Posts Tagged ‘Diálogo’

* Diálogo entre católicos e protestantes.É possível?

sexta-feira, outubro 16th, 2009

Diálogo entre católicos e protestantes entra em nova faseAfirma o cardeal Kasper, ao apresentar um livro sobre os 40 anos de diálogo

O diálogo oficial entre a Igreja Católica e as comunidades protestantes históricas – anglicana, luterana, reformada e metodista – está entrando em uma nova fase, após fechar a primeira etapa, que percorre os últimos 40 anos, do final do Concílio Vaticano II até hoje.

Assim indicou o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, ao apresentar hoje, na Sala de Imprensa da Santa Sé, um livro que reúne os resultados desse diálogo.

“Com este livro, nós nos encontramos no fim de uma primeira etapa, repleta de frutos e, ao mesmo tempo, estamos entrando em uma nova fase, que desejamos que seja tão frutífera como a anterior, e que nela possam ser resolvidos os difíceis problemas que estão pendentes”, declarou.

O livro, preparado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos em colaboração com as comunidades protestantes, intitula-se Harvesting the Fruits. Basic Aspects of Christian Faith in Ecumenical Dialogue (Recolhendo os frutos. Aspectos básicos da fé cristã no diálogo ecumênico).

O Conselho analisou, durante 2 anos, o diálogo com as principais comunidades protestantes, porque estas foram as primeiras em estabelecer um diálogo oficial com a Igreja Católica após o concílio.

Conquistas

Segundo o cardeal Kasper, agora é o momento de fazer um balanço da situação do diálogo. E acrescentou: “Nós mesmos estamos gratamente surpresos por tudo o que foi alcançado nestes anos”.

Com relação aos frutos do diálogo, aos quais se refere o título do livro, o cardeal Kasper indicou que “se trata de uma colheita verdadeiramente muito rica, que supera as numerosas polêmicas e grandes problemas históricos da Reforma”.

“Isso – prosseguiu – pode representar uma clara resposta a opiniões que estão sendo difundidas, às vezes também na Cúria Romana, ou à injustificada acusação de que o ecumenismo com as autoridades protestantes não havia colhido frutos até agora e tinha nos deixado com as mãos vazias.”

“Não queremos que a riqueza dos resultados alcançados seja esquecida e que seja preciso começar novamente”, afirmou.

“Comportamento ecumênico”

“Desejamos iniciar um processo de recepção destes ricos frutos no corpo da própria Igreja, para chegar a um novo tipo de comportamento ecumênico”, revelou.

O cardeal Kasper indicou que, atualmente, no âmbito ecumênico, como em todos os demais, produzem-se rápidas mudanças no Ocidente.

Neste sentido, assinalou que, após o entusiasmo dos primeiros anos depois do concílio, hoje se experimenta certo cansaço no diálogo ecumênico.

“No entanto, a nova sobriedade instaurada pode ser também um sinal de maior maturidade – indicou. Provavelmente, o caminho ecumênico será mais longo do que parecia depois do Concílio.”

O livro constata o que as comunidades eclesiais, em diálogo desde o concílio Vaticano II, mudaram ao longo desses 40 anos.

“Talvez nossos interlocutores já não sejam os mesmos, são mais diversificados do que os que encontramos durante e depois do concílio – explicou. Há fragmentações internas, novos problemas no campo da ética, problemas desconhecidos no passado.”

E prosseguiu: “Também na Igreja Católica houve mudanças; às vezes, nossos documentos são difíceis de serem digeridos pelos nossos interlocutores”.

“Com este livro, queremos fomentar um novo impulso – afirmou. Ilustrando os numerosos resultados positivos desses 40 anos, queremos mostrar que somos capazes de conseguir qualquer coisa se continuarmos comprometidos com o ecumenismo.”

O volume destaca, pela primeira vez, os resultados dos 4 diálogos bilaterais com as 4 confissões protestantes, agrupados por temas, para permitir a comparação e uma visão mais clara do alcance das conquistas em 40 anos de diálogo.

O livro também dedica um espaço às áreas de convergência ecumênica, que poderiam ajudar no processo de recepção dos resultados nas diversas confissões.

Sobre os problemas por resolver, o cardeal explica: “Identificamos problemas na hermenêutica, na antropologia, na eclesiologia e também na compreensão da Eucaristia”.

Simpósio em 2010

A Igreja Católica e as comunidades protestantes têm a intenção de organizar um simpósio, em fevereiro de 2010, no qual debaterão o futuro do ecumenismo ocidental, anunciou o cardeal.

O livro apresentado hoje no Vaticano servirá de base para as conversas do encontro.

Além do cardeal Kasper, na coletiva de imprensa interveio também Dom Mark Langham, oficial do Conselho e um dos principais colaboradores do purpurado na elaboração do livro.

Dom Langham destacou que o cardeal Kasper “quis dar a conhecer desta maneira o fruto de 40 anos de diálogo ecumênico a uma nova geração, que cresceu no pós-concílio e provavelmente não conhece a fundo o que se conseguiu”.

Temas de diálogo

O oficial explicou que o livro se estrutura em 4 capítulos: “Fundamentos da nossa fé comum”, “Salvação, justificação e santificação”, “A Igreja” e “Batismo e Eucaristia”.

Aplicando a metodologia do próprio diálogo ecumênico, o primeiro capítulo aborda as bases comuns a todas as partes em diálogo.

O segundo se ocupa de uma questão central para a Reforma – a salvação, a justificação e a santificação – na qual “se chegou a um acordo significativo, que constitui um marco nas relações ecumênicas”, explicou Dom Langham.

No entanto, acrescentou, “restam ainda questões que requerem ulteriores esclarecimentos, como a que se refere à função da doutrina da justificação no seio da eclesiologia inteira”.

O terceiro capítulo, o mais longo, examina a missão, autoridade e ministério da Igreja, partindo da maneira como estes aspectos estão apresentados nas declarações comuns cristãs nestes anos.

“Neste sentido, as polêmicas e mal-entendidos do século XVI foram reexaminados e, em parte, superados”, disse o especialista, ainda que permaneçam os problemas em questões centrais, como “o que é” e “onde está” a Igreja.

Na opinião de Dom Langham, “isso demonstra que a relação entre os elementos espirituais e concretos que definem a Igreja deverá ser entendida de maneira mais profunda”.

No quarto capítulo, fala-se, por exemplo, da controvérsia sobre a Eucaristia, presente durante a Reforma, sobre a qual, “graças a um intenso diálogo e sobretudo a uma renovada ênfase sobre a função do Espírito Santo, foi possível chegar a uma importante convergência”, afirmou o oficial.

De qualquer forma, acrescentou, “deverão ser estudadas futuramente algumas questões sobre este sacramento, assim como o caráter de sacrifício da Missa, a presença real do Senhor na Eucaristia e o significado de ‘transubstanciação’”.

No capítulo final, o cardeal Kasper aborda a síntese dos 4 diálogos e a importância de tudo que se conseguiu.

***

A maior dificuldade no ecumenismo é a falta de um interluctor único que possa manter o diálogo com nossa Igreja, já que o protestantismo tem em suas milhares de divisões uma de suas maiores fraquezas.

As Denominações históricas são mais estruturadas e mais abertas a esse diálogo. já as neopentecostais e pentecostais são as mais difíceis no diálogo.

É um caminho dificil.

Para um diálogo frutuoso, precisa-se de segurança em nossa propria identidade. Essa é uma fraqueza nossa, católica,de nossos fiéis,que conhecem pouco da fé e por isso se tornam “presa” fácil para qualquer “crente” da esquina.

Por falta de uma identidade segura,não são capazes de dialogar.

Não existe diálogo onde não existe posição segura.Corre-se o risco de discussões intermináveis e desgastantes que acabam ferindo a caridade e a fé que tão zelosamente defendemos.

De qualquer forma, façamos a nossa parte.Oremos e dialoguemos quando for possível,sem discussão nem briga.

Quando for possível.Quando não for, não vale a pena nem iniciar.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

Verdades Científicas e Teológicas derivam de Deus.

sábado, junho 20th, 2009

Verdades científicas e teológicas nunca se podem contradizer porque ambas “derivam da mesma fonte, que é Deus”, afirmou o cardeal Giovanni Lajolo, presidente da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano.

Foi durante uma mesa-redonda sobre diálogo entre fé e ciência, celebrada na sede da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN), em Genebra, durante a visita de uma delegação do Vaticano ao centro que acolhe o maior túnel acelerador de partículas do mundo.

O cardeal citou Roberto Belarmino, doutor da Igreja que pesquisou Galileu, segundo o qual se uma declaração científica é evidentemente verdadeira e não se encontra em absoluta conformidade com a Bíblia, é necessário investigar como se pode interpretar corretamente a Escritura para não contradizer a verdade científica.

Para o purpurado, esta afirmação “continua sendo um princípio válido em relação aos fatos científicos”.

Segundo o cardeal Lajolo, a Igreja católica é uma defensora da razão e da verdade e por isso “reconheceu mais tarde a posição científica defendida por Galileu e o erro cometido em sua condenação”.

Dom Lajolo liderava a delegação, entre cujos membros se encontravam o observador permanente do Vaticano na ONU, Dom Silvano Maria Tomasi, C.S.; o diretor do Observatório Astronômico Vaticano, padre Jose Funes, S.I., e o astrônomo do Vaticano Guy Consolmagno, S.I.

Para Dom Tomasi, a visita da delegação do Vaticano ao CERN abriu um importante canal de diálogo entre ciência e fé, assim como entre o Vaticano e o importante organismo de pesquisa.

“A questão que emergiu na visita foi como manter o contato”, disse, porque os cientistas que estudam o universo se perguntam muitas das questões teológicas, como algumas sobre o significado da vida.

No entanto, acrescentou, os métodos utilizados por cientistas e teólogos para responder a esses questionamentos são radicalmente diferentes e os situam em “dois mundos completamente diferentes”.
“Não há hostilidade entre ambos, mas é necessário falar cruzando essas fronteiras e determinar a maneira com que o conhecimento humano pode avançar”, explicou.

O cardeal Lajolo aceitou “com satisfação o convite de visitar o CERN por meu próprio interesse, diante dos limites mais longínquos que a ciência astrofísica está conseguindo alcançar com a aceleração de prótons”.

O purpurado afirmou que as descobertas das novas partículas subatômicas podem ajudar a confirmar a teoria Superstring do professor da Universidade de Princeton Edward Witten, que busca unificar a teoria geral da relatividade de Albert Einstein e a física quântica.

Fonte: Zenit

***

A velha discussão entre ciência e a fé só existe para quem não conhece as competências respectivas da Ciência e da Religião.

Deus é a fonte de toda a verdade e foi ELE quem deu ao homem a inteligência e o anseio interior pela verdade.

Na busca sincera pela verdade o homem encontrará Deus!

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

Entenda a “lei natural”,segundo o catecismo..

quinta-feira, junho 11th, 2009

CAPÍTULO TERCEIRO

A   SALVAÇÃO DE  DEUS :  A  LEI  E  A  GRAÇA

1949. Chamado à bem-aventurança, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O auxílio divino é-lhe dado em Cristo, pela lei que o dirige e na graça que o ampara:

«Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação: porque é Deus que opera em vós o querer e o agir, segundo os seus desígnios» (Fl 2, 12-13).

ARTIGO 1

A LEI MORAL

1950. A lei moral é obra da Sabedoria divina. Podemos defini-la, em sentido bíblico, como uma instrução paterna, uma pedagogia de Deus. Ela prescreve ao homem os caminhos, as regras de procedimento que o levam à bem-aventurança prometida e lhe proíbe os caminhos do mal, que desviam de Deus e do seu amor. E, ao mesmo tempo, firme nos seus preceitos e amável nas suas promessas.

1951. A lei é uma regra de procedimento emanada da autoridade competente em ordem ao bem comum. A lei moral pressupõe a ordem racional estabelecida entre as criaturas, para seu bem e em vista do seu fim, pelo poder, sabedoria e bondade do Criador. Toda a lei encontra na Lei eterna a sua verdade primeira e última. A lei é declarada e estabelecida pela razão como uma participação na providência do Deus vivo, Criador e Redentor de todos. «Esta ordenação da razão, eis o que se chama a lei» (1).

«Entre todos os seres animados, o homem é o único que pode gloriar-se de ter recebido de Deus uma lei: animal dotado de razão, capaz de compreender e de discernir, ele regulará o seu procedimento dispondo da sua liberdade e da sua razão, na submissão Àquele que tudo lhe submeteu» (2).

1952. As expressões da lei moral são diversas, mas todas coordenadas entre si: a lei eterna, fonte em Deus de todas as leis; a lei natural; a lei  revelada, compreendendo a Lei antiga e a Lei nova ou evangélica: por fim, as leis civis e eclesiásticas.

1953. A lei moral encontra em Cristo a sua plenitude e unidade. Jesus Cristo é, em pessoa, o caminho da perfeição. Ele é o fim da lei, porque só Ele ensina e confere a justiça de Deus: «O fim da Lei é Cristo, para a justificação de todo o crente» (Rm 10, 4).

I. A lei moral natural

1954. O homem participa na sabedoria e na bondade do Criador, que lhe confere o domínio dos seus atos e a capacidade de se governar em ordem à verdade e ao bem. A lei natural exprime o sentido moral original que permite ao homem discernir, pela razão, o bem e o mal, a verdade e a mentira:

«A lei natural [...] está escrita e gravada na alma de todos e de cada um dos homens, porque não é senão a razão humana ordenando fazer o bem e proibindo pecar… Mas este ditame da razão humana não poderia ter força de lei, se não fosse a voz e a intérprete duma razão superior, à qual o nosso espírito e a nossa liberdade devem estar sujeitos» (3).

1955. A lei «divina e natural» (4) mostra ao homem o caminho a seguir para praticar o bem e atingir o seu fim. A lei natural enuncia os preceitos primários e essenciais que regem a vida moral. Tem como fulcro a aspiração e a submissão a Deus, fonte e juiz de todo o bem, assim como o sentido do outro como igual a si mesmo. Quanto aos seus preceitos principais, está expressa no Decálogo. Esta lei é chamada natural, não em relação à natureza dos seres irracionais, mas porque a razão que a promulga é própria da natureza humana:

«Onde estão, pois, inscritas [estas regras] senão no livro daquela luz que se chama a verdade? É lá que está escrita toda a lei justa, e é de lá que ela passa para o coração do homem que pratica a justiça; não que imigre para ele, mas porque nele imprime a sua marca, à maneira de um selo que do sinete passa para a cera, sem contudo deixar o sinete» (5).

A lei natural «não é senão a luz da inteligência posta em nós por Deus; por ela, nós conhecemos o que se deve fazer e o que se deve evitar. Esta luz ou esta lei, deu-a Deus ao homem na criação» (6).

1956. Presente no coração de cada homem e estabelecida pela razão, a lei natural é universal nos seus preceitos, e a sua autoridade estende-se a todos os homens. Ela exprime a dignidade da pessoa e determina a base dos seus deveres e direitos fundamentais:

«Existe, sem dúvida, uma verdadeira lei, que é a recta razão; ela é conforme à natureza, comum a todos os homens; é imutável e eterna; as suas ordens apelam para o dever; as suas proibições desviam da falta. [...] É um sacrilégio substituí-la por uma lei contrária: e é interdito deixar de cumprir uma só que seja das suas disposições; quanto a ab-rogá-la inteiramente, ninguém o pode fazer» (7).

1957. A aplicação da lei natural varia muito; pode requerer uma reflexão adaptada à multiplicidade das condições de vida, segundo os lugares, as épocas e as circunstâncias. Todavia, na diversidade das culturas, a lei natural permanece como regra a unir os homens entre si, impondo-lhes, para além das diferenças inevitáveis, princípios comuns.

1958. A lei natural é imutável (8) e permanente através das variações da história. Subsiste sob o fluxo das ideias e dos costumes e está na base do respectivo progresso. As regras que a traduzem permanecem substancialmente válidas. Mesmo que se lhe neguem até os princípios, não é possível destruí-la nem tirá-la do coração do homem; ela ressurge sempre na vida dos indivíduos e das sociedades:

«Não há dúvida de que o roubo é punido pela vossa Lei, Senhor, e pela lei que está escrita no coração do homem e que nem a própria iniquidade consegue apagar» (9).

1959. Obra excelente do Criador, a lei natural fornece os fundamentos sólidos sobre os quais o homem pode construir o edifício das regras morais que hão-de orientar as suas opções. Também nela assenta a base moral indispensável para a construção da comunidade dos homens. Enfim, proporciona a base necessária à lei civil, que a ela se liga, quer por uma reflexão que dos seus princípios tira as conclusões, quer por adições de natureza positiva e jurídica.

1960. Os preceitos da lei natural não são por todos recebidos de maneira clara e imediata. Na situação atual, a graça e a Revelação são necessárias ao homem pecador para que as verdades religiosas e morais possam ser conhecidas, «por todos e sem dificuldade, com firme certeza e sem mistura de erro» (10). A lei natural proporciona à lei revelada e à graça uma base preparada por Deus e concedida por obra do Espírito.

***

Quanta  sabedoria na Igreja!

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
março 2010
D S T Q Q S S
« fev    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031