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* Avatar, o filme. A fé cristã tem algo a dizer ?

terça-feira, janeiro 5th, 2010

Com muita frequência recebemos e-mail s de irmãos nos fazendo perguntas sobre determinados filmes lançados pelo cinema.

Avatar, claro, não poderia ficar de fora.

A análise abaixo é uma reflexão interessante sobre o filme, em uma ótica Cristã, não se trata de uma palavra oficial da igreja mas a opinião de um irmão que assistiu o filme e partilha conosco suas impressões.

Muito do que ele colocou tem sentido.

Pretendo assistir o filme para  fechar minha opinião, como já fiz com o “2012″ que, de fato, procura deixar claro em um eventual fim do mundo, que Deus não poderá nos ajudar, pois ele “não existe”.

A queda do Cristo Redentor, o papa, a queda drámatica da Igreja de São Pedro, caindo em cima dos orantes na praça, o rompimento pela rachadura do dedo de Deus e do dedo do homem na famosa obra de michelangelo transmite a mesma mensagem; “Não há salvação em Deus, em nenhum deus, nem allah, nem buda..é o fim.”

Claro que não comungo com essa visão. De qualquer forma, pelos efeitos especias.. vá lá. é o que salva, o resto..

Avatar tem também das suas..  quem já assistiu pode lembrar o que viu na ótica dessa partilha, quem ainda vai ver, terá essa reflexão para enriquecer sua posição pessoal.

Uma outra questão: tem pessoas que imaginam que todo e qualquer  filme que passa no cinema a Igreja tem que estar dando opinião, liberando, “proibindo..”

Não é assim. Somente quando o filme tem repercussão e atinge nossa vivência e nossos valores ou a própria a igreja, sua história, o papa, o magistério, etc.. a igreja se pronuncia através de algum de seus membros, um bispo, ou o jornal vaticano (por uma questão de justiça com a verdade dos fatos, como foi com o herético “anjos e demônios”).

A mesma coisa a nivel nacional ou local.

A Igreja não proibe mas, quando é o caso, oferece informações e subsídios para orientar seu povo e iluminar nossa inteligência e fé.

Nós, como filhos da Igreja, é que precisamos conhecer bem a fé católica para filtrarmos de nossas diversões aquilo que é compativel, ou não, com nossa fé. Asssitir com senso critico, ir além dos efeitos, os diálogos, a intenção do diretor, etc. Eventualmente a Igreja fala sobre determinada obra de arte, que deve- claro! nos iluminar e nos fazer refletir com obediência de fé.

A responsabilidade e a conviniência de assistir ou não, é nossa, decisão livre iluminada pela fé no filho de Deus, cabeça da Igreja e pelo amor a verdade!

***

Marcos Soares

O escritor cristão Francis Scheaffer (1912 – 1984) já dizia no início dos anos 80 do século passado que o Século XXI seria marcado pelo misticismo, culto à natureza e hedonismo. Ele acertou em cheio! Nossa geração tem esses traços entremeados na linguagem, nos hábitos, na religiosidade, no comportamento social e, sobretudo, na cultura, dos livros publicados que mais vendem aos filmes de sucesso.

Veja-se o caso da literatura tão ovacionada em nosso tempo: os livros do místico brasileiro Paulo Coelho, um escritor cujo conteúdo não é nada cristão. Pelo contrário, tem uma proposta pautada nos conceitos e práticas das religiões orientais e, para seduzir, de vez em quando ele explora textos bíblicos em suas concepções místico-filosóficas.

Poderíamos discorrer aqui sobre os vários âmbitos da cultura e iríamos presenciar essa miscigenação de conceitos e valores que têm afastado o homem de uma relação pessoal com Deus e de obediência à Sua Palavra.

Eu assisti ao filme Avatar e pude perceber que ele simboliza de forma impressionante a filosofia de vida que vem sendo amplamente defendida e divulgada nos vários campos do conhecimento, da ciência, da cultura e na mídia de massa de nossa geração: a falsificação da verdade proposta na Palavra de Deus e a deusificação da Ciência e da Natureza.

A proposta não tem nada de novo em termos filosófico religiosos. Trata-se de uma concepção que mistura (veja-se aí o misticismo) religião hindu, práticas indígenas de adoração aos entes naturais e culto a extraterrestres.

O título do filme diz respeito ao conceito hindu de que todo ser humano é um avatar de que cada um seria uma centelha do Deus Único, manifestada no plano material. Ou seja, o hinduísmo defende que todos os seres humanos são Amsha Avatar (encarnações parciais do Divino).

Na verdade, Avatar apresenta conteúdos ultrapassados e alienantes. Em termos históricos (óbvios), é aquela “velha” temática do capitalismo destruindo os índios e a natureza em nome da posse da riqueza existente na floresta – o filme mostra que os humanos querem explorar o minério raro unobtanium existente em Pandora que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra.

No sentido teológico propõe o fim da adoração a Deus e o advento da “nova era” onde a ”mãe” natureza pode tudo e o ser humano não passa de uma peça nessa engrenagem alienante.

O que tem de novo é o aspecto tecnológico. Aliás, é isso que atrai, é isso que “salva” o filme. Para quem o assistiu em 3-D pode presenciar a nova tendência do cinema mundial cuja força da tecnologia, muitas vezes, dará emoção e qualidade a propostas pouco criativas e sem qualidade textual.

Com base nesse “pano de fundo”, proponho uma reflexão para nos protegermos dessa perigosa síndrome de Avatar que tem “dominado” parte de nossa geração.

Primeiro, o Deus cristão não está longe como o hinduísmo ensina. Nosso Deus é real e pessoal. Jesus Cristo veio ao mundo e viveu entre nós para demonstrar de forma inequívoca que Deus pode e se relaciona pessoalmente conosco. Não é uma relação alienante, nem subjetiva. Mas, um relacionamento com base no amor, na verdade e na obediência.

Segundo, o ser humano é superior à natureza. Veja o que o próprio Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança, e domine ele sobre os peixes do mar e as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todas as criaturas que se movem ao longo da terra.” (Gênesis 1,26). O filme Avatar tenta induzir o espectador a pensar que aqueles bichos e as árvores estão no mesmo plano do ser humano. Não é verdade. O homem é mais importante do que aves, animais, peixes e árvores. Devemos, sim, cuidar e proteger a natureza, mas não há nenhuma base cristã que justifique as relações entre os avatares e a natureza proposta no filme. A natureza não é Deus.

Terceiro, o verdadeiro poder de libertar o ser humano vem de Deus, não da ciência, da mentalização humana ou da energia cósmica. As “ligações” entre os avatares e os animais apontam tanto para a proposta de que essa “energia” cósmica coloca a todos no mesmo plano, quanto atribui à natureza poderes que ela não tem. O poder de mudar a nossa vida vem de Deus, o poder de libertar uma pessoa deprimida e angustiada vem de Deus. O apóstolo Paulo afirma que “o Evangelho é o Poder de Deus” (Romanos 1:16). Essa palavra divina é que liberta o ser humano de todas as amarras. Deus pode libertar você hoje de todas as amarras que o prendem. O verdadeiro poder que liberta vem de Deus, não da natureza.

A ciência também não pode resolver dos os mistérios da vida. O filme Avatar propõe esse poder que a ciência julga ter de resolver todos os problemas humanos, de fazer um paraplégico andar, correr, pular, voar sem limites. Isso está simbolizado na figura de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas que pode experimentar a cura não através do poder de Deus, mas do Programa Avatar onde os “condutores” humanos passam a ter uma consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver no ar letal de Pandora. Um milagre da ciência e da natureza.

Essa síndrome Avatar tem sido uma tentativa da cultura e da ciência de neutralizar a obra de Deus na vida humana. Escritores, pesquisadores, produtores culturas, professores, âncoras midiáticos, líderes do movimento Nova Era, todos têm procurado alternativas para falsificar a verdade sobre Deus, o homem e a natureza. O ser humano tem sido levado a pensar que pode tornar-se, com a força da natureza ou de entidades extraterrestres, um “super homem” quando, de fato, a verdadeira identidade humana restaurada, curada e feliz é aquela que se relaciona com o Deus cristão, autor e sustentador de todas as coisas.

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Harry Potter.De novo!

quarta-feira, julho 15th, 2009

Em um artigo titulado “A magia já não é mais um jogo surpreendente”, o jornal vaticano, o L’Osservatore Romano comenta o novo filme da série Harry Potter.

***

O artigo do LOR assinala que “a magia já não é mais o surpreendente passatempo dos inícios e as provas por superar, enquanto ao arriscadas e atemorizantes que resultam, já não são mais aventura de crianças, mesmo para os dotados de poderes excepcionais. Agora –como foi visto no episódio anterior– realmente se arrisca a vida e o que está em jogo é maior: impedir que as forças das trevas tomem a dianteira”.

Seguidamente explica que “a psicologia dos personagens toma uma forma mais precisa. No quinto capítulo Harry vivia um período difícil, atormentado por seus sonhos e seus demônios pessoais, pela lembrança de seus pais assassinados por Voldemort. E procurava respostas”.

“Agora –prossegue o artigo– parece não necessitá-las. Não se faz muitas perguntas e sabe que tem uma tarefa que deve cumprir. Confia em Dumbledore, que não o trata mais como um aluno mas sim como um amigo. E é consciente que o mundo mágico não está isento de insídias, junto às quais cresceu no passado”.

O LOR critica logo como, em meio de tudo, aparece constantemente uma referência à “espiritualidade new age”; e que o filme é acusado por alguns de “instigar as jovens à fuga da realidade e instalar neles ilusões de que existem poderes sobrenaturais com os quais podem controlar o mundo segundo o seu  prazer. Em resumo, uma saga deseducativa e inclusive anti-cristã“.

Para o autor do artigo, Gaetano Vallini, na proposta de Rowling “falta uma referência à transcendência, a um desenho providencial no qual os homens vivam suas histórias pessoais e a história tome forma. Assim como é certo que, no mecanismo clássico das fábulas, o protagonista se vê em meio de vivencias nas quais a magia é quase sempre um instrumento nas mãos do mal”.

Vallini assinala logo que neste filme “não se pode dizer que a feitiçaria –neste caso seria melhor falar de magia– seja exposta como um ideal positivo. Ao contrário, parece muito clara a linha de demarcação entre quem faz o bem e quem faz o mal, e a identificação do leitor ou do espectador faz que alguém se dirija aos primeiros. Neste último filme em particular a distinção é um pouco mais clara. Fica claro que fazer o bem é a coisa justa que deve fazer-se; e se compreende que isto leva ao sacrifício”.

O texto considera também que neste filme, fica estigmatizada a “busca espasmódica da imortalidade, da qual Voldemort é o emblema”.

“Na opinião de Vallini, uma das intenções de Rowling é a de desmascarar “o mito de uma razão que pretende ter uma resposta para tudo”, embora certamente, adiciona, “seriam distintas as interpretações que pode dar uma criança ou um adolescente”.

Finalmente manifesta que “é provável que depois de vê-la ou de lê-la, mais que a fascinação pela magia (que aparece somente como um pretexto de animação), permaneçam na memória “as cenas que reclamam valores como a amizade, o altruísmo, a lealdade e o dom de si”.

***

O Importante nesta análise é a confirmação clara da percepção de que qualquer obra de arte possui  mensagens que promovem- ou não – valores.

Para nós cristãos é fundamental exercer um  “filtro” daquilo que assistimos e nos expomos,sempre iluminados pelos  valores-cristãos- e por aquilo que acreditamos .São Paulo,a propósito, já nos admoestava dizendo que “tudo nos é licito mas nem tudo nos convém”.

Tem muito lixo por aí com proposta de entretenimento que ingenuamente promovemos, financiando e dando lucro ao pagar o ingresso, poluindo nossa alma e mente com imagens dispensáveis,diálogos que escondem uma visão do mundo anti evangélica e que não acrescentam nada de verdadeiramente consistente.

Ser livre é poder optar pelo bem sem se deixar levar pela pressão social que muitas vezes nos faz sentir incompletos e ” ET´s ” caso não façamos o que TODO MUNDO FAZ…ou assiste.

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Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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