* A Beleza do matrimônio entre um Homem e uma mulher.
quinta-feira, julho 29th, 2010As legendas estão em espanhol, mas as imagens falam por sí só. Foi retirado do excelente filme “para crianças” da pixar “Up- altas aventuras”
Deus seja louvado!
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As legendas estão em espanhol, mas as imagens falam por sí só. Foi retirado do excelente filme “para crianças” da pixar “Up- altas aventuras”
Deus seja louvado!

É ao mesmo tempo um sonho e uma inquietação… A pessoa que encontrei será mesmo feita para mim? Aquela com quem sonho existirá? E se sim, como a reconhecer?
Estas questões são quase inevitáveis: quanto mais conhecemos o outro, mais descobrimos as suas qualidades, mas também os seus defeitos. Reparamos também que o compromisso reveste um caráter absoluto, definitivo.
E se tivesse me enganado? E se não fosse ela ou ele? E se a paixão nos cegasse e se uma vez casados nos déssemos conta que tínhamo-nos enganado?
Ao mesmo tempo, o imaginário tende a criar um modelo ideal do outro: ele ou ela deve ser assim, ter tal aspecto, tal caráter e sobretudo não ter aquele defeito! Muitas vezes, em vez de receber e aprender a conhecer o outro pelo que é, procuramos encontrar nele o ideal que criamos.
Reconhecer juntos que se é feito um para o outro é dar tempo para se conhecer bem: partilhar em profundidade, aceitar que o outro seja diferente, etc… É bom também colocar juntos certas questões: Seremos capazes de ultrapassar o cinzento do quotidiano? Poderemos juntos ultrapassar as grandes dificuldades da vida? Amaremo-nos o suficiente para suportar os nossos defeitos?
Este reconhecimento conduz a uma escolha que somos capazes de fazer em liberdade: Sim, é com ele, é com ela, que eu quero passar a minha vida, ter filhos, construir uma família. A escolha do outro, que conduz a um compromisso total e definitivo, é então feita na confiança e na esperança.
Sendo assim, é preciso por vezes saber interromper uma relação, porque se chega à conclusão de que não se é feito um para o outro, que não poderemos ultrapassar a diferença de meio, de cultura ou de idade, divergências de temperamento, uma não aceitação dos limites do outro, etc… é preciso também ter o cuidado de fazer esta escolha sem procurar razões do tipo: “eu queria de qualquer maneira casar e ter filhos”, “tudo se arranjará depois de casados”, “ele agradava aos meus pais”, etc. Ter cuidado também com a pressão social e familiar, com a tendência a idealizar o outro, a sonhá-lo, com a dependência sexual que se instala rapidamente.
Com efeito, a escolha é uma decisão que compromete toda a nossa vida, a do outro ou a dos filhos que poderiam vir. Por esta razão, podemos dizer que o casamento, se é ponto de partida para a vida em comum, é também o ponto mais alto de uma caminhada a dois no decurso da qual houve o reconhecimento do outro como aquele que foi feito para nós. ![]()
| Testemunho
Antes de nos conhecermos, qualquer um de nós tinha o desejo de fundar uma família e de permanecer puro no nosso coração e no nosso corpo, na espera do outro. Isto não nos impedia de procurar a alma gêmea, e de nos fazermos regularmente a pergunta: Será este? Será esta? Já nos conhecíamos há quatro anos, tínhamos feito vários passeios em conjunto, porque pertencíamos ao mesmo grupo de amigos, sem que nada se tivesse tornado claro nem para um, nem para outro: cada um de nós tinha o seu espírito voltado para outros. Depois, um belo dia, sem que saibamos explicar porquê, nem como, e permanecendo as nossas buscas sem resultado, tudo se tornou claro e se encadeou de uma maneira tão natural e tão simples, que percebemos rapidamente que éramos feitos um para o outro. A nossa aproximação de repente tornou-se normal, de uma evidência clara. Enquanto éramos só amigos, a nossa intimidade, a nossa atração pelo outro, a nossa atenção cresciam. Tivemos realmente a impressão de um presente que se recebe, e não de algo que se toma. Foi assim que ficamos noivos, depois casamos: é uma bela aventura de amor, que durará toda a nossa vida.
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A Conferência Episcopal de Filipinas (CBNP) rechaçou um novo programa de “educação sexual” que a Secretária de Educação, Mona Valisno, pretende impor nas escolas para reduzir “a taxa de crescimento da população, considerada como um elemento de pobreza de massa em um país que conta com quase 92 milhões de habitantes”.
Conforme assinala a agência vaticana Fides, o projeto “suporia a introdução de um programa de saúde reprodutiva entre adolescentes em 80 escolas públicas primárias e em 79 escolas secundárias, com a intenção de estendê-lo a todo o país”.
“A CBNP, que no passado conseguiu bloquear uma proposta de lei que pretendia destinar recursos públicos para a informação e o acesso ao controle artificial de nascimentos, se opôs afirmando que a educação sexual deveria e poderia ser melhor compreendida se for conversada dentro do âmbito familiar, não publicamente”, acrescenta.
“Estes não são argumentos para crianças. É melhor que se ocupem disto os próprios pais. O sexo deveria ser considerado como um dom de Deus e não só um aspecto físico”, assinalou Dom Pedro Quitorio, responsável por comunicações da CBCP.

Zenit
Entrevista com o padre Giorgio Maria Carbone, docente de teologia moral
Para muitos, a ideia de caridade não vai muito além da ação de distribuir esmolas.
Não há dúvida de que toda boa ação de doação para o próximo é meritória, mas, para o cristianismo, a caridade tem um significado muito mais profundo, e deve ser praticada para além da filantropia.
De fato, para a religião cristã, a caridade está intimamente ligada ao amor, à tomada de responsabilidade nas relações com os demais, que implica num comportamento fraterno. Talvez por essa razão São Paulo tenha indicado a caridade como “a maior e todas” as virtudes.
Tratando deste tema, o padre Giorgio Maria Carbone, frei dominicano e sacerdote, doutor em jurisprudência e teologia, docente de teologia moral junto à Faculdade de Teologia dell’Emilia Romagna, publicou recentemente um livro intitulado Ma la più grande di tutte è la carità (“Mas a maior das virtudes é a caridade” – Edizioni Studio Domenicano).
O que é a caridade?
Padre Carbone: A caridade é, em primeiro lugar, a própria identidade de Deus. É o que nos ensina João: “Deus é amor” (1 Jo 4,16). Nesta passagem, o apóstolo usa a palavra grega ágape, que significa amor gratuito de benevolência. A caridade, assim, significa o amor com qual Deus ama a si próprio, isto é, o amor com qual o Pai ama o Filho, e este amor é o próprio Espírito Santo. A caridade significa também o amor com que Deus ama cada um de nós: e Deus nos ama com o mesmo Amor com o qual se ama, isto é, nos ama no Espírito Santo. É este o significado da oração que Jesus dirige ao Pai antes de ser preso (Jo 17,26): “Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste [que é o próprio Espírito Santo] esteja neles, e eu neles”. Enfim, a caridade significa também o amor com o qual nós amamos a Deus, a nós mesmos, e ao nosso próximo. Este último é, assim, um amor de resultados, que depende do fato de que Deus é amor e de que Deus nos ama.
O que distingue a caridade cristã do conceito de solidariedade e de outras formas de altruísmo secularizado?
Padre Carbone: O elemento característico que faz a diferença está em sua origem, na fonte e na consciência desta origem. A caridade é a própria natureza de Deus, é o fato de que Deus me ama com o mesmo amor com o qual ama a si mesmo. É justamente o fato de Deus me amar e me envolver em sua dinâmica do amor, que me torno capaz de amar com o mesmo amor: esta é a caridade cristã.
É uma espécie de habilitação que Deus opera em nós: Jesus Cristo, amando-nos, nos faz capazes de também amar com seu coração e seu impulso, com suas motivações e seus fins. Este é o desígnio de salvação pelo qual todo homem e toda mulher é chamado a participar ativamente: um desígnio de amor salvífico que se realiza mediante o amor voluntário, isto é, do amor que se faz doação. É o que diz São Paulo em sua carta aos Efésios. Assim, a caridade encontra sua origem no próprio Deus e nos coloca em conformidade com a vida de Cristo.
A solidariedade, o altruísmo, a benevolência genérica constituem boas disposições do ânimo humano, isto é, constituem autênticas virtudes e podem compelir aos mesmos gestos que nos conduz a caridade. Mas as origens e as metas da solidariedade e do altruísmo são diferentes daqueles da caridade: de fato, a solidariedade nasce da consciência de se pertencer a uma mesma comunidade, partilhando interesses e fins comuns.
Em seu livro, o senhor sustenta que a caridade é a forma de todas as virtudes. Porquê?
Padre Carbone: Dizer que a caridade seja a forma de todas significa que conduz todas as virtudes à mais alta perfeição. Mas é preciso entender bem. Cada virtude humana, como as virtudes cardeais da prudência ou da justiça, aperfeiçoa o homem relativamente a algum aspecto de sua vida. Por exemplo, a virtude da justiça aperfeiçoa minha vontade porque me torna capaz reconhecer e realizar o bem comum e o direito do próximo. Assim, me aperfeiçoa no que se refere às minhas relações sociais interpessoais. A caridade, por sua vez, me relaciona me primeiro lugar com Deus, porque é uma resposta de um amor recebido de Deus; depois, me relaciona comigo mesmo e com meu próximo, pois me torna capaz de amar a mim mesmo e a ele com o mesmo coração e a mesma vontade de Jesus Cristo; e, enfim, me orienta não tanto a buscar algum fim próximo, e sim o fim último e definitivo, que é o próprio Deus.
A fé católica indica a caridade como uma das virtudes teologais. São Paulo sustenta que a caridade é a maior de todas as virtudes. Qual razão desta posição privilegiada?
Padre Carbone: Em parte devido aos motivos que já discutimos, e em parte devido a outras razões que podem ser inferidas a partir da comparação entre as virtudes da caridade e aquelas da fé. Ambas são virtudes teologais, no sentido de que ambas têm Deus como origem: apenas Deus é causa eficiente da fé e da caridade, ninguém pode causá-las em si mesmo; podemos nos dispor a receber estas virtudes, mediante a oração, pela prática da humildade, recebendo os sacramentos, mas não somos nós que damos origem a tais virtudes: é Deus que as doa. São teologais também porque Deus é seu objeto: com a fé nós conhecemos a Deus e aquilo que Deus diz de si mesmo e da criação; e com a caridade nós amamos a Deus e por Ele somos amados. Mas a diferença é a seguinte: a fé aperfeiçoa a inteligência humana e nos leva a conhecer o próprio Deus. Este processo de conhecer faz uso da linguagem e dos conceitos humanos, e, portanto, de conceitos limitados, finitos, que são, por sua própria natureza, redutores da realidade ilimitada que é Deus. Assim, a fé, enquanto aperfeiçoa a inteligência, tem um limite objetivo: reduz Deus aos limites finitos de nossos conceitos, ainda que possam ser ideias e conceitos contidos na revelação histórico-bíblica. A caridade, ao contrário, aperfeiçoa a vontade, e esta vontade é dirigida à pessoa amada como nela própria. O amor e a vontade comportam um movimento da pessoa que ama à pessoa amada para alcançar esta pessoa em sua própria identidade real, e não por ideias ou conceitos que dela fazemos. Por essa razão, a caridade é também mais excelente que a fé: leva a alegrar-se e amar a Deus por aquilo que é em si mesmo.

O continente africano é o mais atingido pela AIDS.
Dom Fernando Arêas Rifan
Diferente do que foi enfatizado pela mídia na visita à África ano passado, o Santo Padre confirmou as posições da Igreja Católica e as linhas essenciais de seu compromisso para combater o terrível flagelo da AIDS.
Para a Igreja, a prioridade é: a educação na responsabilidade das pessoas no uso da sexualidade e a reafirmação do papel essencial do matrimônio e da família;
A pesquisa e a aplicação de tratamentos eficazes para a AIDS e colocá-los à disposição ao maior número de doentes através de muitas iniciativas e instituições de saúde;
E a assistência humana e espiritual aos enfermos de AIDS, assim como de todos os que sofrem, e não a opção exclusiva pela difusão de preservativos.
A distribuição de preservativos, como solução para o problema, insinua e inclui como pressuposto a promiscuidade, uma das principais causas da AIDS, convidando ao desregramento sexual.
O fim bom não justifica utilizar meios perversos. Evitar a AIDS é ótimo, mas fomentar a promiscuidade é péssimo.
Não se estaria utilizando um inibidor para a AIDS – o preservativo – que, em última análise, pode se tornar causa desta mesma doença? E depois chamam de irresponsável a quem dá um grito de alerta.
O Papa João Paulo II já havia advertido: “o uso dos preservativos acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo”. Propagar a promiscuidade é um meio de propagar a AIDS.
Dr. José Maria Simón Castellví, presidente da Federação Internacional de Médicos Católicos (FIAMC), explica que a Igreja defende a fidelidade, a abstinência e a monogamia como as melhores armas. Obviamente, diz ele, a Igreja não está dizendo que se pode manter todo tipo de relações sexuais promíscuas, com a condição de não utilizar o preservativo.
E a Igreja não está sozinha nessa linha de pensamento.
O eminente descobridor do HIV, Luc Montagnier, indica como deveria ser o combate a AIDS: “são necessárias campanhas contra práticas sexuais contrárias à natureza biológica do homem. E, sobretudo, há que educar a juventude contra o risco da promiscuidade e o vagabundeio sexual”.
Dr. Edward C. Green, médico antropólogo, diretor do Projeto de Pesquisa para a Prevenção da Aids do Centro Harvard, com 30 anos de experiência na área, confirmou que o Papa está correto na sua afirmação de que a distribuição da camisinha exacerba o problema da AIDS. “O Papa está correto,” disse Green na entrevista de 18 de março do passado na National Review Online, “colocou as coisas no melhor caminho, a melhor evidência que nós temos apóia os comentários do Papa”. “Há”, acrescentou Green, “uma consistente associação mostrada por nossos melhores estudos, incluindo o Demographic Health Surveys, entre a maior avaliação e uso de camisinhas e a mais alta (não a mais baixa) taxa de infecção por HIV. Isto pode ser devido em parte ao fenômeno conhecido como compensação de risco, que significa que quando alguém usa uma ‘tecnologia’ de redução de risco como a camisinha, essa pessoa frequentemente perde o benefício (a redução do risco) por compensar ou ter maiores chances do que alguém teria sem a tecnologia de redução de risco”.
FONTE : http://www.cnbb.com.br/site/articulistas/dom-fernando-areas-rifan/2586-o-papa-e-a-aids

O Pe. Thomas Remedios Fernandes, de 37 anos, vigário paroquial da igreja de Jesus, Maria e José, na aldeia de Nuvem, na Índia, faleceu no último 9 de maio ao salvar a três jovens de perecer afogados no mar durante um passeio organizado pela paróquia.
Conforme informou a agência Fides, a paróquia tinha organizado um dia de companheirismo na praia da Galgibaga. Esse dia pela tarde, três jovens de 17 a 19 anos ingressaram no mar agitado e ao encontrar-se em dificuldade gritaram pedindo ajuda.
“O Pe. Fernandes se atirou na água e conseguiu salvar em seguida dois deles. Uma vez alcançado e posto a salvo o terceiro jovem, o sacerdote sofreu um ataque cardíaco fatal. O sacerdote foi socorrido e levado rapidamente a um hospital próximo, mas os médicos não puderam fazer outra coisa que constatar a morte”, informou Fides.
A Igreja em Goa afirmou que o Pe. Fernandes “é um Pastor que deu a vida por suas ovelhas (…) e neste Ano Sacerdotal é um exemplo e um testemunho para todos os sacerdotes”.

Um pai que foi até o fim e que dignifica a paternidade com seu exemplo de amor.
O dom de um filho ultrapassa em muito os conceitos de beleza, perfeição estética,produtividade, e saúde perfeita.
Filho amado por ser filho. Isso Basta!
http://daleth.cjf.jus.br/vialegal/materia.asp?CodMateria=1478

Existe um só matrimônio: não há um casamento civil e outro religioso, declara nessa entrevista concedida um escritor sacerdote, autor de “O livro do matrimônio” (Planeta, 2010), no qual repassa esta instituição e oferece chaves para compreender o que ele chama de “misteriosa união”.
Professor de Antropologia no Centro Universitário Vilanova (Universidade Complutense de Madri) e capelão, José Pedro Manglano (www.manglano.org) é doutor em filosofia e combina seu trabalho sacerdotal com cursos, palestras e com a direção do Planeta Testimonio.
Manglano é membro do Conselho Assessor do Observatório para a Liberdade Religiosa e de Consciências (www.libertadreligiosa.es).
-Quantos casamentos existem?
Manglano: Não existe mais que um casamento.
Não podemos esquecer que só se casa quem se casa. Ninguém casa! Quando fazem o ato livre de entrega total ao seu ser masculino e feminino, geram uma relação particular que chamamos “matrimônio”. Consiste em uma união orgânica, de modo que dois formam “uma só carne”. Isso – insisto – só pode fazer quem se casa. Só eles fundam ou criam um novo matrimônio.
Portanto, não há um matrimônio civil e outro religioso. Não. Isso são instâncias que reconhecem ou não o matrimônio, o único matrimônio. O Estado diz: “Se querem que eu os reconheça como matrimônio, se querem que minha legislação sobre o matrimônio se aplique, Eu – Estado – exijo seu consentimento diante de um funcionário, com tantas testemunhas, para preencher esse formulário…e o que for”, a fim de estabelecer pela autoridade civil. Falamos então de um casal que realizou um casamento civil.
Também a Igreja, para reconhecer aos cristãos seu matrimônio, pode exigir algumas formalidades a fim de começá-lo. Então falamos de casamento religioso, mas é o único matrimônio.
-A aliança, o arroz, dotes… Conte-me: de onde surge tudo isso?
Manglano: Tudo isso? Impossível. Cada uma dessas tradições se formam em um lugar e momento determinado, se configura pouco a pouco, têm raízes também em outros lugares…
Trata-se de expressões de linguagem simbólicas. Isto é, nas realidades abstratas ou espirituais – como pode ser o desejo de prosperidade, o desejo de descendência, a pertença de um ao outro…- se pode expressar e manifestar de maneira física, corporal e material. Os homens necessitam fazê-lo. Estes símbolos e rituais são profundamente humanos. Convém conhecer seu sentido e realizá-los com autenticidade. Do contrário, se convertem em formalismos ou em elementos ornamentais, que terminam por afogar com liturgias cheias de vazio.
-O matrimônio é um sacramento de dois, enquanto os outros sacramentos são “individuais”. Por que é assim?
Manglano. Efetivamente, são dois que “sofrem” a ação do Espírito de Deus, ação que faz de ambos uma só carne. Poderíamos falar que a ação transformadora que opera esses sacramentos é a de realizar uma unidade, uma comunhão total de vida e amor.
A partir de seu ato livre por decidirem se unir, o Espírito constitui uma comunhão que a liberdade de ambos deverá realizar progressivamente em suas vidas.
É um sacramento de dois no sentido de que antes são dois e é um sacramento de um no sentido que depois são um.
-O matrimônio… se descobre ou se cria?
Manglano: Parece-me que essa é a questão moderna mais interessante. Em um século XX marcado pela filosofia da suspeita – suspeita antes de tudo que parece imposta ao homem -, decidimos reinventar o matrimônio. Levamos cinquenta anos experimentando, afirmando: ‘o matrimônio significa que os casais se amam, e ninguém tem que dizer como viver, nem ditar regras que rompam a espontaneidade livre da relação”.
A revista Time publicou recentemente que a última pesquisa do Pew Reserarch Center concluía que os jovens do milênio – quem tem 18 anos – resultam em algo convencional: 52% deles marcam como primeiro objetivo ser um pai exemplar e ter um matrimônio estável e fiel. É visível que os inventos têm gerado mais dor que felicidade. Poderíamos dizer que o matrimonio institucional – por contrapor ao matrimônio a la carte, fabricada pelo casal – segue sendo o ideal.
Estou convencido que o matrimônio, longe de inventá-lo, nos inventa. O matrimônio tem seu DNA particular, não estipulado por nada além da verdade do amor conjugal.
-Historicamente havia casamentos entre recém nascidos… Melhoramos, não?
Manglano: Melhoramos muito, e também pioramos muito. O matrimônio, em si mesmo, é um modo de vida que faz bem e trás felicidade ao homem. O matrimônio resulta intensamente em um atrativo tal, mas está sempre ameaçado pela maldade do homem. O homem geralmente ataca – sem má intenção, mas ataca – a verdade do matrimônio para manipulá-lo segundo seu interesse.
No século VIII o resultado dessa manipulação foi este: quando os missionários cristãos levavam o Evangelho aos povos bárbaros, na Bulgária e em outros povos germânicos encontraram a tradição de casar as crianças apenas recém nascidas. Era uma forma de alcançar as alianças familiares e seus benefícios econômicos ou políticos, adiantando o tempo. O protagonismo do casamento, então, não tinha o amor. Isso só chegou em torno do século XI, precisamente quando a teologia cristã estuda a Trindade e redescobre que Deus é um movimento eterno de amor; portanto, o amor é importante, e nos matrimônios deverá ser respeitado seu papel, seu insubstituível protagonismo.
Sim, nessa percepção melhoramos. Mas ao mesmo tempo perdemos outras percepções, como o valor libertador da instituição, ou a necessidade da paciência e o “domínio de si” para realizar com fidelidade e em plenitude o projeto criado, ou o poder destrutivo da anticoncepção…
-O senhor afirma que sem vínculos não há liberdade. É uma provocação?
Manglano: Eu gosto. Enquanto não se provoca a razão, o racionalismo nos limita de tal forma que o conhecimento nos afasta da beleza da vida real. Sim, não podemos reduzir os mistérios da existência do homem a fórmulas matemáticas e silogismos a todos os níveis. A verdade dos mistérios humanos, como é o fato de sua liberdade, são sempre paradoxais para a razão.
Por esse motivo abordo a questão, de acordo com o método do caso no diálogo com Antoine de Saint-Exupery e sua mulher Consuelo. São duas pessoas ‘libertinas’ que esperam que a felicidade lhes proporcione independência e autonomia. Saint-Exupery, como o Pequeno Príncipe criado por ele, viaja por distintos planetas da vida; conhece outras tanta rosas iguais a sua… Consuelo, também de abordagem libertina, sofre pelas ausências de seu marido e as relações que mantém com seus amantes.
Saint-Exupery, no final, descobre uma grande verdade: sua rosa é única, nenhuma tem valor, mas sim aquela a quem foi entregue; só quem está cativado encontra sentido para a sua existência; é então quando a raposa lhe ensina que domesticar é estabelecer laços, criar vínculos. Muitos não sabem que o Pequeno Príncipe é uma carta de amor de Antoine a sua mulher, movida por um profundo arrependimento.
É assim: se queremos independência, o matrimônio é um mal caminho. Se pretendemos ser felizes, este vínculo com nós mesmos, nos permite sermos livres realizando o projeto concreto que somos. Sendo mais intensamente esposo, sou mais livre, sendo mais inteira e elegantemente esposa, sou mais livre. A vida diz que é assim, e a razão diz que é o mais sensato… Assim são os mistérios humanos.
Zenit

Por Miriam Díez i Bosch
O livro do sacerdote Rafael Hernández Urigüen recolhe as experiências de diferentes pessoas e tira conclusões acerca do amor e do ato de apaixonar-se. Trata-se da obra “Namoro: Seguros? Ideias para acertar” (”Noviazgo: ¿Seguros? Ideas para acertar”), da editora Eunsa.
O livro deste professor e capelão universitário surge como fruto dos seminários mantidos com jovens no instituto universitário em que trabalha, o ISSA, http://www.issa.edu.
O autor explica que a obra oferece “pistas práticas para estabelecer um novo diálogo que evite os graves problemas que se estão detectando há anos nos casamentos”.
Desde a flechada até o compromisso, o itinerário da obra transcorre detendo-se em breves apontamentos de “características práticas e antropologia profunda do gênio feminino”, até a explicação da “castidade fundamentada em uma antropologia cristã inteligível e bem divulgada”.
Como escreve em seu prólogo o professor de psiquiatria Enrique Rojas, “quando o amor chega, pode ser cego, mas quando se vai é muito lúcido. Daí a importância de acertar na escolha”.
Hernández Urigüen recebeu consultas muito díspares desde a primeira edição do livro, em 2008. Um senhor de 80 anos perguntava por email onde podia adquirir o livro, já que com 50 anos de casado, apaixonadíssimo por sua mulher, jamais a compreendia por completo.
Uma jovem manifestava que depois de ler o livro e o que se afirma acerca da necessidade de respeito, sinceridade e horizonte de compromisso, tinha decidido romper com seu noivo, classificado como “romântico, mas imaturo e constantemente infiel”.
No livro se insiste na importância do período de namoro para se conhecer, no referido clima de “respeito, sinceridade e horizonte de compromisso”. Um slogan da obra é: “mais vale um trauma no namoro – romper se não tem boa perspectiva – que um matrimônio traumático”.
Mais que perguntar-se: “como saberei se isso vai ser para sempre?”, o autor propõe uma questão mais audaz: “como devo me comportar – como nos devemos comportar – para que isso seja para sempre?”.
Um aspecto muito importante, segundo o autor, é “a fé e a graça do sacramentos, que os cristãos veem como ajudas eficazes no cultivo da fidelidade, da ternura e da renovação do amor, também dando e recebendo o inestimável presente do perdão”.
O livro recorda “o papel fundamental dos sentimentos, que se devem harmonizar com a razão, a vontade e a prudência, para analisar as situações, e para que cada pessoa saiba discernir se está ‘cega’ ou se a intuição que sente tem fundamento e, sobretudo, futuro”.
Na internet, blog de Hernández Urigüen: http://noviazgosegurosideasparaacertar.blogspot.com

Por Genevieve Pollock
Muitos casais e famílias de hoje sofrem problemas de controle e confiança, afirma o psiquiatra Richard Fitzgibbons. Mas, graças aos sacramentos e à prática da virtude, estes problemas podem ser superados.
Este foi o tema de um recente encontro virtual de uma série patrocinada pelo Institute for Marital Healing, que oferece recursos para casais, conselheiros e clero sobre temas referentes à paternidade, idade adulta, vida familiar e casamento.
Fitzgibbons, diretor do instituto, trabalhou com milhares de casais e escreveu extensamente sobre estes temas. Em 2008, foi nomeado também como consultor da Congregação para o Clero, da Santa Sé.
Nesta entrevista, Fitzgibbons fala sobre as causas modernas dos problemas de confiança, a diferença entre ser forte e controlador e as virtudes particulares que oferecem um antídoto para este problema.
- Você menciona que a seção mais popular do seu site é a dedicada ao cônjuge ou familiar controlador. Por que você acha que há tanto interesse neste tema?
Fitzgibbons: De fato, nós nos surpreendemos com a resposta das pessoas na seção do esposo ou esposa controlador.
Após pensar e rezar sobre este assunto, cheguei a uma compreensão mais profunda dos graves fatores pessoais e culturais que estão contribuindo para uma tendência a dominar ou a não confiar nos demais, algo que dá como resultado a necessidade de controlar.
- Você poderia descrever brevemente as características de uma pessoa controladora?
Fitzgibbons: A pior fraqueza de caráter em uma pessoa que cai na tendência a controlar – e todos nós podemos cair às vezes – é tratar o cônjuge (que é um grande dom de Deus) com falta de respeito.
A pessoa controladora se volta totalmente para si mesma, de tal forma que não consegue ver a bondade do seu cônjuge.
A outra grande fraqueza é deixar-se levar com rapidez e em excesso pela cólera. Os cônjuges e familiares controladores são também irritáveis e costumam estar tristes porque, de fato, não é possível controlar ninguém, dado que temos uma dignidade e um vigor como filhos de Deus.
Finalmente, as tendências controladoras afetam a entrega sadia e carinhosa no casamento e reforçam o egoísmo, uma das principais causas dos comportamentos controladores.
- Que danos podem ser causados por cônjuges ou familiares controladores?
Fitzgibbons: Os comportamentos controladores causam dano na amizade do casal, no amor romântico e no amor prometido, três áreas essenciais da entrega matrimonial que João Paulo II descreve em “Amor e Responsabilidade”.
A falta de respeito leva o outro cônjuge a sentir-se triste, bravo, desconfiado e inseguro. A não ser que esse conflito seja tratado de forma adequada e correta, podem desenvolver-se graves problemas, incluindo a depressão, ansiedade, abusos graves, infidelidade, separação e divórcio.
- Em nossa rápida sociedade, em que se exige das pessoas que controlem e dominem tantos aspectos da sua vida – economia, saúde, trabalho, família etc. –, uma natureza controladora não seria mais uma vantagem, inclusive uma necessidade para sobreviver? Você vê algo positivo neste tipo de personalidade?
Fitzgibbons: Sim, a confiança e o vigor são características saudáveis na personalidade, que nos permitem responder a muitos desafios no grande sacramento do matrimônio e na vida familiar.
No entanto, é necessário o crescimento diário nas virtudes, de maneira que um marido não pode cruzar a linha porque possui estas qualidades e converter-se assim em controlador.
As virtudes que são essenciais para equilibrar o dom da fortaleza são a amabilidade, a humildade, a mansidão, o autocontrole e a fé.
Uma das metas do casamento é a fortaleza e a confiança, mas não o controle. Convido muitos maridos fortes a rezarem a São Pedro para que os proteja e assim não sejam líderes controladores do seu lar.
- Você indica que, no coração de uma personalidade controladora, costuma haver problemas de confiança. Poderia ampliar isso?
Fitzgibbons: Uma importante causa da tendência a controlar ou dominar é o fato de ter prejudicado, na infância, a capacidade de uma pessoa de confiar ou sentir-se segura.
Depois, os cônjuges podem deixar-se levar de maneira inconsciente pelo medo, até uma forma de agir controladora, isto é, só se sentem seguros quando têm o controle, algo que certamente nunca terão. No passado, os conflitos comuns da infância eram o alcoolismo, os enfrentamentos entre os pais e a experiência de um progenitor controlador.
Os motivos mais recentes de graves danos à confiança durante a infância são a cultura do divórcio, a creche e a epidemia de egoísmo nos pais, causados em grande parte pela uma mentalidade anticonceptiva. Além disso, os homens inseguros assumem comportamentos controladores em uma tentativa de estimular sua confiança masculina. Nos adultos jovens, a cultura das relações diversas também danifica gravemente sua capacidade de confiar sem que eles percebam.
Finalmente, no Catecismo da Igreja Católica, descreve-se um fator espiritual importante que não deveria ser deixado de lado: “Todo o homem faz a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência faz-se também sentir nas relações entre o homem e a mulher. Desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, o espírito de domínio, a infidelidade, o ciúme e conflitos capazes de ir até ao ódio e à ruptura” (n. 1606).
- Como uma pessoa pode começar a enfrentar estes temas e mudar seu jeito controlador? Como uma pessoa pode ajudar alguém a quem ama e que pode ser controlador?
Fitzgibbons: O primeiro passo é a necessidade de descobrir esta grave fraqueza matrimonial.
Se os esposos confiassem mais em Deus dentro dos seus casamentos, não temeriam enfrentar esta dificuldade e buscar superá-la.
A mudança necessária pode acontecer por um compromisso de crescer em confiança em Deus e no próprio cônjuge, por um processo de perdão àqueles que, na infância, prejudicaram a confiança, por uma decisão de deter os repetidos comportamentos controladores de um pai, pela meditação regular sobre o fato de que Deus tem o controle e pelo crescimento em numerosas virtudes, entre as quais estão incluídos o respeito, a fé, a amabilidade, a humildade, a magnanimidade e o amor.
O papel da fé pode ser muito eficaz para enfrentar esta grave fraqueza de caráter. Vimos notáveis melhorias na luta contra isso através da graça no sacramento da reconciliação. Animamos os casais católicos controladores a buscarem a cura neste poderoso sacramento.
Além disso, as esposas controladoras podem se beneficiar do aprofundamento em sua relação com Nossa Senhora, vendo-a como modelo e adquirindo suas virtudes, descritas por São Luis Maria Grignion de Monfort no “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”.
Os maridos controladores serão beneficiados pela meditação sobre São José, na qual podem pedir-lhe que os ajude a ser amáveis, sensíveis, líderes entregados e alegres em seus casamentos e famílias.
- Como psiquiatra, quando você acha que deveria ser sugerido que se busque ajuda externa, de um sacerdote ou conselheiro, para curar as feridas emocionais de uma pessoa?
Fitzgibbons: Recomendo ir a um sacerdote antes de ir a um conselheiro, porque muitos profissionais da saúde mental apoiam a atual cultura do egoísmo.
Brad Wilcox, um jovem sociólogo católico da Universidade de Virgínia, escreveu sobre a influência do campo da saúde mental no casamento: “A revolução psicológica, ao centrar-se na realização individual e no crescimento pessoal, deu como resultado que o casamento acaba sendo visto como um veículo para uma ética orientada à própria pessoa, uma ética do romance, da intimidade e da realização”.
“Nesta nova postura psicológica dentro da vida matrimonial, a obrigação primária da pessoa não é a própria família, mas ela mesma; daí que o êxito matrimonial tenha sido definido não como o cumprimento exitoso das obrigações com relação ao cônjuge e aos filhos, mas como uma sensação forte de alegria subjetiva no casamento – que se encontraria em e através de uma relação intensa e emocional com o cônjuge.”
Acreditamos que um compromisso sincero de cada um dos cônjuges por crescer no conhecimento de si mesmo e nas virtudes pode resolver o conflito de um esposo controlador sem a necessidade de uma terapia de casal. Não obstante, estão disponíveis novas fontes de referência matrimonial, fiéis aos ensinamentos de Cristo, nos sites de Catholic Therapist e Catholic Psychotherapy.
A intercessão de Nossa Senhora em Caná conduziu ao primeiro milagre do Senhor, levando mais alegria a um jovem casal. Convidamos os casais católicos a lutarem contra os conflitos de controle e egoísmo dirigindo-se a Ela, para outro milagre em seus casamentos.
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Na internet:
Institute for Marital Healing: www.maritalhealing.com
Catholic Therapists: www.catholictherapists.com
Catholic Psychotherapy: www.catholicpsychotherapy.com

Sabe-se que a Igreja católica não aceita a convivência -se incluir intimidade conjugal – entre os casais antes do matrimônio, por acreditar que tal vivência, legítima e fundamental para casados, só está na bênção de Deus quando DENTRO DO MATRIMONIO SACRAMENTAL.
A Noticia abaixo apenas reforça o quanto a Igreja tem razão quando pede esse resguardo para os casais, mesmo quando se tem CERTEZA que vão casar…
É uma informação que não tem nenhum viés religioso, já que foi uma conclusão de estudiosos. Muitos acham que a Igreja é retrógrada e não levam a sério suas orientações.
Bem.. desta vez não foi a Igreja quem disse.
E agora? Será que assim os casais vão saber esperar?
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Ao contrário do que indica o senso comum, morar junto para testar se o relacionamento dá certo pode não ser o melhor caminho para a felicidade.
De acordo com o estudo do ano passado da Universidade de Denver (EUA), conduzido pelos psicólogos Galena Rhoades, Scott Stanley e Howard Markman, casais que dividem o mesmo teto antes de oficializarem a relação têm mais chances de se divorciar e registram uma percepção de relacionamento menos satisfatória do que os que esperaram pelo grande dia.
Para a psicóloga Mariana Chalfon, de São Paulo, um dos motivos pode ser a ausência do ritual. “A passagem que o casamento simboliza tem uma força maior do que as pessoas imaginam. Existe uma mobilização social cheia de símbolos que reforça esse impacto.” De acordo com o estudo, casais que passam a morar junto sem um comprometimento mais enfático com o casamento podem acabar continuando na relação por comodismo. Uma das razões levantadas pela pesquisa é que seria mais difícil terminar o relacionamento quando se divide a mesma casa
antes do casamento. Outro problema subjacente que os pesquisadores encontraram é que casais que precisam “testar” a relação em geral já sabem ter algum problema que pode detonar a relação com o tempo.
Fonte : Isto É


Um papa nunca costuma recomendar a leitura de um livro, a não ser a Bíblia ou um clássico do cristianismo. No entanto, nesta quarta-feira, Bento XVI fez uma exceção, ao recomendar o livro “Uma civilização do amor”, de Carl Anderson, cavaleiro supremo dos Cavaleiros de Colombo.
O pontífice se fez presente na apresentação da edição italiana do livro, na sede da Rádio Vaticano, através um telegrama enviado em seu nome pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, no qual confessa sua esperança em que esta “iniciativa editorial suscite uma renovada fidelidade a Cristo e um generoso testemunho evangélico”.
O livro, publicado pela Livraria Editora Vaticana, como explicou o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, constitui um “vademecum para os leigos católicos que se esforçam por construir uma civilização do amor”.
De fato, o Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, reconheceu que este livro, com “a clareza, assim como a competência dos americanos (…), é muito útil para a formação do laicado, graças às perguntas para a reflexão que apresenta no final de cada capítulo”.
O volume, escrito pelo responsável do movimento católico mais numeroso da Igreja (os Cavaleiros de Colombo contam com quase 2 milhões de adeptos) e que foi best-seller nos Estados Unidos, sintetiza o ensinamento sobre a civilização do amor forjado por João Paulo II e Bento XVI e depois o aplica à vida dos leigos na família, no mundo globalizado, na ética do mercado, na defesa da vida, entre outros âmbitos.
O Pe. Giuseppe Costa SDB, diretor da Livraria Editora Vaticana, considera que este livro permitirá ao leitor europeu, em particular o italiano, conhecer a riqueza do catolicismo americano, muito pouco divulgado no velho continente. “Ele nos apresenta um nível de coisas espirituais que é preciso praticar para a construção do nosso eu interior e social”, comenta.
Em declarações, Anderson explicou que, ao apresentar seu livro sobre a civilização do amor no velho continente, ele procura mostrar a proposta central de João Paulo II e Bento XVI, algo que “hoje é essencial para a discussão sobre a cultura e o cristianismo na Europa”.
Na apresentação, participaram, além disso, Franco Miano, presidente da Ação Católica italiana, movimento que se sente particularmente unido aos Cavaleiros de Colombo, e John Travis, jornalista vaticanista do Catholic News Service.
A importância do evento foi sublinhada pelos participantes entre o público – algo totalmente excepcional – dos cardeais John P. Foley, grão-mestre da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, e Renato R. Martino, presidente emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz. Estavam acompanhados por embaixadores e diplomatas de vários países, alguns deles de maioria islâmica.
Zenit