Posts Tagged ‘Escândalo’

* Diocese de Bauru se manifesta novamente sobre o caso do padre Beto.

terça-feira, abril 30th, 2013

Comunicado ao povo de Deus da Diocese de Bauru

É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação.

O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto .

Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.

Bauru, 29 de abril de 2013.

Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.

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* Oitenta e duas caixas de documentos confidenciais foram roubadas do Vaticano pelo ex-mordomo do papa.

sexta-feira, outubro 5th, 2012

Reproduzimos a seguir a crônica da Rádio Vaticano sobre o terceiro dia do julgamento de Paolo Gabriele (foto) ex-mordomo do papa Bento XVI, pela acusação de furto qualificado de documentos confidenciais.

“Ninguém maltratou Paolo Gabriele. Ele próprio sempre agradeceu à polícia pelo tratamento que recebeu”, afirma Luca Cintia, responsável pela custódia do ex-mordomo papal, ouvido como testemunha no terceiro dia do processo no Vaticano. Quatro testemunhas foram ouvidas ontem, todos chamadas pela defesa de Gabriele.

Documentos altamente confidenciais, com assinatura do papa, alguns com expressa indicação de destruição obrigatória, documentos da Cúria Romana, da organização da Igreja, atas sigilosas da Secretaria de Estado, “documentos relativos à total privacidade e à vida familiar de Bento XVI”, “cartas de cardeais ao papa com sugestões e pedidos de conselhos”, “respostas do papa aos cardeais”, “documentos com a assinatura do papa”, “documentos criptografados”, “documentos com a ordem ‘destruir’ escrita em alemão”… Em suma, “muitos documentos, bem mais do que os que foram divulgados no livro Sua Santidade, de Gianluigi Nuzzi”.

As testemunhas reconstituíram as buscas de 23 de maio feitas no quarto do mordomo do papa no Vaticano.

Foi encontrado um “enorme arquivo com centenas de milhares de folhas de papel”. Os policiais afirmam que começaram a busca “com o único propósito de rastrear o material divulgado pelo livro de Nuzzi” e que só mais tarde se deram conta “da gravidade da coisa”.

“Cerca de mil documentos tinham sido vazados”, entre originais e cópias escondidas que tratavam de assuntos como o ​​esoterismo, a maçonaria, a Loja P2, P4, o caso Bisignani, o caso Calvi. Foram encontrados também documentos sobre Berlusconi e sobre o chamado Caso Vatileaks; páginas sobre o IOR, pesquisas sobre ioga, budismo e cristianismo. E ainda documentos em formato eletrônico: foram vistoriados um PC, dois ou três computadores portáteis, um iPad, um disco rígido, um Play Station e um cartão de memória. Havia também material de pesquisa escolar, dos três filhos de Gabriele.

O material continha também textos com instruções sobre como esconder documentos e fotografias em formato eletrônico, além de como gravar vídeos e usar “o telefone celular às escondidas”.

A polícia confirma ter empregado todas as precauções necessárias durante as buscas, tendo convidado a família Gabriele a sair de casa para minimizar os inconvenientes para as crianças e para a esposa.

Os interrogados nesta sessão confirmaram a originalidade de muitos documentos: o próprio presidente do tribunal, Dalla Torre, perguntou diversas vezes se eles tinham visto pessoalmente os originais durante a busca e depois dela, posteriormente à apreensão das 82 caixas de material.

Quanto à investigação sobre as supostas violações dos padrões de detenção, levantadas pelo promotor de Justiça Nicola Picardi, o encarregado da custódia de Paolo Gabriele, Luca Cintia, disse que “nunca faltou nada ao acusado, que foi tratado da melhor maneira possível, tanto que o próprio Gabriele sempre me agradeceu”.

O processo ressaltou que o chefe da segurança do Vaticano, Domenico Giani, tinha dado instruções imediatas para a proteção de Gabriele e da sua família. O presidente do tribunal, alegando que a acusação de violações dos padrões de detenção é tema de outro processo, declarou que Gabriele teve uma série de garantias respeitadas, como visitas de familiares e assistência médica e espiritual.

Um notável constrangimento coube depois à advogada de Paolo Gabriele, Cristina Arru, que foi interrogada pelos jornalistas sobre as declarações de Gabriele de ter sido obrigado a ficar preso durante os primeiros dias em uma cela onde nem sequer podia abrir os braços e na qual a luz permanecia acesa continuamente. A própria Arru, em entrevista à Rádio Vaticano, já tinha reconhecido, no mês de julho, o bom tratamento e as boas condições oferecidas a Paolo Gabriele nos primeiros dias de detenção. Arru respondeu que aquelas “declarações se referiam àquele dia, àquele momento”.

Neste próximo sábado, será feita a acusação do promotor de Justiça, a resposta da defesa, as réplicas e a provável manifestação de Paolo Gabriele.

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* Como está o processo judicial do mordomo que traiu a confiança do Papa?

quarta-feira, junho 6th, 2012

O mordomo do Papa Bento XVI, Paolo Gabriele (foto), preso no último 23 de maio e acusado de ‘roubo com agravante’ após as filtrações de documentos confidenciais da Santa Sé, não está despedido mas em condição de “suspensão” pois não há ainda uma sentença conclusiva sobre o seu processo, explicou hoje o Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi.

Gabriele foi submetido ao seu segundo dia consecutivo de interrogatório formal, que amanhã não será realizado devido à festa de Corpus Christi, nem está previsto que continue na sexta-feira.
O porta-voz vaticano explicou também que o interrogatório formal em curso está sendo realizado no Tribunal do Estado da Cidade do Vaticano e não na Câmara de Segurança onde se encontra em condição de prisão preventiva desde o dia em que foi detido.
Pe. Lombardi também assinalou que Paolo Gabriele esteve com sua esposa em mais de uma ocasião mas acrescentou que não serão dados detalhes do encontro por respeito à discrição que a própria família pediu.
O Diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano assegurou que não foi fornecida informação alguma sobre o conteúdo do interrogatório da terça-feira e da quarta-feira e que este é verificado diretamente pela magistratura, com a Secretaria de Estado e algumas vezes com o Cardeal Julián Herranz que dirige a comissão cardinalícia encarregada da investigação.
Do mesmo modo, o porta-voz precisou que existem dois processos paralelos de naturezas distintas. Neste sentido, recordou que a comissão cardinalícia informa o Papa diretamente dos fatos para compreender o contexto no qual estes se desenvolveram, porém os relatos feitos à comissão não têm caráter de testemunho.
Por último, o porta-voz vaticano acrescentou que atualmente se vive “uma situação de dor e que a provação continua”, mas, ao mesmo tempo, assinala que há elementos “muito claros de atitudes precisas para enfrentar a esta situação como, por exemplo, as declarações de Bento XVI da última quarta-feira.
Além disso, o sacerdote acrescentou que “a viagem a Milão foi um momento belíssimo” que demonstra que “o serviço à Igreja universal continua” e sublinhou que o Papa “continua seu ministério e sua atividade serenamente e que é um ponto de referência sólido para que a Igreja não se deixe aturdir, nem os seus colaboradores”.
Em todo caso, admitiu que “o fato de recuperar um clima de confiança é um caminho e não uma questão que se resolve em poucos dias”, mas sublinhou que a atitude de “claridade do Papa é um ponto de referência muito importante para a Igreja Universal e também para o interior da cúria vaticana”.

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* Advogado que denunciou o papa não apresenta provas e retira o caso. Depois do escândalo midiático, a imprensa silencia diante da retirada da acusação.

quarta-feira, fevereiro 22nd, 2012

A denúncia do advogado norte-americano Jeff Anderson(foto) contra Bento XVI pretendia até mesmo que o papa fosse convocado a depor nos Estados Unidos, mas terminou com a retirada do processo por parte do próprio Anderson.

O caso “John Doe 16 contra a Santa Sé” foi apresentado em abril de 2010 e provocou grande escândalo na mídia. O papa e o Vaticano eram acusados de ter encoberto o padre Lawrence Murphy, de Wisconsin, que havia abusado sexualmente de centenas de menores entre 1950 e 1974, em uma escola para surdos em Milwaukee.

Quando os advogados da Santa Sé pediram que as provas fossem apresentadas, Jeff Anderson considerou mais prudente retirar a denúncia. No último 10 de fevereiro, ele apresentou um pedido de arquivamento da ação, que tem efeito “imediato e sem que seja necessária uma sentença da corte”, explicou o advogado da Santa Sé, Jeffry S. Lena.

O advogado da Igreja afirma que o processo pretendia que a Santa Sé e o seu líder, o papa, fossem responsabilizados por todas as ações dos quatrocentos mil sacerdotes que existem no mundo. Mesmo que a responsabilidade penal não fosse individual, esses clérigos dependem primeiramente dos próprios bispos ou superiores religiosos, e não do Vaticano

Os advogados da parte acusadora “retiraram o caso porque sabiam que iriam perder se prosseguissem”, declarou Lena à agência de notícias ACI Prensa. A mesma agência informa que, em cada processo que ganhou contra a Igreja, Anderson embolsou de 25 e 40% do montante definido nos acordos.

Jeff Anderson não é novo em casos desse tipo. Ele apresentou em sua vida profissional mais de 1.500 processos contra instituições eclesiásticas.

A Rádio Vaticano recordou o enfático anúncio que Anderson fizera, avisando que tinha informações que provavam a existência de “uma ação conjunta de nível mundial” dentro da Igreja, conectada aos abusos sexuais e dirigida diretamente pelo Vaticano.

O advogado da Santa Sé considera que a teoria da acusação foi cuidadosamente montada para levantar um escândalo midiático. “Em cima de uma teoria tão velha quanto desmentida, foi criada para os meios de comunicação uma sequência de eventos que transformou um fato gravíssimo, que é a violência sexual contra um menor, num instrumento de falsidade sobre a suposta responsabilidade da Santa Sé”.

O representante vaticano lembra ainda o empenho da Igreja na luta contra os abusos: “Foi principalmente o direito canônico, e não o civil, que instituiu a obrigação da denúncia”. E considerou que o caso “não passa de mera instrumentalização”.

“Não temos que esquecer”, completa o advogado de defesa, “que, muitos anos atrás, John Doe 16, um jovem indefeso e com necessidades especiais, foi objeto de terríveis abusos. E que Bento XVI deixou claro que cada abuso, seja em uma instituição pública ou privada, cometido por qualquer pessoa, do credo ou da afiliação religiosa que for, é um pecado e um crime.

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* Mídia de Alagoas afirma que Vaticano afastou de forma definitiva da Igreja padres envolvidos no escândalo de Arapiraca.

quarta-feira, janeiro 4th, 2012

O Vaticano decidiu expulsar, na noite dessa terça-feira (03), os três religiosos acusados de crime de pedofilia na cidade de Arapiraca. A Santa Sé decidiu antecipar a saída dos monsenhores Luiz Marques Barbosa e Raimundo Gomes e do padre Edilson Duarte, condenados, no dia 19 de dezembro do ano passado, após denúncias e divulgação de vídeos que revelam os sacerdotes mantendo relações sexuais com ex-coroinhas.

A produção da Gazetaweb entrou em contato com o bispo da Diocese de Penedo, Dom Valério Brêda, que afirmou não poder comentar nada a respeito do assunto e orientou a procurar o pároco da Igreja Santa Luzia do Norte, situada no município, padre Daniel Nascimento. Até o momento, seu celular encontra-se desligado.

***

A Santa Sé decidiu pela expulsão dos monsenhores Luiz Marques, 84, Raimundo Gomes, 50, e do padre Edilson Duarte, 43, condenados pela Justiça comum por abuso sexual. A decisão foi divulgada na noite de ontem, 3, 11 meses após a eclosão do escândalo, considerado o maior da igreja no país.

A confirmação da expulsão dos religiosos foi dada à Tribuna Independente, pelo padre Daniel Nascimento, que foi indicado pela Igreja Católica para acompanhar o processo contra os religiosos na Justiça. “Os sacerdotes não fazem mais parte dos quadros da Igreja Católica no Brasil ou em qualquer parte do mundo”, sentenciou a Santa Sé.

Os ex-coroinhas Fabiano Silva, Cícero Flávio e Anderson Farias, que teriam sido molestados pelos religiosos quando eram crianças, também receberam o comunicado oficial do Vaticano.

Ainda segundo apurou a Tribuna Independente, os processos canônicos estavam concluídos desde os dias 12 e 25 de novembro, sem que o bispo de Penedo, Dom Valério Breda, tornasse pública a decisão da Santa Sé. O padre Daniel Nascimento deve ir ao Vaticano apresentar pessoalmente o seu relatório.

Em 19 de dezembro do ano passado, os religiosos já haviam sido condenados pela Justiça comum. O monsenhor Luiz Marques, que aparece em vídeo com o ex-coroinha Fabiano da Silva, já adulto, foi condenado a 21 anos de prisão. O também monsenhor Raimundo Gomes recebeu pena de 16 anos e quatro meses, mesmo tempo dado ao padre Edilson Duarte. Os três foram condenados, ainda, a pagar multa fixada em cerca de R$ 1.800, cada um.

***

Alagoas 24 horas

O Vaticano decidiu, na noite desta terça-feira (3), expulsar da Igreja Católica, os três padres alagoanos condenados por pedofilia em Alagoas. Luiz Marques Barbosa, Raimundo Gomes e Edilson Duarte ainda podem recorrer da decisão da Justiça alagoana, mas a Santa Sé decidiu antecipar e excluir os religiosos de seus quadros de sacerdotes.

Segundo o padre Daniel Nascimento, pároco da Igreja Santa Luzia, na cidade de Penedo, que foi licenciado pelo Vaticano para acompanhar o processo de pedofilia em Alagoas, a Santa Sé aguardava apenas a decisão da Justiça de primeiro grau pra expulsar os padres da instituição.

Com a decisão do Vaticano, a Arquidiocese de Penedo já está providenciando os substitutos dos padres expulsos.

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* Empresa de doces faz fotos com atriz pelada dentro de uma capela na Espanha.

sábado, dezembro 17th, 2011

ACI e Dominus Vobiscum

Tem notícia que dá até vergonha de postar, mas é preciso que o façamos para alertar aos menos informados e aprender com os erros dos outros. É um absurdo o amadorismo e a displicência que alguns tratam as coisas de Deus. Infelizmente o dinheiro ainda mexe com a cabeça (e os bolsos de alguns católicos).

Vejam a notícia abaixo:

A Arquidiocese de Sevilla (Espanha) deplorou a publicação de um calendário da empresa alemã de chocolates e biscoito Lambertz que inclui uma fotografia tomada dentro de uma famosa capela sevilhana na que a atriz Paz Vega aparece nua em um genuflexório.

Vejam só: A atriz aparece nuanum genuflexóriodentro da Capela Sevilhiana.

Não caríssimos, não se trata de uma cópia da capela. A equipe de gravação entrou dentro da capela com todos os seus aparatos técnicos, a atriz entrou na capela, tirou a roupa dentro da capela, fez as fotos pelada dentro da capela e ninguém fez nada! Por que? Como? Voltemos a notícia!

A firma alemã Lambertz contratou a conhecida atriz para seu calendário de 2012. Um dos locais escolhidos pelos produtores foi a capela Nossa Senhora da Encarnação, onde obtiveram a permissão da Irmandade da capela sem informar sobre as intenções de que a atriz se despisse. O Arcebispado sevilhano assinala em um comunicado deste 15 de dezembro que a Irmandade de Nossa Senhora da Encarnação autorizou as imagens, “sem conhecimento nem consulta prévia do Arcebispado, como teria sido conveniente”.

A Irmandade Nossa Senhora da Encarnação citada na matéria é como se fosse as Assembléias Paroquiais de Irmãos que tem em muitas paróquias espalhadas pelo Brasil que mandam em tudo e se brincar querem mandar nos padres e bispos. Cuidam dos casamentos, eventos sociais, do dinheiro das paróquias, noite de pizza, noite do caldo, quermesses, etc …

Para você entender é algo mais ou menos assim. Se levarmos pelo lado positivo, essa tal Irmandade fez um contrato de gravação e por inocência esqueceu de perguntar o que iria acontecer nessa gravação. Pelo que pude entender na matéria, não consultaram padres, nem bispos. Ora, sabemos que nessas empresas comerciais, tudo pode acontecer. Não seria prudente especificar no contrato o que deveria acontecer nas filmagens? Agora fica a pergunta: Imagina se a moda pega aqui no Brasil? Quem me garante que essas tais assembléias paroquiais não podem, ainda que por ingenuidade colocar nossas Igrejas em risco semelhante?

Sei que aqui existem muitas paróquias que são “administradas” por grupos de leigos. Os padres só vão lá para celebrar e olhe lá! Eu particularmente sou contra isso. Acho que o Padre tem a obrigação de cuidar da sua paróquia e sobretudo do templo sagrado. Se não tem padres, porque não pensar em diáconos permanentes, devidamente preparados pelas dioceses? Diaconato permanente é uma vocação católica ainda não muito utilizada pela Igreja. Enquanto isso na sala de justiça o que vemos muitas vezes são absurdos em nossas Igrejas que cada vez mais se multiplicam. Já vi cada heresia que só de falar dá até arrepio!

Sei que nada parecido aconteceu aqui no Brasil, mas do jeito que a coisa anda, se não tomarmos cuidado sei lá o que se pode acontecer viu! Tem lugares onde existe capela, mas não existe sacrário (sei que às vezes até falta dinheiro para se comprar e leva um tempo pois a comunidade é simples…) Mas conheci vários lugares onde existe Igreja,existe dinheiro, mas não existe sacrário. Como assim? Simples. Os administradores paroquiais precisam do espaço da capela para fazer festivais de pizza, noite do caldo… A missa termina e começa a bagunça dentro da Igreja. Não vi isso uma vez não. Vi várias vezes em vários lugares!

Chocados? Eu também fiquei e fico cada vez que vejo isso. Por isso aproveitei dessa matéria para falar que devemos tomar cuidado com as nossas Igrejas. Por favor padres do Brasil assumam seus postos.

Sei que os padres precisam da participação dos fiéis leigos. Até acho isso válido. Mas entregar uma igreja para um grupo de leigos despreparados para malícia desse mundo chega até a ser relaxo!

O Código de Direito Canônico quando fala do zelo sobre as Igrejas, estabelece que deve-se evitar algo que não esteja em consonância com a santidade do lugar. Ainda que não haja sacrário o zelo pelo templo deve existir. Não é porque não tem sacrário que a Igreja pode virar bagunça. E acontecimentos como o que citei acima jamais devem existir. Para mim tudo foi um e é grande sacrilégio!

Voltando ao assunto da atriz pelada dentro da Capela, o Bispo local emitiu um comunicado dizendo que não fora consultado e que: “São objeto desta proibição aqueles atos contrários à natureza eclesiástica do lugar, como é o caso de concertos de música profana, ou reportagens fotográficas como o que aconteceu”.

Ainda usando o Código de direito canônico o bispo afirmou:

O Código de Direito Canônico estabelece ademais que “em um lugar sagrado só pode ser admitido aquilo que favorece o exercício e o fomento do culto, da piedade e da religião, e fica proibido o que não esteja em consonância com a santidade do lugar”.

Então fica o recado: Pessoas e entidades que encarregadas da custódia e da manutenção dos lugares e bens sagrados, a que tenham extrema diligência neste trabalho. A casa de Deus não é casa da Mãe Joana. Na dúvida, consulte a diocese. Evite constranger a fé católica por causa de uns míseros trocados!

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* “A Igreja precisa de um clero não secularizado, que não sucumba às modas passageiras nem aos costumes do mundo”.

quinta-feira, outubro 13th, 2011

O Prefeito da Congregação para o Clero no Vaticano, o Cardeal Mauro Piacenza, explicou em entrevista exclusiva concedida ao grupo ACI a “crise” do sacerdócio católico que os meios seculares pretendem apresentar, assim como o que cada presbítero deve viver para ser fiel à sua vocação.

Pelo seu cargo, o Cardeal Piacenza é o principal encarregado na Santa Sé, depois do Papa, de promover iniciativas para a santidade e a formação do clero: sacerdotes diocesanos e diáconos. Também se encarrega da formação religiosa de todos os fiéis, especialmente da catequese. E tem ademais um trabalho menos conhecido de conservar e administrar os bens temporais da Igreja.

O Cardeal Piacenza nasceu no dia 15 de setembro de 1944 em Gênova na Itália. Foi ordenado sacerdote no dia 21 de dezembro de 1969. Tem um doutorado em direito canônico. Foi designado Presidente da Comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja em 13 de outubro de 2003 e recebeu a ordenação episcopal no dia 15 de novembro desse mesmo ano.

Foi nomeado secretário da Congregação para o Clero e elevado à dignidade de Arcebispo no dia 7 de maio de 2007. Em seguida foi nomeado Prefeito da mesma Congregação no dia 7 de outubro de 2010 tendo sido criado Cardeal em 20 de novembro desse mesmo ano.

A seguir publicamos na íntegra a entrevista exclusiva concedida  na cidade de Los Angeles (Estados Unidos) onde o Cardeal Piacenza realizou diversas atividades, e entre elas, um encontro com os sacerdotes diocesanos desta diocese, a maior do país norte-americano.

Uma conjunção de fatos e de sobreexposição na imprensa secular criou uma “crise”, por assim dizê-lo, da imagem do sacerdote católico. Como resgatar esta imagem para o bem da Igreja?

Cardeal Piacenza: Na teologia católica, imagem e realidade jamais se separam. A imagem é curada ao curar a interioridade. Devemos curar sobre tudo “por dentro”. Não devemos preocupar-nos muito por “aparentar por fora”, mas por “ser realmente”. É fácil individualizar as regras que movem ao exterior e os conseguintes interesses entrecruzados; nós não devemos jamais esconder-nos, mas, onde seja necessário, devemos reconhecer com humildade e verdade os erros, com a capacidade de reparar, seja humanamente, seja espiritualmente, confiando mais no Senhor que nas nossas pobres forças humanas.

Assim vem o resgate! Se o sacerdote for aquilo que deve ser: homem de Deus, homem do sagrado, homem de oração e, por isso, totalmente ao serviço dos demais homens, da fé deles, do seu bem autêntico e integral, seja espiritual ou material, e do bem da comunidade como tal.

Como fazer que tantos católicos desiludidos que vêem o chamado “escândalo sexual” da Igreja entendam que isto não define em absoluto o sacerdócio ministerial nem a Igreja?

Cardeal Piacenza: É humanamente compreensível, como o Santo Padre referiu na entrevista durante o vôo da sua última viagem apostólica à Alemanha, que alguns possam pensar que não podem reconhecer-se em uma Igreja na qual acontecem certos atos infames. Entretanto, o próprio Papa, naquela ocasião, convidava com claridade a ir ao fundo da natureza da Igreja, que é o Corpo vivente de Cristo ressuscitado, que prolonga no tempo sua existência e ação salvífica.

O horrível pecado de alguns não deslegitima o bom proceder de muitos, nem muda a natureza da Igreja. Certamente debilita enormemente sua credibilidade e, por isso, estamos chamados a obrar incessantemente pela conversão de cada um e por aquela radicalidade evangélica e fidelidade, que sempre devem caracterizar um autêntico Ministro de Cristo. Recordemos que para ser verdadeiramente acreditáveis é necessário crer verdadeiramente.

Alguns acreditam que esta “crise” seja ainda um argumento mais para as “reformas exigidas” sobre o modo de viver o sacerdócio. Fala-se, por exemplo, de sacerdotes casados como uma solução tanto para a solidão dos sacerdotes como para a falta de vocações sacerdotais. O que significa verdadeiramente a “reforma do clero” no pensamento e magistério do Santo Padre Bento XVI?

Cardeal Piacenza: Se aqueles que argumentam isto fossem seguidos, criariam um crack inaudito. Os remédios sugeridos agravariam terrivelmente os males e seguiriam a lógica inversa do Evangelho. Fala-se de solidão? Mas por quê? Acaso Cristo é um fantasma? A Igreja é um cadáver ou está viva? Os Santos sacerdotes dos séculos passados foram homens anormais? A santidade é uma utopia, um assunto para poucos predestinados, ou uma vocação universal, como nos recordou o Concílio Vaticano II?

Não se deve baixar e sim elevar o tom: esse é o caminho. Se a subida for árdua devemos tomar vitaminas, devemos reforçar-nos e, fortemente motivados, sobe-se com muita alegria no coração.

Vocação significa “chamada” e Deus segue chamando, mas é necessário poder escutar e, para escutar, é necessário não ter as orelhas tampadas, é necessário fazer silêncio, é necessário poder ver exemplos e sinais, é necessário olhar a Igreja como o Corpo, no qual ocorre sempre o acontecimento do Encontro com Cristo.

Para ser fiéis é necessário estar apaixonados. Obediência, castidade no celibato, dedicação total no serviço pastoral sem limite de calendário ou de horário, se estamos realmente apaixonados, não são percebidos como constrições, mas como exigências do amor que constitutivamente não poderia não doar-se. Não são tantos “nãos” mas um grande “sim” como aquele da Santa Virgem na Anunciação.

A reforma do clero? É o que eu invoco desde que era seminarista e logo um jovem sacerdote (falo dos anos 1968 -1969) e me enche de alegria escutar como o Santo Padre invoca continuamente tal reforma como uma das mais urgentes e necessárias na Igreja. Mas recordemos que a reforma da qual se fala não é “mundana” e sim católica!

Acredito que, em uma extrema síntese, pode-se dizer que o Papa considera muito importante um clero seguro e humildemente orgulhoso da própria identidade, completamente identificado com o dom de graça recebido e pelo qual, conseguintemente, seja clara a distinção entre “Reino de Deus” e mundo. Um clero não secularizado, que não sucumbe às modas passageiras nem aos costumes do mundo.

Um clero que reconheça, viva e proponha a primazia de Deus e, de tal primazia, saiba fazer descender todas as conseqüências. Mais simplesmente a reforma consiste em ser o que devemos ser e procurar cada dia chegar a ser o que somos. Trata-se então de não confiar tanto nas estruturas, nas programações humanas, mas sim e sobre tudo na força do Espírito.

Fala-se com freqüência também do “sacerdócio feminino”. De fato existe nos Estados Unidos um movimento que pretende e exige o sacerdócio e a ordenação de bispas mulheres, e que afirmam ter recebido tal mandato dos sucessores dos Apóstolos.

Cardeal Piacenza: A Tradição Apostólica, neste sentido, é de uma claridade absolutamente inequívoca. A grande e ininterrupta Tradição eclesiástica sempre reconheceu que a Igreja não recebeu de Cristo o poder de conferir a ordenação às mulheres.

Qualquer outra reivindicação tem o sabor da auto-justificação e é, histórica e dogmaticamente, infundada. Em qualquer sentido, a Igreja não pode “inovar” simplesmente porque não tem o poder para fazê-lo neste caso. A Igreja não tem um poder superior ao de Cristo!

Onde vemos comunidades não católicas guiadas por mulheres, não devemos nos maravilhar porque onde não é reconhecido o sacerdócio ordenado, a guia obviamente é confiada a um fiel leigo e, em tal caso, que diferença existe se esse fiel for homem ou mulher? A preferência de um sobre outro seria só um dado sociológico e portanto mutável, em evolução. Se fossem apenas homens então seria discriminador. A questão não é entre homens e mulheres mas entre fiéis ordenados e fiéis leigos, e a Igreja é hierárquica porque Jesus Cristo a fundou assim.

O Sacerdócio ordenado, próprio da Igreja Católica e das Igrejas Ortodoxas, está reservado aos homens e isto não é discriminação à mulher mas simplesmente conseqüência da insuperável historicidade do evento da Encarnação e da teologia paulina do corpo místico, no qual cada um tem seu próprio papel e se santifica e produz fruto em coerência com o próprio lugar.

Se logo depois tudo isto for interpretado em chave de poder, então estamos completamente fora do caminho, porque na Igreja só a Beata Virgem Maria é “onipotência suplicante”, como nenhum outro o é, pelo qual uma mulher é bastante mais poderosa que São Pedro. Mas Pedro e a Virgem têm papéis diferentes e ambos essenciais. Eu escutei muito isto também em não poucos ambientes da Comunhão anglicana.

Do ponto de vista das cifras e da qualidade, como aparece a Igreja Católica hoje, em comparação com seu passado recente, e como se vê no futuro?

Cardeal Piacenza: Em geral, a Igreja Católica está crescendo no mundo, sobre tudo graças à enorme contribuição dos continentes asiático e africano. Essas jovens Igrejas aportam sua fundamental contribuição em ordem à frescura da fé.

Nas últimas décadas –se me concede a expressão– estivemos jogando rugby com a fé, colidindo, e às vezes machucando-nos muito, e ao final ninguém chegou a lugar nenhum. Houve e há problemas na Igreja, mas é necessário olhar para frente com grande esperança! Nem tanto em nome de um ingênuo ou superficial otimismo, mas em nome da magnífica esperança que é Cristo, concretizada na fé cada um, na santidade de cada um e na perene autêntica reforma da Igreja.

Se o grande evento do Concílio Ecumênico Vaticano II foi um vento do Espírito que entrou pelas janelas da Igreja abertas ao mundo, é necessário reconhecer que, com o Espírito, entrou também não pouco vento mundano, gerou-se uma corrente e as folhas voaram pelos ares. Está tudo, nada se perdeu, entretanto é necessário, com paciência, voltar a pôr ordem.

Ordena-se sobre tudo afirmando com força o primado de Cristo Ressuscitado, presente na Eucaristia. Há uma grande batalha pacífica a ser feita e é a da Adoração eucarística perpétua, para que o mundo inteiro faça parte de uma rede de oração que, unida ao Santo Rosário, vivido como ruminação dos mistérios salvíficos de Cristo, junto a Maria, seja gerado e desenvolvido um movimento de reparação e penetração.

Sonho com um tempo próximo no qual não exista uma só diocese na qual não haja uma igreja ou pelo menos uma capela na qual dia e noite se adore o Amor sacramentado. O Amor deve ser amado! Em cada diocese, e melhor ainda se também em cada cidade e povoado, houvesse mãos elevadas ao céu para implorar uma chuva de misericórdia sobre todos, próximos e longínquos, então tudo mudaria.

Recordam o que acontecia quando Moisés tinha as mãos elevadas e o que acontecia quando as deixava cair? Jesus veio para trazer o fogo e seu desejo é que arda em todo lugar para exista a civilização do amor.

Este é o clima da reforma católica, o clima para a santificação do clero e para o crescimento de santas vocações sacerdotais e religiosas, este é o clima para o crescimento de famílias cristãs verdadeiras igrejas domésticas, eis o clima para a colaboração de fiéis leigos e clérigos.

Sim, porém é preciso acreditar em tudo isto verdadeiramente e nos Estados Unidos sempre houve e ainda há muitos recursos prometedores. Adiante!

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* Horror! Anti-histamínicos chineses feitos com pó de bebê abortado.

segunda-feira, setembro 26th, 2011


Luis Dufaur

Documentário da cadeia de TV SBS, da Coréia do Sul, desvendou o esquema de empresas farmacêuticas chinesas para vender pílulas feitas com cinzas de bebês abortados como sendo anti-histamínicos.

A equipe da TV, segundo informa o jornal “International Business Times”, de San Francisco, mostrou que a verdade por trás da “pílula de bebê morto” é horrorosa e perturbadora.

Os hospitais e as clínicas abortistas estatais chinesas participam diretamente do macabro negócio, informando as empresas da morte de um bebê em decorrência de parto ou de aborto.

As empresas então compram os corpos das crianças e os guardam no freezer de alguma família para não causar suspeita.

O passo seguinte consiste num processo realizado secretamente. Nele os corpos são colocados num secador hospitalar de microondas até serem reduzidos a um pó básico, o qual a seguir é colocado em cápsulas para serem vendidas como anti-histamínico, explicou a equipe da SBS.

A mesma equipe comprou cápsulas de bebê morto e mandou fazer testes de DNA em seu conteúdo. Os resultados dos testes revelaram que o material encapsulado era humano numa proporção de 99,7%.

Os testes também encontraram restos de cabelo e unhas, e até o sexo do bebê pôde ser identificado.

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* Arquidiocese de Boston publica os nomes dos padres acusados de abuso em sua área pastoral. Que pensar?

domingo, agosto 28th, 2011

National Catholic Reporter

A Arquidiocese de Boston anunciou que havia compilado uma lista de todos os clérigos da arquidiocese que haviam sido acusados de abuso sexual e a está colocando em um local de fácil acesso em sua página eletrônica.

Um total de 159 clérigos estão listados no novo sítio e inclui todos os clérigos que foram acusados e condenados por tribunais penais ou eclesiásticos, todos clérigos que foram acusados e laicizados, ou que foram acusados mas posteriormente exonerados.

As duas únicas categorias de clérigos contra os quais foram feitas acusações públicas que não foram incluídos nas listas são clérigos que pertencem a ordens religiosas e que haviam morrido até o momento em que as acusações foram feitas. Os clérigos que já morreram mas estavam vivos na época das acusações estão incluídos na lista.

Tenho certeza de que essa decisão vai abrir algumas feridas que tinham começado a curar. Estou certo de que alguns vão criticar o cardeal Sean O’ Malley por ter “empurrado os padres para debaixo do ônibus” e outros vão se queixar de que as novas revelações não irão chegar suficientemente longe.

Mas espero que os críticos primeiro leiam a carta do cardeal O’Malley que anuncia a sua decisão [disponível aqui em inglês].

A carta não tem precedentes na forma como o arcebispo compartilha o seu próprio processo de tomada de decisão sobre essas difíceis questões. Quer você concorde ou discorde das suas decisões de divulgar essa informação de forma tão pública, é difícil não admirar a sua disposição de compartilhar com as pessoas afetadas o processo de reflexão que levou às decisões.

Decisões angustiantes

Pe. Richard Erikson, vigário-geral da arquidiocese, me disse que essa foi “uma das decisões que mais angustiaram o cardeal nos cinco anos em que eu trabalho com ele”.

E é fácil perceber o porquê. As pessoas têm direito à sua reputação. Essa não é uma preocupação moral pequena. As pessoas também têm o direito de serem tratadas como inocentes até que se prove o contrário e que sejam enfrentadas com os seus acusadores. Esses são princípios legais que distinguem a nossa sociedade como uma sociedade civilizada.

Por outro lado, a cultura de ofuscação clerical e hierárquica que tornou um escândalo sexual em um escândalo de responsabilidade exige abertura e também responsabilidade se a Igreja quer mesmo recuperar a sua credibilidade. Como equilibrar essas preocupações morais igualmente prementes e facilmente conflitantes?

Eu suspeito que grande parte das críticas de fora da Igreja irão se focar sobre o fato de que alguns padres não foram listados. Como observado acima, o direito de enfrentar quem acusa é um princípio duramente conquistado na subida da nossa civilização na montanha da justiça. Ainda estamos subindo, na verdade, mas o fim da Star Chamber[corte especial para pessoas proeminentes do império inglês] foi uma coisa boa.

Entre as razões da alegria nos rostos do povo da Líbia, está a esperança de que eles, também, nunca terão que enfrentar um sistema legal excêntrico em que tais direitos básicos são negados. A decisão do cardeal O’Malley de não publicar os nomes dos padres que haviam morrido antes de que quaisquer alegações fossem feitas honra esse princípio de justiça.

Por outro lado, por que publicar os nomes de qualquer um daqueles que morreram? Afinal, eles não estão aqui para defenderem junto ao cardeal que não se faça mais publicidade em torno dos seus nomes e, mais ainda, eles obviamente já não representam qualquer ameaça para as crianças. Mas uma das razões de publicar os nomes é porque outras vítimas, que podem nunca ter sido capazes de sequer discutir o que aconteceu com elas, podem ver um nome na lista e dizer: “Eu não fui o único”, e assim se pronunciarem e encontrarem a cura para si mesmas e dar credibilidade às acusações de outras vítimas.

Ordens religiosas

A decisão de não publicar os nomes dos acusados de abuso que pertencem a ordens religiosas é ainda mais controversa. Aqui está o problema: mesmo que esses padres religiosos estivessem trabalhando em Boston quando abusaram de um menor, qualquer investigação canônica das acusações seria conduzida por sua ordem religiosa, e não pela arquidiocese. Se uma acusação é feita contra um padre de uma ordem religiosa em Boston, as autoridades são notificadas imediatamente. Isso acontece com todas essas acusações e acontece mesmo antes que tenha havido qualquer determinação se a acusação tem credibilidade “prima facie”.

A arquidiocese, depois, remove as faculdades do sacerdote da ordem religiosa e remete o assunto à ordem religiosa, para investigação. Assim, cada ordem religiosa tem a responsabilidade de determinar suas próprias políticas referentes à divulgação dos nomes. Publicar esses nomes seria tanto infringir os direitos das ordens religiosas, quanto, em certo sentido, tornar a arquidiocese responsável pela credibilidade das investigações conduzidas pelas ordens religiosas. Mas, como se pode ver, a questão é complicada, e esse é o tipo de complicações que deixam nervosos alguns observadores externos.

Outra decisão controversa foi publicar uma lista distinta daqueles padres contra os quais foram feitas acusações públicas, mas que foram exonerados por uma investigação civil ou canônica. Há uma narrativa em alguns círculos de que os bispos estão querendo “empurrar os padres para debaixo do ônibus” para preservar a sua própria reputação como “homens durões”.

Nesse caso, o oposto também é válido. Erikson explicou que, pesquisando no sítio da arquidiocese, você pode, às vezes, encontrar o anúncio da acusação original contra o padre e o anúncio de que ele estava sendo removido do ministério durante a investigação, mas que o sítio pode não incluir a informação sobre a sua exoneração.

“Uma das razões de publicar os nomes daqueles que foram exonerados é ajudá-los a limpar os seus nomes”, disse-me Erikson.

A arquidiocese não depende apenas dos seus próprios registros para determinar quais padres haviam enfrentado acusações públicas, embora, desde que a arquidiocese adotou as Normas de Dallas em 2002, qualquer padre contra o qual foi feita uma acusação credível foi removido do ministério, e esse fato foi publicado pela arquidiocese.

A lista atual também inclui os nomes de qualquer padre listado no sítio BishopAccountability.org e em quaisquer outros sítios de defensores das vítimas.

É difícil avaliar como equilibrar as demandas da justiça nesses casos. Fazer isso de uma forma pastoral que traga a cura só contribui para a dificuldade.

Abusadores falecidos

Tomemos uma das questões mais espinhosas, sobre a qual certamente alguns estão desapontados: a decisão de não listar aqueles padres que morreram antes de que quaisquer acusações fossem feitas.

“Eu enfatizo que a nossa decisão de não listar os nomes dos padres falecidos que não haviam sido acusados publicamente e daqueles sobre os quais não havia sido realizado ou concluído nenhum processo canônico (a maioria foi acusada muito tempo depois de sua morte) não significa, de modo algum, que a arquidiocese não considera que as reivindicações dos sobreviventes particulares que acusaram esses padres falecidos sejam confiáveis ou convincentes”, escreveu O’Malley.

“De fato, em muitos desses casos, a arquidiocese já procedeu para compensar o sobrevivente e oferece aconselhamento e cuidado pastorais aos indivíduos”.

É muito importante validar a experiência dos outros em tais casos e, até mesmo aqui, em uma decisão que irá desapontar alguns, a sensibilidade pastoral de O’Malley acerta no alvo.

Então, por que tomar decisão de publicar todos os nomes em um só lugar? Responsabilidade. Abertura.

“Boston tem uma responsabilidade específica, porque foi aí que a crise dos abusos sexuais começou”, disse Erikson.

Naturalmente, nós agora sabemos que a crise dos abusos sexuais começou em muitos outros lugares nas décadas de 1970 e 1980, quando a maioria dos abusos realmente aconteceu. O que aconteceu em Boston em 2002 foi uma crise diferente, uma crise de autoridade moral episcopal.

O que aprendemos em 2002 foi que os bispos tinham sido informados sobre as coisas horríveis que haviam ocorrido e que eles não reagiram com horror. Eles reagiram com estratégias legais e apologias comedidas e, mais infelizmente, em alguns casos, eles reagiram com esforços continuados de encobrir os crimes que haviam sido cometidos.

Não em Boston. Em Boston, desde que o cardeal O’Malley chegou, a resposta foi direta. O’Malley já se encontrou com dezenas de vítimas.

Ao contrário de algumas dioceses que têm combatido os esforços de elevar o estatuto das limitações, em Boston, esses estatutos, assim como aqueles que fornecem imunidade para organizações sem fins lucrativos, têm sido acolhidos nas negociações de ressarcimentos.

Em Boston, ao contrário de algumas outras dioceses, as Normas de Dallas foram implementadas e seguidas. Em Boston, o Conselho de Revisão inclui vítimas. Em Boston, cerca de 300 mil crianças receberam treinamento de ambiente seguro, e 175 mil adultos foram treinados sobre como reconhecer e denunciar suspeitas de abuso.

E, agora, Boston se torna a maior arquidiocese do país a publicar os nomes daqueles que foram publicamente acusados em um só lugar.

Por que isso? Porque, se essa lista mais acessível ajudar mesmo que uma única vítima a se pronunciar e a encontrar a cura, reabrindo a ferida que tem afligido a arquidiocese por tanto tempo, terá valido a pena. Porque a Igreja não pode curar a menos que as vítimas do seu clero sejam curadas. Porque o povo de Deus tem o direito de ter bispos em quem possa confiar, e os bispos têm a responsabilidade de serem tão abertos e responsáveis quanto possam, se quiserem restaurar a confiança rompida.

Porque essa é a coisa certa a fazer.

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* Conferência Episcopal alemã decide abrir arquivos sobre abusos sexuais e causa polêmica.

sábado, agosto 13th, 2011

Vatican Insider

Está provocando fortes protestos na Igreja Católica da Alemanha a decisão da Conferência Episcopal alemã de abrir os arquivos das dioceses a um grupo de pesquisadores externos, que terão a tarefa de investigar os casos de abuso sexual ocorridos no passado nos ambientes eclesiásticos.

A iniciativa dos bispos é “extremamente duvidosa, seja no plano jurídico, seja no plano humano” e viola “o ordenamento eclesiástico sobre a proteção dos dados pessoais”, criticou a Rede dos Padres Católicos, um grupo de cerca de 500 sacerdotes. A Conferência Episcopal deveria abandonar o projeto, é o seu pedido.

Um dos porta-vozes da Rede, Guido Rodheudt, sacerdote de Herzogenrath (perto de Aachen), lembrou à revista Der Spiegel que, “mesmo no direito do trabalho normal, os sujeitos terceiros não têm direito à entrega de arquivos pessoais”. É justo lançar luz sobre os casos de abuso e impedi-los, continuou Rodheudt. No entanto, assim, são violados de forma grave os direitos dos religiosos, porque “a sua esfera privada é entregue nas mãos de terceiros”.

A rede, que atua em todo o território alemão, já recebeu muitas denúncias, lembra aSpiegel. De sua parte, o grupo pode reivindicar um posicionamento do professor emérito de direito canônico, Winfried Aymans, segundo o qual existe o risco de que, sobre todos os padres, os diáconos e os expoentes das ordens paire a suspeita generalizada de terem cometido abusos pedófilos. Trata-se de um “sinal equivocado” dirigido à opinião pública e de uma “inaudita violação da relação de confiança entre os eclesiásticos e os seus bispos”, observa Aymans. De acordo com a Spiegel, a Conferência Episcopalalemã pretende respeitar os padrões comuns com relação à defesa dos dados pessoais.

Na metade de julho, foram apresentados dois estudos encomendados pela Conferência Episcopal, voltados a lançar luz sobre os casos de abuso sexual contra menores de idade, a reconstruir a atitude mantida pela Igreja Católica diante desses acontecimentos e a traçar um perfil psicológico dos sacerdotes culpados.

No âmbito de um dos dois estudos, conduzido pelo Instituto de Pesquisa Criminológica da Baixa Saxônia (KFN), as dioceses irão abrir os seus arquivos referentes ou aos últimos dez anos (é o caso de 18 das 27 dioceses), ou ao período entre 1945 e 2010 (nas restantes nove dioceses, incluindo as de Munique e de Stuttgart).

Em todo caso, lembrou o diretor do KFN, Christian Pfeiffer, os pesquisadores do KFN não poderão folhear diretamente os arquivos guardados nas dioceses, já que “isso seria problemático do ponto de vista do direito canônico”. Ao contrário, as pesquisas serão realizadas pelos arquivistas das dioceses, apoiados por promotores e juízes aposentados, nomeados pelo KFN. Somente depois os dados relativos aos casos suspeitos serão disponibilizados aos pesquisadores

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* Igreja Católica da Colômbia deve pagar US$ 240 mil por casos de pedofilia.

quinta-feira, agosto 11th, 2011

Folha de São Paulo

Um tribunal da Colômbia condenou a Igreja Católica do país a pagar 430 milhões de pesos (cerca de US$ 240 mil) aos pais de dois menores abusados por um sacerdote condenado e preso por esse caso, em uma sentença sem antecedentes, informou um líder católico nesta quarta-feira.

A sentença foi proferida pelo tribunal superior da cidade de Ibagué contra a diocese das cidades de Líbano e Honda, departamento de Tolima (centro), lideradas pelo sacerdote Luis Enrique Duque Valencia, 65, que cumpre pena de 18 anos de prisão.

O sacerdote foi condenado pelo crime de abuso sexual contra duas crianças que tinham 7 e 9 anos em 2007, quando ocorreram os crimes. As crianças são filhos de uma família deslocada pela violência no país, e que foram acolhidos pelo sacerdote por conta da pobreza dos pais.

A sentença foi apelada diante da Corte Suprema de Justiça porque a Igreja Católica colombiana considera que o caso já foi judicializado com a condenação contra o sacerdote, e a Igreja como instituição não poderia responder pelo caso particular de um de seus membros, disse o monsenhor Juan Vicente Córdoba.

“O padre já foi castigado e não há uma relação contratual entre ele e a Igreja. A relação não é trabalhista e sim espiritual. É um caso privado pela conduta pessoal”, afirmou o secretário-geral da Conferência Episcopal da Colômbia.

Apesar de a Justiça da Colômbia já ter condenado diversos sacerdotes por diferentes casos de pedofilia, esta é a primeira vez que a Justiça colombiana profere uma decisão contra a Igreja Católica como instituição.

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* 181 mil alemães abandonaram oficialmente o catolicismo em 2010.

segunda-feira, agosto 1st, 2011

Mais de 181 mil alemães abandonaram oficialmente a religião católica em 2010,um ano marcado por vários escândalos de pedofilia envolvendo a Igreja, segundo um relatório da Conferência dos Bispos da Alemanha, divulgado hoje, noticia a AFP.

A conclusão deste relatório baseia-se no número de alemães que deixou de pagar o imposto religioso, cobrado pelo Estado alemão.

Na Alemanha, as comunidades protestantes, católicas e judaicas são financiadas por um imposto religioso, cobrado pelo Estado, àqueles que estão inscritos como crentes.

* Apesar das perdas recentes de adeptos, o cristianismo ainda é de longe a maior religião na Alemanha, com os protestantes da Igreja Evangélica na Alemanha, (especialmente no norte), compreendendo 30,2% em 31 de Dezembro de 2007 (queda de 0,3% em relação aos 30,5 % no ano anterior) da população e o catolicismo romano (particularmente no sul e oeste), compreendendo 30,7% em dezembro 2008 (também de 0,3% em relação ao ano anterior).

Por conseguinte a maioria do povo alemão pertencem a uma comunidade cristã, embora muitos deles não tomam parte ativa na vida da igreja com a freqüência à igreja aos domingos consideravelmente menos do que 10% dos quais 4,1% de católicos (em 2008) e 1,2% protestantes (em 2007 ), Pertencente ao EKD [10]. 1,7% da população são cristãos ortodoxos.

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* Irlanda.Lombardi comenta escândalo ocorrido na diocese de Cloyne. Entenda.

quinta-feira, julho 21st, 2011

Apresentamos o comentário feito hoje pelo Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, sobre o último relatório do governo irlandês acerca do encobrimento de abusos sexuais por autoridades eclesiásticas da diocese de Cloyne.

Estas reflexões, explica o Pe. Lombardi, são pessoais e “não constituem, de forma alguma, a resposta da Santa Sé“, que responderá “nas formas e momentos apropriados”.

* * *

O relatório da comissão de investigação irlandesa sobre casos de abuso de menores cometidos por membros do clero na diocese de Cloyne, publicado em 13 de julho, como o que o havia precedido na arquidiocese de Dublin, evidenciou mais uma vez a gravidade do que aconteceu, desta vez inclusive em um período relativamente recente. O período analisado pelo novo relatório vai, de fato, de 1º de janeiro de 1996 a 1º de fevereiro de 2009. As autoridades irlandesas enviaram uma cópia do relatório a Roma, por meio do núncio, pedindo uma reação da Santa Sé; portanto, podemos prever que ela dará seus comentários e respostas em formas e em momentos apropriados. Nós, no entanto, consideramos oportuno expressar algumas considerações sobre o relatório e as suas implicações, considerações que – como acabo de dizer – nao constituem, de modo algum, a resposta oficial da Santa Sé.

Acima de tudo, cabe recordar e renovar os intensos sentimentos de tristeza e de reprovação expressados pelo Papa durante seu encontro com os bispos irlandeses, convocados no Vaticano em 11 dezembro de 2009, precisamente para abordar em conjunto a situação da Igreja na Irlanda à luz do informe sobre a arquidiocese de Dublin, então recentemente divulgado. O Papa falava então abertamente de “desconcerto e vergonha” por “crimes hediondos”. É preciso recordar que precisamente a partir deste encontro, e de um posterior, de 15 a 16 de fevereiro de 2010, o Papa publicou a sua conhecida e ampla Carta aos Católicos da Irlanda, de 19 de março desse ano, na qual se encontram as mais fortes e eloquentes expressões de participação nos sofrimentos das vítimas e suas famílias, bem como de apelo às graves responsabilidades dos culpados e às omissões dos responsáveis da Igreja em suas funções de governo ou vigilância. Uma das ações específicas que se seguiu à carta do Papa foi a visita apostólica à Igreja na Irlanda, concretizada nas visitas às quatro arquidioceses, aos seminários e congregações religiosas, visita cujos resultados estão em fase avançada de estudo e avaliação.

É justo, portanto, reconhecer o forte compromisso da Santa Sé em incentivar e apoiar eficazmente todos os esforços da Igreja na Irlanda para “a cura e a renovação” necessárias para superar definitivamente a crise decorrente da dramática praga do abuso sexual contra menores. Também é justo reconhecer os esforços feitos pela Santa Sé no aspecto normativo, com o esclarecimento e renovação das normas canônicas sobre a questão do abuso sexual de menores, que tiveram – como é conhecido – momentos-chave em seu Motu Proprio de 2001, a unificação das competências sob a Congregação para a Doutrina da Fé, e as posteriores atualizações, até a promulgação de normas reformuladas em julho de 2010.

Em relação ao passado mais distante, recentemente teve particular eco uma carta de 1997, isto é, há 14 anos – recolhida no novo relatório, mas publicada em janeiro passado –, dirigida pelo então núncio na Irlanda à conferência episcopal, com a qual, com base em indicações recebidas pela Congregação para o Clero, destacava que o documento de Child Sexual Abuse:Framework for a Church Response se prestava a objeções, pois continha aspectos cuja compatibilidade com a lei canônica universal eram problemáticos. É justo lembrar que este documento havia sido enviado à Congregação não como um documento oficial da conferência episcopal, mas comoReport of the Irish Catholic Bishops’ Advisory Committee on Child Sexual Abuse by Priests and Religious, e que declarava em seu preâmbulo: “Este documento está longe de representar a última palavra sobre como lidar com os problemas que têm sido levantados – This document is far from being the last word on how to address the issues that have been raised“. Que a Congregação levantasse objeções era, portanto, compreensível e legítimo, dada a competência de Roma em relação às leis da Igreja e – embora se possa discutir a adequação da intervenção romana de então em relação à gravidade da situação irlandesa – não há razão alguma para interpretar esta carta como dirigida a ocultar os casos de abuso. Na verdade, advertia-se contra o risco de que se adotassem procedimentos que depois se revelassem impugnáveis ou inválidos do ponto de vista canônico, tornando vão o próprio objetivo de sanções eficazes que os bispos irlandeses se propunham.

Da mesma forma, não há absolutamente nada na carta que soe como um convite ao desrespeito às leis do país. No mesmo período, o cardeal Castrillon Hoyos, então prefeito da Congregação para o Clero, expressava-se assim ao encontrar-se com bispos irlandeses: “A Igreja, através dos seus pastores, não deve, em absoluto, dificultar o caminho legítimo da justiça civil, enquanto, simultaneamente, põe em marcha os procedimentos canônicos regulares” (Rosses Point, Sligo, 12 de novembro de 1998). As objeções às quais a carta fazia referência, sobre uma obrigação de informação às autoridades (”mandatory reporting“), não se opunham a nenhuma lei civil neste sentido, porque esta não existia na Irlanda nesse momento (e as propostas de introduzi-la foram objeto de discussão por diversos motivos, no próprio âmbito civil). Então, acaba sendo curiosa a gravidade de certas críticas feitas ao Vaticano, como se a Santa Sé fosse culpada de não ter dado valor de lei canônica a normas às quais um Estado não havia considerado necessário dar valor civil! Ao atribuir graves responsabilidades à Santa Sé do que aconteceu na Irlanda, tais acusações parecem ir muito além do que está refletido no próprio relatório (que utiliza tons mais equilibrados na atribuição das responsabilidades) e não manifestam a consciência do que a Santa Sé tem realmente feito ao longo dos anos para ajudar a resolver o problema de forma eficaz.

Em conclusão: como já foi dito por vários bispos irlandeses, a publicação do relatório sobre a diocese de Cloyne marca uma nova etapa da longa e árdua jornada em busca da verdade, de penitência e purificação, de cura e renovação da Igreja na Irlanda, à qual a Santa Sé não é alheia, e sim participa com solidariedade e compromisso, nas várias formas que recordamos.

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* Inviolabilidade da confissão ameaçada na Irlanda, padres poderiam ir à prisão. Entenda.

quarta-feira, julho 20th, 2011

ACI

Um destacado canonista advertiu à agência ACI Prensa que as autoridades irlandesas anunciaram uma mudança legal que poderia levar à prisão os sacerdotes que mantenham o segredo de confissão em casos de abuso sexual.

O Padre Paul Hayward, editor de publicações da Sociedade de Direito Canônico da Grã-Bretanha e Irlanda, explicou que “necessitamos mais claridade sobre o que exatamente (as autoridades) se propõem a fazer mas, com certeza, nenhum sacerdote que valorize seu sacerdócio quebraria o segredo de confissão. Isto poderia converter em mártires muitos sacerdotes irlandeses”.

O perito fez estes comentários no dia 15 de julho, um dia depois que o Primeiro Ministro irlandês Enda Kenny (foto) prometeu introduzir uma nova lei que levaria à prisão por até cinco anos os sacerdotes se eles não denunciarem às autoridades os crimes de abuso sexual revelados durante as confissões.

A proposta contradiz o Direito Canônico que defende a inviolabilidade do segredo sacramental e proíbe aos confessores trair de modo algum os penitentes e inclusive sanciona com a excomunhão latae sententiae (automática) aqueles que o infrinjam.

Tudo isto ocorre no meio do escândalo pela difusão de um relatório sobre o péssimo manejo dos casos de abuso perpetrados por membros do clero na diocese irlandesa de Cloyne.

A diocese em questão não soube dirigir as denúncias entre 1996 e 2005 e omitiu-se de reportar nove casos de abusos às autoridades.

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* Começa hoje (sexta, dia 8) julgamento dos sacerdotes de Arapiraca (AL) envolvidos em escândalo sexual.

sexta-feira, julho 8th, 2011

Começa nesta sexta-feira o julgamento dos padres Luiz Marques, Edílson Duarte e Raimundo Gomes, da cidade de Arapiraca, a 150 quilômetros de Maceió, em Alagoas, acusados de crime de pedofilia.

O caso ganhou repercussão em todo o país. Os três foram afastados de suas funções pela Igreja Católica em março do ano passado, depois das denúncias de envolvimento e abuso sexual com coroinhas apresentadas pelo Ministério Público.

Os sacerdotes negaram as acusações.

Fonte: O globo

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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Comentários
  • •Até que enfim alguém mexeu os pauzinhos para processar este pessoal que difamou a Igreja Católica e a todos nós católicos. Se há leis que punem profanações religiosas, que...
    em * Instaurado inquérito policial
  • •Huuummm! Entendi o que o Anderson quis dizer, Claudio! Valeu! rs...
    em * Seria só “a bíblia e sua
  • •realizações do comunismo pelo mundo 1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunas(comunistas) 2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas só isso é o...
    em * O que distingue um caso de
  • •O livro do Padre Laburu é muito bom e foi relançado pela editora Cleofas do Prof. Felipe Aquino. Vale a pena ler!...
    em * “A questão, senhores, não é
  • •INCRÍVEL: A RUSSIA EXTERMINA DE FORMA CONTUNDE O GAYZISMO DO PAÍS! Vários jornais aproveitam dessa noticia e espalham-na, confundindo o Ocidente, parte já dopado pelo gayzismo...
    em * Apesar da mídia, 49,7% dos
  • •CARÍSSIMA ANA, A comunidade Shalom não usa em seu caminho formativo o ENEAGRAMA. Publiquei aqui no Blog um artigo abordando esse tema, veja se pode...
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  • •É lamentável observar que muitos dos que se dizem católicos nada fizeram à respeito da profana apresentação na PUC-SP. Existe um cheiro de irenismo no ar... Falsa tolerância...
    em * Instaurado inquérito policial
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  • •Nós católicos esperamos que a justiça se faça presente neste puro ato de violência. Que as PUC´s não se tornem palco de anti cristãos católicos. Paz e Bem...
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  • •Os comunistas odeiam grande Papa Bento XVI por ter desmascarado suas farsas de diversas modalidades, sendo no tempo de pontificado o gigante que impediu em muito o avanço da...
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  • •Maria Madalena, cantar salmo acompanhado de instrumentos é uma coisa, se promover as custas de igreja e da inocência dos seus seguidores é outra coisa muito diferente! Basta...
    em * Seria só “a bíblia e sua
  • •Isso meu filho....
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  • •"A Biblia não ensina bater palmas e ouvir música gospel" (?) O que significa então "Cantar salmos em louvor ao Senhor com cítaras, tambores e violões...?" É só isso que eu...
    em * Seria só “a bíblia e sua
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