Posts Tagged ‘Escândalo’

* Irmão do Papa não sabia de abusos no Coro de Regensburg.

segunda-feira, março 8th, 2010

O irmão do Papa, o bispo Georg Ratzinger, afirmou em uma entrevista concedida a um jornal italiano que nunca soube dos abusos sexuais cometidos no coro de Regensburg, que ele dirigiu durante cerca de 30 anos, entre 1964 e 1994.

“Nunca soube de nada. Repito o que disse e expliquei várias vezes nestas últimas horas: os fatos dos quais falo remontam a 50 ou 60 anos atrás, aos anos 50. Trata-se de uma outra geração, diferente da dos meus anos” na direção do Coro de Regensburg (Baviera), assegura o irmão de Bento XVI, ao jornal Repubblica.
Na última edição da revista alemã Der Spiegel, o diretor e compositor Franz Wittenbrink, ex-aluno do coro do internato de Regensburg até 1967, afirmou que vários alunos foram submetidos a abusos sexuais por um antigo diretor do estabelecimento.

“Todos sabiam disso” e “não pude explicar porque o irmão do Papa, Georg Ratzinger, que era o diretor do coro desde 1964, não podia saber”, afirmou Wittenbrink ao Spiegel.
“É também uma geração diferente da que dirige a fundação e o coro atualmente”, acrescentou Monsenhor Ratzinger.

Perguntado sobre as consequências destes casos, o bispo se disse preocupado com uma “certa animosidade em relação à Igreja”, e com sentimentos de “rancor e de hostilidade”.
“Me parece que há a intenção manifesta de se falar contra Igreja por trás dessas afirmações”, acrescentou o Monsenhor Ratzinger na entrevista, sobre a série de revelações feitas à imprensa alemã nas últimas semanas.

Na entrevista, ele se disse “preparado para depor” em tribunais caso a justiça considere necessário, ressaltando que não pode fornecer informações porque nunca soube de casos de abusos.
De acordo com o jornal La Repubblica e outros meios de comunicação, o bispo teria conversado sobre o assunto com seu irmão, o papa Bento XVI durante uma visita recente a Roma.

Fonte: G1.com.br

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* Escândalos na Alemanha e Itália são maximizados pela Mídia. Porque será?

sábado, março 6th, 2010

Ângelo Balducci, uma espécie de assistente de elite para o papa quando recebe visitas importantes, foi flagrado em gravações feitas pela polícia italiana dando instruções a um interlocutor sobre detalhes físicos de homens que gostaria que fossem levados a ele.

Segundo a imprensa italiana, o interlocutor era Thomas Ehiem, 29 anos, integrante do famoso coral do Vaticano, que também foi afastado.

A polícia italiana havia grampeado o telefone de Balducci durante uma investigação de corrupção separada e não relacionada ao Vaticano.

Um representante do Vaticano disse que o Bento 16 está ciente do escândalo.

A transcrição das gravações sugere que Ehiem procurou pelo menos dez homens para Balducci, entre eles, modelos e um jogador de rúgbi.

Thomas Ehiem seria integrante do coro que se apresentou para o papa Bento 16 em uma apresentação de Natal.

Entre as atribuições de Balducci estavam a de ciceronear chefes de Estado e carregar o caixão em funerais papais.

Fonte: Agências Internacionais

***

A Midia preconceituosa quer fazer chegar ao papa os escândalos.

A manchete do jornal Folha de São Paulo diz: ” Escândalo de abusos sexuais em coro do irmão do Papa sacode a Igreja” em sua versão na internet, se referindo ao caso de pedofilia na  Alemanha e outros órgãos de imprensa afirmam “prostituição gay” na noticia citada acima.

São duas noticias que envolvem a Igreja. Uma acontecida no Vaticano e outra mais antiga que veio à tona na Alemanha.

No que diz respeito a noticia postada acima, não se pode responsabilizar a Igreja por comportamentos inadequados vindo de  funcionários da estrutura de apoio administrativo do estado do Vaticano.

Alguns jornais falam em “assessor” do Papa, quando na verdade se trata de funcionário do Estado do Vaticano.

Se sabe que o Vaticano tem funcionários contratados que trabalham em funções administrativas dentro do Estado.

Poderia ser um assessor, mas não sendo, é MENTIRA DIZER QUE É.

Na Itália, por exemplo, temos um irmão nosso na fé que mora em Roma e trabalha no museu do vaticano, como funcionário. Ele é leigo.

O Vaticano tomou as medidas cabíveis demitindo os funcionários envolvidos no escândalo.

Penso no Papa e em seu sofrimento por situações como essas e outras – como o recente escândalo na Alemanha e Holanda -, além dos já conhecidos na Irlanda e Estados Unidos.

Oremos por ele e pela Igreja.

Para Complementar :

O Jornal da Globo de ontem, Sexta, noticiou os casos de pedofilia em Regensburg e o escândalo envolvendo um funcionário público italiano e um jovem nigeriano ( Noticia publicada acima )

Notícias que, via de regra, já despertam algum interesse. Mas se há algo que pode torná-las ainda mais apelativas, sobretudo numa “chamada”, é associá-las ao Vaticano – e o que teria ainda maior impacto – relacioná-las ao Papa. Foi o que fez o Jornal da Globo.

Pouco profissionalismo e muita má-fé.

O funcionário público, Angelo Balducci, está sendo investigado por corrupção. Como objeto de investigações, suas ligações telefônicas vinham sendo monitoradas; numa delas descobriu-se que Balducci usava os serviços de um nigeriano, Thomas Ehiem, para agendar encontros sexuais com jovens rapazes.

Balducci é “gentiluomo” do Papa – uma função cerimonial – e consultor de uma Congregação da Cúria e Thomas Ehiem é um leigo que canta num coral do Vaticano. As estripulias sexuais do funcionário público acusado de corrupção e a cafetagem do corista serviram como mero antepasto para a o prato principal: pedofilia na Alemanha.

O caso de Regensburg é ainda mais escabroso, pois querem envolver indiretamente o próprio Papa no imbróglio.

Um caso de pedofilia (acontecido em 1958) e outro ainda não provado (do início dos sessenta) dizem respeito ao coro da catedral, do qual Georg Ratzinger, irmão do Sumo Pontífice, foi diretor (Domkapellmeister) de 1964 a 1993.

Se o primeiro sequer aconteceu no tempo em que o coro era dirigido pelo irmão do Papa, o segundo teria ocorrido no alojamento dos rapazes.

Ocorre que, na estrutura do coral, o diretor musical não tem relação com o alojamento, o qual tem seu diretor próprio. Um terceiro caso envolve um antigo diretor de alojamento que cometeu abusos dez anos depois de ter abandonado seu cargo no coral.

Repito: incompetência ou má-fé.

Fonte: Oblatvs
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* Veja resumo das intervenções do Papa sobre abusos sexuais por sacerdotes.

domingo, fevereiro 28th, 2010
Diante dos abusos sexuais de sacerdotes, Bento XVI elaborou em seu pontificado um magistério de ensinamentos que se baseiam em três princípios: ajuda às vítimas, restabelecimento da verdade e da justiça e posta em marcha de todos os meios para que algo assim não volte a se repetir.

O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, na coletiva de imprensa concedida ao concluir a reunião sobre este tema entre os 24 bispos da Irlanda e o Papa, explicou que é possível compreender sua atitude diante destes escândalos voltando a ler as intervenções que o pontífice pronunciou sobre o assunto.

Em total, foram sete e nelas se referiu em particular a casos surgidos na Irlanda, Estados Unidos e Austrália.

O Papa já havia enfrentado a questão dos escândalos na Irlanda no dia 28 e outubro de 2006, ao receber os bispos desse país por ocasião da sua visita ad limina apostolorum.

“As feridas causadas por tais atos são profundas e é urgente a tarefa de reconstruir a confidência e a confiança, onde elas foram prejudicadas. Nos vossos esforços permanentes em vista de resolver eficazmente este problema, é importante estabelecer a verdade a respeito daquilo que aconteceu no passado, dar todos os passos que forem necessários para impedir que ele volte a ocorrer, assegurar que os princípios da justiça sejam plenamente respeitados e, sobretudo, dar alívio às vítimas e a todas as pessoas que foram atingidas por estes crimes hediondos.”

No dia 15 de abril de 2008, em resposta a uma pergunta do jornalista John Allen, no voo aos Estados Unidos, o Papa confessou sua própria consternação diante destes fatos: “Quando leio as histórias dessas vítimas, para mim é difícil compreender como foi possível que os sacerdotes tenham traído dessa forma sua missão de dar o amor de Deus a essas crianças. Isso me dá vergonha e faremos todo o possível para garantir que isso não volte a acontecer no futuro”.

“Penso que deveríamos agir a três níveis: o primeiro é o da justiça e o político. Neste momento não desejo falar da homossexualidade: este é outro problema. Excluiremos rigorosamente os pedófilos do ministério sagrado: é absolutamente incompatível e quem é realmente culpado de ser pedófilo não pode ser sacerdote. Eis, a este primeiro nível podemos fazer justiça e ajudar as vítimas, que estão profundamente provadas. E estes são os dois aspectos da justiça: um é que os pedófilos não podem ser sacerdotes e o outro é ajudar as vítimas de todas as formas possíveis.”

“Depois, há o nível pastoral – prosseguiu. As vítimas terão necessidade de se curar, de ajuda, assistência e reconciliação. Este é um grande compromisso pastoral e sei que os bispos e os sacerdotes e todos os católicos nos Estados Unidos farão o possível para ajudar, assistir, curar. Fizemos inspeções nos seminários e faremos o que é possível para que os seminaristas recebam uma profunda formação espiritual, humana e intelectual. Só pessoas sadias poderão ser admitidas ao sacerdócio e só pessoas com uma profunda vida pessoal em Cristo e que tenham também uma profunda vida sacramental.”

“Sei que os bispos e os reitores dos seminários farão o possível para exercer um discernimento muito, muito severo, pois é mais importante ter bons sacerdotes do que ter muitos. Este é o nosso terceiro ponto, e contamos poder fazer, ter feito e fazer no futuro tudo o que estiver ao nosso alcance para sarar estas feridas”, afirmou.

No dia 16 de abril de 2008, ao celebrar as vésperas com os bispos dos Estados Unidos no santuário nacional da Imaculada Conceição de Washington, o Santo Padre lhes pediu “curar as feridas provocadas por cada violação da confiança, promover a purificação, fomentar a reconciliação e ir amorosamente ao encontro daqueles que foram seriamente ofendidos”.

O Papa reconheceu que às vezes os episcopados enfrentaram este drama “de péssima maneira”, mas recordou que “a esmagadora maioria dos clérigos e dos religiosos na América estão levando a cabo uma obra extraordinária em vista de anunciar a mensagem libertadora do Evangelho aos jovens confiados aos seus cuidados”.

Na homilia da Missa que ele presidiu no dia 17 de abril no Nationals Stadium de Washington, o pontífice pediu a todos os católicos: “Que ameis os vossos sacerdotes e que os confirmeis no excelente trabalho que realizam. E sobretudo rezai, afim de que o Espírito Santo infunda os seus dons na Igreja, as dádivas que levam à conversão, ao perdão e ao crescimento na santidade”.

No voo rumo à Austrália, para celebrar a Jornada Mundial da Juventude, no dia 12 de julho de 2008, na resposta à pergunta do jornalista australiano Auskar Surbaktiel, o pontífice assegurou: “Para a Igreja, é de fundamental importância reconciliar, prevenir, ajudar e também reconhecer as culpas nestes problemas”.

“Temos que esclarecer três dimensões: a primeira é o nosso ensinamento moral. Ele deve ser claro; foi sempre claro desde os primeiros séculos que o sacerdócio é incompatível com este comportamento, porque o presbítero está ao serviço de nosso Senhor, e nosso Senhor é a Santidade em pessoa e sempre nos ensina: a Igreja sempre insistiu sobre isto.”

“Temos que refletir sobre o que foi insuficiente na nossa educação, no nosso ensinamento nas recentes décadas – continuou. Certas coisas são sempre más, e a pedofilia é sempre má. Na nossa educação, nos seminários, na formação permanente dos sacerdotes, temos que ajudar os sacerdotes a permanecer realmente próximos de Cristo, a aprender de Cristo e assim a ser cooperadores e não adversários dos nossos irmãos em humanidade, dos cristãos.”

“Por isso, faremos tudo o que nos for possível para esclarecer qual é o ensinamento da Igreja e contribuir para a educação e a preparação dos sacerdotes, em formação permanente, e faremos tudo o que nos for possível para curar e reconciliar as vítimas – garantiu o Bispo de Roma. Penso que este é o conteúdo fundamental da palavra ‘perdão’. Penso que é melhor, mais importante dar um conteúdo à fórmula, e julgo que o conteúdo deve mostrar o que era insuficiente no nosso comportamento, o que temos que fazer neste momento, como podemos prevenir, curar e reconciliar.”

No dia 19 de julho de 2008, na catedral de Sydney, o Papa recordou que o abuso de menores constitui uma das condenações mais duras de Jesus no Evangelho.

O Bispo de Roma preparou seu encontro com os bispos irlandeses com uma intervenção pública pronunciada no dia 8 de fevereiro passado, diante da assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Família, na qual explicou: “A Igreja, ao longo dos séculos, a exemplo de Cristo, tem promovido a proteção da dignidade e dos direitos das crianças e, de muitas maneiras, tomou conta delas. Infelizmente, em diversos casos, alguns dos seus membros, agindo em contraste com este empenho, têm violado tais direitos: um comportamento que a Igreja não admite e não deixará de lamentar e condenar”.

“As duras palavras de Jesus contra aqueles que escandalizam um desses pequenos (cf. Mc 9,42) levam todos a não concordar que se diminua o nível de tal respeito e amor”, concluiu.

Zenit

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* Raiz das más condutas sexuais na Irlanda está na crise de fé, diz Bento XVI

sexta-feira, fevereiro 19th, 2010

Ao concluir o encontro dos Bispos da Irlanda com o Papa, realizado no Vaticano entre os dias 15 e 16 de fevereiro, para tratar o delicado tema das graves más condutas sexuais de alguns membros do clero nesse país europeu, o Santo Padre ressaltou que um dos fatores que contribuiu a este fenômeno foi a debilitação e a crise de fé.

O comunicado dado a conhecer hoje assinala que “no dia 15 e 16 de fevereiro o Santo Padre se encontrou com os bispos irlandeses e com altos representantes da Cúria Romana para discutir da grave situação surta na Igreja na Irlanda. Juntos examinaram o fracasso durante muitos anos das autoridades da Igreja irlandesa para atalhar eficazmente os casos de abusos sexuais de jovens por parte de sacerdotes e religiosos irlandeses”.

“Todos os presentes reconheceram que essa grave crise desembocou no desmoronamento da confiança na hierarquia eclesiástica e prejudicou seu testemunho do Evangelho e seus ensinos morais”, diz o texto

“A reunião se desenvolveu com um espírito de oração e fraternidade colegial e sua atmosfera, franca e aberta, contribuiu com diretrizes e ajuda aos bispos em seus esforços para enfrentar a situação em suas respectivas dioceses”.

Seguidamente o comunicado assinala que “em 15 de fevereiro, pela manhã, depois de uma breve introdução do Santo Padre, cada um dos bispos irlandeses apresentou suas observações e sugestões. Os bispos falaram com franqueza do sentimento de dor e cólera, de traição, escândalo e vergonha que manifestaram em numerosas ocasiões as pessoas que sofreram abusos. Um sentimento similar de ultraje refletiam também os leigos, sacerdotes e religiosos”.

Ao falar logo depois da participação dos prelados irlandeses se destaca que “os bispos falaram também da ajuda e a dedicação prestada neste momento por milhares de voluntários, leigos e preparados, para garantir a segurança das crianças em todas as atividades da Igreja e sublinharam que, se for indubitável que os enganos de julgamento e as omissões estão à base da crise, na atualidade se tomaram medidas para garantir a segurança dos meninos e jovens”.

“Os bispos recalcaram deste modo seu compromisso na colaboração com as autoridades legais na Irlanda -do Norte e do Sul- e com o The National Board for Safeguarding Children in Catholic Church in Ireland (Conselho Nacional para a Proteção das Crianças na Igreja Católica na Irlanda) para garantir que as normas, atividades e procedimentos da Igreja correspondam às melhores práticas nesta matéria”.

“Por sua parte, o Santo Padre observou que os abusos sexuais de crianças e jovens não são apenas um crime atroz, mas também um pecado grave que ofende a Deus e que fere a dignidade da pessoa criada à sua imagem. Conscientes de que a dolorosa situação atual não resolverá rapidamente, o Papa exortou os bispos a enfrentarem os problemas do passado com determinação e a fazer frente às crises com honradez e valentia”.

Bento XVI também expressou a esperança de que este encontro ajude à unidade dos bispos e a lhes capacitar para que falem com uma só voz na hora de identificar os passos concretos para curar as feridas dos que padeceram abusos, alentando a uma renovação da fé em Cristo e a restaurar a credibilidade espiritual e moral da Igreja”.

“O Santo Padre –diz o comunicado– também se referiu à crise generalizada de fé que afeta à Igreja, que está unida à falta de respeito à pessoa humana e a como o desfalecimento da fé foi um fator que contribuiu de maneira significativa ao fenômeno dos abusos sexuais de menores. Também sublinhou a necessidade de uma reflexão teológica mais profunda sobre toda a questão, e disse que é necessária uma melhor preparação humana, espiritual, acadêmica e pastoral dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa, assim como dos que já foram ordenados e consagrados”.

O texto ressalta logo que “os bispos tiveram a oportunidade de examinar e discutir o rascunho da Carta Pastoral do Santo Padre aos Católicos da Irlanda. Tendo em conta os comentários dos bispos irlandeses, Sua Santidade completará agora a carta, que se publicará durante a Quaresma.

Finalmente o comunicado indica que “as conversações concluíram ao final da manhã da terça-feira, 16 de fevereiro de 2010. Enquanto os bispos retornam às suas dioceses, o Santo Padre pediu que esta Quaresma se viva como um tempo para implorar uma efusão da misericórdia de Deus e dos dons do Espírito Santo de santidade e fortaleza para a Igreja na Irlanda”.

ACI

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* Papa: A Igreja “não deixa e não deixará de deplorar e condenar o comportamento de alguns sacerdotes que violaram os direitos das crianças”

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010


Na abertura da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, o Pontífice lembrou que a Igreja, “ao longo dos séculos”, trabalhou para preservar “a dignidade dos direitos dos menores e, de muitas maneiras, tomou conta deles”.

“Infelizmente, alguns dos seus membros, agindo em contraste com este empenho, violaram tais direitos”, lamentou o líder católico, que anunciou também a divulgação nas próximas semanas de uma carta pastoral a respeito do escândalo sexual em que a Igreja Católica se envolveu na Irlanda.

O caso veio à tona com a publicação de um relatório elaborado pela juíza Yvonne Murphy. O documento contém provas da existência de um esquema por meio do qual sacerdotes e autoridades policiais teriam encoberto casos de pedofilia por mais de 40 anos. Ao todo, 46 padres estão sendo investigados.

No discurso de hoje, o Papa também ressaltou que “sustentar a família e promover o seu verdadeiro bem” é “a melhor maneira de proteger os direitos e as autênticas exigências dos menores”.

“Um ambiente familiar não sereno, a divisão dos pais e, em particular, a separação com o divórcio não deixam de trazer consequências para as crianças”, alertou Bento XVI em seu discurso. Por esse motivo, segundo ele, é preciso preservar a família “fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher”.

O Pontífice enfatizou a necessidade de as crianças “morarem, crescerem e viverem” junto com os pais, uma vez que “as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção da sua personalidade e da sua identidade”.

Bento XVI lembrou ainda a Convenção sobre os Direitos da Criança elaborada pela ONU e “acolhida com favor pela Santa Sé”. O texto “contém enunciados positivos sobre a adoção, os cuidados sanitários, a educação, a violência, o abandono e abusos sexual e do trabalho”, observou.

(ANSA)

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* Ministério protestante de Louvor “Hillsong”, está na mira da lei na Austrália.

sexta-feira, janeiro 22nd, 2010

Referência no louvor contemporâneo para os evangélicos, com repercussão inclusive no meio musical carismático católico,o Ministério de Louvor Hillsong, a mais poderosa da Associação Australiana das Assembléias de Deus, famosa por canções como Shout to the Lord (Aclame ao Senhor), é acusada de ter se transformado em um dos maiores impérios financeiro-religiosos do mundo.

No Brasil, suas músicas são conhecidas pelo estilo atraente, dinâmico e vibrante. Tanto cá como lá fora seus CDs e DVDs são o expoente máximo da adoração contemporânea, que introduziu no gospel dos anos 90 o conceito de “adoradores extravagantes”. Mas cada vez mais, o Ministério Hillsong provoca desconfiança em seu país, a Austrália, onde 60% da população se diz protestante, nos Estados Unidos e Europa.

Isso porque as denúncias de abusos e escândalos parecem não ter fim. A começar pela administração daquilo que o ministério fatura. Se por aqui há um tremendo clamor por causa de irregularidades com alguns milhares de dólares, imagine lá, onde o Hillsong declara ter faturado no ano passado mais de US$ 70 milhões, mas usado apenas 2 milhões para os trabalhos sociais, principal destinação de suas entradas.

Além de ministério de louvor, Hillsong (ou Som das Montanhas, em português) é a mais poderosa das igrejas da Associação Australiana das Assembléias de Deus. Apesar da beleza e da profundidade de algumas de suas canções, como Shout to the Lord (Aclame ao Senhor, em português). a denominação é acusada de promover a Teologia da Prosperidade e ter se transformado em um dos maiores impérios financeiro-religiosos do mundo.

As acusações começaram no final dos anos 1980, mas ganharam força em 2000, quando o pastor William Francis Houston – pai do líder da igreja, pastor Brian Houston – confessou ter abusado sexualmente de um menino. Apesar de ter perdido sua credenciaI, a igreja abafou a polêmica e não relatou nada às autoridades locais.

O estilo de vida promovido pela igreja é outra fonte de perturbação. Bobbie Houston, esposa de Brian e pastora líder das mulheres, por exemplo, lançou recentemente uma pregação com o título: “As mulheres do Reino de Deus amam sexo”. Gravada em mp3 num dos congressos femininos internacionais da denominação, o que permite que seja baixada pela internet, a mensagem traz pérolas como: “Façam exercícios. Se estou gorda, sinto-me como uma retardada” e “Meninas, também não esqueçam das cirurgias plásticas e dos exercícios pélvicos”.

Finalmente; no ano passado, o Hillsong convidou o pastor Michael Guglielmucci, pastor de jovens da Igreja Planet Shakers, para participar da gravação de seu mais novo álbum This is Our God (Este é o Nosso Deus). Guglielmucci dizia sofrer de câncer terminal desde 2006 e causou enorme comoção ao aparecer cantando a música The Healer (Aquele que Cura) com um tubo de oxigênio no nariz. Em seguida, porém, não agüentando uma crise de consciência, ele revelou a verdade: “Não tenho nenhum câncer. Forjei a história e enganei até minha esposa e família para encobrir minha verdadeira doença: sou viciado em pornografia. Esse problema, sim, abalou minha saúde e me debilitou emocionalmente”.

Fonte: Ação Gospel

***

Porque,como nos diz a santa palavra de Deus, todos pecaram e estão privados da glória de Deus.

Todos!

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* Cardeal Hummes: padres pedófilos devem ser punidos na Justiça.

terça-feira, janeiro 12th, 2010
Os padres acusados de abuso sexual e pedofilia devem ser punidos, inclusive pela Justiça comum, considerou nesta terça-feira o cardeal brasileiro Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, em entrevista ao Osservatore Romano, o jornal do Vaticano.

Referindo-se ao “doloroso caso irlandês”, o cardeal brasileiro disse que “é preciso determinar objetivamente as responsabilidades por tamanha dor”. “É preciso ir até o fim, com determinação, inclusive recorrendo à Justiça comum”, para punir os culpados de abusos, acrescentou Hummes.

Esta questão “prejudica as vítimas, em primeiro lugar, mas também atinge profundamente o coração da Igreja”, estimou o cardeal, pedindo também para “não se generalizar” a questão.

Cláudio Hummes lamentou o impacto deste tipo de caso sobre a imagem dos padres. “A imprensa destaca estes casos, em vez de falar das coisas boas da imensa maioria dos padres”, afirmou.

“Não podemos negar a existência de episódios dolorosos, mas são casos limitados”, prosseguiu o cardeal.

“A enorme maioria dos padres do mundo é composta por pessoas dignas, comprometidas, prontas para dar a vida”, disse o prefeito.

No dia do Natal, dois bispos irlandeses apresentaram sua renúncia ao Papa Bento XVI, elevando o total de demissões voluntárias a quatro, depois de um relatório acusando a Igreja Católica de acobertar os crimes cometidos por padres pedófilos na região de Dublin.

O relatório Murphy denunciou os dirigentes do arcebispado de Dublin, o maior da Irlanda, por terem protegido os padres culpados de abusos sexuais sobre crianças.

No dia 29 de dezembro, um padre italiano, Luciano Massaferro, foi preso em Alassio (noroeste) por abusar sexualmente de uma menina de 11 anos.

Fonte : UOL

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* Segundo bispo irlandês a demitir-se após acusações de pedofilia na diocese de Dublin

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Um segundo bispo irlandês apresentou a sua demissão ao papa, na sequência de um relatório que acusa a Igreja Católica de ter encoberto as ações de padres pedófilos na região de Dublin, anunciou esta quarta-feira a sua diocese.

“Apresentei hoje ao Santo Padre a minha demissão de bispo de Kildare e Leighlin”, declarou James Moriarty, de 73 anos, num comunicado divulgado pelos serviços da diocese.“Espero que faça justiça à verdade que as vítimas (daqueles abusos) ainda vivas descobriram e abra caminho a um melhor futuro para todos os envolvidos”, adiantou.

James Moriarty foi bispo auxiliar de Dublin entre 1991 e 2002, na diocese onde centenas de crianças foram vítimas de abusos sexuais cometidos por padres durante vários decénios.

A 17 de Dezembro, o Vaticano anunciou que Bento XVI tinha aceito a demissão de um primeiro bispo irlandês posto em causa pelo relatório Murphy, divulgado no final de Novembro na Irlanda.

O bispo de Limerick  era acusado de ter reagido de forma “indesculpável” ao encobrir informações sobre crianças vítimas de abusos.

Na altura, o papa apresentou desculpas em nome da Igreja, qualificando as ações de “crimes horrendos”.

Moriarty também apresentou hoje as suas desculpas às vítimas e seus familiares, explicando que mesmo que não tivesse sido nomeado no relatório aceitava a sua parte de responsabilidade.

Esta segunda demissão em duas semanas no seio da hierarquia católica irlandesa não é uma surpresa.

Após o anúncio da primeira demissão, o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, tinha deixado entender que outras saídas poderiam seguir-se, como exigem várias associações de apoio às vítimas.

Exigem nomeadamente a demissão de vários outros responsáveis católicos postos em causa pelo relatório: Martin Drennan, actualmente bispo de Galway (oeste), assim como Ray Field e Eamonn Walsh, ainda bispos auxiliares em Dublin.

Fonte :Lusa

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* Santo Padre aceita renúncia de bispo irlandês.

sábado, dezembro 19th, 2009

Bento XVI aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Limerick, na Irlanda, apresentada pelo bispo Donal Brendan Murray, que foi acusado, por informes oficiais, de não ter sabido enfrentar denúncias de abusos sexuais atribuídos a clérigos.

Segundo explicou a Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa aceitou a renúncia em conformidade com o cânon 401§ 2 do Código de Direito Canônico, que estabelece: “Roga-se encarecidamente ao bispo diocesano que apresente a renúncia ao seu ofício se, por doença ou outra causa grave, ficar diminuída sua capacidade para desempenhá-lo”.

As petições de renúncia ao ministério de Dom Murray, de 69 anos, foram formuladas após a publicação, em 26 de novembro, do Informe da Comissão Murphy, resultado de investigações públicas sobre denúncias de abusos sexuais na arquidiocese de Dublin, de janeiro de 1975 a maio de 2004.

Dom Murray foi bispo auxiliar de Dublin de 1982 a 1996. Em uma entrevista concedida ao jornal Limerick Leader, publicada no dia 2 de dezembro, em resposta ao Informe Murphy, afirmava que, em consciência, considera que não encobriu sacerdotes que se mancharam em atos de pederastia.

Nesta quinta-feira, anunciou que o Papa aceitou sua renúncia, na catedral de São João de Limerick, com estas palavras: “Ouvi os pontos de vista de muitas vítimas, em especial nos dias que seguiram à publicação do Informe Murphy”.

“Alguns me expressaram o desejo de que apresentasse minha renúncia; outros me pediram que não o fizesse. Sei muito bem que minha resignação não pode apagar a dor das vítimas que sofreram abusos no passado e que continuarão sofrendo cada dia.”

“Humildemente, peço perdão mais uma vez a todos os que foram abusados desde crianças. A todas as vítimas de abusos lhes repito que minha primeira preocupação consiste em assisti-las cada dia em tudo o que puder, em seu caminho pessoal, para encontrar serenidade.”

“Um bispo deve ser alguém que procura guiar e inspirar todas as pessoas da diocese como uma comunidade unida na verdade e no amor de Cristo. Pedi ao Santo Padre que aceite minha renúncia e que nomeie um novo bispo para a diocese, porque acho que minha presença criará dificuldades a algumas das vítimas, que devem estar em primeiro lugar em nossos pensamentos e ações.”

O bispo Murray informou aos vigários gerais da sua diocese sobre sua decisão no dia 1º de dezembro. No dia 7 de dezembro, teve, em Roma, um encontro com o cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos, quem aceitou apresentar sua carta de renúncia ao Santo Padre.

No dia 11 de dezembro, Bento XVI havia recebido o presidente da Conferência Episcopal Irlandesa, cardeal Sean Baptist Brady, arcebispo de Armagh, e o arcebispo de Dublin, Dom Diarmuid Martin.

No encontro, o Santo Padre pediu as orações dos católicos do mundo pelas “vítimas, suas famílias e todos os afetados por estes crimes atrozes” de clérigos, segundo explicava um comunicado vaticano.

Ao mesmo tempo, o bispo de Roma assegurou que a Igreja “continuará acompanhando esta grave questão com máxima atenção, para entender melhor como chegaram a acontecer estes fatos vergonhosos e desenvolver estratégias efetivas e seguras para evitar que se repitam”.

Zenit

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* Crise de Abuso na Igreja esclarecida por Cardeal

segunda-feira, outubro 26th, 2009


A crise de abuso sexual na Igreja Católica dos EUA e do exterior era uma questão de homossexuais espreitando rapazes adolescentes, não de pedofilia, disse o representante do Vaticano na ONU em Genebra, Suíça. É “mais correto”, disse o Arcebispo Silvano Tomasi, falar em efebofilia, atração homossexual para com adolescentes do sexo masculino, do que pedofilia, em relação aos escândalos.

“De todos os padres envolvidos nos abusos, 80 a 90 por cento pertencem a essa minoria de orientação sexual que se envolve sexualmente com rapazes adolescentes entre as idades de 11 e 17”, disse Tomasi.

Sua declaração foi apoiada por um relatório comissionado pelos bispos dos EUA que revelou que na maioria esmagadora dos casos o clero envolvido era homossexual, com 81 por cento das vítimas sendo adolescentes do sexo masculino.

Tomasi também respondeu às críticas, dizendo que embora a Igreja Católica tenha estado “ocupada limpando sua própria casa, seria bom se outras instituições e autoridades, onde a maior parte dos abusos foi registrada, pudessem fazer a mesma coisa e informar os meios de comunicação sobre isso”. De acordo com informações de várias fontes, o problema do abuso sexual de menores em organizações religiosas é geral entre as igrejas protestantes e comunidades judaicas.

A declaração vem como resultado de acusações no Conselho de Direitos Humanos da ONU, que publicou uma declaração escrita de um grupo secular, a União Humanista e Ética Internacional (UHEI), alegando que o Vaticano era responsável pela proliferação de casos de abuso sexual envolvendo padres católicos. A UHEI acusou a Igreja Católica de não honrar obrigações sob a Convenção da ONU dos Direitos da Criança.

“Por tempo longo demais o mundo deu total liberdade para a Igreja Católica, por sua presumida liderança moral. Nosso relatório é o primeiro a trazer a questão para a atenção do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Estaremos fazendo menção ao nosso relatório no plenário desse conselho na próxima semana”.

Contudo, Tomasi defendeu o passado da Igreja, dizendo que “as pesquisas disponíveis” mostram que só 1,5 a 5 por cento do clero católico haviam sido implicados em alegações de abuso, e sugerindo que parte do foco deve ser mudada para outras organizações que estão empesteadas de acusações de abuso sexual.

A vasta pluralidade das igrejas protestantes nos EUA, contando mais de 224.000, inclusive milhares de grupos não denominacionais independentes, tornam inteiramente impossível o tipo de monitoramento e registro organizado de casos individuais de abuso como era feito na Igreja Católica. Apesar disso, alguns dos casos de abuso sexual em outros grupos religiosos foram documentados de forma bem fragmentada.

Em junho de 2007, a Associated Press revelou que três empresas que fazem o seguro da maioria das igrejas protestantes dos EUA disseram que receberam mais de 260 relatórios anuais de menores de 18 anos sendo abusados sexualmente pelo clero, funcionários da igreja, voluntários ou membros da congregação. As empresas Church Mutual Insurance Co., GuideOne Insurance Co. e Brotherhood Mutual Insurance Co., que fazem o seguro de 165.495 igrejas por responsabilidades civis por abuso sexual de crianças, frisaram que suas estatísticas nem sempre especificavam quais casos eram contra menores e acrescentaram que nem todas as alegações eram acompanhadas de condenações ou até mesmo investigações.

Pesquisas nacionais feitas pelo Christian Ministry Resources (CMR), uma editora de conselhos de leis e impostos que trabalha para mais de 75.000 congregações e 1.000 agências denominacionais, também divulgou um relatório que revelou que as alegações de abuso sexual de crianças contra as igrejas protestantes são de uma média de 70 por semana desde 1993, com uma leve piora começando em 1997. O mesmo relatório também revelou que entre as igrejas protestantes, há mais probabilidade de que os voluntários, não os pastores ou funcionários, sejam os abusadores.

Em 2002, o Rev. William Persell, bispo da diocese episcopal de Chicago, disse num sermão sobre a Sexta-Feira da Paixão: “Seríamos ingênuos e desonestos se disséssemos que esse é um problema católico e que não tem nada a ver conosco, pois temos na nossa igreja pastores casados e pastoras. O pecado e a conduta abusiva não conhecem fronteiras eclesiásticas”.

O Relatório John Jay, comissionado pela Conferência dos Bispos Católicos dos EUA e baseado em pesquisas finalizadas pelas dioceses católicas nos Estados Unidos, revelou que entre 1950 e 2002, um total de 10.667 indivíduos haviam feito alegações de abuso sexual de crianças na Igreja Católica. Desse número, as dioceses puderam confirmar 6.700 acusações contra 4.392 padres.

Em 2002, no auge do furor contra os casos de abuso sexual na Igreja Católica, James Cobble, diretor executivo do CMR, disse que embora a Igreja Católica tivesse recebido a maioria da atenção dos meios de comunicação, “esse problema é ainda maior nas igrejas protestantes simplesmente por causa de seus números muito maiores”. Das aproximadamente 350.000 nos EUA, só 5 por cento são católicas.

Além disso, a evidência mostrou que os casos de abuso na Igreja Católica haviam sido ligados à onda de permissividade sexual na sociedade em geral coincidindo com a “revolução sexual” da década de 1960. Os abusos alegados aumentaram dramaticamente na década de 1960, chegaram ao máximo na década de 1970, diminuíram na década de 1980 e na década de 1990 voltaram aos níveis da década de 1950.

Fonte : Pro familia

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* Tolerância total para Polanski ?

quinta-feira, outubro 8th, 2009

O mundo do cinema posicionou-se fortemente a favor de Roland Polanski reclamando sua liberdade. Na petição assinada por 138 cineastas – Woody Allen, Pedro Almodóvar, Martin Scorcese, David Lynch e outras várias celebridades – dá a impressão de que Polanski , 76 anos, foi detido por suas idéias e não por seus atos.

Nada lembra, na petição,  o motivo de sua prisão: a violação em 1977 de uma garota de 13 anos, após tê-la drogado, culpa esta reconhecida  ante um juiz de Los Angeles e [tendo o réu] fugido antes de que se pronunciasse a sentença.

É verdade que o castigo de um delito perde muito de sua efetividade e seu sentido quando já se passaram 32 anos. Não é em vão que a prescrição sempre teve seu papel no Direito. O tempo tem uma influência decisiva na vida de um homem, inclusive na esfera da extinção de direitos e responsabilidades. As pessoas mudam. O castigo tem um valor exemplar no momento do delito e não o tem com a mesma força depois de três décadas. Se, além disso, como no caso de Polanski, a vítima perdoou ou chegou a um acordo com o agressor e não quer voltar a remexer  no caso há, sim, bom motivos para dar por encerrado o caso.

Mas estes bons motivos nada têm a ver com os invocados na declaração de apoio dos cineastas a Polanski.Os signatários da petição manifestam seu “estupor” e sua “consternação” ante a prisão e consideram uma “armadilha policial” que o cineasta tenha sido preso quando ia ao Festival de Cinema de Zurich para receber uma homenagem, como se uma ordem de busca e captura emitida por um juiz americano fosse um erro da polícia.

Dá a impressão de que o que está em jogo é a liberdade de expressão, pois argumentam que “os festivais de cinema do mundo inteiro sempre permitiram mostrar os filmes e a livre circulação dos cineastas”, “inclusive quando certos Estados quiseram se opor”. Mas Polanski não foi detido por causa de algo que tenha a ver com a Sétima Arte, mas por ações pessoais que são punidas em qualquer Estado. E nem os EUA e nem a Suíça são regimes ditatoriais.

Como supremo argumento os colegas argumentam que Polanski é “um artista de renome internacional”, que hoje em dia se vê ameaçado de extradição e de privação de liberdade. De tudo isso se percebe um fio de elitismo irresponsável, pois sugere que não se pode aplicar a um artista os mesmos critérios jurídicos válidos para os homens comuns.

Se tais critérios tivessem sido aplicados há muito Polanski teria sido detido, pois a ordem de busca e captura foi emitida em 1978. Por isso, em vez de se perguntar porque foi detido agora, haver-se-ia de questionar porque o governo francês – onde mora – nunca fez nada para levá-lo à Justiça desde que o delito ocorreu. Ser um renomado diretor de cinema justifica um indulto sem conseqüências?

Se fosse um padre ?

O mínimo que se pode dizer é que Polanski tem sorte de ser um famoso cineasta. Imaginemos que tivesse sido um sacerdote – ou, então, um arcebispo para ficarmos no “mesmo nível” -  o acusado de abusos sexuais com uma menor de idade nos EUA.

Quando em 2002 estourou o escândalo dos abusos sexuais cometidos por sacerdotes, a maioria dos casos que vieram à tona haviam sido perpetrados nos anos 70, na mesma época do delito de Polanski, com adolescentes com idade similar à da vítima do cineasta. Mas, então, ninguém tirou importância dos crimes dizendo que eram “uma história antiga que já não tem sentido”, como agora afirmou o ministro da Cultura da França, Frédéric Mitterrand. Pelo contrário, houve satisfação geral pelo fato de que, enfim, os culpados pagaram por seus atos. “Tolerância zero” era e é o lema.

Se Polanski fosse um padre ninguém teria lhe desculpado com argumentos como haver tido uma infância trágica ou por haver conseguido o perdão da vítima, como se fez a propósito do diretor polonês. Nem haveria de diminuído a importância  do fato qualificando-o como “erro de juventude” (um jovem de 44 anos!).

Se se tratasse de um padre e a Igreja não houvesse reagido, interpretar-se-ia, sem dúvidas,  como um sinal de que a Igreja queria jogar o escândalo para debaixo do tapete em vez de se preocupar com a vítima. Mas, se é o Estado francês quem fecha os olhos durante 32 anos é, então, somente um sinal de que a França é uma tradicional terra de acolhida.

Por fim, dando um pouco mais de asas à imaginação, pensemos o que se haveria dito se 138 bispos assinassem uma carta de apoio ao companheiro acusado de um delito de violação de menor, aduzindo que é inconcebível que se pretenda julgara “um clérigo de renome mundial”. O escândalo seria de tal monta que estimularia algum cineasta a fazer um filme sobre o caso.

Fonte  Aceprensa

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Universidade Católica.Católica?

terça-feira, maio 26th, 2009

Fundada em 1842 e dirigida pela Congregação dos Padres Oblatos da Santa Cruz, Notre Dame é a mais importante Universidade Católica dos Estados Unidos. Atualmente tem 11.600 alunos, a imensa maioria composta de católicos.

Como pode uma Universidade Católica homenagear alguém que seja um radical abortista, favorável ao “casamento” homossexual e às pesquisas com células-tronco-embrionárias? Como pode, por conseguinte, uma instituição católica homenagear alguém que afronta diretamente os imutáveis ensinamentos morais da Igreja Católica?

É inexplicável, mas lamentavelmente foi o que ocorreu no dia 17-5-2009! A direção da Universidade Notre Dame, por ocasião de sua 164ª cerimônia de graduação, concedeu a Barack Hussein Obama o honroso título de Doutor “Honoris Causa” em Direito – honraria entregue pelo próprio reitor, o padre John Jenkins! - e o privilégio de fazer o discurso de abertura do ano letivo.

Incompreensível, pois os princípios morais defendidos pela Igreja Católica são opostos aos professados pelo atual presidente americano. É uma aberração uma instituição católica homenagear um político que sempre atacou valores da moral católica, sobretudo em matéria de família. Ainda recentemente, Obama liberou vultosas verbas federais para organizações que promovem o aborto nos EUA e em outros países.

Reações..

Até o dia da cerimônia, 83 bispos americanos haviam protestado publicamente contra a decisão do reitor de homenagear Obama, tendo procurado demovê-lo de sua escandalosa decisão;

Um abaixo-assinado com 365.000 assinaturas foi entregue à reitoria pedindo o cancelamento do convite a Obama;

Alunos, ex-alunos e professores também fizeram idêntico pedido;

Dez sacerdotes da Congregação da Santa Cruz (a mesma que fundou e dirige a Universidade de Nossa Senhora) lançaram uma carta aberta contrária à concessão do honroso título a Obama, pois suas medidas “atentam contra princípios morais fundamentais” (cfr. “Life Site”, 8-4-9);

Milhares de norte-americanos contrários ao aborto protestaram, desfilando alternadamente junto à Universidade durante vários dias;

Desde meados de abril, era comum ver homens, mulheres, estudantes, famílias inteiras – até com crianças – ajoelhados nas proximidades de Notre Dame, rezando em desagravo e pedindo que o convite ao mandatário americano fosse retirado.

A polícia recebeu ordem de prender diversos manifestantes. Vários deles foram algemados e presos, até mesmo alguns religiosos.

O fato mais clamoroso foi a prisão, no dia 15 de maio, de um idoso sacerdote católico, o Padre Norman Weslin, quando este se aproximava do prédio de Notre Dame carregando uma cruz e cantando, com alguns fiéis, hinos religiosos. Eu não acreditaria se não tivesse assistido ao próprio vídeo do padre sendo algemado e levado como prisioneiro! Preso, apesar de sua avançada idade de 80 anos! (sim, OITENTA ANOS)… Preso na terra da liberdade de expressão… pelo “crime” de levantar a voz em defesa da vida dos nascituros inocentes!

No dia do ato em homenagem a Obama – o triste 17 de maio -, o número de manifestantes nas imediações da Universidade engrossou bastante. Numerosos movimentos pró-vida, famílias e particulares fizeram protestos, todos pacíficos, antes da chegada de Obama e durante todo o tempo de sua permanência naquele recinto. Slogans eram bradados; faixas e cartazes contra o aborto e o pseudo-casamento entre homossexuais, como também contra o reitor – como “Judas e Jenkins traíram Jesus”, ou “A vergonha cai sobre Notre Dame” – eram vistos por todos os cantos. Alguns caminhões que ostentavam, à maneira de outdoors itinerantes, dizeres contra o aborto circularam pelas redondezas da Universidade. Um teco-teco sobrevoava a região com uma enorme foto de um bebê abortado. Ao longo da via de acesso à Universidade, formou-se uma gigantesca linha de manifestantes exibindo grandes anúncios anti-obama e anti-aborto.

No campus da Universidade, onde há uma bela gruta de Nossa Senhora de Lourdes, reuniram-se aproximadamente três mil pessoas, sob o lema “A verdadeira Notre Dame está comprometida com a santidade da vida”. Elas rezaram um Rosário e outras orações, em reparação a Nossa Senhora pelo ato que no auditório estava sendo realizado ali perto. Centenas de formandos recusaram-se a entrar no recinto onde se encontrava o mandatário americano. Diziam claramente que não poderiam participar de um ato de graduação, pois não queriam trair a identidade de Notre Dame que é católica. Muitos ex-alunos e entidades que contribuíam generosamente para o sustento da Universidade retiram suas contribuições – 14 milhões de dólares! – enquanto ela se mantiver sob a atual direção.

Várias dezenas de universitários ostentaram em seus uniformes, durante a cerimônia, desenhos de cruzes amarelas com pequeninos pés, simbolizando os bebês executados pelo aborto.Em sinal de protesto, eles permaneceram sentados tanto no momento de Obama receber o doutorado, quanto nas ocasiões em que outros se levantaram para aplaudi-lo. Durante o discurso presidencial, quatro manifestantes bradaram “deixem de matar bebês – o aborto é um assassinato”. Foram imediatamente postos para fora pela segurança do homenageado.

Muito louvável foi o protesto da professora de Harvard Mary Ann Glendon , atual presidente da Pontifícia Academia de Ciências Sociais e ex-embaixadora dos Estados Unidos junto à Santa Sé. Ela renunciou a honrosa “Medalha Laetare”, que receberia de Notre Dame na própria cerimônia de homenagem a Obama. Glendon declarou que o convite ao presidente americano infringia uma clara determinação da Conferência Episcopal, de 2004, segundo a qual instituições educativas católicas não podem conferir honras a personalidades cujo comportamento atente contra princípios morais da Igreja. Entre estes princípios se encontra a recusa do aborto, contra o qual a ex-embaixadora lutou energicamente. (cfr. “Frankfurt Allgemeine Zeitung”, principal diário alemão, em 28-4-09).

Nos Estados Unidos e Europa a mídia noticiou – embora de modo muito reduzido – essas grandes e contundentes manifestações. Mas… e a mídia no Brasil? Alguém viu tais notícias nos jornais brasileiros?

Fiz uma ampla pesquisa à busca de notícias na imprensa nacional. Causou-me verdadeiro espanto. Praticamente nada! Por exemplo, comecei a busca nos dois maiores diários da capital paulista, a “Folha” e “O Estado de São Paulo”. Não publicaram nada. Em outros estados, alguns poucos jornais que noticiaram o evento de Notre Dame, não trataram dos protestos… Claro que se fossem protestos – ainda que insignificantes – contra a atitude de algum bom presidente que vetasse a lei do aborto, todos os grandes jornais publicariam enormes manchetes e suplementos especiais a respeito.

PS: Aqueles que desejarem assistir a um vídeo com alguns dos mencionados protestos anti-obama e anti-aborto, click em:
http://www.youtube.com/user/tfpstudentaction

Autor: Paulo Roberto Campos

***

Agora leiam abaixo essa reflexão feita por um sacerdote americano sobre a “crise de identidade” das Universidades americanas.

Será que isso só acontece nos Estados Unidos?

Em seu discurso essa semana na Universidade de Georgetown, o Presidente Obama fez um comentário interessante sobre economia. “não podemos reconstruir esta economia sobre a mesma pilha de areia” ele disse. “devemos construir nossa casa sobre a rocha”

Duvido que alguém o acusasse de plágio, mas o que ele citou vem de uma parábola contada por Jesus. O homem que construiu sua casa na areia pagou o preço quando os ventos a derrubaram, enquanto o homem que construiu sua casa na rocha a viu resistir à tempestade.

Bastante apropriado citar uma parábola em uma universidade católica.

O campus inteiro está cheio de simbolismo religioso. Crucifixos, imagens de Maria e outros itens religiosos estão em toda a parte, revelando a rica tradição do lugar.

Estranhamente, no entanto, embora o presidente não tenha se importado de citar Jesus sem dar-lhe os créditos, a sua equipe insistiu em que todos os símbolos religiosos fossem cobertos no lugar em que ele fez o discurso. Incrivelmente, os dirigentes de Georgetown se sujeitaram. A pedido da Casa Branca, os funcionários da universidade cobriram as letras IHS – a abreviação grega para o nome de Jesus.

Esse incidente se seguiu ao tumulto sobre o discurso de Obama na Notre Dame, onde ele recebeu um doutorado honorífico. O departamento da Notre Dame reporta um desenrolar de ira generalizada pela decisão de convidá-lo.

Agora, se eu fosse um pensador adepto de teorias da conspiração, o que não sou, poderia suspeitar que Obama está deliberadamente tentando dividir os católicos. Mas isso não é uma conspiração. Obama está meramente capitalizando em uma tendência cultural que tem estado em curso por um longo tempo. Pelo último meio século, ou mais, católicos têm passado por um tipo de desenvolvimento psicológico, saindo da mentalidade da classe imigrante, batalhadora e empobrecida, insegura de seu próprio status em uma cultura hostil, fundando suas próprias instituições, servindo seu país, e tornando-se tão bem-sucedidos quanto qualquer capitalista …

Essa assimilação foi tão completa que em quase qualquer questão de políticas públicas ou escolhas de estilo de vida, os católicos são impossíveis de se distinguir dos outros americanos. Até que se olhe para aqueles que praticam a fé regularmente, comparando-os com aqueles que têm um compromisso nominal que se resume a comparecer a batismos e funerais para um “alô”, como Jaqueline Kennedy disse uma vez.

Se essa tese está correta, então não é tão absurdo afirmar que os católicos nominais estão no meio de uma crise de identidade. Eles se sentem constrangidos pela diferença marcante de seus irmãos mais fiéis na fé que observam jejuns, não aprovam o aborto, pensam que o casamento é o mesmo de seus avós, e têm pontos de vista conservadores em outras questões polêmicas sobre as quais os católicos de vida pública geralmente têm de responder à imprensa.

Obviamente, os católicos nominais negariam tal crise de identidade. “Nós simplesmente acreditamos em uma sociedade pluralista e tolerante”, eles insistiriam em dizer. Mas se o episódio de Georgetown e Notre Dame não reflete uma crise de identidade – a família religiosa que foi um dia a principal defensora da Igreja apaga seu nome (Jesuíta,no caso de Georgetown) e sua inspiração histórica (Jesus) – então o que refletiria?

Pense nisso: Uma universidade católica se dispôs a cobrir o nome de Jesus, escondê-lo das câmeras, porque o presidente dos Estados Unidos estava chegando e pediu que o fizessem. O fato em si me dá calafrios.

Na raiz do conceito de tolerância está a noção de permissividade, não com suas próprias crenças, mas com as crenças daqueles com quem discordamos. Se você não sabe quem é e o que considera como verdade, não pode ser tolerante.

Chegamos a um ponto em que a contribuição mais significante que Georgetown ou Notre Dame poderiam dar para a diversidade da sociedade seria tornarem-se, novamente, católicas – e não se envergonharem disso. A Igreja em geral e os jesuítas em particular têm em sua própria história exemplos heróicos de mártires que se recusaram a submeter-se à autoridade secular e morreram pela fé (tais como Edmund Campion, SJ, pelas mãos de Elizabeth I). O mínimo que as autoridades desse campus podem fazer é não tomar medidas que minem sua própria identidade.

Por Pe. Robert A. Sirico
Fonte: National Review Online

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