Posts Tagged ‘Europa’

* Alemanha reconhece legalmente: os bebês em gestação são pessoas!

quarta-feira, maio 22nd, 2013

Zenit

Na Alemanha, agora é possível dar legalmente um nome, e, portanto, uma identidade jurídica e um sepultamento oficial aos bebês nascidos mortos, mesmo que ainda com peso inferior a 500 gramas.

Até agora, na Alemanha, eram chamados Sternenkinder, filhos das estrelas. O nome deles era de fato escrito apenas no céu, nenhum vestígio sobre a terra. Hoje, esses pequenos nascidos mortos podem ser registrados civilmente pelos pais que desejarem e podem ter um enterro apropriado. Estabelecida por Bundestag a lei entrou em vigor na quarta-feira.

Os nascituros, embora mortos durante a gravidez, são, então, oficialmente incluídos no “mundo” dos seres humanos.

O ser humano é sempre um ser humano: desde o primeiro momento, quando começa a aparecer no mundo da existência, quando o chamamos embrião ou feto, já é um de nós. A lei alemã indica um caminho, mas há ainda um longo caminho pela frente, para chegar a afirmação de que o homem é sempre portador de uma igualdade e de uma dignidade que é um valor supremo, e deve ser sempre respeitado.

É o caminho seguido por UnoDiNoi. A coincidência com a lei alemã reforça a campanha para recolher assinaturas e pressionar as instituições europeias a assumirem o caso da dignidade do embrião que a iniciativa propõe.

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* SE NASCER, por favor não faça barulho.

terça-feira, maio 14th, 2013

Leo Daniele

Parece incrível, mas depois de contrariar, através do aborto, o direito de nascer, os inimigos da vida humana pretendem agora também negar aos meninos o direito de fazer o barulho razoável para sua idade. Em algumas cidades, chega-se ao absurdo de adotar a lei do toque de recolher para menores de 16 anos!

A expressão “direito de” está se vulgarizando de tal modo que quase perdeu o sentido. Fala-se em direito dos animais, direito dos índios, direito dos quilombolas, direito de dizer bobagens, etc. Só não se fala suficientemente de direito à vida, porque significaria banir o aborto: os nascituros e os recém-nascidos são discriminados, e por vezes mortalmente discriminados.

Agora os inimigos da vida e de suas manifestações inventaram novo tipo de discriminação, pela qual uma criança não pode fazer barulho. Sem dúvida, exigir de um menino que não faça ruído, desde que seja o aceitável para sua idade e condições, não é de bom senso.

Alguém não acredita? Leia esta resenha de matérias extraídas da imprensa diária.

• Na ordenada Suíça, barulho é quase crime, mesmo que venha de crianças. O tema agora ganhou dimensão política ao ser debatido em toda a Europa, obrigando especialistas e associações de vizinhos a reabrir o debate sobre o papel da criança na sociedade¹.

• No ano passado, um tribunal da cidade suíça de Wädenswil ordenou que um campo de futebol fosse fechado nos fins de semana com cadeados para impedir que as crianças jogassem bola. Motivo: os vizinhos alegavam que o barulho acabava com a tranquilidade do bairro. A decisão se transformou em uma polêmica nacional e os cidadãos devem ir às urnas para se posicionarem sobre o transcendental assunto.

• De um lado, há os que se queixam do barulho feito em creches e parques. De outro, associações apelam para o “direito de fazer barulho” das crianças.

• Na Alemanha, o governo decidiu em 2011 modificar de forma dramática as leis nacionais. Até então, sinos de Igrejas, tratores para limpar a neve e sirenes estavam fora das regras contra a poluição sonora, mas o barulho de crianças levava até ao fechamento de creches, diante da quantidade de queixas registradas.

• Berlim, em 2010. Nas residências, crianças teriam de continuar a respeitar horários, além de evitar barulho aos domingos. Parece incrível não? Será que essa gente já teve infância?

• Cidades como Kehrsatz, Interlaken, Zurzach e Biel são algumas das localidades suíças que adotam a lei do toque de recolher para menores de 16 anos.

• “Parques estão sendo fechados, decisões judiciais estão fechando campos de futebol”, alertaram Philipp Kutter e Johannes Zollinger, do Parlamento de Zurique².

Os bebês vão perdendo o direito de se manifestar, realizando o que diz um provérbio: as lágrimas que correm são amargas, mas muito mais amargas são as lágrimas que não correm! Ou os autores dessa regulamentação não tiveram infância?

Uma casa sem crianças é um túmulo, diz o ditado, e é isso o que desejam os autores destes regulamentos? Como pondera uma antiga sentença chinesa: quem tem muito dinheiro sem ter crianças, não é rico; quem tem muitos filhos sem ter dinheiro, não é pobre.

Palavras de sabedoria! Pois diz um Salmo: os meninos são uma herança de Deus³.

———–

¹O Estado de S. Paulo, 21 de abril de 2013.
²Os dados aqui transcritos foram extraídos em parte de artigo de Jamil Chade, Europeus discutem ‘direito ao barulho’, publicado em O Estado de S. Paulo, em 21 de abril de 2013.
³Salmo 127, 3.

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* Comissão médica derruba pretexto para legalizar aborto na Irlanda.

domingo, abril 28th, 2013

Jônatas Dias Lima, Blog da Vida

Desde o fim de 2012 a Irlanda enfrenta pressões tremendas para legalizar o aborto. O lobby da descriminalização instrumentalizou o caso de Savita Halappanavar, uma dentista indiana que morreu devido, supostamente, a complicações na gestação.

Enfatizo o “supostamente”, porque esse foi o mote das pressões abortistas que tomaram a hipótese como fato. Foi assim pelo menos até a semana passada, quando uma comissão médica, responsável por investigar as causas da morte de Savita, concluiu que o motivo era uma septicemia (infecção generalizada) agravada por erro médico.

O site espanhol Aceprensa fez um bom resumo da história. No ano passado, a dentista de 31 anos estava grávida de 17 semanas quando foi informada pelos médicos que seu filho provavelmente não sobreviveria até o fim da gestação. Ela pediu para fazer um aborto, mas os médicos concluíram que o caso não era de “grave e sustancial perigo” para a vida da mãe, única situação em que o aborto é permitido.

Poucos dias depois o bebê morreu de forma natural e seu corpo foi retirado do útero de Savita. Logo após a cirurgia, a dentista é internada com fortes dores, não resiste e morre depois de cinco dias.

Alguns veículos de comunicação passaram a se referir ao caso como se a morte de Savita tivesse ocorrido por lhe negarem o aborto, ingnorando a existência de qualquer evidência médica que confirmasse o palpite. Grupos internacionais vinculados às redes de clínicas de aborto aproveitaram bem a brecha para pressões de todo tipo, inclusive na comissão delegada por uma juíza para investigar o caso.

Os médicos designados para a tarefa, felizmente, não cederam e apresentaram no relatório aquilo que constataram: a morte não teve nada a ver com o feto. Foi um balde de água fria naqueles que queriam aproveitar a oportunidade a qualquer custo para ver um dos países mais pró-vida da Europa abrir mão da proteção jurídica dada aos nascituros.

A Irlanda, na verdade, é muito inconveniente para o discurso do aborto como redutor da mortalidade materna, porque se trata de um dos países mais seguros do mundo para uma mulher ser mãe, mesmo mantendo o aborto ilegal.

Conforme estudo do doutor Elard Koch, professor da Universidade do Chile e doutor em Ciências Bomédicas, em 2010 o país registrou três mortes maternas em cerca de 75 mil gestações. O baixo índice de mortalidade infantil no parto também impressiona com uma média de quatro óbitos para cada 100 mil nascimentos.

Para quem quer saber mais sobre o caso de Savita e o movimento pró-vida no país, o blog Keep Ireland Pro-Life é um bom agregador de conteúdo.

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* Reino Unido: Aumenta o número de ordenações sacerdotais.

sexta-feira, abril 26th, 2013

Zenit
Cresce o número de homens e mulheres nas congregações religiosas, bem como as ordenações sacerdotais nas dioceses da Inglaterra e Gales.

A estatística foi citada pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano, de 24 de abril, que regularmente publica diversos estudos, enfatizando que a informação compensa algumas fases de diminuição das vocações que marcaram o passado.

O aumento de religiosos, religiosas e presbíteros, foi registrado nos últimos três anos. Em 2010, foram admitidos vinte e nove homens e mulheres nas diversas congregações, número que cresceu para trinta e seis em 2011, e cinquenta e três no ano de 2012.

Em relação as ordenações sacerdotais diocesanas (excluindo dos religiosos e ex anglicanos), foram vinte em 2011, trinta em 2012 e estão previstas quarenta para o decorrer deste ano. O crescimento das ordenações sacerdotais aumenta, sobretudo, em relação aos cinquenta anos do século passado; após um período de declínio nas ordenações registrado entre o final dos anos noventa e o inicio do século XXI.

Novas vocações

Em 2012, a Conferencia Episcopal da Inglaterra e Gales colocou em ação um plano para promover vocações entre os jovens. O Plano Nacional de Vocações, conforme explicado, tem como objetivo dar aos jovens que desejam, a oportunidade de participar de um grupo de discernimento e ter na paróquia, um diretor espiritual que os ajudem a encontrar a vocação.

As vocações presbiterais na Inglaterra e Gales crescem. Em setembro de 2012, por exemplo, houve o maior número de ingresso nos seminários católicos desde a década passada. Cinquenta e seis jovens começaram um caminho para presbiterato.

A fim de despertar vocações são distribuídos nas escolas, diversos materiais com informações sobre o trabalho na Igreja; enquanto isso, os agentes pastorais continuam desenvolvendo novos métodos e instrumentos para levar o evangelho, de modo concreto, à vida das pessoas.

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* Crise e menos fiéis colocam algumas Igrejas da França à venda.

terça-feira, abril 23rd, 2013

Antigo mosteiro à venda em Gacé, Orne, França

A constante redução do número de católicos na França está acelerando a venda de igrejas e outras propriedades religiosas no país.

Além do menor número de fiéis, a crise econômica também provoca queda nas doações. Em muitos casos, faltam recursos para fazer obras de manutenção. Em outros, falta dinheiro para custear simples despesas regulares de funcionamento.

“As dioceses estão em uma situação financeira crítica, com cada vez menos fiéis”, afirma Maxime Cumunel, do Observatório do Patrimônio Religioso, uma entidade civil que busca preservar o patrimônio histórico religioso.

O corretor imobiliário Patrice Besse, especializado na venda de propriedades religiosas, explica que “antes as dioceses se sentiam incomodadas em vender suas igrejas. Afinal, elas foram construídas com o dinheiro de doações. Agora é uma necessidade econômica. É preciso vender algumas para salvar outras.”

“Há cada vez menos fiéis e menos doações. O fenômeno de venda de igrejas está aumentando”, estima Besse.

MANUTENÇÃO

A corretora de Patrice Besse dispõe atualmente de seis igrejas à venda, com preços entre € 50 mil e € 500 mil euros (aproximadamente entre R$ 130 mil e R$ 1,3 milhão). Ele acaba de vender uma igreja na cidade de Soissons, no norte da França, por € 125 mil, que foi comprada por um pianista anglo-taiwanês de 21 anos, internacionalmente famoso.

Besse também negocia a venda de outra igreja em Soissons, com estilo Art Déco, estimada em € 350 mil e que pertence à paróquia local. “A manutenção custa caro, e muitas paróquias preferem vender seus bens para não ter de arcar com despesas de obras”, afirma o corretor.

É o caso de uma capela na região de Bordeaux, no sudoeste da França. A diocese de Bordeaux explica em seu site que a capela está fechada desde julho de 2011 por razões de segurança. As obras necessárias são estimadas em € 400 mil.

“Nem o episcopado nem a paróquia de Talence têm os recursos financeiros para realizar as obras. O dinheiro obtido com a venda da capela será bem-vindo para atender às necessidades das missas da paróquia”, afirma a diocese.

Uma igreja na pequena cidade de Vandoeuvre-les-Nancy, no leste da França, foi vendida no ano passado em razão da falta de fiéis. Ela se tornará um centro comercial. “Só uma centena frequentava a igreja, que tem capacidade para mais de 700 pessoas”, justificou a diocese de Nancy, que obteve € 1,3 milhão com a venda.

REDUÇÃO

O número de católicos na França vem caindo regularmente nas últimas décadas, segundo diferentes estudos. Paralelamente, o número de agnósticos (sem religião) e ateus vem aumentando no país e já atinge, respectivamente, quase 19% e 4,2%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.

Outra pesquisa, do Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França, publicada em 2009, revela que 45% dos franceses entre 18 e 50 anos se dizem sem religião.

A população católica na França era de 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center e outros estudos realizados no país. Nos anos 70, o número de católicos na França era de quase 88%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.

Mas entre os que se dizem católicos e os efetivamente praticantes há uma grande diferença. De acordo com uma pesquisa do instituto Ifop, apenas 4,5% dos franceses afirmam ir à igreja todos os domingos e somente 15% dizem frequentá-la “regularmente”, ou seja, pelo menos uma vez por mês.

Uma lei de 1905, que garante a separação entre a Igreja e o Estado, determina que os bens imobiliários religiosos construídos antes de 1905 pertencem às prefeituras, que têm a obrigação de mantê-los em bom estado.

Os prédios religiosos construídos após essa data são propriedade da Igreja. Somente as catedrais pertencem ao governo nacional. Na França, devido à lei, as igrejas não podem receber subvenções.

Nesse período de crise, muitas prefeituras que possuem igrejas (obrigatoriamente construídas antes de 1905) também não hesitam em vendê-las para não ter gastos com obras, como conserto de telhados ou de eletricidade.

Segundo um levantamento realizado por Benoît de Sagazan, que integra o Observatório do Patrimônio Religioso e possui um blog sobre o tema, há 43 igrejas e capelas à venda na França neste mês de fevereiro.

O fim da igreja de Saint-Jacques

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* O secularismo na Suécia. Uma visão perturbadora de uma sociedade irreligiosa.

domingo, abril 21st, 2013

Para ver o quão perturbadora uma sociedade secularista e crescentemente irreligiosa pode se tornar, basta olhar para a Suécia.

O aborto tem sido livre em demanda e disponível sem consentimento dos pais no país desde 1975,resultando na nação nórdica tendo a maior taxa de aborto em adolescentes da Europa (22,5 por 1000 meninas entre 15 e 19 anos em 2009).

A lei sueca não reconhece de forma alguma o direito à objeção de consciência para trabalhadores da área da saúde (no último ano, de forma esmagadora, o parlamento sueco passou uma ordem instruindo a delegação sueca para o Conselho da Europa a lutar contra os direitos dos médicos de recusar participação em abortos).

Enquanto isso, a educação sexual é gráfica e compulsória, e às crianças é ensinado que qualquer coisa que gere uma sensação sexual está OK. A idade de consentimento é 15 anos.

“Nós temos muitas violações da dignidade humana em muitos níveis, e muitos problemas quando se trata de engenharia social”, explicou Johan Lundell, secretário-geral do grupo sueco pró-vida Ja till Livet. “As coisas têm sido assim nos últimos 70 anos.”

Lundell foi um convidado nosso no Dignitatis Humanae Institute [Instituto para Dignidade Humana], onde ele expôs um catálogo de ofensas contra a dignidade humana na sociedade sueca. “Nós temos a maior taxa de abortos em adolescentes na Europa. Por quê? Porque nós dizemos que o aborto é um direito humano, que não mata nada, apenas acaba com uma gravidez”, relatou. “E após 20 anos disso, os jovens não ligam mais. Por que deveriam? Por cerca de 10 ou 15 anos ninguém tem dito nem mesmo que o aborto, apesar de legal, deveria se algo raro.”

O programa de educação sexual, visto por alguns social-liberais como pioneiro mas por outros como excessivamente explícito, tem sido colocado por alguns como a principal razão para a baixa taxa de gravidez na adolescência. Mas o alto número de abortos daquela faixa etária é raramente discutido, nem os números são divulgados. “Ninguém fala do aborto de crianças”, disse Lundell. “Eles têm vergonha disso. No entanto nós somos o único país na Europa em que existem abortos em demanda até a 18ª semana de gestação, sem procedimentos formais, sem consentimento dos pais, sem consentimento informado.”

O número de estupros na Suécia é outro ponto largamente desconhecido e pouco divulgado. De acordo com Lundell, ao longo dos últimos 50 anos – durante essa época de costumes sexuais liberais – eles aumentaram em “1.000 por cento.”

Lundell observou ainda que todos os outros países querem reduzir o número de abortos, mas apesar de existirem 550 departamentos governamentais na Suécia, nenhum tem a missão de reduzir o número de extermínios. “As crianças são capazes de ver que isso é errado, os pais são capazes de ver que isso é errado, e como uma sociedade nós não queremos isso. No entanto, ninguém quer falar sobre isso”, acrescentou Lundell. “É absurdo.”

Ele disse que a Suécia deveria “definitivamente” servir como um aviso para outros países que buscam políticas secularistas e socialmente liberais “pois então será visto o que é a agenda para o povo, e como a União Europeia e a ONU estão copiando essas ideias escandinavas.”

Voltando ao assunto da educação sexual, Lundell relata que os suecos geralmente não se importam mais em discutir se a homossexualidade é genética – um argumento comum usado para promover a agenda gayzista – porque o movimento é agora tão integralmente aceito que já não necessita desse argumento como suporte. “Em livros de educação sexual, não se fala sobre alguém ser heterossexual ou homossexual – não existem tais coisas porque para eles todo mundo é bissexual; é apenas uma questão de escolha”, relatou.

Lundell se referiu a um panfleto para crianças publicado por associações gayzistas, e imprimido com a ajuda de financiamentos estatais. “Eles escrevem positivamente sobre todos os tipos de sexualidade, qualquer tipo, até mesmo os mais depravados atos sexuais, e isso vai para as escolas”, explicou. “A informação é colocada em websites, e as crianças na escola são direcionadas para esses sites para que possam ver.”

Os professores, relata, são encorajados a perguntar aos estudantes: “O que te excita?” No entanto Lundell aponta que se um executivo-chefe de uma companhia perguntasse isso em um encontro de negócios, ele seria demitido. “Seria assédio sexual”, relatou. “E ainda assim treinam as pessoas para fazer isso com crianças?”

Alguns pais têm feito reclamações formais, colocando isso como conhecimento carnal, muito explícito para salas de aula e taxando as lições como “vulgares” e “muito avançadas.” Mas a maioria se sujeita ao currículo, enquanto a opção para educar as crianças em casa é quase proibida.

Para muitos estrangeiros, porém, a imagem popular da Suécia é de uma sociedade razoável, ordenada, justa, e harmoniosa – o exemplo modelo de um welfare state funcional. Em muitos casos isso é verdadeiro se alguém observa as taxas de mortalidade infantil, a expectativa de vida, os padrões de assistência médica e o acesso à educação. O nível de pobreza é também relativamente baixo.

“Por muito tempo tem sido dito que se não é possível realizar um mundo socialista na Suécia, então não é possível em nenhum outro lugar”, disse Lundell. “É por isso que alguns têm tentado fazer do país um paraíso socialista. Mas diferente, por exemplo, da Itália ou da Grécia, na Suécia não se trata de socialismo de finanças, mas antes, de socialismo de famílias – engenharia social, que tem sido muito mais visível por aqui do que no sul da Europa.”

Per Bylund, um parceiro sueco do Von Mises Institute, uma vez descreveu o abrangente poder do estado assim: “Uma significante diferença entre minha geração e a precedente é que a maior parte de nós não foi, de maneira alguma, criada pelos pais. Nós fomos criados pelas autoridades em creches do estado desde a época da infância; e então empurrados para ginásios estatais, colégios estatais, e universidades estatais; e depois para cargos estatais e mais educação via poderosas associações trabalhistas e suas associações educacionais. O estado é sempre presente e é para muitos o único meio de sobrevivência – e seus benefícios sociais a única maneira de ganhar independência.”

Essa engenharia social, no entanto, tem gerado terríveis consequências. Poucos países europeus têm testemunhado tão rápido declínio na instituição do casamento ou tão rápido aumento no número de abortos. Durante a década de 50 e a primeira metade da década de 60, a taxa de casamentos na Suécia estava historicamente em seu pico. Repentinamente, a taxa começou a cair de forma tão rápida que em menos de 10 anos houve um decréscimo de aproximadamente 50%. Nenhum outro país experimentou tão imediata mudança.

Entre 2000 e 2010, quando o resto da Europa estava mostrando sinais de uma redução em taxas anuais de aborto, o governo da Suécia relata que a taxa cresceu de 30.980 para 37.693. A proporção de reincidência de abortos aumentou de 38,1% para 40,4% – o maior nível já registrado – enquanto o número de mulheres tendo pelo menos quatro abortos anteriores aumentou de 521 para aproximadamente 750.

Com exceção de poucos ativistas robustos como Lundell, muitos cristãos suecos – e particularmente políticos cristãos – permanecem em silêncio diante das incontáveis violações sociais contra a dignidade humana. É também irrisória a resistência a ataques contra a liberdade religiosa para cristãos, com a prioridade sendo crescentemente concedida à Sharia (Lei Islâmica).

A julgar pelos números, quase poderia ser dito que a fé debandou completamente. Ao fim de 2009, 71,3% dos suecos pertencia à Igreja Luterana da Suécia – um número que tem diminuído um por cento a cada ano nas últimas décadas. Dentre esses, apenas 2% frequenta regularmente as reuniões dominicais. De fato, alguns estudos apontam os suecos como o povo menos religioso do mundo e um país com um dos maiores números de ateus. De acordo com diferentes estudos conduzidos no início da primeira década de 2000, um número entre 46% e 85% de suecos não acredita em Deus.

Lundell disse que embora pequena, a Igreja Católica tem um bom bispo e é ajudada por imigrantes da Polônia e da América Latina. Mas católicos são geralmente vistos como estrangeiros com pouca influência e são travados nas campanhas para não serem vistos como “duros demais”, relata. Até pentecostais são reticentes para levantar objeções. “Eles são provavelmente a única igreja pentecostal no mundo que não faz isso”, acrescentou.

Mas apesar de tudo isso, Lundell, cuja organização tem atraído um crescente número de jovens, mantém-se esperançoso – e também fundamentalmente fiel à sua pátria. “Sou tão orgulhoso de ser sueco que não posso imaginar a mim mesmo me mudando”, disse. “Mas me envergonho com a política quando se trata de família, políticas sexuais e restrições em liberdade religiosa.”

Edward Pentin é jornalista autônomo e diretor de comunicações no Dignitatis Humanae Institute. Pode ser contatado em epentin@zenit.org.

Fonte: Zenit

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* Inacreditável!! Juristas Internacionais Afirmam que Lei de Malta que Protege Bebês em Gestação é “Tortura”

terça-feira, abril 2nd, 2013
Stefano Gennarini, J.D.
A minúscula nação ilha de Malta, ao sul da Itália, foi selecionada como uma abusadora de direitos humanos pelos especialistas legais da Europa em preparação para sua próxima revisão por parte do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. O “crime imperdoável” de Malta é proteger a vida no útero.

A Comissão Internacional de Juristas (CIJ), uma organização de direitos humanos composta de advogados e juristas, apresentou um relatório no Conselho de Direitos Humanos acusando Malta de desnecessariamente colocar em risco de vida das mulheres com leis que protegem a vida humana. A base legal para essas afirmações é muito contestada.

relatório lida principalmente com dificuldades de imigração de Malta pelo fato de ser o país europeu mais próximo de vários portos africanos. Mas a CIJ toma a oportunidade de criticar Malta por negar o aborto “por razões terapêuticas” afirmando que viola o direito à saúde, e é uma forma de tortura.

Os especialistas legais citam recomendações de órgãos de tratados da ONU, encarregados de monitorar a obediência aos tratados de direitos humanos que Malta se juntou. Nenhuma dessas recomendações é legalmente obrigatória. Nem são elas interpretações oficiais de tratados da ONU. Aliás, nenhum tratado da ONU contém menção de um direito ao aborto, ou qualquer linguagem que sugeriria que tal direito existe.

A base científica para as afirmações é também contestada. Tanto os especialistas da CIJ quanto os órgãos de tratados da ONU afirmam que a saúde das mulheres é colocada em perigo onde o aborto é ilegal porque as mulheres recorrerão a abortos ilegais inseguros. Mas não há nenhuma evidência científica de que as leis de Malta que protegem a vida colocam em perigo as mulheres.

As estatísticas de 2010 da Organização Mundial de Saúde para mortes maternas atribuídas ao aborto em Malta estão dentro da média mundial, perto de 13%. Essas mortes de acordo com a OMS diminuíram em índices do mesmo jeito que nos países vizinhos da UE como Itália, Espanha e Grécia, que não protegem plenamente os bebês em gestação. Os dados sobre Malta do Peso Global de Doença 2010 além disso mostram que um declínio profundo em mortes totais atribuídas ao aborto durante os vinte anos passados imitou sua melhoria democrática na saúde materna total (veja o gráfico). As mortes totais atribuídas ao aborto (0.03%) são menos do que na Espanha e Grécia.

Malta é apenas a mais recente nação católica que proíbe o aborto e tem excelentes registros de saúde materna a se tornar o assunto de pressão e falsas acusações de grupos que querem que o aborto seja um direito humano. As leis de Malta protegem os bebês em gestação sob todas as circunstâncias e em todas as fases de desenvolvimento, sem exceção.

Como outras organizações de direitos humanos criadas na Europa pós-guerra com a ameaça iminente dos abusos soviéticos de direitos humanos, a CIJ reformulou seu foco depois da extinção da União Soviética, e começou a promover o aborto como um direito humano.

Na última década, a CIJ também esteve na vanguarda da promoção de uma ampla variedade de novos direitos especiais para homossexuais, publicando os Princípios de Yogyakarta em 2007.

O relatório da CIJ sobre Malta acusa a ilha nação de negar à transgênera “Joanne Cassar, que é legalmente reconhecida como mulher (mas foi registrada como homem no nascimento)” o direito de se casar com outro homem. O Supremo Tribunal de Malta não encontrou tal direito, e o caso está agora pendente diante do Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

O registro de direitos humanos de Malta será analisado em outubro pelo Conselho de Direitos Humanos com base em Genebra.

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* Qual o futuro do cristianismo na Europa?

segunda-feira, março 4th, 2013

Por força da lei, o exterior da antiga igreja luterana Kapernaumkirche (Foto) continua igual. Mas por dentro em breve o espaço abrigará a mesquita do Centro Islâmico Al-Nour. Foram gastos um milhão de euros na reforma do templo, que exemplifica uma tendência cada vez mais comum na Europa.

A associação Al-Nour, fundada em 1993, reúne a maior parte dos muçulmanos que moram em Hamburgo, Alemanha, berço da Reforma Protestante.  Os moradores da área aceitaram sem problemas esta nova utilização do prédio. Os líderes da Igreja Luterana dizem que tiveram de vender a igreja por problemas financeiros, já que restavam apenas alguns fieis indo aos cultos.

O porta-voz da comunidade muçulmana, Daniel Adbin, comemora que após 20 anos os muçulmanos da cidade terão uma mesquita reconhecida. Até recentemente eles se reuniam em um prédio comum, já que não podiam construir um templo.

Somente na Alemanha, mais de oitocentos igrejas católicas e protestantes  foram fechadas desde o início da década de 1990. No entanto, este fenômeno que é chamado de “Euroislãmização” tem se espalhado por todo o continente.

Os representantes da Igreja Católica na França há décadas alertam sobre as pessoas que estão abandonando a fé cristã e, com isso, abrindo espaço para o crescimento do Islã.

Um estudo realizado pelo Instituto Hudson em 2011 mostrou que na França  o Islã deverá ser a religião dominante em dez anos, deixando o domínio católico para trás. Ao mesmo tempo,  a Holanda, onde surgiu a Igreja Reformada,  tinha  mais de 4200 igrejas cristãs em 2011. Estima-se que 1400 delas não existirão mais até 2020. Mais de 900 igrejas foram fechadas no país desde 1970. Muitas hoje abrigam mesquitas.

Segundo Silantiev Romano, professor da Universidade Estatal de Moscou e estudioso do Islã, esses dados mostram uma tendência do cristianismo ser extinto na Europa como parte da rápida mudança no mundo. Para o estudioso, essa é uma derrota real para o Ocidente, que está perdendo inegavelmente espaço para o Islã, em um fenômeno de “ocupação cultural”.

De acordo com Romano, a negação dos valores cristãos europeus, mostra que em algumas décadas o Velho Continente poderá estar dividido entre ateus (ou sem-religião) e os muçulmanos.

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* Islã alcançando o Catolicismo como religião dominante da França.

quinta-feira, janeiro 31st, 2013

Fonte: Soeren Kern

“Ao mesmo tempo, o governo socialista na França recentemente inaugurou uma mega-mesquita em Paris como um primeiro passo rumo a “progressivamente construir uma França Islâmica.”

A maioria do povo na França, de acordo com uma nova pesquisa, acredita que o Islã é influente demais na sociedade francesa, e quase metade vê os muçulmanos como uma ameaça à sua identidade nacional.

A pesquisa revela uma significante degradação da imagem do Islã na França.  Os resultados também demonstram que os eleitores franceses estão ficando crescentemente constrangidos com a imigração em massa proveniente dos países muçulmanos, que foi encorajada por uma geração de elites políticas e culturais na França, dedicadas a criar uma sociedade multicultural.

A pesquisa conduzida pelo Instituto Francês de Opinião Pública (ou Ifop, como é usualmente chamado) e publicada pelo jornal de centro-esquerda Le Figaro em 24 de outubro de 2012, demonstra que 60% dos franceses acreditam que o Islã se tornou “visível e influente demais” na França – mais do que os 55% em uma sondagem anterior dois anos atrás.

A pesquisa também revela que 43% dos franceses consideram a presença de imigrantes muçulmanos uma ameaça à identidade nacional francesa, comparados aos apenas 17% que disseram que ele enriquece a sociedade.

Em acréscimo, 68% dos franceses culpam os problemas associados com a integração muçulmana nos imigrantes que recusam a se integrar (mais do que os 61% de dois anos atrás), e 52% culpam as diferenças culturais (mais do que os 40% de dois anos atrás).

A pesquisa também demonstra uma crescente resistência aos símbolos do Islã. Aproximadamente dois terços (63%) dos franceses dizem que se opõem às muçulmanas vestirem-se com véus ou lenços de cabeça islâmicos em público, comparados aos 59% de dois anos atrás.

Além disto, a sondagem demonstra que somente 18% dos franceses disseram apoiarem a construção de novas mesquitas na França (comparados aos 33% em 1989, e 20% em 2010).

“Nossa pesquisa demonstra um endurecimento maior nas opiniões dos franceses”, contou Jerome Fourquet, presidente do departamento de opinião do Ifop. “Em anos recentes, houve uma semana que o Islã não tinha estado no coração das notícias por razões sociais: o véu, a comida halal, as notícias dramáticas como ataques terroristas ou razões geopolíticas”, disse ele.

A França, que é o lar de cerca de seis milhões de Muçulmanos e tem a maior população muçulmana na União Européia.  Eles são hoje na França, em verdade, Muçulmanos mais praticantes do que são os Católicos Romanos.

Embora 64% da população francesa (ou 41,6 milhões dos 65 milhões de habitantes na França) identifiquem-se como Católicos Romanos, somente 4,5% (ou 1,9 milhões) desses são realmente Católicos praticantes, de acordo com uma sondagem separada sobre o Catolicismo na França, publicada pelo em Julho de 2009.

Com o objetivo de comparação, 75% (ou 4,5 milhões), destes estimados seis milhões, geralmente Muçulmanos do Norte da África ou subsaarianos, identificam-se como “crentes”; e 41% (ou 2,5 milhões) dizem serem Muçulmanos “praticantes”, de acordo com uma reportagem de pesquisa aprofundada sobre o Islã na França, publicada pelo Ifop em Julho de 2011.

Tomada conjuntamente, os dados da pesquisa fornecem evidência empírica que o Islã está bem no caminho de alcançar o Catolicismo Romano como a religião dominante na França.

Essa tendência é também refletida no fato que as mesquitas estão sendo construídas mais freqüentemente na França do que as igrejas Católico-Romanas; aproximadamente 150 novas mesquitas estão sob construção na França.

O número total de mesquitas na França já duplicou para mais de 2.000 durante apenas os últimos dez anos, de acordo com uma reportagem de pesquisa: “Mesquitas em construção: O Controle do Islã na França e na Holanda.” O reitor da Grande Mesquita de Paris, Dalil Boubakeur, tem pedido para o número de mesquitas no país ser duplicado novamente – para 4.000 – para se adequar à demanda crescente.

Em contraposição, a Igreja Católica Romana construiu somente 20 novas igrejas na França durante a última década, e fechou formalmente mais de 60 igrejas, muitas das quais estão destinadas a se tornarem mesquitas, de acordo com pesquisa conduzida pelo La Croix, um diário Católico Romano baseado em Paris.

Em semanas recentes, as tensões se incendiaram sobre a proposta de conversão de uma igreja vazia em uma mesquita na cidade central francesa de Vierzon. A controvérsia envolve Saint-Eloi, uma pequena igreja situada em uma vizinhança operária que foi tomada por imigrantes do Marrocos e Turquia.

Com seis igrejas para serem mantidas e menos fiéis cada ano, as autoridades Católico-Romanas em Vierzon dizem que dificilmente possam manter Saint-Eloi. Eles agora querem vender a construção por €170,000 ($220,000) para uma organização muçulmana marroquina que quer converter a igreja em uma mesquita.

Em uma entrevista com o semanário Francês Le Nouvel Observateur, Alain Krauth, o padre da paróquia da maior igreja Católica em Vierzon disse: “A comunidade Cristã não é tão importante como costumava ser no passado.  Se muçulmanos moderados compram Saint-Eloi, nós somente podemos ficar felizes que os Muçulmanos de Vierzon são capazes de celebrar sua religião.” Seus comentários foram recebidos com horror pelos cidadãos locais que estão hoje tentando impedir a igreja de se tornar uma mesquita.

Cenas similares estão sendo exauridas de lado a lado na França.

Na cidade próxima de Poitiers, perto de 70 membros de um grupo de juvenil conservador conhecido como Geração Identidade recentemente ocupou uma mesquita (FOTO ACIMA) que está sendo construída no maciçamente Muçulmano distrito da cidade de Buxerolles. A incursão no dia 21 de Outubro de 2012 tinha a intenção de protestar contra o crescimento da influência islâmica na França.

Os manifestantes subiram no telhado da mesquita e estenderam uma faixa com a simbólica frase “732 Geração Identidade”, uma referência ano ano de 732, quando Carlos Martel barrou o avanço do exército muçulmano ao norte de Poitiers (também conhecido como a Batalha de Tours).

Ao mesmo tempo, o governo socialista na França recentemente inaugurou uma mega-mesquita em Paris como um primeiro passo rumo a “progressivamente construir uma França Islâmica.”A nova mesquita, localizada no norte do subúrbio de Paris de Cergy-Pontoise, não é somente vasto em dimensões, mas é também altamente visível e simbólica: seu minarete da torre, que foi intencionalmente desenhada para mudar o horizonte do subúrbio por ser mais alta do que qualquer campanário de igreja na vizinhança, é provável que se torne o “novo símbolo do Islã na França.”

Falando em nome do Presidente Francês François Hollande na cerimônia de inauguração da mesquita em Cergy, o Ministro do Interior da França, Manuel Valls, articulou a política do governo Socialista vis-à-vis à construção de novas mesquitas na França.  Ele declarou: “Uma mesquita, quando é erguida na cidade, significa uma coisa simples: o Islã tem seu lugar na França.”

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* Igreja católica cresce nos países nórdicos – conhecidos pelo seu secularismo e protestantismo liberal.

sábado, janeiro 26th, 2013

Revista católica inglesa The Tablet

Os países que compõem a Escandinávia estão entre os mais seculares do mundo. No entanto, a partir de pequenos começos, a Igreja Católica está se expandindo e experimentando um aumento constante de vocações, estimulado pela relativa liberdade para expressar seus pontos de vista.

Quando a Conferência dos Bispos Nórdicos se encontrou na Islândia em setembro passado, observou-se uma tendência nova e estimulante. A Igreja Católica está crescendo na Escandinávia e está mostrando sinais de vitalidade de várias maneiras, sendo uma delas o crescente número de vocações, tanto ao sacerdócio secular, quanto às ordens religiosas.

Um mês depois, no Sínodo dos Bispos, em Roma, o Papa Bento XVI mencionou a Noruega entre os países onde a Igreja está experimentando uma renovação. Ele concluiu: “Vemos hoje, onde ninguém esperaria, como o Senhor está presente e é poderoso, e como ele continua sendo eficaz através do nosso trabalho e da nossa reflexão”.

Atualmente, dos cerca de 282 mil católicos registrados nos países escandinavos, há 31 candidatos se preparando para o sacerdócio. Olhando para trás ao longo dos últimos 15 anos, isso indica um crescimento pequeno e constante – embora não impressionante – de vocações e da população católica. Em proporção ao número total de católicos, os países escandinavos têm mais seminaristas e pessoas nos primeiros estágios da vida consagrada do que muitas outras regiões da Europa. A Arquidiocese de Viena, na Áustria, por exemplo, tem 30 seminaristas de um total de 1,3 milhão de católicos.

A Conferência dos Bispos Nórdicos fornece as seguintes estatísticas:

- A Suécia tem nove seminaristas em formação para o sacerdócio secular e oito se preparando para a ordenação em ordens religiosas de um total de 103.500 católicos (de uma população de quase 9,5 milhões).

- A Noruega tem nove seminaristas de um total de 115.600 católicos (população: 4,9 milhões).

- A Dinamarca tem dois seminaristas de um total de 40.400 católicos (população: quase 5,6 milhões).

- A Finlândia tem dois seminaristas de um total de 11.900 católicos (população: 5.4 milhões).

- A Islândia tem um seminarista de um total de 10.500 católicos (população: 319 mil).

Além disso, o Neocatecumenato tem 18 candidatos em formação na Dinamarca e 15 na Finlândia. Em termos de vocações para as congregações femininas, parece que as irmãs contemplativas estão se saindo melhor do que as irmãs de ordens apostólicas, embora não haja estatísticas disponíveis.

Como esses números encorajadores podem ser explicados?

A análise impressionista a seguir se baseia em entrevistas informais, assim como em minhas próprias reflexões. Ela não é de modo algum um abrangente estudo sociológico.

O amor por Jesus Cristo e o sentimento de um chamado constituem uma motivação absolutamente central para os candidatos, vários dos quais foram recebidos na Igreja Católica já adultos.

Matteus Collvin, um dos seminaristas suecos, aponta que a intensa busca de Deus durante um processo de conversão eclesial pode se assemelhar ou conduzir a uma exploração igualmente completa do caminho pessoal de serviço.

O fato de a religião hoje fazer parte da esfera pública, enquanto ela era quase um tabu há apenas duas décadas, facilita a busca, de acordo com Collvin. Mesmo que o catolicismo e o sacerdócio católico ainda sejam percebidos como algo muito estranho pela sociedade em geral, os candidatos sentem que o crescente interesse pela religião (incluindo por suas formas não tradicionais) faz com que o seu modo de vida seja suficientemente aceito.

O bispo da diocese católica de Estocolmo, Anders Arborelius, diz que os candidatos se instalaram bem e se sentem em casa tanto na cultura católica, quanto na cultura sueca tradicional, que está se tornando mais pluralista. Alguns candidatos têm um progenitor sueco nativo e outro que é imigrante católico. Essa mistura forma alguém que discerne e se torna criticamente leal à Igreja, assim como aos valores e aos costumes da sociedade civil.

Em algumas questões e valores éticos, no entanto, o catolicismo e o pensamento geral são inconciliáveis. Mas sentir-se familiarizados com ambos torna os candidatos capazes de navegar as águas morais, mesmo que nem sempre sejam capazes de desfazer a tensão.

Dom Arborelius também sugere que a Igreja Católica na Escandinávia tem a vantagem de estar menos entrelaçada com os sentimentos e as estruturas nacionais, em comparação, por exemplo, com a Igreja em Flandres ou no País Basco. Os católicos praticantes são estimulados pelo desafio missionário de ser uma comunidade minoritária, que não esteve em uma posição dominante no passado.

Ao contrário da Igreja Luterana na Escandinávia, a Igreja Católica não faz parte do sistema dominante na sociedade. Apesar de uma separação oficial entre Igreja e Estado, o controle e a influência política sobre as Igrejas luteranas ainda é ativo sob muitas formas. A Igreja Católica, ao contrário, é menos dependente e parece mais livre para manifestar os seus pontos de vista, independentemente da opinião pública.

Uma série de iniciativas promissoras foram tomadas na Escandinávia nos últimos anos, que desenvolveram a comunidade católica em geral e promoveram vocações em particular. Três delas se destacam. A irmã Marie Ronnegård, do Convento de São Domingos, em Rögle, no sul da Suécia, está impressionada com a rede de católicos jovens e comprometidos na Noruega. O trabalho com jovens noruegueses foi construído sobre bases lançadas pelas gerações passadas. Autores como Sigrid Undset e várias personalidades carismáticas franciscanas e dominicanas deram ao catolicismo um rosto atraente. Grandes grupos de acólitos são cuidadosamente formados, e o clero é altamente profissional no encorajamento que oferece aos possíveis candidatos ao sacerdócio.

Em segundo lugar, na região de Gotemburgo, na Suécia, os franciscanos e várias pessoas da paróquia principal da cidade também trabalham extensivamente com a geração jovem.

Em terceiro lugar, em 2010, houve a inauguração do Newman Institute, em Uppsala, a primeira universidade católica na Suécia desde a Reforma. Administrada pela Companhia de Jesus, ela oferece cursos de filosofia, teologia e estudos culturais. Sua graduação em teologia é credenciada pelo Estado, e um pedido de reconhecimento da graduação em filosofia acaba de ser enviado à Autoridade Sueca de Ensino Superior.

O seminário da diocese católica de Estocolmo ocupa uma nova ala do Newman Institute. Embora a formação sacerdotal costumava ocorrer predominantemente em Roma, a Igreja Católica da Suécia se beneficia agora de um seminário local. Os seminaristas frequentam os cursos do Newman Institute, juntamente com leigos de toda aEscandinávia, cerca de 60% deles através do ensino à distância.

Como a comunidade católica é pequena, surgiu um tipo de rede familiar. A Igreja Católica como organização é – talvez surpreendentemente – horizontal, ao invés, o que reflete a cultura de gestão escandinava geral, como descrita nos livros Moments of Truth (ou, traduzido literalmente, Chore pelas Pirâmides!), de Jan Carlzon, o inspirador ex-presidente das Linhas Aéreas Escandinavas. Os bispos geralmente conhecem os fiéis pelo nome, e, embora os títulos sejam usados, a conversa rapidamente se desloca para o mais familiar pronome da segunda pessoa.

Outro elemento que promove as vocações é o fato de que os católicos praticantes dos países nórdicos em geral falam favoravelmente sobre o sacerdócio e a Igreja Católica. Eles se identificam fácil e naturalmente com o catolicismo. Há uma atmosfera de otimismo sem negar, contudo, os problemas existentes e a necessidade de melhorias. Aqueles que pensam em uma possível vocação podem se motivar por representar uma comunidade católica com a qual outros católicos podem desejar se associar. Padres, irmãs e irmãos provavelmente são respeitados, embora não sejam nem excessivamente venerados, nem irremediavelmente desrespeitados.

A Ir. Marie Ronnegård, do Convento de São Domingos, lembra que, quando ela frequentava a escola secundária nos anos 1980, os alunos eram premiados com notas altas por desconstruir e criticar um assunto. Em sua opinião, esse ato de rasgar as coisas levou a uma atitude cínica, ao invés. Ao contrário, o ensino católico oferece uma visão de mundo coerente e mais significativa, embora permita ainda tanto a reflexão crítica quanto o debate. Para quem vem da tradição dominicana, isso só pode ser visto como encorajador.

Mais em geral, a prioresa do Convento de São Domingos, Ir. Sofie Hamring, afirma que todas as explicações sociológicas são secundárias ao amor essencial por Jesus Cristo. O Espírito Santo está agindo. Não obstante seu foco em aspectos teológicos, a Ir. Sofie defende que a Suécia tem estado na vanguarda em termos do questionamento de valores morais, mas não necessariamente sempre para melhor.

Nas últimas décadas, a Suécia assumiu a liderança no liberalismo, e as pessoas têm podido experimentar quase tudo, sem limites ou fronteiras. O que estamos experimentando agora é uma contrarreação a esse liberalismo, uma reação que pode vir à tona em outros países também.

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* Hungria transfere escolas públicas a instituições religiosas.

sexta-feira, janeiro 25th, 2013

O governo húngaro está transferindo as escolas públicas para instituições religiosas, noticiou a revista francesa L’Express. (Veja reportagem em Francês)

Essa política deixa furiosos os líderes socialistas dentro e fora da Hungria, inclusive nos países europeus onde a educação pública apresenta resultados calamitosos. As iradas queixas vão contra o fato de que com política do governo húngaro está sendo restaurada a moral tradicional.

Nas escolas, voltam os cantos religiosos e a oração em comum no início das aulas. Os pais dos alunos escolhem o catecismo que será ensinado a seus filhos.

As igrejas conservam suas subvenções, independente do número de alunos. Na pequena cidade de Alsoörs, apresentada como um caso típico por “L’Express”, só duas famílias de um total de 96 votaram contra a transferência da escola à igreja, patenteando o apoio popular à medida.

O singular é que um pároco católico, após consultar o bispo, recusou a escola, talvez por espírito ecumênico ou dialogante com o mundo laicizado.

Oitenta escolas já foram cedidas pelas prefeituras que, além do mais, ficaram satisfeitas porque não terão de arcar com despesas que eram insustentáveis na crise.


Sindicatos e partidos de esquerda estão também revoltados com os cursos de catecismo nas escolas, ainda em mãos do Estado.

Rozsa Hoffmann, ministro da Educação, deplora a falta de valores morais: “Nós queremos reabilitá-los, seja a proteção da vida humana, o respeito pelo trabalho e pelas leis, a honestidade e o amor à pátria. A escola não é um local só para adquirir conhecimentos, ela também deve transmitir valores” – justificou.

A lei de educação se insere no contexto da nova Constituição da Hungria.

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* Depois de Paris, Dublin… Europa DESPERTA? 30 mil a favor da vida!

terça-feira, janeiro 22nd, 2013

Depois da manifestação pelo verdadeiro matrimônio na França outra manifestação na Europa marca a luta pela vida e pela família.

Na Irlanda mais de 30 mil pessoas se manifestaram neste sábado 19 de janeiro perto do Parlamento irlandês de Dublin para urgir o Governo a não reformar a atual lei de aborto e proteger “o direito (à vida) dos não nascidos”.

Conforme assinala a Europa Press, a porta-voz do grupo pró-vida que convocou à marcha, Caroline Simons, explicou que a lei irlandesa protege a mãe e a sua vida inclusive nos casos em que não se pode salvar o bebê.

Um dos participantes da multitudinária manifestação, que pode ser visto no vídeo que acompanha esta nota, assinala que “acredito que todo criança tem direito a viver. Queremos permanecer pró-vida e manter o aborto longe deste país”.

Outra das assistentes assinala que “o aborto é a máxima expressão da violência contra crianças. Estou aqui para dizer ao governo que não vamos aceitar isso”.

O debate sobre a lei de aborto na Irlanda reabriu-se em novembro quando uma mulher grávida de 31 anos, Savita Halappanavar, faleceu de septicemia. O caso foi manipulado pelos promotores do aborto quem impulsionaram sua agenda argumentando que o aborto “teria resolvido” o problema.

Os ativistas pró-vida precisaram em distintas ocasiões que a morte da mulher não foi causada pela proibição do aborto no país.

Savita tinha 17 semanas de gravidez quando foi ao Hospital Universitário de Galway, na noite de 20 de outubro, por uma severa dor de coluna. Os médicos determinaram que estava sofrendo um aborto espontâneo.

Depois de saber que perderia seu filho, pediu várias vezes um aborto, mas lhe disseram que a equipe médica não realizaria tal procedimento enquanto o coração de seu bebê ainda pulsasse.

No dia 24 de outubro, o bebê morreu, e seu corpo foi retirado. A mãe foi transferida à unidade de cuidados intensivos. No dia 27 de outubro, seu coração, rins e fígado tinham deixado de funcionar, e ela morreu no dia seguinte de septicemia.

O Life Institute na Irlanda revelou a manobra orquestrada pelos promotores do aborto, ao planejar a difusão nos meios e a pressão política depois da trágica morte de Savita.

A porta-voz do Life Institute, Niamh Uí Bhriain, revelou que tem em seu poder uma cópia de um correio eletrônico, no qual se evidencia que os abortistas conheciam o caso antes mesmo que este chegasse aos meios de comunicação, e “de forma muito desagradável (o) descreveram como uma ‘notícia importante para a mídia”.

O caso foi após manipulado pelos abortistas que marcharam em várias cidades irlandeses exigindo a reforma da lei ao primeiro-ministro Enda Kenny; enquanto que os pró-vidas recordam que o líder irlandês prometeu durante sua campanha não modificar a norma atual.


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* Assinaturas pela vida, na Europa.

quinta-feira, janeiro 10th, 2013


Entrevista com Carlo Casini, Por Antonio Gaspari

A iniciativa “Um de nós”, promovida pelos cidadãos europeus (One of Us, www.oneofus.eu) está se tornando cada vez mais concreta. Autorizada a captar assinaturas on-line, ela conta com movimentos, associações, fóruns, clubes e igrejas que mobilizam os seus membros e os convidam a assinar o documento em defesa da vida.

Conforme previsto pelo Tratado de Lisboa, os promotores de “Um de nós” devem coletar um milhão de assinaturas em pelo menos sete países europeus para que a Comissão Europeia programe um eventual ato jurídico voltado a reconhecer o pedido apresentado pelos cidadãos.

“One of Us” é uma iniciativa particularmente importante porque pede o reconhecimento da vida desde a concepção.

ZENIT entrevistou Carlo Casini, presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu e presidente do Movimento pela Vida italiano (MPV), que explica que “One of Us” promove o compromisso da Europa com o fim das concessões de fundos a programas contrários à vida.

Casini pede especialmente o bloqueio dos fundos concedidos a organizações que promovem o aborto nos países em vias de desenvolvimento, mas não apenas isto. “Infelizmente, a Europa está financiando a pesquisa científica que manipula e destrói embriões, além de fundos internacionais que propagam o aborto como solução sanitária para os problemas das mulheres. Eu acho que, com o reconhecimento da vida desde a concepção, as políticas da Europa mudariam em favor da vida nascente”.

Sobre o porquê de um cidadão dever interessar-se pelo projeto “One of Us”, Casini explica a necessidade de parar a matança de inocentes, que, todos os anos, vê mais de um milhão e duzentos mil meninos e meninas concebidos serem impedidos de nascer. É “uma oportunidade para que a Europa volte a ser o continente do direito à vida”.

A mobilização dos cidadãos europeus pelo reconhecimento da vida humana desde a concepção, segundo Casini, já está produzindo bons resultados, como a coordenação dos movimentos pró-vida e pró-família em vários países. O debate motivado por “One of Us” está estimulando um progresso cultural e social na Europa e no mundo, prossegue ele. “É o reconhecimento da dignidade do ser humano”.

O presidente do MPV conclui: “Com o compromisso de não financiar mais as iniciativas educacionais, culturais e de saúde que promovem o aborto, e com o reconhecimento da vida humana desde a concepção, a Europa seria uma referência importante para o mundo inteiro”.

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* Igrejas católicas incendiadas na Áustria e na França, no Natal.

sexta-feira, janeiro 4th, 2013

ACI

Nos dias próximos ao Natal de 2012 templos católicos foram queimados na Áustria e na França. Os incidentes poderiam ter sido originados por ódio à fé.

Na cidade de Amstetten (Áustria) três igrejas foram queimadas no último 23 de dezembro, enquanto que a representação do presépio do Menino Jesus foi queimada em uma igreja da localidade de Barby, na região da Saboia (França), no dia 18 de dezembro.

Um jovem, que as autoridades consideram o principal suspeito do incêndio das igrejas na Áustria, não soube explicar os motivos às autoridades ao ser interrogado, e parecia confuso.

Não se descarta que esta tenha sido uma agressão anticristã, já que só as igrejas foram atacadas.

No caso da França, o presépio ao interior da igreja foi queimado entre as 7 e 8 da noite do dia 18 de dezembro, sem nenhum vestígio de que se tratou de um acidente.

O sacristão do templo indicou aos meios de comunicação que não é a primeira vez que se apresenta um ataque contra a igreja.

Com efeito, em anos anteriores, a porta da igreja foi danificada, um dos vidros do salão de reuniões da paróquia foi quebrado, diversos livros foram queimados, entre outros danos.

Nos dias seguintes os pais e crianças da paróquia armaram um novo presépio para substituir o que fora queimado.

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* Na Dinamarca, onde o aborto é legalizado, a taxa de mortalidade entre as mulheres que abortam é três vezes maior do que entre as que não abortam.

terça-feira, dezembro 18th, 2012

Jorge Ferraz

O aborto é intrinsecamente errado porque é o assassinato direto de um ser humano inocente, é um mal em si; e o que é mal em si não pode ser utilizado nem mesmo para se obter um fim bom. Assim, p.ex., supondo-se que certos efeitos bons pudessem decorrer [da legalização] do aborto (p.ex., uma melhoria da saúde das mulheres de um país), ainda assim o aborto não poderia ser aceito.

A discussão aqui não é meramente utilitarista, e sim de princípios: se for sempre errado matar um ser humano, então os seres humanos não podem ser mortos em nenhuma situação. Trazer a discussão para uma casuística forçada (“ah, vejam as pobres mulheres que morrem fazendo abortos clandestinos!”) é falsificá-la e se furtar a encará-la no campo dos princípios, que é o seu lugar natural e, portanto, é o foro onde ela deve ser tratada.

Mesmo assim, é interessante ver que até a nível utilitarista o aborto é uma péssima idéia. Recentemente divulgou-se (aqui no original de LifeSiteNews.comaqui em uma adaptação para o português) um estudo realizado na Dinamarca com mulheres em idade fértil ao longo de 25 anos.

Uma das suas conclusões é que um único aborto realizado aumenta o risco de morte materna em 45% em comparação com as mulheres que nunca fizeram um aborto. E este efeito é cumulativo (o que se chama, segundo LSN, de “dose effect”): para mulheres que fizeram dois abortos, este percentual aumenta para 114%; com três ou mais, chegamos a um risco de morte 192% maior em comparação com quem nunca realizou um aborto. Ou seja, praticamente três vezes maior.

Atenção! Não estamos falando simplesmente de mortes decorrentes diretamente do aborto em si (digamos, complicações pós-abortivas), é lógico, porque a taxa de mortalidade por complicações de aborto de quem nunca realizou aborto algum é zero. Está-se falando de mortalidade em geral.

Abstract do artigo explica a sua metodologia: foram utilizados «dados das mulheres nascidas entre 1962 e 1993 (n = 1.001.266) (…) para identificar relações entre padrões de término de gravidez e taxas de mortalidade ao longo de 25 anos». Analisando-se um universo de mais de um milhão de mulheres, descobriu-se que as mulheres que realizaram abortos apresentavam uma taxa de mortalidade até três vezes maior do que aquelas cujas gravidezes sempre terminaram em nascimentos! E ainda nos querem convencer que os promotores do aborto estão preocupados com a saúde das mulheres…

Aqui não se trata, repitamos, de mortes decorrentes de abortos clandestinos realizados “em condições inseguras”: nós estamos falando da Dinamarca, onde o aborto é legalizado há quase quarenta anos (legislação obtida via Wikipedia)! Ou seja, legalizar o aborto só fez com que as taxas de mortalidade entre as mulheres que abortam fossem três vezes maiores do que entre as que não abortam. À luz destes dados, cabe perguntar quais são os reais interesses por detrás dos que promovem o aborto. Será que estão realmente falando da saúde das mulheres?

Com base nestes números, podemos com segurança dizer que a verdadeira “questão de saúde pública” responsável por altos índices de mortalidade materna é o aborto em si, e não a sua proibição. Muito pelo contrário até: se desejamos melhorar a saúde das nossas mulheres, é fundamental garantir que elas não realizem jamais nenhum aborto, para que assim possam viver mais e melhor.

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