Posts Tagged ‘Juventude’

* 200 mil já se inscreveram para a JMJ, número deve subir para 600 mil até junho.

quinta-feira, abril 18th, 2013

Cerca de 200 mil jovens já se inscreveram para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho e, conforme estimativa da organização do evento, esse número deverá subir para 600 mil até o fim de junho. Do total de inscritos, 59% são brasileiros e 23% virão de países latino-americanos. As mulheres são até agora mais numerosas, com 67 mil inscrições, contra 54 mil homens.

O Comitê Organizador Local (COL) dispõe de 250 vagas para hospedar os participantes vindos de fora – de outras cidades do Brasil e de 165 países dos cinco continentes.

O arcebispo do Rio, d. Orani João Tempesta, informou nesta quarta-feira, 17, ao plenário da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP), que o número de inscrições deverá disparar nos próximos dois meses porque a maioria dos interessados só confirma presença na última hora. Pelas estimativas do COL, os participantes chegarão a 2,5 milhões, contando-se aqueles que não se inscreverão como peregrinos mas assistirão às principais celebrações da JMJ.

O papa Francisco participará da reunião de 25 a 28 de julho, em quatro atos religiosos – a cerimônia de acolhida no dia 25 e a Via-Sacra no dia 27 em Copacabana e, na noite de 27, a Vigília no Campus Fidei (Campo da Fé) em Guaratiba, onde no dia 28 será celebrada a Missa do Envio, na qual os jovens serão convidados a evangelizar o mundo, de volta às suas cidades. Paralelamente, Francisco cumprirá outros programas, como uma audiência protocolar com a presidente Dilma Rousseff, a visita a uma favela e um encontro com jovens internos numa casa de reclusão para viciados em drogas.

O coordenador geral do COL, monsenhor Joel Portella Amado, fez uma exposição para o episcopado sobre a logística da participação dos bispos na JMJ. Haverá orientação e facilidades nos pontos de desembarque para quem chegar de ônibus ou de avião e transporte, em comboio, para os locais de hospedagem. São cinco as opções: hotéis de livre escolha, hotéis reservados pela JMJ, hotéis de trânsito das Forças Armadas, casas de família e conventos religiosos. Os hotéis serão pagos pelos bispos, mas nas casas de família e nos conventos a hospedagem será de graça.

Os bispos brasileiros foram alertados para a necessidade de passarem por uma revista dos agentes de segurança, antes dos atos que tiverem a presença do papa. “Todas as pessoas que forem chegar a 150 metros do papa Francisco terão de ser revistados”, adiantou monsenhor Joel, advertindo que algumas poderão ser barradas, o que, acredita, não deverá ocorrer com os bispos. O coordenador aconselhou a todos locomover-se em comboios da JMJ no Rio, para evitar transtornos no transporte.

Fonte; Revista Exame

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* Jovens, fãs de séries “religiosas” como ‘crepúsculo’ e ‘Senhor dos anéis’ estão à procura de respostas JÁ emitidas pela fé católica.

segunda-feira, abril 8th, 2013

A série de Stephenie Meyer “Crepúsculo” e outras histórias sobrenaturais podem dar aos adolescentes não-religiosos informações importantes sobre como lidar com as grandes questões da vida, afirma um pesquisador dinamarquês.

Na Dinamarca, onde a religião não possui mais uma grande importância para a maior parte da população, os adolescentes dizem que usam a mídia para formar seus conceitos sobre questões como o bem e o mal, vida após a morte e o destino.

Line Nybro Petersen, da Universidade de Cinema de Copenhagem e do Departamento de Estudos Sobre Mídia tem comprovado que, para os fãs mais fervorosos, sua dedicação à série os livros e filmes lembra as das comunidades religiosas.

“Ser fã de ‘Crepúsculo’ permite que os adolescentes se envolvam em muitas experiências emocionais intensas”, disse Petersen ao site LiveScience. “Você quase tem a sensação de que estas são emoções transcendentais, um sentimento que é parte de algo maior que você mesmo, de uma forma semi-religiosa”.

Os vampiros podem parecer um ícone estranho para se ter experiências espirituais, mas “Crepúsculo” e a saga “True Blood” são parte de um processo preparado pelo cinema e a TV que reciclaram velhas idéias, transformando-as em novas histórias. Os estudiosos de mídia chamam esse processo de “midiatização”.

Por exemplo, os símbolos religiosos como a cruz e a água benta aparecem frequentemente na série de TV “Buffy, a caça vampiros”, sucesso na década de 1990, mas em grande parte eles não possuíam qualquer ligação o cristianismo. Tratavam-se simplesmente de armas contra vampiros com uma “pitada de teologia”.

Os vampiros passaram por uma transformação semelhante em “Crepúsculo”. Em vez de virarem pó em contato com o sol, por exemplo, eles brilham.

Como parte de sua tese de doutorado, Petersen pesquisou e entrevistou adolescentes dinamarqueses que gostam de programas de TV ou de filmes sobrenaturais, como “Sobrenatural”, “Vampire Diaries” ou “Ghost Whisperer”, onde o fantástico se torna cotidiano. Ela descobriu que, embora muitos desses adolescentes rejeitem a religião organizada, ainda se debatem com as grandes questões da vida.

“Você não tem uma resposta clara sobre o que acontece quando você morre, então talvez quando lê ou assiste filmes sobre isso, aprende alguma coisa”, explica Katja, uma “fãpira”, como são chamados os adolescentes fãs de vampiros.

Os fãs mais dedicados, além de ler e reler os livros ou assistir várias vezes os mesmo episódios, passam grande parte de seu tempo falando sobre isso na Internet, em fóruns especializados ou nas redes sociais.

Como resultado, explica Petersen, os livros e filmes ajudam a formar grande parte da identidade dos adolescentes. A pesquisadora disse perceber uma atmosfera positiva e de cumplicidade entre os jovens que descobrem que possuem esse aspecto em comum.

O aspecto semi-religioso pode ser ligeiramente diferente em países mais religiosos, ressalta Petersen. O mais comum, segundo ele, é que esses elementos sobrenaturais se encaixam perfeitamente com sua “visão cristã do mundo”, que receberam dos pais.

A estudiosa dinamarquesa afirma que a questão deve ser levada a sério. “É algo que eles podem gostar muito por um breve período de tempo, mas que acabam substituindo para seguir em frente”.

Petersen diz que muitos jovens que assistiam/liam a saga de Harry Potter, passaram a acompanhar “Crepúsculo” ou “O Senhor dos Anéis”, e agora mudaram para trilogia “Jogos Vorazes” ou outras histórias sobrenaturais. Em outras palavras, os adolescentes continuam procurando histórias que lhes ajude a entender o mundo.

Traduzido e adaptado de Live Science

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* Depois do YOUCAT, chegou o DOCAT.

sexta-feira, março 29th, 2013

Gauduim Press

Após o YOUCAT, a agenda YOUCAT, o YOUCAT orações, o “YOUCAT – Curso para o Crisma”, todos publicados com grande sucesso, agora está sendo preparado  o DOCAT

docat.jpg

Utilizando uma linguagem jovem o DOCAT descreverá em 12 capítulos a Doutrina Social da Igreja Católica e seu impacto nas áreas de trabalho, negócios, política, meio ambiente e paz.

De acordo com Bonacker Marco, colaborador do projeto, teólogo e Doutor em Ciências Sociais, “essa nova ferramenta também será baseada em perguntas e respostas, para que o jovem compreenda e se aproxime do que a Igreja ensina em sua Doutrina Social”.

A obra conta com a colaboração e orientação do Cardeal Arcebispo de Munique, Dom Reinhard Marx e do especialista em assuntos sociais e político, Norbert Blüm.

Seguindo os passos e propostas da Nova Evangelização, o DOCAT, pretende recordar aos jovens que sua principal tarefa enquanto cristãos em todo o mundo é também encher de Fé, Esperança e Caridade, os espaços, que pouco foram sendo instrumentalizados, esvaziados de sentido e dignidade.

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* Jovens lançam site de oração pelo conclave: “Adote” um cardeal eleitor nas suas orações.

domingo, fevereiro 24th, 2013

Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice.” Papa Bento XVI

Inspirados pelas palavras do Santo Padre Bento XVI, cinco jovens brasileiros lançaram nesse domingo, 24 de fevereiro, o site www.1conclave.com .

A iniciativa chamada Unidos ao Conclave, direcionada aos jovens do mundo todo, convida a presentear os cardeais eleitores com ramalhetes espirituais.

O ramalhete espiritual consiste em oferecer missas, orações, vias sacras, adorações, jejuns e outros sacrifícios na intenção de uma pessoa amada. Segundo Priscila Alvim, 30 anos, essa ação relembra o exemplo do jovem Juan Diego que ofertou rosas ao Bispo D. Juan Zumárraga a pedido da Virgem de Guadalupe, Padroeira das Américas.

Assim, a iniciativa reforça a importância da oração, especialmente durante o período quaresmal, tempo propício à oração e à penitência a fim de intercedermos pelos nossos cardeais e pelo bem da Igreja.

Como funciona?

Ao acessar o site, o jovem poderá registrar e atualizar o ramalhete espiritual na intenção de um cardeal eleitor, escolhido aleatoriamente. Ao final, todas as orações oferecidas serão entregues aos cardeais antes da eleição do novo Sumo Pontífice.

Desta forma, a meta é levar muitas pessoas à prática da oração e demonstrar publicamente o carinho dos jovens pelos cardeais, como informa Vinicius Andrade, 26 anos. Além disso, destacar a jovialidade da Igreja no ano em que se celebra a 27ª JMJ no Rio de Janeiro.

O site www.1conclave.com ,lançado hoje, está disponível em português, espanhol e inglês.

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* Igreja: Católicos devem acolher jovens «sem preconceitos e juízos moralistas», conclui assembleia plenária do Conselho Pontifício da Cultura.

domingo, fevereiro 10th, 2013

Agência Ecclesia

As comunidades católicas devem “acolher de braços abertos os jovens tais como são, sem preconceitos e juízos moralistas”, sublinham as conclusões da assembleia plenária do Conselho Pontifício da Cultura, que terminou em Roma.

O documento publicado no site da instituição da Cúria da Santa Sé oferece mais de uma dezena de “propostas” para a Igreja, depois de sintetizar os principais traços que caracterizam as “culturas juvenis emergentes”, tema do encontro que começou quarta-feira.

As instituições eclesiais são convidadas a “ser lugar de escuta para partilhar a experiência de dificuldade real, para gerar simpatia compreensiva pela complexidade das situações”, indica o texto assinado pelo bispo português D. Carlos Azevedo, delegado do Conselho Pontifício.

Para a instituição liderada pelo cardeal italiano D. Gianfranco Ravasi, a Igreja tem de se assumir como “espaço de confronto e diálogo sobre as razões do viver, oferecendo como meta a ‘vida em abundância’”, expressão atribuída a Jesus na Bíblia.

Os participantes no encontro, entre os quais o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, sublinham que as comunidades devem ser “companhia na peregrinação afetiva, cultural, espiritual e religiosa das novas gerações”.

A presença católica terá de estender-se às universidades, redes, bairros e a todos os âmbitos onde a juventude se encontra, com o objetivo de a “acompanhar na passagem à idade adulta”, e não na perpetuação da idade juvenil.

Os cristãos, continua o texto, devem “testemunhar, com coragem e alegria, a presença de Deus na vida simples, no quotidiano”, e ao mesmo tempo “dar confiança e horizontes de futuro aos jovens, diante da profunda incerteza perante uma sociedade cega e surda às suas necessidades”.

Além de oferecerem “palavras e sobretudo narrativas capazes de ‘reencantar’ o mundo”, como “reais alternativas de esperança” ao “mercado”, os católicos são convidados a devolver à juventude “a alegria e o gosto da vida”.

O Conselho Pontifício da Cultura frisa a importância de a Igreja “estar disponível” e ter recursos “para sustentar o caminho interior” e “ser referência espiritual que permita o confronto com o drama da condição humana e os seus limites, como também para abrir de par em par as portas da fé a partir da contemplação, do silêncio, da oração”.

“Acolher o saber e a competência dos jovens, o seu contributo profético, para o bem do mundo, despojados do supérfluo, abertos ao espanto sereno pela vida, conscientes de um bem comum global e ecológico, sem exclusões e formas de marginalização”, constitui também uma prioridade.

As conclusões terminam com a necessidade oferecer aos jovens “a integração em comunidade através de uma profunda relação fraterna e geradora de uma nova cultura, de um novo estilo de vida”.

RJM

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* Fé da juventude católica americana surpreende mídia.

segunda-feira, fevereiro 4th, 2013

A imprensa americana teve de ceder. Diante da estrondosa demonstração de fé e civilidade dos milhares de jovens que participaram da recente “Marcha pela Vida” (foto) onsiderada a maior de toda a história dos EUA – os jornais do país não tiverem outra alternativa, senão reconhecer a ascensão da Igreja Católica no meio da juventude. Um duro golpe para o establishment esquerdista e anti-cristão que trabalhou durante anos para perverter o senso crítico das gerações mais jovens e que agora é obrigado a assistir a desastrosa derrocada de suas pretensões.

A confirmação vem por meio de um artigo do professor de Ciência Política da Universidade Michigan, Michael J. New, publicado na versão eletrônica da revista National Review. Comentando a cobertura da mídia dada à Marcha pela Vida, o professor descreve a preocupação do movimento abortista em relação à falta de jovens interessados pelo assunto. “Com poucas exceções, a grande mídia parece estar muito pessimista em relação ao movimento pró-escolha”, afirmou New.

Apesar da alegria dos abortistas pela eleição de Obama, Michael New declara que isso não foi o suficiente para acabar com o negativismo quanto à causa do aborto. Citando matérias publicadas pelos jornais The New York Times e The Washington Post, o cientista político ressalta que mesmo a famosa feminista Nancy Keenan desabafou, recentemente, seu temor quanto ao futuro dos grupos pró-aborto.

Ashley McGuire, fez interessantes declarações sobre o crescimento da juventude católica, num artigo publicado no reconhecido jornal esquerdista, The Washington Post. Surpreendida com a quantidade de jovens presentes em algumas Missas que frequentara e em palestras de notáveis conservadores, McGuire explicou que a adesão desses novos jovens à fé católica não é simplesmente uma moda, mas sim um ‘Grande Despertar Católico’, “é o renascer da ortodoxia católica no meio dos jovens católicos”.

McGuire, 26 anos, é uma jovem escritora que se convertou ao catolicismo há apenas cinco anos. Desde então, a moça tem trabalhado intensamente através de seu blog, altcatholicah.com- um site de cunho conservador dedicado especialmente às mulheres – para tornar mais conhecida e atrativa a doutrina da Igreja quanto à “paternidade responsável”. McGuire conta que sua paixão pela Igreja Católica tornou-se maior quando ela finalmente percebeu que os ensinamentos católicos eram os únicos realmente sólidos e com bases milenares. Alguns católicos, como eu, nos convertemos do protestantismo, ao perceber que a única instituição no mundo que se manteve firme através dos milênios nos assuntos mais importantes da época foi a Igreja Católica”, declarou McGuire.

McGuire atribui esse despertar católico no meio da juventude ao sufocamento das gerações anteriores pelas teses liberais e promíscuas. “Nós nascemos num mundo em que milhões de bebês eram abortados a cada ano, onde incontáveis outras crianças que não nasceram estão congeladas em laboratórios para experiências, onde se fala que o gênero é uma opção e que o casamento é amorfo e solúvel.. achamos que era demais.”, frisou a jovem, que também faz parte da Catholic Association nos Estados Unidos.

McGuire ressalta em seu artigo que a nova geração de jovens católicos também é extremamente solícita e aberta às orientações do Papa Bento XVI. Além disso, os novos seminaristas e religiosas estão cada vez mais interessados nas práticas tradicionais da fé católica ao passo que as vocações dos institutos conservadores nunca cresceram tanto como agora, enquanto notáveis conventos progressistas estão definhando. ”Nós queremos menos oba-oba e mais Panis Angelicus”, resume a jovem. Sobre a juventude que participou da Marcha pela Vida, Macguire observa que a grande mensagem deles foi: ”Tome nota. Nós somos o futuro. E nós estamos pegando fogo por Jesus Cristo e por sua Igreja”.

Testemunhos como esse de Ashley McGuire, a Marcha pela Vida realizada nos Estados Unidos e tantos outros movimentos jovens da Igreja, sobretudo a Jornada Mundial da Juventude, nos dão um alento de esperança e coragem quanto às próximas gerações. E mostram que, mesmo com movimentos contrários, a Igreja Católica vive e tem futuro. Além disso, está disposta a corresponder ao chamado de Jesus Cristo, Aquele que veio para “lançar fogo no mundo” (Lc 12, 49). Dizia o escritor G.K. Chesterton que “somente a ortodoxia católica faz o homem feliz: é como os muros postos ao redor de um precipício onde pode brincar uma porção de crianças”. Os jovens, finalmente, começaram a descobrir esses muros.

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* Shalom Mossoró em reportagem de TV.Veja!

terça-feira, dezembro 11th, 2012

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* “Advento Pop Up”. Projeto de evangelização foi lançado na Itália. Leia e entenda.

terça-feira, dezembro 4th, 2012

Acontece novamente neste ano o projeto Advento Pop Up, da diocese italiana de Pádua. O público-alvo principal são os adolescentes e jovens.

Advento Pop Up é um incentivo eletrônico de preparação para o Natal, que aborda os temas litúrgicos das quatro semanas do advento combinando-os com a música rock.

Nesta segunda edição do projeto, foram escolhidos trechos de músicas do álbum mais recente da banda The Sun, intitulado Luce: as letras contêm muitas referências a temas cristãos, como o perdão e a ressurreição do corpo.

O material está disponível no endereço www.diweb.it/index.php/advento-ups, para download gratuito. É obrigatório, porém, cadastrar-se no site.

O projeto contou com análise teológica específica e vem acompanhado de quatro vídeos no Youtube, em que Francesco Lorenzi, vocalista do The Sun, comenta a gênese e o significado das quatro obras selecionadas para o advento 2012.

É possível também receber uma mensagem diária (em italiano) através da conta @AvventoPopup no Twitter (https://twitter.com/AvventoPopup).

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* Jovem, leia essa palavra do Papa para você!

domingo, novembro 18th, 2012


Publicamos a seguir a mensagem do Papa Bento XVI para a XXVIII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em julho de 2013.

«Ide e fazei discípulos entre as nações!» (cf. Mt 28,19)

Queridos jovens,

Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madri mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013.

Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa.

Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé , no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.

1. Uma chamada urgente

A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular na reunião com os voluntários.

Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova.

A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).

Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).

2. Tornai-vos discípulos de Cristo

Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (Encíclica Redemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n’Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade.

Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele.

Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).

3. Ide!

Jesus enviou os seus discípulos em missão com este mandato: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). Evangelizar significa levar aos outros a Boa Nova da salvação, e esta Boa Nova é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando O encontro, quando descubro até que ponto sou amado por Deus e salvo por Ele, nasce em mim não apenas o desejo, mas a necessidade de fazê-lo conhecido pelos demais. No início do Evangelho de João, vemos como André, depois de ter encontrado Jesus, se apressa em conduzir a Ele seu irmão Simão (cf. 1,40-42). A evangelização sempre parte do encontro com o Senhor Jesus: quem se aproximou d’Ele e experimentou o seu amor, quer logo partilhar a beleza desse encontro e a alegria que nasce dessa amizade. Quanto mais conhecemos a Cristo, tanto mais queremos anunciá-lo. Quanto mais falamos com Ele, tanto mais queremos falar d’Ele. Quanto mais somos conquistados por Ele, tanto mais desejamos levar outras pessoas para Ele.

Pelo Batismo, que nos gera para a vida nova, o Espírito Santo vem habitar em nós e inflama a nossa mente e o nosso coração: é Ele que nos guia para conhecer a Deus e entrar em uma amizade sempre mais profunda com Cristo. É o Espírito que nos impulsiona a fazer o bem, servindo os outros com o dom de nós mesmos. Depois, através do sacramento da Confirmação, somos fortalecidos pelos seus dons, para testemunhar de modo sempre mais maduro o Evangelho. Assim, o Espírito de amor é a alma da missão: Ele nos impele a sair de nós mesmos para «ir» e evangelizar. Queridos jovens, deixai-vos conduzir pela força do amor de Deus, deixai que este amor vença a tendência de fechar-se no próprio mundo, nos próprios problemas, nos próprios hábitos; tende a coragem de «sair» de vós mesmos para «ir» ao encontro dos outros e guiá-los ao encontro de Deus.

4. Alcançai todos os povos

Cristo ressuscitado enviou os seus discípulos para dar testemunho de sua presença salvífica a todos os povos, porque Deus, no seu amor superabundante, quer que todos sejam salvos e ninguém se perca. Com o sacrifício de amor na Cruz, Jesus abriu o caminho para que todo homem e toda mulher possa conhecer a Deus e entrar em comunhão de amor com Ele. E constituiu uma comunidade de discípulos para levar o anúncio salvífico do Evangelho até os confins da terra, a fim de alcançar os homens e as mulheres de todos os lugares e de todos os tempos. Façamos nosso esse desejo de Deus!

Queridos amigos, estendei o olhar e vede ao vosso redor: tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixai-vos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos «afastados». Alguns encontram-se geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os «povos», aos quais somos enviados, não são apenas os outros Países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção.

Gostaria de destacar dois campos, nos quais deve fazer-se ainda mais solícito o vosso empenho missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular o mundo da internet. Como tive já oportunidade de dizer-vos, queridos jovens, «senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida! [...] A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste “continente digital”» (Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2009). Aprendei, portanto, a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede.

O segundo campo é o da mobilidade. Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas penso também em todos os movimentos migratórios, que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de Região ou País, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. Queridos jovens, não tenhais medo de testemunhar a vossa fé também nesses contextos: para aqueles com quem vos deparareis, é um dom precioso a comunicação da alegria do encontro com Cristo.

5. Fazei discípulos!

Penso que já várias vezes experimentastes a dificuldade de envolver os jovens da vossa idade na experiência da fé. Frequentemente tereis constatado que em muitos deles, especialmente em certas fases do caminho da vida, existe o desejo de conhecer a Cristo e viver os valores do Evangelho, mas tal desejo é acompanhado pela sensação de ser inadequados e incapazes. Que fazer? Em primeiro lugar, a vossa solicitude e a simplicidade do vosso testemunho serão um canal através do qual Deus poderá tocar seu coração. O anúncio de Cristo não passa somente através das palavras, mas deve envolver toda a vida e traduzir-se em gestos de amor. A ação de evangelizar nasce do amor que Cristo infundiu em nós; por isso, o nosso amor deve conformar-se sempre mais ao d’Ele. Como o bom Samaritano, devemos manter-nos solidários com quem encontramos, sabendo escutar, compreender e ajudar, para conduzir, quem procura a verdade e o sentido da vida, à casa de Deus que é a Igreja, onde há esperança e salvação (cf. Lc 10,29-37). Queridos amigos, nunca esqueçais que o primeiro ato de amor que podeis fazer ao próximo é partilhar a fonte da nossa esperança: quem não dá Deus, dá muito pouco. Aos seus apóstolos, Jesus ordena: «Fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28,19-20). Os meios que temos para «fazer discípulos» são principalmente o Batismo e a catequese. Isto significa que devemos conduzir as pessoas que estamos evangelizando ao encontro com Cristo vivo, particularmente na sua Palavra e nos Sacramentos: assim poderão crer n’Ele, conhecerão a Deus e viverão da sua graça. Gostaria que cada um de vós se perguntasse: Alguma vez tive a coragem de propor o Batismo a jovens que ainda não o receberam? Convidei alguém a seguir um caminho de descoberta da fé cristã? Queridos amigos, não tenhais medo de propor aos jovens da vossa idade o encontro com Cristo. Invocai o Espírito Santo: Ele vos guiará para entrardes sempre mais no conhecimento e no amor de Cristo, e vos tornará criativos na transmissão do Evangelho.

6. Firmes na fé

Diante das dificuldades na missão de evangelizar, às vezes sereis tentados a dizer como o profeta Jeremias: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Mas, também a vós, Deus responde: «Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás» (Jr 1,6-7). Quando vos sentirdes inadequados, incapazes e frágeis para anunciar e testemunhar a fé, não tenhais medo. A evangelização não é uma iniciativa nossa nem depende primariamente dos nossos talentos, mas é uma resposta confiante e obediente à chamada de Deus, e portanto não se baseia sobre a nossaforça, mas na d’Ele. Isso mesmo experimentou o apóstolo Paulo: «Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós» (2 Cor 4,7).

Por isso convido-vos a enraizar-vos na oração e nos sacramentos. A evangelização autêntica nasce sempre da oração e é sustentada por esta: para poder falar de Deus, devemos primeiro falar com Deus. E, na oração, confiamos ao Senhor as pessoas às quais somos enviados, suplicando-Lhe que toque o seu coração; pedimos ao Espírito Santo que nos torne seus instrumentos para a salvação dessas pessoas; pedimos a Cristo que coloque as palavras nos nossos lábios e faça de nós sinais do seu amor. E, de modo mais geral, rezamos pela missão de toda a Igreja, de acordo com a ordem explícita de Jesus: «Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!» (Mt 9,38). Sabei encontrar na Eucaristia a fonte da vossa vida de fé e do vosso testemunho cristão, participando com fidelidade na Missa ao domingo e sempre que possível também durante a semana. Recorrei frequentemente ao sacramento da Reconciliação: é um encontro precioso com a misericórdia de Deus que nos acolhe, perdoa e renova os nossos corações na caridade. E, se ainda não o recebestes, não hesiteis em receber o sacramento da Confirmação ou Crisma preparando-vos com cuidado e solicitude. Junto com a Eucaristia, esse é o sacramento da missão, porque nos dá a força e o amor do Espírito Santo para professar sem medo a fé. Encorajo-vos ainda à prática da adoração eucarística: permanecer à escuta e em diálogo com Jesus presente no Santíssimo Sacramento, torna-se ponto de partida para um renovado impulso missionário.

Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições. Em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas. Ele vos repete: «Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mt 5,11-12).

7. Com toda a Igreja

Queridos jovens, para permanecer firmes na confissão da fé cristã nos vários lugares onde sois enviados, precisais da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou em missão os seus discípulos juntos: o mandato «fazei discípulos» é formulado no plural. Assim, é sempre como membros da comunidade cristã que prestamos o nosso testemunho, e a nossa missão torna-se fecunda pela comunhão que vivemos na Igreja: seremos reconhecidos como discípulos de Cristo pela unidade e o amor que tivermos uns com os outros (cf. Jo 13,35). Agradeço ao Senhor pela preciosa obra de evangelização que realizam as nossas comunidades cristãs, as nossas paróquias, os nossos movimentos eclesiais. Os frutos desta evangelização pertencem a toda a Igreja: «um é o que semeia e outro o que colhe», dizia Jesus (Jo 4,37).

A propósito, não posso deixar de dar graças pelo grande dom dos missionários, que dedicam toda a sua vida ao anúncio do Evangelho até os confins da terra. Do mesmo modo bendigo o Senhor pelos sacerdotes e os consagrados, que ofertam inteiramente as suas vidas para que Jesus Cristo seja anunciado e amado. Desejo aqui encorajar os jovens chamados por Deus a alguma dessas vocações, para que se comprometam com entusiasmo: «Há mais alegria em dar do que em receber!» (At 20,35). Àqueles que deixam tudo para segui-Lo, Jesus prometeu o cêntuplo e a vida eterna (cf. Mt 19,29).

Dou graças também por todos os fiéis leigos que se empenham por viver o seu dia-a-dia como missão, nos diversos lugares onde se encontram, tanto em família como no trabalho, para que Cristo seja amado e cresça o Reino de Deus. Penso particularmente em quantos atuam no campo da educação, da saúde, do mundo empresarial, da política e da economia, e em tantos outros âmbitos do apostolado dos leigos. Cristo precisa do vosso empenho e do vosso testemunho. Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!

8. «Aqui estou, Senhor!»

Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros.

No final da Jornada Mundial da Juventude em Madri , dei a bênção a alguns jovens de diferentes continentes que partiam em missão. Representavam a multidão de jovens que, fazendo eco às palavras do profeta Isaías, diziam ao Senhor: «Aqui estou! Envia-me» (Is 6,8). A Igreja tem confiança em vós e vos está profundamente grata pela alegria e o dinamismo que trazeis: usai os vossos talentos generosamente ao serviço do anúncio do Evangelho. Sabemos que o Espírito Santo se dá a quantos, com humildade de coração, se tornam disponíveis para tal anúncio. E não tenhais medo! Jesus, Salvador do mundo, está conosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt28,20).

Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.

A Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, também invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, acompanhe cada um de vós em vossa missão de testemunhas do amor de Deus. A todos, com especial carinho, concedo a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 18 de outubro de 2012.

BENEDICTUS PP XVI

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* Por que alguns jovens rejeitam a ideia de se divertir com tranquilidade, sem cair em excessos?

quarta-feira, novembro 7th, 2012

O que está acontecendo com a nova geração? Drogas e álcool acham cada vez mais espaço em locais de lazer e diversão.

É claro que não devemos cair na armadilha de generalizar, porque nem todas as baladas têm armadilhas. Há muitas pessoas que se esforçam para criar espaços seguros de diversão, onde os jovens estão protegidos.

Porém, não podemos fechar os olhos para um fenômeno que precisa ser cuidadosamente vigiado.

O ambiente das baladas não é nenhum lugar satânico a ser visto sempre com um pé atrás. Ele dá uma resposta a um desejo compreensível dos jovens, de se reunir para “agitar” e encontrar os amigos. O problema é que, às vezes, ambientes que deveriam relaxar e divertir escondem sérias ameaças.

Particularmente perigosos são os excessos das raves, imensos encontros musicais em locais isolados, longe dos centros, com alto consumo de drogas e álcool. Nesse tipo de contexto, o principal instrumento de autodestruição é o ecstasy, uma pílula colorida vendida nas raves e também em diversas baladas e casas noturnas. Entre os fatores que têm incentivado a sua expansão, merece atenção a sua aparência sedutora.

Poderíamos chamá-lo de “droga que sorri”, por causa do seu visual engraçado, divertido. Não surpreendentemente, ele é muitas vezes fornecido na forma de pastilhas que retratam personagens de desenhos animados (reproduzidos ilegalmente). São figuras enganadoras, destinadas a esconder a natureza perigosa do que é de fato consumido.

A armadilha do ecstasy consiste em dar aos jovens a ilusão de assumir “superpoderes” como os de alguns heróis do mundo dos quadrinhos. Ele é ingerido com facilidade e não levanta preocupações de outros tipos de drogas, como, por exemplo, o risco de contrair aids. Produz um estado de excitação anormal e uma perda de consciência das reações do próprio corpo.

Às vezes, no delírio das raves, o ritmo da música é tão martelado que o ecstasy se torna um combustível necessário para se manter no ritmo. Música e droga se tornam um: se alimentam e se apoiam mutuamente. Cada um, para existir, precisa do outro.

O risco mortal do ecstasy está ligado ao calor, causado pela atividade física excessiva e por um aumento crítico na temperatura do corpo. O usuário se ilude, por um momento, achando que se tornou um super-homem. Mas, depois, os efeitos podem ser devastadores.

O ecstasy é uma droga erroneamente considerada “possível”: muitos adolescentes se enganam pensando que podem conviver com ela. Quem consome o ecstasy rejeita a ideia de ser um drogado. Pensa apenas em viver um instante de transgressão, para depois retornar à vida normal. Mas isto não passa de um engano.

O paradoxo é que a balada nasce como um meio de diversão e de entretenimento. Uma forma como qualquer outra de relaxar depois de uma semana de estudo ou trabalho. Deveria ser um interlúdio de descanso.

Mas o oposto acontece com muita frequência. Os jovens, depois de uma noite de balada, estão cansados. Exaustos. Literalmente sacudidos. Tudo menos descansados.

Passar uma noite relaxante com os amigos não exige varar a noite, ficar bêbado nem se drogar. Basta aprender a se controlar e a gerenciar inteligentemente a própria liberdade.

A cultura do limite deveria ser a base de toda verdadeira civilização. Infelizmente, porém, hoje em dia, muitos jovens são quase encorajados a viver sem regras.

São muitas vezes os próprios pais que os empurram para a beira do barranco. Quando eles falam sobre os filhos, é comum ouvirmos frases como “Eu os deixo livres. Eles é que vão decidir quando forem maiores de idade. Eu não quero condicioná-los. Eles têm que ser livres para escolher”.

O risco é que os jovens permaneçam eternos bebês que não crescem nunca nem assumem as suas responsabilidades. Com o pretexto de “deixá-los livres para escolher”, os jovens acabam não sabendo o que escolher. E a liberdade se transforma em escravidão.

A palavra “liberdade” é interpretada muitas vezes como a possibilidade de fazer qualquer coisa. Esquece-se que, para ser verdadeiramente livre, é preciso definir limites morais para as próprias ações. Sem isso, tudo acaba permitido. O mau uso da liberdade pode fazer mal a nós mesmos e aos outros seres humanos.

A verdadeira educação dos jovens propõe limites, propõe regras, propõe nãos. Ela pode até parecer desagradável, mas, sem dúvida, trará ótimos resultados. Esta é a solução certa para iluminar o futuro das novas gerações: um amanhã onde se possa dançar e se divertir sem pastilhas coloridas que sorriem vendendo a morte.

(Trad.ZENIT)

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* Jovem brasileira, da Comunidade Shalom, recebe das mãos do papa uma mensagem em nome dos jovens do mundo inteiro.

sexta-feira, outubro 12th, 2012

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* Veja Vídeo do Hino Oficial JMJ Rio2013 “Esperança do Amanhecer”

segunda-feira, setembro 17th, 2012

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* Aos 80 anos, sacerdote dedica 16 horas do seu dia para tirar jovens das drogas.

segunda-feira, junho 11th, 2012

Padre Osvaldo Gonçalves não é de muita conversa. A cada pergunta, seu pensamento vai longe, como se buscasse nesses 80 anos vividos a resposta certa para tantas incertezas que a vida já lhe mostrou. Ele tem pressa. Não quer deixar de cumprir uma rotina de dedicação sem trégua, um cotidiano sempre repetido, das 6h às 22h, durante anos a fio, carregando pessoas boas, mas cheias de problemas difíceis de suportar. “Podia ter feito de outra maneira e não ter colocado tanto peso nas minhas costas, mas eu não soube fazer diferente”, conta o sacerdote no livro Eu me envolvi com os drogados, publicado em 2009.

Sempre dedicado a repassar valores a favor da família, a história desse homem começou no Bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste de Belo Horizonte, durante a década de 70, quando promovia encontros de jovens e casais para aconselhá-los. O lugar ganhou o nome de Recanto de Caná. Mas, em 1979, as queixas passaram a ser ainda mais preocupantes: estourava na cidade a dependência química. O seu primeiro contato com essa realidade veio quando uma mãe aflita chegou a ele e lhe apresentou seu filho Marcos, na época com 18 anos, que trazia no corpo verdadeiras chagas, como consequência das picadas, injeção de algafan – uma espécie de morfina – nas suas veias.

Ao se deparar com o garoto, padre Osvaldo, que não sabia o que fazer e ciente de que o problema não se limitava a apenas um jovem, resolveu encarar o desafio. “Não tínhamos outra solução a não ser pensar nas comunidades terapêuticas, que começavam a nascer no Brasil”, conta. Já existia em Campinas (SP) a Fazenda Senhor Jesus, fundada em 1978 pelo padre Haroldo Rahm, um jesuíta norte-americano. “Ele trazia da sua terra um modelo de trabalho destinado à recuperação de dependentes químicos. Fui para lá conhecer”, lembra. Na época, as drogas que mutilavam as famílias em BH eram a algafan, a maconha e a cocaína. “O pó custava um grama de ouro”, recorda o padre.

O sacerdote passou a tratar de um grupo pequeno de dependentes. “Fomos aceitando esses jovens, cheios de ilusão pela primeira vitória ainda não consolidada. Eram de bom coração, de boas famílias, mas presos ao vício, alguns inteiramente atolados na lama”, conta. Estava dado o primeiro passo. Mas o que fazer com eles? Veio a primeira frustração. Na tentativa de recuperá-los, o padre chegou a perder peso e noites de sono. “Achei que podia desistir, pois não estávamos preparados para um trabalho como esse.” Ele diz ter aprendido, ali, a não acreditar nem confiar em uma pessoa viciada. “Mesmo em processos de recuperação, elas podem falar o contrário do que estão pensando e prometer o que não tencionam fazer.”

Terapia

E, apesar das decepções, o padre não desistiu. “Passei a pesquisar mais sobre o assunto, ir a congressos, ler livros e preparar palestras. Criei estruturas mais sólidas para evitar os fracassos”, comenta. Em 1987, foi criada, com a ajuda da Congregação dos Sagrados Corações e de alguns fiéis, a comunidade terapêutica Fazenda Recanto de Caná, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. O espaço tem hoje 68 hectares (o equivalente a 68 campos de futebol) por onde já passaram 4 mil dependentes. Atualmente, são 70 internos, todos homens. A recuperação é baseada em um tripé: disciplina, trabalho e espiritualidade. A internação é de nove meses e no local não há portões fechados.

“O primeiro recurso é tirar o dependente do seu ambiente. Aqui, ele aprende a trabalhar com lavoura, faz limpezas, capina, trabalha na floricultura e mexe nas hortas. Além disso, passa a descobrir valores de espiritualidade. Todos os dias, oramos e fazemos uma reflexão do evangelho”, destaca. O padre diz que o pedido de socorro é voluntário. “Vem gente do Brasil inteiro nos pedir ajuda. Como são três comunidades na fazenda, sendo uma para cada etapa passada pelo dependente, há uma equipe de psicólogos, médicos e assistente sociais.

Caná é transformação

No livro Eu me envolvi com os drogados, o padre Osvaldo Gonçalves explica que o nome Caná evoca não somente a presença de Jesus em um casamento, mas é o lugar onde ele fez o seu primeiro milagre, transformando água em vinho. “Essa transformação simboliza a mudança que se faz no coração das pessoas e na orientação das suas vidas, desde que Cristo seja convidado a participar do seu projeto.”

Presença da família é fundamental

Durante três vezes na semana, o vigário se encontra com os familiares dos internos em reuniões feitas no Bairro Padre Eustáquio. “A família é fundamental para a qualidade do processo”, defende, reconhecendo que o trabalho não é fácil e nem sempre quem sai dali está libertado do vício. “A droga tem muita força. Ela é maldita. Derruba os ideais, frustra as promessas e as esperanças”, diz. Ele afirma que o retorno ao mundo lá fora, o reencontro com os antigos companheiros e a incontrolada compulsão fazem voltar tudo como era antes. “Por isso a família é importante. E a espiritualidade, fundamental.”

Não há, segundo ele, como dizer qual o tipo de vício mais recorrente entre os dependentes. “É tudo misturado. Mexem com o crack, cocaína e maconha.” Por esse motivo, por saber que um vício leva a outras substâncias, o sacerdote não vê com bons olhos a descriminalização da maconha, assunto que o Brasil começa a discutir. “Isso cria condições para as pessoas experimentarem outras coisas. Se liberar a erva, será uma calamidade. Falam em acabar com o tráfico, mas isso só vai acabar quando não houver comprador. Dizer que a descriminalização vai reduzir a criminalidade é uma incógnita.”

A rotina na fazenda começa às 6h30, quando todos se encontram na capela para oração. “Temos uma padaria, em que o pão é feito pelos internos. Eles fazem trabalhos manuais, a chamada laborterapia. Há também tempo para o esporte. Já tivemos como internos médicos, advogados, engenheiros e universitários”, comenta. Na sede do Recanto de Caná, no Padre Eustáquio, há espaço para as mulheres, mas a capacidade é para 15. P

Padre Osvaldo diz que foram muitos os que conseguiram vencer o vício com o trabalho na fazenda. Ele aconselha aos dependentes aceitarem ajuda. “É preciso querer, começar e perseverar. Salva-se aquele que perseverar até o fim. É palavra de Jesus.”

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/06/10/interna_gerais,299209/aos-80-anos-padre-dedica-16-horas-do-seu-dia-para-tirar-jovens-das-drogas.shtml

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* JMJ será o maior evento da história do Rio de janeiro.

domingo, junho 3rd, 2012

Revista Veja

Fora dos círculos da Igreja, pouca gente se deu conta de que, dentro de um ano e meio, o Rio de Janeiro terá o que promete ser o maior evento de sua história, entre 23 e 28 de julho de 2013.

A cidade será o centro mundial da peregrinação de católicos, a Jornada Mundial da Juventude, que, em 2011, levou 2 milhões de pessoas a Madri. O evento vai muito além da complexidade de uma visita do papa Bento XVI. A estimativa oficial e de que o público seja equivalente ao da edição espanhola, mas como explica monsenhor Joel Portela, coordenador da jornada pela Arquidiocese do Rio, trata-se de um acontecimento que “não fecha portas”, e é possível e provável que muita gente decida participar de última hora. Tudo isso dez dias depois do encerramento da Copa das Confederações no Brasil.

Para se ter uma ideia do que esse público representa, vale a comparação: 2 milhões de pessoas é o que tradicionalmente reúne o réveillon da Praia de Copacabana, com a diferença de que há um fluxo que se concentra entre a noite de um dia e a madrugada de outro. Na jornada, os participantes ficarão reunidos em grupos espalhados pela cidade e, no ponto alto do evento, uma vigília com missa celebrada pelo papa Bento XVI, um grupo estimado em 1 milhão vai pernoitar em um grande espaço.

“Planejar a Jornada Mundial da Juventude envolve uma equação complexa. Estamos no momento trabalhando em um levantamento de áreas da cidade com capacidade para hospedagem, disponibilidade de espaço para os eventos da semana e atendimento de transporte público”, explica Portela.

A Jornada deve atrair uma quantidade maior do que a usual de sul-americanos. No continente, só a Argentina recebeu o encontro, em 1987. Com a crise europeia, o peso dos turistas vindos do Cone Sul deverá ser maior, assim como ocorrerá no carnaval deste ano no Rio de Janeiro. Uma das regras da jornada é que ela seja realizada um ano na Europa e no outro em algum país de fora. O recorde de fieis em uma JMJ aconteceu em 1995, nas Filipinas.

Cada jornada tem características especiais próprias, mas há um roteiro relativamente consolidado. Os momentos em que todos os participantes se encontram são nos chamados atos centrais, com a presença do papa. Estão incluídos aí a abertura, a vigília, a via sacra e o encerramento. No Rio, serão conhecidos estes pontos dentro de dois meses. Enquanto isso, a Igreja atua em outras frentes como a arregimentação de voluntários – na quinta-feira foi atingida a marca de 5 mil inscritos em todo o Brasil. Em Madri, o voluntariado chegou a 28 mil pessoas. 

A ordem é para que o custo da organização não ultrapasse os limites da jornada anterior, de Madri. Ou seja, não é pertinente gastar mais do que 50 milhões de euros. Na Espanha, o peregrino pagou 160 euros para participar do esquema da JMJ. Ainda não se sabe quanto deverá ser desembolsado pelo fiel no Brasil. Uma das novidades deste ano será a tentativa de atrair jovens não católicos para o encontro. Isso começou de forma sutil em Madri, mas a expectativa é de que se amplie no Rio, onde o lema da jornada será “ide e fazei discípulos em todas as nações”. “Queremos deixar um legado humano e social”, diz monsenhor Joel Portela.

Um dos projetos para o fim da JMJ é a construção de sete a 14 centros de recuperação de dependentes químicos em regiões brasileiras ainda carentes nesse tipo de tratamento. “A principal lacuna hoje é no investimento em ressocialização, com formação profissional e estudo dos dependentes”, afirma Portela.

Números de Madri - Dos católicos presentes da JMJ da Espanha, 36,4% eram estrangeiros de 189 países. Um grupo de 130.691 pessoas prolongou a estada no país. Estiveram presentes 840 bispos e cardeais no evento. A jornada injetou 354,3 milhões de euros no país, criou 4.589 empregos, sendo 2.894 em Madri.

Para organizar o megaevento, o 7º andar da arquidiocese do Rio se transformou na central da JMJ. A preparação é muito semelhante à dos grandes eventos esportivos. A cidade tem que ser escolhida entre candidatas para sediar o encontro. Após vencer a disputa, começa a preparação, que é feita pelo pontifício conselho de Roma e pelo comitê organizador local (COL) – algo próximo do que ocorre com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Padres de Roma desembarcarão no Rio nos últimos dias de fevereiro para averiguar o andamento dos trabalhos, assim como o COI tem feito.

E, assim como nos jogos, há uma série de eventos intermediários. Na terça-feira, será anunciada a logomarca da Jornada Mundial da Juventude, em uma solenidade com 100 bispos de todo o Brasil. Na véspera, o Cristo Redentor será iluminado com as cores de 150 países esperados para partiripar do grande encontro. Depois que for apresentado o símbolo, a estátua ficará verde e amarela. Afinal, o Redentor é brasileiro.

Nada se compara à jornada criada por João Paulo II, o Papa dos jovens, em 1986. Para a Rio+20, que acontece em junho deste ano, são esperadas 50 mil pessoas. O Rock in Rio de 2011 recebeu, na Cidade do Rock, cerca de 700 mil pessoas por dia – com alto índice de pagantes que foram a mais de uma noite de show. A Copa do Mundo de 2014 deve levar ao Rio 412 mil estrangeiros, e 840 mil brasileiros, segundo estimativa do Ministério do Turismo. O carnaval deste ano deve atrair 850 mil turistas – 250 mil deles vindos de outros países.

“Não são eventos comparáveis. A Jornada Mundial da Juventude é única em sua capilaridade. Não é centralizada, acontece em muitos pontos ao mesmo tempo, e cobre a cidade inteira. Nenhum evento jamais reuniu ou vai reunir tanta gente em lugares espalhados como a jornada. Se há alguma semelhança, é com o carnaval de rua, que também movimenta a cidade inteira. Mas sem dúvida é um evento de características únicas”, compara Duda Magalhães, diretor-geral da Dream Factory, contratada pelo Instituto JMJ – figura jurídica criada pela Arquidiocese e presidida pelo arcebispo Dom Orani Tempesta. A empresa é também a organizadora do carnaval de rua carioca e participou do Rock in Rio.

Cristo Redentor Alguns dos acontecimentos previstos para julho de 2013 só são possíveis por tratar-se de um evento católico. E um deles promete marcar época: o Cristo Redentor deverá ficar aberto 24 horas, para evitar o risco de um peregrino vir ao Rio e não conhecer o Cristo – algo tão ou mais grave que ir a Roma e não ver o Papa. “Sabemos que a procura será grande, por estrangeiros e brasileiros. Por isso estudamos também uma limitação de tempo para as visitas”, explica monsenhor Joel Portela.

A ideia da Igreja é tentar dispersar os turistas. A arquidiocese do Rio já tem informação sobre a vinda de cerca de 8 mil franceses e 20 mil norte-americanos. A maratona católica começará em uma terça-feira e terá o encerramento do domingo. O papa chega na quarta e é a partir desse dia que começa a aterrissagem mais intensa de estrangeiros. Para não haver aglomeração, eles serão separados por nacionalidade. Escolas, paróquias e ginásios poderão servir de abrigo. Além da hospedagem, a catequese, com até mil pessoas, será feita nesses locais, reduzindo deslocamentos.

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* Adolescentes que “argumentam” e brigam pela sua opinião são MENOS propensos a cair em pressões sociais.

sábado, janeiro 21st, 2012

Live Science

Segundo um novo estudo, adolescentes que “respondem” para a mãe, e costumam expressar seus pontos de vista, são menos propensos a serem influenciados pela pressão dos colegas e acabar “indo com a maré” e fazendo coisas que normalmente não fariam.

Este tipo de argumentação produtiva – no qual o adolescente tenta convencer sua mãe ou pai com argumentos fundamentados -, em vez de fazer pressão, choramingar ou insultar, parece influenciar as interações do adolescente com os seus colegas também.

“A autonomia saudável estabelecida em casa parece transitar nos relacionamentos com os colegas”, disse o pesquisador do estudo, Joseph Allen.

Mesmo que a mãe e o adolescente discordem, o forte apoio da mãe também é de importância fundamental para que o adolescente resista à pressão dos colegas.

“Pode ser que os adolescentes que tenham capacidade de se apoiar em suas mães quando estressados sejam menos propensos a acabar se sentindo excessivamente dependentes de seus amigos mais próximos, e, portanto, menos propensos a serem influenciados pelo comportamento desses amigos, quando este é negativo”, comentou Allen.

Os pesquisadores entrevistaram 184 alunos de sétima e oitava séries do ensino fundamental de populações urbanas e suburbanas nos EUA.

Os adolescentes responderam a perguntas sobre uso de drogas e álcool, amizades e aceitação social. Também discutiram ou argumentaram com suas mães sobre um assunto que levou a desacordo, sendo observados em laboratório. As discussões envolveram coisas como dinheiro, notas e regras da casa.

Os pesquisadores analisaram os dados para ver quais características de um adolescente o tornavam mais ou menos capazes de resistir a pressão dos colegas.

A autonomia dos adolescentes, ou o quanto eles eram independentes e o quanto seus pais confiavam neles para tomar suas próprias decisões, pareceu desempenhar um papel importante na forma como eles reagiram quando lhes ofereceram drogas.

Se um adolescente tinha experiências em casa em que ele ou ela tinha apresentado autonomia com sucesso (independência e capacidade de manter seus valores se alguém os desafia) e se sentia apoiado por sua mãe, era mais propenso a relatar resistência a pressão dos colegas.

Os amigos também influenciavam. Se os melhores amigos de um adolescente usavam drogas e/ou álcool, um particularmente sem muita autonomia era mais propenso a adquirir o hábito, especialmente de um amigo que era popular.

“Os adolescentes carentes de tais habilidades são mais propensos a mudar o seu nível de uso de substância ao longo do tempo de acordo com o nível de seu amigo mais próximo”, explicam os pesquisadores.

Segundo os cientistas, não podemos subestimar a importância da influência dos grupos sem contar com a probabilidade de que ela é mais forte e mais aplicável a alguns adolescentes do que a outros.

A boa notícia é que a influência ocorre dos dois lados: se o amigo de um adolescente suscetível usa pouca droga ou álcool, esse adolescente é menos propenso a aumentar seu nível de consumo ao longo do tempo. Adolescentes suscetíveis podem ser tão suscetíveis a influências positivas de seus amigos, quanto influências negativas.

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Comentários
  • •Graças ao Senhor. Amém, o Senhor seja louvado!...
    em * Como deixei de ser protestante e
  • •"A quem iremos recorrer?" !!!...
    em * Senador da República REAGE a
  • •Blasfemia, aborto. Ô serpente perseguidora,derrotada, desesperada. Somente Tu Senhor, tens palavra de vida eterna....
    em * Espanha: Socialistas usam imagem
  • •CARÍSSIMA MONALISA, As crianças dos abrigos seriam "penalizadas" pela segunda vez ao não terem direito a um pai e a uma mãe. Caso pudessem escolher, sem dúvida...
    em * Comunicado da “Federação
  • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
    em * Comunicado da “Federação
  • •Obrigada pela presteza,Carmadélio.Para quem entende de ciências é sempre bom analisar as pesquisas em si e o modo como os dados foram obtidos e estatisticamente tratados.Talvez...
    em * França e Nova Zelândia aprovam o
  • •Fui "little monster" por 4 anos, sempre amei ela, só que eu não posso ser morno, ela já fez a primeira comunhão, era católica, não sei o pq dela virar isto, como eu conheço...
    em * Você é cristão e curte Lady
  • •O que tem que ser feito é o seguinte: O casamento civil é um contrato que pode ser desfeito no outro dia enquanto o sacramento do matrimônio é eterno, pois o que Deus uniu o...
    em * Mais uma tentativa de impor o
  • •Neste artigo dá para entender bem a diferença: http://www.deuslovult.org/2013/05/02/pedofilos-nao-sao-excomungados-mas-eu-fui/...
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Qual é a diferença entre EXCOMUNHÃO, e expulsão do estado clerical???? Gostaria que alguem me explicasse isso....
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Como posso falar do meu direito enquanto mulher se não respeito o primeiro direito do outro que é o direito a vida, todos temos direito de nascer mesmo se não fomos concebido em...
    em * Espanha: Socialistas usam imagem
  • •Que essa "ministra" diga isso para a sua descendência porque o coração duro ainda continua nas pessoas, como disse na carta de divórcio admitida por Moisés.Que ela leia o...
    em * Ministra da igualdade da Espanha
  • •esse livro so fala de heresias, e quem e catolico de verdade nao leria este livro horrivel...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •eu ja tinha percebido que o livro nao prestava, pois antes de participar do shalom, eu participava de outra comunidade que apoiva totalmente o livro, mas depois do shalom mudei...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •Triste como essa 'ditadura do relativismo' tem acorrentado e cegado tantos. Se declarando livres e tolerantes não percebem que estão sendo enganados. Um dia, também já me achei...
    em * Por que o ateísmo é tão comum
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