Posts Tagged ‘Amor’

* Você é casado ou vai casar? Leia isso…

terça-feira, fevereiro 9th, 2010
Superar problemas de controle e confiança no casamento
Entrevista com o psiquiatra católico Richard Fitzgibbons

Por Genevieve Pollock

Muitos casais e famílias de hoje sofrem problemas de controle e confiança, afirma o psiquiatra Richard Fitzgibbons. Mas, graças aos sacramentos e à prática da virtude, estes problemas podem ser superados.

Este foi o tema de um recente encontro virtual de uma série patrocinada pelo Institute for Marital Healing, que oferece recursos para casais, conselheiros e clero sobre temas referentes à paternidade, idade adulta, vida familiar e casamento.

Fitzgibbons, diretor do instituto, trabalhou com milhares de casais e escreveu extensamente sobre estes temas. Em 2008, foi nomeado também como consultor da Congregação para o Clero, da Santa Sé.

Nesta entrevista, Fitzgibbons fala sobre as causas modernas dos problemas de confiança, a diferença entre ser forte e controlador e as virtudes particulares que oferecem um antídoto para este problema.

- Você menciona que a seção mais popular do seu site é a dedicada ao cônjuge ou familiar controlador. Por que você acha que há tanto interesse neste tema?

Fitzgibbons: De fato, nós nos surpreendemos com a resposta das pessoas na seção do esposo ou esposa controlador.

Após pensar e rezar sobre este assunto, cheguei a uma compreensão mais profunda dos graves fatores pessoais e culturais que estão contribuindo para uma tendência a dominar ou a não confiar nos demais, algo que dá como resultado a necessidade de controlar.

- Você poderia descrever brevemente as características de uma pessoa controladora?

Fitzgibbons: A pior fraqueza de caráter em uma pessoa que cai na tendência a controlar – e todos nós podemos cair às vezes – é tratar o cônjuge (que é um grande dom de Deus) com falta de respeito.

A pessoa controladora se volta totalmente para si mesma, de tal forma que não consegue ver a bondade do seu cônjuge.

A outra grande fraqueza é deixar-se levar com rapidez e em excesso pela cólera. Os cônjuges e familiares controladores são também irritáveis e costumam estar tristes porque, de fato, não é possível controlar ninguém, dado que temos uma dignidade e um vigor como filhos de Deus.

Finalmente, as tendências controladoras afetam a entrega sadia e carinhosa no casamento e reforçam o egoísmo, uma das principais causas dos comportamentos controladores.

- Que danos podem ser causados por cônjuges ou familiares controladores?

Fitzgibbons: Os comportamentos controladores causam dano na amizade do casal, no amor romântico e no amor prometido, três áreas essenciais da entrega matrimonial que João Paulo II descreve em “Amor e Responsabilidade”.

A falta de respeito leva o outro cônjuge a sentir-se triste, bravo, desconfiado e inseguro. A não ser que esse conflito seja tratado de forma adequada e correta, podem desenvolver-se graves problemas, incluindo a depressão, ansiedade, abusos graves, infidelidade, separação e divórcio.

- Em nossa rápida sociedade, em que se exige das pessoas que controlem e dominem tantos aspectos da sua vida – economia, saúde, trabalho, família etc. –, uma natureza controladora não seria mais uma vantagem, inclusive uma necessidade para sobreviver? Você vê algo positivo neste tipo de personalidade?

Fitzgibbons: Sim, a confiança e o vigor são características saudáveis na personalidade, que nos permitem responder a muitos desafios no grande sacramento do matrimônio e na vida familiar.

No entanto, é necessário o crescimento diário nas virtudes, de maneira que um marido não pode cruzar a linha porque possui estas qualidades e converter-se assim em controlador.

As virtudes que são essenciais para equilibrar o dom da fortaleza são a amabilidade, a humildade, a mansidão, o autocontrole e a fé.

Uma das metas do casamento é a fortaleza e a confiança, mas não o controle. Convido muitos maridos fortes a rezarem a São Pedro para que os proteja e assim não sejam líderes controladores do seu lar.

- Você indica que, no coração de uma personalidade controladora, costuma haver problemas de confiança. Poderia ampliar isso?

Fitzgibbons: Uma importante causa da tendência a controlar ou dominar é o fato de ter prejudicado, na infância, a capacidade de uma pessoa de confiar ou sentir-se segura.

Depois, os cônjuges podem deixar-se levar de maneira inconsciente pelo medo, até uma forma de agir controladora, isto é, só se sentem seguros quando têm o controle, algo que certamente nunca terão. No passado, os conflitos comuns da infância eram o alcoolismo, os enfrentamentos entre os pais e a experiência de um progenitor controlador.

Os motivos mais recentes de graves danos à confiança durante a infância são a cultura do divórcio, a creche e a epidemia de egoísmo nos pais, causados em grande parte pela uma mentalidade anticonceptiva. Além disso, os homens inseguros assumem comportamentos controladores em uma tentativa de estimular sua confiança masculina. Nos adultos jovens, a cultura das relações diversas também danifica gravemente sua capacidade de confiar sem que eles percebam.

Finalmente, no Catecismo da Igreja Católica, descreve-se um fator espiritual importante que não deveria ser deixado de lado: “Todo o homem faz a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência faz-se também sentir nas relações entre o homem e a mulher. Desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, o espírito de domínio, a infidelidade, o ciúme e conflitos capazes de ir até ao ódio e à ruptura” (n. 1606).

- Como uma pessoa pode começar a enfrentar estes temas e mudar seu jeito controlador? Como uma pessoa pode ajudar alguém a quem ama e que pode ser controlador?

Fitzgibbons: O primeiro passo é a necessidade de descobrir esta grave fraqueza matrimonial.

Se os esposos confiassem mais em Deus dentro dos seus casamentos, não temeriam enfrentar esta dificuldade e buscar superá-la.

A mudança necessária pode acontecer por um compromisso de crescer em confiança em Deus e no próprio cônjuge, por um processo de perdão àqueles que, na infância, prejudicaram a confiança, por uma decisão de deter os repetidos comportamentos controladores de um pai, pela meditação regular sobre o fato de que Deus tem o controle e pelo crescimento em numerosas virtudes, entre as quais estão incluídos o respeito, a fé, a amabilidade, a humildade, a magnanimidade e o amor.

O papel da fé pode ser muito eficaz para enfrentar esta grave fraqueza de caráter. Vimos notáveis melhorias na luta contra isso através da graça no sacramento da reconciliação. Animamos os casais católicos controladores a buscarem a cura neste poderoso sacramento.

Além disso, as esposas controladoras podem se beneficiar do aprofundamento em sua relação com Nossa Senhora, vendo-a como modelo e adquirindo suas virtudes, descritas por São Luis Maria Grignion de Monfort no “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”.

Os maridos controladores serão beneficiados pela meditação sobre São José, na qual podem pedir-lhe que os ajude a ser amáveis, sensíveis, líderes entregados e alegres em seus casamentos e famílias.

- Como psiquiatra, quando você acha que deveria ser sugerido que se busque ajuda externa, de um sacerdote ou conselheiro, para curar as feridas emocionais de uma pessoa?

Fitzgibbons: Recomendo ir a um sacerdote antes de ir a um conselheiro, porque muitos profissionais da saúde mental apoiam a atual cultura do egoísmo.

Brad Wilcox, um jovem sociólogo católico da Universidade de Virgínia, escreveu sobre a influência do campo da saúde mental no casamento: “A revolução psicológica, ao centrar-se na realização individual e no crescimento pessoal, deu como resultado que o casamento acaba sendo visto como um veículo para uma ética orientada à própria pessoa, uma ética do romance, da intimidade e da realização”.

“Nesta nova postura psicológica dentro da vida matrimonial, a obrigação primária da pessoa não é a própria família, mas ela mesma; daí que o êxito matrimonial tenha sido definido não como o cumprimento exitoso das obrigações com relação ao cônjuge e aos filhos, mas como uma sensação forte de alegria subjetiva no casamento – que se encontraria em e através de uma relação intensa e emocional com o cônjuge.”

Acreditamos que um compromisso sincero de cada um dos cônjuges por crescer no conhecimento de si mesmo e nas virtudes pode resolver o conflito de um esposo controlador sem a necessidade de uma terapia de casal. Não obstante, estão disponíveis novas fontes de referência matrimonial, fiéis aos ensinamentos de Cristo, nos sites de Catholic TherapistCatholic Psychotherapy.

A intercessão de Nossa Senhora em Caná conduziu ao primeiro milagre do Senhor, levando mais alegria a um jovem casal. Convidamos os casais católicos a lutarem contra os conflitos de controle e egoísmo dirigindo-se a Ela, para outro milagre em seus casamentos.

— — —

Na internet:

Institute for Marital Healing: www.maritalhealing.com

Catholic Therapists: www.catholictherapists.com

Catholic Psychotherapy: www.catholicpsychotherapy.com

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* O convívio antes do casamento prepara o casal para a vida conjugal?

sábado, janeiro 23rd, 2010

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Sabe-se que a Igreja católica não aceita a convivência -se incluir intimidade conjugal – entre os casais antes do matrimônio, por acreditar que tal vivência, legítima e fundamental para casados, só está na bênção de Deus quando DENTRO DO MATRIMONIO SACRAMENTAL.

A Noticia abaixo apenas reforça o quanto a Igreja tem razão quando pede esse resguardo para os casais, mesmo quando se tem CERTEZA  que vão casar…

É uma informação que não tem nenhum viés religioso, já que foi uma conclusão de estudiosos. Muitos acham que a Igreja é retrógrada e não levam a sério suas orientações.

Bem.. desta vez não foi a Igreja quem disse.

E agora? Será que assim os casais vão saber esperar?

***

Ao contrário do que indica o senso comum, morar junto para testar se o relacionamento dá certo pode não ser o melhor caminho para a felicidade.

De acordo com o estudo do ano passado da Universidade de Denver (EUA), conduzido pelos psicólogos Galena Rhoades, Scott Stanley e Howard Markman, casais que dividem o mesmo teto antes de oficializarem a relação têm mais chances de se divorciar e registram uma percepção de relacionamento menos satisfatória do que os que esperaram pelo grande dia.

Para a psicóloga Mariana Chalfon, de São Paulo, um dos motivos pode ser a ausência do ritual. “A passagem que o casamento simboliza tem uma força maior do que as pessoas imaginam. Existe uma mobilização social cheia de símbolos que reforça esse impacto.” De acordo com o estudo, casais que passam a morar junto sem um comprometimento mais enfático com o casamento podem acabar continuando na relação por comodismo. Uma das razões levantadas pela pesquisa é que seria mais difícil terminar o relacionamento quando se divide a mesma casa
antes do casamento. Outro problema subjacente que os pesquisadores encontraram é que casais que precisam “testar” a relação em geral já sabem ter algum problema que pode detonar a relação com o tempo.

Fonte : Isto É

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* Castidade ! Porque o verdadeiro amor espera..

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

Clique aqui e entenda porque a castidade é uma das mais belas expressões do verdadeiro amor.

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* Namorar sem “avançar o sinal”. A beleza do namoro cristão.

sábado, dezembro 19th, 2009
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Convide um amigo

Enviar convite do E-mail de Centro Católico de Evangelização Shalom para:
-1 restante(s)
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Pe. Marcos Chagas
As amizades e os namoros devem ser marcados pelo autêntico desejo de uma autoconstrução positiva, no respeito recíproco, no domínio de si, na dedicação a deveres assumidos com seriedade e responsabilidade. São ocasiões de crescimento verdadeiro.

O tempo que antecipa a vivência do matrimônio deve ser uma etapa de mútuo conhecimento, diálogo, oração e descoberta da pessoa amada numa acolhida positiva e fecunda.
É um tempo de aprender a superar os conflitos e conviver sadiamente com as diferenças. Seguramente exigirá algumas renúncias; estas, assumidas com coragem e generosidade, criarão nos noivos ou namorados capacidades e possibilidades de assumirem sempre novas renúncias e os desafios próprios na vivência madura de um matrimônio autenticamente cristão.

O deterioramento de certos casamentos pode ter como causa o desgaste. E por que este amor esfriou e acabou? Por faltarem bases sólidas. O amor, durante o tempo do namoro, foi superficial, muito apegado aos prazeres e às facilidades. Faltou a renúncia, a oblatividade. Talvez tenha sido marcado pela incapacidade de sofrer e dar a vida pela pessoa amada. Sem o espírito altruísta, sem a gratuidade que se consolida no sacrifício e na renúncia, o amor não se sustenta.

Quem pode garantir que haverá fidelidade nas tribulações, nas crises matrimoniais, nas doenças, nas dificuldades econômicas, nos desafios do controle de natalidade responsável, da gestação e da criação dos filhos, nas tentações de outros amores que prometem e parecem resolver todos os problemas? Os noivos, na liturgia do matrimônio, prometem ser fiéis um ao outro “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-se e respeitando-se todos os dias da própria vida”. Estas promessas não serão cumpridas quando o amor é hedonista, egoísta, superficial, sem nenhuma capacidade de abraçar renúncias e sofrimentos. A intimidade – tantas vezes entendida como acesso ao corpo do outro – “acontece quando um indivíduo é capaz de equilibrar o dar e o receber e pode buscar satisfazer mais o outro do que simplesmente buscar a auto-satisfação e o sucesso”

Relacionamentos superficiais e instrumentalizadores da pessoa do outro em proveito próprio (do próprio prazer) podem gerar frustrações, desconfianças e medo de viver um relacionamento profundo e verdadeiro.

É bem verdade que um desejo de manifestar fisicamente o amor, o afeto profundo, é natural e compreensível. Mas quando assume conotações claramente sexuais (através de carícias que induzem ao uso da genitalidade) esse relacionamento queima etapas e assume atitudes que são próprias do matrimônio enquanto convívio estável na manifestação de um amor esponsal sacramentalizado com finalidades unitivas (o bem dos cônjuges) e procriativas (abertura à geração de filhos), formando assim uma família.

Se o amor humano, na sua expressividade sexual-genital e demais dimensões, foi elevado à dimensão de sacramento, então significa que o uso da sexualidade-genitalidade antes do matrimônio não manifesta só a ausência de um rito, mas a ausência da Igreja e, por conseguinte, de Cristo.

Na intimidade sexual, e também nas demais expressões da união matrimonial, Deus se serve da mediação dos esposos para manifestar o seu amor. Deus ama o esposo através da esposa e a esposa através do esposo. E quem introduz Cristo e sua graça no convívio estável de uma vida a dois entre um homem e uma mulher é exatamente o sacramento do matrimônio. Por isso, seria banalizar o matrimônio todo reducionismo da sexualidade ao prazer genital ou destituir tal prazer da necessidade de uma inclusão integrada na esfera do amor a dois elevado à dignidade de sacramento.

Bem nos ensina o prof. Felipe Aquino: A vida sexual de um casal não pode começar de qualquer jeito, às vezes dentro de um carro numa rua escura, ou mesmo num motel, que é um antro de prostituição. (…). O namoro é tempo de conhecer o coração do outro, não o seu corpo; é tempo de explorar a sua alma, não o seu físico. (…). Espere a hora do casamento, e então você poderá viver a vida sexual por muitos anos e com a consciência em paz, certo de que você não vai complicar a sua vida, a da sua namorada, e nem mesmo a da criança inocente.

A partir disso, a pessoa estrategicamente vai evitando tudo o que de alguma maneira pode excitá-la ou agitá-la sexualmente, tendo sempre em vista um bem maior. Assim, namorados e noivos evitarão carícias exageradas, uma vez que isso levará a certos movimentos hormonais e psíquicos que direcionarão a uma busca de prazer, culminando no uso da genitalidade. Se, por exemplo, o encontro dos namorados é em lugar isolado e esta solidão constitui a possibilidade de certas liberdades, seria bom passar a namorar em lugar mais iluminado e freqüentado por outras pessoas.

Bom seria dialogar mais, algumas vezes rezar juntos etc. Um namoro autêntico não se esgota nas manifestações afetivas de ordem física. O importante é usar de sinceridade consigo mesmo e com Deus. O senso da medida, a prudência e a temperança, o bom senso e o discernimento evangélico vão abrindo os caminhos para namoros e noivados santos e maduros. Quem aprendeu a se controlar e a viver estas saudáveis renúncias agora, se capacitará para viver as renúncias que lhe serão exigidas no matrimônio.

Além disso, o auxílio divino é sempre indispensável. “Tu me ordenas a continência: concede-me o que ordenas, e ordena o que quiseres”.

Rezar e viver a amizade com o Senhor ajuda a entender que, mesmo existindo elementos de ordem biológica e psíquica ou mesmo influências de ordem sociocultural, existem também forças espirituais que atuam nesse contexto.

Não nos iludamos, nossa luta não é apenas “contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6,12).
Poderíamos até considerar ingenuidade o fato de tantas pessoas atribuírem somente à esfera bio-psíquica uma realidade que também comporta um acirrado combate espiritual!

Diz o apóstolo que “Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade” (1Ts 4,7), e para tanto ele exorta: “Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: fornicação, impureza, paixão, desejos maus, e a cupidez, que é idolatria” (Cl 3,5).

O próprio Mestre Divino aborda o assunto afirmando essa necessidade: “Por isso, se o teu olho direito é para ti ocasião de queda, arranca-o e lança-o para longe de ti, porque é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na geena. E, se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor para ti que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado na geena” (Mt 5,29-30).

Note-se, porém, que este arrancar não deve ser entendido no sentido literal, pois tudo o que Deus colocou no corpo humano tem uma finalidade boa, um sentido positivo, válido e significativo: “Deus viu tudo o que tinha feito; e era muito bom” (Gn 1,31). Todas as pessoas, tanto os celibatários quanto os casados, precisam tomar consciência que os órgãos sexuais continuam sendo sagrados e fazem parte do grande tabernáculo do Espírito Santo que é corpo humano e integram a dignidade da pessoa humana.

Portanto, o sentido do cortar, arrancar, lançar fora não diz respeito ao anular, destruir ou sufocar, mas envolve um direcionamento que leve a integrar, direcionar, sublimar numa dinâmica positiva de abertura ao querer de Deus.

Para que este processo atinja níveis de bom êxito na vivência da castidade, vai ser muito útil que a vontade seja sadiamente exercitada, iluminada por uma consciência bem esclarecida; eis a importância dos estudos, da reflexão da Escritura e, sobretudo, da intimidade com Deus na oração.

O Senhor também diz que o “olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho for são, todo o teu corpo terá luz. Mas se o teu olho for defeituoso, todo o teu corpo estará em trevas” (Mt 6,22-23). Portanto, se a inteligência e a vontade do homem forem obscurecidas e corrompidas pelo apego aos bens passageiros da terra ou pelas paixões ou apetites desordenados, toda a vida espiritual da pessoa ficará comprometida e corrompida pelo vício e como que lançada na escuridão, sem possibilidade de discernir o bem do mal e apreciar as coisas retamente.

À luz desta indicação que o Senhor nos oferece, importa abraçar com generosidade uma vida de sacrifício. É tolice imaginar que terá domínio e controle sereno de seus impulsos sexuais quem se expõe às ocasiões, quem tem vida mole, folgada, vive no conforto, na preguiça, no espontaneísmo, na falta de disciplina pessoal.

Os casais de namorados e noivos, bem como cada indivíduo, busquem trabalhar-se corajosamente, encontrar soluções e não desistir de conduzir livremente a própria vida exercendo um decidido senhorio sobre seus impulsos, tendo por base os valores evangélicos e o equilíbrio afetivo.

A felicidade é também uma conquista que brota do autodomínio. A Igreja nos instrui que o domínio de si mesmo “é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida” (Cat, 2342). A quem sinceramente se empenhar para atingir este bem-aventurado autodomínio, não faltará o auxílio generoso e abundante da graça divina. Vale a pena conferir!
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LIDZ, T. La Persona Umana. Suo sviluppo attraverso il ciclo della vita. Roma: Astrolabio, 1971, p. 380.
Cf. GATTI, G. Morale sessuale, educazione dell’amore. Leumann (Torino): Elle Di Ci, 1988, p. 143.
AQUINO, F. Jovem, levanta-te! Lorena: Cléofas, 2001, p. 99.
S. AGOSTINHO, Confissões, livro 10, n. 40.
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* Papa recomenda livro “Uma civilização do amor”, de Carl Anderson.

quinta-feira, dezembro 10th, 2009

Um papa nunca costuma recomendar a leitura de um livro, a não ser a Bíblia ou um clássico do cristianismo. No entanto, nesta quarta-feira, Bento XVI fez uma exceção, ao recomendar o livro “Uma civilização do amor”, de Carl Anderson, cavaleiro supremo dos Cavaleiros de Colombo.

O pontífice se fez presente na apresentação da edição italiana do livro, na sede da Rádio Vaticano, através um telegrama enviado em seu nome pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, no qual confessa sua esperança em que esta “iniciativa editorial suscite uma renovada fidelidade a Cristo e um generoso testemunho evangélico”.

O livro, publicado pela Livraria Editora Vaticana, como explicou o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, constitui um “vademecum para os leigos católicos que se esforçam por construir uma civilização do amor”.

De fato, o Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, reconheceu que este livro, com “a clareza, assim como a competência dos americanos (…), é muito útil para a formação do laicado, graças às perguntas para a reflexão que apresenta no final de cada capítulo”.

O volume, escrito pelo responsável do movimento católico mais numeroso da Igreja (os Cavaleiros de Colombo contam com quase 2 milhões de adeptos) e que foi best-seller nos Estados Unidos, sintetiza o ensinamento sobre a civilização do amor forjado por João Paulo II e Bento XVI e depois o aplica à vida dos leigos na família, no mundo globalizado, na ética do mercado, na defesa da vida, entre outros âmbitos.

O Pe. Giuseppe Costa SDB, diretor da Livraria Editora Vaticana, considera que este livro permitirá ao leitor europeu, em particular o italiano, conhecer a riqueza do catolicismo americano, muito pouco divulgado no velho continente. “Ele nos apresenta um nível de coisas espirituais que é preciso praticar para a construção do nosso eu interior e social”, comenta.

Em declarações, Anderson explicou que, ao apresentar seu livro sobre a civilização do amor no velho continente, ele procura mostrar a proposta central de João Paulo II e Bento XVI, algo que “hoje é essencial para a discussão sobre a cultura e o cristianismo na Europa”.

Na apresentação, participaram, além disso, Franco Miano, presidente da Ação Católica italiana, movimento que se sente particularmente unido aos Cavaleiros de Colombo, e John Travis, jornalista vaticanista do Catholic News Service.

A importância do evento foi sublinhada pelos participantes entre o público – algo totalmente excepcional – dos cardeais John P. Foley, grão-mestre da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, e Renato R. Martino, presidente emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz. Estavam acompanhados por embaixadores e diplomatas de vários países, alguns deles de maioria islâmica.

Zenit

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* As sete faces do amor.Nosso “sucesso” está em amar os outros.

quarta-feira, dezembro 9th, 2009
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Estas reflexões estão fundamentadas em G. Chapman, no livro “O Amor como Estilo de Vida”. Ser amado, deixar-se amar, crer no Amor de Deus constituem a alegria de viver. Só os amados mudam. O amor é uma força transformadora e propulsora.

Nosso sucesso está em amar os outros. O amor não é só uma emoção, mas, decisão, atitude, ação. Portanto, decidimos amar, escolhemos amar, optamos por amar. É preciso esforço para sermos pessoas capazes de amar.

Eis as sete faces do amor:

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1. A gentileza. É a alegria de ajudar os outros, ou ainda, é reconhecer e acolher com afeto as necessidades dos demais. A gentileza transforma encontros em relacionamentos. A pessoa gentil quer servir o próximo porque o valoriza e o respeita como pessoa. Gentileza é gesto de amor altruísta e por isso transforma as pessoas. As palavras gentis têm grande poder de cativar e até de curar porque expressam reconhecimento, respeito, atenção pelo outro, são palavras construtivas, cativantes, salvadoras. A gentileza faz bem para nós e para os outros, causa-nos alegria e dá importância aos outros.

Gentileza é cortesia, generosidade, respeito, amabilidade. Os gestos mais comuns da gentileza são: agradecer, ajudar, saudar, informar, sorrir, atender, elogiar, pedir desculpas.

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2. A paciência. Consiste em compreender e aceitar as imperfeições dos outros. É permitir a alguém ser imperfeito. É entender o que se passa dentro do outro, acolher seus sentimentos e os motivos de suas atitudes. Paciência não é concordar, é compreender; não julgar e não condenar. Nossa paciência permite ao outro crescer, mudar, ter nova chance para melhorar.

Quem tem consciência das próprias imperfeições e cultiva um espírito positivo, tem condições de ser paciente. A humildade nos torna pessoas dotadas de paciência, porque saímos de nós mesmos, sofremos com a situação dos outros e os acolhemos.

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3. O perdão. Perdoar não é fácil, mas é atitude sábia e saudável. Quem perdoa oferece ao ofensor a chance de ele melhorar. O perdão nos livra de doenças, insônias, vinganças, ódios, que são sentimentos destrutivos, e possibilita a convivência, a saúde e a felicidade. Perdoar é reencontrar a alegria, a paz interior e social. Perdoar é ter amor de mãe, amor sem medidas, amor de misericórdia que reata amizades e relacionamentos. Quem perdoa faz bem a si mesmo, compreende as limitações alheias e constrói a reconciliação e a paz social.


4. A cortesia. Significa tratar os outros como amigos porque toda pessoa é digna, original, única, valiosa. A cortesia no trânsito, no ônibus, nas filas, no relacionamento com os vizinhos, no dedicar tempo aos outros, no receber bem os que chegam, no saber agradecer, prestrar atenção, pedir desculpas, são inestimáveis gestos de amor. No cotidiano podemos praticar a cortesia por meio de uma conversa; pedir licença, ajudar idosos ou alguém em dificuldades, aceitar as incompreensões dos outros.


5. A humildade. É saber reconhecer os próprios valores e imperfeições e acolher os valores e fraquezas dos demais. Humildade é autenticidade, verdade e realismo. A palavra “humildade” vem de “húmus” (barro, terra), que é a raiz da palavra “homem”. Somos todos de barro. A humildade está nessa igualdade de dignidade, na irmandade que formamos a partir do barro, do pó e até da lama. Aceitar a ajuda dos outros, reconhecer os erros, afirmar os valores dos outros, alegrar-se com o sucesso de nossos próximos e de seu bem-estar, tudo isso é humildade.

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6. A generosidade. Define-se pela doação aos outros, é o amor que se doa, que sabe servir, dedicar tempo aos demais, ter a coragem do desapego de si e das coisas para partilhar. A generosidade é gêmea da solidariedade, da dádiva, do dom. “Há mais alegria em se doar que em receber”, ensina a Palavra de Deus. A pessoa generosa é capaz de renúncias e de sacrifícios pelo bem alheio.


7. A honestidade. É dizer a verdade com amor, não inventar desculpas para justificar os próprios erros, falar os próprios sentimentos e emoções, aceitar as limitações pessoais, como também os dons, as qualidades, os sucessos. A integridade da pessoa honesta está na veracidade das palavras, na transparência das atitudes, no compromisso com a verdade.

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* Reação espanhola diante do ” o prazer está em suas mãos”.

quarta-feira, novembro 25th, 2009
Para entender melhor este post, sugiro que leia aqui no blog o que já foi publicado sobre o assunto.

Veja o índice ao lado.

***
Mais de 14 mil espanhóis pedem demissão dos responsáveis pela campanha “O Prazer está em suas mãos”

Em poucos dias 14 mil espanhóis assinaram o pedido da seção juvenil da plataforma cidadã Hazteoir.org (HO Jovens), que solicitou a mudança da política educativa do governo da Extremadura e o afastamento dos responsáveis pela polêmica campanha “O prazer está em suas mãos” na qual se promove a masturbação entre escolares.

Nicolás Susena, coordenador da HO Jovens, agradeceu pela resposta massiva “que demonstra a rebelião cívica frente à nova tentativa de doutrinação socialista, em defesa dos direitos de pais e menores, que não estão dispostos a submeter-se ao reducionismo avassalador com qual tentam minar os valores e suas consciências”.

“Nessas mais de 14 mil pessoas que já assinaram nosso alerta cívico (http://www.hazteoir.org/node/25413) está refletida a firme crença de que este curso é um autêntico esbanjamento econômico –principalmente na comunidade com maior índice de desemprego da Europa-, que vulnera a dignidade da pessoa e representa uma das centenas de atos do falso e pejorativo ‘progressismo’ que tentam consolidar entre nossa ilustrada sociedade, a qual aparenta que apagou a sua lâmpada das idéias”, indicou.

Explicou que “este curso é, em resumidas contas, um sinal a mais da doutrinação do governo, oculto depois de uma espessa poeirada que levanta nos meios de comunicação para que não se critique o responsável pelo mesmo, mas o êxito de iniciativas como aquela empreendida pelos Jovens do HO demonstra que a sociedade não está disposta a renunciar à sua consciência e aos seus valores, muitos menos os jovens, a quem com esta campanha são reduzidos ao puro hedonismo egocentrista, desprezando a solidariedade e a entrega, também de suas mãos, que demonstram cada dia”.

Fonte : ACI

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* Você é prisioneiro de suas circunstâncias?

sábado, novembro 7th, 2009

É muito comum termos a impressão de que o que limita a nossa liberdade são as circunstâncias que nos envolvem: as restrições que a sociedade nos impõe, as obrigações de todo tipo que os outros fazem pesar sobre nós, aquela limitação psíquica ou de saúde que nos trava, etc.

Nesse caso, para encontrarmos a nossa liberdade seria preciso eliminar essas restrições e limitações. Quando sentimo-nos um pouco “sufocados” por certas circunstâncias que nos aprisionam, passamos a ter raiva das pessoas ou instituições que parecem ter sido a causa delas. Quantos ressentimentos guardamos assim contra tudo o que nos contraria na vida e impede-nos de sermos livres como desejaríamos!

DE  LIMITE  EM  LIMITE

Essa maneira de ver as coisas tem com certeza alguma parte de verdade: existem certas limitações que é preciso superar, barreiras que é preciso transpor para conseguir a liberdade. Mas há também uma parte grande de ilusão que é necessário desmascarar: mesmo que desaparecessem da nossa vida todas aquelas coisas que consideramos impedimentos à nossa liberdade, isso não nos daria nenhuma garantia de encontrar a plena liberdade à qual aspiramos.

Quando derrubamos os limites, encontramos outros um pouco mais adiante. Quem insiste nessa problemática corre o risco de entrar num processo sem fim e numa insatisfação permanente. Sempre iremos nos deparar com contrariedades dolorosas. Podemos libertar-nos de um certo número delas, mas depois aparecem outras mais inflexíveis: as leis da física, os limites da condição humana e os da vida em sociedade, etc.

“AMAR ATÉ MORRER DE AMOR”

A verdadeira liberdade, a soberana liberdade do crente, consiste em sempre ter, sob quaisquer circunstâncias, a possibilidade de crer, de esperar e de amar. Disso ninguém poderá jamais o impedir: Nem a morte, nem a vida, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem criatura alguma poderá separar-nos do amor de Deus que se manifesta em Cristo Jesus, Nosso Senhor (Rom 8, 39).

Nenhuma circunstância do mundo poderá jamais me proibir de crer em Deus, de pôr nEle toda a minha confiança, de amá-lo de todo o coração e de amar o meu próximo. A Fé, a Esperança e a Caridade são soberanamente livres: se estiverem suficientemente enraizadas em nós, serão capazes de alimentar-se até mesmo daquilo que se opõe a elas!

Se pela perseguição quiserem impedir-me de amar, sempre tenho a possibilidade de perdoar os meus inimigos, transformando assim a situação de opressão num amor maior ainda. Se quiserem sufocar a minha fé tirando-me a vida, a minha morte tornar-se-á a mais bela confissão de fé que se pode conceber! O amor é capaz de vencer o mal com o bem, de tirar de um mal um bem.

ACEITAR  A  REALIDADE

O exercício da liberdade como escolha entre diferentes possibilidades é certamente importante. Contudo, é fundamental que se entenda – sob pena de expor-se a dolorosas desilusões – que há uma outra maneira de exercer a liberdade, menos grandiosa à primeira vista, mais pobre, mais humilde, mais corriqueira afinal, e que é de uma fecundidade humana e espiritual imensa: a liberdade não somente de escolher, mas de também aceitar aquilo que nós não tínhamos escolhido.

Desejaria mostrar o quanto essa forma de exercitar a liberdade é importante. O ato mais alto e mais fecundo da liberdade humana reside mais no acolhimento do que na dominação. O homem manifesta a grandeza da sua liberdade quando transforma a realidade, mas manifesta-a ainda mais quando aceita, confiante, essa mesma realidade – tal e qual ela lhe é dada – dia após dia.

É fácil e natural aceitar as situações que se apresentam na nossa vida com um aspecto agradável e prazenteiro, mesmo que nós não as tenhamos escolhido. O problema surge, evidentemente, em face do que nos desagrada, que nos contraria, que nos faz sofrer. Mas é precisamente nesses domínios em que somos freqüentemente chamados – para sermos verdadeiramente livres – a “escolher” aquilo que não tínhamos querido, e às vezes até mesmo aquilo que não aceitaríamos por preço nenhum. Eis uma lei paradoxal da vida: só poderemos ser verdadeiramente livres se aceitarmos não sê-lo sempre!

O  PEQUENO RESTO

O homem livre – o cristão espiritualmente “maduro”, isto é, o que age verdadeiramente como um “filho pequeno” de Deus – é aquele que experimentou a radicalidade do seu próprio nada, a sua miséria absoluta, aquele que, por assim dizer, ficou “reduzido a nada”, mas que no meio desse nada descobre uma ternura inefável: o amor absolutamente incondicional de Deus. A partir desse instante não haverá para ele nenhum outro apoio, nenhuma outra esperança além desta: a misericórdia sem limites do Pai. Essa será a sua única e exclusiva segurança.

Ele espera tudo dessa misericórdia e somente dela: não mais dos seus recursos pessoais nem da ajuda dos outros. Realizam-se nele as palavras que Deus dirigiu a Israel pela boca do profeta Sofonias: Deixarei subsistir no meio de ti um povo humilde e modesto, que porá sua confiança no nome do Senhor. Os que pertençam a esse resto de Israel se absterão do mal (…) serão apascentados e repousarão, sem haver quem os inquiete (Sof 3, 12-13). Ele esforça-se generosamente por fazer o bem e recebe com alegria e reconhecimento todas as coisas boas que lhe vêm do próximo, mas com uma grande liberdade, pois o seu apoio está em outro lugar: está somente em Deus.

Ele não se inquieta, portanto, por causa das suas fraquezas, nem se irrita com os outros por eles nem sempre corresponderem ao que esperava deles. O seu apoio em Deus protege-o contra todas as decepções e confere-lhe uma grande liberdade interior, que o leva a dedicar-se por inteiro ao serviço de Deus e dos seus irmãos, os homens, com a alegria de quem está devolvendo amor por amor.

O POBRE DAS BEM-AVENTURANÇAS

O nosso mundo anda a busca da liberdade, mas procura-a na acumulação de posses e de poder. Esquece-se dessa verdade essencial: só é verdadeiramente livre quem não tem nada a perder, porque já se desprendeu de tudo, despojou-se de tudo, e por isso está livre em relação a todos (1 Cor 9, 19): dele pode-se dizer de verdade que deixou a morte “atrás de si”, pois todo o seu bem passou a estar somente em Deus.

Os que nada cobiçam e os que nada temem são soberanamente livres. Quem nada cobiça, porque tudo o que é verdadeiramente importante já lhe está assegurado por Deus; quem nada teme, porque nada tem a perder: não precisa proteger coisa alguma nem se sente ameaçado por ninguém, mesmo pelos seus inimigos. Ele é o pobre das Bem-aventuranças: desprendido, humilde, misericordioso, manso, artífice da paz.

A LIBERDADE INALIENÁVEL

Na parte central do Evangelho estão as Bem-aventuranças. A primeira resume todas elas: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus (Mt 5, 3). A pobreza de espírito, a dependência total de Deus e da sua Misericórdia, é a condição da liberdade interior. É ela que nos faz ser como as crianças, e tudo esperar do Pai.

Não sabemos o que virá sobre o mundo nos próximos anos; quais serão os acontecimentos que marcarão o terceiro milênio. Mas uma coisa é certa: nunca serão pegos de surpresa aqueles que souberem descobrir e desenvolver o espaço inalienável de liberdade que Deus depositou nos seus corações ao fazer deles seus filhos.

Jacques Philippe
Sacerdote, colaborador de Feu et Lumière

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- Na Índia, sacerdote católico doa rim para salvar um hindu

quarta-feira, setembro 23rd, 2009

Pe. Davis Chiramel, de Kerala, Índia, se ofereceu para doar um rim em favor de Gopinath, pai de família hindu, de 46 anos, a quem não conhecia.

O sacerdote explica seu gesto, inspirado pelo Ano Sacerdotal: “Para mim, doar um órgão é a ocasião única e privilegiada de participar dos sofrimentos de Cristo”.

Pe. Davis Chiramel, pároco de São Francisco Javier em Vadanapally, Kerala, é secretário geral da Accident Care and Transport Services (ACTS) de Thrissur.

Em 15 de fevereiro passado, os voluntários que trabalham na organização se reuniram na igreja do sacerdote para dialogar sobre seu trabalho. Falam de um homem pobre, de religião hindu, chamado Gopinathdonará, ex-eletricista, pai de dois filhos, com insuficiência renal crônica.

É vítima de um acidente e agora está em hemodiálise. Precisa de um transplante e os voluntários dizem que precisariam de ao menos um milhão de rupias (mais de 14 mil euros), mas sobretudo precisa encontrar um doador. Na Índia, os doadores de órgão são só cerca de um em cada milhão.

Pe. Chiramel ouve o diálogo dos voluntários e lhes diz: “Dei-me conta de que estavam falando de arrecadar dinheiro para encontrar alguém que lhe venda um rim”.

A Índia, com Paquistão e Nepal, é um dos países asiáticos nos quais o tráfico de órgãos e sobretudo de rins está muito difundido. As autoridades não conseguem controlar este comércio que por um lado encontra pobres dispostos a doar órgãos para ganhar algum dinheiro, e por outro ricos enfermos que não têm escrúpulos em pagar a peso de ouro sua saúde.

Assim, Pe. Chiramel decidiu ser ele o doador e começou as análises para ver a compatibilidade. O sacerdote declara a AsiaNews: “Doar meu rim para mim é uma graça. Aconteceu em fevereiro mas só em 19 de junho compreendi o que estava fazendo. Naquele dia o Papa inaugurou o Ano Sacerdotal e eu estava no hospital para uma das análises. Imediatamente me dei conta de que me havia sido dada a graça de oferecer também meu corpo para salvar um homem”.

Pe. Chiramel usa palavras como “alegria”, “dom” e “tesouro” para descrever o que lhe aconteceu. “Cristo é a fonte e a origem de toda boa ação e é Ele o que nos dá a força e o valor para agir – afirma –. Nunca teria imaginado antes doar meu rim e muito menos a um estranho”.

No próximo 30 de setembro, Gopinath e Pe. Chiramel se conhecerão. Para esse dia está fixado o transplante no Hospital Lakeshore de Kochi.

Pe. Chiramel conclui: “Cristo se entrega a si mesmo para a salvação do mundo e cada dia, na Missa, os sacerdotes oferecem o sacrifício de seu Corpo e Sangue. Mas o fazem sem compartilhar as penas e os sofrimentos de nosso Senhor. Para mim a possibilidade de doar um órgão meu a uma pessoa que não conheço se converteu na ocasião única e privilegiada de participar dos sofrimentos de Cristo”.

Fonte: Zenit

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O desejo de um filho justifica QUALQUER procedimento?

terça-feira, setembro 15th, 2009

Interferindo na vida? – Quando as crianças se tornam instrumentalizadas

Pe. John Flynn, LC

Reportagens sobre novas técnicas de fertilização artificial são comuns hoje. O forte desejo dos casais por crianças, unido aos avanços técnicos, resulta numa combinação inebriante.

No dia 2 de setembro, os principais veículos de comunicação do Reino Unido informavam do nascimento do primeiro bebê concebido com a ajuda de um novo método que comprova os defeitos cromossômicos que podem impedir que uma gravidez in vitro tenha êxito.

A BBC informava que “Oliver” nasceu de uma mulher de 41 anos que tivera repetidas falhas com o procedimento de fecundação in vitro.

A cobertura dos meios de comunicação deste tipo de acontecimento costuma centrar-se na natural alegria do casal com seu novo bebê. Detrás dessas cenas, no entanto, o progresso da indústria da fecundação in vitro é uma história de inumeráveis vidas sacrificadas, bebês nascidos que nunca conhecerão seus pais biológicos e centenas de milhares de vidas condenadas a um limbo gelado, nos refrigeradores das clínicas.

A Igreja Católica tem dado destaque há muitos anos aos problemas éticos implicados na fecundação in vitro. Esta postura repete-se e amplifica-se no documento “Dignitatis Personae”, publicado no ano passado pela Congregação para a Doutrina da Fé.

“A Igreja reconhece a legitimidade do desejo de ter um filho e compreende os sofrimentos dos cônjuges angustiados com problemas de infertilidade”, reconhecia (n. 16).

Tal desejo, porém, não pode antepor-se à dignidade de cada vida humana, a ponto de assumir o domínio sobre a mesma. O desejo de um filho não pode justificar a ‘produção’, assim como o desejo de não ter um filho já concebido não pode justificar o seu abandono ou destruição”, explicava o organismo vaticano.

Perigosos efeitos secundários

Existe preocupação inclusive por aqueles que nasceram com êxito através da fecundação in vitro. Estas crianças têm uma probabilidade 30% superior de sofrer defeitos genéticos e outros problemas de saúde, informava o jornal britânico Daily Mail no dia 20 de março.

A advertência vinha da Autoridade de Fecundação e Embriologia Humana do Reino Unido. Mais de 10 mil crianças nascem a cada ano na Grã-Bretanha mediante fecundação artificial, observava o artigo.

A pesquisa que está detrás deste alerta vem do Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades de Atlanta, Estados Unidos. Estudaram-se mais de 13.500 nascimentos e outros 5.000 casos, utilizando dados do Estudo Nacional de Prevenção de Defeitos de Nascimento.

Descobriu-se que os bebês nascidos por fecundação in vitro sofrem de uma série de problemas, que incluem defeitos nas válvulas do coração, lábio e paladar leporinos, e anormalidades no sistema digestivo, devido a que o intestino e o esôfago não se formaram corretamente.

Quanto a uma pesquisa realizada na Austrália, esta revelava que os gêmeos nascidos como resultado do tratamento de fecundação in vitro têm uma probabilidade mais alta de ser hospitalizados em seus três primeiros anos de vida do que os gêmeos concebidos de modo natural.

Segundo publicado na mídia australiana no dia 21 de maio, os gêmeos procedentes da fecundação in vitro passavam mais tempo no hospital após o parto e tinham 60% mais possibilidades de ter de ser internados em uma unidade de cuidados intensivos neonatal. Também costumam ter uma maior incidência de nascimentos prematuros e baixo peso ao nascer.

Os resultados era apresentados por uma equipe da cidade de Perth que analisou os ingressos hospitalares de cerca de 4.800 crianças gêmeas nascidas na Austrália ocidental entre 1994 e 2000.

Enigmas familiares

Dissociar as crianças de sua relação conjugal leva também a estruturas familiares cada vez mais complicadas, assim como a frequentes enfrentamentos judiciais. Um organismo de apelação do Estado de Nova York sentenciou que os pais de um jovem de 23 anos que morreu de câncer não poderão usar esperma conservado de seu filho morto para ter um neto, informava a 3 de março Associated Press.

Mark Speranza deixou mostras de sêmen em um laboratório em 1997, mas também firmou um documento em que pedia que fossem destruídas após sua morte. Depositou-as ali para o caso de ter a oportunidade de ser pai se sobrevivesse ao câncer.

No entanto, após sua morte, seus país quiseram um neto e buscaram uma mãe de aluguel para utilizar o sêmen. Seus anos de batalhas judiciais foram em vão.

No Texas, no entanto, o juiz do condado de Travis, Guy Herman, sentenciou que uma mãe podia dispor do esperma recolhido do corpo de seu filho morto, informava a 9 de abril a Associated Press.

Nikolas Colton Evans morreu aos 21 anos como resultado de uma briga. Sua mãe, Marissa, declarou que seu filho sempre quisera ter filhos.

O artigo citava o professor de direito da Universidade do Texas, John Robertson, que afirmava que, ainda que as leis do Estado dão aos pais o controle sobre o corpo do filho para as doações de órgãos e tecidos, a situação quanto ao esperma “é muito confusa”.

Dois dias depois, outro artigo sobre o tema em Associated Press centrava-se nas questões morais. “Para uma criança esta é uma forma brusca de vir ao mundo. Quando aparecem os detalhes e a criança aprende mais sobre suas origens, pergunto-me que impacto terá em uma criança substituta”, afirmava Tom Mayo, diretor do Centro Maguire para a Ética e a Responsabilidade Públicas da Universidade Metodista do Sudeste.

Citava-se Marque Vopat, professor de filosofia e estudos religiosos da Universidade estatal de Youngstown, Ohio, que afirmava que dizer que um filho possa expressar o desejo de ter filhos algum dia não é dizer que queria ser pai de um filho de modo póstumo.

Da Austrália vieram notícias de que uma mulher do Estado de Queensland ficou grávida de seu irmão homossexual, após ser inseminada com o esperma de um terceiro, informava no dia 2 de junho o periódico Courier Mail. Não se revelaram as identidades das pessoas implicadas.

Espera-se que a criança nasça no começo do próximo ano e, segundo a reportagem, não terá nenhuma relação com o pai biológico.

Comentando a notícia, o bispo anglicano Tom Frame, que foi adotado quando pequeno e não conheceu seu pai, declarava ao Courier Mail que o impacto de tal situação será demolidor para a criança.

Inclusive se tais crianças mais tarde queiram encontrar seus pais, seus esforços costumam ver-se frustados. Tal foi o caso de Lauren Burns, de Melbourn, Austrália.

Nascido por fecundação in vitro, sabe que o nome de seu pai biológico está no expediente, mas as autoridades estatais não lhe permitem o acesso, informava no dia 12 de abril o jornal Age.

Nasceram quatro crianças para quatro famílias utilizando o esperma de alguém conhecido só com o nome de C11.

“É interessante que, em quase qualquer outra situação, a sociedade anima muito os pais a formarem parte das vidas de seus filhos, e a quem os rechaça… etiqueta-se de maus pais”, declarava o jornal. “Nesta exceção se dá exatamente o oposto”, apontava.

Não é um punhado de células

“O corpo de um ser humano, desde as primeiras fases da sua existência, nunca pode ser reduzido ao conjunto das suas células”, diz o documento “Dignitatis Personae” (n. 4).

A Congregação para a Doutrina da Fé também comentava como, em outras áreas da medicina, as autoridades da saúde nunca permitiriam que continuassem procedimentos com índices tão altos de resultados negativos e fatais (n. 15).

“As técnicas de fecundação in vitro são, efetivamente, aceitas, porque se pressupõe que o embrião não mereça pleno respeito, pelo fato de entrar em concorrência com um desejo a satisfazer”, observava o documento. O desejo de ter filhos é muito forte, mas quando se satisfaz à custa do respeito à vida, perde de vista os princípios éticos fundamentais.

***

Irrefutável !

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Aborto e leis iníquas:A cultura da morte.

domingo, setembro 13th, 2009

O assassinato de um bebê não nascido é produzido, além de por meio de alguns métodos domésticos, através dos seguintes métodos:

- Por envenenamento salino

Extrai-se o líquido amniótico dentro da bolsa que protege o bebê. Introduz-se uma longa agulha através do abdômen da mãe, até a bolsa amniótica e injeta-se em seu lugar uma solução salina concentrada. O bebê ingere esta solução que lhe causará a morte em 12 horas por envenenamento, desidratação, hemorragia do cérebro e de outros órgãos.

Esta solução salina produz queimaduras graves na pela do bebê. Algumas horas mais tarde, a mãe começa “o parto” e da a luz a um bebê morto ou moribundo, muitas vezes em movimento.
Este método é utilizado depois da 16o semana de gestação.

- Por Sucção

Insere-se no útero um tubo oco que tem uma ponta afiada. Uma forte sucção (28 vezes mais forte que a de um aspirador doméstico) despedaça o corpo do bebê que está se desenvolvendo, assim como a placenta e absorve “o produto da gravidez” (ou seja, o bebê), depositando-o depois em um balde. O abortista introduz logo uma pinça para extrair o crânio, que costuma não sair pelo tubo de sucção. Algumas vezes as partes mais pequenas do corpo do bebê podem ser identificadas. Quase 95% dos abortos nos países desenvolvidos são realizados desta forma.

- Por Dilatação e Curetagem

Neste método é utilizado uma cureta ou faca proveniente de uma colher afiada na ponta com a qual vai-se cortando o bebê em pedaços com o fim de facilitar sua extração pelo colo da matriz. Durante o segundo e terceiro trimestre da gestação o bebê é já grande demais para ser extraído por sucção; então utiliza-se o método chamado dilatação e curetagem.

A cureta é empregada para desmembrar o bebê, tirando-se logo em pedaços com ajuda do fórceps. Este método está se tornando o mais usual.

- Por “D & X” às 32o semanas

Este é o método mais espantoso de todos, também é conhecido como nascimento parcial. Costuma ser feito quando o bebê se encontra já muito próximo de seu nascimento. Depois de ter dilatado o colo uterino durante três dias e guiando-se por ecografia, o abortista introduz algumas pinças e agarra com elas uma perninha, depois a outra, seguida do corpo, até chegar aos ombros e braços do bebê. Assim extrai-se parcialmente o corpo do bebê, como se este fosse nascer, salvo que deixa-se a cabeça dentro do útero. Como a cabeça é grande demais para ser extraída intacta; o abortista, enterra algumas tesouras na base do crânio do bebê que está vivo, e as abre para ampliar o orifício. Então insere um catéter e extrai o cérebro mediante sucção.

Este procedimento faz com que o bebê morra e que sua cabeça se desabe. Em seguida extrai-se a criatura e lhe é cortada a placenta.

- Por Operação Cesárea

Este método é exatamente igual a uma operação cesárea até que se corte o cordão umbilical, salvo que em vez de cuidar da criança extraída, deixa-se que ela morra. A cesárea não tem o objetivo de salvar o bebê mas de matá-lo.

- Mediante Prostaglandinas

Esta droga provoca um parto prematuro durante qualquer etapa da gravidez. É usado para levar a cabo o aborto à metade da gravidez e nas últimas etapas deste. Sua principal “complicação” é que o bebê às vezes sai vivo. Também pode causar graves danos à mãe. Recentemente as prostaglandinas foram usadas com a RU- 486 para aumentar a “eficácia” destas.

- Pílula RU-486

Trata-se de uma pílula abortiva empregada conjuntamente com uma prostaglandina, que é eficiente se for empregada entre a primeira e a terceira semana depois de faltar a primeira menstruação da mãe. Por este motivo é conhecida como a “pílula do dia seguinte”. Age matando de fome o diminuto bebê, privando do de um elemento vital, o hormônio progesterona. O aborto é produzido depois de vários dias de dolorosas contrações.

***

E pensar que existem pessoas que defendem esse tipo de prática,os “defensores do aborto alheio” e que acham correto tal procedimento é inimaginável.

Pesquisas recentes afirmam que a maioria esmagadora da população Brasileira é contra o aborto, o que nos enche de esperança!

Graças a Deus!

À proposito..veja que absurdo!

“Um Bebê abandonado à morte”

A luta contra o aborto é atualmente revestida da maior importância principalmente porque esta é uma das formas de enfrentarmos o avanço da Cultura da Morte em nossa sociedade. E um dos efeitos mais devastadores desta cultura maligna é exatamente entorpecer as consciências de muitos tanto para o drama da morte quanto para a beleza da vida.

Quando tal descaso em relação à vida humana atinge os profissionais da área médica temos então o pior dos mundos à nossa frente.

Foi divulgada  pelo jornal Daily Mail a história de uma mãe que assistiu seu filho morrer sem qualquer cuidado médico.

Sarah Capewell, a mãe, implorou para os médicos para que atendessem a seu filho. Apesar de seu filho respirar sem aparelhos e ter batimentos cardíacos normais, e até mesmo mover seus braços e pernas, apesar de tudo isto, os médicos recusaram-se a prestar-lhe quaisquer cuidados.

O motivo? Este: Jayden, como foi chamado por sua mãe, nasceu com 21 semanas e 5 dias. Pelos protocolos médicos ingleses, apenas crianças com 22 semanas de gestação devem receber cuidados médicos. Ou seja, os médicos abandonaram Jayden à morte por causa de 2 dias.

Por causa destes 2 dias, os médicos forçaram Sarah a assistir impotente à morte de seu filho. Deixaram-na ver seu filho respirar com dificuldade, debatendo-se por uma vida que lhe era negada por médicos que tinham por ele apenas indiferença.

A mãe conta que a parteira que a assistiu no parto chamou Jayden de “pequeno guerreiro”, devido a estar respirando por si próprio e por seu coraçãozinho bater normalmente.

Diante de sua insistência para que os médicos viessem em socorro de seu filhinho, Sarah recebeu esta resposta da parteira:

“Eles não virão para ajudar, querida. Aproveite todo o tempo que você tem com ele.”

Sarah abraçou seu pequenino filho e tirou preciosas fotos do menino que vão nesta página. Jayden faleceu em seus braços menos de 2 horas após seu nascimento.

Ela também conta que devido a gestação não ter atingido 22 semanas, foi-lhe negado o medicamento que serviria para atrasar o momento do nascimento. Negaram-lhe também as injeções de esteróides que fariam com que os pulmões do pequenino Jayden fossem fortalecidos para o eventual nascimento prematuro.


Negaram-lhe tudo… Medicamentos, cuidados, tratamento digno para seu filho. Jayden veio e foi-se deste mundo apenas com o amor de sua mãe.

Hoje, Sarah Capewell está lutando para que os protocolos que serviram de sentença de morte para seu filho sejam alterados:

“Milhares de mulhes passam por esta experiência. Os médicos dizem que os bebês não sobreviverão, mas como eles sabem disto se não lhes dão uma chance?”

A verdade é que os médicos não sabem… E não sabem porque a Cultura da Morte que lhes embota o pensamento já vai tomando-lhes por completo. Somente assim eu posso imaginar que uma pessoa possa ver uma mãe abraçada a seu filho implorar por ajuda e virar-lhe as costas.

Fonte:
‘Doctors told me it was against the rules to save my premature baby’

Justice for Jayden

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Por que Maria Mariana preferiu casamento e filhos à “fama”

quarta-feira, agosto 26th, 2009


A escritora Maria Mariana escandalizou o feminismo, que, aliás, anda bem na mídia, mas mal na vida real.

Maria Mariana abandonou a fama do teatro e da TV para ser mãe de quatro filhos. Agora lançou o livro “Confissões de mãe”.

Em entrevista à revista “Época” explicou que “o fato de eu adorar ser mãe” lhe rendeu muitas qualidades.

Ela explicou por que se desinteressou pela “fama”: “Eu sonhava com uma enorme mesa de família com aquela macarronada no domingo. Eu queria mudar de degrau, mudar de história.”

Ela elogia o parto normal porque predispõe a ser uma “mãe melhor. Todos falam do nascimento do bebê, mas esquecem que a mãe também nasce naquela hora”.

“Amamentar não é um detalhe, diz ela, é para a mãe que merece. Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.”

Para espanto das decadentes feministas hodiernas, ela continuou: “Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. O homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. Homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar.

“Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá.

“Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar.

“A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme.”

***

Interessante a conclusão que  ela chegou.

Pessoalmente não acho que as coisas sejam necessariamente contraditórias e excludentes,embora se perca muita qualidade de vida e de maternidade quando se tenta levar as duas coisas juntas.

A questão não é tanto as duas coisas juntas mas a intensidade com que cada coisa é assumida e compreendida.

A maternidade é algo inscrito na natureza feminina essencial para sua realização,mesmo que nem sempre essa maternidade se expresse de forma física.

A maternidade da Mulher se expressa de forma mais plena em filhos mas não se esgota neles.vai além!

O problema é que muitas mulheres rejeitam a maternidade excluindo essa possibilidade dentro do matrimônio,com poucos ou nenhum filho e vendo essa possibilidade como uma vitória sobre o que chamam  de ” determinismo biológico à maternidade “,como se a gravidez fosse uma prisão e não permitisse a mulher ser ” livre” e realizada”.

É uma visão feminista,claro..

A entrevista vai de encontro com essa visão e fala da alegria de ser mãe,algo que muitas mulheres precisam redescobrir e assim tocar novamente o mistério de co-criação que as mulheres participam de forma tão intensa!

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O perfil do namoro no Brasil

domingo, agosto 16th, 2009

Foto: Shutterstock

As garotas brasileiras de 8 anos para cima já se preocupam com fidelidade no namoro. Cada vez mais precoces, elas têm preocupações de gente grande: querem compromisso, mas os garotos não abrem mão da liberdade. Para eles, o namoro pode prejudicar o contato com os amigos.

Aos olhos desses adolescentes, não são atitude prematuras para a idade. É uma tendência geral, constatada em uma pesquisa com mil pré-adolescentes e adolescentes brasileiros, com idades entre 8 e 14 anos, de todas as regiões do Brasil, feita pelo canal de TV Boomerang.

Para a alegria momentânea de pais e mães, apenas 13% das meninas de 13 e 14 anos dizem ter namorado. Entre os meninos da mesma idade, 23% afirmam o mesmo. Alguns começam cedo (a namorar ou a pegar mentira): na faixa dos 8 aos 10 anos, 2% das meninas e 15% dos meninos dizem namorar.

Apesar de expectativas diferentes para o amor, garotos e garotas concordam plenamente em outros pontos. Uma delas é a impossibilidade de sair de casa sem celular – pensam assim 61% das meninas e metade dos meninos. O tocador de MP3 também tem de ir junto: 26% dos garotos e 23% das garotas disseram não por o pé fora de casa sem o aparelho.

Nem só de namoro e consumismo vive esse grupo. Para 48%, o programa mais divertido que existe é bater papo online com os amigos. E, pelo menos na hora de responder a pesquisa, eles mostraram gostar da companhia dos pais: 43% consideram assistir televisão com a família o mais divertido dos programas.

***

Namorar exige minima maturidade e entendimento das implicações afetivas e humanas contidas no ato de namorar.

Minha torcida é que o famigerado “ficar“,ladrão do amor ,do compromisso, do auto respeito,esvaziador do tempo e da amizade tão importante para se cultivar o terreno para que o namoro possa de fato acontecer,não destrua antes a esperança de nossos queridos jovens de que o amor existe,é viável e capaz de gerar plenitude humana afetiva quando bem compreendido e vivido à luz da fonte de todo amor: DEUS!

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Meu Filho!

domingo, agosto 9th, 2009

Meu Filho !

Eu lhe dei a vida, mas não posso vivê-la por você.
Posso ensinar-lhe muitas coisas, mas não posso fazer com que aprenda.
Posso ensinar-lhe o caminho, mas não posso estar lá para indicar-lhe.

Posso dar-lhe liberdade, mas não posso ser responsável por ela.
Posso levá-lo à Igreja, mas não posso fazer com creia em Deus.
Posso ensinar-lhe a distinguir entre certo e errado, mas não posso decidir por você.

Posso comprar-lhe roupas bonitas, mas não posso fazer com que fique bem nelas.
Posso oferecer-lhe um conselho, mas não posso aceitá-lo por você.
Posso dar-lhe amor, mas não posso forçá-lo a amar.

Posso ensinar-lhe como ser bom, mas não posso forçá-lo a ser bom.
Posso avisá-lo sobre seus amigos, mas não posso escolhê-los por você.

Posso contar-lhe sobre fatos da vida, mas não posso construir a sua própria reputação.

Posso avisar-lhe sobre o mal que a bebida acarreta, mas não posso dizer não por você.
Posso avisá-lo sobre as drogas, mas não posso impedi-lo de usá-las.
Posso falar-lhe sobre metas a serem alcançadas, mas não posso alcançá-las por você.

Agora é sua vez de agir!

Fonte: Pais e mães do “Amor Exigente”

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Namoro Sexualizado é maduro?

segunda-feira, agosto 3rd, 2009


Alguns adolescentes são como um vulcão. Os sentimentos fluem no adolescente com uma força e uma variabilidade extraordinárias. A adolescência é a idade dos grandes ânimos e dos grandes desânimos, dos grandes ideais e dos grandes ceticismos.

A felicidade não está em fazer o que a pessoa quer, mas em querer o que a pessoa deve fazer.

Apesar de que a virgindade não está precisamente de moda, é preciso valorizá-la em toda sua grandeza: um adolescente de 17 anos disse que não gostaria de ter em sua mente encontros sexuais do passado, na noite de núpcias. Isto o ajudava a se abster das relações sexuais antes do casamento.

Em uma pesquisa, perguntaram a dois mil adolescentes: Foi feita, em sua casa, a proposta da virgindade? Deram razões para uma pessoa chegar virgem ao matrimônio? Falaram com vocês sobre os benefícios da abstinência sexual e lhes explicaram a escada da paixão? Este último conceito consiste em saber o que acontece em um casal com a intimidade física e, se o rapaz ou a moça aceitaram a meta da virgindade, em que fase devem perdê-la?

O resultado foi: a meta da virgindade foi proposta a 80% das mulheres, em seus lares; também a 80% delas foram explicadas as razões para chegar virgens ao matrimônio. No caso dos homens, somente a 50% deles foi feita a proposta de atingir a meta de ser virgens.

Os adolescentes devem ter sua meta clara (abstenção de ter relações sexuais), porque se não for assim, se não conhecerem os benefícios e os riscos de uma intimidade prematura, serão alvos fáceis de cair em uma sucessão interminável de encontros sexuais que os deixará vazios emocionalmente e espiritualmente.

López Quintás afirma que, se um jovem pensa que ama uma jovem, mas o que ama na verdade são somente as qualidades dessa moça que ele achar agradáveis (sobretudo as do tipo sexual), é provável que tenha mais amor a ele mesmo do que outra coisa, e que ame – acima de tudo – os afagos e a atração que estas qualidades produzem. Quando passar o interesse, devido ao tempo ou qualquer outro motivo, ou deixar de ser uma experiência prazenteira pela saturação provocada pela repetição de estímulos, ele pensará que seu amor acabou, embora seria mais correto dizer que esse amor praticamente não chegou a existir, porque – desde o princípio – estava impregnado de egoísmo.

Quem desejar outra pessoa, sobretudo para saciar sua avidez sexual, não estabelecerá apenas vínculos pessoais com ela, mas a utilizará. Em troca, quem ama dá o que tem, doa seu próprio ser. São atitudes bem diferentes: uma delas, parte do egoísmo, enquanto que a outra, da generosidade.

Quanto mais um namoro for sexualizado, mais riscos existem de que derive em uma união de dois egoísmos. Nesses casos, o prazer substitui o carinho com mais facilidade do que parece, e entram em uma atmosfera hedonista que escurece o horizonte do amor, além de provocar frustração e tristeza.

A dependência ao sexo tende sempre a pedir mais, porque a sensibilidade sofre um desgaste e reclama estímulos cada vez mais intensos.

O prazer possessivo é interesseiro, não procura o outro ou a outra, não respeita a dignidade da pessoa e abre um espaço para a infidelidade e a desgraça. A mulher deve fomentar uma atração pessoal, mas não à custa de perder parcelas de sua intimidade.

Alguns dirão que não ter relações com a pessoa amada é repressão, mas não é; é preferir outra coisa. Reprimir-se é prescindir de algo atraente para ficar vazio, mas quando, por exemplo, uma mãe se priva de alguma coisa por amor a seu filho, não se diz que esteja sendo reprimida, mas que ela está se sacrificando para obter algo melhor para o filho. Quando um namorado ou uma namorada guardam seu corpo para entregá-lo limpo no casamento, não estão sendo reprimidos, estão apostando por algo superior.

Em certa oportunidade, explicava a um rapaz de dezenove anos: «Talvez, em determinado momento, guardar-se para o casamento pode lhe custar, porém, olhando a vida desde uma perspectiva mais ampla, você perceberá logo que, ao esperar, estará conservando um tesouro muito valioso e não vai querer jogá-lo fora. Quando algumas pessoas o desprezarem por isso, pense que você poderia fazer o mesmo que eles, sem nenhum esforço, no entanto, me parece que custaria muito trabalho para eles perder a dependência de todo o excesso de sexo que vivem. Eu decidi esperar até o casamento e o fato de que minha namorada também seja capaz de esperar uns anos por mim, me parece uma boa demonstração do que ela vale e de quanto me quer».

A posse não é – como às vezes se pretende – uma “prova” de amor, mas quase sempre seu atestado de óbito.

Para ajudar os jovens, escreveu Romano Guardini, o fator mais eficaz é como o educador é; em segundo lugar, o que faz; e, em terceiro, o que ele diz.

Por: Martha Morales

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