Posts Tagged ‘Ataques à Igreja’

* Liminar proíbe que festa profana use símbolos católico, no Rio de janeiro.

domingo, dezembro 25th, 2011

Blog Rio – Jornal O Globo

O grupo católico Associação Arquidiocesana Tarde com Maria conseguiu uma liminar para impedir que os organizadores da festa M.I.S.S.A., prevista para ocorrer na noite de sexta-feira no Vivo Rio, fizessem brincadeiras com símbolos e roupas da Igreja Católica. A associação entrou com uma ação na Justiça e conseguiu, na noite de quarta-feira, no plantão judiciário, uma decisão favorável do desembargador Adolpho Andrade Mello.

Pouco antes do início do evento, houve um acordo e os organizadores retiraram uma enorme cruz de LED instalada próximo ao DJ, que usaria uma roupa semelhante à de um padre. Os organizadores também cobriram a palavra “galo” que aparecia debaixo da sigla M.I.S.S.A. no cartaz de propaganda da festa, realizada há dois anos. De acordo com o advogado da organização, Renato Brito Neto, o evento não tem o objetivo de ofender a imagem da Igreja Católica.

A festa já aconteceu em vários pontos do país e, por onde passou, causou revolta em grupos de fiéis católicos.

O advogado Sérgio Bermudes, que representa a Associação Arquidiocesana Tarde com Maria, disse que a decisão de recorrer à Justiça foi tomada após ter sido divulgado que moças apareceriam vestidas de freiras e que o DJ usaria uma batina.

No convite, havia outra referência à Igreja, com a seguinte inscrição: “Sem esse convite, nem o Papa entra”. Segundo o advogado, para a divulgação da festa, os organizadores fazem deboche com símbolos católicos: “M.I.S.S.A. também é lugar de cometer pecado” ou “Cansei de homem galinha. Por isso, todo domingo vou a à M.I.S.S.A.”

— A liminar não proíbe a realização da festa, mas não poderão usar o material que lembre a indumentária litúrgica — explicou Bermudes.

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* Vaticano anuncia que vai entrar com uma ação judicial contra a fotomontagem do grupo italiano.

quinta-feira, novembro 17th, 2011

Veja

O Vaticano anunciou nesta quinta-feira que vai entrar com uma ação judicial contra a fotomontagem do grupo italiano Benetton, na qual o papa Bento XVI beija na boca  o imã sunita de Aç Azhar, Ahmed el Tayed. “Encarregamos nossos advogados para que empreendam na Itália e no exterior as oportunas ações legais para impedir a circulação nos meios de comunicação da fotomontagem”, anunciou a Santa Sé em uma nota oficial.

No dia anterior, a empresa já havia anunciado a decisão de retirar de circulação a campanha publicitária. As relações entre o papa e o imã são difíceis, principalmente depois que Bento XVI expressou solidariedade às vítimas do atentado que deixou 21 mortos numa igreja de Alexandria, em janeiro passado.

A peça publicitária da Benetton inclui, ainda, beijos trocados entre líderes mundiais – como Hugo Chávez e Barack Obama, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, e Mahmoud Abbas e Benjamin Netanyahu -, no que a empresa define como uma luta “contra o ódio”. Mas a foto de Bento XVI e Ahmed el Tayeb foi considerada a mais polêmica de todas as montagens, por questões religiosas.

Campanha – “Lembramos que o sentido desta campanha era exclusivamente combater a cultura do ódio sob todas as formas”, comentou, em comunicado, um porta-voz do grupo. A nova campanha chamada UNHATE (”Não Ódio”), foi apresentada, oficialmente, no início da tarde de quarta-feira, por Alessandro Benetton, vice-presidente do grupo. A Benetton e seu fotógrafo Oliviero Toscani tornaram-se célebres por suas fotos provocadoras nos anos 90, entre elas a de uma irmã de caridade sedutora, que se apresenta vestida num hábito branco beijando um jovem padre de batina preta.

Agência France-Presse

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* Após críticas, Benetton promete retirar fotomontagem do papa beijando imã.

quarta-feira, novembro 16th, 2011

O grupo italiano Benetton anunciou nesta quarta-feira a decisão de retirar de circulação uma campanha publicitária mostrando o papa beijando na boca o imã sunita da universidade de Al Azhar, no Cairo, Ahmed el Tayeb, dizendo-se “desolado com o fato de a utilização da imagem ter chocado tanto a sensibilidade dos fiéis”

“Lembramos que o sentido desta campanha era exclusivamente combater a cultura do ódio sob todas as formas”, comentou, em um comunicado, o porta-voz do grupo.

A nova campanha “United Colors of Benetton” chamada “UNHATE” (”não ódio”), foi apresentada oficialmente no início da tarde desta quarta-feira por Alessandro Benetton, vice-presidente do Benetton Group, em Paris.

As relações entre o papa e o imã de Al Azhar são difíceis, principalmente depois que Bento 16 expressou solidariedade às vítimas do atentado que deixou 21 mortos em uma igreja de Alexandria, em 1º de janeiro deste ano.

A peça publicitária inclui, também, um beijo trocado entre Hugo Chávez e Barack Obama, em nome da luta “contra o ódio” e uma cena tórrida entre Barack Obama e o presidente chinês, Hu Jintao, colocada primeiramente em um banner diante da catedral de Milão.

Mas a foto de Bento 16 e do imã egípcio foi considerada a mais polêmica das montagens, nas quais aparecem também outros líderes mundiais se beijando.

DESRESPEITO AO PAPA

O Vaticano reagiu à campanha considerando a publicidade “uma falta de respeito grave ao papa”.

Em comunicado, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, anunciou “diligências ante as autoridades para garantir (…) o respeito à figura do pontífice”.

Segundo ele, o Vaticano protesta “contra a utilização inaceitável da imagem do papa, manipulada e instrumentalizada, como parte de uma campanha publicitária com finalidades comerciais”.

“Trata-se de uma falta de respeito, assim como ofensa aos sentimentos dos fiéis, e uma demonstração evidente da maneira pela qual se pode violar, em publicidade, as regras elementares da consideração a pessoas para atrair a atenção através de uma provocação”, acrescentou o Vaticano.

O grupo Benetton e seu fotógrafo Oliviero Toscani tornaram-se célebres por suas fotos provocadoras nos anos 90, entre elas a de uma irmã de caridade sedutora, que se apresenta vestida num hábito branco beijando um jovem padre de batina preta.

“Tratase de imagens simbólicas –com um toque de esperança irônica e de provocação construtiva- para promover uma reflexão sobre a forma com que a política, a fé, as ideias, embora opostas e diversas, podem levar ao diálogo e à meditação”, havia se justificado a Benetton.

OUTROS LÍDERES

Além do papa, outros líderes são retratados na campanha, como o presidente americano, Barack Obama, que aparece beijando o líder chinês, Hu Jintao. Em outra fotomontagem, Obama é visto dando um beijo no presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) também aparece beijando o premiê israelense, Binyamin Netanyahu. A chanceler alemã, Angela Merkel, é retratada beijando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em outra imagem.

Veja as fotomontagens:

Divulgação/Benetton
Mahmoud Abbas, líder palestino, à esquerda, e Benjamin Netanyahu, premiê israelense
Mahmoud Abbas, líder palestino, à esquerda, e Benjamin Netanyahu, premiê israelense
Divulgação/Benetton
Chanceler alemã, Angela Merkel, e presidente francês, Nicolas Sarkozy
Chanceler alemã, Angela Merkel, e presidente francês, Nicolas Sarkozy
Divulgação/Benetton
Barack Obama, presidente americano, e Hugo Chávez, presidente da Venezuela
Barack Obama, presidente americano, e Hugo Chávez, presidente da Venezuelav
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* Diante dos ataques à nossa fé, até onde podemos ir na defesa de nossos valores cristãos?

quinta-feira, novembro 10th, 2011

“Os cristãos não devem usar a violência para defender seus valores”, assim disse a Rádio Vaticano, mas estão desorientados, e até mesmo irritados por causa dos ataques que sofrem.

A emissora Vaticana tem chamado a atenção sobre o argumento, discutido pelos bispos da França durante a sua última sessão plenária, realizada em Lourdes dos dias 4 a 9 novembro, e também pelo Cardeal Arcebispo de Paris, Andre Vingt-Trois, presidente da Conferência Episcopal francêsa (CEF), no seu discurso de encerramento. A CEF, além do mais, criou um novo grupo de trabalho sobre esse assunto.

Banalização dos ataques

Em Lourdes, os bispos da França têm-se centrado sobre as reações surgidas por uma peça de teatro do diretor e cinematógrafo italiano Romeo Castellucci e sobre o recente ataque contra a sede parisina do famoso semanário satírico Charlie Hebdo.

“Sem aceitar a banalização dos ataques contra a figura de Cristo,” os bispos “têm advertido contra a “resposta agressiva “por parte de alguns cristãos, que se sentiram denegridos”, disse a Rádio Vaticana.

Na verdade, os bispos da França, tomam “muito seriamente” os ataques contra o cristianismo. Deploram portanto “comportamentos excessivos de grupos fanáticos” durante as manifestações contra a peça intitulada Sobre o Conceito do rosto do Filho de Deus. E rejeitam decididamente os excessos que ameaçam a criação de amálgamas na opinião pública por causa de outras respostas violentas em nome da religião.

Os bispos mencionaram em particular o ataque ao satírico semanal Charlie Hebdo. Por mútuo acordo e de acordo com seu presidente, os bispos condenaram o uso da violência para defender os valores cristãos.

Silêncio ou resposta?

“Na presença de numerosos ataques, os bispos reconhecem que muitas vezes não agüentam mais. Aos ataques anti-clericais respondem com atitudes de defesa ou, pelo contrário, de silêncio, muitas vezes reprovadas aos líderes da Igreja “, continua a mesma fonte.

Para o arcebispo de Dijon, monsenhor Roland Minnerath, é da responsabilidade do bispo, como pastor, assumir a responsabilidade pela perturbação do povo católico, “chocado pela violência de alguns ataques contra símbolos do cristianismo.” Segundo Minnerath, artistas criativos deveriam estar cientes da própria responsabilidade social.

O arcebispo de Dijon admitiu que ele recebeu muitas mensagens de pessoas que criticam o “silêncio ensurdecedor” da Igreja. Atenção – reiterou – com o banalizar críticas contra a figura de Cristo”. Se eles se irritam com a Igreja, não há problemas, é o risco de toda instituição. Mas aqui se trata de Cristo “, continuou Minnerath. Para não falar de um outro risco subjacente, aquele do monopólio da defesa da honra de Cristo para os cristãos extremistas.

A constatação dos bispos é a mesma: o círculo dos católicos exasperados excede o dos minúsculos grupos ativistas. Para monsenhor Eric de Moulins de Beaufort, bispo auxiliar de Paris, muitas vezes se trata de “católicos muito simples, perdidos, porque se divertem à custa do que eles acreditam firmemente.”

Para preocupar também o arcebispo de Bordeaux, o cardeal Jean-Pierre Ricard, há uma novidade: “Houve sempre uma política de direita católica estrema. Mas hoje, as suas ações são legitimadas e justificadas por católicos perplexos pela secularização e que têm a sensação de ser ridicularizados.”

Nada de “estratégia da minoria”

Por sua parte, o Cardeal Vingt-Trois, alertou contra uma “estratégia da minoria”: a evolução do catolicismo no modelo das minorias religiosas, que iria responder apenas para defender-se, seria contrário à tradição do cristianismo, que reivindica um papel mais amplo no debate social e político.

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* Inglaterra: Propaganda irreverente com imagem do Sagrado Coração de Jesus é proibida.

segunda-feira, setembro 12th, 2011

“Eis aqui o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se, para testemunhar-lhes seu amor; e, por reconhecimento, não recebe da maior parte deles senão ingratidões, por suas irreverências, sacrilégios e pelas indiferenças e desprezos que têm por Mim no Sacramento do amor”. Assim lamentou Nosso Senhor em sua aparição a Santa Margarida Maria Alacoque, em 1675.

Nas imagens católicas, Nosso Senhor é apresentado, segundo o relato de Santa Margarida, apontando com a mão esquerda para seu Divino Coração e com a outra abençoando, simbolizando, com três dedos levantados, a Santíssima Trindade.

Segundo o jornal Libération (7/9/2011), o órgão regulador de publicidade da Inglaterra, ASA (Advertising Standards Authority), proibiu, na última quarta-feira, o uso de uma caricatura do Sagrado Coração de Jesus (figura abaixo) em uma propaganda da operadora de telefone 4 U.



O anúncio publicitário da companhia foi divulgada em diversos jornais ingleses durante a páscoa deste ano. Nela, o Redentor Divino é apresentado ao público com um sorriso no rosto, piscando o olho, fazendo sinal de positivo com a mão esquerda e com a direita apontando para o produto da empresa.

Para a ASA, tal caricatura é “desrespeitosa á fé cristã”. A empresa pediu desculpas e disse que apenas queria “mostrar uma imagem positiva e contemporânea” da Religião.

Na aparição de 1675, Nosso Senhor reclamava, entre outras coisas, das “irreverências e sacrilégios” cometidos contra seu Sagrado Coração.

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* Crime: Nota da Cúria Metropolitana de Maringá sobre vandalismo.Lamentável.

segunda-feira, junho 20th, 2011

” Referente ao ato de vandalismo ou fanatismo religioso que, na noite de 17 para 18 do corrente, danificou a imagem de Nossa Senhora Aparecida da gruta do Parque do Ingá, a Cúria Metropolitana de Maringá vem a público:

Manifestar sua indignação pelo ato de violência perpetrado contra o sentimento religioso da maioria do povo não só de Maringá, mas de todo o País.

Declarar que não nos cabe culpa pelo fato histórico de ser o povo brasileiro majoritariamente católico, assim como de a cultura brasileira estar impregnada de símbolos da nossa fé. Afirmamos nosso total acatamento aos princípios da liberdade religiosa e de expressão de culto. Defendemos e incentivamos o respeitoso diálogo com todas as expressões religiosas e culturais. Entendemos que nos cabe igual direito, ainda que vivamos num Estado laico.

Afirmar que, de coração sincero, perdoamos a ofensa de que nos sentimos vítimas em nosso amor por Maria, Mãe de Jesus, cuja imagem foi mutilada. Ao mesmo tempo, recomendamos a todos os fieis da Igreja Católica que se abstenham de qualquer interpretação ou ato de ofensa contra quem quer seja.

Reivindicamos das Autoridades competentes a apuração da autoria do delito e sua punição, a fim de deixar claro seu compromisso com a convivência harmoniosa da vida em sociedade.

Respeitamos o Estado democrático, no qual a indivíduos e grupos é assegurada a plena defesa de seus legítimos direitos, não por atos de violência ou de intolerância, mas através de recurso aos legítimos Poderes instituídos.

Maringá, 18 de junho de 2011.

Dom Anuar Battisti

Arcebispo Metropolitano.”

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* As Criticas históricas à Igreja Católica tem REAL fundamento na verdade ou são preconceitos?

segunda-feira, junho 13th, 2011


Por padre John Flynn, L. C.

Talvez o anticatolicismo seja o último preconceito aceitável na sociedade atual, mas o escritor e jornalista canadense Michael Coren não acha que ele deva ser aceito tão facilmente.

Em seu livro Why Catholics Are Right (Por que os católicos estão certos), publicado em inglês pela McClelland and Stewart e sem tradução em português até agora, ele analisa as críticas mais comuns contra a Igreja. Coren, de família laica e filho de pai judeu, tornou-se católico depois dos vinte anos de idade.

Ser judeu o ajudou na carreira, mas, como ele conta na introdução do livro, a fé católica lhe causou a perda de dois postos de trabalho e muitas portas fechadas nos meios de comunicação.

Ele encara depois um tema que preferiria não ter que abordar: o escândalo dos abusos do clero. Reconhece o imenso dano causado a muitas pessoas, mas também sustenta que algumas críticas foram além do que seria justificável.

“Os abusos não dizem nada sobre o catolicismo”, insiste Coren. Os críticos ansiosos por demonstrar que os abusos são vinculados às estruturas ou aos ensinamentos da Igreja ignoram o fato de que também ocorrem abusos em outras igrejas e religiões com a mesma freqüencia ou até mais.
“Como resultado das lições do escândalo, a Igreja católica é agora um dos lugares mais seguros para os jovens”, afirma Coren. Esses fatos deveriam levar a uma condenação dos abusos, mas não a uma condenação da Igreja, conclui o escritor.

Outro capítulo se ocupa de acontecimentos históricos como as cruzadas e a inquisição. É verdade que a Igreja nem sempre agiu da melhor maneira, admite ele, mas, em geral, ela sempre esteve eticamente à frente do seu tempo e se manteve como uma força para o bem, argumenta.

As cruzadas

Coren precisa que a Terra Santa era cristã e, posteriormente, foi invadida pelos muçulmanos. Segundo ele, é um erro considerar as cruzadas como uma espécie de imperialismo ou colonialismo. Ao contrário, muitas famílias nobres foram à bancarrota com os gastos de armar um cavaleiro e mantê-lo com seu séquito nas cruzadas.

Estudos modernos desmentem que a maioria dos cruzados eram filhos de famílias pobres em busca de butim. Pelo contrário, tratava-se normalmente da elite da cavalaria europeia, explica o autor.
Nos territórios conquistados pelas cruzadas, a população muçulmana pôde seguir a vida normal e não houve nenhuma tentativa séria de convertê-la ao cristianismo.

“As cruzadas não foram o momento mais bonito da história cristã, é claro, mas também não foram as caricaturas infantis da consciência pesada ocidental moderna, nem a paranóia contemporânea muçulmana”, responde.

Quanto à inquisição, ele afirma que a premissa subjacente é que os católicos são maus e que só a Igreja poderia organizar algo tão horrível como a inquisição. “Isto é simplesmente ridículo”, afirma Coren.

Para começar, foram assassinados mais homens e mulheres em poucas semanas da ateia Revolução Francesa do que durante um século de inquisição. Também houve inquisições em vários países protestantes, voltadas principalmente contra os suspeitos de bruxaria.

Tortura

O objetivo da inquisição era combater os erros doutrinais e as heresias, explica Coren. Existia a tortura, mas aplicada quase sempre pelas autoridades laicas. A inquisição não a usava nem mais nem menos do que o resto dos órgãos judiciais da época, acrescenta.

A maior parte das críticas se concentra na inquisição espanhola. Coren se pergunta por que se prestou tão pouca atenção aos massacres e à tortura realizados contra muitos católicos na Inglaterra de Henrique VIII e da Rainha Elisabete I.

É verdade que os papas apoiaram inicialmente a inquisição espanhola, mas ela se tornou rapidamente um órgão do estado e da monarquia. Depois da derrota final dos muçulmanos na Espanha, um grande número deles e de judeus se converteu ao catolicismo. Muitas conversões foram genuínas, mas, sendo vantajoso política e economicamente dizer-se católico, outras muitas “conversões” não passaram de fachada. A inquisição, então, investigou a autenticidade dos conversos.

Houve abusos, afirma Coren, mas a Espanha não sofreu as sangrentas guerras de religião que afetaram muitos outros países europeus, por exemplo. Segundo ele, a Inquisição passou despercebida até meados do século XIX, quando escritores anticatólicos a utilizaram e distorceram para atacar a Igreja.

Outra crítica frequente à Igreja tem a ver com sua riqueza.

É verdade que existe uma grande quantidade de riquezas no Vaticano, em seus museus abertos a todos. A Igreja preservou essas obras de arte durante séculos e as guarda como patrimônio da humanidade, observa o autor.

A possibilidade da venda dessas obras de arte e de dar o dinheiro aos pobres seria apenas um ato isolado, cujos benefícios materiais acabariam rapidamente, sem resolver nada do problema da pobreza no mundo.

Já a conservação dos tesouros artísticos para o futuro os mantém à disposição de todos, em vez de encerrá-los em coleções privadas. Além disso, prossegue Coren, a Igreja católica constrói e gerencia hospitais e escolas e toca um número imenso de obras de caridade no mundo inteiro.

Vida e sexualidade

Outro dos capítulos do livro explora os temas da vida e da sexualidade. A Igreja é objeto de ataques constantes por causa da sua postura em temas que vão do aborto aos preservativos e anticoncepcionais.

A postura da Igreja não se baseia apenas em crenças morais, mas também na ciência e nos direitos humanos, defende Coren.

Ele assinala que a afirmação de que existe uma nova vida desde o momento da concepção tem um sólido fundamento biológico. O feto é uma vida humana diferente e como tal deveria ter o direito de existir. Apesar disso, nos últimos anos, os pró-vida foram tachados frequentemente de extremistas fanáticos.

Por outro lado, ainda que a sociedade contemporânea se considere mais progressista e tolerante que qualquer outra do passado, as pessoas com deficiência no ventre materno são assassinadas deliberadamente.

Quando se trata da postura da Igreja a respeito da utilização para pesquisa de células-tronco embrionárias, isso é utilizado por seus oponentes para acusá-la de ser um obstáculo à cura de enfermidades que poderiam ser vencidas em um futuro próximo.

A verdade é, no entanto, que não houve êxito algum com as células-tronco embrionárias, em contraste com os êxitos obtidos com células-tronco de adultos, algo que a Igreja não se opõe, aponta Coren.
Quanto ao tema dos preservativos e dos anticonceptivos, a Igreja adverte há décadas que sua disponibilidade seria prejudicial para a sociedade. De fato, Coren assinala que, desde a advertência, tem havido um aumento constante das enfermidades de transmissão sexual, do divórcio, das rupturas familiares, e a sexualidade passou a se converter em muitos casos de uma ato de amor para uma mera troca de fluidos corporais.

Difamar a Igreja e Bento XVI por se opor ao uso de preservativos no esforço por controlar a Aids/SIDA é outro caso mais de injustiça, afirma Coren. Confiar no uso de preservativos simplesmente não tem funcionado na África. Pelo contrário, os programas baseados na abstinência e na fidelidade têm tido grande êxito.

O livro de Coren trata muitos outros temas e não desperdiça oportunidades de defender a Igreja contra o que considera de ataques mal informados. Seria uma útil ajuda para quem está interessado em responder aos ataques tão frequentes contra a Igreja.
— — —
Na internet:
“Why Catholics Are Right”: www.amazon.com/Why-Catholics-Right-Michael-Coren/dp/0771023219/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1306609817&sr=8-1

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* Grã-Bretanha: Cresce a “cristãofobia”.

sexta-feira, abril 22nd, 2011

A lista de pessoas multadas ou até com problemas judiciais na Grã-Bretanha porque desejam viver os ditames da fé cristã está ficando mais longa. Depois de casos como o da funcionária copta da British Airways, Nadia Eweida, do psicoterapeuta e conselheiro matrimonial Gary MacFarlane, do casal de hoteleiros Peter e Hazelmary Bull e do casal jamaicano Eunice e Owen Johns, os meios de comunicação ingleses agora publicam mais um exemplo de cristãofobia rasteira, ou, neste caso, “cruzfobia”. O Mail on Sunday de 17 de abril dedicou bastante atenção ao caso.

Uma das maiores cooperativas construtoras da Grã-Bretanha, a Wakefield and District Housing (WDH), com sede em Castleford, sudeste de Leeds, abriu expediente disciplinar contra um de seus funcionários, Colin Atkinson, por se negar a retirar uma discreta cruz de folhas de palmeira do parabrisa do furgão da empresa. Atkinson, que foi contratado em 1996 como eletricista da cooperativa, que também recebe dinheiro público, está a ponto de ser despedido por “grave falha no comportamento profissional”, apesar de um histórico de serviços impecável.

“Os últimos meses foram incríveis, um pesadelo”, disse Atkinson. “Eu trabalhei nas minas de carvão e servi ao exército na Irlanda do Norte e nunca enfrentei tanto estresse como agora. O tratamento aos cristãos neste país está ficando diabólico. É o politicamente correto levado até o extremo”, declarou Atkinson, 64 anos, que frequenta a Pentecostal Destiny Church em Wakefield. Mas ele não pretende fugir. “Nunca me senti tão motivado antes. Estou decidido a lutar pelos meus direitos. Se me despedirem, que seja. Mas eu vou lutar pela minha fé”, afirmou ao Mail on Sunday. “Nós, cristãos, somos chamados a viver publicamente a nossa fé”.

Os problemas de Atkinson começaram no ano passado, quando os responsáveis pela empresa, que tem quase 1.500 funcionários e gerencia mais de 30.000 casas na área de Wakefield, pediram que ele não exibisse a cruz no parabrisa do furgão, depois de anos em que nunca haviam dito nada parecido.

Segundo os diretores da cooperativa, a cruz poderia ofender as pessoas ou dar a entender erroneamente que se trata de uma “organização cristã”. Como explicou a responsável pela igualdade e diversidade da cooperativa, Jayne O’Connell, “a sociedade WDH tem uma linha de conduta de neutralidade. Aqui nós temos credos diversos, novas culturas que aparecem. Temos que ser respeitosos com todas as confissões e pontos de vista”.

O eletricista rejeitou com decisão todos esses receios. “Nunca observei uma reação negativa nem ouvi queixas de ninguém. Eu me dou bem com as pessoas e tenho muitos amigos de outras religiões, inclusive um sikh e um hinduísta”.

Daily Mail observou que “o caso é incrível”. O diretor do armazém da WDH em Castleford, do qual Atkinson depende, decorou sua própria sala, sem nenhum problema, com um manifesto do famoso revolucionário argentino Che Guevara (1928-1967). A cooperativa é uma promotora de políticas “inclusivas”, participa com estandes em manifestações pró-direitos dos homossexuais, apoia a causa dos “transgêneros” e permite que os funcionários usem símbolos religiosos, como o turbante dos sikh. Além disso, respondendo a uma pergunta do representante sindical de Atkinson, Terry Cunliffe, O’Connell declarou que não veria nenhum problema se uma funcionária usasse uma burka com as cores da empresa, considerando que tal traje seria uma “roupa discreta”. O importante seria que a mulher trabalhasse bem, deu a entender O’Connell.

A ação contra Atkinson começou com uma carta anônima “maliciosa” e “cheia de grandes mentiras”, que provocou em dezembro uma mudança no regulamento interno sobre o uso dos veículos da empresa. A versão “atualizada”, revela o Mail on Sunday, obriga a retirar todos os símbolos pessoais dos carros e furgões da cooperativa. “A única conclusão que eu tirei é que eles eliminaram os obstáculos para poderem me afetar”, explicou Atkinson, que declarou sentir-se “à prova” por causa da sua fé. Segundo o eletricista, a decisão da empresa “é causada pelo medo de ofender as minorias étnicas”.

Atkinson tem o apoio de muitos companheiros e do seu representante sindical, Cunliffe, que declarou que a associação construtora “está levando o politicamente correto a extremos impensáveis”. “A cooperativa está usando a marreta para esmagar uma noz. É uma medida completamente desproporcional. É uma pessoa com o emprego em risco porque usa um discreto símbolo religioso”.

O Christian Legal Centre apoia a batalha do “soldado” Atkinson. Em comunicado publicado no site da associação, a administradora delegada Andrea Minichiello Williams descreveu Atkinson como “um homem respeitável e trabalhador”. Segundo Minichiello Williams, o caso tem traços de “notável intolerância”. “Este é o tipo de sociedade em que os britânicos querem viver?”, perguntou. “A cruz é um símbolo do profundo amor de Deus por todos nós. Não deve ser uma coisa que nos envergonhe”, completou.

Para o Mail on Sunday, o tema é claro. Embora a empresa de Atkinson proclame a sua imparcialidade ou neutralidade, “os fatos não são assim”. “Quando, justamente no Domingo de Ramos, um homem honrado é perseguido por manifestar sobriamente a sua fé com uma cruz de folhas de palmeira, essa história começa a parecer uma perseguição”

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* Mais de 60.000 espanhóis se opõem à “anti-procissão atéia” da Quinta feira Santa.

sábado, abril 9th, 2011

O jornal espanhol La Razón informou que mais de 60 000 pessoas já assinaram um pedido dirigido à nova delegada do Governo de Madrid, Dolores Carrión, para que proíba a “procissão atéia” convocada para a quinta-feira Santa na capital espanhola.

A plataforma cidadã HazteOír.org advertiu que os organizadores expressaram seu desejo de ofender os fiéis. O porta-voz do grupo chamado Ateus em Luta disse a uma emissora de Rádio que sua intenção é “castigar a consciência católica”.

Um pôster que promove o ato informa que a marcha recorrerá ruas cujos nomes foram tomados da tradição cristã.

Embora um pôster que convoca ao ato, assegura que participarão agrupamentos como “a Irmandade da Santa Pedofilia” e “a confraria do Papa do Santo Latrocínio”, a Associação Madrilenha de Ateus e Pensadores Livres, que figura entre os organizadores do evento, assinalou ao jornal La Razón que não se responsabilizam pelo pôster.

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* “Levante” dos teólogos alemães defende reforma que esvaziaria Igreja de sua essência.

quarta-feira, fevereiro 16th, 2011

O levante dos teólogos é uma rebelião no lar de idosos. Agora é a hora, principalmente, de os bispos alemães se manifestarem. O papa está ciente de que os maiores ataques contra a igreja vêm da própria igreja”, afirma  Peter Seewald, autor do livro ”Luz do Mundo”, em entrevista publicada pela agência austríaca kath.net, 08-02-2011. A tradução é de Luiz Marcos Sander.

Eis a entrevista.

Sr. Seewald, qual é sua opinião sobre a discussão a respeito do celibato e o memorando dos teólogos?

Nós todos estamos em busca do caminho certo. A igreja não pode ficar como está. O que está em pauta é uma purificação, um renascimento dos valores, um perfil mais nítido, o posicionamento da igreja na modernidade – em última análise, a tarefa de tornar a proposta do cristianismo mais clara nesta situação dramática e, assim, salvar pessoas.

O memorando, entretanto, vai na outra direção. Por quê?

O que está ocorrendo aqui é uma ação concertada de forças neoliberais, que estão forçando uma reforma que privaria a Igreja Católica de sua essência e, por conseguinte, de seu espírito e sua força. No final, então, teríamos uma igreja de todo mundo, na qual o critério de todas as coisas não é Deus, não é o evangelho, mas sim o membro de comunidade autônomo, dirigido pelos sumos sacerdotes do espírito da época. Como dissePaulo: “Virá tempo em que alguns não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo seus próprios desejos, como que sentindo comichão nos ouvidos, se rodearão de [novos] mestres. Desviarão os ouvidos da verdade, orientando-os para as fábulas” (2Tm 4,3).

Os responsáveis pelo memorando dizem que atingiram um ponto sensível com ele…

Decerto se pode expressar isso assim. Atingiram o ponto sensível de milhões de fiéis, que finalmente estão fartos dessa discussão que aturamos pacientemente durante anos. Afirma-se, com lágrimas de crocodilo nos olhos, que se pretende “tirar a igreja de sua ocupação paralisante consigo mesma”. Nada disso. São justamente esses grupos que transformaram a ocupação consigo mesma praticamente numa mania e, com isso, estão impedindo há 25 anos que a igreja na Alemanha se volte para os verdadeiros problemas. Fico espantado com a falta de honestidade da discussão, os argumentos equivocados, o tamanho da demagogia praticada neste caso. Mas é possível que essa campanha também tenha um efeito de mobilização e solidarização entre as pessoas fiéis à igreja com o qual os responsáveis por ela não contavam. Quem semeia ventos pode acabar colhendo tempestades.

Quem está por trás do memorando?

Não se trata de um levante dos jovens, e sim de uma rebelião no lar de idosos. O establishment teológico se junta com políticos tão carismáticos e íntegros quanto Althause Schavan. Na linha de frente está um presidente de parlamento, Lammert, que convida o papa para um encontro e então lhe puxa a mitra por cima dos ouvidos. Que jogo infame! Não se devem esquecer aqueles agitadores que há muito perderam a missão canônica porque, ano após ano e dia após dia, tentaram de tudo para transformar o Filho de Deus num chefe de salteadores. Eles é que são verdadeiramente de ontem. Não levam ao futuro, e eles próprios tampouco têm futuro. Nunca vão verdejar nem florescer. Podem reunir funcionários atrás de si, mas jamais vão conseguir entusiasmar massas de pessoas, e muito menos jovens. Entretanto, como galhos podres, ainda poderão causar estrago quando caírem da árvore.

O senhor está bastante exaltado.

É realmente um jogo infame! E um jogo horrivelmente triste, quando alguém como o cardeal Lehmann crê ter de dizer em público que se envergonha do corajoso cardeal Brandmüller, que chama as coisas pelo verdadeiro nome. Agora é a hora daqueles teólogos se manifestarem que ainda se encontram sobre o fundamento da constituição católica. Agora também é a hora dos jornalistas com sensibilidade para a verdade e a justiça. E elas também estão se mostrando. Isto é a coisa boa nessa história. Agora é, principalmente, a hora de os bispos alemães se manifestarem. Eles precisam deixar claro que a igreja não está lá onde os antipapas se encontram na mídia; ela não está lá onde se encontram os estrategistas políticos, os homens de ação com toda a sua frieza; a igreja está, isso sim, onde se encontram as pessoas que oram, onde se encontra Maria, onde se encontra Pedro. Onde se encontra Jesus, que nos deu esta palavra: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja”. Ela não falou de construir sobre a areia.

O que diz o papa sobre essa campanha?

Isto a gente decerto pode imaginar. Ele está ciente de que os maiores ataques contra a igreja vêm da própria igreja. Em janeiro de 2009, houve o caso em torno dos irmãos da Fraternidade Pio X. Em janeiro de 2010, a divulgação dos horríveis abusos cometidos por sacerdotes caídos. Agora, em janeiro de 2011, a ofensiva requentada dos teólogos contra uma marca essencial da Igreja Católica que visa a feri-la em seu íntimo. Veja bem: não são todos os críticos do celibato que são inimigos da igreja, O celibato não é um dogma. E, com efeito, nenhuma outra regra foi examinada tão intensivamente quanto ele. Como jovem teólogo, o atual papa também examinou criticamente essa questão. Em nossos três livros com entrevistas nós falamos detalhadamente sobre isso. No início de seu pontificado, principalmente, Bento XVI tornou o celibato um tema de discussão e deixou que a igreja universal decidisse sobre a questão. O resultado foi que há uma quantidade preponderante de argumentos não contra o celibato, e sim a favor dele. Os adversários também sabem disso, e isso os deixa mais furiosos ainda.

Não é mais permitido discutir sobre o celibato?

É permitido, sim. Mas não sempre e em todas as ocasiões. Talvez se devesse voltar a verificar a questão daqui a dez anos. Mas por ora ela está decidida. Ponto final. E é preciso aceitar isto. Para o bem da igreja. Para o bem de todos. Nós não podemos ficar levantando a mesma questão incessantemente, como pacientes do mal de Alzheimer. Isto seria como se o Partido Social-Democrata discutisse ininterruptamente apenas sobre o salário mínimo, só que há muito já existem resoluções inequívocas do partido a respeito disso. Quem hoje se opõe tenazmente a isso é um promotor de cisão. Coloca deliberadamente a unidade da igreja universal em jogo – em favor de um caminho para o qual não existe defesa convincente nem maioria. Sob este papa definitivamente não haverá um abrandamento nesta questão. “O celibato”, nas palavras do papa, “é um grande sinal da fé, da presença de Deus no mundo.” Seria loucura total abrir mão disso numa época tão distante de Deus que necessita com urgência de sinais como esse.

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* Radicais muçulmanos queimam imagens do Papa e de ministro católico no Paquistão.

terça-feira, fevereiro 8th, 2011

Grupos de radicais islâmicos queimaram cruzes, imagens do Papa e do Ministro federal para as minorias, o católico Shahbaz Bhatti, em violentas manifestações ocorridas em Lahore (Paquistão).

A Aliança para todas as Minorias do Paquistão (APMA em suas siglas em inglês) informou que os fatos ocorreram no domingo 30 de janeiro em uma manifestação de 40 mil militantes islâmicos contrários à modificação da lei de blasfêmia e a liberação de Asia Bibi, a mulher cristã condenada à morte sob a polêmica legislação.

Conforme informou a Rádio Vaticano, os radicais islâmicos reunidos na rede denominada “Aliança para defender a honra do Profeta” (TTNR, Tehrik-e-Tahaffuz-e-Namoos-e-Risalat), colocaram fogo às imagens em sinal de hostilidade contra o ministro paquistanês defensor das minorias religiosas.

A APMA denunciou que a vida de Bhatti está em grave perigo, “as medidas de segurança para defendê-lo são totalmente insuficientes” e que se encontra “totalmente sozinho em nível político”.

Por sua parte, o Arcebispo de Lahore, Dom Lawrence John Saldanha, expressou a solidariedade dos cristãos paquistaneses com Bhatti, assim como sua gratidão pelo compromisso social e político do Ministro em defesa da minorias religiosas.

O Arcebispo pediu respeito pela simbologia religiosa, e reiterou que os cristãos “nos distanciamos de todo ato de violência e pedimos respeito a todos os símbolos de fé, seja qual for sua religião”.

Dom Saldanha expressou sua dor pelas ofensas ao Santo Padre. “Os radicais islâmicos atacaram o Papa, queimaram sua imagem e a cruz”, e o acusam “de interferir na vida do país. Isto nos dói muito e fere nossos sentimentos de fiéis cristãos”, concluiu.

ACI

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* Iraque sem celebração de natal neste ano por causa da perseguição.

quarta-feira, dezembro 22nd, 2010


Após o ataque à Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e o contínuo assassinato de cristãos, não se celebrarão Missas na noite de Natal em Bagdá, Mosul, e nem, em Kirkuk. Por questões de segurança, as igrejas não terão enfeites e decorações, e as Missas serão celebradas apenas durante o dia e com a máxima moderação.

Um estado de tristeza e luto perene reina entre os cristãos. Há uma grande preocupação pelo futuro dos jovens que há dois meses não podem freqüentar a universidade. Da parte do governo não se espera nada de tranqüilizador sobre a defesa dos cristãos; a liderança está muito ocupada na formação do novo governo.

Em Kirkuk, segurança é um pouco melhor do que na capital, mas também ali há seqüestros e ameaças. “Por isso decidimos – explica à agência Asia News, o Arcebispo caldeu de Kirkuk, Dom Louis Sako - pela primeira vez em sete anos desde a guerra, não celebrar a Santa Missa durante a noite, e de não fazer festa. Não haverá Papai Noel para as crianças, não haverá cerimônia oficial para as felicitações com as autoridades. São já seis semanas que nós não celebramos missas por falta de segurança. Celebramos apenas no final da manhã e na tarde de sábado”.

“Neste momento não estamos fazendo nem catequese. Não temos o direito de pôr em perigo a vida das pessoas. Existem guardas diante de todas as paróquias, mas o problema é quando você sai pelas ruas. Os cristãos são um alvo fácil. Também neste ano, apesar de tudo, vamos rezar pela paz “.

Em conclusão, afirma o prelado: “Na minha homilia insistirei sobre problemas, conflitos e os medos, mas o Natal, certamente vai trazer uma mensagem de esperança. Evidentemente, céu e terra são duas realidades diferentes. Ao Natal seguiu-se o massacre dos inocentes. Também para nós iraquianos Natal, esperança e alegria estão ligadas à dor e ao martírio. A paz é um projeto: especialmente os homens de boa vontade deveriam realizá-lo. Nós cristãos, – conclui o Arcebispo Sako – se queremos ser cristãos, e se acolhemos o Natal e a sua mensagem, devemos ser verdadeiros artesãos da paz, da concórdia entre os nossos irmãos e irmãs iraquianos”.

Rádio Vaticano

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* Contra perseguição religiosa, manifestações de cristãos por toda a Europa.

quinta-feira, dezembro 9th, 2010

Heitor Abdalla Buchaul (*)
Era o dia 18 de novembro de 1095, o Papa Urbano II — após relato das atrocidade e humilhações que os cristãos sofriam na Terra Santa — dirigiu-se aos fiéis nestes termos: “Ide irmãos, ide com esperança ao assalto dos inimigos de Deus que há muito dominam a Síria, a Armênia e países da Ásia Menor. Muitos danos já fizeram [...] vedaram aos peregrinos ingresso numa cidade a qual somente os cristãos sabem dar o real valor. Não é o bastante para escurecer a serenidade de nossa face? Ide e mostrai vosso valor. Ide soldados [...] Não hesiteis, irmãos caríssimos, em sacrificar vossas vidas pelo bem dos irmãos”. Após o que todos os presentes responderam com o brado unânime: “Deus o quer!”


Quase 1000 anos depois, chegam aos nossos ouvidos os gritos de nossos irmãos na fé, barbaramente martirizados durante a missa na Catedral Siríaco-Católica no dia 31 de outubro, em Bagdah (Iraque). Foram 58 mortos, fiéis e membros do clero, além de mais de 67 feridos; entre as vítimas contavam-se mulheres, velhos e crianças. Naquela mesma semana o bairro cristão da capital iraquiana fora alvo de outros ataques.

Embora os comentários provenientes da grande mídia e das autoridades mundiais tenham deixado muito a desejar, a reação veio do povo, refletindo-se em várias manifestações de protesto por diversas cidades européias.

Em Bruxelas, que sedia a Comissão e por metade do ano o Parlamento Europeu, sendo por isso considerada a capital da Europa Unida, de 4 a 5 mil pessoas participaram de uma manifestação de solidariedade aos cristãos iraquianos no chuvoso e frio sábado,dia 13 de novembro.

Suleyman Gultekin da União Siríaca-Européia, a qual organizou a marcha, [foto acima] disse que os manifestantes queriam “ser ouvidos pela comunidade européia” e demonstrar como os cristãos no Iraque estão sendo “atacados de forma sistemática”.

O cortejo contou com a participação de membros da Hierarquia católica oriental, cidadãos de vários países europeus, além de iraquianos, libaneses, sírios e jordanianos. Slogans em aramaico (língua falada por Nosso Senhor ) eram ouvidos durante todo o desfile. Bandeiras e cartazes em francês, inglês, alemão e árabe assinalavam as reivindicações dos caldeus: “O direito de viver em nossa própria casa”, “Somos cristãos “, “Parem os massacres “, “Cessem o genocídio”.

Nesse mesmo dia houve similar protesto no centro da capital da austríaca, com a participação de mais de 3000 pessoas. No domingo, 14 de novembro, outras cinco mil pessoas marcharam em Paris ; as cidades de Lyon e Estocolmo também foram palco de manifestações.

Os cristão iraquianos, legítimos representantes do antigo povo assírio, há muitos séculos vivem sob a opressão dos islâmicos e ainda hoje pagam um imposto de sangue para viver em suas terras ancestrais. Mas como disse Tertuliano que “O sangue dos mártires é semente de cristãos”, assim, em nossos dias em que se pretende uma falsa paz a qualquer preço, muitos católicos poderão acordar e sair da inércia…

Fonte: Agência Boa Imprensa.

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* Surpresa! Xiitas oferecem ajuda a cristãos no Iraque: ”Daremos casa e trabalho”

sábado, dezembro 4th, 2010

Uma boa notícia é sempre uma raridade.

Nestes tempos, particularmente, uma boa notícia para os cristãos do Iraque é ainda mais. Objeto de uma sanguinária campanha terrorista de matriz ultraislâmica, culminada há um mês no ataque contra uma igreja no coração de Bagdá, a antiquíssima comunidade cristã iraquiana vai se reduzindo em número, com sempre mais membros intencionados a fugir para o exterior.

A boa notícia está em uma oferta concreta de ajuda aos cristãos por parte do governo de uma região iraquiana, e não de uma região qualquer: trata-se da região de Najaf, a cidade santa dos xiitas que se encontra a 160 quilômetros ao sul da capital.

jornal Il Giornale.

“Pedimos aos cristãos que não abandonem o país emigrando para o exterior”, explica o xeique Faid al-Shamri, presidente do conselho regional de Najaf. “O nosso governo enviou uma circular a todas as províncias para que permitam que todos os cidadãos cristãos encontrem casa e trabalho na região. Trata-se de iniciativas que não contrastam a Constituição nem os ensinamentos islâmicos, que nos obrigam a trabalhar pela segurança dos cristãos, protegendo-os de todo ataque”.

Substancialmente, pela primeira vez, uma região iraquiana toma posição oficialmente em favor dos compatriotas cristãos perseguidos pelos terroristas islâmicos pela Al Qaeda, oferecendo-lhes refúgio em nome da unidade nacional, valor que é assim posto acima das diferenças religiosas. Al-Shamri disse isso claramente ao jornal árabe Al Hayat: “A nossa iniciativa busca garantir a segurança dos cristãos, que estiveram recentemente na mira da  Al Qaeda e foram obrigados a emigrar ao exterior”.

Na região de Najaf, o clero xiita e o mundo da cultura também anunciaram o seu compromisso em favor da minoria cristã. “Os cidadãos de Najaf são muito abertos e tolerantes”, assegura o xeique Munaim al-Ansari. “Para nós, não há diferenças entre cristãos e muçulmanos. A nossa religião nos ensina a viver em paz com as outras fés, e as nossas portas estão abertas aos irmãos cristãos. Podemos, portanto, oferecer-lhes casas para viver e os ajudaremos a encontrar um trabalho”.

O reitor da Universidade de Kufa (outra cidade santa xiita que se encontra na região de Najaf) também ofereceu ajuda aos cristãos iraquianos perseguidos. “Dispomo-nos – dizAbdel Razzaq al-Isa – a encontrar um posto de trabalho para os professores cristãos e a hospedar seus estudantes no nosso colégio”. Al-Isa explica que a Universidade de Kufa irá manter concretamente a iniciativa do conselho regional “porque a nossa intenção é a de proteger a unidade do Iraque”. Eis, portanto, o porquê da disponibilidade a “oferecer gratuitamente os nossos serviços e o transporte público para todos os estudantes cristãos que virão ao nosso encontro para fugir das ameaças dos terroristas”.

Há apenas dois dias, o presidente da república iraquiana, o curdo Jalal Talabani, havia proposto que se transferisse todos os cristãos ao Curdistão, mas a ideia dessa “forma de imigração forçada” foi rejeitada pelo parlamentar cristão Yonadam Kanna, para o qual a campanha internacional para salvar Tarek Aziz enquanto cristão também é contraproducente.

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* Intelectual ateu destaca urgência de defender os cristãos perseguidos em todo mundo.

domingo, novembro 21st, 2010

Bernard Henry Lévy

Bernard-Henri Lévy é um pensador ateu considerado como referência intelectual da chamada nova esquerda. Em um artigo publicado no jornal italiano Corriere della Sera ele afirma que é necessário defender os cristãos perseguidos em todo mundo, começando por Asia Bibi, a mulher condenada a morrer no Paquistão acusada de blasfêmia.

No artigo publicado esta quarta-feira titulada “Defender a todos os perseguidos começando pelos cristãos do Oriente, o intelectual francês assinala que “recentemente eu declarei, à margem de uma conversação com um jornalista da agência espanhola EFE, que hoje os cristãos constituem, em escala planetária, a comunidade mais constante, violenta e impunemente perseguida”.

Esta frase, escreve, “surpreendeu, e provocou certa agitação aqui e lá”. Para provar sua afirmação enumera diversos casos como o recente massacre contra os siro-católicos no Iraque onde morreram 58 pessoas, a proibição do culto cristão no Irã, a perseguição anti-cristã na Franja de Gaza, no Sudão, contra os evangélicos no país africano de Eritréia, o assassinato recente de um sacerdote no Congo e a perseguição violenta contra os cristãos na Índia.

Lévy se referiu também à perseguição contra os cristãos no Egito e na Argélia, países majoritariamente muçulmanos, e como ainda existem regimes comunistas no mundo que não permitem a plena liberdade de culto como Cuba, a Coréia do Norte e a China.

Depois de rechaçar o anti-semitismo e recordar que os judeus também foram perseguidos, mas que isto sim é condenado, o pensador recorda que o Papa Bento XVI elevou a voz para defender aos cristãos do Oriente que têm feito tanto pela riqueza espiritual da humanidade.

Ante os cristãos perseguidos, explica Lévy, cabe uma de duas atitudes: “ou a pessoa se adere à doutrina criminal e louca que faz competição entre as vítimas (para cada um os seus próprios mortos, a cada um a própria memória e, entre uns e outros, a guerra de mortos e memórias) e nos preocupamos só pelas ‘próprias’ vítimas. Ou se repudia isto (sabemos que em todo coração há suficiente espaço para compaixão, luto e solidariedade não menos fraternos)”.

E com essa mesma energia com a que se rechaça esta doutrina criminal, continua o intelectual ateu, “(quase digo com a mesma fé), denuncia-se o ódio planetário, a onda homicida da que são vítimas os cristãos, cuja velha condição de representantes da religião dominante, ou em todo caso, mais poderosa, impede de tomar verdadeira consciência”.

Finalmente Lévy questiona: “existe acaso permissão para matar quando se trata dos fiéis do ‘Papa alemão’? Uma permissão para oprimir, humilhar, martirizar, em nome de outra guerra das civilizações não menos odiosa que a primeira?”

“Pois não –conclui–. Hoje é necessário defender os cristãos”.

Fonte: ACI

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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