Posts Tagged ‘Estado’

* TRATADO DE LATRÃO completa 81 anos. Você sabe do que se trata?

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010

Comemorar! Exaltar! Algumas datas devem ser não só lembradas, mas celebradas por sua importância, que ultrapassa fronteiras e o tempo.

A Igreja Católica em Roma festeja os 81 anos do Tratado de Latrão, data que deve ser comemorada não apenas na Cidade do Vaticano, mas por todos os católicos do mundo.

Assinado no dia 11 de fevereiro de 1929, o Tratado de Latrão ou Pacto Lateranense foi estabelecido entre o Reino da Itália e a Santa Sé, e teve como ponto primordial a criação do Estado da Cidade do Vaticano e seu reconhecimento perante a Itália.

Esse acordo significou um importante passo para a Igreja Romana, que passava por crises e conflitos desde 1870, época em que tropas do reinado da Itália, recém-unificado, entraram em Roma, incorporando as terras que pertenciam à Igreja desde o século VIII.

O Estado então criado tornou-se soberano, neutro e inviolável, sob a autoridade do papa. O documento estabeleceu normas para as relações entre a Santa Sé e a Itália, como, por exemplo, efeitos civis ao casamento religioso e o reconhecimento do catolicismo como religião oficial da Itália.

Por outro lado, a Santa Sé reconheceu Roma como capital da Itália e renunciou aos territórios que possuía desde a Idade Média, alocando-se no Ager Vaticanus, uma colina próxima a Roma.

Em fevereiro de 1984, foram modificados alguns termos do Tratado de Latrão, mas a sua sólida base permanece inalterada.

Mais do que uma convenção, o Tratado de Latrão possibilitou a confirmação da força e importância institucional da Igreja Católica, que passou a influenciar, com maior embasamento, importantes acontecimentos políticos, como a queda de regimes totalitários.

Rádio Vaticana


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* Vão demolir o Cristo Redentor ? Este ano é ano de eleições…

terça-feira, janeiro 19th, 2010

Dom Anuar Battisti – Arcebispo de Maringá

O Presidente Lula, publicou um Decreto no dia 21 de dezembro de 2009, com o titulo: “Programa Nacional dos Direitos Humanos”.

Uma das mudanças é a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas, como por exemplo, os crucifixos. Isto não fere os direitos humanos, mas a liberdade religiosa de um país que nasceu sob o signo da cruz; lembrando que o Brasil foi chamado em primeiro lugar de  “Terra de Santa Cruz”. O símbolo será sempre símbolo;  os que acreditam, respeitam; para os que não acreditam, não é necessário se incomodar.

Se essa moda pega, corremos o risco de ver o Cristo Redentor,  sinal visível do Salvador, marca registrada do Rio, monumento patrimônio da humanidade, sendo demolido.

Outra mudança com a qual  não podemos concordar é a despenalização do aborto. Dada a pressão, o Presidente já concordou em retirar do programa. Esta cláusula foi colocada certamente pelas mulheres que defendem o direito de decidir sobre seus corpos, considerado unicamente como objeto de prazer. Onde está a dignidade da mulher quando se deixa levar pela  mentalidade do “carpe diem”; aproveite agora, não existe outro mundo melhor a não ser o do prazer?  O liberalismo sexual é a causa principal do uso de drogas, da proliferação do vírus HIV etc. Queremos e defendemos a vida desde a concepção até a morte natural. A vida é sagrada, como é sagrada a Palavra de Deus, a Bíblia.

Outro objetivo do Programa é a legalização do casamento entre homossexuais. Não condenamos os homossexuais; respeitamos e acolhemos como pessoas humanas que precisam alcançar a perfeição como qualquer outro ser humano. Agora, legalizar a união entre dois seres humanos do mesmo sexo e dar-lhes direitos iguais, significa institucionalizar o pecado, deixando de lado todo e qualquer norma do evangelho. A norma das normas é a Palavra de Deus. Condenamos o pecado, mas amamos o pecador. Se enveredarmos por este lado, não existirá mais referencial nenhum para a educação e a formação da consciência. Os valores da ética e da moral nunca poderão ceder aos caprichos do ser humano.

Outro ponto que discordamos é dar aos homossexuais o direito de adoção. Por que tantas  dificuldades e normas absurdas quando um casal quer adotar um filho? Por que não facilitar o direito  dos casais que não podem gerar ou mesmo tendo seus filhos, queiram adotar sem passar pela interminável burocracia? O católico país “Portugal” legaliza o casamento gay e nega a adoção. O argumento para a legalização, é o fato de que se torna cada vez mais difundido a prática homossexual. Certas práticas não podem ser o único critério para legitimar as mudanças.  Será que não vamos chegar a legalizar a corrupção, a droga e outras práticas tão comuns no mundo de hoje?

Este ano, teremos a oportunidade de escolher os líderes políticos para dirigir o país. Fiquemos de olho para saber quem está com quem, o que pensam e fazem hoje os homens que amanhã merecerão a nossa confiança nas urnas.

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* Arcebispo do Rio de Janeiro comenta Plano Nacional de Direitos Humanos: “O Plano da Intolerância”.

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Apresentamos artigo do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, intitulado “O Plano da Intolerância”, em que o prelado comenta sobre o “Plano Nacional de Direitos Humanos” do governo brasileiro.

* * *

O Plano da Intolerância

Iniciamos o novo século com muitas esperanças e sonhos. Pensávamos que o mundo tivesse chegado a um amadurecimento tal que pudéssemos conviver com o diferente e no respeito mútuo. Entre tantos acontecimentos intolerantes em todos os cantos do mundo, um deles foi simbólico: no início deste milênio, em março de 2001, foi destruída uma das maiores estátuas de Buda em pé já esculpidas pelo homem. Ficava no vale do Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, e era do século V da era Cristã. Era também declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO. Havia duas e tinham 55 e 37 metros de altura. Os “donos do poder” da época acharam que não poderiam tolerar tal “idolatria” e não faziam parte da “cultura” do momento. Os governantes passaram e os responsáveis de hoje estão procurando reconstruir o que um dia foi destruído.

Em nosso país, infelizmente, há certa confusão com relação ao “Plano Nacional de Direitos Humanos”. Conheço e respeito as pessoas que o defendem e sei de suas boas intenções, mas não posso aceitar a idéia que passam com relação a o que significa a justa laicidade do Estado. Um dos objetivos do plano é o de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, além de outras ideias que mereceriam ser ainda mais discutidas. A humanidade vai amadurecendo em suas convicções e passa a enxergar com mais clareza certas situações melhor que no passado. Não podemos viver com situações e realidades que já passaram. Necessitamos agora, neste momento da história da humanidade, de olhar para o futuro. Em relação a tantos questionamentos desse plano, fiquemos com esta única questão: sobre os símbolos religiosos.

Sei que devido às reações aos vários temas que foram desenvolvidos e colocados nesse “Plano” foram contestados por tantos setores de nosso país e a publicação provavelmente não sairá como decreto e sim como comunicação de sugestões. É bem provável também que esse assunto nem mesmo saia quando o próximo decreto for assinado. Porém, como sempre retornamos a esse assunto e, inclusive, é discutido e polemizado em muitas partes do mundo, creio que sempre é interessante lembrarmos algumas questões inerentes a isso. Teríamos muitas idéias e fatos a serem colocados – fatos com grande repercussão mundial – porém iniciaremos com algumas idéias que acredito que nos ajudem a perceber a importância do momento.

Um país laico é aquele que respeita todas as religiões e sabe também acolher a cultura de seu povo. Ditaduras intolerantes são aquelas que impõem ou uma única religião ou mesmo apenas o ateísmo. Na democracia todos podem se manifestar e são chamados a respeitar as ideias dos outros. Em nosso país existem situações de exclusões mesmo com os que se dedicam a múltiplos trabalhos sociais, que não podem exercer sua cidadania justamente porque professam uma fé: deve-se criar outra instituição. Existem países, como a Alemanha, onde o estado não se alinha com nenhuma religião, mas promove e ajuda as mesmas enquanto fatores de promoção humana e social. Mesmo no estado nascido da revolução francesa, as declarações feitas em dezembro de 2007 pelo presidente Sarkozy foram históricas: “considero que uma nação que ignora a herança ética, espiritual, religiosa de sua história comete um crime contra a sua cultura, contra o conjunto de sua história, de patrimônio, de arte e de tradições populares que impregnam a tão profunda maneira de viver e pensar”, e acrescentou também: “a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.”

Porém, infelizmente, o que ora ocorre entre nós não é um início de um processo, e sim um passo a mais dentro de um plano muito mais amplo de destruição de nossas raízes históricas. Hoje, os mesmos que foram beneficiados pela cultura cristã do respeito à vida e à liberdade se insurgem contra a mesma tentando retirar seus sinais. Não poderão com decretos retirar do coração do nosso povo suas raízes, suas devoções, sua cultura e seus sentimentos.

Ora, a laicidade do Estado não pode ser sinônimo de intolerância para com a cultura em que se formou e se desenvolveu o Brasil e para com os símbolos que fazem parte de nossa história. Negar a nossa história e querer elaborar outra, ou mesmo dar-lhe outro significado, significa impor à população uma ideia concebida em laboratório com fins filosóficos claros.

A cultura cristã e católica integra a história de nosso país. Não tem como se negar a história, embora em muitos ambientes queira reinterpretá-la esvaziando-a dos verdadeiros valores nos quais se baseia nossa identidade. Em nosso atestado de batismo está uma Missa celebrada no alvorecer do Brasil, Terra de Santa Cruz! Temos nomes de cidades, ruas, locais e até mesmo em nossa bandeira ideias e símbolos ligados a diversos grupos que fazem parte de nossa história nacional. Há pouco tempo eu estava no Pará e uma das situações que me chamou a atenção foi justamente a história de um povo que conseguiu, mesmo com a globalização, preservar sua cultura, suas músicas, danças, sotaques, tradições e festejos religiosos que estão inseridos em sua alma e sua gente.

Trata-se, antes de tudo, de uma questão de preservação da memória de nossa história e das raízes culturais da nossa identidade brasileira. Querer coibir a ostentação dos símbolos da cultura que berçou e construiu a nossa história é, isto sim, um verdadeiro sinal de intolerância, que provoca o desenraizamento e promove uma ideologia que não ousa dizer o próprio nome. Não se vê, desse modo, necessidade alguma de “impedir a manifestação de símbolos religiosos nos estabelecimentos da União”.

Em alguns lugares do mundo é proibido até mesmo manifestar sua fé dentro de suas próprias residências. Os caminhos escolhidos para arrancar as nossas raízes e deixar nosso povo sem história são muito sérios e podem levar ainda mais a um tipo de sociedade não só mais intolerante, mas muito mais desenraizado e violento. Será que isso levaria também à destruição de muitas de nossas praças e monumentos que ostentam símbolos religiosos? Será que um dia, para vivenciarmos a fé em nosso país, teremos de nos esconder da vida pública?

O papel do Estado laico não é, de modo algum, o de promover uma ideologia laicista, como se o laicismo não fosse também uma forma de religião. É um grande engano achar que o laicismo, projeto de uma minoria que se mostra intolerante, é uma ideologia neutra. E não nos devemos esquecer jamais de que se o Estado é laico a sociedade brasileira não o é. Além de sua história profundamente ligada à fé cristã e católica, o povo brasileiro, em sua grande maioria, professa a fé que recebeu dos seus antepassados e se identifica com os símbolos que a expressam. A função do Estado laico, longe de ser a de provocar o desenraizamento cultural e religioso ou coibir a manifestação pública de símbolos religiosos, é a de garantir a liberdade religiosa à sociedade e a seus membros, em suas múltiplas manifestações, preservada a justa ordem pública e o respeito devido à diversidade.

Os símbolos demonstram também a formação do caráter de nosso povo que, se procurarmos em suas decisões diárias, encontraremos muitos textos do Evangelho que marcam o tipo de vida e nacionalidade, mesmo daqueles que não creem. É como se fosse o DNA de nossa civilização: 99% dos genes são comuns a todos nós. As diferenças são mínimas e quase nem se notam. Se é verdade que a natureza não dá saltos como comentam os cientistas, necessitamos de tomar muito cuidado com os “saltos” laboratoriais que podem ocasionar a nossa perda de identidade e cultura.

Qualquer pessoa ao chegar a um país e ver os seus monumentos e seus símbolos logo se depara com a sua realidade cultural, humana e religiosa. A Igreja sempre procurou e procura estar em defesa dos direitos e valores humanos, porém, apesar desse plano ter muitas teses importantes e interessantes, a dúbia direção ora escolhida é complexa e não ajudará em nada a continuar caminhando na direção de uma nação mais justa e solidária, que é o sonho comum de todos nós. E neste sentido os conhecidos atuais elaboradores deste “plano” sabem muito bem como a Igreja esteve ao seu lado e enfrentou perseguições sérias durante os históricos e duros momentos vividos com a falta de respeito à vida e à liberdade de pensamento.

Nestes dias estamos vivenciando a preparação para a festa de São Sebastião, devoção trazida há 445 anos por Estácio de Sá para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Teríamos como contar a história da cidade maravilhosa sem esses dados? Aliás, é só pesquisar a história da maioria de nossas cidades para ver onde estão as fontes e as inspirações.

A estátua do Cristo Redentor, que, do cume do Corcovado, a 710 metros de altura, ergue-se como uma maravilha do mundo moderno e um símbolo de identificação do Rio de Janeiro e do Brasil, é o nosso Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor do Corcovado, local de peregrinações, orações, celebrações e manifestação da fé do povo brasileiro. Iniciamos uma campanha para a restauração desse monumento, preparando-o para os grandes eventos que ocorrerão futuramente em nossa Cidade Maravilhosa. É um símbolo não só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.

Que a fé cristã, simbolizada nesse sinal, que nada ofende as pessoas, seja para todos nós um anúncio de alegre acolhimento na construção da paz e da fraternidade e que acolhe e dá a todos as boas vindas de um povo feliz, livre e que quer viver e construir a paz!

+ Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

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* Nota do Movimento “Brasil sem aborto” sobre posição do Governo Federal de descriminalizar o aborto.

quinta-feira, dezembro 31st, 2009
______________________________________________________________________________________________________________________
NOTA DO MOVIMENTO NACIONAL DA CIDADANIA PELA VIDA – BRASIL SEM ABORTO

A presidência do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto vem a público manifestar-se sobre a inclusão da descriminalização do aborto no documento da Secretaria Especial dos Direitos Humanos

da Presidência da República.

Ainda não temos em nossas mãos o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado solenemente hoje pelo Presidente Lula. Entretanto, segundo matéria veiculada pelo jornal Correio Braziliense, edição do dia 21 de dezembro de 2010, Brasil, pág. 8, antecipando-se ao ato, faz parte desse Programa “a recomendação para que o Legislativo modifique o Código Penal de forma a garantir a “descriminalização do aborto””. Tal posicionamento é totalmente inapropriado por diversas razões:

1. O maior dos direitos humanos é o direito à vida.  A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU registra que “Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. (Artigo 3)”. A Constituição brasileira também garante esse direito em cláusula pétrea, em seu artigo 5º.

2. O Congresso Nacional representa a população brasileira, majoritariamente contrária ao aborto. Felizmente a ingerência do Executivo, procurando impor uma agenda pró-aborto, não tem encontrado respaldo em nossos legisladores.

3. Dados divulgados por publicações científicas internacionais demonstram o grande mal que o aborto faz à mulher, sendo equivocada a interpretação de que se protege ou favorece a mulher ao se criar uma mentalidade pró-aborto, o que sempre ocorre com a descriminalização. Ironicamente, o presidente disse, tratando de outro aspecto do Programa, que “uma mãe nunca vai tirar de seu coração o sofrimento de não enterrar seu filho”. Isso mesmo ocorre quando o filho é morto em seu próprio ventre, e efetivamente ela nunca tira esse fato de seu coração.

Por outro lado, consideramos importante que o atual governo explicite claramente o seu posicionamento a respeito do aborto, uma vez que isso facilita a formação de opinião do eleitor e sua resposta nas urnas no próximo ano. Como nas eleições anteriores, a partir de 2006, o Movimento Brasil Sem Aborto estará realizando a Campanha “A vida depende do seu voto”, que consistirá na divulgação dos nomes dos candidatos que se comprometerem com a defesa do ser humano desde a concepção. O objetivo é manter a maioria de parlamentares contra a legalização do aborto no Congresso Nacional como tivemos nesta legislatura.

Por um parlamento em defesa da Vida desde a concepção!

Brasília, 21 de dezembro de 2009.

Lenise Garcia

Presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida

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* Nossa consciência católica é só nossa ou devemos partilhá-la e defendê-la de forma pública?

sexta-feira, dezembro 11th, 2009

Durante décadas, os americanos foram submetidos aos argumentos de alguns políticos católicos que argumentavam que, ainda que se “opusessem pessoalmente” a políticas injustas como o aborto, não estavam dispostos a “impor” este ponto de vista ao resto do país.

O argumento era falso; partia da base de que, de fato, de alguma maneira, uma consciência “católica” deveria ser deixada de lado no espaço público.

Agora, as próprias pessoas que argumentaram que não podiam levar sua consciência privada ao espaço público leigo, estão preparadas para usar a lei para impor um particular ponto de vista aos seus companheiros católicos.

Mediante o trabalho e o voto para incluir a cobertura de abortos na legislação da assistência sanitária nos Estados Unidos, vários políticos católicos se encontram no precipício de ser os votos decisivos para impor um ponto de vista específico aos seus companheiros católicos, obrigando-os a financiar abortos através dos seus impostos.

Enquanto professam que não podem impor sua consciência a ninguém, esses políticos parecem ter poucas dúvidas na hora de impor um ponto de vista político – ao qual eles alegavam opor-se inicialmente – às consciências dos seus companheiros católicos.

Renunciar às próprias convicções?

Os políticos católicos dispostos a renunciar às suas próprias consciências e a impor aos demais um ponto de vista diretamente anticatólico, vêm de um longo caminho, desde o legado do estadista católico de mais alto perfil da história americana, o presidente John F. Kennedy, quem, ao analisar sua função como católico e candidato à presidência, disse: “Se chegar o momento – e não vejo problema em que chegue o mais remotamente possível – em que meu cargo me exigir violar minha consciência ou violar o interesse nacional, então eu renunciaria ao meu cargo, e espero que qualquer servidor público faça o mesmo”.

E ainda que alguns pudessem considerar que os políticos católicos discreparam das recomendações sobre políticas públicas dos seus bispos em várias áreas, a chave é esta: muitas questões são prudenciais e estão abertas a uma discrepância razoável; mas o direito inalienável à vida no contexto do aborto não é, é fundamental e não pode se ver comprometido.

Como o cardeal Joseph Ratzinger – agora Bento XVI – destacou sobre os políticos católicos em 2004, “nem todas as questões morais têm o mesmo peso moral que o aborto”.

E acrescentou: “Ainda que a Igreja exorte as autoridades civis a buscarem a paz, não a guerra, e a ter discrição e misericórdia ao impor penas aos criminosos, poderia ser admissível usar as armas para repelir um agressor ou recorrer à pena capital. Pode haver uma legítima diversidade de opiniões entre os católicos com relação à guerra e a aplicação da pena de morte, mas não, ao contrário, com relação ao aborto”.

Lei injusta

Os políticos católicos devem agora considerar o efeito da legislação nacional que ordena a colaboração católica no aborto. Em sua famosa encíclica pró-vida Evangelium vitae, o Papa João Paulo II disse: “A introdução de legislações injustas põe frequentemente os homens moralmente retos frente a difíceis problemas de consciência em matéria de colaboração, por causa da imperiosa afirmação do próprio direito de não ser obrigado a participar em ações moralmente más”.

Além disso, disse: “Os cristãos, como todos os homens de boa vontade, são chamados, sob grave dever de consciência, a não prestar a sua colaboração formal em ações que, apesar de admitidas pela legislação civil, estão em contraste com a lei de Deus. Na verdade, do ponto de vista moral, nunca é lícito cooperar formalmente no mal”.

“Tal cooperação nunca pode ser justificada invocando o respeito da liberdade alheia, nem apoiando-se no fato de que a lei civil a prevê e requer: com efeito, nos atos cumpridos pessoalmente por cada um, existe uma responsabilidade moral, à qual ninguém poderá jamais subtrair-se e sobre a qual cada um será julgado pelo próprio Deus.”

É uma dupla ironia que uma lei que obrigaria milhões de pessoas a violarem suas consciências mediante o pagamento dos seus impostos, e complicaria muitos médicos, enfermeiras, hospitais e organizações beneficentes católicas, esteja sendo considerada precisamente em um momento no qual a maioria dos americanos – em número sempre crescente – está se tornando cada vez mais pró-vida.

* * *
Carl Anderson é o cavaleiro supremo dos Cavaleiros de Colombo e autor de New York Times.

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* Entra em vigor acordo diplomático entre Brasil e a Santa Sé

quinta-feira, dezembro 10th, 2009
A Santa Sé e o Brasil ratificaram acordo que regula suas relações, firmado no dia 13 de novembro de 2008, e que entra em vigor de imediato, informou a assessoria de imprensa do Vaticano – durante ato que contou com a participação do arcebispo Dominique Mamberti e o embaixador do Brasil na Santa Sé, Luiz Felipe de Seixas Correa.

O acordo, que regulamenta o “Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil”, consolida “os tradicionais vínculos de amizade e colaboração entre os dois países”, diz o comunicado.

O documento contém 20 artigos que abordam “vários setores, entre eles o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, o reconhecimento dos títulos de estudo, o ensino religioso nas escolas públicas, o matrimônio canônico, o regime fiscal”, precisa a nota.

Segundo o embaixador Seixas Correa, o “Brasil é o país com o maior número de católicos no mundo. Um país, um povo e um governo que reconhecem e valorizam a importante contribuição da Igreja Católica à nossa história”, declarou o embaixador.

O acordo regulamenta as relações com o país mais católico do mundo, com 125 milhões de fiéis num total de 186 milhões de habitantes.

E garante o ensino da religião nas escolas públicas, assim como dos demais credos, e havia sido assinado ano passado no Vaticano durante visita do presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva ao Papa Bento VI.

Fonte: Último Segundo
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* Juiz decide que a Igreja não pode determinar idoneidade moral de professores… de religião católica.

terça-feira, dezembro 8th, 2009

Um juiz de Las Palmas se tomou a atribuição de decidir pela igreja quais pessoas são idôneas para ensinar a disciplina de religião, ao condenar o Bispado de Canarias a pagar mais de 200 mil euros à professora Carmen Galayo e propor sua contratação, apesar de ter sido separada por ter uma vida não-acorde com a moral católica.

No ano 2000, as autoridades do Bispado de Canarias despediram Galayo porque ela encontrava-se convivendo com uma pessoa que não era seu marido, de quem se divorciou; uma situação que entrava em contradição com a moral católica que ensinava aos alunos. As autoridades explicaram que por esta razão não podia seguir ensinando religião.

Entretanto, Galayo decidiu ir aos tribunais e o juiz Francisco Trujillo Calvo condenou o Bispado a pagar mais de 200 mil euros e a contratá-la novamente, argumentando que este violentou os direitos constitucionais da professora e de ter mantido uma suposta atitude de “represália, vingança, desforra ou revanche” contra ela.

Entretanto, com sua sentença o magistrado desconheceu o acordo Igreja-estado assinado em 1979 e que reconhece o direito da Igreja a escolher as pessoas mais idôneas para ensinar sua doutrina nos centros de estudos.

O texto afirma que “o ensino religioso será dado pelas pessoas que, para cada ano escolar, sejam designadas pela autoridade acadêmica entre aquelas que o Ordinário diocesano proponha para exercer este ensino. Com antecipação suficiente o Ordinário diocesano comunicará os nomes dos professores e pessoas que sejam consideradas competentes para tal ensino”.

Fonte : ACI

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* Chile deve eleger presidente “conservador” depois de 20 anos com governos de esquerda.

domingo, dezembro 6th, 2009
Contrariando a tendência na América Latina de eleger líderes “progressistas”, pela primeira vez em 20 anos desde sua redemocratização o Chile deve escolher um presidente da República conservador. Daqui a  uma semana os  eleitores vão às urnas,  no dia 13. A tendência em votar na oposição é tão forte que nem mesmo o elevado percentual de popularidade da presidente chilena, Michelle Bachelet, segundo analistas, será capaz de fazer seu sucessor.

Os analistas políticos afirmam que dois fatores colaboram para o cenário político chileno ser levado para a centro-direita. O primeiro é que o eleitorado estaria estimulado pelo sentimento de mudança, daí a chance de um candidato conservador ser vitorioso. O segundo aspecto é que a coligação de esquerda Concertación, de Bachelet, rachou durante a escolha do candidato à sucessão.

A polarização política, no entanto, não impedirá de haver segundo turno no Chile, no dia 17 de janeiro. Para vencer no primeiro turno é necessário que o candidato obtenha mais de 50% dos votos. Os eleitores vão votar também para deputados federais e senadores.

Pesquisas recentes mostram que o empresário Miguel Sebastián Piñera, da coligação Alianza (conservadora), lidera as intenções de voto, seguido pelo ex-presidente Eduardo Frei, da Concertación (esquerda), e Marco Enriquez-Ominami Gumucio, independente.

De acordo com observadores brasileiros, essa campanha presidencial não gerou entusiasmo nem discussões acaloradas. Com mais de 70% da população católica, as questões ligadas à religião, conduta e moral dominaram os debates políticos. Em pauta, assuntos como a legalização de uniões de fato e entre pessoas do mesmo sexo, além do aborto.

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* Peritos argentinos advertem riscos de legitimar uniões homossexuais.

sexta-feira, novembro 20th, 2009

Ante o tratamento no Poder Legislativo de dois projetos para legalizar as uniões entre pessoas do mesmo sexo, o Instituto para o matrimônio e a Família da Universidade Católica Argentina (UCA) advertiu que estas medidas implicam “redefinir o matrimônio e portanto mudar sua substância, afetando assim ao bem comum”.

O Instituto ratificou que o matrimônio “se funda no vínculo, livre, permanente e exclusivo entre um homem e uma mulher” e que “o direito humano a casar-se reconhece a todas as pessoas, mas só em relação ao matrimônio contraído entre homem e mulher, como surge explicitamente do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos”.

Depois de assinalar que o matrimônio entendido entre um homem e uma mulher “conforma um autêntico bem para a sociedade”, o Instituto esclareceu que “circunscrever o matrimônio à união entre varão e mulher, não é uma discriminação injusta”.

“Discriminar é distinguir. É injusto quando se trata de realidades iguais. Pelo contrário, é justo fazê-lo, quando se trata de realidades que são distintas. O matrimônio e as uniões entre pessoas do mesmo sexo são realidades diferentes”, indicou.

O Instituto advertiu que nesta junta “inclusive se incorpora a possibilidade de adotar crianças. Isto supõe antepor o interesse dos adultos ao interesse superior das crianças. Neste sentido, os estudos científicos demonstram a importância da presença do pai e da mãe na educação”.

“O grande desafio frente a estas propostas é ser conscientes da necessidade de uma reflexão autenticamente profunda e serena sobre o amor humano (sem apuros conjunturais nem setoriais). É desejável evitar as ideologias e propor uma cultura respeitosa da memória e valores do povo argentino”, concluiu.

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* Você sabe como está a liberdade religiosa pelo mundo?

segunda-feira, novembro 16th, 2009

Por Pe. John Flynn, L.C.

Ignorado pela mídia, o Departamento de Estado dos EUA divulgou, no dia 26 de outubro, seu último Relatório Anual sobre a liberdade religiosa internacional, que traz levantamentos em 198 países e territórios.

Antes de detalhar sobre cada país, a introdução do relatório explica que o governo dos Estados Unidos considera importante defender a liberdade religiosa.

“A liberdade religiosa é um direito de todas as pessoas, independentemente de que elas tenham ou não fé”, afirma.

A introdução também assinala o conceito de bem comum. “Em suma, a liberdade tende a canalizar as paixões e convicções de fé em atos de serviço e empenho positivo na praça pública”, afirma o texto.

Através de uma perspectiva mais política, o Departamento de Estado afirma que, quando os grupos religiosos e as ideias são reprimidos, tendem a se radicalizar e isso pode fomentar o individualismo ou insurreição.

No âmbito internacional, o relatório argumenta que, se os governos manipularem a religião ou marginalizarem os grupos, só ajudariam os grupos radicais que, por sua vez, são uma ameaça à segurança global.

“Ambientes que visam à liberdade religiosa sólida, por outro lado, promovem a harmonia comunitária e encorajam as vozes da moderação para que refutem os extremistas por motivos religiosos,” conclui a introdução.

Violações

Uma seção do relatório aborda os países onde as violações da liberdade religiosa têm sido mais nítidas. Dentre eles está o Afeganistão. “O estudo observa como a Constituição estabelece o Islamismo como a religião de Estado e que nenhuma lei pode ser contrária às crenças e às disposições da sagrada religião do Islã”.

O Departamento de Estado comenta que os não-muçulmanos, os grupos minoritários, incluindo os cristãos, hindus e sikhs, continuam a enfrentar casos de discriminação e perseguição. Analisou que outro problema é o da conversão. Muitos cidadãos, de acordo relatório, entendem a conversão como se ela estivesse contrariando os princípios do Islamismo e da sharia.

No Egito, a análise observa que, enquanto a Constituição prevê a liberdade de crença e a execução de ritos religiosos, na prática, o governo impõe certas restrições a estes direitos. Na verdade, o respeito pela liberdade religiosa, por parte das autoridades, diminuiu durante o período analisado, de acordo com o Departamento de Estado.

Isto se deveu principalmente à falta de investigação e processo aos perpetradores da violência sectária. Esta prática, acrescentou o relatório, contribuiu para a que as agressões fossem repetidas, devido ao senso de impunidade.

Cristãos e membros da fé Baha’i enfrentam discriminação pessoal e coletiva em muitas áreas, afirmou o relatório. Um exemplo dado foi o de um tribunal que condenou um padre copta a cinco anos de trabalho forçado por fazer o casamento entre uma copta e um convertido do islamismo que apresentava um documento de identidade falso.

No Paquistão, o relatório não poupa palavras e afirma que: a legislação “discriminatória e a incapacidade do governo para tomar medidas contra as forças sociais hostis àqueles que praticam uma crença religiosa diferente promovem a intolerância religiosa, os atos de violência e a intimidação contra as minorias religiosas”.

Em geral, a discriminação contra as minorias religiosas foi generalizada junto aos grupos extremistas e indivíduos visando congregações religiosas.

O Irã e o Iraque foram apontados pelo relatório como países problemáticos, a respeito da liberdade religiosa. O estudo mostra que, apesar de garantias constitucionais, há discriminação, na prática, daqueles que não são muçulmanos xiitas.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad também foi mencionado no relatório devido a seu “virulento antissemitismo”, que inclui questionar a existência e a dimensão do Holocausto.

O governo iraniano reforçou sua proibição de proselitismo por parte de alguns grupos cristãos, acompanhando de perto as suas atividades, fechando algumas igrejas e prendendo cristãos convertidos.

No Iraque, a existência de garantias constitucionais estava viciada pela violência dos terroristas e organizações criminosas que restringem o livre exercício da religião e representam uma ameaça significativa para o país vulnerável às minorias religiosas, declara o relatório.

“Muito poucos foram os autores de violência cometida contra os cristãos e outras minorias religiosas no país que têm sido punidos”, disse o Departamento de Estado.

Ataques

A Índia, onde houve numerosos incidentes de violência contra os cristãos, também foi tratada no relatório. O Departamento de Estado comentou que alguns governos estaduais e municipais impuseram limites à liberdade religiosa.

Extremistas religiosos empenharam numerosos ataques terroristas em todo o país durante o período de um ano coberto pelo relatório. O Departamento de Estado mencionou a violência que eclodiu em agosto de 2008, em Orissa, quando, de acordo com estatísticas do governo, 40 pessoas morreram e 134 ficaram feridas.

Segundo vários relatos independentes, cerca de 3.200 refugiados permaneciam em campos de refugiados, contra 24.000 na sombra da violência, observou o relatório.

Na Birmânia, o governo continuou a se infiltrar e controlar as atividades de praticamente todas as organizações, inclusive religiosas, segundo o relatório. Além disso, as autoridades sistematicamente restringem o clero budista na promoção dos direitos humanos e da liberdade política.

Restrições sobre os cristãos e outras minorias budistas também continuaram por todo o país, segundo o relatório.

No Vietnã, o relatório afirmou que, embora o respeito pela liberdade religiosa continue a melhorar em alguns aspectos, os problemas permanecem significativos. Assim, durante o ano analisado, o governo concedeu o reconhecimento nacional de cinco denominações protestantes e algumas religiões adicionais.

Mas houve reivindicações de propriedade não resolvidas com praticamente todos os grupos religiosos, algumas resultando em grandes protestos católicos, os quais foram reprimidos.

O Departamento de Estado lançou algumas palavras fortes quando chegou à China. O relatório comenta que durante o período de um ano, os funcionários continuaram controlando e, às vezes, interferindo nos grupos religiosos e espirituais.

Em algumas áreas o governo viola os direitos de membros dos grupos católicos e protestantes, muçulmanos, budistas tibetanos e membros da Falun Gong.

As autoridades também se opõem fortemente à profissão de lealdade para com a liderança religiosa fora do país, mais notadamente o Papa e o Dalai Lama, observou o relatório. A repressão na China permanece grave, de acordo com o relatório.

Reação

Em um comunicado publicado junto ao relatório, diz-se que a Comissão dos EUA de Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) pediu uma renovada preocupação internacional com estas situações.

O comunicado explica que um país que tenha violado gravemente a liberdade religiosa deve ser designado como um “país de preocupação particular” (CPCs), de acordo com a Lei de Liberdade Religiosa Internacional. O governo dos Estados Unidos, então, é obrigado a tomar medidas, que vão desde a negociação de um acordo bilateral até sanções.

USCIRF indica que 13 países - Mianmar, Eritreia, Irã, Iraque, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, China, Arábia Saudita, Sudão, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã – sejam notificados.

A imprensa também afirmou que USCIRF recomenda ações mais fortes a serem tomadas contra oito países que atualmente foram listados como CPCs pelo Departamento de Estado: Birmânia, Eritreia, Irã, Coreia do Norte, China, Arábia Saudita, Sudão e Uzbequistão.

O Papa Bento XVI, recentemente, tratou o tema “liberdade religiosa” quando se dirigiu ao novo embaixador do Irã junto à Santa Sé. Em seu discurso, do dia 29 de outubro, o Santo Padre disse que “entre os direitos universais, a liberdade religiosa e a liberdade de consciência ocupam um lugar essencial, porque são a fonte das outras liberdades”.

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* Itália rejeita “orientação sexual” em projeto de lei anti-preconceito

quarta-feira, outubro 28th, 2009

O Parlamento italiano rejeitou uma tentativa de grupos homossexuais estabelecerem a “orientação sexual” como uma categoria privilegiada nas leis anti-preconceito. A medida foi derrotada por um voto de 285 contra 222.

Os oponentes haviam argumentado que a mudança no código penal teria produzido desigualdades, aliás, discriminações reversas.

O político Rocco Buttiglione disse que os homossexuais estão protegidos sob a lei do mesmo jeito que todos os outros cidadãos e disse que a derrota do projeto de lei é uma vitória para “o princípio da igualdade de todos os cidadãos — um princípio consagrado em nossa constituição”.

Isabella Bertolini, legisladora e membro do partido do governo de Silvio Berlusconi que havia se oposto á morte de Eluana Englaro por ordem de um tribunal no ano passado, disse que a tentativa de se instituir uma “inerente orientação sexual” no código penal é “claramente inconstitucional” e “provavelmente provocará graves problemas e graves discriminações”.

O conceito, disse ela, é “fruto das idéias relativistas” que estão crescendo na Itália e “produziria uma diferença substancial no tratamento de homossexuais e transexuais diante da lei”. O projeto de lei teria criado uma situação legal em que um ato de violência seria considerado mais grave se a vítima fosse homossexual. “Isso é incompreensível”, disse Bertolini.

Bertolini avisou, com base na experiência de outros países com semelhantes leis de “orientação sexual”, que se aprovada na Itália, tal lei traria como resultado restrições à liberdade de expressão.

Logo que a expressão orientação sexual for introduzida nos artigos anti-preconceito da lei, ela disse, “Não seria possível as pessoas exercerem o direito de expressar suas opiniões ou críticas” acerca da atividade homossexual, um assunto sério num país predominantemente católico. Além disso, ela alertou que o projeto de lei teria sido “usado como porta de entrada para revolucionar o conceito de casamento, família, adoção e enlouquecer os valores fundamentais que sustentam nossa sociedade”.

A derrota do projeto foi criticada na Organização das Nações Unidas, onde a alta comissária da ONU para os direitos humanos chamou a derrota de “um retrocesso para os direitos humanos”.

“Os gays e as lésbicas merecem plena proteção sob a lei”, disse Navi Pillay, que acrescentou que os governos deveriam fazer leis adicionais especificamente protegendo os homossexuais.

A ministra italiana do bem-estar social, Mariastella Carfagna, disse que farão uma nova lei anti-preconceito que exigirá penas mais pesadas para todos os crimes motivados por “discriminação”, incluindo a categoria de “orientação sexual”.

Atualmente, há na Itália leis anti-preconceito que incluem as categorias de raça, etnia, nacionalidade e religião. A inclusão de “orientação sexual” no código existente tem sido uma meta importante dos grupos homossexuais de pressão política por alguns anos.

Fonte : Pro-Familia

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* Lembra do “laicismo” no Piaui ? Governador se posiciona.

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

Wellington Dias,Governador do estado do Piaui, disse que o Estado é laico, mas não pode virar instrumentos de disputas relegiosas.

O governador Wellington Dias (PT) afirmou ao Cidadeverde.com que não vai proibir os secretários de manterem as capelas nos órgãos públicos. Ele condenou a atuação do Ministério Público Estadual que quer proibir a presença de imagens santas nas repartições estaduais.

“Eu concordo com Dom Sérgio (da Rocha, Arcebispo de Teresina). O Estado é laico, mas eu não posso transformar essa interpretação numa situação em que o Estado seja o acirrador de disputas religiosa”, afirmou o governador.

O Ministério Público Estadual determinou a retirada de imagens de santos e o fechamento das capelas de todos os órgãos públicos do Piauí.

Segundo Wellington Dias, se o Estado é laico ele não pode ser um instrumento de criar conflitos.
“Ninguém pode esquecer que o Estado é laico, mas os indivíduos não. O Estado do Piauí é laico, mas o individuo Wellington Dias crê em Deus”, afirmou.

O governador disse que o Estado não pode construir uma igreja, mas uma igreja que é tombada é tratada como patrimônio histórico. “As pessoas tem liberdade em qualquer lugar. Em qualquer lugar as pessoas podem professar a sua fé, enquanto eu for governador vou respeitar isso”.

Flash Yala Sena

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* Senado aprova acordo que trata das relações com Vaticano

sexta-feira, outubro 9th, 2009

Sem a polêmica verificada quando de sua aprovação na Câmara dos Deputados, o Senado aprovou quarta-feira, 7, em votação simbólica, o acordo que trata das relações entre o Brasil e o Estado do Vaticano. O texto com 20 artigos entra em vigor logo que for promulgado pelos presidentes da Câmara e do Senado.

O acordo estabelece as bases para o relacionamento entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro. Reafirma a personalidade jurídica da Igreja e de suas entidades, como a Conferência Episcopal, as dioceses e as paróquias, e reconhece às instituições assistenciais religiosas igual tratamento tributário e previdenciário garantido a entidades civis semelhantes.

Além disso, o texto isenta a Igreja de pagar impostos trabalhistas.

Prevê ainda a colaboração entre a Igreja e o Estado na tutela do patrimônio cultural do país, preservando a finalidade de templos e objetos de culto.

A sua aprovação em plenário, em caráter de urgência, se deu horas depois de a Comissão de Relações Exteriores aprovar, pela manhã, o parecer do relator senador Fernando Collor (PTB-AL). No seu parecer, Collor esclarece dois pontos do projeto considerados polêmicos, sobretudo por parlamentares da bancada evangélica: a menção ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas e a possibilidade de aplicação de sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial.

De acordo com o parágrafo primeiro do artigo 11 do acordo, “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.

Sobre o primeiro, Collor lembra que o texto é basicamente o mesmo previsto no parágrafo 1º do artigo 210 da Constituição Federal, que trata da educação no país. O acordo prevê que “o ensino religioso católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina nos horários normais de escolas públicas, de ensino fundamental, assegurado o respeito à adversidade religiosa do país”. Já a Constituição estabelece que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais de escolas públicas de ensino fundamental”.

O acordo, que terá 20 artigos, praticamente é uma cópia do parágrafo 210 da Constituição e do artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que estabelecem o direito individual dos alunos em ter disciplina facultativa de ensino religioso no horário normal das aulas, segundo informação de Vera Machado, embaixadora do Brasil junto à Santa Sé.

Em 2007, na visita de Bento XVI a São Paulo, educadores e religiosos travaram uma polêmica sobre um possível acordo que feria o princípio do Estado laico e separado da Igreja Católica, estabelecido pela primeira Carta da República, em 1891. Havia um temor de mais isenções de impostos à pessoa jurídica católica do que a Constituição garante a outras religiões.

Com relação ao casamento, lembra que o dispositivo previsto na proposta “não significa imposição de obrigações a não católicos”. Segundo ele, o texto “apenas referenda larga tradição jurídica no mundo ocidental pela qual os casamentos celebrados na igreja católica, com efeitos civis, podem também ser analisados pelos tribunais da igreja católica”. Ou seja, permite que os católicos casados na igreja católica recorram aos tribunais eclesiásticos para os assuntos da sua competência.

Fonte: Estado de São Paulo

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* Parlamento Europeu condena Lituânia por restringir a promoção do homossexualismo

quarta-feira, setembro 30th, 2009


O Parlamento Europeu votou, por 349 votos contra 218, para condenar a Lituânia por sua “lei de proteção aos menores” que proíbe a promoção de “relações homossexuais, bissexuais ou poligâmicas” entre crianças abaixo de 18 anos no país báltico. Críticos conservadores afirmam que a medida do PE, elaborada em reação à legislação soberana da Lituânia com relação a assuntos de família, excede a autoridade do Parlamento.

A resolução orienta a Agência de Direitos Fundamentais a opinar se a lei viola os padrões europeus antidiscriminação. Qualquer tal opinião não seria obrigatória, embora os ativistas provavelmente a usariam para fazer pressões por maior reconhecimento de direitos com base na “orientação sexual”.

Uma das primeiras propostas da Aliança de Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), a facção parlamentar esquerdista, teria iniciado os procedimentos para suspender a Lituânia, de acordo com o artigo 7 do Tratado da União Européia, o pacto de 1992 que criou a União Européia (UE). Parlamentares principalmente ligados ao agrupamento de cristãos democráticos, o Partido do Povo Europeu (PPE), trabalhou nos bastidores para abrandar a resolução e remover a referência do Artigo 7.

Embora os parlamentares “progressistas” se alinhassem para acusar a Lituânia de promover a “homofobia”, vários membros conservadores e do PPE falaram em oposição à medida e em apoio ao direito soberano da Lituânia de aprovar leis protegendo as famílias e as crianças, inclusive o primeiro chefe de estado pós União Soviética, Vytautas Landsbergis, e a parlamentar eslovaca Anna Záborksá.

Apesar disso, o PPE permaneceu dividido acerca da medida, com praticamente todos os membros do PPE da França votando para condenar a Lituânia. De forma surpreendente, a delegação de Malta, inclusive seus dois representantes do PPE, votou unida contra a Lituânia.

O Parlamento da Lituânia, ou Seimas, aprovou uma lei de proteção às crianças em junho. O presidente a vetou em óbvia reação às críticas dos políticos da Europa ocidental e das organizações de ativismo homossexual. Em julho, o parlamento da Lituânia anulou o veto. A lei está programada para entrar em vigor em março de 2010.

David Quinn, diretor do Instituto Iona da Irlanda e defensor dos direitos da família, chamou a resolução de “uma intrusão completamente injustificada nos assuntos nacionais de um país membro”. Críticos tais como Quinn vêem o princípio de não discriminação, principalmente com relação à orientação sexual, sendo usados para neutralizar valores há muito consagrados, tais como liberdade religiosa e direitos dos pais. Quinn chamou a antidiscriminação “a chave mestra que abre todos os quartos da casa”.

Alguns observadores antecipam que a ação do Parlamento terá repercussões na Irlanda, onde a nação votará num segundo referendo sobre o Tratado de Lisboa no próximo mês.

Embora a UE tenha “garantido” que a proteção constitucional da Irlanda aos bebês em gestação não seria afetada por um voto do “sim” ao Tratado de Lisboa, a ação do Parlamento Europeu sobre a Lituânia provocou preocupações entres os eurocéticos irlandeses de que instituições européias tentariam invalidar as leis nacionais da Irlanda. Entre outras mudanças, o Tratado de Lisboa forçaria a Carta de Direitos Fundamentais em todos os países membros. Embora nada fale sobre aborto, os críticos temem que o Tribunal de Justiça Europeu faça uma leitura ideológica de tal direito na carta.

Quarenta e seis parlamentares se abstiveram da resolução sobre a Lituânia, inclusive três membros do PPE irlandês. Os quatro membros do ALDE irlandês romperam relações com seu partido e votaram contra a resolução, uma ação que os de dentro vêem como tática com o objetivo de promover críticas antecipadamente ao referendo de Lisboa.

Dr. Piero A. Tozzi

fonte: www.c-fam.org

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- Laicismo ou totalitarismo?

segunda-feira, setembro 28th, 2009

O laicismo é supostamente a equidistância do Estado em relação às diversas religiões (que inclui o ateísmo). Mas será que a obsessão laicista não se pode transformar numa espécie de “religião civil”?

O laicismo, sem assumir claramente o ateísmo, acaba por se transformar numa religião civil, embora se apresente como uma religiosidade pela negativa ― isto é, depende da existência das religiões tradicionais para poder sobreviver ―, sendo que todas as pessoas que professem uma religião diferente da laica passam a ser uma espécie de novos heréticos. Os fundamentalismos sempre precisaram dos heréticos para poderem sobreviver.

A linha que separa o ateísmo do laicismo é ténue, porque ambas as religiões condenam a manifestação pública de religiosidades diferentes das da “religião civil”.

Por outro lado, o laicismo como religião civil professa o credo no relativismo ― a única coisa absoluta que existe para o laico é o relativismo absoluto. No laicismo não existe, na verdade, uma ideia de tolerância religiosa senão a de um afastamento das religiões tradicionais da vida pública, em beneficio da supremacia de uma religião civil que parte do relativismo absoluto para impôr o absoluto relativismo; pertencer a outra religião que não a “civil” passou a ser tabu, para além de ser motivo para discriminação política a nível do Estado laico.

O mais ridículo no laicismo, é a ideia de alguns úteis laicos segundo a qual “o Estado não deve ser usado para impôr a moral”. Esta ideia é defendida pelos laicistas como sendo a demonstração da sua “neutralidade”, não se dando conta de que a sustentação da neutralidade moral é, em si mesma, não-neutral.

Com o argumento inicial de impedir que o Estado imponha uma determinada religião na sociedade, o laicismo evoluiu para um processo de opressão sobre uma maioria que não comunga da religião civil estatal. O novo tabu imposto pelo Estado é o da tentativa de proibição do julgamento ético e moral do comportamento humano, e por inerência pretendendo, assim, enfraquecer o espírito crítico dos cidadãos. É por aí que pode vir um novo totalitarismo.

A alternativa ao Estado laico é o Estado livre ― um Estado onde toda a gente possa manifestar a sua religiosidade [dentro das regras legais de um Estado aberto à sociedade] sem temer represálias políticas ou de outra ordem.

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