Posts Tagged ‘Ateus’

* O grupo “Ateus Americanos” conseguiu um acordo na justiça para ter espaço público igual aos cristãos.

quinta-feira, junho 6th, 2013

A cidade de Starke, na Flórida (Estados Unidos), será a primeira a recebeu um monumento dedicado ao ateísmo. O projeto é da organização “Ateus Americanos” que reivindica um espaço junto a monumentos cristãos.

Uma estrutura de 4 metros de altura será uma perna para um banco colocado de frente ao prédio da Justiça, ficando a cinco metros de um monumento que descreve os Dez Mandamentos bíblicos.

Ao falar sobre o projeto, Ken Loukinen, diretor dos Ateus Americanos, disse que o ideal seria que nenhuma religião tivesse espaço em área pública, mas como isso não acontece o jeito foi pedir igualdade aos ateus.

Com o argumento do Estado laico, os ateus pediam a demolição do monumento cristão na justiça, até que um acordo judicial foi firmado autorizando a construção da estrutura ateísta.

O custo da construção do monumento foi arcado pela Fundação Freethought Stiefel, do ateu Todd Stiefel, que gastou US$6.000 (aproximadamente R$ 12 mil) com a obra. Citações como a do Tratado de Tripoli (1796) que diz: “O governo dos Estados Unidos não está em nenhum sentido fundado na religião cristã” foram escritas na pedra. Frases de Benjamin Franklin e Thomas Jefferson sobre o secularismo também foram escritas.

Para criticar o cristianismo, o grupo escolheu a passagem de Deuteronômio 13:10 para afirmar que o Livro Sagrado dos cristãos promove a violência.

Fonte:  Paulo Lopes.

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* Por que o ateísmo é tão comum nas universidades?

segunda-feira, maio 13th, 2013


Antes de a pergunta: “por que o ateísmo é tão comum nas universidades” ser respondida é preciso definir qual o significado da palavra “ateísmo”. Muitas pessoas detém-se na definição etimológica dela, ou seja, a-teísmo quer dizer não-deus. O ateu, portanto, é aquela pessoa que diz que Deus não existe.

Todavia, segundo o Catecismo da Igreja Católica, o ateísmo é algo bastante complexo, com inúmeras facetas. Vejamos:

“Muitos de nossos contemporâneos não percebem de modo algum esta união íntima e vital com Deus, ou explicitamente a rejeitam, a ponto de o ateísmo figurar entre os mais graves problemas do nosso tempo.

O termo ateísmo abrange fenômenos muitos diversos. Uma forma frequente é o materialismo prático, de quem limita suas necessidades e suas ambições ao espaço e ao tempo.

O humanismo ateu considera falsamente que o homem é ’seu próprio fim e o único artífice e demiurgo de sua própria história‘.

Outra forma de ateísmo contemporâneo espera a libertação do homem pela via econômica e social, sendo que a ‘religião, por sua própria natureza, impediria esta libertação, na medida em que, ao estimular a esperança do homem numa quimérica vida futura, o desviaria da construção da cidade terrestre.” (2123-2124)

Como se vê, a definição etimológica não é suficiente, pois o sentido da palavra é muito mais amplo. Coligindo os vários tipos de ateísmo é possível perceber que todos eles terminam numa atitude fundamental: o homem declara-se autônomo, ou seja, não depende mais de Deus para nada.

Adotar a atitude de autonomia perante Deus significa tão somente colocar-se no lugar Dele. Portanto, o que existe não é ateísmo, mas idolatria. O homem que se autodiviniza. Seja o homem individual, seja a coletividade do ser humano que passa a determinar o que é certo e o que é errado.

Muitas pessoas creem que Deus é uma realidade irrelevante para vida, que existindo ou não nada muda na vida de cada um. Mas isso não verdadeiro, pois, se existe um Deus, o homem não se pertence. Se existe um Deus, o homem é para ele. Se Ele é criador, o homem é criatura. Ele é o oleiro, o homem o barro, que deve se deixar modelar por Ele. É o homem que deve se adequar ao plano de seu criador. E, sendo assim, a perspectiva do homem muda completamente.

O início da vida acadêmica marca também o início do conhecimento do liberalismo moral. Estatisticamente já foi comprovado que o público acadêmico é muito mais liberal moralmente que as pessoas que não fazem parte desse ambiente.

E é justamenteo liberalismo moral que faz com que os jovens deslizem na direção do ateísmo. Isso se dá porque o jovem começa a pecar, seja frequentando as chamadas “baladas” ou mesmo seja cometendo pecados sexuais, transgressões diversas. Ora, para um jovem com alguma noção religiosa trazida da família, isto traz conflitos internos. Neste momento, o que acontece é que tanto os professores da Universidade quanto os próprios colegas desse jovem oferecem uma solução mágica para o seu drama de consciência: a relativização do certo e do errado e decretação da autonomia do homem (ateísmo).

Assim, a pessoa é introduzida no relativismo moral, quando não existe uma verdade, mas variantes, de acordo com o entendimento de cada um. Sendo assim, todas as opiniões são válidas. Ousar discordar ou afirmar que existe uma só verdade torna o indivíduo um ditador, pois estará querendo impor a sua própria moral. O indivíduo se torna um imperalista moral!

Este fenômeno é o que o Papa Emérito Bento XVI chamava de “ditadura do relativismo”:

“Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” (Missa pro eligendo Pontífice, 18/04/2005) [1]

Nesse sentido, o homem toma o lugar de Deus e o campus universitário pode ser comparado com o lugar onde o homem colhe o fruto da árvore proibida, da árvore do bem e do mal e torna-se um homem ‘para além do bem e do mal’[2], numa independência total, na qual se pode afirmar: “eu sou Deus, eu determino o que é o bem, eu determino o que é o mal”. A ideia de haver um criador é absurda, pois é o próprio homem quem tudo define e determina.

O filósofo ateu Friedrich Nietzsche, morto no ano de 1900, é o porta-voz dessa mentalidade que se instalou nas universidades. Em seu livro “Assim falava Zaratrusta”, no capítulo chamado “Ilhas Bem-Aventuradas”, ele profere o seguinte aforismo: “Meus irmãos, eu irei abrir-vos claramente a minha consciência: se existissem deuses, como suportaria eu não ser um deus? Logo, os deuses não existem.”

Ora, esse raciocínio de Nietzsche não tem nada de científico, é uma falácia total. É algo que não se sustenta, mas, infelizmente, convence interiormente quem vive o drama de sua consciência. Então, se o jovem sente o peso de sua consciência é muito mais difícil ir a um confessionário e fazer o propósito de emendar-se. Mais fácil é, com uma canetada, tirar Deus da lista e atribuir aqueles sentimentos a uma educação retrógrada, conservadora, ultrapassada. Os tempos são outros, modernos, o pecado é coisa de antigamente, agora, cada geração, cada sociedade determina o que é bem, o que é mal. Melhor ainda, cada pessoa pode fazer a sua própria lei, de acordo com as suas próprias convicções e vontades. Tudo é relativo. Sendo assim, o homem se torna deus, se coloca no lugar de Deus.

É por isso que nas universidades o que se tem não é um crescente ateísmo, mas sim, uma crescente idolatria. Elas são especialistas, em seu ambiente, em amordaçar a voz da consciência, inserindo os jovens na chamada “ditadura do relativismo”. O preço que se paga por isso é muito alto, pois as pessoas, ao se declararem autônomas, independentes de Deus imaginam que se tornam livres. Mas, não é isso que acontece, pelo contrário, elas se tornam escravas da tristeza, do vazio, do pecado. No ambiente universitário não é diferente.

A virtude, por sua vez, não vicia. Jamais se ouvirá dizer que alguém está viciado na generosidade, já na avareza sim. Uma pessoa não é viciada na castidade, mas na luxúria, no sexo desregrado, sim. Outra não pode ser viciada na sobriedade, mas na droga, no álcool, sim. Portanto, o homem, ao querer se libertar de Deus, escraviza-se, descendo abaixo de sua própria natureza.

Deus não dificulta a autonomia humana, pelo contrário, Ele liberta. “A verdade vos libertará”, disse Jesus Cristo. Os ambientes universitários deveriam ser lugares em que se busca a Verdade e ela, ao ser encontrada, deveria transformar a todos em pessoas que se põe a serviço do conhecimento e da ciência. Esta deveria ser a vocação de todo universitário.

Padre Paulo Ricardo

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* O “fé” do ateísmo no “non credo” que os liga ao nada e ao vazio.

quarta-feira, março 13th, 2013

ATEÍSMO MILITANTE

Percival Puggina

Conheço muitos ateus. Gente da melhor qualidade e gente não tão boa assim, como em qualquer conjunto de indivíduos. Só recentemente, porém, passei a encontrar ateus militantes, engajados na tarefa de menosprezar e investir contra as crenças alheias. Ora, toda militância pressupõe o desejo de concretizar algum objetivo.

O que pretende a militância ateia? 1º) Dar sumiço à ideia de Deus. Provocar e proclamar a falência total dos órgãos divinos, como fez o ensandecido Nietzsche. 2º) Eliminar as religiões para produzir uma humanidade nova, sob o senhorio do barro de que somos feitos.

***

Outro dia, nosso talentoso Luiz Fernando Veríssimo escreveu uma crônica cujo eixo expositivo firmava-se na ideia de que Deus é uma hipótese. Fiquei a pensar. Se Deus é hipótese, mera conjetura, um olhar em volta de nós mesmos revelará, então, a indispensável existência de um nada (quase escrevo esse nada com “n” maiúsculo) criador de quanto vejo. E seremos levados a atribuir a esse insignificante nada um verdadeiro frenesi criador.

Surgirá, então, quem afirme que esse nada deu origem a tudo em seis dias e que no sétimo descansou sobre uma almofada de nuvens. Outros, mais em conformidade com o cientificismo do século 21, sustentarão que esse poderosíssimo nada, no exato milissegundo do Big Bang, de um até então inexistente tempo, fez explodir pequena bolinha de coisa nenhuma e… pronto! – estava criado o Universo. Onde? Onde? No imenso e absoluto vazio no qual o nada preexistia. Bum!

É interessante constatar, portanto, que ambos, tanto os crentes em Deus quanto os ateus não prescindem, para suas convicções, de algum ato de fé. Ou em Deus, ou no nada. Os primeiros partem dessa fé para as respectivas opções religiosas. Elas levam à oração, ao encontro do sentido da vida, ao consolo dos aflitos, ao repouso da alma. No caso dos cristãos, ao conhecimento do amor de Deus, à encarnação de Jesus, ao Divino que irrompe docemente no humano e na História, aos sacramentos, à meditação, ao perdão, à misericórdia. Levam, também, aos tesouros guardados onde não os corroem as traças. E, ainda, ao amor ao próximo e ao inimigo, ao luminoso exemplo dos grandes santos, a um precioso conjunto de verdades, princípios e valores que, entre outras coisas, compõe o cerne do moderno constitucionalismo. O leitor acha que é muita coisa? Pois isso tudo é apenas uma “palhinha”. Há mais livros escritos sobre essa pauta do que a respeito de qualquer outro assunto de interesse humano.

A adesão vital ao hipotético nada, por sua vez, leva a coisa alguma. Ou por outra, leva o ser humano a deixar-se conduzir por um vórtice que se esgota em si mesmo. Organizado em militância, como vejo acontecer, compõe uma nova igreja, a igreja do non credo a que já me referi. Tal religião religa seus crentes a um hipotético nada onde não há perdão nem salvação. A fé no nada não mobiliza sequer um fio de cabelo. A esperança no nada é o próprio desespero. E tudo acaba sob sete palmos de terra. Se houver algum resíduo perceptível de espírito, algo assim como um ainda latejante fragmento de consciência, que disponham dele os vira-latas. Como é grande o prejuízo nessa escolha!

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* A terceira ”religião” do mundo é dos agnósticos e ateus, afirma pesquisa mundial.

domingo, janeiro 6th, 2013

Angelo Aquaro - La Repubblica.

O culto em ascensão no mundo hoje  leva o nome de ateísmo. Sim, uma em cada seis pessoas sobre a Terra é sem Deus: ou ao menos não acredita no Deus de uma Igreja particular.

A primeira é a dos cristãos: 2,2 bilhões de pessoas. A segunda é uma mesquita: os muçulmanos são 1,6 bilhão. Ao terceiro lugar do pódio, portanto, sobem os não crentes: 1,1 bilhão. 

O que acontece? Depois de conhecer uma sociedade sem pais, como haviam profetizado os sociólogos há 60 anos, decidimos também aposentar o Pai Eterno?

Na verdade, o quadro oferecido pelos pesquisadores do Pew, o instituto de pesquisas mais prestigiado dos Estados Unidos, é um pouco mais complexo, assim como demanda o assunto. Tanto é que a definição que os estudiosos propõem para os ateus do Terceiro Milênio é a mais flexível: unaffiliated, que poderia ser traduzida como não adeptos, aqueles justamente que não participam ativamente de um culto. Uma não Igreja muito mais do que variada.

“Os não adeptos incluem os ateus, os agnósticos e aqueles que não se identificam com nenhuma religião particular”, lê-se nas 81 páginas dessa The Global Religious Landscape. Mas os autores do relatório logo se adiantam para unir também as mãos desses bem-aventurados não adeptos. Muitos deles, de fato, “têm alguma forma de crença religiosa”. O que isso significa? Que, “por exemplo, a fé em Deus ou em um poder qualquer é compartilhado por 7% dos chineses, por 30% dos franceses e por 68% dos norte-americanos”, sempre na categoria “unaffiliated“.

E mais: “Alguns deles participam de algum modo de certas práticas religiosas. Por exemplo, 7% na França e 27% nos Estados Unidos revelam presenciar um serviço religioso ao menos uma vez por ano”. Isso naturalmente não basta para considerá-los crentes: muitas vezes, por exemplo, a participação também está ligada a ritos civis, como casamentos e funerais. Ou ao menos aquele sentimento que muito raramente os leva à igreja, à mesquita, à sinagoga, ou também ao menos aquilo que é classificado mais como busca do espírito, do que sentido religioso propriamente dito.

Obviamente, as curiosidades não faltam. Ainda com relação aos não adeptos, trata-se de 16% da população mundial: a mesma porcentagem dos católicos. Três quartos vivem na Ásia: segue a Europa (12%, 134,8 milhões), a América do Norte (5%, 59,04 milhões) e o restante. Entre as grandes religiões, os hindus seguem o cristianismo e o Islã com 1 bilhão de fiéis; os budistas com meio bilhão; e os judeus, com 12 milhões. 

No total, os crentes são 84% da população mundial: calculada em 2010, ano da pesquisa, 5,8 bilhões.

O professor Conrad Hackett, um dos pilares do estudo, disse ao New York Times que “é a primeira vez que os números se baseiam em uma pesquisa analisada de modo rigoroso e científico”: 2.500 fontes em 232 países. Pode ser.

No entanto, olhando bem, falta uma “religião” : com 1,01 bilhão, aquela da web chamada Facebook já não superou os amigos hindus?

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* Ateus em crise: Higgs chama Dawkins de fundamentalista. Físico não é a favor da posição anti-religião adotada por seu colega biólogo.

sexta-feira, janeiro 4th, 2013

Petter Higgs declarou recentemente que Richard Dawkins está sendo um ateu fundamentalista quando se posiciona de forma intransigente contra as religiões.

A declaração foi dada ao jornal espanhol El Mundo e republicada no The Guardian que falou sobre essa diferença de pensamentos entre dois ateus quando o assunto é religião e ciência.

Higgs chegou a dizer que sente vergonha quando vê Dawkins atacando religiosos. “O fundamentalismo é um outro problema. Quer dizer, Dawkins é quase um fundamentalista de si mesmo”, disse.

Para o físico que criou a teoria de que uma pequena partícula seria a responsável por formar a massa presente em todo o universo, a ciência e a religião podem coexistir. “O crescimento da nossa compreensão do mundo através da ciência enfraquece um pouco a motivação que tornam as pessoas crentes. Mas isso não é a mesma coisa que dizer que eles são incompatíveis”.

O bósson de Higgs, também chamado de a Partícula de Deus, foi descoberto em 2012 pelo Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, em Genebra, dando créditos ao físico que pode ser indicado ao Prêmio Nobel.

Higgs afirma que em sua equipe há cientistas religiosos e que é possível manter sua crença e se envolver com a ciência.

O The Guardian chegou a procurar Dawkins para comentar as declarações do físico, mas o biólogo não quis se pronunciar.

Fonte: Paulopes.

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* O “Existencialismo” e o “niilismo” de Sartre à Luz da esperança cristã.

domingo, dezembro 30th, 2012

O Existencialismo constitui uma atitude filosófica mais do que uma escola estritamente dita; norteia-se por certos princípios gerais, sob os quais cada pensador existencialista coloca suas teses próprias; daí também falarem os historiadores de «existencialismos» contemporâneos (haja vista o título da obra de E. Mounier: Introduction aux existentialismes, Paris 1947)

O iniciador do novo movimento, Kierkegaard, era homem profundamente religioso, luterano, que se insurgiu contra a mediocridade da conduta de seus contemporâneos, e lhes procurou despertar a consciência para a responsabilidade cotidiana. Todavia, enquanto viveu, Kierkegaard não encontrou eco. A sua mensagem só se desenvolveu quando em fins do século passado renasceu na Alemanha, apregoada por Karl Jaspers e Martin Heidegger, que lhe deram colorido já não religioso, mas praticamente ateu.

A atitude existencialista se estendeu a outras nações, alimentada pelo mal-estar e o abatimento que duas guerras mundiais consecutivas em nosso século (20) lançaram sobre os povos ocidentais; na França contemporânea, por exemplo, ela tem dois representantes de grande vulto: Gabriel Mareei, católico convertido em 1929, e Jean-Paul Sartre, ateu niilista até as últimas consequências, ao qual se associam de perto Camus, Malraux e Simone de Beauvoir; na Itália podem-se mencionar Abbagnano e Grassi, enquanto a Espanha conta com Miguel de Unamuno.

A variedade de correntes do existencialismo (piedade luterana de Kierkegaard, piedade católica de Mareei, impiedade extrema de Sartre) já mostra bem que o existencialismo não é propriamente uma escola filosófica, mas uma atitude ou tomada de posição geral diante dos problemas capitais do espírito humano. Verdade é que, quando hoje em dia se fala de existencialismo, frequentemente se entende a mentalidade ateia de Sartre. Não há dúvida, o relativismo deletério altamente fomentado pelos escritos de Sartre marcou profundamente o ritmo do pensamento e da vida modernos; muitos dos nossos contemporâneos que não professam teoricamente o existencialismo, na prática respiram o ar do clima existencialista que recobre o mundo atual. Principalmente o existencialismo francês, afirmando-se. pela arte, a literatura, o cinema e pela conduta de vida excêntrica de seus representantes, tem penetrado na sociedade; verifica-se que levou não poucos de seus adeptos, após uma existência debochada, ao desespero e ao suicídio.

Consideremos agora…

1. As linhas mestras da mentalidade existencialista

O existencialismo moderno, em virtude das circunstâncias em que se originou (reação contra o abuso da razão especulativa no século passado – 19), é, antes do mais, anti-intelectual; recusa a construção de um sistema de teses concatenadas a partir de princípios evidentes por si mesmos. Kierkegaard se lamentava só por pensar que, após a sua morte, «professores exporiam a sua Filosofia como um sistema completo de idéias, distribuídas em secções, capítulos e parágrafos»!

Esse anti-intelectualismo leva naturalmente às seguintes principais posições:

1.1) Estima do                                   Desdém da

EXISTENTE                                          ESSÊNCIA

CONCRETO                                        ABSTRATA

CONTINGENTE                                 NECESSÁRIA

TEMPORAL                                        ETERNA

SINGULAR e INDIVIDUAL            UNIVERSAL

Que se entende por tal terminologia ?

A essência de um ser é a sua natureza genérica e específica, natureza que se realiza em todo indivíduo da mesma espécie. Assim a essência de Pedro é a de animal racional; nesta noção plana e indiferenciada, Pedro, Paulo, Maria e Joana se nivelam entre si, independentemente das notas pessoais de cada um. Pois bem; tal trabalho da inteligência que se separa da realidade individual para representá-la num plano genérico e quase «estandartizado» é rejeitado pelo filósofo existencialista. Este volta a sua atenção para o indivíduo «existente» tal como ele semostra no plano concreto e real, não tal como ele se demonstra no plano da especulação e da abstração.

Em outros termos, conforme o existencialista, o homem é o que ele faz, não o que ele pode ou deve fazer. O «poder fazer» e o «dever fazer» pressupõem uma estrutura que define e rege o homem antes que este aja. Ao contrário, o «faz» aponta para o homem existente, concreto, projetado na ordem real. Ora é a este, e não àquele, que o existencialista dá valor; ele não leva em conta estruturas nem leis do ser anteriores à atividade concreta de tal ser; o homem, para ele, nada tem de eterno, de atemporal e necessário, mas é tão contingente quanto o seu modo de agir; o modo de agir esgota simplesmente a definição de homem.

Esta posição filosófica tem ampla repercussão no plano da Moral. O existencialista coerente com suas premissas não reconhece preceitos éticos perenes, válidos para todos os tempos e todos os indivíduos, mas afirma que as categorias do bem e do mal moral são variáveis como as circunstâncias em que cada indivíduo se encontra; é a situação do momento, transitória, que faz a ética de tal pessoa, ditando o que é bem e o que é mal para essa pessoa (bem e mal que poderiam não ser tais para outro individuo humano). Não existe «a Moral» em si, mas existe apenas «minha Moral», como não existe «a Verdade», mas apenas «minha Verdade» (Jaspers). — É essa a «Ética da situação», também dita «Existencialismo ético».

1.2) Estima do temperamento individual, afetivo, em oposição à razão.

Pessimismo e angústia, em oposição a otimismo e paz.

Esta segunda categoria de notas do existencialismo é bem coerente com a anterior. Com efeito, quem menospreza a ação do intelecto, passa a se nortear pelo sentimento ou pelo seu temperamento pessoal subjetivo; a «minha experiência» torna-se então critério estrito para que «eu» afirme ou negue alguma coisa.

E a experiência à qual os existencialistas dão atenção preponderante, é a dos limites e imperfeições que cercam o homem neste mundo. Daí o pessimismo desses filósofos ou a Preocupação («Sorge») de que muito falam Kierkegaard e Heidegger.

Este último, em particular, ensina que, para os homens entregues a uma existência banal, dispersa, perdida no mundo e destituída de sentimentos nobres («uneigentliche Existenz»), a Preocupação acarreta o Medo («Furcht»). Para aqueles que, ao contrário, fogem à dispersão e nutrem em si sentimentos corajosos e nobres, a Preocupação gera a Angústia («Angst»); essa angústia é crescente à medida que o fim da vida se aproxima; a Morte ocasiona a Angústia suprema. O existencialista ateu acrescentaria aqui: tentar esquivar-se à angústia é entrar para o rol dos «tipos imundos» que procuram refúgio na religião, mas até nestes a angústia persiste, à espreita… É preciso que o homem lute desapiedadamente contra a tentação da felicidade; o sofrimento constitui, sim, a condição normal, verdadeiro mal incurável, do homem. Com a morte tudo se acaba, ficando as tendências inatas do homem frustradas no fim deste currículo terrestre. O moribundo é uma bolha que se extingue no ar, é um laço que se desata no palco das tragédias humanas.

Sartre deu a tais idéias um acento particularmente carregado; para ele, o aparecimento do homem no mundo, como o próprio mundo em si, é algo de gratuito, absurdo. O homem vê-se aqui jogado «sem razão, sem causa e sem necessidade»; consequentemente experimenta o asco da vida. Porque existe alguma coisa? «Tudo era demaisEu também era demais», responde Sartre; não obstante, continuaria ele, minha existência é um fato, é uma aventura; queira ou não queira eu, tenho que me afirmar, pois o homem é essencialmente um impulso, um «élan».

A náusea que Sartre experimenta neste mundo se traduz no seu conceito de relações sociais. Não procure o homem consolo algum no convívio com os seus semelhantes, advertia ele; a fraternidade humana é ilusória. O «outro» é inimigo e rival; rouba-me o mundo. “A verde erva dos campos volta para o outro uma face que eu não conheço». E, multiplicando análises implacáveis, Sartre pretende mostrar o ódio irredutível que opõe os seres humanos entre si, mesmo depois da morte. «O inferno são os outros», assevera ele simplesmente.

Esta afirmação é bem ilustrada por famosa peça sartriana: Huis-clos (A portas fechadas). Nesta aparece um quarto de hotel, que por convenção representa o inferno; contém três assassinos, mortos também eles de morte violenta: Estela, Inês e Garcia. Um criado irrepreensível se mostra obsequioso ao extremo para com os três hóspedes. A vida aí parece tão amena, até confortável, que os três clientes perguntam uns aos outros onde estão os tormentos que pensavam encontrar em punição de suas faltas: «Será isto afinal o inferno?» pergunta um dos criminosos. «Nunca o pensei. Recordai-vos? O enxofre, a fogueira, a grelha…»

Eis, porém, que esse quarto misterioso apresenta duas notas características: carece de espelhos e tem as portas inexoravelmente fechadas. Ora basta isso para que a situação se torne verdadeiramente infernal. Sim, diz Sartre, o homem, ao agir neste mundo, nunca encontra a si mesmo, nunca pode refletir sobre si ou, como acontece aos condenados de Huis-clos, nunca se pode mirar no espelho. Doutro lado, os semelhantes com quem convivemos neste mundo, estão sempre a espreitar-nos e a formar um juízo a nosso respeito. Em consequência, acontece que, de um lado, não podemos possuir-nos a nós mesmos e, de outro lado, estamos condenados a ser possuídos pelos outros e a ser arrebatados a nós pela opinião que os outros formulam a nosso propósito.

Vê-se destarte qual a pena a que estão condenados os hóspedes de Huis-clos ou, sem simbolismo, os homens neste mundo: é a pena de terem que viver em sociedade, sem se poderem isolar, tornando-se por conseguinte objeto da opinião dos outros, que os conquista. Feita esta experiência, os clientes de Huis-clos chegam a uma conclusão que Sartre quer incutir aos seus leitores: todo indivíduo humano é demônio e carrasco para os outros; os homens que nos cercam são «demais» e nos causam náusea: «O enxofre, a fogueira, a grelha… ride! Não há necessidade de grelhas: o inferno são os outros!»

1.3) Estima da Ação, em oposição ao Pensamento.

Quem aprecia o concreto existente mais do que a idéia abstrata, não pode deixar de valorizar especialmente a atividade, pois é esta que tem por objeto o ser individual.

Para o existencialista (falamos aqui principalmente da modalidade ateia), o homem está lançado na onda da vida presente, sem poder resistir à impetuosidade da mesma ; em consequência, o individuo tem que se desdobrar ou realizar. Para alcançar tal fim, ele possui uma liberdade. Esta, porém, está longe de implicar dignidade para o homem; é, ao contrário, uma espécie de maldição. Com efeito, a nossa liberdade não quer dizer «faculdade de escolher entre diversos bens», pois não há valor algum fora do homem; qualquer motivo de ação para o indivíduo carece de sentido.

“Cada um dos meus personagens, depois de ter feito o que quer que seja, pode ainda fazer, -o que quer que seja”, observa Sartre, visando inculcar que o homem sempre é livre, porque não há propriamente nem bem nem mal.

Liberdade, por conseguinte, vem a ser apenas a possibilidade de agirmos sem ser coagidos por algum fator extrínseco; é, porém, espontaneidade mecânica, não subordinada ao controle da vontade nem à deliberação do indivíduo.

Todavia o uso da liberdade acarreta uma consequência fatal: a existência é incapaz de conter o seu dinamismo ou as suas tendências; por falta de cerimônias ou de modos, então, ela rompe a sua crisálida ou os seus limites, e extravasa cometendo erros maiores ou menores… Estas falhas — que, segundo a conceituação cristã, constituem desvios morais ou pecados — são inevitáveis, pois decorrem do fato de que o ambiente quer opor à existência empecilhos e fronteiras.

Daí se segue que toda existência humana é um fracasso; cheio de amargura e desespero, o homem posto neste mundo lança-se numa ação inútil.

«Não fazemos o que queremos e, não obstante, somos responsáveis por aquilo que somos. Eis a verdade», diz Sartre. E, se alguém perguntasse ao escritor francês se isto não é absurdo, responderia que sim, evidentemente, como tudo mais é absurdo!

Aliás, à guisa de consolo, prosseguiria Sartre, “o que escolhemos, é sempre o bem», pelo simples fato de que o escolhemos. Donde se depreende que «tanto faz embriagar-se como governar um povo»; o que importa é comprometer-se («s’engager»), e isto, «numa noite sem estrelas, num caminho ladeado de precipícios».

1.4) Estima da Arte, em oposição à Ciência.

Compreende-se esta antítese, dado que a arte tem por objeto o concreto singular, enquanto a ciência visa as essências, ou seja, as definições universais e as leis gerais.

Importante consequência deste fato é que o existencialismo se exprime não propriamente por meio de tratados didáticos, os quais costumam dissecar a realidade, introduzindo-a dentro de categorias racionais; transmite-se de preferência por meio de peças, sejam literárias, sejam teatrais, procurando colher ao vivo o real concreto; tenham-se em vista principalmente os escritos de Kierkegaard, Gabriel Mareei e Sartre (diários, poesias, romances, dramas de palco…).

2. Que direi do Existencialismo ?

Numa tomada de posição frente ao Existencialismo, pode-se começar por reconhecer alguns títulos de apreço que esta ideologia apresenta.

2.1. Valores positivos

a) Reconhecido mérito dos existencialistas é o de haverem reagido contra o intelectualismo exagerado — dir-se-ia mesmo: decadente — que dominava a Filosofia do século passado: lembraram ao mundo que a verdade é desfigurada e se torna letra morta, caso não seja endossada pessoalmente pelo estudioso, excitando nele o senso da responsabilidade e impelindo-o a viver mais intensa e conscientemente determinada missão neste mundo. O conhecimento da verdade é simultaneamente mensagem, ensina a Filosofia perene; exige um compromisso («engagement») da parte de quem se vê atingido pela verdade. Não é digno do homem viver «por procuração», isto é, alheio à realidade concreta, encastelado numa abstração que muitas vezes equivale a comodismo e emburguesamento.

b) O existencialismo fez ver ao mundo, com ênfase única, a angustiosa situação em que a sociedade se coloca, desde que renegue a Deus. Os homens do século passado, enveredando por correntes filosóficas novas, tentaram eliminar a Deus, diria Sartre, com o mínimo de incômodos possíveis, isto é propugnando a validade de leis e sanções, o valor objetivo da ordem pública, sem contudo admitir a existência de Deus; na prática, procediam como se Deus ou um Valor super-humano de fato existisse.

É o famoso escritor Emmanuel Mounier quem observa:

«Sartre censura os sistemas de moral leigos e radical-socialistas por quererem suprimir Deus com o mínimo de incômodos possível. Deus não existe, proclamaram eles, mas não obstante nada será mudado. — Muito ao contrário, responde Sartre com razão, se Deus não existe, tudo está mudado. Não há mais valores espirituais, não há mais nenhum bem necessário, não há mais luz interior» (extraído da revista «Esprit» julho de 1946, 97).

Em particular, Sartre reagiu contra a incoerência afirmando que, se não há Deus, o homem tem o direito de se tornar carrasco e açougueiro, isto é, tem o direito de matar e roubar segundo seus critérios pessoais (muitas vezes apaixonados); é com razão que Sartre assim fala, porque nenhum homem estará jamais habilitado a coibir seu semelhante senão (ao menos implicitamente) em nome de Deus; cf. «P. R.» 21/1959 qu. 1. Claro está que um mundo dominado pelo ateísmo coerente que Sartre apregoa, não pode deixar de parecer tremendamente absurdo, tornando-se assim ocasião de náusea e desespero. — Foi, sim, para esta realidade que o existencialismo apontou mui vivamente.

c) Os existencialistas modernos, afirmando a angústia do homem sobre a terra, não fizeram senão abordar um problema tão antigo como a história do gênero humano; o problema da insuficiência de tudo que é criado, para saciar a sede que o homem tem do Bem. Já o judeu autor do livro bíblico do Eclesiastes (séc. III a. C.), mais tarde S. Agostinho (+430) e, posteriormente ainda, o filósofo Blaise Pascal (+1662) deram expressão à inquietude ou à sede da alma peregrina neste mundo. A filosofia budista, do seu modo, faz eco a essa experiência. Kierkegaard, Heidegger, Jaspers, Mareei e Sartre são outros tantos arautos da mesma necessidade humana. — É sadio, é mesmo necessário, que o homem se dê por insatisfeito com os bens que este mundo lhe oferece; tal é o pressuposto de qualquer autêntica procura de valores. Contudo o existencialismo moderno, longe de ser construtivo como o dos autores anteriores e encaminhar o problema para uma solução, só faz exacerbá-lo… E porque? — é o que passamos a examinar, considerando…

2.2. Os desvios da mentalidade existencialista.

a) A reação contra o intelectualismo exagerado levou os existencialistas ao extremo oposto, isto é, a um anti-intelectualismo que depaupera a personalidade humana. Em «P.R.» 20/1959 qu. 1, procuramos demonstrar a capacidade da inteligência para apreender a verdade; o realismo natural, ou seja, a aceitação de certas proposições que se nos incutem naturalmente, constitui a única atitude filosófica não absurda; a natureza humana é tal que ela só se realiza plenamente, usando da sua razão; caso renegue a esta, o indivíduo, entre outros inconvenientes, corre o risco de cair num misticismo subjetivista, sentimental e cego, que leva ao desespero e ao suicídio, como se tem verificado no existencialismo contemporâneo.

É esta, aliás, a nota que diferencia o existencialismo dos modernos do de pensadores mais antigos: os modernos recusam-se a usar da Lógica e a construir uma Metafísica, dando com isto provas de cansaço ou decrepitude de mente; representam uma mentalidade que perdeu a consciência do seu próprio vigor. Ora isto significa decadência, e decadência semelhante à que se deu no fim da história da Filosofia grega (séc. II a. C. — séc. I d. C.), quando, distanciando-se dos grandes sistemas metafísicos de Platão e Aristóteles, os pensadores se tornaram epicureus, cínicos e céticos…

Caso, ao contrário, se deixe guiar pela razão, o homem ultrapassa os bens contingentes que o mundo sensível lhe proporciona, e apreende as essências que, no dizer de Aristóteles, são algo de necessário, eterno e imutável. Em outros termos: pela razão o homem chega ao conhecimento do Bem Essencial, da Beleza Essencial, da Justiça Essencial, em uma palavra:… do Ser Absoluto, não contingente, o único capaz de responder ao brado espontâneo da alma humana. Eis quanto vale o sadio uso da razão…

b) A mesma observação se poderia formular do seguinte modo:

Todo homem que se renda à evidência, deve reconhecer que deseja um valor: deseja, sim, o bem, a bem-aventurança, mediante qualquer de seus atos (à pergunta: «Quanto queres ser feliz ?», todos responderiam que desejam ser irrestritamente felizes,… felizes tanto quanto isto lhes esteja ao alcance).

Pois bem ; a procura de um valor supõe naturalmente que eu mesmo já seja um valor ; existe, sim, um bem inicial dentro de mim.

É preciso então (e neste ponto o não existencialista se separa do existencialista) que eu tenha consciência de que sou um valor e de que, quando clamo por um bem maior, não faço senão bradar por complemento ou consumação de minha natureza. Não queira eu sufocar esse clamor, tachando-o de absurdo ou desesperado! Pois há, sim, quem lhe responda; existe esse Deus, objeto das aspirações humanas, como existe, sem dúvida alguma, o Norte que invisivelmente atrai a agulha magnética, agulha agitada até que nele se repouse!

c) Quanto à posição de Sartre em particular, niilista ao extremo como é, alguns comentadores julgam-na demasiado antinatural para que o próprio Sartre a possa sustentar durante muito tempo; ela se opõe frontalmente ao fundo de bom senso e de equilíbrio moral de todo homem. O pensamento desse filósofo ainda deve estar em evolução… Os mesmos comentadores consideram a atitude momentânea de Sartre como a possível expressão da veemente decepção ou do escândalo que este escritor terá experimentado ao tomar contato com o mundo contemporâneo: um mundo de homens que vivem preponderantemente em função do dinheiro, do gozo e da opinião pública, totalmente esquecidos dos valores da consciência… Não terá sido sem motivo que Sartre disseminou através das suas peças as figuras, esboçadas com traços ferozes, de indivíduos de má fé e de falsa consciência; estes personagens constituem uma cópia da realidade contemporânea, que Sartre, dolorosamente decepcionado, talvez queira denunciar como absurda e asquerosa. O tempo possivelmente revelará a Jean-Paul o aspecto positivo da natureza humana, pois Sartre não é quiçá um debochado cínico, como parece à primeira vista, mas uma alma de idealista profundamente atormentada pela incoerência do mundo atual! Cf. F. Jeanson, Le problème moral et la pensée de Sartre. Paris 1947; E. Brisbois, Le sartrisme et le problème moral, em «Nouvelle Revue Théologique» 74 (1952) 30-48. 124-145.

Contudo, consideradas em si mesmas, as obras do príncipe do existencialismo contemporâneo são tremendamente deletérias; pelo que o S. Ofício as colocou no Índice dos livros proibidos aos 6 de novembro de 1948

d) Os outros grandes temas a respeito dos quais o existencialismo contemporâneo manifesta concepções errôneas, já foram explanados em fascículos anteriores de PeR. Assim a questão do valor perene dos preceitos morais ou das categorias do bem e do mal moral, em «P. R.»7/1958, qu. 5; o tema do inferno, em “P. R.» 3/1957, qu. 5; o problema da liberdade de arbítrio com seus matizes, em «P. R.» 5/1958, qu. 3, 6 e 7; 7/1958, qu. 5.

A guisa de conclusão, seja aqui recordada uma frase de Nietzsche (+1900), um dos grandes angustiados dos últimos tempos:

«Quero abrir-vos meu coração, ó amigos; se existissem deuses, como poderia eu suportar não ser Deus?»

Por estas palavras era o fundo autêntico da natureza humana como tal que se exprimia. Nietzsche, porém, julgava que seu brado era utópico… O verdadeiro filósofo (não somente o cristão, mas também o grego anterior a Cristo) lhe replicaria que, na verdade, existe Deus e que é possível ao homem ser semelhante a Deus. Para conseguir este objetivo, use da sua razão; esta o levará a Cristo Homem; de Cristo Homem ela finalmente o fará passar a Cristo Deus!… (cf. «P. R.» 8/1957, qu. 1).

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

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* Entre os ateus ingleses, 10% são evangélicos e 1% é “católico”.

sábado, dezembro 29th, 2012

O Centro de Estudos Cristãos Theos, da Inglaterra, publicou os resultados de um estudo realizado pela empresa ComRes.Foram entrevistadas 3.000 pessoas.

Embora a maioria das pessoas do Reino Unido mostre ter alguma forma de crença religiosa, surpreende o fato de que mesmo os ateus e pessoas que nunca frequentam cultos religiosos também se identificam como cristãos.

Pouco mais de 9% das pessoas que afirmam ser ateus continuam ligados à Igreja oficial da Inglaterra, a Episcopal Anglicana, principal denominação evangélica do país. Cerca de 1% entre as que disseram não acreditar em Deus se consideram católicas. Curiosamente, 6% dos ateus dizem fazer uma oração pelo menos uma vez por ano e 17% dizem ler a bíblia. A maioria dos ateus (46%) afirma acreditar que “Os seres humanos são como outros animais, mas são particularmente complexos e essa complexidade dá valor e sentido à vida humana”.

A Igreja da Inglaterra tem vivido uma crise nos últimos anos por conta do crescimento do movimento neoateista no país, liderado por Richard Dawkins, e, ao mesmo tempo, vê o crescimento sem precedentes do islamismo no país.

The Tablet e Theos Think Tank.

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* Contradição: Ateus criam feriado para substituir o Natal: Dia da “Luz Humana”.

terça-feira, dezembro 25th, 2012

Em dezembro, os cristãos comoram o Natal, os judeus o Chanucá e os humanistas agora têm uma nova celebração, o “Luz Humana”. A data escolhida é o 23 de dezembro e pode se consolidar como uma oportunidade para os secularistas terem sua própria cerimônia não religiosa de final de ano.

Em 2012, pelo menos 18 grupos ateístas em diferentes Estados norte-americanos, onde tudo começou. O Estado de Indiana inclusive reconheceu oficialmente, pela primeira vez, a existência do Luz Humana.

“A chave para a compreensão do Luz Humana é entender que trata-se de uma celebração focada apenas na humanidade”, disse Patrick Colucci, um dos criadores do evento. “Queremos celebrar e oferecer uma visão positiva do futuro que acreditamos que os seres humanos podem construir juntos, trabalhando por um mundo mais justo, mais pacífico e com uma melhor qualidade de vida para todos.”

A ideia do Luz Humana surgiu no final dos anos 1990, quando membros da rede Humanista de Nova Jersey, a qual Colucci pertence, começaram a se perguntar o que eles poderiam comemorar no mês de dezembro.

“O período de feriados em dezembro é sempre um motivo de discussão para aqueles de nós que não creem em Deus”, explica Colucci. “O que vamos fazer quando nossas famílias pedem para irmos à igreja e celebrarmos o Natal, mesmo quando não queremos fazer isso?, era a dúvida mais comum. Decidimos que precisávamos de um feriado não religioso”.

Isso também envolveu os filhos dos humanistas, que não entendiam porque suas famílias não celebravam o Natal como a maioria das outras. “É por isso que Luz Humana tem seu foco na família e na comunidade criada por humanistas e pessoas não religiosas”, disse Colucci.

Em 2001, o grupo realizou a sua primeira celebração formal, que incluía uma refeição em família e acender velas que representam compaixão, razão e esperança. Uma quarta vela representa o feriado em si.

“Para ajudar a expressar o significado deste feriado, nós acendemos velas… para simbolizar a iluminação do caminho adiante de nós, em direção a um futuro melhor para a humanidade e para todos nós”.

O movimento tomou corpo entre associações humanistas e, embora não existam práticas pré-estabelecidas, muitos grupos que comemoram o Luz Humana passaram a presentear seus amigos e parentes com livros de ciência, fazer leilões beneficentes, incluindo apresentações musicais e de mágicos ou palhaços para as crianças. Já existem cartões alusivos ao dia, bem como ornamentos típicos e até cânticos”.

No Estado do Colorado, um grupo chamado Humanistas Pelo Bem, vai marcar o feriado deste anos distribuindo alimentos e roupas para os moradores de rua.

Embora tenha um início tímido, as comemorações de Luz Humana estão crescendo. O movimento este ano foi apoiado por líderes de várias organizações humanistas, incluindo Roy Speckhardt, diretor-executivo da Associação Humanista Americana. Para ele, o Luz Humana “oferece uma oportunidade única para mostrar aos nossos vizinhos religiosos que os seres humanos não precisam crenças religiosas para que possam viver uma vida boa, ética e significativa.”

Com informações do The Huffington Post.

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* Porque a morte das crianças na escola americana não deveria chocar “certos públicos”?

sexta-feira, dezembro 21st, 2012

Fonte

Uma das coisas mais interessantes que notei em torno de toda a postura emocional em torno do tiroteio que ocorreu na escola pública de Connecticut é que uma parte considerável da mesma está a ser feita pelas mesmas pessoas que alegam que Deus não existe, o bem o mal [absolutos] não existem. Algumas destas pessoas são também aqueles que afirmam que a Terra tem demasiadas pessoas.

Devido a isto, eu dou por mim a pensar se eles estão propositadamente a erigir poses falsas como forma de ocultar a sua desumana amoralidade num momento em que as sensibilidades se encontram particularmente delicadas, ou se eles são pura e simplesmente intelectualmente incoerente?

A falácia do assunto é que se não existe uma centelha Divina dentro de nós, se nós nada mais somos que pó das estrelas que, por acaso, se congregou numa das muitas maneiras possíveis, então não há nada de errado ou condenável em reorganizar ligeiramente esse pó estelar. Que diferença faz para o átomo se ele passa a fazer parte do arranjo X em vez do arranjo Y? Que diferença isso faz para o universo?

Se a auto-consciência não existe, se tudo mais não é que uma ilusão tal como descrita pelos neuro filósofos mais imaginativos, então como é possível alguém ser contra a eliminação da não-existência? Qual é a tragédia na transformação do nada para o nada?

E se há demasiadas pessoas na Terra, e no país, a redução desse excessivo número não deveria ser celebrado?

E se é correto, moral e legal matar uma criança através dum aborto trans-natal, até quanto tempo depois do nascimento é lícito? Será que a morte das crianças da escola pública seria melhor aceite se a qualificássemos de um aborto trans-natal no 24º trimestre?

Numa sociedade pós-Cristã cada vez mais pagã, qual é o mal em matar crianças?
…………

Clive Staples Lewis

O que tu és para a ciência evolucionista dos ateus: “Você descende de uma célula minúscula do protoplasma original levado pelas ondas a uma praia deserta há três bilhões e meio de anos. Você é o produto cego e arbitrário do tempo, do acaso e das forças naturais. Você é um mero amontoado de partículas atômicas, um conglomerado de material genético. Você existe em um planeta minúsculo num sistema solar minúsculo, num canto escuro de um Universo insignificante. Você é uma entidade puramente biológica, diferente apenas em nível, mas não em espécie, de um micróbio, vírus ou ameba. Você não tem essência além de seu corpo e, na morte, você deixará de existir por completo.Em suma, você veio do nada e não vai para lugar algum.”

O que você é para Deus, onde estão escondidos todos os mistérios da ciência:

“Você é a criação especial de um Deus bom e Todo-Poderoso. Você foi criado à Imagem Dele, com uma capacidade de pensar, sentir e adorar que o coloca acima de todas as outras formas de vida. Você difere dos animais não somente em nível, mas em espécie. Sua espécie não só é única, mas você é único entre os de sua espécie. O teu Criador ama-te e deseja tua companhia e afeição de forma tão intensa que tem um plano perfeito para sua vida. Além disso, Deus deu a vida de seu Único Filho para que você pudesse passar a eternidade com Ele, Deus.”


Entendem a diferença?

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* Onde estava Deus na tragédia da escola americana? IMPERDÍVEL!

quarta-feira, dezembro 19th, 2012

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* Ateus podem ser condenados a morte em 7 países, afirma Relatório da “União Internacional Humanista e Ética”.

quarta-feira, dezembro 19th, 2012

Temos nossas divergências com nossos irmãos ateus, mas concordar com a morte deles é algo inaceitável, não só dos ateus, mas existem países que também matam os irmãos de condição homossexaul, algo também inaceitável.

Amamos as pessoas! Por elas Deus enviou seu filho ao mundo.Discordar das posições das pessoas não nos dá direito de querer suas mortes, de forma alguma.

***

Ateus e outros céticos religiosos sofrem perseguição ou discriminação em muitas partes do mundo. Em pelo menos sete países eles podem ser executados se suas crenças se tornarem conhecidas, explica um relatório divulgado.

O estudo realizado pela União Internacional Humanista e Ética (IHEU), mostra que “os infiéis” que vivem em países islâmicos enfrentam o tratamento mais brutal nas mãos do Estado. Aponta ainda para as políticas de alguns países europeus e dos Estados Unidos, que favorecem os religiosos e suas organizações, além de tratar ateus e humanistas como párias.

O relatório intitulado “Liberdade de Pensamento 2012″, afirma que “há leis que negam o direito dos ateus de existir, restringem sua liberdade de [não] crença e de expressão, revogam o seu direito à cidadania e restringem até seu direito de se casar”.

Outras leis “obstruem o acesso à educação pública, proíbe-os de exercer cargos públicos, impede-os de trabalhar para o Estado, criminaliza sua crítica da religião, e pode fazer com que sejam executados por abandonar a religião oficial de seu país”.

O relatório foi entregue a Heiner Bielefeldt, relator especial das Nações Unidas sobre a liberdade de religião ou crença. Ele afirmou que ainda há pouco reconhecimento de que os ateus também estão protegidos pelos acordos globais de direitos humanos.

A IHEU reúne mais de 120 organizações seculares, humanistas e ateístas, em mais de 40 países. A divulgação de seu relatório visa marcar o Dia dos Direitos Humanos da ONU, lembrado nesta segunda-feira.

Segundo o levantamento, que pesquisou cerca de 60 países, os sete onde é prevista a pena capital são: Afeganistão, Irã, Ilhas Maldivas, Mauritânia, Paquistão, Arábia Saudita e Sudão. O relatório de 70 páginas enumera diferentes casos recentes de execução por causa do “ateísmo”, mas os pesquisadores dizem que o “crime” é muitas vezes mascarado com outras acusações.

Outros países, como Bangladesh, Egito, Indonésia, Kuait e Jordânia, têm leis onde ser ateu ou ter-se uma visão humanista sobre religião é totalmente proibido e recaem nas leis que proíbem a “blasfêmia”. Em muitos desses países, e em outros como a Malásia, os cidadãos têm de se registrar como não seguidores da religião oficial, perdendo vários benefícios.

Traduzido de Chicaco Tribune.

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* Após cristãos e muçulmanos, “sem religião” já são 3º maior grupo no mundo.

terça-feira, dezembro 18th, 2012

BBC Brasil

O grupo dos que se declaram ateus, agnósticos ou sem religião em todo o mundo só fica atrás daqueles que se dizem cristãos e muçulmanos. Na média, 8 em cada 10 habitantes do planeta se declaram religiosos. Os dados são do primeiro relatório Global Religious Landcaspe (Panorama Global da Religião), feito com dados de quase todo o planeta e organizado pelo Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, parte da organização independente Centro de Pesquisas Pew, em Washington.

No total, 31,5% da população mundial se considera cristã (incluindo católicos romanos, ortodoxos e protestantes). Em seguida vêm os muçulmanos (sunitas e xiitas), com 23,2% do total. Os que se declaram ateus, agnósticos ou não-filiados a alguma religião formam 16,3% da população mundial, percentual superior ao de hindus, 15%, budistas (7,1%), seguidores de religiões étnicas ou folclóricas (5,9%) e judeus (0,2%).

No Brasil, 7,9% dizem não ter religião ou não acreditar em divindade, sendo que 88,9% se declaram cristãos. As conclusões do estudo não diferenciam as diversas divisões dentro de cada grupo – católicos e protestantes, por exemplo, estão agrupados como cristãos. Cerca de 2,8% dos brasileiros dizem pertencer a religiões étnicas, como o candomblé. Outros grupos, como judeus e muçulmanos, são menos de 1%.

Por se tratar da primeira base de dados do gênero, não é possível, ainda, traçar tendências de crescimento ou declínio.

Distribuição

A maior parte dos que se declaram ateus, agnósticos ou sem religião estão em países comunistas ou ex-comunistas, onde tradicionalmente a religião não foi vista com bons olhos. Na China, 52,2% estão nesse grupo. Em Cuba, 23%. Na América Latina, o país menos religioso é o Uruguai, com 40,7% da população dizendo não pertencer a nenhuma denominação – entre elas está o presidente do país, José Mujica, que se diz agnóstico.

As Américas, assim como a Europa e a África subsaariana, são o lar da maioria dos cristãos do planeta. O cristianismo também é a religião com maior capilaridade no mundo, segundo o estudo.

Os muçulmanos estão em sua maioria concentrados na Ásia, no Oriente Médio e na África. Chama a atenção, no entanto, o grande percentual de muçulmanos na Europa. Os seguidores do Islã já são 43,5 milhões, equivalente quase à população da Espanha (de 47 milhões). No Brasil são 40 mil.

Os hindus estão quase todos concentrados na Índia.

Já os judeus são majoritários apenas em Israel, onde formam 75,6% da população e somam 5.610 milhões de pessoas. O número é menor que o da população judaica americana, de 5,690 milhões. No Brasil são 110 mil judeus.

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* Você conhece algum ATEU? Leia e envie para o amigo esse texto.

segunda-feira, dezembro 17th, 2012

Fonte: A Caminho

Apresentamos aqui os argumentos para a existência de Deus utilizados pelo Dr. Willian Lane Craig, teólogo, filósofo analítico e apologista evangélico estadunidense, conhecido por seu trabalho na Filosofia da Religião. (www.reasonablefaith.org)

Dr. Craig participou de vários debates com ateus e céticos e expõe, em geral, 6 argumentos a favor do teísmo.

O presente resumo foi feito a partir do debate “Deus existe? Willian Lane Craig X Austin Dacey”:http://www.youtube.com/watch?v=ALtK4u8tpYk&list=PL8482658C6296B14B&index=1

Comentário crítico: Os argumentos do Dr. Craig e sua exposição são claros, válidos e convincentes, baseados na filosofia em diálogo com a ciência, principalmente a cosmologia. O sexto argumento, ele o declara, não é um argumento, mas poderia ser se apresentasse como senso religioso inato no homem, apoiado sobre dados sociológicos e antropológicos.

Os argumentos filosóficos e cosmológicos poderiam ser mais aprofundados com os dados da filosofia tomista e as cinco vias. A origem protestante do Dr. Craig o impede de ir além nos testemunhos históricos da Tradição católica e no relato científico de milagres, importantes argumentos sempre atuais em favor da atuação direta de Deus na história.



Perguntados se Deus existe, temos que pensar em duas outras questões:

1.       Que boas razões existem para pensarmos que Deus existe?

2.       Que boas razões existem para pensarmos que Deus NÃO existe?

Dr. Craig expões seis linhas de evidências a favor da existência de Deus, deixando as razões para que Deus não exista para seu oponente no debate.

Razão 1: Deus é a melhor explicação para o porquê existe alguma coisa, além do nada.

Qualquer coisa que existe possui uma explicação para sua existência. E a explicação só pode ser de dois tipos: ou a causa está na sua própria natureza ou a causa é externa.É óbvio que o Universo existe e existem explicações para sua existência, porque o Universo veio a existir no tempo, antes dele nada havia, segundo os cosmólogos. Logo, a causa do Universo é externa.

Então, a causa do Universo deve ser maior que o Universo, isto é, estar fora do espaço e do tempo, logo, imaterial e atemporal (pois não existia matéria e tempo antes do Universo).Ora, só existem dois tipos de objetos que são assim: objetos abstratos, como números, ou uma mente inteligente.Mas objetos abstratos não causam nada, portanto, se segue que a explicação do universo é uma causa pessoal, externa e transcendente.

Razão 2: A existência de Deus é inferida pela origem do universo.

Uma objeção pode surgir do primeiro argumento: o universo poderia existir de forma necessária, pela sua própria natureza. Mas este segundo argumento impede este escape: qualquer coisa que exista de forma necessária deve existir eternamente.As ciências evidenciam que o Universo teve uma origem no tempo, no evento conhecido como Big Bang, do qual surgiu todo o espaço físico e o tempo. Não havia espaço, tempo e matéria pré-existente.Mas a pergunta necessária é por que o Universo veio a existir. A menos que se queira crer que algo possa surgir do nada, temos por conclusão que(1)    Qualquer coisa que comece a existir tem uma causa;(2)    O Universo começou a existir;(3)    Portanto, o Universo tem uma causa.A causa do espaço e do tempo deve ser eterna, não espacial, imaterial e de um poder insondável. Além disso, deve ser um ser pessoal.Porque deve haver um ser pessoal nessas condições? O único modo da causa ser eterna e o efeito ter início no tempo é se a causa for um agente pessoal, que livremente escolheu criar um efeito no tempo, sem nenhuma condição predeterminada.

Razão 3: O ajuste fino do universo aponta para um projetista inteligente.

As leis da natureza apresentam algumas constâncias, como a constante gravitacional. Estas não são determinadas pela natureza, mas foram elas que deram possibilidade de existência para o universo.Ainda, existem certas quantidades arbitrárias colocadas como condições iniciais sobre as quais as leis da natureza operam, por exemplo, a quantidade de entropia ou o equilíbrio entre matéria e antimatéria.Todas essas constantes e quantidades se encaixam extraordinariamente em uma faixa muito estreita de valores infinitesimais que permitem a existência de vida. Se esses valores e quantidades fossem infinitesimamente diferentes, nada existiria.Existe somente três possibilidades de explicar este ajuste fino do universo:  necessidade física, acaso ou design (projeto).Necessidade física não pode ser, pois vimos que os valores independem e são condições necessárias para as leis da natureza.O Acaso, é matematicamente impossível. A probabilidade de que todas estas constantes e quantidade se encaixem é absurdamente pequena, e os acertos do acaso teriam que se repetir sequencialmente um número absurdo de vezes.Portanto, o ajuste fino implica a existência de um Projetista inteligente.

Razão 4: É plausível que os valores morais objetivos sejam fundamentados em Deus.

Se Deus não existe, tampouco valores objetivos (válidos e obrigatórios por si, independente de pessoa ou aceitação).Um certo evolucionismo moderno afirma que os valores morais são fruto de evolução tanto quanto órgãos e membros biológicos, portanto, uma moral objetiva é ilusória. Nietzsche, que proclamou a morte de Deus, entendeu que sem Deus não há sentido e valor objetivo para a vida.A questão não é que devamos crer em Deus para reconhecer e viver valores morais. A questão é que na ausência de Deus como fonte da lei moral objetiva, não podemos reconhecer nenhuma moral, pois que seria fruto de evolução, portanto, mutável, não objetiva. Na visão ateísta, não há nada de absolutamente errado em estuprar alguém ou infringir qualquer sofrimento a um inocente. São meras convenções sociais evolucionárias.Assim, (1) se Deus não existe, valores morais objetivos não existem. (2)E, mesmo que no fundo, todos sabem que valores objetivos existem. (3) Logo, Deus existe.

Razão 5: Os fatos históricos relacionados à vida, morte e ressurreição de Jesus.

Críticos do Novo Testamento chegaram a algum consenso de que o Jesus histórico veio à cena com um senso de autoridade divina. Ele levou uma vida austera de pregação e atos miraculosos.Mas a confirmação suprema de suas afirmações foi sua ressurreição de dentre os mortos. Se Jesus ressuscitou, parece que temos um milagre divino em nossas mãos e, assim, uma evidência para a existência de Deus.

Existem três fatos históricos estabelecidos, reconhecidos pelos historiadores, que são evidências para  a ressurreição de Jesus:  (1) a tumba encontrada vazia no Domingo após a crucifixão; (2) a experiência de inúmeras aparições do ressuscitado; (3) os discípulos acreditaram na ressurreição num ambiente totalmente contrário a isso.

Tentativas de rejeitar esses fatos (se os discípulos roubassem o corpo; ou que Jesus não teria morrido de fato) são amplamente recusadas pelos críticos.Portanto, (1) existem três fatos históricos confirmados a favor da ressurreição, (2) a hipótese “Deus ressuscitou Jesus de dentre os mortos” é a melhor explicação para estes fatos, (3) isto implicaria a existência de Deus, (4) portanto, Deus existe.

Razão 6: A experiência pessoal de Deus.

Este não é verdadeiramente um argumento, mas antes uma afirmação da sua existência simplesmente pela experiência pessoal imediata e evidente que dá sentido a vida.Portanto, para acreditar que o ateísmo está correto, então o opositor terá primeiro que derrubar as seis razões apresentadas e em seu lugar apresentar razões porque o ateísmo é verdadeiro. A não ser que isto aconteça, nós podemos concluir que o teísmo é a cosmovisão mais plausível.

Respostas a algumas objeções:

Em geral se observa que os argumentos do ateísmo estão baseados na dúvida se Deus preenche ou não nossas expectativas. É uma pressuposição perigosa pensar que se nossas expectativas sobre Deus não forem satisfeitas, Deus não existe. O mais provável é que as expectativas estejam equivocadas.

Objeção 1: O sumiço de Deus

Não há razão para esperar mais evidências além das que Ele já deixou. Por que esperar mais evidências que um universo contingente, surgido do nada, o ajuste fino para a existência de vida inteligente, o conjunto de valores transcendentes, a ressurreição e as afirmações de Jesus, e a experiência imediata do próprio Deus?O objetivo principal de Deus é atrair as pessoas para uma relação livre e amorosa com Ele, não apenas convencê-los de que Ele existe. Uma manifestação mais direta poderia ter o efeito contrária: forçar a relação não dá espaço para a liberdade e o amor.

Objeção 2: O sucesso das ciências naturais

Primeiro, é o teísmo que garante o sucesso das ciências naturais. O mundo é racional e opera segundo leis claras e observáveis, como vimos no argumento do design.Segundo, Deus pode intervir periodicamente no processo natural que ele mesmo criou. Por exemplo, a ressurreição de Jesus. Toda a história de Israel foi pontuada com a autorrevelação de Deus na história.

Objeção 3: O dualismo mente-corpo ensinado pelo teísmo.

Correlações entre eventos cerebrais e mentais não provam que não existe um “eu”, alma ou mente imaterial que seja correlacionada com o cérebro. O materialismo reducionista diz que eu sou o mesmo que meu cérebro ou sistema nervoso. Porém, as propriedades mentais não são do mesmo tipo que propriedades físicas: “estados de espírito”, percepção moral e identidade pessoal, intenções, sabedoria, liberdade. Não saber como um agente imaterial interage com o material (o cérebro e o corpo) não é razão para negar a realidade da alma, muito menos que Deus existe.

Objeção 4: A evolução extravagante e ineficiente é incompatível com a existência de um Deus inteligente.

Em primeiro lugar, eficiência é importante apenas para uma pessoa que tenha tempo e recursos limitados. Dizer que a via que Ele escolheu é ineficiente é apenas afirmar que não correspondeu a nossas expectativas.Segundo, o argumento supõe que a teoria macro-evolucionária é verdadeira, mas isso está longe de ser provado. Somente no exemplo do homo sapiens, existem pelo menos 10 passos tão improváveis que, antes que eles possam ter acontecido simplesmente pelo acaso, o sol e a Terra deixariam de existir.Portanto, se a evolução aconteceu, isto seria literalmente um milagre, e portanto evidência para a existência de Deus.

Objeção 5: O sofrimento dos inocentes no mundo.

Deve-se distinguir “problema emocional do sofrimento” e “problema intelectual do sofrimento”. Dor e sofrimento são uma objeção emocional para reconhecer a existência de Deus, mas não intelectual.Primeiro, não está claro que o sofrimento seja sem sentido. Apenas não estamos em condições de fazer esse tipo de julgamento. Ao sermos limitados por tempo e espaço, nós não temos condições de conhecer o fim da história e as razões dos acontecimentos. Isso não passa de ressentimento por não saber essa e tantas outras coisas.Segundo, é logicamente impossível Deus nos dizer, de modo compreensível, a cada um, a razão de tudo. Ele nos diz de uma forma mais geral, de modo que podemos confiar nele e esperar o cumprimento de suas promessas para além desta vida.

Deus Existe? – Debate Craig & Atkins ( clique aqui)

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* Polônia: Outdoor ateu compara fé em Deus com matar e roubar.

quarta-feira, dezembro 5th, 2012

Durante décadas, a Igreja Católica da Polônia teve um papel influente na sociedade. Como em muitos paises da Europa, ela era virtualmente “intocável”. Mas agora, uma série de outdoors patrocinados por organizações ateístas se espalharam rapidamente por todo o país causando revolta do público.

Os anúncios gigantes que começaram a aparecer nas principais cidades da Polônia mostram uma série de quadradinhos com as opções “não matar”, “não roubar”, “não acreditar”. Todas as opções estão marcadas. Outro outdoor faz a pergunta: “Não acredita em Deus?” E dá a resposta: “Você não está sozinho”.

A chegada dos cartazes gerou muito debate em um país onde mais de 90 por cento da população se define como católica.

“Em um país considerado católico, é muito difícil ser ateu”, disse Jacek Tabisz, presidente da Associação Polonesa de Racionalistas, uma das organizações responsáveis pelas mensagens. “Ao contrário do que se pode pensar, no entanto, há muitos de nós [ateus]”.

Ele explica que a intenção dos outdoors não é provocar os crentes, mas sim “mostrar às pessoas que… há um grande grupo de ateus em um país conhecido por ser católico.”

A campanha ateísta coincidiu com a iniciativa do Movimento Palikot, terceiro maior partido no parlamento, de pedir o fim da educação religiosa nas escolas, alegando que violava artigos da constituição polonesa que assegura a igualdade de todas as religiões.

Traduzido de Christian Post.

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* Apresentadora do SBT diz que defensores do Estado laico são intolerantes.

terça-feira, dezembro 4th, 2012

Ao comentar a notícia sobre a decisão da juíza Diana Brunstein, da 7ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, que negou o pedido do MPF de retirar a frase “Deus seja louvado” das cédulas de real, a apresentadora Rachel Sheherazade, do SBT Brasil, criticou os defensores do Estado laico e concordou com o presidente do Senado que classificou o pedido como “falta do que fazer”.

A decisão foi dada na última sexta-feira (30) e no mesmo dia se tornou reportagem no jornal da emissora de Silvio Santos. Ao fazer o comentário, a jornalista disse que os laicistas são “intolerantes” e que estão perseguindo o cristianismo.

“Liberdade, honestidade, respeito, justiça são todos princípios do cristianismo, o mesmo cristianismo que vem sendo perseguido pelos defensores do estado laico. Intolerantes, eles são contra o ensino religioso, são contra as cruzes em repartições públicas e agora voltaram sua ira contra a minúscula citação nas notas de real”, disse Sheherazade.

A jornalista cita que a Constituição Federal pode ser o próximo alvo dos defensores do Estado laico, que vão se voltar contra a citação de Deus contida na Carta Magna, mas que para isto terão que entrar com um pedido de emenda constitucional que tem um processo bem mais longo do que estas ações cíveis movidas por eles.

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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Comentários
  • •Seria legal a referência dessas estatísticas da Planned Parenthood e British Medical Journal...
    em * Atriz de Bollywood se suicida ao
  • •vamos juntos...
    em * Cardeal de São Paulo, Dom Odilio
  • •Até que enfim alguém mexeu os pauzinhos para processar este pessoal que difamou a Igreja Católica e a todos nós católicos. Se há leis que punem profanações religiosas, que...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Huuummm! Entendi o que o Anderson quis dizer, Claudio! Valeu! rs...
    em * Seria só “a bíblia e sua
  • •realizações do comunismo pelo mundo 1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunas(comunistas) 2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas só isso é o...
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  • •O livro do Padre Laburu é muito bom e foi relançado pela editora Cleofas do Prof. Felipe Aquino. Vale a pena ler!...
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  • •INCRÍVEL: A RUSSIA EXTERMINA DE FORMA CONTUNDE O GAYZISMO DO PAÍS! Vários jornais aproveitam dessa noticia e espalham-na, confundindo o Ocidente, parte já dopado pelo gayzismo...
    em * Apesar da mídia, 49,7% dos
  • •CARÍSSIMA ANA, A comunidade Shalom não usa em seu caminho formativo o ENEAGRAMA. Publiquei aqui no Blog um artigo abordando esse tema, veja se pode...
    em * “Eneagrama”.
  • •Boa noite Carmadélio! a comunidade católica shalom já emitiu algum posicionamento sobre o eneagrama ?...
    em * “Eneagrama”.
  • •É lamentável observar que muitos dos que se dizem católicos nada fizeram à respeito da profana apresentação na PUC-SP. Existe um cheiro de irenismo no ar... Falsa tolerância...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Elton, concordo plenamente com tudo que você escreveu! A Rússia de outrora aprendeu a duras penas sobre a probreza espiritual que o marxismo levou o país. Pena que o veneno se...
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  • •Nós católicos esperamos que a justiça se faça presente neste puro ato de violência. Que as PUC´s não se tornem palco de anti cristãos católicos. Paz e Bem...
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  • •Após o socialista Obama entrar nos EUA a violência e desagregação social só aumentam, pois onde adentra o comunismo temos destruição, alienação e morte via lutas de...
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  • •Os comunistas odeiam grande Papa Bento XVI por ter desmascarado suas farsas de diversas modalidades, sendo no tempo de pontificado o gigante que impediu em muito o avanço da...
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  • •Maria Madalena, cantar salmo acompanhado de instrumentos é uma coisa, se promover as custas de igreja e da inocência dos seus seguidores é outra coisa muito diferente! Basta...
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