Posts Tagged ‘Bento XVI’

* Bento XVI cinco anos depois: A verdade, antes do dever, nos faz homens livres!

quarta-feira, maio 19th, 2010
Entrevista com Ramiro Pellitero
Ainda são muitos os aspectos a serem descobertos pela opinião pública sobre o pensamento de Bento XVI, como explica, nesta entrevista, Ramiro Pellitero, sacerdote e médico, professor da Faculdade de Teologia e do Instituto Superior de Ciências Religiosas, e capelão da Clínica da Universidade de Navarra.Coincidindo com a celebração do quinto aniversário do pontífice, acaba de publicar um livro intitulado À linha de um pontificado: o grande ’sim’ de Deus (Ed. Eunsa, 2010).

-Entre as perguntas que nossos leitores querem fazer, há uma primeira que talvez esteja relacionada ao título do livro: Bento XVI tem repetido ao longo de seu pontificado que o cristianismo não é um conjunto de “nãos”, principalmente de caráter ético, mas um grande “sim”. Mas isso continua sem ser compreendido. Por quê?

Ramiro Pellitero: Penso que isso vem de longa data e tem causas diversas. Aponto duas que me parecem importantes. De um lado, ao explicar a fé cristã nos últimos séculos, certo moralismo – que Bento XVI mostrou em mais de uma ocasião – colocava o dever antes da verdade. Mas quando se ama a Deus e ao próximo, nossos deveres não são um peso nem uma negação, mas uma libertação e uma plena realização da própria personalidade.

Ao mesmo tempo, parece que nas notícias e na mídia há uma pressão “interessada” em silenciar esse grande “sim” que é o Evangelho a tudo o que é bom, belo e nobre: ao amor humano, ao verdadeiro progresso, à vida em todas suas fases, à razão e às mais valiosas experiências da humanidade. Isto é silenciado, enquanto se põe em primeiro lugar só as negações que são deduzidas daquele grande “sim”. Certamente, o sim ao verdadeiro progresso não pode deixar de ser um não ao que escraviza as pessoas, as destrói ou pelo menos as prejudica: não ao egoísmo das injustas desigualdades sociais, às ameaças à vida, à falta de liberdade religiosa etc. Quem pode ter esse interesse em manipular o que disse o Evangelho, calando o “sim” e permitindo ouvir somente o “não”, de maneira que se dê impressão triste e retrógrada do cristianismo? Esta pergunta eu faria, em especial, aos que trabalham a serviço da opinião pública.

-Quais são os aspectos do pensamento de Bento XVI que a opinião pública ainda não descobriu?

Ramiro Pellitero: Penso que é necessário uma atenção maior, por parte da opinião pública, em torno dos núcleos deste pontificado: a validez da razão e ao mesmo tempo sua necessidade de se abrir à transcendência; a “revolução” do amor e a aprendizagem de uma esperança que compromete todos, principalmente a favor dos mais pobres e fracos. Entre os cristãos, o Papa promoveu um redescobrimento da Eucaristia e da Palavra de Deus, como fontes de uma vida cheia de sentido no dia a dia. Quem dá por lógico que estes pontos pertencem ao “já ouvido” ou “já vivido”, como se já não merecessem atenção, comete um erro. Todos e cada um – e, no caso dos cristãos, também como Igreja – estamos sendo convidados por Bento XVI a perceber nossa responsabilidade.

-É interessante que um dos capítulos de seu livro fale de “evangelização e comunicação”, enquanto nos últimos dois anos o Papa teve de confrontar sérias crises de comunicação. O que significa a comunicação para Bento XVI?

Ramiro Pellitero: Entendo que para Bento XVI, como intelectual de seu tempo e agora Pastor supremo da Igreja, a comunicação é um valor muito importante. Mas é necessário, acima de tudo, ter clara a mensagem que se irá comunicar. Neste caso, trata-se de nada menos que do Evangelho, com toda sua riqueza, força e capacidade transformadora do homem e da história. Talvez o Papa avalie os elementos da comunicação em uma ordem e proporção diferentes se comparados ao que fazem alguns profissionais da comunicação. Penso que, para ele, a coisa mais importante é a verdade e o bem, antes de outros valores legítimos, mas secundários, como a mera atualidade, a utilidade ou a dialética. Estes aspectos podem ser, à primeira vista, mais atraentes, enquanto geram mais “notícia”; mas deveriam se colocar ao serviço das pessoas, ao serviço da verdade e do bem, da justiça e da paz.

- Aproveitando a resposta da pergunta anterior, Joseph Ratzinger tem sido realmente um teólogo notável. Ele deixou de sê-lo agora como Papa, para transformar-se em um Pastor?

Ramiro Pellitero: Eu não acho que ele tenha deixado de se manifestar como teólogo, embora agora se veja mais claramente o que considera propósito da teologia: o conhecimento e, mais ainda, a participação no amor de Deus que transforma o mundo. Isso comporta a abertura do humanismo para a transcendência, a ampliação da racionalidade além do empírico (para as dimensões da verdade e do bem), a verdadeira sabedoria que leva à civilização do amor.

Em outras palavras, a teologia esboça e abre o senso da realidade para a vida das pessoas. Nesta medida, provê um marco de referência para a pedagogia da fé e do apostolado cristão. Como o Papa mesmo disse antes da Comissão Teológica Internacional, em dezembro de 2009, o verdadeiro teólogo é aquele que, tornando-se pequeno diante de Deus, permite que Ele lhe toque o coração e a existência, para colocar-se a serviço do Evangelho. Com efeito, tal é o horizonte da teologia, que hoje – e sempre – pode iluminar a cultura contemporânea; e que, no caso do Papa, está totalmente ao serviço de seu ministério pastoral.

-A quem se dirige seu livro e qual seria sua principal mensagem?

Ramiro Pellitero: O texto se dirige a um público amplo, com espírito jovem e humor aberto; com certo gosto pela leitura, mas principalmente com capacidade de surpreender-se e rebelar-se ante uma existência monótona ou aburguesada, trocando-a por uma vida plenamente vivida, se vale a redundância. Sem dúvida, são os jovens – de todas as idades – os que têm melhor disposição para captar e realizar este projeto. O livro convida a prestar uma atenção maior ao Papa. Seus gestos e palavras nos confirmam, como cristãos, na perene atualidade do Evangelho. Convidam-nos a mudar tantas coisas que devem ser mudadas, como consequência do amor a Deus e ao próximo. Um amor que necessariamente passa pela cruz, e que, também necessariamente, leva à felicidade

Zenit

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* Diálogo Católico Muçulmano,Três desafios.

quarta-feira, dezembro 2nd, 2009

Existe um triplo desafio que cristãos e muçulmanos devem enfrentar, afirmou o cardeal Jean-Louis Tauran em uma conferência na localidade francesa de Villeurbanne.

Trata-se do “desafio da identidade” (saber e aceitar o que somos), o “desafio da alteridade” (nossas diferenças são fonte de enriquecimento) e o “desafio da sinceridade” (os crentes não podem renunciar a propor sua fé, mas devem fazê-lo dentro dos limites do respeito e da dignidade de cada ser humano).

Em sua intervenção, o presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso recordou que o diálogo inter-religioso “se baseia nas relações de confiança entre fiéis de diversas religiões para conhecer-se, enriquecer-se mutuamente e considerar como cooperar juntos para o bem comum”.

Isso não supõe renunciar à própria fé – indicou. Supõe deixar-se interpelar pelas convicções de outro, aceitar levar em consideração alguns argumentos diferentes dos meus ou dos da minha comunidade.”

Assim, para o cardeal Tauran, as “condições para um diálogo inter-religioso fecundo” são múltiplas: “ter uma ideia clara da própria religião”, “ser humilde” (reconhecer os erros de ontem e de hoje), “reconhecer os valores do outro”, (que não é necessariamente um inimigo) e “compartilhar os valores que temos em comum”.

No diálogo inter-religioso, “não se põe a própria fé entre parênteses, o que implica em um conhecimento da própria tradição”.

“O diálogo, para ser sincero, deve ser levado a cabo sem segundas intenções”, acrescentou em sua intervenção, que foi publicada na íntegra no site da diocese de Lyon.

“Os crentes podem oferecer aos seus companheiros de humanidade, em particular aos responsáveis das sociedades, os valores que podem contribuir para a harmonia dos espíritos, ao reencontro das culturas e à conservação do bem comum”, destacou.

Por outro lado, reconheceu “graves dificuldades que subsistem”, citando “os líderes muçulmanos mais acesos que não são capazes de admitir aos seus correligionários o princípio de liberdade de mudar de religião segundo sua consciência”.

Também indicou que “o novo clima que experimentamos no âmbito das elites ainda não penetrou na base da sociedade”.

“Mas estou certo de que é preciso continuar encontrando-se para escutar, compreender e propor as maneiras concretas e modestas que podem abrir o caminho para os debates mais profundos”, disse.

E concluiu: “A história das religiões ensina que só existe um futuro possível: o futuro compartilhado”.

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O Papa, sua coragem e missão.

sexta-feira, julho 31st, 2009

“A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas, lançada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante.

Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (Ef 4,14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar ‘aqui e além por qualquer vento de doutrina’, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades. Ao contrário, nós, temos outra medida: o Filho de Deus, o verdadeiro homem. É ele a medida do verdadeiro humanismo.

‘Adulta’ não é uma fé que segue as ondas da moda e a última novidade; adulta e madura é uma fé profundamente radicada na amizade com Cristo. É esta amizade que nos abre a tudo o que é bom e nos dá o critério para discernir entre verdadeiro e falso, entre engano e verdade. Devemos amadurecer esta fé, para esta fé devemos guiar o rebanho de Cristo. E é esta fé só esta fé que gera unidade e se realiza na caridade”.

A constante defesa da Verdade e do Amor promovida por Bento XVI tem levado à mídia secularizada e outros inimigos da Igreja Católica a lançarem pesadas críticas ao Santo Padre, muitas vezes distorcendo o que foi dito pelo Romano Pontífice.
Da mesma forma que o pensamento de João Paulo II, os valores defendidos pelo atual Papa incomodam todos aqueles que foram cooptados pelas visões errôneas acerca do homem e da sociedade, pois são um espelho que constantemente acentuam os erros nos quais tais pessoas estão imersas.

O que é mais triste é quando vemos pessoas que estão ou já estiveram no seio da Igreja Católica discordando dos ensinamentos de Bento XVI. Conforme foi inúmeras vezes destacado por João Paulo II, “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre”, logo, os ensinamentos do Magistério Romano não devem ser influenciados pelos erros que contaminam nossa sociedade, ao contrário, as palavras do Santo Padre devem ser o “Sal da Terra”, mostrando a todos quem é “o Caminho, a Verdade e a Vida” e agindo como fermento, para aumentar o número de pessoas que abraçam o Evangelho, ajudando na salvação da humanidade sofredora.

Agradecemos a Deus pelo nosso Pastor, que ele tenha vida longa, muita saúde e nunca seja entregue em poder de seus inimigos. Que a cada dia possamos nos tornar mais fiéis aos ensinamentos do Santo Padre Bento XVI, pois, somente dessa forma, seremos fiéis à Nosso Senhor Jesus Cristo.

Autor: Alex Catharino
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Igreja não emitiu juizo sobre Medjugorje

quinta-feira, julho 30th, 2009

A aceitação por parte de Bento XVI da perda do estado clerical do Pe. Tomislav Vlasic não constitui um juízo sobre os testemunhos de aparições de Maria em Medjugorje, declara o procurador geral da Ordem dos Irmãos Menores (Franciscanos).

O Pe. Francesco Bravi informou nesta quarta-feira que a medida não foi imposta pela Santa Sé, mas aconteceu em resposta ao pedido apresentado pelo até agora sacerdote franciscano de ser dispensado não só do celibato sacerdotal, mas também dos votos religiosos.

“Ele o pediu”, explica Pe. Bravi, sublinhando que, ainda que seja verdade que Vlasic era vice-pároco de Medjugorje quando aconteceram os primeiros testemunhos destas aparições, que estão sendo analisadas pela Santa Sé, viveu mais de duas décadas na Itália.

Era religioso da província franciscana de São Bernardino de Sena (Áquila) e havia fundado a comunidade “Kraljice mira potsuno Tvoji – po Mariji k Isusu” (Rainha da Paz, todos teus – a Jesus por Maria –).

Vlasic pediu à Santa Sé para ser dispensado das obrigações próprias do ministério sacerdotal, declara esta fonte, porque não quer aceitar as sanções que lhe havia imposto a Congregação para a Doutrina da Fé com um decreto (protocolo 144/1985) de 25 de janeiro de 2008, assinado pelo cardeal William Levada e pelo arcebispo Angelo Amato, respectivamente presidente e secretário da Congregação.

No decreto, que foi divulgado por Dom Ratko Peric, bispo de Mostar-Duvno, a diocese na qual se encontra Medjugorje, por encargo da própria Congregação vaticana, explicava que as sanções se impuseram diante das acusações contra o sacerdote recebidas “por difusão de doutrina duvidosa, manipulação de consciências, misticismo suspeito, desobediência a ordens legítimas e cargoscontra sextum” (ou seja, contra o sexto mandamento).

O decreto estabelecia cinco sanções, entre elas a obrigação de permanecer em uma casa da Ordem Franciscana da região de Lombardia (Itália), determinada pelo ministro geral da Ordem, Pe. José R. Carballo, e a proibição de manter toda relação com a comunidade Rainha da Paz e com seus membros.

O decreto proibia que o então sacerdote mantivesse assuntos ou negócios sem permissão escrita do ministro geral da Ordem e estabelecia a obrigação de haver um curso de formação teológico-espiritual, reconhecido pela Congregação, que devia avaliar os resultados, e uma solene profissão de fé.

Por último, proibia “o exercício da atenção de almas, a pregação, as intervenções públicas” e lhe negava a faculdade de confessar “até o cumprimento dos termos descritos”.

O Pe. Bravi informa que o sacerdote não reconheceu as acusações que lhe foram dirigidas e que por este motivo tampouco aceitou as sanções. Diante desta rejeição, pediu para ser dispensado do exercício de seu ministério sacerdotal e de sua condição de religioso.

Ao mesmo tempo, o sacerdote recebeu a proibição absoluta de exercer qualquer forma de apostolado, assim como fazer declarações, em especial sobre Medjugorje.

O Pe. Vlasic teve um papel importante no início dos relatos das aparições de Maria referidos pelos seis jovens da região da Bósnia-Herzegóvina em 1981, pois trabalhava nessa paróquia, ainda que não era o pároco. Em 1985, contudo, mudou-se para a Itália.

Fez publicamente e por escrito interpretações dos mesmos, mas em algumas ocasiões foi contradito pelos videntes.

Por exemplo, afirmou que a comunidade que ele fundou, Rainha da Paz, nasceu por expresso desejo de Nossa Senhora, algo que a vidente Marija Pavlovic negou em uma carta enviada à Santa Sé.

O bispo de Mostar se declarou publicamente contra os testemunhos das aparições de Medjugorje, mas o dossiê está sendo estudado agora na Congregação para a Doutrina da Fé.

No livro publicado pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado de Bento XVI e antigo secretário dessa Congregação vaticana, “A última vidente de Fátima” (La Esfera de los Libros, 09/10/2007), o prelado afirma que “as declarações do bispo de Mostar refletem uma opinião pessoal, não são um juízo definitivo e oficial da Igreja.

Tudo se deve remeter à declaração dos bispos da antiga Iugoslávia em Zara, de 10 de abril de 1991, que deixa a porta aberta para futuras investigações. A verificação, portanto, deve seguir adiante. Enquanto isso, estão permitidas as peregrinações privadas com um acompanhamento pastoral dos fiéis. De fato, todos os peregrinos católicos podem ir a Medjugorje, lugar de culto mariano, onde há possibilidade de expressar-se com todas as formas devocionais”.

Fonte: Zenit

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Frade de Medjugorje retorna a estado laical

terça-feira, julho 28th, 2009

Por Simon Caldwell
The Daily Mail ( Inglês)
26 de julho de 2009

Vlasic e uma das videntes, Marija Pavlović, nos anos 80.

Vlasic e uma das videntes, Marija Pavlović, nos anos 80.

O Papa laicizou o padre envolvido com as aparições da Virgem Maria na cidade bosniana de Medjugorje.

Padre Vlasic é o antigo ‘diretor espiritual’ de seis videntes que afirmam que Nossa Senhora as visitou aproximadamente 40.000 vezes em 28 anos. Ele também foi suspeito de inventar histórias das aparições da Virgem Maria.

O local atrai milhares de visitantes todo ano.

***

[Padre Vlasic] pediu para deixar o sacerdócio após o Vaticano investigar acusações de que era culpado de imoralidade sexual ‘agravadas por motivações místicas’, depois de engravidar uma freira e então persuadi-la a silenciar o assunto.

Padre Vlasic se negou a cooperar com a investigação desde o princípio e foi exilado para um mosteiro em L’Aquila, Itália, onde foi proibido de se comunicar com qualquer pessoa, sem a permissão de seu superior.

Veio à tona ontem que ele escolheu deixar o sacerdócio e sua ordem, uma mudança que levou a investigação a um fim abrupto.

A laicização de Padre Vlasic significa que ele está deposto de seu estado clerical.

Padre Vlasic foi chamado de ‘criador’ do fenômeno, conforme Pavao Zanic, bispo local quando então as aparições começaram em 1981.

Mais cedo, em meio a uma discussão com o bispo local e o Vaticano, ele fez uma profecia de que a Virgem Maria apareceria na Bósnia.

Meses depois, seis crianças da região – Mirjana Dragićević, Marija Pavlović, Vicka Ivanković, Ivan Dragićević, Ivanka Ivanković e Jakov Colo – disseram ter visto a Virgem numa montanha próxima à sua cidade.

Logo depois, Padre Vlasic anunciou que era ‘diretor espiritual’ delas e em 1984 até mesmo ostentou ao Papa João Paulo II que ele era aquele ‘por meio de quem a providência divina guia os videntes de Medjugorje’.

Mas o clérigo bosniano posteriormente tomou uma posição mais modesta quando se soube que ele seria pai de uma criança com uma freira chamada Irmã Rufina e que se negou a deixar sua ordem para se casar com ela.

Padre Vlasic então se mudou para Parma, Itália, onde fundou uma comunidade religiosa mista (masculina e feminina) chamada Rainha da Paz, que foi dedicada às aparições.

Ele foi suspenso no ano passado pela Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé em meio a uma investigação sobre sua conduta depois de três comissões eclesiásticas terem fracassado em encontrar evidências para sustentar as afirmações dos videntes.

Os bispos da antiga Iugoslávia finalmente declararam que “não pode ser afirmado que estas matérias digam respeito a aparições ou revelações sobrenaturais”.

————————-

OFÍCIO DO SUPERIOR GERAL DA ORDEM DOS FRADES MENORES

ORDO FRATRUM MINORUM
MINISTER GENERALIS

Prot. N. 098714

Aos Superiores Provinciais da Bósnia Herzegovina, Croácia e Itália.

Caro Irmão Superior,

O Santo Padre, aceitando a requisição do frade Tomislav Vlasic, O.F.M., membro da província dos frades menores de S. Bernardino de Siena (L’Aquila), responsável por conduta nociva à comunhão eclesial tanto na esfera doutrinal como disciplinar, e sob a censura de interdito, lhe concedeu o favor da redução ao estado laico (amissio status clericalis) e demissão da Ordem.

Além disso, o Santo Padre concedeu ao peticionário, motu proprio, a remissão da censura incorrida assim como o favor da dispensa dos votos religiosos e de todas as responsabilidades associadas às ordens sagradas, inclusive celibato.

Como um preceito penal salutar – sob pena de excomunhão que a Santa Sé declararia, e, se necessário, sem advertência canônica prévia – as seguintes ordens são impostas ao Sr. Tomislav Vlasic:

a) Absoluta proibição de exercer qualquer forma de apostolado (por exemplo, promover devoções públicas ou privadas, ensinar doutrina Cristã, direção espiritual, participação em associações leigas, etc) assim como aquisição e administração de bens destinados a propósitos religiosos;

b) Absoluta proibição de publicar declarações sobre matérias religiosas, especialmente a respeito do “fenômeno de Medjugorje”;

c) Absoluta proibição de residir em casas da Ordem dos Frades Menores.

Para a execução das medidas sérias impostas pela Santa Sé com respeito ao Sr. Tomislav Vlasic, a mesma Sé Apostólica comunica diretamente aos Superiores de Ordem.

Portanto, volto-me a vós para que sejais vigilantes e informeis aos Guardiães e superiores das casas filhas, respeitosamente, a respeito de Tomislav Vlasic, das medidas pontifícias a ele concernentes, em particular a respeito da proibição de residir em qualquer causa pertencente à Ordem dos Frades menores, sob pena de remoção do cargo.

Confiando em vossa plena compreensão e pronta cooperação, cumprimento-vos fraternalmente.

Roma, 10  de março de 2009.

Fr. José Rodriguez Carballo, OFM
Superior Geral

Fonte: Catholic Light

***

Ainda existem aqueles que acham que a Igreja é indiferente a situações como essas. Na verdade ela age com a prudência e a discrição necessária para situações delicadas assim.

A caridade de Cristo sempre deve nortear análises que envolvem vidas e escândalos públicos.

A postura da Igreja é sempre de salvação e de justiça,de não expor ainda mais vidas já expostas;de minimizar os danos,sem negá-los.

A Igreja é mãe.De todos!

Até dos culpados, a quem anima o arrependimento e a busca da salvação.

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Sem crescimento da população crise não findará.

domingo, julho 26th, 2009

Especialista em população comenta a encíclica “Caritas in Veritate”

Para sair da crise econômica é necessário fazer crescer a população, como destacou Bento XVI na Encíclica Caritas in Veritate. Esta opinião é compartilhada por Riccardo Cascioli, presidente do Centro Europeu de Estudos sobre a População, o Ambiente e o Desenvolvimento (CESPAS) e diretor do Departamento de População,

Qual é sua avaliação sobre a encíclica?

– Riccardo Cascioli: Extraordinariamente positiva, porque ao aprofundar no tema da caridade e da verdade na perspectiva econômica e social, enfrenta desde a raiz o tema mais controvertido de nosso tempo: o significado da presença humana sobre a terra, sua tarefa e seu destino. Enquanto no Ocidente se assiste há décadas a ideologias que tendem a desfigurar o homem (a pior das quais é o “humanismo sem Deus”, como recorda o Papa), nesta encíclica o homem – com sua dignidade e sua responsabilidade – volta a colocar-se em seu lugar, no centro da Criação. E se demonstra como a questão antropológica não é um problema filosófico; ao contrário, é determinante para as circunstâncias econômicas e sociais. Está claramente em continuidade com o magistério de Bento XVI, comprometido em revalorizar a razão, faculdade que é específica do homem. Também está em continuidade com João Paulo II, que desde 1997 havia dito claramente que a batalha decisiva do Terceiro Milênio seria precisamente ao redor do homem, cume da Criação.

Os pontos que abordam a crise demográfica e o ambiente são muito inovadores e qualificados. O que pensa a respeito?

– Riccardo Cascioli: É fundamental que tenha dito com tanta clareza que “considerar o aumento da população como causa primeira do subdesenvolvimento é incorreto, também do ponto de vista econômico”. É um ponto decisivo, porque desde os anos 80 em diante as políticas globais – sob os auspícios de organismos das Nações Unidas – se fundamentam sobre o controle da população, considerada como um “fato negativo” para o desenvolvimento e para o ambiente. E também a propósito do ambiente, a Encíclica explicita e mostra na situação atual o que já é patrimônio da Doutrina Social da Igreja e se pode resumir na frase: a natureza é para o homem e o homem é para Deus. “Se esta perspectiva decai – diz a encíclica – o homem acaba, ou por considerar a natureza como um tabu intocável ou, ao contrário, por abusar dela”. Desta forma mostra exatamente a situação esquizofrênica do mundo ocidental secularizado.

O economista Ettore Gotti Tedeschi sustenta que o Papa merece o prêmio Nobel de Economia por ter destacado a relação entre a crise e a queda da natalidade. Qual é seu parecer ao respeito?

– Riccardo Cascioli: Creio que tem toda a razão. Existe verdadeiramente uma crise demográfica, e é a dos países desenvolvidos que há mais de 40 anos têm uma taxa de fertilidade abaixo do índice de substituição geracional. A encíclica nos dá a entender como este é o fator fundamental da crise econômica atual. E a resposta não pode ser apenas “técnica”. Nos últimos anos compreendemos como o desabamento da natalidade incide no problema das pensões, por exemplo, mas este é apenas um aspecto de uma crise muito mais ampla destinada a piorar nos próximos anos. É necessário que os Governos – e os economistas – reflitam sobre este aspecto.

Durante algumas décadas as instituições internacionais sustentaram que para favorecer o desenvolvimento era necessário reduzir os nascimentos. Quais foram os resultados destas políticas?

– Riccardo Cascioli: Atualmente há muitos países em via de desenvolvimento cuja taxa de fertilidade desceu para baixo do índice de substituição geracional. Em geral todos os países do mundo – salvo raríssimas exceções – experimentaram uma drástica diminuição dos nascimentos nas últimas décadas. Mas nenhum país saiu da pobreza e do subdesenvolvimento graças a estas políticas. Ao contrário, para se controlar os nascimentos se desviaram importantes recursos necessários para promover verdadeiros projetos de desenvolvimento. Também, a aplicação selvagem destas políticas – como é o caso da China, Índia e outros países asiáticos – provocou graves desequilíbrios sociais, dos quais o desaparecimento de cem milhões de mulheres (por motivos culturais se aborta mais fetos de meninas que de meninos, N. do T.) é apenas o aspecto que causa mais impacto. Não é casualidade que esta encíclica não utilize o conceito de “desenvolvimento sustentável”, cujo fundamento é precisamente a visão negativa da população. É um aspecto importante, porque inclusive alguns ambientes católicos pressionam para que haja uma adequação à ideologia da “sustentabilidade”.

Ao contrário do que se sustentam inclusive em certos ambientes católicos, segundo os quais para salvar o planeta teria de reduzir o desenvolvimento e o crescimento demográfico – daí as teorias sobre o decrescimento –, a Encíclica Caritas in Veritate explica que o desenvolvimento é uma “vocação” a ser apoiada para o bem comum e que não há desenvolvimento sem crescimento demográfico. O que acha?

– Riccardo Cascioli: Também aqui a Encíclica traz clareza e descarta muitos conformismos. O desenvolvimento – entendido como desenvolvimento integral da pessoa e dos povos – é nossa vocação de homens. E a isto devemos tender. O decrescimento não é um valor e tampouco sair da economia. O verdadeiro desafio é tomar as dimensões fundamentais do desenvolvimento. Não por casualidade a encíclica põe o direito à vida e o direito à liberdade religiosa como condições fundamentais para um verdadeiro desenvolvimento. Certos aspectos que nos parecem deteriorados – como as condições dos trabalhadores ou do meio ambiente nos países envolvidos em um desenvolvimento tão rápido como caótico – são na realidade fruto de uma concepção que reduz o desenvolvimento a crescimento econômico, no qual o homem se reduz a mero instrumento deste crescimento.

Voltando ao desenvolvimento, a encíclica de Bento XVI propõe uma revolução social que passe da “solidariedade” ao conceito da “fraternidade” e que conjugue verdade e caridade. Qual é seu parecer ao respeito?

– Riccardo Cascioli: Supõe uma grande novidade sobre a qual é importante refletir. O termo solidariedade vem hoje acompanhado de uma visão reducionista e sentimental da caridade, e ao que a encíclica quer dar a volta. E coerentemente, dedica um capítulo inteiro precisamente à “fraternidade”. Enquanto que a solidariedade põe o acento sobre a atuação do homem para com os demais homens, a fraternidade põe o acento sobre o que recebemos, porque supõe o reconhecimento de um único Pai (sem o qual não poderíamos considerar-nos irmãos). Uma vez mais se sublinha a vocação do homem como fator que determina cada aspecto, também da vida coletiva.

Durante décadas o mundo católico pareceu dividir-se entre quem se dedica às obras de caridade e quem se dedica mais às questões bioéticas como a defesa da vida e da família. Com esta encíclica, o Papa Bento XVI sustenta que não há caridade sem verdade e que só na verdade resplandece a caridade. Sublinhando assim que “sem verdade, a caridade é excluída dos projetos e dos processos de construção de um desenvolvimento humano de dimensão universal, no diálogo entre os saberes e a operatividade”. O que dizer a respeito?

– Riccardo Cascioli: A vida é única e não pode ser dividida em setores. Mas ao mesmo tempo, como acontece em uma casa, estão as fundações, estão os muros mestres, estão também as paredes, o teto e os acessórios. O direito à vida e à liberdade religiosa são as fundações: sem fundação, inclusive as casas mais belas estão destinadas a cair ante a primeira adversidade. A crise econômica atual nos demonstra isso, mas se não se entende a lição a crise não terá fim.

***
A igreja não é favor da super população irresponsável do mundo.Sabemos que recursos naturais existem.O que falta são os recursos democráticos de uma correta e equilibrada distribuição destes recursos para todos.

Falta caridade! que não é esmola,mas justiça!

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“Não existem crises econômicas,mas crises morais”

quarta-feira, julho 15th, 2009

A encíclica “Caritas in veritate” ensina políticos, empresários, economistas e sindicalistas que toda crise econômica esconde uma crise moral, assegura o diretor de Hispanidad (www.hispanidad.com).

***

Eulogio López, nesta entrevista  ilustra algumas das surpresas que a terceira encíclica de Bento XVI suscita em seus leitores.

– Você dirige uma publicação lida, antes de tudo, por empresários, economistas e sindicalistas. Esta encíclica tem algo a dizer para seus leitores?

– Eulogio López: Tudo. “Caritas in veritate” é uma encíclica muito original… porque vai à origem das coisas, aprofunda. Parece um pouco desordenada, talvez por ser muito ampla. Sua principal virtude? Em minha opinião, é que aborda algo que o empresário, o banqueiro ou o sindicalista não encontram frequentemente: que caridade é amor, que amor é solidariedade e que solidariedade é justiça social. Estamos falando do mesmo com diferentes nomes. Direi de outro modo: com o mesmo coração com que amamos nossos filhos, amamos a coletividade, o bem comum ou, como diriam os franceses, sempre tão cartesianos, a questão social. O bem comum, um dos quatro princípios não negociáveis de Bento XVI, não é mais que outro tipo de amor, de caridade, ou seja, de doação e de entrega de si mesmo. E sem esse amor, não há política econômica que valha.

Neste sentido, uma das originalidades da encíclica é a gratidão. Bento XVI formula (ponto 38) afirmações tão surpreendentes como estas: “Sem a gratidão não se alcança nem sequer a justiça”, ou “a atividade econômica não pode prescindir da gratidão”, além de apontar para outro dos tópicos mais habituais no universo financeiro: “A gratidão não pode ser deixada nas mãos do Estado”.

– Como você diz, a encíclica introduz a “caridade” como categoria da doutrina social. Até agora parecia que este papel correspondia à justiça, enquanto que a caridade ficava um pouco circunscrita à opção pessoal, privada, sobretudo para solucionar as descompensações próprias de todo sistema social. A “caridade”, entendida como a entende o Papa, pode entrar no dicionário dos economistas?

– Eulogio López: É difícil, mas para isso se escreveu a encíclica. Os economistas costumam ficar no “do ut des”, o que o Papa chama justiça comutativa, meramente contratual. A encíclica diz que deve-se chegar à justiça distributiva – por assim dizer uma vez conseguido o benefício por métodos legais, repartir entre os mais necessitados – mas dá um surpreendente passo a mais: a gratidão. Pois veja você, isso é o que as empresas chamam, com a boca pequena, responsabilidade social corporativa. Ramón Areces explicava de sua maneira: “Tenho o dever de devolver à sociedade algo que a sociedade me deu”.

– O Papa afirma que a crise demográfica acaba provocando uma crise econômica. Acha que os professores de economia concordam com esta afirmação?

– Eulogio López: E recordou isso ao abortista Barack Obama. O Papa propõe uma e outra vez a relação entre aborto e economia – especialmente nos números 15 e 28 –, algo que os empresários não costumam nem ouvir, com duas conclusões. Sem o direito à vida, o resto de direitos humanos, inclusive os econômicos, são impossíveis, porque se não se respeita a vida não podem desenvolver-se. Segunda conclusão: todas as crises econômicas são crises demográficas: o Ocidente não está deixando de ser o motor do desenvolvimento econômico do mundo porque perdeu o trem tecnológico, mas porque não tem filhos. Ter filhos é um preceito moral mas também uma lei econômica. Sem filhos não há pessoas, não há contribuintes que suportem o Estado de Bem-Estar. É a tautologia de que se não há vitalidade as sociedades morrem. Portanto, o aborto e o conjunto de políticas antinatalistas são os vilões de uma economia sã.

As muitas linhas que o Papa dedica ao direito à vida são do mais pertinente em uma encíclica “econômica”. Todas as crises econômicas são crises demográficas e crises da família, que constitui uma célula de resistência à opressão e o grande dique de contenção frente a pobreza. Um Estado que não cuida da família constrói sua própria ruína. Ou o que é o mesmo: o que diz o Papa é que não existem crises econômicas, mas crises morais, crises do egoísmo. O aborto não é senão puro egoísmo, pura comodidade, puro aburguesamento. E o chamado controle da natalidade é a supressão de todo tipo de autocontrole de si mesmo.

– O Papa fala várias vezes de “democracia econômica”, ao falar do papel dos consumidores. Novos protagonistas da doutrina social?

– Eulogio López: Sim. A frase mais famosa na “city” financeira ocidental durante a última década foi aquela de “deve-se criar valor para o acionista”, um tópico que provoca muitas piadas e muitas maldades entre os jornalistas especializados em economia. A história é esta: João Paulo II recorda que não, que a empresa também trabalha para seus empregados porque o trabalho não é outro fator a mais da produção mas, como recorda o Papa Wojtyla, é “um fator humano”. Mas o Papa polonês acrescentava um ponto mais: também deve-se gerar valor para o consumidor, para o público, ou seja, o cliente, verdadeiro elemento constitutivo da empresa. Pois bem, agora chega Bento XVI e nos surpreende com outro anexo: a empresa também deve velar pelos interesses do fornecedor (número 40). Com efeito, também faz parte da empresa. E a menção deste novo elemento não pode ser mais pertinente, porque o meio do oligopólio das multinacionais sobrevive graças a duas práticas lamentáveis: criar moldes de exigência altíssimos e pressionar o fornecedor (quando não acrescentam o engano ao consumidor). Nisso muitas grandes empresas baseiam suas melhoras de produtividade.

– O que é necessário para que esta encíclica chegue – hoje é muito pedir que as pessoas a leiam – aos líderes econômicos e políticos?

– Eulogio López: Que a leiam! Fiquei surpreso quando o presidente norte-americano comentou que a leria em sua viagem Roma-Gana. Acho que não vai dar tempo. Esta encíclica não pode ser lida em diagonal. Quando os empresários e os políticos se derem conta – se darão conta? – do que realmente Bento XVI prega, começarão a tremer. O que está lhes dizendo é que a solidariedade não basta – o que, também, fazem com o dinheiro dos demais – mas que deve-se chegar à gratidão e que, quando o fizerem, deverão repetir as palavras de Cristo: “somos servos inúteis, fizemos o que tínhamos que fazer”.

– O Papa fala de especulação financeira…

– Eulogio López: Menos mal, porque é o termo tabu desde que estourou a crise econômica, há agora dois anos, em agosto de 2007. Durante esse tempo, as bolsas de valores perderam 22 bilhões por causa de dois egoísmos. O da especulação e o do comodismo, ou seja, o excessivo endividamento ou viver acima de nossas possibilidades, especialmente os ricos que, no século XXI, não são os que têm mais economias, mas os que têm mais poder, ou seja, mais capacidade de endividamento, de comodismo. O Papa ressuscita um termo que nenhum broker quer citar – especulação – unido a outro cuja própria existência todo intermediário financeiro se nega admitir: economia real.

Explicarei de outro modo: a crise dos subprimes não tem nada a ver com as subprimes, ou hipotecas outorgadas a quem não possuía avais suficientes, em troca de um maior custo. Alguém acredita verdadeiramente que o atual cataclisma que sofremos, autêntica crise econômica permanente, podia provir do crédito mais seguro que existe, o crédito com garantia real, a particulares, que são os que melhor pagam, em um país como os Estados Unidos, não nos demais, por exemplo, não na Europa, onde a banca está mais controlada? Não senhor. A atual crise chegou pela titularização – pura especulação financeira – sobre essas hipotecas de lixo, convertidas em ativos financeiros totalmente alheios ao bem comum, ou seja, a oferecer dinheiro a quem, de outra forma, não poderia comprar uma casa.

Esses títulos valores montados sobre os subprimes em nada beneficiavam ao devedor, só ao especulador, que cobrava menos mas cobrava antes, e ao intermediário, que especula com essa dívida-lixo montada sobre uma hipoteca de lixo. Em suma, o que provocou a crise é o especulador de Wall Street e de outras praças financeiras do mundo, com os bancos de investimento à frente. Ao final, essa especulação financeira, desconectada da economia real, acabou por destroçar a economia real… uma vez mais. E o grave é que, em dois anos, tudo o que ocorreu aos líderes mundiais é que todos devemos pagar os pratos quebrados pelos especuladores, para que possam continuar perpetrando seu venenoso trabalho especulativo. Por isso entramos em uma crise permanente.

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Papa ao mundo:Por uma nova síntese humanista

quarta-feira, julho 8th, 2009

Na nova encíclica social titulada “Caritas in veritate” (Caridade na verdade) o Papa Bento XVI expõe uma nova síntese humanista que permita superar os desafios da globalização e explica como a caridade é o pilar sobre o qual se deve reedificar a sociedade.

Ao referir aos desafios que expõe a situação global atual, o Pontífice indica que “os aspectos da crise e das suas soluções bem como de um possível novo desenvolvimento futuro estão cada vez mais interdependentes, implicam-se reciprocamente, requerem novos esforços de enquadramento global e uma nova síntese humanista”.

“Continua « o escândalo de desproporções revoltantes »[56]. Infelizmente a corrupção e a ilegalidade estão presentes tanto no comportamento de sujeitos econômicos e políticos dos países ricos, antigos e novos, como nos próprios países pobres. No número de quantos não respeitam os direitos humanos dos trabalhadores, contam-se às vezes grandes empresas transnacionais e também grupos de produção local. As ajudas internacionais foram muitas vezes desviadas das suas finalidades, por irresponsabilidades que se escondem tanto na cadeia dos sujeitos doadores como na dos beneficiários.”.

O Papa recorda que “Contudo há que sublinhar que não é suficiente progredir do ponto de vista econômico e tecnológico; é preciso que o desenvolvimento seja, antes de mais nada, verdadeiro e integral. A saída do atraso econômico é um dado em si mesmo positivo, não resolve a complexa problemática da promoção do homem nem nos países protagonistas de tais avanços, nem nos países economicamente já desenvolvidos, nem nos países ainda pobres que, além das antigas formas de exploração, podem vir a sofrer também as conseqüências negativas derivadas de um crescimento marcado por desvios e desequilíbrios”.

O Santo Padre ressalta deste modo que “Do ponto de vista social, os sistemas de segurança e previdência  já presentes em muitos países nos tempos de Paulo VI  sentem dificuldade, e poderão senti-la ainda mais no futuro, em alcançar os seus objetivos de verdadeira justiça social dentro de um quadro de forças profundamente alterado “.

“O convite feito pela doutrina social da Igreja, a começar da Rerum novarum, para se criarem associações de trabalhadores em defesa dos seus direitos há-de ser honrado, hoje ainda mais do que ontem, dando antes de mais nada uma resposta pronta e clarividente à urgência de instaurar novas sinergias a nível internacional, sem descurar o nível local”.

O Papa Bento XVI assinala logo que “a mobilidade laboral, associada à generalizada desregulamentação, constituiu um fenômeno importante, não desprovido de aspectos positivos porque capaz de estimular a produção de nova riqueza e o intercâmbio entre culturas diversas. Todavia, quando se torna endêmica a incerteza sobre as condições de trabalho, resultante dos processos de mobilidade e desregulamentação, geram-se formas de instabilidade psicológica, com dificuldade a construir percursos coerentes na própria vida, incluindo o percurso rumo ao matrimônio”.

Por isso, recalca o Santo Padre dirigindo-se especialmente aos governantes, “o primeiro capital a preservar e valorizar é o homem, a pessoa, na sua integridade: «com efeito, o homem é o protagonista, o centro e o fim de toda a vida econômico-social»“.

Ao falar depois do desafio da fome no mundo, o Pontífice precisa que se requere um sistema de instituições capazes de assegurar o alimento, assim como a maturação de uma ” duma consciência solidária que considere a alimentação e o acesso à água como direitos universais de todos os seres humanos, sem distinções nem discriminações. Além disso, é importante pôr em evidência que o caminho da solidariedade com o desenvolvimento dos países pobres pode constituir um projeto de solução para a presente crise global, como homens políticos e responsáveis de instituições internacionais “.

O Papa precisa também que existe “outro aspecto da vida atual, intimamente relacionado com o desenvolvimento, é a negação do direito à liberdade religiosa“. “As violências refreiam o desenvolvimento autêntico e impedem a evolução dos povos para um bem-estar sócio-económico e espiritual maior. Isto aplica-se de modo especial ao terrorismo de índole fundamentalista, que gera sofrimento, devastação e morte, bloqueia o diálogo entre as nações e desvia grandes recursos do seu uso pacífico e civil”.

Ante estes desafios urgentes, o Santo Padre explica que “o saber humano é insuficiente e as conclusões das ciências não poderão sozinhas indicar o caminho para o desenvolvimento integral do homem. Sempre é preciso lançar-se mais além: exige-o a caridade na verdade. Todavia ir mais além nunca significa prescindir das conclusões da razão, nem contradizer os seus resultados. Não aparece a inteligência e depois o amor: há o amor rico de inteligência e a inteligência cheia de amor”.

Novas soluções

“As grandes novidades, que o quadro atual do desenvolvimento dos povos apresenta, exigem em muitos casos novas soluções. Estas hão-de ser procuradas conjuntamente no respeito das leis próprias de cada realidade e à luz duma visão integral do homem, que espelhe os vários aspectos da pessoa humana, contemplada com o olhar purificado pela caridade”, diz Bento XVI na Caritas in veritate.

O Papa sublinha também a Também neste ponto se verifica uma convergência entre ciência econômica e ponderação moral. Os custos humanos são sempre também custos econômicos, e as disfunções econômicas acarretam sempre também custos humanos e explica que “A diminuição do nível de tutela dos direitos dos trabalhadores ou a renúncia a mecanismos de redistribuição do rendimento, para fazer o país ganhar maior competitividade internacional, impede a afirmação de um desenvolvimento de longa duração”.

“mais de quarenta anos depois da Populorum progressio, seu argumento de fundo, o progresso, segue sendo ainda um problema aberto, que se tem feito mais agudo e peremptório pela crise econômico-financeira que se está produzindo. (?) Temos que reconhecer quão difícil foi este percorrido, tanto por novas formas de colonialismo e dependência de antigos e novos países hegemônicos, como por graves irresponsabilidades internas nos próprios países que se hão independizado”.

Passados mais de quarenta anos da publicação da Populorum progressio, o seu tema de fundo  precisamente o progresso permanece ainda um problema em aberto, que se tornou mais agudo e premente com a crise económico-financeira em curso. (…) Temos de reconhecer como foi difícil tal percurso, tanto por causa de novas formas de colonialismo e dependência de antigos e novos países hegemónicos, como por graves irresponsabilidades internas aos próprios países que se tornaram independentes.

“A novidade principal foi o estalo da interdependência planetária, já usualmente chamada globalização”, ressalta o Papa e expressa que “uma das pobrezas mais fundas que o homem pode experimentar é a solidão. Certamente, também as outras pobrezas, incluídas as materiais, nascem do isolamento, do não ser amados ou da dificuldade de amar”.

Logo depois de precisar que o desenvolvimento dos povos depende sobre tudo de que se reconheçam como parte de uma só família, que colabora com verdadeira comunhão e está integrada por seres que não vivem simplesmente um junto ao outro, Bento XVI afirma que o “desenvolvimento coincide com o da inclusão relacional de todas as pessoas e de todos os povos na única comunidade da família humana, que se constrói na solidariedade tendo por base os valores fundamentais da justiça e da paz”.

Ao falar então do papel das religiões para o desenvolvimento integral, o Pontífice reitera que “religião cristã e as outras religiões só podem dar o seu contributo para o desenvolvimento, se Deus encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e articularmente política. A doutrina social da Igreja nasceu para reivindicar este « estatuto de cidadania» da religião cristã”.

Bento XVI se refere logo à necessidade de que o princípio de subsidiariedade se mantenha intimamente unido ao princípio da solidariedade e vice-versa, porque “subsidiariedade sem a solidariedade decai no particularismo social, a solidariedade sem a subsidiariedade decai no assistencialismo que humilha o sujeito necessitado. Esta regra de carácter geral deve ser tida em grande consideração também quando se enfrentam as temáticas referentes às ajudas internacionais destinadas ao desenvolvimento”.

Ao falar sobre as migrações e sua relação com o desenvolvimento, o Papa considera que a política que sirva da melhor maneira a responder a este desafio “há-de ser desenvolvida a partir de uma estreita colaboração entre os países donde partem os emigrantes e os países de chegada; há-de ser acompanhada por adequadas normativas internacionais capazes de harmonizar os diversos sistemas legislativos (…) Nenhum país se pode considerar capaz de enfrentar, sozinho, os problemas migratórios do nosso tempo”.

O Papa também expõe, em términos econômicos, uma regulação “do sector capaz de assegurar os sujeitos mais débeis e impedir escandalosas especulações, como a experimentação de novas formas de financiamento destinadas a favorecer projetos de desenvolvimento, são experiências positivas que hão-de ser aprofundadas e encorajadas, invocando a responsabilidade própria do aforrador”.

“Perante o crescimento incessante da interdependência mundial, sente-se imenso mesmo no meio de uma recessão igualmente mundial a urgência de uma reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitetura econômica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações. De igual modo sente-se a urgência de encontrar formas inovadoras para atuar o princípio da responsabilidade de proteger [146] e para atribuir também às nações mais pobres uma voz eficaz nas decisões comuns.”.

“O tema do desenvolvimento dos povos está intimamente ligado com o do desenvolvimento de cada indivíduo”, prossegue o Papa; e assinala que ” A técnica é bom sublinhá-lo  é um dado profundamente humano, ligado à autonomia e à liberdade do homem. Nela exprime-se e confirma-se o domínio do espírito sobre a matéria(…) a técnica insere-se no mandato de « cultivar e guardar a terra » (Gn 2, 15) que Deus confiou ao homem, e há-de ser orientada para reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente em que se deve refletir o amor criador de Deus”.

“O verdadeiro desenvolvimento não consiste primariamente no fazer; a chave do desenvolvimento é uma inteligência capaz de pensar a técnica e de individualizar o sentido plenamente humano do agir do homem, no horizonte de sentido da pessoa vista na globalidade do seu ser”, alerta logo o Santo Padre.

A técnica nunca é suficiente para obter o desenvolvimento, precisa Bento XVI, e assegura que “o desenvolvimento é impossível sem homens retos, sem operadores econômicos e homens políticos que sintam intensamente em suas consciências o apelo do bem comum”.

O Pontífice também fala do lugar dos meios de comunicação ante o desenvolvimento e explica que estes devem estar “centrados na promoção da dignidade das pessoas e dos povos, animados expressamente pela caridade e colocados ao serviço da verdade, do bem e da fraternidade natural e sobrenatural”.

Conclusão

Logo depois de indicar que “a maior força ao serviço do desenvolvimento é um humanismo cristão [157] que reavive a caridade e que se deixe guiar pela verdade, acolhendo uma e outra como dom permanente de Deus”, Bento XVI adverte que, ao contrário, “a reclusão ideológica a Deus e o ateísmo da indiferença, que esquecem o Criador e correm o risco de esquecer também os valores humanos, contam-se hoje entre os maiores obstáculos ao desenvolvimento”.

O humanismo que exclui Deus é um humanismo desumano. Só um humanismo aberto ao Absoluto pode guiar-nos na promoção e realização de formas de vida social e civil  no âmbito das estruturas, das instituições, da cultura, do ethos  preservando-nos do risco de cairmos prisioneiros das modas do momento”, prossegue.

Por isso, explica, “O desenvolvimento tem necessidade de cristãos com os braços levantados para Deus em atitude de oração, cristãos movidos pela consciência de que o amor cheio de verdade  caritas in veritate , do qual procede o desenvolvimento autêntico, não o produzimos nós, mas é-nos dado. Por isso, inclusive nos momentos mais difíceis e complexos, além de reagir conscientemente devemos sobretudo referir-nos ao seu amor.”.

“O desenvolvimento implica atenção à vida espiritual, uma séria consideração das experiências de confiança em Deus, de fraternidade espiritual em Cristo, de entrega à providência e à misericórdia divina, de amor e de perdão, de renúncia a si mesmos, de acolhimento do próximo, de justiça e de paz.”, adiciona.

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Homossexualidade.A Igreja tem preconceito?

domingo, junho 14th, 2009

Como se sabe, nesta semana, de forma organizada, tem ocorrido eventos em todo o mundo de natureza homossexual com o objetivo de defender o estilo e a opção de vida gay, “defender os direitos e combater a homofobia”.

Aqui no Brasil aconteceu a maior manifestação do mundo, em São Paulo, com a presença de pelo menos dois milhões de pessoas na “Parada Gay”

Em eventos como esses a Igreja católica sempre é profundamente criticada como a notícia abaixo referenda e confirma.

Será que, de fato, a Igreja tem preconceito com a Homossexualidade?

Vejam a noticia retirada da folha de São Paulo.

***

Pelo menos 200 mil pessoas, segundo os organizadores, participaram neste sábado dia 13,da Gay Parade-2009 em Roma, sob o forte sol da capital italiana.

O desfile apresentou cerca de 20 carros alegóricos, incluindo um dinossauro em cuja cabeça foi colocada uma imagem do papa Bento 16.

Muitos dos participantes desfilaram com camisetas com a mensagem “My name is Noemi” (Meu nome é Noemi), em referência a Noemí Letizia, que está no centro do pedido de divórcio da mulher do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.

O primeiro-ministro participou da manifestação, que teve o lema “Livres todos, livres todas” e exigiu aos políticos italianos o reconhecimento dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

A manifestação teve a participação de Luxuria, figura do movimento homossexual e primeiro travesti eleito deputado na Itália (2006-2008).

A atriz Ornella Muti foi a madrinha oficial do desfile, que percorreu durante a tarde o centro histórico da capital italiana.

Em Atenas, outra parada gay reuniu cerca de 2.000 pessoas.

***

A igreja tem preconceito com Homossexuais e com a homossexualidade?

É importante rever o que a palavra preconceito realmente significa:

PRECONCEITO: Conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério; superstição; prejuízo; erro.

PRÉ (antecipação) +CONCEITO (entendimento, idéia, opinião) “antecipação de idéia”, sem base, sem concepção sólida.

PRECONCEITO é a antecipação de idéia que provém de excessiva crença que pode prejudicar alguém ou um grupo com essa concepção equivocada.

Pela autêntica compreensão da própria palavra, entende-se que a posição da Igreja a esse respeito é de conceito e não de preconceito e de que sua posição é baseada em seus valores, doutrina e em suas crenças advindas da revelação, das leis morais e da lei natural.

Para haver um verdadeiro diálogo entre posições diferentes, precisa-se de posições claras e definidas. A Igreja as tem e as afirma para convidar o “mundo” à reflexão e oferecer dados também teológicos, filosóficos  e humanos que permitam um amadurecimento social, político, jurídico, moral, deste assunto inconclusivo para as ciências modernas, especialmente em suas origens, que extrapola a religião e que diz respeito ao ser humano, a família e a sociedade como um todo.

Na verdade, todo mundo pré-concebe, ou seja, concebe de antemão, tem concepções pré-definidas sobre determinados objetos ou assuntos, já que todo mundo tem conceito, isso se refere a idéias políticas, religiosas ou esportivas. A própria ciência tem concepções pré-definidas como ponto de partida para seus experimentos.

O problema é quando esse conceito é usado de forma desrespeitosa e destrutiva.

Mesmo as pessoas com tendência homossexual têm PRE- conceitos acerca do machismo, dos neonazistas que erradamente os perseguem e até mesmo da Igreja e de suas posições.

A Igreja tem o direito de impor suas crenças e conceitos para o mundo?

A igreja não impõe suas crenças e valores ao mundo, porém não pode deixar de afirmar aquilo que crê.

Ela retira principalmente da revelação Divina, das sagradas escrituras e de sua tradição milenar sua percepção, sem deixar de ser decisivamente influenciada pela lei natural que referenda e confirma essa posição, além do reforço das ciências humanas que estudam o problema.

Por causa do assunto hoje muito debatido, talvez até pareça que a posição da Igreja sobre o assunto é nova. Não é! Sua posição tem base histórica e bíblica. Seu magistério, em tempo algum, entendeu a homossexualidade como sendo normal (Ou seja, dentro da norma social, sexual e humana.) é uma posição que foi se firmando em dois mil anos!! Não é uma opinião de algumas pessoas da Igreja, mas é aquilo que lhe foi revelado pelo seu Senhor e continuamente reafirmado em épocas e culturas diferentes onde a igreja se fez e se faz presente. O fato desta posição ser milenar não significa que ela seja velha mas de que é solida,não mutável,consistente.As verdades naturais sobre o Homem não mudam com o tempo.Matar é errado em qualquer época,por exemplo.

Em respeito à sua missão e a defesa da verdade que ela crê a Igreja sempre terá essa posição. Ou seja, esse é seu conceito e sua crença! Ninguém pode lhe retirar esse direito nem lhe cercear a liberdade de falar sobre o assunto de forma clara, mesmo que isso cause certos desconfortos. A Igreja também tem “grandes desconfortos” com muitas posições que o “mundo”defende.Ela respeita o direito de expressão, porém reserva-se no direito também de discordar dentro da lei,das  normas sociais e dos princípios de convivência democráticos que regem as sociedades” livres”.

Quais alguns Conceitos da Igreja a esse respeito?

-A homossexualidade se reveste de formas variadas no tempo e nas culturas humanas;

-Sua Gênese psíquica continua amplamente inexplicada;

-Os atos de Homossexualidade são intrinsecamente desordenados; São contrários a lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira;

-Um número não negligenciável de homens e mulheres apresentam tendências homossexuais profundamente enraizadas;

-As Pessoas com essa dificuldade devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza, não podem ser discriminadas, já que a questão não são as pessoas em si, mas a tendência assumida e o comportamento imoral que muitas vezes deriva disso;

-O matrimonio não é uma união qualquer entre duas pessoas, mas a união de duas pessoas de sexos diferentes, fundado pelo criador com natureza, propriedades essenciais e finalidades definidas.

-A união de dois homens ou mulheres entre si, não respeita esses princípios antropológicos, religiosos e naturais, mesmo que se queira dar uma legitimação jurídica a esse tipo de união.

-As pessoas que tem tendência homossexual,se cristãs, são chamadas a realizar a vontade de Deus em suas vidas e unir ao sacrificio de Jesus na cruz as dificuldades por causa de sua condição.Como qualquer cristão,são chamadas à castidade e,pelas virtudes de autodominio,deixarem-se educar para a liberdade interior em busca, gradual e firme, da perfeição cristã.

Também é senso comum dentro da experiência pastoral da Igreja que:

-As pessoas não têm culpa de serem homossexuais, não se trata de doença e o tema não é tão simples como parece. É complexo pela correlação de realidades humanas, psicologias e espirituais envolvidas em cada pessoa que tem a tendência, muitas sofrem com a rejeição social e desejam sinceramente mudar, embora existam aqueles que” se sentem bem” com o assumir-se homossexual, negam a si a possibilidade de mudança e combatem aqueles que acreditam nesta possibilidade- REAL- de mudança ou “reversão”.

-Não existe nenhuma evidência cientifica conclusiva que se trata de um problema de origem genética. E mesmo que fosse apenas reforçaria a razão e o senso comum de que o ser humano é livre, capaz de Deus e que pode batalhar pela sua normalidade afetivo-sexual;

-Não se pode crer em uma visão determinista do homem, isso fere sua dignidade e rouba-lhe a responsabilidade de construir com autêntica liberdade seu destino. Embora se saiba que a tendência homossexual não é uma opção ou escolha, existem, todavia, escolhas livres de comportamentos, estilos de convivência social e opções inteligentes e racionais de valores de sustentação capazes de dar sentido à própria vida.

-Os atos cometidos por todas as pessoas, homossexuais ou heterossexuais, não são moralmente neutros, eles tem repercussões em si, nos outros e na sociedade como um todo. Os valores morais também não são valores exclusivos das religiões mas valores das sociedades de todos os tempos.(das ciências como o Direito,por exemplo,que analisa sempre em muito de seus julgamentos “a moralidade dos atos humanos” em uma perspectiva não religiosa)

-A homossexualidade não é imutável. Não se nega que é desafiante conviver com ela, porém se afirma a crença na graça de Deus e do homem sob esta graça, capaz de reordenar o desordenado. Quando se quer sinceramente, quase sempre se consegue. A Igreja tem testemunhos disso em sua história..

-Além da questão religiosa e moral o tema toca em assuntos delicados e sérios para a sociedade como um todo – e não apenas para a Igreja! Como a adoção de crianças por casais homossexuais; a união civil entre gays; a identidade de gênero que atinge o processo educativo das crianças e adolescentes ao afirmar de que o gênero, ou o sexo de cada pessoa, não é natural e que é questão de escolha pessoal; A liberdade de discordar sendo encarada como “homofobia” gerando possibilidades de processos judiciais cerceando o direito constitucional, humano e democrático de expressar opinião. Não concordo com nenhuma palavra sua, mas darei minha vida pelo direito de dizê-la”, do não católico iluminista Francês ,Voltaire. Essa frase traduz bem o que se entende por liberdade de expressão nesta situação.

Por outro lado essa liberdade,que deixaria de ser autêntica liberdade,não pode ser usada para encobrir ou justificar a intolerância, preconceito, agressão física, moral, o desprezo e tantas coisas erradas que se fazem contra as pessoas que tem tendência homossexual assumida, agressões inadmissíveis e que não poderão ser aprovadas em nenhuma circunstância.

Essas questões são debatidas hoje no mundo todo.A Igreja participa desta discussão iluminando a consciência dos legisladores e eleitores,católicos e não católicos.É sua missão.

-Sempre existiu homossexualidade na história humana, em todas as culturas, tempos e instituições, como também sempre existiu adultério, intolerância, perseguição, injustiça… Ou seja ,isso não pode ser usado como ponto de reforço da inevitabilidade ou suposta normalidade da homossexualidade. Poderia se dizer nesta mesma linha de raciocínio que sempre existiu a união natural do homem com a mulher na história humana, como contra-argumento à busca de normalização da homossexualidade na história. O fato de ser freqüente afirma que é comum mas não que é normal ou normativa na grande maioria das civilizações.

-A palavra de Deus quando trata do assunto é clara e sempre afirma a prática homossexual como desordenada. As sagradas escrituras, embora escritas em tempos históricos diferentes, tem posições morais que não são mutáveis com o tempo,já que se trata da palavra de Deus divinamente inspirada. Respeita-se, claro, o direito das pessoas não católicas crerem nisso ou não, Mas nós católicos cremos de verdade nisso!

Deve se respeitar as pessoas como elas são, é pura verdade, mas isso não significa concordar com a forma como elas agem e vivem. Isso funciona de forma normal na sociedade e é aceita por todos. Não concordar aqui não significa perseguir, mas também não se omitir em afirmar no que se crê e propor uma vida diferente:

Propor.

A pessoa pode aceitar ou não. Não negamos, contudo, que torcemos com todas as nossas forças que ela aceite!

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Pedofilia e sacerdotes.Desfazendo mitos.

terça-feira, maio 26th, 2009

Os erros e fragilidades de alguns membros da Igreja na área da sexualidade tem dado margem a muitos comentários maldosos e sem fundamento sobre o assunto,principalmente no que diz respeito à Pedofilia.

Como esclarecimento e ampliação do debate desta questão delicada,não só para a Igreja, mas também para toda a sociedade – vítima desta terrível deformação humana ,fruto do pecado e da ausência de Deus-postamos  perguntas e respostas que desfazem alguns mitos sobre o assunto em relação aos sacerdotes supostamente envolvidos e colocam as coisas em seu devido lugar.

***

Mito 1: ” Pelo o que foi divulgado,é mais provável que Sacerdotes católicos sejam pedófilos em maior quantidade,comparando com outros grupos de homens..”.

Isto é falso. Não existe evidência alguma de que os sacerdotes pelo seu chamado particular estejam mais inclinados a abusar de crianças que outros grupos de homens.

O uso e abuso de crianças como objeto de satisfação sexual por parte dos adultos é epidêmico em todas as classes sociais, profissionais, religioso e grupos étnicos ao redor do mundo, segundo demonstram claramente as estatísticas sobre a pornografia, incesto e prostituição infantil.

A pedofilia (abuso de crianças e pré-adolescentes) entre padres é extremamente rara, pois afeta somente 0,3 % de todo o Clero Católico. ( cifra citada no livro Pedophilia and Piresthood (Pedofilia e sacerdócio, escrita por um estudioso não católico chamado Philip Jenkins).

A pedofilia é um tipo particular de desordem sexual compulsiva na qual uma adulto (homem ou mulher) abusa de crianças. A grande maioria dos escândalos sexuais do clero que estão aparecendo não entram propriamente na categoria de pedofilia. A maioria deve ser qualificada como efebofilia ou atração homossexual a adolescentes. Ainda que o número total de Sacerdotes que cometem abuso sexual é muito mais alto que os que são culpados de pedofilia, a cifra total fica ainda por baixo dos 2% que é semelhante à porcentagem que se dá entre os homens casados. (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Pela ocasião aos ataques a Igreja, outros grupos religiosos e instituições não religiosas admitiram ter problemas semelhantes tanto de pedofilia como de efebofilia entre as filas de seus cleros pessoais.

Não existem evidências de que a pedofilia seja mais comum entre o Clero Católico, que entre os ministros protestantes, os líderes judeus, os médicos ou os membros de qualquer outra instituição na quais os adultos ocupem posições de autoridade sobre as crianças.

Mito 2: “O estado de celibato dos sacerdotes conduz a prática da pedofilia”.

O Celibato não é causa de nenhuma prática sexual desviada, dentre as quais se inclui a pedofilia. De fato, em comparação com os Sacerdotes, a probabilidade que os homens casados abusem sexualmente de crianças é praticamente igual (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Entre a população em geral, a maioria dos transgressores pedófilos são homens reincidentes que abusam sexualmente de meninas.

Também existem mulheres que cometem este tipo de abusos sexuais. Embora seja difícil obter estatísticas exatas sobre o abuso sexual de crianças, os traços característicos dos que repetidamente cometem abuso sexual com crianças tem sido bem descritos.

O perfil dos molestadores sexuais de crianças nunca incluiu adultos normais que se sentem atraídos eroticamente por crianças por resultado de abstinência. (Fred Berlin, Compulsive Sexual Behaviors, in Addiction and Compulsion Behaviors [Boston: NCBC, 1998]; Patrick J. Carnes, Sexual Compulsion: Challenge for Church Leaders, in Addiction and Compulsion; Dale O’Leary, Homosexuality and Abuse).

Mito 3: “Se os Sacerdotes se casassem, desaparecia a pedofilia e outras formas de conduta sexual desviada”.

Algumas pessoas, incluindo alguns dissidentes católicos, andam a expressar seu descontentamento em público, se aproveitando desta situação para promover seus próprios interesses. Como resposta aos escândalos, alguns exigem que o clero seja casado como se o matrimônio fizesse com que “certos” homens deixassem de molestar sexualmente as crianças. Esta afirmação é desmentida com as estatísticas mencionadas anteriormente sobre o fato de que, comparando com os sacerdotes celibatários, é igualmente comum a tendência de que homens casados abusem de crianças. (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Dado que, não ser católico e nem ser celibatário, predispõe uma pessoa a cair em pedofilia, um clero casado não resolveria o problema (Doctors call for pedophilia research, The Hartford Currant, March 23).

O fato é que homens saudáveis não andam por aí a cair em atração erótica a crianças por causa de sua abstinência.

Mito 4. “O Celibato sacerdotal é invenção da Igreja”.

Na Igreja Católica do Ocidente, o celibato se pratica universalmente a partir do Século IV, começando com a adoção que Santo Agostinho fez a disciplina monástica para todos os seus sacerdotes. Além das muitas razões praticas para adotar esta disciplina, se supunha que era um bom meio para evitar o nepotismo e o estilo de vida celibatária permitia aos sacerdotes serem mais independentes e disponíveis. Este ideal era também uma oportunidade para que os sacerdotes dessem também testemunho do mesmo estilo de vida que seus irmãos monges. A Igreja não tem mudado as normas do celibato, porque com o passar dos séculos se tem dado conta do valor pratico e espiritual que possui (Paulo VI, Carta Encíclica sobre o Celibato Sacerdotal, 1967).

Cristo revelou o verdadeiro valor e significado do celibato. Os sacerdotes católicos, desde São Paulo até o presente tem se imitado na total doação de si mesmos a Deus e aos demais vivendo em celibato. Embora Cristo tenha elevado o matrimônio ao nível de sacramento que revela o amor e a vida da Santíssima Trindade, Ele foi também testemunha viva da vida futura.

Os sacerdotes celibatários são para nós testemunhas vivas desta vida futura na qual a unidade e o gozo do matrimonio entre um homem e mulher são superpostos pela perfeita e amorosa comunhão com Deus. O Celibato entendido e vivido adequadamente libera a pessoa para amar e servir como Jesus Cristo.

O celibato bem vivido tem sido um testemunho mais poderoso do sacrifício amoroso de homens e mulheres que se oferecem a si mesmos para servir a deus e a seus irmãos em suas comunidades.

Mito 5: “Mulheres sacerdotes” ajudariam a solucionar o problema.

Não existe nenhuma conexão lógica entre o comportamento desviado de uma pequena minoria de sacerdotes varões e a inclusão clerical de mulheres. Embora seja verdade que, segundo mostram as estatísticas sobre abuso de crianças, é mais comum que homens abusem,é fato, porém que existem mulheres que molestam sexualmente crianças.

Em 1994, o “National Opinion Research Cente”r demonstrou que a segunda forma mais comum de abuso sexual de crianças era de mulheres que abusavam de meninos. Para cada três homens molestadores sexuais de crianças, uma é mulher. As estatísticas sobre as mulheres que abusam sexualmente são mais difíceis de obter porque o crime é mais oculto (entrevista com Dr. Richard Cross, “Uma questão de caráter”, National Opinion Research Center, cf. carnes).  Além disso, é muito improvável que suas vitimas mais freqüentes, as crianças, reportem o abuso sexual, especialmente quando o agressor é uma mulher (O’Leary, Child Sexual Abuse).

Existem razões pelas quais a Igreja não pode ordenar sacerdotes mulheres, O debate sobre a ordenação de mulheres não está relacionado ao problema de pedofilia e nem com outras formas de abusos sexuais.

Mito 6: “A homossexualidade não está ligada com a pedofilia”.

Isso é simplesmente falso. É três vezes mais provável que os homossexuais sejam pedófilos que homens heterossexuais. Ainda que a pedofilia seja um fenômeno extremo e raro, um terço dos homens homossexuais sentem atração por adolescentes (Jenkins, Pedophilia and Priests).

A sedução de adolescentes homens por parte de homossexuais é um fenômeno bem documentado. Esta forma de comportamento desviado é o tipo mais comum de abuso ocorrido por sacerdotes e esta diretamente relacionado com o comportamento homossexual.

A atitude da Igreja por quem tem o problema de atração homossexual se tem caracterizado pela Compaixão e também pela firmeza constante em sustentar o ponto de vista de que a homossexualidade é objetivamente desordenada e que o matrimônio entre um homem e uma mulher é o único contexto próprio para o exercício da atividade sexual.

Mito 7: “A hierarquia Católica não tem feito nada para solucionar a pedofilia”

Esta afirmação é sem dúvida,falsa.

Quando o Código de Direito Canônico foi revisado em 1983, se acrescentou uma passagem importante:

Cânon 1395, 2 “O clérigo que comete de outro modo um delito contra o sexto mandamento do Decálogo, quando este delito tiver sido cometido com violência, ameaças, publicamente ou com um menor que não tiver completo dezesseis anos de idade, deve ser castigado com penas justas, sem excluir a expulsão do estado clerical, quando o caso o requeira.”.

Mas certamente, não é o único que a Igreja tem feito. Os bispos, começando com o Papa Paulo VI em 1967, publicaram uma advertência aos fiéis sobre as conseqüências negativas da revolução sexual. A Enciclica Papal Sacerdotalis Coelibatus (sobre o celibato sacerdotal), tratou o tema do celibato sacerdotal no meio de um ambiente cultural que exigia maior “liberdade” sexual. O Papa voltou a reafirmar o celibato ao mesmo tempo em que apelava aos bispos para que assumissem responsabilidade pelos “Irmãos sacerdotes afligidos por dificuldades que põem em perigo o dom divino que foi recebido”.Aconselhava os bispos que buscassem ajuda para estes sacerdotes, ou, em casos graves, que pedissem a dispensa para os sacerdotes que não podiam ser ajudados. Além disso, lhes pediu que fossem mais prudentes ao julgar sobre a aptidão dos candidatos ao sacerdócio.

Em 1975, a Igreja Publicou outro documento chamado Declaração sobre certas questões sobre ética sexual (escrito pelo cardeal Joseph Raztinger) que tratava explicitamente, entre outros assuntos, o problema da homossexualidade entre os sacerdotes.

Tanto o documento de 1967 como o de 1975 tratam o tema dos desvios sexuais, incluindo a pedofilia e a efebofilia, que são especialmente freqüentes entre os homossexuais.

Como respostas aos escândalos, algumas dioceses estão criando comissões especiais para afrontar os casos de abuso de menores e também estão criando grupos de defesas das vitimas e também reconhecendo oficialmente que se deve atender imediatamente qualquer acusação legitima.

Na mesma linha, recentemente a Congregação para a educação católica lançou a instrução sobre os “critérios de discernimento vocacional acerca das pessoas com tendências homossexuais e da sua admissão ao seminário e às ordens sacras”, onde aborda de forma direta essa questão delicada e séria.

Mito 8: O ” Ensino da Igreja sobre a moralidade sexual é o verdadeiro problema no caso de pedofilia.”

O Ensino da Igreja sobre a Moralidade sexual se baseia na dignidade da pessoa humana e na bondade da sexualidade humana. Este Ensinamento condena o abuso de crianças em todas suas formas, o mesmo que condena outros crimes sexuais repreensíveis como a violação, incesto, pornografia infantil e a prostituição infantil. Em outras palavras, se estes ensinamentos fossem vividos não existiria o problema da pedofilia.

A crença de que este ensinamento conduz a pedofilia se baseia numa falsa concepção ou em uma deliberada falsa interpretação da moral sexual católica.

A Igreja reconhece que a atividade sexual sem o amor e o compromisso que se dá somente pelo matrimônio, diminui a dignidade da pessoa humana e ao fim das contas é destrutiva.

No que se refere o celibato, séculos de experiência tem provado que homens e mulheres podem absterem-se da atividade sexual ao mesmo tempo em que se realizam plenamente vivendo uma vida santa e cheia de sentido.

Mito 9: “O requisito do celibato limita o número de candidatos ao sacerdócio, resultando em um número alto de sacerdotes sexualmente desequilibrados”.

Em primeiro lugar, não existe um “alto número de sacerdotes sexualmente desequilibrados”. De novo afirmamos que a grande maioria dos sacerdotes são normais, saudáveis e fieis. Cada dia demonstram que são dignos da confiança daqueles cuidados que lhes foram confiados.

Em segundo lugar, quem não se sentir chamado a uma vida de celibato está de fato excluído de poder ser sacerdote católico. De fato, a maioria dos homens não é chamado a ser celibatário. Sem dúvida,alguns são chamados e dentre eles, alguns estão chamados por Deus ao sacerdócio.

A vocação sacerdotal, como o matrimonio, requer o livre consentimento de ambas as partes.

Portanto, a Igreja deve discernir se um candidato é verdadeiramente digno e apto mental, física e espiritualmente para comprometer-se a uma vida de serviço sacerdotal. O desejo que um candidato tem de ser sacerdote não constitui por si mesma uma vocação.

Os diretores espirituais e vocacionais conhecem agora melhor que nunca as deficiências de caráter que faz de um candidato, em outros campos qualificando, não ser apto para o sacerdócio.

***

Fonte: Apologética (Espanha) Autor: Deal Hudson, Crisis magazine

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Aids:Uma resposta aos teóricos e críticos da Igreja.

terça-feira, maio 12th, 2009

O verdadeiro método para vencer a AIDS é fazer com que as pessoas se sintam amadas

Discutir o problema da Aids a partir da redação dos jornais e dos escritórios políticos das diversas instituições européias é uma coisa; discuti-lo tendo diante dos olhos a situação de dezenas de mulheres soropositivas, e de seus filhos que foram contagiados, é toda uma outra coisa. Rose Busingye dirige o Meeting Point de Kampala,Uganda, África. um lugar de renascimento para 4 mil pessoas, entre doentes e órfãos, que de outro modo estariam condenados a viver no silêncio e no abandono o destino dos marcados pelo HIV. Neste local de intensa humanidade, as polêmicas sobre o uso do preservativo para abater o flagelo da Aids chegam como um eco de longe.

Rose, que efeito tem em você ouvir tantas vozes polêmicas em torno de um problema com o qual a senhora luta todos os dias?

Quem alimenta a polêmica em torno das declarações do Papa deve, na realidade, entender que o verdadeiro problema da difusão da Aids não é o preservativo; falar nisso significa parar nas consequências e não ir nunca à origem do problema. Na raiz da difusão do HIV está um comportamento, está um modo de ser. E, além disso, não nos esqueçamos de que a grande emergência é conseguir formas de cura para as tantas pessoas que já contraíram a doença, e para aquelas o preservativo não serve.

Porém, continua o fato de que, de qualquer modo, se pode fazer qualquer coisa para evitar que o contágio se difunda ulteriormente: neste caso, a prevenção não é um instrumento útil?

Retomo um exemplo, para fazer entender como, verdadeiramente, por vezes não nos damos conta da situação na qual vivemos na África. Há algum tempo atrás, vieram alguns jornalistas para fazer uma reportagem sobre a atividade do Meeting Point: viram a condição das mulheres soropositivas que estão aqui e se comoveram. Decidiram então fazer-se úteis, fazendo um pequeno gesto para elas: presentearam-nas com algumas caixas de preservativos. Vendo isto, uma das nossas mulheres, Jovine, os olhou e disse: “Meu marido está morrendo e tenho seis filhos que, em pouco tempo, serão órfãos: de que me servem estas caixas que vocês me dão?”. A emergência daquela mulher e de tantíssimas outras como ela, é ter alguém que a olhe e diga: “mulher, não chore!”. É absurdo pensar em responder à sua necessidade com uma caixa de preservativos, e o absurdo está em não ver que o homem é amor, é afetividade.

E quanto às pessoas que possam ter relações com outras e difundir o contágio?

Também aí vale o mesmo discurso: é necessário, antes de tudo, olhar a humanidade deles. Uma vez, estávamos falando aos nossos meninos da importância de proteger os outros, de evitar o contágio; um deles se pôs a rir, dizendo: “mas que me importa quem são os outros? Quem são as mulheres com quem saio?”. E um outro dizia: “também eu fui infectado, e agora?”. A Aids é um problema como todos os problemas da vida, que não se pode reduzir a um particular. É necessário, antes de tudo, partir do fato de que é preciso ser educado também no viver a sexualidade. Mas a educação remete à descoberta de si mesmo: a pessoa que é consciente de si, sabe que tem um valor que é maior que tudo. Sem a descoberta deste valor – de si e dos outros – não há nada que tenha. Também o preservativo, ao final, pode ser bem utilizado apenas por uma pessoa que tenha descoberto qual o valor do humano, se ama verdadeiramente e se é amada. Pensa-se talvez que onde o preservativo é distribuído não prossegue o contágio da Aids? Enfim, em certos casos o discurso do preservativo, nas condições nas quais nos encontramos, pode parecer até ridículo.

Em que sentido?

Há poucos dias, por exemplo, mostramos a nossas mulheres o que é o preservativo, explicando inclusive as instruções de uso: antes de usá-lo deve-se lavar as mãos, não deve haver pó, deve ser conservado a uma certa temperatura. Foram eles mesmo que me interromperam: lavar as mãos, quando para ter um pouco de água devemos andar vinte quilômetros a pé? E depois tem o problema do pó: até mesmo um grão qualquer pode ser perigoso e arriscar o rompimento do preservativo. Mas, essas mulheres quebram pedras da manhã à noite, e têm a pele das mãos secas, rachadas e duras como a rocha! Por isso, digo que se fala sem conhecer minimamente o problema e as condições na qual nos encontramos.

À luz desta difusa ignorância em relação aos problemas reais das pessoas que vivem na África, que efeito têm as polêmicas contra o Papa?

O Papa não faz outra coisa que defender e sustentar justamente aquilo que serve para ajudar esta gente: afirmar o significado da vida e a dignidade do ser humano. Aqueles que o atacam têm interesses a defender, enquanto que o Papa não os tem: nos quer bem e quer o bem da África. Não é dele que vêm as minas que lançam para os ares nossos meninos, nossas crianças que viram soldados, que se encontram amputados, sem orelha, sem boca, incapazes de deglutir a saliva: e a eles o que damos, os preservativos?

De fato, a Aids não é o único problema que atinge a África.
Existem muitíssimos outros problemas e situações trágicas sobre as quais há total indiferença. Quando, há alguns anos, ocorreu o genocídio em Ruanda, todos estavam observando. Aqui perto existe um país pequeníssimo, que podia ser protegido e nada foi feito: lá estavam os meus parentes e morreram todos de modo desumano. Ninguém se moveu e agora vêm aqui com os preservativos. Mas, também no nível das doenças, vale o mesmo discurso: por que não nos trazem as aspirinas ou os remédios contra malária? A malaria é uma doença que aqui vitima mais pessoas que a Aids.

Qual a situação de agora, na Uganda, em relação à difusão da Aids?

Em Uganda se estão fazendo grandes progressos e o nosso presidente está trabalhando muito bem e obtendo ótimos resultados. O seu método não é apostar na difusão dos preservativos, mas na educação: instituiu um ministério para isso e colocou pessoas nas vilas de analfabetos para educá-las a uma mudança de vida. A esposa do presidente esteve aqui conosco há pouco tempo e disse com força que o verdadeiro ponto que pode fazer mudar a situação é parar de viver como os cães e os gatos, que devem sempre satisfazer a seus instintos; e falou do fato que o homem é dotado de razão, que o faz responsável por aquilo que realiza. Se o homem continua ligado ao instinto como um animal, dar a ele um preservativo não serve a nada. Mudar as condutas. Este é o método que está dando resultados e teve como consequência o fato de que a difusão da Aids em Uganda baixou de 18% a 3% da população. O método funciona e o coração do método é fazer de um modo tal que as pessoas se sintam queridas. O vemos aqui, no Meeting Point: quando as pessoas chegam aqui não querem mais ir embora.

***

Uganda tem sido o país do Mundo com os maiores índices de sucesso no combate a AIDS,informação que não é divulgada, por razões óbvias, nos meios de comunicação.

É também um dos países mais pobres da África

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Católicos Ressuscitados!

terça-feira, abril 14th, 2009

Veja a charge ao lado.

Quando o maior jornal francês “Le Monde” publicou uma caricatura blasfema ridicularizando Nosso Senhor Jesus Cristo e o Papa, Os fiéis  americanos ,motivadas por inúmeras instituições Católicas pediram a seus amigos e simpatizantes ao redor do mundo todo para protestar.

O jornal esquerdista não esperava pela avalanche de protestos que se seguiram.

“A palavra clamor é fraca. Esta foi uma verdadeira tempestade, ou melhor, um furacão, um tsunami de protestos exigindo que o jornal se retrate”, comenta a repórter do jornal, Véronique  Maurus.

O ataque do “Le Monde” foi uma das muitas, em resposta a uma declaração do Papa Bento XVI durante sua visita à Africa,onde Sua Santidade reafirmou o ensino sobre castidade e uso de preservativos.

No mesmo dia, os norte-americanos começaram a preparar uma campanha de esforço mundial pedindo a seus amigos e assinantes do blog  para enviar mensagens de protesto para o jornal francês.

Fiéis católicos ofendidos pelas caricaturas responderam em tão grande número que em um determinado momento 500 e-mails de protesto por hora ameaçaram fazer cair  o servidor do jornal na internet.

Dia 27 de março, oito dias após a infame caricatura, o Le Monde publicou um artigo de Véronique Maurus sobre a extensão dos protestos.

Reconhecendo a eficácia do protesto, “É sacrilégio!” é o título do artigo que reconhece o impacto da campanha e mostra surpresa pela reação católica. Achando um tanto quanto inesperado encontrar católicos disponíveis para defesa da Fé, ela afirma no seu artigo “Cordeiro de Deus pode morder!”

Os e-mails de protesto começaram a chegar logo após a publicação. Um fio de água num primeiro momento, logo depois, centenas, em seguida, milhares de e-mails. O ápice foi na festa da Anunciação, 25 de março, quando os e-mails estavam chegando a uma taxa de “500 por hora.”

Uma reação como esta nunca fora vista antes, ela afirma. O volume de protestos inundaram o servidor do jornal, forçando-os a uma corrida para encontrar um servidor auxiliar para lidar com tamanho volume.

O grito era mundial com e-mails, muitas vezes em Inglês, dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Grã-Bretanha, Irlanda, Alemanha e Espanha.

O próprio cartunista que assina como Plantu, nunca recebeu tal reação contrária a qualquer uma de suas obras. No entanto, apesar da evidente ofensa, o documento defende-se afirmando que não querem ofender ninguém na fé religiosa, e afirma também que continuará a publicar caricaturas ofensivas.

O diretor do jornal, Alain Frachon alegou que se deve respeitar a “sagrada liberdade de expressão”.

Fonte: Blog: The America Needs Fatima Blog

E nós católicos Brasileiros, como reagimos?

Será que não precisamos ser mais afirmativos em nossa fé e na exigência de respeito daqueles valores que nos são sagrados?

Em tempo..não sei se você reparou BEM na charge..é Jesus distribuindo preservativos dentro de uma barca,para sacerdotes.

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