Posts Tagged ‘Inverno Demográfico’

* Creche na Dinamarca cuida de crianças de graça para que pais namorem mais e gerem novos bebês.

terça-feira, setembro 18th, 2012

Um grupo de funcionárias de uma creche na região central da Dinamarca fez uma proposta tentadora aos pais de crianças pequenas: elas prometeram cuidar dos bebês gratuitamente por duas horas ininterruptas nas noites de quintas-feira para que, dessa forma, os progenitores tenham tempo de “gerar” mais bebês.

O objetivo é tentar reverter o déficit de natalidade da Dinamarca, um dos maiores do mundo.

Com uma população envelhecida e menos bebês nascendo a cada ano, o país luta para elevar o nível de nascimentos.

Mas a intenção não é puramente social. Por causa da taxa de natalidade cada vez menor, a profissão das funcionárias das creches também corre o risco de ser extinta.

Esse é o caso de Dorte Nyman, funcionária do jardim de infância Grasshoppers, no norte da Fiónia, a terceira maior ilha da Dinamarca, para quem o déficit de crianças pequenas coloca em xeque o futuro de cuidadoras como ela.

Nyman espera que cerca de metade das famílias atendidas pela creche aceite a oferta.

“Temos 42 crianças no nosso jardim de infância e cuidaremos de 20 delas nesta noite”, afirmou ela à BBC.

Nem todos os pais, entretanto, pretendem a usar o tempo livre para “gerar bebês”.

“Muitos dizem: Nós traremos nossos filhos, mas não esperem que façamos mais!”, agrega Nyman.

Entretenimento

Nyman disse que ela recorrerá à comida e à música para entreter os pequenos. Se algum deles perguntar às funcionárias da creche qual é o objetivo da “festinha”, “diremos que se trata de dar aos pais deles a oportunidade de conversar em casa”, argumenta Nyman.

Seis outros jardins de infância na área também estão oferecendo o mesmo serviço, por apenas uma noite. Nyman afirmou que, se sua empreitada for bem-sucedida, todos os jardins de infância podem continuar com a oferta de serviços grátis por prazos mais longos.

As funcionárias das creches querem chamar atenção para a queda no número de nascimentos do país.

A Dinamarca ocupa o 185º lugar entre 221 países no mundo no que diz respeito a taxa de nascimentos, segundo o correspondente da BBC em Copenhague, Malcolm Brabant.

Se a população mais velha continuar a aumentar, a Dinamarca não conseguirá financiar as pensões e outros benefícios sociais providos pelo Estado, acrescentou o jornalista.

Para Nyman, paralelamente à queda no número de nascimentos, as funcionárias das creches também estão enfrentando um corte no financiamento dos governos locais.

“Sem dinheiro, não podemos cuidar das crianças direito. E, se não há crianças o bastante, tampouco haverá empregos que garantam nossa profissão no futuro.”

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* Em Milão, Itália, são registrados mais sobrenomes chineses que italianos.

quarta-feira, maio 30th, 2012


Chinatown em Milão
Chinatown em Milão










Na Itália, onde os nascimentos já não repõem os falecimentos, a crescente imigração chinesa legal e ilegal vai ocupando os vazios abertos pela limitação da natalidade.

Nos registros da prefeitura da rica e populosa cidade de Milão, o sobrenome Rossi ainda ocupa o primeiro lugar, mas é logo seguido por Hu.

Eis a lista dos quinze sobrenomes mais registrados naquela prefeitura, segundo o grande diário milanês “Il Giornale”: Rossi, Hu, Chen, Brambilla, Zhou, Wang, Wu, Lin, Zhang, Fumagalli, Liu, Zhao, Li, Zhu e Zheng.

Para o jornal, trata-se de uma revolução demográfica impensável há 25 anos. Mas não são os únicos nomes estrangeiros. Mohamed, Ahmed e Ibrahim estão entre os que crescem, refletindo a imigração de países islâmicos.

Na vida real, os chineses dominam os camelôs ilegais, as lojas sem registro, e as fábricas clandestinas, tendo se tornado também um fator de degradação de bairros antigos.

Chinatown é uma realidade chocante em Milão, uma das capitais da moda e do luxo ocidental – comentou o jornal milanês.

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* Terra: 7 bilhões de pessoas! O problema não é a superpopulação, mas a “eugenia”.

sexta-feira, dezembro 9th, 2011

Nuno Marques

Os profetas do apocalipse que andam por aí espalhando o terror sobre o aquecimento global, as mudanças climáticas e pondo a culpa na quantidade de pessoas que vivem sobre a terra (7 bilhões), dizendo que já ultrapassamos o limite, contam com a ignorância das pessoas, a sua boa fé e com preguiça natural e, fazer cálculos.

Tudo esse alarme para  forçarem as suas teses eugênicas de redução da população mundial.

Vejam só esses dados:

1.   Crescimento da população mundial desde 1800

a.    1804 = 1 bilhão

b.    1927 = 2 bilhões (crescimento médio de 0,81% a.a)

c.    1959 = 3 bilhões (crescimento médio de 1,56% a.a = aumento que coincide com as grandes melhoras das condições de vida, queda da mortalidade infantil, novas curas, etc)

d.   1974 = 4 bilhões (crescimento médio de 2,22% a.a = continua a melhora da medicina e das condições de vida e disponibilidade de alimento)

e.    1987 = 5 bilhões (crescimento médio de 1,92% a.a)

f.     1998 = 6 bilhões (crescimento médio de 1,81% a.a)

g.   2011 = 7 bilhões (crescimento médio de 1,28% a.a)

h.   2015 = 8 bilhões (crescimento projetado de 1,02 a.a)

i.     2043 = 9 bilhões (crescimento projetado de 0,69% a.a)

j.     2083 = 10 bilhões (crescimento projetado de 0,27% a.a)

Conclui-se que em 2100 a maior parte das pessoas vai morar em asilos. Logo depois desaparece a vida humana na terra. Nem vai precisar chegar o fim do mundo.

2.   O mundo produz atualmente cerca de 13 milhões de toneladas de alimentos por dia (disponíveis ao consumo o que significa que a produção é maior devido ao alto índice de perda desde o campo até à mesa). Isto significa 1,7 kg de comida para cada um dos 7 bilhões. Mais do que suficiente, embora muito mal distribuídos. Aqui sim, tem que ser feito um trabalho decente de incentivar desenvolvimento econômico mais homogêneo para não exista uns com tanto e outros com tão pouco.

3.   Se os 7 bilhões bebessem 2 litros de água por dia seriam consumidos 14 milhões de metros cúbicos de água. Isto significa apenas 2 horas e 35 minutos da vazão das cataratas do Iguaçu (que tem vazão média de 1500 m3 por segundo). Pelos vistos, água também não é problema. Mesmo assim temos de ter cuidado para não estragarmos a que existe.

4.   O peso dos 7 bilhões numa média per capita de 60Kg equivale a 420 milhões de toneladas, que é o mesmo que o Brasil produziu de minério de ferro. (este dado não tem nada a ver com população mas é interessante).

5.  Se colocássemos todos os 7 bilhões na razão de 4 pessoas por metro quadrado, ocuparíamos somente 1.750 Km2.  Isto equivale a pouco mais que o município do Rio de Janeiro. O resto seria um imenso deserto de gente.

E ainda vêm falar em excesso de população? Precisamos acordar para não sermos enganados pelos espertalhões e seus interesses escusos.

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* Censo 2010 Brasil: “Queda populacional no país se deve a políticas anti-vida fundada no mito da superpopulação que esgotaria os recursos do planeta.

sexta-feira, novembro 18th, 2011

ACI Digital

Segundo revelam as análises do Censo 2010 a população brasileira poderia começar a cair nos próximos 20 anos. A tendência revelada pelo IBGE foi comentada pelo Dr. Mario Rojas da Human Life International, que em entrevista exculsiva a ACI Digital afirma que a queda populacional se deve a políticas anti-vida de controle populacional fundada no mito da superpopulação que esgotaria os recursos do planeta.

Segundo revelou o diário Estado de São Paulo, “os primeiros resultados do questionário mais completo do Censo 2010 mostram que a taxa de fecundidade teve uma forte queda em dez anos e chegou a 1,86 filho por mulher, abaixo no nível de reposição da população, de 2 filhos por mulher”.

Se a queda nos nascimentos e o envelhecimento da população mantiverem esse ritmo nas próximas décadas, a partir de 2030 a tendência será de estabilização e depois de diminuição de habitantes, conclui o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Em comparação com o Censo 2000, os dados mostram que as brasileiras têm deixado de ser mães tão jovens como constatado na década anterior. Há dez anos, 18,8% dos nascimentos ocorriam na faixa dos 15 aos 19 anos e 29,3% entre 20 e 24 anos. Essas proporções caíram para 17,7% e 27%, respectivamente. Os nascimentos na faixa de mais de 30 anos, que eram 27,6% do total, subiram para 31,3%”, afirmou também o diário em sua nota publicada este 16 de novembro.

“A tendência de envelhecimento da população “muda substancialmente as políticas públicas e vai requerer infraestrutura para pessoas idosas e oferta de mobilidade para a população que fica mais velha”, reconheceu a presidente do IBGE, Wasmália Bivar em declarações ao Estadão.

“Em algum momento, talvez na década de 2030, o número de nascimentos vai encostar no número de óbitos e a população vai parar de crescer”, afirmou ao diário paulistano o Coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, o demógrafo Luiz Antônio Oliveira.


“Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade foi reduzida em mais de um quinto, passando de 2,38 filhos por mulher para 1,86. Em 1940, a taxa era mais de três vezes maior: 6,16. Rio e São Paulo têm as menores taxas do País: 1,62 e 1,63″, revelou o Estadão.

Durante o II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida, realizado na primeira semana de novembr, o perito em demografia boliviano Mario Rojas alertou sobre este processo envelhecimento populacional e afirmou em entrevista exclusiva a ACI Digital que as quedas nas taxas da natalidade se devem a políticas que promoviam o controle da natalidade sob a premissa de que a superpopulação esgotaria os recursos do planeta.

O perito afirmou que com o advento da Organização Mundial da Saúde, depois da Segunda Guerra Mundial, aumentou a preocupação por um suposto “boom” populacional que levou à implantação de formas de controle populacional muitas vezes contrária à ética e à vida humana como a anti-concepção, o aborto e a esterilização massiva.

“A partir dos anos 50 temos campanhas diferentes onde se começa a promover a pílula anti-conceptiva, a promover a esterilização massiva de pessoas, em muitos casos sem consultá-las, e obviamente a partir dos anos 60 é que se começa com campanhas para promover o aborto como uma forma de controle de natalidade”, declarou o especialista a ACI Digital.

“Tudo isto sob a firme crença que se conseguimos controlar a população os recursos não vão esgotar-se”, acrescentou.

“Temos muita manipulação de informação, e não só no tema populacional”, afirma o demógrafo membro da Associação pró-vida Human Life International.

“Na Europa ocidental já temos pirâmides populacionais invertidas. Há menos gente nascendo e mais gente envelhecendo, então se estima que para o ano 2050 a União européia como a conhecemos, com uma cultura judeu-cristã, já não será assim, e isto porque não terá suficiente  gente com esta cultura e a população majoritária será de outra cultura, não da judeu-cristã”.

“E isto está diretamente relacionado com as políticas que eles (referindo-se a organismos internacionais como a ONU) chamam de planificação e desenvolvimento e nós chamamos de controle populacional”, asseverou.

Mario Rojas acrescentou que estas políticas que vêm causando agudos problemas sociais e econômicos em outros continentes, estão sendo trazidas ao continente sul-americano como algo que proporcionaria uma melhor qualidade de vida às populações desta parte do globo.

“Porém, nenhum país que se intromete com a sua vida, com sua infância hoje, pode esperar ter um país estável no futuro”, concluiu o perito..

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* Igreja sabe o que diz: “Mais filhos trazem mais felicidade”, afirma pesquisa acadêmica SECULAR.

terça-feira, setembro 27th, 2011

Revista Época-  DANIELLA CORNACHIONE

A relação tradicional entre a qualidade de vida de um país e o número de filhos em suas famílias é bem conhecida: em geral, vivem melhor as sociedades que têm menos crianças.

A média de filhos por mulher cai conforme avança o desenvolvimento econômico de uma nação. Nessas sociedades, cidadãos mais bem educados levam em conta as responsabilidades e os custos de criar cada filho. As mulheres se preocupam mais com a carreira, decidem com autonomia, têm acesso difundido à informação e a métodos contraceptivos. Os empregos migram para as cidades, e os filhos deixam de ser vistos como mão de obra necessária, como ocorre com as famílias pobres no campo.

Um estudo feito em uma das melhores escolas de negócios do mundo, a espanhola Iese, parece finalmente ter encontrado o papel dos bebês como geradores de felicidade.

A pesquisa foi organizada pelo engenheiro Franz Heukamp, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e pelo matemático Miguel Ariño, da Universidade de Barcelona. O objetivo era encontrar as características não econômicas de cada país que pudessem explicar o fato de as pessoas se dizerem mais ou menos satisfeitas com a vida.

Ariño e Heukamp cruzaram dois grupos de informações. O primeiro é de questionários sobre bem-estar subjetivo, combinados com características pessoais como estado civil, idade e gênero. Os dados são da Pesquisa Mundial de Valores, do Unicef, de 1981 a 2004, com informações de 100 mil pessoas de 64 países. O segundo grupo inclui indicadores sociais e econômicos, entre eles natalidade, inflação e PIB.

Eles perceberam que, entre sociedades com o mesmo nível de desenvolvimento econômico, o bem-estar tende a ser maior naquelas com menor nível de corrupção e naquelas em que a religião mais difundida não é o islamismo (atualmente associado, em muitos países pobres, à falta de liberdade política e religiosa). E encontraram também uma tendência, entre países desenvolvidos, de haver maior nível de satisfação onde há taxas de fecundidade superiores. Dinamarqueses e holandeses se dizem mais felizes do que alemães e japoneses, que desfrutam os mesmos confortos materiais. “Baixas taxas de natalidade sempre estiveram associadas a alto nível de desenvolvimento. Mas também podem significar egoísmo em uma sociedade, e isso afeta o bem-estar”, afirma Ariño.

A conclusão de que maior natalidade traz maiores chances de bem-estar deve ser vista com cuidado, já que outras variáveis não contempladas no estudo poderiam influir no resultado. Mas incluir a natalidade como fator de bem-estar coletivo é uma abordagem nova e promissora para a economia da felicidade, um campo que mistura psicologia e economia. Seu precursor é John Helliwell, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. O palpite dele para explicar a conclusão do estudo é que quando um país sofre privações de alguma ordem, mesmo que seja desenvolvido, a sensação de bem-estar subjetiva cai e acelera a redução da taxa de natalidade. “As conclusões desse tipo de estudo não encontram, necessariamente, uma relação de causalidade direta. Nosso desafio é entender o que causa o quê”, afirma o economista Alois Stutzer, coautor do livro Economics & hapiness (Economia & felicidade). “Quando o filho nasce, mesmo que não tenha sido planejado, as pessoas tendem a racionalizar como algo bom. Já ter menos filhos do que se gostaria pode causar a sensação de infelicidade”, diz o demógrafo do IBGE José Eustáquio Alves.

Nas últimas décadas, a fecundidade caiu tanto na Europa que se tornou um problema. Em muitos países, como França, Holanda, Dinamarca e Reino Unido, existem políticas de incentivo à natalidade. O governo oferece benefícios à família e à criança, às vezes até a idade adulta. Mesmo assim, os casais europeus, na média, têm bem menos de dois filhos, um fenômeno que os demógrafos chamam de fecundidade indesejada por falta, quando a mulher tem menos filhos do que gostaria. A demografia diz que a “taxa de reposição” de uma população tem de ser, em média, de 2,1 filhos por mulher, para que não desapareça em algumas centenas de anos. Também há prejuízo econômico em ter mais idosos aposentados do que jovens trabalhando.

Há alguns sinais de reação a essa tendência. As taxas de fecundidade de alguns países estão estabilizadas ou cresceram. Um deles é a Dinamarca, que pertence ao grupo de países mais felizes, de acordo com o estudo. “Até 1985, cada dinamarquesa tinha durante a vida, em média, 1,4 filho. O número foi para 1,8 em 2010”, afirma o demógrafo Ralph Hakkert, consultor da ONU. “Na Suécia, a taxa de fecundidade era de 1,5 entre 1995 e 2000 e foi para 1,9 em 2010. É uma evolução importante.” A explicação pode estar na mudança do estilo de vida das europeias, segundo Hakkert. Nos anos 1980, elas estavam em plena disputa por espaço no mercado de trabalho. Como os países nórdicos avançaram rapidamente em oferecer oportunidades iguais, mais mulheres podem voltar a pensar em ser mãe e manter a vida profissional. Ainda não se pode dizer que seja uma tendência global, mas trata-se de uma mudança promissora – e bem simpática.

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* Rússia considerando restringir lei de aborto a fim de desacelerar colapso populacional

domingo, maio 1st, 2011

Hilary White

Num discurso na semana passada Vladimir Putin, primeiro-ministro da Rússia, disse que deve-se adotar medidas na Federação Russa para levantar o índice de natalidade.

Putin disse que 1,5 trilhão de rublos serão investidos em “projetos demográficos”, para melhorar a expectativa média de vida e para levantar o índice de natalidade entre 25 e 30 por cento durante três anos.

Depois do discurso de Putin, a Duma, o parlamento russo, introduziu um projeto de lei para desqualificar o aborto como serviço médico no sistema público de saúde. O projeto também permitirá que os médicos possam recusar realizar abortos.

“O projeto de lei tem como objetivo criar as condições para uma mulher grávida optar por dar a luz”, disse Yelena Mizulina, diretora da comissão de família, mulheres e crianças da Duma.

Na quarta-feira a Duma também introduziu um projeto de lei para restringir a propaganda comercial do aborto.
Anton Belyakov, autor do projeto e deputado da facção do Partido Só Rússia, disse para os jornalistas: “O projeto de lei também dá aos médicos a responsabilidade de avisar as mulheres que decidiram fazer um aborto que o procedimento pode causar infertilidade, morte ou afetar negativamente a saúde física e mental”.

A Rússia tem o índice mais elevado de abortos no mundo com 53 abortos por 1.000 mulheres entre as idades de 15 e 44, de acordo com estatísticas da ONU. O aborto é uma questão chave na forte diminuição da população da Rússia, que viu uma queda de 148,5 milhões em 1995 para 143 milhões hoje.

Belyakov disse que o índice de aborto da Rússia é “inaceitável”. As próprias estatísticas do país mostram que há 1.022 abortos realizados para cada 1.000 nascimentos. Os números oficiais mostram entre 1,6 e 1,7 milhões de abortos por ano, mas estimativas não oficiais os colocam em pelo menos 6 milhões por ano, 90 por cento dos quais são feitos, como na maioria dos países desenvolvidos, a pedido da mulher por razões “sociais”, não médicas.

Comentando acerca da crise de natalidade da Rússia, Larry Jacobs, da ONG Congresso Mundial de Famílias, disse: “Não é só a Rússia que está experimentando um inverno demográfico”.
“No mundo inteiro, os índices de natalidade diminuíram em mais de 50 por cento desde o final da década de 1960. No ano 2050, haverá 248 milhões a menos de crianças com menos de 5 anos no mundo do que há hoje. Essa escassez de nascimentos será um dos maiores desafios que a humanidade confrontará no século XXI”.

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* Mentalidade anti-vida européia e norte americana “cobra seu preço”.

domingo, abril 24th, 2011

Pe. John Flynn, L.C.

A taxa de natalidade baixa e uma população envelhecida representam um desafio econômico gigante para a Europa. Esta é uma das conclusões de um estudo publicado pela Comissão Europeia no início do mês.

O “Terceiro Informe Demográfico” apontou que o número de filhos por mulher aumentou de 1,45 no último informe, de 2008, para 1,6. Mesmo assim, continua muito abaixo dos 2,1 filhos necessários para manter uma população estável.

A esperança de vida também aumentou, o que acelera o processo de envelhecimento do continente. Em quatro países – Bulgária, Lituânia, Letônia e Romênia – a população já está diminuindo porque os falecimentos e a emigração superam o número dos nascimentos.

O informe revela ainda que a média de idade das mulheres no seu primeiro parto aumentou significativamente nas últimas três décadas. A idade mais alta para o primeiro parto, em 2009, foi medida na Irlanda: 31,2 anos. A Itália está bem próxima do índice, com 31,1 anos, enquanto a idade mais baixa está na Bulgária, com 26,6, seguida pela Romênia, com 26,9. Em 13 dos 27 países da União Europeia, as mulheres tendem a ter filhos com 30 anos ou mais.

Segundo o informe, a fertilidade pode continuar aumentando de modo marginal, superando ligeiramente a média de 1,7 filhos por mulher. Mas o documento observa que, a essa taxa, ainda será necessária uma grande afluência de imigrantes para evitar que a população se reduza no longo prazo.

Não é provável que a fertilidade suba o suficiente para atingir o nível de substituição de 2,1, ou que se reverta o envelhecimento da população da Europa, conclui o estudo.

Cerca de 5 milhões de crianças nascem por ano nos 27 países da União Europeia, e cerca de 2 milhões de pessoas emigram de países estrangeiros para o bloco. Os nascimentos superam o número de mortes em poucas centenas de milhares de pessoas por ano. A imigração, que supera amplamente o milhão por ano, explica a maior parte do crescimento da população da região.

As nações do bloco são hoje o lar de 20 milhões de pessoas que não têm a cidadania europeia. Além disso, cerca de 5 milhões de extracomunitários obtiveram a cidadania da União Europeia desde 2001. Há também a migração interna, com 10 milhões de europeus que moram em países da União que não são a sua pátria.

Mais idosos

Existem diferenças significativas entre os estados membros da União Europeia. As populações atualmente mais velhas, como a da Alemanha e a da Itália, continuarão envelhecendo rapidamente nos próximos 20 anos, mas depois se estabilizarão. Outros países, com populações hoje mais jovens, principalmente no leste da União, envelhecerão a uma velocidade cada vez maior, a ponto de terem, no ano 2060, as populações mais idosas do bloco.

O informe observa que, em 2014, a população em idade de trabalho, entre os 20 e os 64 anos, começará a diminuir rapidamente, ao se aposentarem os baby-boomers do período posterior à Segunda Guerra Mundial.

De fato, na União Europeia, o número de pessoas com 60 anos ou mais já está aumentando em mais de dos milhões por ano, o que é o dobro do observado há três anos.

A metade da população atual dos 27 estados da União tem 40,9 anos ou mais. A idade média vai dos 34,3 anos na Irlanda aos 44,2 na Alemanha. É previsto que a idade média suba para os 47,9 anos em 2060.

A população de 65 anos ou mais deverá aumentar de 17,4% em 2010 para 30% em 2060.

O resultado será uma carga cada vez maior sobre os cidadãos em idade de trabalho, que deverão pagar os gastos sociais demandados pela população envelhecida.

O fenômeno fica mais evidente ao se considerarem as previsões do número de pessoas em idade de trabalho, entre 19 e 65 anos, e ao se compararem tais números com o das pessoas dependentes (as menores de 19 e as maiores de 65).

A União Europeia tem hoje três pessoas em idade de trabalho por cada dois dependentes. Em 2060, haverá uma pessoa em idade de trabalho para cada pessoa dependente.

Estados Unidos

A Europa não está sozinha. Nos Estados Unidos, a taxa de natalidade também desceu entre 2007 e 2009, segundo os dados do Centro de Controle de Doenças.

De 2007 a 2009, os nascimentos caíram 4%, para 4.131.019, e os números parciais de nascimentos em junho de 2010 indicavam que a queda continuava.

A taxa de natalidade caiu 9% para as mulheres de 20 a 24 anos, chegando ao índice mais baixo registrado para essa faixa etária, e 6% para as de 25 a 29. Também há queda nas taxas de natalidade entre as mulheres com mais de 30 anos.

Chama a atenção que a taxa de fertilidade tenha caído mais entre as mulheres hispanas do que nos outros grupos da população.

O Population Reference Bureau, organização privada, publicou dados recentes que trazem mais luz aos números populacionais nos Estados Unidos: a quantidade de bebês nascidos no país em 2009 caiu 2,3%, e continua caindo. Isto significa que a média de nascimentos por mulher em 2009 foi de 2,01, o número mais baixo desde 1998. Com a queda dos nascimentos, o índice de fertilidade total nos Estados Unidos está abaixo do nível de substituição, de 2,1 nascimentos por mulher.

Os dados do Population Reference Bureau também mostram que, pela primeira vez em muitos anos, os nascimentos entre as mulheres solteiras diminuíram. Mas os nascimentos entre as mulheres casadas caíram mais ainda, revelando que 41% de todos os nascimentos nos Estados Unidos aconteceram no grupo das mulheres solteiras, o índice mais alto até hoje.

O ‘Bureau’ afirma que esta última queda se deve à atual crise econômica, o que difere do relatório do CDC, que assinala que os dados de nascimento por si só não são suficientes para tirar conclusões sobre as razões da queda no índice de fertilidade.

Ainda assim, o PRB observa, tanto na Grande Depressão dos anos trinta como nos difíceis momentos econômicos dos anos setenta, que seguiram à “crise do petróleo”, houve também períodos de baixa fertilidade nos EUA.

A questão é, insistia o PRB, se a fertilidade voltará quando a economia melhorar ou esses baixos índices se converterão em norma, como no caso da Europa e Canadá.

Custo

No Canadá, a baixa fertilidade foi norma durante muito tempo e, como aponta um artigo de 2 de abril do jornal ‘National Post’, isso custou caro ao governo. Os últimos dados orçamentários calculam que no período 2010-11 a 2015-16, os gastos em auxílios para os anciãos aumentará cerca de 30%.

Esta projeção de aumento anual estará muito acima do crescimento econômico previsto para o Canadá. De fato, o artigo cita dados segundo os quais o crescimento econômico pode cair até a metade do nível das últimas décadas, devido ao impacto de uma população envelhecida.

Apesar dos graves problemas causados pela baixa taxa de fertilidade e do envelhecimento, a ONU continua firme em seu objetivo de reduzir a fertilidade a todo custo. A 44ª sessão da Comissão de População e Desenvolvimento reuniu-se dos dias 11 a 15 de abril em Nova York.

O comunicado de imprensa que anunciava esta reunião enfatizava a necessidade de ampliar o planejamento familiar para reduzir com rapidez a fertilidade na África e na Ásia. Em lugar disso, talvez seria melhor considerar os graves problemas econômicos que tal redução causa em muitos países.

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* Política de “seleção sexual reprodutiva” da China, Coréia e Índia “cobra seu preço”.

terça-feira, abril 5th, 2011

Nos próximos 20 anos, em grande parte da China e Índia, haverá entre 10% e 20% de homens jovens a mais que mulheres por causa da seleção sexual reprodutiva pela qual esses países passaram nos últimos anos. Segundo análise publica no Canadian Medical Association Journal, esse desequilíbrio terá repercussões sociais negativas, uma vez que sobrarão homens sem poder casar e ter filhos, o que pode aumentar os níveis de violência e criminalidade.

A preferência por filhos do sexo masculino na China, Índia e Coreia do Sul combinada ao fácil acesso aos abortos seletivos levará a um desequilíbrio significativo entre o número de homens e mulheres nascidos nesses países.

A taxa de nascimentos (SRB, na sigla em inglês, “sex ratio at birth”) entre o número de meninos que nascem para cada 100 meninas normalmente é de 105 para 100. Entretanto, com o uso do ultrassom, que torna a seleção “sexual” possível, uma vez que indica o sexo do feto, a taxa de nascimento em algumas cidade da Coreia do Sul chegou a 125 em 1992, e é maior de 130 em diversas províncias da China, de Hena, no norte, a Hainan, no sul.

Nos próximos 20 anos, a China sofrerá com a falta de mulheres

Em 2005, estimava-se que 1,1 milhão de meninos nasceram “em excesso” na China e que o número de homens menores de 20 anos excedia o número de mulheres em cerca de 32 milhões, de acordo com Therese Hesketh, o UCL Centro para a Saúde e o Desenvolvimento Internacional, em Londres.

Na Índia existe uma disparidade similar, com taxas maiores de 125 em Punjab, Delhi e Gujarat, no norte, mas de 105 em Estados do sudeste e leste, como Kerala e Andhra Pradesh.

Segundo os autores do artigo, um padrão consistente nesses três países indica uma tendência relacionada ao nascimento dirgido e a influência sobre o sexo da criança antes de ela nascer. Se o primeiro ou o segundo filho é menina, os pais, muitas vezes, selecionarão os próximos filhos para que sejam meninos.

As implicações sociais são uma porcentagem significativa da população masculina incapaz de se casar ou ter filhos por causa da escassez de mulher. Na China, 94% das pessoas entre 28 e 49 anos que não se casaram são homens, dos quais 97% não concluíram o ensino médio. As autoridades se questionam se a incapacidade de casar resultará em problemas psicológicos e, possivelmente, no aumento da violência e da criminalidade.

As autoridades da China, Índia e Coreia do Sul têm tomado algumas medidas para resolver a questão, como as leis que proíbem a determinação do sexo da criança através do aborto seletivo, mas os autores do artigo acreditam que muito mais pode ser feito. “Conseguir resolver o problema da preferência por filhos homens é extremamente desafiadora e exige uma abordagem múltipla”, afirmam os autores.

Na China, o relaxamento da política de filho único, sobretudo nas zonas rurais, pode ter algum impacto sobre a SRB. Mas, o mais importante é mudar as atitudes e a antiga cultura de ter preferência ao nascimento de meninos. Campanhas públicas de sensibilização já fazem sentir algum impacto. Na Coreia do Sul e China, elas têm contribuído para reduzir essa taxa. Na Coreia do Sul, por exemplo, era de 118 em 1990, e caiu para 109 em 2004.

“No entanto, esse declínio incipiente não fará diferença na faixa etária reprodutiva nas próximas duas décadas, uma vez que as SRBs nesses países ainda permanecem altas”, afirmam os autores

http://www.economist.com/blogs/dailychart/2011/04/indias_sex_ratio&fsrc=nwl

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* Mais mulheres dos EUA terminam idade reprodutiva sem um único filho.

terça-feira, agosto 3rd, 2010

Peter J. Smith

Aproximadamente de cada cinco mulheres americanas, uma agora chega ao final da idade reprodutiva sem ter um único filho, dobrando o número de mulheres sem filhos desde a década de 1970, de acordo com um novo estudo do Centro de Pesquisas Pew.

Em 1976, de cada dez mulheres (580.000) entre as idades de 40 e 44, só uma relatava não ter filhos. A partir de 2008, aproximadamente 1.9 milhão de mulheres de idades entre 40 e 44, ou 18% das mulheres nesse grupo, relataram não ter filhos — um salto de 80% em menos de 40 anos.

Pew relata que os índices de esterilidade subiram em todas as categorias étnicas e raciais, com mulheres brancas na frente com 20%. Mas os negros e os hispânicos têm visto aumentos substanciais em mulheres chegando ao fim de sua fertilidade sem ter um único filho.

O índice de mulheres sem filhos para cada um desses grupos minoritários se elevou de 13% em 1994 para 17% em 2008 — um aumento de 30% em apenas pouco mais que uma década.Entretanto, o que diminuiu durante a década passada foi o número de mulheres solteiras sem filhos entre as idades de 40 e 44.

Em 1994, 71% das mulheres solteiras nesse grupo não tinham filhos, em comparação com 56% em 2008.Para mulheres que têm educação, o índice de ausência de filhos também aumentou de forma constante, com uma exceção: a percentagem de mulheres com diplomas avançados que também não têm filhos diminuiu de forma significativa durante a década passada. Em 1994, 30% das mulheres entre as idades de 40 e 44 anos com mestrados e 34% das mulheres com doutorados ou seus equivalentes relataram não ter nenhum filho. Mas em 2008, só 25% das mulheres nesse grupo com mestrados e 23% das mulheres com diplomas profissionais ou doutorados relataram não ter nenhum filho.

Pew relata que os especialistas dizem que alguns fatores envolvidos podem ser que o incentivo social para que as mulheres tenham filhos diminuiu, a contracepção aumentou, melhores metas de carreira fazem com que as mulheres adiem a gravidez e a sociedade não mais vê ter filhos como parte de uma vida realizada.

Em 2007, apenas 41% dos adultos responderam a uma pesquisa de opinião pública de Pew de 2007 dizendo que as crianças são muito importantes para um casamento bem-sucedido. Mas em 1990, 65% disseram que filhos eram vitais para um casamento bem-sucedido.No entanto, Pew realmente indica que uma percentagem crescente dos americanos estão preocupados com o impacto que a sociedade sofrerá com as mulheres que não têm filhos. Embora uma pesquisa do Pew de 2009 tenha relatado que 46% dos americanos não criam que uma crescente parte das mulheres não tendo filhos faça a diferença, 38% disseram que a tendência para com a esterilidade é prejudicial para a sociedade. O número reflete aproximadamente um salto de dez pontos, pois só 29% dos americanos sustentaram essa opinião numa pesquisa do Pew de 2007.

O relatório completo pode ser visto aqui.

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* Portugal e Europa caminham para a “arabização” de sua cultura?

domingo, julho 11th, 2010

Fonte:  Público

Se o escritor de ficção científica Philip K. Dick vivesse, já não precisaria da sua imaginação distópica para distorcer o futuro. Poderia ser um escritor naturalista. Esse futuro que nas histórias de Dick parecia delirante está agora bem plantado à nossa frente, no tempo útil das nossas vidas. Consultando as estatísticas ficamos inteirados da boa nova: a longo prazo, não estaremos mortos. Estaremos extintos.

Muita gente tem alertado para o declínio demográfico que ameaça o mundo ocidental como o conhecemos. Esse declínio converteu-se no primeiro problema para o nosso modo de vida dos últimos 60 anos. Até temos algumas ideias de como devemos enfrentá-lo, mas hesitamos, em parte porque estamos sobretudo focados noutras pragas (as alterações climáticas, a especulação bolsista), noutra parte porque ainda vivemos na doce ilusão de arranjar maneira de salvar a nossa pensão de reforma. No entanto, comparado com o meteorito que será os países europeus ficando aceleradamente sem população, tais preocupações parecem menores ou acessórios. Se não houver gente, faremos o quê?

Em 2003 a idade média na Europa era de 37,7 anos. Em 2050, segundo um estudo da Brookings Institution, um think-tank norte-americano, essa média rondará os 52,3 anos, bem acima dos 35,4 previstos para os Estados Unidos. Praticamente todos os países europeus sofrerão baixas acentuadas nas suas taxas de população. Por exemplo, a Itália cairá 22 por cento e a Estónia 52 por cento. E Portugal também. Para começar, o INE revelou há dias que em 2009 tivemos mais óbitos do que nascimentos.

Daqui a 40 anos viveremos na sociedade mais envelhecida que provavelmente existiu na história do mundo. Os novos serão minoritários, os velhos maioritários. Politicamente será um facto dramático. E sabem o que acontece às sociedades dominadas por anciãos? Mais tarde ou mais cedo definham.

Ao mesmo tempo, eis o que também tem acontecido: as taxas de fertilidade no mundo muçulmano têm continuado o seu ritmo imparável. Desde 1970 que têm sido responsáveis por grandes subidas da população mundial. Há hoje muito mais muçulmanos na Europa vivendo como muçulmanos, isto é, conservando os seus hábitos religiosos e rejeitando o secularismo ocidental.

Essas tendências da natalidade não-ocidental suscitam também conspirações de poder em torno de uma suposta arabização da Europa. O certo é que os países europeus também não escaparão ao choque cultural dentro de portas. Na verdade, já o conhecem.

Imaginam uma Europa sem Portugal, sem a Suécia, a Europa de 2200 ou 2300? Falarão aqueles que viverem nessa altura daquilo que nós fomos, tal como nós falamos da civilização maia ou dos romanos?

Um dos grandes paradoxos da Europa é que nenhum outro recanto do mundo ofereceu tanta afluência e bem-estar às suas populações para que cuidassem da sua própria subsistência e renovação. A Europa é que deveria ser, e em certo sentido até se imaginou dessa forma, o verdadeiro “fim da história”.

Mas a anomia europeia explica bem por que é que a afluência económica e o bem-estar social não chegam para manter uma cultura. As coisas e as estatísticas demográficas são o que são.

O historiador inglês Arnold Toynbee escreveu há muito tempo: “As civilizações morrem por suicídio, não por assassinato”. E é mesmo certo na história das grandes civilizações que a seguir à decadência vem a extinção. A crise demografia é a mãe das nossas crises. Jurista

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* “The Economist”: Pelo menos 100 milhões de Meninas “eliminadas” no mundo.

segunda-feira, março 15th, 2010
Não encontrei a reportagem em Português. Porém fiz questão de publicar a versão em espanhol pois o tema é de intereese nosso e foi ampliado para todo o mundo pela revista inglesa.

A análise é sociológica , não religiosa, e apenas confirma o que todos nós já sabemos: A vida em alguns países do mundo é “descartável”.

***

La revista británica The Economist, en su número de 4 de marzo, publica un artículo que denuncia la masacre de niñas en el mundo, que asciende al menos a cien millones, y a la que denomina “genericidio”.

El artículo está titulado: The war on baby girls. Gendercide. Killed, aborted or neglected, at least 100m girls have disappeared –and the number is rising (“La guerra contra las niñas. ‘Genericidio’. Asesinadas, abortadas o abandonadas, al menos cien millones de niñas han desaparecido – y el número está aumentando”).

El artículo de The Economist evoca la situación de una joven pareja que espera su primer hijo en una región pobre del mundo pero en fuerte desarrollo. Las costumbres tradicionales les han enseñado a preferir a los hijos varones respecto a las niñas. Esta joven pareja puede acceder a una ecografía que le dice que el no nacido será niña. Ante esto, ¿qué hace?.

Para millones de parejas, asegura The Economist, “la respuesta es: aborto para las niñas, vida para los varones. En China y en el norte de la India, nacen 120 niños de sexo masculino por cada 100 niñas. La naturaleza demuestra que los varones, aunque por poco, están más expuestos a las enfermedades infantiles. Pero esto no tiene valor en el platillo de la balanza”.

“Para quienes se oponen al aborto esto es un verdadero genocidio”, afirma The Economist. Para esta revista, aún cuando se pronuncia por un aborto “seguro, legal y excepcional”, “la suma de las acciones individuales tiene un efecto catastrófico para la sociedad”.

Sólo China –afirma- tiene un número de hombres no casados –los llamados “ramas desnudas”- equivalente al número de los jóvenes varones de toda América. En algunas zonas, jóvenes varones sin raíces crean serios problemas: en las sociedades de Asia donde casarse y tener hijos es la única vía reconocida de la sociedad, los hombres solteros son como criminales. La delicuencia, tráfico de mujeres, violencias sexuales, aparte del número de suicidios femeninos, están en continuo movimiento y aumentarán a medida que las generaciones desequilibradas lleguen a la madurez.

The Economist asegura que “no es una exageración hablar de ‘genericidio’. Las mujeres están desapareciendo –abortadas, asesinadas, empujadas a la muerte–. En 1990, el economista indio Amartya Sen calculó el número de cien millones: la cifra es mucho más alta hoy.

La revista da por hecho que muchas personas saben que en China y en el norte de la India “hay un número innatural de varones”. “Pero pocos se dan cuenta –añade- de lo profundo que es este problema y cuánto está aumentando”.

En China, la relación entre sexos es de 108 varones contra 100 mujeres en la generación nacida en 1980. Para las generaciones de 2000 es de 124 a 100. En algunas provincias chinas, llega a 130 contra 100. La destrucción está en sus peores niveles en China pero existe en otras partes. Otras regiones de Asia oriental, entre ellas Taiwan y Singapur, algunos estados ex comunistas en los Balcanes occidentales y en el Cáucaso, y algunos grupos de la población americana (los chinoamericanos o los japoneses por ejemplo). En todas estas realidades hay una ratio distorsionada de selección sexual.

“El ‘genericidio’ existe en casi todos los continentes. Afecta a pobres y ricos, ignorantes o instruídos, hindúes, musulmanes, confucianos, del mismo modo”, afirma la revista.

Ni siquiera la riqueza es un freno. Taiwan y Singapur tienen economías florecientes. Dentro de China e India, las zonas con peores casos de ‘genericidio’ son las más ricas y con mayores niveles de instrucción. Y la política del hijo único en China puede ser sólo parte del problema, visto que también afecta a otros países que no tienen esta ideología.

La eliminación de fetos femeninos, según The Economist, es consecuencia de tres factores: la arraigada y antigua preferencia por los hijos varones, la moderna propensión a crear familias pequeñas y el uso de tecnologías de ultrasonidos que permiten identificar con certeza el sexo del niño con una diagnosis prenatal.

Sólo un país ha decidido invertir la tendencia. En 1990, Corea del Sur tenía una relación entre varones y féminas igual o superior al de China. Hoy está volviendo a los niveles de normalidad. Esto no se ha verificado por una elección querida sino porque ha cambiado la cultura de la población. La educación femenina, actitudes antidiscriminatorias, y leyes a favor de la paridad de derechos han hecho que la preferencia por los hijos varones se haya quedado pasada de moda y anacrónica.

Pero esto, advierte la revista, sucedió cuando Corea del Sur era un país rico. Si China e India –con ingresos de un cuarto y un décimo de Corea- esperan a alcanzar el mismo nivel económico, habrán pasado muchas generaciones.

Para agilizar el cambio, opina The Economist, se deben realizar algunas acciones. “Sobre todo China debería retirar la política del hijo único. Pero las autoridades se opondrán en cuanto que temen el aumento de la población, así como han rechazado la preocupación de Occidente por los derechos humanos”.

Sin embargo, la publicación predice que “la limitación del hijo único no será utilizada por mucho tiempo para reducir la fertilidad (otros países de Asia han reducido la presión de la población tanto como China”. Recuerda que “el presidente Hu Jintao ha declarado que “crear una sociedad armónica” es una de sus principales intenciones: y esto no se podrá lograr si permanece una política tan profundamente hostil a la familia”.

Y concluye The Economist proponiendo que todos los países promuevan “el valor del sexo femenino. Hay que animar la educación de las mujeres; abolir las leyes y los usos que impiden a las mujeres heredar; abolir los límites relativos al sexo en los hospitales y clínicas; insertar a las mujeres en la vida pública en cualquier función –desde anunciantes televisivas hasta vigilantes–. Mao Zedong afirma: ‘Las mujeres sostienen la mitad del cielo’. El mundo debe hacer más que prevenir un ‘genericidio’, ¡debe evitar que se nos caiga el cielo encima!”.

Para ver el artículo completo: http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=15606229.

Por Nieves San Martín

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* Para onde caminhamos?

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

João José Brandão Ferreira

A Demografia é das questões menos estudadas a nível da sociedade e aquela a que os poderes públicos e o comum dos mortais deixou de prestar a mínima atenção.

Preocupados todos com a crise económica; vinculados ao consumismo e à cultura do prazer; anestesiados pela segurança social; sobrevalorizados no nosso ego pelo primado do individualismo e inundados de muitos outros “ismos” com que a comunicação social nos inunda o coração e a cabeça, deixamo-nos possuir por perigosos mitos de fundamento néscio – mas apelativos – e somos postos à beira de precipícios cada vez mais perigosos.

Reduzida a mortalidade infantil, instituída a pílula e outros métodos contraceptivos; quebrados os laços familiares tradicionais; caídos aos pés dos arautos da libertação da mulher; instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa; consolidada a ditadura dos direitos face aos deveres e mais uma quantidade de coisas que seria ocioso enumerar – e de que todos temos sido relapsos a reflectir nas consequências – veio a originar-se uma brutal redução no número de nascimentos. Esta redução teve especial incidência nos países da Europa Ocidental.

Ora a redução da natalidade que a nível europeu desceu para uma média de 1,4 nascimentos por mulher veio colocar a questão da sobrevivência destas sociedades no futuro.

De fato sabe-se através de estudos sérios, que uma população para se renovar, cada mulher precisa de conceber 2,1 filhos, em vida e que a mesma população deixa de se poder manter em termos culturais quando esse número chega aos 1,9. Já se sabe isto há muito tempo, mas ninguém liga coisa nenhuma, como se governos e pessoas tivessem sido atacados por um desejo de suicídio coletivo. Faltam braços para o trabalho, jovens para os Exércitos, fecham escolas e passou a existir assimetrias etárias cada vez mais assinaláveis.

O avanço da medicina tem aumentado a esperança de vida das pessoas o que faz com que a população idosa seja cada vez maior, com o aumento de custos para a Segurança Social. E tem sido por esta via – que não é a mais crítica, mas aparenta ser a mais sensível – que alguns governantes se começaram a preocupar: falta-lhes o dinheiro!

A tudo isto é necessário juntar os fluxos emigratórios e imigratórios. Isto é, por um lado os países ocidentais vêm chegar ao seu território milhões de seres de outros continentes  e vêm partir, por outro lado, os seus melhores cérebros, que procuram realizações pessoais em países mais avançados, ou de oportunidade.

A demografia tem sido escamoteada com os nascimentos de filhos de emigrantes o que não é propriamente a mesma coisa que nascerem nacionais. A propaganda que favorece e escamoteia tudo isto tomou o nome de “multiculturalismo”.

Não estamos a defender ideias racistas, mas a tentar preservar justas aspirações de individualidade cultural (e soberana) e a tentar evitar futuras convulsões sociais graves. Acresce a isto a vontade de organizações internacionalistas em quererem acabar com as Nações…

Face a este descalabro social e nacional, os poderes públicos eleitos justamente para cuidarem do governo da cidade, em vez de colocarem travões às quatro rodas a esta tragédia que fará o holocausto parecer uma coisa menor; restaurarem o cimento familiar e promoverem a fecundidade, optam justamente por fazer o contrário. Satanás não faria melhor…

Em vez de se promover a vida, aposta-se na cultura da morte, de que as leis abortivas e a eutanásia são exemplos maiores; em vez de se organizar a educação e a estrutura da sociedade para a harmonia familiar, tudo se faz para facilitar a dissolução do casal e o afastamento de ascendentes e descendentes; em vez de se apostar nos incentivos à natalidade, preocupam-se em dar subsídios a quem não trabalha, a dar a mão (e seringas) a drogados e em melhorarem as condições a quem se porta mal e está preso (por ex.).

Em vez de haver preocupação em educar para uma natalidade consciente e para o desenvolvimento de uma sexualidade madura, a única coisa em que se pensa é em impôr aulas de educação sexual nas escolas, de gosto mais do que duvidoso, distribuir preservativos a esmo, etc., e acham que o “vale tudo” é o que está bem, havendo apenas que limitar os estragos.

Os países “mais avançados” do que nós, que apostaram nestas modernices, andam agora a verificar que nenhuma destas avançadíssimas atitudes, melhorou a saúde pública; evitou as gravidezes indesejadas; o número de filhos sem pai; as adolescentes grávidas; o número de abortos feitos em condições clínicas ou outras e toda a parafernália de desarranjos e dramas sociais correlativos. A única coisa que se conseguiu foi a sofisticação da prostituição, o aumento da pedofilia e a prosperidade do negócio pornográfico.

Para onde caminhamos ?

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* Onde estão as Crianças? População mundial: do auge ao fracasso

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Por Pe. John Flynn, L.C.

As Nações Unidas acabaram de publicar um relatório chamando atenção sobre o rápido envelhecimento da população mundial. Pouco depois do começo do ano, o Departamento de Assuntos Econômicos publicava seu relatório “Envelhecimento da População Mundial 2009”.

Entre os principais resultados do relatório estavam os seguintes pontos:

-   O envelhecimento atual não tem comparativos com a história. É esperado que, para o ano de 2045, o número de pessoas com mais de 60 anos supere o número de menores de 15. Nas regiões mais desenvolvidas, onde se tem avançado o envelhecimento, essa situação já aconteceu em 1998.

-   A idade média atual do mundo é de 28 anos, com a metade da população mundial acima dessa idade e outra metade abaixo. Na metade do século a idade média chegará provavelmente aos 38 anos.

-   O envelhecimento está afetando quase todos os países do mundo, devido à diminuição de fertilidade que tem se tornado quase universal.

-   O envelhecimento terá uma forte impacto no desenvolvimento econômico, investimentos, mercados trabalhistas e fiscais.

-   Dado que a taxa de fertilidade é pouco provável que suba novamente para os níveis elevados do passado, o envelhecimento é irreversível e as populações jovens, algo até recentemente comum, serão mais raras no século XXI.

- No âmbito mundial, existe atualmente cerca de 9 pessoas na idade de trabalho que sustentam cada pessoa idosa. Em 2050, cairá para 4, com consequências graves para o sistema de pensões. Além disso, a atual crise econômica trará um grave declínio do valor dos fundos de pensão.

Mais relatórios

Outros relatórios recentes da ONU examinam em maior profundidade os problemas demográficos de cada país. Um estudo do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), nomeado “Rússia frente aos Desafios Demográficos”, previu que a população vai continuar a diminuir, informou em 4 de outubro Associated Press.

Segundo a UNDP, a população da Rússia baixou 6,6 milhões desde 1993, apesar do afluxo de milhões de imigrantes. O relatório advertiu que em 2025 o país poderia perder outros 11 milhões de pessoas.

As consequências de tal redução serão, segundo a UNDP, o corte de mão de obra, o envelhecimento da população e o menor crescimento econômico. Em 2007 a Russía era o nono país do mundo em população. Em 2050, as Nações Unidas estimam que a Rússia irá ocupar o posto de décimo quinto na lista, com uma população menor do que o Vietnã.

A Rússia necessita reduzir seu alto índice de abortos para contrapor a tendência de diminuição da população, advertia a ministra da Saúde do país, Tatyana Golikova, informou em 18 de janeiro France Presse.

Golikova declarou que em 2008 houve 1.714.000 nascimentos na Rússia e 1.234.000 abortos.

Em sua análise de 20 de janeiro às declarações de Golikova, o centro de geopolítica Strarfor observava que, ainda que a ministra anuncie que em 2009 houve um ligeiro aumento da população da Rússia entre 15 a 25 mil habitantes, isso se deve a causas extraordinárias.

O aumento se deve, em parte, aos incentivos do governo para que os russos voltem a seu país desde as antigas repúblicas soviéticas. Depois de vários anos desse fluxo migratório, o número de russos que querem voltar diminuiu com rapidez.

Outra causa do ligeiro aumento da população é que o grupo de idade entre 20 e 29 anos soma cerca de 17% da população e se demonstra bastante fértil. A geração nascida antes dessa, no entanto, foi muito menos.

Falta de meninas

Ainda que o Vietnã esteja a ponto de superar a Rússia, o excesso de abortos naquele país está causando graves problemas, segundo o relatório de agosto de 2009 publicado pelo Fundo de População das Nações Unidas.

O estudo “Mudanças recentes na proporção entre os sexos nos nascimentos no Vietnã. Uma Revisão de Evidências”, examinava o problema dos abortos seletivos por sexo.

Normalmente a proporção dos sexos ao nascer (definida como o número de meninos nascidos por cada cem meninas), está entre 104-106/100.

Essa proporção, explicava o informe, é, em circunstâncias normais, bastante estável ao longo do tempo, em regiões geográficas, continentes, países e raças.

Os estudos sobre a porcentagem de sexos revelaram uma mudança inesperada, que começou nos anos oitenta em alguns países asiáticos, comentava a agência das Nações Unidas. “Junto ao declínio de fertilidade, essa tendência está se estendendo por países com grandes populações da Ásia, ameaçando assim a estabilidade demográfica mundial”, continuava o relatório.

No Vietnã, a proporção entre os sexos ao nascer para o ano de 2006 foi de 110/100 crianças do sexo masculino. Segundo o relatório, a mudança na proporção começou faz cerca de uma década e atualmente está aumentando em quase um ponto por ano. Nesse ritmo atual de mudança, a proporção pode superar a marca de 115 em alguns anos, estabelecia o relatório.

Se essa tendência não se inverter, o Fundo de População adverte que em 2025 o Vietnã terá um excesso significativo de população masculina. Isso terá muitas consequências negativas para o país e afetará especialmente a população adulta jovem no momento de se casar.

O fenômeno de “falta de meninas” é bem conhecido na China. Um relatório recente confirmava a prática de abortos seletivos por sexo. A Academia Chinesa de Ciências Sociais afirmou que haverá mais de 24 milhões de homens que não poderão encontrar uma esposa no final dessa década, informou em 12 de janeiro o jornal Times.

A reportagem culpava por esse desequilíbrio a política da chinesa de ter somente um filho.

“O problema é mais grave nas zonas rurais, devido à falta de um sistema de segurança social”, indicava a reportagem. “Os camponeses idosos têm de se confiar na sua descendência”, observava.

Segundo o artigo do Times, um especialista chinês afirma que em 2006 a proporção de sexo havia aumentado para 120/100.

Declínio

No país vizinho, Japão, a população segue diminuindo. Um editorial publicado em 15 de janeiro no jornal Japan Times indicava que as estimativas do ministério de Saúde, Trabalho e Bem Estar da nação calculam que em 2009 a população diminuirá em 75 mil pessoas, que é 1,46 vezes o declínio de 2008.

Segundo o editorial, o Instituto Nacional de Investigação de População e Segurança Social estima que a população do Japão cairá dos 100 milhões em 2046 para 90 milhões em 2055. A população atual se estima em cerca de 128 milhões.

Enquanto surgem cada vez mais elementos de preocupação por envelhecimento de população do mundo e a diminuição dos índices de fertilidade, o governo dos Estados Unidos está no meio de uma dramático aumento de seu apoio à anticoncepção e ao aborto por todo o mundo.

A 8 de janeiro, a secretária de Estado, Hillary Clinton, discursou com ocasião do décimo quinto aniversário da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento que teve lugar em 1994 no Cairo, Egito.

Em sua intervenção, celebrava uma das primeiras atuações do presidente Barack Obama em seu cargo, que foi suspender as restrições de financiamento do governo federal às organizações que financiam o aborto nos países em desenvolvimento.

Também observava que os Estados Unidos renovaram seu financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas e que o Congresso destinou 648 milhões de dólares em ajuda ao exterior para programas de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Prometeu ainda mais ajudas no futuro para levar ofertas de anticoncepcionais a todas as mulheres de cada nação. E também destacou o trabalho que o governo dos Estados Unidos está conduzindo junto à International Planned Parenthood Federation, conhecida por realizar milhões de abortos por ano.

O entusiasmo atual por fazer todo o possível para baixar a fertilidade está movido claramente por motivos ideológicos que não param para considerar as consequências econômicas de políticas que conduzem a um rápido declínio de fertilidade em um curto período de tempo.

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* Europa: Continente carente de valores.

sexta-feira, novembro 20th, 2009

Análise triste da situação européia.

Os dados são alarmantes  e refletem o “progresso” sem Deus, o humanismo ateu,o indiferentismo religioso e a perca do “eixo” cristão que sempre norteou esse continente.

A  Espanha, neste aspecto, possui uma triste liderança.

Lamentável.

***

A Espanha é o país da União Européia onde “mais cresceram” o número de abortos, embora os países nos quais mais mulheres abortam sejam Reino Unido, França, Romênia e Itália, segundo o estudo sobre a evolução dafamilia na Europa 2009 apresentado  no Parlamento Europeu.

Os casos de aborto registraram um forte aumento nos últimos dez anos em todo o território comunitário, até alcançar a cifra de 1,2 milhões de abortos anuais em 2007, o que supõe que “uma de cada cinco gravidezes na UE termina em aborto”, explicou o presidente da federação internacional do Instituto de Política Familiar (IPF), Eduardo Hertfelder, quem assegurou que esta é “a principal causa de mortalidade” na Europa.

Durante a apresentação dos dados do relatório, Hertfelder alertou que embora a Espanha não seja o primeiro país em número de casos, poderia chegar a situar-se em terceiro lugar em apenas “três ou quatro anos” se tivermos em conta sua progressão. Os casos de aborto na Espanha “duplicaram-se em dez anos”, insistiu, já que passaram de 62 mil casos anuais aos mais de 112 mil em 2007.

Os abortos praticados no Reino Unido, França, Romênia, Itália, Alemanha e Espanha somam 75 por cento dos casos da Europa das Vinte e sete comunidades, enquanto que na maior parte dos países da ampliação a cifra se reduziu.

O relatório se refere especialmente aos abortos das jovens européias e adverte que uma em cada sete casos é menor de 20 anos. “A cada três minutos uma jovem aborta na Europa”, lamentou Hertfelder.

Por outro lado, na União Européia se celebram 725 mil matrimônios anuais a menos que há dez anos e, entretanto, o número de divórcios cresce e se produzem mais de um milhão de rupturas a cada ano.Nestes três países, três de cada quatro novos matrimônios acabam em divórcio. Também é na Espanha onde “mais cresceram as rupturas familiares”, apontou Hertfelder, junto à Bélgica e Hungria.

Além disso, os lares cada vez estão “mais vazios”, com uma média de 2,4 pessoas por moradia, e só existem nascimentos em um de cada três lares europeus, enquanto que 25 por cento são unipessoais. O número de matrimônios em primeiras núpcias também se reduz frente aos que se une em segundas núpcias e a população solteira “quase alcança” a população casada.

“Inverno demográfico”

O estudo também critica a falta de políticas européias específicas para a família e reclama que seja considerada como instituição e tratada como uma prioridade da UE no futuro.

A representante do IPF na França, Martha Thes, incidiu em que “não existe nenhum órgão comunitário” que se encarregue das políticas para a família, apesar da necessidade de contar com organismos “adaptados” que desenhem projetos concretos em nível nacional e europeu. Além disso reclamou “mais subvenções” da UE para apoiar as famílias.

À “escalada” de abortos se unem outros problemas como a queda da natalidade (nascem 775 mil meninos menos que há 20 anos na UE), o “desabamento” da nupcialidade, a “explosão da ruptura da família” e o envelhecimento da população. Um contexto que faz a Europa mover-se para uma sociedade “desestruturada” e “carente de valores”, particularizou Hertfelder.

Na UE vivem 500 milhões de pessoas depois de um crescimento populacional “lento” e fundamentalmente apoiado no aumento da imigração. Não em vão, 78 por cento do crescimento da população, segundo o estudo, deve-se aos imigrantes que permitem o crescimento populacional em 80% dos Estados membros. Espanha ocupa o primeiro lugar entre os países nos quais mais cresceu o número de imigrantes e 10% de seus cidadãos são estrangeiros.

Neste contexto, Europa envelhece –com uma idade Média de 40 anos– e o número de maiores de 65 anos já supera o da população menor de 14 anos em 6,5 milhões. Inverteu-se a pirâmide demográfica e, “se (a situação) seguir assim, em 2050 o panorama será catastrófico”, com uma média de idade de 47 anos onde só um cidadão de cada oito terá menos de 15 anos.

A União Européia atravessa um “inverno demográfico”, explicou Hertfelder, com um déficit na natalidade que ameaça o Estado de bem-estar, porque cairão os lucros para cobrir o gasto necessário para atender a uma terceira idade cada vez maior em número e a uma nova ‘quarta idade’ (maiores de 80 anos).

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- Taxa de fecundidade chega ao menor nível, revela IBGE

sexta-feira, setembro 18th, 2009

A taxa de fecundidade do País atingiu em 2008 o menor nível da história, chegando a 1,89 filho por mulher, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta sexta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2007, o índice era de 1,95 filho por mulher.

O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, mostrou dados que apontam que, em 1940, a taxa de fecundidade chegava a 6,16 filhos, passando para 4,35 filhos em 1980 e para 2,85 filhos em 1991.

À Proposito..

Leia a noticia abaixo.

O Brasil ganhou um novo método de laqueadura, que tem mais chance de ser revertido caso a mulher se arrependa da cirurgia. O método, que tem eficácia de 99,76%, consiste em usar um clipe de titânio e silicone para comprimir as tubas e evitar a fecundação.

Isso diminuiu o tamanho da lesão, o que aumenta a taxa dereversão para 90% – contra no máximo 70% do método tradicional.

De acordo com dados da reportagem da Folha, o Brasil é um dos países que mais  fazem esterilizações- 40% das mulheres optam por ela. E cerca de um terço delas se arrependem.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o clipe de titânio há dois meses, o que torna o Brasil o primeiro país da América Latina a usá-lo. No mundo, o método é praticado desde 1975.

***

Com o envelhecimento da população Brasileira e a queda nos nascimentos, fruto de politicas públicas desistimuladoras,em breve talvez o Brasil faça com a França,Alemanha,dentre outros,que PAGAM para os casais terem filhos.

Enquanto isso os Muçulmanos com taxa de natalidade de 6 filhos,em média por casal,faz sua revolução silenciosa.

Qual será a média dos casais Católicos no Brasil ?

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