Posts Tagged ‘Crianças’

* Santa Sé: a Igreja não descansa em sua luta contra o abuso de menores.

sexta-feira, março 12th, 2010
Dom Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé perante a ONU em Genebra

O Observador Permanente da Santa Sé ante a ONU em Genebra, Dom Silvano Tomasi, ressaltou ontem que a Igreja Católica não descansa em sua luta contra os abusos sexuais de menores em todo mundo e que este tema é de vital importância na agenda eclesiástica.

Em sua intervenção titulada “a luta contra a violência sexual contra as crianças”, pronunciada ontem na 13° sessão do Conselho de Direitos humanos que trata o tema dos direitos das crianças, o Núncio recordou que “o abuso sexual de menores sempre é um crime execrável”.

“A esta inequívoca condenação da violência sexual contra crianças e jovens, o Santo Padre  acrescentou a dimensão religiosa, precisando que isto também é ‘um grave pecado’ que ofende a Deus e a dignidade humana. A integridade física e psicológica é violada com conseqüências destrutivas” que com freqüência “estigmatizam os pequeninos pelo resta da vida”.

Depois de afirmar que alguns membros do clero também cometeram estes crimes, o Arcebispo recordou que “não existe desculpa para esta conduta, que é uma grave traição à confiança”. Deste modo explicou que “o amparo das agressões sexuais segue sendo uma prioridade na agenda de todas as instituições da Igreja enquanto lutam com este delicado problema” assegurando às vítimas e às suas famílias a assistência devida.

Seguidamente explicou que a Igreja é inflexível com quem comete este tipo de abusos e ressaltou que “a prevenção é o melhor remédio, e este começa com a educação e a promoção de uma cultura de respeito dos direitos humanos e da dignidade de todo menino, especialmente através da implementação de métodos eficientes para o recrutamento do pessoal das escolas”.

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* Papa: A Igreja “não deixa e não deixará de deplorar e condenar o comportamento de alguns sacerdotes que violaram os direitos das crianças”

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010


Na abertura da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, o Pontífice lembrou que a Igreja, “ao longo dos séculos”, trabalhou para preservar “a dignidade dos direitos dos menores e, de muitas maneiras, tomou conta deles”.

“Infelizmente, alguns dos seus membros, agindo em contraste com este empenho, violaram tais direitos”, lamentou o líder católico, que anunciou também a divulgação nas próximas semanas de uma carta pastoral a respeito do escândalo sexual em que a Igreja Católica se envolveu na Irlanda.

O caso veio à tona com a publicação de um relatório elaborado pela juíza Yvonne Murphy. O documento contém provas da existência de um esquema por meio do qual sacerdotes e autoridades policiais teriam encoberto casos de pedofilia por mais de 40 anos. Ao todo, 46 padres estão sendo investigados.

No discurso de hoje, o Papa também ressaltou que “sustentar a família e promover o seu verdadeiro bem” é “a melhor maneira de proteger os direitos e as autênticas exigências dos menores”.

“Um ambiente familiar não sereno, a divisão dos pais e, em particular, a separação com o divórcio não deixam de trazer consequências para as crianças”, alertou Bento XVI em seu discurso. Por esse motivo, segundo ele, é preciso preservar a família “fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher”.

O Pontífice enfatizou a necessidade de as crianças “morarem, crescerem e viverem” junto com os pais, uma vez que “as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção da sua personalidade e da sua identidade”.

Bento XVI lembrou ainda a Convenção sobre os Direitos da Criança elaborada pela ONU e “acolhida com favor pela Santa Sé”. O texto “contém enunciados positivos sobre a adoção, os cuidados sanitários, a educação, a violência, o abandono e abusos sexual e do trabalho”, observou.

(ANSA)

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* Onde estão as Crianças? População mundial: do auge ao fracasso

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Por Pe. John Flynn, L.C.

As Nações Unidas acabaram de publicar um relatório chamando atenção sobre o rápido envelhecimento da população mundial. Pouco depois do começo do ano, o Departamento de Assuntos Econômicos publicava seu relatório “Envelhecimento da População Mundial 2009”.

Entre os principais resultados do relatório estavam os seguintes pontos:

-   O envelhecimento atual não tem comparativos com a história. É esperado que, para o ano de 2045, o número de pessoas com mais de 60 anos supere o número de menores de 15. Nas regiões mais desenvolvidas, onde se tem avançado o envelhecimento, essa situação já aconteceu em 1998.

-   A idade média atual do mundo é de 28 anos, com a metade da população mundial acima dessa idade e outra metade abaixo. Na metade do século a idade média chegará provavelmente aos 38 anos.

-   O envelhecimento está afetando quase todos os países do mundo, devido à diminuição de fertilidade que tem se tornado quase universal.

-   O envelhecimento terá uma forte impacto no desenvolvimento econômico, investimentos, mercados trabalhistas e fiscais.

-   Dado que a taxa de fertilidade é pouco provável que suba novamente para os níveis elevados do passado, o envelhecimento é irreversível e as populações jovens, algo até recentemente comum, serão mais raras no século XXI.

- No âmbito mundial, existe atualmente cerca de 9 pessoas na idade de trabalho que sustentam cada pessoa idosa. Em 2050, cairá para 4, com consequências graves para o sistema de pensões. Além disso, a atual crise econômica trará um grave declínio do valor dos fundos de pensão.

Mais relatórios

Outros relatórios recentes da ONU examinam em maior profundidade os problemas demográficos de cada país. Um estudo do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), nomeado “Rússia frente aos Desafios Demográficos”, previu que a população vai continuar a diminuir, informou em 4 de outubro Associated Press.

Segundo a UNDP, a população da Rússia baixou 6,6 milhões desde 1993, apesar do afluxo de milhões de imigrantes. O relatório advertiu que em 2025 o país poderia perder outros 11 milhões de pessoas.

As consequências de tal redução serão, segundo a UNDP, o corte de mão de obra, o envelhecimento da população e o menor crescimento econômico. Em 2007 a Russía era o nono país do mundo em população. Em 2050, as Nações Unidas estimam que a Rússia irá ocupar o posto de décimo quinto na lista, com uma população menor do que o Vietnã.

A Rússia necessita reduzir seu alto índice de abortos para contrapor a tendência de diminuição da população, advertia a ministra da Saúde do país, Tatyana Golikova, informou em 18 de janeiro France Presse.

Golikova declarou que em 2008 houve 1.714.000 nascimentos na Rússia e 1.234.000 abortos.

Em sua análise de 20 de janeiro às declarações de Golikova, o centro de geopolítica Strarfor observava que, ainda que a ministra anuncie que em 2009 houve um ligeiro aumento da população da Rússia entre 15 a 25 mil habitantes, isso se deve a causas extraordinárias.

O aumento se deve, em parte, aos incentivos do governo para que os russos voltem a seu país desde as antigas repúblicas soviéticas. Depois de vários anos desse fluxo migratório, o número de russos que querem voltar diminuiu com rapidez.

Outra causa do ligeiro aumento da população é que o grupo de idade entre 20 e 29 anos soma cerca de 17% da população e se demonstra bastante fértil. A geração nascida antes dessa, no entanto, foi muito menos.

Falta de meninas

Ainda que o Vietnã esteja a ponto de superar a Rússia, o excesso de abortos naquele país está causando graves problemas, segundo o relatório de agosto de 2009 publicado pelo Fundo de População das Nações Unidas.

O estudo “Mudanças recentes na proporção entre os sexos nos nascimentos no Vietnã. Uma Revisão de Evidências”, examinava o problema dos abortos seletivos por sexo.

Normalmente a proporção dos sexos ao nascer (definida como o número de meninos nascidos por cada cem meninas), está entre 104-106/100.

Essa proporção, explicava o informe, é, em circunstâncias normais, bastante estável ao longo do tempo, em regiões geográficas, continentes, países e raças.

Os estudos sobre a porcentagem de sexos revelaram uma mudança inesperada, que começou nos anos oitenta em alguns países asiáticos, comentava a agência das Nações Unidas. “Junto ao declínio de fertilidade, essa tendência está se estendendo por países com grandes populações da Ásia, ameaçando assim a estabilidade demográfica mundial”, continuava o relatório.

No Vietnã, a proporção entre os sexos ao nascer para o ano de 2006 foi de 110/100 crianças do sexo masculino. Segundo o relatório, a mudança na proporção começou faz cerca de uma década e atualmente está aumentando em quase um ponto por ano. Nesse ritmo atual de mudança, a proporção pode superar a marca de 115 em alguns anos, estabelecia o relatório.

Se essa tendência não se inverter, o Fundo de População adverte que em 2025 o Vietnã terá um excesso significativo de população masculina. Isso terá muitas consequências negativas para o país e afetará especialmente a população adulta jovem no momento de se casar.

O fenômeno de “falta de meninas” é bem conhecido na China. Um relatório recente confirmava a prática de abortos seletivos por sexo. A Academia Chinesa de Ciências Sociais afirmou que haverá mais de 24 milhões de homens que não poderão encontrar uma esposa no final dessa década, informou em 12 de janeiro o jornal Times.

A reportagem culpava por esse desequilíbrio a política da chinesa de ter somente um filho.

“O problema é mais grave nas zonas rurais, devido à falta de um sistema de segurança social”, indicava a reportagem. “Os camponeses idosos têm de se confiar na sua descendência”, observava.

Segundo o artigo do Times, um especialista chinês afirma que em 2006 a proporção de sexo havia aumentado para 120/100.

Declínio

No país vizinho, Japão, a população segue diminuindo. Um editorial publicado em 15 de janeiro no jornal Japan Times indicava que as estimativas do ministério de Saúde, Trabalho e Bem Estar da nação calculam que em 2009 a população diminuirá em 75 mil pessoas, que é 1,46 vezes o declínio de 2008.

Segundo o editorial, o Instituto Nacional de Investigação de População e Segurança Social estima que a população do Japão cairá dos 100 milhões em 2046 para 90 milhões em 2055. A população atual se estima em cerca de 128 milhões.

Enquanto surgem cada vez mais elementos de preocupação por envelhecimento de população do mundo e a diminuição dos índices de fertilidade, o governo dos Estados Unidos está no meio de uma dramático aumento de seu apoio à anticoncepção e ao aborto por todo o mundo.

A 8 de janeiro, a secretária de Estado, Hillary Clinton, discursou com ocasião do décimo quinto aniversário da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento que teve lugar em 1994 no Cairo, Egito.

Em sua intervenção, celebrava uma das primeiras atuações do presidente Barack Obama em seu cargo, que foi suspender as restrições de financiamento do governo federal às organizações que financiam o aborto nos países em desenvolvimento.

Também observava que os Estados Unidos renovaram seu financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas e que o Congresso destinou 648 milhões de dólares em ajuda ao exterior para programas de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Prometeu ainda mais ajudas no futuro para levar ofertas de anticoncepcionais a todas as mulheres de cada nação. E também destacou o trabalho que o governo dos Estados Unidos está conduzindo junto à International Planned Parenthood Federation, conhecida por realizar milhões de abortos por ano.

O entusiasmo atual por fazer todo o possível para baixar a fertilidade está movido claramente por motivos ideológicos que não param para considerar as consequências econômicas de políticas que conduzem a um rápido declínio de fertilidade em um curto período de tempo.

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* Estudo confirma: Exposição a pornografia afeta as crianças.

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

A organização Moralidade na Mídia (MM) publicou um documento de 10 páginas relatando evidência de que a exposição à pornografia adulta explícita na internet pode afetar negativamente a conduta e atitudes sexuais das crianças acerca do sexo. A evidência inclui observações publicadas de psicólogos clínicos, polícia e promotores, educadores, profissionais de trauma de estupro, funcionários sociais e outros, bem como pesquisas de ciência social.

O documento é a segunda publicação do MM em meses recentes expondo a conexão entre a pornografia adulta e os malefícios para as crianças. O documento é um complemento de “Como a Pornografia Adulta Contribui para a Exploração Sexual das Crianças”, um relatório de 215 páginas publicado em setembro de 2009.

Tanto o documento quanto o relatório estão postados em www.obscenitycrimes.org (nas páginas “Porn Problem & Solutions” e “Help for Parents”).

O documento de janeiro “Malefícios para as Crianças Devido à Exposição Online de Pornografia Adulta Explícita” afirma que no que se refere à internet nos Estados Unidos não há “atualmente NENHUMA medida preventiva para proteger as crianças de exposição à pornografia, e em grande parte podemos agradecer ao próprio Supremo Tribunal por essa situação trágica”.

O documento aponta para o fato de que “em 1997, o Supremo Tribunal invalidou uma lei que tinha como objetivo restringir o acesso online das crianças a conteúdo ‘indecente’. Em 2009, o Tribunal também se recusou a analisar a decisão de um tribunal de primeira instância que havia invalidado uma lei que tinha como objetivo restringir o acesso online das crianças a conteúdo sexual ‘prejudicial a menores’”.

O relatório do MM frisa a ironia de que embora a criança seja solicitada a se retirar de uma ‘livraria pornográfica’, “se essa mesma criança ‘clicar’ na maioria dos sites comerciais que distribuem pornografia adulta, ela poderia ver pornografia adulta explícita gratuitamente e sem restrição, pois no que se refere ao ciberespaço, os tribunais pensam que o uso de filtros por parte dos pais é uma solução adequada para o problema”.

Moralidade na Mídia não culpa, porém, somente os tribunais. “O Congresso, o Ministério da Justiça e o FBI também têm responsabilidade”, escrevem eles. “Durante o governo Bush, houve vitoriosas ações legais contra os distribuidores comerciais de pornografia adulta explícita online, provando que as leis de obscenidade podem ser cumpridas. Mas essas ações legais eram muito raras para efetivamente inibir a distribuição online da pornografia adulta explícita”.

De acordo com o relatório, “Desde a eleição presidencial de 2008, o Ministério da Justiça (inclusive o FBI) não iniciou nenhum novo caso contra a obscenidade adulta. Além do mais, o Congresso não deu nenhuma olhada mínima para a falta de cumprimento da lei”.

“Quais são então as conseqüências da negligência de nosso país para proteger as crianças da exposição online da pornografia adulta explícita?” pergunta o relatório do MM. “O bom senso deveria nos informar que quando as crianças são expostas a imagens explícitas de adultério, sexo com animais, sadomasoquismo, atividades excretórias, sexo grupal, incesto, prostituição, pornografia pseudo-infantil, estupro, assassinatos sexuais, sexo com adolescentes, tortura, e sexo inseguro em abundância, as atitudes delas para com o sexo, seus desejos sexuais e sua conduta sexual podem ser influenciados para pior. A evidência compilada neste documento apóia essa avaliação”.

O documento de janeiro conclui:

“Já disseram que expor crianças à pornografia adulta explícita é uma forma de abuso infantil. Há verdade nisso… Os responsáveis por esse abuso incluem os pornografos da internet que permitem que as crianças vejam pornografia adulta gratuitamente e sem prova da idade.

Os responsáveis também podem incluir promotores e agentes do cumprimento da lei que fazem vista grossa à proliferação de materiais obscenos na internet, e o Congresso por falhar em sua responsabilidade de fazer com que o Ministério da Justiça e o FBI prestem contas por não implementarem vigorosamente as leis federais contra a obscenidade na internet”.

Notícias Pro família

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* Por que homossexuais não devem adotar crianças, aclara Jornal católico mexicano.

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

Depois de que diversos meios de comunicação deformassem as declarações de integrantes da Igreja , o jornal “Desde la Fé”, da Arquidiocese de México, explicou as verdadeiras razões pelas quais a Igreja se opõe a que casais homossexuais adotem crianças.

Em um longo artigo, o jornal reafirmou que a Igreja, “fiel à tarefa que foi encomendada por Cristo… expressou sua oposição à lei que permite que casais de homossexuais adotem crianças”. Nesse sentido, criticou que tenham sido deformadas as “declarações de membros da Igreja, citando-las fora de contexto ou inclusive, mentindo desvergonzadamente com o objetivo de desprestigiar-la”.

As razões

Em primeiro lugar, “Desde la Fé” reafirmou que a Igreja não promove a homofobia, senão que ensina que as pessoas homossexuais devem ser acolhidas “com respeito, compreensão e delicadeza, e evitar todo sinal de descriminação injusta”.

“Não é a homossexualidade em si, senão as relações sexuais homossexuais o que a Igreja condena por considerar-las atos intrinsecamente desordenados, contrários à lei natural, que fecham o ato sexual ao dom da VIDA e não procedem de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. A Igreja convida aos homossexuais, como a toda pessoa solteira, a viver a castidade”, explicou.

Do mesmo modo, indicou que os casos de pederastia não tiram autoridade moral da Igreja para que se oponha à nova lei, pois precisamente por essa “vergonhosa e dolorosa experiência”, pela qual se pediu perdão, é que “tem autoridade para alertar do perigo que correm as crianças que crescem em um ambiente de homossexualidade”.

O jornal aclarou que a Igreja “nunca disse” que os homossexuais não irão ao Céu, porque isso “corresponde somente a Deus determinar quem irá ou não ao Céu. Foi citada fora de contexto uma passagem de uma carta de São Paulo”.

“São Paulo não fala do Céu, senão do Reino de Deus, que começa já neste mundo. Não é arrogância dizer que se fala em nome de Deus ao citar a biblia que é Palavra de Deus”, esclareceu.

Sobre a adoção, o longo artigo agrega que ser bons pais não é só dar as necessidades materiais, senão garantir o “são desenvolvimento físico, mental e moral” das crianças. “Por bem intencionados que fossem uns “pais” homossexuais, seus próprios estilos de vida afetariam de muitos modos à criança”, comentou.

Também comentou que “por outro lado, não é possível deixar de mencionar a grave possibilidade de que um casal de homossexuais queira adotar crianças com o perverso propósito de utilizar-los para a pornografia infantil, abuso sexual, prostituição, etc.”.

Não pode ser benéfico para uma criança desenvolver-se em um ambiente homossexual. Numerosos testemunhos de quem passaram pela traumática experiência de ser criados por homossexuais provam isso.

Um exemplo disso é Dawn Stefanowicz, que indica em uma página web (www.dawnstefanowicz.com) mais de vinte cinco efeitos que, como numerosos expertos comprovaram, sofre uma criança nessas situações”, indicou.

O longo artigo pode ser lido completo em espanhol em http://www.siame.com.mx/index.php?option=com_content&task=view&id=7028&Itemid=1

ACI

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* “Pai” que colocou filhos em site de pedofilia é condenado na Espanha.

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

O Tribunal de Justiça do País Basco, no norte da Espanha, condenou a 18 anos de prisão um homem que colocou mais de 2 mil arquivos de imagens de seus próprios filhos de 11 e 13 anos em um site de pedofilia.

O pai dos menores, cujo nome não foi divulgado, filmou e fotografou os filhos durante cinco anos na praia e em casa e até postou imagens dos amigos das crianças que iam brincar na residência da família.

Segundo a polícia, o homem fazia parte de uma rede internacional de pedofilia que reunia cerca de 14 mil associados.

A organização, desmantelada pela polícia em 2009, tinha até mesmo um sistema de hierarquia.

Para subir de status no grupo e acessar o material considerado mais exclusivo em pornografia infantil, era preciso cumprir a norma de colocar imagens dos próprios filhos.

De acordo com a nota do Tribunal de Justiça, o homem entrou no setor mais alto da escala da organização, chamado “Nobres do Reino”, onde compartilhou arquivos com outros 144 supostos pais pedófilos.

Condenação

Nos arquivos registrados pela polícia foram encontradas imagens das crianças com roupas, mas “com a clara intenção de captar os menores seminus centrando os focos em peitos, glúteos e genitais”, diz a nota.

Segundo o tribunal, “o site de pornografia infantil permitia adicionar, baixar e observar imagens de sexo explícito de adultos com menores de idade inferiores aos 13 anos”.

Os filhos do espanhol condenado teriam começado a ser gravados pelo pai quando tinham seis e oito anos, respectivamente, até maio de 2009, quando a polícia detectou a rede e prendeu o pedófilo.

A sentença do Tribunal de Justiça do País Basco ordena ainda uma indenização equivalente a R$ 8 mil para cada um dos menores por danos morais, a retirada definitiva da custódia e a proibição de aproximação entre o pai e os filhos durante seis anos.

BBC Brasil

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* Arquidiocese de Miami propõe promover adoção de órfãos haitianos.

sábado, janeiro 16th, 2010
Efe, em Miami

A arquidiocese de Miami propôs hoje que crianças haitianas que ficaram órfãs no terremoto de terça-feira (12) sejam adotadas por famílias americanas. A Igreja Católica utilizaria o mesmo sistema usado durante a operação Pedro Pan, que levou mais de 14 mil crianças de Cuba para os EUA entre 1960 e 1962.

Randolph McGrorty, diretor-executivo dos Serviços Legais Católicos (CLS, na sigla em inglês) da arquidiocese, informou que esta entrou em em contato com o governo americano para sugerir o programa de adoção, a partir do qual as crianças haitianas entrariam no país com vistos humanitários.

“Devido à magnitude do ocorrido no Haiti, é uma prioridade trazer estas crianças órfãs aos EUA”, disse McGrorty, em entrevista no escritório do congressista cubano-americano Mario Díaz-Balart.

O objetivo, disse McGrorty, é dar um futuro às crianças haitianas que perderam seus pais no terremoto, no qual podem ter morrido de 45 mil a 50 mil pessoas, conforme Víctor Jackson, um dos diretores da Cruz Vermelha no Haiti. Um dos primeiros passos para viabilizar este ambicioso projeto é localizar abrigos temporários para acolher as crianças. Um deles estaria no condado de Broward, no norte de Miami, segundo o religioso.

O terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 km de Porto Príncipe, a capital do país.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti, a Minustah, morreram em consequência do terremoto. A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

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* Dar “selinhos” nos filhos é correto ?

domingo, janeiro 10th, 2010

Especialistas ressaltam importância de limites para não confundir crianças.

Um hábito comum em muitas famílias brasileiras, o selinho entre pais e mães e seus filhos pode ser uma armadilha na educação das crianças, mais do que uma demonstração de carinho. Para entender a importância de alguns limites, sem deixar de lado o contato próximo com as crianças, o G1 conversou com psicólogas que comentaram a influência dessa relação no comportamento dos filhos.

“É fundamental não transformar o selinho em um hábito, uma forma frequente de carinho, mas uma bitoquinha em um momento de brincadeira não tem nenhum problema”, diz a psicóloga Ana Cássia Maturano. A especialista ressalta ainda a importância de deixar claro o limite e a diferença entre um carinho entre namorados e o carinho com os pais.

Para a psicóloga Patrícia Gugliotta, mestre em saúde mental pela Universidade de Campinas (Unicamp), o afeto entre pais e filhos pode ser demonstrado de outras formas. “Eu não sou a favor desse contato. Não que haja sexualidade, mas a criança nem sempre consegue entender até onde ela pode ir. Além disso, não acho saudável o beijo na boca entre pais e filhos porque os pais são referência, e como explicar então que com os colegas esse comportamento não é aceito”, diz.

Carinho ou dependência

De acordo com a doutora em psicologia Elisa Marina Bourroul Villela, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é preciso analisar o papel do selinho na relação entre pais e filhos. “É claro que existe um aspecto cultural e de costumes entre cada família, mas é importante que o selinho seja dado simplesmente como forma de carinho, e não para representar, mesmo que inconscientemente, a necessidade dos pais de manter o filho em uma fase de dependência”, diz.

Elisa explica que outros carinhos, como o colo ou o toque no seio da mãe, por exemplo, são adequados durante um período da vida da criança, mas merecem cuidado e uma atenção especial quando a criança começa a crescer. “Em famílias em que o contato próximo é um costume, não há nenhum problema ou limite de idade para esse carinho, mas o espaço da criança deve ser respeitado, não pode ser invasivo.”

Já Patrícia defende que o contato físico nem sempre é sinônimo de cuidado. “Não é necessário dar selinho para mostrar ao filho cuidado e o quanto ele é amado, existem outros meios de mostrar o mesmo carinho”, diz.

Reflexos fora de casa

O selinho frequente pode levar a criança a considerar natural esse tipo de manifestação entre amigos na escola, por exemplo, o que pode trazer problemas. Para evitar essa situação, Ana Cássia sugere a constante conversa com a criança. “Os pais devem explicar que há algumas formas de carinho que fazemos apenas com quem temos intimidade, em família. Ainda assim ressalto que estou falando de um selinho simples, e de vez em quando.”

Segundo Elisa, a criança é capaz de distinguir os tipos de contato que são familiares e o que é uma cultura compartilhada. “A criança deve estar ciente de que nem tudo que ela faz em casa, com os pais e irmãos, pode ser feito entre outras pessoas. As culturas de outras famílias também precisam ser respeitadas. E a melhor forma de fazer a criança compreender isso é com uma boa conversa”, afirma a especialista.

Outro cuidado importante, segundo as psicólogas, é deixar claro que a relação de namoro se dá entre a mãe e o pai. “É comum que a menina se enamore pelo pai e o menino pela mãe, e muitas vezes esse tipo de comportamento estimula essa ‘paixão’, por isso os pais devem deixar claros os limites entre as brincadeiras e carinhos”, afirma.

Fonte:  G1

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* Bebês com síndrome de Down vão simplesmente desaparecer?

sábado, janeiro 9th, 2010

Albert Mohler

O desenvolvimento de tecnologias de diagnóstico pré-natal apresenta inúmeras questões morais — com o diagnóstico da síndrome de Down na frente e centro. Durante os vários anos passados, vem se observando e amplamente se noticiando uma redução nítida no número de bebês que nascem com a síndrome de Down. Dá para se atribuir essa redução diretamente à decisão de abortar depois de um diagnóstico pré-natal.

Conforme informa o jornal Science Daily, um novo artigo de peso que será publicado na revistaArchives of Disease in Childhood aponta para novas tecnologias para futuro próximo que provavelmente aumentarão o diagnóstico da síndrome de Down (SD) durante a gravidez. “Os novos testes que serão introduzidos no próximo ano oferecerão um simples teste de sangue que não representa risco algum para o feto e dá um diagnóstico preciso de uma ou mais das variantes genéticas da síndrome de Down — a trissomia 21, a translocação ou o mosaicismo”, declarou a revista.

O desenvolvimento desses novos testes quase que certamente tornará mais freqüente a prática do diagnóstico pré-natal para se detectar a síndrome de Down. Atualmente, os testes disponíveis representam algum risco para o feto e são invasivos. Os novos testes para o próximo ano são baseados em simples testes de sangue.

A nova pesquisa é baseada no trabalho do Dr. Brian Skotko, um médico de genética clínica no Hospital Infantil de Boston. Skotko, que tem uma irmã com a síndrome de Down, faz a comovente pergunta: “Quando os novos testes estiverem disponíveis, os bebês com síndrome de Down aos poucos desaparecerão?”

A pesquisa dele revela tendências profundamente preocupantes. Entre 1989 e 2005, nascimentos de bebês com a síndrome de Down diminuíram em 15 por cento. Conforme explica Science Daily: “Na ausência de testes pré-natal, os pesquisadores teriam esperado o oposto — um aumento de 34 por cento em nascimentos — devido à tendência de mulheres aguardando mais tempo para ter filhos. Sabe-se que ter filhos mais tarde aumenta as chances de ter um bebê com a síndrome de Down”.

Num artigo, Skotko argumentou que os médicos estão muitas vezes mal preparados para conversar sobre o diagnóstico da síndrome de Down com suas pacientes grávidas. De modo frio, ele também revelou que uma percentagem significativa dos médicos “relatou que eles ‘frisam’ os aspectos negativos da SD, de modo que as pacientes vejam com bons olhos um aborto intencional”.

Com as novas tecnologias de diagnóstico pré-natal tão perto no horizonte, Skotko agora vê uma “verdadeira colisão” em seu caminho. “Mais mulheres vão passar pelo processo de testes, que poderiam levar a muitas conversas difíceis e desagradáveis entre médicos e pacientes que estão esperando bebê”.

A razão para a redução no número de bebês que nascem com a síndrome de Down fica mais nítida quando o jornal The Washington Post cita a pesquisa de Skotko indicando que 92 por cento das mulheres que são informadas de que estão esperando um bebê com a síndrome de Down escolhem abortar a gravidez. Isto é: de cada dez bebês, nove são abortados.

As dimensões da “colisão” que o Dr. Skotko vê chegando agora se tornam visíveis. Se essas percentagens continuarem, o desenvolvimento desses novos testes quase que certamente levará a um vasto aumento no número de bebês abortados depois do diagnóstico da síndrome de Down.

Isso apresenta um sério desafio moral para a classe médica — e para a sociedade em geral. A assistência médica é um bem social pelo qual a sociedade inteira é responsável. O desenvolvimento de tecnologias de diagnóstico e procedimentos pré-natais traz uma crise moral bem diante de nós — bem em nossos corações. Veremos os bebês com síndrome de Down simplesmente desaparecerem?

Em seu artigo, publicado na revistaAmerican Journal of Obstetrics and Gynecology, o Dr. Skotko explicou que os testes pré-natais para se detectar a síndrome de Down colocam diante das mães que estão esperando bebê uma simples escolha — prosseguir com a gravidez ou abortar. Ele continuou:

“Sabendo disso, os fornecedores de serviços médicos historicamente agem supondo que se uma mulher dá consentimento para um exame ou diagnóstico pré-natal, ela tem de crer que ter um filho com a SD seria um resultado indesejado e quereria abortar sua gravidez se tal diagnóstico pré-natal fosse feito”.

As mães que estão esperando bebê têm de ler essa sentença várias vezes. Os que as aconselham também deveriam fazer isso.

Como o Dr. Skotko compreende muito bem, essa crise moral não se limita a bebês com a síndrome de Down. Ele pergunta: “As mães que estão esperando bebê deveriam ter à disposição os exames para selecionar e abortar fetos com um sexo indesejado? Os exames pré-natais deveriam identificar os fetos com genes que os predispõem ao câncer de mama na vida adulta? Os casais que desejam abortar fetos com genes combinados com preferências sexuais deverão ter apoio no futuro?”

O fato de que 92 por cento das mulheres que são informadas de que seu bebê em gestação apresenta elevado risco de síndrome de Down escolhem abortar o bebê deveria nos deixar chocados. O que isso fala sobre a nossa desvalorização da vida humana e da dignidade humana? Isso só pode significar que essas mulheres vêem um bebê com a síndrome de Down como um ser humano indigno de se ter — e o bebê como uma vida que não vale a pena se viver.

O Dr. Skotko aponta para os novos testes que já estão para entrar em funcionamento e vê uma colisão chegando. Considerando sua importante pesquisa, seria melhor vermos uma crise moral surgindo no horizonte. A Cultura da Morte está ganhando impulso diante de nossos olhos. Quem será o próximo na fila para ser considerado indigno de viver?

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* Casais do mesmo sexo têm direito a filhos?

sábado, janeiro 9th, 2010

Jorge Enrique Mújica

“O que me causa a maior preocupação é saber que estão ignorando as crianças no debate atual sobre matrimônios entre pessoas do mesmo sexo”. Esta declaração é de Dawn Stefanowicz, uma mulher que, nos seus quarenta anos, continua carregando o peso da recordação de uma infância marcada pela homossexualidade ativa de seu pai.No livro Out From Under: The Impact of Homosexual Parenting (Annotation Press, 2007), Stefanowicz reconhece, entre outras coisas, a necessidade que teve de afeto e segurança, por parte de seu pai. É clara a constatação da autora: as vítimas reais, que saem perdendo com a legalização do assim chamado matrimônio homossexual, são as crianças. Diante deste fato, ela considera: “que esperança se pode oferecer a crianças inocentes, sem voz?” Sua pergunta clama as autoridades para que defendam o verdadeiro matrimônio entre homem e mulher, e excluam, para o bem das crianças, qualquer outra forma de equiparação.

O reconhecimento jurídico de casais do mesmo sexo, em vários países do mundo, inclina-se, cada vez mais, à exigência de adoção, ante a impossibilidade natural de tais casais conceberem. Em não poucos lugares, suas pretensões têm sido ouvidas, e hoje se acham amparadas por lei, culminando com a obrigação de que as instituições lhes deixem crianças sob tutela.

Mas além de um juízo multidisciplinar sobre a homossexualidade, impõe-se a pergunta sobre a base em que se apóia o tal “direito” de adoção. Mais ainda: há efetivamente um direito, para que estes tipos de casais o exerçam, e, se existe, onde fica o direito das crianças de nascerem e crescerem em uma família segundo as leis da natureza?

Os homossexuais costumam apelar para um pretenso direito de constituírem descendência, o que justificaria a busca dos meios necessários para terem um filho: desde a adoção até a contratação de doadores de esperma, no caso de mulheres, ou de óvulos e de ventre, no caso de homens. Uma proposição desta ordem apresenta várias objeções:

1. Em primeiro lugar, tal demanda corresponde à lógica da produção e do domínio, e não à do amor e da doação. Considera-se a criança, antes, como um objeto que não nasce como dom de amor, senão como exigência de um desejo. Ora, a vida humana tem por origem natural o amor, que se expressa sexualmente entre dois cônjuges unidos em matrimônio; somente a união afetiva e espiritual entre o homem e a mulher implica na possibilidade da vida.

2. Desejar um filho não implica em nenhum direito a tê-lo. Uma criança não pode ser obtida como objeto de direito, pois ela traz em si a dignidade de sujeito; e como sujeito, sim, goza do direito de ser concebida em pleno respeito à sua dignidade de ser humano.

3. Mesmo com relação aos casais heterossexuais, que experimentem um forte desejo psicológico para procriar, não existe nenhuma necessidade vital para fazê-lo. Ninguém morre nem põe em perigo sua saúde física ou psíquica pelo fato de não ter filhos.

4. Não há um direito de ter filho, pois nenhuma pessoa é devida à outra como se fosse um bem instrumental. Portanto, não existe direito de se ‘ter’ um filho a qualquer preço. Isto significaria agir contra a dignidade da criança.

Os países cujas leis são a favor da adoção por parte de pessoas do mesmo sexo, estão se esquecendo dos legítimos direitos que as crianças têm, o de crescerem e se desenvolverem em ambientes adequados à sua condição de seres humanos, por serem dotadas de uma natureza que precisa da figura e do papel de uma mãe e de um pai.

Se há, de fato, tão grande sensibilidade pela proteção da infância, em todo o mundo, por que não perguntam diretamente aos que estão para ser adotados, se eles desejam ter uma mulher a quem chamar de mamãe e papai, ou se preferem mesmo ter duas mamães ou dois papais?


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* Brigas familiares nas férias..

sexta-feira, janeiro 8th, 2010

O respeito, a paciência e a assistência são facetas do amor. As brigas indicam a falta de um amor efetivo, e se elas se tornaram freqüentes nas férias é preciso trabalhar para que a família se queira bem, cada vez mais e melhor.

Muita gente que saiu a veraneio, ao regressar desse pequeno descanso de férias, sentiu que voltava à baila uma série de diferenças e antagonismos que a vida diária tinha resolvido ocultar, pelo menos em parte. Mas, uma vez que os membros de uma familia, além de parentes e amigos, viram-se forçados à convivência em comum.

Aqueles dias programados para que as pessoas relaxassem, acabaram em uma série de tensões, mau humor, repreensões e ressentimentos.

Tudo isso por não terem aproveitado as férias como uma ocasião privilegiada para crescer.

Para crescer com relação aos demais. Não é possível nenhuma convivência sadia sem respeito às outras pessoas, às suas idades, gostos e debilidades.

Nem os anos vividos, nem as preferências, nem as minhas falhas devem ser convertidos em norma que os demais devam acatar como lei suprema e inapelável.

Eu é que devo estar ao serviço dos demais, não os demais ao meu serviço.

Se, disponho de mais experiência, mais força, mais dinheiro, é para colocar tudo isso em favor do crescimento dos outros e do meu próprio.

O respeito ao direito alheio significa não somente a paz, mas também a condição para que se vá amadurecendo e desfrutando da vida, como deve ser.

Quem ama de verdade, deve aprender a ser observador.

Intervir só quando for solicitado e/ou quando achar prudente fazê-lo, sempre mantendo o respeito pelo outro, vale dizer, o interesse pelo desenvolvimento da autonomia e da liberdade do outro.

Crescer em paciência, com os demais, outra coisa não é senão levar em conta que os outros estão crescendo, e que este processo habitualmente não pode nem deve ser acelerado.

Quase sempre nossas demonstrações de impaciência são a manifestação do desejo de que os outros cresçam de acordo com o nosso próprio ritmo. É um desejo improcedente e injustificado, além de inútil.

Freqüentemente a impaciência conduz à violência, podendo inspirar medo e sentimento de urgência, mas não colabora para o verdadeiro crescimento.

Meu ritmo de inteligência, de ação e de caráter não tem por que ser o mesmo dos demais. Preciso aprender a me coordenar com os que estão à minha volta.

O ritmo deles é diferente do meu, se estamos juntos é para nos ajudarmos a viver, não para forçar um ritmo alheio ao que nos é peculiar.

O nível de mau-humor em uma família deve-se geralmente à falta de respeito e de paciência para com a personalidade dos demais.

Crescer em assistência para com os demais

Se, vivemos juntos é para tornar mais leve o peso da vida: a carga do trabalho, da solidão, das limitações de cada um.

É lamentável que, em tantas ocasiões, a vida em comum sirva precisamente para o contrário: o trabalho se torna mais pesado, a solidão mais dolorosa, as limitações mais evidentes.

O inconformismo se generaliza, as repreensões se agravam, as feridas se multiplicam. Tudo por não aceitarmos que todos precisamos de todos, e o que não se ganha por bons modos,  acaba se perdendo.

Minha capacidade para viver se mede exatamente por minha capacidade para ajudar a viver. Pois isto significa que abandonei o horizonte estreito e egoísta de minhas preferências e de meus caprichos, para me abrir ao esplendor de poder descortinar mais vida no outro.

Nossa assistência aos demais se revela quando vemos mais sorrisos ao nosso redor, a alegria surgindo espontaneamente e se mantendo como que num clima habitual;  se aparecem divergências, é para que haja aceitação e sensatez, e se lágrimas afloram é para se ter o privilégio de enxugá-las e poder confortar quem chora.

O respeito, a paciência e a assistência são facetas do amor. As brigas apontam para a falta de um amor efetivo, e se elas se tornaram freqüentes nas últimas férias é preciso trabalhar para que a família se queira bem, cada vez mais e melhor.

Esta é a condição para que os próximos passeios não virem brigas nas férias, mas Amor nas Férias.

Fonte: Catholic.net



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* Mangás ganham prêmio católico na França.

sexta-feira, dezembro 18th, 2009
O prêmio 2010 dos quadrinhos cristãos de Angulema (França) foi concedido, depois de três rodadas de escrutínio, a dois mangás: O MessiasA Metamorfose, de Kumai Hidenori e Kozumi Shinozawa.
O termo “mangá” é a palavra japonesa que designa a historieta em geral e fora do Japão é usado para referir-se ao estilo peculiar de elaborar quadrinhos desse país.

O júri, composto por 7 pessoas e presidido por Dom Bernard Podvin, diretor de comunicação da Conferência Episcopal da França, sublinhou que “a audácia do roteirista e da desenhista é ter sabido captar a história mais extraordinária jamais contada, protagonizada pelo homem mais polêmico que viveu na terra, transmitindo a mensagem cristã a outra cultura”, sublinha um comunicado.

A desenhista Kozumi Shinozawa nasceu em 1970. Batizada em junho de 2004, seus trabalhos se caracterizaram pela influência cristã a partir de 2005.

Além disso, concedeu-se uma menção especial a Starets Silouane, da belga Gaëtan Evrard. A história relata a vida de Syméon Ivanovitch Antonov, que entrou em 1892 no mosteiro russo de São Pantaleão do Monte Atos.

“Tornou-se monge sob o nome de Silouane e lá levou, até sua morte, em 1938, a vida aparentemente ordinária de um simples monge. (…) Na verdade, o starets (guia espiritual) Silouane é uma autêntica testemunha de Cristo. Um espiritual do nosso tempo.”

No dia 26 de novembro de 1987, foi canonizado pelo Patriarcado de Constantinopla.

O prêmio 2010 e esta menção especial serão entregues no próximo dia 28 de janeiro, na igreja de São Marcial de Angulema.

***

Os mangás, desenhos animados de origem japonesa, não são feitos só para crianças ou jovens com parece a primeira vista, mas para um público consumidor bem mais amplo, que inclui até adultos.

Existem estilos de Mangás para meninos ( shounem), meninas ( shoujo), homens jovens ( seinem), adultos ( gekijá) ,não necesariamente eróticos e josei para mulheres, dentre outros…

Existem também mangás pornográficos, eróticos, homossexuais masculinos e femininos, dentre outros..

Como se vê, tem de tudo.

Para nós, como cristãos, o estilo- mangá- em sí não tem problema.

Surgem problemas de incoerência com nossa fé, no entanto, a leitura de alguns estilos claramente antievangélicos e, mesmo nos estilos mais neutros, com a absorção de conceitos e visões do mundo embutidos nas histórias que agridem nossos valores e fé Católica.

Parece uma bobagem…  mas a fé vivida de forma madura exige sempre esse posicionar-se diante de nossa cultura, devido a perca de referências da verdade e de uma saudável visão do homem, que deve gerar em nós esse ” observar tudo e reter o que é bom”, bom aqui entendido não apenas o que é bom para meu conceito de bondade mas  o mais próximo possível do conceito cristão de bondade e de verdade.

É ser sábio e inteligente discernir aquilo que lemos, com prudência, sem neuroses mas sem ingenuidades.

Alguns se sentem quase que ofendidos quando se fala disso como se a ” atitude permanente de discernimento e vigilância ” não fizesse parte de nossa vivência em um mundo tão carente de referências como o nosso.

Nossa cultura é “frenética” e todos os dias surgem “novidades” que requerem de nós um posicionar-se, tranquilo e firme, para não sermos apenas “mais um” que vai aceitando tudo, como se nossa mente e inteligência fossem latas de lixo.

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* Relatório examina as tendências do divórcio pelo mundo

terça-feira, dezembro 15th, 2009

Por Pe. John Flynn, L.C.

Segundo um relatório realizado no Canadá, todos sabem que o divórcio é um problema frequente e uma tarefa difícil. O Instituto da Família canadense acaba de publicar sua 3 ª edição do informe “Divórcio: Fatos, Causas e Consequências”.

Na obra, Anne Marie Ambert, professora de sociologia, analisa a situação matrimonial canadense e a compara com outros países. A constatação de que um em cada dois casamentos termina em divórcio não é tão simples como parece, apesar de comum, observa a docente.

Citando um relatório de 2008 do Statistics Canada, Ambert observa que o risco de divórcio entre recém-casados é hoje de 38% para o país como um todo, mas 48,4% para a província do Quebec. Esta estimativa, nos Estados Unidos, é de 44%.

Este número inclui não apenas as pessoas que estão se divorciando pela primeira vez, mas também aquelas cujos casamentos terminam por uma segunda vez ou mais. Em 2005, 16% dos divórcios incluíam os maridos que já tinham sido divorciados pelo menos uma vez. Para as mulheres, a porcentagem era de 15%.

Isso significa que os casais que desejam de casar pela primeira vez precisam ter em mente que a taxa de divórcio para os primeiros casamentos é inferior a 38%, provavelmente perto de 33%, de acordo com a professora.

Outras complicações surgem quando os métodos inadequados de medição de divórcios são utilizados. Às vezes, o número de divórcios em um ano é comparado com o número de casamentos que houve no mesmo período. Assim, se o número de casamentos diminui, como aconteceu no Canadá, na última década, a proporção de divórcios parece aumentar automaticamente, mesmo se a quantidade de divórcios permanecer a mesma.

É engano comparar o índice de divórcios com o de casamentos. Se houvesse 2,7 divórcios por 1.000 pessoas na população e 5,4 casamentos por 1.000, então a taxa de divórcio seria de 50%. Utilizar este método é se equivocar e dizer que 50% das pessoas que se casam no ano se divorciam.

Método

O método mais comum utilizado é a taxa anual bruta para cada 1.000 ou 100.000 casais que se casam. Em 2005, esta taxa foi de 2,2 no Canadá, contra 2,9, em 1990.

Segundo Ambert, a maneira mais exata para o cálculo é utilizar o número total de divórcios. O correto é olhar para as pessoas que se casam e determinar a proporção esperada de divórcio quando elas completarem o 30° aniversário de casamento. Contudo, este método também tem suas limitações, pois é uma previsão com base em padrões do divórcio atual em comparação com um passado recente.

Também são realizadas algumas comparações internacionais difíceis, tendo em vista que tais previsões exigem um registro cuidadoso de manutenção e cálculos que poucos países possuem de forma adequada.

As tendências também estão mudando. Houve um grande aumento de divórcios no Canadá depois da queda de uma lei, em 1968, que tornou mais fácil obter a separação. Por isso houve um aumento de cinco vezes nas separações nos anos seguintes. Mais tarde, durante a década de 1990, as taxas de divórcio no Canadá e nos EUA caíram.

Outra variável é o aumento da coabitação antes do casamento. Os casais que vivem juntos e aqueles que são filhos de pais divorciados têm um maior risco de se divorciar, então há uma chance de que as taxas de divórcio aumentem nos próximos anos.

Em outro ponto do relatório, Ambert analisou os fatores que contribuem para o divórcio no Canadá. Em termos de influências culturais, ela sustenta que a secularização do matrimonio avança e dá-se mais espaço para o individualismo.
“Para muitos, o casamento tornou-se e escolha individual em vez de um pacto diante de Deus e essa mudança contribui para a aceitação da sua natureza temporal”, explica a professora.

Individualismo

As leis de divórcio foram se normalizando e com isso este se tornou mais aceitável. Há ainda uma forte tendência para o individualismo, afiram Ambert.
A cultura de hoje incentiva as pessoas a serem felizes e satisfeitas. O casamento está sendo menos visto como uma instituição centrada na responsabilidade mútua e não mais tido como a busca da felicidade e do companheirismo.

Como consequência dessas tendências, os canadenses e os ocidentais têm desenvolvido um limiar de tolerância quando seu casamento não cumpre com as expectativas de realização pessoal, afirma a professora.

Ela também analisou a tendência para o “morar junto” dos últimos tempos. Ambert comentou que viver junto antes do casamento permitiria que as pessoas evitassem de se casar com a pessoa errada e facilitaria na prática a relação a dois.

Coabitação representa, especialmente entre os homens, um menor compromisso com o casamento e à fidelidade sexual. Não há razão para trabalhar na manutenção de um relacionamento que pode nunca ter sido visto como um compromisso sério e de longa duração.

Portanto, Ambert acrescenta, esta relação não pode ser tida necessariamente como uma espécie de teste do casamento.

A experiência de um relacionamento menos seguro, e da coabitação menos fiel, molda comportamentos conjugais que levam os casais a continuar a ver a união através da perspectiva da insegurança e do baixo comprometimento de sua coabitação prévia, comentou Ambert, citando alguns estudos.

Outro fator apontado é que os casais que vivem juntos em geral são menos religiosos do que aqueles que se casam sem coabitação prévia. Existe uma correlação entre a religiosidade e a felicidade conjugal, tal como a estabilidade, diz Ambert.

Consequências

A pobreza aumenta o risco de divórcio e o divórcio, por sua vez, aumenta o risco de pobreza, de acordo com o relatório. Depois do estudo citado, Ambert mostrou que cerca de 2 anos depois de uma separação ou divórcio, 43% das mulheres experimentaram uma diminuição na renda familiar, em comparação com 15% dos homens. Até 3 anos após do divórcio, a renda das mulheres se mantém baixa, em relação à que antecedia o término da relação.

O divórcio é também um forte fator de risco para problemas de desenvolvimento entre as crianças. As crianças cujos pais são divorciados são mais propensas a sofrerem de problemas psicológicos e irem pior na escola.

Os filhos mais velhos de pais divorciados tendem a sair de casa mais cedo do que outros. Como consequência, torna-se muito caro para eles continuarem a sua formação. Isso leva a menor capacitação e restringe as possibilidades de emprego.

Enquanto a pobreza é um fator importante para o impacto negativo do divórcio nas crianças, Ambert explica que mesmo havendo a redução da possibilidade de pobreza infantil, as consequências do divórcio para as crianças não seriam eliminadas.

A dissolução de casamentos não só representa um fardo para as crianças, como também é um custo significativo para a sociedade como um todo, conclui a professora.

“A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das consequências criadas pelo divórcio nos filhos”, disse Bento XVI a um grupo de bispos brasileiros, dia 25 de setembro.

“É firme convicção da Igreja que os problemas atuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social”, afirmou.

O Papa indicou aos bispos brasileiros que apoiem e incentivem os casais à constituição da vida familiar, para que muitos problemas sociais sejam solucionados. Uma tarefa difícil, tendo em vista as circunstancias atuais. Porém, uma ação fundamental.

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* Resposta sobre suposto personagem gay nas histórias de Mauricio de Sousa.

quinta-feira, novembro 26th, 2009

Vejam o que foi respondido a um irmão,escandalizado com a presença de um personagem gay em uma revista do Mauricio de Sousa (autor de Mônica,Cebolinha,etc..) que em e-mail manifestou sua incredulidade e sua promessa de não mais adquirir para seus filhos publicações de Mauricio de Sousa.


NOTA SOBRE A REVISTA TINA 6

Sobre a recente polêmica a respeito da revista Tina 6, é preciso esclarecer alguns pontos.

A revista Tina é uma publicação da Editora Panini produzida para um público adulto jovem. Ou seja, não tem nada a ver com a Turma da Mônica ou o público infantil ou infanto-juvenil (Turma da Mônica Jovem). A publicação é destinada a uma outra faixa de leitores e suas histórias refletem isso – tanto que Tina, atualmente, é estudante de jornalismo e maior de idade.

A história publicada em Tina nº 6, intitulada O Triângulo da Confusão, deve ser lida e interpretada pelo leitor. Não há qualquer afirmação sobre a sexualidade deste ou daquele personagem.

Lida a história, feita a interpretação, daí, sim, comentários e críticas poderão ajudar no sentido de falarmos a língua de uma sociedade esclarecida. Tanto que, em nossas publicações recentes, temos usado cada vez mais a interatividade com os leitores. Essa promoção do diálogo com a juventude, especialmente pela internet, é essencial e já nos ajudou a direcionar histórias e personagens em outras ocasiões.

E vale ressaltar que publicações dirigidas a faixas de público com idades diferenciadas podem – e devem – tratar de quaisquer assuntos de maneira adequada ao seu leitor.

No cinema, na televisão ou nas revistas há a separação por faixa de idade. Por que não haveria na nossa vasta galeria de publicações?

Mas uma posição vai se manter em TODAS as nossas produções: o respeito pelo ser humano, pela pessoa, e a elegância no trato de qualquer tema.

Mauricio de Sousa


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