Posts Tagged ‘Ateísmo’

* Oração de um ateu.

sexta-feira, março 5th, 2010

Miguel de Unamuno foi um filósofo espanhol do século XX atormentado pela idéia de Deus. Ateu, sentia saudades do Infinito.

Veja um poema seu, encantador: “A oração do ateu”.

Que fique a lição: há ateus que são mais crentes que os crentes…

Ouve meus rogos Tu, Deus que não existes,
e em Teu nada recolhe estas minhas queixas;
Tu, que aos pobres homens nunca deixas
sem consolo de engano. Não resistes

ao nosso rogo, e nosso anelo viste,
quando mais Te afastas de minha mente;
mas recordo os doces conselhos somente
com que minh’alma acalentou noites tão tristes.

Quão grande és, meu Deus! Tu és tão grande,
que não és senão Idéia; é muito estreita
a realidade por muito que se expande

para abarcar-te. Sofro eu por tua causa,
Deus não existente, pois se tu fosses realidade,
eu também existiria de verdade.

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* Atenção ateus: Santa Sé convida-os a formar parte de fundação para diálogar com os fiéis crentes.

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi, explicou que seu dicastério criou a Fundação “O Pátio dos Gentios” à qual convidaram a participar ateus e agnósticos para “renovar o diálogo entre homens e mulheres que não acreditam mas que querem caminhar para Deus”.

Assim o indicou o Prelado vaticano em declarações ao jornal dos bispos.

Um dos fins da Fundação será estudar o “lugar espiritual” dos crentes assim como desenvolver “temas das relações entre religião, sociedade, paz e natureza”. Esta iniciativa, explica o Arcebispo, é uma resposta ao convite que o Papa Bento XVI fez em dezembro em seu discurso à Cúria vaticana para o diálogo com os não-crentes.

Dom Ravasi disse que com este projeto “queremos ajudar a todo mundo a sair da pobre concepção de acreditar e promover o entendimento de que a teologia tem dignidade científica e status epistemológico”.

Esta fundação terá uma reunião anual, a primeira das quais poderia desenvolver-se em Paris na segunda metade deste ano. italianos, o “Avvenire”, onde também assinalou que a idéia é “primeiro criar uma rede de agnósticos ou ateus que aceitem o diálogo e entrem como membros da Fundação, e assim, ao nosso dicastério”.

***

Que idéia inspirada e estupenda.

Louvado seja Deus!

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* China: Lenta abertura para a religião surpreende.

sábado, fevereiro 6th, 2010

A primeira grande exposição feita na China sobre a vida do jesuíta italiano Matteo Ricci (1552-1610) abre sábado em Pequim, assinalando uma atitude mais “positiva” das autoridades comunistas acerca da religião e dos antigos missionários europeus.

A exposição, com 200 peças de instituições chinesas e italianas, entre as quais algumas “obras-primas” do Renascimento, estará patente no novo Museu da Capital, em Pequim, até 20 de março, seguindo depois para Xangai e Nanjing.

Matteo Ricci (“Li Madou”, em chinês) foi o primeiro missionário católico europeu autorizado a viver em Pequim, em 1601.

A exposição, intitulada “Um Encontro de Civilizações na China (da dinastia) Ming”, apresenta-o como “um herói da história cultural do mundo” e “a primeira pessoa que estabeleceu uma sólida ponte cultural entre o Ocidente e a China”.

“É um acontecimento cultural extremamente importante e fortalecerá também os laços com a China”, disse um responsável italiano acerca da exposição.

O responsável, que falava em Itália, na terra natal de Ricci, referia-se aparentemente às relações China-Vaticano, cortadas desde a tomada do poder pelo Partido Comunista Chinês (PCC), há 60 anos.

Na Europa, a Santa Sé é mesmo o único Estado que mantém relações diplomáticas com Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de 1949 e que Pequim considera uma província da China.

Outro tema de divergência diz respeito aos bispos da Igreja Católica Patriótica Chinesa, que são nomeados localmente e não pelo Vaticano.

Ricci viveu quase metade da sua vida na China, cuja cultura e língua acabou por conhecer profundamente, e foi sepultado num cemitério de Pequim com as honras devidas a um mandarim.

Aquele jesuíta italiano, que chegou a Macau em 1582, vindo de Portugal, é visto hoje na China como “um ocidental confuciano”, mas até há poucos anos, os missionários europeus que acorreram ao pais nos séculos XVII e XVIII eram considerados “agentes do colonialismo”.

“Tirando partido dos seus contactos com funcionários chineses e os cidadãos em geral, os missionários conseguiram obter informações acerca da China e ajudar os colonialistas na sua agressão contra a China”, afirma o “Panorama da História da China”, publicado em 1982 e reeditado em 2008.

No início deste ano, o novo diretor da Administração Estatal para os Assuntos Religiosos, Wang Zuoan, indicou que a China continua fiel ao ateísmo, mas ao contrário da antiga União Soviética, deixou de encarar a religião como “o ópio do povo”.

“O Partido Comunista Chinês começou a encarar a religião numa perspetiva mais positiva (…) A antiga União Soviética e as nações do (extinto) Pacto de Varsóvia não conseguiram lidar bem com as questões religiosas. Isso foi uma profunda lição para a China”, disse Wang Zuoan.

AC.

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* “Façam o Papa pagar”, campanha lançada pelos ateus da Inglaterra.

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Ricardo Silvestre

Existe uma petição que pede que seja a Igreja Católica a pagar por uma visita do Papa ao Reino Unido, de forma a não serem os contribuintes a pagar os estimados 23 milhões de euros que a visita vai custar.

Na petição pode-se ler que os autores da mesma aceitam o direito que o Papa tem de visitar os seus seguidores no Reino Unido, mas que há melhores maneiras de gastar o dinheiro, por exemplo em escolas, hospitais e serviços sociais

Um poster foi idealizado e já circula pela net.

o papa que pague


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* China, outrora materialista, abre-se a Religião.

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010


Por Antonio Caeiro, Agência Lusa

Menos de 40 anos depois de ter sido considerado um pensador “reacionário”, um dos maiores sábios da China Antiga, Confúcio (551-478 A.C.), está a ser de novo valorizado na China e reconhecido como “um mestre”.

A “sociedade harmoniosa” preconizada pela atual liderança – muito diferente da “sociedade sem classes” defendida durante a Revolução Cultural (1966.76) – é vista mesmo como uma espécie de reabilitação oficial do confucionismo.

O culto da educação e do serviço público, o amor filial e o respeito pelos mais velhos, a cortesia e a moderação são algumas das “virtudes” associadas a Confúcio.

“O partido comunista precisa, realmente, do confucionismo. As pessoas não podem viver sem crenças nem religião”, disse à agência Lusa Kong Weizhong, representante da 78ª geração de descendentes de Kong Zi (Confúcio em chinês), nascido em 1963.

Mas nem sempre foi assim: a infância de Kong Weizhong foi “um pesadelo”.

O pai era um parente próximo de Kong Decheng, o decano da 77ª geração de descendentes de Confúcio, radicado em Taiwan depois de o Partido Comunista tomar o poder no continente, em 1949. A mãe era uma chinesa ultramarina, o que para as autoridades da época significava espia.

Com apenas cinco anos, Kong Weizhong e a mãe foram “enviados para o campo, sem sapatos, nem comida”.

Regressaram a Pequim em 1971, mas pouco depois foi lançada uma nova “campanha política de massas” e, desta vez, contra o próprio Confúcio.

“Foi uma tragédia”, diz Kong Weizhong, um empresário do sector farmacêutico que emigrou para Hong Kong em 1980, e que se formou depois no Reino Unido. “Felizmente, a China está muito mais forte e a mentalidade das pessoas mudou muito”,

“Quando um partido está na oposição, é contra Confúcio: Quando está no poder, precisa de Confúcio”, acrescenta. “A harmonia é o contrário da revolução”.

Para Kong Weizhong, “Confúcio não é conservador”: “A essência do pensamento de Confúcio é o amor e a tolerância (…) Confúcio ensina-nos a ser pessoas decentes”.

Aquele descendente de Confúcio contesta também que o confucionismo seja uma religião: “Na religião há Deus e Confúcio nunca falava em Deus. Respeitava o taoismo e o budismo, mas não era religioso”.

Ele próprio não se considera religioso – “não sou a 100 por cento”, diz – mas congratula-se com o reaparecimento da religião na China: “A religião é como uma canja de galinha. Adapta-nos ao mundo que nos rodeia e melhora-nos a disposição”.

O taoismo, doutrina associada a Lao Zi, outro pensador do século VI A.C., “também é mais uma filosofia do que uma religião” e o budismo, que é talvez a religião mais popular na China, “vem da Índia”.

“Se o governo quer mesmo que as pessoas tenham crenças e valores, tem de promover o confucionismo e a cultura tradicional chinesa”, afirma Kong Weizhong.

É esse também o objectivo da sua fundação, a Nishan Education Fund”, sedeada em Qufu – a terra natal de Confúcio – na província de Shandong, costa norte da China.

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* Educação sexual de nossos jovens e o ateísmo.

sexta-feira, janeiro 29th, 2010

Padre Ricardo

Gostaria de falar a respeito de um tema bastante polêmico: “Como educar os filhos para a vivência da sexualidade”. É um tema que gera bastante discussão porque a sexualidade que nos católicos pensamos está diferente do mundo.

Quando nós queremos educar os filhos a respeito da sexualidade, eles vêm com a mentalidade da escola; e infelizmente nós pagamos os professores para perverterem a educação de nossos filhos, então o caminho é não confiar na escola, porque a escola irá ensinar algo errado, até que se prove o contrário. Infelizmente é isso, e eu vou explicar.

Por que a escola e os meios de comunicação vão ensinar mal os nossos filhos a respeito da sexualidade? Porque a sociedade está vivendo no ateísmo, a educação está montada no ateísmo, é preciso que nossos filhos saibam disso.

Não é possível educar nossos filhos de forma cristã na sexualidade, sem romper com o pensamento da sociedade atual.A maior parte dos jovens é contra liberação das drogas, mas essa não é a opinião da classe falante, e o nosso país é conduzido pela classe falante, políticos que transmitem opinião, professores, jornalistas, advogados, psicólogos, e o que eles falam não é o que o povo brasileiro pensa. Infelizmente esse é o pensamento da classe falante: jornalistas, advogados, psicólogos, políticos, terapeutas, professores. Há uma lacuna muito grande entre a classe pensante e o povo brasileiro. O povo brasileiro tem uma moral sexual conservadora, isso é uma estatística do Datafolha, IBGE, a maior parte dos jovens brasileiros são conservadores. Quando ele se casa, casa com mentalidade de que quer que dê certo, o comportamento dele é uma coisa, mas o pensamento é outro, é conservador.

A classe falante é muito liberal, e eles querem incutir na cabeça de nossos jovens essa opinião deles. Se nós, maioria cristã, continuarmos calados, eles vão conseguir cada vez mais incutir esse pensamento na cabeça dos jovens, nós precisamos falar e ter coragem de romper com esse silêncio, pronunciar que nós somos cidadãos cristãos.

Agora querem tirar os símbolos cristãos de todos os lugares, querem tornar o cristianismo uma realidade das catacumbas. Dizem que não querem ofender os que não são católicos, não podem ofender a minoria. Por que isso vai ofender os ateus? Não ter uma religião é também uma atitude religiosa. Ao invés de ter uma cruz na parede eu ter uma parede vazia é ter uma atitude religiosa.

Escute meu irmão ateu, você acha que ser cristão em público é feio, eu acho que ser ateu em público é muito pior, é mais feio. Uma cidade vazia de símbolos religiosos é também uma atitude religiosa que mostra que esta cidade não tem Deus.

O filósofo francês Jean-Paul Sartre Jean via o existencialismo como uma filosofia, para ele é um fato levar até as últimas consequências que Deus não existe. “Se Deus não existe, ninguém pensou o homem, então não existe certo ou errado”. Como Raul Seixas: “eu prefiro ser essa metaformose ambulante”. Vê o homem como fruto de uma mudança contínua, isso se chama ateísmo.

A respeito do sexo, como está pensando essa classe falante? Eles dizem assim: o importante é a pessoa se sentir bem, não tem certo ou errado. Isso é dizer que não existe um projeto, você que é o deus da história. Deus tem um projeto para nós, veja seu corpo, você sabe para que serve cada parte de seu corpo, que mostram a inteligência de Deus. Deus pensou o homem para a mulher e a mulher para o homem, mas muitos pensam: eu não quero viver o sexo dessa forma, quero viver da forma que me agrada, quero ter sexo com animais. Isso é uma desobediência ao Criador. E é isso que estão incutindo nas cabeças de nossos filhos, pois sempre dizem que o importante é a pessoa se sentir bem. Pode ser que o jornalista, o professor, o advogado que fale isso não seja ateu, mas o pensamento é ateu. O ateísmo está tomando conta da nossa sociedade sem se mostrar. O ateísmo se apresenta como humanismo, algo favorável ao homem, tolerante.

Os nossos jovens, infelizmente, já fizeram sexo para entender que estão se destruindo, basta que alguém fale isso para eles, mas essa multidão da classe falante fala o oposto, psicólogos, pedagogos, políticos, professores, às vezes, até padres, que trabalham para o pensamento ateu – Que horror! Quando um jovem chega ao confessionário e fala do pecado da masturbação e o padre fala para o jovem que não tem problema, que ele está conhecendo o corpo, pode ser que o padre não saiba, mas está trabalhando para o pensamento ateu -. Se nós aceitarmos isso, haverá a intolerância religiosa disfarçada de tolerância, fazendo carinha de bom moço. O diabo não se apresenta com chifre, ele se apresenta de forma atraente, ele é especialista, sabe fazer a cabeça, se apresenta como tolerância.

A Igreja Católica ama de paixão os homossexuais, não existe uma instituição que os ame mais, pois quer os tirar de uma cultura de morte que está os matando, essa vida de sexo livre, está matando esses jovens, por isso ela diz: “meus filhos parem com isso”. Ela ama os heterossexuais que também estão se matando com o sexo livre, por isso ela fala: “meu filho pare de se maltratar porque você foi feito para amar”.

O sexo é uma criação de Deus e não do diabo. O sexo é uma participação do ser humano na obra da criação. O interior da mulher é algo sagrado, cada mulher que carrega dentro dela aquela pequena vida, ali Deus já realizou seu projeto maravilhoso. O homem é chamado pela sua sexualidade a entrar neste santuário da vida que é a mulher, para obra da criação. Precisamos arrancar o sexo das mãos do diabo, é obra de Deus o sexo. Nós precisamos fazer com que o sexo seja o que é no projeto de Deus, Deus tem um sonho para a sexualidade, e está ligado a nossa capacidade de amar. Mas que terrível! Quando usamos para nosso egoísmo, fazendo das mulheres objetos, usando algo que é para o amor para o egoísmo solitário.

Uma vez que você apresenta a sexualidade como projeto bonito de Deus, o jovem entende isso. Mas quando apresenta só como coisa proibida é claro que o jovem não vai aceitar. Eduque seus filhos, desmascare o lobo, é o pensamento ateu que conduz a morte, a destruição. E os jovens são capazes de enxergar isso, quanto mais você faz sexo sem compromisso, mais fica um vazio na alma. Mostre para ele o lobo, ele será capaz de enxergar. É importante que você os ajude a enxergar.

Os jovens dizem que devem ter um pensamento crítico, seja crítico com você, critique o pensamento que você adotou, um pensamento ateu, desonesto.

Você sabe por que o pensamento ateu está na moda? Veja o que falava o filósofo Friedrich Nietzsche: “Se deuses existissem, eu não suportaria não ser um deles. Portanto, deuses não existem”. Ele mostra que ele é ateu por sua soberba.

Os jovens dizem por que a Igreja proíbe sexo antes do casamento? Não é a Igreja que proíbe, mas a própria natureza. Pense, pelos menos lá em Cuiabá (MT) é assim, eu acho que esse negócio de sexo tem haver com uma criança que nasce, tem haver com bebê, assim como quando você se alimenta tem haver com nutrição, são as finalidades das coisas que Deus pensou. Se um casal de jovem mantém relações sexuais a natureza daquele ato é voltado para ter um filho, eu não estou dizendo que vai ter, mas está voltada para isso, e muitas meninas tomavam pílulas e engravidaram. Veio a criança, ela precisa ser respeita, tem direito a vida e de ter pai e mãe. O pensamento ateu diz, não existe Deus, você que é deus, se a criança não te agrada jogue-a no lixo. Você que é senhora do seu corpo.

E nós dizemos não, respeite o Criador. A pessoa se coloca no lugar de Deus, senhora da vida e da morte. Você acha que sexo é lazer? Não, ele é sagrado. A Igreja proíbe sexo antes do matrimônio não porque ele é pecado, mas porque ele é sagrado. No projeto de Deus a criança foi pensada tendo um pai e uma mãe.

Por que a classe falante não aceita isso? Porque se eles aceitarem, eles terão que aceitar a Deus. O que significa ter um Deus? Significa que eu não sou Deus, e o mundo moderno não aceita, ele quer ser deus. Eles não aceitam sermos adoradores, e o Papa João Paulo II fala sobre o ódio dos apóstatas. O apóstata é um cara que abandonou a fé, seguia a Deus e começou a achar que a moral é opressora, não precisa ser tão radical, fanático, católico sim, mas fanático não. Começa ler a Bíblica de um jeito ideológico, na passagem onde Jesus diz: “se você olhar para uma mulher e no seu coração ir desejando-a, já cometeu adultério”. Eles dizem assim: Jesus não disse isso, isso foi acrescentado pela Igreja, isso é radicalismo. Eles pecam na fé que tinham, e arranjam um jeito “light” de entenderem a fé. Talvez seja até um padre que o tenha ensinado ler a Bíblia assim, e ainda dizem: padre fulano que é bom, é um padre aberto para realidade. Aberto para a realidade e fechado para Deus.

O apóstata pisou na própria consciência arranjando um jeitinho de interpretar o cristianismo, e quando você interpreta de forma reta, ele passa odiar você, porque mostra o que ele fez. Um jovem chega para o catequista e diz que não faz sexo com namorada e nem se masturba; o catequista começa a perseguir o jovem porque ele, o catequista, arrumou um jeito “maneiro” de viver o cristianismo, então persegue o jovem porque recorda o que ele fez consigo. Ele vai odiar quem propõe o Evangelho do jeito que ele acreditava antes.

Por que esse pessoal tem horror de ver a manifestação de nossa fé? Porque essa minoria de ateus quer amordaçar a maioria dos cristãos, temos que lembrar a eles que somos cidadãos como eles. Por que vamos ficar calados se somos a maioria? É necessário que essa maioria de cristão que são conservadores reaja. Eu tenho que reagir quando uma pessoa chega na minha igreja e acaba com o que é a razão da minha vida. Só existe um caminho eficaz, você não pode dar uma de bom mocinho, o sexo é sagrado, isso é visão positiva, mas você tem que mostrar o lobo que tenta passar como tolerância cristã aquilo que é intolerância ateia. Não somos ateus, Deus nos criou e tem um plano para nossas famílias, para nossa sexualidade. Temos que deixar Deus ser Deus e não ser Deus no lugar de Deus.

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* Camus descreve uma vida sem Deus: “Jamais saciados”.

segunda-feira, janeiro 25th, 2010
Michelson Borges

Quando lia o depressivo romance A Queda, do argelino Albert Camus, me deparei com o seguinte trecho, que consiste numa das falas (o livro é um monólogo) de seu personagem:

Se eu lhe disser que não tinha religião alguma, você compreenderá ainda melhor o que havia de extraordinário nessa convicção. … Sentia-me bem à vontade em tudo, é bem verdade, mas, ao mesmo tempo, nada me satisfazia.
Cada alegria fazia com que desejasse outra. Ia de festa em festa. Chegava a dançar noites inteiras, cada vez mais louco com os seres e com a vida. Às vezes, já bastante tarde, nessas noites em que a dança, o álcool leve, meu modo desenfreado, o violento abandono de todos me lançavam a um arrebatamento ao mesmo tempo lasso e pleno, parecia-me no extremo da exaustão e no espaço de um segundo, compreender, enfim, o segredo dos seres e do mundo.
Mas o cansaço despararecia no dia seguinte e com ele o segredo; e eu me lançava outra vez com todo ímpeto. Assim corria eu, sempre pleno, jamais saciado, sem saber onde parar, até o dia, ou melhor, até a noite em que a música parou e as luzes se aparagaram. A festa em que eu fora feliz…” (p. 25).

Nobel de Literatura (1957), Camus filiou-se ao Partido Comunista francês em 1930. Ao lado de Jean-Paul Sartre, foi um dos principais representantes do existencialismo.

Segundo Alister McGrath, em seu livro The Twilight of Atheism, “para Camus, a ideia da morte de Deus é melhor expressa em termos de Seu silêncio mais do que de Sua ausência” (p. 158).

É preciso entender que Camus viveu no período da Segunda Guerra Mundial, e deve residir nisso seu desencanto com Deus (que deveria, na verdade, ser o desencanto com o ser humano sem Deus).

Em A Queda, Camus revela o homem moderno que abandona seus valores e mergulha num vazio existencial. O trecho que reproduzi acima, para mim, é quase um desabafo do autor e um verdadeiro raio x daqueles que andam pela vida “jamais saciados”, precisando sempre de doses de alegria ilusória, não se dando conta de seu vazio – até que as luzes se apagam e a festa termina.
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* Fotossíntese: Cientistas “Imitam” Deus.

segunda-feira, janeiro 25th, 2010
Em mais uma clara evidência da existência de inteligência embebida nas formas de vida, cientistas criaram folha semi-artificial que imita a fotossíntese e produz hidrogénio limpo.

O Dr. Qixin Guo e seus colegas da Universidade Shanghai Jiao Tong adotaram um enfoque diferente. Eles substituíram alguns componentes da folha de uma anêmona (Anemone vitifolia), mas mantiveram estruturas-chave da planta, alcançando um rendimento na absorção de fótons e na geração de hidrogênio que não havia sido obtido até agoraEm vez de criarem uma folha totalmente artificial, os cientistas optarem por criar uma folha semi-artificial, mantendo estruturas da planta otimizadas pela natureza e de difícil reprodução.

Ou seja, de forma a poderem criar algo remotamente eficiente, eles não só copiaram aquilo que Deus fez, mas durante o processo, eles usaram aquilo que Deus fez.

Imagina que estás presente na altura em que eles anunciam este projecto.- Dr Qixin Guo, foram precisas muitas horas de planeamento e design para criar esta folha?
- Oh, sim, claro. Este projecto custou-nos imensas horas de trabalho, design e planeamento.
- Diga-me uma coisa, Dr: a parte não biológica da planta é o resultado de design, certo?
- Certo.
- Não será lógico inferir-se o mesmo para o original, bem mais complexo e bem mais engenhoso?
- uhhh….talvez..sim..err…acho que não é demais dizer-se isso. *coff* *coff* SEGURANÇA!
Depois da apresentação tu levantas o braço e perguntas:


Nenhuma referência foi feita à teoria da evolução, nem foi explicado como forças não inteligentes podem gerar sistemas como os presentes no aparato da fotossíntese, mas de certo que se perguntássemos ao cientistas envolvidos neste projecto como é que a fotossíntese surgiu, todos eles dariam glória a Darwin e não a Deus.

O ex-ateu Francis Crick, citado pelo professor Phil Johnson, disse uma coisa que deveria fazer os evolucionistas reconsiderarem as suas crenças:

Na sua autobiografia, Crick afirma candidamente que os biólogos tem que se lembrar diariamente que o que eles estudam não foi criado, mas evoluiu; não foi arquitectado, mas evoluiu. Porque é que eles tem que se lembrar disso? Porque, de outro modo, os factos que estão bem à sua frente, e que tentam captar a sua atenção, podem um dia consegui-lo.

Por outras palavras (e parafraseando), o ex-ateu Crick (ele já morreu, e portanto agora já sabe que Deus existe) avisa os seus irmãos na fé para se beliscarem de vez em quando enquanto analisam as formas de vida senão qualquer dia estão no laboratório a dar Glórias a Deus por aquilo que Ele fez.

Pensem um bocado nessa frase.

Quantas vezes por dia é que vocês tem que se lembrar de que vocês não são italianos, ou espanhóis ou Brasileiros? Quantas vezes por dia vocês tem que tomar notas num sítio qualquer de coisas como “não esquecer dar de comer ao crocodilo de estimação”? Nenhuma, certo? E porquê? Porque são coisas que nunca vos vem à mente. Não há situações da vida onde vocês tenham que fazer notas mentais sobre situações e problemas que nunca vos atravessam a mente.

Mas o ex-ateu Crick tem o cuidado de dizer que é preciso manter a cabeça alerta, porque senão ainda vamos pensar que as formas de vida foram criadas. Ele diz isso, porque as formas de vida de facto aparentam terem sido criadas, e como tal, para manter a sanidade mental, eles tem que sufocar o que os seus olhos observam por trás da sua fé evolucionista.

Quão trágico é quando um homem rejeita o que os seus olhos podem ver por causa do ateísmo. Quão trágico é quando homens inteligentes, conhecedores da verdade, programam-se a si mesmos para rejeitar o óbvio e aceitar o ilógico.

Já é tarde demais para Francis Crick, mas se tu és ateu e estás na posição de quem tem que rejeitar as observações de modo a manter o ateísmo intacto, pergunta-te sobre o porquê disso. Se o ateísmo fosse verdade, não haveria razão para suprimir conhecimento, certo?

Conclusão

A criação da planta artificial é sem dúvida um feito notável e louvável, mas mais Notável e bem mais Louvável é o Deus que deu aos seres humanos a capacidade de fazer coisas tão engenhosas.

Para Ele, e só para Ele, seja toda a Glória, Louvor e Adoração,Agora e sempre,Amén.

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* Um ateu e o cardeal Ratzinger. Trechos do livro.

terça-feira, janeiro 19th, 2010

Marcelo Coelho, Escritor ateu.

Pode-se discordar muito de Bento 16 –e mesmo detestá-lo. Mas é, sem dúvida, um ótimo papa do ponto de vista intelectual. Mesmo suas encíclicas não padecem demais daquela linguagem cifrada, coberta do gesso das referências canônicas, que é mais ou menos obrigatória em documentos do gênero. Sem dúvida, parte significativa de suas mensagens se dirige a quem não é religioso, em especial aos intelectuais leigos, de forma sofisticada e ao mesmo tempo compreensível, mesmo nos pontos em que a lógica não me parece convincente.

Falei um pouco,  sobre o livro “Deus Existe?”, um diálogo entre um filósofo ateu, Paolo Flores d’ Arcais, e Joseph Ratzinger (quando ainda era cardeal).

Minha intenção, no começo do texto, foi mostrar que o livro nem chega a abordar diretamente a pergunta, tão simples e básica, do título. No final, a pergunta “Deus existe?”, deveria ser substituída por outra: “é possível encontrar fundamento absoluto para os valores do Iluminismo? Ou se trata apenas de valores contingentes, históricos, relativos, como quaisquer outros?”

Ratzinger defende que valores como a tolerância, a dignidade humana e o respeito à Razão só podem ser absolutos se admitirmos a existência de Deus. Paolo Flores d’Arcais se complica nessa hora.

em muitas sociedades primitivas –também eles eram homens!—o canibalismo ritual era considerado um dever ético-religioso… De modo que, se por natureza entendermos o que normalmente se entende, ou seja, todos os que pertencem à espécie Homo sapiens, com certeza não existe nem uma única norma que tenha sido compartilhada sempre por todos os homens.

(…) Se nós estabelecermos a priori que uma parte da humanidade era contra natura e a outra parte –que coincidência, aquela que compartilha nossas normas–, essa era a verdadeira humanidade, é evidente que realizaremos uma operação que todo mundo pode fazer, com seus valores, mas cuja conseqüência é dizer que quem não compartilhou ou compartilha desses valores, não só peca, como também está fora da humanidade: essa é a conseqüência lógica.

(…) Pois bem, e se aqui, presentes [neste teatro], houver pessoas que consideram que –por mais doloroso que seja, e, evidentemente, sem que deva ser utilizado como método contraceptivo qualquer –o aborto não é, porém, um delito? Serão, por isso, pessoas irracionais, anti-humanas?

Ratzinger responde citando uma encíclica de João Paulo 2º.:

“Há coisas sobre as quais uma maioria não pode decidir, porque estão em jogo valores que não estão à disposição de maiorias variáveis; há coisas em que acaba o direito de decidir da maioria, porque se trata do humanismo, do respeito do ser humano como tal”.

Que confusão! Em primeiro lugar, noto certa hipocrisia no argumento de Flores d’Arcais. Para muita gente, o aborto pode trazer dor psicológica, mas em última análise, se for para considerar que estamos retirando do útero apenas um grupo de células indiferenciadas, a rigor se trata de um método anticoncepcional qualquer, e não haveria nada de doloroso, exceto imaginariamente, em sua adoção. Pode ser chocante, e em todo caso não sou mulher, mas essa é a minha atitude, aliás.

Em segundo lugar, é um pouco estranho o veto de João Paulo ao direito de decisão da maioria. A maioria, infelizmente, pode decidir pelo pior; será genocida, assassina e pecadora, mas não há nisso uma conseqüência do “livre arbítrio” que o catolicismo nunca quis negar? Ratzinger prossegue:

Não estou de acordo com o argumento “histórico”, que diz que para todos os valores existe, na história, também uma posição contrária (…) esse fato estatístico demonstra o problema da história humana e da falibilidade humana.

Paolo Flores d’Arcais responde, algumas páginas depois.

Eu compartilho inteiramente da ideia de que a maioria não é suficiente para decidir qualquer coisa (…) Não é coincidência que as democracias modernas estejam fundamentadas em Constituições que estabelecem limites a qualquer maioria para decidir o que quiser.

O mediador do debate, Gad Lerner, intervém:

Por exemplo, se uma maioria quisesse restabelecer a pena de morte na Itália, considera que isso seria lícito?

Flores d’Arcais responde:

Nossa Constituição diz que não; naturalmente, seria necessário primeiro mudar a Constituição, os mecanismos de reforma da Constituição e depois… no estado atual, a norma fundamental de nossa convivência…

O debate continua, mas não deixa de ser curioso ver um ateu se segurando, mal e mal, no texto sagrado da Constituição italiana.

Marcelo Coelho, Escritor ateu.

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* Cardeal Joseph Ratzinger e o filósofo Paolo Flores d’Arcais em um debate histórico: Deus Existe?

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

Por P. Rodrigo Polanco
Secretário Acadêmico da Faculdade de Teologia da PUC – Chile

O livro  acima e que apresentamos  aqui é fundamentalmente a transcrição literal de um debate sobre a pergunta que dá título a esta obra: Deus existe?, cujos protagonistas foram o então Cardeal Joseph Ratzinger e o filósofo Paolo Flores d’Arcais.

O diálogo ocorreu no teatro Quirino, em Roma, em 21 de fevereiro de 2000, dentro do contexto do Jubileu convocado por João Paulo II pela ocasião do segundo milênio da encarnação do Verbo de Deus.

O debate, como era de se esperar, suscitou muito interesse antes mesmo de sua realização: o teatro estava repleto de público e ficaram mais de duas mil pessoas do lado de fora que conseguiram acompanhar o diálogo com a ajuda de um amplificador improvisado.

O motivo do interesse? Em primeiro lugar os debatedores: o Cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Conhecido por sua competência em temas filosóficos e teológicos e, particularmente, porque um de seus maiores interesses foi precisamente poder penetrar e compreender melhor a cultura atual e suas dificuldades em aceitar a mensagem cristã; e, mais especificamente, são conhecidos seus numerosos trabalhos acerca da possibilidade e necessidade da fé em um Deus pessoal que possa fundamentar a cultura e a ética no mundo contemporâneo. Hoje é nosso Santo Padre Bento XVI, cujo magistério se viu claramente influenciado por estas preocupações. Esperavam-se, então, de suas reflexões bons aportes ao debate atual.

O outro debatedor era Paolo Flores d’Arcais, filósofo e jornalista, nascido em Udine, Itália, em 1944. Ele se reconhece como ateu e é, na atualidade, uma referência intelectual no âmbito da cultura européia contemporânea. É, além disso, fundador e diretor da revista “Micromega”, que publicou este diálogo (foi publicado também na França pela editora Payot et Rivage e, na Alemanha, pela Wagenbach Verlag). Flores d’Arcais é um decisivo impulsionador dos valores cívicos da democracia e da igualdade. Seu ateísmo significa, para ele, “simplesmente considerar que tudo se passa aqui, em nossa existência, finita e incerta. E, portanto, são importantes os valores que se elegem e a própria conduta” (pg 30). Pode-se perceber, de imediato, que entre esses dois expoentes há pontos em comum apesar de uma diferença fundamental, o que augurava um debate que não decepcionaria.

O diálogo – e esta é a segunda razão do interesse do livro – que foi muito bem moderado por Gard Lerner (um jornalista italiano judeu), se desenvolveu de maneira intensa, muito honesta, às vezes de forma incisiva, mas sempre com respeito à opinião do outro e em sincera busca pela verdade. Ao longo do debate foram saindo os clássicos argumentos contra a existência de Deus e que foram permitindo ao Cardeal Ratzinger colocar com muita claridade, não somente a realidade da existência de Deus, mas, também, o porquê é hoje necessário e, sobretudo, racional (isto é, adequado a uma razão moderna) crer em Deus.

O diálogo – transcrito integralmente no livro – é aberto, fundamentalmente, com uma colocação de Flores d’Arcais que se tornará o fio condutor do debate, pois é justamente o núcleo da discussão sobre a existência de Deus.

Afirma Flores d’Arcais que a fé deve aceitar – seguindo a São Paulo em seu “escândalo para a razão” e àquilo que se atribui a Tertuliano, “credo ut absurdum” (creio porque é absurdo (o que creio)) – que é digna de respeito, tem direito a uma cidadania, mas não é exigível nem pode ter a pretensão de ser aceita pela razão, já que “suas verdades” não podem ser demonstradas pela razão e que, inclusive, isso não foi pretensão do cristianismo primitivo que se considerava uma religião à margem da razão.

Esta é uma afirmação que talvez muitos cristãos, à primeira vista, subscreveriam.

Pois bem, a partir dessa mesma observação, o Cardeal Ratzinger começa sua exposição demonstrando, com dados históricos, exatamente o contrário. O cristianismo desde suas origens considerou-se como uma religião e uma fé que certamente não era absurda e que, além disso, devia dar “razão de sua esperança”. A primeira carta de São Pedro diz precisamente “estais sempre dispostos a todos os que vos pedem dar razão de vossa esperança” (1Pe 3,15). Os cristãos devem, então, estar em condições de demonstrar o sentido profundamente racional de suas convicções. De fato, o cristianismo primitivo triunfou sobre as religiões pagãs de seu entorno justamente por sua reivindicação de racionalidade. Apresentou-se, inclusive, como filosofia, isto é, como resposta à busca da verdade, do ‘logos’ do mundo.

Já no ano 150, Justino, filósofo e mártir cristão, fundava em Roma uma escola de formação cristã, aonde se podia aprender a refletir a fé entendida como filosofia verdadeira. Sua conversão, longe de afastá-lo da filosofia, o fez verdadeiramente filósofo. Certamente, ao entender o cristianismo como a filosofia perfeita, a filosofia que leva à verdade, “não se entendia, então, como uma disciplina acadêmica puramente teórica, mas também, e antes de tudo, desde uma perspectiva prática, como a arte de viver e morrer retamente à qual só se pode chegar à luz da verdade”. Além disso, a pergunta pela verdade, pelo ‘logos’ das coisas, era a pergunta da filosofia e não das religiões pagãs da época.

A convicção básica da Antiguidade – e creio que também nossa – era que no mundo existe uma racionalidade sobre a irracionalidade – o mundo, a vida, cada um de nós mesmos não somos um absurdo – e, por isso, uma religião, qualquer que seja, mostrar-se-á adequada e verdadeira na medida em que se apresente como “vera religio”, isto é, como verdade universal e fundante. E dessa verdade se deduz também a natureza do homem e, portanto, seu dever moral. De fato, “o que a lei supõe realmente, as exigências que o Deus único coloca para a vida do homem e que a fé cristã traz à luz, coincide com o que o homem, todo homem, leva escrito no coração, de maneira que o considera bom quando aparece diante dele. Coincide com o que é ‘bom por natureza’ (Rom 2,14)” (pág. 16-17).

Na base dos direitos humanos universais – nascidos em contexto cristão e desde o cristianismo – está precisamente a convicção de uma verdade comum – o homem – e um fundamento último: Deus. Essa foi sempre a pretensão do cristianismo, que nasce não tão somente da Revelação, mas também da racionalidade das coisas que existem.

E o debate continua se desenvolvendo, sempre em forma de diálogo e com oportunas reflexões de Paolo Flores d’Arcais em que apresenta suas considerações, sejam factuais ou filosóficos, para não aceitar as verdades e a pretensão do cristianismo.

Por exemplo: sendo Deus o “Totalmente Outro”, pode alguém pretender realmente conhece-Lo?  Não são todas as religiões aproximações igualmente válidas, já que não se pode nem sequer se aproximar por analogia àquilo que Deus é? Porque é necessário que haja “um” sentido para a vida? Não bastaria que cada um encontrasse um sentido particular para sua vida, ainda que seja absurdo para outro? Por que deve haver um único sentido?

Neste ponto do diálogo aparece um elemento crucial na exposição de Flores d’Arcais: se o cristianismo – diz ele – se visse a si mesmo como uma religião que é escândalo para a razão (ou seja, não racional), não haveria problemas, porque uma fé assim somente pediria à sociedade que a respeitasse e não tentaria se impor na sociedade, isto é, não seria missionária. O problema para Flores é se – ao contrário – a “fé católica pretende ser o sumário e o cume da razão, ser o sumário e o cume de tudo aquilo que é mais característico do homem”, ou em palavras do Concílio Vaticano II se “o mistério do homem somente se esclarece no mistério do Verbo Encarnado” (GS 22), então é essencial (ao cristianismo) seu interesse em propagar esta “Boa Nova” (já que o bem é difusivo por si próprio), mas, ao mesmo tempo, é inevitável o risco de que mais tarde caia na tentação de se impor.

O Cardeal Ratzinger está, evidentemente, totalmente de acordo em que é preciso evitar o perigo de tentar se impor. A fé apela sempre à consciência e à razão, o ato de fé é necessariamente um ato que nasce da liberdade e de haver reconhecido a Deus que se revela e oferece a salvação, mas sempre é oferecimento livre.

Mas o motivo da missão e da evangelização, isto é, este elemento essencial da fé católica, “nasce do fato que nós, os crentes, cremos que temos algo que dizer ao mundo, a todos, que a questão de Deus não é uma questão privada…, pelo contrário, estamos convencidos de que o homem necessita conhecer a Deus, estamos convencidos de que em Jesus apareceu a verdade e a verdade não é propriedade privada de alguém, mas que tem de ser compartilhada, tem de ser conhecida”. Novamente o tema da verdade e da razão.

À continuação o tema se desenvolve em diversos matizes e se chega assim a um novo passo na reflexão de nosso atual Santo Padre. Havia dito que a fé católica é racional e que, como verdade, é necessário que todos a conheçam; passa, agora, a discutir com Flores a “novidade cristã de Deus”.

A Bíblia nos apresenta um Deus que está além do Deus da filosofia, isto é, um Deus pessoal que é amor. O mundo vem da razão – logos – mas esta razão é pessoa, é amor – isto é o que o característico e próprio do cristianismo. Isso também não é absurdo, mas supera o alcance da razão por si mesma. Com esta afirmação – segundo o Cardeal Ratzinger quando ainda era um professor universitário – aparece o conceito de criação, tão próprio do cristianismo. O mundo é positivo, é bom e é fruto do amor. É, então, bom viver nele. Portanto, o mundo tem uma direção e medida porque é fruto do Criador que se expressa nele. E, se é fruto do amor, está transpassado pelo amor e a liberdade de acolher esse mesmo amor (cf. J. Ratzinger, Introdução ao Cristianismo). E de onde concluímos isso? Simplesmente de que Deus é como se manifesta. Deus não pode se manifestar como não é. Em termos filosóficos, estamos falando de ‘analogia entis’ e, mais em particular, da ‘analogia amoris’.

O que é a fé, então?  Não é simplesmente um saber, mas uma forma de se situar frente ao mundo, frente a toda a realidade, é a orientação de toda a vida humana, o que é somente possível em virtude de um sentido que a sustente. E esse sentido “não se pode construir, somente se pode receber” (ibid). Isso é a fé: aceitar o dom da revelação que fundamenta gratuitamente nossa vida, é o compreender a existência como resposta ao Logos que tudo sustenta. É aceitá-Lo e n’Ele confiar. E isso é totalmente contrário ao “irracional”. Efetivamente, é aproximar-se ao fundamento, ao sentido da vida e esse fundamento não pode ser – para o homem – outra coisa que não a verdade. Um sentido que não fosse verdade seria um sem-sentido. A fé, no fundo, nos faz compreender autenticamente o mundo, isto é, entendê-lo e fazê-lo próprio.

Mas esse compreender – e isso é essencial para o conceito de fé – é fundamentalmente um encontro com Deus-amor, é uma relação pessoal, é uma aceitação livre de Deus como Deus, é deixar a Deus ser Deus. A fé sustenta não somente que Deus é Logos, mas que, além disso, esse Logos, essa Razão, é liberdade, é amor criador e pessoa. E, portanto, “o supremo não é o mais geral, mas o particular; por isso a fé cristã é, antes de tudo, opção pelo homem como ser irredutível que aponta à infinitude” (ibid). Deus não só conhece, mas que também ama, é criador porque é amor. É um Deus para o qual nada é demasiadamente pequeno e, portanto, um Deus que entra em relação com todo ser humano de modo pessoal.

Neste ponto as posições se aproximam. Para Flores d’Arcais, o ser humano, ainda na opção “desde o desencanto” – que é a opção do pensamento ateu (em contraposição à opção ‘desde a fé’) (*) – deve igualmente escolher entre uma vida com a primazia do EU – solitário – ou do TU – do encontro que soma – para orientar toda sua vida, ainda que seja sua efêmera vida. E aí, no amor ao próximo, há a possibilidade do encontro entre crentes e ateus. E isso é o que permite, desde a Antiguidade, a convivência pacífica na mesma ‘polis’ entre os que pensam diferente.

O diálogo não pode seguir além de duas horas e meia que já dura, mesmo ainda tendo deixado muitos temas e perguntas sem tratamento e, mais ainda, havendo deixado muitas questões colocadas no meio do debate que suscitaram novas perguntas e dão incentivos para pensar e aprofundar nas próprias convicções. Com que gosto haveríamos seguido escutando – ou lendo – este diálogo elevado! De qualquer maneira, o livro ainda nos agrega dois textos complementares ao debate e em torno dos mesmos temas. Um, do Cardeal Ratzinger, intitulado “A pretensão da verdade colocada em dúvida”. E outro, de Paolo Flores d’Arcais, chamado “Ateísmo e verdade”. Como se pode apreciar a partir destes títulos, o tema Deus é, no fundo, um tema sobre a verdade e, finalmente, um tema religioso, mas, ao mesmo tempo, metafísico. E religioso porque metafísico.

Em síntese, um interessante livro sobre um tema extremamente atual que mostra, uma vez mais, o amor à verdade de nosso Santo Padre Bento XVI, sua confiança no diálogo com o outro que pensa diferente e, também, seu respeito pelas opiniões contrárias; assim como sua amplíssima cultura e profundidade para tratar temas atuais. Por outro lado, Paolo Flores d’Arcais deixa uma grata impressão de homem inteligente, aberto e que advoga, de maneira muito aguda, as características e perguntas do ateísmo contemporâneo. Um livro que ajuda a pensar e a pensar também a própria fé, porque “todo o que crê, pensa; pensa crendo e crê pensando (…). Porque se o que se crê não se pensa, a fé é nula” (Sto Agostinho, “De praedestinatione sanctorum” 2, 5 em ‘Fides et Ratio’ 79).

(*) Para Flores d’Arcais a postura atéia considera que “tudo se joga aqui, em nossa existência, finita e incerta”, isto é, ser ateu consiste em ser o homem do desencanto e do finito. (N. T.)

Texto original: Humanitas

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* Tragédia no Haiti. Ateus excitados e justificados.Será?

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

Deus não existe?

Deus não existe?

Hélio Schwartsman ,articulista da Folha de São Paulo,não perdeu a oportunidade de pregar seu ateísmo utilizando como pano de fundo a tragédia no Haiti. Ele sugere que, pelo fato de o terremoto ter ceifado vidas inocentes, incluindo a de crentes, Deus está ausente.

No texto “Deus e a terra”, ele afirma que “é justamente para combater a ideia de que o acaso (e com ele a ausência de propósito) está no comando que, suspeito, criamos a noção de Deus”.

O fato é que tragédias existem desde que o pecado entrou no mundo. Na verdade, o pecado é a verdadeira tragédia – o resto é consequência.

É verdade que inocentes morreram no Haiti, assim como morrem inocentes todos os dias, desde que nossos primeiros pais saíram pelos portões do Éden. É verdade que a boa doutora Zilda Arns morreu numa igreja, mas significa isso que Deus abandonou Sua filha em pleno serviço em prol dos desvalidos?

O apóstolo Paulo foi um dos gigantes da fé. Operou milagres e levou a mensagem de esperança a lugares distantes, sofrendo perseguição, espancamento e prisão em nome de Jesus. Depois de anos de trabalho e dedicação, Deus o enviou para Roma, a fim de que pregasse o evangelho na capital do Império. E foi lá que Paulo morreu decapitado. Deus não poderia tê-lo poupado da morte? Por que o enviou justamente para a cidade em que sua vida seria ceifada? O fato é que Deus não vê a morte como o ser humano a vê – ou melhor, como o ser humano sem Deus a vê.

Por isso Jó pôde declarar: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle” (Jó 13:15, NVI). É esse o tipo de confiança que têm aqueles que convivem com o Criador e sabem que Ele existe, não porque os livra de todos os males terrestres, mas porque Se revela claramente para eles, fala com eles; é tão real quanto o amor que se sente, mas não pode ser visto nem tocado.

Segundo meu amigo de Portugal Felipe Reis, “se, segundo esse tipo de raciocínio [do Schwartsman], as tragédias demonstram que não existe Deus, o fato de milhares de pessoas desinteressadas se disponibilizarem para ajudar ao seu próximo com amor não deveria demonstrar que Ele existe?” E outro amigo, o Marco Antonio Dourado, de Curitiba, enviou um e-mail para o Schwartsman. Você pode lê-lo aqui:

“Bom dia, caro Hélio. Como de hábito, li sua coluna na Pensata de ontem, ‘Deus e a terra’, e me ocorreram algumas considerações que gostaria de compartilhar contigo.

“No tristemente célebre debate entre Rousseau e Voltaire acerca da existência de Deus, decorrente do problema religioso resultado do grande terremoto de Lisboa em 1755, devo adiantar que não lhe reconheço a validade. Rousseau, o castelão suiço cujo amor à humanidade e temor a Deus era demonstrado na contumácia com que abandonava em orfanatos os bastardos que trazia ao mundo, representa tão bem o teísmo quanto Hugo Chavez representa a democracia. Já Voltaire, coitado, conseguiu traduzir à perfeição o Iluminismo, do qual foi prócer: morreu suplicando por luz; eis aí o retrato mais bem acabado do chamado ‘Século das Luzes’.

“Essa dupla de fósseis insepultos costuma ser trazida à baila, geralmente por ateus, em épocas de grande comoção mundial em face de catástrofes naturais. É do jogo. Conforta-me que nessa hora os cristãos, pelo menos os cristãos de verdade, abandonam tais diatribes e partem em auxílio aos desgraçados (o que, aliás, muitos ateus, com a graça de Deus, também fazem). É por essas que neste momento nem me vem à mente o bestialógico otimista ‘Carta a respeito da Providência’,* de Jean-Jacques. Penso apenas em pessoas como Zilda Arns. O Amor, matéria-prima de Deus, não é uma emoção ou mesmo um sentimento; é um modo de ser. Dona Zilda, em sua vida e em sua morte, é prova inconteste dessa proposição. Sua estatura espiritual e moral recolhe os arrazoados oportunistas e estéreis à sua verdadeira dimensão: a irrelevância.

“Mas será que a discussão em si pertine? Certo que sim, mas não agora. Melhor em outra ocasião. Hoje, diante do horror em Haiti, devemos mais é externar por meio de atos aquilo de que, de fato, somos feitos. Alhures, de volta à normalidade possível, poderemos reencetar a questão filosófica. Nesse caso, devo adiantar que se nos for dado voz, que ao menos possamos escalar o nosso time – coisa que os ateus, tão prestimosos, tão desapegados, adoram fazer por nós. Como Rousseau não merece sequer ser gandula da partida, eu poderia evocar Heinrich Heine e seu comovente ato de fé renegando o virulento ateísmo que até então promovera. Melhor, no entanto, é apelar a Antony Flew, um dos mais cultuados e atuantes filósofos ateus do século 20. Compreendo que seu livro Um Ateu Garante: Deus Existe tenha feito com que os ateus militantes deixassem de lhe reconhecer a existência física, intelectual e moral. Isso não nos surpreende a nós, cristãos: ‘Mas a sabedoria é justificada por TODOS os seus filhos’ (Lucas 7:35).

“Não sei quem os ateus elegeriam para contestá-lo. Richard Dawkins, aquele gigolô da dissonância cognitiva alheia? Não, meus irmãos ateus! Por tudo o que é sagrado, não! Não me façam sentir por vocês a vergonha que são incapazes de sentir por si mesmos.

“Por falar em dissonância cognitiva, uma excelente recomendação de leitura: A Prova Evidente, de Gershon Robinson e Mordechai Steinman. Leitura rápida, simples e deliciosa, que analisa esse fenômeno. Resumindo:

“Dissonância cognitiva é um artifício psíquico subliminar destinado a proteger o indivíduo de informações que lhe tragam desconforto mental. Ela costuma ocorrer com qualquer um de nós, e pode nos levar a ignorar teses e teorias complicadas, que nos façam sentir ‘burrinhos’. Procura também evitar a ruína daqueles nossos imensos e arraigados investimentos intelectuais, ruína que depauperaria nosso vasto patrimônio de certezas acalentadas. Os mecanismos da dissonância cognitiva podem guindar a informação indesejada à áreas da memória pouco acessadas, uma espécie de aterro sanitário da nossa mente. Podem também provocar uma reação física visivelmente manifesta: impaciência, irritação, cinismo, fleuma afetada, antipatia pela fonte da informação e até, em casos extremos, levar à distimia crônica.

“Penso que antes de qualquer debate, especialmente os de natureza ‘Deus existe?’, cada pessoa, ateia ou teísta, deveria dar uma boa lida na obra desses dois autores judeus e submeter-se a um exame de consciência. Seria como um purgante mental para nos livrar de preconceitos até então inegociáveis. Só assim o diálogo prosperaria em direção à luz que faltou a François-Marie Arouet em sua última hora.”

(*) Sobre o tal otimismo aventado por Rousseau, nunca, jamais deixarei de citar o escritor católico George Bernanos, que formulou um aforismo feito sob medida para, entre muitos, o autor de O Contrato Social: “O otimismo é uma falsa esperança para uso dos frouxos e imbecis. A verdadeira esperança é uma qualidade, uma determinação heróica da alma. E a mais elevada forma de esperança é o desespero superado.”

Michelson Borges

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* Professora cristã na Inglaterra é demitida depois de orar por aluna enferma.

sábado, janeiro 16th, 2010

Uma professora cristã da Inglaterra foi acrescentada à longa e crescente lista de cristãos ingleses que estão enfrentando medidas disciplinares ou legais por expressarem sua fé.

Olive Jones, de 54 anos, está sendo defendida pelo Centro Legal Cristão depois de ser demitida por oferecer uma oração a uma aluna que está sofrendo de leucemia.

Jones, uma professora que visita lares de alunos, dava lições de matemática para crianças que estavam enfermas demais para freqüentar a escola. Quando estava visitando uma aluna enferma, ela falou com a mãe da menina e ofereceu uma oração pela filha. Quando lhe disseram que a família era descrente, ela não falou mais no assunto, mas a mãe deu queixa e Jones perdeu seu emprego no Oak Hill Short Stay School and Tuition Service em Nailsea, North Somerset.

Seus patrões disseram que o oferecimento de oração poderia ser considerado como “assédio”. Jones agora teme que o incidente a tenha marcado e prejudicará futuras possibilidades de emprego.

Jones disse que seu oferecimento de oração está sendo tratado como “um ato criminoso”: “É como uma marca negra contra meu nome e caráter no que se refere a obter uma referência para outro emprego, só porque dei meu testemunho”.

“Se eu tivesse feito algo criminoso, creio que a reação teria sido a mesma”, disse ela. Ela afirmou que está irada com a interpretação que a empresa faz da liberdade de expressão.

“Estou surpresa que um país com tal forte tradição cristã tenha se tornado um país onde é difícil falar sobre fé”.

Paddy e Stephanie Lynch, os pais da estudante de 14 anos, disseram que Jones havia deixado sua filha “traumatizada”. Eles disseram ao jornal Daily Mail que as visitas de Jones haviam deixado sua filha “transtornada” por contar para a adolescente, depois da morte da amiga mais íntima dela, que quando os jovens morrem vão para o céu.

“Os períodos letivos com a senhora Jones se tornaram cada vez mais traumáticos e decidimos que não era apropriado que essa mulher viesse ao nosso lar”. A família afirma que a Sra. Jones havia ignorado repetidos pedidos de parar de “pregar”.

O Daily Mail comentou numa editorial que a experiência de Jones e de dezenas de outros como ela na Inglaterra cada vez mais anticristã é resultado da adoção oficial da nova religião estatal compulsória da “igualdade e diversidade”.

“Os códigos oficiais de conduta, que podem ser a base de medidas disciplinares e são efetivamente parte dos contratos de emprego, obrigam milhões de funcionários públicos a ‘promover’ a igualdade e ‘respeitar’ a diversidade”.

“Pode bem ser que a publicidade e o apoio dos grupos de pressão poderão resgatar a Sra. Jones, como resgataram Caroline Petrie, uma enfermeira sujeita a tratamento semelhante. Mas o problema fundamental, o lento processo neste país em que radicais politicamente corretos estão tomando o poder, continua a crescer”.

A Sra. Jones disse: “Não estou irada com meus patrões, pois eles estão tentando interpretar as novas políticas de igualdade e diversidade. Mas estou irada com o sistema politicamente correto e com o fato de que não podemos mencionar às pessoas nada que tenha a ver com fé”.

Nick Yates, porta-voz do Conselho de North Somerset, disse: “Olive Jones trabalhou como professora substituta, trabalhando no North Somerset Tuition Service. Uma queixa foi apresentada por uma mãe com relação a Olive. Essa queixa está sendo investigada”.

Fonte: Noticia pró- Família

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* Mais de 24 milhões de chineses ficarão sem esposas em 2020, diz governo na China.

segunda-feira, janeiro 11th, 2010
Bebê na China
Desequilíbrio entre os gêneros é o mais sério problema demográfico da China, segundo livro.

Mais de 24 milhões de homens chineses em idade reprodutiva poderão ficar sem esposas em 2020, segundo um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais divulgado nesta segunda-feira.

O desequilíbrio de gênero entre recém-nascidos é o tido como um sério problema demográfico para ao país, que tem uma população de 1,3 bilhões de pessoas.

O estudo cita abortos de bebês do sexo feminino – resultado do tradicional favoritismo chinês por meninos e das rigorosas leis de planejamento familiar, que limitam o número de filhos que cada casal pode ter – como um dos fatores determinantes para o problema.

Segundo a organização, os abortos de bebês do sexo feminino são “extremamente comuns”.

A prática é particularmente comum em áreas rurais e os exames de ultrassom, introduzidos no país nos anos 80, aumentaram sua incidência.

Prostituição forçada

Os mais recentes números divulgados no estudo mostram que, para cada 100 meninas nascem 119 meninos na China.

O pesquisador Wang Guangzhou diz no jornal chinês Global Times que isso faz com que vários homens nas regiões mais pobres da China fiquem solteiros durante toda a vida.

“A chances de um homem com mais de 40 anos de idade no campo se casar são raras”, disse ele. “Eles ficarão mais dependentes do seguro social à medida que envelhecem e terão menos recursos domésticos dos quais depender.”

A relutância de muitas chinesas de áreas urbanas em ter o primeiro filho também está aumentando o problema.

Por lei, os casais na zona rural podem ter até dois filhos, nas áreas urbanas apenas um – exceto a cidade/província de Xangai, que permite dois filhos por casal.

Em algumas províncias, 130 meninos nascem para cada 100 meninas.

O estudo diz ainda que o crescente desequilíbrio demográfico estaria fomentando a prostituição forçada e o tráfico humano em algumas partes do país.

Em 2009, já havia um excesso de 32 milhões de homens abaixo dos 20 anos de idade na China, segundo um estudo publicado em abril pela revista especializada British Medical Journal.

BBC Brasil

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* Como os agnósticos percebem o Cristianismo?

quinta-feira, dezembro 24th, 2009


Na sociedade brasileira de hoje é cada vez mais comum encontrar pessoas que se dizem “agnósticas”.

Conhecer seus pontos de vista nos ajudam a perceber suas linhas de pensamento e nos dá subsidios para nossa evangelização.

Somos chamados a evangelizar a TODOS. Não podemos desistir de ninguém e nenhum tipo de ideologia é impermeável ao Cristianismo. O papa, Inclusive, tem falado desta abertura para atingirmos a todos, inclusive ateus,agnósticos, deístas, indiferentes, Satanistas.. (veja noticia ao final)

A propósito… Você sabe a diferença entre o agnóstico e o ateu?

Enquanto os ateus negam a existência de Deus, os agnósticos alegam a impossibilidade de provar a existência – ou não – de Deus.

O que está grifado no artigo remete ao Wilkipedia e amplia a compreensão dos termos usados pelo autor, que de certa forma parece mais convencido e consciente da contribuição da fé cristã para o mundo do que muitos cristãos por aí que frequentam igreja e tudo mais…

***

Evandro Venâncio

Poderíamos valer de qualquer religião para este artigo. Não obstante, a influência da crença em Cristo em nossos dias não pode ser ignorada. Mesmo hoje continuamos a ser criaturas influenciadas pelo cristianismo, seja por tradição de nossa família, seja por vestígios culturais, seja por maioria de votos. São tantas igrejas e tantas pessoas que demonstram a sua fé que eu sou tentado a escrever uma pequena dissertação sobre o meu olhar agnóstico frente à nossa sociedade cristã.

Temos dois objetos para conhecer melhor a religião de Jesus Cristo: um objeto de análise rico, grandioso e palpável – a história – e outro difícil, moralista e metafísico – a bíblia sagrada. O primeiro nos traz uma fonte extensa de informaçoes concretas, o segundo nos traz tantas informações abstratas que sem o uso da fé nos encontramos com um texto muito descontinuado e inconsistente.

Interpretar a história ao pé-da-letra é possível com clareza. Porém interpretar ditos de fé é uma tarefa árdua e necessita de muita contextualização. além de crença nas interpretações da palavra.

Como agnóstico confesso, não posso simplesmente mentir ou desmentir a inexistência dos fatos descritos neste livro, a não ser aqueles que a história desvela ao longo dos anos e que trás novas descobertas à respeito do tema, porém, por não conhecer profundamente este assunto, me baseio somente naquilo que li e conheço: Deus, ao meu ver, não fala com os homens. Isto não prova que ele não existe, porém como força não-material é impossível estabelecer um contato homem-divino ou divino-homem.

Portanto muitos acontecimentos bíblicos não poderiam ser verdadeiros, uma vez que Deus não é composto de matéria, como nós somos. Se ouvimos, falamos ou pensamos é consequência de um corpo material. Agora se você me perguntar de onde vem a consciência eu não saberei lhe responder, porém você também não saberá, pois não há nenhuma evidência à respeito disto. Se me disser que vem de Deus, eu voltarei ao assunto: Deus está além do nosso mundo e do nosso leque de conhecimento, portanto falar sobre isto seria apenas especular.

Porém a bíblia tem um papel fundamental para a humanidade: se trata de um manual precioso de como conviver bem em sociedade, através de muita harmonia, senso de justiça e senso de caridade. A bíblia não instiga a disputa, mas a eterna confraternização. A bíblia prega a doação e o perdão, além de ser um livro que estimula a agir em pró de um bem maior.

Enfim, a bíblia orienta o homem para fazer o bem. É um livro rico em ética e moral, que lhe ensina como agir em situações difíceis, muitas vezes com lições do próprio dia-a-dia. O livro sagrado insiste em fazer o bem mesmo quando nos vemos forçados a fazer o mal, além de unir pessoas em pró de uma mesma causa – que é uma causa de bem.

Através das palavras escritas ali, somos doutrinados a sobreviver em situações drásticas, a suportar um universo de dor – mediante a própria existência – e a nos organizar em uma sociedade do bem. Este livro tem um poder raro de tocar o coração de pessoas más – como criminosos e charlatões – e fazer com o que seus adeptos aceitem a conversão do mau em bom.

Em vias de fato a bíblia é um material de grande valia. Graças à influência do pensamento cristão, que perpetuaram durante séculos e chegaram até os nossos dias, temos um mundo culto com centenas de novas descobertas. Portanto, vamos discutir um pouco sobre a história do cristianismo – o outro objeto deste post.

O cristianismo, antes de tudo, é uma revolução no modo de pensar e agir. É uma revolução cultural e científica, moral e ética, sem a qual não poderíamos sequer nos pensar nos dias atuais. Se os homens que iniciaram a perpetuação e dissiminação da ideia de Javé não tivessem persistido em suas jornadas, talvez não estaríamos aqui neste momento – embora devido a perca de referêncial isto jamais poderá ser afirmado (ver conceito de hiper-realidade). Portanto temos nesta religião uma nova etapa na organização social da humanidade, responsável pela evolução do mundo.

Indo na direção contrária ao discurso antirreligião, que diz que as crenças divinas são um atraso na evolução do universo, ouso dizer que o mundo só evoluiu enquanto os povos acreditaram em um deus. Antes do cristianismo, tivemos grandes civilizações construídas através de um discurso de fé, como o Antigo Egito, a Antiga Grécia e a Antiga Roma, três responsáveis por civilizar de forma atenuada uma grande parte do nosso planeta. Além do quê, a filosofia – mãe de todas as ciências – surgiu dentro do pensamento Grego, que ainda naquela época estava contaminado pelos deuses do Olimpo. Ou seja, a física, a lógica, o conceito de átomo, a aritmética e os números irracionais foram desenvolvidas por gregos que acreditavam em forças exteriores e ocultas, enquanto a geometria foi desenvolvida pelos antigos egípcios, com toda a tradição mística possível.

Quando falamos do cristianismo temos uma série de inventos tecnológicos em plena era medieval (aquela conhecida como idade das trevas, ou “a noite de mil anos”, a qual dizem que nada de positivo foi construído no período): o relógio mecânico, a máquina de novelo, o guindaste, a serra hidráulica, a pólvora negra, o moinho de água, o timão, o canal com reclusas e portas, o tear, a bússola magnética e os óculos. Foram os cristões que também desenvolveram a imprensa, o ferro fundido e a química dos ácidos e das bases.

Na filosofia temos ninguém menos que Blaise Pascal, cujo raciocínio lógico é parte integrante de seu pensamento. Temos também René Descartes e Galileu Galilei – um cristão fervoroso. Isto só para citar alguns. Portanto o cristianismo é sim responsável por grande parte da evolução do mundo como ele é hoje.

O professor belga Léo Moulin – que me inspirou em certas partes deste artigo – levanta uma questão interessante: por que o desenvolvimento da humanidade ocorreu substancialmente somente em território cristão (ao longo da Europa)? Por que as Américas, antes das descobertas, e a África não se desenvolveram? Diferente dos cristões, que ganhavam força num discurso uniforme, os outros povos tinham uma infinidade de estilos e culturas que não permitiam a construção de uma sociedade unida e fortificada.

Através da bandeira cristã, novos continentes e novos países foram descobertos. Por isto mesmo que disse anteriormente que seria impossível imaginar um mundo hoje se não houvesse o cristianismo para sustentar o desenvolvimento.

Portanto, mesmo acreditando que exista falhas no texto bíblico, que boa parte dos versículos tenham sido escritos para controlar o homem e reconstruir a ética e a moral – sem nenhuma inspiração divina – e mesmo não acreditando no Deus-escrito-a-mão, não posso ser negligente e ignorar o fato que o cristianismo é o grande responsável pela tamanha evolução a qual o nosso mundo encontra-se hoje quando comparado ao mundo de 2000 anos atrás.

Veja o que papa fala sobre isso.

Bento XVI assegurou que a Igreja precisa criar espaços de diálogo e de encontro com agnósticos e ateus, que em algumas sociedades representam um grande número de pessoas.

O Papa fez essa proposição ontem, em uma audiência que concedeu a seus colaboradores da Cúria Romana nas vésperas do Natal, um discurso no qual analisou suas três viagens internacionais deste ano: África, Terra Santa e República Checa.

Referindo-se ao último país, que conta com uma porcentagem notoriamente elevada de ateus e agnósticos, o bispo de Roma considerou importante que os cristãos levem em seus corações estas pessoas.

“Quando falamos de uma nova evangelização, talvez essas pessoas se assustam. Não querem se enxergar convertidas em um objeto de missão, nem renunciar a sua liberdade de pensamento e de vontade. Mas a questão sobre Deus segue desafiando-os, ainda que não possam crer no caráter concreto de sua atenção por nós”.

“A busca a Deus”, disse, é o “motivo fundamental pelo qual nasceu o monaquismo ocidental e, com ele, a cultura ocidental”.

“Como primeiro passo da evangelização, temos de manter viva esta busca; temos de nos preocupar de que o homem não abandone a questão de Deus, essencial para sua existência”.

“Temos de nos preocupar que aceite a questão e a nostalgia que nela se esconde”.

Recorrendo a uma imagem, o Papa recordou o pátio dos gentios, que se encontrava no Templo de Jerusalém, onde estes podiam “rezar ao Deus desconhecido” e “desde modo selar uma relação com o Deus verdadeiro, mesmo que em meio a obscuridades”.

“Penso que a Igreja também deveria abrir hoje uma espécie de ‘pátio dos gentios’, onde os homens possam, de alguma forma, manter contato com Deus, sem conhecê-lo, antes de encontrarem o acesso a seu mistério, a cujo serviço se encontra a vida interior da Igreja”.

“Ao diálogo com as religiões deve-se acrescentar hoje todo diálogo com aqueles que enxergam a religião como algo estranho, aqueles que desconhecem Deus e que, todavia, não gostariam de permanecer simplesmente sem Deus, mas aproximar-se dele, ao menos como Desconhecido”, concluiu.

Zenit

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* Extra! Extra! Um menino nasceu!

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Wagner Moura

E se houvesse um jornal na época do nascimento do Menino Jesus, o que ele noticiaria na primeira página?

O português, Pedro Gil, editor da newsletter O Carteiro, enviou um exemplar de um periódico imaginário sobre o assunto que conta, inclusive, com depoimento do Chefe da Liga Império e Laicidade da época – vê-se que os laicos e loucos não são invenção moderna… Clique na imagem duas vezes, para ampliar:

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