Posts Tagged ‘Células tronco embrionárias’

* EUA: Juiz restringe verba para células-tronco de embrião nos EUA.

terça-feira, agosto 24th, 2010

Folha de São Paulo

Um tribunal distrital dos EUA emitiu, ontem (23), uma liminar que impede financiamento federal para pesquisas com células-tronco embrionárias.

A decisão representa um revés para o governo do presidente Barack Obama, que flexibilizou as regras sobre esses estudos como uma de suas primeiras medidas.

A liminar é resultado de um processo de junho deste ano, patrocinado por pesquisadores e alguns grupos cristãos que se opõem à pesquisa com embriões.

Eles argumentam que a política dos Institutos Nacionais de Saúde viola as leis americanas e reduz os financiamentos para pesquisadores que queiram trabalhar com células-tronco adultas.

O juiz do caso, Royce Lamberth, afirma que concedeu a liminar porque o processo tinha grandes chances de sucesso. Ele entendeu que a pesquisa desrespeita a lei que proíbe o uso de financiamento federal para destruir embriões humanos.

“A pesquisa [com células-tronco embrionárias] é claramente um estudo onde o embrião é destruído”, escreveu Lamberth em seu parecer.

A lei em questão é a chamada emenda Dickey-Wicker, que o Congresso acrescenta à legislação do orçamento todo ano. Ela bane o uso de qualquer financiamento federal para destruir embriões humanos.

Vários pesquisadores da área protestaram contra a decisão do juiz, alegando que não conseguirão tornar real a promessa terapêutica das células embrionárias, que podem dar origem a todos os tecidos do corpo.

Embora os cientistas financiados com verbas privadas possam pesquisar livremente, a decisão deve ter um grande impacto, pois o financiamento federal é muito significativo em estágios tão básicos de pesquisa.

A Casa Branca, o Departamento de Estado e os institutos de saúde ainda não comentaram a decisão.

A administração Obama pode recorrer da liminar ou mesmo tentar alterar a lei.

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* Decisão encerra luta jurídica sobre célula embrionária no país.

quarta-feira, agosto 18th, 2010

O Diário Oficial da União publicou anteontem a decisão definitiva do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a legalidade do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas.

A notícia é de Sabine Righetti e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 18-08-2010.

A publicação indica o chamado “trânsito em julgado” do processo, ou seja, quando não é mais possível entrar com recursos para questionar a decisão do Supremo, anunciada em maio de 2008.

Na ocasião, o STF concluiu, mediante votação, que o uso científico de células-tronco embrionárias, originadas de embriões congelados, não é inconstitucional, pois não caracteriza aborto.

“Alegava-se que o uso desses embriões estava destruindo vidas. No entanto, 95% dos embriões congelados, se usados, não gerariam vida”, afirma a geneticista da USP, Mayana Zatz.

O assessor jurídico da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Paulo Leão, ressalta, no entanto, que o STF não se posicionou a favor ou contra essas pesquisas.

“O Supremo apenas diz que não é inconstitucional. O ministro Gilmar Mendes mostrou que nossa legislação sobre o tema é insuficiente”, analisa. Para ele, “o debate ético sobre as pesquisas continua em aberto”. A Igreja Católica condena os estudos.

A ação questionando a constitucionalidade das pesquisas partiu da Procuradoria Geral da União, com a participação de instituições que questionam as pesquisas, como a CNBB. O processo começou a tramitar em 2005. Agora, será arquivado.

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* Pesquisas com células-tronco embrionárias: uma paralítica se opõe.

sexta-feira, julho 16th, 2010

Fonte:  “Contra o Aborto

Chelsea Zimmerman é o nome desta jovem da foto ao lado. Paralítica do tórax para baixo desde a adolescência após um acidente de carro, ela leva, como ela mesma diz, uma vida relativamente normal.

Chelsea estuda, faz trabalhos voluntários, dirige e é uma ativista pró-vida, entre outras coisas. Ela tem um blog, “Reflections of a Paralytic” no qual aborda assuntos variados: catolicismo, Teologia, Ética, etc. Além, é claro, de informações pró-vida.

Um dos assuntos sobre os quais Chelsea se debruça são as pesquisas envolvendo células-tronco, adultas ou embrionárias, assunto sobre o qual ela mantém até mesmo um outro blog.

Recentemente ela foi convidada a falar a um programa da EWTN, uma conhecida rede de TV católica dos EUA.

No dia de sua entrevista, Chelsea fez uma postagem em seu blog cujo título era “Porque me oponho a pesquisas com células-tronco embrionárias”. Abaixo, uma tradução livre de um pequeno e importante trecho.

“Por causa de minha deficiência, sou muito questionada sobre o que penso de pesquisas envolvendo células-tronco. Muitos cientistas acreditam que clonagem e pesquisas com células-tronco embrionárias possam levar a uma cura para vários tipos de doenças e deficiências. Já estudei muito sobre isto e sobre a parte ética das pesquisas de células-tronco e sei que, antes de tudo, há pouca ou nenhuma evidência que fundamente a idéia de que células-tronco embrionárias levarão a algum tipo de terapia ou cura que vários cientistas nos querem fazer crer. Após mais de 20 anos de experiências com células-tronco embrionárias em ratos e outros animais nenhum avanço levou cientistas a iniciarem testes em seres humanos. Na verdade, células-tronco embrionárias não obtiveram aprovação pelo órgão responsável (FDA) por não serem seguras para uso em testes clínicos com seres humanos, devido a serem propensas a tornarem-se cancerosas ou formarem cistos e tumores malignos.

Independente de que estes tratamentos sejam ou não efetivos, o fato é que, sejam criados através de fertilização in vitro ou através de algum processo de clonagem, embriões humanos são seres humanos em estágio inicial de desenvolvimento e destruí-los para obter células-tronco para pesquisa ou para tratamentos médicos é, na essência, matar um ser humano em benefício de outro. Toda vida humana é sagrada do momento da concepção até sua morte natural e intencionalmente destruir uma vida humana em qualquer estágio de desenvolvimento, independente de quão nobre esta intenção possa ser, diminui o valor de toda vida humana e é errado.”

Chelsea, envolvida diretamente na discussão sobre os limites éticos de pesquisas com células-tronco embrionárias, mostra-se muito mais honesta e ética que muitos cientistas que imaginam que a suposta autoridade de seus títulos acadêmicos e a busca desenfreada por dinheiro e fama podem atropelar a retidão moral.

Não, não podem.

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* Bispos europeus criticam a lei que protegeria animais mas não os embriões humanos.

domingo, junho 20th, 2010

A Comissão dos Episcopados da Comunidade Européia (COMECE) criticou duramente um projeto da diretiva da União Européia que busca proteger os animais em investigações científicas, mas que deixaria desprotegidos e totalmente disponíveis para experimentar com eles aos embriões humanos.

Em um comunicado dado a conhecer pelo L’Osservatore Romano, os prelados da Europa assinalam que “as experiências realizadas a partir de células embrionárias humanas não devem ser considerados uma alternativa às experiências com animais. Existe o perigo de cancelar a diferença entre animal e ser humano”.

Os bispos, que elogiaram o projeto para defender aos animais, expressam entretanto sua total oposição a que os embriões humanos fiquem desprotegidos e sejam usados para experiências científicas: “para defender aos animais, o texto atual estabelece que, quando for possível, será necessário usar um método ou uma estratégia de experimentação cientificamente satisfatória que não implique o uso de animais vivos. Esta fórmula muito geral permitiria, por exemplo, introduzir experimentos que utilizem células estaminais embrionárias humanas”.

“Como conseqüência –advertem os bispos– alguns estados membros europeus, que não têm uma legislação explícita sobre as células estaminais embrionárias humanas, poderiam ver-se constrangidos, em base a esta legislação, a aplicar métodos que utilizem tais células mesmo se este uso for muito controvertido desde o ponto de vista ético”.

Pelas razões expostas, os bispos da COMECE solicitam à UE “excluir explicitamente métodos alternativos de experimentação nos quais se implique o uso de células embrionárias e fetais humanas, respeitando assim a competência dos estados membros no que diz respeito às próprias decisões éticas”.

Finalmente os prelados pedem um debate honesto e aberto sobre as alternativas científicas “assim como sobre o assunto ético fundamental, que é a de saber se nossa sociedade prefere destruir e instrumentalizar embriões humanos para reduzir o número de experiências científicas com animais”.

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* Uso de células mãe embrionárias em humanos não tem futuro, afirma cientista.

sexta-feira, junho 11th, 2010
O catedrático de microbiologia da Universidade Complutense de Madrid (Espanha) e ex-presidente do Centro Superior de Investigações Científicas, César Nombela, considerou que a aplicação clínica em tratamentos para humanos das células mãe embrionárias “não tem futuro”.

Conforme assinala a organização espanhola HazteOir.org (HO), para o Dr. Nombela, assinante do Manifesto de Madrid e membro de Cívica (Associação de Investigadores e Profissionais pela vida) o crescimento das células mãe embrionárias é “muito difícil de controlar e apresenta ainda muitos problemas de compatibilidade com os pacientes”.

“Dos mais de três mil estudos registrados no mundo com células mãe, nenhum só está sendo realizado com células embrionárias. Todos são com células mãe adultas”, precisou.

“Com as embrionárias –continuou– só há alguma iniciativa para recolher linhas celulares das já existentes. A informação que se obteve delas é fascinante, mas há um problema ético de fundo, já que a investigação deve respeitar a vida humana do início embrionário. Em troca a investigação com células mãe da adulta avança a um ritmo vertiginoso e já há numerosas experiências com células mãe hematopoiéticas obtidas da medula óssea ou do cordão umbilical e, inclusive, com células mãe obtidas da gordura”.

O catedrático indicou ademais que “estes procedimentos são muito menos traumáticos,” e já começam a “expor alguns tratamentos para o sistema nervoso central”, por isso alentou a continuar as investigações “sempre com células mãe adultas, já que é a via mais imediata e segura de aplicar e a qual deve constituir uma grande prioridade para os investigadores de todo o mundo”.

Finalmente, Nombela destacou o tratamento com células iPS que “supõem uma tecnologia que permite, por modificação genética, reverter células diferenciadas do adulto a estados pluripotenciais, quer dizer, estados nas que as células se comportem de um modo parecido às células de origem embrionária ou às células adultas com mais troncalidade”.

“Esta tecnologia está avançando a um grande ritmo e está sendo aperfeiçoada com uma velocidade enorme; não obstante, ainda é necessário ser prudente, já que estas células ainda não foram provadas em fase clínica e ainda requerem de uns anos para sua potencial aplicação em tratamentos”, concluiu.

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* Avanço de cientistas norte-americanos poderá tornar obsoleta a pesquisa em células estaminais embrionárias.

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

Recentemente alguns cientistas fizeram uma grande descoberta usando o processo conhecido como reprogramação direta que torna ainda mais obsoletas as pesquisas com células-tronco embrionárias. Pesquisadores da Universidade Stanford School of Medicine em Palo Alto, no estado da Califórnia nos EUA, conseguiram transformar células da pele de um rato diretamente em células nervosas funcionais.

Com a aplicação de apenas três genes, as novas células fazem a mudança sem primeiro se tornar um tipo de células-tronco pluripotentes – como uma célula-tronco embrionária. Esse é um passo que há muito se considerava necessário para que as células adquiriram novas identidades.

“Nós induzimos ativa e diretamente um tipo de célula para torná-la um tipo de célula completamente diferente”, afirmou o Dr. Marius Wernig, MD, professor adjunto de patologia e um membro do instituto de Stanford para Biologia de Células estaminais e Medicina Regenerativa. “Esses neurônios são totalmente funcionais. Podem fazer todas as principais coisas que os neurônios no cérebro fazem.”, afirmou.

O Dr. David Prentice, um ex-professor de biologia da Universidade Estadual de Indiana agora associado com o Family Research Council, conversou com a agência dedicada à causa pró-vida“LifeNews.com” sobre a descoberta. Na entrevista ele afirma que “este é um avanço impressionante na capacidade de transformar as células em tecidos funcionais desejados”.

Ademais o Dr. Prentice assinalou que “células pluripotentes como as células-tronco embrionárias são difíceis de controlar, e há problemas de tumores para obter o tipo de célula final desejado, bem como os problemas éticos da destruição dos embriões humanos para obter as células pluripotentes”. “Com esta técnica de reprogramação direta indo diretamente de uma célula da pele à uma célula especializada do funcionamento do nervo, o processo evita a problemática intermédia e vai direto ao tipo de célula necessária. Eventualmente determinando as misturas corretas, qualquer célula disponível poderia ser transformada em outra célula”, disse ele à agência LifeNews.com. “Estes resultados são emocionantes.”, concluiu.

O Bioeticista Wesley J. Smith também teve coisas boas a dizer sobre o progresso ético. “Observe – este não é um sucesso de células-tronco adultas. É a programação direta de um tipo de célula diretamente em outro”, adverte. “Ainda há muito trabalho a ser feito antes que seja demonstrado que a técnica pode ser usada no trabalho clínico humano, alguns cientistas manifestam dúvidas, mas é um grande passo adiante. Boa ética produz boa ciência”, escreveu em seu blog Secondhand Smoke.

O Artigo original em inglês está em: http://www.lifenews.com/bio3043.html

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* Estudo de cientistas norte-americanos poderia tornar obsoleta a pesquisa em células estaminais embrionárias.

domingo, fevereiro 7th, 2010

Recentemente alguns cientistas fizeram uma grande descoberta usando o processo conhecido como reprogramação directa que torna ainda mais obsoletas as pesquisas com células-tronco embrionárias. Pesquisadores da Universidade Stanford School of Medicine em Palo Alto, no estado da Califórnia nos EUA, conseguiram transformar células da pele de um rato directamente em células nervosas funcionais.

Com a aplicação de apenas três genes, as novas células fazem a mudança sem primeiro se tornar um tipo de células-tronco pluripotentes – como uma célula-tronco embrionária. Esse é um passo que há muito se considerava necessário para que as células adquirissem novas identidades.

“Induzimos ativa e diretamente um tipo de célula para torná-la um tipo de célula completamente diferente”, afirmou o Dr. Marius Wernig, MD, professor adjunto de patologia e um membro do instituto de Stanford para Biologia de Células Estaminais e Medicina Regenerativa. “Esses neurónios são totalmente funcionais. Podem fazer todas as principais coisas que os neurónios no cérebro fazem.”, afirmou.

O Dr. David Prentice, um ex-professor de biologia da Universidade Estadual de Indiana agora associado com o Family Research Council, conversou com a agência dedicada à causa pró-vida “LifeNews.com” sobre a descoberta. Na entrevista ele afirma que “este é um avanço impressionante na capacidade de transformar as células em tecidos funcionais desejados”.

O Dr. Prentice assinalou ainda que “células pluripotentes como as células-tronco embrionárias são difíceis de controlar, e há problemas de tumores para obter o tipo de célula final desejado, bem como os problemas éticos da destruição dos embriões humanos para obter as células pluripotentes”. LifeNews.com. “Estes resultados são emocionantes.”, concluiu. “Com esta técnica de reprogramação direta indo diretamente de uma célula da pele à uma célula especializada do funcionamento do nervo, o processo evita a problemática intermédia e vai directo ao tipo de célula necessária. Eventualmente determinando as misturas correctas, qualquer célula disponível poderia ser transformada em outra célula”, disse ele à agência

O Bioético, Wesley J. Smith, também teve coisas positivas a dizer sobre o progresso ético. “Observe – este não é um sucesso de células-tronco adultas. É a programação direta de um tipo de célula diretamente em outro”, adverte. “Ainda há muito trabalho a ser feito antes que seja demonstrado que a técnica pode ser usada no trabalho clínico humano, alguns cientistas manifestam dúvidas, mas é um grande passo em frente. Boa ética produz boa ciência”, escreveu no seu blog Secondhand Smoke.

O Artigo original em inglês está em: http://www.lifenews.com/bio3043.html

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* “Pai” de célula embrionária diz que uso é sonho

segunda-feira, outubro 19th, 2009

Cauteloso, James Thomson, considerado o “pai” das células-tronco embrionárias humanas, afirma que nos próximos dez anos a grande aplicação delas será em testes de novas drogas.

O resto, como o uso contra doenças, por exemplo, ainda é um “sonho”, afirma ele.

Thomson está no Recife participando de um simpósio sobre o tema. Ele disse que não sentia que estava fazendo história no fim dos anos 1990, quando isolou pela primeira vez as células embrionárias.

“Durante um ano havia muito estresse. Para obter os resultados e publicar logo”, comentou Thomson.

Sobre as células iPS (células-tronco adultas que, reprogramadas, voltam ao estado embrionário), Thomson disse que “são um caminho forte para o futuro”, mas que ainda não se conhece o verdadeiro potencial delas.

***

Não seria mais um pesadelo, Sr James, pagar preço tão alto- mesmo em nome de algo licito e bom como salvar uma vida,matar uma outra??

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É legitimo matar para salvar?

terça-feira, julho 14th, 2009

da BBC Brasil

Uma equipe de cientistas de Newcastle, na Inglaterra, anunciou ter criado espermatozoides em laboratório pela primeira vez no mundo.

Os pesquisadores acreditam que, eventualmente, seu trabalho poderia ajudar homens com problemas de fertilidade.

espermatozoide Outros especialistas, no entanto, não se convenceram com os resultados. Em um artigo publicado pela revista especializada Stem Cells and Development, a equipe de Newcastle diz que seriam necessários pelo menos mais cinco anos até que a técnica seja aperfeiçoada.

Os cientistas começaram a pesquisa com linhagens de células tronco derivadas de embriões humanos doados após tratamentos de fertilização artificial.

As células tronco foram removidas dos embriões masculinos com poucos dias de vida e armazenadas em tanques de nitrogênio líquido.

As células tronco então foram trazidas à temperatura do corpo e colocadas em uma mistura química que estimulou seu crescimento. Elas foram “rotuladas” com um marcador genético para que os cientistas pudessem identificar e separar aquelas que dão origem a óvulos e espermatozoides.

As células tronco masculinas passaram pelo processo de meiose, dividindo pela metade seu número de cromossomos. As células sexuais (óvulos e espermatozoides) tem apenas 23 cromossomos, enquanto todas as outras células do corpo têm 23 pares de cromossomos, num total de 46.

O processo de criar e desenvolver os espermatozoides durou de quatro a seis semanas.

Os cientistas da Universidade de Newcastle afirmam que os espermatozoides criados no processo alcançaram maturidade e mobilidade, e produziram um vídeo documentando os resultados.

O professor Karim Nayernia, da Universidade de Newcastle e do NorthEast England Stem Cell Institute disse que “este é um avanço importante, já que vai permitir aos pesquisadores estudar em detalhes como os espermatozoides se formam e levar a uma melhor compreensão sobre a infertilidade entre os homens “ por que ocorre e o que a causaria”.

“Esta compreensão poderia nos ajudar a desenvolver novas formas de ajudar casais que sofrem de infertilidade para que possam ter um filho que seja geneticamente deles.”
“Isto também permitiria aos cientistas estudar como as células envolvidas na reprodução são afetadas por toxinas, por exemplo, ou por que meninos jovens com leucemia que passam por quimioterapia podem ficar inférteis para o resto da vida “ e possivelmente levar a uma solução.”

Mas o biólogo Allan Pacey, especialista em espermatozóides da Universidade de Sheffield, disse que não estava convencido de que os espermatozoides tenham se desenvolvido totalmente.

“A qualidade das imagens não tem resolução suficientemente alta e eu precisaria de mais dados. Eles são espermatozoides jovens, mas seriam necessários testes funcionais para saber exatamente o que foi alcançado.”

Os espermatozoides produzidos em laboratório não podem ser usados em tratamento de infertilidade, já que isso é proibido pelas leis britânicas. Os cientistas de Newcastle afirmam que são necessários pelo menos mais cinco anos para que a técnica seja aperfeiçoada.

A pesquisa também levantou algumas questões éticas. Josephine Quintavalle, do grupo Comment on Reproductive Ethics (Corethics), afirmou que “este é um exemplo de loucura imoral. Embriões humanos perfeitamente viáveis foram destruídos para a criação de espermatozoides sobre os quais haverá grandes questões sobre sua saúde e viabilidade”.

É tirar uma vida em ordem para, talvez, criar outra. Sou muito a favor de curar a infertilidade, mas não acho que você possa fazer o que quiser.”

***

É o que nós já sabemos: Com a “legalização” das experiências com células tronco embrionárias,qualquer coisa é possível e aceitável,infelizmente.

A Igreja não é contra o autêntico progresso,claro!

Porém não consiste progresso a “liberdade”,mesmo que amparada pela lei,para destruir embriões,com o fim de salvar vidas.Um meio mal não pode ser usado para um fim bom.

Essa é a verdade!

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