Posts Tagged ‘Laicidade’

* Laicidade justa não esvazia os valores de uma nação.

sábado, agosto 28th, 2010

Explicação do cardeal Peter Erdö, presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa

Neste momento em que muitos países do mundo propõem a laicidade como modelo nas relações Igreja-Estado, renunciando a formas precedentes, quais são os valores que podem unir as sociedades? Esta é a pergunta que foi respondida pelo cardeal Peter Erdo, presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e primaz da Hungria, em artigo no contexto do “Meeting” de Comunhão e Liberação, que acontece em Rimini.

Depois de deixar claro que a Igreja defende o conceito de laicidade justa, o arcebispo de Esztergom-Budapeste explica que “a visão de mundo e do ser humano não deve ser obra dos Estados, nem das autoridades políticas”.

Uma chave: subsidiariedade

“Seguindo uma justa subsidiariedade, a visão de mundo constitui um fato pessoal, mas também comunitário, transmitido e compartilhado por outras pessoas, por diferentes grupos ou também por toda a sociedade”, destaca o arcebispo de 58 anos de idade, um dos maiores especialistas em Direito Canônico da história da Hungria.

“As comunidades religiosas transmitem de forma eminente a visão comunitária do mundo – segue explicando o purpurado -. Portanto, a laicidade justa do Estado significa precisamente que as autoridades estatais e políticas, assim como as internacionais ou continentais, não podem definir a visão de mundo dos cidadãos, mas que devem fazer referência aos elementos fundamentais destes valores da sociedade, no marco de uma clara subsidiariedade.”

O denominador comum

Mas em virtude desta visão de mundo, “é possível chegar a um denominador comum que possa oferecer o mínimo necessário para a convivência e a colaboração das pessoas e dos povos?”, pergunta-se Erdo.

“Segundo a convicção cristã, todos os homens podem conhecer as verdades essenciais sobre Deus por meio da realidade concreta – responde -. Acreditamos portanto na força cognoscitiva humana incluída nos princípios fundamentais da vida.”

“Esta é também a base da moral revelada – acrescenta -. A graça, também neste âmbito, pressupõe a natureza. A condição de uma sintonia sobre os princípios fundamentais da moralidade nos diferentes Estados é, portanto, o conhecimento ou o reconhecimento – aberto ao progresso da pesquisa e do raciocínio – da plena realidade das coisas objetivamente existentes.”

“A verdade, portanto, nos liberta também na vida social – continua explicado o cardeal húngaro -. Assim, se forma a possibilidade de um equilíbrio entre a ‘justa’ laicidade do Estado, baseada na subsidariedade, nas questões de visão de mundo, e a possibilidade de um amplo consenso sobre os princípios fundamentais.”

“Precisamente esta busca de equilíbrio pode ser uma tarefa histórica da Europa, multicultural”, sugere o cardeal.

Nova Evangelização

“Neste contexto, os cristãos do continente, que há vinte anos reencontraram muitos valores da própria unidade, estão convidados a dar testemunho da plena verdade de Cristo, da esperança que quer se abrir a todos e que convida todos para uma reflexão comum”, afirma.

“Nova evangelização, portanto, no contexto da pluralidade, do respeito mútuo, e sobretudo da abertura ecumênica, que deve fazer mais forte a voz do Evangelho com o testemunho comum e que deve ser uma escola de diálogo que nos prepara também para o diálogo com as demais religiões, e com os não-crentes no espírito da caridade e da verdade”, conclui.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Estado laico existe graças à Igreja, diz representante vaticano em Cuba.

sábado, junho 19th, 2010
Dom Dominique Mamberti

Em sua intervenção na 10° Semana Social Católica Cubana, o Secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, Arcebispo Dominique Mamberti, assinalou que o Estado laico existe graças à contribuição do cristianismo, concretamente da Igreja católica

Em sua exposição titulada “A laicidade do Estado: algumas considerações”, o Prelado explicou que “deve-se observar que, embora o termo ‘laicidade’ tanto no passado como no presente se refere acima de tudo à realidade do Estado e assume não poucas vezes um matiz ou acepção em contraposição à Igreja  e ao cristianismo, este não existiria se não fosse pelo mesmo cristianismo”.

“Em efeito, sem o Evangelho de Cristo não teria entrado na história da humanidade a distinção fundamental entre o que o homem deve a Deus e aquilo que deve ao César; quer dizer, à sociedade civil. Ainda o mesmo termo ‘laicidade’, derivado da palavra ‘laico’, tem sua primeira origem no âmbito eclesiástico. O laico (leigo) é aquele ‘que não é clérigo é a primeira acepção, que resulta totalmente intra-eclesial, do termo ‘laicidade’”.

Na Idade Média, prosseguiu o Prelado vaticano, “os soberanos, que reivindicavam uma não sujeição ao Papa, não se consideravam por isso fora da Igreja; mais ainda, desejavam exercer um papel de controle e de organização da mesma Igreja, mas não havia nenhuma vontade de separar-se dela ou sua exclusão da sociedade. É a partir do Iluminismo e logo depois de maneira dramática durante a Revolução francesa que o termo ‘laicidade’ chega a designar seu contrário: uma completa alteridade; é mais, uma oposição nítida entre o âmbito da vida civil e aquele religioso e eclesiástico”.

Seguidamente o Arcebispo indicou que “embora a laicidade seja invocada hoje e utilizada não poucas vezes para obstaculizar a vida e a atividade da Igreja em sua realidade profunda e positiva ela não teria nem sequer existido sem o cristianismo.

É o que aconteceu também com outros valores que hoje são considerados típicos da modernidade e freqüentemente invocados para criticar a Igreja ou, em geral, à religião, como o respeito da dignidade da pessoa, o direito à liberdade, a igualdade, etc.: que são em grande parte fruto da profunda influência do Evangelho em diversas culturas, ainda quando mais tarde foram separados e até contrapostos a suas origens cristãs”.

“Em muitas legislações estatais se afirma que a laicidade é um de seus princípios fundamentais; obviamente, sobre tudo no que se refere à relação do Estado com a dimensão religiosa do homem. Com respeito a isto, não se pode esquecer que de fato, em nome desta concepção, algumas vezes são tomadas decisões ou emanadas normas que objetivamente afetam o exercício pessoal e comunitário do direito fundamental à liberdade religiosa”.

Dom Mamberti disse logo que “podemos notar que a falta de uma subordinação lógica e ontológica da laicidade respeito ao pleno respeito da liberdade religiosa constitui para esta última uma possível e também real ameaça. Em tal caso, paradoxalmente o Estado passa a ser um Estado confessional e não mais autenticamente laico, porque faria da laicidade seu valor supremo, a ideologia determinante; justamente uma espécie de religião, até com seus ritos e liturgias civis”.

“Tem que reafirmar a concepção plena do direito à liberdade religiosa. Já que, respeitá-lo não significa simplesmente não exercer coação ou permitir a adesão pessoal e interior à fé. Embora o respeito do ato pessoal de fé é fundamental, não esgota a atitude do Estado em relação com a dimensão religiosa, porque esta –como a pessoa humana– tem necessidade de exteriorizar-se no mundo e de ser vivida não só pessoalmente, mas também comunitariamente”.

Referindo-se finalmente à missão dos leigos, o Arcebispo Mamberti ressaltou que “ao Magistério compete um papel distinto” do que corresponde ao laicado. “Enquanto aos Pastores da Igreja lhes corresponde iluminar as consciências com o ensino, ‘o dever imediato de atuar em favor de uma ordem justa na sociedade’ –como afirma Bento XVI em sua encíclica sobre a caridade– ‘é… próprio dos fiéis leigos, que o realizam cooperando com outros cidadãos”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Estado laico não deve ignorar a religião e sim acolher sua contribuição moral e espiritual.

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

O Secretário do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Dom Mario Toso, assinalou em uma recente conferencia no México que o Estado laico não deve impor o ateísmo prático nem a indiferença religiosa, mas acolher o aporte moral e espiritual da religião permitindo que possa expressar-se na esfera pública.

Assim o indicou em sua conferência no Primeiro Encontro de Centros de Formação de Doutrina Social da Igreja, organizado pelo Instituto Mexicano de Doutrina Social da Igreja.

Em sua intervenção, em que se apoiou na encíclica Caritas in veritate do Papa Bento XVI o Prelado denunciou que muitos atores políticos só se preocupam pelas pessoas na época de eleições e quando estas concluem que “têm pouco em conta as necessidades reais das pessoas, a necessária participação da sociedade civil, o bem comum”.

Depois de advertir das legislações que procuram impor normas ou reformas que atentam contra “o direito à vida, à liberdade religiosa, ao respeito do meio ambiente ou contra a paz”, Dom Toso denúncia que quando isto acontece o Estado “aparece fraco com os fortes, prepotente com os que não o podem enfrentar com o dinheiro ou com a violência. Assim, as razões da política não sempre são as razões dos mais pobres e indefesos”.

Para o Secretário de Justiça e Paz, “uma democracia em que seus cidadãos não reconheçam uma lei moral universal, aplicável a todos, é uma convivência política incapaz de justificar, como válidos para toda pessoa, os valores que emergem de sua história. Ao mesmo tempo, não está em capacidade de defendê-los quando são agredidos.

Uma democracia se converte em fiador de um Estado de direito só se for reconhecida uma medida compartilhada de verdade e bem, que amadurecida entre experiências sociais prévias e que não seja manipulável”.

Em sua encíclica, assinala o Bispo, o Santo Padre explica que esta medida se encontra em estados que promovam a liberdade religiosa, “quando se abre à religião um espaço público onde pode oferecer sua proposta de ‘boa vida’ em uma confrontação plural livre e disciplinada”.

Depois de recordar que “a dimensão religiosa não está à margem da existência do homem” senão que esta é essencial para ele, Dom Toso assegurou que “a ação política está chamada a estruturar-se com abertura ao ato religioso, fonte da moralidade dos povos da qual, à sua vez, depende a vitalidade do futuro ético da democracia e do Estado”.

Depois de criticar as perspectivas que, invocando a religião, justificam o suicídio coletivo ou a perseguição racial, o Prelado assegurou que “não pode acontecer que o Estado considere a todos os credos como equivalentes e homogêneos. Por ser responsável pela organização da vida social tem a obrigação de expressar um julgamento sobre as religiões”.

Em substância o Estado, continuou, está chamado a discernir entre estas últimas e “tem a potestade de proibir tudo o que vai contra a dignidade do homem e a mulher, como o proselitismo violento e manipulador, a poligamia, as mutilações físicas, os caminhos pseudo-religiosos de despersonalização e o desprezo da razão humana”.

Finalmente o Secretário do Pontifício Conselho explicou que o Estado “tem a tarefa de favorecer, sem criar injustos privilégios, tudo o que as religiões obram de positivo na convivência civil, reconhecendo e cultivando seu valor público”. Assim, então, isto é possível sobre a base de um juízo ético que se estrutura graças a uma razão não aprisionada pelo empírico mas “aberta à integralidade da verdade e ao Transcendente”.

ACI

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Corte de Estraburgo não pode exigir remoção de crucifixos das escolas Italianas.

terça-feira, fevereiro 23rd, 2010

O Conselho da União Europeia (representante dos governos dos Estados-membros) afirmou que a Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo, não tem competência sobre assuntos relacionados às tradições e culturas nacionais, de modo que não podem proibir que se coloquem crucifixos nas escolas da Itália.

Uma pequena, mas significativa, reação ao laicismo que corrói o Ocidente, sobretudo a Europa.

Iniciativas semelhantes já avançavam na outrora católica Espanha, onde se exigia – tendo por base a decisão da corte de Estrasburgo – a retirada dos símbolos religiosos de monumentos públicos.

Leia mais em Religión en libertad.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Deputados no México aprovam laicidade do país na constituição

sábado, fevereiro 13th, 2010

A Câmara dos Deputados do México aprovou, por ampla maioria, uma iniciativa para incluir no texto constitucional o caráter “laico” do Estado, o que permitirá frear possíveis ingerências religiosas nos assuntos políticos do país.

Após uma acirrada discussão, em razão da oposição do conservador Partido de Ação Nacional (PAN), a decisão de incluir a palavra “laica” no artigo 40 da Constituição foi aprovada por 363 votos a favor, um contra e oito abstenções. A iniciativa busca enfatizar a laicidade da República.

“É vontade do povo mexicano, constituir-se numa república representativa, democrática, laica e federal, composta de estados livres e soberanos, em tudo aquilo que se refere a seu regime interno, porém unidos numa federação estabelecida segundo os princípios desta lei fundamental” – reza o artigo modificado por essa emenda.

Os legisladores assinalaram na emenda, que essa definição reforça os direitos dos seres humanos à liberdade de consciência e de aderir a qualquer religião ou corrente filosófica, assim como de praticá-la, individual ou coletivamente.

A emenda constitucional foi aprovada num contexto de confronto entre a Igreja Católica e os setores conservadores de um lado e, de outro, organizações políticas e algumas autoridades, em particular, em razão de suas campanhas contra as reformas da legislação sobre o aborto e sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovadas no Distrito Federal.

“O Estado laico não pode fechar os olhos diante de uma realidade; o Estado laico é aquele que não adota nenhuma religião” – disse o deputado do PAN, Gustavo González, acrescentando que a emenda buscou apenas garantir que “o Estado não defina uma só religião para o país”.

A iniciativa aprovada será enviada ao Senado para análise e aprovação e, sucessivamente, deverá ser enviada aos 32 Congressos estatais, para que seja aprovada, por maioria, como emenda constitucional.

A Igreja Católica, por sua vez, convocará um fórum nacional para debater o texto da emende constitucional.

Veja essa outra notícia:

IGREJA CRITICA REFORMA QUE CONSOLIDA REPÚBLICA LAICA
A Igreja Católica do México lamentou hoje a aprovação da Câmara dos Deputados a uma mudança na Constituição que determina que o Estado mexicano deve ter caráter laico.


O cardeal Norberto Rivera Carrera, da Arquidiocese Primaz do México, crê que a medida tem como pano de fundo “uma atitude irracionalmente antirreligiosa e anticatólica”.

“A reforma aprovada pela Câmara dos Deputados não tem como objetivo defender o Estado laico”, diz uma nota da Igreja Católica.

“[A mudança] não foi acompanhada do reconhecimento e respeito pleno à liberdade religiosa, compromisso que o México descumpriu diante da Convenção Interamericana dos Direitos Humanos”, prossegue o texto.
No comunicado, a Igreja indica ainda que, “com esta reforma, avança no México a intolerância, o cerceamento às garantias de livre credo, reunião e, sobretudo, à liberdade de expressão”.

Ontem, os deputados mexicanos aprovaram a reforma por 363 votos a favor e apenas um contra. Outros oito parlamentares se abstiveram.
Caso seja sancionada, a medida, que será agora analisada pelo Senado, adicionará o termo “laica” à definição da República mexicana, hoje descrita como “representativa, democrática e federal”.

Para o parlamentar César Santiago, do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI), a mudança busca “evitar a tentação de estabelecer Estados confessionais ou ateus”. Ele assegurou, contudo, que não houve “intenção de atacar nenhuma religião”.

Já o deputado Gustavo González, do governista Partido Ação Nacional (PAN), disse que “apenas um Estado totalitário não tolera ninguém capaz de questioná-lo e tenta amordaçar seus cidadãos laicos ou calar a voz das igrejas, negando-lhes o direito de opinar sobre os assuntos que considera justos”.

(ANSA)

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Arcebispo do Rio de Janeiro comenta Plano Nacional de Direitos Humanos: “O Plano da Intolerância”.

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Apresentamos artigo do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, intitulado “O Plano da Intolerância”, em que o prelado comenta sobre o “Plano Nacional de Direitos Humanos” do governo brasileiro.

* * *

O Plano da Intolerância

Iniciamos o novo século com muitas esperanças e sonhos. Pensávamos que o mundo tivesse chegado a um amadurecimento tal que pudéssemos conviver com o diferente e no respeito mútuo. Entre tantos acontecimentos intolerantes em todos os cantos do mundo, um deles foi simbólico: no início deste milênio, em março de 2001, foi destruída uma das maiores estátuas de Buda em pé já esculpidas pelo homem. Ficava no vale do Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, e era do século V da era Cristã. Era também declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO. Havia duas e tinham 55 e 37 metros de altura. Os “donos do poder” da época acharam que não poderiam tolerar tal “idolatria” e não faziam parte da “cultura” do momento. Os governantes passaram e os responsáveis de hoje estão procurando reconstruir o que um dia foi destruído.

Em nosso país, infelizmente, há certa confusão com relação ao “Plano Nacional de Direitos Humanos”. Conheço e respeito as pessoas que o defendem e sei de suas boas intenções, mas não posso aceitar a idéia que passam com relação a o que significa a justa laicidade do Estado. Um dos objetivos do plano é o de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, além de outras ideias que mereceriam ser ainda mais discutidas. A humanidade vai amadurecendo em suas convicções e passa a enxergar com mais clareza certas situações melhor que no passado. Não podemos viver com situações e realidades que já passaram. Necessitamos agora, neste momento da história da humanidade, de olhar para o futuro. Em relação a tantos questionamentos desse plano, fiquemos com esta única questão: sobre os símbolos religiosos.

Sei que devido às reações aos vários temas que foram desenvolvidos e colocados nesse “Plano” foram contestados por tantos setores de nosso país e a publicação provavelmente não sairá como decreto e sim como comunicação de sugestões. É bem provável também que esse assunto nem mesmo saia quando o próximo decreto for assinado. Porém, como sempre retornamos a esse assunto e, inclusive, é discutido e polemizado em muitas partes do mundo, creio que sempre é interessante lembrarmos algumas questões inerentes a isso. Teríamos muitas idéias e fatos a serem colocados – fatos com grande repercussão mundial – porém iniciaremos com algumas idéias que acredito que nos ajudem a perceber a importância do momento.

Um país laico é aquele que respeita todas as religiões e sabe também acolher a cultura de seu povo. Ditaduras intolerantes são aquelas que impõem ou uma única religião ou mesmo apenas o ateísmo. Na democracia todos podem se manifestar e são chamados a respeitar as ideias dos outros. Em nosso país existem situações de exclusões mesmo com os que se dedicam a múltiplos trabalhos sociais, que não podem exercer sua cidadania justamente porque professam uma fé: deve-se criar outra instituição. Existem países, como a Alemanha, onde o estado não se alinha com nenhuma religião, mas promove e ajuda as mesmas enquanto fatores de promoção humana e social. Mesmo no estado nascido da revolução francesa, as declarações feitas em dezembro de 2007 pelo presidente Sarkozy foram históricas: “considero que uma nação que ignora a herança ética, espiritual, religiosa de sua história comete um crime contra a sua cultura, contra o conjunto de sua história, de patrimônio, de arte e de tradições populares que impregnam a tão profunda maneira de viver e pensar”, e acrescentou também: “a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.”

Porém, infelizmente, o que ora ocorre entre nós não é um início de um processo, e sim um passo a mais dentro de um plano muito mais amplo de destruição de nossas raízes históricas. Hoje, os mesmos que foram beneficiados pela cultura cristã do respeito à vida e à liberdade se insurgem contra a mesma tentando retirar seus sinais. Não poderão com decretos retirar do coração do nosso povo suas raízes, suas devoções, sua cultura e seus sentimentos.

Ora, a laicidade do Estado não pode ser sinônimo de intolerância para com a cultura em que se formou e se desenvolveu o Brasil e para com os símbolos que fazem parte de nossa história. Negar a nossa história e querer elaborar outra, ou mesmo dar-lhe outro significado, significa impor à população uma ideia concebida em laboratório com fins filosóficos claros.

A cultura cristã e católica integra a história de nosso país. Não tem como se negar a história, embora em muitos ambientes queira reinterpretá-la esvaziando-a dos verdadeiros valores nos quais se baseia nossa identidade. Em nosso atestado de batismo está uma Missa celebrada no alvorecer do Brasil, Terra de Santa Cruz! Temos nomes de cidades, ruas, locais e até mesmo em nossa bandeira ideias e símbolos ligados a diversos grupos que fazem parte de nossa história nacional. Há pouco tempo eu estava no Pará e uma das situações que me chamou a atenção foi justamente a história de um povo que conseguiu, mesmo com a globalização, preservar sua cultura, suas músicas, danças, sotaques, tradições e festejos religiosos que estão inseridos em sua alma e sua gente.

Trata-se, antes de tudo, de uma questão de preservação da memória de nossa história e das raízes culturais da nossa identidade brasileira. Querer coibir a ostentação dos símbolos da cultura que berçou e construiu a nossa história é, isto sim, um verdadeiro sinal de intolerância, que provoca o desenraizamento e promove uma ideologia que não ousa dizer o próprio nome. Não se vê, desse modo, necessidade alguma de “impedir a manifestação de símbolos religiosos nos estabelecimentos da União”.

Em alguns lugares do mundo é proibido até mesmo manifestar sua fé dentro de suas próprias residências. Os caminhos escolhidos para arrancar as nossas raízes e deixar nosso povo sem história são muito sérios e podem levar ainda mais a um tipo de sociedade não só mais intolerante, mas muito mais desenraizado e violento. Será que isso levaria também à destruição de muitas de nossas praças e monumentos que ostentam símbolos religiosos? Será que um dia, para vivenciarmos a fé em nosso país, teremos de nos esconder da vida pública?

O papel do Estado laico não é, de modo algum, o de promover uma ideologia laicista, como se o laicismo não fosse também uma forma de religião. É um grande engano achar que o laicismo, projeto de uma minoria que se mostra intolerante, é uma ideologia neutra. E não nos devemos esquecer jamais de que se o Estado é laico a sociedade brasileira não o é. Além de sua história profundamente ligada à fé cristã e católica, o povo brasileiro, em sua grande maioria, professa a fé que recebeu dos seus antepassados e se identifica com os símbolos que a expressam. A função do Estado laico, longe de ser a de provocar o desenraizamento cultural e religioso ou coibir a manifestação pública de símbolos religiosos, é a de garantir a liberdade religiosa à sociedade e a seus membros, em suas múltiplas manifestações, preservada a justa ordem pública e o respeito devido à diversidade.

Os símbolos demonstram também a formação do caráter de nosso povo que, se procurarmos em suas decisões diárias, encontraremos muitos textos do Evangelho que marcam o tipo de vida e nacionalidade, mesmo daqueles que não creem. É como se fosse o DNA de nossa civilização: 99% dos genes são comuns a todos nós. As diferenças são mínimas e quase nem se notam. Se é verdade que a natureza não dá saltos como comentam os cientistas, necessitamos de tomar muito cuidado com os “saltos” laboratoriais que podem ocasionar a nossa perda de identidade e cultura.

Qualquer pessoa ao chegar a um país e ver os seus monumentos e seus símbolos logo se depara com a sua realidade cultural, humana e religiosa. A Igreja sempre procurou e procura estar em defesa dos direitos e valores humanos, porém, apesar desse plano ter muitas teses importantes e interessantes, a dúbia direção ora escolhida é complexa e não ajudará em nada a continuar caminhando na direção de uma nação mais justa e solidária, que é o sonho comum de todos nós. E neste sentido os conhecidos atuais elaboradores deste “plano” sabem muito bem como a Igreja esteve ao seu lado e enfrentou perseguições sérias durante os históricos e duros momentos vividos com a falta de respeito à vida e à liberdade de pensamento.

Nestes dias estamos vivenciando a preparação para a festa de São Sebastião, devoção trazida há 445 anos por Estácio de Sá para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Teríamos como contar a história da cidade maravilhosa sem esses dados? Aliás, é só pesquisar a história da maioria de nossas cidades para ver onde estão as fontes e as inspirações.

A estátua do Cristo Redentor, que, do cume do Corcovado, a 710 metros de altura, ergue-se como uma maravilha do mundo moderno e um símbolo de identificação do Rio de Janeiro e do Brasil, é o nosso Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor do Corcovado, local de peregrinações, orações, celebrações e manifestação da fé do povo brasileiro. Iniciamos uma campanha para a restauração desse monumento, preparando-o para os grandes eventos que ocorrerão futuramente em nossa Cidade Maravilhosa. É um símbolo não só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.

Que a fé cristã, simbolizada nesse sinal, que nada ofende as pessoas, seja para todos nós um anúncio de alegre acolhimento na construção da paz e da fraternidade e que acolhe e dá a todos as boas vindas de um povo feliz, livre e que quer viver e construir a paz!

+ Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Divórcio “express”. E os filhos ??

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

Pe. Leonel Franca S. J.

Ao lado do aspecto jurídico e social, o divórcio apresenta inquestionavelmente um aspecto religioso. Jurídica e socialmente, a possibilidade de ruptura do matrimônio é um mal, um grande mal. É o princípio de instabilidade e dissolução progressiva da família, que, de dia para dia, se vai tornando menos idônea ao exercício de sua elevada missão criadora e educadora da sociedade. A lei que sanciona a fixidez definitiva da vida conjugal não faz senão declarar um dos artigos da constituição natural da família e proteger contra a força corrosiva das paixões, a integridade perfeita da célula social.

É o que parecem esquecer os divorcistas que reclamam a reforma do nosso direito de família como corolário da separação entre a Igreja e o Estado. Como se a indissolubilidade fosse uma simples prescrição de direito positivo eclesiástico, sem nenhuma relação com as finalidades imanentes, naturais da sociedade conjugal e com as exigências superiores do bem comum! Cristo, proscrevendo o divórcio, não deu um preceito novo; reintegrou a família na sua dignidade primitiva.

É, portanto, a própria natureza das instituições conjugais, são os interesses superiores da sociedade, a verdadeira e comum base jurídica das leis que impõem a monogamia indissolúvel, indiscriminadamente, a todos os cidadãos.

Para os católicos, respeitá-las é um duplo dever: de consciência religiosa e de consciência civil. Os católicos não terão nas próprias idéias religiosas um estímulo e uma força para os ajudar no desempenho deste dever social. Mas, nem por isso, deixa o dever de subsistir. Também o furto, o homicídio, o adultério, são, para a consciência cristã, proibições de ordem religiosa.

Seguir-se-á, porventura, que um Estado leigo não os possa e deva interdizer, em nome do bem coletivo, a todos os cidadãos, ainda aos que já não vêem no Decálogo a expressão dos mandamentos divinos? Se ainda uma vez, aqui como lá, a doutrina e a moral católica coincidem com os verdadeiros e mais elevados interesses da sociedade, saudemos nesta coincidência mais um penhor de sua verdade inexaurivelmente fecunda.

Foi sob este aspecto puramente jurídico e social que até aqui viemos considerando o divórcio. Ao combatê-lo, não nos socorremos senão de provas racionais, tiradas à moral, à psicologia, à sociologia e ao direito. Para admiti-las não é mister crer, basta raciocinar; elas não se dirigem ao cristão, falam a todo homem. Não lançamos mão, uma só vez, de argumentos teológicos e exegéticos. A Escritura, a voz dos Padres da Igreja, a autoridade dos concílios, muito de caso pensado, não os invocamos no debate. Discutimos, sempre, em nome da razão e dos fatos, a fim de que as nossas conclusões se impusessem à universalidade dos leitores. Mas o divorcio apresenta outrossim um aspecto religioso. Para toda a humanidade a constituição de um novo lar foi sempre um ato sagrado. Para a grande maioria da cristandade constitui um sacramento. É tão nobre a missão da família, são tão íntimos os deveres domésticos que só na religião se podem atingir as energias profundas, indispensáveis à fidelidade do seu desempenho.

A santidade da família, só a inteligências superficiais, poderá soar como uma frase feita e vazia. As famílias na medida que se vão laicizando vão cessando de ser famílias. Lar sem Deus é frágil construção de que a primeira rajada de paixões violentas fará um montão de ruínas.

Nos países católicos, mais ainda que nos outros, é funesta a legalização do divórcio. Entre protestantes e cismáticos a deformação da moral foi precedida por uma alteração da doutrina. A cisão do vínculo não contrasta com a consciência religiosa do povo. Os divorciados poderão ainda beneficiar dos auxílios espirituais que lhes pode subministrar um cristianismo diluído pela heresia ou pela cisma. A família não será uma vítima infeliz da irreligião.

O catolicismo conserva, em toda a sua integridade, o tesouro divino dos ensinamentos morais do Evangelho. Com a sua consciência é incompatível o divórcio.

Sancioná-lo por lei num país de maioria católica é introduzir um antagonismo, denso de males incalculáveis, entre a consciência religiosa e a consciência jurídica e civil da nação. Para os cidadãos fiéis ao seu credo, a lei, que permite um ato imoral, é uma lei sem prestígio e a desconsideração da lei é princípio de desorganização social. Para os outros, de convicções religiosas menos esclarecidas ou de vida espiritual remissa, a lei civil transforma-se num fermente ativo de irreligião. O divórcio pedido e aceito por um filho da Igreja segrega-o da participação aos sacramentos que nutrem a sua atividade religiosa e moral. Casal de divorciados católicos é casal para o qual estancaram as fontes de energias espirituais, indispensáveis à paz de consciência e à prática do bem (Se um católico num momento de paixão (os católicos não são impecáveis) dissolve a família para constituir outra, a lei sancionaria a segunda união como legítima e lhe imporia todos os deveres respectivos. Amanhã, serenados os estos apaixonados, a voz de Deus no fundo d’alma entra a falar-lhe mais alto que os gritos do amor humano; a consciência cristã acaba por triunfar no desejo sincero de voltar à paz interior. Os deveres que, nesta emergência, se lhe impõem em nome da religião estão em antagonismo com as obrigações civis. Ele não poderá ser católico sem menosprezar as leis do seu país; não poderá ser fiel aos empenhos civis sem sacrificar as exigências superiores de sua consciência religiosa. Situação infinitamente angustiosa, fonte de amarguras internas indescritíveis, que, num país católico, multiplicaria uma lei insensata em contraste com a liberdade de consciência da maioria dos cidadãos).

Destarte a lei do divórcio, num país tradicionalmente católico, tende a difundir a indiferença religiosa e a subtrair à família estes fundamentos espirituais que, em todos os tempos e entre todos os povos, condicionaram a sua estabilidade e conservação. Com o mecanismo frio dos códigos, o Estado é incapaz de gerar as grandes energias da vida moral, mas ai dele, se pela imprudência de leis corruptoras, vai secar os mananciais misteriosos onde se alimenta o espírito de sacrifício, dedicação, fidelidade e desinteresse, que conservam a vitalidade do organismo social!

Eis porque, na realidade, o divórcio é um instrumento de propaganda irreligiosa nas mãos da impiedade. A lei que dissolve os lares é um dos pontos do programa do sectarismo anti-católico. Para combater a Igreja e popularizar a irreligião, o anti-clericalismo atira-se à família.

***

Veja abaixo exemplo da Espanha que aprovou nefasta lei.

O Instituto de Política Familiar (IPF) denunciou que a lei do divórcio Express incrementou grandemente as separações na Espanha; e que seus nefastos efeitos vão alcançando mais de 500 mil divórcios nos quatro anos de vigor, que se cumprem hoje 8 de julho.

O presidente do IPF, Eduardo Hertfelder, assinalou que “nunca uma lei demonstrou em tão pouco tempo seu fracasso como a lei do divórcio Express”; e precisou que a lei foi “totalmente desacertada de uma perspectiva jurídica, psicológica, psiquiátrica, sociológica e familiar, que provocou efeitos muito negativos tanto para os cônjuges, como para os filhos, e a sociedade em geral”.

A lei do divórcio Express incrementou os divórcios em 121.900 anuais e representam o 93% das rupturas; eliminou o período de reflexão; incrementou a conflitividade das rupturas familiares (as rupturas conflitivas representam já mais de 40% das rupturas), provocou o aumento da população divorciada/separada; e o incremento de filhos com famílias desestruturadas (mais de 2 milhões de filhos de pais divorciados/separados)”, indicou.

Por tal razão, assinalou que o governo “não pode seguir potencializando uma lei que demonstrado seu fracasso. É urgente e necessária uma retificação da atual legislação”.

“Do IPF o anúncio da derrogação desta lei fracassada e regressiva assim como o anúncio da criação imediatamente de uma mesa de peritos que analise a problemática da ruptura e proponha soluções e alternativas”, adicionou.

Finalmente assinalou que “a cultura de um país se mede pela capacidade de estratégias de prevenção em diferentes áreas, mas especialmente naquelas que fazem referência à projeção do bem-estar das famílias. E a ruptura familiar é a disciplina pendente da sociedade e administrações espanholas”.

***

Meu Deus, porque nossos politicos não conseguem perceber?

Sinceramente..É muita cegueira.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Extra! Extra! Um menino nasceu!

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Wagner Moura

E se houvesse um jornal na época do nascimento do Menino Jesus, o que ele noticiaria na primeira página?

O português, Pedro Gil, editor da newsletter O Carteiro, enviou um exemplar de um periódico imaginário sobre o assunto que conta, inclusive, com depoimento do Chefe da Liga Império e Laicidade da época – vê-se que os laicos e loucos não são invenção moderna… Clique na imagem duas vezes, para ampliar:

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Existe natal em um estado leigo? Se até papai noel não pode, que dirá Jesus!

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Wagner  Moura

Já dizia Simone: “Então é Natal…” Mas nem para todos, nem para todos, ó Teófilo! Para os laicos e loucos que pensam ser a lei nos Estados Unidos, por exemplo, este período do ano é qualquer coisa, menos Natal.

Não importa o que digam as árvores, as paradas em marcha com músicas natalinas ou os presépios. No país de Obamaborto os não-religiosos tem o poder de laicizar todas as coisas e o fazem! Como novos Adãos eles nomeiam o mundo e o que for do Natal, na verdade, não é.

No boletim divulgado pela Liga Católica de Anti-Difamação, nesta segunda-feira, somos apresentados ao Natal mais louco (e portanto, laico) de todos os tempos. No estado americano da Carolina do Norte, por exemplo, o patrulhamento laicínico transformou a árvore de Natal da prefeitura da cidade de Cary na “árvore da comunidade”.

- Olha, mãe… Uma árvore de Natal!
- Não, querida. Aquela é uma árvore da comunidade.
- Não seria a árvore do feriado, querida?
- Oh, Ronald… Neste ano chama-se árvore da comunidade, ano passado é que era do feriado, como em Madison, no Wisconsin.
- Eu prefiria a de Natal, mamãe… Eu quero a de Natal! Eu quero!
- Essas crianças… Sempre insatisfeitas…

Rir-se para não chorar e o boletim da Liga nos dá muitos motivos. As árvores em Madison, no estado Wisconsin, eram as “árvores do feriado”, mas neste ano os laicos resolveram revelar o verdadeiro nome das árvores do… Do… Do Estado Capitólio. Árvores do Estado Capitólio seja lá o que isso queira dizer! Assim é que são chamadas as árvores do – certifique-se de que estás em território seguro para ler isso – do Na-tal em Madison, no Wisconsin.

Em Vineland, Nova Jersey, optaram por chamar ao desfile de Natal de “Parada do Feriado” por uma questão financeira: os organizadores perderiam os recursos públicos destinados à parada se a chamassem do que ela é “Para do Natal”.

No estado de Indiana , na cidade de Howard County, foi o monstro do Lago Ness o escolhido para representar o que seria… Bem… Uh… Não ouso dizer: o hóspede especial do presépio cercado por animais (no caso do monstro, ladeado por uma baleia). Não é pra entender! Para qualquer pergunta, a resposta intelectual: o Estado é laico. E no Indiana, de alguma forma, isso tem algo a ver com o mostro do Lago Ness e outros animais!

Em Waterbury, no Connecticut, os laicos decidiram que as comemorações por lá são celebrações de inverno com direito a concertos. E por lá o Papai Noel não foi permitido, no lugar dele quem aparece é Geladinho, o Boneco de Neve.

Papai Noel também não pode ir às festividades da escola municipal de Northern Lehigh, na Pennsylvania. E por isso a entrega de presentes ficou a cargo do mascote da cidade: um cachorro da raça Bulldog.

Mas não é só o Natal que está na mira dos laicos e loucos nos Estados Unidos. O Ano-Novo também! Sim, até ele, afinal trata-se do calendário cristão… Não é a toa que já se ouve um “Bola pra Frente” no lugar de “Feliz Ano-Novo!”

Só para contrariar, os americanos da Liga Católica de Anti-Difamação, que são pró-Papai-Noel e pró-Natal… Eles optaram por saudar seus leitores e amigos com o tradicional Feliz Natal e Feliz Ano-Novo!

Para ler o boletim da Liga é só visitar o site.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Entra em vigor acordo diplomático entre Brasil e a Santa Sé

quinta-feira, dezembro 10th, 2009
A Santa Sé e o Brasil ratificaram acordo que regula suas relações, firmado no dia 13 de novembro de 2008, e que entra em vigor de imediato, informou a assessoria de imprensa do Vaticano – durante ato que contou com a participação do arcebispo Dominique Mamberti e o embaixador do Brasil na Santa Sé, Luiz Felipe de Seixas Correa.

O acordo, que regulamenta o “Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil”, consolida “os tradicionais vínculos de amizade e colaboração entre os dois países”, diz o comunicado.

O documento contém 20 artigos que abordam “vários setores, entre eles o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, o reconhecimento dos títulos de estudo, o ensino religioso nas escolas públicas, o matrimônio canônico, o regime fiscal”, precisa a nota.

Segundo o embaixador Seixas Correa, o “Brasil é o país com o maior número de católicos no mundo. Um país, um povo e um governo que reconhecem e valorizam a importante contribuição da Igreja Católica à nossa história”, declarou o embaixador.

O acordo regulamenta as relações com o país mais católico do mundo, com 125 milhões de fiéis num total de 186 milhões de habitantes.

E garante o ensino da religião nas escolas públicas, assim como dos demais credos, e havia sido assinado ano passado no Vaticano durante visita do presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva ao Papa Bento VI.

Fonte: Último Segundo
Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Juiz decide que a Igreja não pode determinar idoneidade moral de professores… de religião católica.

terça-feira, dezembro 8th, 2009

Um juiz de Las Palmas se tomou a atribuição de decidir pela igreja quais pessoas são idôneas para ensinar a disciplina de religião, ao condenar o Bispado de Canarias a pagar mais de 200 mil euros à professora Carmen Galayo e propor sua contratação, apesar de ter sido separada por ter uma vida não-acorde com a moral católica.

No ano 2000, as autoridades do Bispado de Canarias despediram Galayo porque ela encontrava-se convivendo com uma pessoa que não era seu marido, de quem se divorciou; uma situação que entrava em contradição com a moral católica que ensinava aos alunos. As autoridades explicaram que por esta razão não podia seguir ensinando religião.

Entretanto, Galayo decidiu ir aos tribunais e o juiz Francisco Trujillo Calvo condenou o Bispado a pagar mais de 200 mil euros e a contratá-la novamente, argumentando que este violentou os direitos constitucionais da professora e de ter mantido uma suposta atitude de “represália, vingança, desforra ou revanche” contra ela.

Entretanto, com sua sentença o magistrado desconheceu o acordo Igreja-estado assinado em 1979 e que reconhece o direito da Igreja a escolher as pessoas mais idôneas para ensinar sua doutrina nos centros de estudos.

O texto afirma que “o ensino religioso será dado pelas pessoas que, para cada ano escolar, sejam designadas pela autoridade acadêmica entre aquelas que o Ordinário diocesano proponha para exercer este ensino. Com antecipação suficiente o Ordinário diocesano comunicará os nomes dos professores e pessoas que sejam consideradas competentes para tal ensino”.

Fonte : ACI

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* 12 razões pelas quais crucifixo não viola liberdade.

sábado, novembro 21st, 2009

A verdadeira liberdade religiosa não é a liberdade da religião, afirma o historiador Martin Kugler, em resposta à decisão do Tribunal Europeu para os Direitos Humanos de eliminar os crucifixos das salas de aula das escolas italianas.

Kugler, diretor da rede de defesa dos direitos humanos Christianophobia.eu, com sede em Viena, ofereceu 12 teses que mostram o pensamento equivocado do tribunal que decidiu a favor de uma mãe ateia que protestou pelos crucifixos pendurados na escola dos seus filhos.

“O direito à liberdade religiosa pode significar somente seu exercício, não a liberdade de confrontar; o significado de ‘liberdade de religião’ não tem nada a ver com a criação de uma sociedade ‘livre da religião’”, explica.

“Eliminar à força o símbolo da cruz é uma violação, como seria obrigar os ateus a pendurarem este símbolo.”

“A parede branca também é uma declaração ideológica, especialmente se nos primeiros séculos não podia estar vazia”, afirma.

“Um Estado neutro com relação aos valores é uma ficção frequentemente utilizada com um objetivo de propaganda.”

Para Kugler, decisões como a do tribunal europeu atacam realmente a religião, ao invés de lutar contra a intolerância religiosa.

“Não se pode combater os problemas políticos lutando contra a religião – indica. O fundamentalismo antirreligioso se torna cúmplice do fundamentalismo religioso quando provoca com a intolerância.”

“A maior parte das pessoas afetadas gostaria de manter a cruz – declara. É também um problema de política democrática, dando descaradamente prioridade aos interesses individuais.”

Retomando os argumentos propostos pelo governo italiano em defesa dos crucifixos nas salas de aula, Kugler indica que “a cruz é o Logos da Europa; é um símbolo religioso, mas também muito mais que isso”.

Uma miragem

Em um debate com Die Presse, Kugler destaca outros dois elementos do debate Igreja-Estado.

Falar de um “Estado neutro na confrontação dos valores” é “simplesmente ingênuo, e o resultado é uma miragem. É como uma brincadeira”.

Um Estado neutro quanto aos valores? Contra a fraude e a corrupção? Contra a xenofobia e a discriminação? Diante dos pecados contra o meio ambiente e as conquistas sexuais no trabalho?” – pergunta-se.

E continua: “Um Estado que abençoa os neonazistas, permite a pornografia, favorece certas formas de ajuda ao desenvolvimento e outras não… tudo por valores neutros? Alguém está tentando nos enganar”.

O especialista também destaca um segundo ponto que merece mais atenção: a ideia segundo a qual uma esfera pública sem presença alguma da vida religiosa ou dos símbolos religiosos seria mais “tolerante” ou mais apropriada para a liberdade de consciência que uma que permite ou inclusive fomenta declarações de crença religiosa.

“Obviamente, os pais ateus podem sentir que seu filho é molestado pela cruz na sala de aula, mas é inevitável”, explica.

“Pode me incomodar também, ao entrar em uma agência dos correios, ver uma fotografia do presidente federal no qual não votei – continua. A influência, os sinais ideológicos, as presenças visuais – inclusive sexistas – existirão sempre e em todos os lugares.”

“A única pergunta é como e o que contêm.”

Neste sentido, Kugler afirma que o Estado “deve intervir somente de maneira muito moderada e, se o faz, não deve ser somente com proibições que reduzam a religião a um gueto”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Reação Italiana à proibição de crucifixos em salas de aula.

quinta-feira, novembro 5th, 2009

A Itália reagiu indignada a uma sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos segundo a qual a presença de crucifixos nas salas de aula constitui “violação da liberdade dos pais a educar seus filhos segundo suas convicções” e uma “violação da liberdade religiosas dos alunos”, escreveu “La Nación” de Buenos Aires.

A decisão é inteiramente acorde com o espírito e as finalidades escritas da União Européia (UE).

Porém, até agora, a UE vinha escondendo seu verdadeiro rosto anti-cristão e anti-europeu com artifícios verbais, textos legais obscuros e agindo de costas aos povos europeus. Desta vez, foi a católica Itália que percebeu a arapuca em que caiu.

Montando a reação popular o governo italiano apelou logo à subversiva sentença. “A presença do crucifixo na sala de aula não significa aderir ao catolicismo, mas é um símbolo de nossa tradição”, exclamou a ministra de Educação, Mariastella Gelmini. “Ninguém, nem sequer uma corte européia ideologizada conseguirá apagar nossa identidade”, advertiu, em aberta refutação ao tribunal europeu.

No ponto de partida do caso, em 2002, Soile Lautsi Albertin, cidadã nascida finlandesa processou a escola Vittorino da Feltre, de Albano Terme, pelo fato de não tirar os crucifixos. Ela alegou a laicidade do Estado.

Após sentenças e apelos, o tribunal administrativo regional do Veneto julgou que a escola estava no seu direito porque a Cruz é “o símbolo da história e da cultura italiana”. A decisão foi confirmada pelo Conselho de Estado em 2006.

Agora sete juízes da Corte Europeia cassaram as decisões da justiça italiana e deram ganho de causa à mulher, além de punir o Estado italiano com multa de 5000 euros. Foi a primeira sentença do Tribunal de Estrasburgo em matéria de símbolos religiosos.

Itália começa a abrir os olhos


“Estou desconcertado” disse o ministro de Justiça, Angelino Alfano. Roberto Calderoli, ministro para a Simplificação achou que “a corte européia acalcou nossos direitos, nossa cultura e nossos valores”, acrescentando que “os crucifixos permanecerão nas paredes de nossas salas de aula”.

“Sentença abstrata e falsamente democrática”, disse o ministro da Agricultura, Luca Zaia.

Até a oposição de centro-esquerda pronunciou-se contra o delirante acórdão. O novo líder do Partido Democrático, Pier Luigi Bersani, defendeu que “uma tradição antiga como o crucifixo não pode ser ofensiva a ninguém”. Pier Ferdinando Casini, da União do Centro Democrático, foi além: “o acórdão é conseqüência da timidez dos governantes europeus que se recusaram a mencionar as raízes cristãs na Constituição européia: o crucifixo é um símbolo da identidade cristã da Itália e da Europa”.

De fato, aderindo a dita Constituição – contida no Tratado de Lisboa – decisões como esta que crispa Itália são inevitáveis.

Muçulmanos e ateus rejubilam


Por sua parte, Adel Smith, presidente da União dos Muçulmanos da Itália, regozijou-se: “Num Estado laico não se pode oprimir as outras religiões exibindo um símbolo de uma certa confissão”. Obviamente ele não explicou o que teria sido desses juízes se tomassem uma decisão análoga num país onde vigora a sharia. Talvez, já nem se contariam no número dos vivos.

Também reagiu com euforia Raffaele Carcano, da União de Ateus e Agnósticos, que comemorou “uma grande data para o laicismo italiano”.

Um atentado contra a essência do povo italiano


Para o grande diário “Il Giornale” de Milão, a unificação européia “começou astutamente pela economia e pela moeda”.

Assim escondeu que ela era feita contra a força que “criou os povos: seus sentimentos, sua fé, seu espírito, sua história, tradições, valores”.

Mas, agora chegou o momento mais difícil para a UE: tocar adiante sua utopia igualitária passando o trator nos símbolos visíveis da religião.

Na Itália, acrescentou, isso significa atacar a arquitetura, a pintura, os crucifixos, as imagens de Nossa Senhora que fazem parte de “tradições de um país que se alimentou, ao longo dos séculos, da beleza do Evangelho.

“Seria impossível imaginar um São Francisco de Assis sem a doce paisagem da Umbria, um São Bento sem a ordenada gravidade das terras romanas, um Rafael sem a apaixonada contemplação da Virgem Maria. Hoje quer se tirar o crucificado das escolas públicas… Mas também milhares de capelinhas de Nossa Senhora que protegem os viajantes nos cruzamentos das estradas estão em locais ‘públicos’; logo alguém quererá que sejam eliminadas”.

Se prevalecer o critério da UE então “nenhum povo seria um povo”. Mexer com os costumes religiosos significa mexer com a alma dos povos. É uma coisa perigosíssima”.

Eclesiásticos apóiam unificação anti-cristã


O jornal relembra que até eclesiásticos tiveram um papel de destaque impulsionando os fiéis a aprovar o processo de unificação européia.

Aliás, recentemente, o episcopado irlandês empurrou os católicos a aprovarem o Tratado de Lisboa, ou Constituição Européia, aduzindo que os direitos religiosos dos católicos estavam suficientemente garantidos.

Bispos irlandeses visitam Parlamento Europeu.


A decisão de Estrasburgo patenteia que essa promessa não foi mais do que uma fraude. De fraudes, aliás, está pavimentada a estrada de dita unificação.

O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé reagiu dizendo que “o crucifixo sempre foi um sinal de oferenda de amor de Deus e de união e acolhida para toda a humanidade. É uma pena que seja considerado como um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade.”

Infelizmente, nada indica que palavras como essas possam reverter o quadro presente, sobre tudo se comparadas a outras que habilidosa e continuadamente confortam o processo nivelador da UE.

Itália precisa sair da espiral infernal da UE

Na editorial do dia 4 de novembro, o mesmo jornal insistiu que a decisão põe Europa na estrada de abolir igrejas, conventos, catedrais, obras de arte e literatura que contenham uma Cruz. A “estupidez da sentença é agravada pelo desconhecimento dos valores do cristianismo”, diz o editorial. Os juízes, para serem coerentes vão ter que banir campanários, catedrais, monastérios, capelas e tudo aquilo que em locais públicos está exposto aos olhares das crianças.

O próprio ensino da língua, da história e da filosofia italiana é impossível sem a referência à Cruz cristã. São Francisco, Dante e Manzoni, para citar alguns dos maiores, deveriam ser censurados nos livros de texto.

Para “Il Giornale” estamos diante de um problema psiquiátrico mais do que político ou religioso. Como conclusão, o jornal pergunta se não seria o caso de “fechar o manicômio de Estrasburgo”, sede do tribunal.

A conclusão sem dúvida reflete a apaixonada oposição suscitada pelo acórdão. Mas, no resolve o problema.

Os países europeus foram ludibriados pela UE. Esta foi construída com base numa filosofia ‒ a da Revolução Francesa que gerou a “Declaração Universal dos Direitos Humanos” ‒ toda ela voltada contra o cristianismo e a Igreja Católica. Enquanto essa filosofia igualitária, liberal e anticristã continue em pé, de pouco adiantam os nobres e justos impropérios expressados, por exemplo, pelo “Il Giornale”.

***
Cegueira promovida pela ideologia laicista.

Se  a ” moda ” pega,vão ter que derrubar tudo que é símbolo artistico,cultural e religioso,geralmente católico,presente de forma tão intensa da Europa e em todo mundo ocidental.
Embora pareça distante,uma decisão desta magnitude repercute com força atômica no Brasil e dá ânimo para os laicistas desta terra da Santa Cruz.

Lembro da luta do Papa para que se fizesse referência`as raizes cristãs na constituição européia,posição rechaçada à epoca em nome “da laicidade” dos estados europeus.

Vê -se os frutos !
Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Lembra do “laicismo” no Piaui ? Governador se posiciona.

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

Wellington Dias,Governador do estado do Piaui, disse que o Estado é laico, mas não pode virar instrumentos de disputas relegiosas.

O governador Wellington Dias (PT) afirmou ao Cidadeverde.com que não vai proibir os secretários de manterem as capelas nos órgãos públicos. Ele condenou a atuação do Ministério Público Estadual que quer proibir a presença de imagens santas nas repartições estaduais.

“Eu concordo com Dom Sérgio (da Rocha, Arcebispo de Teresina). O Estado é laico, mas eu não posso transformar essa interpretação numa situação em que o Estado seja o acirrador de disputas religiosa”, afirmou o governador.

O Ministério Público Estadual determinou a retirada de imagens de santos e o fechamento das capelas de todos os órgãos públicos do Piauí.

Segundo Wellington Dias, se o Estado é laico ele não pode ser um instrumento de criar conflitos.
“Ninguém pode esquecer que o Estado é laico, mas os indivíduos não. O Estado do Piauí é laico, mas o individuo Wellington Dias crê em Deus”, afirmou.

O governador disse que o Estado não pode construir uma igreja, mas uma igreja que é tombada é tratada como patrimônio histórico. “As pessoas tem liberdade em qualquer lugar. Em qualquer lugar as pessoas podem professar a sua fé, enquanto eu for governador vou respeitar isso”.

Flash Yala Sena

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Santa Sé:Liberdade religiosa é liberdade de expressão, não somente de culto.

quinta-feira, outubro 15th, 2009

Intervenção de Dom Tomasi no Conselho sobre Direitos Humanos

A liberdade religiosa não pode limitar-se ao livre exercício de culto, mas deve considerar a dimensão pública da religião e, portanto, possibilitar aos crentes que façam a sua parte na construção da ordem social.

Assim sublinhou o observador permanente da Santa Sé na ONU em Genebra (Suíça), Dom Silvano Tomasi, por ocasião da 12ª Sessão Ordinária do Conselho dos Direitos do Homem.

O prelado afirmou que “somente um enfoque integrado, baseado no respeito pleno do direito à liberdade de religião, pode ser a resposta na luta contra o fenômeno de antigas e novas formas de discriminação, sobre a base das convicções e das práticas religiosas”.

Dom Tomasi advertiu que as manifestações da intolerância religiosa são “crescentes” e “estão socavando os direitos de todas as pessoas, de qualquer religião e crença”.

“Praticamente todas as minorias religiosas são discriminadas no mundo inteiro”, problema frente ao qual “é necessária uma solução concertada”.

Mídia

Dom Tomasi sublinhou a importância da mídia como veículo da liberdade de expressão.

“Os meios de comunicação podem ser usados para construir e sustentar a comunidade humana em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, culturais, educativos e religiosos, para o enriquecimento e bem-estar das pessoas e sua espiritualidade.”

Mas também podem ser usados “para prejudicar o bem integral da pessoa, para incitar o ódio, marginalizar e alienar as pessoas e para estereotipá-las, baseando-se na etnia, no sexo, na idade e na religião”.

No campo da religião, o prelado explicou que há duas posturas contraditórias e que ambas devem ser superadas.

“A mídia costuma ignorar e marginalizar a doutrina religiosa; as ideias, práticas, experiências e sentimentos das pessoas religiosas são menosprezados e a religião é julgada segundo as normas seculares. Isso pode levar a um tratamento hostil dos grupos religiosos.”

Por outro lado, advertiu, “a religião pode julgar negativamente a mídia e fomentar o exclusivismo religioso, que alimenta o desprezo e a hostilidade com relação aos demais”.

Diante disso, o prelado considera a liberdade de expressão “não somente como um direito, mas também um dever a ser fortalecido”.

“No entanto, qualquer forma de incitação ao ódio que afete a pessoa humana e seus direitos é inaceitável”, advertiu.

“Todos os usuários devem evitar o intercâmbio de palavras e imagens que sejam degradantes para o ser humano, que promovam o ódio e a intolerância, que se aproveitem dos vulneráveis.”

“Quando as pessoas estão realizando seu dever e direito social de informar, estão chamadas a levar em consideração os princípios da ética social, como a verdade, a solidariedade, a tolerância, a equidade, os princípios que formam a pedra angular da justiça, da igualdade, do respeito pela privacidade, da subsidiariedade.”

“A mídia também deve permanecer ao serviço da pessoa”, sublinhou.

O prelado concluiu afirmando que “as autoridades civis devem garantir o direito de criticar o trabalho dos meios de comunicação e facilitar a participação de todos, especialmente dos grupos étnicos e minorias religiosas, na tomada de decisões de políticas de comunicação”.

Fonte : Zenit

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
setembro 2010
D S T Q Q S S
« ago    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930