Posts Tagged ‘Cinema’

* Ator despedido por negar-se a fazer cenas de sexo agora produz série sobre sacerdote.

quinta-feira, agosto 19th, 2010

O ator católico Neal McDonough, que perdeu um papel na série Scoundrels da rede ABC, nos Estados Unidos, por negar-se a protagonizar cenas de sexo explícito, é agora o produtor e protagonista de uma nova série sobre a história de um policial que deixa o uniforme para converter-se em sacerdote.

O ator Neal McDonough, conhecido por suas atuações em filmes como Minority Report, séries como Desperate Housewives (Mulheres Desesperadas) e Band of Brothers, foi despedido pela cadeia ABC da produção televisiva Scoundrels por negar-se a filmar cenas de sexo explícito, algo que vai contra seus princípios católicos.

Embora a cadeia ABC dissesse que sua separação se deveu a “mudanças no elenco inicial”, diversos meios como LifeSiteNews.com informaram que a verdadeira razão foi sua negativa a realizar as polêmicas cenas.

A postura de McDonough não é nova. Casado e pai de três filhos, o ator já tinha rechaçado rodar cenas de sexo quando interpretava o marido da atriz Nicolette Sheridan na quinta temporada da série Mulheres se Desesperadas, também da ABC, assim como na série Boombtown da NBC.

Conforme se informou à imprensa, o ator decidiu renunciar ao milhão de dólares que ia receber por seu papel em Scoundrels, por manter seus princípios.

Nikki Finke do Deadline Hollywood informa que agora McDonough será o produtor executivo e protagonista da nova série do Starz titulada “Vigilante Priest” (Sacerdote vigilante) que narra a vida de um ex-policial de Los Angeles que “limpa as ruas da cidade de um pecador a cada vez”.

Para este projeto conta com a ajuda do produtor de “Law & Order” Walon Green e conta com a colaboração de John Avnet quem dirigirá o piloto e será o co-produtor da série.

Sobre Mc Donough, Nikki Finke escreveu que aplaude a fidelidade aos seus princípios “ainda quando isto lhe custe o trabalho”.

Atualmente McDonough participa do filme do Marvel sobre o gibi Capitão

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* Cinema e Aborto.

segunda-feira, julho 26th, 2010

Por Franco Baccarini*

Nos últimos anos assiste-se a uma multiplicação de filmes sobre o tema do aborto; um fenômeno paralelo à também crescente atenção dada ao assunto nos âmbitos político e social, de forma que não se trata de uma mera coincidência. Dado o pouco espaço à disposição, tratarei de apenas dois filmes.

O primeiro título que submeto à atenção do leitor é “L’amore imperfetto” (“O amor imperfeito”), Itália-Espanha, 2000, dirigido por Giovanni Davide Maderna, com Enrico Lo Verso e Marta Belaustegui.

A palavra “imperfeito” do título remete à questão que está na base do ótimo filme de Maderna, que passou quase despercebido pelo público. A questão é a seguinte: seria imperfeito o amor que estabelece por uma criança destinada à morte antes mesmo de nascer?

A questão suscita imediatamente outra: seria imperfeito o amor por uma vida que nasce, apenas pelo fato desta ser imperfeita? E podemos encontrar uma terceira questão, chave para o filme de Maderna: quão longe podem ir a fé e a esperança se o filho que Angela – a protagonista – porta em seu ventre está destinado a não viver?

Também neste caso, é oportuno apresentar uma breve sinopse para melhor compreender o assunto de que tratamos. Sergio e Angela são dois jovens recém-casados que esperam pelo primeiro filho, tão desejado; já sabem que a criança nascerá com uma gravíssima má formação cerebral que deve condená-lo à morte, mas esperam por um milagre. Quando a gravidez chega ao fim, o menino nasce com a doença diagnosticada; os dois jovens ficam de tal forma abalados pelo drama que qualquer diálogo se torna impossível, e a vida do casal é destruída.

Na verdade, e este detalhe é de fundamental importância, a posição da mulher é claramente distinta daquela do homem: ela tem fé, enquanto ele em nada crê. Angela, a esposa espanhola de Sergio, sofre profundamente, como é compreensível, e após o nascimento da criança, apóia-se em uma profunda fé em Deus, que irá ampará-la também na quase imediata separação da criança, à diferença de seu marido, que, desprovido de fé, se entregará ao mais absoluto desespero. A jovem mãe, tão corajosa e tão duramente provada pela dor, deverá então enfrentar também o distanciamento afetivo e espiritual do próprio marido.

O filme, segundo admite o próprio diretor, é inspirado numa história real, e se move entre fé, esperança e incomunicabilidade, despertando intensas e profundas reflexões, também à luz de experiências verídicas vividas por associações como “La Quercia Millenaria ONLUS”, dedicada precisamente ao acompanhamento de casais que enfrentam o drama de uma gravidez problemática.

Gostaria de tratar ainda de outro filme: “Bella” (México, 2006), dirigido por Alejandro Monteverde e interpretado por Eduardo Verástegui, Tammy Blanchard, Ali Landry e Manual Pérez.

Cabe ressaltar que o filme, transcorridos cinco anos desde sua estréia, ainda luta para encontrar distribuidores dispostos a exibi-lo nas telas dos cinco continentes, muito embora seu valor tenha sido confirmado com a vitória do People’s Choice Award 2006 no Festival de Cinema de Toronto.

O arcebispo da Filadélfia, cardeal Justin Rigali, pediu a todos os que tiverem a oportunidade que assistam ao filme – o protagonista é um modelo de católico.

“Este filme está destinado a exercer um impacto extraordinário na vida das pessoas”, disse o presidente do comitê da Conferência Episcopal norte-americana.

“Bella” conta a história de uma jovem grávida que perde o emprego, e de um homem que não consegue superar o trauma causado por um incidente no passado. A amizade muda a vida dos dois e abre caminho para novas esperanças.

O protagonista, Verástegui, é considerado um católico exemplar, após ter vivido uma vida bem diferente. A conversão o transformou num decidido defensor do direito à vida. O produtor executivo do filme é Steve McEveety, o mesmo de “A Paixão de Cristo”.

“Romântico, por vezes dramático, introspectivo, para muitos é o filme cristão do ano e um hino à vida de rara eficácia (…) Nina é uma garçonete que acaba de descobrir que está grávida, e por essa razão é demitida. Pensa em abortar (…). Nina, com a ajuda de um rapaz, José, compreende o valor da criança que está em seu ventre (…).

O ator principal, Eduardo Verástegui, nas fases iniciais de preparação do filme, visitou um clínica de aborto a fim de melhor entender os sentimentos das pessoas que estão para realizar um gesto tão fatal. Lá, fez amizade com um jovem casal mexicano; meses mais tarde, recebeu um telefonema do casal pedindo-lhe a permissão de chamar seu filho de Eduardo [1]”.

Já em 2002, escrevi num artigo para a revista “Silarus” [2] em que digo que, além de serem expectadores conscientes, é necessário que os católicos estejam empenhados em promover autores, produtores e artistas, a fim fazer frente às produções com temáticas contrárias à vida, que banalizam questões como o aborto, a eutanásia, a sexualidade e promovem modos de vida egoístas e consumistas.

A esta necessidade respondeu perfeitamente a Metanoia Films, a partir de uma intuição de Verástegui, com a ajuda do produtor Steve McEveety e a direção competente de Monteverde.

Se os longas costumam ser trabalhosos e custosos (“Bella” foi rodado em três semanas e com poucos recursos), exigindo uma máquina de produção e distribuição de grande escala, seria desejável que ao menos se apoiasse o desenvolvimento de grupos dedicados à produção de curtas-metragens, com o duplo objetivo de formar novos autores, atores e técnicos e de responder ao monopólio niilista que domina as grandes telas.

* Franco Baccarini é especialista em bioética e crítico de cinema.

[1] Bricchi Lee L., Bella. Dagli Usa il film cristiano del 2007, in “Avvenire”, 11 novembre 2007, p. 7.

[2] Baccarini F., L’evangelizzazione e i media, in “Silarus”, n. 220/2002; e “Cinema e spiritualità (Il sacro nella civiltà delle immagini)”, su “Silarus”, n. 223/2002.

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* Bizarro filme supostamente infantil ofende católicos no Uruguai.

terça-feira, julho 13th, 2010
O pôster do filme / Uma cena do trailer

“Miss Tacuarembó” é o nome de um controvertido filme uruguaio que longe de ser um filme para crianças–como o apresentam seus produtores– ofende os fiéis com mensagens anti-católicas e a representação de um Cristo que termina dançando de tanga, seduzido pela protagonista.

O filme, que já chegou à Argentina e logo será estreado na Espanha, é protagonizado pela atriz Natalia Oreiro e foi dirigida por Martín Sastre.

Graças a uma intensa campanha de marketing que o promoveu como um filme para toda a familia, a produção obteve uma bilheteria importante, porém, mais de um espectador abandonou a sala durante sua exibição desconcertado pela agressão à fé cristã.

Conforme informa o jornal ‘Pregón de La Plata’ “não é um filme apto para crianças e tem conteúdos fortemente anti-católicos e anti-clericais introduzidos com mensagens de ressentimento mediante a utilização de grotescos” diretamente ofensivos ao público católico.

“Miss Tacuarembó” conta a história de uma mulher de 30 anos que trabalha em um parque temático dedicado a Jesus e vive frustrada porque não alcançou seu sonho de ser cantora. Ao mostrar as lembranças de sua infância em Tacuarembó, um povoado ao norte do Uruguai, o filme apresenta sua estranha relação com um Cristo crucificado a quem ameaça à viva voz por não conseguir o que pede e o ódio à sua malvada catequista para quem ela deseja a morte.

“O filme continua com esta temática até que no final aparece Natalia Oreiro dançando com Jesus usando tanga, em uma burla frontal e sem limites, em uma ofensa a Jesus Cristo”, acrescenta o jornal.

Para outros meios como o jornal La República do Uruguai, o filme é “um musical absurdo e sem um rumo fixo” que é vendido como “comédia pop” mas “ensaia absurdos religiosos bizarros, intercala uma sorte de musical juvenil e se lança a uma espécie de absurdo onde tudo fica pelo meio do caminho sem que nenhuma proposta consiga arredondar uma mínima solidez cinematográfica”.

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* Jornal vaticano elogia Toy Story 3 e sua lição de amizade verdadeira.

segunda-feira, julho 12th, 2010

O jornal vaticano L’Osservatore Romano elogiou a nova produção de Disney-Pixar Toy Story 3, por oferecer aos espectadores uma profunda reflexão sobre temas humanos transcendentais e dar uma lição sobre a amizade verdadeira, através da experiência dos brinquedos protagonistas.

Nesta terceira entrega, os íntimos Woody o vaqueiro e Buzz Lightyear junto com seus amigos devem enfrentar seu destino. Andy, seu dono, deixou de brincar com eles, já tem 17 anos, irá à universidade e deve decidir entre enviá-los como doação a uma creche ou desprezá-los.

No artigo titulado “Como se faz um belo filme”, o autor Gaetano Vallini considera que Toy Story 3 é “um filme com F maiúscula” e lamenta as críticas de certas feministas americanas que “teriam visto em alguns personagens tendências sexistas e homofóbicas”.

“Provavelmente se esqueceram que quando eram meninas os brinquedos eram apenas objetos através dos quais alguém podia divertir-se e sonhar, duas coisas que esta produção também propõe e se é que não chegar a ser considerada uma obra mestra, pois pouco lhe falta”, acrescenta Vallini.

O autor elogia a técnica e a qualidade da produção que superou “o severo juízo das crianças e agrada inclusive os adultos”, colocando-se ao nível de outros filmes da Pixar que nos últimos anos ressaltaram os valores humanos como “Wall-E”, que promove a defesa da vida, e “Up”, que em seus primeiros minutos mostra o valor do Matimônio.

Segundo Vallini, Toy Story 3 revela que “a amizade é o verdadeiro vínculo deste improvável mas afiançado grupo de brinquedos” e permite que o espectador reflita sobre “temas importantes, como o valor da amizade e a solidariedade, o medo a sentir-se só ou rechaçado, o iniludível de fazer-se grande e a força que surge ao sentir-se parte de uma familia..

Trata-se, acrescenta de “outro belíssimo filme: uma aventura de grande intensidade emotiva, em que as vivências dos brinquedos, graças à sua capacidade de atuar e pensar como humanos ao puro estilo Disney, convertem-se em uma metáfora útil para falar de sentimentos verdadeiros” sob a famosa frase “Há um amigo em mim”, da canção que acompanha Toy Story desde seu primeiro episódio.

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* Filmes como “eclipse” promovem e divulgam o “Vampirismo” entre os jovens? Pastor que evangeliza “undergrounds” pensa que sim.

terça-feira, julho 6th, 2010
Quantcast

* Underground (”subterrâneo”, em inglês) é uma expressão usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia. Também conhecido como Cultura Underground ou Movimento Underground, para designar toda produção cultural com estas características, ou Cena Underground, usado para nomear a produção de cultura underground em um determinado período e local

***

Lançado no dia 30 de junho, Eclipse, terceiro filme da saga Crepúsculo, bateu recorde de público até o momento.

Por trás da história romântica teen que envolve a cultura gótica, vampírica, está um contexto perigoso. O alerta partiu do pastor da Igreja das Américas em Nova Friburgo (RJ), Silas Rahal. Conhecido por realizar evangelismo com comunidades undergrounds, Rahal lembra que algo errado está acontecendo com a juventude, até mesmo a cristã, que cada vez mais está sendo atraída por esta cultura.

Uma boa prova do sucesso da saga são os números. Foram 100 milhões de livros vendidos e no cinema, desde o lançamento, só no Brasil, mais de dois milhões de espectadores – principalmente adolescentes e crianças são seduzidos pela trama fácil e com ícones românticos.

Silas Rahal, pastor da Igreja Batista em Fazenda do Campo ou Igreja das Américas, conhece bem os perigos da propagação desta cultura e faz um trabalho de amparo aos jovens góticos e underground. Rahal diz que sempre pregou o evangelho para ‘malucos’ e ‘doidos’, mas de uns anos para cá o cenário ficou ainda mais complicado. “O vampirismo não pode ser considerado uma doença, um problema psicológico ou espiritual. É uma questão muito complexa, mas não há como negar sua existência, em alguns lugares mais e em outros menos. O vampirismo é parte da história humana e um fato desde sempre em todas as civilizações”, explica Silas.

Para o estudante de teologia a novidade é que o vampirismo está virando moda, uma tendência cultural, febre nos cinemas e tomando conta dos jovens de todo mundo. “Só pode ser um mau sinal, alguma coisa anda muito errada. O que será que passa na cabeça dos produtores. Será que eles pensam que isso tudo é mentira?, pois não é, basta ir a qualquer cemitério em qualquer lugar do mundo para encontrar jovens de preto praticando rituais bizarros”, relata.

Silas conta que os adeptos do vampirismo atual escutam black metal, fazem adoração ao satanás, usam roupas pretas, não tomam sol, são depressivos e muitos deles estão sempre com a garganta inflamada, devido a ingestão frequente de sangue humano. Além disso, acreditam que, caso cometam o suicídio irão ressuscitar como vampiros, aumentando cada vez os índices.

Não somente a igreja das Américas, mas todos os ministérios alternativos em todo o mundo estão tendo cuidado especial no evangelismo dos jovens e agem para mostrar a verdade, de acordo com as Escrituras. “O vampirismo atinge a vida humana, a plenitude da realização do indivíduo por preconizar valores depressivos e funestos da vida, já o evangelho de Cristo há de trazer luz a todos os que estão na região das trevas”, ressalta Silas Rahal.

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* Filme desperta vocações sacerdotais e comove audiências na Espanha.

quinta-feira, junho 17th, 2010
Uma imagem da produção “O Último Cume” ou “La Ultima Cima”, seu nome original em espanhol.

O  jornal espanhol La Razón destacou o surpreendente êxito do filme “O Último Cume’, um documentário sobre a vida de um jovem sacerdote espanhol que faleceu recentemente em um acidente nas montanhas no ano passado.

Em duas semanas de exibição, a produção figura nos primeiros lugares de bilheteria e começou a despertar vocações sacerdotais entre seus espectadores.

La Razón explica que “o filme ‘que fala bem dos sacerdotes’ se converteu em um dos documentários espanhóis mais vistos na história”, com 30 mil espectadores; “penetrou-se entre as 15 mais vistas do anúncio e se projetava em 60 salas de toda a Espanha”.

“O último Cume”, filme dirigido por Juan Manuel Cotelo e produzido por Infinito+1, fala da vida do sacerdote Pablo Domínguez, que faleceu em ao descender de uma montanha há um ano e meio.

Em Infinito+1 não deixam de receber mensagens e cartas de apoio pelo filme e provocou inclusive que alguns se decidam pelo sacerdócio. “Graças ao seu filme, dois jovens da paróquia encontraram por fim o momento para propor-se seriamente (a seguir) sua vocação”, escreveu à produtora um sacerdote de Madrid.

“E não são os únicos. Numerosos jovens se puseram em contato com Infinito+1 para manifestar-lhes que, depois de ver o filme, decidiram entrar no seminário”, sustenta La Razón.

ACI

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* Filme que fala bem dos sacerdotes já é êxito de bilheteria na Espanha.

sexta-feira, junho 11th, 2010

O filme “O último cume” sobre a vida do sacerdote Pablo Dominguez, no fim de semana de sua estréia e com tão somente quatro cópias converteu-se no filme número 1 em espectadores de cinema na Espanha. A demanda popular permitirá que agora se projete em 50 salas de todo o país.

Conforme informou a produtora Infinito Más Uno, “o único filme em cinemas que fala bem dos padres vendeu (nas salas onde foi exibido) o dobro de entradas vendidas para o filme Sexo em Nova Iorque 2 e o triplo das entradas vendidas para O Príncipe da Pérsia ou Robin Hood” .

“Perto de 6000 mil pessoas já viram este filme de Juan Manuel Cotelo apesar de estar em tão somente em quatro cinemas de toda a Espanha e de competir diretamente com as grandes”, acrescentou a produtora em uma nota de imprensa.

Os produtores agradeceram pela maciça resposta do público. “O último cume passará por petição popular e em apenas uma semana sendo projetada em quatro cinemas a nada menos que mais de 50 salas de toda a geografia espanhola, e é apesar da estréia no meio do feriado longo do Corpus, situou-se como o primeiro filme do país em arrecadamento por cópia em cinema. Um tanto surpreendente se tivermos em conta que é um documentário cujo protagonista é nada mais e nada menos que um sacerdote”, indicaram.

Do mesmo modo, informaram que “são dezenas os cinemas que decidiram tirar de seus anúncios dos exitosos filmes em 3D para fazer um espaço para O último cume”.

“No próximo dia 11 de junho, O último topo será estreado em mais de 50 cidades espanholas graças ao apoio massivo que está recebendo há semanas através da rede. Um êxito que se deve à enorme acolhida obtida por este filme dos começos de sua caminhada, tanto pela figura do (padre) Pablo Domínguez como pelo apoio a todos os sacerdotes”, acrescentaram.

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* Depois dos vampiros e lobisomens, serão os anjos a” criatura sobrenatural da vez”, na ficção?

sexta-feira, maio 14th, 2010

“Hollywood declara guerra contra Deus”

Essas foram as palavras dos críticos da 7ª arte em relação ao novo filme Legião.

O filme já estreou nos cinemas americanos e em sua trama, mostra um mundo no qual Deus perdeu a fé nos homens, e os anjos são enviados para nos destruir.

Serão os anjos a criatura sobrenatural da vez na ficção?

Misto de terror e ação, Legião tem um ponto de partida: decepcionado com a raça humana, o enredo conta que Deus decide exterminar os homens. Para isso, manda seus anjos à Terra. Um deles, Miguel (Paul Bettany), se nega a obedecer às ordens do Senhor. Resultado: vira um anjo caído.

Depois de cortar as próprias asas, segue para um restaurante de beira de estrada (O Paradise Falls “Paraiso Decaído”). A missão que ele próprio se impôs consiste em proteger Charlie (Adrianne Palicki), a garçonete “solteira”, desbocada e prestes a dar à luz. Segundo Miguel, a única esperança de sobrevivência para a humanidade reside no nascimento desse bebê (Um novo Messias ou será o Anticristo).

Mesmo sem botar fé na história, o dono do restaurante (Dennis Quaid), seu filho (Lucas Black) e alguns fregueses obedecem às ordens do forasteiro para defender a grávida. A história rapidamente se deteriora num festival de tiros, explosões e… zumbis! Sim, pessoas comuns – pais de família, velhinhas simpáticas e até um sorveteiro – se transformam em seres possuídos por anjos para matar outros humanos.

Quando tentam invadir o restaurante, são abatidos por rajadas de balas. Nem a ação contínua ou os efeitos especiais salvam o filme de seu roteiro constrangedor. O pastiche perde o rumo por completo no confronto final entre Miguel e seu anjo-irmão Gabriel (Kevin Durand).

O filme traz em todo o seu contexto mensagens satanistas onde o próprio produtor afirmou ter-se inspirado no livro do Apocalipse e mudando capítulos da historia bíblica para deixar o filme mais interessante e polêmica, a proposta é inverter os papéis em que Deus e seus anjos são assassinos enviados por Deus para esterminar os homens, estes mesmos anjos agem em estado de possessão para aniquilar a humanidade e o Mal salvaria a humanidade, agora com Arcanjo Miguel, que será o novo anjo decaído e protegerá o Novo Messias.

Estes tipos de heresias não são novidades para a arte de hollywood, outros filmes já estão sendo produzidos, seriados e até mesmos os famosos mangás (quadrinhos japoneses) antigos que tratavam de assuntos parecidos  já estão sendo ressuscitados para o público jovem, principal alvo.

Estão previsto outros filmes para os próximos anos, a idéia é tirar os vampiros fora de moda e colocar os anjos decaídos (ou demônios) num tom de protetores da humanidade.

Fonte: Isto É

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* Lembra do “mestre”Jedi? Pois é, ele lia Santa Tereza!

sexta-feira, maio 14th, 2010

A biografia oficial do ator britânico Alec Guinness, que faleceu em 2000, destacou o papel de Deus em sua vida e no processo de conversão.

Guinness foi o ídolo de uma geração em seu papel como o Mestre Jedi Obi Wan Kenobi (Star Wars), mas antes já tinha conseguido enorme prestígio no mundo do cinema, com um Oscar em 1957 por seu papel em The Bridge rio Kwai.

O biógrafo de Guinness, Piers Paul Read, prevê, em seu livro (Alec Guinness: A biografia autorizada), uma atenção especial à fé católica do ator, onde sempre encontrou consolo e crescimento.

A infância de Guinness não foi fácil: nascido em Londres em 1914, não conheceu o pai.

Depois dos estudos, trabalhou um ano numa empresa de publicidade e, em seguida, começou a trabalhar como ator.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Guinness se tornou anglicano e mesmo depois do casamento, cogitou a possibilidade de se tornar padre. Mas então, durante anos na guerra, como oficial da Marinha Real, sentiu que o catolicismo era o verdadeiro “regimento de elite”.

Guinness escreve em seu diário: “Minha alma, meu corpo, meu cérebro precisam de religião. O mundo é muito triste e inexpressivo, sem um sentimento de adoração”.

Quando seu filho, Matthew, teve poliomielite, Guinness fez uma promessa para que Deus o curasse. Matthew se restabeleceu completamente. A partir desse fato, Guinness começa a ler os trabalhos espirituais do Cardeal Newman, Chesterton, Hilaire Belloc, Knox, Charles de Foucauld e Santa Teresa de Ávila.

Merula, sua esposa, declara: “Com todas as suas contradições, sempre havia um núcleo de verdade lá no meio que me fazia lembrar quando nos apaixonamos pela primeira vez. Eu sabia que podia sempre confiar nele “.

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* Padre ajuda Mark Wahlberg a escolher papeis em filmes.

quinta-feira, abril 29th, 2010

O ator Mark Wahlberg não decide nada sobre sua carreira sem antes consultar um padre. Além de o ajudar a escolher seus papéis para um filme, o reverendo James Flavin é seu confidente.

“Mark é um católico praticante. E ele nunca toma uma decisão final sobre uma filmagem até Flavin dar o ok”, disse um amigo do ator ao tablóide americano National Enquirer.

De acordo com a fonte, Wahlberg “deve sua carreira ao padre”, já que foi Flavin quem o aconselhou a fazer Os Infiltrados, filme que lhe valeu uma indicação ao Oscar. Da mesma maneira, ele recusou o convite para atuar em O Segredo de Brokeback Mountain, por tratar de relacionamentos homossexuais, que vai contra a doutrina católica e seus valores pessoais.

“Padre Flavin foi uma influência enorme na minha vida”, confirmou Mark. “Ele estava sempre tentando me levar para a direção certa. Sem ele, as coisas poderiam ter sido muito ruins para mim.”

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* Filmes religiosos para assistir na Semana Santa.

sexta-feira, abril 2nd, 2010


Cena de "Ben-Hur"Não é privilégio de pintores e dramaturgos relembrar a crucificação de Jesus. No cinema, a Paixão de Cristo também já foi tema de grandes cineastas e não há data mais adequada para rever esses trabalhos do que em uma Semana Santa.

Independente de convicções religiosas, muitos desses títulos são grandes clássicos e mostram diferentes interpretações daquela que é uma das história mais antigas e comoventes da humanidade.

“Ben-Hur”

O rosto de Jesus nunca aparece neste clássico de 1959. A vida de Cristo é, até as últimas cenas, um pano de fundo para a história de Judah Ben-Hur, um judeu traído e aprisionado por seu amigo romano Messala e sedento por vingança. Sua oportunidade surge em uma corrida de bigas em que enfrentará seu antigo companheiro. Mesmo com sangue em suas mãos, Ben-Hur não consegue encontrar tranquilidade até conhecer, pouco antes da crucificação, o profeta de que tanto lhe falavam.

“A Missão”

Cena de "A Missão"De 1986, “A Missão” acompanha o padre jesuíta Gabriel (Jeremy Irons) e o caçador de escravos Mendoza (Robert DeNiro). Gabriel trabalha na evangelização de índios brasileiros e acaba também por salvar Mendoza, um homem violento, que em um surto de raiva matou o próprio irmão. Quando a colônia é vendida para Portugal, ambos terão de juntar esforços para manter o que construíram. A trilha é uma das mais famosas do compositor Ennio Morricone.

“Os Dez Mandamentos”

O longa, de 1956, como o nome já deixa claro, fala de Moisés, revivendo sua liderança na libertação de escravos hebreus das mãos dos egípcios. O longa também narra o momento em que Moisés recebe os dez mandamentos, no deserto, das mãos de Deus.

“A Festa de Babette”

Cena de "A Festa de Babette"Uma bela história de 1987 sobre duas irmãs que renunciaram à vida para servir à Deus. Um dos únicos momentos de prazer para ambas é um banquete preparado pela empregada Babette, antiga cozinheira de um famoso restaurante francês. A sequencia de pratos misturada a pequenos diálogos e confissões resulta em um dos momentos mais sensíveis do cinema.

“Paixão de Cristo”

A visão controversa, violenta e fiel do julgamento e crucificação de Cristo de Mel Gibson.

“Marcelino Pão e Vinho”

Um filme sobre milagre. Marcelino é um garoto órfão que vive em um monastério. Certo dia, ele oferece, durante sua refeição, um pedaço de pão e um pouco de vinho a uma imagem de madeira de Jesus, que aceita a oferta e passa a conversar com o menino. É o início de uma grande amizade.

Fonte: EPTV

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* Encontrada “a Lista de Schindler” em biblioteca australiana.

sábado, março 13th, 2010

A lista dos 801 judeus salvos do Holocausto pelo alemão Oskar Schindler foi localizada por funcionários da biblioteca estadual de New South Wales, na capital australiana, Sydney.

O documento de 13 páginas, uma cópia em papel carbono da lista original, foi encontrado em uma das caixas com manuscritos do australiano Thomas Keneally, autor do romance que inspirou o premiado filme de Steve Spielberg em 1993.

A lista estava entre anotações e recortes de jornais em uma das seis caixas reservadas a Keneally, adquiridas pela biblioteca em 1996.

Para Olwen Pryke, cocuradora da biblioteca, trata-se de “um dos mais poderosos documentos do século XX”.

“A lista foi datilografada às pressas em 18 de abril de 1945, nos dias finais da II Guierra Mundial, e salvou 801 homens das câmaras de gás”, disse a pesquisadora em comunicado.

Segundo Pryke, o documento foi dado a Keneally em 1980 por Leopold Pfefferberg, citado na lista como o trabalhador de número 173, quando tentava convencer o australiano a escrever a história de Schindler.

Em 1982, Keneally publicou A Arca de Schindler, posteriormente adaptado para Hollywood sob o titulo A Lista de Schindler. O filme trouxe Liam Neeson no papel do empresário alemão.

A biblioteca desconhecia o fato de que as caixas continham tal material, disse Pryke. A pesquisadora disse ainda não saber quanto vale a lista hoje. O documentoestará disponível no site da biblioteca .

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* Pais: Seus filhos também curtem Crepúsculo?

sábado, março 13th, 2010

César Moisés

Você é pai de uma adolescente e sabe o quanto são curiosos. Como você lida com essa questão em casa?

Essa é uma pergunta bastante pessoal e, por isso, talvez não se aplique a outros casos. Em relação à minha filha, por mais que alguém ache que seja retrógrado pensar assim, ela conhece limites. Não tenho nenhum receio em dizer “não” para ela. Afinal, ela só tem 11 anos e não pode decidir (inclusive legalmente) por sua vida. Agora, é lógico, entendo que não basta simplesmente dizer “não” sem que a situação sirva de experiência, ou seja, não a deixo sem razões. A ideia de limite, disciplina ou coisa parecida, precisa ter uma função pedagógica. Assim, o “não”, geralmente é seguido de “para que”. Algo que quero deixar claro é que não educo minha filha como se estivesse em uma redoma ou bolha, pois tal empreendimento é uma fuga temporária que fragiliza, imediatamente, a vida espiritual e, posteriormente, a vida adulta. Eu e a minha esposa sempre trabalhamos bem o fato de que se Deus nos criou, Ele é quem determina como devemos viver e não as convenções sociais ou os modismos. Por isso, não temos grandes problemas com esses assuntos, pois com pouco diálogo, a Céfora logo conclui que aquilo não é para alguém que conhece a Deus, logo, não é para ela! Sinceramente, existem coisas que, a priori, ela mesma não quer nem saber. Pode estar todo o mundo inclinado para o negócio que ela faz questão de ir na contramão. Alguém poderia alegar que ela assim procede apenas para agradar aos pais, entretanto, existem aqui também duas coisas importantes: caráter e sensibilidade espiritual. São coisas que ela precisa ter, pois não dá para forjar por tanto tempo.

Qual conselho daria para os pais?

É difícil, mas procurem fazer o mesmo. Conversem com os seus filhos, tenham diálogo. Não há receita de bolo (algo que funcione exatamente da mesma forma para todos os casos). Sejam os primeiros e maiores amigos de seus filhos, sem necessariamente serem cúmplices aceitando tudo que eles fazem ou querem. Agora é claro, tudo vai depender do tipo de criação que esse adolescente teve. Entre a repressão despropositada e a restrição consciente há uma grande distância. Outro cuidado extremamente necessário de se ter é não criar o filho em uma redoma, pois quando ele se deparar com o “mundo real” (sem o protecionismo ou a blindagem moral dos pais), não saberá como se comportar.

Qual conselho daria para os adolescentes?

Ele não é cristão porque é diferente, mas exatamente o contrário. É preciso que entenda que não é ele que está errado, mas os outros é que não estão sendo o que foram criados para serem! É por isso que, desde muito cedo, entendi que não adianta ensinar um monte de regras de “pode” ou “não pode”, pois elas se desgastam. O ideal é ensinar princípios e discutir o propósito da nossa existência: “Por que existimos?” “Para que fomos criados?” Essa é a metodologia adotada na educação de nossa filha e é altamente eficaz, esclarecedora e oferece a possibilidade de o adolescente decidir, por si mesmo, o que deve ou não fazer.

Convêm ao adolescente assistir esse tipo de filme?

Depende. Minha filha, por exemplo, assistiu o Crepúsculo juntamente comigo (Afinal de contas como é que eu iria criticar o filme ou o livro sem ter ao menos algum contato com o material?). Ela não gostou da mensagem do filme e eu fiz questão de apenas observar alguma coisa depois que ela fazia a crítica. Várias vezes ela parou o filme, e fez comentários extremamente maduros. Isso me alegra. Lamentavelmente, sei que essa não é a realidade da maioria dos lares cristãos. Assim, se os pais não possuem o costume de fazer um exercício crítico das programações televisivas e, de toda a cultura popular, é aconselhável aprofundar-se com literatura séria e, quem sabe, iniciar essa atividade a partir desses filmes. Por último, é importante observar a motivação com a qual o adolescente cristão quer assistir. Se caso a sua postura for de encanto, admiração ou mesmo simpatia, é preciso que, com o exercício crítico realizado juntamente com os pais, o adolescente cristão passe a, definitivamente, não gostar desse tipo de filme, ou seja, é preciso que ele tenha uma mudança de atitude.

Como o adolescente deve se portar com os amigos da escola, se ele não viu o filme e os amigos assistiram? Deve agradar os amigos para ser aceito naquele grupo?

Definitivamente não. Primeiro porque ele não é obrigado a ser como os demais, massificado. Para isso, volto a destacar, é importante que ele tenha tido uma boa formação familiar. Por outro lado, não recomendo que ele tenha uma postura antagonista ou legalista. Acredito que se o adolescente cristão estiver realmente preparado, pode até evangelizar  a partir do assunto do filme. Ele pode questionar alguém que não acredita em Deus, mas que, paradoxalmente, acredita nas ficções que envolvem ocultismo, superstições crenças e religiosidade. Tudo, repito, vai depender da capacidade e do conhecimento do adolescente cristão.

No filme existem vários pontos que vão contra nossa fé, por exemplo, a traição. Como mostrar para o adolescente que isso é errado, pois os filmes mostram que isso é comum?

Permita-me uma correção: a traição não é apenas contra a nossa crença, mas contrária aos bons princípios que até mesmo as pessoas não-crentes possuem. Esse é outro cuidado que precisamos ter ao tratar com os adolescentes cristãos. A traição não é errada somente para quem serve a Deus, mas para qualquer pessoa! E talvez seja exatamente nesse ponto que a gente mais erra. É preciso reconhecer uma coisa: o filme e os livros sabem passar sua ideologia de forma muito criativa e sutil. O nosso problema é que achamos que as coisas certas, ou seja, os bons valores e princípios devem ser ensinados com a testa franzida, a voz grave e em tom ameaçador. Em outras palavras, significa que eu não posso ser simplista e ensinar aos adolescentes cristãos que a traição é um pecado.
É preciso acrescentar que ser íntegro é obrigação do ser humano, independentemente de sua crença.
Por isso, não canso de insistir, tudo passa pela formação familiar do adolescente. Se ele tem essa boa formação, com certeza ela se refletirá em todos os momentos de sua vida, ou seja, ela servirá como um “filtro moral”, fazendo com que o adolescente rejeite tudo aquilo que não condiz com a ética, a boa moral, os bons costumes e valores e, acima de tudo, com a Palavra de Deus.

Qual o prejuízo para nossos jovens e adolescentes assistir filmes que trazem vampiros como mocinhos?

A ideologia que a trama consegue passar. Esse aspecto para mim é o mais pernicioso. O existencialismo (com sua indiferença e irresponsabilidade quanto às consequências das más ações), ou mesmo o ceticismo, aparecem em diversos momentos.

Só um exemplo, tem uma cena em que Bella (a atriz Kristen Stewart) e Edward chegam ao colégio onde ambos estudam. Devido ao fato de o Edward nunca ter sido visto com garota alguma, todo mundo fica olhando para eles. Ela então diz: “― Estamos quebrando todas as regras”, ao que ele responde: “― Não tem importância, eu vou para o inferno mesmo”. O momento é supervalorizado e não a eternidade.

Se as pessoas que assistem soubessem da realidade do inferno, aí sim sentiriam arrepios.

No entanto, da forma como a ficção mostra, o inferno pode se tornar interessante em virtude da criatividade com que toda a trama se desenrola (nos livros ou nos filmes). Não saber distinguir a realidade da ficção, no sentido de aferir as consequências de determinados atos, é algo extremamente perigoso. Se em minha época de adolescência (final dos anos 80 e início dos anos 90), o conde Drácula era assistido ― e temido! ―, no enredo da autora Stephenie Meyer, os vampiros são “legais” e atraentes, além de cavalheiros.

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* “Lourdes” e ” Bella”, Filmes premiados e que exprimem valores Cristãos.

sábado, março 6th, 2010
Em geral, os murmúrios despertados por um filme de tema católico suscitam maus presságios a respeito de seu conteúdo sacro.Exceção feita ao filme de Mel Gibson “Paixão de Cristo”, de 2004, quanto maior a atenção dada a um filme que trate de religião, maiores são as chances de que este seja hostil aos católicos.

Por tudo isso, quando “Lourdes”, filme da diretora austríaca Jessica Hausner, foi exibido no Festival de Cinema de Veneza, e venceu um prêmio da União dos Ateus (ainda que, para mim, o prêmio ateu de cinema por excelência seja mesmo a Palma de Ouro), eu esperava pelo pior.

Hausner, entretanto, me pegou completamente de surpresa com seu filme caloroso e muito humano; não piedoso, mas respeitoso; que não evangeliza, mas também não rejeita.

A trama gira em torno de uma menina francesa, Christine, presa a uma cadeira de rodas por uma enfermidade que poderia ser esclerose múltipla. Seus braços paralisados parecem condená-la definitavamente à cadeira. Etérea e com olhos grandes, não é uma imagem que desperta piedade; é a imagem de um outro mundo, a de um contexto desconhecido.

Christine não é particularmente devota, e dirige-se a Lourdes, principalmente, pela companhia, e para trocar de ambiente, mais do que por uma esperança de uma cura milagrosa. É a primeira a dizer que prefere os “lugares culturais, como Roma, aos religiosos” (ganhando assim imediatamente minha simpatia). Movida por simples espírito de camaradagem, junta-se à multidão de pessoas de todas as cores, línguas e doenças – sejam espirituais ou físicas – que se encontram reunidas em Lourdes.

Hausner não esconde a exploração comercial dos santuários. O enorme comércio de souvenirs e a massiva infra-estrutura turística mostram bem como são os negócios em Lordes. Tendo vivido em Roma e estado recentemente na Terra Santa, o filme me tocou por sua justaposição entre o sagrado e o profano. Quando Hausner permite, porém, que a Basílica de Lourdes entre em cena, os enfeites de plástico dão lugar à imponente majestade da igreja.

A impressionante construção se opõe às colinas e ao céu, como um símbolo de algo muito superior às atividades comerciais que se dão ao seu redor.

O filme leva o espectador a Lourdes através do olhar de Christine, que, como os outros, entra na fila para tocar as paredes da Gruta, banhar-se nas águas e receber a unção dos enfermos. Em nenhum momento Hausner ridiculariza a fé dos fiéis ou suas orações para obter saúde; mas leva o espectador a um mundo no qual os doentes constituem um grupo privilegiado, e no qual os que têm saúde são os curiosos.

O som desempenha um papel importante na obra, com o ruído das vozes substituindo a trilha sonora e o som de cadeiras e pés arrastados fornecendo a percussão. Os sons ásperos da vida cotidiana se suavizam apenas nas cenas que retratam as cerimônias sacras, nas quais o público é aliviado pelos cantos, o som de um órgão ou pela “Ave Maria”.

O pacífico sacerdote de feições redondas que acompanha o grupo é apresentado de maneira positiva, distante das caricaturas de sacerdotes tão comuns no cinema contemporâneo. Acentua o verdadeiro propósito de Lourdes: não curar o corpo, mas ajudar as pessoas a aceitar a vontade divina como fez a Mãe de Deus. Apresenta a questão chave: um corpo paralisado pela doença traz mais dor do que uma alma paralisada pela dúvida e pelo medo? Sua fé tem raízes sólidas, mas nem mesmo ele está imune à tentação de degustar a luz de um milagre.

Neste filme, os católicos apreciarão a figura de uma senhora idosa que reza pela cura de Christine e está sempre preocupada com ela. Sua fé simples, sua intercessão constante e, finalmente, a confissão Christine, terão como fruto o fato de que a jovem paraplégica voltará a andar.

A “cura” é apenas um ponto no meio do filme. As verdadeiras indagações serão colocadas a partir de então. É uma regressão da doença? É uma intervenção divina? É definitiva? O que fará Christine a partir dela? Onde termina o trabalho daquele que intercede, e qual será o preço desta cura?

Se Christine estava presa à cadeira de rodas como uma criança, logo se tornará uma adolescente. Agora que sua doença física desapareceu, estará à mercê de sua fraqueza espiritual. Como os voluntários da Ordem de Malta, apresentados flertando, bebendo e fazendo piadas de teor cético, tenta participar dos divertimentos a que não tivera acesso por sua doença.

Ainda que esta cena possa ser entendida como uma referência à hipocrisia ou a uma falta de sentido da religião, estas questões me atingiram profundamente e as considero muito humanas. Deixam um senso de esperança para todos nós.

Embora não se trate de um filme fácil, a ausência de blasfêmias, nudez ou profanações em “Lourdes” é muito reconfortante, e a narrativa é capaz de atingir com sucesso o público moderno, que tende a ver os santuários como um mero negócio lucrativo, abrindo espaço para um debate pacífico e equilibrado sobre a fé.

— — —


* Elizabeth Lev leciona Arte e Arquitetura Cristãs no campus italiano da Duquesne University e no programa de Estudos Católicos da Universidade San Tommaso. Pode ser contatada no e-mail: lizlev@zenit.org

***

” Bella “

Carlo Casini, presidente da Comissão para Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu, entregou no Parlamento Italiano, o prêmio Madre Teresa de Calcutá ao ator mexicano Eduardo Verastegui, protagonista e co-produtor do filme “Bella”.

Casini, que também é presidente do Movimento para a Vida na Itália, explicou que o Parlamento Europeu outorga prêmios que no geral não levam em conta as pessoas que lutam pela defesa da vida e da família. Por esse motivo, explicou que os Movimentos para a Vida no velho continente decidiram instituir esse prêmio, remetendo à religiosa albanesa, para homenagear aqueles que apoiam a vida e a família natural.

Este ano, o homenagiado foi o filme “Bella”, uma história de amor cujos protagonistas superam suas dificuldades graças ao nascimento de uma menina. Situada em Nova York, o filme ganhou o prêmio People’s Choice Award no Festival Internacional de Cinema de Toronto.

Na entrega do prêmio participou Pierferdinando Casini, ex-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, que observou: “temos de divulgar este filme, porque nenhuma pessoa inteligente se prejudica com a sua mensagem, que não é ideológica, mas comovedora”.

Casini, líder do partido da União Democrática de Centro, fez referência à lei do aborto, confirmando que “o valor da vida e a maternidade é um denominador comum que une todos”, pois “temos de ajudar as mulheres que estão sozinhas e em dificuldades durante a gravidez.”

O diretor do jornal “Avvenire”, Marco Tarquinio, constatou que o filme “Bella” exalta a harmonia da família. “Na solidão há morte e na relação entre as pessoas está a vida”.

A produtora italiana Lux Vide comprou os direitos do filme “Bella” na Itália e anunciou que, após a distribuição nos cinemas, será transmitido pela rede pública italiana RAI, este ano.

Eduardo Verastegui, ao agradecer a concessão do prêmio, explicou que esse filme mudou sua vida e de muitas pessoas: calcula-se que ao menos 300 crianças que deviam ser abordatas puderam nascer depois que suas mães assistiram a “Bella”.

O ator também fez referência ao debate que aconteceu no México sobre o aborto e constatou que, nessa República, 18 Estados reconheceram em sua Constituição o direito à vida desde sua concepção.

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* Existe alguma relação entre ficção cientifica e religião?

segunda-feira, março 1st, 2010

Entrevista com o professor Antonio Scacco, fundador da revista “Future Shock”

Desde suas origens, uma das características do gênero literário e cinematográfico da ficção científica foram as posições anti-humanistas e cientificistas.Tais concepções mistificadas do futuro da ciência e da tecnologia retratam um mundo no qual a humanidade se vê a mercê do niilismo e dos caprichos de poderes ditatoriais.

Por outro lado, existe também uma corrente de ficção científica que define a si própria como “humanista”, e que nutre aspirações educativas.

Sobre o assunto, o livro do professor Antonio Scacco, “Fantascienza umanistica” (“Ficção científica humanista”, editora Boopen), é muito elucidador.

Neste livro, o autor, que é fundador e editor da revista “Future Shock” (www.futureshock-online.info/index.html), propõe que a ficção científica pode desempenhar um papel educativo ao conscientizar os leitores dos grandes dilemas da ciência.

–A seu ver, qual é o objetivo primordial da ficção científica?

–Scacco: Para compreendermos melhor a natureza e o propósito da ficção científica, ou como se diz em inglês, “Sci-fi” (science-fiction), precisamos voltar às suas raízes, que remontam ao nascimento da própria ciência moderna. O advento da ciência provocou, como se sabe, um choque cultural de proporções jamais antes experimentadas pela humanidade, dividindo-a em dois grupos antagônicos: o dos defensores e o dos opositores. É fácil perceber, assim, que o propósito primordial de uma obra de ficção científica é o de discutir os impactos da ciência em nossa sociedade. Não por acaso, a ficção científica tem sido definida como uma literatura de idéias. Nela são tratadas questões muito importantes: o sonho de um mundo melhor, a abertura ao horizonte utópico, e nos melhores exemplos, a indicação de um destino transcendente, que o homem moderno tenta remover da própria consciência.

–O que significa falar em uma obra de ficção científica humanista? O que a distingue das demais? Poderia indicar um autor?

–Scacco: Como já disse anteriormente, nem sempre o homem tem uma atitude positiva com relação à ciência. Esta é também a opinião de alguns autores de ficção científica, entres os quais citaria Edward M.Foster, por seu romance “The Machine Stops”, de 1909, na qual acusa a ciência de anular a capacidade de iniciativa dos homens.

Felizmente, para além destas duas posições – uma que exalta as “magníficas realizações do progresso científico”, e outra que levanta a bandeira do “vade retro” tecnológico, há uma terceira: a de uma ciência vista como fator de humanização, conforme defendida por Enrico Cantore em seu ensaio “O homem científico. O significado humanístico da ciência” (”Scientific Man: The Humanistic Significance of Science”, 1977).

Um exemplo de ficção científica de cunho humanístico é a de Isaac Asimov e seu romance “Lucky Starr e os oceanos de Vênus” (”Lucky Starr and the Oceans of Venus”, 1954), no qual o protagonista David Lucky Starr, uma espécie de cientista-filósofo, rico em coragem, espírito de aventura, retidão moral, humanidade e amor pela razão, representa o influxo humanizante da ciência, a ponto de sugerir uma recuperação do vilão Lyman Turner, um cientista criminoso, ao invés de eliminá-lo da sociedade.

Qual é a relação entre ciência, ficção científica e religião?

–Scacco: A ciência, hoje, parece seduzir o homem com o sonho de um poder ilimitado. É uma espécie de embriaguez, que turva a visão de outros horizontes. Aí reside a origem da crise religiosa que atinge, em nível global, o Homo tecnologicus.

A ficção científica, por sua íntima ligação com a ciência e por sua proposta de explorar todas as possibilidades reservadas ao futuro humano, não poderia se eximir de tratar dos problemas de natureza ética, espiritual e religiosa suscitados pelo desenvolvimento científico. Um tema frequentemente abordado pela ficção científica é o da presença do mal no mundo, como por exemplo nos romances “Guerra ao Nada” (A Case of Conscience, 1963), de James Blish e Os Endemoniados (A Plague of Pythons, 1965), de Frederick Pohl.

–Em um dos capítulos de seu livro, o senhor aborda a presença da Igreja Católica nas obras de ficção científica. Como é apresentada a Igreja?

–Scacco: A Igreja está presente nas narrativas de ficção científica por dois motivos. O primeiro é que esta, desde a Idade Média, não apenas promoveu o estudo da filosofia natural de Aristóteles, da qual derivam os trabalhos de Santo Alberto Magno e São Tomás de Aquino, como também estimulou e sustentou o nascimento e crescimento das primeiras universidades. Sem estes passos fundamentais, conforme demonstrou Edward Grant em seu livro brilhante “As origens medievais da ciência moderna”, não teria ocorrido a revolução científica galileiana, não teria nascido o que hoje chamamos de ciência nem nossa moderna civilização ocidental. O segundo motivo é que a Igreja Católica tem sido uma referência de humanismo, especialmente neste momento histórico em que uma escalada desumanizante parece submeter o gênero humano.

–Em outro capítulo, o senhor sustenta que a ficção científico serviu a um projeto de “descatolicização”. Poderia explicar como isso ocorreu?

–Scacco: O comportamento irreverente do homem diante de Deus, da criatura diante do criador, é tão antigo quanto o próprio mundo. Lembremos de um personagem da mitologia grega, Capaneu, um dos sete reis que participaram do cerco a Tebas, o qual, ao transpor os muros da cidade, desafiou a Zeus com injúrias, e este então o fulminou imediatamente com um raio. Nos dias de hoje, esta postura de soberba se desenvolveu excessivamente, graças ao desenvolvimento científico e tecnológico que conferiram ao homem um poder sobre a natureza e sobre seus semelhantes nunca antes imaginado.

Daí para a negação da transcendência é apenas um passo. O homem fez de si mesmo um deus, substituindo a esperança de um reino bíblico pela esperança de um reino do homem. Nesse contexto, a religião em geral, e em particular a Igreja Católica, são vistas como um obstáculo à plena felicidade do homem, que apenas a ciência e a tecnologia modernas podem proporcionar.

Muitos autores de ficção científica têm uma formação de caráter positivista, tornando-se, assim, promotores de uma ideologia antirreligiosa e anticristã, como é o caso por exemplo do romance de Norman Spinrad, “Deus X” (1992), no qual a Igreja do futuro é retratada como uma organização guiada por interesses puramente humanos, sob o comando da Papisa Maria I, “uma velha sagaz, que ascendeu numa das pirâmides mais falocráticas do mundo servindo-se de todos os meios disponíveis, lícitos ou ilícitos”.

–Quais são os méritos de uma ficção científica humanista e de que forma esta pode ser vinculada a um projeto cultural católico?

–Scacco: Apesar do sucesso de tantos filmes, como Star TrekBlade RunnerIndependence Day e o recente Avatar, a literatura de ficção científica está em crise. Qual seria a causa? A meu ver, isso se deve justamente ao fato de ter sido marcada como a literatura da transgressão, da dessacralização e do niilismo.

As obras de caráter anti-utopista, catastrofistas e pessimistas são interessantes ao gênero do “sci-fi” apenas até certo ponto. Por vezes, podem suscitar nos leitores um sentimento de impotência e frustração, que acaba por afastá-los da ficção científica. Com a ideia de uma ficção científica “humanista”, quis deixar a mensagem de que os autores do gênero devem procurar valorizar a função mais genuína da “sci-fi”: a de recosturar as culturas humanista e científica. Uma ficção científica comprometida com esse objetivo me parece atender a todos as exigências para fazer parte de um projeto cultural católico.

***

Nossa Igreja está em todas! O esplendor da verdade atinge a tudo e a todos.

Urge Evangelizar!

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