Posts Tagged ‘Igreja’

* Crise e menos fiéis colocam algumas Igrejas da França à venda.

terça-feira, abril 23rd, 2013

Antigo mosteiro à venda em Gacé, Orne, França

A constante redução do número de católicos na França está acelerando a venda de igrejas e outras propriedades religiosas no país.

Além do menor número de fiéis, a crise econômica também provoca queda nas doações. Em muitos casos, faltam recursos para fazer obras de manutenção. Em outros, falta dinheiro para custear simples despesas regulares de funcionamento.

“As dioceses estão em uma situação financeira crítica, com cada vez menos fiéis”, afirma Maxime Cumunel, do Observatório do Patrimônio Religioso, uma entidade civil que busca preservar o patrimônio histórico religioso.

O corretor imobiliário Patrice Besse, especializado na venda de propriedades religiosas, explica que “antes as dioceses se sentiam incomodadas em vender suas igrejas. Afinal, elas foram construídas com o dinheiro de doações. Agora é uma necessidade econômica. É preciso vender algumas para salvar outras.”

“Há cada vez menos fiéis e menos doações. O fenômeno de venda de igrejas está aumentando”, estima Besse.

MANUTENÇÃO

A corretora de Patrice Besse dispõe atualmente de seis igrejas à venda, com preços entre € 50 mil e € 500 mil euros (aproximadamente entre R$ 130 mil e R$ 1,3 milhão). Ele acaba de vender uma igreja na cidade de Soissons, no norte da França, por € 125 mil, que foi comprada por um pianista anglo-taiwanês de 21 anos, internacionalmente famoso.

Besse também negocia a venda de outra igreja em Soissons, com estilo Art Déco, estimada em € 350 mil e que pertence à paróquia local. “A manutenção custa caro, e muitas paróquias preferem vender seus bens para não ter de arcar com despesas de obras”, afirma o corretor.

É o caso de uma capela na região de Bordeaux, no sudoeste da França. A diocese de Bordeaux explica em seu site que a capela está fechada desde julho de 2011 por razões de segurança. As obras necessárias são estimadas em € 400 mil.

“Nem o episcopado nem a paróquia de Talence têm os recursos financeiros para realizar as obras. O dinheiro obtido com a venda da capela será bem-vindo para atender às necessidades das missas da paróquia”, afirma a diocese.

Uma igreja na pequena cidade de Vandoeuvre-les-Nancy, no leste da França, foi vendida no ano passado em razão da falta de fiéis. Ela se tornará um centro comercial. “Só uma centena frequentava a igreja, que tem capacidade para mais de 700 pessoas”, justificou a diocese de Nancy, que obteve € 1,3 milhão com a venda.

REDUÇÃO

O número de católicos na França vem caindo regularmente nas últimas décadas, segundo diferentes estudos. Paralelamente, o número de agnósticos (sem religião) e ateus vem aumentando no país e já atinge, respectivamente, quase 19% e 4,2%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.

Outra pesquisa, do Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França, publicada em 2009, revela que 45% dos franceses entre 18 e 50 anos se dizem sem religião.

A população católica na França era de 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center e outros estudos realizados no país. Nos anos 70, o número de católicos na França era de quase 88%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.

Mas entre os que se dizem católicos e os efetivamente praticantes há uma grande diferença. De acordo com uma pesquisa do instituto Ifop, apenas 4,5% dos franceses afirmam ir à igreja todos os domingos e somente 15% dizem frequentá-la “regularmente”, ou seja, pelo menos uma vez por mês.

Uma lei de 1905, que garante a separação entre a Igreja e o Estado, determina que os bens imobiliários religiosos construídos antes de 1905 pertencem às prefeituras, que têm a obrigação de mantê-los em bom estado.

Os prédios religiosos construídos após essa data são propriedade da Igreja. Somente as catedrais pertencem ao governo nacional. Na França, devido à lei, as igrejas não podem receber subvenções.

Nesse período de crise, muitas prefeituras que possuem igrejas (obrigatoriamente construídas antes de 1905) também não hesitam em vendê-las para não ter gastos com obras, como conserto de telhados ou de eletricidade.

Segundo um levantamento realizado por Benoît de Sagazan, que integra o Observatório do Patrimônio Religioso e possui um blog sobre o tema, há 43 igrejas e capelas à venda na França neste mês de fevereiro.

O fim da igreja de Saint-Jacques

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* Igreja cristã divide templo com muçulmanos.

quarta-feira, março 20th, 2013

A Igreja Episcopal de São João, na cidade de Aberdeen, Escócia, recebe centenas de muçulmanos que entram por suas portas para fazer suas orações cinco vezes ao dia.  O responsável pela igreja, pastor Isaac Poobalan, entregou parte da nave do templo ao imã Ahmed Megharbi.

Como a mesquita usada por eles ficou pequena, muitos eram forçados a ficar do lado de fora, muitas vezes fazendo suas cinco rezas diárias expostos ao vento, chuva e até neve.

Poobalan disse “Eu sabia que não podia permitir isso, pois estaria ignorando o que a Bíblia nos ensina sobre como devemos amar ao próximo. Quando falei com as pessoas da igreja sobre a situação, a maioria não achou que isso seria um problema”.

Ele conta que certa vez passou pela mesquita, que fica próxima à sua igreja e “Eles estavam do lado de fora orando e caiu a primeira neve deste inverno, foi muito difícil apenas assistir. Eu me senti mal, principalmente porque nossa Igreja está bem ao lado, é um edifício grande e permanece vazia durante as sextas-feiras, o dia que eles precisam de mais lugares”.

Como a sexta é o dia sagrado para os muçulmanos, é difícil não estranhar dezenas deles entrando numa igreja evangélica para orar várias vezes durante o dia.

Poobalan acredita que sua atitude servirá para ajudar a construir pontes entre os cristãos e os muçulmanos, mesmo que algumas pessoas de sua congregação tenham se oposto.  ”A divisão religiosa não deveria nos dividir como pessoas. No início foi estranho e novo. Havia alguma ansiedade natural. Mas depois os membros perceberam que há muito em comum entre nós [cristãos e muçulmanos]. Quando falei com o imã houve alguma hesitação por parte deles também, pois isso nunca fora feito antes. Contudo, eles aceitaram nosso convite e tem sido uma relação positiva.”

Essa é a primeira vez que cristãos e muçulmanos dividem oficialmente um templo no Reino Unido. Iniciativas parecidas já ocorreram nos Estados Unidos.

O xeque Ahmed Megharbi, líder espiritual da mesquita disse: “O que acontece aqui é algo especial e não vejo nenhum problema se isso se repetir em todo o país. Nossa relação é amigável e respeitosa.”

O bispo de Aberdeen e Orkney, Robert Gillies, disse que essa relação pode marcar o início de uma mudança na dinâmica entre as duas religiões. “Seria bom pensar que podemos mudar o mundo. Mas, às vezes, alguém percebe que podemos fazer algo de importância global em uma escala local”.

Para Gillies, os ‘olhos do mundo’ foram voltados para a maneira pacifica que as duas religiões convivem naquela comunidade. Embora lembre que a igreja cristã considera Jesus como filho de Deus, ressalta que a fé muçulmana o vê apenas com um profeta.

Com informações Daily Mail.

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* O que é e como funciona a “cúria romana”?

sexta-feira, março 15th, 2013

Por Rocio Lancho García

A natureza da cúria romana é descrita no artigo 1º da constituição apostólica Pastor Bonus: é o conjunto de dicastérios e organismos que ajudam o romano pontífice no exercício da sua suprema missão pastoral, para o bem e serviço da Igreja universal e das Igrejas particulares, reforçando a unidade da fé e a comunhão do Povo de Deus e promovendo a missão própria da Igreja no mundo. As funções da cúria romana são definidas no atual Código de Direito Canônico, de 1983, com algumas precisões posteriores feitas pela constituição apostólica Pastor Bonus, de João Paulo II, em 1988.

A cúria não é a única que presta um serviço ao romano pontífice no governo da Igreja: o colégio cardinalício também realiza algumas funções de governo junto com o papa. A Pastor Bonus prevê ainda que o papa convoque com certa frequência os chefes dos dicastérios, que são os departamentos ou organismos especializados da cúria romana.

A cúria é formada pela Secretaria de Estado, Congregações, Tribunais, Conselhos Pontifícios e Ofícios. Cada um destes setores é subdividido e tem funções diferentes dentro do governo da Igreja.

As Congregações são nove: Doutrina da Fé, Igrejas Orientais, Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Causas dos Santos, Bispos, Evangelização dos Povos, Clero, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e Educação Católica. A sua função é de poder executivo.

Os Tribunais têm funções judiciárias e são três: a Penitenciaria Apostólica, a Assinatura Apostólica e a Rota Romana.

Mais numerosos são os Conselhos Pontifícios, doze: Leigos, União dos Cristãos, Família, Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Agentes de Saúde, Textos Legislativos, Diálogo Inter-Religioso, Comunicações Sociais e Nova Evangelização, este último criado em 2010. Os Conselhos Pontifícios têm a função promover atividades e iniciativas dentro da sua área de competência.

Finalmente, os Ofícios são três: a Câmara Apostólica, a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica e a Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé. São departamentos de natureza econômica.

Para comandar cada dicastério é nomeado um Prefeito, no caso das Congregações, ou um Presidente, nos outros casos. Nomeiam-se, ainda, um secretário e um subsecretário. O papa designa vários membros de cada Congregação. Tradicionalmente, os membros eram cardeais, mas, hoje, também há bispos em cada dicastério.

Além dos membros, são nomeados oficiais e consultores. A função dos oficiais é cuidar dos assuntos ordinários do dicastério, enquanto a dos consultores é o assessoramento.

Os membros do dicastério se reúnem tanto em assembleias plenárias como em sessões ordinárias. Para as plenárias, que acontecem ao menos uma vez por ano, são convocados todos os membros; para as sessões ordinárias, somente os membros presentes em Roma. O presidente ou prefeito do dicastério decide a convocatória e a ordem do dia.

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* A profecia esquecida de Joseph Ratzinger sobre o futuro da Igreja.

quinta-feira, fevereiro 21st, 2013

A renúncia do Papa Bento XVI suscitou na mídia e em boa parte dos fiéis, especulações acerca de profecias apocalípticas sobre o futuro da Igreja. Dentre elas, a que mais chamou a atenção foi a famosa “Profecia de São Malaquias” que, segundo a lenda, anunciava o fim da Igreja e do mundo ainda neste século.

Apesar dessas previsões catastróficas alimentarem a imaginação de inúmeras pessoas, a verdade é que elas carecem de fundamento e lógica, como já demonstraram vários teólogos, inclusive o estimado monge beneditino, Dom Estevão Bettencourt, na sua revista “Pergunte e Responderemos”.

Mas não é sobre a profecia de São Malaquias que queremos falar aqui. Nossa atenção, devido às circunstâncias, volta-se para as palavras do jovem teólogo da Baviera, Padre Joseph Ratzinger, proferidas há pouco mais de 40 anos, logo após o término do Concílio Vaticano II.

Em um contexto de crise de fé e revolução cultural, o então professor de teologia da Universidade de Tübingen via-se cada vez mais sozinho diante da postura marcadamente liberal de seus colegas teólogos, como por exemplo, Küng, Schillebeeckx e Rahner. Olhando também para os outros setores da Igreja, Padre Ratzinger via nos “sinais dos tempos” um presságio do processo de simplificação que o catolicismo teria de enfrentar nos anos seguintes.

Uma Igreja pequena, forçada a abandonar importantes lugares de culto e com menos influência na política. Esse era o perfil que a Igreja Católica viria a ter nos próximos anos, segundo Ratzinger. O futuro papa estava convencido de que a fé católica iria passar por um período similar ao do Iluminismo e da Revolução Francesa, época marcada por constantes martírios de cristãos e perseguições a padres e bispos que culminaram na prisão de Pio VI e sua morte no cárcere em 1799. A Igreja estava lutando contra uma força, cujo principal objetivo era aniquilá-la definitivamente, confiscando suas propriedades e dissolvendo ordens religiosas.

Apesar da aparente visão pessimista, o jovem Joseph Ratzinger também apresentava um balanço positivo da crise. O teólogo alemão afirmava que desse período resultaria uma Igreja mais simples e mais espiritual, na qual as pessoas poderiam encontrar respostas em meio ao caos de uma humanidade corrompida e sem Deus. Esses apontamentos feitos por Ratzinger faziam parte de uma série de cinco homilias radiofônicas, proferidas em 1969. Essas mensagens foram publicadas em livro sob o título de “Fé e Futuro”.

“A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si. Porque os habitantes de um mundo rigorosamente planificado se sentirão indizivelmente sós. E descobrirão, então, a pequena comunidade de fiéis como algo completamente novo. Como uma esperança que lhes cabe, como uma resposta que sempre procuraram secretamente”

Depois de 40 anos desses pronunciamentos, o já então papa Bento XVI não mudou de opinião. É o que pode-se concluir lendo um de seus discursos feitos para os trabalhadores católicos em Freiburg, durante viagem apostólica a Alemanha, em 2011.

Citando Madre Teresa de Calcutá, o Santo Padre constatava uma considerável “diminuição da prática religiosa” e “afastamento duma parte notável de batizados da vida da Igreja” nas últimas décadas. O Santo Padre se pergunta: “Porventura não deverá a Igreja mudar? Não deverá ela, nos seus serviços e nas suas estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?”

O Papa alemão respondia que sim, a Igreja deveria mudar, mas essa mudança deveria partir do próprio eu. “Uma vez alguém instou a beata Madre Teresa a dizer qual seria, segundo ela, a primeira coisa a mudar na Igreja. A sua reposta foi: tu e eu!, ensinou. Bento XVI pedia no discurso uma reforma da Igreja que se baseasse na sua “desmundanização”, corroborando o que explicou em outra ocasião a um jornalista, durante viagem ao Reino Unido, sobre como a Igreja deveria fazer para agradar o homem moderno.

Diria que uma Igreja que procura sobretudo ser atraente já estaria num caminho errado, porque a Igreja não trabalha para si, não trabalha para aumentar os próprios números e, assim, o próprio poder. A Igreja está a serviço de um Outro: não serve a si mesma, para ser um corpo forte, mas serve para tornar acessível o anúncio de Jesus Cristo, as grandes verdades e as grandes forças de amor, de reconciliação que apareceu nesta figura e que provém sempre da presença de Jesus Cristo. Neste sentido a Igreja não procura tornar-se atraente, mas deve ser transparente para Jesus Cristo e, na medida em que não é para si mesma, como corpo forte, poderosa no mundo, que pretende ter poder, mas faz-se simplesmente voz de um Outro, torna-se realmente transparência para a grande figura de Cristo e para as grandes verdades que Ele trouxe à humanidade”.

Esses textos ajudam-nos a entender os recentes fatos e interpretar os pedidos de reforma da Igreja pedidos por Bento XVI nos seus discursos pós-renúncia. De maneira alguma esses pedidos fazem referência a uma abertura da Igreja para exigências ideológicas do mundo moderno, como quiseram sugerir alguns jornalistas. Muito pelo contrário, o Papa fala de uma purificação da ação pastoral da Igreja diante do homem moderno, de forma que ela se livre dos ranços apregoados pelo modernismo. Trata-se de conservar a fiel doutrina de Cristo e apresentá-la de modo transparente e sem descontos. A Igreja enquanto tal é santa, imaculada. Mas seus membros carecem de uma constante conversão e é neste sentido que a reforma deve seguir. A Igreja precisa estar segura de sua própria identidade que está inserida na sua longa tradição de dois mil anos, caso contrário, toda reforma não passará de uma reforma inútil.

Fonte:  Vatican Insider

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* Conheça a nova Igreja da Diakonia Shalom em 3D.

sexta-feira, fevereiro 8th, 2013

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* Conheça a ‘Capela Sistina dos Andes’, na Bolívia.

terça-feira, dezembro 11th, 2012

G1

Uma igreja localizada em Curahuara de Carangas, cerca de 260 km ao sul de La Paz, é conhecida localmente como a “Capela Sistina dos Andes”, por estar repleta de coloridos desenhos. O pequeno templo foi construído em 1608 para catequizar os indígenas da região.

O padre Gabriel Antequera, de 28 anos, explicou à agência AP que as ilustrações eram usadas para ensinar sobre a religão católica. Os desenhos retratam, entre outras cenas, o Jardim do Éden, a Santa Ceia e o Julgamento Final.


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* Estado do Vaticano completa 83 anos de sua instituição.

sábado, fevereiro 11th, 2012

O Estado da Cidade do Vaticano assinala o seu aniversário, 83 anos depois da assinatura, a 11 de fevereiro de 1929, do tratado que decretou a sua instituição.

O acordo (Vale a pena ler o tratado no link ao lado) insere-se nos denominados Pactos de Latrão, negociados quando o rei de Itália era Victor Manuel III, tendo sido assinado pelo primeiro-ministro Benito Mussolini e pelo cardeal Pietro Gasbarri, secretário de Estado do Papa Pio XI, e posteriormente ratificados por este e pelo monarca.

Além de consignar a independência da Santa Sé e a criação do Estado da Cidade do Vaticano, os Pactos de Latrão incluíram uma Concordata que definiu as relações civis e religiosas entre o Governo e a Igreja na Itália.

Os Pactos Lateranenses compreenderam também uma convenção financeira que proporcionou à Santa Sé a compensação pelas perdas sofridas na anexação dos Estados Pontifícios por parte da Itália, em 1870.

Os protocolos foram revistos quando o socialista Bettino Craxi era primeiro-ministro da Itália, em 1984, ano em que a Unesco concedeu à Cidade do Vaticano o estatuto de Património da Humanidade.

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* A maioria dos cristãos que se afastou da igreja não acredita que suas vidas tenha um propósito, afirma estudo.

domingo, janeiro 29th, 2012

Um estudo recente do Centro de Pesquisas LifeWay concluiu que as pessoa que possuem um mínimo de curiosidade sobre o sentido da vida estão mais propensos a participar de cultos religiosos. Mais da metade das pessoas que nunca frequentam a igreja jamais se perguntaram sobre o sentido de suas vidas.

Aproximadamente 75 % dos 2.000 adultos entrevistados dizem que “concordam” ou “concordam fortemente” com a afirmação: “Há um propósito e um plano divino para cada pessoa.” Contudo, 50 % dos participantes da pesquisa que nunca frequentam cultos discordam dessa afirmação.

“Esse contraste tem implicações significativas para as igrejas”, disse Scott McConnell, diretor da LifeWay. ”Não é surpresa que muitos dos ‘sem igreja’ não acreditam que há uma finalidade maior para suas vidas. Em outras palavras, por que ir à igreja aprender sobre o plano de Deus se você não acredita nesse tipo de coisa? ”

O estudo analisou três outros aspectos de significado e propósito. Mais de dois terços dos entrevistados concordam (parcialmente ou fortemente) que a busca pelo sentido ou propósito da vida é uma prioridade, mas apenas metade deles afirma que pensa nisso todo mês. Segundo a Lifeway, 78% acreditam que “É importante perseguir um propósito mais elevado e dar sentido para minha vida”. Por sua vez, 67 % concordam em dizer “A grande prioridade na minha vida é encontrar o meu propósito”.

Ao ouvir a questão “Quantas vezes você se pergunta: ‘Como posso encontrar o significado e o propósito da minha vida’”, 51% dos pesquisados indicaram pensar nisso pelo menos uma vez por mês, incluindo 18% que afirmam se perguntar diariamente. Já 13% fazem esse questionamento uma vez por ano, enquanto 28% nunca pensam sobre isso.

O estudo fez duas perguntas sobre aspectos a vida após a morte. A primeira é “Quantas vezes você se pergunta: Se eu morresse hoje, iria para o céu?”. A pesquisa aponta que 31% se pergunta sobre isso mensalmente, incluindo 8 % que se questionam sobre isso diariamente. Há 11 % que fazem essa pergunta anualmente e 46% diz nunca pensar sobre isso.

Comparativamente, um estudo de 2006 feito pelo Centro Missional de Pesquisas mostrou um número semelhante: 44% nunca se perguntou se iria para o céu quando morrer; 20% se questionava diariamente sobre a questão.

O novo estudo também perguntou aos entrevistados se concordavam com a afirmação: “Eu sei o que devo fazer para experimentar a paz na vida após a morte”. Pouco mais de 42% concordam (20% fortemente) e 50 % discordam (30% fortemente). Aqueles que nunca frequentam cultos religiosos são os mais propensos a discordar totalmente (63%).

Respondendo à afirmação: “Há um propósito final e um plano divino para cada pessoa”, os da faixa etária de 18 a 29 anos são os menos propensos a concordo totalmente (40%). Isso repete o que foi destacado em outras pesquisas da LifeWay sobre os pontos de vista dos jovens sobre a espiritualidade. Em seu livro, Lost and Found, Ed Stetzer presidente do Centro de Pesquisas LifeWay descobriu que 89% dos jovens adultos ‘sem igreja’ concordam com a afirmação: “Se alguém quisesse me dizer o que acreditava sobre o cristianismo, eu estaria disposto a ouvir”.

O estudo revelou que entre aqueles que nunca vão à igreja há menor interesse em descobrir o sentido da vida ou pensar na vida após a morte:

- 19% discordam fortemente que não há vida além deste mundo;

- 33% discordam fortemente que existe um propósito e um plano divino para cada pessoa;

- 63% discordam fortemente que sabem o que devem fazer para ter paz na vida após a morte;

- 50% nunca se perguntou como podem encontrar o significado e propósito de sua vida;

- 68% nunca se perguntam se morressem hoje, certamente iriam para o céu.

“Parece óbvio dizer que aqueles não se interessam pelos cultos religiosos pensam menos frequentemente sobre as coisas espirituais”, disse McConnell. ”Mas a implicação disso para a Igreja é clara. A maioria das pessoas poderia se interessar pelas coisas espirituais, pois não as conhecem, mas muitos cristãos acabam querendo falar sobre isso da maneira errada… Antes de quere mostrar o sentido da vida e a salvação é preciso saber o que essas pessoas pensam sobre o assunto”, concluiu McConnell.

G prime via Charisma News

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* “Catedral de Cristal”, famoso templo protestante americano, agora pertence à Igreja Católica.

sexta-feira, dezembro 30th, 2011

A famosa Catedral de Cristal fundada pelo Rev. Robert H. Schüller, em Garden Grove, Califórnia, está nas mãos de uma diocese da Igreja Católica, através de uma venda de 57,5 milhões de dólares (aproximadamente 108 milhões de reais).

A decisão do ministério de vender o famoso prédio para a diocese Católica do Condado de Orange a principio levantou algumas controvérsias. No entanto Schüller pronunciou-se sobre a venda da igreja tranqüilizando os observadores interessados de que as crenças da igreja iriam mudar rapidamente.

Em uma entrevista no domingo passado, Schüller, de 85 anos de idade, disse que sempre respeitou a fé católica e que a considera como a “igreja mãe.”

“A Igreja Católica Romana não vai mudar sua teologia”, disse Schüller, em entrevista ao jornal Los Angeles Times que publicou no domingo. “Eu confio neles.”

A Catedral de Cristal, não tem se saído bem financeiramente desde 20002, e há um ano, os administradores vem tentando salvar a igreja, doando dinheiro de seu próprio bolso, o que não foi suficiente para quitar a divida da igreja que é estimada de 50 milhões de dólares.

A família Schüller, trabalhou com uma junta de credores em um processo de falência, que originalmente tinha aprovado uma oferta diferente para a propriedade apresentada pela Universidade de Chapman, que segundo eles, foi o melhor lance. No entanto no dia 17 de novembro, a família Schüller, “com relutância” fez a oferta de 57,5 milhões para a diocese católica romana, sendo uma decisão apoiada pelos credores. Os termos da diocese exigem ao Ministério para deixar o local em três anos.

As instalações da Catedral de Cristal, lindamente coberta com 10 mil painéis de vidro foram projetadas pelo renomado arquiteto Philip Johnson. A incrível estrutura tem atraído admiradores desde sua construção em 1980. O salão principal da emblemática igreja tem 2800 tem assentos para os fiéis.

“A administração deste campus. Mantém uma luz com o condado de Orange, que nunca se apagará. Uma luz que sempre recordará a humanidade o quanto…. Deus os ama e nós também”, disse o Rev. Schüller na época.

O bispo católico do Condado de Orange, Tod Brown, disse ao LA Times que a propriedade recém adquirida se tornará “o coração e centro de nossa comunidade católica”.

Fonte: Padom


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* Igreja católica de neve na Alemanha.

quinta-feira, dezembro 29th, 2011


Gaudium Press

Na cidade de Mitterfirmiansreut, no sudeste da Alemanha, foi construída uma igreja bem diferente. Trata-se de uma edificação feita totalmente de neve e confeccionada pelos moradores da pequena cidade.

O templo católico, construído com mais de 1400 metros cúbicos de neve, e com capacidade para cerca de 200 pessoas foi inaugurado hoje na região da Bavária. A igreja tem 25 metros de comprimento, 6 metros de largura e conta com uma torre de 17 metros de altura.

A obra é uma homenagem aos moradores da aldeia que ficava na montanha de Mitterfirmiansreut há 100 anos. Eles precisavam caminhar cerca de 90 minutos até a cidade vizinha de Mauth para participar da Santa Missa. No entanto, no Natal de 1911 eles foram impedidos de acompanhar a celebração por conta de uma forte nevasca que os isolou na montanha

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O interior recebeu iluminação especial


Entretanto, os moradores se aproveitaram da grande quantidade de neve que se acumulou no local e alí mesmo, construíram uma pequena igreja, onde se reuniram e celebraram o Natal daquele ano.

Mesmo antes do início da construção já existiam dezenas de pedidos de reserva para casamentos e batismos na igreja. O templo recém-inaugurado será atração turística na cidade até ao inicio da Primavera.

Centenas de pessoas participaram da inauguração da igreja, que deveria ser entregue à comunidade local antes das celebrações natalinas, mas a falta de neve atrapalhou os planos. Mesmo o calor emanado pela grande quantidade de pessoas que acompanharam a inauguração, colocou em risco a estrutura de gelo. (LB)

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* Agenda Católica mundial para 2012.

quinta-feira, dezembro 29th, 2011

A comemoração do 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II com um ‘Ano da Fé’ e a realização de um Sínodo dos Bispos sobre a ‘Nova Evangelização’ são pontos centrais da agenda católica mundial para 2012.

Para o teólogo João Duque, presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa (UCP), considera que estes são momentos que podem promover uma “redescoberta da identidade”.

“Penso que estes 50 anos de distância nos permitirão uma reflexão que conduza o Concílio aos seus núcleos fundamentais e permita compreender quais os seus contributos para a profunda transformação da Igreja, no permanente caminho de aproximação à sua identidade e aproximação ao mundo, para o qual existe”, sublinha o especialista, em texto publicado no semanário Agência ECCLESIA.

“Nessa redescoberta, considero fundamental a orientação da fé, pois é nela que se encontra a base da correta ou incorreta realização do que pretendeu o Concílio”, acrescenta.

Bento XVI anunciou, em outubro deste ano, a convocação de um ‘Ano da Fé’ entre outubro de 2012 e novembro de 2013, para assinalar os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965).

Na carta apostólica ‘A porta da fé’, o Papa explica os objetivos da iniciativa: “Pareceu-me que fazer coincidir o início do ano da fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos padres conciliares”.

Também em 2012, de 7 a 28 de outubro, vai ter lugar a 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada ao tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.

O texto preparatório desta reunião magna destaca que, desde o Concílio Vaticano II até hoje, “a nova evangelização se propôs, cada vez mais com maior lucidez, como o instrumento” para enfrentar “com os desafios de um mundo em acelerada transformação”.

Elias Couto, editor da revista digital ‘Cristo e a Cidade’  e colaborador habitual da Agência ECCLESIA, sublinha a “crise da fé”, na Europa, e diz que “a criação do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, por Bento XVI”, juntamente com a realização do próximo Sínodo, representam “uma tentativa de «forçar» o andamento”, dada a “urgência da situação”.

“Não se trata de uma estratégia, mas do regresso à originalidade da fé e à capacidade de síntese que fez das primeiras Igrejas poderosos focos geradores de cultura, uma cultura nova que reinventou o mundo antigo”, assinala,acrescentando que “a nova evangelização é um dever da Igreja face à antiga Europa cristã”.

Ainda no novo ano, Bento XVI vai deslocar-se pela primeira vez ao México e Cuba, acontecimento que para o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, será um dos “momentos-chave dos próximos meses”

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* Papa explica aos seminaristas o VERDADEIRO sentido do “somos Igreja”.

quarta-feira, outubro 5th, 2011

Papa Bento XVI,

” Às vezes digo: São Paulo escreveu [que] “a Fé vem do ouvir” – não do ler. Tem também necessidade do ler mas vem da escuta, quer dizer, da palavra vivente, das palavras que os outros me dirigem e posso ouvir: das palavras da Igreja através de todos os tempos, da palavra atual que Ela me dirige mediante os sacerdotes, os bispos, os irmãos e as irmãs. Faz parte da Fé o “tu” do próximo e faz parte da Fé o “nós”.

Precisamente, exercitarmo-nos neste suportarmo-nos uns aos outros é algo muito importante; aprender a acolher ao outro como outro em sua diferença, e aprender que ele me deve suportar em minha diferença, para convertermo-nos em um “nós”. A fim de que um dia na paróquia possamos formar uma comunidade, chamar as pessoas a entrarem na comunidade da Palavra e estarmos juntos caminhando em direção ao Deus vivente.

Faz parte disso o “nós” muito concreto, como é o seminário, como será a paróquia, mas é também preciso olhar sempre para além do “nós” concreto e limitado até o grande “nós” da Igreja de todo o lugar e de todo o tempo, para não fazermos de nós o critério absoluto.

Quando dizemos “nós somos [a] Igreja”, sim, é verdade: somos nós, e não nenhuma outra pessoa. Mas este “nós” é mais amplo do que o grupo que o está dizendo. O “nós” é a comunidade inteira dos fiéis, de hoje e de todos os lugares e de todos os tempos. E eu digo sempre: na comunidade dos fiéis, sim, ali existe (por assim dizer) o juízo da maioria de fato, mas não pode haver jamais uma maioria contra os Apóstolos e contra os Santos: isto seria uma falsa maioria. Nós somos a Igreja: sejamo-lo! Sejamo-lo precisamente em abrirmo-nos, em irmos para além de nós mesmos e em sê-lo juntamente com os outros.

[...]

Nosso mundo atual é um mundo racionalista e condicionado pelo cientificismo, embora muito freqüentemente se trate de um cientificismo apenas aparente. Mas o espírito do cientificismo, do compreender, do explicar, do poder saber, do repúdio a tudo o que não é racional, é dominante no nosso tempo. Nisto também há algo grande, ainda que com freqüência se esconda detrás de muita presunção e insensatez. A fé não é um mundo paralelo do sentimento, ao qual nos permitimos aderir; na verdade, a Fé é o que abraça o todo, o que lhe dá sentido, interpreta-o e lhe dá também as diretrizes éticas interiores, a fim de que seja compreendido e vivido com vistas a Deus e a partir de Deus. Por isso é importante estar informados, comprender, ter a mente aberta, aprender. Naturalmente, dentro de vinte anos estarão em moda correntes filosóficas totalmente distintas das de hoje: quando penso no que entre nós era a maior moda filosófica e a mais moderna e, hoje, vejo como tudo já está esquecido… Não obstante,  não é inútil aprender estas coisas, porque nelas também há elementos duradouros. E sobretudo com isto nós aprendemos a julgar, a seguir mentalmente um pensamento – e a fazê-lo de modo crítico – e aprendemos a fazer com que, no pensar, a luz de Deus nos ilumine e não se apague.

Bento XVI,
Encontro com os seminaristas na Capilla San Carlos Borromeo del Seminario de Friburgo
-Alemanha

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* Você conhece a igreja… “inflável”?

terça-feira, setembro 20th, 2011

Infogospel

A falta de um local de culto para o missionário na Rússia o polonês Krzysztof, e sem local para seu trabalho no leste do país. Seu amigo de infância sugeriu para que fizesse uma igreja inflável, foi a forma é a solução encontrada para a falta de permissão e fundos para construir um edifício.

Um amigo ofereceu uma igreja inflável como uma solução provisória para os seus problemas na obtenção de licença de construção e o dinheiro necessário para construir um lugar permanente, e Krzysztof Kowal não hesitou em considerar a oferta.

O missionário e aceitou a oferta de seu amigo de infância, Robert Wojcik, que trabalha com a fabricação de brinquedos infláveis ​​para as crianças em Kolobrzeg, Polônia, para a construção do primeiro templo infláveis ​​em turnê, que atualmente desfruta de grande popularidade na península de Kamchatka, uma região de 1.250 km de extensão localizado no Extremo Oriente russo.

Pequenas doações de seus paroquianos ajudaram a custear o custo desta estrutura alternativa, que permanecerá aberta até mesmo no inverno, quando o termômetro pode chegar a até menos 40 graus marca em Kamchatka.

VANTAGENS

Além de seu baixo custo de manutenção, Krzysztof diz que a igreja inflável tem uma vantagem sobre as igrejas tradicionais: podem ser transportados em uma minivan e só leva 15 minutos para estar pronto para a celebração da missa. Esta mobilidade é muito útil para servir uma região com menos de 500 mil pessoas que vivem dispersos na paisagem vasta.

A missão polonesa assegurou diversos meios de comunicação que está feliz com seu templo, ainda que às primeiras pessoas confundiram sua igreja peculiar “, com um castelo insuflável para as crianças.”

O Precursor

O missionário Krzysztof e seu amigo Robert Wojcik Krzysztof que sugeriu a igreja inflável. pode ter se inspirado em um trabalho de Michael Gill, um pintor britânico que aparece no Guinness Book of Records como o criador da primeira igreja inflável do planeta. O projeto do pintor Gill tinha as mesmas características do inflável, 14 metros de altura, é um edifício plástico cinza de estilo gótico, com bancos, púlpito altar, vitrais e até mesmo um órgão.

“Isso pode mudar a percepção geral do que constitui a Igreja da Inglaterra.  É inovador. Ela se encaixa com o século 21 “, disse Gill quando ele apresentou sua invenção em 2001.  “Se as pessoas não vão à igreja, a igreja precisa de ir ao povo, e esta é uma maneira de fazer isso”, disse ele.

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* Afinal, o que querem aqueles que hostilizam o Papa em suas viagens pelo mundo?

quinta-feira, setembro 1st, 2011

jornal Il Foglio

Como na Inglaterra e na Escócia durante a viagem de um ano atrás. Como naEspanha há poucas semanas. Também na Alemanha a acolhida que uma parte do país pretende reservar a Bento XVI, do dia 22 a 25 de setembro próximos, não é das melhores.

Há protestos de grupos de associações organizadas (muitos deles aderentes do movimento gay alemão) que, no dia 22 de setembro, no Portão de Brandenburgo, quando o pontífice fizer um discurso aos parlamentares, elas se concretizarão em um desfile liderado por um falso papamóvel com um “antipapa”. A acusação, no fundo, é a de sempre: Ratzinger lidera uma Igreja obscurantista e antimoderna.

E depois há os protestos provindos de dentro da Igreja Católica: um grupo de católicos alemães liderado pelos sacerdotes Norbert Reicherts e Christoph Schmidt assumiram as reivindicações dos 150 padres Austríacos que antes do verão [europeu] pediram a Bento XVI a abolição do celibato sacerdotal, a ordenação feminina, a readmissão à Eucaristia dos divorciados de segunda união e o retorno à Igreja dos sacerdotes que se casaram e tiveram filhos.

Sandro magister, vaticanista, parte da dissidência interna da Igreja para dizer que “é uma fermentação típica do mundo de língua alemã, uma fermentação que se apresenta com uma característica específica: a antirromanidade”. Ele diz ao Il Foglio: “NaAlemanha, são fortes as pressões protestantes que pedem reformas e inovações à Igreja Católica. A essas demandas, parte do mundo católico reage repropondo-as, porque as julga necessárias para se manter no ritmo da modernidade. Também é um modo pelo qual parte do mundo católico reivindica a sua autonomia de Roma, do papa, do centro da catolicidade. São reformas cujo conteúdo é conhecido há muito tempo, mas que retornam ciclicamente. Acredito que, pra avaliá-las do modo mais justo, porém, é preciso uma leitura mais distanciada”.

Qual? “Parece-me evidente que aqueles que pedem inovações no plano do celibato, do sacerdócio, da moral sexual etc., não pedem à Igreja nada mais do que um sinal, um milagre, um pouco como os fariseus que pediram a Jesus um sinal do céu para pô-lo à prova. Jesus respondeu dando-lhes o que pediam, mas respondeu voltando ao essencial, isto é, convidando a todos a olhar para ele.

Lembrando-lhes que ele era a resposta que buscavam. O papa faz o mesmo. Não reage a essas exigências oferecendo gestos taumatúrgicos, que depois não o são, mas simplesmente convida a todos a olhar para Deus, para o Mistério, para aquilo que é essencial na vida dos fiéis. Além disso, é sabido que a verdadeira reforma da Igreja, para Ratzinger, não parte de uma mudança das estruturas ou das normas, mas sim, sobretudo, de uma conversão do coração, de um convite a todos os fiéis a olharem para Deus.

Na Itália, nestes dias, muitos também pedem um sinal à Igreja: renúncias aos benefícios do 8 por mil [porcentagem da arrecadação total do imposto de renda italiano que é repassada às diversas confissões religiosas]. Esse pedido, no fundo, também espelha aquele dos fariseus: dá-nos um sinal, faça um milagre”.

leitmotiv das viagens de Bento XVI parece ser o dos protestos preventivos. Grupos hostis, alimentados por uma eficaz campanha midiática, prometem fogo e enxofre assim que o papa puser seus pés em seu país.

“Sim – diz Magister –, mas esses protestos, depois, se derretem como neve no sol. É um pouco como o Irene. Devia ser um furacão e se tornou uma simples tempestade ou quase isso. Assim são os protestos contra o papa. Antes que Ratzinger chegue, são furacões chegadas. Uma vez que Ratzinger aterriza e começa a sua viagem, depois dos seus gestos, dos seus discursos, não há mais quase nada. Na Inglaterra e na Escócia, muitos políticos que anteriormente haviam atacado Bento XVI também tiveram que declarar publicamente que estavam errados. Assim também na Espanha. Até mesmo alguns colegas de Zapatero acusaram o primeiro-ministro socialista por ter ido a Canossa, como se o seu encontro com o papa fosse uma ‘desistência papista’. Na Espanha, foi dada uma grande ênfase a essas declarações e também aos movimentos de protesto dos indignados nas praças. Mas a viagem em si, os milhares de jovens presentes e as palavras do papa afundaram qualquer polêmica, de fato”.

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* As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja.

terça-feira, agosto 9th, 2011

Beato Jonh Newman

Outrora, era uma fonte de perplexidade para quem crê, como lemos nos salmos e nos profetas, ver que os maus tinham êxito onde os servos de Deus pareciam fracassar. E o mesmo se passa ao tempo do Evangelho. E no entanto a Igreja possui este privilégio especial, que mais nenhuma outra religião tem, de saber que, tendo sido fundada aquando de primeira vinda de Cristo, não desaparecerá antes do Seu regresso.

Contudo, em cada geração, parece que sucumbe e que os seus inimigos triunfam. O combate entre a Igreja e o mundo tem isto de particular: parece sempre que o mundo a vence, mas é Ela que de fato ganha. Os seus inimigos triunfam constantemente, dizendo-a vencida; os seus membros perdem frequentemente a esperança. Mas a Igreja permanece. [...] Os reinos fundam-se e desmoronam-se; as nações espraiam-se e desaparecem; as dinastias começam e terminam; os príncipes nascem e morrem; as coligações, os partidos, as ligas, os ofícios, as corporações, as instituições, as filosofias, as seitas e as heresias fazem-se e desfazem-se. Elas têm o seu tempo, mais a Igreja é eterna. E contudo, no seu tempo, elas parecerem ter uma grande importância. [...]

Neste momento, muitas coisas põem a nossa fé à prova. Não vemos o futuro; não vemos que o que parece agora ter êxito não durará muito tempo. Hoje, vemos filosofias, seitas e clãs alastrarem, florescentes. A Igreja parece pobre e impotente. [...] Peçamos a Deus que nos instrua: temos necessidade de ser ensinados por Ele, estamos cegos. Quando as palavras de Cristo puseram os apóstolos à prova, eles pediram-Lhe: «Aumenta a nossa fé» (Lc 17.5). Procuremo-Lo com sinceridade: nós não nos conhecemos; temos necessidade da Sua graça. Qualquer que seja a perplexidade a que o mundo nos induza [...], procuremo-Lo com um espírito puro e sincero. Peçamos humildemente que nos mostre o que não compreendemos, que suavize o nosso coração quando ele se obstina, que nos dê a graça de O amarmos e de Lhe obedecermos fielmente na nossa procura.

Sermões sobre os temas do dia, nº 6, «Fé e Experiência», 2.4
Citado por Evangelho Quotidiano, 04/ago/2011

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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Comentários
  • •Seria legal a referência dessas estatísticas da Planned Parenthood e British Medical Journal...
    em * Atriz de Bollywood se suicida ao
  • •vamos juntos...
    em * Cardeal de São Paulo, Dom Odilio
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