Posts Tagged ‘Diabo’

* O Diabo NÃO É UM MITO, reafirma Papa Francisco em suas pregações.

segunda-feira, maio 20th, 2013

Fonte: Chiesa.it

Na pregação do Papa Francisco há um tema que aparece com uma frequência surpreendente: o diabo.

O mesmo tema se repete com uma frequência similar no Novo Testamento. Mesmo tendo isso presente, a surpresa permanece. Talvez seja porque, com suas contínuas referências ao diabo, o Papa Jorge Mario Bergoglio se afasta da pregação de certos setores da Igreja que: ou cala sobre o tema ou o “reduz à metáfora.

Mais, a minimização do diabo está tão difundida que esta projeta sua sombra sobre as próprias palavras do Papa. Até agora, a opinião pública, tanto católica como laica, mostrou despreocupação diante da sua insistência sobre o diabo ou, no máximo, indulgente curiosidade.

Ora, uma coisa é certa. Para o Papa Bergoglio o diabo não é um mito: é uma pessoa real. Em uma de suas homilias matutinas na capela da Domus Sanctae Marthae disse que não há apenas ódio no mundo em relação a Jesus e à Igreja, mas que por trás deste espírito do mundo está “o príncipe deste mundo”:

“Com sua morte e ressurreição Jesus nos resgatou do poder do mundo, do poder do diabo, do poder do príncipe deste mundo. A origem do ódio é esta: estamos salvos e esse príncipe do mundo, que não quer que sejamos salvos, nos odeia e faz nascer a perseguição, que começou nos primeiros tempos de Jesus e que continua até hoje”.

É preciso reagir diante desse diabo – disse o Papa – como fez Jesus, que “respondeu com a palavra de Deus. Não podemos dialogar com o príncipe deste mundo. O diálogo entre nós é necessário; é necessário para a paz, é uma atitude que devemos ter entre nós para nos escutarmos, para nos entendermos. E deve permanentemente ser mantido. O diálogo nasce da caridade, do amor. Mas não podemos dialogar com este príncipe; podemos somente responder com a palavra de Deus que nos defende”.

Francisco fala do diabo demonstrando que tem muito claro em sua mente seus fundamentos bíblicos e teológicos.

E precisamente para refrescar a mente sobre estes fundamentos interveio, no L’Osservatore Romano, de 04 de maio, o teólogo Inos Biffi, com um artigo que recapitula a presença e o papel do diabo no Antigo e no Novo Testamento, tanto no que foi revelado e manifesto, como no que ainda pertence a um “panorama escondido” e, em definitiva, aos “caminhos impenetráveis” de Deus.

Reproduzimos este artigo na sequência, que termina com uma crítica à ideologia corrente que banaliza a pessoa do diabo. Ideologia contra a qual Bergoglio quer fazer um apelo de todos à realidade.

Como as Escrituras falam do demônio, de Inos Biffi.

Após o surgimento do homem, obra do sexto dia da criação, eis que se manifesta a presença de um ser misterioso e inquietante, a serpente. Assombra e desconcerta o que esta inicia com os progenitores, e o que destes quer obter: insinuar neles a suspeita em relação a Deus, isto é, persuadi-los de que as proibições por ele colocadas provêm de seu zelo, de seu temor de que eles queiram equiparar-se a ele. A serpente encarna, precisamente no princípio do mundo e de sua história, a presença de um ser invejoso: “Pela inveja do diabo, entrou no mundo a morte” (Sb 2, 24).

No Novo Testamento esta serpente é mencionada com frequência. Jesus declara que o diabo é “assassino desde o começo”; nele “não há verdade”; “quando ele fala mentira, fala do que é dele, porque ele é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44). E Jesus o define como “príncipe deste mundo” (Jo 12, 31; 16, 11).

Paulo afirma que “a serpente, com sua astúcia, seduziu Eva” (2 Cor 11, 3) e menciona a quem se perde “indo atrás de Satanás” (1 Tm 5, 15). O mesmo apóstolo fala do viver mundano com o qual se segue o “príncipe do poder do ar, o Espírito que agora age nos homens desobedientes” (Ef 2, 2); menciona as “manobras do diabo” e nossa batalha “contra os principados e as autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos do mal” (Ef 6, 12).

A primeira carta de Pedro nomeia o “inimigo”, “o diabo” ou o “acusador”, que “ronda como leão que ruge, procurando a quem devorar” (5, 8). E nas cartas de João se recorda o “anticristo” que deve vir (1 Jo 2, 18); o “mentiroso” que nega que Jesus é o Cristo; o “anticristo” que “nega o Pai e o Filho” (2, 22). No Apocalipse está escrito: “Aconteceu então uma batalha no céu: Miguel e seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado, e no céu não houve mais lugar para eles. Esse grande Dragão é a antiga Serpente, é o chamado Diabo ou Satanás. É aquele que seduz todos os habitantes da terra. O Dragão foi expulso para a terra, e os Anjos do Dragão foram expulsos com ele” (12, 7-9).

* * *

Entre estes textos e a exegese de Jesus sobre o diabo, assassino e mentiroso desde o começo, o acordo é perfeito: trata-se de um ser hostil a Deus, que quer destruir sua Palavra e, ao mesmo tempo, hostil ao homem, ao qual quer seduzir, induzindo-o a rebelar-se contra o projeto divino. É o maligno. Em especial, o acordo exegético refere-se àquele a quem o diabo reserva sua aversão, a saber: Jesus Cristo.

O demônio não tolera Jesus Cristo e tenta obstaculizar de todas as maneiras possíveis o eterno plano divino concebido para ele. É isso que acontece no deserto.

Mas Jesus se proclama vencedor deste príncipe: “Já não tenho muito tempo para falar com vocês, pois o príncipe deste mundo está chegando. Ele não tem poder sobre mim” (Jo 14, 30); é precisamente quando chega a hora de Jesus, a da sua elevação na cruz e à direita do Pai, quando esse príncipe é derrotado: “Quem é o condenado? É o príncipe deste mundo, que já foi condenado” (Jo 16, 11). Paulo ressalta, sobretudo, o domínio do Ressuscitado: nele o Pai “nos arrancou do poder das trevas” (Cl 1, 13) e “destituiu os principados e autoridades, oferecendo-os em espetáculo público, após triunfar sobre eles por meio de Cristo” (2, 15).

O cristão passou a ser partícipe do domínio de Jesus sobre o demônio: “deu-nos a vida juntamente com Cristo, quando estávamos mortos por causa de nossas faltas. (…) Na pessoa de Jesus Cristo, Deus nos ressuscitou e nos fez sentar no céu” (Ef 2, 5-6).

Embora tenha sido definitivamente derrotado pelo Senhor, o demônio segue insidiando o homem redimido, para fazê-lo cair. Por este motivo, é preciso estar alerta. Pedro falava de seu rugido e de sua vontade ainda não aplacada de prejudicar; Paulo nos exorta a tomar o escudo da fé com o qual podemos apagar as “flechas inflamadas do Maligno” (Ef 6, 16). E o próprio Jesus havia ensinado a rezar pedindo ao Pai que nos livrasse do maligno (Mt 5, 13).

* * *

As múltiplas exegeses sobre a serpente que aparecem nas origens nos levam a fazer algumas considerações.

primeira é sobre a “história” consumada e decidida antes da criação do homem, e que consiste no estouro de uma “grande guerra no céu” (Ap 12, 7), ou seja, em uma aceitação ou em uma rebelião no mundo dos anjos: uma aceitação ou uma rebelião não genéricas, mas cujo objetivo é o concreto e eterno projeto divino personificado em Jesus Cristo.

O objeto da orgulhosa intolerância dos anjos rebeldes é Jesus, aquele que “prevalece sobre todas as coisas” e que, portanto, prevalece também sobre eles. Entende-se, então, como a vida de Jesus esteve obstaculizada pela presença e pelas maquinações do diabo; e que, por outro lado, desde o anúncio de seu nascimento até a ascensão, esteve acompanhada, servida e consolada pela presença dos anjos, que se alegram com ele, e com ele são vencedores do grande dragão e de seus satélites, expulsos do céu e precipitados, com afirmava o Apocalipse. O próprio Jesus afirmava ter visto “Satanás cair do céu como um raio” (Lc 10) e falava do “fogo eterno preparado para o Diabo e seus anjos” (Mt 25, 41).

Falamos da história que precede a história visível do homem: o que sabemos é que ela aflora como de um panorama escondido, que nos ultrapassa e nos escapa, e que agora só podemos presumir e intuir.

* * *

segunda consideração refere-se ao poder impressionante de Satanás: tão forte e tenaz que só a força do Filho de Deus pode dobrá-lo e desbaratá-lo; ou melhor dito, a força do Filho de Deus derrotado na cruz e, portanto, em uma condição de extrema debilidade humana converte-se, paradoxalmente e sem esforço, em potência absoluta. O diabo consegue arrastar tudo e a todos, mas diante de Jesus sucumbe totalmente. O Crucificado ressuscitado recria uma humanidade vencedora, afastada da influência perversa do maligno. A força de atração do domínio é substituída pela força de atração de Cristo, que declara: “Quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12, 32). Só compartilhando a força do Jesus morto e glorioso é que conseguimos nos opor às adulações da serpente das origens.

Contudo, poderia ficar uma pergunta: sem dúvida, a queda do anjo e do homem dependem unicamente da livre vontade da criatura. Não apenas isso: o perdão do homem estava incluído no amor misericordioso do Pai, que predestinou o seu Filho Jesus ao papel de redentor. Então, por que a ordem concreta escolhida por Deus inclui essa queda e, portanto, a realidade do pecado? Não estamos em condições de responder a esta questão: pertence ao “pensamento do Senhor”, aos seus “insondáveis desígnios” e aos seus “inescrutáveis caminhos” (Rm 11, 32-34).

* * *

Uma terceira consideração é para manifestar surpresa diante da ausência na pregação e na catequese da verdade relativa ao demônio. Para não falar destes teólogos que, por um lado, aplaudem o fato de que o Vaticano II tenha declarado que a Escritura é “alma da Sagrada Teologia” (Dei Verbum, 24), mas que, por outro lado, não hesitam tanto em decidir sua inexistência – como fazem com os anjos – como em considerar marginal um dado muito claro e amplamente dado por certo na própria Escritura como é aquele que faz referência ao demônio, considerando-o a personificação de uma obscura e primitiva ideia do mal, agora já desmistificada e inaceitável.

Uma concepção como esta é uma obra-prima de ideologia e equivale, sobretudo, a banalizar a obra mesma de Cristo e seu papel de redentor.

É por isto que as referências ao demônio que observamos nos discursos do Papa Francisco não nos parecem secundárias.

Fonte: http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1350517?sp

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Propaganda de carro sugere ‘venda da alma ao Diabo’ para aquisição de “vidão”.

domingo, fevereiro 10th, 2013

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Existem pessoas que “vendem” a alma ao Diabo? ” Sim, mas queimamos os contratos, afirma Padre Gabriel Amorth, exorcista.

sexta-feira, novembro 25th, 2011

Quem é o diabo? Qual é seu nome real? Quão poderoso é? Como se manifesta a sua obra destruidora nas vidas dos homens?

Estas e outras perguntas semelhantes foram respondidas pelo Padre Gabriel Amorth, célebre exorcista italiano, em uma vídeo-intrevista projetada  durante o Umbria International Film Fest, pouco antes da projeção do filme O ritual de Mikael Hafstrom, cujo objeto é precisamente o exorcismo.

O padre Amorth não descarta nem sequer o filme Harry Potter: o ídolo literário e cinematográfico de tantas crianças ao redor do mundo é, de fato, de acordo com o exorcista, uma mensagem publicitária da “magia” apesar de ser vendido “até mesmo em livrarias católicas”.

O diabo, disse o padre Amorth, é essencialmente “um espírito puro criado por Deus como um anjo”. Como os homens, também os anjos foram submetidos à uma prova de obediência, que Satanás – que era o mais brilhante dos espíritos celestes – se rebelou.

Satanás é, portanto, o primeiro diabo da história sagrada, e o mais poderoso de todos. Assim como no céu, com os santos e anjos, nas suas várias categorias, também no inferno há uma hierarquia. Enquanto o Reino de Deus é governado pelo amor, o reino de Satanás é dominado pelo ódio. “Os demônios se odeiam entre si e a sua hierarquia é baseada no terror”, disse o padre Amorth.

“Um dia – disse o exorcista – eu estava quase liberando uma pessoa possuída por um demônio que não era nem mesmo um dos mais fortes. Por que você não vai embora?, perguntei-lhe. Porque – me respondeu – se eu sair Satanás me punirá “. A finalidade da existência dos demônios é “arrastar o homem ao pecado e trazê-lo para o inferno”, disse Amorth.

O que é, então, que impulsiona o homem a esta louca obra de auto-destruição e condenação? Segundo o padre Amorth, o homem é sempre impulsionado pela “curiosidade”, uma inclinação que pode ser “positiva ou negativa dependendo das circunstâncias”.

O verdadeiro ‘triunfo’ do demônio, porém, é que ele está “sempre escondido” e a coisa que mais deseja é que não se “acredite na sua existência”. Ele “estuda a cada um de nós, nas suas tendências para o bem e para o mal, e depois suscita as tentações”, aproveitando-se das nossas fraquezas.

A época contemporânea, afinal de contas, é representada precisamente pelo total esquecimento da figura do diabo que, assim, consegue os seus mais importantes sucessos. Se a humanidade perde o sentido do pecado, é quase automático que entrem ideias de que “o aborto e o divórcio sejam uma conquista da civilização e não um pecado mortal”, disse Amorth.

É óbvio que o diabo está por trás de práticas como o ocultismo e a magia, e até aqui, “aproveitando a nossa curiosidade”. Quem quiser “conhecer o próprio futuro ou falar com os mortos”, por exemplo, vai, ainda sem querer, encontrar-se com o demônio.

Perigosas e desonestas, para Amorth, são também as práticas orientais aparentemente inócuas como o Yoga: “Você acha que está fazendo para relaxar, mas leva ao Hinduísmo – explicou o exorcista - Todas as religiões orientais são baseadas na falsa crença da reencarnação “.

Perguntado se Satanás atormenta mais as almas dos ateus ou aquelas dos crentes, o padre Amorth disse que o mundo pagão é mais vulnerável ao diabo do que o mundo cristão ou crente, no entanto, “um ateu é mais difícil que venha visitar um sacerdote”.

Amorth, que disse ter exorcizado também “muçulmanos e hindus”, salientou: “Se viesse comigo um ateu eu diria para mim mesmo que, de todos modos, estou agindo em nome de Jesus Cristo e lhe recomendaria que se informasse sobre quem fosse Cristo “.

Um aspecto curioso  e nem por isso secundário do trabalho de um exorcista está ligado aos nomes dos demônios. “A primeira coisa que eu pergunto ao possuído é qual seja o seu nome – disse o padre Amorth -. Se ele me responde com o nome verdadeiro para o diabo já é uma derrota:  foi forçado a dizer a verdade, a sair do esconderijo”.

Caso contrário, o diabo vai responder cada vez com um nome diferente. “Os demônios na realidade, como os anjos, não têm nomes – disse Amorth – mas se atribuem apelidos até mesmo bobos, como Isbò

O padre Amorth também afirmou que a pessoa possuída não está necessariamente em pecado mortal, porque “Satanás pode tomar o corpo, mas não a alma”, e advertiu que o demônio não só atua com a possessão, mas também com o assédio, a obsessão e a infestação (esta última referida principalmente a locais físicos).

O malefícios associados à práticas ocultas (feitiços, vudú, faturas, etc.), são “muito raros”, disse o exorcista.
Aqueles que rezam e que confiam constantemente em Deus “não devem ter medo” do demônio. Além disso, o padre Amorth disse que nunca teve medo do diabo durante os exorcismos. “Às vezes – deixou claro – eu estive com medo de  machucar fisicamente alguém porque, por exemplo, é arriscado exorcizar uma pessoa doente do coração”.

Amorth concluiu a entrevista confirmando que muitas pessoas, de fato, vendem sua alma ao diabo, mas, ironicamente, ele acrescentou, “Eu tenho queimado muitos contratos ….”

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* A “Lógica” do Diabo. Meu inimigo não é o meu vizinho.

sábado, junho 4th, 2011

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Relativismo moral favorece a difusão do satanismo entre jovens, afirma perito.

segunda-feira, abril 11th, 2011

ACI

O perito em satanismo, Carlo Climati, denunciou que “a cada dia aumenta o número de jovens que se declaram seduzidos pelo diabo e a magia negra” com a ilusão de viver uma vida sem regras seguindo um “anjo rebelde”.

Em uma entrevista concedida no dia 5 de abril ao grupo ACI em Roma, Climati explicou que o satanismo “destrói aqueles valores universais que estão escritos no coração de cada ser humano”; cria confusão e “uma espécie de sociedade ao revés, onde o bem vira o mal e o mal vira o bem”.

Ele considerou que os jovens confundem o diabo com um “anjo rebelde”, e se deixam capturar “pela ilusão de uma vida aparentemente livre, sem regras”, por uma liberdade enganosa que os leva “a um estado de dependência e de escravidão”.

A moda satânica e do esoterismo se estende por todo mundo, “infelizmente, a sociedade moderna está com freqüência dominada pelo relativismo moral e isto favorece a difusão do satanismo”.

Climati explicou que freqüentemente, os jovens são “vítimas de uma solidão terrível, da incomunicação e de situações familiares difíceis”, e encontram no esoterismo uma “solução fácil e imediata para os seus problemas”, e o confundem com um jogo. “Nos últimos anos os jovens sofreram uma espécie de lavagem de cérebro que os empurra a não ter medo do mundo do ocultismo”, indicou.

O autor explicou à ACI Prensa que certa “música rock pode ser considerada ‘diabólica’ ou anti educativa”, e pode resultar “uma ponte entre o adolescente e o culto ao diabo”.

O “rock satânico”, disse, “reconhece-se facilmente pelos textos violentos e anti-cristãos”, e “pelas capas dos CDs que oferecem imagens sanguinárias e blasfemas”, disse o perito.

Do mesmo modo, considerou que a Internet e o meios de comunicação são freqüentemente perigosos para os “jovens psicologicamente frágeis”, que se divertem praticando “ritos que inventam depois de ter navegado na Internet ou depois da leitura de qualquer livro esotérico”, “infelizmente, às vezes, pode-se chegar a cometer atos de violência ou assassinato”.

Climati é responsável pelo escritório de imprensa do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, e recentemente participou do curso  ”Exorcismo e oração de libertação”, celebrado em Roma com o patrocínio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e da Congregação para o Clero.

No curso se deu a jovens sacerdotes ferramentas para que apóiem as famílias e diferenciar entre um modo rigorosamente científico o exorcismo como tema espiritual e teológico do fenômeno do satanismo, vinculado a aspectos mais sociais.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Exorcismo.Quais as condições previstas pela Igreja para seu uso?

sexta-feira, março 18th, 2011

Nascido na Suíça em 1960, o Padre Gilles Jeanguenin é o exorcista da diocese de Albenga-Imperia, no norte da Itália. Autor de “Le diable existe” (Éditions Salvator), ele nos explica em quais condições a Igreja permite recorrer excepcionalmente ao exorcismo e previne contra os abusos, as superstições e a confusão com as doenças unicamente físicas.

A entrevista é de Benjamin Legendre e está publicada na revista francesa La Vie, 08-03-2011. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

O que é um exorcismo e quem o pratica?

Pelo exorcismo é a Igreja que age, em nome de Jesus, para libertar uma pessoa ou um objeto que está sob a influência do Maligno. É o Cristo que tem autoridade sobre os demônios; é, portanto, em seu nome que a Igreja ordena esses espíritos maus a abandonarem aqueles que eles possuem ou infestam. Na sua forma simples, o exorcismo é praticado na celebração do Batismo.

O exorcismo solene, chamado grande exorcismo, só pode ser praticado por um padre e com a permissão do bispo do lugar. Consequentemente, os leigos não podem proferir o exorcismo em nome da Igreja: na maioria das vezes não passam de charlatões. Esta observação se aplica também aos padres que gostariam de exorcizar sem estar em comunhão com o bispo local.

O exorcismo é um sacramento?

Não, o exorcismo não é um sacramento, mas faz parte dos sacramentais instituídos pela Igreja. São sinais sagrados que a Igreja quis dar aos cristãos para santificar algumas circunstâncias da sua vida. Estes ritos sagrados compreendem orações de bênçãos às quais se acrescenta o sinal da cruz e outros sinais, como a aspersão de água benta. Estas bênçãos são muito úteis, já que elas nos colocam sob a proteção de Deus e nos ajudam a agir em vista de sua glorificação.

Uma pessoa psiquicamente doente (maníaco-depressiva, esquizofrênica) pode recorrer a um exorcismo para melhorar?

As doenças na ordem da natureza são tratadas com remédios de acordo com a ordem da natureza, e os males espirituais por remédios espirituais: em consequência, não podemos curar as doenças psíquicas ou físicas pelo exorcismo, a menos que o maligno tenha uma influência comprovada sobre elas. Como o “natural” e o “sobrenatural” estão frequentemente ligados, é preciso tomar tempo para discernir a fim de não incorrer em falsas pistas, tanto num sentido como noutro.

Qual é a diferença com uma oração de libertação?

É preciso distinguir oração de libertação e exorcismo. Pela oração de libertação nós pedimos a Deus a libertação daqueles que estão sob o domínio do Maligno. Esta oração pode ser aplicada tanto a si próprio como a outras pessoas que a pedem. A oração de libertação pode ser celebrada pelos padres, diáconos ou por leigos, mas sem tomar a forma de um exorcismo.

O alívio induzido pelo exorcismo é imediato?

Geralmente, sim. Isso não quer dizer que basta um único exorcismo para obter a libertação definitiva da pessoa possuída ou infestada. Se nem sempre há uma libertação total, há uma libertação parcial, que traz um alívio e paz interior a esta pessoa. O exorcismo deve, pois, ser repetido até a obtenção da libertação definitiva, que não depende de nós, mas de Deus.

Há fracassos?

Sim, e por diferentes motivos, alguns conhecidos e outros não. Por exemplo, uma pessoa que vem pedir a libertação, mas que não procura realmente se aproximar de Deus ou continua consultando médiuns e outros profissionais do ocultismo, tira pouco proveito do exorcismo. A falta de colaboração da pessoa pode ser um freio, até mesmo um impedimento para a sua libertação.

Posso ir diretamente ao exorcista ou devo ser recomendado pelo meu sacerdote?

Um primeiro discernimento poderá ser feito por um padre (pároco, capelão…) ou mesmo por um leigo formado e bom conhecedor desse tipo de problemas. Ordinariamente, há um grande número de doentes psíquicos que vão à procura dos exorcistas: é enlouquecedor! Uma triagem é bem preciosa e necessária para evitar ser absorvido por essas pessoas perturbadas. Habitualmente, aqueles pacientes que me são enviados pelos padres ou mesmo pelos médicos, têm problemas mais sérios que aqueles que vêm diretamente após ter pegado o meu endereço na internet!

Existem contra-indicações (saúde psíquica ou física)?

Não se deve submeter pessoas afetadas por doenças psíquicas ao exorcismo, mesmo quando se tem fortes presunções de que o maligno possa ter participado ativamente na ruína física e psíquica de algumas pessoas. Geralmente, a opinião de um médico se impõe.

Animais, objetos, lugares podem ser possuídos da mesma forma que os humanos?

Fala-se de infestação para os lugares e as coisas e não de possessão. O demônio pode tomar posse de um corpo humano e mais raramente de um animal. Em geral, a influência dos espíritos maus pode se estender a todas as coisas criadas, mas não sobre a alma humana.

É gratuito?

Nenhum verdadeiro exorcista, com mandato oficial da parte de seu bispo, apresentará a fatura àqueles que virão lhe pedir ajuda. O exorcismo é, portanto, gratuito.

Que precauções devem ser tomadas diante de alguém que se diz possuído?

Só raramente o envolvido admite ser possuído ou enfeitiçado. Trata-se na maioria das vezes de pessoas doentes psiquicamente. É preciso antes convencê-las a consultar um padre ou alguém que possa fazer um discernimento, e dirigi-las às instâncias competentes. O Ritual dos Exorcismos previne contra a imaginação de alguns que podem ser levados a crer que são presas do demônio. Em todos os casos, é preciso verificar que aquele que se diz possuído pelo demônio, realmente o seja. O texto recomenda distinguir entre uma verdadeira intervenção diabólica e a credulidade de alguns fiéis que pensam ser o objeto de malefícios ou de maldições. “Não se deve recusar uma ajuda espiritual, mas não se deve praticar um exorcismo a qualquer preço”.

Os padres abusam do exorcismo de pessoas psicologicamente doentes?

Infelizmente, sim. Mas seu número é mínimo. Tive que intervir muitas vezes junto a bispos para que cessassem o prejuízo de seu exorcista. Trata-se geralmente de padres piedosos, mas sem discernimento nem competência em matéria de exorcismo. A prudência e o discernimento são as qualidades ineludíveis do exorcista. O Ritual acrescenta: “O exorcista decidirá com prudência sobre a necessidade de utilizar o rito do exorcismo após ter procedido a uma pesquisa diligente – respeitando o segredo de confissão – e após ter consultado, segundo as possibilidades, os especialistas em matéria espiritual, e, se julgar oportuno, especialistas em ciência médica e psiquiátrica, que têm o senso das realidades espirituais”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Filme ” O Ritual”. Sua mensagem final é positiva e reforça a fé da Igreja na existência do Mal.

terça-feira, março 15th, 2011

Revista francesa “La Vie”

Multidões de sapos, convulsões desumanas, aparições de animais estranhos, portas que batem e um último combate à base de água benta e de imprecações escandalosas. Esta é resumidamente a imagem da existência do diabo e do exorcismo dada pelo filme O Ritual, que estreou nas telas da França no dia 09 de março [No Brasil, estreou no dia 11 de fevereiro.].

Gênero cinematográfico bem conhecido e rebatido, desde o legendário O Exorcista em 1973, o tema da possessão demoníaca deveria ser aqui renovado sob um ponto de vista inédito, mais documental e mais próximo da realidade da Igreja católica, era o que desejava a centena de padres com mandato oficial na França para caçar demônios, segundo pesquisa realizada em 2006.

Certamente, o diretor sacrificou uma parte da panóplia dos filmes de horror, o que decepcionará os fãs do gênero que não tem muito medo, em benefício de um cenário baseado sobre um testemunho verídico, este do Padre Gary Thomas, norte-americano enviado a Roma em 2005 para formação. Mas, apesar das aparências credíveis (o Vaticano, os guarda-roupas e o vocabulário eclesiástico, alguns artigos de Fé bem restituídos) ou as citações de João Paulo II – “o diabo ainda está vivo, e em ação no nosso mundo” –, Mickael Hafstöm conservou muito da magia e da inverossimilhança para refletir com justiça a prática dos exorcistas católicos.

Escassez de manifestações sobrenaturais

O filme se apóia sobre o livro de mesmo título, uma obra bem documentada do americano Matt Baglio, que seguiu a formação do Padre Gary Thomas. Ao longo do percurso do aprendiz exorcista, esse jornalista católico mescla pedagogicamente a história desta tradição da Igreja, as opiniões de teólogos, as diretrizes do Vaticano e diferentes testemunhos de ex-exorcistas, com, certamente, uma predileção pelos mais espetaculares.

Recorda especialmente a vontade de João Paulo II que cada bispo institua um exorcista oficial em sua diocese, e a reforma do Ritual do Exorcismo aprovado pelo Vaticano em 1998.

Mas ali onde o livro lembra a escassez das manifestações sobrenaturais, os progressos da medicina psiquiátrica, a prudência ensinada aos padres exorcistas, o filme só toma os aspectos espetaculares. “O livro é um livro de educação para o discernimento, ao mesmo tempo psiquiátrico e espiritual; ele mostra a seriedade da formação em Roma [ao passo que] o filme se detém sobre o espetacular, sobre os corpos que escapam ao controle dos indivíduos, sobre as violências contra o exorcista durante o rito”, comentou à RFI Yves Briend, editor do livro em francês, muito decepcionado com a adaptação cinematográfica.

O cenário se afasta, por outro lado, rapidamente do livro transformando o Padre Thomas em um jovem seminarista mergulhado em dúvidas sobre sua fé, enviado a fazer exorcismos para reencontrá-la! O que irá acontecer, por milagre, uma vez o nosso jovem aprendiz confrontado com um velho e experiente exorcista, mas ele próprio possesso, representado por um singular Anthony Hopkins.

Jesus também expulsa demônios

Nos fatos, a Igreja age com grande prudência nesta delicada matéria. Se ela confessa a existência do diabo (parágrafo 391 do Catecismo da Igreja Católica) e sua confiança no exorcismo (n. 1673), o faz apoiando-se primeiramente na Bíblia. “Quando se lê o Evangelho, Jesus faz curas e expulsa demônios, o que é incontestável, porque mesmo seus inimigos o reconheciam”, explica o teólogo Jean-Michel Maldamé.

Quanto ao exorcismo, ele não ficou caduco por conta dos progressos da medicina psiquiátrica. “Atualmente, estamos em outra perspectiva em relação ao tempo de Cristo, onde se via dois tipos de curas, puramente corporais ou espirituais. Com a psiquiatria, hoje nós sabemos que a doença engloba a psique e o físico. Mas quando se fala do mal-estar de uma pessoa, a explicação médica não diz tudo. Na experiência humana, há um lugar para uma explicação mais transcendente e uma raiz espiritual para o sofrimento”, explica o Padre Maldamé.

Isso não impede que o Padre Gary Thomas se mostre entusiasmado com o filme. “Eles tomaram algumas liberdades, mas a mensagem central é apresentada no filme, e eu penso que é um filme sobre a fé”, declarou em uma entrevista nos Estados Unidos.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* O Diabo existe ou é um mito? Responde-nos sacerdote.

sexta-feira, setembro 3rd, 2010

Pe. Elílio

Chamo-me X e estou cursando filosofia.

Durante a palestra de um frei, este que tem curso de parapsicologia, fundamentado em vários argumentos disse não ser possível conforme a bíblia e também nos chamados “fenômenos de possessão” a existencia do demônio.

Já ouvi várias vezes estes argumentos, como também sei que o senhor já ouviu, porém diante de meus colegas estou sem reação, pois nunca dei importancia ao assuno e mesmo não tanho funtamentação para tal.

Por  isso peço ao senhor, a delicadeza se houver algum material sobre demonologia ou assuntos semelhantes, a fim de que possa investigar o assunto (devido também a ausência de material confiável na internet ou am alguns livros).

Talvez esta não seja a sua área de especialização, mas se o senhor possuir algum contato, do qual eu possa entrar, ficaria muito feliz. Desde já agradeço a compreensão.

Resposta:

Prezado X,

Saudações no Senhor!

A existência do Diabo não pode ser provada nem pelas ciências nem pela filosofia, pois esses ramos do saber não têm competência para tal, o que implica dizer que também não podem negá-la. O conhecimento do Diabo ultrapassa o plano natural de conhecimento.

Ora, cabe apenas à teologia decidir sobre o assunto, já que a teologia, em virtude da Revelação, tem competências para além das nossas possibilidades naturais de conhecimento. E teologia se faz não com as ideias próprias de cada um, mas com base na fé: na Escritura, na Tradição e no Magistério.

A Escritura fala várias vezes sobre o Diabo e os demônios. A missão de Jesus mesmo é entendida pela Escritura como uma luta contra o reino de Satanás. E não há razões sérias para dizer que a Escritura fala do Diabo e dos demônios somente por depender do imaginário da época em que foi redigida. A Tradição confirma a existência do Diabo, o que também faz o Magistério. Logo, é temerário querer negar a existência dos anjos decaídos. Do ponto de vista da fé, é uma heresia.

Negar tal existência? Como? Com base em quê? A parapsicologia não a pode provar nem muito menos negá-la. O Diabo pertence a um plano de existência que está fora do âmbito de competência da parapsicologia. Esta se atém ao plano natural. Analisa fenômenos paranormais ou extranormais, mas sempre naturais.

Confiemos na Tradição e no Magistério da Igreja, que confirmam a visão escriturística sobre a existência do Diabo e dos demônios como seres pessoais, dotados de inteligência e vontade.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Exorcismo: Doença psíquica ou ação do maligno?

domingo, fevereiro 28th, 2010

Jesus Cristo veio para anunciar e inaugurar o Reino de Deus no mundo e nos homens. Os homens têm uma capacidade de acolher a Deus em seus corações (Rm 5,5). Esta capacidade de acolher a Deus está, entretanto, ofuscada pelo pecado; e às vezes no homem o mal ocupa o lugar onde Deus quer viver.

Por isto Jesus Cristo veio libertar o ser humano do domínio do mal e do pecado, e assim também de todas as formas de domínio do maligno, isto é, do diabo e de seus espíritos malignos chamados demônios, que querem desviar o sentido da vida do homem.

Por esta razão, Jesus Cristo expulsava os demônios e livrava os homens da possessão dos espíritos malignos, para abrir espaço no homem, de maneira que, este último, tenha a liberdade para Deus. Ele quer dar seu Espírito Santo ao homem que é chamado a converter-0se em templo (cf. 1Cor 6,19; 1Pe 2,5) para dirigir seus passos (cf. Rm 8,1-17; 1Cor 12,1-11; Gl 5,16-26) para a paz e a salvação.

O ministério da Igreja

- É aqui que entra a Igreja e seu ministério.

A Igreja está chamada a seguir a Jesus Cristo e recebeu o poder, da parte de Cristo, de continuar sua missão em seu nome. Assim a ação de Cristo para libertar o homem do mal será exercida através do serviço da Igreja e de seus ministros ordenados, delegados do Bispo para cumprir os sagrados ritos dirigidos a libertar os homens da possessão do maligno.

O exorcismo é, pois, uma antiga e particular forma de oração que a Igreja utiliza contra o poder do diabo.

Eis aqui como o Catecismo da Igreja Católica explica o que é o exorcismo e como se exerce:

“Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra as armadilhas do maligno e subtraída de seu domínio, fala-se de exorcismo.

Jesus o praticou (Mc 1,25s), dEle tem a Igreja o poder e o ofício de exorcizar (cf. Mc 3,15; 6,7.13; 16,17). De forma simples, o exorcismo tem lugar na celebração do Batismo.

O exorcismo solene só pode ser praticado por um sacerdote e com permissão do bispo. Nesses casos é preciso proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja.

O exorcismo tenta expulsar os demônios ou libertar do domínio demoníaco graças à autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, principalmente psíquicas, cujo cuidado pertence à ciência médica. Portanto, é importante assegurar-se, antes de celebrar o exorcismo, de que se trata de uma presença do Maligno e não de uma doença (cf. Código de Direito Canônico, cân. 1172)”. (Catecismo da Igreja Católica, n. 1673).

A obsessão e suas características

A Sagrada Escritura nos ensina que os espíritos malignos, inimigos de Deus e do homem, desenvolvem sua ação de diversas maneiras; entre elas está a obsessão diabólica chamada também possessão diabólica. Entretanto, a obsessão diabólica não é o modo mais freqüente como o espírito das trevas exerce sua influência.

A obsessão tem características de espetacularidade e nela o demônio se apodera, de um certo modo, das forças e das atividades físicas da pessoa que padece a possessão. Não pode, entretanto, apoderar-se da livre vontade do sujeito, e por isso o demônio não pode comprometer a vontade livre da pessoa possuída até o ponto de faze-la pecar.Esta violência física que o diabo exerce no obsesso é uma incitação ao pecado, que é o que o diabo busca lograr.

O ritual do exorcismo indica diversos critério e indícios que permitem chegar, com prudente certeza, à convicção de quando se tem diante de si uma possessão diabólica. Então o exorcista autorizado poderá realizar o solene rito do exorcismo.

Entre estes critérios encontram-se: falar ou entender muitas palavras em línguas desconhecidas, evidenciar coisas distantes ou inclusive escondidas, demonstrar forças além da própria condição, e isto junto com a aversão veemente a Deus, à Virgem, aos Santos, à Cruz e às imagens santas.

Vale a pena destacar que para poder realizar o exorcismo é necessária autorização do Bispo diocesano, autorização que pode ser concedida para um caso específico ou também de modo geral e permanente ao Sacerdote que exerce na diocese o ministério de exorcista.

O Ritual do Exorcismo

O Ritual Romano continha, em um capítulo específico, as indicações e o texto litúrgico dos exorcismos. Este capítulo era o último e ficou sem ser revisado depois do Concílio Vaticano II. a redação final deste Rito dos Exorcismos exigiu muitos estudos, revisões, atualizações e modificações com várias consultas das Conferências Episcopais, depois de uma análise de parte de uma Assembléia Ordinária da Congregação para o Culto Divino. O trabalho exigiu 10 anos e deu como resultado o texto atual, aprovado pelo Sumo Pontífice, que está publicado e à disposição dos Pastores e dos fieis da Igreja.

Ficará ainda pendente um trabalho que compete às respectivas Conferências Episcopais: e é o da tradução deste Ritual às línguas faladas nos respectivos territórios; estas traduções deverão ser exatas e fiéis ao original em latim e deverão ser postas, segundo a norma canônica, à “recognitio” (ao reconhecimento) da Congregação para o Culto Divino.

O exorcismo

No ritual que hoje apresentamos encontra-se, antes de tudo, o rito do exorcismo propriamente dito, a ser exercitado sobre uma pessoa possessa. Seguem as orações a recitar-se publicamente por um sacerdote, com a permissão do Bispo, quando se julga prudentemente que existe uma influência de Satanás sobre lugares, objetos ou pessoas, sem chegar ao estado de uma possessão própria e verdadeira.

Há, além disso, uma coleção de orações para recitar de forma privada por parte dos fiéis, quando estes suspeitam com fundamento de estarem sujeitos ou sob influência diabólica.

O exorcismo tem como ponto de partida a fé da Igreja, segundo a qual existem Satanás e os outros espíritos malignos, e que sua atividade consiste em afastar os homens do caminho da salvação. A doutrina católica nos ensina que os demônios são anjos caídos por causa do pecado, que são espíritos de grande inteligência e poder: “Entretanto, o poder de Satanás não é infinito. Não é mais do que uma criatura, poderosa pelo fato de ser puramente espírito, mas sempre criatura: não pode impedir a edificação do Reino de Deus.

Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora sua ação cause graves danos -de natureza espiritual e indiretamente inclusive de natureza física – em cada homem e na sociedade, esta ação é permitida pela divina providência que com força e doçura dirige a história do homem e do mundo. Porque Deus permite a atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que em todas as coisas Deus intervém para bem dos que o amam” (Rm 8, 28)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 395).

Luta, graça e vitória

A presença do diabo e de sua ação, explica a advertência do Catecismo da Igreja Católica : “Esta situação dramática do mundo que “jaz inteiramente sob o poder do maligno” (1 Jo 5, 19), faz da vida do homem um combate: “Através de toda a história do homem estende-se na dura batalha contra os poderes das trevas que, iniciada já na origem do mundo, durará até o último dia segundo diz o Senhor.

Nesta luta, o homem deve combater continuamente para aderir-se ao bem, e não sem grandes trabalhos, com a ajuda da graça de Deus, é capaz de alcançar a unidade em si mesmo” (Concilio Ecumênico Vaticano II, Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Atual, Gaudium et spes, n. 37,2)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 409).

A Igreja está segura da vitória final de Cristo e portanto, não se deixa levar pelo medo ou pelo pessimismo, mas ao mesmo tempo é consciente da ação do maligno que busca nos desanimar e semear a confusão.

“Tenham fé -diz o Senhor- Eu venci o mundo!” (Jo. 16,33). Nesse marco encontram seu lugar os exorcismos, expressão importante, embora não única, da luta contra o maligno.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
maio 2013
D S T Q Q S S
« abr    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031