Posts Tagged ‘Escândalo’

* Evangélicos praticam nudismo como forma de comunhão com Deus. Como??

quarta-feira, agosto 4th, 2010

Como Adão e Eva no Paraíso: Integrantes de igrejas evangélicas descobrem que o naturismo também é uma forma de comunhão com Deus e vão à praia nus.

O catarinense Estevão gosta de orar nu para se sentir mais próximo da natureza. Ele já foi expulso de uma igreja
Um paraíso ecológico, nenhuma roupa e… a Bíblia Sagrada. Pode parecer contraditório, mas naturismo também é coisa de crente. Isso mesmo: no Rio, até mesmo pastores evangélicos se bronzeiam como vieram ao mundo nas praias freqüentadas por nudistas.

Pastora pentecostal também pratica nudismo

O nudismo evangélico é uma idéia é tão inovadora, que muitos preferem o anonimato, como a líder de instituição pentescostal há 15 anos, Márcia, 48 anos, que trocou o nome para não ser reconhecida por seus fiéis. A pastora se converteu ao naturismo há três anos, após visitar a Praia Olho de Boi, em Búzios. “Me encantei com o respeito e a pureza. Ser naturista é estar em contato pleno com o Senhor”, defende ela, que visita sítios de lazer e já frequentou a Praia do Abricó, no Recreio, interditada ao nudismo por força de liminar.

Márcia diz ter aprendido que o naturismo não tem conotação sensual. “Vemos a nudez com olhos do espírito, sem malícia”, ensina a pastora,que lamenta o preconceito que enfrenta. “A igreja evangélica está recheada de dogmas e tabus. Somos tolhidos de vermos o mundo como é. Não poderia abrir minhas opiniões aos fiéis. Causaria grande rebelião”, pondera a pastora naturista.

Ela também compartilha a Palavra de Deus com amigos em recantos de nudismo. “Certa vez, uma irmã estava com sérios problemas e prestei favores espirituais para ela ali mesmo, em um sítio de convívio naturista”, recorda.

Para a grande maioria dos pastores evangélicos, entretanto, a idéia é inaceitável. “Isso é um escândalo. É a falta do conhecimento da Palavra. Não tenho pessoas com esta conduta na minha igreja. Aqui, não há espaço”, avisa o pastor Manoel da Silva, da Igreja Batista em Renovação Espiritual Nova Jerusalém

Argumentos saídos do Livro Sagrado

Conta a Bíblia Sagrada que, ao comerem o fruto proibido, Adão e Eva tiveram consciência do bem e do mal e cobriram os corpos nus comvergonha do Criador. Em tempos modernos, a passagem do livro Gênesis é usada por evangélicos para condenar ou defender a prática do naturismo. Com interpretações diferentes da escritura, muitos crentes se cobrem dos pés à cabeça ou tiram a roupa nas praias e áreas de nudismo.

“A nudez não era rejeitada até o Pecado. O naturismo leva as pessoas ao estágio original de inocência, a reviver a Criação”, justifica a pastora naturista Márcia. Coordenador da Igreja Sara Nossa Terra no Rio, o bispo Francisco Almeida tem outra visão. “O nu só foi possível enquanto não havia maldade no coração do homem. A partir do pecado, os patriarcas foram ensinados por Deus a se cobrir e a passar este princípio para as gerações”, considera.

Vice-presidente da 2ª Igreja Batista de Rocha Miranda, o pastor Odalírio Luis da Costa concorda. “Provar o fruto proibido agregou a Adão e Eva a malícia. Falta consciência bíblica aos nudistas”, afirma. Para a pastora Suzana Viana, da Igreja Metodista do Brasil, o nu não é pecado, mas agride a consciência do próximo. “Temos que respeitar a
comunidade, como Deus ensina” , avalia.

Fonte: Musikar.com

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* Escândalo gerado por reportagem na Itália. Uma incoerência que dói na alma.

segunda-feira, julho 26th, 2010

Mas do que retratar, a revista aproveita a chance para nos desrespeitar.

Mas do que retratar, a revista aproveita a chance para nos desrespeitar.

Fonte: En Garde

Quem acha que o clima de ataques e acusações à Igreja arrefeceu um pouco nos últimos dias está redondamente enganado. A Igreja continua pagando o preço da má-fama e da imoralidade de ALGUNS clérigos.

Por conta disso, abundam ofensas graves à Fé Católica, sátiras das mais diversas, e matérias completamente tendenciosas [e injustas para com a esmagadora maioria dos sacerdotes católicos - que vivem fielmente o seu celibato].

A última destas reportagens, no estilo “Roberto Cabrini”, foi feita pela revista italiana Panorama.

A respeito desta matéria na Panorama, diz o site da Revista Veja diz:

Baseada em um mês de investigação com câmeras escondidas, uma longa reportagem expõe três religiosos sob o título “As Noitadas dos Padres Gays”. Há fotos dos padres em clubes e a capa da revista mostra um homem de batina, segurando um rosário, com as unhas pintadas de rosa.

Embora eu tenha achado na internet o site da citada revista, bem como um blog conexo, acho desnecessário reproduzir aqui o que está disponível lá. As cenas de vídeo, bem como as fotografias que foram tiradas, são bastante fortes. Realmente chocantes. [Dói no coração ver o padre que momentos antes compartilhara o leito com outro homem paramentar-se logo em seguida para celebrar o Santo Sacrifício da Missa...]

“E por que choca?” – perguntei-me hoje. Por causa da incoerência.

A incoerência – ou vida dupla, ou falsidade, como queiram chamar – realmente nos choca. Sobretudo a nós, cristãos, dos quais – como ensinaram os Santos Padres – se espera unidade de vida. Espera-se que as nossas palavras correspondam às nossas obras, e que as nossas obras manifestem aquilo que anunciamos. Nada menos que isso. E aí está a grande luta da vida cristã: uma luta por coerência.

“Mas uma sociedade que faz apologia do sexo livre e do homossexualismo pode exigir coerência, fidelidade ou retidão de quem quer que seja?” – perguntei-me em seguida. “Sim, pode” – respondi para mim mesmo. A sociedade – mesmo estando afundada em pecado e sendo amante da luxúria – ainda se choca com esses casos de infidelidade sacerdotal.

Só agora me dou conta de que isso é bom. É ótimo, na verdade. É prova de que a Moral realmente transcende o tempo e as culturas, e supera a letra da Lei. É prova de que o homem tem gravado dentro de si as leis eternas e imutáveis que devem pautar, reger, a conduta humana. O clamor por coerência aponta para um mínimo de bom senso moral.

Frise-se (i): a revista Panorama, na realidade, em nenhum momento quis incentivar, muito menos exigir, a fidelidade ao celibato. Na visão dela, o ideal é que a Igreja possa “acolher” esses padres gays de modo a permitir que eles assumam sua “opção” sexual e, assim, oficializar a sua vida dupla.

A proposta dela [inaceitável, é claro] é a de homossexuais possam ser admitidos ao sacerdócio. Como para a Igreja essa argumentação “não cola”, eles acabam “chutando o pau da barraca” e lançando mão de ofensas gratuitas e injustas.

Os inimigos da Igreja não são bobos: ultrajam-na publicamente para pô-La em descrédito perante todos, para enfraquecê-La, para desmerecer a validade de Seu posicionamento em matéria de Moral. Debalde tentam calar-Lhe a voz. Não sabem eles que a voz que lhes oprime a consciência – e os leva, muitas vezes, a querer fugir de si mesmos – é a do próprio Deus. Não sabem eles que, ainda que a voz cale, a Palavra não passa… Não sabem eles que a consciência (aquele “morcego” de que falara Augusto dos Anjos) habita os nichos silenciosos do coração, onde ressoa só – e somente só – a Voz do Deus Altíssimo.

Frise-se (ii): de muito mau gosto, e profundamente ofensiva à piedade católica, é a capa da revista. O uso que se deu ao Rosário da Virgem Maria, colocado-o entre mãos másculas com unhas pintadas de rosa, fere o sentimento religioso dos católicos em todo o mundo.

E Deus segue tirando dos males que advêm à Sua Igreja os bens de que necessita o homem. Assim, dos ultrajes que a Esposa de Cristo tem sofrido, Deus sabe tirar os últimos resquícios de moral que existem no coração enlameado desta “geração má e adúltera” [Mt 12,39].

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* Vaticano lança site sobre abusos sexuais.

sexta-feira, julho 16th, 2010

Iniciativa exemplar da Igreja que demonstra mais uma vez de que está do lado da verdade e que trabalha para que os lamentáveis fatos não se repitam.

***

Junto à publicação das novas “Normas sobre os delitos mais graves” (Normae de gravioribus delictis) da Congregação para a Doutrina da Fé, o Vaticano lançou nesta quinta-feira uma página da internet com toda a informação relativa à resposta da Igreja aos escândalos de abusos sexuais.

O site apresenta não só todos os textos que esclarecem este documento vaticano, mas oferece também todas as intervenções de Bento XVI e João Paulo II sobre o tema, assim como pronunciamentos da Santa Sé e seus representantes.

O endereço eletrônico é: http://www.resources.va

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* Revista masculina portuguesa ultrapassa os limites do ultraje à fé.

quinta-feira, julho 8th, 2010

A “homenagem ” ao escritor José Saramago feita pela edição deste mês da revista “Playboy” está causando polêmica.

A capa faz referência ao livro “O evangelho segundo Jesus Cristo” e mostra um homem vestido como Jesus Cristo junto a uma mulher nua. Em suas páginas internas tem inúmeras fotos de mulheres despidas ao lado de Jesus Cristo.

Theresa Hennessy, vice-presidente da Playboy Entertainment, garante que a publicação das fotografias é “uma violação chocante das normas” e não teriam sido publicadas se a Playboy tivesse conhecimento antecipado.

Em declarações ao site norte-americano Gawker, a responsável garante: “Devido a esta e a outras questões com os editores portugueses, estamos prestes a rescindir o nosso acordo.”

Fonte: jornal i

Comentário do blog O Inimputável( Português) sobre essa notícia.

É espantoso observar como em Portugal se perdeu por completo a noção dos limites. Como é possível que se possa ofender os cristãos com um pretexto de uma (falsa) homenagem a uma personalidade  que passou a vida num combate feroz contra a Fé e, em particular, contra a Igreja Católica?

Pelos vistos a vice-presidente da revista terá percebido a gravidade da situação e colocou um fim nesta insanidade escandalosa. E ainda bem que o fez pois se estivéssemos à espera na nossa justiça…

Este caso leva a que os católicos em Portugal devam, tal como acontece, por exemplo, nos EUA, combater com maior afinco a pornografia e o erotismo que grassam por todo o lado. As nossas crianças e os nossos adolescentes ficam expostos a este tipo de influência prejudicial (veja-se, por exemplo, o erotismo sub-reptício da série “morangos com açúcar”). Alem disso, o consumo compulsivo de pornografia (e o culto da pornografia)  é um denominador comum em mentes perturbadas: psicopatas, violadores e pedófilos. A Igreja (incluindo os leigos) tem o dever de alertar para esta situação e encetar esforços no sentido de combater esta excessiva erotização da sociedade. Ou será que este aspecto não fará também parte da tão propagada educação sexual?

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* Porque testemunhos como esses não são divulgados pelos meios de comunicação?

terça-feira, junho 1st, 2010

Por Nieves San Martín

“Sou um simples sacerdote católico. Sinto-me feliz e orgulhoso pela minha vocação. Vivo em Angola como missionário há vinte anos.” Assim começa a carta que o missionário salesiano uruguaio Martín Lasarte enviou ao New York Times sem obter resposta. Na carta, explica o trabalho silencioso a favor dos mais desfavorecidos da maioria dos sacerdotes da Igreja Católica que, contudo, “não é notícia”.

Na carta remetida  pelo Pe. Martín Lasarte, ele explica que a enviou dia 6 de abril ao jornal nova-iorquino e desde então não obteve resposta. Nela, expressa seus sentimentos diante da onda midiática despertada pelos abusos de alguns sacerdotes, enquanto pouco surpreende o interesse que desperta nos meios o trabalho cotidiano de milhares e milhares de sacerdotes.

“É doloroso muito saber que as pessoas que deveriam ser sinais de amor de Deus tenham sido um punhal na vida de inocentes. Não há palavra que justifique tais atos. Não há dúvida de que a Igreja está do lado dos fracos, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que forem tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças serão sempre uma prioridade absoluta”, afirma em sua carta.

Contudo, destaca, “é curiosa a pouca noticiabilidade e desinteresse por milhares e milhares de sacerdotes que trabalham em prol dos milhões de crianças, adolescentes e demais desfavorecidos nos quatros cantos do mundo”.

“Penso que para seu meio de informação não interessa as muitas crianças desnutridas que tive de carregar por caminhos minados em 2002 desde Cangumbe a Luena (Angola), pois nem o governo se dispunha a fazer isso, e as ONGs não estavam autorizadas; tive de enterrar dezenas de pequenos, falecidos entre os deslocados  pela guerra e os que retornaram; que salvamos a vida de milhares de pessoas no México mediante o único posto médico a 90 mil km de distância, assim como a distribuição de alimentos e sementes; que demos a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas a mais de 110 mil pequenos…”, afirma.

“Não é de interesse - destaca – que ,como outros sacerdotes, tivemos de socorrer a crise humanitária de cerca de 15 mil pessoas nos quartéis da guerrilha, depois de sua rendição, porque não chegavam os alimentos do governo e da ONU.”

E, em seguida, enumera uma série de ações, muitas vezes em situação de risco ou perda de vida, por seus companheiros que são ignoradas pela mídia.

“Não é notícia um sacerdote de 75 anos, Pe. Roberto, que vai até as cidades de Luanda curando os meninos da rua, levando-os a uma casa de recuperação, para que se desintoxiquem; que alfabetiza centenas de presos; e outros sacerdotes, maltratados e até violentados e buscam um refúgio. Menos ainda que o Frei Maiato, com seus 80 anos, passe de casa em casa confortando os doentes e desesperados.”

Não é notícia que mais de 60 mil, dos 400 mil sacerdotes e religiosos, deixaram sua terra e sua família para servir seus irmãos em leprosários, hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de bruxaria ou órfãos de pais que faleceram com Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a portadores do HIV… ou sobretudo em paróquias e missões, dando motivações para as pessoas viverem e amarem.”

“Não é notícia que meu amigo, Pe. Marcos Aurélio, por salvar alguns jovens durante a guerra na Angola, transportou-os de Calulo a Dondo e, voltando à sua missão, foi morto no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, por ir ajudar as áreas rurais mais escondidas, foram mortos em um acidente na estrada; que dezenas de missionários na Angola morreram por falta de socorro sanitário, por uma simples malária; que outros voaram pelo céu, por motivo de minas terrestres, visitando seus povos. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região… Nenhum deles passou dos 40 anos.”

“Não é notícia acompanhar a vida de um sacerdote ‘normal’ em seu dia-a-dia, em suas dificuldades e alegrias, consumindo sem barulho sua vida a favor da comunidade à qual serve.”

“A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa Notícia, essa notícia que sem barulho começou na noite de Páscoa. Há mais ruído por uma árvore que cai do que por um bosque que cresce”, destaca.

“Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes – afirma. O sacerdote não é nenhum herói nem um neurótico. É um simples homem que, com sua humanidade, busca seguir Jesus e servir seus irmãos. Há miséria, pobreza e fragilidade, como em cada ser humano; e também beleza e bondade, como em cada criatura…”

“Insistir na perseguição obsessiva em um tema, perdendo a visão de conjunto, cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico, nas quais me sinto ofendido”, afirma.

E conclui: “Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o tornará nobre em sua profissão”.

Zenit

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* Arquidiocese do Rio e diocese de Fátima, Portugal, esclarecem caso de sacerdote preso no Rio de Janeiro.

segunda-feira, maio 31st, 2010

Em notas de imprensa recentemente divulgadas as dioceses do Rio de Janeiro e a diocese de Leiria-Fátima em Portugal esclarecem o caso do sacerdote acusado de atos de pedofilia e recentemente encarcerado no Rio.

Ambas circunscrições eclesiásticas tomam distância do deplorável comportamento deste sacerdote cujas funções eclesiásticas foram suspensas pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e do qual a diocese de Fátima jamais teve conhecimento como assinalam os comunicados reproduzidos na íntegra abaixo. Ambos os textos estão assinados pelos assessores de imprensa das mencionadas dioceses.

Diocese de Leiria-Fátima
Gabinete do Bispo Diocesano

Foi com grande surpresa e profunda consternação que a Diocese de Leiria- -Fátima tomou conhecimento, pelos meios de comunicação social, dos factos de que é acusado o P. Marcin Strachanowski, ocorridos no Brasil, na região de Rio de Janeiro. Marcin Strachanowski esteve ao
serviço desta Diocese desde 21 de Junho de 2007 até 1 de Junho de 2008. Por nomeação do Bispo diocesano exerceu funções de capelão no Santuário de Fátima, prestando assistência religiosa aos peregrinos de língua polaca e portuguesa. Durante o tempo da sua permanência nesta Diocese não houve queixas relativamente ao seu comportamento, suspeitas ou indícios relacionados com a situação agora vinda a público. Também não era do conhecimento dos responsáveis diocesanos que no seu passado tivesse havido situações do género das que tomamos agora conhecimento.

O primeiro pensamento do Bispo de LeiriaFátima e dos responsáveis pelos sectores em que o P.  Marcin prestou serviço dirige-se antes de mais para aqueles que tenham sido vítimas deste seu comportamento absolutamente inaceitável e sem qualquer desculpa,  e para todos os que se sentem desiludidos pela sua conduta.

Esperamos que tanto no foro civil como eclesiástico se possa conhecer a verdade dos factos,
devendo o próprio ser responsabilizado pelos actos de que for considerado culpado.

Desejamos

ainda que Marcin Strachanowski tenha uma oportunidade para recompor a sua vida pessoal,  encontre

o necessário equilíbrio psíquico e a coerência com os valores cristãos. Marcin Strachanowski é um presbítero da diocese de Cracóvia (Polónia), que desde 1997 presta serviço pastoral na arquidiocese
do Rio de Janeiro (no Brasil). Em carta datada de 7 de Março de 2007,  solicitou ao Bispo de
Leiria-Fátima autorização para trabalhar pastoralmente nesta diocese, de preferência no Santuário de
Fátima.

Depois de recolhidas as devidas informações dos Arcebispos de Rio de Janeiro e de Cracóvia,  perante diversos atestados de idoneidade e recomendações favoráveis, o Bispo diocesano admitiu- -o para
o trabalho pastoral em Fátima.

Em Maio de 2008, o próprio comunica ao bispo desta diocese que, com autorização do seu bispo de
origem, regressaria no mês seguinte ao Brasil,  para aí exercer novamente o ministério sacerdotal.

Nota da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Ao tomar conhecimento da decretação da prisão preventiva de um sacerdote polonês nesta cidade, a Arquidiocese do Rio de Janeiro lamenta o ocorrido, principalmente com as pessoas envolvidas, especialmente as possíveis vítimas, e esclarece que o referido sacerdote já se encontra suspenso de suas funções paroquiais e, além do processo criminal, existe o processo canônico que foi instruído pelo Tribunal Eclesiástico que, a seu tempo, tomou as devidas providências.

A Assessoria de Imprensa esclarece que as atitudes já tomadas serão mantidas e os advogados constituídos pelo próprio padre estarão acompanhando a questão enquanto se aguarda o desenvolvimento desse atual processo.

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* Qual deve ser a nossa resposta aos recentes escândalos na Igreja?

quinta-feira, maio 6th, 2010

Pe. Roger J. Landry

Muitas pessoas vieram-me falar deste assunto. Muitas outras também gostariam, mas evitaram, creio que por respeito e para não chamar a atenção para um fato desagradável. Mas para mim era óbvio que tinham isso presente. Por isso, hoje, quero enfrentar este assunto de frente. Vocês têm direito. Não podemos fingir como se não houvesse acontecido. E eu quero debater qual deve ser a nossa resposta como fiéis católicos a este terrível escândalo.

Primeiramente, é preciso entender o acontecimento à luz da nossa fé no Senhor. Antes de escolher seus primeiros discípulos, Jesus subiu a montanha para orar durante toda a noite. Nesse tempo tinha muitos seguidores. Falou com seu Pai na oração sobre quais escolheria para que fossem seus doze apóstolos, os doze que Ele formaria intimamente, os doze que enviaria a pregar a Boa Nova em Seu nome. Deu-lhes poder de expulsar os demônios. Deu-lhes poder para curar os doentes. Eles viram como Jesus operou muitos milagres. Eles mesmos fizeram, em Seu nome, numerosos milagres.

Mas, apesar de tudo, um deles foi um traidor. O traidor tinha seguido o Senhor, tivera os pés lavados pelo Senhor, O viu caminhar pelas águas, ressuscitar pessoas e perdoar os pecadores. O Evangelho diz que ele permitiu que satanás entrasse nele e logo vendeu o Senhor por 30 moedas, e entregou-o no Horto de Getsêmani, simulando um ato de amor, um beijo. “Judas!”, disse o Senhor no horto do Getsêmani, “com um beijo entregas o Filho do Homem”. Jesus não o escolheu para que o traísse. Ele o escolheu para que fosse como os demais. Mas Judas foi sempre livre e usou sua liberdade para permitir que satanás entrasse nele e, por sua traição, terminou fazendo com que Jesus fosse crucificado e morto. Portanto, entre os primeiros doze que o próprio Jesus escolheu, um deles foi um terrível traidor.

ÀS VEZES, OS ESCOLHIDOS DE DEUS TRAEM. Este é um fato que devemos assumir. É um fato que a Igreja primitiva assumiu. Se o escândalo de Judas tivesse sido a única coisa com que os membros da Igreja primitiva tivessem se preocupado, a Igreja teria acabado antes de começar. Em vez disso, a Igreja reconheceu que não se deve julgar algo (religioso) a partir daqueles que não o praticam, mas olhando para os que praticam.

Em vez de ficarem paralisados em torno daquele que traiu Jesus, concentraram-se nos outros onze. Graças ao trabalho, pregação, milagres e amor por Cristo desses homens, aqui estamos hoje. É graças aos onze – todos os quais, exceto São João, foram martirizados por Cristo e pelo Evangelho, pelo qual estiveram dispostos a dar suas vidas para proclamá-lo – que nós chegamos a escutar a palavra salvífica de Deus e recebemos os sacramentos da vida eterna.

Somos hoje confrontados pela mesma realidade. Podemos concentrarmo-nos naqueles que traíram o Senhor, naqueles que abusaram, em vez de amar a quem estavam chamados a servir. Ou podemos como a Igreja nascente, concentrarmo-nos nos demais, naqueles que permaneceram fiéis, nesses sacerdotes que continuam oferecendo suas vidas para servir a Cristo e para servir a todos por amor. Os meios de comunicação quase nunca prestam atenção aos “onze” bons, aqueles a quem Jesus escolheu e que permaneceram fiéis, que viveram uma vida de santidade silenciosa. Mas nós, a Igreja, devemos ver o terrível escândalo que estamos testemunhando a partir de uma perspectiva autêntica e completa.

O escândalo, infelizmente, não é algo novo para a Igreja. Houve muitas épocas em sua história em que esteve pior do que agora. A história da Igreja é como a definição matemática do cosseno, ou seja, uma curva oscilatória com movimento pendular, com altos e baixos ao longo dos séculos. Em cada uma dessas épocas em que a Igreja chegou ao ponto mais baixo, Deus suscitou grandes santos que levaram a Igreja de volta a sua verdadeira missão. Como se naqueles momentos de escuridão, a Luz de Cristo brilhasse mais intensamente. Eu gostaria de destacar um par de santos que Deus suscitou nesses tempos tão difíceis, porque sua sabedoria pode realmente nos guiar durante este tempo difícil.

São Francisco de Sales foi um santo que Deus fez surgir justamente depois da reforma protestante. A reforma protestante não brotou fundamentalmente por aspectos teológicos ou por problemas de fé – ainda que as diferenças teológicas apareceram depois – mas, por

questões morais.

Houve um sacerdote agostiniano, Martinho Lutero, que foi a Roma durante o papado mais notório da história, o do Papa Alexandre VI. Este Papa jamais ensinou nada que fosse contra a fé – o Espírito Santo não permitiu – mas, foi simplesmente, um homem mau. Teve nove filhos de seis diferentes concubinas. Promoveu ações contra aqueles que considerava seus inimigos. Martinho Lutero visitou Roma durante seu papado e se perguntava como Deus podia permitir que um homem tão mau fosse a cabeça visível da Sua Igreja. Regressou a Alemanha e observou todo tipo de problemas morais. Os padres tinham, publicamente, casos com mulheres. Alguns tratavam de obter dinheiro vendendo bens espirituais. Grassava uma imoralidade terrível entre os leigos. Ele se escandalizou com esses abusos desenfreados, como teria ocorrido com qualquer que ame a Deus, reagiu precipitadamente e com fúria, e fundou a sua própria igreja.

Naqueles mesmos tempos, Deus suscitou muitos santos que combateram essa situação equivocada e trouxeram de volta as pessoas para a Igreja fundada por Cristo. São Francisco de Sales foi um deles. Colocando em risco a própria vida, entrou na Suíça, onde os calvinistas dominavam e eram muito populares, pregando o Evangelho com verdade e amor. Foi espancado várias vezes nas estradas e abandonado como morto. Um dia perguntaram-lhe qual era a sua posição em relação ao escândalo que causavam tantos dos seus irmãos sacerdotes. O que disse é tão importante para nós como o foi para os que o escutaram. Ele não ficou enrolando. “Aqueles que cometem esse tipo de escândalos são culpáveis do equivalente espiritual a um assassinato, destruindo com seu mau exemplo a fé das outras pessoas em Deus”. Mas, ao mesmo tempo advertiu aos seus ouvintes: “Mas eu estou aqui hoje entre vocês para evitar-lhes um mal ainda pior. Enquanto que aqueles que causam o escândalo são culpados de assassinato espiritual, os que acolhem o escândalo – aqueles que permitem que os escândalos destruam sua fé – são culpados de suicídio espiritual. São culpáveis de cortar pela raiz sua vida com Cristo, abandonando a fonte da vida nos Sacramentos, especialmente a Eucaristia.” São Francisco de Sales andou entre os suíços e os habitantes da Savóia tratando de prevenir que cometessem um suicídio espiritual por causa dos escândalos. E eu estou aqui hoje para pregar o mesmo para vocês.

Qual deve ser a nossa reação? Outro grande santo que viveu antes, em tempos particularmente difíceis, também pode nos ajudar. O grande São Francisco de Assis viveu ao redor do ano 1200, que foi uma época de imoralidade terrível na Itália central. Os padres davam exemplos espantosos. A imoralidade dos leigos era ainda pior. O próprio São Francisco, sendo jovem, tinha escandalizado outras pessoas com sua maneira despreocupada de viver. Converteu-se, fundou a ordem franciscana e ajudou a Deus a reconstruir a Sua Igreja e chegou a ser um dos maiores santos de todos os tempos.

Certa vez, um dos irmãos franciscanos lhe fez uma pergunta. Esse frei era muito suscetível aos escândalos. “Irmão Francisco, que farias se soubesses que o sacerdote que está celebrando a Missa tem três concubinas ao seu lado?” Francisco, sem duvidar um instante, respondeu bem devagar: “Quando chegar a hora da Santa Comunhão irei receber o Sagrado Corpo do meu Senhor das mãos ungidas do sacerdote.”

Onde queria chegar Francisco? Queria deixar clara uma verdade formidável da fé e um dom extraordinário do Senhor. Não importa quão pecador seja um padre, sempre e quando tem a intenção de fazer o que faz a Igreja – na Missa, por exemplo, converter o pão e vinho na carne e sangue de Cristo, ou na confissão, não importa quão pecador seja, perdoar os pecados do penitente – o próprio Cristo atua nos sacramentos através desse ministro.

Seja o Papa que celebre a Missa, ou um sacerdote condenado a morte por um crime, em ambos os casos é o próprio Cristo quem atua e nos dá Seu Corpo e Seu Sangue. Dessa forma, o que Francisco estava dizendo, ao responder a pergunta do seu irmão religioso, que receberia o Sagrado Corpo do Seu Senhor das mãos ungidas do sacerdote, é que não ia permitir que a maldade ou imoralidade do padre o levasse a cometer suicídio espiritual.

Cristo pode continuar atuando, e de fato atua, inclusive através do mais pecador dos sacerdotes. E graças a Deus que assim o faz! Se sempre tivéssemos que depender da santidade pessoal do sacerdote, teríamos um grave problema. Os sacerdotes são escolhidos por Deus entre os homens e são tentados como qualquer ser humano e caem em pecado como qualquer ser humano. Mas Deus já sabia disso desde o princípio. Onze dos primeiros doze apóstolos se dispersaram quando Cristo foi preso, mas regressaram; um dos doze traiu o Senhor e infelizmente nunca regressou. Deus fez os sacramentos “à prova de sacerdote”, ou seja, independente da sua santidade pessoal. Não importa quão santos ou maus sejam, sempre que tenham a intenção de fazer o que a Igreja faz, o próprio Cristo atua, tal como atuou através de Judas quando Judas expulsou os demônios e curou os doentes.

Por isso, pergunto-vos novamente: Qual deve ser a resposta da Igreja a esses atos? Falaram muito a respeito na mídia. A Igreja precisa trabalhar melhor, assegurando que ninguém com inclinação para a pedofilia seja ordenado? Com certeza. Mas isto não seria suficiente. A Igreja deve atuar melhor ao tratar desses casos quando sejam notificados? A Igreja mudou a sua maneira de abordar esses casos e hoje a situação é muito melhor do que era nos anos oitenta, mas sempre pode ser aperfeiçoada. Mas ainda isso não seria suficiente. Temos que fazer mais para apoiar as vítimas desses abusos? Sim, temos que fazê-lo, por justiça e por amor! Mas tampouco isso é o adequado… A única resposta adequada a este terrível escândalo, a única resposta autenticamente católica a este escândalo – como São Francisco de Assis reconheceu em 1200, como São Francisco de Sales reconheceu em 1600 e incontáveis outros santos reconheceram em cada século – é a SANTIDADE! Toda crise que enfrenta a Igreja, toda crise que o mundo enfrenta, é uma crise de santidade. A santidade é crucial, porque é o rosto autêntico da Igreja.

Sempre há pessoas – um sacerdote encontra-se com elas regularmente e vocês devem conhecer várias delas também – que usam desculpas para justificar porque não praticam sua fé, porque lentamente estão cometendo suicídio espiritual. Pode ser porque uma freira se portou mal com eles quando tinham 9 anos. Porque não entendem os ensinamentos da Igreja sobre algum tema particular. Indubitavelmente haverá muitas pessoas atualmente – e vocês se encontram com elas – que dirão: “Para que praticar a fé, para que ir a Igreja, se a Igreja não pode ser verdadeira, quando os assim chamados escolhidos, são capazes de fazer esse tipo de coisa que estamos lendo?” Este escândalo é como um cabide enorme onde alguns procuram pendurar sua justificativa para não praticar a fé. Por isso é que a santidade é tão importante.

Essas pessoas necessitam encontrar em todos nós uma razão para ter fé, uma razão para ter esperança, uma razão para responder com amor ao amor do Senhor. As bem-aventuranças que lemos no Evangelho são uma receita para a santidade. Todos precisamos vivê-las melhor. Os padres precisam ser mais santos? Certamente. Precisam os frades e freiras serem mais santos e darem um melhor testemunho de Deus e do Céu? Sem a menor dúvida. Mas todas as pessoas na Igreja precisam fazer o mesmo, inclusive os leigos! Todos temos vocação para ser santos e esta crise é um chamado para que despertemos.

Estes são tempos duros para o sacerdote. São tempos duros para o católico. Mas também são tempos magníficos para ser um sacerdote e para ser um católico. Jesus disse nas bem-aventuranças: “Bem-aventurados serão quando os injuriarem, vos perseguirem e disserem falsamente todo tipo de maldades contra vocês por minha causa. Alegrem-se e regozijem-se porque será grande a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram aos profetas antes de vocês.” Eu experimentei essa bem-aventurança, da mesma forma que outros sacerdotes que conheço. No começo desta semana, quando terminei de fazer ginástica numa academia local, eu saía do vestiário com meu clergyman e uma mãe, mal me viu, afastou rapidamente seus filhos do caminho e os protegeu enquanto eu passava. Ficou me olhando quando passei e, quando já havia me afastado o suficiente, respirou aliviada e soltou os seus filhos. Como se eu fosse atacá-los no meio da tarde em plena academia! Mas enquanto todos nós talvez tenhamos que padecer tais insultos e falsidades por causa de Cristo, de fato, devemos regozijar-nos. É um tempo fantástico para ser cristão atualmente, porque é um tempo em que Deus realmente necessita de nós para mostrar Seu verdadeiro rosto. Em tempos passados nos EUA, a Igreja era respeitada. Os sacerdotes eram respeitados. A Igreja tinha reputação de santidade e bondade. Mas hoje já não é assim.

Um dos mais pregadores na história norte-americana, o bispo Fulton J. Sheen costumava dizer que preferia viver nos tempos em que a Igreja sofre em vez de florescer tranquilamente, nos tempos em que a Igreja tem que lutar, quando a Igreja tem que ir contra a cultura. São épocas para que os verdadeiros homens e mulheres dêem um passo à frente. “Até os cadáveres podem ir a favor da corrente”, costumava dizer o bispo, indicando que muitas pessoas dão testemunho quando a Igreja é respeitada, “mas são necessários verdadeiros homens e mulheres para nadar contra a corrente.”

Como isso é verdadeiro! É preciso ser um verdadeiro homem e uma verdadeira mulher para manter-se flutuando e nadar contra a corrente que se move em oposição à Igreja. É preciso ser um verdadeiro homem e uma verdadeira mulher para reconhecer que quando se nada contra a corrente das críticas, estamos mais seguros que quando apenas permanecemos grudados por inércia na rocha sobre a qual Cristo fundou sua Igreja. Estamos num desses tempos difíceis. É um dos grandes momentos para ser cristão.

Algumas pessoas prevêem que nesta região a Igreja passará por tempos difíceis e talvez seja assim, o mais a Igreja sobreviverá, por que o Senhor assegurou a sua sobrevivência. Uma das maiores réplicas na história aconteceu há justamente 200 anos. O imperador Napoleão engolia os países da Europa com seus exércitos, com a intenção final de dominar totalmente o mundo. Naquela ocasião disse uma vez ao cardeal Consalvi: “Vou destruir sua Igreja”. O cardeal respondeu: “Não, não poderá”. Napoleão, com seus 1,50 m de altura, disse outra vez: “Eu destruirei vossa Igreja.” O cardeal disse confiante: “Não, não poderá. Nem nós fomos capazes de fazê-lo!”.

Se os papas ruins, os sacerdotes infiéis e os milhares de pecadores na Igreja não tiveram êxito em destruí-la a partir de dentro – como dizia implicitamente ao general – como crê que poderá fazê-lo? O cardeal referia-se a uma verdade cruel. Mas Cristo nunca permitirá que sua Igreja fracasse. Ele prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam sobre a sua Igreja, que a barca de Pedro, a Igreja que navega no tempo rumo ao seu porto eterno no céu, nunca naufragará, não porque aqueles que vão nela não cometam todos os pecados possíveis para afundá-la, mas porque Cristo, que também está na barca, nunca permitirá que isso aconteça. Cristo continua na barca e ele nunca a abandonará.

A magnitude de este escândalo poderia ser tal que de agora em diante vocês tenham dificuldade em confiar nos sacerdotes tanto como o faziam no passado. Isto pode acontecer e talvez não seja tão ruim. Mas nunca percam a confiança no Senhor! É a sua Igreja! Mesmo quando alguns dos seus eleitos O tenham traído, ele chamará outros que serão fiéis, que servirão vocês com o amor com que vocês merecem ser servidos, tal como ocorreu depois da morte de Judas, quando os onze apóstolos ficaram de acordo e permitiram que o Senhor escolhesse alguém para tomar o lugar de Judas, e escolheram o homem que terminou sendo São Matias, que proclamou fielmente o Evangelho até ser martirizado.

Este é um tempo em que todos nós precisamos esforçarmo-nos ainda mais em ser santos! Estamos chamados a ser santos, e como necessitamos ver esse rosto bonito e radiante da Igreja! Vocês são parte da solução, uma parte crucial da solução. Quando caminhem para receberem o Sagrado Corpo do Senhor das mãos ungidas deste sacerdote, peçam a Ele que os encha de um real desejo de santidade, um real desejo de mostrar Seu autêntico rosto.

Uma das razões pelas quais estou aqui como sacerdote é porque sendo jovem, impressionaram-me negativamente alguns sacerdotes que conheci. Via-os celebrar a Missa e quase sem reverência deixavam cair o Corpo do Senhor na patena, como se tivessem nas mãos algo de pouco valor em vez do Criador e Salvador de todos, em vez do meu Criador e Salvados. Lembro ter dito ao Senhor, reiterando meu desejo de ser sacerdote: “Senhor, deixa-me ser sacerdote para que possa tratar-Te como Tu o mereces!”. Isso me deu um desejo ardente de servir o Senhor. Talvez este escândalo permita que vocês façam o mesmo. Este escândalo pode ser algo que os conduza pelo caminho do suicídio espiritual ou algo que os inspire a dizer, finalmente, “Quero ser santo, para que eu e a Igreja possamos glorificar Teu nome como Tu o mereces, para que outros possam encontrar-Te no amor e na salvação que eu Te encontrei”. Jesus está conosco, como prometeu, até o final dos tempos. Ele continua na barca.

Tal como a partir da traição de Judas, Ele alcançou a maior vitória na história do mundo, a nossa salvação por meio da sua Paixão, morte e Ressurreição, também através deste episódio Ele pode trazer, e quer trazer, um novo renascimento da santidade, para lançar uns novos Atos dos Apóstolos do século XXI, com cada um de nós – e isso inclui você – assumindo um papel de protagonista. Agora é o tempo para que os verdadeiros homens e mulheres da Igreja se ponham em pé. Agora é o tempo dos santos.

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* Nazistas também usaram pedofilia em campanha contra a Igreja Católica.

quinta-feira, abril 22nd, 2010
Joseph Goebbels

O jornal espanhol La Razón publicou uma reportagem na qual explica que a tentativa de desqualificar a Igreja Católica em escala internacional através de acusações de imoralidade e pedofilia aos sacerdotes é um velho recurso nazista, que foi utilizado por Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler.

“Assim o demonstram os documentos que o chefe de contra-espionagem militar alemão, Whilelm Canaris, fez chegar ao Papa Pio XII, antes de ser suspendido por tentar assassinar Hitler em 1944″, explica A Razão.

Depois da publicação em 1937 da encíclica Mit brennender Sorge (em alemão, ‘Com ardente inquietação’, dirigida aos bispos da Alemanha) de Pio XI, que condenava abertamente a ideologia nazista, o ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, “lançou uma única resposta pública e começou a trabalhar na sombra”.

“Ao final desse mesmo mês, o Ministério de Propaganda lançou a campanha contra os abusos sexuais de sacerdotes, que levou a aprisionar mais de 300 sacerdotes e religiosos em 1937, dos quais finalmente foram condenados 21 –alguns sob falsa acusação– e enviados a campos de extermínio”, explica o jornal espanhol.

Antes da encíclica, deram-se na Alemanha alguns casos de abusos a menores. Os casos –que embora poucos, eram reais– tinham determinado uma firme reação no Episcopado alemão e com as severas medidas tomadas nessa ocasião, os bispos responderam ao problema. Apesar disto, a campanha de desprestígio de Goebbels seguiu em marcha.

Massimo Introvigne, sociólogo italiano, explica no jornal italiano Avvenire que em 1937 o chefe do serviço de contra-espionagem militar alemão, o almirante Wilhelm Canaris, encarregou o advogado católico Josef Müller de levar a Roma uma série de documentos secretos sobre o assunto, porque desaprovava as manobras de Goebbels contra a Igreja. Müller levou os documentos secretos ao Papa Pio XII.

La Razón assinala que “com a aprovação da Secretaria de Estado, as investigações sobre o complô nazista contra a Igreja foram confiadas ao jesuíta alemão Walter Mariaux, naquela época missionário na Argentina”.

Em 1940, Mariaux publicou em Londres e em Buenos Aires, sob o pseudônimo Testis Fidelis, dois volumes sobre a perseguição anti-católica no Terceiro Reich: mais de 700 páginas que provam que foi a encíclica de Pio XI que determinou esta campanha.

O jornal espanhol explica que o Pe. Mariaux “prova isto publicando umas instruções muito detalhadas enviadas por Goebbels à Gestapo alguns dias depois da publicação da encíclica Mit brennender Sorge nas que ordena encontrar testemunhos que acusem um determinado número de sacerdotes, ameaçando-os com prisão imediata se não colaborarem”.

O que mais chama a atenção, ressalta La Razón, é “o convite aos jornalistas a reabrirem os casos do ano 37 e também episódios mais antigos, propondo-os novamente à opinião pública para que ocupem as capas dos jornais”, algo similar ao que fez o New York Times e a Associated Press.

ACI

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* A face humana daquele que nos horroriza: Existe lugar para a compaixão?

domingo, abril 18th, 2010
 
ELIANE BRUM
 
Li muitas reportagens e artigos sobre pedofilia desde que estourou o mais recente escândalo da Igreja Católica. O tema é difícil para mim. Decidi escrever sobre ele apenas porque me parece que um aspecto foi esquecido – ou quase – nas inúmeras ótimas abordagens. O sofrimento. Pedófilos não são monstros, como a maioria de nós preferiria. São gente. E muitos deles – não todos – sofrem pelos atos que cometeram. E preferiam não ser o que são.

Interessa-me aqui falar menos da Igreja Católica e do papa – e mais de nosso olhar sobre a pedofilia e o abuso sexual. Nunca faz bem para a compreensão de problemas complexos dividir o mundo entre bons e maus, bandidos e mocinhos, monstros e homens. A vida fica supostamente mais simples, mas é uma simplicidade falsa, já que nada se resolve se não encaramos a humanidade daquele que nos provoca horror.

O abuso sexual cometido contra crianças nos horroriza. E acredito que nos horroriza por várias razões, algumas delas óbvias. Mas também porque a maior parte dos abusos é infligida dentro de casa, por familiares. Os abusadores mais frequentes são pais, padrastos, tios, primos, irmãos. Algumas vezes mulheres: mães, madrastas, tias, primas, irmãs.

As estatísticas mostram que as mulheres abusariam bem menos que os homens, mas há dúvidas sobre isso. Como afirma uma psicanalista com quem conversei: “Às mães e às mulheres, em geral, são permitidas algumas liberdades com os filhos, enteados, sobrinhos. Alguns comportamentos parecem mais naturais às mulheres que aos homens. Me parece que o abuso cometido por mulheres é ainda mais mascarado. No presídio feminino onde eu trabalho, há uma ala para abusadoras. E ela está cheia”.

O fato é que o abuso sexual está sempre muito mais perto do que gostaríamos. E, quando paramos para pensar com honestidade, em geral conhecemos alguém próximo que foi abusado ou abusou. E muitas vezes nós também silenciamos.

Em 1997, percorri o Rio Grande do Sul para fazer uma grande reportagem sobre abuso sexual infantil. Eu não queria entrevistar apenas as vítimas, queria escutar também os abusadores. Alguns na cadeia, outros seguindo a vida nas ruas. Nunca me recuperei desta reportagem. Por causa dos horrores que ouvi – e vi. Mas principalmente por causa da quantidade e da intensidade da dor. Eu esperava o sofrimento das vítimas. Nada me preparou para o sofrimento dos “monstros”. Não de todos, é preciso dizer. Há aqueles que não têm conflitos – e, portanto, não sofrem. Mesmo estes, continuam humanos.

Encontrei abusadores despedaçados pelo que tinham feito – e pelo que tinham vontade de continuar fazendo. Fora a cadeia, não havia nada para impedi-los de seguir abusando. E alguns deles queriam ser impedidos. A prisão impede de abusar, mas sem ajuda e tratamento, é muito difícil não reincidir quando saem dela. Se a estrutura de assistência às vítimas de abuso sexual é precária, para abusadores ela é quase nula.

É bem difícil olhar com compaixão para um homem ou mulher que usou de sua autoridade e poder para abusar sexualmente de uma criança. E gozou exatamente deste poder total sobre a vítima, inteiramente submetida ao seu desejo. Mas acho que precisamos tentar. Lembro de ter ficado em conflito com meus sentimentos. Porque nos casos em que foi possível, eu escutava a dor de ambos – da vítima e de quem a violou. Em alguns casos, ambos sofriam de forma atroz. Não se trata de relativizar a responsabilidade de quem abusa. Estou apenas apontando que pode existir sofrimento neste percurso – e não apenas bestialidade, ainda que a bestialidade seja sempre humana.

Dois abusadores me marcaram mais. Um deles era uma mulher – o único caso feminino que encontrei – que havia feito sexo com o filho de 14 anos. O menino estava destroçado. Ele me disse: “Eu queria parar a minha mãe, mas ficava com dó de dar um tapa nela. Nunca vou perdoar meu pai por me deixar sozinho com ela. Eu só quero morrer”. A própria mãe me contou que o filho fugia, que um dia o arrancou de debaixo da cama, onde havia se escondido dela. No caso do garoto, o sofrimento era ainda mais avassalador porque não havia como negar que ele sentiu desejo – ou não teria tido ereção.

O desejo da vítima não é algo tão raro em casos de abuso. Mas é muito difícil para as vítimas lidar com ele sem se sentirem culpadas ou responsáveis. O abusador manipula este sentimento: “Você chora, mas você está gostando”. Quando eu perguntava a esta mãe por que tinha infligido o incesto ao filho, ela repetia: “Eu fiz para salvá-lo”. Nem a mãe nem o filho tinham qualquer assistência.

O outro abusador que nunca pude esquecer foi um adolescente de 15 anos. Ele havia molestado sua meia-irmã de três anos. “Eu não queria machucar”, ele repetia. E talvez não quisesse mesmo. Não sei. Enquanto entrevistava o adolescente, familiares o chamavam de monstro. Seus pais só concordavam em um fato: preferiam que ele estivesse morto. Poucas vezes vi alguém tão só no mundo. Se era mesmo um monstro – era um bem desamparado.

É difícil ter compaixão, eu sei. Mas há algo na história destes dois que pode nos ajudar a ampliar nosso olhar. A mulher que violou o filho havia sido estuprada pelo próprio pai, aos 7 anos. E, depois da violência, foi retirada de casa e passou a vida trabalhando como doméstica na casa de estranhos. O adolescente que abusou da meia-irmã fora violado aos 2 anos. No caso dele, o mesmo pai que o chamava de monstro havia abusado dele quando era pouco mais que um bebê. E nunca foi punido por isso. Este pai era um pedófilo que teve de deixar a vizinhança porque dava balas a garotinhas para masturbá-lo. Quando o pai saiu de casa, a mãe culpou o filho e o enviou para a casa da avó.

Os dois abusadores que acabamos de odiar, portanto, teriam nossa compaixão se voltássemos alguns anos no tempo. Se voltássemos à época em que eram crianças chorando depois de terem sido arrebentadas pelos respectivos pais. A monstra seria uma garotinha estuprada e, depois, jogada na casa de estranhos para trilhar uma vida de trabalho doméstico infantil. O monstro seria um bebê violado também pelo pai e depois punido pela violência sofrida ao ser separado da mãe.

Quando nos dispusemos a enxergar além da primeira camada, os sentimentos fáceis desaparecem. E começam os conflitos. Acredito que são os conflitos que nos levam além.

Os pesquisadores do tema discordam sobre a relevância da repetição no quadro do abuso sexual. Alguns dizem que é um traço frequente, outros que nem tanto. Nos casos que investiguei, como repórter, foi marcante. Não significa que todas as crianças abusadas, ao crescer, serão abusadoras se não tiverem ajuda. Cada pessoa vai elaborar a violência que sofreu – diferente para cada uma em seu significado e suas circunstâncias – de maneira única.

É possível afirmar que, na história de uma parcela dos abusadores, há histórico de abuso sexual na infância. Um dos pesquisadores que me ajudava na reportagem cuidava de um caso que fora confirmado em pelo menos quatro gerações: o bisavô, o avô, o pai e agora o filho, todos tinham sido violados e violaram sua respectiva prole. Neste caso, sempre meninos. A esperança do psicólogo era conseguir quebrar esta linhagem de repetição com responsabilização e tratamento.

Outro traço comum e igualmente terrível é a trajetória das mães das meninas violadas. Parte delas também sofreu abuso na infância. Sem nunca ter recebido assistência, ao eleger um companheiro, escolhe inconscientemente um abusador. E, claro, não consegue proteger suas filhas. Estas mães são responsáveis pelo que acontece em suas casas. Não há dúvida sobre isso. Mas são más? Também elas são monstruosas e merecem nosso escárnio?

Lembro de duas mulheres – mãe e filha. Quando as entrevistei, a mãe tinha 37 anos. Havia sido violada pelo pai aos 9 anos. Era uma mulher simples, muito tímida. Ela contou: “Quando eu tinha 12 anos, senti uma coisa mexendo na minha barriga. Achei que era lombriga. Mas era um bebê do meu pai”. Mais tarde, ela se casou. Teve esta filha. E quando a menina completou 9 anos, o pai abusou dela. Quando as encontrei, a garota também tinha uma filha do próprio pai. Viviam todos na mesma casa. Já tinham pedido ajuda ao conselho tutelar e à polícia, mas até aquele momento nenhuma das instituições parecia saber o que fazer com o caso.

Nada é fácil neste tema. O que parece claro é que só há chance para todos se houver uma quebra do silêncio que costuma cercar estes crimes, especialmente quando acontece entre as quatro paredes do lar – ou entre os muros da Igreja Católica e de outras instituições. Em casos de violência contra crianças, os adultos precisam responder pelos seus atos – ou por ter encoberto a violência de terceiros. Mas é preciso mais do que interromper e punir: é necessário amparar e ajudar vítimas e algozes a elaborar os atos que sofreram ou os que cometeram, com tratamento e de todas as maneiras possíveis. Ou tudo poderá se repetir, num ciclo interminável de sofrimento.

Para quem estiver disposto a olhar para a face do abusador e nela reconhecer um homem – e não um monstro – recomendo um filme excepcional. Com uma interpretação magistral de Kevin Bacon, O lenhador (The Woodsman, 2004) é um filme delicado e corajoso, fácil de achar em qualquer locadora. Seu mérito é não reduzir a vida a uma batalha entre monstros e homens. Ao acompanharmos a trajetória do personagem principal, compreendemos que o pior monstro é o homem que o habita. A ele e a todos nós, de diversas maneiras.

O papa e sua igreja – sempre mais humanos e terrenos do que os fiéis e eles mesmos gostariam – vivem um momento delicado. Penso que, para além das obrigações legais e éticas de qualquer cidadão, o que faltou aos representantes do clero que sabiam o que acontecia e nada fizeram foi um dos pilares do cristianismo: compaixão. Pelas vítimas. E também pelo pedófilo. Acredito que o padre Lawrence Murphy e todos os seus colegas que cometeram o mesmo crime mereciam a compaixão de serem impedidos, também pela sua igreja, de continuar violando crianças.

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* Difamação contra o Papa e a Igreja Católica está infestada de ideologia, adverte diretor de jornal italiano.

sexta-feira, abril 16th, 2010
Giuliano Ferrara, diretor do jornal italiano Il Foglio

Impressionante compreensão do mistério da Igreja feita pelo Giuliano.

Sua colocação não quer afirmar que a Igreja está fora do mundo, mas que não é justo julgá-la com critérios APENAS HUMANOS desconhecendo sua identidade e cobrando reações imediatas e instantâneas como outras entidades.

Isso não deve torná-la uma excessão dentro da sociedade a quem ela serve mas revela suas características únicas.
 

Claro que isso não é justificativa para os erros efetivamente confirmados nem desculpa para os erros que devem ser rigorosamente apurados

***

O diretor agnóstico do jornal italiano IL Foglio, Giuliano Ferrara, assinalou em um recente editorial que a campanha difamatória contra o Papa e a Igreja Católica está infestada de uma ideologia secular que não entende e nem quer entender sua dimensão transcendente.

Depois de explicar que a Igreja não é “uma república moderna, fundada na lei estatal, na ação penal (ou) no controle repressivo dos delitos”, Ferrara explica que a Igreja Católica “ocupa-se do pecado, que é algo mais complexo que o delito, que não lhe permite classificá-lo da mesma forma, que tem um aspecto de juízo individual, caso por caso, distinto do igual, do homólogo procedimento padrão da lei”.

“Seus habitantes são almas, não cidadãos”, comenta antes de afirmar que a Igreja tampouco pode ser considera como “uma sociedade aberta”.

Logo depois de indicar que o direito canônico tem relação com o profundo, “ingressa nas consciências e se refere à área divina do humano”, Ferrara assegura que este tipo de lei da Igreja, especialmente em relação aos sacerdotes “administra o ministério sacramental que necessariamente transcende as regras ordinárias com as que se tratam os delitos nas cortes civis, cuja autoridade a Igreja reconhece”.

“Se este dado não for entendido nem reconhecido, com um espírito secular e tolerante, então as acusações contra a Igreja se convertem em intolerância ideológica”, adverte.

Para o diretor do Il Foglio, o Santo Padre não tem problema em reconhecer “serenamente” sua responsabilidade, e a das autoridades da Igreja ao proporcionar um “trato misericordioso e precavido… às complexas psicopatologias relacionadas à sexualidade homossexual e pedofílica” de alguns membros do clero.

Contudo, ressalta Ferra,  ” Bento XVI precisa ser reconhecido por ter gerado uma nova sensibilidade sobre este tema complexo e delicado, assim como por ter feito tudo o que está ao seu alcance para exercer uma responsabilidade pastoral e também canônica muito rigorosa “.


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* Ex-prefeito judeu de Nova Iorque: Ataque à Igreja e ao Papa são manifestação anti-católica dos meios.

quinta-feira, abril 15th, 2010
Ed Kock, ex-prefeito de Nova Iorque

Ed Kock é um judeu que foi prefeito de Nova Iorque, Estados Unidos, entre 1978 e 1989.

Ele escreveu um artigo no jornal israelense Jerusalem Post no qual assinala: “acredito que os contínuos ataques dos meios à Igreja Católica e a Bento XVI se converteram em manifestações de anti-catolicismo e que a cadeia de artigos sobre os mesmos eventos não têm já a intenção de informar mas sim de ‘castigar’”.

Em seu artigo sobre a campanha difamatória empreendida por diversos meios para apresentar o Santo Padre como “encobridor” de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero, Koch comenta que este tipo de crimes são uma coisa “horrenda” e sublinha como o Papa “em várias ocasiões, em nome da Igreja, admitiu as culpas e pediu perdão”.

Para o ex-prefeito de Nova Iorque “muitos dos que nos meios atacam a Igreja e o Papa hoje o fazem evidentemente com prazer, e em qualquer caso com malícia”.

Isto acontece, em opinião de Ed Kock, porque “existem muitos nos meios, inclusive entre os católicos assim como entre outras pessoas, que objetam ou se irritam pela posição da Igreja que é contrária a todo aborto e ao matrimônio  entre pessoas do mesmo sexo, favorece a manutenção da regra do celibato para os sacerdotes assim como a exclusão das mulheres no sacerdócio. É contrária às medidas de controle da natalidade, ao uso libertino dos preservativos e fármacos (anticoncepcionais), assim como contrária ao divórcio civil”.

Embora ele mesmo poderia não estar de acordo com estas posições, explica Koch, considera que a Igreja Católica tem “o direito de exigir a seus próprios fiéis o cumprimento de todas as suas obrigações religiosas e o direito de sustentar-se no que (Ela) crê”.

Para o ex-prefeito a Igreja Católica é “uma força positiva no mundo” e que a importância de milhões de católicos é importante para a paz e a prosperidade.

Finalmente Ed Kock reitera que “os atos cometidos por membros do clero católico são atos terríveis” e adverte citando o Evangelho de São João: “quem de vós esteja livre de pecado, que atire a primeira pedra”.

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* Ataques ao Papa continuam. Veja outdoor em Malta.

sábado, abril 10th, 2010

Imagem do papa é pichada – fazendo alusão a Hitler e à pedofilia – em outdoor que anuncia sua visita a Malta.

Destroços do avião que levava o presidente polonês, Lech  Kaczynski, e outras 95 pessoas, e que caiu neste sábado - Foto: AFP

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Destroços do avião que levava o presidente polonês, Lech Kaczynski, e outras 95 pessoas, e que caiu neste sábado

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* Escândalo de pedofilia…na natação dos Estados Unidos.

sábado, abril 10th, 2010

  Foto: Getty Images
Denúncias envolvem 36 treinadores americanos de natação.

Uma grave denúncia de pedofilia surgiu nesta sexta-feira nos Estados Unidos. De acordo com a ABC News, a USA Swimming, entidade que governa a natação americana, baniu do esporte 36 técnicos que tiveram “conduta sexual imprópria” em relação a nadadores adolescentes durante os últimos dez anos. As acusações do canal são de que os treinadores teriam molestado e gravado secretamente cenas sexuais com seus pupilos.

A reportagem chega mesmo a citar nomes. Um deles é Andrew King, 62 anos, acusado de ter abusado de pelo menos uma dúzia de garotas nas últimas décadas, em vários Estados americanos. Outro nome é Brian Hindson, de Indiana, condenado a 33 anos de prisão por ter filmado várias garotas em uma “sala de banho especial”.

De acordo com o site Huffington Post, a USA Swimming, que controla também a equipe olímpica de natação dos Estados Unidos, vem sofrendo sérias críticas por não avaliar com o devido cuidado a personalidade de seus potenciais treinadores. Em resposta, a entidade afirmou que checa apenas a ficha criminal dos futuros técnicos.

No Brasil, o caso mais famoso de pedofilia no esporte foi o da nadadora Joanna Maranhão, que denunciou seu ex-treinador Eugênio Miranda por ter sido abusada sexualmente aos nove anos de idade. Porém, a atleta só fez a denúncia aos 20 anos, quando o suposto crime já estava prescrito.

No fim de 2009, o Senado aprovou lei que ficou conhecida como “Lei Joanna Maranhão”, que propôs que o prazo para a denúncia de pedofilia passe a correr a partir do dia em que vítima completar 18 anos, a não ser que já se tenha sido proposta a ação penal.

Fonte: Terra

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* Bispo de Penedo divulga segunda nota sobre o caso dos padres acusados de pedofilia em Arapiraca.

sexta-feira, abril 9th, 2010

diocesepenedo“Sentimos ainda mais dilacerante e urgente o apelo por justiça e por reparação, caso seja confirmada a acusação de abuso ou constrangimento sexual contra menores pelos padres citados. Se há jovens vítimas, a Igreja se posiciona incondicionalmente ao lado deles”.

A afirmação é do bispo da diocese de Penedo, no estado de Alagoas, dom Valério Breda, em nota emitida na terça-feira, 6, sobre os casos de pedofilia envolvendo padres de Arapiraca. As denúncias vieram a público no dia 11 de março.

Na nota, o bispo torna públicas as providências tomadas que incluem o afastamento dos padres do exercício de seu ministério.

Dom Valério reiterou sua “irrestrita e veemente reprovação” a toda conduta “escandalosa e possivelmente criminosa” dos padres envolvidos. No dia 14 de março, o bispo já havia emitido uma nota sobre o caso.

Leia, abaixo, a nota, que é dirigida ao povo da diocese de Penedo.


Segunda nota da diocese de Penedo ao Povo de Deus com relação aos padres acusados de abusos contra terceiros

A celebração da Semana Santa, com suas Liturgias enriquecidas pela fé e pelas belas tradições populares, alcançou especial culminância na Páscoa do Senhor Jesus, celebrada em nossas Paróquias com extraordinário fervor e participação do povo fiel.

Mesmo ainda abalados pelos fatos aberrantes que, como vendaval, sacudiram nossa Diocese, os fiéis católicos e muitos Irmãos evangélicos empreenderam o caminho seguro da penitência e da oração, que só poderá trazer paz e justiça a todos. Com sentimento de grande admiração, agradecemos a atitude magnífica do povo de Deus, que põe sua confiança e sua esperança no sacrifício expiatório da Paixão do Senhor.

Após vinte e quatro dias da primeira NOTA DA DIOCESE DE PENEDO, os desdobramentos que se seguiram pedem que o Bispo Diocesano venha a público para justa e necessária informação ao Povo de Deus e aos meios de comunicação, oferecendo o oficial posicionamento da Diocese, frente aos sinais aviltantes que escarnecem a imagem de nossa Igreja.

Por isso, o BISPO DIOCESANO vem a público para dar justa e necessária informação a todos os fiéis.

  1. A princípio, cabe o esclarecimento de que somente com a veiculação do programa televisivo “Conexão Repórter”, da Emissora SBT, em 11 de março de 2010, apresentando denúncias e identificando os envolvidos, foi que a Diocese tomou conhecimento daqueles fatos.
  2. Reiteramos nossa irrestrita e veemente reprovação de toda conduta escandalosa e possivelmente criminosa do MONS. LUIZ MARQUES BARBOSA, e pela parte que individualmente couber aos demais acusados, do MONS. RAIMUNDO GOMES NASCIMENTO e do PADRE EDILSON DUARTE, do Clero desta Diocese, supostamente envolvidos em atos de abuso ou constrangimento sexual contra terceiros, dentre eles possivelmente menores. Entristece-nos e humilha-nos pensar na situação dramática das possíveis vítimas e da Igreja escarnecida e vilipendiada a causa do comportamento imoral de quem deveria ser mestre de fé e de conduta ilibada. A reportagem televisiva veiculada no mundo inteiro expôs à pública execração o pecado revoltante, que clama por justiça e por inadiável e radical purificação e conversão.
  3. Sentimos ainda mais dilacerante e urgente o apelo por justiça e por reparação, caso seja confirmada a acusação de abuso ou constrangimento sexual contra menores pelos padres citados. Se há jovens vítimas, a Igreja se posiciona incondicionalmente ao lado deles.
  4. Levamos ao público conhecimento que todas as providências previstas no Código de Direito Canônico, estão energicamente sendo tomadas no que se refere a aplicação das penas cabíveis à real condição de cada um dos acusados, a saber:
  5. Com relação ao Monsenhor Luiz Marques Barbosa:
  • Dia 13 de março de 2010: Abertura de Investigação Prévia do Processo Administrativo Penal, de Nº 03/2010;
  • Dia 15 de março de 2010: Nomeação dos Revmos. Padres Daniel do Nascimento Santos e Menete Severiano de Melo Júnior como instrutores e investigadores canônicos;
  • Dia 20 de março de 2010: Notificação da Citação ao referido padre e Afastamento do Ministério Sagrado.
  • Dia 22 de março de 2010: Após a Repreensão Canônica foi imposta a Suspensão Total das Ordens Sagradas, conforme o cân. 1333 § 1;
  • Monsenhor Luiz Marques Barbosa encontra-se em tempo hábil para elaboração de sua ampla defesa.
  1. Com relação ao Monsenhor Raimundo Gomes Nascimento:
  • Dia 13 de março de 2010: Abertura de Investigação Prévia do Processo Administrativo Penal, de Nº 01/2010;
  • Dia 15 de março de 2010: Nomeação dos Rev.mos Padres Daniel do Nascimento Santos e Menete Severiano de Melo Júnior como instrutores e investigadores canônicos;
  • Dia 17 de março de 2010: Notificação da Citação ao referido padre e Afastamento do Ministério Sagrado.
  • Monsenhor Raimundo Gomes Nascimento encontra-se em tempo hábil para elaboração de sua ampla defesa.
  1. Com relação ao Pe. Edilson Duarte:
  • Dia 13 de março de 2010: Abertura de Investigação Prévia do Processo Administrativo Penal, de Nº 02/2010;
  • Dia 15 de março de 2010: Nomeação dos Rev.mos Padres Daniel do Nascimento Santos e Menete Severiano de Melo Júnior como instrutores e investigadores canônicos;
  • Dia 17 de março de 2010: Notificação da Citação ao referido padre e Afastamento do Ministério Sagrado.
  • Dia 31 de março de 2010: Notificação da Repreensão Canônica Pública por ter o referido padre pronunciado declarações inverídicas e infamantes contra o Bispo Diocesano, os Padres e Fiéis, veiculadas em áudio, por meio de órgão de imprensa alagoana, no dia 29 de março de 2010.
  • Pe. Edilson Duarte encontra-se em tempo hábil para elaboração de sua ampla defesa.
  1. Com relação ao Pe. Enaldo da Mota, informamos:
  • No dia 16 de março de 2010, em virtude de rumores que desabonavam a conduta moral do padre, surgidos na cidade de Arapiraca, o Bispo Diocesano o afastou como medida prudencial do Ministério Sagrado e de qualquer outro Ofício ou Encargo Eclesiástico, impondo-lhe residir numa Comunidade Terapêutica.
  • Dia 24 de março de 2010: Após reportagem veiculada pelo programa televiso “Conexão Repórter”, da Emissora SBT, no dia 18 de março de 2010, contendo acusações, supostamente envolvendo o referido padre em atos (ainda não provados) de abuso ou constrangimento sexual contra terceiros, alguns dos quais, possivelmente, menores de idade, o Bispo Diocesano, além do Afastamento do Ministério Sagrado, determinou Abertura do Processo Administrativo Penal em desfavor do Pe. Enaldo da Mota.
  1. Reiteramos o nosso irrestrito compromisso em contribuir eficazmente e favorecer o inquérito policial, instaurado para averiguar a veracidade das denúncias formuladas pelas supostas vítimas, ao tempo em que nos colocamos a total dispor das Autoridades de polícia e da justiça para tudo o que se fizer necessário.

Diante dos escândalos que ferem e desagregam a Grei do Senhor, confiamos na Divina Misericórdia, que nos guie no caminho da penitência e oração e nos conceda o dom da purificação e da conversão, condições indispensáveis para continuar nossa caminhada de Fidelidade a Jesus Ressuscitado.

Dom Valério Breda
Bispo Diocesano de Penedo
Penedo, 06 de abril de 2010

Fonte: CNBB

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* Dom Cristiano Krapf: adversários da Igreja tentam culpar o Papa por escândalos causados por padres.

sexta-feira, abril 9th, 2010

O Papa disse no dia da sua eleição, e repetiu agora ao clero de Roma:O meu programa de Governo é de estar, com toda a Igreja, à escuta da palavra e da vontade do Senhor e deixar-me guiar por Ele, de modo que seja Ele a guiar a Igreja nesta hora da história. (Bento XVI)  Quem o conhece sabe que se dedica por inteiro à sua missão de colocar a Igreja a serviço de um mundo melhor.

Bom programa para bispos: Colocar-se, com o clero e com a diocese toda, à escuta da palavra e da vontade do Senhor e deixar-se conduzir por Ele, de modo que seja Ele a guiar a diocese.

Bom programa para párocos: Colocar-se com todos os paroquianos à escuta da palavra e da vontade do Senhor e deixar-se conduzir por Ele, de modo que seja Ele a guiar a paróquia.

Quanto ao Papa, não há dúvida que vive inteiramente dedicado à sua missão de confirmar os irmãos na fé. Nas suas pregações se pode ver o cuidado que dedica ao estudo e à meditação da palavra de Deus. Será que se pode dizer o mesmo de todos os bispos e de todos os padres?

A corrupção do melhor o transforma no pior. Diante da grandeza da missão que Deus confiou aos padres, não posso deixar de falar sobre os escândalos causados por alguns e muito divulgados na imprensa e explorados pelos adversários.

Os escândalos mais propagados para desacreditar a mensagem da Igreja se referem a pecados contra o sexto mandamento: Não cometer adultério. Esse mandamento incomoda muita gente. Muitos falam e agem como se nada fosse pecado.

Propagam o libera geral, apoiados na camisinha que diminui o risco de consequências indesejadas. Mas as mesmas pessoas que dizem que tudo é permitido manifestam a sua indignação diante de qualquer deslize cometido por um padre. Por um lado, isso é bom sinal: No íntimo, ainda reconhecem que práticas sexuais fora do casamento são pecado, e que o sexto mandamento continua valendo para todos. Por outro lado, é sinal de hipocrisia, como daquele homem casado que ficou escandalizado ao ver um padre num motel, mas não achou errada sua própria presença naquele lugar.

No mundo moderno, a lei civil da maioria dos países não leva em conta o sexto mandamento, a não ser quando se trata de práticas de pedofilia, de abusos contra crianças. Tais abusos devem ser castigados com todo rigor para evitar que se repitam. Mas só pode haver condenação depois de uma investigação cuidadosa, e sigilosa na medida do possível. Seria necessário também um grande esforço de educação para a castidade dos adolescentes,  e para a responsabilidade dos jovens, em vez de uma “educação sexual” com distribuição de camisinhas para menores.

Pesquisas na Alemanha indicam que a porcentagem de padres envolvidos em casos de pedofilia não é maior que nos outros setores que trabalham com crianças. Mas os adversários do celibato aproveitam a divulgação dos escândalos para culpar a Igreja pelos desvios de padres que não conseguem ser fiéis ao compromisso de dedicação total.

Quem acha que o problema maior do celibato seja ficar sem os prazeres do sexo, nada entendeu do assunto. O sacrifício maior é ficar sem um grande amor, passar a vida sem esposa e filhos. Quem não entende o sentido do celibato, também não aceita a exigência de fidelidade para casados e castidade para solteiros, e diz que a virgindade não vale nada.  O celibato só faz sentido no contexto de uma entrega radical: Deixar tudo para seguir Jesus. O problema é que sempre nos persegue a tentação de retomar alguma coisa para nós.

Falando em castidade vou ser chamado de careta. Na Alemanha, na década de oitenta, uma editora famosa publicou um livro com a proposta de permitir atos de pedofilia, e um partido apresentou um pedido para descriminalizar o sexo com crianças. Hoje muitos querem descriminalizar o aborto, outro pecado muito grave. Naquele tempo, a moral sexual da Igreja era chamada de obstáculo repressivo contra a emancipação da sexualidade infantil. Hoje são publicados textos de “educação” sexual sem nenhuma conotação de formação moral.

Casos de pedofilia são noticiados quase todo dia em jornais locais. Quando é com padre, a notícia corre pelo mundo inteiro. É notícia, porque é coisa mais rara e espantosa que um padre se afaste tanto de sua missão de educador na fé que passe a fazer estragos na Igreja e no mundo.

Haverá escândalos, mas ai daquele … que escandalizar um só destes pequeninos. (Lc 17, 1-2)  São as palavras mais pesadas de Jesus.  Inimigos da Igreja fazem aumentar os escândalos, espalhando as notícias sobre pecados de padres. Aparecem algumas coincidências estranhas:

  • A maioria das denúncias se refere a casos de práticas homossexuais com menores em décadas passadas.
  • As acusações passaram a envolver bispos que não teriam usado do devido rigor para tirar tais padres pecadores da circulação.
  • Com esse argumento, denunciantes e advogados conseguiram indenizações pesadas das dioceses, primeiro nos Estados Unidos, depois na Irlanda, agora na Alemanha.
  • No Brasil apareceu um caso especialmente escandaloso em Alagoas que fez a cidade de Arapiraca ficar “famosa” no mundo inteiro. Um filminho mostra um monsenhor em práticas homossexuais com um jovem. O cenário foi armado em combinação com outro jovem. Os dois conseguiram extorquir dinheiro com a promessa de guardar segredo. Agora vendem o filminho e denunciam dois monsenhores por crimes de pedofilia, dizendo que os abusos começaram quando ainda eram menores. Em alguns países da Europa, onde os bispos têm o título de monsenhor, a notícia apareceu como se os dois pecadores fossem bispos.
  • Adversários tentam atingir e desmoralizar os bispos e o Papa. Uma grande revista alemã fez uma reportagem com este título: Irmão do Papa envolvido com pedofilia quando era dirigente de um coral de meninos. Lendo o texto se vê que o “crime” dele foi outro, uma bofetada num menino que perturbava um ensaio do coral.
  • Descobriram que no tempo que o Papa foi arcebispo de Munique, um padre pedófilo foi acolhido para tratamento psiquiátrico e não melhorou.
  • Acusam o Papa que no seu tempo de responsável pela doutrina da fé não impediu casos de pedofilia na Igreja. Como podia controlar a vida pessoal dos 400 000 padres espalhados pelo mundo inteiro? Fez o possível para tratar as denúncias com o devido cuidado, aconselhando que os denunciantes recorressem à justiça civil.

Adversários do Papa fazem de tudo para desgastar a sua autoridade. Trazem notícias distorcidas sobre casos de quatro décadas atrás, para acusá-lo de falta de firmeza diante de novas denúncias sobre antigos abusos.

Para ver a hostilidade de muitos contra o Papa, basta conferir o que diz uma revista que pede a sua renúncia: Com sua autoridade desgastada, por que é que o Papa permanece no cargo?

A situação se complica dentro da Igreja, porque muitos católicos não conhecem os documentos da Igreja e os ensinamentos do Papa. Não ouvem seus discursos e não lêem seus escritos. Conhecem apenas as críticas dos descontentes e os argumentos deles contra exigências da Igreja.

A solução para a crise na Igreja e no mundo não está na diminuição das exigências morais e do ideal de santidade para padres e leigos, mas no aumento da disponibilidade de cada um para fazer a vontade de Deus.

Muitos falam da importância de construir a unidade dos cristãos.Para cuidar da unidade das igrejas, precisamos cuidar primeiro da unidade na Igreja. Tal unidade não se faz sem o Papa, muito menos contra o sucessor de Pedro que foi chamado pelo Senhor para ser o eixo de unidade.  Como é que uma igreja desunida vai cuidar da unidade das igrejas? Não é possível construir a unidade da Igreja em torno das teorias de teólogos como Küng e Boff e de exegetas que esvaziam o valor histórico dos evangelhos.

Está na hora de unir o povo católico sob a direção do Papa.  Todos na mesma atitude do Papa que procura conhecer e seguir a palavra e a vontade do Senhor e deixar-se guiar por Ele. Na fé católica, a vontade de Deus se manifesta também nas orientações do Papa que foi colocado por Deus para dirigir a sua Igreja nestes tempos de confusão.

Nosso Papa segue o conselho de Paulo a Timóteo. Anuncia o Evangelho ao mundo de hoje, sem perguntar se agrada ou desagrada. É o que tento fazer também.

+ Cristiano Krapf

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