Posts Tagged ‘Feminilidade’

* Falando às mulheres…

sábado, janeiro 30th, 2010

A feminilidade e a sensualidade.

Manuela Melo- Canção Nova

Parece-me que os conceitos sobre “feminilidade” e “sensualidade” estão se misturando de tal forma em nossa sociedade, que as pessoas encontram dificuldades para diferenciá-las. Fui pesquisar em primeiro lugar como estão definidos no dicionário Aurélio e encontrei o seguinte:

Feminilidade = s.f. Qualidade, caráter, modo de ser, de viver, de pensar, próprio da mulher.

Sensualidade = s.f. Propriedade do que é sensual. / Inclinação pelos prazeres dos sentidos; amor das coisas ou qualidades sensíveis.

Sensual = adj. Relativo aos sentidos. / Que satisfaz os sentidos: prazeres sensuais.

A partir dessas definições, convido você para refletir comigo.

Gosto muito da definição dada pela Igreja sobre a sexualidade humana de acordo com o Conselho Pontifício para a Família: “Sexualidade humana: verdade e significado”. Peço que leia com bastante atenção como a instituição criada por Cristo a vê: Há que salientar a importância e o sentido da diferença dos sexos como realidade profundamente inscrita no homem e na mulher: «a sexualidade caracteriza o homem e a mulher, não apenas no plano físico, mas também no psicológico e espiritual, marcando todas as suas expressões». Isto é, não se pode reduzir a sexualidade a um puro e insignificante dado biológico, mas, como nos diz a Igreja é «uma componente fundamental da personalidade, na sua maneira de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, exprimir e viver o amor humano».

É importante entender que a resposta sexual não se limita ao comportamento sexual, mas a toda forma de sentir, pensar e desejar. Sexualidade envolve o homem total. Faz parte da constituição essencial da pessoa humana e é algo determinante, porque é a partir da sexualidade que nos relacionamos com o mundo.

Homens e mulheres pensam de forma diferente, agem de forma diferente, sentem de forma diferente. E como diz diácono Nelsinho Corrêa: “Diferenças não são barreiras, são riquezas”. E isso é plena verdade. Homens e mulheres são diferentes porque são complementares, um não é melhor do que o outro. Homens e mulheres devem ser iguais no direito à oportunidade de desenvolver plenamente sua potencialidade, mas, definitivamente, não são idênticos na sua capacidade inata.

Ao mesmo tempo que a sexualidade é parte constitutiva da nossa essência, não se trata de algo pronto, mas que, como tudo em nós, precisa ser desenvolvido até o último dia de nossas vidas.

Quero falar especialmente para as mulheres e fazer-lhes um convite: não tenhamos medo de assumir a nossa essência, sendo cada dia mais femininas. Não gastem energia querendo e buscando ser melhores do que os homens, querendo e buscando provar o seu valor. Somos diferentes e cada um de nós tem valor e dignidade própria pelo simples fato de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus. Ser mulher é dom, é graça.

Uma coisa, no entanto, temos que entender: ser feminina e ser sensual são coisas distintas. Na sensualidade existe um contexto biológico.

Especialmente no período fértil, nos sentimos mais bonitas, sentimos vontade de nos vestir e de nos arrumar melhor, e assim por diante. São reações hormonais que têm como objetivo a procriação, então, o corpo se prepara para conquistar o homem por estar pronto para gerar uma vida. Muitas vezes, agimos assim sem nos dar conta disso. Além disso, a nossa sociedade, que tanto banaliza a sexualidade humana, incentiva por todos os meios possíveis a sensualidade, e nisso há uma imensa indústria que visa apenas o lucro.

Posso citar também o fato de que todo ser humano traz dentro de si um impulso natural para o prazer, e a sensualidade gera na mulher uma elevação na autoestima, a faz sentir-se mais bonita, mais “poderosa”.

Por isso apresentei no início a visão da Igreja, para que possamos refletir sobre esse aspecto. Sexualidade não é algo apenas biológico, é bem mais do que isso. Quando nos deixamos levar por uma sexualidade sem sentido, como algo apenas biológico, o resultado quase sempre é o vazio. E a pessoa, geralmente, se torna prisioneira da sensualidade por uma necessidade de afirmação pessoal e, assim, o vazio tende a só aumentar.

É próprio da mulher o querer andar bem vestida, bem arrumada. Ser cristã não significa vestir-se de forma desleixada, por exemplo. Mas é ter consciência de que a verdadeira beleza vem do nosso interior. É ter consciência do nosso valor e dignidade de filhas de Deus e não nos deixar levar unicamente pelos sentidos, por nosso instinto sexual. Somos bem mais do que isso. Ser feminina não significa andar com roupas extremamente curtas, justas ou coisas semelhantes. Quanto mais o nosso exterior for um extravasamento do nosso interior, tanto mais bonitas e femininas seremos.

Com isso não estou negando a sexualidade nem a colocando como algo negativo, proibido. A nossa sexualidade faz parte do nosso ser, mas não somos apenas sexo. Nossa sexualidade, quando é vivida com dignidade, nos faz sentir plenos, completos, realizados.

O se deixar guiar e conduzir pela sensualidade, reflete, na maioria das vezes, a necessidade de afirmação pessoal, por um desconhecimento da beleza interior e até mesmo exterior que se tem. Muitas vezes, nos deixamos impregnar por uma imagem ideal: a transmitida pela mídia, mas que é uma beleza estereotipada, vazia.

Concluo reforçando o convite para todas as mulheres: não tenham medo de assumir a sua essência, e assim, ser cada dia mais femininas. Valorizem o dom que é ser mulher. Deixem fluir a beleza interior que vocês têm.

***

Como homem,garanto: As mulheres femininas são naturalmente atraentes para o olhar masculino.

Sei que na sociedade moderna o sensualismo parece ser quase uma obrigação para as mulheres,mas os homens -no fundo- sabem perceber e distinguir as verdadeiras mulheres das “fêmeas” (desculpem a crueza da palavra…mas existem algumas que passam apenas esse dado meramente biológico).

Mesmo entre mulheres cristãs se encontram -infelizmente- quem queria ser apenas objeto de desejo e não de atração natural de um homem de Deus por uma  mulher de Deus.

No fundo,todos nós, homens e mulheres, sabemos onde está a verdade!

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Feminina ou Feminista?

sábado, julho 11th, 2009

Muito interessante a noticia dada abaixo falando da realidade Norte Americana das mulheres e das “conquistas” do feminismo.Se vê pela vida o preço que se paga quando se quer passar por cima da natureza e do conceito natural da familia e da mulher.

Claro que não se quer afirmar aqui que tudo que o feminismo  não radical prega seja errado(existem ,na verdade,” feminismos”,alguns com matizes marxistas terríveis..) mas chama a atenção aquela “agenda” de exigências  anti naturais,de gênero e de rivalidade entre os sexos,que fazem  mal a própria mulher  e a sociedade como um todo.

***

As “conquistas feministas” de há 30 anos hoje são uma realidade na vida americana. Mas, as americanas são mais infelizes do que antes desse “presente de grego”.

O problema foi abordado no livro The Paradox of Declining Female Happiness, dos economistas Betsey Stevenson e Justin Wolfers, noticiou “The New York Times” (clique no link ao lado,em Inglês)

O declínio da família tradicional é um dos maiores fatores de depressão e insatisfação entre as mulheres, dizem os autores. Todas as classes e raças de americanas são atingidas pelo mal.

O livro não descarta que a mulher posta numa sociedade igualitária agressiva sofra especiais danos.

A falta de proporcionado respeito pela maternidade é outro fator de desdita. Segundo o figurino igualitário, observou o colunista Ross Douthat, as mulheres “liberadas” da “era patriarcal” vivem num mundo mais “atencioso, gentil e concessivo”. Mas, para elas, é um mundo mais desventurado.

O igualitarismo prometeu uma miragem e trouxe a infelicidade. A família segundo a Igreja não deixa de lembrar a Cruz, mas faz do lar um refúgio de doçuras e consolos inefáveis.

***

Não se pode negar que culturalmente a mulher foi e ainda é muito discriminada, reconhecer isso não significa  apoiar a agenda feminista que nega diferenças naturais entre homem e mulher e tenta afirmar a mulher usando as mesmas armas que combatia no machismo.

Claro que a Igreja não apoia nem o feminismo nem muito menos o machismo já que ambos representam uma visão deformada de afirmação sexista,negando a complementação desejada por Deus expressa na sexualidade masculina e feminina.

Veja o que nos diz a Igreja sobre isso:

” Nestes últimos anos têm-se delineado novas tendências na abordagem do tema da mulher.

Uma primeira tendência sublinha fortemente a condição de subordinação da mulher, procurando criar uma atitude de contestação. A mulher, para ser ela mesma, apresenta-se como antagônica do homem. Aos abusos de poder, responde com uma estratégia de busca do poder. Um tal processo leva a uma rivalidade entre os sexos, onde a identidade e o papel de um são assumidos em prejuízo do outro, com a consequência de introduzir na antropologia uma perniciosa confusão, que tem o seu revés mais imediato e nefasto na estrutura da família.

Uma segunda tendência emerge no sulco da primeira. Para evitar qualquer supremacia de um ou de outro sexo, tende-se a eliminar as suas diferenças, considerando-as simples efeitos de um condicionamento histórico-cultural. Neste nivelamento, a diferença corpórea, chamada sexo, é minimizada, ao passo que a dimensão estritamente cultural, chamada género, é sublinhada ao máximo e considerada primária. O obscurecimento da diferença ou dualidade dos sexos é grávido de enormes consequências a diversos níveis.

Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou de facto por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família, por sua índole natural bi-parental, ou seja, composta de pai e de mãe, a equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica.

A raiz imediata da sobredita tendência coloca-se no contexto da questão da mulher, mas a sua motivação mais profunda deve procurar-se na tentativa da pessoa humana de libertar-se dos próprios condicionamentos biológicos.

De acordo com tal perspectiva antropológica, a natureza humana não teria em si mesma características que se imporiam de forma absoluta: cada pessoa poderia e deveria modelar-se a seu gosto, uma vez que estaria livre de toda a predeterminação ligada à sua constituição essencial.

Muitas são as consequências de uma tal perspectiva. Antes de mais, consolida-se a ideia de que a libertação da mulher comporta uma crítica à Sagrada Escritura, que transmitiria uma concepção patriarcal de Deus, alimentada por uma cultura essencialmente machista. Em segundo lugar, semelhante tendência consideraria sem importância e sem influência o fato de o Filho de Deus ter assumido a natureza humana na sua forma masculina.

Perante tais correntes de pensamento, a Igreja, iluminada pela fé em Jesus Cristo, fala ao invés de colaboração activa, precisamente no reconhecimento da própria diferença entre homem e mulher.”

Fonte:” Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no Mundo”

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Você se veste com modéstia?

terça-feira, junho 30th, 2009


Jason Evert

Perguntam as mulheres…

” Eu não entendo a questão da modéstia. Se um cara tem uma imaginação má, isso é problema dele e não meu. Porque é que tenho de me vestir de uma certa forma por causa dele? “

Se você for uma mulher jovem que tenha se cansado do modo como os caras muitas vezes tratam as mulheres, e perguntou o que poderia ser feito para restaurar um sentimento de respeito, saiba que sua arma número um para reformar o mundo é a modéstia.

O problema é este: Muitos homens hoje não sabem como se relacionar com as mulheres. Mas, o remédio para esta doença está nas mãos das mulheres. “Em última análise, parece que só os homens podem ensinar outros homens como se comportar em torno de mulheres, mas os homens têm de ser inspirados pelas mulheres em primeiro lugar, inspirados o bastante para pensar que vale a pena serem corteses com as mulheres”. (1)

Como isso vai acontecer? Bem, as mulheres jovens tendem a estar conscientes de que têm o poder de seduzir um homem. Mas algumas meninas estão conscientes de que a sua feminilidade pode ser usada para educar um rapaz. Pela forma como se veste uma menina (para não falar do jeito que ela dança), ela tem uma extraordinária capacidade para moldar um homem em um cavalheiro ou em uma besta.

Eu tenho lido dezenas de milhares de páginas sobre teologia e sexo, mas eu nunca aprendi como tratar uma mulher até que eu tive um encontro com uma que se vestia modestamente. Foi cativante, e eu percebi pela primeira vez que a roupa imodesta impede de ver uma mulher por quem ela é. Trajes imodestos podem atrair um homem pelo corpo da garota, mas desviá-lo de vê-la como uma pessoa. Nas palavras de um homem, “Se você quer um homem para respeitar-te, e talvez até se apaixonar por você, então você deve mostrar a ele que você se respeita e que você reconhece a sua dignidade diante de Deus“. (2)

Quando uma mulher veste-se modestamente, inspira o homem de uma forma que eu não estou envergonhado de dizer que eu não consigo explicar. Eu suponho que é seguro dizer que isso transmite o seu valor para nós. Quando uma mulher veste-se modestamente, eu posso levá-la a sério como uma mulher porque ela não está preocupada com clamar por atenção. Tal humildade é radiante. Infelizmente, muitas mulheres estão tão preocupadas em virar a cabeça dos homens que elas ignoram o seu poder de transformar os nossos corações.

Às vezes feminilidade é confundida com fraqueza, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Uma mulher que é verdadeiramente feminina está bem ciente de que ela poderia se vestir como uma coleção de partes do corpo, e receber inúmeros olhares dos rapazes. Mas ela tem a força para deixar algum espaço para o mistério. Ela vale esperar para ver, e ela sabe disso. Ela confia no tempo de Deus, e ela sabe que não precisa embasbacar homens, a fim de capturar a atenção do homem que Deus tem planejado para ela.

O Papa João Paulo II disse na sua carta sobre a dignidade das mulheres, “Está chegando a hora em que a vocação da mulher será reconhecida em sua plenitude, a hora em que as mulheres adquirem no mundo uma influência, um efeito e um poder até então nunca alcançado. É por isso que, neste momento, quando a raça humana está sofrendo uma transformação tão profunda, as mulheres imbuídas de um espírito do Evangelho podem fazer muito para ajudar a humanidade a não cair.” (3)

Então, o que é modéstia? Para começar, não é sobre parecer tão feio quanto possível. Trata-se de tomar a beleza natural da mulher, e utilizá-la para irradiar uma mensagem mais profunda sobre a sua identidade. Ela é uma filha do rei do céu, e os seus trajes, posturas, maneirismos não devem distrair disso. Ela está consciente de que seu corpo é um templo do Espírito Santo, e que seu ventre (e seu corpo inteiro) é sagrado. Isto traz uma certa humildade do corpo, uma vez que humildade é a atitude correta perante a grandeza. Neste caso, é a grandeza de ser feita à imagem e semelhança de Deus.

Isso não é um “eu sou mulher, ouça-me rugir!”, mas um sentimento sereno de não necessitar buscar cegamente a atenção. Claro, a maioria dos caras vai ficar de boca aberta para a mulher que se veste de maneira provocante, mas no seu coração, você quer atrair olhares estúpidos ou quer ser amada? Você quer amor verdadeiro. Mas quando uma menina se veste imodestamente ela muitas vezes não percebe que está atirando no próprio pé, para encontrar a intimidade que ela anseia. Quando uma mulher usa roupas que não podem ser mais apertadas sem que cortem a circulação sanguínea, ela está enviando uma mensagem clara aos rapazes. Esta mensagem diz: “Ei rapazes, a melhor coisa sobre mim é o meu corpo.” Eles olham, e provavelmente irão concordar. Portanto, se o seu corpo é a melhor coisa sobre ela, toda sua essência está decaída. Se isso é o melhor que ela tem para oferecer, então por que ele deveria querer conhecer o seu coração, seus sonhos, seus medos, e sua família? Ele quer conhecer o seu corpo.

Vestir-se imodestamente também prejudica as chances de uma garota ser amada, devido ao tipo de pessoa que será atraída para ela, e como irá tratá-la. Pela maneira como a garota se veste, ela envia um convite silencioso para os homens para tratá-la do jeito que ela aparenta ser. Por exemplo, considere uma revista que eu vi recentemente em um quiosque no aeroporto: Na capa era uma mulher vestindo uma saia curta que poderia ser confundida com um cinto largo. Seu top hermeticamente apertado era apenas do tamanho de um guardanapo desdobrado, e em grandes letras em negrito em toda a superfície da blusinha estava escrito “Suzie (ou qualquer que seja o seu nome – Não me lembro) quer que os homens a respeitem!”. Eu desejei-lhe boa sorte e caminhei para o meu portão de embarque (depois de cobrir a revista com algumas edições da Quilty Digest. Considero isto uma obra de misericórdia – vestir os nus). Embora uma garota mereça respeito, não importa o que ela use, um rapaz pode dizer o quanto uma garota respeita a si mesma pelo modo como ela está vestida. Se ela não respeita a si própria, provavelmente os homens irão se guiar por sua conduta.

Eu realmente acredito que, no coração de uma mulher, não há desejo de parecer sexy. Existe um desejo de receber atenção, carinho e amor? Certamente. Mas, existe um desejo de ser reduzida a um objeto sexual? Nenhuma garota quer isso, mas muitas o fazem para receber gratificação emocional. Agora, quando uma garota coloca uma blusinha apertadíssima deixando a barriga de fora e mostrando o umbigo, ela não está pensando em como pretende levar os homens ao pecado. A garota pensa, “A mulher na capa da revista usou isso, e isso faz com que os homens virem-se para olhar. Então, se eu usar isso, vão olhar para mim, e eu poderia conhecer um cara legal”. De forma mais simples: “Eu quero ser amada.”

Então, vamos assumir que uma garota vestida provocadoramente atravesse o caminho de um homem realmente bom. O homem que ela anseia encontrar não é melhor por causa da sua roupa. Devido ao fato dos homens serem mais estimulados visualmente do que as mulheres, a falta de pudor pode facilmente acionar pensamentos concupiscentes. Quando um homem impuro abriga estas idéias que vêm à mente, a nossa sensualidade nos separa de Cristo, fonte de amor incondicional. Será que uma mulher realmente deseja separar os homens da fonte do amor incondicional que ela busca? Se não, então porque não optar pela roupa mais modesta? Não há nada de errado em usar coisas que fazem você parecer atraente, mas como uma mulher cristã, roupas sedutoras e sexy não devem ser parte do seu armário. Se o seu coração está dizendo, “Isso é muito curto?” ou “Isto parece muito apertado?” Ouça essa voz, porque ela já respondeu a sua pergunta.

Peço-vos para ouvir esta voz para seu bem e para o nosso. Para o seu bem, saiba que como um fosso rodeia um castelo, a modéstia guarda o tesouro da castidade. Para o nosso próprio bem, lembremos quando Caim matou Abel lá em Gênesis: quando Deus perguntou onde estava seu irmão, Caim respondeu, “Eu sou o guardião do meu irmão?” Da mesma maneira, é muito fácil para os rapazes e as moças eximirem-se da responsabilidade que temos de levar um ao outro para a pureza. Precisamos adotar a atitude de São Paulo Apóstolo, e viver de forma a não fazer nada que provoque o tropeço de seu irmão (Rom. 14,21).

Algumas garotas gastam mais energia tentando fazer com que os rapazes as notem (mesmo que elas não tenham interesse nos caras) do que tentando centrar a atenção de jovens homens em Deus. Como uma mulher de Deus, use a beleza de sua feminilidade para capturar almas para Deus. Não há nenhum problema com parecer atraente. Os problemas surgem, porém, quando o vestuário (ou a falta dele) é usado de uma forma desonesta, ou quando uma pessoa cai em vaidade e excesso de preocupação com parecer perfeita. Seu corpo é precioso aos olhos de Deus, e você não precisa parecer uma deusa para merecer amor.

(1.) Shalit, A Return to Modesty, p. 157.
(2.) Mike Mathews, “Sexy Fashions? What Do Men Think?” Lovematters.com, p. 10.
(3.) João Paulo II, Mulieris Dignitatem (Intro), op. cit., p. 44

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

“Seguir”a Moda.Isso é Cristão?

terça-feira, junho 23rd, 2009

Muito interessante o artigo escrito por Julie,em uma perspectiva  feminina que interessa a todas as irmãs e,de forma diferente,aos irmãos.É um testemunho de um processo pessoal de descoberta e de mudança,como mulher e como cristã.

Embora a moda em vestuário esteja culturalmente relativamente mais distante da realidade masculina,muitos homens também ficam confusos a esse respeito e acabam também se desorientando,tendo uma relação paganizada com essa dimensão da sociedade que preza muito a estética e a aparência.

Como nos disse São Paulo com imensa sabedoria:” Tudo nos é licito mas nem tudo nos convém”, é necessário também nesse campo uma conversão e uma vivência que respeite o sexo em suas caracteristicas naturais e culturais – sem cair nos estereótipos e sem a ambiguidade de muitas modas de hoje que não afirmam o homem nem a mulher,naquilo que eles possuem de diferentes e complementares.

Algumas “modas” parecem mesmo tentar NEGAR a diferença querida por Deus.

Alguns são escravos de conceitos estéticos de” modas” que vão e voltam,desrespeitam o mistério do corpo e do pudor,desrespeitam o bom gosto e até mesmo a capacidade de honrar compromissos financeiros,comprando além da capacidade de pagar,sendo movido pela vaidade e pela preocupação exagerada com a aparência.

O Chamado de Deus para nós é para a autêntica liberdade,”usar” as coisas  sem ser possuido por elas.

***

Julie Marie

Demorou anos para que eu pudesse me olhar no espelho e me achar bonita em roupas sem ser coladas, decotadas, ou simplesmente roupas que não eram chamativas. Mas se eu cheguei a ver isso, então qualquer mulher pode!

É uma experiência única quando acontece a nossa “conversão” neste campo. Mesmo estando ainda no inicio da caminhada – de ser a mulher que Deus deseja – a mudança no meu vestir foi de fato algo como aqueles “antes e depois” que vemos nas revistas de corte de cabelo. Por que­? Porque a mudança no meu guarda roupa foi consequência da mudança interior, mudança que é antes de tudo, uma graça de Deus.

Até hoje (e como disse, estando ainda no inicio desta caminhada) passei, ou melhor, Cristo me permitiu passar por várias etapas. Cada vez mais me assombro com Sua paciência e delicadeza em me esperar até me mostrar o “próximo passo”, e lógico, com avanços e retrocessos, porque geralmente não somos dóceis a Ele como deveríamos. Ser dócil a Cristo iria nos ajudar muito, e talvez eu não precisasse de 8 anos para ver como vejo agora. Talvez, só alguns meses, ou dias, mas com meu coração duro…

Quando caíram as escamas de São Paulo, ele pôde ver a realidade com o mesmo olhar de Cristo. A realidade (exterior) não mudou. Damasco continuava igual. Mas ele mudou e isso é a conversão: ver com os olhos de Cristo. É a realidade interior que nos dá novos critérios para o viver, a tal ponto que possamos dizer, junto com o Apóstolo, “a realidade é Cristo… é Cristo que vive em mim”. Assim como São Paulo foi ao deserto, continuar e aprofundar a experiência do encontro com o Ressuscitado, de alguma forma, se queremos ser a mulher que Deus deseja, deveríamos também ir ao “deserto”. Em que sentido?

Bom, a maioria de nós não pode ir ao deserto físico, onde os monges fizeram a grande experiência com Deus, mas deveríamos nos forçar, nos violentar – diria São Paulo – para passar por um “deserto” com o objetivo de despoluir nossa visão daquilo que constantemente nos dizem que é “bonito” e “feio”. Isso implica deixar de ver a moda das revistas, da TV, das ruas, dos desfiles, das atrizes, do cinema e aceitar ficar “cega” por um tempo.

Explicarei melhor: vivemos, como no tempo de São Paulo, numa comunidade paganizada. Os católicos são a maioria em número, mas vivem como os “pagãos”, pois longe de ser fermento e sal, se deixaram contaminar por tudo o que a sociedade pagã impõe. Eles não são instrumentos de Deus para melhorar e elevar os costumes, são os primeiros escravos a se submeter aos critérios anti-Evangelho. E a mulher é um alvo constante deste neo-paganismo, que tem vários adeptos, pois eles sabem que destruindo a mulher destroem toda a sociedade.

Então de tanto nos mostrar que vestido colado, blusa decotada, mini-saia, roupa transparente e calça jeans é a maneira de nos vestir, acabamos pensando que isso deve ser verdade. É a tal da lavagem cerebral. É uma maquinação feita com alta produção e marketing para mostrar o feio como belo, a força de repetição.

Então ir ao “deserto” significa nos policiar de tantas imagens contrárias à dignidade da mulher que se nos impõe como “único modelo válido para ser bonita“. Mesmo aquelas mulheres que se acham mais “independentes” são vítimas desta ditadura fashion que busca uma homogeneização de todas nós.

Quer um exemplo?

Olhe as capas de qualquer revista feita para mulher dos 3 últimos anos, uma atrás da outra, e leia o que em cada uma delas nas capas: você se sentira como eu quando fiz isso: se sentirá enganada. Uma e outra vez, repetem a mesma coisa, o mesmo clichê, a mesma modelo, a mesma pornografia, a mesma idéia reduzida da sexualidade, o mesmos 10 segredos de prazer, os mesmos 5 passos para o sucesso… e sim, a única coisa que mudou é que usam mais photoshop! Isso se chama lavagem cerebral. Não adiante mudarem as cores, o estilo: a podridão que está lá não muda. Fomos criadas para coisas belas, belas de verdade! E alegria verdadeira, não uma alegria falsa que só existe no papel.

A vocação da mulher é alta. Alta demais: “Reconhece tua dignidade e viverás como Deus planejou. Assim serás realizada”. Foi isso o que eu escutei no coração e é isso que eu transmito para cada um de vocês que está lendo parte da minha história. O resto é blá blá blá, não para boi dormir, mas para você gastar seu tempo, dinheiro (até se individar!), sonhos e sua vida nestes mentiras hipócritas.

Cada uma terá que descobrir, à luz da conversa com Cristo, como se fará este deserto. Eu vou contar a minha experiência, pois pode ser útil para alguma de vocês, ou porque a partir disso, vocês serão inspiradas a outras formas de “deserto”.

Lembro que o “deserto” do qual falo aqui não é a meta final, é o “meio” para a meta. Quando os monges iam ao deserto, ele não iam buscando o deserto e sim a Deus, iam buscando encontrar o sentido mais profundo para sua existência. Mas o deserto era o meio para chegar à meta, o próprio Deus. Da mesma forma, o “deserto” que convidamos cada uma viver não é o fim em si mesmo. A meta é clara: ser a mulher que Deus quer que sejamos! Mas para isso é imprescindível o deserto.

O meu deserto exigiu de mim três atitudes até que eu pudesse ter auto-domínio sobre isso (o que aconteceu progressivamente, e não como passe de mágica, e sim como fruto da graça divina e do que eu me vi chamada a fazer). Repito mais uma vez: cada uma, em oração, saberá o que nosso Senhor lhe pedirá para que, através de um “deserto” possamos ir recobrando a visão de Deus sobre nós, sobre nosso corpo, nossa sexualidade e consequemente gerando mudanças bem concretas no nosso guarda-roupa! Quanto mais dócil somos, mais rápido e fácil será.

Para mim foi necessário:

1) Deixar de olhar as capas das revistas de moda (e logicamente de comprá-las)

2) Deixar de olhar vitrines nas lojas ao andar na rua

3) Ir a um extremo e usar roupas literalmente feias para purificar-me (pelo menos um pouco!) de todas as vezes que eu profanei meu corpo, templo da Santíssima Trindade

Pode parecer exagerado ou meio ridículo, mas este foi o caminho que Deus me conduziu para começar esta linda aventura de “ter os seus olhos” e voltar a olhar com pureza o outro e também querer ser motivo de pureza para o sexo oposto. Lógico que “não está tudo feito”. A caminhada é até o fim, a luta até o ultimo suspiro antes da morte, mas existem sim estágios, e estes foram os meus primeiros estágios. Talvez, eu contando um pouco da minha história fará mais sentido porque Deus usou esta pedagogia comigo!

Quando as minhas escamas caíram eu tinha 23 anos. Tinha trabalhado como modelo especialmente no ano de ‘96, em uma capital desfilando para grifes conhecidas. Eu era tão apaixonada pela moda, que voltando dos EUA em ‘94 fui capaz de pagar excesso de bagagem para trazer as revistas de moda que haviam por lá, mas que não chegavam aqui! Não irei contar meu encontro com Cristo, que aconteceu no Jubileu do ano 2000, pois não é o espaço adequado, mas como disse, foi a partir do encontro com Ele que as escamas caíram, e um dos pontos mais afetado por isso foi minha relação com a moda.

Eu percebi então que tinha profanado meu corpo desde os 16 anos com meu modo de vestir; percebi que, com meu critério de chamar atenção dos homens, tinha me vendido a modismos e me tornei ocasião de pecado para muitos deles, além de me desvalorizar como mulher e filha de Deus. Parece que, mesmo quando eu sentia que estava “exagerando”, eu tentava me desculpar, dizendo “todo mundo usa, porque eu não posso”? Na verdade estava longe, bem longe, de compreender o que o Papa Pio XII disse um Congresso de Moda, em 1957:

“Um estilo nunca deve ser uma ocasião próxima de pecado”

“Neste assunto – a pureza – não existe severidade que possa ser tida como exagerada”. [1]

Parece que eu fazia justamente o contrário: todos os meus estilos eram ocasião de pecado. Bom, entrando neste tema, devo fazer um parêntesis para explicar um pouco porque nós, mulheres, devemos ter muitíssimo cuidado com o que vestimos, já que existe na “mentalidade feminista” um falso grito de liberdade que diz mais ou menos assim: “sou livre, o corpo é meu e eu faço dele o que eu quiser… e não tenho que me preocupar com ninguém!”. Mas não foi para esta liberdade que Cristo nos libertou! Foi para nos fazer servos uns dos outros e nos tornar não pedra de tropeço, mas alter Christus para o nosso próximo. Nós, mulheres, por natureza, temos esta missão que nos vem do próprio Deus: somos responsáveis pelo outro, e temos isso muito mais presente e forte em nós que o homem. Somos assim, chamadas a cuidar do outro, e isso inclui antes de tudo, a cuidar da sua salvação eterna. Longe disso nos escravizar, nos liberta: nos realizamos como mulher ao cuidar dos outros, pois temos a exigente missão de educar o ser humano, desde berço. Então, se a nossa natureza feminina tem algumas qualidades únicas, a dos homens tem outras. Quem não reconhece que o homem é um sexo forte fisicamente. Não é tão bom quanto estamos carregando uma caixa pesada e vem um amigo e diz “quer ajuda?” Que alivio! E ele na maior tranqüilidade leva aquele peso! Deus o fez assim por uma razão muito, muito especial: ele é criado para ser o nosso protetor e guardião, e mais: ele é criado para ser o chefe da sua família! Chefe fracote não dá, né? E eu não estou falando de músculo, estou falando de natureza humana masculina. O homem é mais forte. E que bom que seja assim! Deus assim o quis!

E, nós, mulheres? Nós fomos criadas por Deus para ser feminina, com tudo o que isso implica. Começando por aquilo que é mais óbvio, e que no entanto tentam aniquilar: o corpo da mulher é todo oval, pois está preparado para participar do acontecimento mais belo que existe no mundo: o de ser mãe. A mulher “pela sua natureza física é o próprio vaso da vida. Por isso, toda mulher – devido a sua natureza feminina dada por Deus – tem um certo mistério e sacralidade, que é sua habilidade de cooperar com seu marido e com Deus na sacralidade da criação. Quão apropriado que o sublime e inspirador privilégio da mulher seja reconhecido pelo uso do véu! Este é um costume cheio de significado que infelizmente hoje em dia foi deixado de lado por muitas mulheres da Igreja.”[2]

“Dado que o ensino da tradição Católica sobre modéstia na área da sexualidade requer que a mulher oculte mais seu corpo que o homem, algumas pessoas católicos pensam que isso significa ser injusto com a mulher. Mas mesmo que o ensino da tradição Católica na área da sexualidade seja mais exigente para a mulher, ele não é injusto. Assim como a mulher é o sexo mais fraco na área do poder físico, o homem é o sexo mais fraco na área da sexualidade (no sentido de que o homem é mais propenso a um despertar sexual imediato). E assim como é errado para o homem que ele use seu sua força física para dominar sobre a mulher, é errado para a mulher usar suas características femininas do seu corpo para dominar o homem” [3].

Por isso, o que nos parece até “normal” no nosso vestir (de tanto que vemos por aí – pela força da repetição como falamos antes), não seria normal se pudéssemos estar na pele de um homem. Precisamos ter, mais que nunca, um autêntico amor por ele, para que tenhamos sempre em mente esta sua fraqueza (não por culpa sua), e ter a intenção de elevá-lo para viver o amor também de maneira completa e conforme a sua dignidade. As esposas terão que, na hora do encontro amoroso com o Pai, pode dizer referente ao homem que Deus lhe confiou: “eu te devolvo o meu esposo… como uma pessoa bem melhor do que quando eu o conheci!” E isso é um ato de amor: fazer tudo para que a pessoa cresça como homem, i.e, como filho de Deus chamado à santidade. E as mulheres solteiras ou religiosas deverão apresentar todas as pessoas que passaram por sua vida a Deus, com a paz interior de ter ajudado a todos e encontrarem Aquele que dá o sentido da nossa existência.

Uma maneira bem fácil de elevar o homem é nos vestindo bem, i.e, de maneira digna. Sem dúvida é um aprendizado que devemos estar dispostas a percorrer, e sempre contando com a graça divina: só Deus, em última instância, pode nos dar a graça da conversão, de olhar como Ele olha; de querer ser pura; de querer ser bela aos seus olhos (que não é o mesmo que ser “bela” aos olhos do mundo!), de aceitar o “deserto do olhar”, e de ser ocasião de elevar ao outro, nunca o contrário.

“O feminismo radical insiste em que se um homem tem pensamentos imorais por causa da maneira em que a mulher está vestida, é problema dele, não dela. Mas contrariamente ao que estas militantes alegam, homens e mulheres são diferentes, O homem pela natureza, é mais inclinado a reações sensuais através do estimulo visual, e quando a mulher se veste de maneira provocativa ela carrega algo da responsabilidade, se sua imodéstia leva a membros do sexo oposto a ter pensamentos imorais.”[4]

Vamos deixar a teoria e ir para a prática. Vamos entrar num tema polêmico e por isso peço paciência e docilidade das mulheres que desejam descobrir e viver o único plano que pode trazer a sua realização: o plano de Deus!

O que acontece comum homem ao ver uma mulher vestida de calça jeans? Sabemos que a calça jeans é uma peça recente do guarda-roupa (apenas no sec. XX seu uso foi generalizado), tanto para homem como posteriormente para de mulher. Por 1500 anos as roupas eram túnicas e véus. Uma das primeiras propagandas da Levis é um homem com a calça ajudando com sua força uma senhorita com algo pesado! Não iremos fazer uma historia da moda aqui, mas pensem nisso: por 1500 anos a túnica e o véu prevaleceram como roupa feminina! A calça jeans virou, nos anos ‘60-70 símbolo da revolução sexual e a partir daí, cada vez mais se tornou a peça básica do guarda roupa das mulheres, de qualquer classe social, raça, idade ou religião no Ocidente. Quando ela começou a se popularizar, rapidamente pesquisas de marketing foram realizadas para ver qual a reação do homem frente a uma mulher usando calça. Você sabe o que eles descobriram? Usando uma tecnologia recém-desenvolvida, eles acompanharam o caminho que os olhos do homem percorrem quando vêem uma mulher vestida com calças. Eles descobriram que quando o homem olha para uma mulher de calça pelas costas, eles olham diretamente para suas nádegas. Quando ele olha uma mulher vestida de calca pela frente, os anunciantes descobriram que seus olhos vão diretamente para a área mais íntima e privada da mulher. Não seu rosto! Não seus seios!”[5]

“Os anunciantes se deram conta há muito tempo atrás como aplicar a psicologia Gestalt e a Lei do Fechamento (Law of Closure) e a Lei da Boa Continuidade (Law of Good Continuation) ao criar publicidade que tem como alvo o homem. Ótimo, e o que isso significa? Significa que seus olhos irão seguir uma linha, e ele irá completar a imagem com sua imaginação. …Os olhos dos homens irão seguir as linhas até o fim de suas pernas e terminar a imagem em sua imaginação. Os olhos das mulheres podem fazer o mesmo, mas, pelo fato da mulher não ter o mesmo tipo de tentação, sua imaginação não completa a figura da mesma forma que os homens fazem[6].”

Muitos homens escreveram pra a autora que publicou esta informação confirmando tudo isso, e diziam “não precisar destas pesquisas para ter certeza que é assim” (corrigir). Eles olham mesmo sem querer: “eles olham uma mulher vestida de maneira provocativa e automaticamente seu sistema nervoso dispara. Os hormônios se afloram. Não porque eles querem, mas porque seus corpos automaticamente soltam hormônios que causam este despertar. Deus os deu esta reação para assegurar a sobrevivência da raça humana, mas eles devem controlar-los e usá-los para o propósito que Deus os criou. A meta da nossa vida é que é assegurar que nós iremos dominar as paixões, de forma que elas possam ser úteis a nós. Por isso eles não podem controlar que o despertar aconteceu, mas eles devem controlar como eles irão responder por isso”[7].

E nós, mulheres, o que temos a ver com tudo isso? Já falamos, mas iremos repetir: temos obrigação de nos vestir, se é que amamos as pessoas como Cristo exige aos seus discípulos, de tal forma que jamais sejamos ocasião de pecado para o outro. Somos filhas de Deus, e não existe nobreza mais alta do que esta! Somos todas filhas do Rei!

“As modas de hoje estão todas moldadas para destruir a sensibilidade feminina pela dignidade do seu sexo.[8] Uma profunda tristeza nos abate quando olhamos para a mulher do Ocidente andando praticamente nua… não há duvida, um mentor iniciou durante estas décadas modas que tem como objetivo destruir a modéstia feminina”.(9]

“Nossa cultura está afundada em confusão e escuridão moral, com “cegos guiando outros cegos”! Pessoas com autêntica fé cristã deve se elevar no meio de todos esses erros e sensualismos. Nós temos que nos elevar a um alto nível de vida e cultura nos vestindo com dignidade”.[10]

Como nos elevar? Através de uma autêntica Revolução da Moda. Para isso precisamos unir um grupo de mulheres católicas que, reconhecendo sua altíssima vocação, sejam exemplos em suas famílias, com amigos, na Igreja e possam inspirar a outras a começarem o seu processo de aprendizado: voltar a ser feminina! Nenhum processo está “finalizado”, sempre estaremos aprendendo alto até o último suspiro, mas existe um arranque, um pulo por assim dizer, e para isso é preciso ser fermento, quero dizer, feminina sempre e em todo lugar! Se a mudança é vista pelos outros pela mudança do nosso vestir, antes com certeza ela aconteceu no nosso coração!

De fato, se a primeira etapa é a do “deserto” (purificar o olhar como forma de purificar o coração) a segunda etapa – e m­­ais importante – é ver coisas que são realmente belas: por isso precisamos com urgência encontrar estilistas, costureiras, empresárias do mundo da moda que, sendo católicas, estejam dispostas a unir seus talentos e oração nesta nova revolução.

O que estamos esperando? Temos tanto o que fazer!

Que Nossa Rainha Puríssima nos guie, ajude e inspire! E que São José, seu guardião seja também o nosso!


[1]Pio XII, Sacra Virginitas, n. 51

[2] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 30

[3] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 23. Fr. Regis Scanlon, O.F.M., Homiletic and Pastoral Review, Nov. 1988, quoted in Bainbridge, op. cit.

[4] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37: Patricia Pitkus Baingbridge, M.A., “It´s Not a Big Deal… Or Is It?” in Life Mtters, Vol. III, no. 12, Sep. 2004

[5] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg 49

[6] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 59, 50

[7] Cf. Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 22, 23, 49,50.

[8] Sexo significa, antes de tudo, o ser criado como varão ou como mulher.

[9] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37:

[10] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 51

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

O ciclo feminino,maternidade e saúde

terça-feira, junho 16th, 2009

Você sabia que a gravidez pode proteger o corpo feminino contra o câncer de mama e outras doenças ligadas ao ciclo hormonal e à menstruação?

O ginecologista Julio Bernardi explica:

“A mulher não foi feita para menstruar tanto. Ela foi feita para estar grávida e amamentar”.

Hoje em dia as mulheres menstruam até dez vezes mais que suas avós e bisavós, por dois fatores:

O primeiro é que antigamente elas tinham a menarca (a primeira menstruação) mais tarde, por volta dos 17 anos - hoje há muitos casos de meninas menstruando antes mesmo dos 11 anos.

O segundo é que as mulheres modernas demoram mais para engravidar e têm menos filhos. A mulher não menstrua nem durante a gravidez nem durante o aleitamento. No passado, era comum elas “emendarem” os períodos de nove meses de gravidez e de até dois anos de aleitamento com uma nova gestação.

Apesar das mudanças de comportamento, o organismo feminino ainda funciona à moda antiga. Com isso, doenças ligadas à menstruação, que antes eram raras, agora são mais frequentes. É o caso da endometriose, doença que surge pela presença do tecido que reveste o interior do útero em outras partes do sistema reprodutor feminino. Sem tratamento, a endometriose causa dores e pode até levar à infertilidade.

Quando a mulher está grávida e amamentando, ela deixa de menstruar por vários meses. Isso, é claro, reduz as chances de se ter uma endometriose. E também diminui o risco de desenvolvimento de miomas, pequenos tumores benignos que surgem no útero e que causam dor intensa e aumento do fluxo menstrual.

O câncer de mama também é ligado à menstruação, mas por outros motivos. Durante o ciclo menstrual, os níveis dos hormônios femininos progesterona e estrogênio variam. Essa variação está ligada a um risco maior de câncer de mama. Durante a gravidez e a amamentação, o organismo da mulher fica “imerso” em uma quantidade constante de hormônios, o que, segundos os médicos, oferece um fator de proteção.

“Isso não quer dizer que mães não têm câncer de mama. Elas podem ter sim. Mas elas tem uma chance menor em comparação com as mulheres que nunca foram mães”, explica Júlio Bernardi.

Além dos benefícios físicos, há também os psicológicos, de acordo com o médico. “Uma mulher na quinta década de vida, entre os 40 e 50 anos, que não tenha tido filhos por qualquer que seja o motivo, tem mais chances de desenvolver alterações de humor e transtornos de ansiedade”, diz Bernardi.

De fato, segundo ele, a maior parte dos benefícios da maternidade está no lado psicológico e emocional “As mães geralmente tem muitas coisas para resolver e se preocupar com seus filhos,isso acaba tendo um efeito positivo na cabeça”, afirma.

***

A maternidade é um dom de Deus!

A igreja anima a gravidez, sempre de forma responsável, sem se deixar levar por razões egoístas que tentam “fundamentar” a mentalidade antinatalista presente nos dias de hoje.

A Informação reforça aquilo que a Igreja,fazendo eco à revelação Bíblica sempre afirmou.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

Maria,Modelo de perfeita feminilidade

terça-feira, maio 19th, 2009

As mulheres no mundo secularizado devem ser lembradas de que a realização do seu papel maternal é infinitamente mais valioso aos olhos de Deus, afirma a esposa do filósofo Dietrich von Hildebrand.

Alice von Hildebrand, autora de “O Privilégio de Ser uma Mulher” (Sapientia) e ela mesma uma filósofa, falou de como cada mulher pode encontrar força sobrenatural naquilo que o feminismo considera sua fraqueza e vê em Maria modelo da perfeita feminilidade.

Von Hildebrand obteve seu doutorado de filosofia na Universidade de Fordham e é professora emérita de Hunter College da Universidade da Cidade de Nova York.

O que a inspirou a escrever este livro?

O veneno do secularismo penetrou profundamente em nossa sociedade. Ele o fez por etapas. Os homens foram suas primeiras vítimas. Eles se tornaram mais e mais convencidos de que a fim de ser alguém tinham que ser bem sucedidos no mundo. Sucesso significa dinheiro, poder, fama , reconhecimento, criatividade, inventividade, etc.

Muitos deles sacrificaram as vidas das suas famílias a fim de atingir essa meta. Eles voltavam para casa apenas para descansar ou se divertir. O trabalho era a parte séria da sua vida.

Inumeráveis casamentos foram arruinados por esta atitude. As esposas com razão se sentiram como meros acessórios – um mero meio de relaxamento dos maridos. Os maridos tinham pouco tempo para trocar carinhos, pois estavam muito ocupados. Os filhos se encontravam muito pouco com os pais. O sofrimento das esposas não era apenas compreensível, mas legítimo.

Por que as mulheres devem ser convencidas de que é bom ser uma mulher?

O mais surpreendente é que o feminismo, ao invés de tornar as mulheres mais profundamente cientes da beleza e dignidade do seu papel como esposas e mães, e a força espiritual que elas podem exercitar sobre seus maridos,  convenceu-as que elas, também, tinham que adotar a mentalidade secularizante. Elas também deveriam entrar na força do trabalho; deveriam provar também a elas mesmas que podiam conseguir diplomas, competir com os homens no mercado de trabalho, mostrando que eram iguais e – em dadas oportunidades – poderiam os suplantar.

Elas se deixaram convencer que a feminilidade significava fragilidade. Elas começaram a desprezar as virtudes – tais como paciência, negação de si, doação, ternura – e procuraram se tornar iguais aos homens em tudo. Algumas delas até se convenceram que deveriam usar linguagens ríspidas a fim de mostrar ao sexo “forte” que elas não eram fracas, delicadas, bonecas insignificantes que os homens acreditavam que fossem.

Instaurou-se a guerra dos sexos. Aquelas que foram apanhadas nas armadilhas do feminismo queriam se tornar iguais aos homens em todas as coisas e venderam a sua maternidade por uma confusão de caldo grosso.

Elas se tornaram cegas ao fato de que os homens e as mulheres, embora iguais na dignidade ontológica, foram feitos diferentes por escolha de Deus: homem e mulher os fez. Diferente e complementar.

Cada sexo possui suas forças; cada sexo possui suas fraquezas. De acordo com o plano admirável de Deus, o marido deve auxiliar a esposa a superar estas fraquezas de modo que todos os tesouros da sua feminilidade floresça, e vice-versa.

Quantos homens se tornam realmente “eles mesmos” graças a suas esposas. Quantas esposas são transformadas pela força e coragem de seus maridos.

A tragédia do mundo em que vivemos é que nós nos tornamos apóstatas. Muitos abandonaram os tesouros a nos dados pela revelação – o sobrenatural.

O pecado original foi essencialmente um ataque à hierarquia de valores: o homem quis se tornar como Deus, sem Deus. A punição foi terrível: o corpo do homem se revoltou contra a sua alma. Hoje, esta reversão da hierarquia de valores vai tão longe que Peter Singer nega a superioridade do homem sobre animais, e os bebês baleias são salvos enquanto os bebês humanos são assassinados.

Tudo está desordenado: casamentos acabam; muitos nem pensam em se casar; relacionamentos duram apenas o tempo de satisfação mútua. Relações não-naturais tão severamente condenadas estão em moda e reivindicam ser reconhecidas no mesmo nível daquelas ordenadas por Deus.

Como aquilo que é visto como fraqueza da mulher pode ser visto como uma fonte de poder?

Considerado de um ponto de vista naturalista, os homens são mais fortes: não apenas porque são mais forte fisicamente, mas também porque são mais criativos, inventivos e produtivos – a maioria dos grandes trabalhos em teologia, filosofia e belas artes foi feita pelos homens. Eles são os grandes engenheiros, grandes arquitetos.

Mas a mensagem Cristã é que, quão valiosas todas essas invenções, são pós e cinzas comparadas a cada ato de virtude. Pois uma mulher é pela sua própria natureza maternal – pois cada mulher, casada ou não, é chamada a ser uma mãe biológica, psicológica ou espiritual – ela sabe intuitivamente que dar, nutrir, cuidar dos outros, sofrer com e por eles – pois maternidade implica sofrer – é infinitamente mais valioso aos olhos de Deus que conquistar nações e voar para a lua.

Quando lemos a vida de Sta. Teresa d’Ávila ou Sta. Teresinha de Lisieux, somos tocadas pelo fato de elas se referirem constantemente à sua “fraqueza”. As vidas destas mulheres heróicas, associadas à uma confiança incondicional no amor e poder de Deus, conferiram a estas almas privilegiadas uma força que é tão magnífica por ser sobrenatural.

A força natural não compete com a força sobrenatural. É por isso que Maria, a bem-aventurada, é “poderosa como um exército pronto para a batalha”. E, no entanto, Ela é chamada “clemens, pia, dulcis Virgo Maria”.

Esta força sobrenatural explica – conforme mencionado por Dom Prosper Gueranger no “Ano Litúrgico” – que o demônio teme esta humilde virgem mais que Deus porque sua força sobrenatural que esmaga a sua cabeça é mais humilhante para ele que o poder de Deus.

É por esta razão que  Satanás hoje lança o pior ataque sobre a feminilidade de que se tem lugar na história do mundo. Pois se aproximando do fim dos tempos, e sabendo que a sua derrota final está se aproximando, ele redobra seus esforços para atacar sua grande inimiga: a mulher. Lemos em Gênesis 3:15: “Porei inimizade entre ti e a mulher”. A vitória final é dela, como vista na mulher coroada com o sol.

Por que a senhora acha que as mulheres possuem força moral?

A missão das mulheres hoje é de crucial importância. De algum modo, elas possuem a chave da sanidade – primeiro passo para uma conversão. Pois a sobrenaturalidade é baseada na natureza, e a menos que voltemos à sanidade natural, a sublimidade da mensagem sobrenatural será perdida para a maioria de nós.

Por que elas possuem a chave? Porque sua influência sobre os homens é enorme quando elas compreendem verdadeiramente seu papel e missão. Mais e mais ouço os sacerdotes dizerem que devem sua vocação a suas avós ou mães.

Santa Mônica, em colaboração com Deus trouxe de volta seu filho para o caminho de Deus. A mãe de S. Bernardo, a mãe de S. Francisco de Sales – que era apenas quinze anos mais velha que ele – e a mãe de S. João Bosco foram fatores-chave no caminho espiritual da santidade de todos eles.

De que modo Maria é modelo de feminilidade?

As mulheres possuem a chave porque são guardiãs da pureza. Isto é claramente indicada pela estrutura de seus corpos, que castamente oculta seus órgãos íntimos. Porque seus órgãos são “veladas”, indicando seu mistério e santidade, as mulheres têm o imenso privilégio de partilhar o sexo da bem-aventurada: Maria, a mais santa de todas as criaturas.

O feminismo se iniciou nos países Protestantes, pois a razão principal é que eles voltaram às costas a Mãe de Cristo, como se o Salvador do mundo sentisse despojado da honra dada à Sua Mãe amada.

Maria – tão gloriosamente descrita no Apocalipse – é o modelo de mulher. É no voltar-se para Ela, orando para Ela e contemplando Suas virtudes que as mulheres encontrarão seu caminho de volta à beleza e dignidade da sua missão.

Como a elaboração deste livro contribuiu para o aumento da sua apreciação em ser uma mulher?

Escrever este livro foi um privilégio. Deu-me a oportunidade única de meditar sobre a grandeza da missão da mulher, seguindo os passos da Virgem Santa.

Maria nos ensinou duas regras para se alcançar a santidade. A primeira é: “Eis a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1:38). Isto indica que a missão da mulher é deixar se fecundar pela graça – receptividade santa. A segunda é: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2:5).

Este é o plano santo que a Igreja nos oferece. Sem dúvida, se as mulheres entendessem esta mensagem, o casamento, a família e a Igreja superariam a terrível crise que nos afeta.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
março 2010
D S T Q Q S S
« fev    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031