Posts Tagged ‘Familia’

* Matrimônios em crise: Confessores não são psicanalistas e a confissão deve ajudar a assumir responsabilidades.

sexta-feira, março 12th, 2010

No marco do curso anual sobre Foro Interno realizado pela Penitenciaria Apostólica do Vaticano até o dia 12 de março, o Pe. Giovanni Colón, consultor deste dicastério, explicou que os sacerdotes devem ajudar os matrimônios em crise administrando a confissão identificando-se com Jesus, médico da alma, e evitando aplicar elementos da psicanálise que não fazem parte do sacramento.

Conforme informa o L’Osservatore Romano, o Pe. Colón, dos oblatos de Maria Imaculada, explica que o confessor não é um psicoterapeuta e que a confissão é “uma relação de ajuda para oferecer os instrumentos, os conhecimentos e as motivações necessárias para que os fiéis possam compreender o sentido do pecado e assumir sua própria responsabilidade de cristãos adultos”.

Depois de explicar que os sacerdotes devem ajudar os casais também com a pastoral familiar, o Pe. Colón, explicou que na confissão todo presbítero deve “acolher ao penitente com a atitude misericordiosa de Jesus”, ajudá-lo a compreender o sentido da vida, sua liberdade e responsabilidade, compartilhando esta última com seu cônjuge.

Trata-se, explica, de ajudar as pessoas a renovarem a própria vida à luz da fé para que possam caminhar para a santidade.

Para o presbítero, a tarefa do confessor está em “levar as pessoas ali onde se encontram a um caminho de crescimento moral e espiritual e para a maturidade”, acolhendo a cada um “na totalidade de seus recursos e de seus limites”.

Depois de advertir que as técnicas psicanalíticas são “absolutamente estranhas” à confissão, o Pe. Colón explica que é necessário ter em conta algumas características da sociedade atual para poder ajudar aos matrimônios em crise, como a desagregação dos valores fundamentais como a razão e a fé, o amor e a familia ,a dignidade e a responsabilidade que derivam do batismo.

Esta perda de valores, afirma, gera no casal o sentido da solidão, conflitividade, incomunicabilidade e ressentimento, assim como falta de maturidade, individualismo narcisista, entre outros males, que se deve ter em conta na hora de ajudar um matrimônio em crise.

ACI

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* Igreja cria curso na Itália para sogra não interferir em vida de casal.

quinta-feira, março 4th, 2010

BBC Brasil

Com a finalidade de prevenir crises conjugais, uma arquidiocese italiana decidiu abrir um curso na cidade de Udine, no norte da Itália, para ensinar sogros e sogras a não interferir na vida de casal de seus filhos.

O curso – chamado “Famílias em diálogo, como ser pais eficientes com filhos que vivem a experiência de casal” – é organizado pela arquidiocese da região de Friuli e financiado pela prefeitura de Udine.

Serão três aulas, uma vez por semana, a começar nesta sexta-feira. O curso é gratuito, e sogros e sogras podem participar individualmente ou em casal.

Durante os encontros, psicólogos vão ensinar os sogros a não se intrometer demais na vida familiar de seus filhos e a auxiliar na criação dos netos, respeitando as escolhas dos pais.

De acordo com os organizadores do curso, as intromissões de sogros e sogras desencadeiam discussões entre pais e filhos e sobretudo entre os sogros e os cônjuges de seus filhos, o que muitas vezes leva à dissolução de relações que pareciam sólidas.

A arquidiocese diz que o curso, que ainda será levado para outras cidades italianas, pretende ajudar os sogros a discutir seus problemas e a se colocar em seu devido lugar no âmbito familiar.

Causa de divórcio

Segundo pesquisas citadas pelos organizadores do curso, a intromissão dos pais na vida dos filhos casados é uma das principais causas de divórcio na Itália.

“Estudos evidenciam claramente que ao menos três em cada dez casamentos entram em crise por causa dos sogros. Em algumas regiões, essa proporção chega a 50%”, diz o padre Giuseppe Faccin, responsável pela pastoral da família da arquidiocese de Udine.

Os dados divulgados pelo sacerdote são confirmados pela associação italiana dos advogados especializados em divórcios. A intromissão de sogros seria tão grave quanto a infidelidade conjugal, segundo a entidade.

O organismo calcula que cerca de 30% das separações judiciais ocorrem por causa dos sogros. As relações mais problemáticas seriam com as mães dos maridos, que muitas vezes entram em competição com as noras.

“Educar um sogro, ou mais frequentemente uma sogra, significa antes de mais nada recuperar a relação dele com seu próprio cônjuge”, afirmou Faccin ao jornal Messaggero Veneto, de Udine.

Na avaliação do padre, com o casamento dos filhos, os pais precisam encontrar seu próprio equilíbrio como casal.

Segundo Faccin, após muitos anos dedicando-se à prole, a relação do casal enfraquece e os pais acabam se debruçando novamente sobre os filhos, mesmo quando eles já se casaram e geraram suas próprias crianças.

“(Os sogros) Deveriam aprender a ser avós e a deixar de se intrometer nas escolhas educativas dos filhos”, afirma o sacerdote.

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* Atenção pais: novos argumentos a favor das escolas católicas.

quarta-feira, março 3rd, 2010

Gilbert K. Chesterton

Ser moderno?

Um homem que seriamente descreve seu credo como modernismo poderia, da mesma forma, inventar um credo chamado “segunda-feirismo”, querendo dizer que ele tem uma fé especial a tudo que lhe acontece nas segundas-feiras; ou um credo chamado “manhanismo”, querendo dizer que ele acredita nas idéias que lhe ocorrem nas manhãs, mas não nas tardes.

A modernidade é apenas o momento em que por acaso nos encontramos, e ninguém que pensa considerará isso superior tanto em relação ao tempo posterior quanto ao antecedente. Mas, num sentindo relativo e racional, podemos nos congratular por sabermos das novidades do momento, por termos percebido os fatos e descobertas recentes que algumas pessoas ainda ignoram.

E é neste sentido que podemos verdadeiramente chamar de um fato científico, e especialmente psicológico, o conceito fundamental da educação católica.

Nossa demanda por uma cultura completa, baseada em sua própria filosofia e religião, é uma demanda que não encontra resposta à luz da mais vital, e mais moderna, psicologia. Quanto a isso, para aqueles que se preocupam com tais coisas, dificilmente haverá uma palavra mais moderna que atmosfera.

Ora, contanto que estejam engajados em algo diferente de uma discussão conosco, nossos amigos modernos e científicos nunca se cansam de nos dizer que a educação deve ser tratada como um todo; que todas as partes da mente se afetam mutuamente; que nada é trivial demais para não ser significante ou mesmo simbólico; que todos os pensamentos podem ser “coloridos” por emoções conscientes ou inconscientes; que o conhecimento nunca pode ser colocado em compartimentos estanques; que o que parece um detalhe desprezível pode ser o símbolo de um desejo profundo; que nada é negativo, nada está a descoberto, que nada permanece separado, isolado.

Eles usam esses argumentos para todo o tipo de propósitos, alguns deles lógicos, alguns quase insanamente tolos; mas é assim, em geral, como eles agem. E uma coisa que eles não sabem é que estão argumentando a favor da educação católica, e especialmente a favor da atmosfera católica nas escolas católicas. Se soubessem, talvez desistissem de seus argumentos.

De fato, aqueles que recusam a entender que uma criança católica deve ter uma escola completamente católica vivem naqueles velhos tempos, velhos e maus tempos, em que ninguém queria educação, mas somente instrução.

Eles são relíquias de um tempo morto quando se pensava que era suficiente treinar, de forma supostamente mecânica, os alunos em duas ou três lições maçantes e inúteis.

Eles descendem do filisteu original que primeiro falou sobre “Os Três R’s”e a piada sobre ele é muito simbólica de seu tipo e de seu tempo. Pois ele era um tipo de homem que insistia muito literariamente sobre o letramento, e, ainda assim, se mostrava iletrado.

Eles eram homens ricos muito iletrados que exigiam ruidosamente educação. E dentre as marcas de sua ignorância e estupidez estava uma marca particular que consistia em considerar letras e figuras como coisas mortas, muito separadas entre si e da visão geral da vida. Eles pensavam que um menino que aprendia suas primeiras letras estava muito separado de um homem de letras. Eles pensavam que um menino envolvido em seus cálculos poderia se tornar uma máquina calculadora.

Quando alguém lhes disse, portanto, “Essas coisas devem ser ensinadas numa atmosfera espiritual”, eles consideraram isso um contra-senso; tiveram uma vaga idéia de que uma criança só pudesse fazer uma simples adição se tivesse envolvida pelo aroma do incenso. Mas eles consideravam uma simples adição muito mais simples do que realmente era. Quando um polemista católico lhes disse, “Mesmo o alfabeto pode ser aprendido de uma maneira católica”, eles o consideraram um fanático delirante, pensaram que ele afirmava que ninguém nunca poderia ler algo que não fosse um missal em latim.

Mas ele acreditava no que dizia, e o que ele dizia era razoável psicologia. Há uma perspectiva católica do aprendizado do alfabeto; por exemplo, ela evita que você pense que a única coisa que importa é aprender o alfabeto; ou que você despreze pessoas melhores que você, se elas acaso não aprenderam o alfabeto.

A antiga e não-psicológica escola de instrutores costumava dizer: “Que sentido pode ter em misturar aritmética com religião?” Mas aritmética está misturada com religião ou, na pior das hipóteses, com filosofia.

Faz uma enorme diferença se o professor afirma que a verdade é real, ou relativa, ou mutável, ou uma ilusão. O homem que dizia, “Dois e dois é cinco nas estrelas fixas”, estava ensinando aritmética de uma maneira anti-racional e, portanto, de uma maneira anti-católica. O católico é muito mais assertivo a respeito de verdades fixas do que de estrelas fixas.

Mas não estou agora discutindo qual filosofia é melhor; estou apenas alertando sobre o fato de que toda educação ensina uma filosofia; se não por meio de dogmas, então será por meio de sugestão, de implicação, de atmosfera. Cada parte da educação tem uma conexão como todas as outras partes. Se todas não combinam para transmitir uma visão geral da vida, não é educação em absoluto. E os modernos educadores, os modernos psicólogos, os modernos homens de ciência, todos concordam em assegurar e reassegurar isto, até que começam a discutir com os católicos sobre as escolas católicas.

Em resumo, se há uma verdade psicológica possível de ser descoberta pela razão humana, ela é esta: que, a menos que os católicos possuam e gerenciem escolas católicas, eles não terão ensino católico. Pois há um argumento contrário a que famílias católicas cresçam sendo católicas, por meio de qualquer sistema que possa ser chamado de educacional no sentido atual do termo. Há um argumento contrário a qualquer concessão aos católicos, ignorando suas idiossincrasias como se elas fossem uma insanidade. Há um argumento para isso, porque há e sempre houve um argumento a favor da perseguição; pois o estado age segundo o princípio de que certas filosofias são falsas e perigosas e devem ser esmagadas mesmo se são sinceramente seguidas; de fato, devem ser esmagadas especialmente porque são sinceramente seguidas.

Mas se os católicos forem ensinar o catolicismo todo o tempo, eles não podem meramente ensinar teologia católica parte do tempo. São nossos oponentes, não nós, que têm um ponto de vista supersticioso e escandaloso sobre a teologia dogmática. São eles que supõe que um “assunto” especial chamado teologia pode ser colocado na cabeça das pessoas por um experimento que dure meia hora; e que essa inoculação mágica durará uma semana num mundo que está inundado de uma concepção de vida contrária.

A teologia é apenas religião articulada; mas, por estranho que pareça aos verdadeiros cristãos que nos criticam, é necessário tanto ter uma religião quanto uma teologia. E religião, como estão sempre muito gentilmente a nos lembrar quando este problema particular não está em foco, é uma coisa para todos os dias da semana e não meramente para o domingo ou para as missas.

A verdade é que o mundo moderno está comprometido com duas concepções totalmente diferentes e inconsistentes de educação. Ele está sempre tentando expandir o escopo da educação; e sempre tentando excluir dela toda a religião e filosofia. Mas isso é absoluto contra-senso. Você pode ter uma educação que ensine ateísmo porque o ateísmo é verdadeiro, e esta pode ser, de seu próprio ponto de vista, uma educação completa. Mas você não pode ter uma educação alegando ensinar toda a verdade, e então recusando discutir se o ateísmo é verdadeiro.

Desde o advento de uma psicologia da educação mais ambiciosa, nossas escolas têm alegado desenvolver todos os aspectos da natureza humana; isto é, produzir um ser humano completo. Você não pode fazer isso e ignorar totalmente uma grande tradição viva, que ensina que o ser humano completo deve ser um ser humano católico ou cristão. Ou você persegue essa tradição até a sua extinção ou permite a ela construir sua própria e completa educação.

Quando o ensino consistia de soletrar, contar e construir porta-panelas e cabides, você poderia até ter razão em dizer que este ensino podia ser conduzido por um batista ou um budista. Mas que sentido tem uma educação que inclui lições de “cidadania”, por exemplo; e então fingir não incluir algo como uma teoria moral, e ignorar todos os que afirmam que uma teoria moral depende de uma teologia moral.

Os instrutores professam revelar todas as dimensões do aluno; a dimensão estética, a atlética, a política etc.; e mesmo assim eles ainda vêm com o rançoso jargão do século XIX sobre o ensino público não ter nada a ver com a dimensão religiosa.

A verdade é que, nessa questão, são nossos inimigos que são antiquados e ainda permanecem na asfixiante atmosfera de uma educação não-científica e subdesenvolvida; enquanto nós estamos ao lado de todos os modernos e sérios psicólogos e educadores no reconhecimento da idéia de atmosfera.

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* As razões da insustentabilidade do divórcio e as vantagens do casamento em uma perspectiva sociológica.

quarta-feira, março 3rd, 2010
Por Pe. John Flynn, L.C.
A organização Relationships Foundation publicou dois relatórios sobre o matrimônio.

A 9 de fevereiro foi publicado Counting the Cost of Family Failure (Avaliando os custos dos rompimentos familiares) e, no dia seguinte, Why Does Marriage Matter? (Por que o matrimônio é importante?).

No primeiro documento, a fundação coloca em 41,7 milhões de libras (64,5 milhões de dólares) o custo anual dos relacionamentos rompidos. Isso equivale a 1.350 libras (2.088 dólares) por cada contribuinte do Reino Unido. É necessário que os responsáveis políticos levem em conta essa pesada carga econômica e adotem as medidas apropriadas para assegurar que as relações sejam mais estáveis, pedia o relatório.

“É uma verdade impopular que as decisões têm consequências e custos, e esses nem sempre são suportados por quem toma as decisões”, comentava o relatório.

A fundação afirmava também que o progresso das famílias é a chave para a vida social e a transmissão de conhecimentos e habilidades. O relatório assinalava em 73 milhões de libras (112 milhões de dólares) por ano o montante pago pelas famílias através de seu apoio aos membros familiares e os cuidados sociais que proporcionam.

O relatório observava que os gastos familiares implicam custos que não são simplesmente econômicos. Fazia referência a estudos que mostram uma maior incidência de problemas de saúde entre os adultos divorciados e seus filhos.

Além disso, os traumas emocionais, a solidão e a ruptura das relações têm um impacto significativo. A educação dos filhos também sofre danos, posto que pais divorciados têm menos tempo para ajudá-los em seus deveres e incentivá-los a aprender.

“Os representantes da Conferência Anual da Associação de Professores de 2008 afirmaram que as vidas caóticas no lar e a pobreza tornam as crianças incapazes de aprender”, observava o relatório.

A fundação admitia que não há solução fácil ou de curto prazo para o problema da instabilidade na vida familiar, mas a carga da desintegração familiar é insustentável para a sociedade, concluía.

Vantagens

O segundo relatório de Relationships Foundation considerava o outro lado da moeda e examinava as vantagens do matrimônio. Em Why Does Marriage Matter? é explicado que, ainda que quase toda relação tenha seus benefícios, as vantagens são maiores para os casais casados.

O relatório observava que alguns argumentam que esses assuntos deveriam ser decisão privada entre duas pessoas e, portanto, não convêm às autoridades públicas.

“Mas o matrimônio não afeta só dois adultos que dão seu consentimento, mas também qualquer criança envolvida, as famílias em amplo sentido e a sociedade como conjunto”, afirmava o documento.

“Ao apoiar o matrimônio, a política está reconhecendo que é benéfico ver as relações como instituições públicas, não só como eleições privadas”, continuava a fundação.

Daí a necessidade de julgar algo que não é um mito, que as relações privadas deveriam gozar das mesmas proteções legais e sociais que apoiam o matrimônio, assegurou o documento.

O relatório reunia a investigação de numerosos estudos para respaldar a afirmação de que o matrimônio é benéfico para as famílias e a sociedade em geral.

Entre os benefícios para o casal estão os seguintes:

–Os homens casados investem de 10% a 40% mais que os solteiros em educação;

–Os casais casados geram maiores finanças que outros casais similares, solteiros ou que moram juntos, inclusive aqueles com rendas similares;

–O matrimônio está associado a uma redução significativa da depressão;

–O estado matrimonial contém o avanço do Alzheimer na terceira idade;

–É mais provável que as pessoas casadas sobrevivam ao câncer;

–As pessoas casadas têm um menor risco de suicídio que as pessoas não casadas, um efeito protetor que se mantém nos últimos 25 anos;

–O matrimônio faz das pessoas mais sadias e felizes, e as pessoas casadas vivem mais.

O casamento também beneficia os filhos:

–Os bebês nascidos de pais casados têm um índice menor de mortalidade infantil. Em média, o risco de mortalidade infantil aumenta entre 25-30% se a mãe forma parte de um casal de fato, e de 45%-68% se a mãe for solteira;

–Os pais casados passam mais tempo com seus filhos, proporcionam-lhes mais recursos materiais, trabalham mais próximos da mãe de seus filhos e estão mais comprometidos, emocional e moralmente, em contribuir com o futuro de seus filhos;

–70% das crianças nascidas em 1997, de pais casados, podem esperar passar toda sua infância com ambos pais naturais, em comparação com 35% dos filhos de casais de fato.

–Levando em conta fatores como raça, educação da mãe, qualidade do bairro e habilidades cognitivas, as crianças criadas com somente um progenitor correm maior risco de acabar na prisão até os 30 anos;

–As crianças que vivem com mães solteiras, padrastos, ou namorados de sua mãe são mais propícias a serem vítimas de abusos, e as crianças que vivem somente com sua mãe tem um índice mais alto de mortes por lesões intencionadas;

–Crianças cujos pais se casam e permanecem casados têm mais probabilidade de ter no futuro um casamento estável e tendem a esperar o matrimônio para terem filhos.

Os casais de fato, que hoje se costumam apresentar como uma alternativa aceitável ao casamento, simplesmente não possuem os mesmos benefícios do casamento, conclui o relatório.

Viver Juntos

O relatório explicava que os casais não casados, em média, têm um nível inferior de satisfação em sua relação, mais conflitos, mais violência e um menor nível de compromisso. No geral, a falta de benefícios para os casais de fato em comparação com os matrimônios vem do fato de que as pessoas que escolhem viver juntas e tendem a se comprometer menos em um relacionamento para a vida.

O relatório comentava ainda que alguns opinam que a relação entre famílias sólidas e as vantagens que derivam delas é devido a um efeito de seleção, o que significa que apenas pessoas “casáveis” se comprometem com o matrimônio e todos os benefícios se devem ao tipo de pessoa que o escolhe.

O documento respondia que esse argumento não é válido. Em primeiro lugar, ignora o resultado positivo de tomar uma decisão clara e um compromisso, que tem lugar quando nós nos casamos.

Em segundo lugar, o aumento de nascimentos fora do matrimônio é resultado de uma dramática mudança nas últimas décadas, que tem natureza social e não é o resultado de uma espécie de alteração genética que faz com que as pessoas sejam menos “casáveis”.

Casais

Estes dois relatórios não são mais que a última amostra de uma “inundação” de documentação que comprova o quanto o matrimônio é importante para a sociedade. Em outubro de 2009, outra organização do Reino Unido especializada em relacionamentos, One Plus One, publicou um estudo com o nome de When Couples Part: Understanding the Consequences for Adults and Children (Quando os casais rompem: Entendendo as Consequências para Adultos e Crianças).

Após a leitura dos dados da pesquisa, o relatório concluiu que, embora as evidências do impacto das separações matrimoniais sejam muito complexas, “a conclusão predominante é sua associação com as desvantagens de adultos e crianças”.

Essa ligação ainda é forte, apesar do fato de que o divórcio e a separação são difundidos na sociedade de hoje. A pesquisa mostra que os impactos negativos não diminuiram com o passar do tempo , acrescentou o relatório.

“Daí a urgente necessidade de reconhecimento político para que promovam o desenvolvimento familiar e a estabilidade”, concluía.

Crianças

Bento XVI falava recentemente dos benefícios do matrimônio, no dia 8 de fevereiro, aos participantes da assembleia plenária do Pontíficio Conselho para a Família. Fazendo referência à necessidade de proteger as crianças, o Papa comentava: “precisamente a família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é a maior ajuda que se pode dar às crianças”.

“Elas querem ser amadas por uma mãe e um pai que se amam, e necessitam crescer e viver junto com ambos pais, porque as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção da sua personalidade e de sua identidade”, acrescentou.

“Portanto, é importante fazer todo o possível para ajudá-las a crescer em uma família unida e estável”, recomendava o Papa.

Seja uma perspectiva sociológica ou religiosa, parece ter sentido apoiar e proteger o casamento.

Zenit

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* Esplendor do VERDADEIRO matrimônio diante da mentira.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010


Por Christopher West

Um homem pode se casar com outro homem? Uma mulher pode se casar com outra mulher? Um homem pode se casar com várias mulheres ao mesmo tempo, ou uma mulher com vários homens? Um homem pode se casar com sua irmã ou com sua mãe? Seu irmão, ou seu pai? Uma mulher pode se casar com seu irmão ou seu pai? Sua irmã, ou sua mãe?

Todas estas questões são agora relevantes em nossa cultura. Elas não podem ser apropriadamente respondidas a menos que saibamos o que é o matrimônio.

Como católicos, nós temos um incrível corpo de ensinamentos para que entendamos o sentido e o propósito do matrimônio. Comecemos com uma definição básica advinda da Lei Canônica e do Concílio Vaticano II.

O matrimônio é comunhão íntima, exclusiva e indissolúvel de vida e de amor assumidas por um homem e uma mulher como designado pelo Criador para o propósito do seu próprio bem e da procriação e educação dos filhos. Esta aliança entre pessoas batizadas foi elevada por Nosso Senhor Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.

Comunhão íntima de vida e de amor: O matrimônio é a mais próxima e mais íntima de todas as relações humanas. Ele envolve a partilha da totalidade da vida de uma pessoa com seu(ua) esposo(a). O matrimônio pede uma mútua entrega de si mesmo tão íntima e completa que os esposos — sem perder sua individualidade — tornam-se “um”, não somente no corpo, mas também na alma.

Comunhão exclusiva de vida e de amor: Como uma mútua doação de duas pessoas um para o outro, esta união íntima exclui a possibilidade de outra união com qualquer outra pessoa. Ela demanda a fidelidade total dos esposos. Esta exclusividade também é essencial para o bem dos filhos do casal.

Comunhão indissolúvel de vida e de amor: Marido e esposa não são unidos por emoções passageiras ou meras inclinações eróticas as quais, egoísticamente buscadas, vão-se facilmente. Eles são unidos em autêntico amor conjugal pelo firme e irrevogável ato de sua própria vontade. Uma vez que seu mútuo consentimento foi consumado pela relação sexual, uma ligação inquebrantável é estabelecida entre os esposos. Para os batizados, esta ligação é selada pelo Espírito Santo e se torna absolutamente indissolúvel. Por isso, a Igreja não ensina tanto que o divórcio é errado, mas que o divórcio é impossível, apesar de suas implicações civis.

Assumidas por um homem e uma mulher: A complementaridade dos sexos é essencial para o matrimônio. Não é que dois homens (ou duas mulheres) não possam se casar porque “a Igreja não deixa”. Se compreendermos o que o matrimônio é, nós veremos com bastante clareza que é impossível que membros do mesmo sexo contraiam matrimônio.

Como designado pelo Criador: Deus é o autor do matrimônio. Ele inscreveu o chamado para o matrimônio em nosso próprio ser criando-nos como homens e mulheres. Nós, portanto, não podemos alterar a natureza e os propósitos do matrimônio.

Para o propósito do seu próprio bem: “Não é bom que o homem esteja só” (Gen 2,18). Reciprocamente, é pelo seu próprio bem, para seu benefício, enriquecimento e, por último, para sua salvação, que um homem e uma mulher unem suas vidas em matrimônio.

Procriação e educação dos filhos: Os filhos não são acrescentados ao matrimônio e ao amor conjugal, mas brota do próprio coração dessa auto-doação mútua entre os esposos, como fruto e realização. A exclusão intencional dos filhos, então, contradiz a própria natureza e propósito do matrimônio.

Aliança: Enquanto o matrimônio envolve um contrato legal, uma aliança vai além dos mínimos direitos e responsabilidades garantidos por um contrato. Uma aliança exige dos esposos uma partilha do amor livre, total, fiel e fecundo de Deus. Pois é Deus quem, à imagem de sua própria Aliança com seu povo, une os esposos em uma forma mais compromitente e sagrada que qualquer contrato humano.

A dignidade de sacramento: O matrimônio entre pessoas batizadas é um sinal eficaz da união entre Cristo e a Igreja, e, como tal, é um canal de graças. Isto é, o matrimônio — porquanto a união entre o homem e a mulher verdadeiramente simboliza o amor de Cristo pela Igreja — realmente comunica o amor de Cristo aos esposos e, através deles, para todo o mundo.

Tradução livre: Fabrício L. Ribeiro

Original em: http://tobinstitute.org/newsItem.asp?NewsID=54

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* Família e relacionamentos sociais tradicionais diminuem taxa de mortalidade

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

 Homem e mulher ELE os criou !

" Homem e mulher ELE os criou" !

Os especialistas B. Egolf, J. Lasker, S. Wolf e L. Potvin, do Center for Social Research, da Universidade Lehigh da Pensilvânia, EUA, estudaram as causas de mortalidade por doenças cardíacas durante 50 anos na pequena cidade de Roseto.

Elas eram muito baixas quando comparadas com as cidades vizinhas. Os autores concluíram que as causas da longevidade estavam ligadas com a coesão familiar e o relacionamento social tradicional.

Quando a cidade se “modernizou” nos anos ’60 abandonando a família tradicional muito unida e o relacionamento social orgânico, a taxa de mortalidade por razões cardíacas igualou-se com a do resto do país.

O estudo científico foi publicado pelo Instituto Nacional da Saúde dos EUA (NIH, sigla em inglês). Texto completo.

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* Gerar um filho é um fato não só profundamente humano mas também profundamente religioso.

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010


João Paulo II, Evangelium Vitae,43b

“Ao falar de « uma participação especial » do homem e da mulher na « obra criadora » de Deus, o Concílio pretende pôr em relevo como a geração do filho é um fato não só profundamente humano mas também altamente religioso, enquanto implica os cônjuges, que formam « uma só carne » (Gn 2, 24), e simultaneamente o próprio Deus que Se faz presente.

Como escrevi na Carta às Famílias, « quando da união conjugal dos dois nasce um novo homem, este traz consigo ao mundo uma particular imagem e semelhança do próprio Deus: na biologia da geração está inscrita a genealogia da pessoa.

Ao afirmarmos que os cônjuges, enquanto pais, são colaboradores de Deus Criador na concepção e geração de um novo ser humano, não nos referimos apenas às leis da biologia; pretendemos sobretudo sublinhar que, na paternidade e maternidade humana, o próprio Deus está presente de um modo diverso do que se verifica em qualquer outra geração “sobre a terra”.

Efetivamente, só de Deus pode provir aquela “imagem e semelhança” que é própria do ser humano, tal como aconteceu na criação. A geração é a continuação da criação ».”

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* Portugal luta por referendo em defesa da família.

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010
Cartaz de convocação

Cartaz de convocação


E-mail enviado por Pe. Duarte aos católicos de Portugal partilhando suas impressões do atual momento vivido pela nação portuguesa.

Como se sabe, recentemente Portugal aprovou o ” casamento homossexual”.

***

Queridos amigos,

Mando este email para partilhar convosco coisas muito sérias.

Como sabem estou na Suíça. O meu “trabalho” é andar pela Europa e organizar encontros com bispos ou representantes destes. O objectivo é conseguir que haja cada vez mais sintonia entre todos e de todos com Jesus Cristo. Ora, um dos temas que por toda a Europa está a ser considerado e tratado é a questão do “pseudo-casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Trata-se de uma autêntica luta. Nós, católicos, somos pela paz. Mas se queremos a paz temos de pugnar por ela e pela verdade e não podemos deixar de lutar quando nos atacam.

Ora esta coisa do casamento não é um enfeite cultural, não é uma coisa que uns betinhos burgueses acham que é importante, ou que é do antigamente, do tempo dos nossos avós. Há muitas razões óbvias e sociais para dizer que quem ataca a estrutura natural do casamento está, no fundo a atacar a pessoa e o futuro. Mas há também razões teológicas que ainda confirmam melhor tudo isso.

Quem recebe este email sabe que eu sou padre, por isso, deixem-me dizer-vos duas coisas a partir da fé:

Deus é o Criador. Deus criou, homem e mulher, e disse os dois serão uma só carne. Uma palavra de Deus não é uma ideia ou uma opinião. A palavra de Deus cria, faz acontecer. Foi Deus quem “inventou” o casamento. O amor entre um homem e uma mulher, que envolve toda a vida a ponto de se casarem, começa por ser uma atracção recíproca mas depois avança para uma comunhão de vida. Este amor expressa-se fisicamente numa relação sexual pela qual, no mesmo acto em que marido e mulher reforçam a sua unidade eles abrem-se à possibilidade que esta sua unidade se torne uma nova pessoa.

Há muitas outras amizades, mas a sexualidade não é um acaso! É um desígnio de Deus.

Que haja homens e mulheres e que entre estes o amor possa ser fecundo, quer dizer que Deus quer que cada um de nós seja desde o momento da concepção um fruto do amor. Mas para isso é preciso que haja um pai e uma mãe. O casamento é isto, um amor que se torna missão de fazer feliz o outro e de acolher e educar os filhos como dons de Deus e frutos do amor. Pode ser melhor ou pior vivido. Mas é isto.

A amizade de duas pessoas do mesmo sexo, mesmo que seja imoral e entre eles haja “relações sexuais”, mesmo que vivam juntos e partilhem tudo, nunca poderá ser isto que Deus criou com um objectivo muito claro.

Mas isto, mesmo quem ainda não acredita em Deus pode constatar: basta olhar para a realidade! A pessoa humana é um todo: corpo e alma, interioridade e sociabilidade, história e presente, futuro e passado: somos uma pessoa não a soma de partes. Se o meu corpo é de homem, os meus pais dão-me um nome de homem, porque sabem que não é o corpo mas o filho que é um homem.

Uma segunda coisa me parece ser importante dizer: esta crise social que levou à legalização do aborto, agora à equiparação legislativa (e por isso cultural porque isto vai ser ensinado nas escolas) entre casamento e união de duas pessoas do mesmo sexo e que levará à Eutanásia, etc. Tem na sua raiz o pecado.

O Pecado original que faz com que a humanidade tenha a pretensão de decidir o que é bem e o que é mal sem ligar nenhuma a Deus. O pecado de tantos, mesmo de cristãos que desistem de viver como Deus manda, e o pecado, que por muita ou pouca culpa, praticam os que querem viver como se Deus não existisse. Estamos na cena do Filho Pródigo.

A nossa sociedade é o filho que sai de casa julgando que com as riquezas da herança já não precisa do pai. Mas o destino é acabar com os porcos. Só quando voltar a casa poderá, de facto, voltar a sentir-se homem! A nossa sociedade anda maluca; os nossos dirigentes, os políticos, estão muito influenciados por uma mentalidade anti-cristã e, por isso, já nem pensam se o que fazem é bom ou mau, mas querem ser progressistas sem critérios. Mas o mais difícil é que estas teses contra a vida e contra a família, que no fundo são contra o homem, aparecem sempre com a imagem de bonzinhos. Neste caso é para não descriminar. E nós somos acusados de maus.

Mas dizer que coisas diferentes são a mesma coisa não é não descriminar, é mentir. Não descriminar quer dizer que não negamos direitos que pertencem por natureza a pessoas por questões secundárias, como ninguém pode dizer que se é mais ou menos pessoa se formos desta ou daquela raça, deste ou daquele país, desta ou daquela religião, se formos homens ou mulheres, se formos adultos ou crianças.

Qual é a mentira que está nestas propostas de lei? É dizer que casamento é um direito e que a orientação sexual (isto é o diz a ideologia do género – para quem não há dois sexos mas 5 géneros) é um facto como a raça, o país, a idade ou o sexo.

Mas é mentira porque eles mesmos dizem que são livres de escolher a orientação, e não são livres de ter esta ou aquela idade, de ser de pele escura ou amarela, de ter nascido em Portugal ou nos Estados Unidos.

Quando dizemos que pela religião ou pelas ideias ninguém pode ser descriminado queremos dizer que não se é menos cidadão, com os direitos e deveres inerentes. Mas não dizemos que qualquer um de nós em nome da sua fé pode fazer qualquer coisa, como por exemplo matar, casar-se com muitas mulheres, ou coisas que sejam claramente erradas.

Por isso, dizer que não se pode descriminar os homossexuais só pode querer dizer que não se podem negar os direitos à vida, ao sustento, à saúde, à habitação, etc. Não se pode querer dizer que eles podem casar-se entre eles. O que se pretende, de facto, é outra coisa. Pretende-se negar a diferença sexual, porque se pretende negar que há um Deus Criador, ou que há uma natureza e por isso que há bem e mal e regras morais objectivas.

Quer-se o relativismo total. Ora nós não podemos aceitar isso. Porquê? Porque somos conservadores ou sensíveis e incomoda-nos a novidade? Não! Por amor. Porque olhamos para o futuro e não queremos que ele seja uma barbárie.

Não somos conservadores, somos os que querem o verdadeiro progresso. Porque não podemos esquecer que a Verdade é também a melhor caridade, porque não queremos ficar impávidos a ver a sociedade auto-destruir-se. Porque pensamos nos nossos, mas também em todos. Até nos homossexuais. Queremos o bem deles, não nos estamos a marimbar se fazem mal ou bem. Como na guerra do aborto fomos os que verdadeiramente queriam o bem das mulheres que os outros pretendiam defender, também aqui não queremos abandonar os miúdos e os graúdos que têm dificuldade de identidade, nem queremos que nas escolas, nas televisões, nos livros, na internet, se passe a mentira de que é tudo igual!

Não nos calamos, além, disso porque não podemos entregar crianças que já tiveram problemas em nascer em lares que não as acolheram e são dadas à adopção, para serem adoptadas e educadas por pessoas do mesmo sexo, sem o direito a ter um pai e uma mãe. Dizem que entre elas há muito afecto? E quando o afecto acabar? E que amor é esse que se reduz ao afecto? Mudar fraldas com afecto? Ficar até tarde à espera do filho que chega da noite por afecto? Ter de passar uma noite no hospital pediatra por afecto? Quem só tem afecto e não tem amor cansa-se muito depressa. E as crianças vão ser joguetes. Já basta quando os próprios pais, por egoísmo, descuram a educação. Vamos institucionalizar que a base da adopção é o afecto? Nem entre heterossexuais isso basta!

Depois de ter dito tudo isto (que já sei que muitos não lerão por ser muito comprido!) deixem-me dizer que há duas coisas muito importantes a fazer agora:

1. Fazer tudo por tudo para ser feliz na família. Casais, deixem-se de zangas, os tempos agora são para unir esforços e são para testemunhar que a verdade do casamento é um caminho possível. Deus ajuda. Não se deixem influenciar por egoísmos, não sejam indiferentes ao outro, ajudem-se, amem-se.

2. Vão no dia 20 de Fevereiro às 15 horas à manifestação na Avenida da Liberdade. vejam: http://www.casamentomesmosexo.org )

Força.

Com Muita amizade,

Pe. Duarte

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* Você é casado ou vai casar? Leia isso…

terça-feira, fevereiro 9th, 2010
Superar problemas de controle e confiança no casamento
Entrevista com o psiquiatra católico Richard Fitzgibbons

Por Genevieve Pollock

Muitos casais e famílias de hoje sofrem problemas de controle e confiança, afirma o psiquiatra Richard Fitzgibbons. Mas, graças aos sacramentos e à prática da virtude, estes problemas podem ser superados.

Este foi o tema de um recente encontro virtual de uma série patrocinada pelo Institute for Marital Healing, que oferece recursos para casais, conselheiros e clero sobre temas referentes à paternidade, idade adulta, vida familiar e casamento.

Fitzgibbons, diretor do instituto, trabalhou com milhares de casais e escreveu extensamente sobre estes temas. Em 2008, foi nomeado também como consultor da Congregação para o Clero, da Santa Sé.

Nesta entrevista, Fitzgibbons fala sobre as causas modernas dos problemas de confiança, a diferença entre ser forte e controlador e as virtudes particulares que oferecem um antídoto para este problema.

- Você menciona que a seção mais popular do seu site é a dedicada ao cônjuge ou familiar controlador. Por que você acha que há tanto interesse neste tema?

Fitzgibbons: De fato, nós nos surpreendemos com a resposta das pessoas na seção do esposo ou esposa controlador.

Após pensar e rezar sobre este assunto, cheguei a uma compreensão mais profunda dos graves fatores pessoais e culturais que estão contribuindo para uma tendência a dominar ou a não confiar nos demais, algo que dá como resultado a necessidade de controlar.

- Você poderia descrever brevemente as características de uma pessoa controladora?

Fitzgibbons: A pior fraqueza de caráter em uma pessoa que cai na tendência a controlar – e todos nós podemos cair às vezes – é tratar o cônjuge (que é um grande dom de Deus) com falta de respeito.

A pessoa controladora se volta totalmente para si mesma, de tal forma que não consegue ver a bondade do seu cônjuge.

A outra grande fraqueza é deixar-se levar com rapidez e em excesso pela cólera. Os cônjuges e familiares controladores são também irritáveis e costumam estar tristes porque, de fato, não é possível controlar ninguém, dado que temos uma dignidade e um vigor como filhos de Deus.

Finalmente, as tendências controladoras afetam a entrega sadia e carinhosa no casamento e reforçam o egoísmo, uma das principais causas dos comportamentos controladores.

- Que danos podem ser causados por cônjuges ou familiares controladores?

Fitzgibbons: Os comportamentos controladores causam dano na amizade do casal, no amor romântico e no amor prometido, três áreas essenciais da entrega matrimonial que João Paulo II descreve em “Amor e Responsabilidade”.

A falta de respeito leva o outro cônjuge a sentir-se triste, bravo, desconfiado e inseguro. A não ser que esse conflito seja tratado de forma adequada e correta, podem desenvolver-se graves problemas, incluindo a depressão, ansiedade, abusos graves, infidelidade, separação e divórcio.

- Em nossa rápida sociedade, em que se exige das pessoas que controlem e dominem tantos aspectos da sua vida – economia, saúde, trabalho, família etc. –, uma natureza controladora não seria mais uma vantagem, inclusive uma necessidade para sobreviver? Você vê algo positivo neste tipo de personalidade?

Fitzgibbons: Sim, a confiança e o vigor são características saudáveis na personalidade, que nos permitem responder a muitos desafios no grande sacramento do matrimônio e na vida familiar.

No entanto, é necessário o crescimento diário nas virtudes, de maneira que um marido não pode cruzar a linha porque possui estas qualidades e converter-se assim em controlador.

As virtudes que são essenciais para equilibrar o dom da fortaleza são a amabilidade, a humildade, a mansidão, o autocontrole e a fé.

Uma das metas do casamento é a fortaleza e a confiança, mas não o controle. Convido muitos maridos fortes a rezarem a São Pedro para que os proteja e assim não sejam líderes controladores do seu lar.

- Você indica que, no coração de uma personalidade controladora, costuma haver problemas de confiança. Poderia ampliar isso?

Fitzgibbons: Uma importante causa da tendência a controlar ou dominar é o fato de ter prejudicado, na infância, a capacidade de uma pessoa de confiar ou sentir-se segura.

Depois, os cônjuges podem deixar-se levar de maneira inconsciente pelo medo, até uma forma de agir controladora, isto é, só se sentem seguros quando têm o controle, algo que certamente nunca terão. No passado, os conflitos comuns da infância eram o alcoolismo, os enfrentamentos entre os pais e a experiência de um progenitor controlador.

Os motivos mais recentes de graves danos à confiança durante a infância são a cultura do divórcio, a creche e a epidemia de egoísmo nos pais, causados em grande parte pela uma mentalidade anticonceptiva. Além disso, os homens inseguros assumem comportamentos controladores em uma tentativa de estimular sua confiança masculina. Nos adultos jovens, a cultura das relações diversas também danifica gravemente sua capacidade de confiar sem que eles percebam.

Finalmente, no Catecismo da Igreja Católica, descreve-se um fator espiritual importante que não deveria ser deixado de lado: “Todo o homem faz a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência faz-se também sentir nas relações entre o homem e a mulher. Desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, o espírito de domínio, a infidelidade, o ciúme e conflitos capazes de ir até ao ódio e à ruptura” (n. 1606).

- Como uma pessoa pode começar a enfrentar estes temas e mudar seu jeito controlador? Como uma pessoa pode ajudar alguém a quem ama e que pode ser controlador?

Fitzgibbons: O primeiro passo é a necessidade de descobrir esta grave fraqueza matrimonial.

Se os esposos confiassem mais em Deus dentro dos seus casamentos, não temeriam enfrentar esta dificuldade e buscar superá-la.

A mudança necessária pode acontecer por um compromisso de crescer em confiança em Deus e no próprio cônjuge, por um processo de perdão àqueles que, na infância, prejudicaram a confiança, por uma decisão de deter os repetidos comportamentos controladores de um pai, pela meditação regular sobre o fato de que Deus tem o controle e pelo crescimento em numerosas virtudes, entre as quais estão incluídos o respeito, a fé, a amabilidade, a humildade, a magnanimidade e o amor.

O papel da fé pode ser muito eficaz para enfrentar esta grave fraqueza de caráter. Vimos notáveis melhorias na luta contra isso através da graça no sacramento da reconciliação. Animamos os casais católicos controladores a buscarem a cura neste poderoso sacramento.

Além disso, as esposas controladoras podem se beneficiar do aprofundamento em sua relação com Nossa Senhora, vendo-a como modelo e adquirindo suas virtudes, descritas por São Luis Maria Grignion de Monfort no “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”.

Os maridos controladores serão beneficiados pela meditação sobre São José, na qual podem pedir-lhe que os ajude a ser amáveis, sensíveis, líderes entregados e alegres em seus casamentos e famílias.

- Como psiquiatra, quando você acha que deveria ser sugerido que se busque ajuda externa, de um sacerdote ou conselheiro, para curar as feridas emocionais de uma pessoa?

Fitzgibbons: Recomendo ir a um sacerdote antes de ir a um conselheiro, porque muitos profissionais da saúde mental apoiam a atual cultura do egoísmo.

Brad Wilcox, um jovem sociólogo católico da Universidade de Virgínia, escreveu sobre a influência do campo da saúde mental no casamento: “A revolução psicológica, ao centrar-se na realização individual e no crescimento pessoal, deu como resultado que o casamento acaba sendo visto como um veículo para uma ética orientada à própria pessoa, uma ética do romance, da intimidade e da realização”.

“Nesta nova postura psicológica dentro da vida matrimonial, a obrigação primária da pessoa não é a própria família, mas ela mesma; daí que o êxito matrimonial tenha sido definido não como o cumprimento exitoso das obrigações com relação ao cônjuge e aos filhos, mas como uma sensação forte de alegria subjetiva no casamento – que se encontraria em e através de uma relação intensa e emocional com o cônjuge.”

Acreditamos que um compromisso sincero de cada um dos cônjuges por crescer no conhecimento de si mesmo e nas virtudes pode resolver o conflito de um esposo controlador sem a necessidade de uma terapia de casal. Não obstante, estão disponíveis novas fontes de referência matrimonial, fiéis aos ensinamentos de Cristo, nos sites de Catholic TherapistCatholic Psychotherapy.

A intercessão de Nossa Senhora em Caná conduziu ao primeiro milagre do Senhor, levando mais alegria a um jovem casal. Convidamos os casais católicos a lutarem contra os conflitos de controle e egoísmo dirigindo-se a Ela, para outro milagre em seus casamentos.

— — —

Na internet:

Institute for Marital Healing: www.maritalhealing.com

Catholic Therapists: www.catholictherapists.com

Catholic Psychotherapy: www.catholicpsychotherapy.com

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* ” Casar, para que? Já nos amamos e isso é o que importa”. Será?

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

Perguntei-lhes se alguma vez tinham pensado em casar-se. Olharam para mim admirados. Então ele, com um sorriso de quem perdoa uma pergunta tão ingénua, tomou a iniciativa de responder. “Casar-se? Para quê? Já nos amamos e isso é o importante.

Que sentido tem uma cerimónia exterior que não acrescentará nada ao nosso amor? Queremos um amor genuíno! Queremos um amor livre! Queremos um amor sem nenhum tipo de coação! Este modo de atuar parece-nos muito mais sincero. Não necessitamos de nenhum tipo de ataduras. Ataduras que cortariam as asas da nossa liberdade. Ela concordava com a cabeça. Todo o raciocínio do namorado parecia lógico. Estava de acordo com ele. Não havia fissuras na sua argumentação.

À primeira vista, parece que o casamento significa uma perda de liberdade. Se uma pessoa decide casar-se, perde a capacidade de voltar a fazê-lo no futuro. Se a liberdade se entende somente como capacidade de escolha, sem dúvida que o casamento significa a perda dessa capacidade.

Mas será que a liberdade é somente isso?

Hoje em dia, o casamento é muitas vezes visto como uma realidade oficial, formal e sem muito valor. Um convencionalismo antiquado. Uma instituição que “acorrenta” com elementos objetivos e escravizantes uma relação subjetiva e livre. A liberdade fica “atada”. A liberdade fica “obrigada” no futuro. Não parece sensato introduzir elementos “coativos” numa relação livre. Introduzir elementos objectivos numa relação subjetiva.

É uma visão simplista. Assim como a noz não é somente a sua casca, o casamento não é somente a sua cerimónia exterior. O casamento é um vínculo que se cria a partir da livre vontade daqueles que se casam. O “sim” que pronunciam transforma-os. É um “sim” que compromete. A partir desse “sim”, o futuro fica determinado pelo “tu”. Quem ama de verdade não deseja ser nem viver sem aquele que ama. Não deseja um futuro sem o outro. Seria um futuro sem sentido. Sem sentido também para a liberdade do “eu”.

Quem ama de verdade deseja a fusão. Deseja um “nós” em lugar do “eu” e do “tu”. Deseja o compromisso que é o que dá origem ao “nós”. Um compromisso que não somente não tira a liberdade, mas liberta. Liberta o “nós” dos perigos do egoísmo e do orgulho. A eternidade no amor não pode vir da mera atração mútua. Nem do simples enamoramento afetivo. Nem dos sentimentos românticos, por muito sinceros que eles sejam.

A eternidade no amor só pode vir da liberdade que não teme comprometer-se sem condições.

Por isso, “juntar-se” não é a mesma coisa que casar-se. “Juntar-se” não muda o “eu”. Só muda as circunstâncias em que o “eu” vive. Pelo contrário, casar-se (comprometer-se de verdade), transforma o “eu”. Surge o “nós”. Um “nós” que será capaz de gerar vida e que cuidará dessa vida. Um “nós” que resistirá às intempéries, porque está protegido pela liberdade responsável daqueles que se amam de verdade.

Rodrigo Lynce de Faria

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* Sua familia é grande ou pequena? Leia isto..

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Patricia Donesteve é arquiteta, Pablo Poole estudou no ICADE (Instituto de Direito e Administração da Pontifícia Universidade de Comillas, Espanha), e fez mestrado no IESE (Espanha). Casaram-se há 16 anos e têm agora 10 filhos.

Opus Dei -

Embora tenham pouco mais de quarenta anos de idade, qualquer um dos dois poderia responder a uma ampla entrevista sobre suas respectivas profissões. Patricia possui uma experiência notável em coordenação de projetos de desenho de interiores – deu também aulas na escola oficial de Joalheria – e Pablo está há anos na mesma multinacional do setor energético, onde trabalhou em várias áreas e esteve “em quase todos os negócios”, desde energias renováveis à área de fornecimento.

Opus Dei -

Poderiam falar também das respectivas origens, ou de como se conheceram, dos anos que passaram na Colômbia, dos bons momentos e daqueles que não o foram tanto, das suas escolhas e renúncias, de como cada filho lhes trazia um “pão debaixo do braço”: às vezes sutilmente, outras de forma tão patente que chegava a notícia de um projeto ou de um aumento no próprio dia da notícia da gravidez ou no dia do parto. Ela tem sete irmãos e é de Vigo (Espanha), enquanto ele tem quartorze irmãos e é de Bilbao (Espanha), motivo pelo qual Pablo se atreve a brincar que “de certo modo, também temos uma família numerosa por tradição”. Patricia esquiava muito bem e Pablo era monitor de Vela; mas se casaram, começaram a chegar os filhos… e, agora, o seu tema de conversa preferido é a família.

“Não só de conversa – interrompe Pablo. Nossa família é também o território no qual se desenvolvem os nossos interesses, as nossas preocupações… tudo”. “Ficamos com um pouco de vergonha – continua Patricia – de sermos entrevistados como se tivéssemos um mérito especial. O principal para levar adiante a família é contar com os filhos, com sua ajuda, com seus problemas, com suas perguntas e com suas respostas. Por exemplo, graças aos meus filhos, tenho muitas amigas, as mães dos seus amigos; e muitas oportunidades de falar com elas e de partilhar, aprender e também ensinar, por exemplo, proporcionando meios de formação cristã como aqueles que eu frequento”.

Opus Dei -

“Procuramos desfrutar da família em cada instante; todos, ou quase todos os momentos são bons para se tirar partido, mesmo que por vezes impliquem esforço” – diz Pablo em outro momento, talvez sem reparar que tudo o que diz vai parar na entrevista. “Ter uma família numerosa obriga-nos a estar sempre em forma, também espiritualmente”.

Opus Dei -

“A cultura do êxito leva, por vezes, a organizar a vida esquecendo o mais importante. E repare que a vida não é cor-de-rosa e a nossa também não; mas conviver com os filhos, educá-los com o exemplo e com as explicações, ajuda-nos a esforçar-nos por sermos melhores… e até a compreender melhor Deus Pai, que nos quer ainda mais do que nós aos nossos próprios filhos, que nos ama como somos e se derrete por nós, que só quer o nosso bem, está sempre atento às nossas necessidades… O que mais Lhe agrada das nossas obras é o amor com que as fazemos. Como o entusiasmo dos nossos filhos quando trazem um desenho para o dia dos pais…”

“Paulo fica logo sério quando fala destes temas” – diz Patricia. “Gostamos de desfrutar de cada momento com os filhos. Também participamos de várias atividades de orientação familiar e coordenamos o curso UM VERÃO DIFERENTE de Aula Familiar, uma ocasião magnífica para descansar, ocupar o tempo livre das crianças e formarmo-nos.”

Opus Dei -

São otimistas e reservados para contar as dificuldades. No vídeo não nos falam das noites em claro, nem das idas às emergências, nem das alterações de planos, das hipotecas ou do custo da escolaridade, mas de alguns episódios; nota-se facilmente que são dos que veem “oportunidades” onde às vezes apenas vemos “problemas”.

Fonte: Site da Opus Dei

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* Causas de nulidade não são atalhos para solucionar matrimônios fracassados.

sábado, janeiro 30th, 2010

As causas de nulidade não são atalhos para solucionar uniões fracassadas, advertiu o decano da Rota Romana, em uma audiência concedida por Bento XVI hoje aos membros deste tribunal de segunda instância da Igreja.

O bispo Antoni Stankiewicz, ao ilustrar a atividade deste ano, considerou que neste momento a Igreja tem o desafio de enfrentar a “difundida tendência que relativiza a verdade”, sobretudo “nas declarações de nulidade de matrimônio”.

O prelado polonês informou, segundo sua intervenção publicada pelo L’Osservatore Romano, que entre as causas recebidas por este tribunal, as que afetam a declaração de nulidade de matrimônio sacramental “absorvem em grande parte” sua tarefa.

Citando a encíclica Caritas in veritate, Stankiewicz advertiu sobre a “difundida tendência que relativiza a verdade e difunde uma visão relativista da pessoa humana e da sua natureza, nos contextos mais expostos a esse perigo, isto é, no âmbito social, jurídico, cultural e político”.

O bispo reconheceu que “esta tendência relativista com frequência se filtra também nas declarações de nulidade de matrimônio, que, dessa forma, sofrem uma desviação, convertendo-as em um caminho fácil para a solução de matrimônios fracassados, esvaziando, assim, tanto o sentido da declaração de nulidade como o sentido do próprio caráter indissolúvel” do sacramento.

A Igreja não reconhece o divórcio, pois considera o matrimônio como um sacramento indissolúvel instituído por Deus. Pois bem, quando se comprova, pode declarar que um matrimônio foi caso de nulidade por causas claramente definidas, como pode ser a falta de consentimento de um dos cônjuges ou a oposição consciente de um deles, ao contrair o sacramento, às propriedades essenciais do matrimônio (fidelidade, indissolubilidade) ou aos seus fins (por exemplo, a abertura à procriação).

Dom Stankiewicz sublinhou que as declarações de nulidade do matrimônio que os tribunais eclesiásticos realizam nas dioceses “não podem opor-se ao princípio da indissolubilidade”.

A Rota Romana atua como tribunal de apelação e julga; em segunda instância, as causas definidas pelos tribunais ordinários de primeiro grau e remitidas à Santa Sé por legítima apelação; e também em terceira e ulterior instância, as causas tratadas já em apelação pela própria Rota ou por outro tribunal eclesiástico de apelação.

Além disso, é também tribunal de apelação para o tribunal eclesiástico da Cidade do Vaticano.

Zenit

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* Portugal católico em defesa da vida e do matrimônio.

sábado, janeiro 30th, 2010

Veja que belo material preparado pelos Portugueses em defesa da Vida, do Matrimônio e da Familia.

Lá,após a aprovação do “Casamento” Homossexual, está havendo uma grande mobilização- tardia?- para afirmar a verdade querida por Deus e exigida pela dignidade humana.

Digo tardia,porque, diferentemente da Espanha que colocou milhares de pessoas nas ruas para protestar,em Portugal houve pouca mobilização da população por parte da liderança Católica.

Com os resultados já conhecidos.

Talvez não possamos mudar tudo, mas não podemos pecar pela omissão,isso não!

Clique aqui

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* Papa defende indissolubilidade do casamento e valores familiares a juristas do Tribunal da Sacra Rota.

sexta-feira, janeiro 29th, 2010
2010-01-31.JPG
Papa com bispo Antoni Stankiewicz, decano da Rota Romana

O Papa Bento XVI se encontrou nesta sexta-feira com oficiais do Tribunal da Sacra Rota Romana para uma audiência especial que marca a inauguração oficial dos trabalhos do Ano Judiciário. Em seu discurso, Bento XVI defendeu fortemente os valores tradicionais da Igreja da família e do matrimônio.

Ao endereçar-se aos magistrados e prelados auditores dos tribunais eclesiásticos ordinários da Santa Sé, o Papa pediu que os juízes não cedam a solicitações subjetivas, abrindo mão de valores para declararem, por exemplo, a nulidade de um casamento.

“Deve-se levar em consideração a difusa e radicada tendência, mesmo que nem sempre manifesta, que leva a contrapor a justiça à caridade, quase como se uma excluísse a outra. Nessa linha, referindo-se mais especificamente à vida da Igreja, alguns consideram que a caridade pastoral poderia justificar todos os passos da declaração da nulidade do vínculo matrimonial para ir ao encontro das pessoas que se encontram em situação matrimonial irregular”, criticou o pontífice.

Bento XVI explicou aos juízes “que o vosso ministério é essencialmente obra de justiça: uma virtude – “que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido” (CCC, n. 1807) – da qual é muito importante redescobrir o valor humano e cristão, também dentro da Igreja”.

O que acontece, reclama o Santo Padre, é que o Direito Canônico, às vezes, é subestimado, “como se fosse um mero instrumento técnico a serviço de qualquer interesse subjetivo, mesmo não fundamentado sobre a verdade”.

O Papa fez um apelo especial aos advogados, ao pedir que eles evitassem, com cuidado, assumir o patrocínio de causas que “não sejam objetivamente sustentáveis”. E que todos “trabalhem ativamente (…) para induzir os cônjuges a validar eventualmente o matrimônio e restabelecer a convivência”.

“No caso de dúvida, o casamento deve ser entendido como válido até que seja provado o contrário. De outra maneira, corre-se o grave risco de permanecer sem um ponto de referência objetivo para o pronunciamento sobre a anulação, transformando cada dificuldade conjugal em um sintoma da falta de atuação de uma união em cujo núcleo essencial de justiça o vínculo indissolúvel seja negado”, disse o Papa.

Citando sua última encíclica, a Caritas in Veritate, o pontífice falou ainda da necessidade de haver caridade no Direito, pois “o amor a Deus e ao próximo deve estar em qualquer atividade”, mesmo nas mais “burocráticas”.

Segundo Bento XVI, os magistrados precisam se inspirar com prudência e força. “Esta última se torna mais relevante quando a injustiça parece a via mais fácil a ser seguida, pois implica na aquiescência dos desejos e expectativas das partes, ou no condicionamento ao ambiente social”, prosseguiu.

Para o Santo Padre, ainda, quem lida com as leis precisa se ater à verdade divina e fugir de chamados “pseudopastorais” que visam a satisfação subjetiva. Os juristas devem, ainda, ajudar as pessoas “a superar os obstáculos ao recebimento dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia”.

Em 2008, segundo informações da Ansa, o Tribunal da Sacra Rota Romana emitiu 192 sentenças de anulação, sendo que até o final daquele ano havia 1.118 processos pendentes.

Gaudium Press

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* As famílias e a crise econômica.Um relatório revela a situação do casamento na América do Norte.

segunda-feira, janeiro 25th, 2010
Por Pe. John Flynn, L.C.

A atual crise econômica pode ter ocasionado um efeito positivo no matrimônio. O divórcio caiu 4% nos Estados Unidos, até 16,9 divórcios por cada 1.000 mulheres casadas, sendo que em anos anteriores havia subido de 16,4 em 2005 para 17,5 em 2007.

Esse é um dos pontos apresentados no relatório anual da situação matrimonial que foi publicada em dezembro no National Mirriage Project, da Universidade da Virgínia, junto com o Center for Marriage and Families of Institute for American Values.

O relatório, intitulado “A Situação de nossos matrimônios na América do Norte 2009: Dinheiro e Casamento”, também confirmou que os americanos estão atrasando o casamento ou renunciando a ele.

Parte dessa queda vem da tendência de adiar o primeiro casamento: a idade média do primeiro casamento passou de 20 anos para as mulheres e de 23 para o sexo masculino para cerca de 26 e 28, respectivamente, em 2007. Outro importante fator foi o aumento da coabitação.

Juntamente com os dados sobre casamentos e divórcios, o relatório continha uma série de ensaios que examinavam as implicações das últimas estatísticas. Considerando o impacto econômico da recessão nos casamentos, o professor de sociologia e diretor do National Marriage Project Bradford Wilcox observou que não é a primeira vez que ocorre uma correlação entre crise econômica e menos divórcios.

A mesma coisa ocorreu na Grande Depressão dos anos 30. O declínio do divórcio é em partes devido a fatores econômicos que simplesmente levam os casais a adiar o divórcio. Há, no entando, outro fator dinâmico mais durável segundo Wilcox. Nas últimas décadas, os americanos veem cada vez mais o casamento como uma união de parceiros ou parceiras de alma. Dessa forma, a intimidade emocional, a satisfação sexual e a felicidade individual passam a ser as aspirações primárias do casamento.

“A recessão nos recorda que o matrimônio é mais que uma relação emocional; o casamento é também uma sociedade econômica e uma rede de segurança social”, comenta Wilcox. Assim, caso ocorra desemprego, ou a possibilidade de duas fontes de renda incentiva muitos casais a ficarem juntos.

Desvantagens

As pressões econômicas também tem suas desvantagens, admitiu Wilcox. As dificuldades econômicas podem trazer consigo alcoolismo, depressão e um aumento de tensões no casamento, que em alguns casos levam ao divórcio. Em geral, a maioria dos casais casados não responderam à crise econômica escolhendo o divórcio.

Wilcox ainda adverte que o impacto da crise econômica poderia ser mais difícil para quem não tem estudo. O desemprego atingiu de forma dura as pessoas sem cursos acadêmicos. Na verdade, mais de 75% dos postos de trabalho perdidos foram concentrados neste grupo.

A informação fornecida em setembro de 2009 pela Oficina de Estatística Laboral mostrava que 4,9% das mulheres e 5% dos homens com formação acadêmica estavam desempregados. Em contraste, entre aqueles com somente ensino médio, 8,6% das mulheres e 11,1% dos homens estavam desempregados.

Wilcox segue citando sobre a pesquisa, que indicava que os maridos são claramente menos felizes nos casamentos e mais propícios a pensar no divórcio, quando suas esposas assumem a tarefa de trazer o pão para casa.

O aumento do desemprego entre as pessoas de classe trabalhadora poderia também ter impacto na situação matrimonial desse grupo sócio-econômico.

Os apêndices estatísticos do relatório proporcionam mais informação sobre essa preocupante tendência. As mulheres com educação universitária estão se casando com uma maior idade que o restante das mulheres. Não só isso, mas a taxa de divórcios entre estas mulheres está relativamente baixa e segue baixando.

“Na verdade, as mulheres universitárias, que uma vez foram líderes da revolução do divórcio, agora têm uma visão mais restrita do divórcio que as mulheres menos instruídas”, diz o relatório.

Por outro lado, entre as mulheres que adiam o casamento até depois dos 30 anos, as que são mais instruídas são as que têm mais probabilidade de ter filhos depois do casamento e não antes.

Essa tendência positiva é compensada pelo fato dos norte-americanos com formação universitária com famílias felizes e estáveis não terem filhos suficientes para substituir a si mesmos. Em 2004, 24% das mulheres de 40 a 44 anos com um diploma universitário não tinham filhos, em comparação com somente 15% daquelas que só tinham o ensino médio.

Reduzir as dívidas

Olhando para o lado positivo, Jeffrey Dew, professor adjunto na Universidade Estadual de Utah, afirmou que a recessão resultou que os norte-americanos coloquem fim à bagunça nos cartões de créditos.

Até dezembro de 2008, os consumidores dos Estados Unidos haviam alcançado os 988 milhões de dólares em dívidas de crédito, mas em 2009 esse número caiu para cerca de 90 milhões de dólares.

Dew citou investigações que indicam que a dívida dos consumidores tem um poderoso papel na erosão da vida matrimonial. Os estudos indicam que os casais recém-casados que fazem dívidas de consumo são menos felizes nos seus casamentos.

Em contrapartida, os casais recém-casados que pagaram suas dívidas de consumo que trouxeram para o casamento ou adquiriram depois de casados têm menos problemas na qualidade do casamento ao longo do tempo.

Um estudo indicou que se um dos cônjuges estava gastando dinheiro descontroladamente aumentava a probabilidade de divórcio em 45% tanto em homens quanto mulheres. Somente as causas de alcoolismo e consumo de drogas estão acima desse motivos anteriores, como causa de divórcios.

O estudo de Drew também fazia uma interessante menção a respeito da vida matrimonial. Os cônjuges materialistas sofrem mais com problemas matrimoniais. Estes casais baseiam muito sua felicidade e sua própria valorização no acúmulo de bens materiais. Assim, quando há problemas econômicos, sofrem vários conflitos em seu casamento.

Dica econômica

Alex Roberts, perito do Institute for Americans Values, citava dados do Ministério de Saúde e Assuntos Sociais que mostram que a atual crise revela, mais uma vez, que existem vantagens econômicas que os casais perdem quando se divorciam.

Roberts afirma que uma família de três membros – dois pais e um filho – precisa ter renda de U$ 18.311 para que seja considerada acima da linha da pobreza. Se os pais se mantiverem em famílias separadas, o total necessário para estar fora do patamar de pobreza é de U$ 25.401.

Dessa forma, se os pais se separam, deverão ganhar U$ 7.090 dólares a mais (um aumento de 39%) para evitar a pobreza. “O casamento consegue gerar enormes economias de escala – especialmente para aqueles com salários baixos”, observou Roberts.

O casamento tem também um efeito positivo na produção de riqueza. Roberts fazia referência às pesquisas dos economistas Joseph Lupton e James P. Smith.

Eles verificaram os salários e as finanças de 7.608 chefes de família entre 1984 e 1989, e descobriram que aqueles que estavam casados gozavam de um aumento em seus ingressos entre 50% e 100% e um aumento patromonial entre 400% e 600%.

Os lares dos que continuavam casados, em média, tinham o dobro do rendimento e quatro vezes mais de patrimônio que os dos divorciados ou daqueles que nunca se casaram.

O que está atrás dessa vantagem dos casados? Roberts dizia que isso se explica em parte pela tendência de se casar das pessoas com maior salário e poupança. Também mostrava que os homens casados trabalham mais e ganham mais que os solteiros.

Os pesquisadores, disse Roberts, descobriram que o casamento se conecta às regras e expectativas de responsabilidade e administração econômica que animam a um sábio uso dos recursos.

Esse efeito não ocorre nas uniões de fato, que é menos provável que atinja tantos recursos ou se sintam motivados a gastar de modo adequado ou poupar.

Não podemos reduzir os casamentos unicamente a um mero benefício econômico, admitiu Roberts, mas é certo que seria vantajoso para a sociedade que houvesse uma apreciação mais clara das vantagens econômicas do casamento. Um ponto ao qual os políticos deveriam prestar ate

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