Posts Tagged ‘Fé e Politica’

* Cardeal de São Paulo, Dom Odilio Scherer: Manifestações tem um “caráter positivo” porém sem o vandalismo e a violência.

terça-feira, junho 18th, 2013

O Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, comentou nesta terça-feira, 18, que as manifestações pacíficas que têm ocorrido em São Paulo e nas principais capitais do País tem “um caráter positivo”: a de um “acordar da consciência do povo e das massas”.

“No convívio democrático é importante que o povo se manifeste, que acorde da ’sonolência’, digamos assim, que não delegue totalmente a sua representação a quem de fato é representante e exerce um cargo, mas que as pessoas, para além de partidos, continuem a ter a sua vontade política, a sua vontade de expressão, que agora está aparecendo de muitas maneiras, na voz dos estudantes, de quem pede mais segurança, de quem pede melhores condições de saúde e de viabilidade urbana”, afirmou o cardeal.

Afirmou: ’No convívio democrático é importante que o povo se manifeste’, afirma Dom Odilo

Dom Odilo disse ainda que “espera que essas vozes que vêm das praças, das manifestações, possam ser ouvidas e compreendidas”. E salientou que é “desaprovável” os atos de vandalismo e as manifestações de violência, seja por parte dos manifestantes ou dos policiais.

O arcebispo de São Paulo é membro do Conselho da Cidade e participa nesta manhã de uma reunião convocada pelo prefeito Fernando Haddad, juntamente com representantes do Movimento Passe Livre (MPL), que irão expor suas propostas e visões para o setor.

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* Greve e manifestações, que diz a fé católica?

terça-feira, junho 18th, 2013

Blogueiro Jorge Ferraz

Sobre as greves diz Leão XIII na Rerum Novarum


22. O trabalho muito prolongado e pesado e uma retribuição mesquinha dão, não poucas vezes, aos operários ocasião de greves.E preciso que o Estado ponha cobro a esta desordem grave e frequente, porque estas greves causam dano não só aos patrões e aos mesmos operários, mas também ao comércio e aos interesses comuns; e em razão das violências e tumultos, a que de ordinário dão ocasião, põem muitas vezes em risco a tranquilidade pública.O remédio, portanto, nesta parte, mais eficaz e salutar é prevenir o mal com a autoridade das leis, e impedir a explosão, removendo a tempo as causas de que se prevê que hão–de nascer os conflitos entre os operários e os patrões.

A leitura superficial pode se revelar enganosa e, a um leitor menos atento, pode parecer que a Igreja é “contrária às greves” assim, sem mais ressalvas. Ou ainda, caso as pessoas tenham o cuidado de abrir o Catecismo da Igreja Católica, podem se deparar com a seguinte passagem e julgar que, afinal, a Igreja dizia ontem uma coisa e hoje diz o contrário:

§2435 A greve é moralmente legítima quando se apresenta como um recurso inevitável, e mesmo necessário, em vista de um benefício proporcionado. Torna-se moralmente inaceitável quando é acompanhada de violências ou ainda quando se lhe atribuem objetivos não diretamente ligados às condições de trabalho ou contrários ao bem comum.

E então? A greve é “moralmente legítima” ou é uma “desordem grave”?Vale o que foi dito no século XIX ou vale o que é dito hoje? Na verdade (e aliás como sempre), valem as duas coisas. De que maneira? Muito simples: mudou-se o que se entende por “greve”.

A Igreja sob Leão XIII nunca condenou a greve entendida como o direito de se recusar a trabalhar em condições degradantes. O que a Igreja condenou foi o evento sociológico “greve” da época, que tinha pouco ou nada a ver com as greves atuais: naquela época, era “greve” quando os trabalhadores ocupavam as fábricas, quebravam as máquinas e, se calhasse, matavam o patrão ou os que lhe eram próximos. A greve era um atentado concreto (pelo menos) ao direito à propriedade e (não raro) ao direito à vida. Óbvio, portanto, que tal coisa fosse condenada. Aliás ainda o é.

Igualmente, hoje não é “qualquer greve” que é legítima: ao contrário, são legítimas as greves que «se apresenta[m] como um recurso inevitável, e mesmo necessário, em vista de um benefício proporcionado», como está no Catecismo. E só é legítima a greve que (ao contrário daquelas historicamente condenadas pela Igreja) não seja “acompanhada de violências”. Mudaram, portanto, as contingências históricas: permanece imutável o ensino moral da Igreja, que (por definição) não se pode mudar.

Confundir realidades distintas por conta do emprego comum de um mesmo termo para designar ambas é sempre um risco. Mas outro risco é o de achar que, com a mudança das realidades contingentes, mudam-se (ou abrandam-se) as condenações da Igreja. Julgar desta maneira é não entender o que aconteceu neste caso da greve (e em outros casos análogos, como o dos juros): as condenações da Igreja não “se abrandaram”, elas permanecem integralmente válidas. O que deixou de existir foi o objeto da condenação: antes havia uma coisa caracterizada por proletários destruindo fábricas e, hoje, existe uma outra coisa que se caracteriza por empregados se recusando a trabalhar. Ambas foram contingentemente chamadas de “greve”, mas é bastante evidente que se tratam de realidades bem distintas.

Se alguém resolver quebrar máquinas hoje como se fazia no século XIX, não pode aduzir em sua defesa um alegado “direito de greve” reconhecido tanto pela Igreja quanto pelo direito brasileiro. Igualmente, se algum proletário da época da Revolução Industrial resolvesse então dizer que não ia mais trabalhar enquanto não fosse melhor remunerado, tal situação não seria de modo algum condenável pelas autoridades eclesiásticas da época.

É desse modo, portanto, que deve ser entendida a autoridade moral da Igreja Católica: separando-se as questões de princípio das questões de fato, recaindo a infalibilidade magisterial (e a sua conseqüente irreformabilidade, etc.) sobre as primeiras.

Quanto às questões de fato, é preciso ter em mente que as contingências históricas podem mudar e, portanto, pode ser que as condenações de outrora deixem de valer por mera vacuidade contingente do objeto condenável (sem que contudo o objeto deixe de ser condenável). Mas mesmo quanto às questões de fato compete às autoridades da Igreja dar a orientação definitiva.

Ninguém pode levianamente afirmar que certas condenações do passado não são mais válidas: na verdade, as condenações do passado são sempre e para sempre válidas. O que pode acontecer, repita-se, é que não exista mais o objeto anteriormente condenado; mas até para a emissão desse juízo de fato é mister estar em delicada consonância com o Magistério da Igreja.

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* Mãe de 7 filhos e defensora dos valores cristãos: a ministra que revoluciona a Europa.

sábado, junho 15th, 2013

Está revolucionando a política alemã. Faz sombra à poderosa Angela Merkel e seu nome foi até cotado para presidente do país ou futura chanceler. Trata-se da singular Úrsula Von der Leyen, uma política atípica que está rompendo moldes na Europa. Precisamente agora é ministra do Trabalho e Assuntos Sociais na Alemanha, e na Espanha é conhecida por chegar a oferecer emprego a 5 mil jovens espanhóis.

Esta alemã de 55 anos é mais que política. Os alemães chamam-na “a mãe da nação”, pois tem sete filhos. Durante seus anos na política tem se empenhado em demonstrar a grandeza dos filhos, as enormes vantagens das crianças na sociedade e tem lutado para abrir caminho às famílias que querem ter filhos em uma Europa assolada por uma crise demográfica histórica.

A importância de rezar com seus filhos

Von der Leyen é, ademais, uma mulher de fortes convicções religiosas. É cristã e praticante. Conta orgulhosa o importante que é tomar café da manhã todos os dias com seus filhos e rezar com eles antes de cuidar de suas obrigações no Ministério. Faz do mesmo modo pela noite, antes de seus filhos irem dormir.

É uma das principais responsáveis por recuperar e valorizar na Europa os valores cristãos que forjaram o continente há séculos. A família exerce neste ponto um papel essencial. Ela bem sabe. E não se importa em liderar esta revolução familiar. Não é de espantar, portanto, que as feministas radicais a tenham em seu “ponto de mira” e que ela esteja no alvo de suas críticas e insultos. “Essa mulher!” – assim se referem a ela, com desdém, as feministas. No entanto, ela  replica que a Alemanha e a Europa iriam melhor com mais mulheres como ela, ou seja, como mães.

Lutadora pela família

Desde 2009 é ministra do Trabalho, mas sua incansável luta pela família vem de antes, pois previamente, de 2005 a 2009, foi ministra de Família, Mulher e Juventude. Desde esse ponto legislou a favor deste coletivo e ajudou as famílias a conciliar melhor o cuidado dos filhos e o trabalho. Algo básico hoje em dia.

Úrsula também tem mostrado ao mundo a falácia de que não se pode ser mãe e progredir profissionalmente, sem que para isto se deva renunciar à família. Estudou Ciências Econômicas e mais tarde fez doutorado em Medicina, chegando a dedicar-se à investigação. Mais tarde se mudou para os Estados Unidos devido a compromissos laborais de seu marido. Ali, dedicou-se a cuidar de seus filhos e à investigação e viu a importância de ajudar a família. A partir daí entrou na CDU alemã (Christlich Demokratische Union, partido democrata-cristão da Alemanha) e começou sua meteórica carreira política.

Sua carreira contra a corrente

Ao chegar ao governo Merkel, ficou sabendo que suas cinco companheiras de Executivo, incluída Merkel, tinham renunciado à maternidade para se dedicar à política. Ela era o “bicho raro” e lamenta que em seu país “ter sete filhos seja algo mal visto, considerado quase uma provocação”.

Como ministra da Família, preparou uma mini-revolução que foi mal vista até por seu próprio partido. Ainda assim, ela seguiu adiante. Propôs creches gratuitas e ajuda aos pais para o cuidado de seus filhos, bem como a licença para que os pais pudessem ficar em casa cuidando de suas crianças. Apesar das críticas, ela falava de suas experiências familiares e como conseguiu conciliar trabalho e família. “Chegaram a me perguntar se quero domesticar os pais a chicotadas e isso demonstra o desprezo a tudo o que tenha a ver com o cuidado das crianças”.

A família, berço de valores

Em uma entrevista a ABC.es, quando ainda era ministra de Família, Von der Leyen assegurava: “não sou uma superwoman, onde estou é o resultado de um longo caminho de altos-e-baixos e decisões com meu marido, e também de alguns erros”.

“A família recobra sua importância, não só como fator de equilíbrio, mas como ferramenta para transmitir diretamente uns valores, uma interioridade e uma transcendência. Ademais, comprovamos que sem crianças uma país não pode seguir existindo, por razões econômicas e também emocionais”, afirmava.

“As crianças não significam pobreza”

Neste sentido, acrescentava que “estamos em uma situação muito crítica, sobretudo psicologicamente. Tem que se voltar a falar do pão que as crianças trazem debaixo do braço: chama-se alegria, força criadora, segurança futura… que as crianças não significam pobreza, mas perspectiva”.

Do mesmo modo, Úrsula Von der Leyen afirma que se devem recuperar os valores de sempre, não existem os novos. “A família, a responsabilidade pelo outro, valores cristãos que devem ser traduzidos para outros tempos. A família não pode sobreviver olhando para o que foi, sua economia e a de todos já é global e a mulher é hoje muito importante. Mas seguem sendo importantes que hajam crianças nas ruas, a solidariedade geracional, a boa educação, a subsidiariedade, e deve-se perguntar como mantê-las no mundo moderno”.

“Ter quatro filhos é dirigir uma pequena empresa”

Em sua opinião, a família “recupera importância frente à globalização. A família é onde se aprende a responsabilidade entre filhos e pais, os valores que queremos para amanhã. A educação hoje ultrapassa fronteiras, mas também necessita de limites, pois quando crescerem as crianças encontrarão regras. As crianças seguem necessitando de tempo, e exemplo: e devem conhecer o valor do esforço para o êxito”.

Apesar disso, vê mudanças no mundo atual. Já há empresas que preferem pessoas com família a solteiros. A ministra responde que é algo normal, pois “são as cabeças mais flexíveis, rápidas e maduras emocionalmente. Pense que ter quatro filhos já é dirigir uma pequena empresa”.

Igualmente, conta sua experiência pessoal nos Estados Unidos quando se fixou aí com seu marido. “Quando me apresentava a trabalhos nos EUA sempre me perguntavam o que fazia além do trabalho, se criava filhos ou colaborava em alguma associação. Davam-me cargos por ter filhos… Na Europa me dariam por não tê-los!”.

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* Aprovação parcial do “estatuto do nascituro” leva a reações dos abortistas.

sexta-feira, junho 7th, 2013

Jorge Fereraz

De ontem para hoje, por conta da sua aprovação na CFT da Câmara dos Deputados, multiplicaram-se internet afora as críticas ao Estatuto do Nascituro. A maior parte delas está francamente empenhada em lhe conferir um rótulo odioso por meio do recurso exaustivo à expressão “bolsa-estupro”, atribuída pejorativamente ao projeto de lei. Um rótulo odioso, como nos ensina Schopenhauer, é um estratagema de falsa retórica que pretende desqualificar um argumento por meio de sua (indevida) vinculação a uma«categoria geralmente detestada». Ou seja, torna-se desnecessário entrar no mérito do argumento: basta lançar-lhe alguma pecha detestável, que a repulsa àquela categoria transmite-se naturalmente para o objeto rotulado. Aplicando a falácia ao caso em prática, temos o seguinte: o estupro é socialmente detestável, e com razão. Então, se associamos o PL 478/2007 ao estupro, a repulsa ao crime transfere-se automaticamente para o Projeto de Lei e não temos necessidade de fazer mais nada contra ele porque já o tornamos socialmente rejeitado. Não por ele ter sido refutado na esfera dos argumentos, mas somente porque se tornou odiado no âmbito das impressões subjetivas.

Vê-se, desde logo, que se trata de expediente típico de quem não tem argumentos. Mas como se defender dessa canalhice? A primeira e mais urgente coisa a ser feita é negar o apodo: não existe nenhuma «bolsa-estupro». A segunda, é demonstrar a má-fé da construção da alcunha: o texto ora em trâmite do PL 478/2007 (que é um substitutivo) tem 14 artigos, dos quais somente um trata da violência sexual; de sorte que a expressão «bolsa-estupro» é de um reducionismo oportunista grosseiro. A terceira é esclarecer o que o Estatuto do Nascituro realmente dispõe: não se trata de revogar artigo algum do Código Penal e nem muito menos de obrigar a mulher a sustentar o filho do estuprador, mas tão-somente de, caso ela o deseje, ajudá-la a criar o próprio filho.

E com duas ligeiras considerações desmascaremos este rasgar de vestes hipócrita. Primeira: sob qual absurdo pretexto alguém pode ser contra o custeio pelo Estado de uma criança cuja mãe não tem condições de a sustentar? Então a pobre da mulher, além de sofrer violência sexual, se não quiser assassinar o próprio filho tem que ser obrigada a cuidar dele sem nenhum tipo de ajuda dos Poderes Públicos? Veja-se o tamanho da monstruosidade que a ideologia abortista leva as pessoas a defenderem!

Segunda: os defensores do aborto são os primeiros a se dizerem a favor da “escolha” da mulher [pro-choice] e pela sua liberdade de fazer o que bem entender com o próprio corpo. Deveriam, portanto, por coerência, apoiar com entusiasmo o Art. 13 do Estatuto do Nascituro, que, dispondo sobre o auxílio psicológico e financeiro à mulher vítima de estupro que opte pela não-interrupção da gravidez, dá as condições necessárias para o efetivo exercício da sua liberdade. Afinal de contas, liberdade só existe quando se pode escolher entre dois caminhos possíveis. A mulher que não tem condições de criar um filho, assim, é na verdade constrangida ao aborto pelas circunstâncias em que se encontra. Dizer que uma vítima de estupro pobre e assustada está sendo «livre» quando opta pelo aborto é uma piada de muito mau gosto: se ela não tem condições financeiras ou psicológicas de ter aquela criança, é óbvio que não cabe falar em escolha alguma aqui. O PL 478/2007, prevendo o «acompanhamento psicológico da mãe» e os «meios econômicos suficientes para cuidar da vida, da saúde do desenvolvimento e da educação da criança», está assim restabelecendo a autonomia da mulher e garantindo-lhe o legítimo direito de decidir. Afinal, há de se convir que não se exerce «direito de escolha» algum quando se opta por uma coisa porque não se tem condições de fazer a outra.

Não se enganem os leitores: este levante orquestrado contra o Estatuto do Nascituro não é fruto de humanismo ou de compaixão pelas mulheres. Não se baseia em nobres ideais de progresso e liberdade e não está nem um pouco preocupado com as vidas daquelas que ele diz defender. Muito pelo contrário, é o debater-se de uma ideologia assassina que, sob o pretexto de defender a liberdade, condena as mulheres à solução fácil do aborto e não tolera nada que venha dar opções verdadeiras às vítimas de violência sexual. É disso que se trata. Não dêem ouvidos a esta hipocrisia.

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* Abortistas e feministas, claro! distorcem “Estatuto do Nascituro” e o chamam de “bolsa estupro”.

quinta-feira, junho 6th, 2013

O Brasil tem o Estatuto do Idoso, o Estatuto da Igualdade Racial, o estatuto sei lá do quê. Em 2007, os então deputados Luiz Bussuma e Miguel Martini propuseram o “Estatuto do Nascituro”, que protege a vida do feto. NÃO ACREDITEM NO LIXO MILITANTE QUE ESTÁ SENDO PUBLICADO POR AÍ. SEJAM CADA VEZ MAIS PRUDENTES E PRECAVIDOS. EXIJAM LER OS DOCUMENTOS ORIGINAIS. Em muitos nichos, o jornalismo está em fase terminal. Você pensa estar lendo uma reportagem e se trata, na verdade, de uma encomenda política de algum partido ou ONG. O Estatuto proposto está aqui. O texto foi aprovado nesta quarta na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça. A gritaria farisaica que se ouve, com repercussão imediata e bucéfala em certos setores da imprensa, impressiona. O site Avaaz de petições, cujo chefão é Pedro Abramovay (aquela que não quer “pequeno traficante” na cadeia…), já lidera os protestos. Tudo porque o estatuto estaria propondo o que, de maneira asquerosa, está sendo chamado de “bolsa estupro”. É puro despiste. Os fanáticos do aborto usam um artigo da lei, distorcem miseravelmente seu sentido, para poder dar continuidade à sua implacável perseguição ao feto e para conferir estatuto de humanismo a seu canto de morte. Antes que prossiga, uma informação.

Quando Bussuma propôs o texto, ele era deputado pelo PT. Foi expulso do partido por ter participado de uma manifestação contra a descriminação do aborto. Ex-deputado, parece que está filiado ao PMDB. Martini, ex-PV, também sem mandato, está hoje no PHS. Muito cuidado nessa hora para que as coisas fiquem no seu devido lugar.

Bandeira dos fanáticos

Que artigo do estatuto está sendo usado como bandeira pelos fanáticos? É o 13, que reproduzo abaixo, EMBORA ELES COMBATAM MESMO, MAS COM VERGONHA DE DEIXAR CLARO, O ARTIGO 3. Vou explicar.

Leiam o que diz o 13:

Art. 13 O nascituro concebido em um ato de violência sexual não sofrerá qualquer discriminação ou restrição de direitos, assegurando-lhe, ainda, os seguintes:
I – direito prioritário à assistência pré-natal, com acompanhamento psicológico da gestante;
II – direito a pensão alimentícia equivalente a 1 (um) salário mínimo, até que complete dezoito anos;
III – direito prioritário à adoção, caso a mãe não queira assumir a criança após o nascimento.
Parágrafo único. Se for identificado o genitor, será ele o responsável pela pensão alimentícia a que se refere o inciso II deste artigo;

Retomo

Não acho que seja uma lei confortável, embora entenda o seu espírito. Os formuladores do estatuto estão empenhados na defesa da vida do feto e consideram que a pensão pode servir de estímulo para que a mulher não recorra ao direito legal ao aborto em caso de estupro — QUE É MANTIDO. O Estatuto não muda o que dispõe o Código Penal a respeito.

Ainda que eu seja contrário à descriminação do aborto, e a despeito dos bons propósitos, tenderia a votar contra esse artigo porque entendo que a mulher que eventualmente rejeite o feto concebido nessas circunstâncias não o aceitaria por bons motivos se passasse a receber uma pensão do estado. Reitero que entendo a motivação humanista que está na raiz da proposta, mas há determinadas ações que, ainda que benignas em si, simplesmente não são operacionalizáveis. Não haveria, entre outras dificuldades, como acompanhar o efetivo emprego do recurso no bem-estar da criança.

Mas atenção! Chamar isso de “bolsa estupro” é um absoluto absurdo, uma sandice. A bolsa dada ao carente busca beneficiar o carente; a bolsa para tratamento de crack busca tornar viável o tratamento. No caso em questão, o recurso não premiaria nem o estuprador nem o estupro, mas o ser que foi gerado naquela relação não consentida. Assim, pode-se rejeitar essa proposta, acho eu, por bons e por maus motivos. Um bom motivo para recusá-la é, entendo, a virtual impossibilidade de acompanhar a sua efetividade. O mau motivo é a falácia de que o benefício ou estimularia o estupro ou imporia à mulher a obrigação de carregar um feto que rejeita — e é isso o que se quer designar quando se fala em “bolsa estupro”.

O Artigo 3º e os fariseus

O ponto é definitivamente outro, e é muito fácil demonstrar que aqueles que estão protestando estão mentindo. Digamos que se elimine do Estatuto o Artigo 13: será que os que combatem o texto passarão a apoiá-lo? Uma ova! Não vão passar, não! Sabem por quê? Porque, de verdade, o que eles rejeitam é o Artigo 3, que reproduzo abaixo:

Art. 3º O nascituro adquire personalidade jurídica ao nascer com vida, mas sua natureza humana é reconhecida desde a concepção, conferindo-lhe proteção jurídica através deste estatuto e da lei civil e penal.

Eis aí o que os fanáticos do aborto não aceitam. Embora a Constituição brasileira já proteja à vida, o que o estatuto afirma é a “natureza humana” do feto desde a concepção. E isso, evidentemente, torna mais distante a legalização do aborto, que está em curso no Brasil por vias oblíquas. O doutor Luís Roberto Barroso, por exemplo, novo ministro do Supremo, patrocinou a causa da interrupção da gestação de fetos anencéfalos — que ele, delicado que é, chamou de “antecipação do parto”. O doutor é mesmo um mago da novilíngua: um parto costuma ser antecipado para assegurar a vida; ele inventou uma antecipação que… antecipa a morte! E muitos dizem: “Que homem hábil!”. Ainda hoje vou refletir sobre uma outra barbaridade que ele disse na sabatina desta quarta. Mas fica para depois.

Não! Estão usando o Artigo 13 como estandarte da luta; estão usando uma pecha mentirosa, como “Bolsa Estupro”, porque sabem que o reconhecimento da natureza humana do feto vai dificultar a legalização do aborto, e esses canibais da razão vivem com sede permanente.

O estatuto muda a redação dos Artigos 125 e 126 do Código Penal e aumenta a pena de quem opera o aborto ilegal: se for contra a vontade da gestante, a mínima passa de três para seis anos, e a máxima, de dez para quinze anos; se for com o consentimento, a pena, que é hoje de um a quatro anos, passa a ser de quatro a dez anos. MAS ATENÇÃO! Não se toca no Artigo 128, que trata das hipóteses de aborto legal: em caso de estupro e risco de morte da mãe. Aliás, tanto é verdade que a gravidez fruto da violência pode ser interrompida que o texto busca, com o Artigo 13, criar um estímulo para que isso não ocorra.

O link do estatuto está neste post. Essa gente farisaica poderia, ao menos, ter a coragem e o caráter de dizer o que realmente quer. Em vez disso, criam uma mentira, uma fraude intelectual e moral, para desviar o debate do seu propósito. Não existe “Bolsa Estupro” coisa nenhuma! Não é por isso que eles estão furiosos. O que os comandados de Pedro Abramovay — que hoje pauta 9 entre 10 “progressistas” da imprensa — não querem é reconhecer a dimensão humana do feto humano.

O seu progressismo só se realiza plenamente se o feto for uma “coisa”, um “penduricalho” do corpo da mãe, como um brinco, um piercing ou uma bolsa, que podem ser jogados no lixo.

Por Reinaldo Azevedo

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* Campanha do Governo Brasileiro “enaltece” a prostituição e choca o país. De novo!

quarta-feira, junho 5th, 2013

O Ministério da Saúde lançou nas redes sociais no último final de semana uma campanha pela visibilidade e respeito às prostitutas. O tema da mobilização feita pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais é “Sem vergonha de usar camisinha” e celebra o Dia Internacional das Prostitutas, comemorado no último 2 de junho.

A campanha tem o objetivo de “reduzir o estigma da prostituição associada à infecção pelo HIV e Aids”.
A mobilização é composta por panfletos e cinco vídeos protagonizados por prostitutas.

Os panfletos trazem frases como “não aceitar as pessoas da forma como elas são é uma violência”; “eu sou feliz sendo prostituta” e “o sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs”. Um dos vídeos mostra uma prostituta que sonhou ter sido respeitada: “sonhei que sou respeitada, que sou uma flor, uma rosa sem espinhos”, diz a protagonista.

O material, feito em uma oficina de comunicação em saúde para profissionais do sexo em João Pessoa (PB), vai circular na internet até dia 2 de julho. A campanha também homenageia Rosarina Sampaio, fundadora da Federação Nacional de Trabalhadoras do Sexo, que morreu no último dia 25 de março.


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* Onde está o PT aí está o estimulo político para aprovação do aborto.

sábado, junho 1st, 2013
Daniel Volpato

Um texto publicado no site oficial do partido, de autoria da Secretária de Formação Política do PT-SP e do Coletivo Nacional de Mulheres do PT, declara a incompatibilidade entre a esquerda e a luta em defesa da vida, contra o aborto.

Na visão do partido, quem abraça a esquerda e a compreende em sua plenitude precisa ser a favor do aborto e do restante da agenda feminista. Se não é, é um “conservador de esquerda” que, ou faz parte do grupo dos ”equivocados que ainda não alcançaram a compreensão de que a luta contra opressão das mulheres é parte constituinte da plataforma dos que almejam construir uma sociedade socialista”, ou é do grupo dos “omissos e omissas, que se pronunciam conforme suas relações com os setores religiosos ou mesmo por oportunismo eleitoral”.

Portanto, ou há ignorância, ou há oportunismo: tertium non datur. Àqueles que seguem a esquerda e que acreditam piamente serem pró-vidas - não são muitos, mas eles existem! -, o recado está dado: “companheiro, você não sabe o que é a esquerda!“. Assim que este adquirir a compreensão do que a esquerda realmente quer, precisará decidir-se: ou pula fora da nau socialista e abraça a luta pela vida, ou mantém o aspecto exterior de defesa da vida e entra no time dos esquerdistas oportunistas. É curioso, aliás, gente do próprio partido admitir que eles existem.

Resta saber em qual dos grupos a Secretária enquadraria sua co-partidária, a Presidente da República. Confesso que a tarefa é árdua. A Presidente defendeu a descriminalização do aborto em sabatina realizada pela Folha de São Paulo em outubro de 2007[i], posição que manteve em 2010, no Encontro com Editores da IstoÉ[ii]. Contudo, ainda em 2010, na reta final da campanha eleitoral das últimas eleições, a então candidata se disse contrária ao aborto [iii], contradizendo tudo o que havia dito em ocasiões anteriores.
Disto e da aproximação da candidata com setores religiosos, ela que se disse católica [iv] mas que não sabe fazer o sinal da Cruz[v], não acredita em Deus[vi] e chama Nossa Senhora de deusa[vii], sou inclinado a colocá-la no grupo dos oportunistas omissos. Por outro lado, sendo ela declaradamente socialista[viii], pode-se concluir que seria uma má socialista, do time das equivocadas.

Talvez haja um terceiro grupo, o dos conservadores omissos da esquerda equivocada.

[viii] http://youtu.be/TdjN9Lk67Io?t=11s

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* Polêmico “Kit Gay” – vetado pela presidência em 2011 – continua “vivo”!

segunda-feira, maio 20th, 2013

Terra

O Ministério da Educação (MEC) vai debater com especialistas o futuro do material educativo que seria distribuído em escolas públicas para combater a homofobia.

O projeto batizado de “kit gay” foi vetado pela presidente Dilma Rousseff em 2011 depois que as bancadas Católica e Evangélica pressionaram o governo.

A informação sobre o futuro do kit gay foi dada pelo portal Terra em uma reportagem feita com dados da assessoria do MEC. A nota afirma que será feito uma parceria com entidades para analisar o material.

“O Ministério da Educação firmou uma parceria com o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia (Fenp) e dez universidades federais para debater e analisar todos os materiais educativos que abordem preconceitos, violência nas escolas e qualquer tipo de discriminação, entre eles, os materiais referentes ao Programa Escola sem Homofobia”, diz nota da pasta.

O kit com cartilhas, livros e vídeos educativos foi elaborado por diversas entidades com parceria do MEC. A ala mais “conservadora” não aprovou o material por considerar que ele ensinava a homossexualidade no lugar de combater todos os tipos de discriminação que existe no Brasil.

Entre os parlamentares que são contra a distribuição desse material nas escolas está o deputado João Campos (PSDB-GO) que diz que a questão sexual diz respeito à vida provada e não cabe a escola estimular uma orientação sexual.

“Essa questão de orientação sexual é algo que diz respeito à vida privada, não à escola. Quem faz a opção, a gente respeita, mas agora o poder público financiar um programa que vai estimular os adolescentes a serem homossexuais é errado”, disse Campos em entrevista ao Terra.

Ao se posicionar contra o projeto, o deputado deixa claro que não é a favor da homofobia, mas sim do conteúdo exposto nas cartilhas e vídeos. “Nós não somos homofóbicos. Somos contra qualquer forma de preconceito e nos causa estranheza o governo se preocupar tanto com um programa que busca reduzir o preconceito somente nesta área. Por que não busca um programa para diminuir a discriminação como um todo, inclusive religiosa, contra deficientes físicos, indígenas e quilombolas?”, questionou.

Material financiado com dinheiro público

Não só João Campos como muitos outros parlamentares entenderam que a ideia do kit era mostrar a homossexualidade como algo muito bom. “O poder público não tem esse papel de incentivar um tipo de comportamento”, disse o deputado.

O MEC recebeu um requerimento assinado pelo deputado do PSDB pedindo informações sobre a prestação de contas do programa “Escola Sem Homofobia”. Campos acredita que um valor significativo foi entregue à entidades para elaborar esse material.

“Ao que nos parece, as entidades contratadas para fazer o kit receberam um dinheiro significativo e até hoje não prestaram contas. Queremos saber o que foi feito com esse dinheiro e, se for comprovada a falta de prestação de contas, que medidas o governo tomou”.

O MEC ainda não respondeu ao pedido do deputado.

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* Brasil Sem Aborto está promovendo em Brasília a 6ª Marcha Nacional da Cidadania pela vida contra o aborto.

sexta-feira, maio 17th, 2013

O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto está promovendo em Brasília a 6ª Marcha Nacional da Cidadania pela vida contra o aborto.6MarchaNacional_Folder.jpg

O evento ocorrerá no dia 4 de junho e tem por objetivo impedir que o projeto de lei nº 236/2012, que tramita no Senado Federal e que propõe a legalização do aborto até a 12ª Semana de Gestação, seja aprovado pelo Congresso Nacional.

Além da marcha, está sendo feito um abaixo-assinado, pela aprovação do Estatuto do Nascituro, que tem por fim defender os direitos da criança por nascer.

Segundo os organizadores da Marcha, a aprovação do Estatuto impedirá definitivamente que o aborto seja legalizado no Brasil.

A marcha será iniciada às 15h no gramado atrás da Torre de TV, no Eixo Monumental. Mais informações podem ser colhidas através do endereço web: www.brasilsemaborto.com.br. (EPC)

Com informações da CNBB.

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* Comunicado da “Federação portuguesa pela Vida” sobre adoção de crianças por pares gays.

sexta-feira, maio 17th, 2013

Dia 17 de Maio, sexta-feira, serão discutidos e votados no Parlamento Português o Projeto de Lei do Partido Socialista (O ” PT” de lá ) permitindo a co-adoção pelo cônjuge ou unido de fato do mesmo sexo) e o Projeto de Lei do Bloco de Esquerda (Permitindo a adoção por casais do mesmo sexo).A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) vem reiterar a sua posição nesta matéria: o princípio da vida está necessariamente ligado à união entre um homem e uma mulher, e todos os diplomas que tenham o efeito de deturpar este dado da natureza são perniciosos e ofendem a dignidade da pessoa humana.

Assim, diante de mais uma obra de engenharia social que os deputados do PS e do BE querem levar a cabo com as crianças portuguesas, a Federação Portuguesa pela Vida lembra que:

1. As crianças têm direito a ter um pai e uma mãe, idealmente, presentes durante a sua infância e juventude. No entanto, ainda que por alguma razão sejam educadas sem a presença do pai ou da mãe, é essencial para o seu processo de desenvolvimento psicoafetivo poderem construir a imagem da mãe ou do pai, normalmente pela presença de uma figura masculina ou feminina na sua vida (tios, avós, etc.);

2.   A adoção visa o estabelecimento um vínculo semelhante ao da filiação, vínculo entre a criança e um pai ou uma mãe. Não existe outra modalidade de vínculo de filiação pois não há outra forma de conceber crianças que não a da união entre um homem e uma mulher. Por isso, vedar a adoção (e co-adoção) por homossexuais é reafirmar que a criança tem o direito a crescer num ambiente o mais próximo possível do que seria o dos seus pais.

3. A adoção existe para proteger o superior interesse da criança, e não o interesse dos pais que querem adotar. A adoção por homossexuais priva a criança de um pai ou de uma mãe, pelo que, subverte aquele princípio e trata a criança como um meio (algo a que outros têm direito) e não um fim.

4.   A adoção (ou co-adoção) por homossexuais é discriminatória, pois priva deliberadamente determinadas crianças de ter um pai ou uma mãe, eliminando definitivamente o elemento masculino ou feminino do ambiente familiar e de intimidade onde a criança crescerá e se desenvolverá até à idade adulta.

15 de Maio de 2013

A Direcção da Federação Portuguesa pela Vida

CONTACTOS PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL:

Abel Matos Santos TM. 919739393 (Psicólogo Clínico e Psicoterapeuta, Assistente Especialista em Psicologia Clínicado Hospital de Santa Maria, Sexologista e Mestre em Psicologia da Saúde)

Inês Avelar Santos (jurista) TM  918192968

Site da Federação Portuguesa pela Vida: www.federacao-vida.com.pt

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* Senador da República REAGE a decisão do CNJ de “obrigar” cartórios a oficializarem o casamento de pares gays.

sexta-feira, maio 17th, 2013

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* França: a luta continua, sustentada pelo retorno dos ideais que nunca morreram!

sexta-feira, maio 10th, 2013

Nilo Fujimoto

O site do jornal francês Le Monde, de conhecida tendência socialista, em sua edição do dia 15 de abril último, resolveu “medir a temperatura” dos manifestantes que compareceram às marchas contra o projeto de “casamento” homossexual e obteve como resposta uma quente e outra fervendo.

Com uma chamada na primeira página perguntando aos leitores “Você participou da mobilização contra o ‘casamento homossexual’? Conte-nos.1, o “Le Monde” recebeu, em menos de duas horas, centenas de testemunhos dentre os quais foram escolhidos alguns para serem  entrevistadas via telefone ou e-mail.

Não menos que surpresos constataram que “todos, ou quase, dizem considerar-se vítimas de ‘desprezo’ por parte do governo. E falaram sobre o tempo que eles têm dedicado nas últimas semanas a sua causa.

Em muitos casos a mobilização que ocorre na França desde 2012 contra o projeto de “casamento” homossexual – recentemente aprovado no Senado – tem sido o batismo de fogo de muitos dos que nunca haviam se manifestado por coisa alguma. Como declarou Philippe, 34, advogado em Lyon, um cristão praticante.

“Um dever pela França”

Ao passo que para Clémence, 28, católica praticante, professora de história e geografia em um colégio de Seine-Saint-Denis, engajada na organização da “Manif Pour Tous” (Manifestação para Todos) escreveu em seu depoimento enviado ao  Le Monde: “Mesmo que eu me canse de dedicar muito do meu tempo livre, faço isso como um dever pela França”.

“O fundo do meu pensamento”

Por e-mail Esther, 36, de Bordeaux manifesta: “Esse compromisso de lutar contra esse projeto tem diversos sentidos para o futuro e ocupa o fundo do meu pensamento da  manhã à noite, e me toma facilmente três horas por dia seguindo as ações nas redes sociais ou discussões com os amigos a favor ou contra, ou ainda participações nos atos realizados”.

“Ignorados, humilhados”

Sob o subtítulo, escreve o Le Monde:

“Em quase todos os depoimentos, a palavra ‘desprezo’ surge com regularidade.‘É claro que nos sentimos ignorados, humilhados, caricaturizados e desprezados’, explica Irène, que se diz jornalista.Somos apresentados como fascistas extremistas, o que é ridículo quando a gente se encontra no meio de um desfile de mães de família e de pessoas que saem do trabalho. Os manifestantes, nós todos, estamos chocados pelo fosso que separa nossas intenções da imagem transmitida pela mídia e a classe política. Estou convencida de que a mobilização ganhará amplitude até que a opinião dos manifestantes seja levada a sério. Era a única exigência no início: um debate verdadeiro. O fato de atirar 700 mil petições no lixo fez o copo transbordar’.

“Verdadeira polícia do pensamento”

“Existe uma verdadeira polícia do pensamento em nosso país”, escreve Axelle, 25. “Se eu digo que penso que, na minha opinião, vale mais para uma criança ter um pai e uma mãe, sou fascista, de extrema-direita, identitária, católica fundamentalista! Não, senhores jornalistas, senhores políticos, vocês estão enganados.

“Esse governo fez de mim um militante”

Não menos relevante é o testemunho de Ghislain, 29, diretor de inovação em uma empresa start-up na região parisiense. Ele conta que “nunca havia participado de uma manifestação, política ou sindical, antes de 17 de novembro de 2012″, dia da primeira “Manifestação para Todos”, em Paris. Para Ghislain, 13 de janeiro foi “o choque do número, da massa, da mobilização. Um militante nasceu naquele dia”, afirma. “Eu compreendi naquela tarde que o governo nos minimizaria e nos humilharia o quanto pudesse, mas que nada mais deteria nossa mobilização”. Ele resume assim seu percurso: “Esse governo fez de mim um militante”. Ele fez uso de folhetos, blog, conta no Twitter… dia, noite e fim de semana.

“Chassez le naturel, il revient au galop”2

Assim é atualmente a França do iluminismo, da Revolução Francesa, da trilogia Liberdade, Igualdade, Fraternidade que em nome da razão ousaram atentar contra altar e trono e eis que voltam a galope o bom senso e os ideais da cristandade, que nunca morreram.

___________________

Fonte:

1 – http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/le-monde/2013/04/23/o-governo-hollande-me-transformou-em-militante-diz-frances-contrario-ao-casamento-gay.htm

2 – “Chassez le naturel, il revient au galop” (expulsai o natural que ela retorna a galope) expressão tirada da literatura francesa especificamente da peça “Le Glorieux” de Destouches (Phillippe Néricault) que se inspirou na ideia de Horácio (ano 50 antes de Cristo): “Naturam expelles furca, tamen usque recurret”.

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* Bolívia: Cardeal Terrazas rejeita declarações do presidente sobre roubos nas igrejas.

segunda-feira, abril 29th, 2013

O Arcebispo de Santa Cruz de la Sierra, Cardeal Julio Terrazas Sandoval (foto) respondeu ao Presidente da Bolívia, Evo Morales, sobre os roubos ocorridos nas igrejas.

De maneira clara e direta o purpurado confirmou a idoneidade, a lealdade e dedicação de seus confrades bispos no serviço à Igreja na Bolívia e denunciou aqueles que esparramaram mentiras para denegrir o adversário.

O Cardeal Terrazas rejeitou as declarações feitas poucos dias atrás pelo presidente boliviano que acusou alguns bispos de furtos em algumas igrejas e santuários. O purpurado disse claramente que “o serviço pastoral de um bispo não é carregar no bolso as chaves para abrir os templos, mas estar perto das pessoas, não para entorpecê-las, mas para despertá-las de modo que ninguém possa tirar sua liberdade”.

Nos vários comunicados da Conferência Episcopal Boliviana e na homilia deste domingo, do Cardeal Terrazas, pede-se às autoridades para que continuem seriamente as investigações e não condenem ninguém sem provas.

“Não é qualificando de cúmplices ou levantando a voz contra os bispos que se resolvem as coisas”, disse o Arcebispo de Santa Cruz de la Sierra com uma clara alusão ao Presidente Morales.

Conforme referido à Agência Fides por fontes locais, a comunidade católica ficou abalada com o roubo ocorrido em vários templos. Os párocos estão pedindo aos fiéis para que ajudem a proteger suas igrejas de vândalos e ações criminosas. (MJ)

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* Senado da Colômbia rechaça “matrimônio” gay.

sexta-feira, abril 26th, 2013

ACI

Com 51 votos contra e 17 a favor, o Senado da Colômbia rechaçou nesta quarta-feira o projeto de lei de matrimônio igualitário que buscava legalizar as uniões homossexuais no país.

Este projeto foi apresentado pelo senador Armando Benedetti do Partido Social de Unidade Nacional ou Partido de la U, em agosto de 2011, e precisava de 50 votos dos 98 que há na Câmara para ser aprovado.

Entretanto, após ser adiado na terça-feira, os senadores abordaram este tema ontem quarta-feira e depois de horas de debate decidiram rechaçá-lo.

Esta decisão ocorreu enquanto partidários das uniões gay e defensores da família se manifestavam do lado de fora do Parlamento.

Horas antes, o Presidente da Conferência Episcopal Colombiana (CEC), Cardeal Rubén Salazar, tinha pedido aos senadores acolher os argumentos da Igreja e proteger o verdadeiro matrimônio entre homem e mulher.

“Nós como Igreja já expomos claramente o sentido que tem o matrimônio e como o fato de equipará-lo ao homossexual afeta a construção mesma da sociedade”, expressou o Cardeal em declarações ao grupo ACI.

O Cardeal reiterou que a Igreja favorece “a família como a união permanente santificada pelo Sacramento do matrimônio entre um homem e uma mulher, que ofereça a possibilidade de que as crianças cresçam em um ambiente de segurança afetiva e que lhes permita pouco a pouco ir crescendo e incorporar-se à plena vida já como adultos”.

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* Na Igreja, determinados assuntos não são objeto do crivo “democrático” mas da confirmação divina.

quarta-feira, abril 24th, 2013

Por Edson Sampel

No recente conclave, surgiram, aqui e acolá, pleitos por “maior democracia” na Igreja. Os reclamantes afirmavam que o modelo atual, “monárquico absolutista”, precisa terminar. É necessária, dizem, uma descentralização do poder romano. Quando leio ou ouço esses argumentos, pergunto-me: qual é a ideia que tais pessoas nutrem a respeito da Igreja?

A Igreja católica, composta de clérigos (diáconos, padres e bispos) e de leigos (cristãos comuns), é uma sociedade totalmente alicerçada na pessoa de seu divino fundador, Jesus Cristo. A mensagem católica é imutável, porque Deus e sua doutrina são imutáveis. O papa, que faz as vezes de Jesus (vigário de Cristo), apenas comunica o evangelho. Todo o manancial de encíclicas, constituições apostólicas, decretos etc., emanados do sumo pontífice, constituem somente uma explicitação ou atualização da boa nova anunciada por Jesus. Tanto quanto possível, traz-se Jesus à contemporaneidade, por intermédio do magistério papal. A Igreja, ao largo desses dois mil anos de história, jamais criou uma doutrina sequer. Ela cumpre sua missão excelsa de propor à humanidade os valores morais do cristianismo. Além disso, a Igreja administra os sete sacramentos, todos instituídos por Jesus; nenhum por ela.

Passa pela minha cabeça, amiúde, se os indigitados “democratas” creem seja factível dividir a potestade do sucessor de são Pedro com alguns prelados, ou, ainda, que os bispos reunidos em concílio ecumênico, ou mesmo isoladamente, deliberem sem o papa, no que tange à fé e aos costumes. Ou, então, hipótese mais esdrúxula: que, “democraticamente”, se discutam dogmas “ultrapassados”.

Tudo isto é um absurdo! O modelo jurídico da Igreja é obra de Jesus Cristo. Aliás, não existe nada mais bíblico que a hierarquia eclesiástica. Basta compararmos o relacionamento hodierno entre o papa e os bispos com as interações que havia entre o apóstolo são Pedro e os outros apóstolos, narradas nas escrituras santas. Depois da morte e ressurreição de Jesus, nada de importante se executava sem o beneplácito de são Pedro, que era, indiscutivelmente, o chefe do grupo.

Nos Estados, é extremamente salutar que o poder advenha do povo (democracia). Desta feita, a Igreja, através da sua doutrina social, é a instituição do planeta que maiormente defendeu e defende o regime democrático para as sociedades políticas. No seio da Igreja, também pode e deve medrar a democracia, quando, por exemplo, os católicos de uma diocese elegem as prioridades pastorais (saúde, moradia, emprego), etc.

Na Igreja, determinados assuntos não são objeto do crivo “democrático”, mas do crivo divino. Nesse sentido, por exemplo, o parecer negativo sobre a homossexualidade estriba-se diretamente nos ensinamentos de Jesus, bem como nas sagradas tradição e bíblia. O mesmo ocorre com o aborto, a indissolubilidade do casamento ou com o uso de pílulas anticoncepcionais, ou, ainda, com a ordenação de mulheres. A Igreja, precipuamente, por meio do novo papa, continuará a defender um non possumus diante de petições desse jaez. Não é tanto não querer; é não poder alterar o “depósito da fé”, as cláusulas pétreas do catolicismo.

Questões distintas são o alargamento do diálogo..a disponibilidade para parlamentar com acatólicos e agnósticos. É mister, igualmente, descobrir novas formas de proclamar o evangelho. Pode-se, outrossim, perscrutar com maior profundidade certas situações na Igreja não diretamente ligadas à doutrina revelada pelo verbo de Deus

Não é a doutrina da Igreja católica que deve mudar! É a humanidade que necessita se converter a Cristo, a fim de que haja vida abundante para todos (Jo 10,10). Neste diapasão, mesmo que se concretize o vaticínio dalguns “teólogos” de mau agouro, e a Igreja perca vastas fileiras de fiéis.

Edson Luiz Sampel é Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT).

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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