dos candidatos e de suas propostas, é útil promover encontros de vários candidatos, para o debate e a exposição das propostas, no salão paroquial ou em outros ambientes. Porém, isso não deve ser feito no templo.

Acrescento uma preocupação relativa ao Censo 2010. A pergunta que se refere à religião (”qual é sua religião?”) pode gerar confusão, perplexidade e distorção dos dados da realidade. De fato, quem responder “sou católico”, ou “minha religião é a católica”, será colocado diante de uma lista de nada menos que 27 opções de “católicos” ou de “religiões católicas” supostamente diferentes. Fica a pergunta sobre os reais motivos dessa formulação da questão, quando boa parte das alternativas (bem 12) dizem respeito à mesma Igreja/religião Católica Apostólica Romana. Nossos católicos poderão ser levados a indicar uma opção equivocada, que não corresponda à sua/nossa Igreja ou religião: Católica Apostólica Romana.

Portanto, recomendo que nossos fiéis católicos sejam oportunamente orientados a responder: “sou católico apostólico romano”, ou “minha religião é a Católica Apostólica Romana”. Sugiro que a questão seja explicada sem demora ao povo nas Missas (avisos) e em outras circunstâncias (jornais, revistas, internet). O Censo já está acontecendo. Em anexo, envio-lhes a lista do IBGE, relativa às opções de “católicos” constantes no Censo 2010.

Estimados padres, as questões acima expostas entram no nosso zelo pastoral, para conduzir, defender e servir, quais bons pastores, o rebanho do Senhor confiado aos nossos cuidados. Deus os abençoe e recompense!

Cardeal Dom Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo

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* Você conhece a lista das 27 “religiões Católicas” do Censo 2010? surpreenda-se..

agosto 30th, 2010

Dom Odilio Scherer

Boa parte das 27 alternativas – pelo menos 12 – não são de “outras” Igrejas ou religiões, mas de grupos, associações ou ritos de nossa própria Igreja/religião Católica Apostólica Romana.

As Igrejas Católica Maronita, Católica Melquita,Católica Ucraniana, Católica Armênia e Católica Síria não são outras “religiões” mas grupos de ritos diferentes da nossa própria Igreja Católica Apostólica Romana, todos unidos ao Papa.

E “Catolicismo Apostólico Romano”, “Católico Congregado Mariano”, “Católico Congregação Mariana” também não são Igrejas nem religiões, mas Associações e grupos de nossa Igreja.

Ainda outras denominações que aparecem no elenco de “religiões” podem gerar equívocos e falsificação dos dados.

Católico renovado, Católico conservador, Católico Pentecostal, Católico tradicionalista, Católica Renovação Carismática, Religião Católica Apostólica Carismática são todas denominações que podem deixar nosso povo católico sem saber exatamente se trata de sua própria tendência dentro de nossa Igreja, ou se são mesmo outras religiões, desvinculadas da nossa Igreja Católica Apostólica Romana.

Que fazer diante da possível confusão em relação à pergunta sobre a religião no Censo 2010?

Antes de tudo, temos que constatar o fato: não somos os únicos que se apresentam como católicos, nem mesmo como católicos apostólicos romanos. Há vários grupos, não unidos com o Papa e a comunhão da nossa Igreja Católica, que usam esta mesma denominação. Isso mereceria um esclarecimento para nosso bom povo.

Cada pessoa tem a liberdade de consciência e de religião; e tem o direito de saber quem é quem, em matéria de religião, e a qual grupo está aderindo. Verdade e religião não podem andar separadas. O uso equívoco da identidade religiosa lesa a liberdade religiosa dos outros.

Diante da questão posta sobre a religião pelo Censo 2010 caberá, depois, questionar a objetividade e a fidedignidade dos dados levantados.

Enquanto isso, diante da pergunta sobre “qual é sua religião?”, nossos fiéis católicos precisam ser oportunamente orientados a responder: “sou católico apostólico romano”, ou “minha religião é a Católica Apostólica Romana.

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* Revelador testemunho de conversão de muçulmano africano.

agosto 30th, 2010

A equipe da Portas Abertas da Alemanha foi para Nigéria e entrevistaram Moisés em março de 2009. Leia como foi que Cristo agiu na vida de um jovem que foi ensinado desde pequeno a odiar os cristãos e o cristianismo.

P: Moisés, você poderia nos contar sobre sua vida antes de você se tornar cristão? Sua fé, sua família?

Moisés: Sim, meu nome é Moisés. Sou da Nigéria, do oeste do país. Nasci em uma família muçulmana. Meu avô era um estudioso islâmico bastante popular e influente. Era assim que nos víamos. Fomos ensinados a sermos muito rígidos em relação à nossa fé, não permitindo que outro ensinamento tirasse nossa atenção. Todos estudamos em escolas islâmicas, e crescemos praticando nossa fé de forma tão devota que não nos permitíamos desanimar de forma alguma.

P: Pessoalmente, como era sua fé nesse momento? Em que você acreditava?
Não acreditava em nenhum deus a não ser em Alá. Não tinha dúvidas quanto à unidade de Alá, de que ele era o único deus do universo, o criador de tudo. Descartava qualquer ensinamento que fosse contrário aos ensinos do islamismo. Eu zombava deles, não queria nem ouvi-los. Era assim.

P: Você experimentou o amor de Alá em sua infância. Você teve alguma experiência pessoal com ele?
Não tinha nenhum relacionamento com Alá da maneira que tenho hoje. Sabia que ele era o deus do universo, que tinha de obedecer-lhe. Não sabia nada do amor de Alá, nem que ele me amava. Ele era meu deus e eu era seu servo. Devia obedecer a qualquer ordem dele, senão iria para o inferno. Era esse o ensino que eu tinha. Eu tinha muito medo dele. Eu tentava cumprir ao pé da letra o que estava no Alcorão ou nos hadiths (coleção das palavras do profeta Maomé).

P: O que você achava do cristianismo na época?
Quando via cristãos, não queria me aproximar. Não queria ter nada a ver com cristãos. Havia sido ensinado a jamais me associar aos cristãos. Desde pequenininho, não tinha ligação alguma com cristãos. Não podíamos tocar nos livros deles porque nosso professor dizia que, se fizéssemos isso, o poder do livro sairia e desviaria nossa fé do islamismo. Eu odiava cristãos. Quando via um cristão, considerava ele como meu inimigo, por causa de tudo que me diziam sobre eles.

P: O que aconteceu para você conhecer Jesus e se tornar cristão?
É uma longa história. Eu tinha um amigo chamado Mark. Estudávamos juntos. Um dia, ele se aproximou e disse que eu deveria ser amigo dele. Começamos a ler juntos. Eu sabia que ele era cristão. Já que estava fora de casa, sabia que ninguém estaria me observando. Então Mark passou a ser um amigo meu. Ele ia até minha sala e deixava alguns folhetos e livros cristãos, mas eu não me interessava em ler.

Isso durou muito tempo. Ele jogava os textos pelo buraco da fechadura ou passava por baixo da porta. Eu pegava e rasgava. Depois de um tempo, eu lhe disse: “Se você quiser continuar nossa amizade, pare com isso. Não quero que você deixe mais nada na minha sala de novo. Se você fizer isso outra vez, então nossa amizade vai terminar“.

Então citei um verso do Alcorão, que diz: “Não adoro o que adorais. Não adorais o que adoro. Nunca adorareis o que adorais. Nunca adorareis o que adoro. Tendes vossa religião e tenho a minha” (Sura 109.3-6).

Jesus, seja meu amigo!

Certo dia quando fui à sala do Mark, havia uma pintura de Jesus na parede. Olhei para a figura, e havia uma frase escrita: “Meu povo é responsável pelas almas perdidas, porque elas não oram”.

Vi um homem com as mãos juntas, orando, e assumi que era Jesus. Aproximei-me do retrato e, enquanto o olhava, disse sarcasticamente: “Os cristãos adoram você, Jesus. Bem, para a sua informação, você é um profeta de Alá. Você não é nada mais que isso. E você é humano como eu. O seu “nascimento miraculoso” não é tão miraculoso como o de Adão. Os cristãos erram em cultuá-lo, chamando-o de Deus. Vamos fazer um acordo. Seja meu amigo“.

Continuei: “Se você é mesmo Deus, o filho de Deus; se você é digno de culto, então revele-se a mim. Fale comigo, prove-me que você é tudo isso“.

Logo após isso, ouvi Mark chegando. Quando ouvi seus passos, parei de falar e me controlei. Então fomos para a escola.

A visão de Moisés

Quatro dias depois, tive uma visão. Não era um sonho, porque eu estava estudando para as provas, e estava em meu quarto, lendo minhas notas. Estava encostado na parede, com meu caderno. Li e depois fechei o livro, tentando memorizar o que tinha lido.

Fechei os olhos e, de repente, fui transportado para outro lugar. Fui levado ao deserto, onde não havia árvore, água, grama, só areia. “Como vim parar aqui?” Estava assustado. Era tudo escuro. Eu estava querendo saber, “O que está errado aqui? Eu estou numa fria!” Uma escuridão me envolveu e o medo apertou meu coração. Eu continuava me perguntando: “O que há de errado aqui? Estou numa fria!“. A escuridão me envolvia e o medo tomou conta do meu coração.

Então vi a luz de uma estrela do norte. Vinha em alta velocidade, na minha direção. Quanto mais se aproximava, mais forte brilhava. Quando a luz chegou bem perto, não conseguia encará-la porque me cegava os olhos. Eu ficava encarando o chão. Então a luz mudou. Quando ela diminuiu sua velocidade, tentei ver o que havia lá.

Vi uma nuvem se formando a uns dez metros de altura. Em cima da nuvem havia um trono magnífico. Não sei do que era feito, mas brilhava. Sobre o trono, havia um homem vestindo roupas brancas, com um cabelo longo, bigode. Ele era muito, muito bonito. Eu só olhava. O homem sorria e, depois de um tempo, ele acenou: “Tchau”. Notei que havia uma ferida.

Ouvi canções, canções angelicais, que diziam: “Santo, santo, santo“. O lugar inteiro estava cheio de música: “Santo, santo, santo, Jesus, Filho de Deus”. Não consigo repetir a canção agora, mas era essa sua mensagem: “Jesus, Filho de Deus, santo, santo, santo, santo, santo“. Enquanto cantavam, a cena toda foi indo embora, da mesma forma que a luz. Foi aos poucos para o céu e acabou.

Então, abri os olhos. O que tinha sido aquilo? Eu estava curioso. Perguntei-me se seria o resultado do desafio que fizera ao retrato (de Jesus) no quarto de Mark. Esse pensamento veio de repente, então descartei essa hipótese. Pensei que talvez fosse uma alucinação, depois de estudar tanto.

Começaram a acontecer coisas

Mas começaram a acontecer coisas. Eu não tinha mais paz (de espírito). Comecei a pesquisar as Escrituras. Um amigo meu me deu um Novo Testamento e me pediu para ler todo o Evangelho de João. Um verso em particular me chamou a atenção, João 8.58: “Antes de Abraão nascer, Eu Sou“. Era sério: antes de Abraão nascer, Jesus já existia? Jesus nasceu antes de Abraão?

Continuei a fazer perguntas. Sempre que encontrava cristãos, lhes perguntava: “O que isso quer dizer, o que aquilo quer dizer?”. Aos poucos, fui realmente convencido de que o Jesus é o caminho. Às vezes, nessa época, eu andava na rua e ouvia uma voz: “O caminho que você está andando não é certo. Volte, meu filho, volte para mim“. Eu me virava, mas não havia ninguém ao meu lado. Achei que estivesse ficando louco. Conversei com muitos cristãos, e eles me diziam que a voz era real. “Olhe, Jesus está chamando você. É melhor entregar sua vida a Ele”.

Durante quatro ou cinco anos, não tinha mais paz em mim, e tinha medo da morte. Pensava: “Se morro agora, para onde irei?“. Então decidi dar minha vida a Cristo.

Sim, muitas coisas aconteceram, mas esse é o resumo.

P: Você tinha como contar essas histórias, e também sobre sua visão, à sua família?
Logo que dei minha vida a Cristo, minha família ficou sabendo. Fiquei preso em um quarto por cinco dias. A princípio, me batiam até eu desmaiar. Se você for ver minhas costas, verá muitas cicatrizes. Fui seriamente repreendido, humilhado. Esse quarto onde fiquei era em um depósito; só tinha um tapete lá.

Eu pensei: “Como posso fugir?”. Graças a Deus, Ele enviou um cristão que pulou o muro e foi até o quarto. Ele ia todas as noites e trazia comida. Tinha medo de que a comida que minha família muçulmana me dava estivesse envenenada. Eles me falaram que meu irmão caçula iria me matar quando tivesse a oportunidade. Por isso, me recusava a comer a comida que eles traziam.

Aquele cristão chegava por volta da 1 da madrugada, com comida e um pouco de água em uma bolsa de couro. Ele jogava pela janela para eu pegar. Achei que ele iria fazer aquilo só naquela noite. Mas ele veio trazer comida durante cinco dias. Na quarta noite, eu supliquei ao meu irmão cristão: “Como posso sair daqui?”. Havia barras de ferro na janela. Ele trouxe uma serra a mim e eu comecei a cortar. Cortei uma barra, cortei outra. Antes de se quebrarem, levantei as barras e fugi.

Fonte: Portas Abertas

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* “Sínodo” de igrejas evangélicas diz que Itália deve retirar crucifixos de escolas.

agosto 29th, 2010

Folha on Line

O Sínodo das igrejas valdenses e metodistas da Itália afirmou que o governo do país deveria acatar a sentença da Corte Europeia de Direitos Humanos e retirar crucifixos das salas de aula.

Para o grupo, reunido em Torre Pellice, na província de Turim, é “deplorável” o uso instrumental do objeto, que não pode ser considerado “símbolo da civilização e da cultura italianas”.

Em 3 de novembro de 2009, o tribunal europeu, com sede em Estrasburgo, sentenciou que a exposição de crucifixos em classes do país lesava os direitos dos pais de educar os filhos segundo suas próprias convicções religiosas e filosóficas.

O Sínodo “lamenta que o governo italiano, em vez de conformar-se com a decisão da Corte, tenha apresentado recurso à Grande Câmara” e espera que “as instituições europeias contribuam para reforçar as normas tuteladas pelos princípios de pluralismo e laicidade próprios de cada democracia”.

Entre as deliberações do encontro, as igrejas valdenses e metodistas anunciaram uma solicitação ao Parlamento local para instituir o dia 17 de fevereiro como “Dia da liberdade de consciência, de religião e pensamento”, em homenagem aos 150 anos da unificação da Itália, comemorada no ano que vem.

A data simboliza a ocasião, em 1848, em que o rei Carlos Alberto reconheceu os direitos civis dos valdenses e que, em 1600, foi queimado na fogueira Giordano Bruno, filósofo e escritor condenado por heresia nos tribunais da Inquisição.

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* ‘Eu acredito em Jesus, mas eles pregam o ódio’, afirmou stripper.

agosto 29th, 2010

Strippers de um clube de Warsaw, a quase 100 quilômetros de Columbus, no estado de Ohio (EUA), faz protestos aos domingos em frente a uma igreja local, porque os membros da congregação costumam fazer o mesmo em frente ao clube onde trabalham.

Dono de uma casa de strip, Tommy George organizou o protesto que já dura quase um mês, porque o pastor Bill Dunfee tem ido aos fins de semanas com membros de sua igreja filmar a placa dos carros das pessoas que frequentam os clubes adultos. Em seguida, Dunfee publica os vídeos na internet.

George chegou a processar a igreja, alegando uma violação de seus direitos constitucionais, mas perdeu a ação. Por isso, ele decidiu adotar a mesma tática do pastor. George disse que eles finalmente aceitaram o convite constante feito por Dunfee.

“Todo mundo comete pecado e isso não significa que eu não vou entrar no céu”, disse Laura Meske, conhecida como Lola. “Eu acredito em Jesus. Mas não acredito no que eles pregam. Eles pregam o ódio”, acrescentou ela.
“Como uma comunidade cristã, não podemos compartilhar território com o diabo”, afirmou Dunfee. Segundo ele, luz e trevas não podem existir juntos. O pastor chegou a oferecer ajuda para que as mulheres deixassem o trabalho como stripper, mas teve êxito.

Fonte: G1

***

Compreende-se o desejo de evangelização, mas esse formato invasivo e desrespeitoso só afasta as pessoas da verdade.

Os pecadores ( nós incluidos) necessitam de misericordia e verdade, porém se separamos uma coisa da outra o efeito é contrário.

Combata-se o pecado “ferozmente”, mas se ame o pecador ainda mais!

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* Religião é componente genético, afirma autor.

agosto 29th, 2010

Fonte: Revista Galileu

Nicholas Wade, repórter especializado em ciência do New York Times, juntou religião e as ideias evolutivas de Darwin – duas coisas aparentemente opostas. Em seu livro: The Faith Instinct (O Instinto de Fé, sem edição no Brasil), defende que a religiosidade é um comportamento universal humano, presente em todas as sociedades, e provavelmente moldada pela seleção natural em milhares de anos. Para ele, todos nós temos um instinto religioso, que nos faz querer ter fé.

A relação do repórter com a religiosidade começou no Eton College, no condado inglês de Buckingham. Fundada pelo rei da Inglaterra Henrique VI, a escola manteve seu currículo quase intacto ao longo dos mais de 500 anos que separam sua fundação, em 1440, do ingresso de Nicholas Wade, durante o colegial. Devido à grade secular, ele aprendeu latim e grego, estudou diversas religiões e frequentava a igreja duas vezes ao dia, exceto aos domingos. “Eu acho que essa familiaridade com os hinos e com a liturgia da Igreja da Inglaterra me fez apreciar a religião e me ajudou a entender porque ela tem sido uma força tão poderosa ao longo da história”, diz Wade.

Em seu livro, ele reúne citações de antropólogos, sociólogos, economistas, historiadores, psicólogos, teólogos para mostrar ao mundo com quanto de fé se constrói um homem.

Nicholas Wade conversou conosco sobre seu livro – que é de ciência, segundo ele. “Enquanto a base genética para o comportamento religioso existir, as pessoas estarão inclinadas em relação à religião”, ele destaca.

Confira a entrevista

Seu livro é um livro religioso ou um livro de ciência?

Olho para a religião a partir da perspectiva da ciência e, mais especificamente, da teoria da evolução,Portanto, é um livro de ciência – um livro de ciência sobre a religião.

Há quanto tempo o homem é religioso?

Toda sociedade humana conhecida tem alguma forma de religião. Desde que a religião é como um comportamento distintivo, é altamente improvável que cada sociedade tenha desenvolvido sua religião de forma independente. Religião deve ter sido um dos comportamentos que as sociedades humanas herdaram da população ancestral antes que estas se dispersassem por todo o globo. Como a dispersão da população humana moderna ocorreu há cerca de 50 mil anos, a religião deve existir há pelo menos esse tempo.

E quando ela teve início?

Ninguém sabe. Os rituais religiosos, com base em danças e cantos sem palavras, poderiam ter existido antes mesmo da linguagem. Mas a data em que a linguagem evoluiu também é desconhecida.

As religiões podem estar conectadas em um ponto de origem comum?

A população ancestral humana era muito pequena, houve um ponto em que não éramos mais de 5.000 pessoas. Pode ser que, nesta época, existisse uma religião única, a partir da qual todas as religiões de hoje são descendentes.

E por que isso é importante?

Novas religiões são formadas quando uma seita se separa de uma religião-mãe, e isso significa que, em um princípio, todas as religiões do mundo podem estar postas em uma única árvore de descendência. Isto é importante porque mostra a unidade da religião. Também nos ensina a olhar para as ligações históricas entre as religiões, que os autores religiosos podem ter tido o cuidado de ocultar. O Islã, por exemplo, pode ter raízes profundas no cristianismo, mas não é evidente.

A religiosidade trouxe benefícios à evolução dos seres humanos?

A religião resolveu, de forma muito eficiente, um problema difícil: como o nosso cérebro cresceu, cada indivíduo pode calcular melhor o seu próprio interesse e colocá-lo à frente do interesse do grupo. Mas uma sociedade em que todos colocam seu próprio interesse em primeiro plano se fragmentará brevemente.

A religião era uma maneira de dar coesão ao grupo. Com cânticos e rituais, fez com que todos se comprometessem com as regras, que foram criadas para promover comportamentos que ajudariam o grupo. Este compromisso não foi uma promessa ou uma intenção consciente. O compromisso criado pela religião é profundo, emocional, e muito mais difícil de ser ignorado. Grupos ligados à religião tiveram um forte tecido social, e seus membros estavam mais dispostos a defendê-los, mesmo a sacrificar suas próprias vidas na batalha por aquela religião.

E como a seleção natural está ligada a isso?

Os primeiros humanos eram bastante territoriais e agressivos. Nesta circunstância, a seleção natural teria favorecido os grupos mais religiosos, uma vez que tinham um grupo mais coeso, mais unido, e conseguiram prevalecer mais vezes contra os seus inimigos. Por fim, os genes para os comportamentos religiosos se tornaram universais na população humana inicial.

Essa teoria da seleção natural vem sido criticada por muitos cientistas
Os seres humanos são animais altamente sociais, e sua sociabilidade deve ter evoluído de alguma forma. Mas a sociabilidade – o que significa colocar os interesses da sociedade à frente do próprio interesse – constitui um sério desafio para a teoria evolutiva, uma vez que qualquer esforço para ajudar outras pessoas prejudica os esforços para resolver as próprias necessidades.

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* Se Deus é perfeito e criou os humanos imperfeitos, mesmo que fosse de propósito, não seria um propósito falho?

agosto 29th, 2010

Margarida Hulshof- Jornalista

Quando alguém se coloca esse tipo de perguntas, é porque, por trás delas, existe uma certeza: Deus existe. É, portanto, dessa certeza que devemos partir.

Desse primeiro ponto decorre outro: Deus é perfeito. Se não fosse perfeito, não seria Deus. E, se é perfeito, ele não falha. Essa é uma certeza que nos vem da fé, embora também possamos chegar a ela pela razão.

Nós, porém, somos imperfeitos, e para saber disso não precisamos da fé, pois a simples observação o comprova.

Se somos imperfeitos, isso significa que nossa capacidade de conhecimento é limitada, que muitas coisas estão além de nossa compreensão. Deus, por ser perfeito, é muito maior do que nós, e por isso não pode caber inteiramente dentro de nossa razão. Podemos conhecê-lo e compreendê-lo até certo ponto, mas não plenamente.

Por isso, não temos parâmetros suficientes para julgar corretamente os atos de Deus, assim como uma criança não tem condições de entender as atitudes de seus pais, que muitas vezes lhe parecem inadequadas. Ela só consegue avaliá-las a partir de seu próprio universo, que é muito mais limitado, e por isso precisa confiar suficientemente no amor e na sabedoria de seus pais, para seguir sua orientação mesmo sem entender. Assim somos nós em relação a Deus.

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* EUA: A Mesquita do Ground Zero e o Choque de Símbolos.

agosto 29th, 2010

Gustavo Solimeo

A propósito da construção da mesquita no Ground Zero, em Nova York

A construção de um centro islâmico, incluindo uma gigantesca mesquita, a alguns passos do chamado Ground Zero − local onde se erguiam as Torres Gêmeas do World Trade Center, destruídas no ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 − dividiu a opinião pública norte-americana.

Com efeito, muitos consideram a destruição das Torres Gêmeas como um novo Pearl Harbor e por isso vêem a construção da mega-mesquita no preciso local onde elas se erguiam como um desafio e uma provocação.

E assim o debate se acalora, com os indivíduos e os grupos tomando partido, nem sempre pelas mesmas motivações ou invocando os mesmos argumentos.

O acalorado debate local tornou-se regional, nacional, e agora está reverberando para além das fronteiras norte-americanas, sendo seguido em todo o mundo.

***

Gary Isbell

Se em 7 de dezembro de 1944 – três anos após o ataque japonês a Pearl Arbor, data infame para nós – funcionários do governo do Havaí tivessem permitido que um grupo de japoneses erguesse um santuário xintoísta em Pearl Harbor, como teriam reagido os americanos de todo o país? Ora, não estamos vendo uma situação análoga em Manhattan, com o governo aprovando a construção de uma mega-mesquita de 100 milhões de dólares no local sagrado do Ground Zero?

De certa forma, a destruição das Torres Gêmeas no dia 11 setembro de 2001 foi um novo Pearl Harbor, e a naçãoamericana se viu confrontada com uma escolha: ou travar vigorosamente uma guerra defensiva e punitiva contra o novo inimigo da nação (o terrorismo islâmico), ou a perder a honra e a liberdade.

Ninguém nega que os terroristas que usaram dois aviões Jumbo e os seus passageiros como bombas para destruir os edifícios mais altos de Manhattan se consideravam muçulmanos envolvidos na jihad [“guerra santa”] contra os EUA.

No entanto, alega-se que esses 19 terroristas não eram representativos do Islã, mas tão-só “bandidos dementes” que agiram por conta própria. Como aponta Charles Krauthammer, colunista do “Washington Post”, isto é uma deliberada estupidez.

[1] Esses 19 assassinos representaram o golpe de lança islâmico no coração da América, e enquanto muitos dos muçulmanos, do total de um bilhão no mundo todo, não aplaudiram a ação, cerca de 7% deles o fizeram descontroladamente. O que dá aos terroristas 80 milhões de torcedores, um número não tão insignificante.

Esses são números que muitos bons americanos podem não conhecer. No entanto, eles sentem a dimensão, a capacidade e o ódio deste novo e cruel inimigo. Sua consciência instintiva do perigo não é fruto de preconceito ou intolerância. Pelo contrário, é uma expressão de amor à pátria, à fé e à família, bem como ao natural direito de auto-preservação. Essa consciência do perigo não atrapalha a percepção, antes a aguça.

Do Maine ao Havaí os americanos estão dando mostras desse conhecimento intuitivo na sua preocupação quanto aos planos de construção da mega-mesquita no Ground Zero. Seus instintos dizem-lhes que aqueles que favorecem a construção desta mesquita – mesmo os que o fazem com a melhor das intenções – estão equivocados.

Para esses americanos, as noções de patriotismo, sacrifício, heroísmo e sacralidade são violados com a tentativa de construção de uma mesquita de 13 andares perto do local em que 2.967 inocentes compatriotas foram mortos no ataque terrorista. Além disso, esses americanos tornam-se inquietos quando lêem que a construção dessa mesquita é apoiada pelo notório grupo terrorista Hamas.[2]

Aumenta-lhes o desconforto ouvir em reportagem da ABC News que Oz Sultan, porta-voz da mesquita do Ground Zero, recusou-se a excluir financiamentos por parte do Irã ou da Arábia Saudita para construir a estrutura de 100 milhões de dólares.[3]

Suas dúvidas crescem ainda mais quando lêem como a proposta de conciliação do governador de Nova York, David Paterson, e do Arcebispo Timothy Dolan, tentando convencer a Cordoba Initiative a construir a mesquita em algum outro lugar, foi rejeitada.[4]

Ficam perplexos ao ver que outros políticos parecem não poupar esforços para levar adiante o projeto, enquanto aqueles que desejam reconstruir a igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau, destruída durante o ataque de 11 de Setembro, estão ainda atolados em burocracia, nove anos após a sua demolição.[5]

Por outro lado, eles se alegram e batem palmas ao ouvir a notícia de que os trabalhadores na construção de New York prometeram não construir a mega-mesquita do Ground Zero caso ela seja aprovada.[6]

No entanto, esses americanos são intimidados pelos patrocinadores da mesquita: “Vocês devem pôr de lado suas percepções, dúvidas e sentimentos. A Primeira Emenda [à Constituição Federal] garante aos muçulmanos da Cordoba Initiative o direito de construir essa mega-mesquita no Ground Zero”.

− “Será verdade?” − perguntam os norte-americanos preocupados. “É a Primeira Emenda assim tão absoluta que passa por cima de qualquer outra consideração?”

“Sim!” − dizem os primeiros. “Devagar!” − dizem os outros. E, assim, um acalorado debate local tornou-se regional, nacional, e agora está reverberando para além de nossas fronteiras, sendo seguido em todo o mundo. Em uma recente pesquisa da CNN, cerca de 70 por cento dos americanos se opõem à construção de uma mesquita no Ground Zero, mesmo à luz dos direitos da Primeira Emenda.

Adicionando um toque curioso ao debate, a ACLU [American Civil Liberties Union − Sindicato das Liberdades Civis Americanas] aplaudiu a decisão dos funcionários do governo de aprovar a construção da mesquita.[7] No entanto, a ACLU é conhecida por expulsar os presépios para fora das praças públicas.[8]

E assim o debate se acalora, com os indivíduos e os grupos tomando partido, nem sempre pelas mesmas motivações ou invocando os mesmos argumentos.

Por que este debate galvanizou tanto a nação?

É porque Ground Zero é um símbolo gravado a fogo na alma dos Estados Unidos. Um símbolo que ajuda os americanos a compreender melhor a essência do que aconteceu no dia 11 de setembro, assim como a nova realidade com que a nação se defronta. Um símbolo que evoca um grito do fundo da nossa alma: “Jamais esqueceremos!” Um símbolo que robustece a decisão da nação de derrotar a ameaça islâmica ao mundo livre.

E porque o Ground Zero é um símbolo da nação pela qual eles vivem e morrem, os americanos preocupados sabem que é um erro dos muçulmanos construir uma mesquita ali.

Eles sentem que seria profanar o nosso símbolo nacional. Eles sentem que os “Bin Ladens”, os “Zawahiris” e os “Ahmadinejads” do mundo − com os muitos milhões de islamitas radicais que os aplaudem em seu ódio da América − vão considerar uma mesquita muçulmana no Ground Zero como seu símbolo sobre o nosso, um símbolo da sua conquista e da nossa derrota. Eles sentem que a mega-mesquita será um triunfo de Al-Qaeda em sua guerra psicológica contra os EUA.

Os americanos preocupados sentem esse choque de símbolos na contenda e é por isso que eles estão determinados a fazer tudo o que puderem, legalmente e de forma pacífica, para evitar a construção da mesquita no local sagrado do Ground Zero.

Notas
1. Charles Krauthammer, “Myopia at Ground Zero” The Washington Post, Aug. 20, 2010, at http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/
article/2010/08/19/AR2010081904769.html?nav=hcmoduletmv [back]

2. Cf. S.A. Miller in Washington and Tom Topousis in New York, Hamas nod for Ground Zero mosque Terror group’s leader: ‘Have to build it’, Last Updated: 12:03 PM, August 16, 2010, Posted: 1:49 AM, August 16, 2010, http://www.nypost.com/p/news/local/manhattan
/hamas_nod_for_gz_mosque_cSohH9eha8sNZMTDz0VVPI#ixzz0xBdwkDPX. [back]

3. Cf. http://abcnews.go.com/print?id=11429998. [back]
4. Cf. Javier C. Hernandez, Archbishop Offers Mediation for Islamic Center, Published: August 18, 2010, http://www.nytimes.com/2010/08/19/nyregion/19dolan.html?ref=nyregion [back]

5. FoxNews.com, Decision Not to Rebuild Church Destroyed on 9/11 Surprises Greek Orthodox Leaders, Published August 18, 2010, at http://www.foxnews.com/politics/2010/08/18/leaders-disappointed-
government-declares-deal-rebuild-ground-zero-church-dead/ [back]

6. Samuel Goldsmith, “They won’t build it! Hardhats vow not to work on controversial mosque near Ground Zero” Aug. 20, 2010, at http://www.nydailynews.com/ny_local/2010/08/20/2010-08-20
_we_wont_build_it_hardhats_say_no_way_they_will_work_on_wtc_mosque.html [back]

7. “NYCLU And ACLU Applaud Approval Of NYC Islamic Cultural Center For Upholding Values Of Freedom And Tolerance” Aug. 3, 2010, at http://www.aclu.org/religion-belief/nyclu-and-aclu-applaud-approval-nyc-islamic-cultural-center-upholding-values-freedom [back]

8. http://www.timesleader.com/news/
ACLU_axes_nativity__menorah_12-17-2009.html?showAll=Y [back]

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* Lei do aborto na Espanha converte médicos em carrascos de não-nascidos.

agosto 29th, 2010

ACI

O ginecologista Esteban Rodríguez Martín criticou o Ministério de Igualdade na Espanha porque com sua ideologizada lei do aborto converteu os médicos em carrascos dos não-nascidos, pervertendo seus compromissos deontológicos com a sociedade.

A Associação Nacional para a Defesa do Direito de Objeção de Consciência (ANDOC), publicou um artigo no qual o médico argumenta que sua objeção à lei do aborto se deve à instrumentalização dos médicos, convertidos em cooperadores da morte de seres inocentes, a pesar que o fim da ciência médica seja salvar vidas e não eliminá-las.

A lei do aborto, indicou, introduziu “o que poderíamos considerar um novo delito; trata-se do delito de ‘lesa maternidade’, punido com a morte”, e que é imputado ao feto por considerar-se que seu nascimento pode “danificar a qualidade de vida ou os interesses da progenitora (…) ou por vir com alguma anomalia”.

Rodríguez Martín acrescentou que “a indicação desses abortos nunca é médica mas sim política, ideológica ou social e entretanto se pretende que seja um médico quem causa a morte mediante uma ‘interrupção’ da gravidez em lugar de um funcionário do ministério de igualdade ou de justiça adestrados ao efeito”.

O médico denunciou que isto significa a corrupção da profissão médica. Disse que se o Governo quer executar sua nova lei, deveria “criar um corpo de técnicos abortistas, à margem da profissão médica e sanitária”, que satisfaçam a demanda desse setor da sociedade que “deseja ter o poder legal -mal chamado direito- para decidir matar os filhos antes de nascer”.

Rodríguez afirmou que se criou “uma nova categoria de técnicos que distingue ao verdadeiro profissional médico que cumpre com sua vocação” de proteger a vida, daqueles que não a respeitam.

Finalmente advertiu que quando um médico pratica um aborto por dinheiro, “fica transformado em um mercenário da anti-medicina ao serviço do capitalismo mercantil do abortismo industrial representado pela patronal abortista ACAI” (Associação de Clínicas Creditadas para a Interrupção da Gravidez).

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* Você sabe a diferença entre “Padre” da Igreja e “Doutor” da Igreja?

agosto 28th, 2010

augustinus_073_09

Inácio Almeida

O termo Doutor da Igreja que se associa muitas vezes ao de Padre, não é um simples sinônimo. Indica um grau a mais, pois nem todos os Padres são Doutores.

Estes têm que ter as mesmas condições exigidas para os Padres, menos a antigüidade, pois os Doutores pertencem a todas as idades da Igreja.

Originariamente, a palavra Padre designava de uma maneira geral, todos aqueles que estudavam a mensagem de Cristo.

Pouco a pouco passou a ser reservada a alguns grandes espíritos cuja ciência eminente, rigorosa ortodoxia e exemplar santidade lhes conferiam uma autoridade admitida por todos.

A igreja reconheceu e designou como doutores um pequeno número de homens muito escolhidos, continuando a usar igual parcimônia até os nossos dias. A Igreja bizantina venera três Doutores: São Basílio, São Gregório Nazienzeno e São João Crisóstomo.

Roma acrescenta-lhe um quarto oriental – Santo Atanásio. E também quatro ocidentais: Santo Ambrósio, São Jerônimo, Santo Agostinho e São Gregório Magno. São estes os oito “Grandes doutores da Igreja“.

O simples qualificativo de Doctores Eclesiae foi também oficialmente concedido pela Igreja aos ocidentais como Santo Hilário de Poitiers, São Leão Magno e Santo Isidoro de Sevilha. E aos orientais como Santo Atanásio, Santo Éfrem e São João Crisóstomo. Mais tarde também a escritores da Época Medieval e Moderna como, por exemplo: Santo Alberto Magno, São Tomás de Aquino, Santo Antônio de Pádua e mais recentemente Santa Teresinha do Menino Jesus.


Bibliografia

O Gênio do Cristianismo. Chateaubriand

A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires Daniel Rops. Editora Quadrante 1988.

Curso de Patrologia. (dado na Diocese de Braga, Portugal)

História Eclesiástica São João Bosco.

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* Igreja não tem preferências politicas, afirma secretário pontificio.

agosto 28th, 2010

O secretário do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, Arcebispo Agostino Marchetto, comentou a posição dos católicos no que se refere à expulsão dos ciganos da França, argumentando que a Igreja não tem orientação política.

“A Igreja é a Igreja; ela não está à direita, à esquerda ou no centro. Ela apresenta, respeitosamente, seu ponto de vista sobre tudo aquilo que concerne às leis morais e sua doutrina social” – sublinhou o prelado.

Dom Marchetto comentou a polêmica gerada com a França, depois que Bento XVI fez – em sua alocução na oração mariana do Angelus, no último domingo – um apelo à França, para que revisse sua política de repatriação de imigrantes clandestinos, o que despertou reações em Paris.

“Quando se defendem os direitos humanos, quando se fala sobre a dignidade das pessoas, em particular de mulheres e crianças, não se faz de forma política, mas de forma pastoral” – ressaltou o arcebispo.

Dom Marchetto disse acreditar que as expulsões não podem ser “coletivas”. “É preciso estar atento às diferentes situações e não se pode culpar toda uma população por episódios de violação das leis cometidas por alguns” – explicou.

Em entrevista à agência francesa de notícias I.Media, o arcebispo assinalou que “a moral não interessa apenas às questões de sexualidade, aborto ou matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, mas também ao homem na sua complexidade”.

“Não queremos entrar em discussões políticas, mas apoiamos a causa do homem, e, em particular, daqueles que, em dado momento, sofrem demais e devem ser ajudados a superar suas dificuldades” – apontou.

Para o arcebispo, “quando há expulsões, há sofrimento, e eu não posso me alegrar com o sofrimento dessas pessoas, em particular, quando se trata de fracos e pobres perseguidos, que foram vítimas de um holocausto e que vivem sempre fugindo de quem os caça” – acrescentou o prelado.

Este mês, mais de 200 ciganos deixaram a França com destino a seus respectivos países de origem – Romênia e Bulgária – no âmbito do programa de “repatriação voluntária”, que dá aos que se oferecem para deixar a nação, passagens aéreas e um subsídio de 300 euros (para adultos) ou 100 euros (para menores de idade).

A imprensa romena chegou a rotular de “hipócritas” as expulsões, que seriam destinadas a fazer o presidente Nicolas Sarkozy “reconquistar o eleitorado perdido”.

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* Dilma confirma presença em debate promovido pela CNBB.

agosto 28th, 2010

O Estado de S. Paulo.

Na esteira da aproximação que busca com a Igreja Católica, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, confirmou na quarta-feira sua presença no debate que será promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A coordenação de campanha de Dilma já havia confirmado a participação em outros três debates até o dia 3 de outubro: na Rede TV!, na Globo e na Record.

A canditada do PT não confirmou se participará, no próximo dia 8, do debate promovido pelo Estadão em parceria com a TV Gazeta.

A petista divulgou na semana passada uma carta-compromisso com as igrejas cristãs, intitulada “Carta aberta ao povo de Deus” e a cartilha “13 motivos para o Cristão votar em Dilma Rousseff”, em que a petista é apontada como a candidata que “tem feito a opção de governar olhando pelos pobres e menos favorecidos, a mesma do evangelho do Senhor Jesus Cristo”.

O compromisso maior da candidata do PT com evangélicos e católicos é não fazer defesa explícita do aborto ou da união civil de homossexuais.

Animado com a ampliação da vantagem de Dilma sobre o tucano José Serra, o comando petista quer aumentar a exposição dela, equilibrando as agendas pelo País, mas dando prioridade ao Sudeste – especialmente São Paulo e Minas Gerais – e o Nordeste.


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Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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