Posts Tagged ‘Cultura’

* Avatar. Qual a “teologia” do filme que bateu o mega sucesso Titanic?

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

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O sucesso de “Avatar” foi bilionário. Os efeitos visuais do filme de J. Cameron são mesmo incríveis — assisti em 3D. A mensagem central é alinhada ao que tem sido considerado politicamente correto pelo paradigma socialoide, tanto antropológica como ecologicamente. Milhares de povos têm sido de fato destruídos ao longo da história por causa da ganância império-colonialista, que passa como um rolo compressor por cima de terras, casas, referências culturais, corpos e o que mais for preciso em nome do lucro.

Tangencialmente somos informados que a Terra já teria seu habitat destruído — e agora vemos os homens (machos brancos) exportando para os limites da galáxia a cultura de exploração destrutiva, garantida por tropas militares (mercenários sem bandeira, mas que se comunicam no idioma do mercado…), enquanto os frágeis (mulher e deficiente físico) salvam o mundo imaginado no espaço. Uma projeção na telona das angústias e anseios da humanidade.

Então, a mensagem de preservação de povos, culturas e o meio ambiente é bacana e necessária.

Porém chamo a atenção para a teologia (o discurso sobre o deus, o divino, a deidade) que é sedimentada na mente dos expectadores “almiabertos” (boquiabertos). Não é questão de demonizar a produção e não assistir ao filme, mas de saber os corantes e conservantes que o compõem e aos quais somos expostos (e que não são informados na embalagem) e que, em alguns casos, colateralmente, poderão redundar nalgum câncer espiritual.

Cito a Wikipédia, por ser uma referência popular: “Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal, segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito ‘Avatāra’, que significa ‘descida’, normalmente denotando uma (religião), encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade… Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra…”

Quando essa forma impersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, ele — ou ela — é conhecido então como a encarnação ou Avatara… Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos materiais de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, seu corpo e sua alma transcendem a matéria e, embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a sua essência espiritual…

Essa palavra “Avatar” se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua “impersonalização” no interior das máquinas e telas de computador… Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez em um jogo de computador… Mas a primeira concepção de avatar vem primariamente dos textos hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar — ou encarnação — de Vishnu, a quem muitos hindus adoravam como um Deus”.

Não há como ignorar o componente teológico envolvido no filme.

Primeiro, pelo nome do filme em si (a orientalização do Ocidente é uma tendência que vem crescendo desde meados do século 20), assim como por um linguajar que faz referência e remete ao hinduísmo.

Segundo, pela ideia de espírito / mente de um ser “transmigrar” para outro corpo (em “Avatar”, paralelamente, num mesmo tempo e espaço; no hinduísmo, sucessivamente, noutro tempo e forma de vida).

Terceiro, e principalmente, pela noção panteísta de divindade, ou seja, um poder divino embutido na natureza, visualizado e adorado em forma de árvore especial, com a qual é possível estabelecer contato e comunicação (é pessoal), que elege seres para tarefas salvíficas, que mantém aquele mundo em equilíbrio, que move os elementos (animais, por exemplo) que compõem aquele cosmos, que toma a vida (decide quem continua a viver), que realiza o milagre de transferir efetivamente uma alma de um corpo para outro.

Quarto, pela semelhança sonora entre o nome da divindade (Eiwa) com Jeová. Seria a tentativa de alguma redefinição do Deus revelado por Jesus, segundo a Escritura? (A tendência atual não é ateísmo, mas uma forma religiosa natural, mais palatável que o Deus bíblico.) Ainda há outros aspectos, mas esses bastam para mostrar o ponto: “Avatar” está cheio de elementos teológicos, no caso, panteístas.

O contraste com o Deus da Bíblia é enorme, pois ele é o Deus Eterno, Criador, o Deus Soberano no universo (não limitado a uma lua do cosmos), o Deus que é espírito puro, o Deus Pai de Jesus Cristo (chamado por alguns hindus modernos de um avatar…), o Deus que ama e salva a sua criação entrando na história e assumindo a cruz para resgatá-la.

Sem paranoia, mas vigiando (levando em conta que J. Cameron patrocinou um documentário que questiona a ressurreição de Jesus), o que a cultura contemporânea vem sedimentando em nossa alma? Quais serão os efeitos espirituais reais que tal cosmovisão terá sobre a mente de milhões de consumidores desse tipo de cultura?

Pessoalmente, não gostaria de viver em sociedades como as que a teologia hindu pariu (idealizada pela novela “Caminho das Índias”). É claro, portanto, que há uma relação direta entre a teologia e o modo de vida, entre uma teologia idólatra e um modo de vida igualmente reduzido, entre uma concepção panteísta da divindade e uma espiritualidade esvaziada da cruz.

Não vivemos sem cultura. Alimentamo-nos constantemente dela.

Esse artigo tem por objetivo despertar a atenção para as expressões culturais que ingerimos. A ideia é provocar reflexão e reação ,ainda mais que o diretor já anunciou a continuação de “Avatar” em mais um ou dois filmes.

Autor : Christian Gillis

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* Veja lista de alguns jornais católicos, com link de acesso.

quarta-feira, janeiro 13th, 2010
Clique no link.

A Mensagem Católica (Olinda e Recife-PE)

A Ordem (Natal-RN)

Arquidiocese em Notícias (Manaus-AM)

Brasil Central (Goiânia-GO)

Diocese Informa (Joinville-SC)

Jornal da Arquidiocese (Florianópolis-SC)

Jornal de Opinião (Belo Horizonte-MG)

Jornal São Salvador (Salvador-BA)

L’osservatore Romano (Vaticano)

Missão Jovem (Florianópolis-SC)

Mundo Jovem (Porto Alegre-RS)

O Diocesano (Volta Redonda e Barra do Piraí-RJ)

O São Paulo (São Paulo-SP)

Santuário de Aparecida (Aparecida-SP)

Voz de Nazaré (Belém-PA)

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* Você conhece nossa cultura Católica?

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

Hilton Valeriano

É difícil recomendar obras quando se trata do Cristianismo Católico.Digo difícil, porque para mim o Cristianismo é sinônimo de cultura, e quando digo Cristianismo, quero dizer Catolicismo.

Quando consegui superar minha fase agnóstica e cética, converti-me ao Catolicismo por perceber que o mesmo era sinônimo de fé, mas também razão e cultura.

A evidência de um fato: quando São Paulo prega na Ágora para os gregos, inicia-se a grande síntese entre as duas maiores revoluções culturais da humanidade: a cultura grega e a cristã. Essa síntese denomina-se catolicismo. A Igreja Católica (para o horror de seus detratores) nunca destruiu culturas, mas as assimilou elevando-as à perfeição.

Uma instituição inimiga da cultura e da razão não seria responsável por salvar o saber clássico da catástrofe das invasões bárbaras na queda do Império Romano.

Sim, se podemos ler Platão, Homero, Hesíodo, os grandes trágicos Ésquilo, Eurípides, Sófocles, Epicteto, Marco Aurélio, Sêneca, Virgílio, Horácio, Ovídio… devemos ser gratos aos mosteiros, aos bizantinos, ou seja, a Igreja Católica!

Se não fosse essa instituição “inimiga” da razão não teríamos as Universidades: Oxford, Cambridge, Salamanca, Lisboa, Coimbra, Pádua, Bolonha, Sorbonne…

Pensemos na grandiosidade da arquitetura gótica: somente a razão iluminada pela fé poderia ter criado esse esplendor. Vide Reims, Notre Dame e Chartres. Sim, a verdadeira França não é a aberração nascida do iluminismo e da revolução francesa, mas sim a França cristã Católica. O espírito da França não está em Descartes, e sim em Pascal!

Pensemos na beleza dos mosaicos bizantinos, nos afrescos de Giotto, Fra. Angélico. Em Caravaggio, El greco. Na capela Sistina. No barroco. Em tantos monumentos da arte criados pelo espírito Católico. O canto gregoriano… A estética Católica é o reflexo da eternidade! Ser Católico é amar a cultura. A lista de citações seria interminável.

O que seria da Europa sem a regra de São Bento? Da mística de São João da Cruz, de Santa Teresa d’Ávila? Se dedicar ao estudo do Catolicismo é se dedicar ao estudo dos mestres da patrística, da escolástica, da teologia monástica. Mas cito alguns livros que tenho de cabeceira: A prática do amor a Jesus Cristo, de Santo Afonso de Ligório. Um belo livro de moral Católica. As epístolas de Santa Catarina de Sena. História de uma alma, de Santa Teresa do menino Jesus. Essa obra maravilhosa mostra a importância de uma família repleta do espírito do evangelho, da doutrina da Santa Igreja Católica: seu fruto só pode ser a santidade.

Tudo em Santo Agostinho é essencial. Mas Santo Agostinho é um universo. Recomendo Confissões e A verdadeira religião. Um clássico: A imitação de Cristo, de Tomás Kempis. Ortodoxia de Chesterton. Revolução e contra-revolução de Plínio Corrêa de Oliveira.

O espírito do Catolicismo sempre inspirou grandes manifestações em termos de cultura. Pensemos em sua Santidade o Papa Bento XVI: como a mídia mostra-se hipócrita e odiosa em relação à sua pessoa. Sua cegueira é evidente: não enxergar o grande homem de cultura que está à frente da Igreja Católica. Eu desafio: leiam suas audiências. Leiam o discurso que seria proferido na Universidade La “Sapienza”! A mesma que fechou suas portas em nome da “razão”. Leiam Memória e identidade, do Papa João Paulo II: mostra de verdadeira consciência histórica de acontecimentos que marcaram o século XX.

No Brasil, enquanto o flagelo do marxismo e progressismo não tornaram a inteligência católica bestial, houve grandes romancistas e poetas como Cornélio Penna, Lúcio Cardoso, Octávio de Faria, Gustavo Corção, Murilo Mendes, Jorge de Lima… Muitos esquecidos, mas graças a Deus sendo redescobertos.

Pensemos em nomes como George Bernanos, François Mauriac, Paul Claudel, Julien Green.. Como a França anda mal… (…)

Por isso recomendo o estudo da verdadeira cultura, a cultura presente na Tradição Católica!

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* “A internet nos suga como uma esponja”.

sexta-feira, janeiro 8th, 2010
O tema não é de natureza religiosa, mas toca em um aspecto importantíssimo :a perca da capacidade de pensar e refletir, fundamental para nossa vivência de fé em um mundo em permanente transformação, mundo esse que somos chamados a evangelizar com redobrado fervor, unção e parresia.

Como ele bem disse: “estamos perdendo a capacidade de nos concentrarmos, lermos atentamente e pensarmos com profundidade”.
A fonte é a Revista ” Época”.

***
Um dos maiores palestrantes do mundo empresarial diz que viver conectado é prejudicial a nosso cérebro

Para Nicholas Carr, um dos palestrantes mais valorizados do mundo dos negócios, a dependência da troca de informações pela internet está empobrecendo nossa cultura.

Mais ainda: nosso intelecto, ao se acostumar aos múltiplos estímulos das redes sociais, aos e-mails e aos comunicadores instantâneos, perde a capacidade de raciocínios elaborados.

Autor de um famoso artigo cujo título resume o conteúdo – “O Google está nos tornando mais estúpidos?” – , Carr está preparando um livro de nome igualmente provocativo – numa tradução literal, O raso: o que a internet está fazendo com nosso cérebro.

Ele falou a ÉPOCA durante uma visita ao Brasil para uma palestra a 4.500 líderes empresariais, num dos maiores eventos para executivos do país.

Sascha Pflaeging

ÉPOCA – A internet afeta a inteligência?

Nicholas Carr – Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. É chamado pelo Twitter, pelo Facebook ou pelo Messenger. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas que está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade. Isso é um resultado da dependência crescente em relação à internet. Essa forma de pensar vai reduzir nossa habilidade para pensar contemplativamente. Ela prejudica nossa cabeça.

ÉPOCA
– Quais seriam as consequências?

Carr – A riqueza de nossa cultura não é apenas quanta informação você consegue juntar. Ela tem a ver com os indivíduos pensando profundamente sobre a informação, refletindo sobre ela, avaliando pessoalmente os dados que recebe e não se deixando passivamente bombardear por vários estímulos. Estamos perdendo isso agora. Toda a cultura fica mais rasa. Temos acesso democrático à informação, mas o resultado é mais pobre. Temos menos condições de compreender as grandes obras da arte, da ciência ou da literatura, que exigem uma concentração mais profunda.

ÉPOCA – As pessoas deveriam ficar desconectadas de vez em quando?

Carr – Sim. Deveríamos desconfiar da internet. É claro que conseguir bastante informação útil é parte de nossa vida moderna. Mas precisamos encorajar continuamente o outro lado, que é a aquisição calma e contemplativa do conhecimento. Isso exige ficar fora do fluxo contínuo de informação. Só não sei se isso será possível porque nossa vida social está cada vez mais dependente de quão conectados estamos. Seu grupo de amigos está embrulhado em redes sociais na internet. Você precisa da internet para executar seu trabalho. Não para de olhar para seu BlackBerry. Não é mole se desligar disso tudo.

ÉPOCA – A filosofia grega foi construída em cima de debates. O pensamento de Platão são conversas com seus discípulos. Por que não daria para erigir conhecimento a partir da interação com os outros?

Carr – Nos Diálogos de Platão, temos duas pessoas dedicadas a uma conversa atenta sobre determinado tema. Se você entra on-line, encontra dezenas de pessoas trocando mensagens de texto, vendo e-mails, escrevendo no Twitter e pulando de uma página para outra. A troca de informação ocorre com interrupções o tempo todo. Sócrates sentava-se embaixo de uma árvore e pensava longamente enquanto conversava com seus discípulos. É muito diferente do que fazemos agora.

ÉPOCA – Uma das maiores lojas on-line, a Amazon, vende livros. As pessoas baixam livros no Kindle. Até o senhor vende livros. Isso não significa que as pessoas ainda leem textos extensos?

Carr –
É verdade que as pessoas ainda lerão livros por muito
tempo. Mas o porcentual de tempo dedicado à mídia impressa vem caindo. A média americana é de um livro por dia, o que ainda é muito bom. Só que o ato de ler uma página após a outra fica cada vez mais difícil à medida que você se adapta à comunicação da internet. Eu mesmo sinto isso. Antes eu me sentava e lia por horas. Agora, fico pensando se devia conferir meu e-mail ou acho ruim não encontrar hiperlinks no texto.

ÉPOCA – Essa habilidade para múltiplas tarefas e para administrar várias informações simultâneas não nos dá, em compensação, maior capacidade para criar novas ideias?

Carr – Certamente temos maior capacidade para encontrar informação ou relacionar uma com a outra. Mas dependemos cada vez mais de conexões externas. Você estabelece uma relação porque clicou em um hiperlink que alguém deixou lá. Já construir as próprias relações entre um fato e outro exige um tempo de reflexão própria, que não estamos tendo.

ÉPOCA – Essa visão negativa da internet não é apenas o medo da mudança?

Carr
– Não há dúvida que, toda vez que uma tecnologia nova aparece, algumas pessoas imaginam que tudo vai desmoronar. Sim. É preciso ter essa visão cética. Por outro lado, também devemos desconfiar quando ouvimos alguém glorificando as novas tecnologias e prometendo uma nova utopia. Recomendo que as pessoas não sigam o que eu digo cegamente. Mas que examinem o próprio comportamento. Testem em si mesmos o que estou dizendo.

ÉPOCA Os cursos on-line vão revolucionar a educação?

Carr
– Existe empolgação em torno dos cursos on-line porque parecem cortar os custos. Um professor poderia dar aula para milhares de alunos, em vez de apenas uma turma de algumas dezenas. Mas não acho que a educação on-line vá substituir a tradicional. Ela pode funcionar como complemento para o professor ter um material de apoio na sala de aula ou para o aluno reforçar em casa o que aprendeu na escola. Outra utilidade dos cursos on- -line é a formação técnica profissional em casos específicos. Existe um aspecto importante na educação, que é juntar os alunos fisicamente para conviver e trocar experiências. Isso vai além de apenas assistir a uma aula. Tem a ver com o lado comunitário da educação, que se perderia se passarmos tudo para o computador.

ÉPOCA – Como a tecnologia pode beneficiar a educação?

Carr
– Por um lado, o que estamos vendo é que muitas escolas, especialmente universidades, começam a oferecer material on-line de seus cursos, inclusive algumas aulas. Isso é bom. Permite que gente de fora da universidade tenha acesso à informação de ponta e aulas de grandes pensadores. O perigo para as grandes universidades é que os alunos possam ter a ilusão de que terão acesso ao conhecimento apenas sentados diante de um computador. Aí o que acontece é que a eficiência de fornecer material on-line começa a capturar os investimentos financeiros, que deveriam ir para as universidades e escolas. Se um professor dá aula para milhões de alunos, quem vai pagar o salário dos outros?

ÉPOCA – Como atrair a atenção dos jovens que estão ligados nas redes de relacionamento e nos jogos da internet para a educação “formal”?
Carr – Naturalmente, não há como fazer isso. Nossa dependência dos serviços de internet não está mudando apenas nossos relacionamentos e nosso acesso ao conhecimento, mas também a forma como nossa mente funciona. Não é só entre os jovens, mas gente de todas as idades usa cada vez mais a internet. Nas escolas e em casa, os pais e os educadores têm sido excessivamente entusiastas do poder dos computadores. Temo que, como o cérebro constrói a maior parte das ligações entre os neurônios na juventude, o modo de pensar promovido pelo convívio com a internet predomine sobre a capacidade de análise. Os pais devem manter seus filhos o máximo longe das telas. Na verdade, acredito que as crianças não devem mexer em computadores de jeito nenhum. Mais tarde, quando entrarem na adolescência, terão de aprender a lidar com a internet para sua vida adulta, social e profissional. Mas antes disso não.

ÉPOCA Como o senhor fez com seus filhos?

Carr
– Minha filha tem 24 anos, meu filho 19. Então, quando eram crianças não havia tanto acesso à internet e a computadores. Nem as redes sociais existiam. Mas mesmo naquela época eu já sabia que as mídias usadas pelas crianças teriam influência em sua capacidade cognitiva futura. Não quero dizer que a internet seja ruim. Ela é essencial para encontrarmos pessoas e informações úteis. Mas ela é como uma esponja. Vai sugando todos os aspectos da vida. E nos obriga a se adaptar a ela. É o futuro da humanidade. Só que perderemos alguma coisa no meio do caminho.
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* Os 10 melhores filmes atuais do ponto de vista espiritual

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

Segundo o diretor do Departamento de Cinema do arcebispado de Barcelona

Como todos os anos, o Prof. Peio Sánchez, diretor do Departamento de Cinema do arcebispado de Barcelona (Espanha), oferece sua avaliação sobre os 10 melhores filmes do ponto de vista espiritual.

Sánchez afirma que, ao fazer este elenco, ele o apresenta “como um material válido para a recuperação educativa e pastoral através do DVD. (…) Parece-nos hoje imprescindível escolher bem o que vemos para sermos pessoas melhores. E acreditamos que esse tipo de cinema convida a aprofundar nos grandes interrogantes, propõe um olhar aberto ao mistério de Deus”.

1. Gran Torino (2008), Clint Eastwood

“Em Gran Torino, Clint Eastwood  soube contar uma história simples com uma enorme força dramática, apresentando temas espirituais de fundo, como o sentido do perdão, a redenção como sacrifício e o caminho da conversão. E do ponto de vista cristão, não somente apresenta uma imagem positiva da Igreja, representada no Pe. Janovich, mas também oferece uma poderosa imagem crítica nas decisões finais do protagonista.”

2. Jornada pela liberdade (2006), Michael Apted

“Esta homenagem a William Wiberforce – um parlamentar da Câmara dos Comuns, que dedicou, desde a sua juventude, sua atividade política à luta contra a escravidão e as injustiças sociais – apresenta-se com uma magnífica produção e uma série de atuações excepcionais. Marcada profundamente pela perspectiva social cristã, é um filme imprescindível para conhecer a força ética do Evangelho e sua herança em nossa cultura.”

3. Katyn (2007), Andrzej Wajda

“Surpreendente filme do mestre polonês Andrezej Wajda. Este testamento fílmico do genocídio de Katyn, perpetrado pelo comunismo soviético em 1940, afetou pessoalmente o diretor, já que seu pai era um dos 20 mil oficiais e cidadãos poloneses assassinados. Narrada a partir da perspectiva dos sobreviventes, especialmente mulheres, é um hino à reconciliação, da memória que busca a verdade. A fé católica é mostrada com intensidade em diversos momentos, mas de forma mais contundente nos últimos minutos.”

4. Quem quer ser um milionário? (2008), Danny Boyle

“O diretor Danny Boyle, de formação e convicções cristãs, soube contar uma dura história sobre a superação da miséria à vitória. Narrado como um conto de fadas, acompanha a história de três garotos que nascem nas barracas de Calcutá e como, a partir do protagonista Jamal, verão o triunfo da bondade e do amor, muito além da injustiça e da violência. A história nos apresenta uma intriga que move o espectador à esperança e que convida a reconhecer a presença da Providência, que acompanha os acontecimentos respeitando a liberdade, mas estimulando a bondade.”

5. O visitante (2007), Thomas McCarthy

“É a história de uma visita gratuita na qual se vê envolvido um obscuro professor universitário, genialmente interpretado por Richard Jenkins, que, após ficar viúvo, vive sem sentido e cuja vida se transformará em seu encontro com Tarek. Este sírio, que carrega a perseguição em seu coração, representa a alegria e a vontade de viver que faltam ao protagonista. Neste itinerário de transformação, veremos como cresce nele a sensibilidade e o compromisso, a capacidade de amar e o exercício responsável da liberdade. Um filme que, além do mais, é um grito contra a injustiça das leis migratórias.”

6. A caixa de Pandora (2008), Yesim Ustaoglu.

“O mal de Alzheimer da avó abrirá a caixa de Pandora da uma família que vive às margens da infelicidade, como se uma maldição caísse sobre eles quando a anciã, uma genial Tsilla Chelton de 89 anos, desaparece de casa. Com esta fuga, começa uma viagem rumo à verdade que envolverá todos eles, quando vão a uma aldeia de montanha na costa do Mar Negro. A lucidez da demência não conseguirá dobrar o desvario dos instalados na comodidade ou no fracasso; mas conseguirá mover os que sentem que a vida vai muito além e que sempre estão dispostos a subir uma montanha, ainda que as forças já sejam escassas. Uma aliança na qual os mais velhos transmitem a esperança aos mais jovens.”

7. A partida (2008), Yojiro Takita

“Daigo, um violoncelista desempregado, descobre sua vocação quando abandona Tóquio com Mika, sua mulher, e vai à cidade e à casa em que viveu sua infância. Um processo lento e surpreendente o converterá em um especialista em nôkan, ritual mortuário japonês que supõe uma recordação do defunto desde o ato de embalsamento. Em sua aprendizagem, vão se cruzando várias histórias de reconciliação dos vivos com os mortos e ele irá, pouco a pouco, abrindo sua própria história a um caminho de pacificação. O filme nos permite contemplar a morte com uma perspectiva diferente.”

8. O curioso caso de Benjamin Button (2008), de David Fincher

“Baseada em uma novela de F. Scott Fitzgerald, conta a vida singular de Benjamin: um estranho bebê que nasce sendo idoso e que, com o passar do tempo, acabará transformando-se em um bebê. Este estranho personagem, que terá um corpo que cresce ao contrário do seu espírito, oferece-nos um personagem que amadurece de uma forma diferente e que também terá que amar Daisy – seu fiel e verdadeiro único amor – de uma forma diferente, ainda que não por isso impossível.”

9. Le Hérisson (2009), Mona Achache

“Adaptação do famoso livro de Muriel Barbery, ‘A elegância do ouriço’, e que supõe o primeiro longa-metragem da diretora francesa Mona Achache. Baseia-se no contraste de dois personagens: por um lado, uma menina com um rico a inteligente mundo interior; por outro, a porteira do número 7 da rua Grenelle, uma mulher descuidada e um pouco antipática. Mas ambas terão um segredo que virá à tona com a chegada de Kakuro Ozu, um elegante viúvo japonês. Esta revelação servirá de desculpa para compreender o segredo profundo das pessoas e como às vezes o essencial não está nas aparências.”

10. Rio congelado (2008), de Courtney Hunt

“História sobre a resistência e a amizade de duas mulheres que começam em conflito, mas que criarão um profundo laço de solidariedade que tem como origem comum uma maternidade transcendida e o desejo de amar inclusive acima de suas forças. Dirigido por Courtney Hunt, apresenta os personagens com grande veracidade. A dureza e a desolação nas imagens nos permitem encontrar na alma das protagonistas uma generosidade desmedida, que devolve a confiança no ser humano, inclusive nas situações de solidão e limite que enfrentam.”

Zenit

***

Aproveitando a deixa..o filme “O caçador de pipas” é imperdível.

Se alguém tiver mais sugestões  de filmes bons, em uma perspectiva cristã,com valores e com conteúdo capaz de nos fazer melhores e mais cristãos,podem indicar..

Talvez devessemos divulgar mais filmes bons,para reforçar a cultura verdadeiramente humana,embasada nos valores cristãos.


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* Mães inglesas combatem “ditadura do rosa” imposta às meninas.

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Duas mães inglesas declararam guerra ao que chamam de “rosificação” –a onipresença da cor rosa no universo das meninas–, um fenômeno relativamente recente que vai além da cor e que, segundo elas, limita as aspirações das pequenas

Emma e Abi Moore, duas irmãs gêmeas de 38 anos, lançaram a campanha no blog PinkStinks (Rosa é uma droga) em 2008 para desafiar a cultura do rosa baseada na beleza, em detrimento da inteligência, que é imposta às meninas praticamente desde o berço.

“Queremos abrir os olhos das pessoas para o que está se passando no marketing dirigido às crianças”, explica Emma Moore, que critica duramente a tendência rósea que vai da moda até os brinquedos. “Queremos que as meninas saibam que podem ser tudo que quiserem ser, independente dos que os fabricantes queiram vender para elas.”

As empresas investem 100 bilhões de libras (US$ 160 bilhões) anuais apenas no Reino Unido em publicidade para conquistar o lucrativo mercado das crianças, ávidos consumidores futuros, segundo um estudo governamental publicado na semana passada.

Basta entrar em qualquer loja de brinquedos para perceber a monocromia que reina nas seções para meninas. O rosa não é apenas a cor das bonecas e fantasias de princesa, mas também das bicicletas, telefones e até mesmo brinquedos até então unissex.

“Isso nem sempre foi assim. Nos anos 70, quando crescemos, o Lego era apenas o Lego, com todas as cores”, afirma Emma. “Agora o Lego para as meninas é rosa e tudo gira em torno de cavalos alados e fadas. Isso não é natural.”

Também existem versões cor de rosa do jogo de palavras Scrabble, com a palavra “fashion” (moda) formada na tampa da caixa, e do Monopoly (Banco Imobiliário), onde as casas e hotéis foram substituídos por lojas e shopping centers.

Segundo as militantes, até pelo menos a Primeira Guerra Mundial o rosa era a tonalidade dos meninos, enquanto o azul claro era considerado mais apropriado para as meninas. Para elas, a “rosificação” extrapola a cor.

Os brinquedos para as meninas reproduzem em sua maioria atividades consideradas femininas, como o cuidado de bebês, a limpeza da casa e cuidados com a beleza, o que incute nelas cada vez mais a atual “obsessão pela imagem”.

“Muitos desses produtos parecem bastante inofensivos, mas se somam a essa cultura de celebridade, fama e riqueza, que está danificando as aspirações das meninas sobre o que podem ser”, assinala Emma.

A campanha, que conta com milhares de seguidores no Facebook, gerou polêmica no Reino Unido, onde um jornal classificou as irmãs Moore de “feministas severas e sem senso de humor”.

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* São Nicolau e a lenda do Papai Noel.

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

A generosidade  atribuída a São Nicolau granjeou-lhe a reputação de milagreiro e distribuidor de presentes, identificado em vários países com a figura mítica do Papai Noel.

A existência de Nicolau de Bari, ou Nicolau de Mira, nunca foi comprovada por documentos, mas supõe-se que tenha sido bispo de Mira, na Anatólia, no século IV. Preso em Roma pelo imperador Diocleciano, implacável perseguidor dos cristãos, teria sido depois libertado por Constantino o Grande e participado do primeiro Concílio de Nicéia.

Sepultados em Mira, seus restos foram roubados em 1087 e transladados a Bari, Itália. Aumentou então a devoção pelo santo em toda a Europa medieval e Bari transformou-se no mais procurado dos centros cristãos de peregrinação.

Sua lenda, no entanto, foi levada por colonos holandeses à América do Norte, onde uma bondosa figura de velho tomou o nome de Santa Claus.

Festejado em 6 de dezembro, tem sua grande noite na véspera do Natal, quando premia com presentes as crianças. A figura do Papai Noel passou por várias formas até chegar a que conhecemos atualmente.

O velho gordo de barbas brancas, vestindo uma roupa vermelha em cima de um trenó é invenção recente. Em muitos países o nome Noel significa Natal.

Infelizmente, cada vez mais a ideologia do comerciário papai Noel vai caindo na crendice popular e substituindo o verdadeiro e mais importante personagem da festa – Jesus Cristo.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
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* Igreja espanhola critica filme sobre Santa Teresa de Jesus.

quinta-feira, dezembro 10th, 2009

Um filme sobre Santa Teresa de Jesus, dirigido pelo escritor e diretor espanhol Ray Loriga, que apresenta a relação da poeta com Cristo de um ponto de vista quase sensual, foi criticado pela Igreja, que considera que seu autor “não entendeu” a figura religiosa.

“A aproximação mística de Santa Teresa com a figura de Cristo como uma aproximação carnal chega ao limite do aceitável”, afirmou o diretor do Departamento de Cinema da Conferência Episcopal Espanhola, Juan Orellana, numa entrevista concedida à agência Europa Press.

“Teresa, o corpo de Cristo”, protagonizada pelas atrizes Paz Vega e Leonor Watling, conta a história de dona Teresa de Cepeda y Ahumada (1515-1582), que se transformaria na famosa mística Santa Teresa de Jesus.

O filme reflete a ambição de uma mulher que “resiste a aceitar seu papel de mulher num mundo de homens: não quer se limitar a ser esposa e mãe. Sente que precisa ser algo mais elevado. Quer escrever, quer ler, quer aprender”, explica um comunicado da produtora.

Descoberta a vocação, Teresa entra para um convento, onde acabará se decepcionando porque percebe que, dentro de seus muros, reina “o materialismo e a mesma frivolidade daqueles de quem ela estava fugindo”. Ela decide então “iniciar uma cruzada de oração e sacrifício que a transformam primeiro numa rebelde e numa louca, depois numa líder e, finalmente, numa santa”.

“O diretor tentou fazer uma aproximação com Santa Teresa de um ponto de vista feminista, como uma mulher à frente de seu tempo, mas não a partir da experiência cristã”, disse Orellana à Europa Press .

No entanto, Orellana considera que o filme “em nenhum momento é ofensivo” e que o cartaz do filme, que representa uma mão de Jesus Cristo, ferida, sobre o ombro nu da Santa, é “apenas uma provocação e não representa o tom geral” do filme.

O especialista em cinema da Conferência Episcopal também considerou que a atriz Paz Vega, que interpreta a Santa, “não sintoniza nem empatiza com a vida e o pensamento de Santa Teresa”.

Paz Vegak, ao contrário, considera que o segundo filme de Ray Loriga, traz “um pouco de humanidade” a Santa Teresa de Jesus.

No colégio “você estuda a Teresa escritora e a poeta e, nos colégios religiosos, você estuda a Teresa fundadora. Mas não te ensinam nada sobre a Teresa mulher; a Teresa dentro de sua cela; a Teresa que sente; a Teresa com suas dúvidas, suas contradições. Esta é a Teresa que mostramos neste filme”, assegurou a atriz.

Clique aqui e veja o trailler.


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* Ratzinger fala sobre os critérios de sucesso da fé.

quinta-feira, dezembro 10th, 2009


Veja a resposta dada pelo então Cardeal Ratzinger no excelente livro ” O Sal da Terra”.(à venda no Brasil,busque na internet)

Veja que resposta!

***

Pergunta: De outra parte, muitos dos seus convites e apelos não parecem ter surtido resultados particulares. Em todo caso, o senhor não conseguiu provocar um amplo movimento contra as tendências do tempo e uma mudança de mentalidade de vastas proporções. Como consolação, o senhor disse que Deus conduz a Igreja por caminhos misteriosos. Mas não lhe parece deprimente o fato que o debate termine em si mesmo e que, ao contrário, o nível das discussões tenha já descido tão baixo? Neste ínterim parece ainda que os conteúdos da fé tenham ulteriormente se perdido, que em todas estas questões se tenha produzido uma indiferença ainda maior?

Cardeal Ratzinger: Jamais pretendi impor uma outra direção ao timão da história. E se o próprio Nosso Senhor termina na cruz, então se vê que os seus caminhos não levam tão rapidamente a resultados mensuráveis. Creio que isto seja realmente muito importante. Os discípulos lhe fizeram perguntas do gênero: mas o que está acontecendo? Por que não se vê nenhum resultado? E ele lhes respondeu com as parábolas do grão de mostarda, do fermento e muitas outras ainda, e explicou-lhes que a estatística não é um dos critérios de Deus.

Todavia com os grãos de mostarda e com o fermento acontece algo realmente substancial e decisivo, que vós agora não podeis ver.

Por isso, parece-me, não ser necessário levar em consideração os critérios quantitativos de sucesso. Não somos uma empresa comercial, que pode ter como unidade de medida as cifras e dizer; a nossa política produziu bons resultados e as vendas cresceram. Nós realizamos um serviço, que em última instância não está nas nossas mãos, mas nas de Deus. Por outro lado, não é verdadeiro que tudo acabe em nada. Existem ainda, mesmo entre os jovens e em todo os continentes, sinais de renascimento da fé.

Talvez devêssemos abandonar as ideias de igreja nacional ou de massa. É provável que diante de nós esteja uma época diferente da história da Igreja, uma época nova em que o cristianismo se encontrará na situação de grão de mostarda, em grupos de pequenas dimensões, aparentemente sem influência, que todavia vivem intensamente contra o mal e portam no mundo o bem, que deem espaço a Deus.

Vejo que um grande movimento deste gênero já esteja em ato. Neste momento não quero citar exemplos. Seguramente não há conversões em massa ao cristianismo, mudanças paradigmáticas ou inversões de tendência. Mas há maneiras fortes de viver a fé, que reanimam as pessoas e lhes dão vitalidade e alegria, uma presença de fé, pois que significa algo para o mundo.

Fonte: Papa Ratzinger Blog

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* Papa recomenda livro “Uma civilização do amor”, de Carl Anderson.

quinta-feira, dezembro 10th, 2009

Um papa nunca costuma recomendar a leitura de um livro, a não ser a Bíblia ou um clássico do cristianismo. No entanto, nesta quarta-feira, Bento XVI fez uma exceção, ao recomendar o livro “Uma civilização do amor”, de Carl Anderson, cavaleiro supremo dos Cavaleiros de Colombo.

O pontífice se fez presente na apresentação da edição italiana do livro, na sede da Rádio Vaticano, através um telegrama enviado em seu nome pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, no qual confessa sua esperança em que esta “iniciativa editorial suscite uma renovada fidelidade a Cristo e um generoso testemunho evangélico”.

O livro, publicado pela Livraria Editora Vaticana, como explicou o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, constitui um “vademecum para os leigos católicos que se esforçam por construir uma civilização do amor”.

De fato, o Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, reconheceu que este livro, com “a clareza, assim como a competência dos americanos (…), é muito útil para a formação do laicado, graças às perguntas para a reflexão que apresenta no final de cada capítulo”.

O volume, escrito pelo responsável do movimento católico mais numeroso da Igreja (os Cavaleiros de Colombo contam com quase 2 milhões de adeptos) e que foi best-seller nos Estados Unidos, sintetiza o ensinamento sobre a civilização do amor forjado por João Paulo II e Bento XVI e depois o aplica à vida dos leigos na família, no mundo globalizado, na ética do mercado, na defesa da vida, entre outros âmbitos.

O Pe. Giuseppe Costa SDB, diretor da Livraria Editora Vaticana, considera que este livro permitirá ao leitor europeu, em particular o italiano, conhecer a riqueza do catolicismo americano, muito pouco divulgado no velho continente. “Ele nos apresenta um nível de coisas espirituais que é preciso praticar para a construção do nosso eu interior e social”, comenta.

Em declarações, Anderson explicou que, ao apresentar seu livro sobre a civilização do amor no velho continente, ele procura mostrar a proposta central de João Paulo II e Bento XVI, algo que “hoje é essencial para a discussão sobre a cultura e o cristianismo na Europa”.

Na apresentação, participaram, além disso, Franco Miano, presidente da Ação Católica italiana, movimento que se sente particularmente unido aos Cavaleiros de Colombo, e John Travis, jornalista vaticanista do Catholic News Service.

A importância do evento foi sublinhada pelos participantes entre o público – algo totalmente excepcional – dos cardeais John P. Foley, grão-mestre da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, e Renato R. Martino, presidente emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz. Estavam acompanhados por embaixadores e diplomatas de vários países, alguns deles de maioria islâmica.

Zenit

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* Comunhões e batismos online: bem-vindo às “igrejas” na internet.

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Fatos como estar viajando ou longe da paróquia serviam de desculpas para não ir à missa, mas os membros de igrejas americanas protestantes como a Granger Comunity Church e a Flamingo Road vão precisar buscar outros pretextos, porque estes já não valem mais.

Nestas congregações, muitos serviços religiosos já são oferecidos pela internet, com fiéis comungando com seu próprio pão e vinho a partir de casa, frequentemente, a milhares de quilômetros de distância uns dos outros.

Apesar das reservas que o assunto gera entre os cristãos tradicionais, as igrejas na internet configuram um fenômeno cada vez mais popular nos EUA e uma forma de trazer para os templos os jovens, acostumados a ficar horas em redes sociais.

Organização como a Leadership Network, que estuda e promove a inovação dentro da Igreja, assinala que há pelo menos 40 congregações religiosas de fé protestantes conhecidas como “campus interativos online”. As que já oferecem os serviços afirmam que recebem pedidos de outros pastores querendo adotar iniciativas similares.

A oferta vai além de simplesmente transmitir o sermão dominical por meio de câmera web e criar fóruns de fiéis.

Os portais são completamente interativos, com um pastor dedicado totalmente aos seguidores na rede, no chat ao vivo, e funções adicionais como comungar à distância ou confessar os pecados por meio de um software.

Algumas congregações como a Flamingo Road Church, na Flórida, realizam inclusive batismos na rede. Todas têm grande presença em redes sociais como Facebook, onde contam com grupos de apoio, e dispõem de inúmeros voluntários que, entre outras atividades, controlam para que os conteúdos dos chats e dos fóruns sejam adequados.

LifeChurch.tv, veterana do ramo com 60 mil visitantes por semana, transmite para 140 países, mas não deixa de buscar novos fiéis.

Para captar novos fiéis, a congregação compra publicidade contextual no Google. Cada vez que os internautas digitam termos como “sexo” ou “mulheres nuas” surge na tela uma opção convidando o usuário para entrar em sites religiosos em vez de pecar.

Grande parte da popularidade conquistada pelas igrejas se deve aos jovens ou aqueles que por motivos trabalhistas viajam com frequência e nem sempre podem assistir à missa na paróquia habitual.

Flamingo Road Church, cujo campus na internet reúne a cada final de semana 2,3 mil pessoas, começou a oferecer os serviços em 2007 como uma maneira de expandir internacionalmente o tamanho de sua paróquia.

“Vimos o campus na internet como uma oportunidade de alcançar fiéis em todo mundo, para levar a experiência completa da igreja a pessoas que de outra maneira não conseguiriam ou são reticentes de assistir aos serviços em um prédio físico”, disse à Efe, Troy Gramling, pastor de Flamingo Road.

“Pode ser que não estejamos fisicamente com eles, mas vamos dirigir o amar com o coração de Cristo onde quer que as pessoas estejam conectadas com Deus online”, assinalou.

Para outros membros de diferentes igrejas protestantes dos Estados Unidos, no entanto, esta experiência é deturpada demais e inclusive membros de congregações com serviços na internet discordam sobre até onde se pode chegar com isso.

Gramling diz que os contatos na internet não podem substituir os do mundo real, mas acredita que uma experiência cristã real não precisa ocorrer sempre em um espaço físico.

“Milhões de pessoas experimentam diariamente conexões autênticas por meio de páginas como Facebook”, disse.

“Acreditamos que a linha entre os amigos de alguém na internet ou na cafeteria da esquina é superficial”.

“E quando a interação física é impossível devido à saúde, à distância ou por outra circunstância, por que não oferecer um encontro virtual que permita ao corpo de Cristo crescer”, acrescentou. EFE

Fonte : Yahoo

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* Videogames ofensivos às religiões agora serão punidos.

quarta-feira, dezembro 2nd, 2009

Os senadores da Comissão de Educação e Cultura aprovaram projeto de lei que torna crime fabricar, importar ou distribuir jogos de videogames que difundam preconceito por etnia, orientação sexual, credo ou religião. A punição, nesse caso, pode chegar a três anos de prisão e multa.

A proposta aprovada também prevê punição com até cinco anos de prisão e multa para os autores ou distribuidores de jogos que utilizarem a cruz suástica, símbolo do nazismo. A proposição segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será analisada em caráter terminativo, ou seja, só passará pelo Plenário se houver recurso por parte de nove senadores.

O Projeto de Lei 170/06, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), equipara a divulgação de conteúdo discriminatório em videogames ao crime de preconceito, previsto na Lei 7716/89.

Na justificativa da proposta, Raupp cita pesquisa do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan, que mostra que os “videogames mudam as funções cerebrais e insensibilizam os jovens diante da vida”. “Os jogadores frequentes sofrem danos a longo prazo em suas funções cerebrais e em seu comportamento”, relata o senador.

Desrepeito a credos e violência

Valdir Raupp diz que é cada vez mais frequente o desrespeito aos credos religiosos nos jogos eletrônicos.

“Embora sejam classificados pelo Ministério da Justiça, alguns jogos de videogame desprezam, notadamente, o comportamento correto das crianças, ensinando palavrões. Em outros, os “gays” são mortos e as religiões, tais como , budismo, hinduísmo, judaísmo e o cristianismo, são ofendidas. Sobre o cristianismo, vê-se em alguns jogos alguém bater em anjos, enquanto se escuta um coral católico. É comum um superbandido bater asas pelo inferno antes da batalha final, ou até derrotar Jesus e seus doze apóstolos, embora tenham nomes engraçados”.

Na avaliação do senador, os jogos têm incitado a violência. “Nos últimos tempos, os videogames têm se popularizado junto à sociedade e, paralelamente, alguns crimes têm sido creditados à transposição da violência virtual para o mundo real. Eles têm sido considerados uma educação para o ódio de muitas culturas”, acrescenta.

Fonte: Congresso em foco.

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* A experiência estética com a beleza – escrita ou não – pode-nos levar à verdade e a justiça?

terça-feira, dezembro 1st, 2009

Você Precisa ler essa entrevista! Supere o título e vá ao conteúdo.

Muito interessante a percepção, que muitas vezes “passa batida” para nós ” não artistas” ou que entendemos pouco da arte.

Ajuda-nos muito a ampliar nossa compreensão da vida e do mundo refletir sobre assuntos que – em principio, não nos interessam.

E olhe que esse é bem interessante!

***

Depois das tragédias que ensanguentaram o século XX, ocorre agora redescobrir um terreno fértil de encontro entre a literatura e a religiosidade, que transcenda o círculo dos tormentos interiores do homem para se estabelecer numa contemplação maravilhada da criação.

É no que acredita o padre Antonio Spadaro, jesuíta italiano e redator da revista La Civiltá Cattolica, na qual se tem ocupado principalmente de literatura, mas com incursões também nos campos da música, do cinema e das novas tecnologias.

Spadaro, especialmente sensível às obras que revelem um senso de religiosidade carregado de esperança, cumpre, em seus dois últimos ensaios publicados pela editora Jaca Book (“Abitare nella possibilità” e “L’altro fuoco”), um trajeto analítico no qual discute os caminhos percorridos por críticos e escritores representativos da grande literatura contemporânea.

Nessa entrevista, o sacerdote jesuíta aproveita a ocasião do recente encontro na Capela Sistina entre Bento XVI e 250 artistas de fama internacional para tratar da relação entre o cristianismo e a literatura e de como a experiência estética pode estar ligada ao senso de verdade e de justiça.

–No discurso direcionado aos artistas, o Papa atribui à perda do senso de beleza – e portanto também da esperança – a raiz dos tantos males que hoje afligem o mundo, como a exploração selvagem dos recursos naturais e a partilha injusta dos bens. Uma frase do escritor Roberto Saviano vem à mente: a beleza subtrai terreno do inferno. A seu ver, o desenvolvimento humano e a promoção social podem brotar da beleza?

–Padre A. Spadaro: Em agosto deste ano, o Santo Padre, ao final de um concerto executado em sua honra pela Bayerisches Kammerorchester Bad Brückenau, se disse estupefacto com o som do oboé, um pequeno pedaço de madeira do qual flui “um universo inteiro”. Manifestando sua admiração pelo conteúdo de “promessa” emanado de um pequeno instrumento musical, prosseguiu: “Isto significa que toda a criação está repleta de promessas, e que ao homem é dada a dádiva de folhear este livro de promessas, ainda que por um momento”. Este é o papel da beleza, portanto: possibilitar ao homem compreender que a criação está repleta de promessas. A beleza nos dá a intuição sobre o nosso destino; e não nos permite ficar inertes: ao contrário, incita, sobretudo a quem possui o dom da fé, à ação.

A pobreza, a doença, a dor do inocente, a injustiça são percebidas então como um escândalo à luz da promessa que a beleza manifesta. Baudelaire, em alguma de suas notas sobre Poe, afirmava que os poetas percebem a injustiça muito frequentemente, até mesmo onde os olhos não poéticos não conseguem enxergá-la, e isto não porque se irritam mais facilmente, mas porque enxergam mais profundamente e têm uma percepção mais profunda da verdade e da justiça, precisamente por causa da beleza.

É por essa razão que o pontífice afirma que a experiência do belo autêntico não se reduz a algo acessório ou secundário na busca da felicidade: não representa uma fuga da realidade, mas, ao contrário, leva a uma relação íntima com o cotidiano, para liberá-lo da obscuridade e transfigurá-lo, tornando-o luminoso. Neste sentido, até mesmo um rosto desfigurado pelo sofrimento, aos olhos de quem crê, pode se revelar pleno de promessas – de promessas não cumpridas, mas tensionadas em direção ao seu cumprimento.

Este é o ponto que para se aceitar é necessária uma grande fé: detrás de uma grande imperfeição humana (dor, doença, tribulações) há uma incompletude que permanece absurda, a não ser que seja compreendida como o local onde é cumprida uma promessa de plenitude, a qual a intuição do belo proporciona à nossa consciência. Frequentemente a experiência artística exige demais do homem e expõe o artista ao risco de ser oprimido por esta caso ele não seja dotado desta potente visão que é a própria fé.

Todas as necessárias ações humanas, todos os esforços empreendidos contra o mal e o sofrimento ganham nova luz sob essa perspectiva mais ampla. A realidade humana, vista sob essa ótica, assume grande plasticidade e dinamismo: nada mais pode ser visto com os olhos habituados às categorias próprias da vida cotidiana, que já não são suficientes. Essa visão é possível, obviamente, apenas ao olho profético, que se torna então o critério verdadeiro e radical (ainda que invisível) que possibilita ler o que esta para além dos olhos. Desse modo, portanto, o desenvolvimento humano e a promoção social podem sim brotar da beleza.

–Há uma literatura cristã? Ou é preferível falar numa literatura vivificada pelo mistério cristão? O que caracterizaria um autor “cristão”?

–Padre A. Spadaro: Eu não distinguiria com facilidade diferentes autores com base neste critério de serem religiosos ou não-religiosos. A meu ver, é uma distinção inútil, sem qualquer significado, até mesmo para um leitor devoto. Mas o cristão tem à mão esse instrumento ótico poderosíssimo que é a fé, e que lhe permite olhar e ler qualquer coisa com liberdade de julgamento. A fé não limita a visão; ao contrário, amplia-a e a potencializa, liberando-a de temores. Os escritores que manifestam sua fé cristã podem, segundo as palavras de Flannery O´Connor, “ser os mais agudos observadores do grotesco, do perverso e do inaceitável”.

É possível evidenciar na literatura características próprias de autores católicos que os diferenciem, por exemplo, de autores protestantes ou ortodoxos?

–Padre A. Spadaro: Na Itália, em certos contextos culturais pode ser considerado politically uncorrect (politicamente incorreto) falar em “católico”; melhor dizer “cristão”. Ora, é claro que, em geral, “católico” não pode se referir a alguma delimitação de território, mas à ótica de um olhar universal. Todavia não se pode negar que exista uma tradição cultural genuinamente católica, assim como existe uma tradição protestante e também uma tradição ortodoxa, internamente ao cristianismo. As diversas tradições cristãs trazem consigo atitudes, modos de viver o cristianismo que são fruto de teologias e de sensibilidades espirituais não homogeneizáveis ou niveláveis.

–Em sua carta dirigida aos artistas, João Paulo II escreveu que “mesmo quando explora as profundezas mais obscuras da alma ou os aspectos mais desconcertantes do mal, o artista se faz de algum modo porta-voz do desejo universal de redenção.” Frequentemente ele se referia a escritores e poetas, por assim dizer, “de fronteira”, isto é, não diretamente de inspiração cristã, mas que davam voz às inquietações humanas e a uma religiosidade que falasse da esperança. Talvez na literatura moderna ressone mais aquele apelo sincero que se encontra em Jó do que aquele olhar estupefato que encontramos no Genesis?

–Padre A. Spadaro: Sim, concordo, e escrevi sobre isso num artigo recente na La Civiltá Cattolica. O território da consciência inquieta é fundamental para que possamos intuir a relação entre a literatura e a religiosidade. Talvez este tenha sido o viés mais praticado pela crítica católica no século XX. A estrada percorrida ao longo do século passado é a de um Santo Agostinho sismógrafo da condição humana e de seu cor inquietum. Ainda assim, esta não é a única estrada disponível; as raízes antigas da poesia italiana residem na lauda e nos cânticos franciscanos, no olhar maravilhado e aberto ao mundo, no espanto da condição de criatura. Não é somente no movimento do coração e nos tormentos da alma que encontramos as marcas do divino que são transmitidos aos versos dos poetas. Devíamos talvez ir mais além, na direção do maravilhamento ante a criação, da realidade vista como um presente de Deus.

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* Resposta sobre suposto personagem gay nas histórias de Mauricio de Sousa.

quinta-feira, novembro 26th, 2009

Vejam o que foi respondido a um irmão,escandalizado com a presença de um personagem gay em uma revista do Mauricio de Sousa (autor de Mônica,Cebolinha,etc..) que em e-mail manifestou sua incredulidade e sua promessa de não mais adquirir para seus filhos publicações de Mauricio de Sousa.


NOTA SOBRE A REVISTA TINA 6

Sobre a recente polêmica a respeito da revista Tina 6, é preciso esclarecer alguns pontos.

A revista Tina é uma publicação da Editora Panini produzida para um público adulto jovem. Ou seja, não tem nada a ver com a Turma da Mônica ou o público infantil ou infanto-juvenil (Turma da Mônica Jovem). A publicação é destinada a uma outra faixa de leitores e suas histórias refletem isso – tanto que Tina, atualmente, é estudante de jornalismo e maior de idade.

A história publicada em Tina nº 6, intitulada O Triângulo da Confusão, deve ser lida e interpretada pelo leitor. Não há qualquer afirmação sobre a sexualidade deste ou daquele personagem.

Lida a história, feita a interpretação, daí, sim, comentários e críticas poderão ajudar no sentido de falarmos a língua de uma sociedade esclarecida. Tanto que, em nossas publicações recentes, temos usado cada vez mais a interatividade com os leitores. Essa promoção do diálogo com a juventude, especialmente pela internet, é essencial e já nos ajudou a direcionar histórias e personagens em outras ocasiões.

E vale ressaltar que publicações dirigidas a faixas de público com idades diferenciadas podem – e devem – tratar de quaisquer assuntos de maneira adequada ao seu leitor.

No cinema, na televisão ou nas revistas há a separação por faixa de idade. Por que não haveria na nossa vasta galeria de publicações?

Mas uma posição vai se manter em TODAS as nossas produções: o respeito pelo ser humano, pela pessoa, e a elegância no trato de qualquer tema.

Mauricio de Sousa


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* Pulseiras do sexo.Seu filho usa?

quarta-feira, novembro 25th, 2009

Virou moda entre muitas meninas britânicas o uso de pulseiras de plástico coloridas, apelidadas de “shag bands” (”pulseiras do sexo”, em tradução-livre).

Cada cor representa um ato afetivo ou sexual que, em teoria, a meninas precisariam fazer caso um menino consiga arrebentar a pulseira. Esses atos vão desde um inocente abraço até sexo oral e relações sexuais completas.

braceletblog.gif

A moda está causando enorme polêmica entre pais e professores e chegou até a secretaria da Criança do país.

Com meninas a partir de oito anos de idade aparecendo com as pulseiras, algumas escolas já proibiram o uso.

Muita gente acha que trata-se apenas de brincadeira de criança, que as pulseiras não significam que as meninas irão realmente fazer o que as cores determinam e que jogos com fundo sexual não são novidade no parquinho. Quem nunca brincou de pega-pega em que o menino dá um beijinho na menina, perguntam eles.

Por outro lado, há quem acredite que a prática expõe crianças pequenas a termos sexuais que elas não conheceriam de outra forma e promove a erotização infantil.

Há também o temor de que proibir as pulseiras só vai torná-las mais desejáveis.

***

Impressiona a capacidade que o homem tem de descobrir formas inteligentes e malignas de promover o erro e atingir nossos filhos e jovens.

Parece apenas uma brincadeira,mas esconde intenções desrespeitosas e preocupanntes.

Sem neurose mas com firmeza, os pais e responsáveis devem dar uma rasteira nesta inspiração maligna e aproveitar para orientar e conversar com os filhos sobre o assunto e oferecer razões que ajustem a vivência sexual para a época e o momento certo,dentro do Matrimônio, como expressão do belo amor humano.

Não tem como evitar que nossos filhos sejam atingidos por essas novidades. A educação e a formação nos valores é um antídoto para responder a essas abordagens redutivas e precoces.

Um filho bem formado responderá a isso com firmeza.

O diálogo franco, tranquilo e firme,não  apenas moralista ( deve-se dar o sentido, senão fica apenas na proibição pela proibição, o  que acaba tendo efeito contrário) ajuda MUITO.

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