Posts Tagged ‘Familia’

* Juíza alerta para a crise de autoridade na família.” Os pais buscam a Justiça, para suprir a autoridade perdida sobre os filhos.”

quarta-feira, setembro 1st, 2010

A educação encontra-se numa encruzilhada: como educar filhos, com os limites e as restrições próprios do processo civilizatório, sem o exercício da autoridade?”

O alerta vem da juíza da 1ª Vara de Família de Petrópolis (RJ), Andréa Pachá, que registra a gravidade da crise de autoridade no interior das famílias brasileiras, em artigo reproduzido na imprensa carioca (O Globo, 22-8-10).

No seu artigo, a magistrada constata: “Um fenômeno recente tem se repetindo com freqüência cada vez maior nas Varas de Família: a busca da Justiça pelos pais, como forma de suprir sua incapacidade de estabelecer limites aos filhos.

Espera-se que um juiz decida em que escola deve a criança estudar, quais ambientes que deve freqüentar, que tipo de música pode ouvir ou a que horas deve voltar para a casa”.

Para a juíza, a confusão de papéis e a falência da família tradicional é evidente. “Verdadeiro paradoxo, pois a mesma sociedade que brada por menos Estado espera que o Estado interfira justamente naquelas relações que deveriam ser exclusivamente privadas. Não é com pesar que se constata a falência da antiga família patriarcal”.

Depois de perguntar “como representar o papel de pai ou mãe sem ônus?” e de afirmar que “não existe geração espontânea de adolescentes bem educados” Andréa Pachá argumenta: ”Valores éticos, morais e comportamentais não são inatos e devem ser transmitidos desde a infância pelos pais, que também devem demonstrar que não se vive em grupo sem ceder à busca desenfreada pelo consumo e pelos prazeres individuais.

A dor e o limite fazem parte. A transferência desta tarefa, primeiro para a escola, depois para os terapeutas e agora para os juízes não parece o melhor caminho. O exercício da autoridade não deve ser visto como ameaça ou retrocesso”.

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* A Força explosiva do amor em imagens que emocionam e encantam. Imperdível!

terça-feira, agosto 31st, 2010

Imagens do retorno de soldados norte americanos às suas familias.

As faces dos filhos, especialmente os pequenos, são fortes e comoventes.

Não tem como não pensar nos próprios filhos, pais e, principalmente, na fonte de todo amor humano: Deus, que nos ama de forma tão poderosa e que está sempre pronto a nos acolher em seus braços e a nos perdoar, nos dando sempre a possibilidade de retorno e de um NOVO recomeço.

A ele, fonte de todo o amor, a glória e a honra para sempre!

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* Fast food agrava crise de civilidade entre americanos.

terça-feira, agosto 31st, 2010

Folha de S. Paulo

Há uma “crise de civilidade” nos Estados Unidos que afeta principalmente a política, e uma das razões para isso é o fato de as pessoas dedicarem cada vez menos tempo às refeições em grupo.

A tese está no livro “The Taste for Civilization – Food, Politics and Civil Society” , da cientista política Janet Flammang, 62.

Professora da Universidade Santa Clara, na Califórnia, Flammang diz que a “arte da conversação” é aprendida à mesa, onde “há um incentivo para discordar sem dar aos outros uma indigestão”.

Em entrevista à Folha, Flammang diz ver esse problema refletido no Congresso, onde os “políticos de partidos diferentes não socializam”. Em outubro, ela participa de painel promovido pelo governo para discutir o assunto, parte do “tour da civilidade por 50 Estados”.

A iniciativa é de Jim Leach, ex-congressista que foi nomeado pelo presidente Barack Obama como titular do National Endowment for the Humanities, agência do governo dedicada a apoiar pesquisa, educação e programas públicos em humanidades.

Leach viaja pelo país, desde o fim de 2009, dando palestras sobre “o discurso do ódio e os seus perigos”.

Eis a entrevista.

A sra. diz, em seu livro, que a democracia se beneficiaria de refeições mais longas. Como relaciona as duas coisas?

Desenvolver a arte da conversação é extremamente importante para aprender a discordar de forma civilizada. E aprendemos essa arte à mesa.

Quanto menos tempo dedicamos às refeições, mais colocamos essa habilidade em perigo.

À mesa, há um incentivo para discordar sem dar aos outros uma indigestão.

Muito da política atual nos EUA é uma política de ataque, na qual se quer marcar pontos e derrubar o oponente, e não ouvir.

O foco do livro é a conversação. A conversa não é uma discussão, há regras sobre como ouvir, esperar a vez e guardar o que tem a dizer. A coisa mais próxima de uma conversa é a diplomacia, que todos nós achamos ser extremamente importante.

O que me intriga é: por que não estudamos como fazer as pessoas se comportarem com diplomacia?

Isso está piorando? A conversa está morrendo?

Sim. Há muitos estudos que indicam que gastamos, em média, 20 minutos no jantar, à mesa, e mais e mais pessoas já nem se sentam para dividir uma refeição, pegam algo e saem correndo.

Meu livro é sobre a situação americana, mas há evidências de que outras culturas estão se tornando mais como os EUA, onde o trabalho é a coisa mais importante e você é consumido por atividades.

As pessoas não param para pensar no custo de não se sentar e ter conversas, e cara a cara, porque é claro que muita coisa hoje é eletrônica.

Quais são os sinais de falta de civilidade nos EUA?

Podemos começar pelo Congresso. Tem havido forças-tarefa pela civilidade promovidas por congressistas, que dizem que perdemos a civilidade na Casa, a habilidade de socializar com pessoas de outro partido e de discordar.

Muito disso se relaciona à chamada revolução republicana de 1994, quando Newt Gingrich tomou conta [da Câmara dos Representantes].

Muitos veem isso como um ponto-chave, porque ele disse aos republicanos que voltassem aos seus distritos todos os finais de semana e não mudassem suas famílias para Washington.

Isso significou que havia muito pouca socialização entre congressistas. Hoje, as salas de jantar estão vazias, eles não socializam.

As iniciativas de Michelle Obama [pela alimentação orgânica e contra a obesidade infantil] tiveram resultado?

Qualquer coisa que a Casa Branca faça tem grande importância simbólica. E as pessoas que trabalham na Casa Branca estão muito mais sensíveis a essas questões do que antes.

Não só o Departamento da Agricultura, mas outros departamentos estão mais preocupados com produtos de qualidade e com a crise da obesidade. Michelle não tem poder oficial, mas, nos EUA, o comportamento da “primeira família” tem grande importância simbólica.

Repito uma pergunta que a sra. faz: como é possível encontrar tempo para rituais alimentares em uma cultura acelerada e workaholic?

Depende de cada lar, não há uma resposta única.

Sei que em lares em que os salários são baixos é muito difícil, mas a primeira medida a tomar é encontrar uma maneira para que haja pelo menos um jantar comum [por semana].

Questiono também o número de horas que os americanos dedicam ao trabalho. Devemos ter cargas horárias mais humanas, para que os pais possam voltar para casa antes de os filhos dormirem.

A Europa tem dias mais curtos e igual produtividade. Falo no livro sobre o modelo europeu de menos horas, mais tempo para a vida.

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* Estar casado, formar um casal estável mitiga o estresse, afirma pesquisa.

domingo, agosto 22nd, 2010

ACI

Estar casado ou formar um casal estável reduz a produção de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, segundo os resultados de um estudo realizado pelas universidades americanas de Chicago e Northwestern entre mais de 500 estudantes do mestrado e publicado na revista Stress.

Dos quinhentos estudantes escolhidos da Escola de Negócios de Chicago, em torno de 40 por cento dos homens e 53 por cento das mulheres estavam casados ou em relações estáveis e a média de idade entre eles é de 29 anos para os 348 homens e de 27 anos para as 153 mulheres pesquisadas.

Durante o estudo, os alunos participaram de um teste que media suas capacidades econômicas, entregando amostras de saliva antes e depois da dinâmica para medir seus níveis de hormônios. Para fazer mais “estressante” a prova, a cada estudante foi dito que esta prova “teria um impacto muito importante em seu futuro profissional”, explicam os autores.

Deste modo, os investigadores americanos comprovaram que os níveis de cortisol estavam elevados em toda a mostra após realizarem o teste, embora as mulheres tenham apresentado incrementos mais altos que os homens. A experiência também fez descender o índice de testosterona nos homens, mas não nas mulheres.

Não obstante, o que mais surpreendeu aos cientistas foi que, com independência do sexo, as pessoas “solteiras” apresentaram incrementos ainda mais altos que a média. Ao contrário, os homens solteiros mostraram maiores níveis basais de testosterona que seus companheiros casados.

“Pode ser que o matrimônio por si mesmo seja estressante, mas parece ser que também torna mais fácil enfrentar as situações estressantes da vida diária”, aponta o diretor do estudo, o professor Dario Maestripieri. De fato, “demonstramos que a estabilidade no casal reduz o efeito do cortisol como resposta ao estresse psicológico”, assinala.

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* A opinião católica não teria então valor?

sexta-feira, agosto 20th, 2010
É com  pesar que informamos que Dilma Roussef não aceitou o convite para participar do debate de presidenciáveis promovido pelas TVs católicas.

A candidata não confirmou sua participação alegando problemas de agenda.

Tal debate será promovido pelas TVs católicas Tv Aparecida e Tv Canção Nova, nesta próxima segunda-feira , dia 23, às 22:00, estimando-se um público atingido de cem milhões de pessoas, em sua grande maioria católica.
Felizmente contará com a participação dos demais candidatos.

Mas por que Dilma não iria para  um debate promovido por emissoras católicas?

A grande questão é:  Será que ela teria mesmo algo mais importante a ponto de não confirmar sua participação  nesta oportunidade única de falar a um público que busca esclarecimento de suas posições?

Será que o motivo é  que ela não gostaria de ser questionada por católicos?

Bem, se sabe que o catolicismo afirma valores que em muitos aspectos não se coaduna com a visão do partido majoritário que apoia a candidata. Esse fato é do conhecimento de todos.

Não ir a este debate  incorre em não ter que responder a estes temas em um ambiente de confrontação com outros candidatos, ficando na cômoda posição de não se expor a um eleitorado critico de muitas de suas posições.

Enfim: Será que não seria ela a mais interessada em querer esclarecer inúmeros pontos questionados e afirmados pela mídia?

Com o eleitor a resposta.

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* Defender matrimônio e família ante as tentativas de equiparação com outras realidades, pedem Bispos.

segunda-feira, agosto 16th, 2010

Ao concluir sua 100ª assembléia plenária e no marco do Ano Jubilar pelo 375º aniversário do achado da imagem de Nossa Senhora dos Anjos, a Conferência Episcopal da Costa Rica alentou a defender e promover o matrimõnio e a familia alicerces da sociedade, e insistiu a não equipará-las com outras realidades que não têm sua mesma identidade.

Depois de fazer um chamado à conversão sincera, os prelados assinalam que “a família está no coração da missão da Igreja.Por isso, este mês de agosto, sob o lema: ‘Família, presente de Deus para a sociedade’, a Igreja quer ajudar a reafirmar a identidade da família e fazê-la consciente de seu protagonismo na configuração da sociedade costa-riquenha”.

“Como nos recordava o Papa João Paulo II ‘A família é uma comunidade de pessoas, a menor célula social, e como tal é uma instituição fundamental para a vida de toda sociedade. A família como instituição, que espera da sociedade? Acima de tudo que seja reconhecida em sua identidade e aceita em sua natureza de sujeito social’”.

Por isso, explicam, “se o matrimônio e a família demandam ser o que são, não se deve equipará-los com outras realidades que não têm a mesma identidade”.

Os bispos apelam também “à criação de uma autêntica ‘política familiar’ que proteja a família, em sua unidade e integridade cuja instituição configuradora é o matrimônio entre um homem e uma mulher” e exortam a “que se promova, realmente, o papel da família como o sujeito social, possuidor de direitos inalienáveis”.

Na mensagem os bispos também se referem ao desafio da violência em meio dos jovens e pedem ao Estado tomar responsabilidade no assunto para poder enfrentá-lo.

ACI

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* Ser pai até o fim! A anencefalia e a Liberdade.

sábado, agosto 7th, 2010

Após ter um filho anencéfalo no ano passado, é com pesar que vejo como o tema tem sido tratado desde a recente decisão de um dos ministros do STF, na qual se assegura às mães o direito de dispor da vida daqueles que venham a gerar. É interessante notar como apenas de modo passageiro se faz referência a estas pequenas pessoas, ficando a tônica da discussão sobre um tal ”direito à liberdade de escolha” dos adultos envolvidos no caso. Como se a gravidez correspondesse apenas a uma vida – a da mãe -, podendo prescindir da existência do filho.

Este enfoque parece ilustrar como o egoísmo impera em nossa sociedade. Sempre tinha ouvido falar no amor da mãe por seus filhos como o mais excelso tipo de amor possível. E desde os antigos gregos, este costumava ser indicado, para todos, como um ideal a ser alcançado, na relação com os demais.

Hoje, o que parece preponderar como meta é outra espécie de ”amor”, verdadeiro culto religioso, por uma triste caricatura de ”liberdade”, entendida como absoluta falta de compromissos. Não mais se aceita, nem mesmo, o compromisso de se preservar a vida de um filho, se este não puder corresponder às expectativas de seus pais ou – o que é pior – da maioria da sociedade. Neste quadro, fica claro que, para alguns, só se
tem filhos para uma satisfação da auto-estima, como parte de um projeto pessoal ou para que possam, de certa forma, ”divertirem-se” com as crianças, utilizando-os, como se fossem um objeto qualquer.

Se não há a perspectiva de que uma criança venha a proporcionar alegrias aos pais, então é melhor descartá-la o quanto antes – no ventre da mulher, de preferência -, pois assim termina logo esta existência ”insuportável e sem sentido”!

Uma pessoa não pode ser eliminada simplesmente porque não é como nós gostaríamos que fosse. Criam-se teorias e mais teorias para tentar encobrir o óbvio: está se matando uma pessoa, em nome de se ”eliminar os terríveis sofrimentos, verdadeira tortura”, que sua existência causa a sua mãe, a seu pai. Além do mais, dizem, esta criança está condenada à morte, de qualquer forma. Assim, apenas se está antecipando aquilo que naturalmente iria ocorrer em pouco tempo.

Amigos, a criança já terá uma vida breve. Que saibamos respeitá-la. Posso assegurar, por experiência própria, que este caminho conduz a um crescimento grande no amor entre os cônjuges, e na capacidade de se doar aos demais filhos. Filhos que virão, com certeza, como veio para nós neste ano o pequeno Rafael, talvez a demonstração mais palpável de que não há qualquer ”trauma” no caso, se os pais souberem agir com serenidade.

Se realmente desejam ajudar aos que passam por tais situações, saibam tratar do tema com um enfoque prático que não distorça a realidade mais óbvia, querendo criar teorias para esconder uma vida ou afirmar cegamente que este filho nunca existiu. O problema de saúde, a má formação da criança, é um fato que atualmente não se pode reverter. A questão não está apenas no que se deve fazer durante a gestação. O grande problema, para os pais – e para a mãe, em especial – é como lidar com o fato ocorrido, depois de este período ter acabado. Porque não é possível se esquecer de um filho: ficará para toda a vida a recordação destes dias. E então, ou a mãe irá se lembrar de que, não podendo ajudar seu filho, matou-o, porque ele não era nem poderia vir a ser como se desejava que ele fosse; ou irá se lembrar, com carinho e ternura, de que seu filho, que teve uma breve existência, foi sempre amado e respeitado.

Amem seus filhos. Garanto que vale a pena.

Paulo Tominaga, Mestre em Ciência da Computação, engenheiro pela Unicamp, advogado, atualmente é Consultor do Núcleo Jurídico do PRODASEN – Senado Federal. Tem três filhos, sendo que o segundo, já falecido, era anencéfalo.

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* Divórcio relâmpago fragiliza ainda mais a família.

sábado, agosto 7th, 2010

Ives Gandra da Silva Martins

A emenda constitucional, que aprovada pelo Congresso, objetiva facilitar a obtenção do divórcio, suprimindo requisito relativo ao lapso temporal — de um ano contado da separação judicial e dois anos da separação de fato —, denominada de a “PEC do divórcio relâmpago”, a meu ver, fragiliza ainda mais a família, alicerce da sociedade, nos termos do artigo 226 “caput” da Constituição Federal.Na medida em que os mais fúteis motivos puderem ser utilizados para que a dissolução conjugal chegue a termo, sem qualquer entrave burocrático, possivelmente, não possibilitando nem o aconselhamento de magistrados e nem o de terceiros para a tentativa de salvar o casamento, o divórcio realmente será relâmpago.Não poucas vezes, casais que estão dispostos a separar-se, não percebendo o impacto que a separação pode causar nos filhos gerados, quando aconselhados e depois de uma reflexão mais tranquila e não emocional, terminam por se conciliar.Conheço inúmeros exemplos nos quais o ímpeto inicial foi contido por uma meditação mais abrangente sobre a família, os filhos e a vida conjugal, não chegando às vias do divórcio pela prudência do legislador ao impor prazos para concedê-lo e pela tramitação que permite, inclusive, a magistrados aconselharem o casal em conflito.

A Emenda mencionada autoriza que, no auge de uma crise conjugal, a dissolução do casamento se dê, sem prazos ou entraves cautelares burocráticos. Facilita, assim, a tomada de decisões emotivas e impensadas, dificultando, portanto, uma solução de preservação da família, que foi o objetivo maior do constituinte ao colocar no artigo 226, que o Estado prestará especial proteção à família.Entendo que a “PEC do divórcio relâmpago” gera insegurança familiar, em que os maiores prejudicados serão sempre, em qualquer separação, os filhos, que não contribuíram para as desavenças matrimoniais, mas que viverão a turbulência da divisão dos lares de seus pais, não podendo mais ter o aconchego e o carinho, a que teriam direito — por terem sido por eles gerados ou adotados — de com eles viverem sob o mesmo teto.Como educador há mais de 50 anos, tenho convivido com os impactos negativos que qualquer separação causa nos filhos, que levam este trauma, muitas vezes, por toda a vida.

Por isto, sou favorável à maior prudência, como determinou o constituinte de 88, no § 6º do artigo 226 da Lei Maior. Tenho para mim, inclusive, que o capítulo da Família na Carta Magna de 88, por ser a família a espinha dorsal da sociedade, deveria ser considerado cláusula pétrea.

Ives Gandra da Silva Martins: Advogado. Doutor em Direito. Professor Emérito das Universidades Mackenzie, UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo e do Centro de Extensão Universitária.

Fonte: MemesJurídico

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* “Invasao” digital danifica mentes e cérebros, afirma pesquisa.

sexta-feira, julho 23rd, 2010
Danos mentais e sociais da vida virtual, iPads no café da manhã

Amigos sentados face a face no restaurante preferido, o casal tomando café, rapazes e moças na sorveteria, crianças no jardim ou no pátio e entretanto entre eles reina o silêncio e a incomunicaçao. O que estão fazendo? Se comunicando com o planeta por via digital!

Isto ainda é apresentado como um progresso e uma “libertaçao” das limitações humanas.

Porém, segundo cientistas consultados pelo “ New York Times”, o malabarismo entre e-mail, telefonemas e outras fontes de dados está mudando a forma como as pessoas pensam e se comportam. E não num sentido positivo.

Os cientistas afirmam que nossa capacidade de concentração está sendo sabotada pelo excesso de informação.

Essa estimulação provoca excitação — uma dose de dopamina — que os pesquisadores dizem que pode virar vício. O sinal de quem virou vítima é ficar colado no gadget, e se setir entediado sem ele.

As distrações resultantes podem ter consequências fatais, escreve o jornal, como acidentes causados por motoristas e engenheiros ferroviários que falam no celular.

Porém, numericamente, são os menos graves. Para milhões de pessoas, esse vício pode causar danos à criatividade e à capacidade de reflexão, levando a problemas profissionais e familiares.

Desaparecem relações familiares e sociais

A propaganda diz que as multitarefas tornam as pessoas mais produtivas. Muitos usuários influenciados repetem isso, mas os estudos científicos mostram o contrário.

Os viciados digitais têm mais problemas em se concentrar, de ignorar informações irrelevantes e experimentam níveis de estresse maiores.

E os cientistas descobriram que, mesmo depois que as tarefas acabam, o pensamento entrecortado e a falta de concentração persistem.

“A tecnologia está mudando as fiações de nossos cérebros” diz Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional de Abusos de Drogas. Usuários de computadores no trabalho mudam janelas e checam e-mails quase 37 vezes por hora. Esta interatividade sem tréguas é uma das maiores mudanças da história do meio ambiente humano, explica Adam Gazzaley, neurocientista da Universidade da Califórnia.

“Estamos expondo nossos cérebros a um ambiente e pedindo a eles que façam coisas que não necessariamente evoluíram para fazer. Já sabemos que isso traz conseqüências”, acrescentou ele.

A tecnologia digital parece dar o que promete, porém de um modo monstruoso, como na lenda satânica da mágica “mão do macaco”, segundo explicara Norbert Wiener, o pai e “profeta” da cibernética, nos albores desta revolução.

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* Estudo confirma: Estrutura de família na infância ligada a índice de lesbianismo.

quinta-feira, junho 17th, 2010

O Conselho de Pesquisa da Família (CPF) divulgou um novo relatório analítico na quinta-feira que indica que as mulheres que não cresceram com sua mãe e pai biológicos têm muito mais probabilidade de se envolverem em conduta de lesbianismo como adultas do que as mulheres que cresceram numa família intacta.“Essa pesquisa mina ainda mais a alegação de que a homossexualidade tem em grande parte origem genética ou biológica”, declarou o Dr. Patrick F. Fagan, diretor do Instituto de Pesquisa do Casamento e Religião (IPCR) do CPF, e co-autor do estudo.

“É evidente que fatores sociais têm um impacto importante na possibilidade de uma mulher escolher se envolver em relacionamentos lésbicos”.O estudo foi baseado em dados de 2002 com relação a 7.643 mulheres entre as idades de 14 e 44, extraídos da Pesquisa Nacional de Crescimento da Família conduzida pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

A avaliação dos dados foi conduzida por Fagan e pelo Dr. Paul Sullins, do Departamento de Sociologia da Universidade Católica da América.

Mulheres que cresceram em lares em que seu pai biológico estava ausente tinham probabilidade três vezes maior de terem tido parceiras lésbicas no ano anterior à pesquisa do que mulheres que cresceram com seu pai biológico.“A teoria clássica e as pesquisas iniciais focalizavam no papel importante que a ligação à mãe desempenha no desenvolvimento sexual das crianças”, disse Fagan. “Entretanto, estes dados parecem indicar que o pai também desempenha um papel crucial no desenvolvimento sexual de sua filha. Com a contínua desestruturação da família, é razoável predizer um aumento em conduta lésbica entre as mulheres.

Dificuldades no desenvolvimento da identificação sexual com a mãe aumentarão onde há uma desestruturação de ligação entre pai e mãe”, concluiu Fagan.

O relatório também examinou a correlação entre a atual participação religiosa e conduta homossexual. Mulheres que nunca freqüentam cultos tinham semelhantemente probabilidade três vezes maior de terem relacionamentos lésbicos do que mulheres que freqüentam cultos semanalmente.Quando ambos fatores (estrutura de família na infância e atual participação religiosa) eram combinados, o estudo revelou que só 2,1 por cento das mulheres de uma família intacta que adora a Deus semanalmente tinham tido uma parceira lésbica no ano passado, enquanto mulheres de uma família não intacta que nunca adora a Deus tinham uma probabilidade quatro e meia maior de terem tido uma parceira (9,5 por cento).Clique aqui para fazer o download do relatório em inglês.

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* O “planejamento familiar” nas mãos dos homens sem Deus.

domingo, maio 23rd, 2010

Famílias cristãs” modernas” têm geralmente 2 filhos.

Não é raro ver mulheres solteiras com três ou quatro filhos gerados de diferentes homens. Homens solteiros com vários filhos gerados com várias mulheres são uma crescente realidade moderna.

Esse é o legado horrendo do planejamento familiar.A pregação de planejamento familiar, iniciada pela teosofista lésbica Annie Besant na Inglaterra predominantemente protestante do século XIX, alcançou seu objetivo: hoje a Inglaterra é muito, muito menos cristã, e os homens e as mulheres são muito menos propensos a se casar.

Dos que se casam, o padrão é dois filhos no máximo.Margaret Sanger, inventora do termo “controle da natalidade” no inicio do século XX, já dizia que o controle da natalidade eventualmente destruiria o Cristianismo.

Olhando para a Inglaterra, ninguém duvida de Sanger, fundadora da Federação Internacional de Planejamento Familiar, que é hoje a maior organização de aborto do mundo.Assim como na Inglaterra, a febre do planejamento familiar, lançada por líderes da Nova Era, se espalhou como incêndio em todos os países protestantes.

Depois, vieram as idéias de purificação racial e controle populacional no mesmo rastro. Os nazistas alemães e os comunistas soviéticos se beneficiaram muito dessas idéias.Se a meta da agenda do controle populacional era doutrinar as famílias a ter dois filhos, o sucesso foi total, pelo menos na Europa e nos EUA. Mas no rastro surgiu um quadro sombrio.Com a separação do sexo da procriação, veio o desprezo pelo casamento. Com o desprezo pelo casamento, vieram as liberdades sexuais, onde um homem faz sexo com quem quer, sem nenhuma responsabilidade conjugal. O resultado, como já vimos, são muitos e crescentes casos de mulheres solteiras que têm vários filhos de diferentes homens. E casos igualmente bizarros de homens que, como beija-flores pervertidos polinizando por aí, saem pela vida engravidando uma mulher atrás da outra.

Conheci um homem que, quando jovem e sem Deus, vivia despreocupado com casamento, apenas se ocupando com os prazeres, que lhe renderam oito filhos com oito diferentes mulheres.Já idoso, ele se volta para Deus e se torna pastor.

Mas há casos de homens muito mais jovens que também podem se gabar de terem oito ou mais filhos com diferentes mulheres. São crianças com vários irmãos que nunca terão o amor de um pai normal, enquanto seus pais prosseguem suas insanas disputas por novas mulheres para engravidar.No final, uma multidão enorme de bebês ilegítimos, de diferentes pais e mães, é abortada ou recebe permissão de nascer. E as estatísticas para crianças nascidas fora do casamento e família natural não são bonitas: 70% dos delinqüentes vêm dessas relações irresponsáveis.Em tempos passados, levava uma vida inteira para um homem depravado engravidar várias mulheres. Hoje, com sexo muito mais fácil e grátis, homens jovens podem engravidar uma variedade de mulheres em tempo mais curto, e o resultado é sempre vários abortos ou filhos ilegítimos.

Em vez de corrigir o problema valorizando a família natural e estabelecendo punições para condutas irresponsáveis, os engenheiros sociais preferem redefinir a família, removendo seu sentido original de “pai e mãe casados com filhos gerados por eles” para beneficiar qualquer agrupamento deformado, independente de casamento, composto por: * Um homem e mulher amigados criando filhos de relacionamentos anteriores.* Um homem divorciado com uma mulher divorciada criando filhos de casamentos anteriores.* Um homem com outro homem criando filhos dos outros.

Esses grupos deformados, são englobados como “família” em culturas doentes, e não é de admirar que os governos digam que a “família” está com “problemas”. Provavelmente, os governos queiram propositadamente a classificação desses grupos deformados como “família” a fim de ter plenos poderes e pretextos para interferir, mutilar, traumatizar, desestruturar, danificar, desfigurar e destruir o poder da família natural.

Em vez de promover o crescimento da família natural, governos maliciosos e oportunistas promovem o crescimento de grupos deformados e sua valorização como “família”. Em vez de valorizar o aumento de bebês nascidos em famílias naturais, governos irresponsáveis, com sua doutrina de controle populacional, acabam promovendo explosão de abortos e nascimentos ilegítimos.A doutrina do planejamento familiar conseguiu pois diminuir drasticamente o número de casamentos nos países ocidentais. Conseguiu também diminuir drasticamente o número de filhos nos casamentos formais hoje, que estão diminuindo. Mas no processo provocou o descontrole das relações sexuais e uma procriação desenfreada de homens e mulheres que nada querem com o casamento.A doutrina do controle populacional, que está reduzindo os casamentos e famílias, vem provocando uma explosão inédita de filhos sem pai e sem família. Enquanto o número de casamentos diminui, o número de bebês ilegítimos cresce sem parar. O amplo acesso ao aborto legal nos países ocidentais tem, por enquanto, conseguido maquear a enormidade de seus problemas demográficos, pois muitas mulheres que deveriam estar com 8 ou mais filhos com homens diferentes são solteiríssimas e sem filhos, prosseguindo “normalmente” suas carreiras e vida sexual ativa. O preço da liberdade sexual é um imenso derramamento de sangue que é impossível medir

Sexo, qualquer sexo, é promovido hoje, desde que mutile, traumatize, desestruture, danifique, desfigure ou até destrua filhos, valores, Cristianismo, casamento e família.

Não é a toa que a Federação Internacional de Planejamento Familiar esteja empenhada em promover o aborto, o homossexualismo, o feminismo e a educação sexual nas escolas.As conseqüências já estão aí. E nas próximas décadas, mais conseqüências virão.

Por conta do número reduzido de filhos, a Europa está em processo de dominação de famílias muçulmanas grandes. Mas as perguntas mais urgentes dos líderes europeus nos próximos anos são: com uma população de jovens trabalhadores cada vez mais reduzida, como sustentar o sistema de previdência social? O que fazer com o número enorme de idosos que não para de crescer? A Holanda, que outrora era uma forte nação cristã, já deu a resposta oficial: eutanásia.A Holanda, religiosamente fiel à doutrina do controle populacional, tem sido pioneira em casamento homossexual, adoção de crianças por casais gays, aceitação legal da maconha e outras drogas, etc. Além da eutanásia, a Holanda tem procurado exportar o aborto para outros países, por meio do seu infame barco do aborto.

A Holanda e outros países modernos espelham bem o cumprimento do desejo de Margaret Sanger: o controle da natalidade destrói as igrejas cristãs e sua influência na sociedade.Esse é o preço da aceitação do planejamento do homem. Esse é o preço da rejeição do planejamento de Deus.Casar e ter vários filhos dentro do casamento é loucura, dizem os loucos deste mundo. Mas esta é a “loucura” do planejamento de Deus, onde Deus chama de “bênçãos” filhos e seu aumento nas famílias. Não casar e encher a terra de sangue de filhos ou enchê-la de filhos traumatizados sem pai, sem família e sem direção moral: essa é a loucura do planejamento do homem sem Deus. Esse é o legado do planejamento familiar.

Noticias Pró Familia

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* Conceitualmente falando: Não há um casamento civil e outro religioso, afirma escritor.

terça-feira, maio 11th, 2010
Entrevista com José Pedro Manglano

Existe um só matrimônio: não há um casamento civil e outro religioso, declara nessa entrevista concedida um escritor sacerdote, autor de “O livro do matrimônio” (Planeta, 2010), no qual repassa esta instituição e oferece chaves para compreender o que ele chama de “misteriosa união”.

Professor de Antropologia no Centro Universitário Vilanova (Universidade Complutense de Madri) e capelão, José Pedro Manglano (www.manglano.org) é doutor em filosofia e combina seu trabalho sacerdotal com cursos, palestras e com a direção do Planeta Testimonio.

Manglano é membro do Conselho Assessor do Observatório para a Liberdade Religiosa e de Consciências (www.libertadreligiosa.es).

-Quantos casamentos existem?

Manglano: Não existe mais que um casamento.

Não podemos esquecer que só se casa quem se casa. Ninguém casa! Quando fazem o ato livre de entrega total ao seu ser masculino e feminino, geram uma relação particular que chamamos “matrimônio”. Consiste em uma união orgânica, de modo que dois formam “uma só carne”. Isso – insisto – só pode fazer quem se casa. Só eles fundam ou criam um novo matrimônio.

Portanto, não há um matrimônio civil e outro religioso. Não. Isso são instâncias que reconhecem ou não o matrimônio, o único matrimônio. O Estado diz: “Se querem que eu os reconheça como matrimônio, se querem que minha legislação sobre o matrimônio se aplique, Eu – Estado – exijo seu consentimento diante de um funcionário, com tantas testemunhas, para preencher esse formulário…e o que for”, a fim de estabelecer pela autoridade civil. Falamos então de um casal que realizou um casamento civil.

Também a Igreja, para reconhecer aos cristãos seu matrimônio, pode exigir algumas formalidades a fim de começá-lo. Então falamos de casamento religioso, mas é o único matrimônio.

-A aliança, o arroz, dotes… Conte-me: de onde surge tudo isso?

Manglano: Tudo isso? Impossível. Cada uma dessas tradições se formam em um lugar e momento determinado, se configura pouco a pouco, têm raízes também em outros lugares…

Trata-se de expressões de linguagem simbólicas. Isto é, nas realidades abstratas ou espirituais – como pode ser o desejo de prosperidade, o desejo de descendência, a pertença de um ao outro…- se pode expressar e manifestar de maneira física, corporal e material. Os homens necessitam fazê-lo. Estes símbolos e rituais são profundamente humanos. Convém conhecer seu sentido e realizá-los com autenticidade. Do contrário, se convertem em formalismos ou em elementos ornamentais, que terminam por afogar com liturgias cheias de vazio.

-O matrimônio é um sacramento de dois, enquanto os outros sacramentos são “individuais”. Por que é assim?

Manglano. Efetivamente, são dois que “sofrem” a ação do Espírito de Deus, ação que faz de ambos uma só carne. Poderíamos falar que a ação transformadora que opera esses sacramentos é a de realizar uma unidade, uma comunhão total de vida e amor.

A partir de seu ato livre por decidirem se unir, o Espírito constitui uma comunhão que a liberdade de ambos deverá realizar progressivamente em suas vidas.

É um sacramento de dois no sentido de que antes são dois e é um sacramento de um no sentido que depois são um.

-O matrimônio… se descobre ou se cria?

Manglano: Parece-me que essa é a questão moderna mais interessante. Em um século XX marcado pela filosofia da suspeita – suspeita antes de tudo que parece imposta ao homem -, decidimos reinventar o matrimônio. Levamos cinquenta anos experimentando, afirmando: ‘o matrimônio significa que os casais se amam, e ninguém tem que dizer como viver, nem ditar regras que rompam a espontaneidade livre da relação”.

A revista Time publicou recentemente que a última pesquisa do Pew Reserarch Center concluía que os jovens do milênio – quem tem 18 anos – resultam em algo convencional: 52% deles marcam como primeiro objetivo ser um pai exemplar e ter um matrimônio estável e fiel. É visível que os inventos têm gerado mais dor que felicidade. Poderíamos dizer que o matrimonio institucional – por contrapor ao matrimônio a la carte, fabricada pelo casal – segue sendo o ideal.

Estou convencido que o matrimônio, longe de inventá-lo, nos inventa. O matrimônio tem seu DNA particular, não estipulado por nada além da verdade do amor conjugal.

-Historicamente havia casamentos entre recém nascidos… Melhoramos, não?

Manglano: Melhoramos muito, e também pioramos muito. O matrimônio, em si mesmo, é um modo de vida que faz bem e trás felicidade ao homem. O matrimônio resulta intensamente em um atrativo tal, mas está sempre ameaçado pela maldade do homem. O homem geralmente ataca – sem má intenção, mas ataca – a verdade do matrimônio para manipulá-lo segundo seu interesse.

No século VIII o resultado dessa manipulação foi este: quando os missionários cristãos levavam o Evangelho aos povos bárbaros, na Bulgária e em outros povos germânicos encontraram a tradição de casar as crianças apenas recém nascidas. Era uma forma de alcançar as alianças familiares e seus benefícios econômicos ou políticos, adiantando o tempo. O protagonismo do casamento, então, não tinha o amor. Isso só chegou em torno do século XI, precisamente quando a teologia cristã estuda a Trindade e redescobre que Deus é um movimento eterno de amor; portanto, o amor é importante, e nos matrimônios deverá ser respeitado seu papel, seu insubstituível protagonismo.

Sim, nessa percepção melhoramos. Mas ao mesmo tempo perdemos outras percepções, como  o valor libertador da instituição, ou a necessidade da paciência e o “domínio de si” para realizar com fidelidade e em plenitude o projeto criado, ou o poder destrutivo da anticoncepção…

-O senhor afirma que sem vínculos não há liberdade. É uma provocação?

Manglano: Eu gosto. Enquanto não se provoca a razão, o racionalismo nos limita de tal forma que o conhecimento nos afasta da beleza da vida real. Sim, não podemos reduzir os mistérios da existência do homem a fórmulas matemáticas e silogismos a todos os níveis. A verdade dos mistérios humanos, como é o fato de sua liberdade, são sempre paradoxais para a razão.

Por esse motivo abordo a questão, de acordo com o método do caso no diálogo com Antoine de Saint-Exupery e sua mulher Consuelo. São duas pessoas ‘libertinas’ que esperam que a felicidade lhes proporcione independência e autonomia. Saint-Exupery, como o Pequeno Príncipe criado por ele, viaja por distintos planetas da vida; conhece outras tanta rosas iguais a sua… Consuelo, também de abordagem libertina, sofre pelas ausências de seu marido e as relações que mantém com seus amantes.

Saint-Exupery, no final, descobre uma grande verdade: sua rosa é única, nenhuma tem valor, mas sim aquela a quem foi entregue; só quem está cativado encontra sentido para a sua existência; é então quando a raposa lhe ensina que domesticar é estabelecer laços, criar vínculos. Muitos não sabem que o Pequeno Príncipe é uma carta de amor de Antoine a sua mulher, movida por um profundo arrependimento.

É assim: se queremos independência, o matrimônio é um mal caminho. Se pretendemos ser felizes, este vínculo com nós mesmos, nos permite sermos livres realizando o projeto concreto que somos. Sendo mais intensamente esposo, sou mais livre, sendo mais inteira e elegantemente esposa, sou mais livre. A vida diz que é assim, e a razão diz que é o mais sensato… Assim são os mistérios humanos.

Zenit

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* Modern family’ faz “divertida” crítica dos estereótipos da sociedade atual. Seria divertida se não fosse trágica.

quarta-feira, maio 5th, 2010

Gustavo Miller Do G1, em São Paulo

Claire (Julie Bowen) e Jay (Ty Burrell) vivem um dos três  núcleos de 'Modern family'

Claire (Julie Bowen) e Jay (Ty Burrell) vivem um dos três núcleos de ‘Modern family’ (Foto: Divulgação)

O marido e pai infantil, o filho lesado, a filha adolescente bonitona e fútil, a mulher que é exemplo de esposa e mãe… Durante décadas, essa é a fórmula de sucesso das sitcoms americanas que abordam questões familiares.

Com “Modern family”, nova comédia de meia-hora da Fox que estreou nesta segunda-feira (3), às 22h, todos esses elementos estão presentes. Mas com um olhar, como o título já sugere, mais contemporâneo.

A série foi desenvolvida pelos mesmos criadores da premiada “Frasier”, e assim que estreou no 2º semestre do ano passado foi apontada como a nova comédia do ano pela crítica americana. Ao assistir aos dois episódios que serão exibidos nesta noite dá para entender o motivo.

O patriarca Jay (Ed O'Neill), com a nova esposa Gloria e o  enteado MannyO patriarca Jay (Ed O’Neill), com a nova esposa
Gloria e o enteado Manny (Foto: Divulgação)

O programa segue o cotidiano da família Pritchett e suas ramificações. Jay (Ed O’Neill, de volta as comédias pela primeira vez desde o eterno Al Bundy, de ‘Married with children’) é o patriarca, pai de Claire (Julie Bowen) e Mitchell (Jesse Tyler Fergunson).

Sua filha é uma dona de casa insegura, mãe de duas crianças e uma pré-adolescente, mas cujo marido (Phil, vivido por Ty Burrell), na crise da meia-idade, é o verdadeiro bebê da família. Já Mitchell é um advogado careta e gay, que viaja até o Vietnã para adotar um bebê ao lado parceiro, o afetado Cameron (o ótimo Eric Stonestreet).

Fecha a turma a nova esposa de Jay, Gloria (Sofía Vergara), uma bela colombiana mãe de Manny (Rico Rodriguez), um simpático gordinho de 11 anos que se acha adulto.

O que amarra esses três núcleos familiares é a educação dos filhos. Jay não quer repetir com o enteado os erros do casamento anterior. Julie e Mitchell não querem dar aos seus rebentos os maus-exemplos que tiveram com os pais, e por aí vai.

Falso documentário

Uma das (boas) sacadas de “Modern family” é o formato: a série é um falso documentário (“mockumentary”), igual “The office”. Uma câmera acompanha os atores em cena, mas não chega a interagir com eles.

O casal gay, Mitchell e CameronO casal gay, Mitchell e Cameron, e a bebê
recém-adotada (Foto: Divulgação)

Em alguns momentos, os personagens fazem relatórios para as lentes, igual àqueles comerciais antigos da Brastemp. Nessas horas os personagens, como se estivessem em um grande paredão, tiram suas máscaras e confidenciam aquilo que não mostram nas cenas. Afinal, de perto ninguém é normal.

Para esses momentos serem engraçados em um programa que não é gravado em frente a um público ao vivo, geralmente responsável por aquelas risadas forçadas, dignas de “Chaves” ao fundo, “Modern family” tem dois trunfos. Primeiramente, o elenco, talentoso e de excelente timing cômico. Depois, o roteiro.

Em um momento em que o “humor do bem” está na moda, o programa é uma ótima válvula de escape para os fãs do politicamente incorreto. Os personagens são estereotipados e a série brinca com os diversos tipos de situações que existem no mundo globalizado de hoje – sem medo de, às vezes, de até soar preconceituosa.

Todo tipo de piada clichê envolvendo imigrantes ilegais, homossexuais e pobreza de países subdesenvolvidos são expostos logo no episódio desta noite. Mas de maneira sutil, distribuída em pequenas situações do cotidiano que costumam passar despercerbidas.

“Modern family” já foi renovada para uma 2ª temporada nos EUA. Seu poder de fogo, dizem, será realmente testado durante o próximo Emmy, em agosto. Até o momento, a série foi um pouco ofuscada pelo fenômeno pop “Glee”. Na primeira disputa entre os dois, no Globo de Ouro deste ano, o seriado musical se saiu vencedor.

* Uma curiosidade em relação à trama: apesar de se julgarem parte de uma família moderna, nenhuma das mulheres trabalha, de fato, na atração.

***

Fica a pergunta:  Família, o que fizeram contigo e qual o teu futuro?

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* Sites de estimulo ao adultério crescem na Internet.

terça-feira, abril 20th, 2010

Sites que facilitam relacionamentos extraconjugais vêm se tornando populares, especialmente nos Estados Unidos. Um site  gerenciado a partir do Canadá, por exemplo, criado em 2002 tem  hoje mais de 5 milhões de usuários. A maioria dos usuários é formada por homens.

O fundador da página, o advogado Noel Biderman, disse que muitos casamentos não correspondem às expectativas e que é por isso que as pessoas procuram uma aventura por meio do site.

“A prova é que o movimento maior é na manhã de segunda-feira, quando as expectativas do fim de semana não foram atendidas”. Segundo ele, isso ocorre também no Dia dos Namorados ou depois do Dia dos Pais ou do Dia das Mães, “ou depois de qualquer momento em que as expectativas não foram atendidas”, concluiu.

BBC Brasil

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* Seis meses de formação obrigatória antes do matrimônio, avalia Santa Sé.

sábado, abril 10th, 2010

Com uma proposta para que os casais que desejam contrair Matrimônio tenham previamente um período de seis meses de formação obrigatória, culminou em Roma um seminário internacional de estudo organizado pelo Pontifício Conselho para a Familia, no qual participaram diversas organizações pró -vida dos cinco continentes, realizado na capital italiana.

Além do vade-mécum para a preparação para o sacramento do matrimônio, este dicastério está considerando esta proposta. Uma das autoridades do Pontifício Conselho, o franciscano Gianfranco Grieco, assinala a respeito que “o direito a contrair matrimônio é um direito natural mas deveria ser regulamentado. Esta formação serviria para avaliar se o casal adquiriu a necessária maturidade”.

Se for aceita esta proposta, a exigência destes seis meses de formação obrigatória seria feita através de uma emenda ao código de direito Canônico, explica a nota do L’Osservatore Romano.

Outro tema importante deste seminário foi o da defesa da vida desde a concepção até a morte natural.

A respeito disto, o Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Cardeal Ennio Antonelli, assegurou que “em nome da liberdade de todos, do pluralismo cultural e da subsidiariedade social, é necessário reivindicar firmemente, já seja para as pessoas ou as instituições, o direito à objeção de consciência contra o aborto e a eutanásia, direito que ainda não é reconhecido em muitos países”.

Depois de exortar as organizações pró-vida a não deixar de dizer sempre “sim” a este direito fundamental do homem, o Cardeal explicou que contra o mal do aborto “é necessário promover o apoio à maternidade, em nome não só da vida, mas também do direito da mulher a uma efetiva liberdade de opção”.

ACI

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