Posts Tagged ‘Igreja’

* Três significativas pesquisas sobre a Igreja na Itália e EUA.

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Foram publicados três novos estudos empíricos sobre a situação da Igreja Católica na Itália e Estados Unidos que oferecem dados importantes com relação a vários aspectos da vida e da missão da Igreja.

Comecemos pelo  raio-X da religião na Itália.

A análise é de John L. Allen Jr., publicada no National Catholic Reporter, 13-08-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A título de prefácio, vou admitir que não há razão, em princípio, pela qual as vicissitudes da Igreja na Itália devam importar para, digamos, a República Democrática do Congo, ou as Filipinas, ou para os Estados Unidos – todos países cujas populações católicas ultrapassam a do “bel paese”.

No entanto, a Itália desponta como um país desproporcionalmente grande por pelo menos duas razões. A primeira é o papel histórico da Igreja e do papado na Itália, de forma que praticamente tudo o que acontece ou deixa de acontecer lá é visto como um referendo sobre a influência da Igreja. Em segundo lugar, a Itália é como um segundo lar para uma grande faixa dos legisladores, intelectuais e ativistas da Igreja.

Como resultado disso, quando a Igreja italiana espirra, o mundo católico tende a pegar gripe.

A edição atual da revista Il Regno, uma popular publicação católica italiana dos padres dehonianos, apresenta os resultados de um pesquisa abrangente sobre o comportamento e a fé religiosa italiana liderada pelo sociólogo Paolo Segatti, da Universidade de Milão.

A preocupante conclusão de Segatti é que, em uma geração, os católicos podem ser uma minoria na Itália. O estudo traz um título provocativo: “Sobre a Itália religiosa: De católica a genericamente cristã”.

Na verdade, os resultados não são tão ruins para a igreja:

  • 81,3% dos italianos se identificam como católicos (oficialmente falando, 96% foram batizados como católicos).
  • Quase 28% dos católicos italianos vão à missa pelo menos uma vez por semana, uma taxa comparável à dos Estados Unidos e extraordinariamente alta para os padrões europeus.
  • Quase 60% dos italianos dizem se sentir pessoalmente ofendidos quando ouvem alguém falar mal da Igreja ou do Papa.
  • Quase metade dos italianos dizem que é importante ser católico para ser um “verdadeiro italiano”.
  • Mais de dois terços dos italianos, 67,8%, dizem confiar na Igreja, um resultado significativamente mais alto do que qualquer parlamento nacional ou partido político.

Esses resultados parecem ser basicamente impressionantes para um país no coração da Europa ocidental contemporânea, onde o secularismo faz parte do pacote cultural básico. Pode-se entender por que alguns especialistas falaram que a secularização está realmente sendo “freada” ou até “revertida” na Itália.

O aspecto mais marcante dos dados de Segatti, porém, é a grande brecha geracional entre os nascidos depois de 1981 – ou seja, qualquer pessoa com menos de 30 anos – e os italianos mais velhos, especialmente aqueles com 65 anos ou mais:

  • Embora 27% dos italianos em geral vão à missa pelo menos uma vez por semana, a taxa é de 44% para o grupo com 65 anos ou mais, e de apenas 13% para a multidão com menos de 30 anos.
  • Embora 72% dos italianos dizem que “sempre” acreditam em Deus, a taxa é de 80% para os que têm mais de 65 anos, e um pouco mais de 50% para os menores de 30 anos.
  • Apenas 14% dos italianos com menos de 30 anos dizem que “frequentemente” se consideram católicos, e apenas 28% pensam que há alguma conexão entre ser católico e ser italiano.
  • Embora 77% dos italianos com mais de 65 dizem confiar na Igreja, esse número cai para menos da metade, 44%, entre os menores de 30 anos.

Analisando as crenças e as práticas dos italianos mais jovens, Segatti escreve: “Tem-se a sensação de observar um mundo diferente”, um mundo que “oferece um lampejo de um futuro em que os crentes em Deus são uma minoria”.

Há ainda um conjunto de resultados preocupantes para os líderes católicos: ou seja, o fraco papel da Igreja no debate público.

Diante de uma longa lista de questões sociais ardentes – incluindo os tratamentos para o fim da vida, o aborto, a homossexualidade, o desemprego, a imigração e o comportamento moral pessoal dos políticos, a maioria dos italianos em praticamente todos os casos disseram que o fato de se pronunciar sobre esses assuntos não deveria fazer parte da missão da Igreja. A única exceção foi o desemprego, em que 51% disseram que a Igreja deve fazer com que sua posição seja conhecida – talvez refletindo a tradição da doutrina social católica, assim como o importante papel do trabalho organizado na Itália.

Segatti tira a seguinte conclusão: “A religiosidade dos italianos tem assumido características que forçam as instituições eclesiásticas, se elas querem desempenhar um papel na esfera pública, a competir com as forças seculares. Mais frequentemente do que parece, elas sucumbem a essas forças seculares na formação das opiniões de seus próprios fiéis sobre questões públicas”.

O futuro da religião na Itália, conclui Segatti, será “mais diversificado e evanescente”, já que “um país que uma vez foi católico torna-se genericamente cristão”.

* * *

Falando de pesquisas que devem provocar uma pausa de reflexão nos líderes da Igreja, houve também uma pesquisa da Associated Press-Univision, divulgada nesta semana, que revelou que os latinos mais jovens dos Estados Unidos, e aqueles que falam mais inglês do que espanhol, são menos propensos a se identificar com a Igreja Católica.

No total, 62% dos hispânicos dos Estados Unidos se identificam como católicos. Assim como na Itália, no entanto, há uma clara divisão geracional: apenas 55% dos que têm entre 18 e 29 anos se identificam como católicos, comparados com os 80% daqueles que têm 65 anos ou mais.

A pesquisa também descobriu que a crença e a prática religiosas tendem a ser mais fortes entre os latinos protestantes, especialmente aqueles que pertencem a uma Igreja evangélica ou pentecostal. Esses hispânicos são duas vezes mais propensos a participar de serviços religiosos uma vez por semana, a ver a Bíblia como Palavra de Deus e a ter opiniões tradicionais sobre questões como o casamento homossexual e o aborto.

Pelo menos três questões surgem:

  • Há algo no catolicismo dos EUA que ofereça aos hispânicos menos isolamento das pressões da cultura secular do que nas Igrejas evangélicas e pentecostais?
  • Há algo na transição do espanhol para o inglês que esteja associado a um declínio da fé e da prática católicas? (Por exemplo, o tipo de catolicismo que se desenvolveu na cultura anglo-saxônica, com sua ênfase no individualismo, no congregacionalismo etc, é às vezes desagradável para os hispânicos?)
  • Quais programas de extensão ou evangelização entre os jovens latinos católicos parecem mais promissores?

Por razões óbvias, tudo isso deveria ser motivo de preocupação para os líderes pastorais do catolicismo norte-americano.

Um recente estudo do Pew Forum sobre a paisagem religiosa norte-americana projetou que, em 2030, a Igreja Católica dos Estados Unidos irá alcançar um marco demográfico: pela primeira vez, os brancos não serão uma maioria estatística da população católica. Eles ainda vão ser uma pluralidade, com 48%, mas os hispânicos representarão 41%. Até a metade do século, os hispânicos provavelmente vão se tornar a maioria católica.

Dada essa realidade demográfica – que Luis Lugo, diretor do Pew Forum, chama de “morenização” do catolicismo norte-americano –, o destino da fé entre os hispânicos mais jovens terá muito a dizer sobre o futuro do catolicismo norte-americano.

* * *

Finalmente, houve também um estudo nesta semana que oferece algumas claras boas notícias para a Igreja Católica.

Thomson Reuters, que é uma fonte de dados empresariais e profissionais laica e com fins lucrativos, divulgou um estudo de 255 sistemas de saúde dos Estados Unidos, agrupando-os em quatro categorias: católico, de propriedade de outra Igreja, secular sem fins lucrativos, e de propriedade de investidores com fins lucrativos. A linha de fundo é que os sistemas de saúde católicos tiveram a maior pontuação na qualidade em geral, bem como na qualidade dos serviços oferecidos às comunidades que atendem.

Os fatores levados em consideração incluem:

  • Taxas globais de mortalidade;
  • Taxas de complicação;
  • Índice de segurança do paciente;
  • Taxa de mortalidade ajustada de 30 dias por ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e pneumonia;
  • Taxa de readmissão ajustada de 30 dias por ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e pneumonia;
  • Tempo médio de permanência;
  • Avaliação do paciente pelo desempenho hospitalar em geral.

Os sistemas católicos, juntamente com os sistemas de propriedade de Igrejas em geral, superaram significativamente tanto os sistemas de saúde com fins lucrativos quanto os sem fins lucrativos.

“Nossos dados sugerem que as equipes de liderança (conselhos, executivos e chefes dos médicos e da enfermagem) dos sistemas de saúde pertencentes às Igrejas podem ser os mais ativos no alinhamento das metas de qualidade e no monitoramento das conquistas do sistema”, concluiu o estudo.

O ano passado, na verdade, foi um período turbulento para o sistema de saúde católico dos Estados Unidos. A dura batalha política sobre a reforma da saúde abriu uma ruptura com os bispos dos EUA que ainda não está completamente fechada, e há questões difíceis com relação à viabilidade econômica de hospitais e sistemas católicos em algumas partes do país.

Neste momento, a venda proposta do Caritas Christi Health Care de Boston para um grupo de capital de risco, que suscitou a indignação de alguns círculos católicos, serve como exemplo.

Especialmente nesse contexto, é consolador ver um claro reconhecimento público, e de uma fonte secular objetiva, da extraordinária qualidade do sistema de saúde católico dos Estados Unidos. “Complimenti!”

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* Pedofilia só vira notícia quando ligada a sacerdotes?

quinta-feira, agosto 5th, 2010
Denúncia do especialista monsenhor Fortunato Di Noto
Pedofilia somente é notícia quando está ligada aos sacerdotes, denuncia um dos protagonistas na luta contra esse crime, monsenhor Fortunato Di Noto.
Este sacerdote fundou uma associação que há mais de 20 anos luta pela tutela da infância contra a pedofilia, pornografia infantil e exploração sexual. Ele também é assessor de órgãos internacionais, inclusive agências da ONU.

A associação (Associazione Meter Onlus) realiza seu trabalho não só de forma repressiva mas também prevenindo e educando. Criou na Itália 15 centros de acolhida, formou 300 agentes para a defesa da infância, por meio da supervisão da internet e colaboração com as forças da polícia.

Como explica o sacerdote, a pedofilia é um crime, mas também uma máquina de fazer dinheiro, com uma promoção própria, que movimenta cifras de mais de 13 milhões de euros por ano e um total de mais de 200 mil menores envolvidos e abusados, entre os quais bebês de poucos dias até dois anos de idade.

Contudo, destaca Di Noto, grande parte da imprensa se escandaliza somente pelos sacerdotes pedófilos e não por este fenômeno de enormes proporções.

“O mais impressionante é que foi falado de pedofilia do clero mas não se fala, por exemplo, da pedofilia como fenômeno mundial. E o fenômeno mundial dos absuso sexuais está diante os olhos de todos”, afirmou o sacerdote a H2onews.org.

O que me impressiona, e faz diferença, é que a mídia, provavelmente dirigida por lobbys da comunicação, quis falar mais disto e não da gravidade e da criminalidade contra as crianças, da gravidade da exploração sexual dos menores, da gravidade do turismo sexual infantil, da gravidade da venda de crianças e da gravidade da violação de crianças. Esta é a demonstração visível e espetacular de como alguns meios de comunicação, movidos por alguns lobbyes de pensamento, comunicam, às vezes, notícias falsas, não verificadas ou ainda manipuladas.”

Para o fundador da associação contra pedofilia, é preciso ter uma maior responsabilidade e atenção por parte dos pais e também mais atenção perante a difusão da pedofilia nas principais redes sociais.

“A pergunta é: por que na Itália há 180 mil menores de 13 anos que, sem autorização, estão inscritos no Facebook?”. “Isso significa que há 180 mil famílias que não controlam o que estas crianças fazem”.

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* Supostos sacerdotes de vida homossexual devem deixar estado clerical, disse Vicariato de Roma.

sexta-feira, julho 23rd, 2010
A Capa revela a intenção da reportagem.

Em enérgica resposta a uma reportagem da revista socialista italiana Panorama, que apresenta as atividades homossexuais de três supostos sacerdotes –um deles não italiano–, o Vicariato de Roma (Itália) assinalou esta sexta-feira que os sacerdotes que são homossexuais deveriam sair à luz e pensar seriamente em deixar o sacerdócio.

O comunicado publicado no jornal Avvenire assinala que “quem realizou esta reportagem afirma ter freqüentado alguns sacerdotes homossexuais e ter documentado seu comportamento com uma câmara escondida”.

“A finalidade do artigo é evidente, criar o escândalo, difamar a todos os sacerdotes ,  desacreditar a Igreja–e deste modo– fazer pressão contra aquela porção da Igreja definida por eles como ‘intransigente, que se esforça por não ver a realidade’ dos sacerdotes homossexuais”.

O Vicariato de Roma assinala logo que “os fatos relatados não podem deixar de suscitar dor e desconcerto na comunidade eclesiástica de Roma, que conhece de perto os seus sacerdotes não pela ‘dupla vida, mas com uma ‘vida só’, feliz e alegre, coerente com a vocação, entregue a Deus e ao serviço das pessoas, esforçada em viver e testemunhar o Evangelho e modelo de moralidade para todos”.

Estes esforçados e coerentes homens “são os mais de 1 300 sacerdotes de nossas 336 paróquias, oratórios, das múltiplas obras de caridade, dos institutos de vida consagrada e das outras realidades eclesiásticas operantes nas universidades, no mundo da cultura, nos hospitais e nas fronteiras da pobreza e da degradação humana, não só em nossa cidade mas também em terras longínquas e em condições muito pobres”.

Seguidamente assinala que “quem conhece a Igreja de Roma –onde vivem também centenas de outros sacerdotes provenientes de todo o mundo para estudar na universidade, mas que não são do clero romano nem estão envolvidos na pastoral– não se encontra nem mesmo minimamente ante a realidade do comportamento daqueles de ‘dupla vida’, que não entenderam o que é o ‘sacerdócio católico e não deveriam chegar a converter-se em sacerdotes”.

“Saibam que ninguém os obriga a seguir sendo sacerdotes, desfrutando apenas dos benefícios. O coerente seria que saiam ao descoberto. Não queremos seu mal mas não podemos aceitar que por seus comportamentos se enlode a venerabilidade de todos os outros”,
precisa o texto.

Ante fatos similares, continua, “aderimos com convicção ao que o Santo Padre Bento XVI  repetiu muitas vezes nos últimos meses: ‘os pecados dos sacerdotes’ reclamam a todos a conversão do coração e da vida assim como ser vigilantes e não ‘minar a fé e a vida cristã, atacando a integridade da Igreja, debilitando sua capacidade de profecia e testemunho, manchando a beleza de seu rosto’”.

“Este Vicariato –conclui– está empenhado em perseguir com rigor, segundo as normas da Igreja, todo comportamento indigno da vida sacerdotal”.

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* Patriarcado de Lisboa lança fórum virtual para aproximar Igreja e sociedade

sexta-feira, julho 23rd, 2010
Olhar Público.bmp

O Patriarcado de Lisboa, em Portugal, criou um fórum online chamado “Olhar Público” (olhar-publico.blogspot.com), cujo intuito é permitir que sacerdotes, bispos, membros de outras confissões e leigos acompanhem o dia-a-dia das ações da Igreja no país. Com informações da Rádio Vaticana.

Em comunicado a respeito do fórum, o Patriarcado de Lisboa relembrou que a importância de se recorrer às novas tecnologias para aproximar Igreja e comunidade foi fortemente debatida no último encontro das Comissões Episcopais das Comunicações Sociais da Espanha e de Portugal. Foi neste sentido, que se desenvolveu e implementou o fórum online; buscando encontrar novas formas de diálogo entre a Igreja e a sociedade portuguesas.

O fórum também é uma resposta às orientações do Papa em sua mensagem pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano.

Gaudium Press

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* A irmã religiosa que recruta noviças em um blog.

quinta-feira, julho 22nd, 2010

Jornal La Repubblica

Querendo explicar um pouco laicamente, a irmã Elvira de Witt é uma espécie de “olheira da série A”. Mas ela não está à procura nos campinhos de futebol da nova “Mão de Deus”, ou seja, do Maradona do futuro: pelo contrário, ela está “farejando” as almas que tiveram o chamado divino. Desde jovem, a irmã Elvira era cantora lírica.

Mas nela, a estatura e o timbre da voz sugerem ainda complexas partes de contraltos. Porque é a essa mulher enérgica e de sorriso contagioso – e não só a ela – que o Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, na via Aurelia, em Roma, se confia para promover um resultado de algum modo milagroso: conter a hemorragia de vocações que, em poucos anos, corre o risco de esvaziar conventos e abadias.

Assim, hoje, a ex-cantora lírica sobe à cátedra para a aula magna do Ateneu Pontifício, Instituto Superior de Ciências Religiosas, para contar a sua experiência feita de horas e horas diante do computador. Entre chats e possíveis noviças.

“Ela tem um blog totalmente seu, e muitas jovens que lhe escrevem. Graças à irmã Elvira, há pelo menos algumas entradas no convento a cada ano”, diz German Sanchez, diretor do Instituto, leigo consagrado e pertencente à ordem Regnum Christi.

O ateneu na Aurelia é dirigido  pela congregação dos Legionários de Cristo.

“O próprios conventos – explica Sanchez – se dirigiram ao nosso Instituto para organizar o seminário, pegos de improviso e assustados pela penúria das novas entradas”.

Nos últimos 15 anos, pouquíssimas foram as jovens italianas que escolheram se dedicar completamente a Deus.

Segundo o anuário da USMI, União das Superioras Maiores da Itália, no país há 90 mil irmãs, 7 mil das quais são de clausura. “Uma comunidade feminina que está sempre mais envelhecendo”, diz Fabrizio Mastrofini, que escreveu um livro de título emblemático: “Per Sempre? Come sono cambiati i frati e le suore in Italia” [Para sempre? Como os freis e as irmãs mudaram na Itália], relatando as dificuldades e os limites de quem escolhe a vida monacal.

Mas, para o diretor Sanchez, o segredo da abordagem com uma possível irmã está no carisma. “Uma irmã deve ter uma forte identidade do ponto de vista religioso e psicológico”, diz. “Deve estar orgulhosa com a sua própria ordem, sem dar uma visão opaca ou muito leve dela. E deve saber conhecer a jovem de hoje com todas as suas riquezas e contradições. Só assim poderá se aproximar das mulheres e entender se, naqueles olhos, há uma vocação”.

Tonino Cantelmi , professor de psicologia da vida consagrada, fala de “mundo líquido”. “Na nossa sociedade, as jovens, muito frequentemente, não tem nenhum ponto de referência familiar”. Frágeis, com uma adolescência mais longa do que as outras gerações, “as jovens tem necessidade de serem acompanhadas e de ter uma identidade clara”, destaca Cantelmi, que também escreveu o livro “La vita consacrata come risposta ai problemi del nostro tempo” [A vida consagrada como resposta aos problemas do nosso tempo]. Um volume que, quando o professor termina sua fala no curso, muitas decidem comprar.

Mas para contar qual pode ser o caminho para encontrar a vocação haverá também um representante de produtos de beleza. “Nesta quinta-feira, Andrea, um belo jovem e motorista, voluntário das ambulâncias – explica Sanchez – dará o curso ‘Promotores vocacionais entre cosméticos e bares’“. Ele irá explicar à plateia como, graças ao seu trabalho sempre em contato com as mulheres, fez com que muitas clientes se encontrassem com as irmãs ao longo dos anos. E de como algumas jovens se deixaram conduzir pelo caminho da vocação.

Outro capítulo importante: como dizer à mãe, ao pai ou ao parceiro que se quer deixar tudo para ir para o convento. “É uma passagem delicada. Por isso, a animadora também deve ser uma boa psicóloga – diz Sanchez –, capaz de fazer com que a família da noviça aceite uma decisão muito frequentemente acolhida com dúvidas e desânimo”

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* Catolicidade: Turcomenistão. Igreja Católica é reconhecida oficialmente pelo governo.

sexta-feira, julho 16th, 2010

“Nós fomos oficialmente reconhecidos como Igreja Católica no Turcomenistão. É uma grande alegria e uma grande esperança”: é quanto comunicou à Agência Fides Pe. Andrzej Madej, Superior da Missio Sui iuris do Turcomenistão.

Para a pequena comunidade católica do estado centro-asiático (100 católicos) é “uma etapa decisiva para a história da Igreja no país”.

O superior recebeu em março passado uma comunicação do Ministério de Justiça turcomeno e do “Conselho para as religiões”, organismo governamental existente na república. De agora em diante a Igreja é autorizada a ter “uma presença pública oficial”, com todos os benefícios que isso implica, em nível jurídico e em nível pastoral.

Nos próximos dias, a partir de 17 de julho, será o Núncio Apostólico na Turquia e Turcomenistão, Dom Antonio Lucibello que visitará o país a fim de se encontrar com os representantes do Ministério do Exterior e do Ministério da Justiça, ratificando as etapas concluídas e expressando a satisfação de Santa Sé.

O núncio presidirá também uma cerimônia para saudar o Frei Tomasz Kostinski, OMI, missionário que parte para a Irlanda, que será substituído na Missio Sui iuri por um jovem missionário espanhol dos Oblatos de Maria Imaculada. Além disso, da Polônia se une à comunidade o diácono Pe. Raphael, que no próximo ano se tornará sacerdote.

Na república ex-soviética da Ásia Central, que conta 5 milhões de habitantes, com os 90% de muçulmanos, vivem 100 católicos batizados, cerca de 30 catecúmenos e um grupo de “simpatizantes da fé cristã”.

O Turcomenistão, como os outros países da Ásia central, é uma terra de “primeira evangelização”: no país não existem igrejas católicas, destruídas pelos revolucionários soviéticos a partir de 1920. As comunidades religiosas admitidas eram até agora a islâmica sunita e a Igreja Ortodoxa russa.

Há 13 anos a Igreja Católica apresentou o pedido de registro oficial, O Ministério da Justiça exigia que no comando da comunidade religiosa teria que ser um cidadão turcomeno. Este obstáculo foi superado. “Hoje nós pensamos também em pedir ao governo a construção da primeira igreja católica em nossa missão. Até agora construímos a igreja de “pedras vivas”, agora queremos edificar um templo” – ressalta Pe. P. Andrej.

A comunidade cristã pede para reaver a única igreja armênia que sobreviveu ao período soviético, que se encontra no Turcomenistão, no oeste do país, em estado de quase completa decadência, e outra igreja localizada em Serdar, hoje transformada num bar.

Os católicos turcomenos são a maioria de etnia polonesa e alemã. Os fiéis católicos até agora, celebram a Santa Missa no território diplomático da nunciatura de Ashgabat e se encontravam em suas casas.

No país trabalham dois sacerdotes católicos e um diácono (Missionários Oblatos de Maria Imaculada, como Pe. Madej) e não tem nenhuma religiosa. As esperanças é que de agora em diante voltem a florescer. (PA)

Agência Fides

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* Sacerdote argentino promotor do “casamento” homossexual desafia Igreja na Argentina.

sexta-feira, julho 16th, 2010

Para seu conhecimento:

Há mais de 17 projetos tramitando no Congresso Brasileiro sobre essa temática.

O mais “acanhado” deles é o da Marta Suplicy, de 1995, que não estabelece nem casamento nem união estável, é uma parceria, um tipo de contrato. E ali diz, expressamente, que é proibido adotar crianças.

***

O sacerdote argentino conhecido por promover as uniões homossexuais anunciou que não obedecerá à ordem cautelar do seu bispo, que o proibiu de exercer o ministério sacerdotal.

“Neste final de semana vou celebrar a Missa, a menos que me prendam”, anunciou o Pe. José Nicolás Alessio,que é contra os ensinamentos da Igreja, apoia a reforma ao Código Civil Argentino que deu  permissão para o erroneamente chamado “casamento” homossexual.

Ontem, a arquidiocese de Córdoba anunciou que seu arcebispo, Dom Carlos José Ñañes, iniciou perante o tribunal eclesiástico o processo canônico correspondente ao Pe. Alessio, de 52 anos, pároco de San Cayetano, no bairro Altamira, de Córdoba.

Enquanto se desenvolve o juízo, como medida cautelar, o arcebispo lhe proibiu o exercício público do ministério sacerdotal, Portanto, o mencionado sacerdote não poderá celebrar publicamente a Santa Missa nem administrar os sacramentos da Igreja, razão pela qual, na prática, não poderá trabalhar como pároco.

Na última segunda-feira, Dom Ñañez ordenou enviar um comunicado a todos os sacerdotes que têm alguma responsabilidade pastoral ou eclesial na arquidiocese de Córdoba, no qual “manifesta claramente que, depois de ter esgotado todos os meios de solicitude pastoral para que o presbítero José Nicolás Alessio se emendasse e retratasse publicamente das declarações realizadas por ele mesmo a favor do suposto ‘casamento’ entre pessoas do mesmo sexo, contrariando o ensinamento e o Magistério da Igreja Católica, e tendo o mencionado presbítero negado toda possibilidade de modificação do seu agir, decidiu iniciar o processo eclesiástico correspondente no tribunal interdiocesano de Córdoba, para que toda ação se realize conforme o direito eclesial vigente, estabelecendo uma medida cautelar na que formalmente ‘lhe proíbe o exercício público do ministério sacerdotal”.

***

Veja essa outra notícia.

Críticas do episcopado a duas sentenças judiciais polêmicas Dom Joseph Kurtz, arcebispo de Louisville, presidente do Comitê da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos para a Defesa do Casamento, expressou profunda preocupação diante das recentes sentenças de uma corte de Massachusetts que rejeita a definição do casamento como a união entre um homem e uma mulher.

O arcebispo apresentou o ponto de vista da Igreja depois de que o juiz Joseph Tauro, da Corte Federal do Distrito de Massachusetts, estabelecera, em 8 de julho, que a lei federal atualmente em vigor que regulamenta o casamento (o “Defense of Marriage Act”) viola o direito constitucional à igualdade jurídica dos parceiros homossexuais e constitui um impedimento para as competências de cada um dos Estados nesta matéria.

“O casamento – união entre um homem e uma mulher – é uma instituição única e insubstituível. O autêntico tecido da nossa sociedade depende dele. Não há nada que possa se comparar à união exclusiva e permanente do marido e da mulher”, esclarece o prelado, em nome do episcopado.

“O Estado tem o dever de utilizar a lei civil para apoiar – e mais ainda, para privilegiar de maneira única – esta instituição vital da sociedade civil. As razões para apoiar o casamento com a lei são inumeráveis, começando pela proteção do papel único dos maridos e das mulheres, o indispensável papel dos pais e das mães, dos direitos dos filhos, que com frequência são os mais vulneráveis entre nós”, acrescenta o bispo.

Por este motivo, em nome dos bispos dos Estados Unidos, Dom Kurtz expressa “profunda preocupação por estas sentenças perigosas e decepcionantes, que ignoram os mais claros objetivos do casamento e que, portanto, ofendem a autêntica justiça”.

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* Significado das novas “Normas sobre os delitos mais graves”, lançado pelo Vaticano.

sexta-feira, julho 16th, 2010

Nota do Pe. Federico Lombardi, SJ

Publicamos a nota (e uma síntese dela) divulgada hoje pelo Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, sobre o significado das novas “Normas sobre os delitos mais graves” [texto disponível em francês, inglês, italiano, latim, espanhol e alemão, N. Da T.], publicadas também hoje pela Congregação para a Doutrina da Fé.

As normas do ordenamento canônico para tratar dos delitos de abuso sexual de membros do clero em relação a menores foram publicadas hoje de maneira orgânica e atualizada, em um documento que se refere a todos os delitos que a Igreja considera excepcionalmente graves e que, portanto, estão sujeitos à competência do Tribunal da Congregação para a Doutrina da Fé: além dos abusos sexuais, trata-se de delitos contra a fé e contra os sacramentos da Eucaristia, da Penitência e da Ordem.

As normas sobre os abusos sexuais preveem, em particular, procedimentos mais rápidos para enfrentar com eficácia as situações mais urgentes e graves, e permitem a inclusão dos leigos na equipe dos tribunais, a prescrição passa a ser de 10 a 20 anos, equipara-se o abuso de pessoas com uso de razão limitado ao de menores, introduz-se o delito de pedo-pornografia. Propõe-se a normativa sobre a confidencialidade dos processos para proteger a dignidade de todas as pessoas envolvidas.

Dado que se trata de normas de ordenamento canônico, isto é, de competência da Igreja, não tratam do tema da denúncia às autoridades civis. No entanto, o cumprimento do previsto pelas leis civis faz parte das indicações dadas pela Congregação para a Doutrina da Fé desde as etapas preliminares do trato dos casos de abuso, como demonstram as “linhas-guia” já publicadas ao respeito.

A Congregação para a Doutrina da Fé também está trabalhando em indicações posteriores para os episcopados, de maneira que as diretrizes emanadas por eles, relativas a abusos sexuais a menores por parte do clero ou em instituições relacionadas com a Igreja, sejam cada vez mais rigorosas, coerentes e eficazes.

Nota completa do Pe. Federico Lombardi, SJ

Em 2001, o Santo Padre João Paulo II promulgou um decreto de importância capital, o Motu Proprio “Sacramentorum sanctitatis tutela”, que atribuía à Congregação para a Doutrina da Fé a responsabilidade de tratar e julgar, no âmbito do ordenamento canônico, uma série de delitos particularmente graves, cuja competência em precedência correspondia também a outros dicastérios ou não era totalmente clara.

O Motu Proprio (a “lei”, em sentido estrito) estava acompanhada de uma série de normas aplicativas e de procedimentos denominadas “Normae de gravioribus delictis”. A experiência acumulada no transcurso dos 9 anos sucessivos sugeriu a integração e atualização de tais normas, com o fim de agilizar ou simplificar os procedimentos, tornando-os mais eficazes, ou para levar em consideração problemáticas novas. Este fato se deveu principalmente à atribuição por parte do Papa de novas “faculdades” à Congregação para a Doutrina da Fé que, no entanto, não se haviam incorporado organicamente nas “Normas” iniciais. Esta incorporação é a que acontece agora no âmbito de uma revisão sistemática de tais “Normas”.

Os delitos gravíssimos aos que se referia essa normativa dizem respeito a realidades chaves para a vida da Igreja, isto é, aos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, mas também aos abusos sexuais cometidos por um clérigo com um menor de 18 anos.

A vasta ressonância pública desse tipo de delitos nos últimos anos foi causa de grande atenção e de intenso debate sobre as normas e procedimentos aplicados pela Igreja para o juízo e castigo dos mesmos.

Portanto, é justo que haja plena clareza sobre a normativa atualmente em vigor neste âmbito e que tal normativa se apresente de forma orgânica para facilitar assim a orientação de todos os que se ocupem dessas matérias.

Uma das primeiras contribuições para o esclarecimento – muito útil sobretudo para os que trabalham no setor da informação – foi a publicação, há poucos mese, no site da Santa Sé, de uma breve “Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais”. No entanto, a publicação das novas Normas é diferente, já que apresenta um texto jurídico oficial atualizado, válido para toda a Igreja.

Para facilitar a leitura por parte do público não especializado que se interessa principalmente pela problemática relativa aos abusos sexuais, destacamos alguns aspectos.

Entre as novidades introduzidas com relação às normas precedentes, é preciso sublinhar antes de mais nada as que têm como fim que os procedimentos sejam mais rápidos, assim como a possibilidade de não seguir o “caminho processal judicial”, mas proceder “por decreto extrajudicial”, ou a de apresentar ao Santo Padre, em circunstâncias particulares, os casos mais graves em vista da demissão do estado clerical.

Outra norma encaminhada a simplificar problemas precedentes e a levar em conta a evolução da situação da Igreja é a de que sejam membros do tribunal, advogados ou procuradores, não somente os sacerdotes, mas também os leigos. Analogamente, para desenvolver estas funções, já não é estritamente necessário o doutorado em Direito Canônico. A competência requerida pode se demonstrar de outra forma, por exemplo, com um título de licenciatura.

Também é preciso ressaltar que a prescrição passa de 10 a 20 anos, restando sempre a possibilidade de derroga superado esse período.

É significativa a equiparação aos menores das pessoas com uso de razão limitado, e a introdução de uma nova questão: a pedo-pornografia, que é definida assim: “a aquisição, possessão ou divulgação”, por parte de um membro do clero, “de qualquer forma e por qualquer meio, de imagens pornográficas que tenham como objeto menores de 14 anos”.

Volta-se a propor a normativa sobre a confidencialidade dos processos para tutelar a dignidade de todas as pessoas envolvidas.

Um ponto ao qual não faz referências, ainda que frequentemente é objeto de discussão nesta época, tem a ver com a colaborarão com as autoridades civis. É preciso levar em consideração que as normas que se publicam agora fazem parte do regulamento penal canônico, em si completo e plenamente diferente do dos Estados.

Neste contexto, pode-se recordar, no entanto, a “Guia para a compreensão dos procedimentos…” publicada no site da Santa Sé. Em tal “guia”, a indicação “devem seguir-se sempre as disposições da lei civil em matéria de informação de delitos às autoridades competentes” foi incluída na seção dedicada aos “Procedimentos preliminares”. Isso significa que na práxis proposta pela Congregação para a Doutrina da Fé, é necessário adequar-se desde o primeiro momento às disposições de lei vigentes nos diversos países e não ao longo do procedimento canônico ou sucessivamente.

A publicação destas normas supõe uma grande contribuição para a clareza e para a certeza do direito em um campo no qual a Igreja neste momento está muito decidida a agir com rigor e transparência, para responder plenamente às justas expectativas de tutela da coerência moral e da santidade evangélica que os fiéis e a opinião pública nutrem por ela e que o Santo Padre reafirmou constantemente.

Naturalmente, também são necessárias outras muitas medidas e iniciativas, por parte de diversas instâncias eclesiásticas. A Congregação para a Doutrina da Fé, por sua vez, está estudando como ajudar os episcopados do mundo inteiro a formular e colocar em prática com coerência e eficácia as indicações e diretrizes necessárias para enfrentar o problema dos abusos sexuais de menores por parte de membros do clero ou no âmbito de atividades ou instituições relacionadas à Igreja, levando em consideração a situação e os problemas da sociedade em que trabalham.

Os frutos dos ensinamentos e das reflexões amadurecidas ao longo do doloroso cado da “crise” devida aos abusos sexuais por parte de membros do clero serão um passo crucial no caminho da Igreja, que deverá traduzi-las em práxis permanente e ser sempre consciente delas.

Para completar este breve repasso das principais novidades contidas nas “Normas”, também é preciso citar as relativas a delitos de outra natureza. De fato, também nestes casos, não se trata tanto de determinações novas em substância, mas de incluir normas já em vigor, a fim de obter uma normativa completa mais ordenada e orgânica sobre os “delitos mais graves” reservados à Congregação para a Doutrina da Fé.

Mais concretamente, incluiu-se: os delitos contra a fé (heresia, apostasia e cisma), para os quais são normalmente competentes os ordinários, mas a Congregação é competente em caso de apelação; a divulgação e gravação – realizadas maliciosamente – das confissões sacramentais, sobre as quais já se havia emitido um decreto de condenação em 1988; a ordenação das mulheres, sobre a qual também existia um decreto de 2007.

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* Triste e emblemático: na Inglaterra, igreja é transformada em casa.

segunda-feira, julho 5th, 2010

Parece terrível imaginar que chegamos a esse ponto. Na Europa esse tipo de uso de igrejas é comum. Muitas inclusive são usadas para boates ou casas de show, pelo espaço.


A outrora cristã Europa verga ao peso da indiferença religiosa e da falta de fiéis, de um cristianismo cultural e presente nas artes, mas ausente nos corações.


Triste e realmente emblemático.

***

Um casal comprou uma igreja histórica em Kyloe, Northumberland, no Reino Unido e resolveu transformá-la em uma bonita casa.

Eles investiram três vezes mais o valor da compra, para fazer restaurações necessárias em seu interior e exterior, durante vários anos.

O exterior permaneceu quase intacto, mas na parte interna foi necessária uma remodelação. Dentro da igreja, o casal readaptou todos os cômodos, para dar aparência de um ambiente “familiar e aconchegante”.

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* Biblia sim, Igreja não! Seria verdade essa afirmação?

domingo, junho 27th, 2010

Everth Queiroz

Meu avô é um católico e leitor assíduo das Sagradas Escrituras. Certa vez, conversando com um adventista sobre a Bíblia, este lhe revelava sua admiração pela fé do meu avô. “Mas, como o senhor, sendo católico, lê tanto a Bíblia?”, o adventista perguntava. Meu avô explicou que infelizmente muitos católicos se deixavam levar pelo comodismo de não querer anunciar a Palavra de Deus e acabavam não dando tempo à leitura das Escrituras. O adventista insistiu: “O senhor, lendo a Bíblia assim, vai deixar de ser católico fácil”, ao que meu avô retrucou: “Se eu for ler a Bíblia pra deixar de ser católico, prefiro parar de ler a Bíblia”.

Quando meu avô me contou a história, fiquei feliz em ver que ele confiava na autenticidade do Magistério da Igreja e não se deixava levar pela tola conversa do livre exame proposta por Lutero. São Pedro já advertia que “nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular” (2 Pd 1, 21). E não é mesmo. O intérprete das Escrituras é o Espírito Santo e, como esse foi dado à Igreja, somente Ela pode interpretar autenticamente as Escrituras. A primeiro momento, pode parecer arrogância. “Ah, por que a Igreja pode interpretar de maneira correta a Bíblia?”

Ora, justamente porque foi a Igreja Católica que definiu o Cânon das Escrituras. Foram os bispos da Igreja que se reuniram e decidiram quais seriam os Livros Sagrados. Mais exatamente no século IV, o papa Dâmaso estabeleceu, num decreto denominado gelasiano, quais seriam os livros verdadeiramente inspirados pelo Espírito Santo. “Agora verdadeiramente devemos discutir sobre as Divinas Escrituras, quais são aceitas pela Igreja Católica no universo e quais devem ser rejeitadas.” Foi assim que nasceu a Sagrada Escritura. Da autoridade do Magistério da Igreja, da análise dos bispos da Igreja Católica, do exame dos Santos Padres.

Quando você tira a base da autoridade da Bíblia, que é a Igreja Católica, sobra a incoerência. Os protestantes bradam “Bíblia sim, Igreja não”, mas não percebem o quanto é louca e insana essa afirmação. Eles dizem, sem dúvida, que a Bíblia é inspirada pelo Espírito mas negam que devem se submeter à autoridade da Igreja. Para eles, a Igreja é coisa de homens e, portanto, não deve ser levada a sério. O grande problema é que essa fé nas Escrituras deriva justamente da fé na infalibilidade do juízo da Igreja. E é aí que a base da sola scriptura vai para o buraco.

E como é justamente a Igreja a pedra sobre a qual está autoridade da Bíblia Sagrada, é justamente sobre a Igreja que deve estar consolidada a verdadeira interpretação das Escrituras. Se foi ela que definiu os livros que estavam verdadeiramente inspirados pelo Espírito Santo, também é ela que vai afirmar qual interpretação dos Livros Sagrados está correta. Como os protestantes não têm essa base, cria-se, então, uma confusão. É o livre exame. Cada um interpreta a Sagrada Escritura do jeito que quer. São, como dizia Nosso Senhor, cegos guiando cegos. E se aquela interpretação não agrada, uma nova igreja é fundada; e se aquela nova igreja fundada desagrada em seu discurso, criam-se outras. Criam-se mais e mais igrejas.

Nós cremos nas palavras da Bíblia e cremos que ela é inspirada pelo Espírito. Mas nós também cremos na Igreja, pois, assim como as ovelhas reconhecem a voz do pastor, assim também os primeiros Padres da Igreja, em comunhão com o bispo de Roma, reconheciam Nosso Senhor, identificavam os verdadeiros Evangelhos e rejeitavam os falsos. Que a Virgem Santíssima conduza ao redil de Nosso Senhor os cristãos que ainda não crêem na autoridade da Santa Igreja Católica. Abra-lhes os olhos o Espírito da Verdade.

* * *

Não deixe de ouvir: Por que não há Bíblia sem Igreja?, do blog do pe. Paulo Ricardo

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* Futuro das CEBs depende da fidelidade às orientações do Magistério da Igreja.

sexta-feira, junho 25th, 2010
É preciso “manter, em toda a sua pureza, a dimensão eclesial”, diz D. Eugenio Sales
O fulcro sobre o qual está depositado o futuro das CEBs é a fidelidade às orientações do Magistério que governa a Igreja”, afirma o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal Eugenio Sales.
O arcebispo emérito escreveu um artigo sobre as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) – veiculado pelo portal da arquidiocese do Rio no dia 17 de junho – no contexto da realização, a 7 de agosto, em Natal, Rio Grande do Norte, do 2º Encontro de integrantes do então Movimento de Natal.

Dom Eugenio recorda “duas iniciativas deste trabalho que, na década de 50, impulsionaram o surgimento das Comunidades de Base no Brasil”.

Trata-se “da experiência da cidade de São Paulo do Potengi com a criação de núcleos de comunidades para o cultivo da vida cristã e a de educação pelo rádio”.

Segundo Dom Eugenio Sales, à medida que se desenvolvem e crescem as Comunidades Eclesiais de Base, “manda a prudência cristã que haja vigilância na defesa de suas características essenciais”.

“A eficácia desse admirável instrumento de evangelização, proporcionado pelo Espírito Santo, dependerá da preservação de sua identidade religiosa”, afirma.

O arcebispo destaca o imperativo da fidelidade às orientações da Igreja. As CEBs “são parte integrante das paróquias e estas, das comunidades diocesanas que estão sob a direção dos Bispos e do Sucessor de Pedro, o Santo Padre”.

“Qualquer procedimento discordante constitui uma traição e uma ruptura, com a separação do tronco e a supressão da seiva divina. Como está expresso no Documento de Aparecida, ‘as comunidades eclesiais de base, no seguimento missionário de Jesus, têm a Palavra de Deus como fonte de sua espiritualidade e a orientação de seus pastores como guia que assegura a comunhão eclesial’ (nº 179)”, recorda o prelado.

Ao reconhecer que há perigo de desvios, o cardeal Eugenio Sales recorda o documento que João Paulo II deixou para os líderes das CEBs, em sua viagem ao país de 1980.

Dizia o Papa: ‘Sublinho, também, esta eclesialidade, porque o perigo de atenuar essa dimensão, de deixá-la desaparecer em benefício de outras, não é nem irreal nem remoto. Antes, é sempre atual. É particularmente insistente o risco de intromissão do político.’

‘Esta intromissão pode dar-se na própria gênese e formação das comunidades (…). Pode dar-se também sob a forma de instrumentalização política das comunidades que haviam nascido em perspectiva eclesial’, acrescentava João Paulo II.

“Tratava-se de uma advertência que não chamaria de profética, pois já existiam desvios que motivaram a paternal e firme admoestação do Romano Pontífice”, lembra o cardeal.

Diante da “importância dessa atividade religiosa, é dever do Bispo e de milhares de integrantes das Comunidades Eclesiais de Base zelar pela observância dos rumos dados pelo Magistério”.

É o que João Paulo II chamava – prossegue Dom Eugenio – de ‘uma delicada atenção e um sério e corajoso esforço para manter, em toda a sua pureza, a dimensão eclesial dessas comunidades’.

Segundo o cardeal, “com alguma frequência, se manifesta, em certos meios, incontrolável desejo de independência face às normas que nos são ditadas pela Santa Sé”.

“Para esses cristãos, vale mais a autonomia e a autodeterminação .Trata-se de um comportamento oposto ao verdadeiro ‘sentire cum Ecclesia’, ‘sentir com a Igreja’.”

“Não há oposição às Comunidades Eclesiais de Base, quando estas são verdadeiras”, afirma o cardeal.

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* A Evolução histórica do ateísmo e seu inimigo “número 1″: A fé Cristã.

quarta-feira, junho 23rd, 2010

O artigo é um pouco longo , mas apresenta um resumo muito interessante da evolução -dentro da História- do ateísmo.

Resista a tentação de deixar de ler pelo tamanho. Uma das criticas que fazem a internet é sua capacidade de reforçar a análise superficial das questões por sua linguagem intantânea e pela impaciência dos leitores sempre ávidos por novidades e que passam “correndo” por temas que exigem um pouco mais de raciocinio e reflexão.

Sem perceber, acabamos sendo repetidores de conceitos e reprodutores de ideologias erradas e sem fundamento.

***

Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor” (Jd 1,4).

Voltaire
Voltaire, que com o propósito de questionar a Igreja, na verdade, apontava sua carga para a doutrina cristã, por ela preservada. Fica claro quando afirma“(...)ela (a Igreja) é a origem de todas as tolices e de todas as perturbações imagináveis. Tem sido a mãe do fanatismo e da discórdia civil. Se há
uma inimiga declarada do gênero humano é ela. Atentai para isso”

Ao estipularmos uma linha de tempo imaginária sobre os períodos do pensamento humano, veremos que a partir da Reforma e do advento dos filósofos iluministas acentuou-se um declarado e acirrado combate dialético contra o Cristo.

Obviamente, isso teve início de forma dissimulada, ainda um pouco antes. A princípio, questionando-se o absolutismo monárquico e, de tabela, o papel da Igreja Católica.

Voltaire, ícone do Iluminismo, por exemplo, com o propósito de questionar a Igreja, na verdade, apontava sua carga para a doutrina cristã, por ela preservada. Fica claro quando afirma“(…) ela (a Igreja) é a origem de todas as tolices e de todas as perturbações imagináveis. Tem sido a mãe do fanatismo e da discórdia civil. Se há uma inimiga declarada do gênero humano é ela. Atentai para isso”.

Mas a quais tolices, fanatismo ou perturbações inimagináveis Voltaire se refere? A preservação da integridade do Evangelho de Cristo?

Uma história que não é contada: após a queda do império romano e em meio às sucessivas invasões bárbaras, a Igreja Católica construiu o ocidente

Queda  do império romano
Em meio a um tempo caótico, os cristãos medievais salvaram o que havia de bom na cultura greco-romana, após a invasão dos bárbaros, e a desenvolveram de modo cristão, lançando as bases da nossa civilização moderna

Na verdade, conforme reflete o professor Felipe Aquino em seu livro Uma História que não é contada, (1) os mil anos de Idade Média (476-1453) foram uma fase valiosa e rica da história da humanidade, onde a nossa civilização ocidental, hoje preponderante, foi “preparada e moldada pela luz de Cristo”.

Em meio a um tempo caótico, os cristãos medievais salvaram o que havia de bom na cultura greco-romana, após a invasão dos bárbaros, e a desenvolveram de modo cristão, lançando as bases da nossa civilização moderna.

A cultura predominantes em nossos dias é a ocidental, e esta tem sua origem na Europa medieval moldada pela Igreja. A época moderna não surgiu a partir do nada; seus valores foram cultivados na Idade Média; como, então, esta poderia ser negativa? A Idade Média é a raiz boa da nossa Civilização Ocidental; e não, como querem alguns, a decadência do mundo romano antigo. A Idade Média berçou o mundo moderno.

Foi durante toda a Idade Média que se estendeu o trabalho paciente e árduo da Igreja na construção do Ocidente. Hoje, historiadores sérios admitem que é anti-histórico afirmar que a Idade Média foi um período de trevas, em função do Cristianismo.

Todo o centro do conhecimento e das artes do Ocidente floresceu a partir do advento do Cristianismo, uma vez que as primeiras universidades foram fundadas pela Igreja

Mosteiro de S. Bento
Como negar a contribuição da Igreja na arquitetura, na literatura, na pintura, na música, na educação, no ensino e, sobretudo, na cristianização do rude homem mediaval, persuadindo-o a olhar em direção a Cristo?

Historicamente falando, como negar a contribuição da Igreja na arquitetura, na literatura, na pintura, na música, na educação, no ensino e, sobretudo, na cristianização do rude homem mediaval, persuadindo-o a olhar em direção a Cristo?

Como negar a ação evangélica da Igreja? A importância do monaquismo na preservação da cultura greco-romana e da própria tradição cristã? Quantas aldeias tornaram-se metrópolis ao se formarem sob os muros acolhedores dos mosteiros, onde os sinos proclamavam que almas consagradas estavam reunidas diariamente em torno do ideal do Cristo?

Como negar os grandes santos, filósofos e cientistas que vicejaram do seio da Igreja numa época tão desfavorável? Por que não se fala, hoje em dia, que todo o centro do conhecimento e das artes floresceu a partir do advento do Cristianismo e, por isso mesmo, as primeiras universidades foram fundadas pela Igreja?

A Igreja Católica construiu a cultura ocidental

Universidade de Bolonha
Iluminura do séc. XV que mostra uma cena de aula na Universidade de Bolonha, primeira universidade nascida do seio da Igreja Católica. O professor, de sua cátedra, lê sua lição, e os alunos acompanham com seus livros

E por falar em universidades, a primeira delas foi a de Bolonha, em 1158, na Itália, que teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camalduense de São Félix.

A segunda universidade que teve maior fama foi a Sorbone de Paris, que surgiu da escola episcopal de Notre-Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali estudaram grandes santos como Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Tomás de Aquino.

O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” utilizada para um centro de estudo é uma carta do papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”. A universidade de Oxford, na Inglaterra surgiu de uma escola monacal organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254.

Osford
A universidade de Oxford, na Inglaterra surgiu de uma escola monacal organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254

Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. Das 75 Universidades criadas de 1100 a 1500, 47 receberam a Bula papal de fundação, enquanto muitas outras, seculares, receberam a mesma bula posteriormente.

Talvez seja interessante aqui refrescarmos a memória, uma vez que o ensino contemporâneo não dá o foco que estamos avaliando no presente estudo. Só na França havia uma dezena de universidades: Montepellier (1125), Orleans (1200), Anger (1220), Bolonha (1111), Pádua, Nápoles e Palerno. Na Inglaterra: Oxford (1214), nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey, Cambridge. Além de Praga na Boêmia, Cracóvia (1362), Viena (1366), Heidelberg (1386). Na Espanha: Salamanca e Portugal, Coimbra. Todas fundadas pela Igreja Católica —a mesma erigida pelo próprio Cristo.

Afinal, que “luz” espiritual trouxeram os iluministas que tenha sido superior a do Cristo e Seu Evangelho?

Sorbonne
A segunda universidade fundada pela Igreja Católica foi a Sorbone de Paris, que surgiu da escola episcopal de Notre-Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali estudaram grandes santos como Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Tomás de Aquino

Por que, então, engolimos o engodo Iluminista (Illuminati)governo oculto que astutamente incutiu nas mentes a idéia de que a Idade Média cristã foi uma longa “noite escura” no tempo?

E afinal, que “luz” espiritual trouxeram os iluministas que tenha sido superior a do Cristo e Seu Evangelho?

Certamente é muito oportuno avaliarmos aqui o tipo de claridade dessa “luz”. Que começa, aliás, nas artes e literatura, quando passou-se a desenvolver todo tipo de agressão à dogmática religiosa.

Essa verdade pode ser constatada nas obras literárias de Sheakespeare (1564-1616), Camões (1524-1580), Maquiavel (1469-1527), Lope de Vega (1562-1635), Jerônimo Bosch (1450-1516).

Nas artes, a tendência espiritual começou a sofrer golpes de Giotto (1266-1337), Botticelli (1455-1510), Leonardo da Vinci (1452-1519), Masaccio (1401-1428), Hans Holbein (1497-1543) e Albert Dürer (1471-1528).

Mosteiro de S. Bento
Mosteiro de S. Bento, cuja história se confunde com a história de São Paulo

Como sempre, todos esses artistas, de uma maneira ou de outra, financiados pela elite do mecenato, instituição de vários burgueses mecenas que financiavam a literatura, as artes e as esculturas segundo  interesses próprios e de mercado.

Em seguida, com o desenvolvimento do Iluminismo, a partir dos séculos XVII e XVIII, começou a declarada destruição da análise teocentrista da humanidade.

O ponto de partida, como sempre, foi a exarcebada apologia ao humanismo dissimulado em questionamentos ao “absolutismo” e em pról dos “direitos do cidadão”, filosoficamente orquestrado e patrocinado pelos dissimulados adeptos das sociedades secretas, já como medidas do grande plano do governo oculto do mundo, para destronar o Cristo, conforme alerta francamente Maria Santíssima em Suas inúmeras mensagens.

Na França, Voltaire (1694-1770) foi o maior dos filósofos iluministas e um dos maiores críticos do Antigo Regime e da Igreja. Defendeu a liberdade de pensamento e de expressão. Mas a liberdade de pensamento e de expressão, no caso, significa liberdade de pensamento e de expressão desvinculada da doutrina cristã. Ao combater a Igreja de Cristo enreda-se também Sua doutrina, preservada por essa instituição por Ele mesmo edificada. E, por isso mesmo afirmava em suas cartas: Ecrasez l´infâme, esmague a infame, isto é, a Igreja de Cristo.

A idéia de uma fraternidade em bases puramente humanas, sem a necessidade de Deus

Iluminismo
Um vasto movimento proclamava a soberania da razão sobre a fé e acalentava a certeza de que a humanidade seria capaz de um progresso indefinido, no qual encontraria a felicidade e criaria uma fraternidade em bases puramente humanas, sem necessidade de recorrer a Deus

O triunfo da apostasia e do ateísmo preconizados em La Salette se evidenciaria de forma brutal com a revolução russa de 1917, que implantou o comunismo, ou seja, o ateísmo militante e despótico.

Era o desfecho de parte de um longo trabalho ideológico, iniciado em fins do século XVII, no mundo religioso e cultural da cristandade e que recebeu o nome de “ilustração racionalista”.

Esse vasto movimento proclamava a soberania da razão sobre a fé e acalentava a certeza de que a humanidade seria capaz de um progresso indefinido, no qual encontraria a felicidade e criaria uma fraternidade em bases puramente humanas, sem necessidade de recorrer a Deus.

“A natureza — escrevia Emanuel Kant (1724-1804) — quer que o homem tire tudo de si… e que não participe de outra felicidade e perfeição além daquela que é capaz de proporcionar a si próprio mediante a razão”.

E Carlis Lamont: “Os seres humanos possuem poder para resolver seus próprios problemas, através de uma confiança aplicada primariamente à razão e a métodos científicos, levados avante com coragem e visão”. (2)

O pensamento filosófico dos últimos séculos mostra claramente que o furor anticlerical rapidamente enviesou-se contra a figura do próprio Cristo e de toda a teologia cristã

Filósofos
Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) que influenciou fortemente Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, 15 de Outubro de 1844 — Weimar, 25 de Agosto de 1900)

E desses ideais doutrinários humanistas em que Deus é posto de lado nasceriam estados totalitários e absurdamente despóticos como jamais vistos.

Um breve olhar sobre o pensamento filosófico dos últimos séculos mostra claramente que o furor anticlerical rapidamente enviesou-se contra a figura do próprio Cristo e de toda a teologia cristã. E, pateticamente, passa a tecer a mentalidade filosófica contemporânea.

Nietzche (1844-1900), por exemplo, despertou para a filosofia através de Schopenhauer (1788-1860), fascinado pelo seu ateísmo. Tanto que assim se exprimiu sobre este pensador: “Schopenhauer foi, como filósofo, o primeiro ateísta confesso e inflexível que nós alemães tivemos”. (3)

Luciferiano, Nietzche dispara: “… o declínio da crença no Deus cristão, a vitória do ateísmo científico, é um acontecimento da Europa inteira, em que todas as raças deve ter sua parte de mérito e honra”. (4) E isto “como uma vitória final, e duramente conquistada, da consciência européia, como o ato mais rico de conseqüências de uma disciplina de dois milênios para a verdade, que por fim se proíbe a mentira de acreditar em Deus.” (5)

Ainda em “A Gaia Ciência”, Nietzche faz a célebre declaração de que “Deus está morto”. Ou seja, a crença de que o Deus cristão caiu em descrédito já começa a lançar suas primeiras sombras sobre a Europa…

“De fato, nós filósofos e “espíritos livres” sentimo-nos, à notícia de que “o velho Deus está morto”, como que iluminados pelos raios de uma nova aurora…”(6)

E pelos lábios de Zaratustra proclama o seu deicídio nesta frase:
“O vosso Deus jorrou sangue sob o meu punhal… Deus está morto, agora  nós queremos que o super-homem viva”. (7)

Escrevia ainda Ludwig Feuerbach: “A virada na história se dará no momento em que o homem tomar consciência de que o único deus do homem é o próprio homem”. Para ele a religião não passa de um caso de alteração da personalidade humana. E foi no Cristianismo que este processo de aviltamento atingiu o grau máximo. (8)

Lenin: “O marxismo é o materialismo”

Comunismo
Lenin: “Devemos combater a religião. Isto é o a-b-c de todo o materialismo e, portanto, do marxismo”. “Nossa propaganda compreende necessariamente a do ateísmo”, alardearia Lenin demolindo igrejas e assassinando religiosos"

Posteriormente, o antiteísmo de Karl Marx (Hegel, Strauss, Bauer e, sobretudo, de Feuerbach) que fez e continua a fazer sucumbir milhões de almas, postula um materialismo prático e direto:

“Eu tenho ódio a todos os deuses!” (9)

Lênin posteriormente decretaria:

O marxismo é o materialismo. Por este título ele é tão implacavelmente hostil à religião, quanto o materialismo dos enciclopedistas do século XVIII ou o materialismo de Feuerbach”.(10)

Portanto, foi mesmo o materialismo a cartilha do marxismo e, seguramente, também uma das razões das grandes últimas intervensões de Maria Santíssima.

“Devemos combater a religião. Isto é o a-b-c de todo o materialismo e, portanto, do marxismo”. (11) “Nossa propaganda compreende necessariamente a do ateísmo”, (12) alardearia Lenin demolindo igrejas e assassinando religiosos.

Sartre: “Ainda que Deus existisse, em nada se alteraria a questão; esse é o nosso ponto de vista”

Sartre
Jean Paul Sartre, Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980

Pouco depois, o endeusado e muitíssimo influente pensador francês Jean Paul Sartre, que se tornou uma celebridade moralmente decadente com habilidades intelectuais afiadas para decorar as idéias antiteístas marxistas, definiria seu existencialismo ateu nos seguintes termos:

“O existencialismo não é de modo algum um ateísmo no sentido de que se esforça por demonstrar que Deus não existe. Ele declara antes: ainda que Deus existisse, em nada se alteraria a questão; esse é o nosso ponto de vista”. (13)

Mas permaneçamos por aqui. Uma vez que todos esses conceitos estão profundamente incutidos na intelectualidade da civilização globalizada, transmutando-a numa aberração humanóide, despojada de sua própria identidade, de seus reais valores e razão de ser.

Acirrada militância antiteísta

Balsasar
Belsasar, Rembrandt Van Rijn, 1635. Diz o néscio em seu coração: não há Deus (Sl 14:1; 53:1). O ateu não é tanto aquele que não crê na existência de Deus, mas a pessoa que quer Deus fora de sua vida para logo entronizar um ídolo

Com relação à ciência, especificamente, há uma tendência ateísta dominante em refutar qualquer coisa que possa sugerir Deus, alma/espírito, ou qualquer outro conceito que não possa ser efetivamente mensurável.

Ateus de carteirinha como Charles Darwin, Thomas Edison, Mikhail Bakunin, Isaac Asimovi, Carl Sagan, Michel Onfray, Michel Foucault, Mark Twain, Bertrand Russell, H. G. Wells, Bill Gates, José Saramago, James Randi, (14)Richard Dawkins, ganham cada vez mais adeptos da nova geração, já desencantada com a conduta de alguns representantes das grandes religiões e, sobretudo, por se oporem às falácias das pseudo-ciências da “nova era”.

Para segmentos científicos “afastar-se da religião é avanço civilizatório”

emc
Richard Dawkins, cientista britânico autor de “Deus, um Delírio”, defende a ciência e incita os ateus a 'saírem do armário', como fizeram os gays nas últimas décadas

O cientista britânico Richard Dawkins, por exemplo, vendeu mais de 1 milhão de exemplares de seu best-seller Deus – Um Delírio. (15) Ele agora aponta sua artilharia contra o que considera superstições e pseudo-ciência: de astrologia a mediunidade, de homeopatia a cartas tarot.

Segundo a BBC Brasil, o novo ataque do conceituado biólogo da Universidade de Oxford foi veiculado em agosto (2007), na televisão britânica, com o seriado The Enemies of Reason (Os Inimigos da Razão), que Dawkins apresentou durante várias semanas no Canal 4. Seu esforço é desmontar as crenças e superstições que ele considera totalmente desprovidas de fundamento e provas, mas que convencem o público em vários países. (16)

Ultimamente esse tipo de publicação suscita incentivos que ganham rapidamente cada vez mais notoriedade. O Jornal da Ciência, edição 13/8/2007, sob o título “Afastar-se da religião é avanço civilizatório”, inicia o artigo com a seguinte chamada:

“Richard Dawkins, cientista britânico autor de “Deus, um Delírio”, defende a ciência e incita os ateus a ’saírem do armário’, como fizeram os gays nas últimas décadas”. Ao final do artigo, o articulista questiona: “— A ciência tem resposta para tudo?” E ele mesmo conclui: “Ainda não, e talvez nunca tenha. Mas, se há algo que a ciência não pode responder, não há nenhuma razão para supor que a religião possa”.(17)

Assuntos como Deus, espiritualidade ou religião em certos círculos, principalmente acadêmicos, não são de bom tom.

É cada vez mais comum ouvirmos jovens definindo-se como ateus, céticos, racionalistas, niilistas…

Anarquia
Militância anarquista/ateísta reivindicando mais "liberdade" para a humanidade

Um enxame de publicações com pesada artilharia científica/racional tem ganhado espaço nas mídias mais intelectualizadas

Se, por um lado, há o fator positivo nessas organizações em investigar e denunciar falsos mitos e enganações, por outro, há o fator negativo devido a generalizada propagação quase absoluta de um total ceticismo espiritual. Aliás, ceticismo que tem sido assimilado passivamente pelas novas gerações.

É cada vez mais comum ouvirmos jovens definindo-se como ateus, céticos, racionalistas, niilistas…(18)

Lamentável constatar que as grandes verdades de Deus são tropeço para os homens que nutrem sua fé sobre suas débeis deduções

Ceticismo
O Dicionários dos Céticos, uma espécie de bíblia do ceticismo que ganha cada vez mais adeptos

O ateísmo moderno tornou-se um universo ideológico muito diferenciado: ateísmo marxista, ateísmo racionalista, ateísmo existencialista, ateísmo axiológico, ateísmo científico, invertendo assim os papéis Criador / criatura. Conforme profetizou Lichtengerg: “Nós seremos como Deus”(19) Concretizando-se, assim, a antiga sedução serpentina.

É lamentável constatar que as grandes verdades de Deus são tropeço para os homens que nutrem sua fé em suas próprias débeis deduções. Desgraçadamente, assim como os doutores da lei de outrora, movidos unicamente pelas tortuosas vias da racionalidade humana, também os doutos de nossos tempos ainda bradam desafiadoramente:

“Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e crê-lo-emos.”  (Mt 27:42)

A suprema negação de Deus…

Escolha

A suprema negação de Deus... Portanto, uma escolha, uma decisão filosófica... Aliás, a raiz etmológica da palavra heresia significa escolha. Mas que resulta numa conduta continuamente sustentada e motivada a partir dessa escolha e dessa decisão...

Retomemos, nesse momento, a citação do comandante da Maçonaria americana, quando definiu esotericamente o espírito do anticristo, o eterno inimigo de Deus, o “portador da falsa luz”:

“… Satanás não é um deus negro, mas a negação de Deus… ele não é uma pessoa, mas uma Força, criada para o bem, mas que pode representar o mal. É o instrumento da Liberdade ou do Livre Arbítrio. Eles representam essa Força… sob a forma mitológica e cornífera do deus Pã; daí veio o bode do Sabá, irmão da Antiga Serpente e o portador da Luz…”(20)

A suprema negação de Deus…

Portanto, uma escolha, uma decisão filosófica… Aliás, a raiz etmológica da palavra heresia significa escolha.

Uma escolha consciente que resulta numa conduta continuamente sustentada e motivada a partir dessa mesma escolha e dessa decisão…

________

Fontes consultadas:

1 – AQUINO, Felipe. op. cit.

2 – CESCA. op. cit. 22-23.

3 – F. Nietzsche, A Gaia Ciência in Nietzsche, Coleção Os Pensadores, Editor Victor Civita, 1978.p.219.

4 – F. Nietzsche, A Gaia Ciência, op. cit.p.219.

5 – F. Nietzsche, A Gaia Ciência, op. cit.p.219.

6 – Idem, ibidem.p.211.

7 – F. Nietzsche, Ainse parla Zarathoustra, trad. Alber, Paris, Mercure de France, 1901.p.416.

8 – CESCA. op. cit. p. 24.

9 – Marx, Engels, marxisme, Paris. E. S. I, 1935.p.250.

10 – Marx, Engels, marxisme, op. cit.,p.250.

11 – Lénine, De la religion.p.8.

12 – Sur le rapport du parti ouvrier à la religion, Pss.vol.17.p.418.

13 – J. P. Sartre, o existencialismo é um humanismo in Os Pensadores, S. Paulo, Abril Cultural, 1978.p.22.

14 – James Randi Educational Foundation. http://www.randi.org/ – acesso em 15/08/07.

15 – DAWKINS, Richard. Deus, Um Delírio. Companhia das Letras. 2007.

16 – BBCBrasil.com. http://www.bbc.co.uk:80/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/
070814_dawkins_sb_ac.shtml – acesso em 15/08/07.

17 – Jornal da Ciência. “Afastar-se da religião é avanço civilizatório”.   http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=49516

18 – ANUS.COM: American Nihilist Underground Society (A.N.U.S.) Niilismo http://www.anus.com/zine/nihilism/brazilian-portuguese-language.html – acesso em 27/09/07.

19 – Claude Bruaire, Athéisme et philosophie in L’athéisme dans la philosophie contemporaine, Paris, Desclée et Cie., 1970.p.27.

20 – PIKE, Albert, op. cit, pg 102

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* Igreja cubana e Raúl Castro consolidam processo de diálogo.

segunda-feira, junho 21st, 2010

O governo de Raúl Castro continua dando pistas de que o processo de diálogo iniciado com a Igreja Católica é sério. E também de que, em breve, serão vistos novos “resultados”, em termos de mais libertações de presos políticos.

Na sexta-feira, durante uma recepção oferecida pela nunciatura de Havana por ocasião da visita do “chanceler” da Santa Sé, Dominique Mamberti (foto), o ministro cubano de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, voltou a se felicitar pelo bom momento das relações com o Vaticano e com a Igreja Católica e afirmou que ocorre agora um “processo que continuará frutificando”.

Em um ambiente de cordialidade e até de cumplicidade, Mamberti se pronunciou de forma semelhante. Constatou que as relações do governo com a Santa Sé e o episcopado local se encontram em “uma fase muito positiva” e “de gradual evolução”, e manifestou seu desejo de que sua visita contribua com “sensíveis frutos de maiores entendimentos”. Tudo traçado à régua e perfeitamente encaixado.

A visita de Mamberti a Cuba, que encerrou na noite deste domingo, não podia ser mais oportuna. Ele chegou à ilha poucos dias depois que o governo libertou o preso de consciência Ariel Sigler Amaya e transferiu um grupo de 12 presos políticos para prisões em suas províncias de residência. Esses, junto com o cessar dos atos de repúdio às Damas de Branco, depois de um pedido expresso da Igreja, foram os primeiros “frutos” do inédito processo mediador entre a hierarquia católica e o governo cubano. Dá-se por certo que, antes de concluir sua visita, Mamberti irá se reunir com Raúl Castro, outro momento importante para consolidar o trabalho da Igreja.

O papel cada vez mais relevante adquirido pela Igreja e que ela pode desempenhar no futuro ficou demonstrado durante a X Semana Social Católica, que foi inaugurada por Mamberti na quarta-feira e conclui neste sábado em Havana. Os organizadores conseguiram reunir acadêmicos e pensadores cubanos, tanto residentes na ilha como nos EUA – Jorge Domínguez, da Universidade de Pittsburgh, Carmelo Mesa LagoHarvard) e Arturo López-Levy (Denver).
(
Economistas como Omar Everley e Pavel Vidal, do Centro de Estudos da Economia Cubana, e o catedrático Carmelo Mesa Lago, concordaram, no painel sobre economia e sociedade, que Cuba “precisa de reformas estruturais urgentes”, e que o atual “gradualismo” na aplicação de algumas medidas pode ser fatal. “Existem altas probabilidades de que a economia cubana entre em recessão. Sua extensão dependerá da velocidade e da eficácia das transformações que forem implementadas”, disse Vidal.

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* A Igreja ama os jovens!

segunda-feira, junho 21st, 2010
Dom Marchetto ministra conferência na Grã-Bretanha
No mundo de hoje, que deseja a paz apesar de todas as dificuldades, os jovens são um meio fundamental para alcançar esse objetivo.Foi o que afirmou Dom Agostino Marchetto, secretário do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, em sua intervenção na Conferência Anual das Capelanias Universitárias Europeias, celebrada na Coventry University (Grã-Bretanha).“A formação intelectual, espiritual e humana das jovens mentes e dos jovens corações é fundamental para criar um mundo melhor”, afirmou.Como recordou Bento XVI na mensagem para o Dia Mundial da Paz 2009, para construir a paz é essencial combater a pobreza, fator que frequentemente agrava os conflitos, os quais, por sua vez, “promovem ulteriores situações trágicas de pobreza”.

Hoje – assinalou Dom Marchetto –, a luta contra a pobreza requer “uma atenta consideração do complexo fenômeno da globalização”, “por si incapaz de construir a paz” e que, ao contrário, “em muitos casos cria divisões e conflitos”.

Segundo o prelado, a globalização deveria ser “uma boa oportunidade para conseguir algo o importante na luta contra a pobreza e para pôr à disposição da justiça e da paz recursos antes inimagináveis”.

“Uma das formas mais importantes de construir a paz”, de fato, é “através de uma forma de globalização dirigida aos interesses de toda família humana”, o chamado “bem comum universal”.

O arcebispo recordou que a globalização deve ser governada. Com este fim, é necessário “um forte sentido de solidariedade global entre países ricos e pobres, assim como dentro de cada país”.

Da mesma forma, a luta contra a pobreza requer “cooperação tanto no âmbito econômico como no legal, para permitir à comunidade internacional, e sobretudo aos países mais pobres, identificar e implementar estratégias coordenadas para enfrentar os problemas, proporcionando um marco legal eficaz para a economia”.

Jovens

O secretário do dicastério vaticano afirmou que a Igreja Católica tem “uma solicitude e uma consideração muito especiais pelos jovens em geral, e pelos jovens estudantes em particular”.

Este ano em que se celebra o 25° aniversário da Jorna Mundial da Juventude, Dom Marchetto recordou que “o futuro está no coração dos jovens”.

“Para construir a história, como podem e precisam fazer, eles devem libertar a própria história dos falsos caminhos.”

Para que isso seja possível, acrescentou, os jovens devem ter “uma confiança profunda no homem e na grandeza da vocação humana – uma vocação que se deve perseguir com o respeito à verdade e à dignidade e aos direitos invioláveis da pessoa humana”.

Em um contexto mundial aparentemente cheio de ameaças, fome, enfermidades, opressão política e espiritual, os jovens podem chegar a pensar que “a vida tem pouco sentido”, e ser tentados portanto a “fugir de suas responsabilidades”: “nos mundos da fantasia do álcool e das drogas, em breves relações sexuais sem compromisso com o casamento e a família, na indiferença, no cinismo e inclusive na violência”.

Frente a perspectivas deste tipo, Dom Marchetto convidou os jovens a reconsiderar o chamado que o Papa João Paulo II lhes lançou em sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude de 1985, exortando a buscar verdadeiras respostas para as questões que têm de enfrentar.

Os jovens estudantes – observou o arcebispo Marchetto – são um “palco privilegiado na busca da paz através da justiça, da reconciliação e do perdão”.

A geração de estudantes – acrescentou – é fundamental para “desenvolver interações humanas sadias e uma justa formação ética, moral e social para chegar a ser arquitetos e protagonistas da verdadeira paz, a que o mundo aspira apesar de tudo”.

Por isso, desejou que os trabalhos da Conferência possam ajudar as capelanias universitárias a “organizar melhor seus programas para despertar nos jovens estudantes da escola secundária e da universidade o desejo de trabalhar por um mundo de paz”.

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* A Igreja, ao não apoiar o uso do preservativo contra a AIDS não estaria pensando mais em sua doutrina do que nas pessoas?

domingo, junho 20th, 2010

O continente africano é o mais atingido pela AIDS.

O continente africano é o mais atingido pela AIDS.

Dom Fernando Arêas Rifan

Diferente do que foi enfatizado pela mídia na visita à África ano passado, o Santo Padre  confirmou as posições da Igreja Católica e as linhas essenciais de seu compromisso para combater o terrível flagelo da AIDS.

Para a Igreja, a prioridade é: a educação na responsabilidade das pessoas no uso da sexualidade e a reafirmação do papel essencial do matrimônio e da família;

A pesquisa e a aplicação de tratamentos eficazes para a AIDS e colocá-los à disposição ao maior número de doentes através de muitas iniciativas e instituições de saúde;

E a assistência humana e espiritual aos enfermos de AIDS, assim como de todos os que sofrem, e não a opção exclusiva pela difusão de preservativos.

A distribuição de preservativos, como solução para o problema, insinua e inclui como pressuposto a promiscuidade, uma das principais causas da AIDS, convidando ao desregramento sexual.

O fim bom não justifica utilizar meios perversos. Evitar a AIDS é ótimo, mas fomentar a promiscuidade é péssimo.

Não se estaria utilizando um inibidor para a AIDS – o preservativo – que, em última análise, pode se tornar causa desta mesma doença? E depois chamam de irresponsável a quem dá um grito de alerta.

O Papa João Paulo II já havia advertido: “o uso dos preservativos acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo”. Propagar a promiscuidade é um meio de propagar a AIDS.

Dr. José Maria Simón Castellví, presidente da Federação Internacional de Médicos Católicos (FIAMC), explica que a Igreja defende a fidelidade, a abstinência e a monogamia como as melhores armas. Obviamente, diz ele, a Igreja não está dizendo que se pode manter todo tipo de relações sexuais promíscuas, com a condição de não utilizar o preservativo.

E a Igreja não está sozinha nessa linha de pensamento.

O eminente descobridor do HIV, Luc Montagnier, indica como deveria ser o combate a AIDS: “são necessárias campanhas contra práticas sexuais contrárias à natureza biológica do homem. E, sobretudo, há que educar a juventude contra o risco da promiscuidade e o vagabundeio sexual”.

Dr. Edward C. Green, médico antropólogo, diretor do Projeto de Pesquisa para a Prevenção da Aids do Centro Harvard, com 30 anos de experiência na área, confirmou que o Papa está correto na sua afirmação de que a distribuição da camisinha exacerba o problema da AIDS. “O Papa está correto,” disse Green na entrevista de 18 de março do passado na National Review Online, “colocou as coisas no melhor caminho, a melhor evidência que nós temos apóia os comentários do Papa”. “Há”, acrescentou Green, “uma consistente associação mostrada por nossos melhores estudos, incluindo o Demographic Health Surveys, entre a maior avaliação e uso de camisinhas e a mais alta (não a mais baixa) taxa de infecção por HIV. Isto pode ser devido em parte ao fenômeno conhecido como compensação de risco, que significa que quando alguém usa uma ‘tecnologia’ de redução de risco como a camisinha, essa pessoa frequentemente perde o benefício (a redução do risco) por compensar ou ter maiores chances do que alguém teria sem a tecnologia de redução de risco”.

FONTE :  http://www.cnbb.com.br/site/articulistas/dom-fernando-areas-rifan/2586-o-papa-e-a-aids

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