Posts Tagged ‘filhos’

* Estudo confirma benefícios da família tradicional na educação dos filhos.

domingo, maio 19th, 2013

Dois estudos divulgados na última semana contrariam as ideais amplamente divulgadas que famílias com dois pais ou duas mães gays são iguais – ou talvez “melhores” que – casais tradicionais.

“A alegação empírica que não existem diferenças notáveis ​​devem desaparecer”, acredita o professor de sociologia na Universidade do Texas, Mark Regnerus ao publicar seu estudo na revista científica de Ciências Sociais.

Usando conjunto de dados de entrevistas com cerca de 3.000 adultos jovens selecionadas aleatoriamente, Regnerus dividiu os dados em 40 tipos de grupos, considerando os resultados sociais, emocionais e de relacionamento. Ele descobriu que, quando comparados com adultos criados em casais tradicionais, as pessoas criadas por duas mães lésbicas tiveram resultados negativos em 24 das 40 categorias, enquanto os adultos criados por pais gays tiveram resultados negativos em 19 categorias.

Mark Regnerus norteou outro estudo de impacto na sociedade pela pergunta: “Qual a diferença dos adultos criados por pais homossexuais?” A resposta, tanto na literatura acadêmica quanto no imaginário do público americano, provou ter mudado drasticamente nos últimos 15 anos.

Durante um evento promovido pelo Institute for American Values, ele mostrou que no final da década de 1990, famílias heterossexuais eram “consideradas o melhor ambiente para crianças”. Agora, já predomina a noção de que não há “nenhuma diferença significativa” na criação de crianças por casais gays. Finalmente, ele mostra que existe uma tendência crescente de afirmar-se que crianças “podem ser melhores se forem criadas por um casal gay”.

Embora existam pouquíssimas evidências que poderiam comprovar essa conclusão, defensores do casamento homossexual e da adoção gay declararam que isso já está provado. Segundo o professor Regnerus, o material mais famoso sobre esse ponto de vista foi publicado em 2010, assinado pelos cientistas sociais Judith Stacey e Timothy Biblarz, que afirmaram que pais homossexuais seriam iguais ou melhores do que as estruturas familiares tradicionais. O artigo já foi usado inclusive em tribunais norte-americanos em julgamentos de casos de adoção e raramente é questionado.

Os novos estudos de Regnerus foram desenvolvidos para reexaminar essa questão. Ele lembra que muitos estudos acadêmicos utilizam a chamada “técnica bola-de-neve”, que usam amostragens pequenas para fazerem projeções maiores. O problema com essa abordagem popular é que ela restringe as entrevistas a uma fatia do público que são muito próximos em termos de educação, renda e posição social, resultando em uma compreensão limitada.

Em busca de um novo padrão, Regnerus e sua equipe entrevistaram 15.088 pessoas. Destas, 175 pessoas foram criadas por um casal de lésbicas, e 73 que foram criadas por pais gays.

Regnerus afirma que as crianças do estudo raramente passaram a infância inteira na casa de seus pais gays e seus parceiros. Por exemplo, 57% das crianças passaram mais de 4 meses com mães lésbicas, mas apenas 23% passaram mais de 3 anos com elas. Por fim, Mark Regnerus buscou responder se crianças com os dois pais gays percebiam desvantagens quando comparadas com crianças criadas por seus pais biológicos.

Crianças com pais em relacionamentos homossexuais tiveram baixo desempenho em quase todos os quesitos. Um dado é particularmente preocupante: menos de 2% das crianças de famílias biológicas convencionais sofreram algum tipo de abuso sexual, mas o número correspondente às crianças de casais homossexuais é de 23%. Além disso, 14% das crianças de casais homossexuais passaram algum tempo em abrigos governamentais, comparado com 2% da média nos EUA. Os índices de prisão, uso de drogas e desemprego são bem maiores dentre filhos de casais homossexuais.

O estudo de Regnerus parece responder à questão hoje tão debatida, se crianças criadas por casais homossexuais são diferentes: está claro que sim. De fato, a maior conclusão do relatório não é de que famílias homossexuais sejam negativas, mas mais uma afirmação de que famílias biológicas pai-mãe são mais positivas.

Mesmo assim, Regnerus adverte que sabe das críticas que receberá e que seu estudo não tenta “minar os argumentos” de quem defende os direitos dos homossexuais, nem deseja ligar os resultados de adultos problemáticos unicamente à paternidade gay. Seu objetivo é gerar mais discussão e possíveis novas pesquisas sobre a parentalidade gay.

Traduzido e adaptado de Washington Times e National Review
FONTES: The Washington Times e Gospel Prime
Acesse:
http://www.washingtontimes.com/news/2012/jun/10/study-suggests-risks-from-same-sex-parenting/

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* Um testemunho imperdível. Veja!

sexta-feira, maio 10th, 2013

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* Ajudar a crescer: não há educação sem um encontro verdadeiro.

sexta-feira, abril 19th, 2013

Por Luis Javier Moxo Soto

Os pais, mesmo aqueles que estudaram para, teoricamente, ensinar determinadas áreas do conhecimento em um centro educativo, não necessariamente têm a habilidade de ajudar os próprios filhos e alunos a amadurecer.

Pode-se ter, ou não, a disposição adequada para ser pai ou docente. Mas ela não vem, nem pode vir, da natureza ou dos diplomas. Ter vocação é assunto muito mais sério, que não pode ser encarado superficialmente. Ser colaboradores de Deus para ajudar e formar a sua obra mais perfeita, que é o ser humano, não é nenhuma brincadeira.

Por mais que pensemos que os filhos e alunos de hoje vão se formando sozinhos com a ajuda de amigos e do ambiente, com o passar dos anos, com as diversas realidades e problemas que eles têm de encarar e resolver, isto não é suficiente.

Não basta que os educadores, pais e docentes coloquem diante dos jovens uma série de conteúdos para que eles consigam, através do esforço e da constância, do estudo e da aprendizagem, os frutos e as habilidades que os capacitam para enfrentar com sucesso as múltiplas situações da vida.

A pessoa humana exige ser considerada na sua dimensão relacional, na sua necessidade de se perguntar sobre as finalidades, sobre o sentido supremo daquilo que ela vive, da transcendência.

A pessoa humana não pode deixar em segundo plano, e muito menos excluir, os fatores que explicam a realidade e a dotam de sentido; a origem e a explicação desta ou daquela manifestação natural, artística ou espiritual. Precisamos conhecer, saborear e desfrutar da realidade.

A possibilidade de ir amadurecendo, portanto, nasce do fato de sermos capazes de assombro, de questionamento e de reconhecimento da realidade como dotada de significado. Não achamos suficiente viver sem interpretar adequadamente o que somos, o que fazemos e o que vivemos. Podemos estar imersos em uma experiência, mas, no fundo, estamos perdidos e insatisfeitos porque não somos protagonistas de uma vivência intensa.

Se queremos educar filhos e alunos, precisamos considerar se optamos por um monólogo, por um movimento unidirecional, ou por algo totalmente diferente, dinâmico e enriquecedor. Se tratamos os nossos educandos como sujeitos de prêmios e castigos, como se fossem animais, não podemos estranhar se depois eles se comportarem como tais, sem um desejo do bem como bem em si.

É preciso correr um risco educativo, o da necessária confrontação com a verdade e com a experiência. A minha também, como pai e como educador. Não se trata apenas de uma aproximação entre alguém que exerce uma autoridade magisterial e outro alguém que deseja obter conhecimento; trata-se, antes, de um verdadeiro encontro humano.

Quem se considera um bom pai, educador e filho? Numa sociedade carente de referências estáveis, que pretende que as crianças e adolescentes queimem etapas, que enxerga a religião como um elemento estranho e chato, que valoriza mais a conectividade do que o assombro e mais os interesses pessoais do que a gratidão, é só através de um encontro verdadeiramente humano que poderemos ajudar os nossos filhos e educandos a crescer e amadurecer, e, ao mesmo tempo, ajudar a nós mesmos.

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* “Doutor, TEREI meus 4 filhos, SIM!”

quarta-feira, março 13th, 2013

O casal Martin e Emma Robbins, de 39 e 31 anos, respectivamente, residente em Bristol, na Inglaterra, já tinha um filho – Lucas, 3 – quando ficou sabendo que ganharia o segundo, informou o diário “Daily Mail”.

Mas, depois veio nova informação dos médicos do hospital Saint Michael de Bristol: não vinha um, mas quatro, e quadrigêmeos (dois são gêmeos).

Os médicos vieram então com uma proposta que Emma julgou ofensiva: que seria melhor abortar dois filhos para salvar os outros dois.

A mãe: Emma Robbins

“Não! Eu vou dar à luz os quatro!” – exclamou a corajosa mãe, que foi apoiada pelo marido na decisão.

Emma lembra que foi tomada por uma enorme sensação de amor quando soube que vinham quatro.

Assumiu então a decisão de ficar com todos e fazer quanto estava a seu alcance para dar à luz quatro bebês saudáveis.

“Cada vez que eu ia ao hospital – conta – eles só me falavam dos riscos e perguntavam se eu não queria abortar dois deles. Mas eu pensava que cada vez que eu olhasse para os dois sobreviventes eu iria me lembrar dos outros dois que perdi. E esse pensamento rachava meu coração”.

Emma se sentia sob imensa pressão e angustiada. Quando o médico veio com a “pressão final” – pois era a data limite para o aborto – “nós já sabíamos que seriam quatro meninos e, assim que ele acabou de falar, respondi que nossa decisão era definitiva”.

Afinal, saudáveis e dois meses antes do prazo nasceram os quatro bebês, que cheios de saúde completaram um ano de idade no dia 29 de fevereiro (1º de março) de 2013.

Os quadrigêmeos Zachary e Joshua (idênticos), Reuben e Sam foram concebidos naturalmente. Trata-se um caso raro, mas não anormal: acontece um caso em cada 750 mil.

“Não sabíamos como nos viraríamos depois financeira e materialmente, mas sentíamos que acabaria aparecendo um jeito”, explicou a mãe.

“Toda noite eles acordam e choram um após o outro, acordam até o Luke (o primogênito). Nossa vida parece esgotadora” conta Emma

E os quatro vão crescendo, e fazendo muita bagunça enquanto brincam.

Mas nada tira ao casal a alegria e a paz da consciência limpa, sem falar da bênção de Deus que paira sobre aquele lar.

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* Falece aos 92 anos a criadora do método Billings: Dra. Evelyn Billings.

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2013

Depois de uma curta enfermidade, no dia 16 de fevereiro faleceu a Dra. Evelyn Billings, quem, junto a seu marido John, desenvolveu o método natural de regulação da fertilidade que leva seu sobrenome.

A Dra. Billings junto a seu marido percorreram o mundo por cerca de meio século, ensinando e promovendo este método natural, fiéis ao chamado do Papa Paulo VI para que os homens e mulheres de ciência sejam “obedientes ao chamado do Senhor e atuem como fiéis intérpretes de Seu plano”.

Também junto a seu marido, Evelyn fundou a Organização Mundial do Internacional Método Billings de Ovulação, conhecida pelas siglas em inglês como WOOMB.

Evelyn Billings foi amiga de três Papas, e foi nomeada Dama Comandante de São Gregório o Grande pelo Papa João Paulo II.

A Dra. Billings foi também era uma ativa membro da Pontifica Academia para a Vida, e foi reconhecida com os Doutorados honoríficos de diversas unidades de todo o mundo, entre eles um Doutorado Honoris Causa da Universidade Tor Vergata, de Roma, em 2005.

Em 2002, Evelyn junto a seu marido foram declarados conjuntamente Médicos do Ano, pela Federação Internacional Católica de Associações Médicas.

Conforme expressou a associação WOOMB em um comunicado de imprensa, “casais em mais de 100 países dão testemunho do maravilhoso trabalho desta desapegada mulher e seu marido. Só na China, onde treinaram milhares a ensinar seu método, uma diminuição substancial na taxa de abortos foi atribuída ao trabalho deles”.

Depois da morte de seu marido, em 2007, WOOMB assinala que Evelyn Billings deixa uma família de “8 dos seus 9 filhos, 39 netos e 31 bisnetos”.

“Agradecemos a Deus por sua vida e trabalho, e pelo privilégio e alegria de tê-la conhecido, e nos regozijamos de que esteja agora reunida com John, para desfrutar juntos de sua recompensa eterna”, assinala o comunicado.

Evelyn Billings escreveu o best seller O Método Billings, publicado pela primeira vez em 1980, e reimpresso 16 vezes, com 7 edições (novas ou revisadas) em 22 idiomas. A mais recente destas revisões foi publicada em 2011.

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* ‘Childfree’: homens que acreditam na “libertação” dos filhos pela não procriação e que sentem orgulho disso.

sábado, fevereiro 9th, 2013

Anais Ginori,  La republica.

Um brinde para festejar o feliz evento. “À não paternidade”, levanta a caneca de cerveja Théophile de Giraud, escritor belga de 40 anos que obstinadamente evitou se reproduzir e a partir dessa recusa construiu um pouco de notoriedade. Autor de um “manifesto antinatalista”, é um dos mais famosos intelectuais childless ou, melhor, childfree, segundo a acepção politicamente correta.

Não se trata de um alimento sem alguma coisa (sem transgênicos, sem glúten), mas sim da escolha consciente de não ter filhos, proclamada como um grito de liberdade.

O encontro ocorre todos os anos no bistrô Dolle Mol, reunião anárquica de Bruxelas. Com a festa dos “não pais”, inventada em 2009 e celebrada na primavera entre a Bélgica e a França, Théophile é um dos líderes de uma vanguarda (ou retroguarda, dependendo do ponto de vista) cada vez menos silenciosa. O “No Daddy Day” coaliza personagens dos mais diversos: ecologistas, demógrafos, anticapitalistas, libertários.

Para além das motivações, estão todos unidos por um objetivo: não procriar. Livros, manifestações e até canções para reivindicar o que o Nouvel Observateur apelidou de “Nokidland”. Um território sem crianças, justamente enquanto os pequenos são cada vez mais protagonistas da sociedade e cresce a pressão sobre os homens para se conformarem à imagem dos “novos pais”, narrados por filmes hollywoodianos, capas de revistas e propagandas.

Porém, justamente a exaltação do papel paterno também está provocando uma reação de rejeição. Homens que já estão no pós-patriarcado, arrepiam-se diante da palavra “chefe de família”, escapam aos saltos se ouvem os gritos de um bebê para cuidar. Uma minoria, certamente. Mas que está aumentando. Os italianos que ainda não têm 35 anos passaram de 20% para 45% em pouco menos de 20 anos.


Alessandro Rosina, professor de demografia da Universidade Católica de Milão, explica: “Em poucas décadas, passou-se de uma situação em que somente uma pequena minoria chegava sem filhos aos 35 anos a uma em que pouco menos da metade da população masculina posterga para depois desse limite de idade a primeira experiência de paternidade”.

A cota de homens que permanecem sem filhos depois dos 50 anos é de cerca de 20%, contra os 15% para as mulheres. “Mas, na Itália – indica Rosina –, continua havendo uma lacuna entre a fecundidade desejada e a efetivamente realizada”. Alguns italianos sem filhos, na realidade, sonham em tê-los. Na Itália, a não paternidade é principalmente a consequência de condições sociais, profissionais, às vezes físicas, em vez de ser uma escolha propriamente dita, como afirma o filósofo Duccio Demetrio, juntamente com Francesca Rigotti, no livro Senza Figli, recém-publicado pela editora Raffaello Cortina.

Nem todo mundo pode se orgulhar como Alberto Moravia, que confessava: “Nunca tive filhos e não me arrependo. Em compensação, tenho os meus livros, a literatura: escrever é quase como criar um filho”. Para muitos outros, ao invés, é um acidente da vida, uma situação mais problemática e sofrida. “Isso não quer dizer que, mesmo na Itália, os movimentos childfree sejam cada vez mais perceptíveis”, conclui Rosina, autor do livro Goodbye Malthus, com Maria Letizia Tanturri.

Nos últimos tempos, o antinatalismo tem um argumento a mais: a crise, que assusta com um futuro de pobreza e de conflitos. “Para fazer filhos é preciso amar o mundo”, resume o filósofo francês Christian Godin, autor do livro La fin de l’humanité, em que prevê a autoextinção da espécie, em uma combinação disposta de narcisismo de massa e de pessimismo cultural.

O orgulho dos “não pais” é um fenômeno recente e ainda pouco investigado, observa Godin, enquanto há uma longa tradição feminina, amplamente documentada. Em 2009, intelectuais como Rossana Rossana e Natalia Aspesi haviam relatado a sua experiência no livro Perché non abbiamo avuto figli, publicado pela Franco Angeli.

Os primeiros sinais culturais de uma situação masculina correspondente surgem somente agora, ao invés. “É a consequência de uma pressão social aumentada”, continua Godin. Já existe um clichê sobre o desejo de paternidade, como foi por muito tempo para as mulheres. Aquele olhar de condenação ou de espanto que, a partir de uma certa idade, acompanhava principalmente as “não mães” (”Por quê?”, “O que aconteceu?”), já é compartilhado por todos.

Na França, os homens sem filhos aumentaram de 10% para 15%. Justamente no país do babyboom, com a taxa de natalidade mais alta da Europa, o movimento desnatalista ganha adeptos. Foi a psicanalista Corinne Maier que teorizou em 2007 sobre as “40 razões para não ter filhos” no seu panfleto No Kid, publicado na Itália pela Bompiani. Hoje essa mãe arrependida organiza a versão francesa da festa inventada por Théophile de Giraud. Na última edição, Maier se apresentou diante da igreja do Sacré Coeur com seus dois filhos adolescentes.

Futuros “não pais”? “Agora – explica Maier –, os homens também estão acordando e lutam contra a ditadura do familismo”. A ausência de desejo de paternidade provavelmente sempre existiu em algumas pessoas. “Mas tempos atrás o papel do chefe de família era institucional. Hoje se tornou relacional com a obrigação por parte dos pais de construírem sozinhos esse complexo vínculo”, observa Christine Castelain-Meunier, que analisou o fenômeno no seuMétamorphoses du masculin. A maior responsabilidade desses “super pais” ou dos “Mister Moms”, como dizem os norte-americanos com ironia, pode ser assustador.

Os tons dos antinatalistas são muitas vezes polêmicos. “A pior espécie se perpetua”, canta o rapper Fuzati no seu recente álbum La fin de l’éspèce. O demógrafo Michel Terrier publicou um panfleto intitulado “Criar filhos mortos: Elogio da desnatalidade”. E àqueles que acusam os “no kids” de serem imaturos, egoístas, misantropos, ele responde: “Não somos provocadores, apenas responsáveis. Qualquer pessoa um pouco lúcida deveria tremer pensando na Terra povoada por 9 ou 10 bilhões de pessoas, sem falar dos 17 bilhões previstos para 2100″.

Sobre as bandeiras da festa dos “não pais” um dos slogans preferidos é “Save the planet, make no baby”. Da celebração, participam pessoas muito diferentes. O anarquista belga Noel Godin, 67 anos, vem todos os anos, porque “os filhos são uma contribuição para a exploração capitalista”. O escritor De Giraud, uniforme preto e cabelo punk, se justifica com um pessimismo cósmico, citando Cioran: “A única, verdadeira desgraça é vir ao mundo”.

Depois, há aqueles que, como Michel Onfray, faz disso uma questão existencial. À fatídica pergunta sobre por que ele não quer filhos, o filósofo hedonista respondeu secamente: “Tenho coisas melhores a fazer”.

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* Como funcionam as escolas católicas na terra da Revolução Francesa?

sábado, fevereiro 2nd, 2013
Fonte:  Le Monde e reproduzida no portal Uol.
Ela tende a ser chamada de “escola particular” em vez de escola católica.
A escola privada sob contrato – 94% delas católicas – é primeiramente uma escola sob contrato de associação com o Estado, antes de ser um local de transmissão da religião.

Nas mãos das congregações no século XIX, a escola católica foi aos poucos se emancipando e depois se laicizando ao longo do século 20, ao receber um público cada vez mais variado. Hoje é difícil falar de um cenário homogêneo. Os 8.300 estabelecimentos não se parecem. Às vezes separados por algumas centenas de metros, eles estão a anos-luz de distância.

Alguns são muito elitistas, outros acompanham os alunos em dificuldades. Alguns têm métodos pedagógicos inovadores, outros apostam no clássico. Todos aplicam os programas nacionais, com professores pagos pelo Estado que passaram pelos mesmos concursos que os professores da rede pública.

Cada uma tem sua pequena parte de liberdade, autorizada pela expressão de seu “caráter próprio” desde a Lei Debréde 1959. Embora todas devam oferecer um acompanhamento da religião, algumas acrescentam uma preparação para os sacramentos e celebrações religiosas. Mas de alguns anos para cá os alunos e seus pais muitas vezes têm preferido o ensino mais científico das diferentes religiões, no lugar do catecismo. Já em 2004, uma pesquisa do Crédoc mostrava que somente 14% dos pais escolhiam esse ensino para que seus filhos ali recebessem uma educação religiosa.

Dois milhões de alunos são escolarizados em um desses estabelecimentos. Às vezes por um ano, às vezes desde o maternal até o fim do ensino médio. Quarenta por cento dos alunos passam por lá em algum momento de seus estudos.

“Para certos bispos, o ato de receber esse público tão heterogêneo e motivado por razões diversas que não as religiosas teria levado a escola católica a se banalizar e a perder sua vocação missionária em prol de objetivos exclusivos de excelência escolar”, lembra Bernard Toulemonde, inspetor-geral honorário encarregado do ensino privado entre 1982 e 1987 junto a diferentes ministros.

Para esse especialista em escola católica, “essa evolução teria começado essencialmente na associação por contrato com o Estado, que por um lado impõe uma abertura a todos os alunos sem distinção de crenças, mas também um alinhamento dos conteúdos e das atividades com o que é feito no ensino público”.

A alguns meses do final de seu mandato e sabendo que o secretário-geral do ensino católico é nomeado pela assembleia dos bispos, teria Eric de Labarre outra escolha senão reafirmar a posição da Igreja?, perguntam alguns. Mesmo sendo conjuntural, sua carta é uma etapa na tentativa de reevangelização da escola. A etapa seguinte será reescrever os estatutos do ensino católico.

O texto deve ser apresentado em junho, depois de ser avalizado pelos bispos em Lourdes, na primavera. É difícil para um leitor não licenciado em teologia decifrar o texto, mas muitos já manifestaram sua preocupação. Um sindicato como o Spelc acredita que ele limita a presença dos professores em certas instâncias de decisões e que em compensação os diretores de escolas – que recebem sua carta de missão do bispo – veem seu poder um pouco mais estável. “A Igreja Católica não tem o direito de nos usar para fazer proselitismo”, avisa Luc Viehé, secretário-geral do sindicato.

No sindicato FEP-CFDT, Bruno Lamour mostra menos preocupação. “São estatutos. Permanecemos atentos e se sentíssemos um possível prejuízo à Lei Debré que nos inscreve como protagonistas da missão de ensino, nós nos manifestaríamos”, ele garante. O que está em jogo nos estatutos é a tutela regional dos estabelecimentos: a secretaria da educação – assim como para as escolas públicas – ou a direção diocesana. A resposta será interessante, e já há muitos conflitos.

Isso porque as opiniões seguem a mesma linha: o episcopado não pretende deixar que se torne ainda mais laicizado esse setor, um dos últimos domínios sobre os quais a Igreja pode agir. “Quem mais pode levar a mensagem católica hoje, quando as igrejas estão se esvaziando?”, pergunta Bruno Poucet. “Se a isso acrescentarmos o fato de que a Igreja Católica ainda tem adotado uma abordagem mais identitária do que no passado, é possível entender por que a pressão está se acentuando sobre a escola.” E Bernard Toulemonde diz que a renovação dos bispos levou a uma geração mais “conservadora” e reforçou a vontade de “recatolicizar” a escola, já pensada como canal de comunicação pela Nova Evangelização de João Paulo II.

Essa retomada se manifestou localmente, a princípio. O bispo de Avignon havia promulgado no dia 26 de junho de 2006 uma Carta do Ensino Católico para sua diocese, a título experimental, por três anos. Ela previa que os estabelecimentos tivessem uma referência explícita a Cristo, sem a qual eles perderiam sua permissão de escola católica…

Em 2009, foi a vez do bispo de Nice de incentivar os pais que quisessem mais ensino religioso a abrir suas próprias escolas sem associação com o Estado. Centenas de famílias fizeram essa escolha.

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* Filhos de divorciados são menos propensos à prática religiosa revela dossiê.

sexta-feira, janeiro 25th, 2013
EUA: novo dossiê revela impacto sobre a fé nas famílias divididas

Por John Flynn, LC

As consequências sociais negativas do divórcio são bem conhecidas, mas uma nova pesquisa mostra que ele também leva à diminuição da prática religiosa.

Na semana passada, o Instituto de Valores Americanos publicou o dossiê “O modelo da família modela a fé? Os impactos das mudanças da família desafiam as Igrejas”, apresentando os resultados de uma pesquisa feita com estudantes.

A cada ano, cerca de um milhão de crianças vivem a experiência do divórcio dos pais, diz o relatório. Um quarto dos jovens adultos vem de famílias divorciadas.

Os autores do estudo dizem que os filhos de divorciados se tornam menos religiosos quando chegam à idade adulta do que aqueles que crescem em famílias unidas. Enquanto dois terços das pessoas que cresceram em famílias intactas afirmam ser muito religiosas, apenas metade dos que têm pais divorciados diz a mesma coisa.

Em termos de prática religiosa, mais de um terço dos adultos jovens de famílias unidas é praticante, contra um quarto das pessoas que vêm de lares desfeitos.

De acordo com o relatório do Instituto de Valores Americanos, a influência mais significativa para os jovens em termos de fé e prática religiosa vem dos pais. “Os pais desempenham um papel vital na influência religiosa sobre os filhos após o divórcio, especialmente em uma cultura em que os compromissos associativos e outras formas de participação cívica não são mais uma referência normativa, como ocorria no passado”, diz o dossiê.

Falta de apoio

Uma das razões para os filhos de pais divorciados serem menos praticantes, de acordo com o estudo, é o fato de que, na hora da separação dos pais, dois terços dos entrevistados afirmarem que ninguém da comunidade religiosa lhes ofereceu qualquer apoio.

Outra razão é o fato de o divórcio provocar um declínio na frequência das crianças à igreja. O número de adultos crescidos em famílias divididas que são frequentadores regulares da igreja é a metade do número dos filhos de famílias unidas que praticam a religião.

Quem passou pelo divórcio dos pais também afirma ter encontrado menos referências espirituais e religiosas na família. Apenas um terço dos pais divorciados encorajou os filhos a praticarem a fé, contra dois terços das famílias unidas.

O divórcio tem impacto direto sobre a fé como tal, dizem os entrevistados, alguns dos quais interpretam o divórcio dos pais como um dano aos seus valores espirituais essenciais. Estes são mais propensos a se definir como “espirituais” em vez de “religiosos”.

Outro estudo conclui que os filhos de famílias desestruturadas são menos interessados em buscar um sentido, a verdade ou uma relação com Deus, além de menos inclinados a pensar que as instituições religiosas podem ajudá-los.

Os pesquisadores avaliaram o impacto do chamado “bom divórcio”, aquele que acontece de modo amigável ou sem conflitos. O resultado indica que os jovens criados em famílias felizes e unidas têm o dobro de propensão à prática religiosa dos que os que experimentaram um “bom divórcio” dos pais. O dossiê enfatiza: “Embora o chamado ‘bom divórcio’ seja melhor que um divórcio conflitivo, ele continua não sendo um bem”.

Os filhos de pais que se divorciaram amigavelmente, aliás, podem até sofrer mais do que aqueles cujas famílias enfrentaram altos níveis de conflito, já que podem interpretar que, se pessoas amáveis ​​não conseguiram realizar um casamento feliz, talvez a própria instituição do casamento seja a culpada, e não o comportamento dos pais.

As igrejas devem envolver-se mais com os pais divorciados e com seus filhos, pede o relatório. Um pastor protestante oferece sugestões a este respeito. Pastores e líderes juvenis deveriam trabalhar mais para determinar modelos de fé, diz o pastor, já que o divórcio complica o papel que os pais normalmente desempenham. Também é importante ouvir quem sofreu um divórcio e promover um ambiente em que eles possam questionar e tentar descobrir como lidar com o que aconteceu.

A igreja pode representar um importante santuário e um espaço acolhedor para os jovens divididos entre “a casa da mãe” e “a casa do pai”. “Para um filho de divorciados, a igreja pode ser um lugar estável para a recepção e um santuário para a adoração, para os sacramentos, a música, o estudo, a socialização e a diversão”, acrescenta o pastor.

“Não é apenas o divórcio que deve ser discutido”, prossegue um dos autores do dossiê. “Nós sabemos pouco também sobre as consequências para a fé dos filhos de casais que coabitam, dos nascidos por inseminação artificial, dos que são criados por casais do mesmo sexo”.

O dossiê destaca o quanto é importante para a sociedade a instituição da família fundamentada na união estável entre um homem e uma mulher.

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* Você consegue ver beleza na “imperfeição”? QUEM AMA, consegue!

domingo, janeiro 6th, 2013

– Sinto muito, mas as notícias não são boas…

Foi isto que Cliona Johnson ouviu da profissional que lhe fazia um exame de ultrasom. Ela e seu marido, já pais de quatro meninas e um menino, só resolveram fazer o procedimento para descobrir o sexo do bebê, o que não haviam feito das outras vezes, porque seu único filho homem estava ansioso para saber se ele finalmente teria um irmãozinho.

O chefe do departamento responsável pelo exame, explicou a ela e seu marido John Paul que seu bebê de 22 semanas de gestação sofria de anencefalia. Após o baque inicial do diagnóstico, Cliona e seu marido John Paul nem por 1 minuto pensaram em abortar o bebê e isto ficou claro quando seu marido disse a ela que queria dar o nome a seu filho de John Paul, como seu próprio nome.

Voltaram para casa e contaram à sua linda família a novidade. A reação, como natural, foi de tristeza, mas logo em seguida a normalidade voltou à casa dos Johnsons. Cliona teve a certeza de que teria esta criança pelo tempo que ela lhe fosse confiada, fosse até o dia seguinte, por mais 3 meses ou o que fosse possível.

Todos as noites, ao se deitar, Cliona dizia boa noite a seu filho ainda não nascido. A cada manhã ela agradecia porque ele estava com ela por mais um dia. Ela estava consciente, durante todo o tempo, da dor que haveria quando seu filho se fosse, mas ela sabia que apesar desta dor o importante seria as memórias que ela e sua família poderiam ter do tempo que passaram com o pequeno John Paul.

John Paul nasceu e faleceu após 17 minutos. Seu pai foi quem cortou seu cordão umbilical e quem o batizou. O bebê foi tomado nos braços por seus familiares e tudo ocorreu na paz enquanto a vida de John Paul expirava.

Cliona e sua bela família aprenderam através do pequeno John Paul, ela hoje tem conciência disto, que a dor faz parte da vida tanto quanto a alegria. Cliona, que se considerava uma perfeccionista, através da dor aprendeu com seu bebê que há beleza na imperfeição. Ele ensinou à sua família a aproveitar mais a vida, a viver as pequenas coisas e os breves momentos. Ensinou sua mãe a ser mais paciente com seus filhos e ensinou, principalmente, que a imperfeição nos seres humanos é uma coisa bela.

Eis as palavras de Cliona ao final do vídeo abaixo:

“Quando uma mãe está diante de um diagnóstico de uma condição que seu bebê irá morrer em breve a tendência é que ela tente afastar de si esta dor. Todos preferiríamos que esta dor fosse embora. Mas o que eu gostaria de fazer é encorajar uma mãe que se encontre nesta situação a parar e pensar que o futuro, de um jeito ou de outro, reserva que eu permaneça viva e meu filho faleça. Eu não tenho escolha. A escolha que eu tenho é o que eu farei, qual será minha participação na vida de meu bebê enquanto eu o tenha comigo e qual será minha participação em sua morte. E eu ficarei aqui, de uma forma ou de outra, com a dor de tudo isso pelo que passei.

A escolha é se eu ficarei aqui com a dor, mas também com as lembranças e a capacidade de cura desta dor ou se ficarei aqui com a dor e sem as doces lembranças.

Então o que eu gostaria de dizer a uma mulher que se encontre também nesta situação é que isto é sim possível. É difícil, mas é um sentimento único poder segurar seu filho neste momento.”

Quem ama de verdade, como Cliona e sua família, não ama APESAR das imperfeições, mas ama COM as imperfeições, pois esta é uma das principais características de nós, humanos. E não é isto exatamente uma imagem do amor que o Senhor Deus tem por nós? Ele não nos ama mesmo que tenhamos os maiores defeitos em nossos corações?

John Paul pode ter visto a luz por apenas 17 minutos, mas foi e será amado para sempre. E a luz de sua vida está a brilhar cada vez mais para sua família e para todos nós.

Vídeo em Inglês.


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* Filhos não são um “direito” nem sonho de “consumo” dos pais, mas DOM de Deus!

terça-feira, janeiro 1st, 2013

Pe. Anderson Alves

Percebe-se atualmente uma crise educativa cada vez mais intensa. De modo geral, constata-se que o nível médio de educação diminui drasticamente e que o processo formativo dos jovens enfrenta grandes dificuldades. As crianças e os adolescentes aprendem cada vez menos; a autoridade dos professores tende a desaparecer e os jovens, em meio a uma aparente energia, sentem-se sós e desorientados. E isso numa época de incrível desenvolvimento da Pedagogia.

Nunca houve tantas pessoas que estudam essa ciência e nunca tivemos tantas teorias pedagógicas como agora. No Brasil a crise educativa é cada vez mais preocupante, embora tenha eminentes pedagogos. Um recente estudo comparou a educação em 40 países e mostrou que o Brasil (6ª Economia do mundo) ficou em 39º lugar na educação, atrás de países como Singapura (5º), Romênia (32º), Turquia (34º) e Argentina (35º)[1]. Certamente uma das causas da atual crise educativa no Brasil não é a falta de recursos, mas algo mais profundo: não sabemos mais como ver e tratar os nossos filhos.

Até a metade do século passado, tínhamos uma ideia bem clara sobre o que eram os nossos filhos: acima de tudo, eram considerados um dom de Deus, um presente que nos tinha sido dado para ser tratado com atenção, carinho e muita responsabilidade. Os filhos eram visto como um dom divino e a paternidade era considerada uma participação especial no poder criador de Deus. De modo que os filhos eram tratados com respeito e a vida era acolhida com alegria e generosidade.

Isso se deve ao fato de que nosso modo de viver até então era marcado pelos ensinamentos da cultura judaico-cristã. Seguia-se o exemplo de figuras como a de Ana (Cfr. 1 Sam. 1), uma mulher estéril que todos os anos ia a um Templo de Israel prestar culto a Deus, e que, certa vez teve a ousadia de pedir-lhe um filho. Depois que Deus escutara suas ferventes orações, ela retornou ao Templo para agradecer o dom recebido e para consagrar a vida daquele novo ser a Deus. Ana era plenamente consciente de que a vida humana procede e retorna a Deus, para quem nada é impossível.

A partir da “revolução” de 1968 uma nova cultura surgiu, na qual a visão bíblica foi abandonada. S. Freud, na sua época, sonhava o dia em que fosse separada a geração dos filhos da estrutura familiar, algo que a partir de 68 vem se tornando frequente. Desde então, procura-se incutir nos jovens a ideia de que os filhos são um obstáculo, algo que tolhe a liberdade, a autonomia e que impede a realização pessoal. Os filhos passam a ser considerados como uma ameaça e a gravidez como uma espécie de doença, que deve ser evitada a todo custo. E às pessoas que não são tão jovens, transmite-se a ideia de que os filhos são um “direito”. Desse modo, os filhos passam a ser considerados ou como uma “ameaça” ou como um “direito”, não mais como um dom. Daí surgem problemas sérios.

Na Inglaterra, por exemplo, esse ano um dos pedidos mais feitos ao “Papai Noel” pelas crianças foi um pai; outro pedido comum foi, simplesmente, ter um irmão. O risco atual é que os adultos passem a considerar os próprios filhos como uma espécie de “mercadoria”, um sonho de consumo, que deve ser realizado num momento perfeitamente determinado. Os filhos são cada vez mais frutos de cálculos e não tanto do amor. E isso deixa feridas graves nas crianças.

Deixar de considerar os filhos como um dom divino e tê-los simplesmente como o resultado de uma técnica é um passo importante para a desconfiguração das famílias e para arruinar a educação. De fato, ocorre com frequência que os pais, paradoxalmente, procuram “superproteger” os filhos, buscando livrá-los de qualquer perigo e, ao mesmo tempo, não querem encontrar o tempo para dedicar-se à difícil tarefa educativa dos mesmos. As crianças são enviadas cada vez mais cedo às escolas e os professores devem se empenhar em transmitir valores que as crianças deveriam ter recebido em casa.

E há ainda outro grave perigo: os adultos procuram ter filhos mais para serem aprovados por eles, do que para transmitir um amor total, gratuito e comprometido. Sejamos sinceros: muitas vezes, em nossas famílias ocorre algo perverso: os pais se comportam como crianças, lamentando-se da infância que tiveram, e os filhos se sentem obrigados a comportarem-se como adultos[2]. Com essa mudança de papéis ninguém assume o a própria responsabilidade familiar, e isso se reflete no rendimento dos jovens nas nossas escolas e Universidades.

Nesse ponto, podemos talvez voltar nosso olhar ao livro que formou a civilização ocidental. O Evangelho conta-nos somente uma cena da adolescência de Jesus e do seu “processo educativo”. Quando ele tinha 12 anos, foi levado ao templo por Maria e José para participar na festa da Páscoa (Cfr. Lc 2). O jovem judeu quando cumpria essa idade iniciava a ser considerado adulto na fé. Quando aquela familia deve retornar a casa, Maria e José se destraem e Jesus, como verdadeiro adulto, permanece no templo discutindo com os doutores da Lei. Quando ele é reencontrado, Maria o repreende, mesmo sabendo que quem estava diante dela não só era um “adulto” na fé, mas o mesmo Filho de Deus: “Meu filho, que nos fizeste? Teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição”. E Jesus, depois de manifestar a plena consciência da sua identidade divina (“não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?”), volta à casa com Maria e José e “era-lhes submisso em tudo”. Que impressionante! Maria e José não fugiram de sua responsabilidade educativa em relação àquele adolescente que sabiam ser o Filho de Deus; e Jesus, sendo verdadeiro Deus, volta à casa com sua família, obedecendo-lhes em tudo até os 30 anos. Vemos assim que na família de Nazaré ninguém fugia da própria responsabilidade, uma vez que eram unidos por um verdadeiro amor, o qual se demonstra na autoridade, na humildade e no serviço e não no autoritarismo ou na indiferença.

Parece, portanto, que para se recuperar o sentido da verdadeira educação, para se enfrentar à grave crise educativa atual, devemos ajudar as famílias a considerarem a vida como um dom de Deus, a tratarem os seus filhos com verdadeira diligência, não delegando toda a responsabilidade educativa a outras pessoas ou instituições. A tarefa é árdua, mas pode ser realizada, especialmente à luz da fé que por séculos iluminou a nossa sociedade. Devemos voltar a seguir ao modelo da Sagrada Família mais do que aos parâmetros contraditórios de uma “revolução” que só trouxe ao mundo a exaltação do egoísmo, da irresponsabilidade e o consequente aumento do sofrimento dos mais débeis.

Pe. Anderson Alves é da diocese de Petrópolis – Brasil – e doutorando em Filosofia na Pontifícia Università della Santa Croce, em Roma.

[1] Notícia no seguinte link: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2012/11/ranking-de-qualidade-da-educacao-coloca-brasil-em-penultimo-lugar.html

[2] Sobre isso cfr.: G. Cucci, La scomparsa degli adulti, «La Civiltà Cattolica», II 220-232, caderno 3885 (5 de maio de 2012).

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* Filhos, uma janela para a vida!

quinta-feira, dezembro 27th, 2012

Sempre temos dito que a derrocada da fecundidade feminina (número de filhos por mulher) tem levado a Europa ao estado que hoje se encontra. Há número crescente de idosos cada vez maior e falta de jovens para substituí-los. E pior, (ou melhor) idosos que a ciência permitiu esticar mais ainda suas vidas.

O Brasil, infelizmente por um lado, não quis ficar para trás, seguiu as mesmas regras nos últimos vinte anos, reduziu seu tamanho para menos de dois filhos onde poderemos pagar um preço alto pela imitação. Nossas estatísticas demográficas levantadas em 2010 deram-nos um frio na barriga. Caímos para abaixo de 1,90 filhos por mulher, onde significa que no longo prazo, não recuperaremos mais a população, salvo se houver uma mudança radical de atitude em mudar estes números.

Para uma agradável surpresa, para o coro daqueles que estão preocupados com os números demográficos, houve uma pequena fresta de esperança na mudança desse quadro, anunciado através de uma reportagem da revista Veja

Embora seja muito cedo para lançar foguetes, nos dá certa esperança quando vemos declarações de mulheres que criaram a coragem de aumentar sua prole, para três ou mais filhos. Aleluia. Pela reportagem, são pessoas influentes na mídia, que poderão ajudar a mudar o estereótipo criado para se ter o mínimo de filhos possível, proclamados por alguns de até zero. Chegando a outras aberrações familiares, onde uma delas é a “produção independente”. Parece-nos que houve uma mudança de comportamento, onde justamente as classes de melhor renda era as que se davam maior restrição e as classes de menor renda enxameavam o Brasil engrossando o caldo de miséria. O que se observa, sem qualquer compromisso de afirmação científica: está havendo uma redução nas camadas mais baixas e, na média e alta, está aumentando a prole ficando dentro de uma lógica econômica.

Há um preconceito sobre as dificuldades de famílias numerosas na sua manutenção e criação. Não se nega que seja um sacrifício enorme para aqueles pais que assumem esta corajosa decisão. Não se está aqui conclamando ao saudosismo agrícola quando era possível criar proles de dez filhos ou mais. Mas, para aquelas famílias que tiveram a valentia de terem três ou mais filhos é sempre dito: um é pouco, dois é suficiente, mas três em diante a casa se enche de uma imensa alegria.

Mesmo nos dias bicudos de hoje, com a possibilidade e a oferta de trabalho da nossa economia, com uma taxa de desemprego baixo, próximo do ideal social, é possível manter uma prole maior do que a estatística vinha oferecendo. Quando dizemos bicudo o é no sentido da dificuldade de se usufruir as ofertas de produtos muito além de nossas necessidades de sobrevivência, pois a renda atualmente é suficiente para se manter. É necessário dizer que parte é decorrente do aumento da renda média do brasileiro na última década, ou melhor, da era do Real.

Filho único é um risco para os próprios pais, numa hipótese dramática de doença, ou por qualquer acidente de percurso vier a morrer. Neste momento os pais ficam sozinhos no mundo. Pela outra parte o filho único sente uma enorme frustração pela falta de irmãos com quem partilhar suas angústias, suas experiências, suas alegrias. Sentem-se muitos sós. Ficam em geral grandes prematuramente, queimam etapas da vida por conviverem exclusivamente com adultos no ambiente familiar. A experiência tem demonstrado que estas pessoas geralmente têm problemas de adaptação social, caracterizado pela apatia aos desafios da vida, solidão e quando não frustração existencial.

Muitos jovens quando começam entrar no seu momento de geração, tem lá seus receios, suas incertezas pela prole que vão enfrentar. Pela experiência, é de se dar um alento. As famílias de onde vieram serão as primeiras a se solidarizar e a própria sociedade será generosa com eles em segunda instância. Na visão cristã não há razão para o medo, Deus os ajudará. Nas horas difíceis, haverá recursos, apoio e até emprego que em outras situações jamais haveria. É nesta hora que a força da vida se manifestará e toda a sociedade estenderá sua mão. Quem ao ver um pai ou uma mãe, atrapalhados nos cuidados de sua prole, com dificuldades financeiras, doenças, empregos, não será solidário?  Neste particular, o brasileiro é de um coração imensamente generoso.

Alguns estudiosos, com base numa ética utilitarista, chegam a calcular o custo de um filho para sua criação. Mas jamais terão a coragem de calcular o beneficio da satisfação dos pais. Porque o valor moral e espiritual deste benefício é infinito. Não há como se medir.

Sergio Sebold – Economista e Professor Independente

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* Brasil tem recorde de divórcios em 2011.

quinta-feira, dezembro 20th, 2012

Jorge Ferraz

Brasil tem recorde de divórcios em 2011. «O número de divórcios chegou a 351.153, um crescimento de 45,6% em relação a 2010, quando foram registrados 243.224».

A razão? Naturalmente, o afrouxamento das exigências para o divórcio. «Conforme a pesquisa, um dos fatores foi a mudança na Constituição Federal em 2010, que derrubou o prazo para se divorciar, tornando esta a forma efetiva de dissolução dos casamentos, sem a etapa prévia da separação».

Pode-se argumentar que estas pessoas já não estavam vivendo um “casamento de verdade” mesmo, e que o fim do prazo legal para o divórcio só fez diminuir a burocracia necessária para regulamentar de direito uma situação que já existia de fato. Data venia, discordo. Casamento tem muito mais a ver com responsabilidade do que com os cônjuges “sentirem-se bem”, “amarem-se romanticamente” ou qualquer outro critério subjetivo do tipo. O casamento existe enquanto não se desiste dele; e conferir facilidades à desistência conjugal, longe de meramente regulamentar uma situação de fato, é contribuir positivamente para o fim do casamento – e, por conseguinte, para a banalização de um dos pilares necessários à vida em sociedade.

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* Conheça um segredo para viver mais: Filhos!!

terça-feira, dezembro 11th, 2012

Para a surpresa de muitos, estudo recente mostrou que ter filhos pode aumentar sua expectativa de vida. “Aposto que nenhum desses pesquisadores teve que acordar às 4h da manhã para amamentar a filha recém-nascida”, pensou uma leitora.

O pesquisador Esben Agerbo, da Universidade de Aarhus (Dinamarca), porém, afirma com segurança: “Casais que não têm filhos têm um risco maior de morrer cedo por diversas causas”.

Crianças em casa, vida longa

Para chegar a essa conclusão, Agerbo analisou dados de mais de 21 mil casais que não tinham filhos e buscaram tratamento de fertilização in vitro entre 1994 e 2005. (Tratamento não aceito pela Igreja. Obs. do Blog) Ele acompanhou a história desses casais desde o início do tratamento até o final de 2008 – ou até eles morrerem, saírem do país ou serem diagnosticados com alguma doença mental. Nesse período, nasceram mais de 15 mil bebês, e outras 1.564 crianças foram adotadas.

Até o final de 2008, 96 mulheres e 220 homens do grupo morreram. Ao correlacionar os dados, Agerbo concluiu que mulheres com filhos biológicos tinham quatro vezes menos chances de morrer precocemente; homens com filhos biológicos tinham duas vezes menos chances de morrer cedo; homens com filhos adotados tinham cerca de metade das chances de morrer cedo, em comparação com aqueles que não tinham filhos; e que a adoção não teve um efeito significativo na longevidade de mulheres.

O pesquisador ressalta, porém, que encontrou apenas um vínculo, não uma relação comprovada de causa e efeito. “Meu melhor palpite é de que, quando as pessoas têm filhos, tendem a viver de forma mais saudável”, diz. Por exemplo, ao saber que terão que acordar cedo (ou no meio da noite) para cuidar dos filhos pequenos, muitos pais vão dormir mais cedo. Há aqueles que deixam de fumar, para não prejudicar a saúde dos filhos, ou adquirem hábitos saudáveis para servir de exemplo.

Infertilidade?

Os resultados encontrados por Agerbo condizem com os de uma pesquisa anterior, publicada em 2011, que mostrou que homens casados, mas sem filhos, têm um risco maior de morrer de doenças cardíacas após os 50 anos do que homens com com dois ou mais filhos. De acordo com o líder da equipe de pesquisadores responsável por essa análise, o médico Michael Eisenberg, o grupo “aposta em um vínculo biológico”: infertilidade, comum entre casais que não têm filhos, pode ter a mesma origem de outros problemas de saúde.

Fonte: WebMD

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* Vídeo para quem entende o que é gratidão e amor incondicional!

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

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* Seja exigente com seu filho. Ele vai lhe agradecer!

segunda-feira, outubro 15th, 2012

ROBERTO ZANIN

Uma colega suspirou dia desses: “Ufa! Meu filho quis que eu comprasse a chuteira salmão igual à do Neymar. Sabe o preço? R$ 500! Comprei, né? O pior é que fiquei sabendo que a empresa vai lançar um novo modelo de três em três meses!”, lamentou, impotente. No mesmo instante, respondi: “Bastava dizer ‘não’”! Ela argumentou: “Você não conhece meu filho. Ele não desistirá de me aborrecer até conseguir o que quer!”

Uma amiga de minha mulher exibiu um pen drive: “Sabe o que tem aqui? ‘Eu quero Tchú’, ‘Assim você me mata’ e outras músicas do tipo. O Cauê exigiu. O que a gente não faz pelos filhos…” Em ambos os casos, os meninos tinham 7 anos de idade.

Não sou psicólogo, especialista em educação ou coisa do tipo, mas sou pai de quatro filhos, ou quatro degraus de uma escadinha: 8, 6, 4 e 2 anos de idade. Além disso, assisto a palestras de orientação familiar e acho que posso compartilhar algo sobre o assunto. Se é um erro ser autoritário, uma espécie de sargento com os filhos, é tão ou mais nocivo capitular, render-se e deixar que os pequenos assumam o controle.

Diante de um apelo consumista ou da vontade do filho ouvir música de mau gosto – e não adianta vocês me dizerem que, se a criança não ouve em casa, vai ouvir fora, já que apreciar o belo se aprende na família –, infelizmente é mais cômodo dizer “sim”. O “não” sempre é seguido de birras, choros, chantagens sentimentais e argumentos. Argumentos, aliás, que vêm revestidos de certa lógica: “Meus amigos sempre viajam e a gente só fica em casa”, “Você comprou tal coisa para ele, mas para mim não compra”.

Esses e outros chavecos amolecem muitos pais e mães.

E outro trabalho dado pelo “não” é que ele pede explicações. Por que não posso lhe dar tudo o que me pede, mesmo tendo dinheiro? Por que música, ou programas de tevê de baixo nível fazem mal? Para responder a perguntas desse tipo, os pais devem ter formação à altura, além de dedicar tempo para conversa – muita conversa – com os filhos.

A ascensão social experimentada por quem antes não tinha condições de consumir produtos mais sofisticados fez que pequenos ditadores e pais submissos se disseminassem por todas as classes. Podemos estar formando uma geração de molengas, que se acostumam desde cedo a ter tudo de mão beijada. Lá na frente, descobrirão que a vida não é um estalar de dedos. E, ao se depararem com frustrações, dificuldades e situações que exijam fortaleza, a reflexão vira à mente daquele adulto infantilizado: “Por que meus pais não me exigiram?”

Roberto Zanin é jornalista e blogueiro http://robertozanin.com

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