Posts Tagged ‘filhos’

* Espanha: Foro da Família acusa o Governo de promover promiscuidade entre alunos.

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

O presidente do Foro Espanhol da Família (FEF), Benigno Blanco, acusou o Governo de “animar à promiscuidade” nos colégios com o manual ‘Ganhar saúde na escola’ que apresentaram os ministério de Educação e Sanidade e que incorpora um capítulo sobre educação sexual.

Assim, em declarações à agência Europa Press, Blanco denunciou que o Poder Executivo “engana os jovens com propaganda sobre o preservativo“. O governo “anuncia a eles um sexo seguro que não existe, anima à promiscuidade sexual e aumentam o número de gravidezes e abortos. É um engano desde o ponto de vista sanitário”, sentenciou.

O presidente do FEF também acusou o governo espanhol de “violar o direitos dos pais de educar os seus filhos segundo suas convicções” e criticou-o por não perceber que na sociedade “existem distintas concepções morais e ideológicas sobre a sexualidade e que este não tem direito a impor nem a sugerir nenhuma delas na escola”.

Em sua opinião, a educação sexual compete ao direito dos pais à educação e, por isso, as administrações públicas não devem optar por uma opção em concreto, nem a visão cristã deste assunto.

Contudo, acrescentou que a postura do Governo é “totalitária, violadora do pluralismo ideológico e religioso e violadora do direito dos pais a educar os seus filhos segundo suas convicções”.

ACI

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* Playstation, videogames e a educação dos filhos.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Benefícios e limites são discutidos no Fiuggi Family Festival

No debate sobre os possíveis benefícios e eventuais danos que tais tecnologias podem provocar, vai-se de um extremo a outro.

As novas gerações fazem amplo uso de tecnologias como o computador, celulares e os consoles de videogame, mas as implicações destas tecnologias no que se refere ao processo educativo e ainda poço compreendido tantos pelos pais como pelos professores.Desde a primeira edição do Fiuggi Family Festival – evento anual direcionado à família, realizado no parque das Termas de Bonifácio VIII, em Fiuggi, na Itália – têm sido organizados encontros e discussões sobre o tema, e foi proposto até mesmo um concurso e uma lista de jogos recomendados.

Considerando o impacto social destas tecnologias, especialmente sobre os jovens, entrevistamos Giuseppe Romano, considerado um dos maiores especialistas italianos sobre o tema.

Giuseppe Romano, jornalista e professor de literatura junto à Universidade Católica de Milão, é vice-diretor artístico do Fiuggi Family Festival.

Dedica-se há anos ao estudo de mídias interativas e dos videogames, com a convicção de que as potencialidades, se bem desenvolvidas, são muito superiores aos riscos. É autor de diversos livros, entre os quais destaca-se L’internet, frontiera di uomini (”A Internet, fronteira dos homens”, Edizioni Lavoro, 2004). É ainda o idealizador da versão interativa em CD-ROM do livro de João Paulo II, Varcare la soglia della speranza (Mondadori 1997).

Os videogames, especialmente os consoles como o Playstation, são muito populares entre os adolescentes da nova geração, já no final da infância. Quais são os possíveis danos provocados por estas tecnologias e quais seriam os benefícios eventualmente proporcionados?

Romano: Danos e benefícios devem ser primeiramente avaliados no contexto do equilíbrio pessoal e familiar: se que está a jogar é uma criança ou adolescente, os familiares devem ajudá-lo a ater-se aos limites adequados de tempo e de temas – como se dá em qualquer atividade no seio da família.

Dito isto, penso que os jogos de videogame devem ser julgados com base na qualidade de seus conteúdos, como livros e filmes. Sem dúvida, há jogos violentos e nada educativos; mas não são todos, e não exaurem as potencialidades de um meio de comunicação e entretenimento que é, afinal, justamente um meio: são os homens a se comunicarem, não as máquinas, e estes devem assumir suas responsabilidades.

Jogar é uma atividade importante, que não é exercitada somente ao vídeo. Entre o computador, a TV e o celular, talvez passem tempo demais diante da tela; mas simplesmente aboli-la não seria possível nem benéfico. Pode-se, ao contrário, praticar e fazer praticar a higiene mental de modo positivo: por vezes, em família, assistir à televisão ou jogar videogame passa a ser a única diversão possível, na falta de uma proposta melhor – situação triste, entre pessoas que se querem bem.

Muitos pais lamentam o fato de que o uso do videogame aumenta a reatividade das crianças e dos jovens, mas de maneira compulsiva, e que reduz sua capacidade de reflexão. Isto é, diante dos estímulos adrenalínicos dos jogos, os usuários reagem com os dedos aos botões antes de pensar. Qual sua opinião a respeito?

Romano: A meu ver, em situações normais, o PC ou o videogame não induzem a deformações cognitivas, ainda que alguns estudiosos considerem que sim. Ou, ao menos, não contribuem mais do que o contexto frenético no qual estamos todos inseridos. Hoje, na Itália, seis em cada onze crianças têm celular, equipamento que hoje se tornou um microcomputador, com recursos de acesso à web e capazes de receber todo tipo de conteúdo – algo que muitos dos pais ignoram.

É preciso dar um passo atrás. Meu parecer a respeito das problemáticas associadas ao uso do videogame, e o eventual aumento nos casos de distúrbios e comportamento violento a ele associados, com frequência remetem a situações de abandono, real ou virtual, de jovens ainda em formação.

Neste contexto, sustenta-se que a maior capacidade de crianças do sexo feminino para a reflexão não dependa apenas dos caracteres ligados ao gênero, mas também do fato de que estas fazem uso menos frequente dos videogames? Concorda com esta asserção?

Romano: As meninas inteligentes sempre foram mais propensas à reflexão que suas contrapartes do sexo masculino. Alguns dos consoles são bastante populares entre o público feminino, como ocorre com o portátil Nintendo DS, que conta com jogos especificamente concebidos para meninas.

Há também a questão referente ao conteúdo dos jogos. Os mais inócuos parecem ser os jogos esportivos – futebol, automobilismo, motociclismo; muitos outros, porém, têm temáticas violentas, como lutas, pugilismo e artes marciais, ou mesmo matanças intermináveis com armas de fogo. Este jogos parecem hipnotizar os usuários, os quais, imersos num estado frenesi, têm dificuldade em interromper o jogo. O que pensa a respeito?

Romano: Para começar, é bom lembrar que os jogos são classificados em faixas etárias. A idade aconselhada é estampada na capa, e segue o sistema da classificação pan-europeu PEGI. As indicações são respeitadas e bem controladas. Entretanto, a classificação não exime os pais ou responsáveis de verificar pessoalmente o conteúdo dos jogos.

O envolvimento com o jogo não representa, em si, algo negativo, visto que o exercício da interatividade é certamente melhor que a postura passiva de assistir TV, por exemplo. Para evitar excessos, atualmente todos os consoles já contam com o recurso conhecido por parental control, um filtro que permite aos pais bloquearem o aparelho para conteúdos que considerem inadequados, ou determinar limites de tempo de jogo diário.

Menciona-se também com frequência que jogar videogames poderia provocar uma produção acentuada de endorfinas, substâncias produzidas pelo cérebro que poderiam ter os efeitos de uma droga de abuso; mas é preciso lembrar que nosso cérebro produz adrenalina e endorfinas em qualquer situação emocionante ou que envolva esforço.

Mas nem tudo parece negativo. Na edição deste ano do Fiuggi Family Festival, será premiado o jogo “Brain training” da Nintendo. Poderia explicar como funciona e quais as razões desta escolha para premiação?

Romano: O Fiuggi Family Festival se propõe a colocar os videogames a serviço da família. Valorizando o componente “family”, introduz no mercado um critério de classificação até então inédito. “Brain training” é um jogo classificado nesta categoria; trata-se de um “treina-mente” que solicita, por meio de perguntas e testes, a agilidade mental dos jogadores, sua capacidade de reflexão e intuição. Destina-se tanto aos adultos como às crianças, e, tomadas as precauções já citadas, não tem nenhuma contra-indicação.

Em segundo e terceiro lugar serão premiados respectivamente o “Wii sports” e “FIFA 2010″. Quais são os aspectos benéficos destes jogos e quais as motivações para sua premiação?

Romano: Com o “Wii sports”, e com a nova edição “Wii Sport Resort”, a Nintendo introduziu uma nova modalidade de jogo até então inédita, na qual o jogador se move fisicamente para acionar um controle sensível ao movimento, e assim atuar sobre as imagens na tela. É possível jogar tênis, golfe, boliche e outros esportes. Dadas as características deste console, jogar em grupo é não apenas possível, como também fácil. “FIFA 2010″, por sua vez, é um simulador de futebol que conta com versões para vários consoles; oferece um grau de realismo e versatilidade impressionantes. Também neste caso é possível jogar em grupo ou em modo multiplayer pela internet.

Poderia dar sugestões aos pais em sua tarefa de selecionar jogos e programas adequados para seus filhos?

Romano: A lista de 15 jogos que classificamos como “family”, disponível no site www.fiuggifamilyfestival.org pode ser um bom começo.

Em todo caso, sugiro não proibir o uso do console, mas de escolher ao lado dos filhos os jogos mais adequados, explorando e avaliando com eles. Considero que a família deva assumir a tarefa de selecionar os conteúdos de modo a orientar o mercado de forma positiva. É difícil, mas é o único meio possível. Considerar os jogos de videogame não como simples brinquedos ou produtos comerciais, mas como trabalhos criativos e propositivos, tanto para o bem como para o mal, pode ajudar a promover uma tendência que torne os jogos não apenas cada vez mais bonitos, mas também mais adequados em termos de proposta e conteúdo.

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* Super-heróis de hoje têm influência negativa em meninos, diz estudo.

quarta-feira, agosto 18th, 2010

Para pesquisadora, heróis atuais promovem estereótipo violento e de “machão”

Um estudo apresentado em uma conferência de psicologia nos Estados Unidos afirma que os super-heróis de filmes da atualidade influenciam negativamente os meninos. Segundo a pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana de Psicologia, esses super-heróis promovem um estereótipo violento e de “machão”.

Eles seriam diferentes dos de antigamente, pois não apresentariam um lado mais vulnerável e humano. O estudo afirma que a única figura masculina alternativa de super-herói da atualidade é a do “preguiçoso”, que evita assumir responsabilidades.

Super-homem e Homem de Ferro

A pesquisadora Sharon Lamb, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, fez um estudo com 674 meninos de quatro a 18 anos de idade para descobrir o que eles veem na TV e no cinema. Com sua equipe, ela analisou o impacto que os principais modelos de comportamento masculinos têm nos garotos. “Há uma grande diferença entre os super-heróis de hoje e os heróis de gibis do passado”, afirma Lamb.

A pesquisadora diz que, nos personagens do passado, os meninos podiam perceber que – sem roupa de super-herói – eles eram “pessoas normais com problemas normais e muitas fraquezas”. Seria o caso do Super-Homem e o Lanterna Verde, que têm identidades secretas, com carreiras e que, segundo a pesquisadora, foram criados como reação ao fascismo e para lutar por justiça social.

“O super-herói de hoje é como um herói de ação que pratica violência sem parar. Ele é agressivo, sarcástico e raramente fala sobre as virtudes de se fazer o bem para a humanidade”, disse Lamb, segundo artigo no jornal britânico The Guardian.

“Esses homens, como é o caso do Homem de Ferro, exploram as mulheres, exibem joias e demonstram sua masculinidade com armas poderosas”, afirmou, se referindo a um herói que foi sucesso de bilheteria com um filme neste ano. Apesar de ter surgido nos quadrinhos em 1963, o Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr. no cinema corresponderia ao perfil descrito pela cientista.

Preguiçoso

A alternativa a esse super-herói agressivo da atualidade seria o preguiçoso. “Preguiçosos são engraçados, mas preguiçosos não são o que os meninos deveriam querer ser. Eles não gostam da escola e evitam responsabilidades”, afirma Lamb. Um outro estudo, da Universidade do Arizona, também apresentado na conferência, afirma que a capacidade dos meninos de evitarem estereótipos masculinos diminui quando eles entram na adolescência.

Segundo o professor Carlos Santos, que fez a pesquisa com 426 meninos, “ajudar os meninos a resistir a esse tipo de comportamento o mais cedo possível parece ser um passo vital para se melhorar a saúde e qualidade das suas relações sociais.”

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* Você pede a “bênção” a seus pais?

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Felipe de Aquino.

Quando eu era criança, estava acostumado a pedir a bênção aos meus pais – a qualquer hora que saísse ou chegasse em casa -, naquele apressado “Bença, pai!”, “Bença, mãe!”, tão apressado que quase não ouvia a resposta. Todos nós, quando crianças, estávamos tão acostumados a pedir a bênção dos pais que, quando saíamos sem ela, parecia-nos que faltava algo à nossa segurança ou ao sucesso de nossos planos… Ao menos quatro vezes por dia eu e meus oito irmãos pedíamos a bênção a nossos pais: ao acordar, ao irmos para a escola, ao voltar da escola, e ao se deitar.

Hoje, passados os anos, tenho profunda consciência da importância da bênção dos pais na vida dos filhos. É a Sagrada Escritura que nos alerta da necessidade dessa bênção. Toda a Bíblia está repleta de passagens indicando a importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos. Os pais são os cooperadores de Deus na criação dos filhos e, dessa forma, são também um canal aberto para que a bênção divina chegue aos filhos.

O livro do Deuteronômio registra o quarto mandamento: “Honra teu pai e tua mãe, como te mandou o Senhor, para que se prolonguem teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus” (Dt 5,16). Desta forma, Deus promete vida longa e prosperidade àqueles que honram os pais. São Paulo disse que esse é “o primeiro mandamento acompanhado de uma promessa de Deus” ( Ef 6,2).

Os livros dos Provérbios e do Eclesiástico estão cheios de versículos que trazem a marca da presença dos pais. Eis um deles: “A bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (Eclo 3,11). Esse versículo mostra que a bênção dos pais (e também a maldição!) não é simplesmente uma tradição do passado ou mera formalidade social. Muito mais do que isso, a Escritura nos assegura que a bênção dos pais é algo eficaz e real, isto é, um meio que Deus escolheu para agraciar os filhos. Deus quis outorgar aos pais o direito e o poder de fazer a Sua bênção chegar aos filhos. É a forma que Deus usou para deixar clara a importância dos pais. Analisemos estas passagens marcantes:

“Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos. Pois Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles.
Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração. Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência, a fim de que ele te dê sua bênção, e que esta permaneça em ti até o teu último dia. Pois um homem adquire glória com a honra de seu pai, e um pai sem honra é a vergonha do filho. Como é infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe!” (Eclo 3, 2-3.5-6.9-10.13.18)

Todos esses versículos do capítulo 3 do Eclesiástico mostram claramente a grande importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos e, de modo especial, à bênção paterna e materna. Infelizmente, muitos pais parece que já não sentem a prerrogativa que Deus lhes deu para educar, formar e abençoar os filhos. Muito já não acreditam no poder da bênção paterna e nem mesmo ensinam os filhos a pedi-la.

Os pais têm uma missão sagrada na terra, pois deles dependem a geração e a educação dos filhos de Deus. Eles são os primeiros mensageiros de Deus na vida dos filhos, sobre os quais têm o poder de atrair as dádivas de Deus. Não importa qual seja a idade do filho, ele sempre deve pedir a bênção de seus pais. E também não importa se o velho pai é um doutor ou um analfabeto, o filho não deve perder a oportunidade de ser abençoado por ele, se possível todos os dias, mesmo já adulto.

Se você ainda tem seus pais (ou apenas um deles) não perca a oportunidade que Deus lhe dá de beijar-lhes as mãos e pedir-lhes a bênção, para que Deus abençoe você, guiando seus passos e protegendo sua vida. Importa jamais nos esquecermos de que enquanto “a bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (Eclo 3,11).

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* Abençoados sejam nossos pais.

segunda-feira, agosto 9th, 2010

+ Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Neste segundo domingo de agosto comemoramos o Dia dos Pais, mesmo sabendo que todos os dias devem ser dedicados aos pais e à valorização do ingente papel paterno na família, constituída pelo casamento do homem com a mulher, dentro da convocação da Igreja, para terem filhos e os educarem na fé. Na comunidade família, o pai é chamado a viver o seu dom. Por isso mesmo recordamos que nesse mesmo domingo rezamos pela vocação matrimonial e iniciamos a Semana Nacional da Família.


A paternidade começa no compromisso de vida do marido para com sua esposa, baseando-se no amor desinteressado e generoso. Descobrir a beleza de colaborar no plano da criação e se responsabilizar pelo futuro é por demais belo para que não contemplemos essa bonita missão recebida de Deus!

Os filhos e filhas devem ter a oportunidade de reconhecer no pai a presença do amor, da escuta e do apoio oportuno para o seu crescimento, para se tornarem pessoas que experimentem o amor e vivam com equilíbrio a vida humana e com conhecimento dos seus direitos e responsabilidades. Também receberão o apoio para alcançar a auto-estima, a autêntica autonomia e independência para compartilhar e celebrar os seus sucessos, e dar conforto quando confrontado com o fracasso.

Os pais não serão julgados pelo valor dos bens materiais que eles possam ou devam proporcionar a seus filhos: o que realmente importa é a forma como o Pai orienta seus filhos para Jesus Cristo e qual o papel de modelo de fidelidade de valores ele realmente apresenta no seio de sua família. Neste sentido, o pai é chamado a assegurar o desenvolvimento harmonioso e de união entre todos os membros da sua família e partilha com a esposa a formação dos filhos.

Porém compartilhamos também as angústias de muitos pais, que hoje, frente às frustrações da procura por emprego, ou de desejo de dar o melhor pela sua família, sem poder fazê-lo olham com preocupação a vida de sua família e o futuro de seus filhos. Aqui temos a necessidade de uma sociedade mais justa e solidária que devemos construir com a nossa participação.

Deus é a fonte da vida e do amor em que a família vive no mundo de hoje. O Papa Paulo VI já nos recordava na Encíclica Humanae Vitae que o casamento “não é efeito do acaso ou do produto da evolução de forças naturais inconscientes: é uma instituição sapiente do Criador para realizar na humanidade o seu desígnio de amor” (HV 8).

Daí que na missão de pai este é convidado a frutificar e ter a vida ao máximo, exercendo sua função específica biológica e psicológica no contexto da família. Mais do que nunca hoje notamos a necessidade desse equilíbrio familiar e o papel do Pai na formação humana de seus filhos. Não se pode abdicar dessa obrigação fundamental da célula da sociedade que é a família e a missão que esta tem no presente e futuro da sociedade. Para os cristãos isso se reveste de uma vocação e conta com a graça de Deus para que possa corresponder ao chamado de Deus para bem desempenhá-la.

Em resumo poderíamos dizer que a missão do Pai é uma vocação, em última instância, do próprio matrimônio. Este significa uma união de pessoa com todos os seus valores, e tudo o que deve representar a medida de sua própria dignidade. Todo homem e toda mulher devem doar-se mutuamente em dom sincero de si, através das expressões de sua masculinidade e de feminilidade, o que transpassará certamente para o seu relacionamento com os filhos que virão de sua união.

A família é desafiada com variados problemas urgentes e inúmeros ataques e crises que são, na verdade, provocados pelas tendências de uma sociedade em mudança. Portanto, é importante lembrar que os cônjuges têm uma importante missão na educação dos seus filhos, passando-lhes valores e nobres ideais.

Neste contexto, surge o conceito de Pai como serviço no amor, conforme nos recorda o Papa Paulo VI: “na tarefa de transmitir a vida, os pais não são livres para procederem à vontade, como se pudessem determinar de forma totalmente autônoma as vias honestas a seguir, mas devem conformar a sua atividade de acordo com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e de seus atos”.

A criança não pode exercer certas fases de sua maturidade psicológica sem a ajuda paterna, que a ajuda a ousar e a enfrentar as adversidades da vida. O pai educa principalmente pela sua conduta pessoal, que consigo também carrega os variados aspectos da sua própria identidade. Os filhos e também filhas olham para a figura paterna muito mais do que apenas uma extensão de seus conhecimentos limitados. Olham para seus gestos, suas expressões e para o seu testemunho. Procuram neste um valor e um sentido de suas vidas, que encontrarão, certamente, na realidade das coisas, na vida que se apresentará diante deles, um dia.

Em suma, a paternidade é um “link” para as consciências dos filhos, que os orienta na condução moral e nos princípios éticos de suas existências.

Rogamos hoje a São José, como modelo de pai, que abraçou por inteiro as suas responsabilidades e que ressalta sempre em nós a sua firmeza e sua perseverança, confiando sempre em Deus. Imagens de São José com frequência o retratam segurando uma régua de carpinteiro, mas que podem muito bem simbolizar não só o seu ofício, mas também a sua capacidade de governar e medir as suas posições como homem de família e como pessoa de fé.

São Bento, grande mestre da espiritualidade, diz que o abade de um mosteiro tem que mostrar a atitude dura de um mestre e a ternura de um pai. O mesmo deveria se aplicar aos pais de família. Devem ser tanto carinhosos com seus filhos, enquanto agem com firmeza em sua educação.

Auguro que os pais de nossa Arquidiocese e do Brasil possam transmitir as verdades da nossa fé católica aos seus filhos e dar um bonito testemunho de discipulado e missionariedade, para que a sua família, rezando e celebrando unidos a sua fé, seja a autêntica Igreja doméstica, parcela da Igreja de Cristo.

Que Deus abençoe todos os pais!

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* Pai, não se meta na minha vida!

sábado, agosto 7th, 2010

P. Francisco Javier Rosell Peralta

Os pais que sabem se meter na vida dos filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem. Lembro-me de uma ocasião em que escutei um jovem dizendo ao seu pai:

- Não se meta na minha vida!

Esta frase calou fundo em mim, tanto que freqüentemente a recordo com relação a pais e filhos, imaginando ser eu aquele pai, e o que responderia ao meu filho.

- Filho, eu não me meto em sua vida, você é que se meteu na minha!

Faz 17 anos que, graças a Deus, pelo amor que nos unia, à sua mãe e a mim, você chegou em nossas  vidas, ocupou nosso tempo durante quase três meses, sua mãe se sentindo mal, sem poder se alimentar, pois tudo o que comia lhe causava vômitos, precisando ficar de repouso; eu tive de me repartir entre as obrigações do meu trabalho e as de casa, para ajudá-la.

Já não podíamos ir a todas as reuniões, não freqüentávamos tanto os amigos, na verdade nos distanciamos de muitos deles por sua causa…

Nos últimos meses antes de você chegar, sua mãe não dormia e não me deixava dormir, eu precisava levantar cedo para ir trabalhar, no entanto tinha de me esforçar para ser paciente e ajudar sua mãe a se sentir melhor, para que você estivesse bem.

As despesas aumentaram incrivelmente, pois grande parte de nossas economias eram gastas com você: com um bom médico para cuidar de sua mãe, ajudando-a a manter uma gravidez saudável,  com medicamentos, já na Maternidade, na aquisição de um guarda-roupa completo para você… sua mãe não podia ver algo de bebê que não quisesse logo para você: um berço, um cesta de alças, um carrinho de rodas, tudo o que fosse possível para você se sentir bem confortável.

Nem sequer me dei conta de ter deixado de adquirir coisas para mim, e você sabe como os aparelhos de som e os computadores me fazem delirar!

… Não se meta na minha vida?

Chegou o dia do seu nascimento, e era preciso comprar uma lembrancinha para cada pessoa que vinha conhecê-lo. Sua mãe dizia: “temos de preparar um quarto para o bebê”.

Desde a primeira noite não dormimos. A cada três horas, com a estridência de um despertador, você nos acordava para que o alimentássemos, outras vezes porque se sentia mal e chorava, chorava, chorava, sem que pudéssemos ficar tranqüilos, pois nem sempre sabíamos o que se passava, e às vezes chorávamos junto com você…

… Não se meta na minha vida?

Todo tipo de doença infantil acometia você, tivemos que suspender muitas saídas nossas; sua mãe já estava toda preparada para ir a alguma reunião – depois de meses sem sair de casa -, eu, inclusive, a ponto de apressá-la, e ela me chamava para dizer: mudança de planos, nosso bebê está com febre, não podemos sair…

… Não se meta na minha vida?

Você começou a caminhar, e já nem sei desde quando tive de ficar andando atrás de você, se foi mesmo quando começou a dar os seus passinhos ou quando acreditou que já sabia fazê-lo. Eu não podia mais me sentar tranqüilamente para ler o jornal ou ver o jogo do meu time, na TV, porque era você acordar e sumia da minha vista, eu tinha que sair atrás de você para que não se machucasse.

… Não se meta na minha vida?

Entretanto recordo o seu primeiro dia de aula, quando precisei telefonar para o trabalho, dizendo que não podia comparecer, já que você, na porta da escola, não queria se soltar de mim e entrar, chorava e me pedia que não fosse embora; foi preciso entrar com você e pedir à professora que me deixasse ficar ao seu lado, na sala, nesse primeiro dia, para ir tomando confiança; depois de se sentir bem seguro, chegou até a me dispensar: a maioria das vezes não só não me pedia mais que eu não fosse embora, como se esquecia de se despedir de mim ao sair correndo do carro para se encontrar com os novos amiguinhos.

… Não se meta na minha vida?

Do colégio, recebíamos freqüentes observações: não liga para nada, é indisciplinado, briga com os outros, não quer fazer seus deveres, passa o tempo no banheiro, rabiscou a caderneta do coleguinha, machucou o pé, quebrou a mão… além disso é pago o colégio em que você estuda.

Você foi crescendo, como também as suas aventuras, a tal ponto que um dia tive de suplicar ao  diretor para que não o expulsasse.

… Não se meta na minha vida?

Mal a vizinha me via chegar, já vinha me dizer: “seu filho quebrou uma vidraça da minha casa, rabiscou a parede, anda brigando com o meu filho etc”.

Você continuou a crescer, mas queria fazê-lo apressadamente, urgia conhecer todos os lugares de diversão da cidade, você só tinha 13 anos e queria ir a todas as festas de seus  amigos que completavam 15, não queria mais que o levássemos aos seus encontros, pedia que o deixássemos uma rua antes e voltássemos para pegá-lo uma rua depois, porque você é ”cool”, não queria saber de chegar cedo em casa, ficava chateado se lhe dávamos regras a seguir, não podíamos fazer comentários acerca de seus amigos sem se voltar contra nós, como se você os conhecesse a vida inteira e nós não passássemos de uns perfeitos desconhecidos para você; me empresta o carro, ia dizendo, e eu me sentia o pior pai do mundo por não fazê-lo…

… Não se meta na minha vida?

Constantemente sua mãe precisa arrumar as mesmas coisas do seu quarto, incluindo as que você larga pelo assoalho, ela arruma num dia e no outro tem que fazer tudo de novo, pois estão sempre espalhadas.

… Não se meta na minha vida?

Já se passaram meses e suas notas escolares não chegam, sua mãe e eu não queremos criar mais problemas, perguntando; chamaram-nos da escola e precisamos ir falar com a professora, sabemos que você foi reprovado, e se não se apressar perderá todo o curso…

… Não se meta na minha vida?

Cada vez fico sabendo menos sobre você, por você mesmo, e mais pelo que ouço de outras pessoas. Já nem gosta de conversar comigo, diz que vivo repreendendo você, qualquer coisa que eu faça lhe soa mal, ou se torna motivo para zombar de mim, pergunto: com todos estes defeitos eu teria podido lhe dar o que você tem tido até o momento?  Serei mesmo esse ser humano tolo e torpe? Sua mãe passa noites em claro e por sinal não me deixa dormir, dizendo que já é de madrugada e você ainda não chegou. Você só me procura quando é preciso pagar alguma coisa, ou precisa de dinheiro para ir à escola ou para sair, pior ainda, diz que eu só o procuro para lhe chamar a atenção…

… Não se meta na minha vida?

Hoje me telefonaram, dizendo que será celebrada uma missa em ação de graças por todos vocês que concluíram a Faculdade; você mesmo me avisou, mostrando desinteresse, como se não lhe importasse que eu fosse participar da cerimônia, e no entanto esta foi para mim uma grande notícia que me fez sentir muito feliz. Como eu poderia perder esta celebração, disse-me a mim mesmo, e aqui estou eu.

… Não se meta na minha vida?

Sem dúvida, a esta frase repetida e à minha reflexão, cada um de vocês, que é pai, pode acrescentar suas importantes opiniões, pode corrigir, aumentar e até modificar o sentido,  mas não quero nem imaginar que vocês, sendo pais, tivessem decidido a não se intrometerem na vida de seus filhos, pois o que teria ocorrido então?

Com toda certeza, alguns de seus filhos não estariam aqui. Se vocês tivessem se intrometido a princípio e logo depois desistido desse dever de alimentar, educar, cuidar etc.. muitos deles não teriam conseguido alcançar nenhuma meta, apesar do esforço inicial de vocês. Se os pais não se preocupassem com o que os filhos fazem, aonde vão, e com quem saem, talvez muitos deles não estariam mais entre nós, ou quem sabe estariam em um hospital ou aprisionados em algum vício.

Estou certo, porém, que diante destas palavras: “Não se meta na minha vida…” podemos responder juntos:

“Filho, eu não me meto em sua vida, você é que se meteu na minha, e posso lhe assegurar que desde o primeiro dia até hoje eu me sinto o homem mais feliz de todos”.

Pais, graças a Deus por terem se metido na vida de seus filhos, porque graças a isso agora podemos vê-los realizados em mais uma etapa de sua formação.

Somente os pais que sabem se meter na vida de seus filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem.

Muito obrigado, papais!

Aos filhos, tenho a dizer que valorizem seus pais, se eles não são perfeitos, vocês muito menos o são, ou então aguardem mais um pouco até conhecerem os críticos mais implacáveis desta vida: seus próprios filhos.

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* Denúncia de um pai: É o fim da Infância?

sábado, agosto 7th, 2010

Emílio Carlos

O fim da infância foi decretrado por aqueles que não são mais crianças. Por aqueles que se esqueceram de como é ver o mundo pelos olhos de uma criança. Por aqueles que só adoram um deus: o dinheiro.

A infância sofre uma erotização precoce e desnecessária cada vez maior através dos meios de comunicação: danças vulgares na TV, músicas com palavrões e letras chulas, material pornográfico exposto em bancas para quem quiser ver, para não falar da internet.

Dia desses entrei com meu filho para comprar gibis em uma banca de jornal. Os gibis estavam em meio a revistas de mulheres nuas…

A mídia ensina sexo às crianças da pior maneira possível: de forma preconceituosa, errada, precoce demais. E diz que isso é sinal dos tempos.

Aqueles que se esqueceram que foram crianças um dia dizem que “hoje em dia toda criança sabe o que é sexo”. Se enganam – as crianças não sabem.

Nas histórias de cada um de nós tudo teve o momento certo: engatinhar, andar, falar, ler, e assim por diante. O amor também tem um tempo certo. Só que a mídia põe o carro na frente dos bois, suprime o amor – e tudo que resta é a relação física entre homens e mulheres.

Os grandes poetas, os grandes compositores que tanto falaram de amor de repente estão errados? Falam de uma coisa que não existe? Deviam ter falado só de sexo?

Sexo é bom com a pessoa certa e na hora certa. E essa hora com toda certeza não é na infância. Quanto mais se erotiza a infância mais casos de pedofilia assistimos, mais meninas grávidas precocemente, mais DSTs dissiminadas, sem falar da AIDS.

Estamos beirando a Sodoma, sem moral (palavra que a mídia fez virar palavrão), sem censura (outra palavra que a mídia adora desgastar porque é contra seus interesses econômicos), sem valores familiares. Tudo é sexo e apenas sexo. Sexo vende – e amor não (acham erroneamente os adoradores do dinheiro).

Estamos deixando que dêem informações erradas e deformadas para nossos filhos. E nem percebemos mais isso. A mídia conseguiu nos insensibilizar para os roubos dos políticos, para a violência urbana e para o estupro da infância promovido pelos meios de comunicação – com tantas luzes, cores e sensação que até esquecemos… que é um estupro.

A consciência que a mídia formou em nós é: “hoje em dia toda criança já sabe dessas coisas”. E com esse argumento invadem a infância com coisas próprias dos mundos adolescente e adulto. Matam a infância e esticam a adolescência expandido seus limites. Se antes eu era criança até os 12, adolescente até os 17 e adulto a partir dos 18, vem a mídia e muda tudo: a adolescência vai dos 10 aos 22 anos – ou quando o sujeito terminar a faculdade. De repente a adolescência começa com 8, ou 7, ou 6 ou 3 anos…

As novelas mostram padrões de comportamento que não são os da maioria. Dizem que a arte imita a vida – mas vem a mídia e consegue o contrário: de tanto ver a “arte” a vida termina imitando-a (se é que posemos chamar o que vemos na programação de “arte”…).

Por outro lado o que vemos é a arte de acabar com a infância. A criança pode (e deve!) acreditar em papai Noel até o máximo que der. Isso dá lucro! Mas tem que saber na mais tenra idade tudo sobre o ato sexual, da maneira mais distorcida possível.

Como ninguém nasceu sabendo, e como muitos pais tem dificuldades em falar de sexo com seus filhos, quem está ensinando essas crianças senão a própria mídia – que depois nos diz que “hoje em dia toda criança já sabe dessas coisas…”?

O efeito disso é óbvio: o SUS gasta cada vez mais com a gravidez precoce das adolescentes. Governos não gostam de gastar.

Temos duas pontas do problema: a mídia e a criança. O óbvio seria conter a mídia. Mas não: vamos violentar ainda mais a infância.

Então não bastassem os meios de comunicação agora várias apostilas de escola abordam o tema sexo. Virou moda falar de sexo para crianças de 10 anos.

Não há uma educação sexual consistente, permanente, que prepare a criança aos poucos – de acordo com seu nível de maturidade. Não: é tudo abrupto e bruto. Num dia ela está estudando sobre os seres vivos e plantando sementinhas de feijão – no outro pênis e vaginas desfilam nas apostilas de quarta série (agora quinto ano) com explicações técnicas sobre reprodução. Assim: sem preparo nem nada.

Não bastasse isso ainda tem apostila que ensina às crianças de 10 anos: a partir do momento em que o menino ejacular e a menina menstruar eles já estarão prontos para a relação sexual. E ensina que só depende deles decidirem a hora certa para isso…

Hã? Como é que é? Só um adulto sabe – ou deveria saber – as implicações de uma gravidez, os riscos da AIDS e das DSTs. Não uma criança de 10 anos!

Puseram o carro na frente dos bois, comeram os bois e chutaram o carro. Cadê a explicação de “onde você veio”? A boa explicação de que primeiro vem o amor, depois a família e então a gravidez?

Fomos direto às conseqüências sem passar pela causa. Primeiro vem o amor, o romance, o relacionamento. Sexo vem depois.

Mas… a mídia vem nos catequizando com a libertinagem faz tempo a ponto de acharmos… normal.

Será que você se lembra de quando você era criança? Quando soube a primeira coisa sobre sexo? Se lembra da sua reação? E quando soube como sua mãe engravidou? Qual foi sua reação?

Para muitos adolescentes isso foi traumático. Hoje apostilas resolveram traumatizar as crianças de 10 anos.

Isso não é mais educação sexual – é violência sexual contra a infância! Meu filho sofreu essa violência. Apesar do diálogo aberto que tenho com ele sobre educação sexual uma apostila passou por cima dele como um caminhão. Atropelado por uma apostila que mais parece apostila do ensino médio (detalhe: ele só tem 10 anos) ele ficou confuso e traumatizado com o assunto. Passou a ter um sono intranqüilo, cheio de pesadelos, a achar sexo uma coisa suja.

Fomos procurar livros sobre educação sexual para tentar remediar o problema. E daí mais escândalo: livros teoricamente feitos para crianças mostrando – em desenhos – uma cópula com corte transversal onde é possível ver tudo. (“Foi assim que você nasceu”).

Quando você era criança tinha livros assim? Não, não é mesmo.

Virou moda – e um grande negócio – expor sexo para as crianças. A moça da loja me disse que naquele mês muitos pais estavam procurando livros de educação sexual para seus filhos. Exatamente o mês que a tal apostila violentou a infância das crianças com informações descabidas e distorcidas.

Os adultos estão insensíveis – o comércio percebeu isso. E daí todos lucram: mídia, comércio, etc – e só a infância perde.

Que tipos de governos permitem a erotização da programação em horários em que as crianças ainda estão acordadas? Que tipo de gente permite que no meio dos desenhos animados se passe comerciais de novelas com cenas de sexo? Que tipo de “pessoas” promovem as famosas “dancinhas” que se sucedem no vídeo vulgarizando o corpo, o sexo e violentando ainda mais a infância?

A TV jogou para os pais a responsabilidade de censurar o conteúdo que ela expõe – e eu joguei a antena de TV fora há três anos atrás. Mas não pense que meus filhos não vêem TV. Muito ao contrário: assistem desenhos na hora que querem, pois locamos dvds com todo cuidado de escolher o conteúdo.

Como pai dou educação religiosa e familiar aos meus filhos desde sempre. Minha esposa – que também é católica – faz o mesmo.

Como pai abri há tempos um canal de diálogo franco e progressivo com meu filho. Educo-o sexualmente de acordo com sua idade, maturidade, fase de vida.

Daí vem a apostila, fria, impressa, escrita sei-lá-por-quem, sem levar em conta as diferenças individuais (um crime contra a educação) e massacra meu filho com informações e desinformações de ensino médio.

Como pai eu fiz a minha parte: paguei um colégio católico para garantir educação de boa qualidade a meu filho, compatível com minha religião. E recebi tudo que a Igreja mais condena em troca.

Então como pai, professor e catequista eu pergunto: quem socorrerá nossas crianças? Quem protegerá a infância?

PS – A propaganda do governo diz que “criança não trabalha – criança dá trabalho”. É verdade. E até parece que estão querendo proteger a infância. Se esqueceram que “criança não transa – criança brinca!”. Porque criança… é criança. É bom ser criança – uma fase dourada da vida que a mídia e essas apostilas estão jogando na lama.

Por isso: deixem nossas crianças em paz! Deixem as crianças serem crianças! Deixem que elas tenham infância como vocês tiveram! Protejam as crianças! Protejam a infância!

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* Ser pai até o fim! A anencefalia e a Liberdade.

sábado, agosto 7th, 2010

Após ter um filho anencéfalo no ano passado, é com pesar que vejo como o tema tem sido tratado desde a recente decisão de um dos ministros do STF, na qual se assegura às mães o direito de dispor da vida daqueles que venham a gerar. É interessante notar como apenas de modo passageiro se faz referência a estas pequenas pessoas, ficando a tônica da discussão sobre um tal ”direito à liberdade de escolha” dos adultos envolvidos no caso. Como se a gravidez correspondesse apenas a uma vida – a da mãe -, podendo prescindir da existência do filho.

Este enfoque parece ilustrar como o egoísmo impera em nossa sociedade. Sempre tinha ouvido falar no amor da mãe por seus filhos como o mais excelso tipo de amor possível. E desde os antigos gregos, este costumava ser indicado, para todos, como um ideal a ser alcançado, na relação com os demais.

Hoje, o que parece preponderar como meta é outra espécie de ”amor”, verdadeiro culto religioso, por uma triste caricatura de ”liberdade”, entendida como absoluta falta de compromissos. Não mais se aceita, nem mesmo, o compromisso de se preservar a vida de um filho, se este não puder corresponder às expectativas de seus pais ou – o que é pior – da maioria da sociedade. Neste quadro, fica claro que, para alguns, só se
tem filhos para uma satisfação da auto-estima, como parte de um projeto pessoal ou para que possam, de certa forma, ”divertirem-se” com as crianças, utilizando-os, como se fossem um objeto qualquer.

Se não há a perspectiva de que uma criança venha a proporcionar alegrias aos pais, então é melhor descartá-la o quanto antes – no ventre da mulher, de preferência -, pois assim termina logo esta existência ”insuportável e sem sentido”!

Uma pessoa não pode ser eliminada simplesmente porque não é como nós gostaríamos que fosse. Criam-se teorias e mais teorias para tentar encobrir o óbvio: está se matando uma pessoa, em nome de se ”eliminar os terríveis sofrimentos, verdadeira tortura”, que sua existência causa a sua mãe, a seu pai. Além do mais, dizem, esta criança está condenada à morte, de qualquer forma. Assim, apenas se está antecipando aquilo que naturalmente iria ocorrer em pouco tempo.

Amigos, a criança já terá uma vida breve. Que saibamos respeitá-la. Posso assegurar, por experiência própria, que este caminho conduz a um crescimento grande no amor entre os cônjuges, e na capacidade de se doar aos demais filhos. Filhos que virão, com certeza, como veio para nós neste ano o pequeno Rafael, talvez a demonstração mais palpável de que não há qualquer ”trauma” no caso, se os pais souberem agir com serenidade.

Se realmente desejam ajudar aos que passam por tais situações, saibam tratar do tema com um enfoque prático que não distorça a realidade mais óbvia, querendo criar teorias para esconder uma vida ou afirmar cegamente que este filho nunca existiu. O problema de saúde, a má formação da criança, é um fato que atualmente não se pode reverter. A questão não está apenas no que se deve fazer durante a gestação. O grande problema, para os pais – e para a mãe, em especial – é como lidar com o fato ocorrido, depois de este período ter acabado. Porque não é possível se esquecer de um filho: ficará para toda a vida a recordação destes dias. E então, ou a mãe irá se lembrar de que, não podendo ajudar seu filho, matou-o, porque ele não era nem poderia vir a ser como se desejava que ele fosse; ou irá se lembrar, com carinho e ternura, de que seu filho, que teve uma breve existência, foi sempre amado e respeitado.

Amem seus filhos. Garanto que vale a pena.

Paulo Tominaga, Mestre em Ciência da Computação, engenheiro pela Unicamp, advogado, atualmente é Consultor do Núcleo Jurídico do PRODASEN – Senado Federal. Tem três filhos, sendo que o segundo, já falecido, era anencéfalo.

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* Divórcio relâmpago fragiliza ainda mais a família.

sábado, agosto 7th, 2010

Ives Gandra da Silva Martins

A emenda constitucional, que aprovada pelo Congresso, objetiva facilitar a obtenção do divórcio, suprimindo requisito relativo ao lapso temporal — de um ano contado da separação judicial e dois anos da separação de fato —, denominada de a “PEC do divórcio relâmpago”, a meu ver, fragiliza ainda mais a família, alicerce da sociedade, nos termos do artigo 226 “caput” da Constituição Federal.Na medida em que os mais fúteis motivos puderem ser utilizados para que a dissolução conjugal chegue a termo, sem qualquer entrave burocrático, possivelmente, não possibilitando nem o aconselhamento de magistrados e nem o de terceiros para a tentativa de salvar o casamento, o divórcio realmente será relâmpago.Não poucas vezes, casais que estão dispostos a separar-se, não percebendo o impacto que a separação pode causar nos filhos gerados, quando aconselhados e depois de uma reflexão mais tranquila e não emocional, terminam por se conciliar.Conheço inúmeros exemplos nos quais o ímpeto inicial foi contido por uma meditação mais abrangente sobre a família, os filhos e a vida conjugal, não chegando às vias do divórcio pela prudência do legislador ao impor prazos para concedê-lo e pela tramitação que permite, inclusive, a magistrados aconselharem o casal em conflito.

A Emenda mencionada autoriza que, no auge de uma crise conjugal, a dissolução do casamento se dê, sem prazos ou entraves cautelares burocráticos. Facilita, assim, a tomada de decisões emotivas e impensadas, dificultando, portanto, uma solução de preservação da família, que foi o objetivo maior do constituinte ao colocar no artigo 226, que o Estado prestará especial proteção à família.Entendo que a “PEC do divórcio relâmpago” gera insegurança familiar, em que os maiores prejudicados serão sempre, em qualquer separação, os filhos, que não contribuíram para as desavenças matrimoniais, mas que viverão a turbulência da divisão dos lares de seus pais, não podendo mais ter o aconchego e o carinho, a que teriam direito — por terem sido por eles gerados ou adotados — de com eles viverem sob o mesmo teto.Como educador há mais de 50 anos, tenho convivido com os impactos negativos que qualquer separação causa nos filhos, que levam este trauma, muitas vezes, por toda a vida.

Por isto, sou favorável à maior prudência, como determinou o constituinte de 88, no § 6º do artigo 226 da Lei Maior. Tenho para mim, inclusive, que o capítulo da Família na Carta Magna de 88, por ser a família a espinha dorsal da sociedade, deveria ser considerado cláusula pétrea.

Ives Gandra da Silva Martins: Advogado. Doutor em Direito. Professor Emérito das Universidades Mackenzie, UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo e do Centro de Extensão Universitária.

Fonte: MemesJurídico

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* Mais mulheres dos EUA terminam idade reprodutiva sem um único filho.

terça-feira, agosto 3rd, 2010

Peter J. Smith

Aproximadamente de cada cinco mulheres americanas, uma agora chega ao final da idade reprodutiva sem ter um único filho, dobrando o número de mulheres sem filhos desde a década de 1970, de acordo com um novo estudo do Centro de Pesquisas Pew.

Em 1976, de cada dez mulheres (580.000) entre as idades de 40 e 44, só uma relatava não ter filhos. A partir de 2008, aproximadamente 1.9 milhão de mulheres de idades entre 40 e 44, ou 18% das mulheres nesse grupo, relataram não ter filhos — um salto de 80% em menos de 40 anos.

Pew relata que os índices de esterilidade subiram em todas as categorias étnicas e raciais, com mulheres brancas na frente com 20%. Mas os negros e os hispânicos têm visto aumentos substanciais em mulheres chegando ao fim de sua fertilidade sem ter um único filho.

O índice de mulheres sem filhos para cada um desses grupos minoritários se elevou de 13% em 1994 para 17% em 2008 — um aumento de 30% em apenas pouco mais que uma década.Entretanto, o que diminuiu durante a década passada foi o número de mulheres solteiras sem filhos entre as idades de 40 e 44.

Em 1994, 71% das mulheres solteiras nesse grupo não tinham filhos, em comparação com 56% em 2008.Para mulheres que têm educação, o índice de ausência de filhos também aumentou de forma constante, com uma exceção: a percentagem de mulheres com diplomas avançados que também não têm filhos diminuiu de forma significativa durante a década passada. Em 1994, 30% das mulheres entre as idades de 40 e 44 anos com mestrados e 34% das mulheres com doutorados ou seus equivalentes relataram não ter nenhum filho. Mas em 2008, só 25% das mulheres nesse grupo com mestrados e 23% das mulheres com diplomas profissionais ou doutorados relataram não ter nenhum filho.

Pew relata que os especialistas dizem que alguns fatores envolvidos podem ser que o incentivo social para que as mulheres tenham filhos diminuiu, a contracepção aumentou, melhores metas de carreira fazem com que as mulheres adiem a gravidez e a sociedade não mais vê ter filhos como parte de uma vida realizada.

Em 2007, apenas 41% dos adultos responderam a uma pesquisa de opinião pública de Pew de 2007 dizendo que as crianças são muito importantes para um casamento bem-sucedido. Mas em 1990, 65% disseram que filhos eram vitais para um casamento bem-sucedido.No entanto, Pew realmente indica que uma percentagem crescente dos americanos estão preocupados com o impacto que a sociedade sofrerá com as mulheres que não têm filhos. Embora uma pesquisa do Pew de 2009 tenha relatado que 46% dos americanos não criam que uma crescente parte das mulheres não tendo filhos faça a diferença, 38% disseram que a tendência para com a esterilidade é prejudicial para a sociedade. O número reflete aproximadamente um salto de dez pontos, pois só 29% dos americanos sustentaram essa opinião numa pesquisa do Pew de 2007.

O relatório completo pode ser visto aqui.

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* A Beleza do matrimônio entre um Homem e uma mulher.

quinta-feira, julho 29th, 2010

As legendas estão em espanhol, mas as imagens falam por sí só. Foi retirado do excelente filme “para crianças” da pixar  “Up- altas aventuras”

Deus seja louvado!

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* “Ella”: Surge novo anticoncepcional abortista.

quarta-feira, julho 21st, 2010

Por Carmen Elena Villa

Um novo fármaco classificado entre os anticoncepcionais de emergência estará disponível dentro das próximas semanas nas prateleiras das farmácias norte-americanas para qualquer mulher maior de 17 anos.

Trata-se da pílula “Ella” ou “EllaOne”, aprovada em 17 de junho pelo Food and Drug Administration (FDA), agência do governo dos EUA de controle de alimentos e medicamentos.

A pílula é eficaz até cinco dias após o intercurso sexual. Segundo o laboratório farmacêutico francês HRA Pharma, que produz o fármaco, trata-se de uma “versão melhorada” da pílula do dia seguinte.

Como age?

“EllaOne” contém uma substância chamada acetato de ulipristal (CDB-2914), um modulador seletivo dos receptores da progesterona. Atua bloqueando a ação da progesterona, hormônio produzido pelo organismo da mulher para induzir as transformações necessárias para acolher o óvulo fecundado, fixando-o no útero.

O ulipristal é tóxico para o embrião, e pode provocar sua morte no caso de já estar implantado no útero.

A substância tem efeitos semelhantes aos da mifepristona e da pílula RU-486, introduzidos no mercado norte-americano há cerca de 10 anos.

Manipulação

Erin Gainer, diretor da HRA Pharma, declarou que “a contracepção de emergência representa uma necessidade terapêutica real”.

“Nosso objetivo é garantir a disponibilidade do EllaOne para os milhões de mulheres que podem dele necessitar”, acrescentou. “Pretendemos colocar em marcha, mediante nossas estruturas comerciais e de marketing e nossa rede de parceiros privilegiados, projetos que assegurem este objetivo”.

O professor Lucio Romanos, diretor do departamento de ciências obstétrico-ginecológicas , urológicas e de medicina reprodutiva da Universidade de Nápoles “Federico II”, destacou que a campanha de promoção do novo fármaco “apresenta a gravidez, quando não planejada, como uma doença a ser tratada”.

Por sua vez, o Population Research Institute, convida a refletir sobre a possibilidade de um fármaco “impedir a gravidez cinco dias após uma relação sexual”, esclarecendo que “os espermatozóides podem alcançar a trompa e fecundar o óvulo em poucos minutos”.

A HRA Pharma insiste que a pílula não é abortiva. “Segundo seu ponto de vista, a gravidez não se inicia com a concepção, mas com a implantação do embrião no útero da mãe, cinco a sete dias depois”, afirma o comunicado do Population Research Institute.

Para a entidade, a estratégia envolve uma campanha de desinformação, manipulando a linguagem para iludir a consciência das mulheres.

Pontos contrários

Diversos grupos pró-vida nos EUA têm se pronunciado contra o fármaco, defendendo a vida desde sua concepção. Beth Lauver, diretora do apostolado arquidiocesano Respect Life, afirmou que a inovação consiste simplesmente “em outra forma de aborto precoce”.

Para o Dr. Brian Gosser, do Centro Médico Saint Anthony de South County, o principal aspecto de controvérsia em relação ao fármaco reside “na questão moral sobre quando de fato a vida tem início”.

“Se acreditarmos, tal qual ensina a Igreja, que a vida se inicia no momento em que o óvulo e o espermatozóide se unem, então evidentemente qualquer fármaco que atue impedindo a implantação do embrião é abortivo, e portanto, moralmente inaceitável”, afirmou.

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* V congresso Europeu de Famílias Numerosas.

sexta-feira, junho 25th, 2010

Sob o lema “Famílias Numerosas: Esperança para a Europa” e com um logotipo muito feliz (parabéns, Itália!), vai realizar-se, de 31 de Julho a 2 de Agosto, em Rimini, o V Congresso Europeu de Famílias Numerosas, com famílias de todo o continente, designadamente algumas (muito poucas…) portuguesas.

Mais informação sobre este importante evento poderá ser encontrada no site da ELFAC-European Large Families Confederationhttp://sites.google.com/site/webelfac/). (

Recorda-se que o I Congresso Europeu realizou-se em 2002, em Madrid, onde foi lançado o desafio de se criar uma Confederação Europeia, desafio esse que foi concretizado durante o II Congresso, em Lisboa, em 2004. Desde essa data, a ELFAC tem realizado o seu Congresso Europeu de dois em dois anos, organizados pelas diferentes associações ou federações nacionais (Budapeste, Barcelona e, agora, Rimini).

A ELFAC (e a APFN, a que pertence) espera que a realização de mais este Congresso, desta vez organizado pela dinâmica, jovem e imaginativa ANFN (a associação italiana) contribua para acordar os políticos europeus para a realidade bem ilustrada no logo deste Congresso e que a ELFAC, a nível europeu, e os seus membros ao nível nacional, não se cansam de alertar: as famílias numerosas, objeto de um fortíssimo ataque por parte de vários estados, não só não são um problema, como, na realidade, são a solução para o cada vez mais rigoroso Inverno Demográfico que vai assolar, em força, na Europa.

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* Educação sexual deve responder a valores familiares e não a ideologias.

domingo, junho 20th, 2010

O presidente de Profissionais pela Ética (PPE) da Região da Catalunha na Espanha, Ramón Novella, assinalou que a educação sexual dos menores deve ser dada pela família, e que a escola pode ser uma colaboradora se responde aos valores dos pais e não aos interesses ideológicos do Governo.

Em referência à nova lei do aborto, que entrará em vigência neste país europeu no dia 5 de julho, Novella indicou que “a educação sexual (que promove esta norma) está ligada a uma proposta ideológica que muitos pais não compartilham”.

“Estão impondo um modelo em um âmbito no qual deveria haver liberdade. À parte de que esta proposta de educação sexual não favorece o desenvolvimento positivo das pessoas e as converte em seres infelizes, isso sim completamente manipuláveis”, acrescentou.

Por isso, criticou as propostas marcadas pela ideologia de gênero e o relativismo, que querem que os menores acreditem que existe uma “diversidade sexual” como a homossexualidade ou a bissexualidade.

“Parece-me intolerável que na etapa final da infância e na adolescência se fomente este tipo de educação onde o menino ou garota devem expor sua tendência sexual, é aberrante provocar estas situações no âmbito escolar e só é possível entendê-lo se atrás disto existem uns interesses em promover a homossexualidade”, expressou.

Novella animou os pais a que se informem bem “e saibam o quê supõe esta educação sexual obrigatória”, porque não podem aceitar que do Estado imponha a eles uma concepção que vai contra seus próprios valores.

“Aos pais diria que assumam com maior responsabilidade seu trabalho educativo (…). Encontramo-nos ante uma realidade de urgência educativa onde ninguém pode dizer que isto não me afeta, justamente o contrário, isto nos afeta a todos e devemos nos pronunciar para não deixar-nos impor aquilo que não contribui à felicidade”, indicou.

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* Jovem latina deu a vida pelo seu bebê na Flórida.

terça-feira, junho 15th, 2010
Martha Motley / Jovan pai e Jovan filho / Esmeralda Abreu, mãe de Benny Abreu (foto: La Prensa)

A jovem de origem dominicano Benny Abreu comoveu os habitantes da Flórida por seu testemunho de amor maternal. Ela padecia sérios problemas cardíacos e preferiu morrer antes que abortar o filho que esperava.

Benny, de 25 anos de idade, graduou-se na Universidade da Flórida Central em princípios de maio, decidiu prosseguir com sua gravidez, sabendo que padecia uma severa condição cardíaca que poderia causar sérias complicações.

Conforme informou o jornal La Prensa da Flórida, a jovem nunca considerou a possibilidade de um aborto e assegurava que sua gravidez era uma bênção.

“O doutor disse a ela que devia abortar se queria viver, mas ela disse que não, que ela não podia matar o seu filho e que ia seguir com a gravidez”, relatou sua mãe à imprensa local.

Em 17 de maio ela deu à luz o seu filho mas sua condição piorou, transladaram-na ao Shands Hospital de Gainsville, um centro especializado em cardiologia, onde faleceu no dia 30 de maio.

“Eu sabia que ela tinha uma condição médica com seu coração, inclusive a levei ao médico várias vezes, mas nunca em minha mente imaginei que ia morrer, eles (os médicos) disseram que o bebê devia vir cedo e que poderia sofrer um pouco, mas nunca esperei que isto acontecesse”, explicou Jovan Toliver, pai do bebê.

Toliver assinalou sentir que “perdi um pedaço de mim mesmo, mas o único que me mantém é saber que ela nunca vai querer que eu deixe sozinho o seu bebê e por isso devo ser forte”.

“Ela foi muito valente e nunca duvidou em ter o seu bebê, embora para isso tivesse que pagar o preço mais alto. Eu sei que agora ela está nas mãos de Deus e quando olhar para baixo verá a melhor parte dela conosco e saberá que sempre o cuidaremos”, acrescentou a mãe de Jovan, Martha Motley.

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