Posts Tagged ‘Europa’

* Tribunais islâmicos clandestinos julgam na Europa

sábado, março 6th, 2010

Local onde segundo a policia se julgou mulher por adultério

A polícia da Catalunha desvendou o funcionamento de tribunais islâmicos clandestinos na Espanha.

Eles aplicam a Sharia, ou lei islâmica, não-escrita e que contem flagrantes contradições com as leis ocidentais. Sete imigrantes muçulmanos foram presos em Tarragona indiciados por cárcere privado, tentativa de homicídio e associação ilícita.

A existência do tribunal foi descoberta após julgar uma mulher, informou o jornal “Diário de Tarragona”.

A sharia inclui penas de morte contra os cristãos ou contra os muçulmanos que tenham certas relações, como casamento, com cristãos.

O fato dá-se não só na Espanha. Na Grã-Bretanha, a lei secreta maometana é usada até pela Justiça para resolver pequenas causas.

A penetração muçulmana na Europa vai instalando um “Estado” maometano subterrâneo dentro dos Estados nacionais outrora cristãos.

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* A cada 26 segundos uma mulher aborta na União Européia.

segunda-feira, março 1st, 2010


A cada 26 segundos uma mulher faz um aborto na União Europeia, o que totaliza mais de 3300 por dia, constituindo “a principal causa de morte na Europa”, revela um relatório do Instituto de Política Familiar (IPF).

Nos últimos 15 anos (1994-2008) realizaram-se 28 milhões de abortos na Europa, similares à população de países como Roménia, Holanda ou quase toda a população da Dinamarca, Eslovénia, Estónia, Lituânia, Letónia, Malta, Luxemburgo e Chipre.

O relatório sobre o “Aborto da Europa 2010”, que será divulgado na terça feira no Parlamento Europeu, em Bruxelas, revela que se realizam mais de 1,2 milhões de abortos por ano nos 27 países da União Europeia (UE).

“Os dados apontam para milhares de tragédias pessoais, familiares e comunitárias”, que são um desafio prioritário para a sociedade em geral e para os governos, afirmou o presidente do IPF, uma federação internacional, Eduardo Hertfelder.

“Cada mãe que não tem outra opção senão abortar é um fracasso dos governos e da sociedade por não quererem ou não saberem ajudar”, sublinhou Hertfelder.

Para o IPF, é “necessário e urgente” que as autoridades apliquem uma verdadeira política de prevenção baseada no aumento da ajuda do Estado, com apoio económico para a mulher grávida, e na informação de prevenção, nomeadamente as alternativas ao aborto.

“Continuar a esconder a realidade não é a solução. É necessário ter um compromisso firme para a vida e fazer uma política eficaz da prevenção e ajudar as mães grávidas a ter as suas crianças”, sustentou o responsável.

O IPF considera essencial desenvolver políticas que assegurem os direitos das crianças e o direito das mulheres à maternidade e incluam o aborto com uma forma de violência contra as mulheres.

O relatório foi elaborado por uma equipa multidisciplinar com peritos de várias áreas, como demografia, psicologia e medicina, que analisou as questões mais significativas, com base na informação fornecida por várias organizações internacionais.

Fonte:

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* Tony Blair derrubou a política do governo britânico de proibir aos católicos que representem o país na Santa Sé

sábado, fevereiro 27th, 2010

Tony Blair derrubou a política do governo britânico de proibir aos católicos que representem o país na Santa Sé, ao considerar a proibição como “a coisa mais ridícula que já ouvi na vida”. Isso é o que o primeiro-ministro – agora católico também – revela em um documentário divulgado  pela BBC (British Broadcasting Corporation) da Irlanda do Norte.

No documentário, intitulado “Nosso homem no vaticano”, Blair comenta sua surpresa ao conhecer esta política em 2005, quando o cargo de embaixador ficou vacante.

“Eu disse: ‘É o Vaticano, o Papa é católico. Quer dizer que nós atualmente como política… não podemos ter um católico? (…) O que é isso? É a coisa mais ridícula que já ouvi na vida’”, comentou Blair, segundo informa a BBC.

“Você pode imaginar que nós dissemos durante anos e anos que a única categoria de pessoa que não podemos ter como embaixador na Santa Sé é alguém que compartilha sua fé? – acrescentou. Não acho que isso seja muito sensível, não atualmente.”

“Além de discriminatório, até que ponto é idiota?” – perguntou.

As relações diplomáticas formais entre a Inglaterra e a Santa Sé foram estabelecidas pela primeira vez em 1479; de fato, o cargo de embaixador na Santa Sé é o mais antigo no serviço diplomático do Reino Unido.

No entanto, quando a relação da Inglaterra com o Vaticano sofreu atritos sob Henrique VIII, os laços se romperam e só se restauraram em 1914.

A BBC indicou que, em 1917, um memorando do Foreing Office estabelecia que a representação da Grã-Bretanha na Santa Sé “não deveria ser desempenhada com insensato temor ao Papa”.

A eleição da Administração Blair de Francis Campbell, ainda embaixador britânico, finalmente rompeu esta tendência.

Agora, a embaixada é considerada uma “parte vital da rede internacional do Reino Unido – como explica o site da própria embaixada. A missão trabalha conjuntamente com a Santa Sé sobre desenvolvimento internacional, diálogo interconfessional e mudança climática. Mas estes exemplos são repetidos em ecumenismo, prevenção de conflitos, desarmamento e direitos humanos, isso sem contar o valor da Santa Sé como um lugar de escuta global”.

“Em uma era na qual a religião emergiu mais uma vez nas relações internacionais, o Vaticano é essencial para o contínuo debate político sobre a relação adequada entre fé e política. O Vaticano é uma influência estabilizadora chave no debate fé-política global e ajuda a manter uma discussão racional”, acrescenta.

O papel de Campbell como embaixador será único neste ano, no qual se prepara a viagem de Bento XVI à Grã-Bretanha, em setembro.

O Santo Padre já causou um alvoroço na Inglaterra quando disse aos bispos do país, em 11 de fevereiro, que alguma legislação projetada para proteger a igualdade impõe “limitações injustas sobre a liberdade das comunidades religiosas para agirem de acordo com suas crenças” e, às vezes, “atualmente, viola a lei natural”.

O governo britânico está discutindo a “Lei de Igualdade”, defendida como proteção contra a discriminação por sexo ou orientação sexual.

Os críticos advertem que esta poderia restringir a liberdade da Igreja de selecionar suas equipes ou inclusive sacerdotes que vivam de acordo com o ensinamento e a moralidade da Igreja.

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* Para onde caminhamos?

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

João José Brandão Ferreira

A Demografia é das questões menos estudadas a nível da sociedade e aquela a que os poderes públicos e o comum dos mortais deixou de prestar a mínima atenção.

Preocupados todos com a crise económica; vinculados ao consumismo e à cultura do prazer; anestesiados pela segurança social; sobrevalorizados no nosso ego pelo primado do individualismo e inundados de muitos outros “ismos” com que a comunicação social nos inunda o coração e a cabeça, deixamo-nos possuir por perigosos mitos de fundamento néscio – mas apelativos – e somos postos à beira de precipícios cada vez mais perigosos.

Reduzida a mortalidade infantil, instituída a pílula e outros métodos contraceptivos; quebrados os laços familiares tradicionais; caídos aos pés dos arautos da libertação da mulher; instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa; consolidada a ditadura dos direitos face aos deveres e mais uma quantidade de coisas que seria ocioso enumerar – e de que todos temos sido relapsos a reflectir nas consequências – veio a originar-se uma brutal redução no número de nascimentos. Esta redução teve especial incidência nos países da Europa Ocidental.

Ora a redução da natalidade que a nível europeu desceu para uma média de 1,4 nascimentos por mulher veio colocar a questão da sobrevivência destas sociedades no futuro.

De fato sabe-se através de estudos sérios, que uma população para se renovar, cada mulher precisa de conceber 2,1 filhos, em vida e que a mesma população deixa de se poder manter em termos culturais quando esse número chega aos 1,9. Já se sabe isto há muito tempo, mas ninguém liga coisa nenhuma, como se governos e pessoas tivessem sido atacados por um desejo de suicídio coletivo. Faltam braços para o trabalho, jovens para os Exércitos, fecham escolas e passou a existir assimetrias etárias cada vez mais assinaláveis.

O avanço da medicina tem aumentado a esperança de vida das pessoas o que faz com que a população idosa seja cada vez maior, com o aumento de custos para a Segurança Social. E tem sido por esta via – que não é a mais crítica, mas aparenta ser a mais sensível – que alguns governantes se começaram a preocupar: falta-lhes o dinheiro!

A tudo isto é necessário juntar os fluxos emigratórios e imigratórios. Isto é, por um lado os países ocidentais vêm chegar ao seu território milhões de seres de outros continentes  e vêm partir, por outro lado, os seus melhores cérebros, que procuram realizações pessoais em países mais avançados, ou de oportunidade.

A demografia tem sido escamoteada com os nascimentos de filhos de emigrantes o que não é propriamente a mesma coisa que nascerem nacionais. A propaganda que favorece e escamoteia tudo isto tomou o nome de “multiculturalismo”.

Não estamos a defender ideias racistas, mas a tentar preservar justas aspirações de individualidade cultural (e soberana) e a tentar evitar futuras convulsões sociais graves. Acresce a isto a vontade de organizações internacionalistas em quererem acabar com as Nações…

Face a este descalabro social e nacional, os poderes públicos eleitos justamente para cuidarem do governo da cidade, em vez de colocarem travões às quatro rodas a esta tragédia que fará o holocausto parecer uma coisa menor; restaurarem o cimento familiar e promoverem a fecundidade, optam justamente por fazer o contrário. Satanás não faria melhor…

Em vez de se promover a vida, aposta-se na cultura da morte, de que as leis abortivas e a eutanásia são exemplos maiores; em vez de se organizar a educação e a estrutura da sociedade para a harmonia familiar, tudo se faz para facilitar a dissolução do casal e o afastamento de ascendentes e descendentes; em vez de se apostar nos incentivos à natalidade, preocupam-se em dar subsídios a quem não trabalha, a dar a mão (e seringas) a drogados e em melhorarem as condições a quem se porta mal e está preso (por ex.).

Em vez de haver preocupação em educar para uma natalidade consciente e para o desenvolvimento de uma sexualidade madura, a única coisa em que se pensa é em impôr aulas de educação sexual nas escolas, de gosto mais do que duvidoso, distribuir preservativos a esmo, etc., e acham que o “vale tudo” é o que está bem, havendo apenas que limitar os estragos.

Os países “mais avançados” do que nós, que apostaram nestas modernices, andam agora a verificar que nenhuma destas avançadíssimas atitudes, melhorou a saúde pública; evitou as gravidezes indesejadas; o número de filhos sem pai; as adolescentes grávidas; o número de abortos feitos em condições clínicas ou outras e toda a parafernália de desarranjos e dramas sociais correlativos. A única coisa que se conseguiu foi a sofisticação da prostituição, o aumento da pedofilia e a prosperidade do negócio pornográfico.

Para onde caminhamos ?

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* Desafios da Igreja da Romênia após a queda do comunismo

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

Romenia no mapa da Europa.

Romenia no mapa da Europa.

Minoritária mas ao mesmo tempo muito variada: assim é a Igreja na Romênia. Seus bispos iniciaram sua visita ad limina apostolorum em Roma.

Ao longo desta semana, os prelados visitarão vários dicastérios, apresentarão seus planos e se encontrarão com Bento XVI.

Uma minoria que constitui “o sal da terra”

A Romênia tem uma população de cerca de 21 milhões de habitantes, dos quais os católicos representam 8,5 %.

A Conferência Episcopal da Romênia reúne 12 circunscrições eclesiais, e está dividida em duas partes: uma segue o rito latino, a outra o rito bizantino. Segundo o presidente dos bispos do país, Ioan Robu, este fato “representa um pouco da imagem da Igreja universal”.

Os prelados alternam-se na presidência e na vice-presidência da Conferência Episcopal. Por um período, a Conferência é dirigida com base no rito latino, e no período sucessivo, de acordo com o rito bizantino.

Duas décadas de liberdade religiosa

Durante o regime comunista, foram proibidas quaisquer manifestações públicas de fé. Por essa razão, as visitas ad liminaficaram suspensas de 1937 até 1991. A partir de 1989, a Romênia viu o reflorescer de diversas confissões religiosas. A maior parte dos habitantes do país é ortodoxa. Há também comunidades protestantes e pequenas comunidades judaicas e muçulmanas.

“Enquanto que até 1989 as atividades religiosas só podiam ser desempenhadas no interior das igrejas, hoje a atuação das pastorais se estende por diversos campos: dos veículos de comunicação em massa às escolas e universidades, aos hospitais, às forças armadas, aos presídios”, disse Dom Robu.

A visita de João Paulo II, em 1999, e seu encontro com o patriarca Teoctist, marcaram o início de uma nova fase para as pastorais do país, bem como para o diálogo com os ortodoxos.

Segundo Dom Robu, a comunidade católica romena é hoje “bem organizada canonicamente, desenvolvendo atividades comparáveis às de uma igreja que não tenha sofrido perseguições por tantos anos, como nós”.

Há, entretanto, alguns impasses com os ortodoxos, como a disputa por algumas igrejas e monastérios antigos confiscadas pelo regime comunista, e mais tarde entregues à Igreja Ortodoxa.

As emigrações, o envelhecimento da população e a secularização são outros desafios impostos à Igreja Católica na Romênia.

“Os que deixaram o país foram sobretudo os jovens, por razões de trabalho. Dessa forma, precisamente no momento em que se buscava um crescimento de nossas comunidades paroquiais, verificou-se esta fuga para o exterior, causada pela pobreza material”, comentou o presidente da Conferência Episcopal Romena.

Questionado sobre os frutos dos últimos 20 anos de trabalho pastoral em seu país, o arcebispo Robu concluiu sua entrevista para a Rádio Vaticana dizendo que “estas não são coisas fáceis de mensurar”, afirmando ainda que “a Graça de Deus tem crescido entre aqueles que nos foram confiados”, e que sua Igreja “tem conservado sua identidade católica e ainda a mantém”.

Zenit

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* Tribunal europeu julga contra religião nas carteiras de identidade na Turquia.

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Um tribunal europeu ordenou à Turquia a eliminar a seção de filiação religiosa das carteiras de identidade dos cidadãos, afirmando que a prática é uma violação dos direitos humanos.

As minorias religiosas e, em especial, cristãos convertidos na Turquia têm enfrentado discriminação por causa da declaração obrigatória de religião em suas carteiras de identidade, que foi aplicada até 2006. Desde então, os cidadãos estão autorizados a deixar o campo “religião” da sua carteira de identidade em branco.

O acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (ECHR) “é uma coisa boa”, disse Zekai Tanyar, presidente da Aliança Protestante Turca, citando preconceitos contra cristãos convertidos.

“[A religião na carteira de identidade] pode custar o emprego das pessoas”, disse ele. “Tem sido usada para decidir se uma pessoa consegue um emprego ou não, como as pessoas olham para eles, se elas são aceitas para um posto de trabalho ou um processo seletivo de algum tipo. Portanto, eu acho que [a decisão] é uma coisa boa e adequada”.

Tanyar disse que os mesmos princípios se aplicam no caso dos muçulmanos que vivem em um país que tinha preconceitos contra os mesmos. Para os convertidos na Turquia, ter de declarar a sua religião nas suas carteiras de identidade, “na prática, e na experiência das pessoas, tem sido negativo.”

A decisão do ECHR veio depois de um turco muçulmano apresentar uma petição impugnando a sua carteira de identidade, que declarou a sua religião como “Alevi” e não muçulmano. Os alevis praticam uma forma de islamismo xiita, que é diferente do da maioria muçulmana sunita.

O tribunal decidiu em uma votação de 6 contra 1 que qualquer menção de religião em uma carteira de identidade violava os direitos humanos. O país foi considerado estar em violação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos – da qual a Turquia é uma das signatárias – especificamente o artigo 9º, que trata da liberdade de religião e de crença; artigo 6º, que está relacionado ao devido processo legal, e artigo 12, que proíbe a discriminação.

A presença da “religião” na carteira de identidade turca, obriga as pessoas a divulgar, contra sua vontade, informação sobre um aspecto de suas convicções pessoais, o tribunal decidiu.

Embora o governo tivesse argumentado que a indicação da religião nas carteiras de identidade não obrigava os turcos a divulgar suas convicções religiosas, o ECHR considerou que o Estado estava fazendo avaliações da fé de pretendentes a cargos públicos, violando assim o seu dever de neutralidade e imparcialidade.

Em um comunicado sobre a decisão desta semana, primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan disse que a decisão estava em consonância com as intenções do governo.

“Eu não vejo a decisão da ECHR como anormal”, disse ele, segundo o jornal turco Taraf. “Não será muito importante se ele for removido”.

O ECHR é independente da União Europeia, que a Turquia pretende aderir. As sentenças do ECHR são vinculativas para os membros do Conselho da Europa, da qual a Turquia é membro, e devem ser implementadas.

Um Passo na Direção Certa

Advogados de direitos humanos elogiaram a decisão da ECHR, dizendo que é um pequeno passo na direção da democracia e do secularismo na Turquia.

“Isso está relacionado com a liberdade religiosa geral em nosso país”, disse o advogado de direitos humanos Orhan Kemal Cengiz. “Eles assumem que todos são muçulmanos e escrevem isso automaticamente em sua carteira de identidade, de modo que este é um bom lembrete de que, em primeiro lugar, nem todo mundo é muçulmano neste país e, segundo, que ser um muçulmano não é uma parte indispensável de ser turco “.

O advogado disse que o acórdão teria implicações positivas para as minorias religiosas na Turquia, que estão sujeitas à intolerância da população de maioria muçulmana.

Em 2000, a vizinha da Turquia, Grécia, um país de maioria cristã ortodoxa, tirou a seção de religião das identificações nacionais a fim de cumprir as normas europeias de direitos humanos e das convenções, causando tumulto entre os nacionais.

“Na Turquia, Grécia ou qualquer outro país europeu, racismo ou a intolerância e a xenofobia não são ocorrências raras se a [religião] é escrita em seu cartão e, se você é um grupo minoritário, faz de você mais suscetível a comportamentos racistas, xenófobos ou outros comportamentos intolerantes”, Cengiz disse. “Há momentos em que a declaração [religiosa] pode ser muito perigosa”.

Implicações internacionais
Ainda não se sabe qual, eventualmente, seria o efeito da decisão do ECHR sobre o resto do Oriente Médio.

Devido à sua história, poder econômico e localização estratégica, a Turquia é vista como líder na região. Como a Turquia, muitos países do Oriente Médio têm um lugar para filiação religiosa em seus cartões de identificação. Ao contrário da Turquia, declarar a filiação religiosa é obrigatório na maioria desses países e é quase impossível mudar, mesmo sob ordem judicial.

Segundo a Human Rights Watch (HRW), a identificação religiosa é usada como uma ferramenta para negar emprego e até direitos básicos ou serviços para as minorias religiosas em muitos países do Oriente Médio.

“É um problema sério do ponto de vista dos direitos humanos”, disse Joe Stork, diretor adjunto para o Médio Oriente e o Norte da África para a HRW, uma organização internacional de direitos humanos. “É especialmente problemático quando essa exigência torna-se uma base para a discriminação”.

Stork disse que carteiras de identidade não devem ter declaração de religião de jeito nenhum. Ele disse que a decisão europeia pode eventualmente ser utilizada em argumentos jurídicos nos tribunais do Oriente Médio, mas haverá um longo tempo antes da mudança ser realizada.

“O governo egípcio não vai acordar amanhã e dizer: – Poxa, vamos fazer isso’”, disse Stork.
Egipto, em particular, é notório por usar a religião em carteiras de identidade com o fim de sistematicamente discriminar os cristãos coptas e convertidos ao cristianismo. Apesar de tomar um dia para mudar a religião do cristianismo ao islamismo em sua carteira de identidade, o inverso é praticamente impossível.

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* A Europa caminha para onde? aprovada nova resolução sobre saúde sexual e reprodutiva.

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

Um novo “cavalo de Troia” para introduzir o aborto como um “direito” da mulher.

A Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa aprovou, na semana passada, uma resolução, proposta por Christine Mc Cafferty, de teor alarmante: pede que todos os 47 Estados-Membros “despenalizem o aborto se ainda não o tiverem feito”, e garantam o direito das mulheres a esta prática, removendo quaisquer restrições ainda existentes.A resolução foi aprovada com 50 votos favoráveis, 14 contrários e 4 abstenções.

Os quatro representantes italianos votaram contra a proposta.

O documento trata da assim chamada “saúde sexual e reprodutiva”, determinando, apesar do uso de um palavreado “tranquilizador”, o livre acesso – inclusive por menores e sem conhecimento dos pais – a métodos contraceptivos, aborto legal seguro e gratuito, esterilização, fecundação artificial e liberdade de “orientação sexual”.

A aprovação da resolução nestes termos representa um novo “cavalo de Troia” para a introdução do aborto como um direito.

Dessa forma, realiza-se, apesar de algumas vigorosas objeções, o objetivo ideológico dos movimentos feministas, determinados a converter o aborto num novo direito fundamental da mulher. E concretiza-se também o desejo do poderoso lobby da indústria farmacêutica – uma devastadora aliança pela cultura da morte.

Ainda mais preocupante é constatar que tal documento representará a base do plano de ação para a próxima Conferência da ONU sobre População e Desenvolvimento.

Qual será o próximo valor a ser atingido por um “cavalo de Troia”?

O que está em jogo não é apenas o conceito de fertilidade como um valor humano a ser reconhecido e tutelado – e não tratado como uma doença – mas o próprio significado da pessoa humana, seja homem ou mulher, imagem e semelhança de Deus: uma verdade que nos precede, nos foi dada, não foi criada pelo homem.

Com sua presunção prometeica de se considerar único autor de sim mesmo, o homem moderno se arrisca a não mais ser capaz de reconhecer-se a si próprio.

— — —

* Angela Maria Cosentino é responsável pela disciplina “Tutela da Vida e da Saúde Procriativas” na Universidade do Sagrado Coração de Roma e delegada para a Confederação Italiana para a Regulação Natural da Fertilidade.

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* Jornal Francês noticía Comunidade Shalom em Toulon.

sexta-feira, janeiro 29th, 2010

Actualité Toulon

« Tudo bem Brasil » : une sandwicherie divine

 Au snack Tudo Bem Brasil, vous trouverez des sandwichs aux noms bibliques, des spécialités culinaires brésiliennes et une ambiance musicale chaleureuse  :  Photo Magali Rufato Au snack Tudo Bem Brasil, vous trouverez des sandwichs aux noms bibliques, des spécialités culinaires brésiliennes et une ambiance musicale chaleureuse : Photo Magali Rufato

Du kebab à l’américain-frites : jusque-là, on voyait plutôt la restauration rapide comme une façon laïque de se remplir le ventre. C’était sans compter sur Tudo Bem Brasil (1), au Port-Marchand. En plus de l’estomac, ce snack propose de nourrir notre âme à grand renfort de spécialités brésiliennes et de sandwichs… catholiques.

Ici, le jambon-beurre s’appelle l’Emmanuel. Littéralement, « Dieu est avec nous ». Le saucisse-tomate a pour doux nom l’Agapé : « amour ». Et ainsi de suite sur la carte de la maison, où l’on trouve pêle-mêle le Shekina (« la gloire de Dieu »), le Berit (« l’alliance avec Dieu ») ou encore le mont Sinaï (où Moïse reçoit les dix commandements dans l’Ancien Testament). Seuls les plats sud-américains, jus de fruits frais et autres délicieuses pâtisseries ont gardé leur nom d’origine.

Ambiance musicale tous les mardis midi

Évidemment, le menu n’a pas pour seule vocation de nous faire réviser notre hébreu ou notre grec ancien. Qu’importe le flacon… Et tout le monde ici semble le bienvenu pour combler un petit creux, surtout à des prix défiants toute concurrence.

Vous ne trouverez pas, attablés dans ce lieu chaleureux, des hordes affamées de prêtres en soutane. Il n’est pas rare que des lycéens viennent « taper » un baby-foot de temps à autre. Et certains travailleurs du quartier voient tout simplement là une bonne adresse pour la pause déjeuner.

Mais pour ces Brésiliens de la petite communauté « Shalom » (2), il s’agit quand même de « susciter les questions » à partir de ces sandwichs bibliques. Eux se chargent des réponses. Une chapelle est installée au premier étage. Daniel, l’un des pionniers de la communauté, explique l’importance « de partager [sa] foi et [sa] joie de vivre avec Dieu ». Laquelle se manifeste, par exemple, à Tudo Bem Brasil, par une ambiance musicale tous les mardis midi et quelques soirées cariocas ouvertes à tous (3).

Sur l’invitation de Monseigneur Rey en 2002

Quant à l’histoire de la sandwicherie, ouverte depuis 2007, elle est directement liée à l’évêque de Fréjus-Toulon : « Les premiers missionnaires de “Shalom” sont arrivés en 2002, suite à une invitation de Monseigneur Rey. Et nous avons ouvert ce snack car c’est ainsi qu’est née “Shalom” au Brésil. (4) » Dans une démarche prosélyte, donc ? « Nous n’avons pas cette prétention : on a la certitude que Dieu seul peut convertir quelqu’un. » Et Flavio le gérant, d’ajouter dans un français d’école. « On aime être proche des gens, qu’ils soient croyants ou non, discuter avec eux et partager. »

Jusqu’à l’amour du football ! Daniel et Flavio, en bons Brésiliens qui se respectent, sont intarissables sur la question. « On pense retransmettre les matchs de la Coupe du Monde à Tudo Bem. » Voilà qui devrait, de sûr, convertir quelques habitants du quartier.

1. Littéralement « Tout va bien – Brésil » en portugais.

2. « Shalom » a été reconnue par le Vatican comme association de fidèles en 2007. Ils sont une quinzaine de membres « missionnaires » sur Toulon.

3. Samedi à partir de 19 h 30. Musique brésilienne et buffet. Participation libre.

4. C’est par l’ouverture d’une pizzeria-snack que la communauté « Shalom » est née au Brésil en 1982, pour « rencontrer les jeunes et leur porter l’évangile ».

Savoir +

Tudo Bem Brasil – 118 rue Fils-Blancard (Port Marchand) 04.94.24.11.43 – Du lundi au vendredi, de 11 h 30 à 17 h.

Matthieu Dalaine – mdalaine@varmatin.com
Var-Matin
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* Igreja católica na Inglaterra: evangelizar um país que ignora o sagrado.

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

Bispos ingleses comparecem a Roma para a visita “ad limina apostolorum”

Por Carmen Elena Villa

O fenômeno das migrações, o diálogo inter-religioso e a admissão de milhares de ex-anglicanos na Igreja Católica são alguns dos desafios que a Igreja da Inglaterra enfrenta atualmente.

Os bispos do país reuniram-se na segunda-feira passada em Roma para sua visita “ad limina apostolorum”, que os prelados de todo o mundo realizam a cada cinco anos, para apresentar ao Papa e aos chefes dos diversos dicastérios um balanço da situação da Igreja e seus futuros projetos pastorais.

Minoria cheia de vida

Os católicos representam cerca de 18% da população da Inglaterra. Após o cisma anglicano, ocorrido em 1534, e aos vários séculos de enfraquecimento da Igreja Católica no país, uma nova primavera para fé católica foi iniciada com a atuação do cardeal John Henry Newmann, que será beatificado ainda este ano.

As crescentes migrações irlandesas também têm contribuído para o crescimento do catolicismo inglês. Hoje, a Inglaterra conta com 22 dioceses, às quais se soma também um Ordinariato Militar. As dioceses foram restabelecidas no século XIX, enquanto que aquelas criadas antes de 1534 foram convertidas em dioceses anglicanas.

A Igreja inglesa enfrenta hoje diversos desafios. De acordo com uma pesquisa realizada pelo St. John’s College, publicada em 29 de junho de 2009, apenas 10% dos entrevistados afirmaram conhecer os principais personagens da Bíblia e compreender sua relevância.

A título de ilustração, 60% dos entrevistados não conheciam a parábola do Bom Samaritano, nem figuras como Abraão ou José.

“Como evangelizar uma sociedade que ignora cada vez mais o sagrado”? Este desafio, diz o cardeal Cormac Murphy-O’Connor, é o de ser uma “comunidade de comunidades” – pequenos grupos de fiéis que agem no seio da sociedade.

Mesmo constituindo uma minoria, o catolicismo goza de reconhecimento por sua forte conotação ética, concretizada em ações como as da rede Cáritas, que presta auxílio aos países de Terceiro Mundo.

A Igreja também exerce forte influência no campo educacional, com mais de 2.000 escolas de alta qualidade por todo o país – ainda que algumas tenham sido recentemente acusadas, por certos meios de comunicação, de “discriminar” alunos não católicos.

Como na maioria das sociedades desenvolvidas, o catolicismo na Inglaterra enfrenta a perda da dimensão religiosa do tecido social. Conforme revelou o cardeal Murphy-O’Connor, em um artigo publicado pelo The Telegraph Daily em dezembro de 2008, “a secularização levou a uma sociedade hostil ao cristianismo, na qual a fé pessoal é vista como uma excentricidade”.

Dom Vincent Nichols, presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales, disse que “a fé religiosa ajuda-nos a viver com estas incertezas, porque nos dá uma abertura ao transcendente e à plena consciência de que não podemos saber ou controlar tudo”.

Por outro lado, a educação é um dos âmbitos onde a presença da Igreja se faz mais significativa na Inglaterra: as escolas são apreciadas por famílias não-católicas, pelo ensino de valores éticos e por sua proposta de educação integral.

São escolas nas quais se vive a diversidade, tanto do ponto de vista étnico quanto social.

Diversidade de culturas

Nos últimos anos, a Inglaterra tornou-se um país progressivamente multicultural, dadas as recentes migrações provenientes da América Latina, das Filipinas e da própria União Europeia. Isto faz com que a vida na fé seja mais forte nas cidades do que nas regiões rurais.

“A maior parte das paróquias”, diz Dom Nichols em alguma de suas declarações transmitidas pela “Radio Vaticana”, “foi capaz de construir uma unidade substancial em torno da fé comum em Cristo”.

Os católicos imigrantes, acrescenta, “trazem novo ânimo e vigor ao nosso catolicismo inglês”.

Mas, de alguma forma, este fenômeno traz também dificuldades para aqueles que ainda se encontram ligados a certos ritos litúrgicos típicos de seu países de origem. “Na maioria dos casos, porém, a situação é tratada muito bem, e estamos encontrando um equilíbrio entre a integração em uma única comunidade litúrgica e o reconhecimento da profunda necessidade espiritual dos fiéis de expressar sua fé em sua língua materna”.

Islã em crescimento

Não é apenas a comunidade católica que vem crescendo com as imigrações. A comunidade muçulmana também está em processo de franca expansão.

Para Dom Nichols, esta é uma questão é delicada, devido à percepção, muitas vezes distorcida, que a opinião pública tem do Islã, identificado-o com suas expressões mais radicais.

“Acredito que a comunidade islâmica no país tem trabalhado duro para dar espaço às vozes mais moderadas, que são a maioria, e penso que é importante ajudá-los nesta tarefa”, disse o prelado.

Dom Nichols também salienta que o diálogo com as comunidades islâmicas é frequentemente limitado pela falta de uma autoridade que os represente.

A Conferência Episcopal vê a necessidade de elaborar um documento que trate da questão do diálogo inter-religioso. Este documento deve ser publicado muito em breve e “guiará e encorajará a comunidade católica da Inglaterra a comprometer-se de forma positiva e inteligente com o diálogo inter-religioso”, disse Dom Nichols.

Anglicanos

Em vários momentos da história, tanto os católicos quanto os anglicanos se empenharam em superar as divisões deixadas pelo cisma: de modo geral, anglicanos e católicos têm trabalham em conjunto nas paróquias nos projetos de combate à pobreza e à exclusão social.

Mas este diálogo encontrou obstáculos quando, em 1994, a Igreja Anglicana aprovou a ordenação sacerdotal de mulheres e, em 2008, aprovou a ordenação episcopal feminina. A ordenação de um bispo declaradamente homossexual, em 2003, também contribuiu para tornar a aproximação mais difícil.

As Igrejas estão agora ingressando numa nova fase de suas relações, com a Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, que aceita a integração de sacerdotes e bispos anglicanos pela Igreja Católica, abrindo um novo caminho para as relações destas Igrejas.

“O arcebispo anglicano de Canterbury e eu já dissemos que essa medida colocará um fim nesse período de incerteza”, concluiu o prelado.

Zenit

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* Cristãos ingleses estão tentando imaginar o motivo por que “igualdade e diversidade” não se aplicam a eles.

terça-feira, janeiro 26th, 2010


Hilary White

Os cristãos na Inglaterra continuam a avisar que a planejada legislação de “igualdade” do governo expulsará os cristãos da vida pública.

O Instituto Cristão, a principal organização evangélica de pressão política da Inglaterra, divulgou um relatório intitulado “Marginalising Christians” (Marginalizando os Cristãos), detalhando os muitos casos recentes de cristãos que foram disciplinados ou perderam o emprego por causa de conflitos entre fé e o secularismo cada vez mais agressivo que é patrocinado pelo governo.

As recentes leis de igualdade e diversidade do governo, diz a organização, deixam os cristãos como “os primeiros a serem punidos e os últimos a serem protegidos”.

O relatório cita uma pesquisa de opinião pública feita em janeiro de 2009 que revelou que 84 por cento dos ingleses sentiam que a liberdade de religião e de expressão está em perigo na Inglaterra.

O relatório disse que esse “crescente sentimento de intolerância que os cristãos sentem fica muito pior quando eles enfrentam hostilidade no nome da ‘igualdade e diversidade’”.

“Os cristãos tentam imaginar o motivo por que eles não estão sendo tratados de forma igual e o motivo por que a diversidade não os inclui. Eles sentem que uma hierarquia de direitos se desenvolveu que os deixa no fundo da pilha. Isso está levando a um crescente sentimento de que ‘a igualdade e a diversidade’ é um código para marginalizar as convicções cristãs”.

George Pitcher escreveu segunda-feira no jornal The Daily Telegraph que o projeto de lei de igualdade do governo trabalhista, atualmente em tramitação na Câmara dos Lordes, estava sendo usado por “secularistas parlamentares para expulsar o Cristianismo da esfera pública”.
“Qualquer questão servirá como meio para os secularistas marginalizarem os crentes. Você poderia chamar isso de discriminação, mas fazer isso debaixo da bandeira da igualdade é peculiarmente hipócrita”, escreveu Pitcher, um pastor anglicano esquerdista e editor de religião para o Telegraph.

Há, disse ele, “uma ironia deliciosa na igualdade sendo imposta na família da fé”.
Seus comentários vieram depois dos comentários de Michael Foster, ministro da igualdade do governo trabalhista, em que ele confessou que o projeto de lei poderá levar a batalhas legais entre as religiões e ativistas homossexuais. As igrejas e os ateus, disse ele, “precisam já ir preparando seu pelotão de advogados”.

“Os secularistas deveriam ter o direito de desafiar a igreja e se o argumento da igreja for bom o suficiente — que creio que é — então a igreja deveria ganhar. O governo está acostumado ao fato de que sua legislação deveria ser desafiada [nos tribunais]. As pessoas têm sentimentos muito fortes sobre essas questões. Não podemos fazer nada sobre isso e não quereríamos”.

Os bispos católicos estão entre os grupos religiosos que têm advertido que o projeto de lei levará a conflitos sérios entre a Igreja e o Estado. Eles têm dito que a lei será usada para forçar a aceitação de homens casados, mulheres e homossexuais ativos no sacerdócio.

A baronesa O’Cathain, que é evangélica, disse para os lordes que o projeto de lei da igualdade é “o projeto de lei mais nocivo [para a liberdade cristã] a chegar diante da Câmara em meus 18 anos como membro”.

Enquanto isso, uma pesquisa recentíssima do British Social Attitudes Survey mostra que 50 por cento das pessoas dizem que são cristãs. Em 1983, eram 66 por cento. A pesquisa disse que a proporção de ingleses que dizem que “não têm religião” aumentou de 31 por cento para 43 por cento.
Só 23 por cento dos entrevistados se descreviam como anglicanos hoje, em comparação com os 40 por cento da população em 1983. Entre aqueles que se descreviam como anglicanos, metade disse que nunca freqüentou igreja e menos de um quinto disse que freqüentava igreja uma vez por mês.

Notícias Pro familia

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* Novo Arcebispo de Bruxelas é criticado por suas posições “conservadoras”.

terça-feira, janeiro 19th, 2010
O novo arcebispo de Bruxelas, André-Mutien Léonard, foi duramente criticado por várias personagens políticas mal se soube da sua nomeação.

O arcebispo Léonard é por vezes apelidado de “o Ratzinger belga”, pelas suas posições alegadamente conservadoras, e substitui o Cardeal Godfried Danneels, tido como liberal.

Para além de ser a capital de um país católico historicamente influente na Europa, a diocese de Bruxelas tem particular importância estratégica por se encontrar perto de vários órgãos comunitários europeus.

Enquanto bispo de Namur, André-Mutien Léonard foi um duro crítico de várias decisões do governo, nomeadamente no que diz respeito a questões sociais e éticas como o aborto e a eutanásia. Talvez por isso, foi da esquerda política que chegaram as maiores críticas a esta nomeação.

“Há separação entre a Igreja e o Estado na Bélgica, mas quando há problemas na nossa sociedade todos os parceiros sociais se sentam à mesa, incluindo os representantes do poder secular e das religiões. O Cardeal Danneels era um homem aberto e tolerante, e encaixava-se bem nesse ambiente, mas o Arcebispo Léonard já desafiou regularmente decisões tomadas pelo nosso parlamento”, afirmou a vice primeira-ministra Laurette Onkelinx, especificando depois algumas das questões que mais a preocupam. “No que diz respeito à AIDS, é contra o preservativo, apesar de morrerem pessoas todos os dias. É contra o aborto e a eutanásia… a escolha do Papa poderá minar o consenso que nos permite viver juntos com respeito por todos”.

O Partido Socialista da Bélgica foi mais contundente nas suas críticas, como se pode ler num comunicado no qual insiste: “que o Arcebispo respeite as decisões democráticas tomadas pelas instituições do nosso país. Para o Partido Socialista, os direitos e deveres que as pessoas assumem democraticamente têm precedência sobre as tradições e mandamentos religiosos, sem qualquer excepção”.

Tanto o arcebispo cessante como o novo puseram de lado estas preocupações. O Arcebispo Danneels afirma que apesar das diferenças entre os dois: “ambos estamos ligados à Igreja Católica. A ementa não muda só porque há um criado novo a servir”.

Em relação às preocupações dos políticos, o Arcebispo Léonard declarou: “Um simples Arcebispo não apresenta qualquer ameaça à estabilidade do país. Não sou a favor do aborto, mas o meu antecessor também não era, por isso não há nada de novo. Ouvi pessoas a dizer que sou muito severo e conservador. Vamos conhecer-nos melhor, e tenho a certeza que muitos desses clichês desaparecerão”.

Fonte: Renascença
***
Eu fico aqui pensando o que eles esperam que um Bispo Católico afirme , senão a defesa daquilo que a Igreja defende e crê.

Porque a surpresa das posições do Bispo?

***
O arcebispo de Bruxelas, natural de Flandres:

“Na Europa, temos passado de um catolicismo sociológico, natural, a outro, voluntário, de livre eleição”.
“Depois, está a dificuldade de crer no invisível. Aqui só se crê naquilo que se pode ver. Não é o caso da África, onde há um sentido religioso natural. Ali há muitos deuses, e é necessário só um. Aqui não há deuses, e também precisamos de um. É uma realidade, e temos que aceitá-la”.
Danneels é um homem que se afasta de boatos, que descreve com franqueza a perspectiva que ele observa desde a atalaia da capital política da Europa. Da mesma forma que se refere ao retrocesso do catolicismo no continente, não oculta as dificuldades para construir pontes com a outra grande religião monoteísta. “O Islão não está muito aberto ao diálogo inter-religioso. Na Europa, a maioria dos muçulmanos vêm do norte da África, têm um nível cultural baixo e sentem-se inferiores, o que os empurra para a rejeição. O Islão há de fazer a sua revolução francesa, tem que separar o Estado da religião. Enquanto isso não acontece, os problemas persistirão. Os religiosos de uma e de outra confissão podem falar entre si, mas somente enquanto a política não interferir”.
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* Alemanha reafirma Domingo como ” dia de descanso e contemplação religiosa”.

domingo, janeiro 17th, 2010


Coincidindo com a aprovação da constituição do Tratado de Lisboa pela União Europeia em 1º de dezembro, o Tribunal Constitucional da Alemanha determinou que a capital da nação deve, como o restante do país, reger-se pela lei que institui o domingo como dia “de descanso do trabalho e de crescimento espiritual” (Deutsche Welle, 1º de dezembro).

Desde a guerra, Berlim havia estabelecido sua própria legislação admitindo dez domingos de atividades comerciais por ano. Agora, essa decisão local foi anulada.

Valendo a partir de 1º de janeiro de 2010, Berlim deve se alinhar com a lei que institui o domingo como dia de descanso e contemplação religiosa, como manda a Lei Fundamental da Alemanha [Constituição].

A lei atual que estabelece o domingo como dia semanal de adoração na Alemanha consta de um apêndice da Lei Fundamental sob o título: “Extratos da Constituição alemã de 11 de agosto de 1919 [Constituição de Weimar].” Lá, no subtítulo “Religião e Sociedades Religiosas”, Artigo 139, encontra-se o que está dito: “Os domingos e feriados reconhecidos pelo Estado devem permanecer protegidos por lei como dias de descanso do trabalho e de crescimento espiritual.”

***

Parece uma noticia banal, mas existem movimentos no mundo todo de retirar do domingo sua expressão fortemente religiosa e esvaziá-lo como  dia de culto a Deus.

Se sabe que o domingo é uma expressão biblica do dia  que “Deus descansou” e, principalmente, “o primeiro dia da semana”, como nos relata os evangelhos, dia que testemunhou a maravilhosa ressurreição de nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo, tornando-se o que o domingo é em todo o mundo cristão.

Em Israel, por exemplo, o dia de descanso é o sábado, e para os muçulmanos, a sexta. Se entende..

Infelizmente também se percebe um esvaziamento gradual do domingo aqui no Brasil onde muitos dos próprios Católicos usam este dia apenas para descanso e esquecem do Deus que os criou, não o cultuam em seu dia junto à comunidade eclesial e o vivem como apenas mais um dia..

Veja essa fundamentação histórica -bem interessante- retirada da Wilkipédia:

Os dias da semana, têm seus nomes na Lingua Portuguêsa graças à liturgia católica por iniciativa de Martinho de Dume que denominava os dias da semana da Páscoa com dias santos em que não se deveria trabalhar, originando os nomes litúrgicos:

Latim Pagão Latim Vulgar Significado Latim Liturgico I Latim Liturgico II Português
dies Solis Solis dies Dia do sol Prima Feria Dominica dies domingo
dies Lunae Lunae dies Dia da lua Secunda Feria Secunda Feria
Segunda feira
dies Martis Martis dies Dia de marte Tertia Feria Tertia Feria terça feira
dies Mercurii Mercurii dies Dia de Mercurio Quarta Feria Quarta Feria quarta feira
dies Iovis Iovis dies Dia de Júpiter Quinta Feria Quinta Feria quinta feira
dies Veneris Veneris dies Dia de Vênus Sexta Feria Sexta Feria sexta feira
dies Saturni Saturni dies Dia de Saturno Sabbatum Sabbatum sábado

O Sabbatum era originado diretamente do hebreu Shabbat, de conotação religiosa, dia em que os judeus se uniam para fazer sua reunião de fé e de mercado e que hoje é o sábado, último dia de seu calendário semanal, sendo este o dia de descanso para os judeus.

Em 189 d.C., o Papa Vitor I oficializa e formaliza a tradição definindo o dia de descanso dos cristãos para o domingo, em homenagem à ressureição de Cristo

Em 325 DC, as orientações decididas no primeiro concilio de Nicéia reconfirmaram a decisão de Vítor I, mudando o nome de Prima Feria, que significa Dia do Sol – forma como os pagãos se referiam ao domingo – para Dominica Dies, que evoluiu para Dominus Dei, que em português quer dizer “dia do senhor” que evoluiu para domingo.

O dia Prima Feria era o dia em que os novos cristãos passaram a se unir para fazer sua reunião de fé e de mercado, em dia seguinte ao dia que os judeus se uniam, e que hoje é o domingo, dia de descanso para os cristãos.

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* Professora cristã na Inglaterra é demitida depois de orar por aluna enferma.

sábado, janeiro 16th, 2010

Uma professora cristã da Inglaterra foi acrescentada à longa e crescente lista de cristãos ingleses que estão enfrentando medidas disciplinares ou legais por expressarem sua fé.

Olive Jones, de 54 anos, está sendo defendida pelo Centro Legal Cristão depois de ser demitida por oferecer uma oração a uma aluna que está sofrendo de leucemia.

Jones, uma professora que visita lares de alunos, dava lições de matemática para crianças que estavam enfermas demais para freqüentar a escola. Quando estava visitando uma aluna enferma, ela falou com a mãe da menina e ofereceu uma oração pela filha. Quando lhe disseram que a família era descrente, ela não falou mais no assunto, mas a mãe deu queixa e Jones perdeu seu emprego no Oak Hill Short Stay School and Tuition Service em Nailsea, North Somerset.

Seus patrões disseram que o oferecimento de oração poderia ser considerado como “assédio”. Jones agora teme que o incidente a tenha marcado e prejudicará futuras possibilidades de emprego.

Jones disse que seu oferecimento de oração está sendo tratado como “um ato criminoso”: “É como uma marca negra contra meu nome e caráter no que se refere a obter uma referência para outro emprego, só porque dei meu testemunho”.

“Se eu tivesse feito algo criminoso, creio que a reação teria sido a mesma”, disse ela. Ela afirmou que está irada com a interpretação que a empresa faz da liberdade de expressão.

“Estou surpresa que um país com tal forte tradição cristã tenha se tornado um país onde é difícil falar sobre fé”.

Paddy e Stephanie Lynch, os pais da estudante de 14 anos, disseram que Jones havia deixado sua filha “traumatizada”. Eles disseram ao jornal Daily Mail que as visitas de Jones haviam deixado sua filha “transtornada” por contar para a adolescente, depois da morte da amiga mais íntima dela, que quando os jovens morrem vão para o céu.

“Os períodos letivos com a senhora Jones se tornaram cada vez mais traumáticos e decidimos que não era apropriado que essa mulher viesse ao nosso lar”. A família afirma que a Sra. Jones havia ignorado repetidos pedidos de parar de “pregar”.

O Daily Mail comentou numa editorial que a experiência de Jones e de dezenas de outros como ela na Inglaterra cada vez mais anticristã é resultado da adoção oficial da nova religião estatal compulsória da “igualdade e diversidade”.

“Os códigos oficiais de conduta, que podem ser a base de medidas disciplinares e são efetivamente parte dos contratos de emprego, obrigam milhões de funcionários públicos a ‘promover’ a igualdade e ‘respeitar’ a diversidade”.

“Pode bem ser que a publicidade e o apoio dos grupos de pressão poderão resgatar a Sra. Jones, como resgataram Caroline Petrie, uma enfermeira sujeita a tratamento semelhante. Mas o problema fundamental, o lento processo neste país em que radicais politicamente corretos estão tomando o poder, continua a crescer”.

A Sra. Jones disse: “Não estou irada com meus patrões, pois eles estão tentando interpretar as novas políticas de igualdade e diversidade. Mas estou irada com o sistema politicamente correto e com o fato de que não podemos mencionar às pessoas nada que tenha a ver com fé”.

Nick Yates, porta-voz do Conselho de North Somerset, disse: “Olive Jones trabalhou como professora substituta, trabalhando no North Somerset Tuition Service. Uma queixa foi apresentada por uma mãe com relação a Olive. Essa queixa está sendo investigada”.

Fonte: Noticia pró- Família

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* Igrejas históricas na França em risco de demolição.

sábado, janeiro 9th, 2010

O elevado campanário, o teto anguloso e arcobotante gracioso da igreja construída no século XIX que domina a paisagem de Gesté, uma cidade no oeste da França, estão a caminho da demolição – um problema que também aflige outras igrejas francesas, que estão caindo vítimas de seu tamanho, de sua condição precária de manutenção e, em última análise, do aperto nas finanças municipais.

Ainda que a igreja, dedicada a São Pedro, seja possivelmente a única joia arquitetônica nesta cidadezinha de 2,4 mil habitantes, a prefeitura decidiu demoli-la e substitui-la por uma capela de manutenção bem mais simples.

Construída em etapas e com capacidade para 900 fieis, a formidável igreja de pedra está fechada e vazia desde 2006. Para agravar o quadro de abandono e tristeza, ela está isolada por uma cerca de arame, cujo objetivo é proteger os visitantes contra as pedras que caem da fachada, uma ameaça muito real.

“Devido ao seu tamanho e complexidade, a manutenção da igreja sempre será difícil”, disse Jean-Pierre Leger, 61 anos, engenheiro aposentado que trabalha em tempo parcial como prefeito de Gesté. “Ela foi vítima de seu tamanho considerável. É grande demais”.

O prefeito e o legislativo municipal votaram por 17 a 16, dois anos atrás, demolir a igreja, alegando que uma reforma custaria US$ 4,4 milhões e que demolir a edificação atual e construir uma nova custaria US$ 1,9 milhão.

Mas muitos dos munícipes de Gesté discordam ferozmente, e argumentam que a prefeitura superestimou o custo das obras de restauração.

“Rejeitamos suas estimativas de custo”, disse Alain Durand, 50 anos, pedreiro e metalúrgico que serve como tesoureiro de um movimento pela preservação da igreja. “Trata-se de algo muito político; se eles demolirem e reconstruírem, poderão fazer alguma coisa que reduza o desemprego”.

Não é uma luta exclusiva de Gesté. Em toda França, aldeias estão se vendo forçadas a responder perguntas difíceis sobre suas igrejas, muitas das quais deterioradas, em meio a uma queda no número de fieis e de padres, e a uma alta nos custos de manutenção.

Beatrice de Andia, fundadora e presidente do Observatório da Herança Religiosa, em Paris, estima que existam cerca de 90 mil edificações religiosas na França, cerca de 17 mil das quais protegidas pelo governo por seu valor histórico ou arquitetônico, o que dá à França a maior densidade de edificações religiosas na Europa. Cerca de 10% das igrejas protegidas pelo governo estão em condição perigosa, ela diz, devido à falta de verbas públicas para preservação; o mesmo se aplica a boa proporção das demais igrejas.

“A Igreja pode ser eterna, mas não as igrejas”, diz Andia, funcionária aposentada da ala cultural do governo que decidiu fundar o observatório, em 2006, para conscientizar os franceses quanto ao estado lastimável da herança religiosa de seu país. “No passado, eram edificações sacras, mas hoje em dia não existe esse senso do sagrado”.

Em St. Georges des Gardes, não muito longe de Gesté, a igreja de São José, construída no século XIX, foi demolida em 2006; em Le Fief-Sauvin, outra cidadezinha da região, a igreja também foi demolida e substituída, ainda mais cedo.

Ocasionalmente, os moradores locais que se opõem às demolições conseguiram triunfar: em Arc sur Tille, perto de Dijon, no leste da França, a igreja do século XIX escapou à demolição depois de protestos ferozes.

A luta quanto ao futuro das igrejas de aldeia coincide com um debate nacional sobre a questão da identidade francesa, que está sendo travado diante de um cenário de forte imigração muçulmana. O assunto também é complicado por uma lei de 1907, um período em que um governo francês laico lutava por conter a forte influência da Igreja Católica na França, sob a qual a propriedade das igrejas e catedrais do país cabe aos governos dos municípios que as abrigam.

Em outros países, especialmente Inglaterra e Itália, edificações religiosas abandonadas foram convertidas em casas, lojas ou museus. Na França, porém, existe resistência emocional a essa prática, ainda que em Dijon uma igreja abandonada tenha sido transformada em teatro e na Alsácia, no leste, antigas sinagogas hoje sirvam como museus.

A igreja neogótica de Gesté foi concluída em 1870, sobre as ruínas de uma igreja do século 16 que havia sido destruída durante a Revolução Francesa. A região de Anjou, onde fica Gesté, é profundamente católica e havia resistido à revolução, o que levou à destruição de muitas edificações religiosas quando essa resistência foi derrotada.

À medida que a identidade francesa se torna mais laica, muita gente considera que a decadências das igrejas de aldeia simboliza a decadência da fé.

O reverendo Pierre Pouplard, 69 anos, titular da paróquia de Gesté, discorda. “Não vejo a conexão”, afirma. “As pessoas continuam leais à sua igreja, aqui. O comparecimento vem sendo forte”.

Mas ele estava falando na sacristia de uma cidade vizinha, que também é parte de sua paróquia. Já há 12 anos, ele responde por quatro igrejas de aldeia, além de Gesté, devido à queda no número de padres. A França conta com apenas nove mil padres hoje, ante 40 mil em 1940. Pouplard apoia a demolição e substituição da igreja de Gesté.

“Existe um apego emocional; todos os moradores de Gesté sentem apego à sua igreja”, disse. “A maioria teria preferido mantê-la”. Mas ele aceita a aritmética orçamentária do prefeito e menciona o exemplo de Fief-Sauvin, que 15 anos atrás substituiu sua decadente igreja do século XIX por uma construção moderna.

O debate sobre o futuro da igreja dividiu a cidade. Se Pouplard tivesse apoiado a restauração, afirma Durand, a maioria o teria acompanhado. “É questão de gosto”, diz. Mas nas mais recentes eleições locais, em 2008, quando o futuro da igreja foi o tema principal, uma pequena maioria dos eleitores apoiou Leger e seus aliados no Legislativo municipal.

Durand me mostrou a planta de uma igreja contemporânea construída perto de Gesté – uma estrutura circular que segundo ele será reproduzido na nova igreja de Gesté. “Isso é para entretenimento; é um teatro musical”, afirmou, com desdém. “Se você colocar uma placa dizendo ‘armazém’, ninguém estranharia”.

Fonte :Terra

***

França: “Estima que existam cerca de 90 mil edificações religiosas na França, cerca de 17 mil das quais protegidas pelo governo por seu valor histórico ou arquitetônico, o que dá à França a maior densidade de edificações religiosas na Europa.”

França: da Revolução Francesa,do laicismo feroz,das Igrejas demolidas e sem jovens dentro delas,França..Que fizeram com tua alma?

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* Islamização da Europa.

terça-feira, janeiro 5th, 2010

O cardeal Miloslav Vlk, de 77 anos, arcebispo de Praga e primaz da Boêmia, advertiu que existe “uma ameaça” de a Europa cair “na islamização”, se os cristãos “não despertarem.

A afirmação foi feita em entrevista publicada nesta terça-feira, no site www.kardinal.cz. O cardeal disse que, “como a vida dos europeus está sistematicamente desprovida de conteúdo cristão, foi criado um espaço vazio o qual os muçulmanos preenchem muito facilmente”.

Ele disse que a Europa “renunciou às suas raízes cristãs” que poderiam, segundo ele, dar ao continente “uma força para desafiar o perigo de ser conquistado pelos muçulmanos”.

Na entrevista, ele também afirma que “o Islã não conquistou a Europa por meio das armas da guerra no final da Idade Média e início dos tempos modernos, mas a batalha é travada atualmente com armas espirituais que a Europa não possui [mais]“.

“Os muçulmanos estão perfeitamente equipados delas”, disse o cardeal Vlk, para quem há “uma ameaça de uma queda da Europa”.

Perseguido pelo antigo regime comunista desaparecido em 1989, Miloslav Vlk foi nomeado arcebispo de Praga pelo Papa João Paulo 2°, em 1991.

A defesa da raízes cristãs da Europa é uma das marcas da atuação diplomática do Vaticano nos últimos anos. Em maio passado, o papa Bento 16 pediu que os europeus se mantenham fiéis à sua identidade religiosa.

O Vaticano insistiu, sem sucesso, para que a União Europeia acolhesse os valores cristãos entre seus princípios fundamentais.

Com France Presse

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