Posts Tagged ‘Lei Natural’

* Papa: Lei natural se aplica a todos, crentes ou não crentes.

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

PAPA DIZ QUE LEI MORAL SOBRE BIOÉTICA VALE TAMBÉM PARA OS NÃO CATÓLICOS.

O papa Bento XVI afirmou hoje que a lei moral natural, em que a Igreja Católica se baseia para fundar suas convicções em matéria de bioética, não vale exclusivamente aos católicos, mas a todos, inclusive àqueles que não professam uma fé.

Em discurso feito para a Assembleia Plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, o Pontífice ressaltou que esta lei moral “está inscrita no coração de todos os homens” e é “acessível a qualquer criatura racional”.
Isto vale, segundo o líder católico, para temas “delicados e atuais” referentes à reprodução humana e às novas propostas terapêuticas, que “incluem a manipulação do embrião e do patrimônio genético humano”.

“A lei moral natural constitui assim a base para entrar em diálogo com todos os homens que buscam a verdade e, de forma geral, com a sociedade civil e secular”, enfatizou o Papa no discurso proferido hoje.

O Vaticano se opõe a tratamentos artificiais de gravidez e às pesquisas sobre tratamentos médicos que incluem o uso de células-tronco retiradas de embriões.

Fonte: ANSA

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* Em Portugal, “protesto” em lançamento de livro contra “casamento” homossexual.

sexta-feira, janeiro 8th, 2010
No lançamento de um livro contra o casamento homossexual a poucos  dias de serem discutidas as propostas dos partidos acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo, os autores Gonçalo de Almada e Pedro Vaz Patto, foram surpreendidos pelo protesto da activista lésbica Helena Martins, que reivindicou também ser «filha de Deus».


Um padre e um juiz  lançaram um livro, em Lisboa, que apela a «razões tradicionais, religiosas e científicas» para defender “Porque Não” se deve aceitar o casamento homossexual.

Mais do que um livro, esta obra surge como um manifesto contra o casamento homossexual «por razões tradicionais, religiosas e científicas».

«Uma pessoa que tem esta tendência e opta por viver de acordo com essa tendência, é uma pessoa que exclui o matrimónio e, portanto, exclui também aquilo que é próprio do casamento», explicou Gonçalo de Almada à TSF.

Os autores acabaram por ser surpreendidos pelo protesto da activista Helena Martins,  fundadora da associação Lesbians Out Loud, que chegou a tentar organizar uma manifestação.

«Em termos de igualdade e dignidade, onde é que fica a minha dignidade quando eu não posso, por exemplo, assumir certos direitos que tenho com a pessoas com quem eu estou», adiantou.

Helena Martins levou um bouquet de noiva e entregou-o ao padre em forma de protesto contra as ideias defendidas por Pedro Vaz Patto e Gonçalo de Almada.

O lançamento do livro editado pela Alêtheia, em Lisboa, teve lugar a dois dias de serem discutidas e votadas, na Assembleia da República, as propostas de Governo, PSD, BE e Partido Ecologista Os Verdes e também uma petição por um referendo sobre o casamento homossexual.

***

Veja abaixo a reflexão feita por um Leigo Português ,a partir das repercussões que esse fato teve em Portugal.

Acha que temos em Portugal uma comunicação social isenta?

Então veja o exemplo da cobertura jornalística efectuada ao lançamento do livro “ Casamento Homossexual Porque Não”. Neste caso, a publicidade dada a uma activista gay acabou por ser maior do que o próprio evento.

Tem dúvidas? Neste caso basta abrir os links (Visão, TVI 24, jornal i, TSF) das notícias publicadas e tentar perceber como é que uma única pessoa (sublinhe-se que não houve manifestação)  se intromete num evento (uma espécie de “emplastro”) e, de súbito, após um passe de magia, passa a  ela própria a ser notícia, sendo-lhe oferecido idêntico ou até maior destaque noticioso.

É surpreendente que a comunicação social presente tenha considerado a mensagem panfletária da activista (por maior respeito que se possa ter pela mesma) no mesmo nível de importância de uma reflexão escrita, e seguramente fundamentada, sobre o tema. Afinal, para quê alguém dar-se ao trabalho de escrever um livro, se basta dizer uns slogans dramatizados para se alcançar idêntico (ou mesmo superior) estatuto de publicidade.

Isenção jornalística?!
Faça agora livremente o seu juízo.
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* Homossexualidade e ESPERANÇA!

terça-feira, janeiro 5th, 2010

A PALAVRA DOS MÉDICOS CRISTÃOS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE

Preocupados com a questão da homossexualidade, os médicos católicos da “Associação de Médicos Católicos” (ACM) dos Estados Unidos e Canadá – publicaram uma importante Declaração “Homossexuality and Hope” (Homossexualidade e Esperança”), após terem estudado a questão com base na medicina, nas pesquisas e na lei de Deus.

Nessa profunda Declaração os médicos católicos, com rigor científico, mostram que ninguém nasce homossexual, indicam como deve ser a prevenção para evitar a atração por pessoa do mesmo sexo, mostram o caminho a seguir para se deixar a prática homossexual, e fazem uma série de recomendações aos que possuem a tendência homossexual.

Falam também aos padres, bispos, médicos católicos e às famílias católicas.

Trata-se de um estudo,bem documentado e com muitas referências.Não é um artigo.

Excelente!

***

“HOMOSEXUALIDADE  E ESPERANÇA”

“A Associação Médica Católica (AMC) se dedica a sustentar os princípios da fé católica, no que se refere à prática da medicina e à promoção da ética médica católica para a profissão médica, inclusive os profissionais de saúde mental, o clero e o público em geral.

Nenhuma questão provocou mais preocupação na década passada do que a homossexualidade. Portanto, a AMC oferece o seguinte resumo e análise da situação da questão. Esse resumo se apóia intensamente nas conclusões de vários estudos e aponta para a coerência dos ensinos da Igreja com esses estudos. Espera-se que essa análise também sirva como uma ferramenta de educação e referência para todos os católicos: o clero, os médicos, os profissionais de saúde, os educadores, os pais e o público em geral.

A AMC apóia os ensinos da Igreja Católica conforme aparecem na versão revista do Catecismo da Igreja Católica, principalmente os ensinos sobre a sexualidade. “Todas as pessoas batizadas são chamadas para a castidade”( §2348). “Os casados são chamados a viverem a castidade conjugal, outros praticam a castidade em continência” (§2349). “…a tradição sempre declarou que os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados… Sob nenhuma circunstância eles podem ser aprovados”. (§2357)

É possível, com a graça de Deus, todas as pessoas viverem uma vida casta, inclusive as pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo, conforme declarou de modo tão corajoso o Cardeal George, Arcebispo de Chicago, em seu discurso na Associação Nacional de Ministérios Diocesanos Católicos para Gays e Lésbicas: “Negar que o poder da graça de Deus capacita aqueles que têm atração pelo mesmo sexo a viver de maneira casta é negar, em realidade, que Jesus ressuscitou dos mortos”. (George 1999)

Com certeza, há circunstâncias tais como desordens psicológicas e experiências traumáticas que podem, às vezes, tornar essa castidade mais difícil e há situações que podem seriamente diminuir a responsabilidade de um indivíduo por deslizes na castidade.

Essas circunstâncias e condições, porém, não neutralizam a livre vontade nem eliminam o poder da graça. Embora muitos homens e mulheres que experimentam atrações pelo mesmo sexo digam que seu desejo sexual é uma inclinação “natural” (Chapman 1987), isso de forma alguma indica uma predeterminação genética ou uma condição imutável. Alguns se entregaram a atrações pelo mesmo sexo porque lhes disseram que eles já nasceram homossexuais e que é impossível mudar o estilo sexual de alguém. Tais pessoas podem sentir que é inútil e perda de tempo resistir aos desejos pelo mesmo sexo, e acabam adotando uma “identidade gay”. Essas mesmas pessoas podem então se sentir oprimidas com o fato de que a sociedade e as religiões, de modo particular a Igreja Católica, não aceitam a expressão desses desejos nos atos homossexuais. (Schreier, 1998)

A pesquisa mencionada neste relatório se opõe ao mito de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente predeterminada e imutável, e oferece esperança para a prevenção e o tratamento.

1) Ninguém nasce homossexual

Muitos pesquisadores têm tentado descobrir uma causa biológica para a atração pelo mesmo sexo. Os meios de comunicação promovem a idéia de que já foi descoberto o “gene gay” (Burr, 1996). Mas, apesar de várias tentativas, não se testou cientificamente nenhum dos estudos bem divulgados (Hamer, 1993; LeVay 1991). Muitos escritores analisaram esses estudos cuidadosamente e descobriram que eles não só não provam uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, mas também nem chegam a afirmar possuir provas científicas para tal alegação. (Byrne 1963; Crewdson 1995; Goldberg 1992; Horgan 1995; McGuire 1995; Porter 1996; Rice 1999)

Se a atração pelo mesmo sexo fosse geneticamente predeterminada, então deveríamos supor que gêmeos idênticos teriam de ser idênticos em sua atração sexual. Há, porém, muitos registros de gêmeos idênticos que não são idênticos em sua atração sexual. (Bailey 1991; Eckert 1986; Friedman 1976; Green 1974; Heston 1968; McConaghy 1980; Rainer 1960; Zuger 1976).

As situações individuais registradas revelam fatores ambientais que explicam a causa do desenvolvimento de diferentes estilos de atração sexual em crianças geneticamente idênticas, apoiando a teoria de que a atração pelo mesmo sexo é um produto da ação e efeito recíproco de uma variedade de fatores ambientais. (Parker 1964)

Há, porém, tentativas de convencer o público de que a atração pelo mesmo sexo tem base genética. (Marmor 1975). Tais tentativas podem ter como causa motivações políticas porque as pessoas se sentem mais inclinadas a aceitar sem dificuldades reivindicações pedindo mudanças nas leis e nos ensinos religiosos quando crêem que a atração sexual é geneticamente determinada e imutável. (Emulf 1989; Piskur 1992).

Outros têm procurado provar uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, a fim de poderem apelar para os tribunais em busca de direitos baseados na teoria da “imutabilidade”. (Green 1988)

Os católicos crêem que a sexualidade foi projetada por Deus como um sinal do amor de Cristo, o noivo, por sua noiva, a Igreja. Portanto, a atividade sexual só é apropriada no casamento. O desenvolvimento psicosexual saudável conduz naturalmente, nas pessoas de cada sexo, à atração pelo outro sexo. O trauma, uma educação errada e o pecado podem causar um desvio desse modelo normal.

Não se deve identificar as pessoas com base em seus conflitos emocionais ou dificuldades de desenvolvimento, como se isso fosse a essência de sua identidade. No debate entre essencialismo e o construcionismo social, os que crêem na lei natural sustentariam que os seres humanos têm uma natureza essencial – macho ou fêmea – e que inclinações ao pecado – tais como o desejo de se envolver em atos homossexuais – são formados nas pessoas e podem, pois, ser removidos.

Portanto, provavelmente seria prudente termos a atitude de evitar, sempre que possível, usar as palavras “homossexual” e “heterossexual” como normas, pois a utilização desses termos sugere um estado fixo e equivalência entre o estado natural do homem e mulher criados por Deus e indivíduos que experimentam atração ou conduta pelo mesmo sexo.

2) A atração pelo mesmo sexo como sintoma

As pessoas experimentam a atração pelo mesmo sexo por razões diferentes. Embora haja semelhanças nos tipos de desenvolvimento, cada pessoa tem uma história de vida diferente e pessoal. Na história de vida de indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo, freqüentemente encontramos um ou mais dos seguintes elementos:

Distanciamento do pai na infância, porque a criança o via como hostil ou distante, violento ou alcoólatra. (Apperson 1968; Bene 1965; Bieber 1962; Fisher 1996; Pillard 1988; Sipova 1983). Mãe superprotetora (meninos). (Bieber, T. 1971; Bieber 1962; Snortum 1969). Mãe emocionalmente distante (meninas). (Bradley 1997; Eisenbud 1982)

Pais não conseguiram incentivar identificação do mesmo sexo. (Zucker 1995). Falta de brincadeiras mais duras (meninos). (Friedman 1980; Hadden 1967a)
Incapacidade de se identificar com colegas do mesmo sexo. (Hockenberry 1987; Whitman 1977)

Antipatia por esportes de equipe (meninos). (Thompson 1973). Falta de coordenação manual e visual e resultante provocação dos colegas (meninos). (Bailey 1993; Fitzgibbons 1999; Newman 1976)

Abuso sexual ou estupro. (Beitchman 1991; Bradley 1997; Engel 1981; Finkelhor 1984; Gundlach 1967).

Fobia social ou acanhamento extremo. (Golwyn 1993)
Perda dos pais através de morte ou divórcio. (Zucker 1995)

Separação dos pais durante decisivas fases de desenvolvimento. (Zucker 1995)
Em alguns casos, a atividade ou atração pelo mesmo sexo ocorre num paciente com outros diagnósticos psicológicos, tais como depressão profunda (Fergusson 1999), idéias de suicídio (Herrell 1999) desordens generalizadas de ansiedade, abuso de drogas, conduta anormal na adolescência, desordens de personalidade (Parris 1993; Zubenko 1987); esquizofrenia (Gonsiorek 1982); narcisismo patológico (Bychowski 1954; Kaplan 1967).
Em poucos casos, a conduta homossexual aparece mais tarde na vida como reação a um trauma tal como aborto (Berger 1994; de Beauvoir 1953) ou profunda solidão (Fitzgibbons 1999).

3) Há prevenção para a atração pelo mesmo sexo

Se as necessidades emocionais e de desenvolvimento de cada criança forem supridas corretamente pela família e pelos amigos, é bem improvável que a criança desenvolva a atração pelo mesmo sexo. As crianças precisam de afeição, elogios e aceitação do pai e da mãe, dos irmãos e dos colegas. Nem sempre, porém, é fácil estabelecer tais situações sociais e familiares, e nem sempre dá para identificar logo as necessidades das crianças. Alguns pais podem estar em luta com os próprios problemas e assim sem condições de dar a atenção e o apoio que a criança precisa.

Às vezes os pais se esforçam muito, mas a personalidade particular da criança torna esse apoio e cuidado mais difíceis. Alguns pais viram os primeiros sinais do problema, buscaram assistência e aconselhamento profissional, mas receberam conselhos inadequados e em alguns casos até errados.

O Manual Estatístico e Diagnóstico IV (APA 1994) da Associação Americana de Psiquiatria define “Desordem de Identidade de Gênero” (DIG) nas crianças como uma persistente e forte identificação transsexual, um desconforto com o próprio sexo e preferência por papéis transsexuais nas fantasias.
Alguns pesquisadores (Friedman 1988, Phillips, 1992) têm identificado outro sintoma menos evidente nos meninos – sentimentos crônicos de falta de masculinidade. Embora não se envolvam em nenhuma atividade ou fantasia transsexual, esses meninos se sentem profundamente deficientes em sua masculinidade e têm uma reação quase de fobia a brincadeiras mais duras na infância e muita antipatia por esportes de equipe.

Vários estudos têm mostrado que crianças com a “Desordem de Identidade de Gênero” e meninos com problemas crônicos de falta de masculinidade correm o risco de adquirir atração pelo mesmo sexo na adolescência. (Newman 1976; Zucker 1995; Harry 1989)

A desordem de identidade de gênero pode muitas vezes ser vencida quando, com o apoio dos pais, o problema é identificado cedo e recebe intervenção profissional adequada (Rekers 1974; Newman 1976).

Infelizmente, muitos pais que relatam essas preocupações para seus pediatras são orientados a não se preocuparem. Em alguns casos, os sintomas e as preocupações dos pais podem parecer diminuir quando a criança entra na segunda ou quarta série. Mas, a menos que sejam tratados de forma adequada, os sintomas poderão reaparecer na puberdade como intensa atração pelo mesmo sexo. Essa atração parece ser a conseqüência da incapacidade de se identificar bem com outras pessoas do mesmo sexo.

É importante que aqueles que estão envolvidos na educação e cuidados de crianças se conscientizem dos sinais da desordem de identidade de gênero e dos problemas de falta de masculinidade nos meninos, e busquem acesso aos recursos disponíveis a fim de encontrarem a ajuda adequada para essas crianças (Bradley 1998; Brown 1963; Acosta 1975). Quando são convencidas de que a atração pelo mesmo sexo não é uma desordem geneticamente determinada, as pessoas conseguem ter esperança na prevenção e também conseguem ter esperança num modelo de terapia para suavizar, ou até mesmo eliminar, a atração pelo mesmo sexo.

4) Em perigo, não predestinados.

Embora muitos estudos tenham mostrado que as crianças que foram abusadas sexualmente, que exibem os sintomas da DIG e meninos com problemas de falta de masculinidade correm perigo de desenvolver a atração pelo mesmo sexo na adolescência e na vida adulta, é importante notar que uma percentagem significativa dessas crianças não se tornam homossexualmente ativas quando se tornam adultas (Green 1985; Bradley 1998).

Para alguns, os relacionamentos positivos mais tarde na vida vencem as experiências negativas da infância. Alguns fazem a decisão consciente de evitar a tentação. A presença e o poder da graça de Deus, embora nem sempre possam ser medidos, não podem ser desconsiderados como um fator que ajuda as pessoas em risco a se afastar da atração pelo mesmo sexo. O ato de rotular um adolescente ou, pior, uma criança como imutavelmente “homossexual” prejudica gravemente a pessoa. Tais adolescentes ou crianças podem, com intervenção positiva e adequada, receber orientação apropriada para lidar com traumas emocionais logo no começo.

5) Terapia

Aqueles que promovem a idéia de que a orientação sexual é imutável freqüentemente citam um debate publicado entre o Dr. C.C. Tripp e o Dr. Lawrence Hatterer. Nesse debate o Dr. Tripp declarou: “…não há um único exemplo registrado de mudança na orientação sexual que tenha sido confirmado por especialistas ou testes externos. Kinsey não conseguiu achar um. O Dr. Pomeroy também não conseguiu achar tal paciente. Ficaríamos felizes de ter um do Dr. Hatterer” (Tripp & Hatterer 1971). Eles não mencionaram a resposta do Dr. Hatterer:

“Tenho curado muitos homossexuais, Dr. Tripp. O Dr. Pomeroy ou qualquer outro pesquisador pode examinar meu trabalho, pois está todo documentado em 10 anos de fitas gravadas. Muitos desses pacientes ‘curados’ (prefiro usar a palavra ‘mudados’) se casaram, tiveram famílias e vivem uma vida feliz.

O mito “uma vez homossexual, sempre homossexual” é destrutivo. Além disso, não só eu, mas também outros renomados psiquiatras (Dr. Samuel B. Hadden, Dr. Lionel Ovesey, Dr. Charles Socarides, Dr. Harold Lief, Dr. Irving Bieber, e outros) têm registrado seus tratamentos bem sucedidos dos homossexuais tratáveis” (Tripp & Hatterer 1971).

Muitos terapeutas têm escrito extensivamente sobre os resultados positivos da terapia para a atração pelo mesmo sexo. Tripp escolheu ignorar a grande quantidade de literatura sobre o tratamento e pesquisas de terapeutas. As análises do tratamento para a atração indesejada pelo mesmo sexo mostram que esse tratamento tem tanto êxito quanto o tratamento para problemas psicológicos semelhantes: quase 30% experimentam libertação dos sintomas e outros 30% experimentam melhora. (Bieber 1962; Clippinger 1974; Fine 1987; Kaye 1967; MacIntosh 1994; Marmor 1965; Nicolosi 1998; Rogers 1976; Satinover 1996; Throckmorton; West ).

Os relatos de terapeutas individuais têm sido igualmente positivos. (Barnhouse 1977; Bergler 1962; Bieber 1979; Cappon 1960; Caprio 1954; Ellis 1956; Hadden 1958; Hadden 1967b; Hadfield 1958; Hatterer 1970; Kronemeyer 1989). Isso é só uma amostra representativa dos terapeutas que relatam resultados bem sucedidos no tratamento de pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo.

Há também muitos relatos autobiográficos de homens e mulheres que uma vez criam estar irremediavelmente destinados à conduta e atração pelo mesmo sexo. Muitos desses homens e mulheres (Exodus 1990-2000) agora se descrevem como livres da conduta, fantasias e atração pelo mesmo sexo. A maioria dessas pessoas se libertou participando de grupos de apoio de natureza religiosa, embora alguns também tivessem recorrido a terapeutas.
Infelizmente, muitos indivíduos influentes e grupos profissionais ignoram essa evidência (APA 1997; Herek 1991) e parece haver uma campanha unida por parte dos “apologistas homossexuais” para negar a eficácia do tratamento da atração pelo mesmo sexo ou afirmar que tal tratamento é prejudicial.
Barnhouse expressou estar surpreso com essas campanhas: “A distorção da realidade inerente no fato de que os apologistas homossexuais negam que a atração pelo mesmo sexo seja curável é tão imensa que ficamos pensando qual é a motivação por trás disso” (Barnhouse 1977).

O Dr. Robert Spitzer, renomado pesquisador psiquiátrico da Universidade de Columbia, esteve diretamente envolvido na decisão de 1973 de remover o homossexualismo da lista de desordens mentais da Associação Psiquiátrica Americana (APA). Recentemente, ele se envolveu em pesquisa sobre a possibilidade de mudança. O Dr. Spitzer declarou numa entrevista: “Estou convencido de que muitas pessoas fizeram mudanças substanciais para se tornarem heterossexuais… Acho que isso é notícia… Cheguei cético a esse estudo. Mas agora afirmo que há evidências que podem sustentar essas mudanças”. (NARTH 2000)

6) As metas

Aqueles que afirmam que a mudança da orientação sexual é impossível, geralmente definem a mudança como libertação total e permanente de toda conduta, fantasias ou atração homossexual numa pessoa que anteriormente tinha sido homossexual em conduta e atração (Tripp 1971). Até mesmo quando se define mudança de acordo com esse método extremo, a afirmação não é verdadeira. Numerosos estudos relatam casos de total mudança. (Goetz 1997).
Aqueles que negam a possibilidade de total mudança confessam que a mudança de conduta é possível (Coleman 1978; Herron 1982) e que os indivíduos que estiveram sexualmente envolvidos com ambos os sexos parecem mais propensos a mudar (Acosta 1975). Uma leitura cuidadosa dos artigos que se opõem à terapia de mudança revela que os autores que vêem a terapia de mudança como não ética (Davison 1982; Gittings 1973) têm essa opinião porque eles vêem tal terapia como opressiva para aqueles que não querem mudar (Begelman 1975; 1977; Murphy 1992; Sleek 1997; Smith 1988) e vêem aqueles indivíduos com atração pelo mesmo sexo que expressam desejo de mudar como vítimas da sociedade ou opressão religiosa (Begelman 1977; Silverstein 1972).

Deve-se observar que quase sem exceção aqueles que consideram tal terapia como não ética também rejeitam a abstinência da atividade sexual fora do casamento como meta mínima (Barrett 1996). Entre os terapeutas que aceitam os atos homossexuais como normais, muitos não vêem nada de errado com a infidelidade nos relacionamentos selados por compromisso (Nelson 1982), encontros sexuais anônimos, promiscuidade sexual geral, auto-erotismo (Saghir 1973), sadomasoquismo e várias parafilias. Alguns até apóiam uma diminuição das restrições no sexo entre adultos e menores (Mirkin 1999) ou negam o impacto psicológico negativo do abuso sexual contra as crianças (Rind 1998; Smith 1988).

Alguns dos que consideram a terapia como não ética também contestam as teorias há muito aceitas de desenvolvimento infantil (Davison 1982; Menvielle 1998). Esses tendem a culpar a opressão da sociedade pelos problemas inegáveis que os adolescentes e os adultos homossexualmente ativos sofrem. Deve-se avaliar todas as conclusões de pesquisas à luz dos preconceitos que os pesquisadores trazem para seus projetos. Quando a pesquisa se inspira em agendas políticas confessas, seu valor é seriamente reduzido.

Deve-se indicar que os católicos não podem apoiar formas de terapia que incentivam os clientes a substituir uma forma de pecado sexual por outra (Schwartz 1984). Alguns terapeutas, por exemplo, não consideram um cliente “curado” até que ele consiga se envolver bem em atividade sexual com o sexo oposto, ainda que o cliente seja solteiro (Masters 1979). Outros incentivavam os clientes a se masturbar usando imagens do sexo oposto (Blitch 1972; Conrad 1976).

Para o católico que sente atração pelo mesmo sexo, a meta da terapia deve ser libertação para viver de modo casto de acordo com o próprio estilo de vida pessoal. Alguns daqueles que enfrentam lutas com a atração pelo mesmo sexo crêem que eles são chamados para uma vida de celibato. Mas não se deve fazê-los sentir que eles não conseguiram alcançar a libertação, só porque eles não experimentam desejos pelo sexo oposto. Outros desejam casar e ter filhos. Há todo motivo para esperar que muitos, com o tempo, poderão alcançar essa meta. Eles não devem, porém, ser incentivados a entrar apressadamente no casamento, pois há ampla evidência de que o casamento não é cura para a atração pelo mesmo sexo.

Com o poder da graça, os sacramentos, o apoio da comunidade e terapeutas experientes, a pessoa determinada terá condições de alcançar a libertação interior que Cristo promete.

Os terapeutas experientes poderão ajudar as pessoas a descobrirem e entenderem as causas do trauma emocional que deram origem à sua atração pelo mesmo sexo e então trabalharem em terapia para solucionarem seu sofrimento.

Os homens que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes descobrem o modo como sua identidade masculina foi afetada negativamente por sentimentos de rejeição por parte dos pais ou colegas ou uma imagem negativa do próprio corpo físico que resultam em tristeza, revolta e insegurança. À medida que esse sofrimento é curado através da terapia, a identidade masculina é fortalecida e a atração pelo mesmo sexo diminui.

As mulheres que sentem atração pelo mesmo sexo poderão descobrir como os conflitos com os pais ou outros homens importantes as levaram a não confiar no amor masculino ou como a falta de afeição maternal as levou a ansiar profundamente o amor feminino.

Espera-se que a descoberta das causas da revolta e tristeza as conduza ao perdão e à libertação. Tudo isso leva tempo. Nesse aspecto, as pessoas que sofrem de atração pelo mesmo sexo não são diferentes dos muitos outros homens e mulheres que sofrem emocionalmente e precisam aprender a perdoar.

Os terapeutas católicos que trabalham com pessoas católicas devem ser livres para usar a riqueza da espiritualidade católica nesse processo de cura. Aqueles que sofrem feridas emocionais causadas pelo pai podem ser incentivados a desenvolver seu relacionamento com Deus como um pai amoroso. Aqueles que foram rejeitados ou ridicularizados pelos colegas na infância podem meditar em Jesus como irmão, amigo e protetor.

Há toda razão para se ter esperança que com o tempo aqueles que buscam libertação a encontrarão, mas devemos reconhecer quando incentivamos as pessoas a ter esperança, que há algumas que não alcançarão suas metas.

Poderemos nos encontrar na mesma posição de um oncologista pediátrico que contou como era no começo do seu trabalho. Ele disse que não havia esperança para as crianças atingidas pelo câncer e que era o dever do médico ajudar os pais a aceitarem o inevitável e não desperdiçarem seus recursos atrás de uma “cura”. Hoje quase 70% dessas crianças se recuperam, mas cada morte deixa a equipe médica com um terrível sentimento de fracasso. À medida que melhorar a prevenção e o tratamento da atração pelo mesmo sexo, as pessoas que ainda enfrentam lutas, mais do que nunca, precisarão de apoio compassivo e sensível.

RECOMENDAÇÕES

1) Ministrando para pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo.

É muito importante, para todo católico que experimenta atração pelo mesmo sexo, saber que há esperança, e que há ajuda. Infelizmente, essa ajuda não é prontamente disponível em todos os lugares. Os grupos de apoio, os terapeutas e os conselheiros espirituais que inequivocamente apóiam o ensino da Igreja são componentes essenciais da ajuda necessária. Já que as noções da sexualidade em nosso país são tão variadas, os clientes que buscam ajuda devem ser cautelosos e verificar se o grupo ou conselheiro apóia os imperativos morais católicos.

Uma das melhores e mais conhecidas agências católicas de apoio é uma organização conhecida como Courage e sua organização filial Encourage.

Embora qualquer tentativa de ensinar a pecaminosidade da conduta homossexual ilícita possa ser saudada com acusações de homofobia, a realidade é que Cristo chama todos para a castidade conforme a situação específica de vida de cada pessoa.

O desejo de a Igreja ajudar todos a viverem de modo casto não é uma forma de condenar os que acham a castidade difícil. Pelo contrário, é a resposta compassiva de uma Igreja que busca imitar Cristo, o Bom Pastor.

É essencial que todo católico que experimenta a atração pelo mesmo sexo tenha acesso fácil aos grupos de apoio, terapeutas e conselheiros espirituais que apóiam inequivocamente o ensino da Igreja e estão preparados para oferecer ajuda da mais elevada qualidade. Em muitos lugares os únicos grupos de apoio disponíveis são dirigidos por cristãos evangélicos ou por pessoas que rejeitam o ensino da Igreja. O fato de que a comunidade católica não está conseguindo suprir as necessidades desse segmento da população é uma omissão séria que não se deve deixar continuar.

É particularmente trágico que Courage que sob a liderança do Pe. John Harvey tem desenvolvido uma excelente e autenticamente católica rede de grupos de apoio, não esteja presente em toda diocese e grande cidade.

Nota: Courage é um apostolado da Igreja Católica Romana para pessoas que tem atração por pessoas do mesmo sexo. É apoiada pelo Pontifico Conselho da  Família,  do Vaticano. Disse o Papa João Paulo II que “Courage está fazendo o trabalho de Deus”. Courage tem uma filial chamada Encourage que trabalha com pais, parentes e amigos de pessoas com tendência homossexual. (http://www.couragerc.net – Email: NYCourage@aol.com)
Pode ser acessado em espanhol: http://www.courage-latino.org/

É bem doloroso ouvir piadas sobre organizações individuais, sob autoridade católica ou diretamente associadas com a Igreja Católica, aconselhando pessoas com a atração pelo mesmo sexo a praticar a fidelidade no relacionamento com o mesmo sexo em vez de incentivá-las a praticar a castidade conforme seu estado de vida.

É muitíssimo importante que os conselheiros ou grupos de apoio ligados à Igreja sejam bem claros sobre a natureza e a formação da atração pelo mesmo sexo. Essa condição não é genética ou biologicamente determinada. Essa condição não é imutável. É enganoso aconselhar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo que é aceitável se envolver em atos sexuais contanto que estes ocorram dentro do contexto de um relacionamento fiel.

Os ensinos da Igreja Católica sobre a moralidade sexual são explicitamente claros e não permitem exceções. Os católicos têm o direito de saber a verdade e aqueles que trabalham com ou para as instituições católicas têm a obrigação de expor essa verdade claramente.

Alguns clérigos, talvez pelo fato de erroneamente crerem que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, têm encorajado as pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo a se identificar com a comunidade gay, publicamente proclamando-se como gays ou lésbicas, mas a viverem de modo casto em sua vida pessoal. Há várias razões por que esse modo de agir é errado:

1) É baseado na idéia incorreta de que a atração pelo mesmo sexo é um aspecto imutável da pessoa e desanima os indivíduos de buscar ajuda;
2) A comunidade gay promove uma ética de conduta sexual que é totalmente antiética aos ensinos católicos sobre a sexualidade e não esconde seu desejo de eliminar a “erotofobia” e o “heterossexismo”. Não há realmente nenhuma maneira de se poder reconciliar a posição que os porta-vozes do movimento gay declaram e a Igreja Católica;
3) Esse modo de agir coloca indivíduos facilmente tentados em lugares que se deve considerar quase ocasiões para o pecado;
4) Cria uma falsa esperança de que a Igreja acabará mudando seu ensino sobre a moralidade sexual.
Os católicos devem, é claro, alcançar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que estão ativamente envolvidos em atos homossexuais e de modo particular os que estão sofrendo de doenças sexualmente transmissíveis.

Devem alcançá-los com amor, esperança e a autentica e inalterável mensagem de libertação do pecado através de Jesus Cristo.

2) O Papel do Padre

É de suprema importância que os padres, quando enfrentarem paroquianos perturbados com a atração pelo mesmo sexo, tenham acesso a informações sólidas e recursos genuinamente benéficos. O padre, porém, deve fazer mais do que simplesmente encaminhar as pessoas a outras agências (Courage e Encourage). Ele está numa posição única de dar assistência espiritual específica para aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo. Ele deve, é claro, ser bem sensível aos intensos sentimentos de insegurança, culpa, vergonha, ira, frustração, tristeza e até mesmo medo nesses indivíduos. Isso não o impede de falar bem claramente sobre os ensinos da Igreja (veja Cat. §2357-2359), a necessidade de perdão e cura na Confissão, a necessidade de evitar ocasiões para o pecado e a necessidade de uma forte vida de oração.

Muitos terapeutas crêem que a fé religiosa desempenha uma parte crucial na recuperação da atração pelo mesmo sexo e de vícios sexuais. Quando uma pessoa confessa fantasias ou atos homossexuais ou atração pelo mesmo sexo, o padre deve estar consciente de que essas manifestações são muitas vezes sintomas de traumas na infância e adolescência, abuso sexual na infância ou necessidades que a criança tem de amor e afirmação do pai do mesmo sexo, necessidades que não foram supridas. A menos que esses problemas secretos sejam tratados diretamente, a pessoa poderá sentir as tentações voltando e cair assim em desespero.

Aqueles que rejeitam os ensinos da Igreja e incentivam os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo a entrar nas chamadas “uniões homossexuais estáveis e amorosas” não conseguem entender que tal arranjo não resolverá esses problemas secretos. Embora deva incentivar esses indivíduos a procurar terapia e a se tornarem membros de um grupo de apoio, o padre deve se lembrar que através do sacramento, ele poderá ajudar penitentes individuais a lidarem não só com o pecado, mas também com as causas da atração pelo mesmo sexo.

A lista seguinte, embora não seja completa, ilustra algumas das maneiras pelas quais o padre poderá ajudar as pessoas com esses problemas que vêm até o Sacramento da Reconciliação:

a) Os indivíduos, com atração pelo mesmo sexo ou que confessaram pecados nessa área, quase sempre carregam um peso de profundo sofrimento emocional, tristeza e ressentimento para com os que os rejeitaram, negligenciaram ou magoaram, inclusive os pais, amigos e estupradores. O primeiro passo para a cura pode ser ajudá-los a perdoar. (Fitzgibbons 1999)

b) As pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes relatam uma longa história de experiências sexuais precoces e trauma sexual (Doll 1992). Os indivíduos que estiveram envolvidos em atividade sexual com outro indivíduo na infância são mais propensos a se tornarem homossexualmente ativos (Stephan 1973; Bell 1981). Muitos jamais contaram a alguém sobre essas experiências (Johnson 1985) e carregam tremenda culpa e vergonha. Em alguns casos, aqueles que foram abusados sexualmente se sentem culpados porque reagiram ao trauma vivenciando sexualmente esses incidentes. O padre poderá delicadamente perguntar sobre experiências na infância, garantindo a esses indivíduos que seus pecados foram perdoados, e ajudá-los a encontrar libertação através do perdão aos outros.

c) As pessoas envolvidas em atividade homossexual poderão também sofrer de vício sexual (Saghir 1973; Beitchman 1991; Goode 1977). Aqueles que se engajaram em formas extremas de conduta sexual ou trocaram sexo por dinheiro têm mais probabilidade de se envolver em atividade homossexual (Saghir 1973). Não é fácil vencer os vícios, assim recorrer à Confissão pode ser um primeiro passo para a libertação. O padre deve lembrar aos penitentes que até os pecados mais extremos nessas áreas podem ser perdoados, incentivando-os a resistir ao desespero e a perseverar, e ao mesmo tempo recomendar grupos de apoio criados para lidar com o vício.

d) Os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo muitas vezes abusam do álcool, drogas de prescrição e drogas ilegais (Fifield 1977; Saghir 1973). Tal abuso poderá enfraquecer a resistência à tentação sexual. O padre poderá recomendar que essas pessoas se tornem membros de um grupo de apoio que trata desses problemas.

e) O desespero e pensamentos de suicídio são também freqüentemente parte da vida de uma pessoa perturbada com a atração pelo mesmo sexo. (Beitchman 1991; Herrell 1999; Fergusson 1999) O padre poderá assegurar ao penitente que há toda razão para se ter esperança de que a situação mudará e que Deus os ama e quer que eles vivam uma vida plena e feliz. Repetimos o que já dissemos antes: perdoar os outros pode ser extremamente útil.

f) Os indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo poderão sofrer de problemas espirituais tais como inveja (Hurst 1980) ou autopiedade (Van den Aardweg, 1969). É importante que a pessoa que experimenta a atração pelo mesmo sexo não seja tratada como se as tentações sexuais fossem seu único problema.

g) A maioria esmagadora dos homens e mulheres que experimentam a atração pelo mesmo sexo relatam um relacionamento bem insatisfatório com o pai ( notas 17 a 23). O padre, como uma figura paterna amorosa e acolhedora, poderá mediante o sacramento começar o trabalho de consertar os danos e facilitar um relacionamento de cura com Deus Pai.

O padre precisa estar consciente da profundidade da cura que precisam essas pessoas que sofrem de sérios conflitos internos. Ele precisa ser fonte de esperança para os desesperados, perdão para os que erram, força para os fracos, ânimo para os corações desanimados e às vezes uma figura paterna amorosa para os emocionalmente feridos. Em resumo, ele deve ser Jesus para esses amados filhos de Deus que se acham nas situações mais difíceis. Ele deve ser pastoralmente sensível, mas deve também ser pastoralmente firme, imitando, como sempre, o Jesus compassivo que curava e perdoava setenta vezes sete, mas sempre lembrava: “Vá e não cometa mais esse pecado”.

3) Os Profissionais Médicos Católicos

Os pediatras precisam conhecer os sintomas da Desordem de Identidade de Gênero (DIG) e o problema crônico da falta de masculinidade na infância. Quando é identificado e tratado logo no começo, há toda razão para se ter a esperança de que se possa resolver o problema com sucesso (Zucker 1995; Newman 1976).

Embora o motivo principal para tratar crianças seja aliviar sua infelicidade do momento (Newman 1976; Bradley 1998; Bates 1974), o tratamento da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade na infância podem impedir o desenvolvimento da atração pelo mesmo sexo e os problemas ligados à atividade homossexual na adolescência e vida adulta.

A maioria dos pais não quer que seu filho se envolva na conduta homossexual, mas os pais de filhos em risco muitas vezes hesitam buscar tratamento (Zucker 1995; Newman 1976). Mas há algo que pode ajudar a vencer sua oposição à terapia: informá-los de que 75% das crianças que exibem os sintomas da DIG e do problema crônico de falta de masculinidade na infância experimentarão a atração pelo mesmo sexo, se não houver nenhuma intervenção (Bradley 1998). É preciso informá-los também dos riscos ligados à atividade homossexual. (Garafalo 1998; Osmond1994; Stall 1988b; Rotello 1997; Signorille 1997).
A cooperação dos pais é extremamente importante para que a intervenção na infância tenha sucesso. Os pediatras devem se familiarizar com a literatura sobre tratamento. George Rekers escreveu vários livros sobre o assunto (Rekers 1988). Zucker e Bradley fazem uma análise abrangente da literatura em seu livro “Gender Identity Disorder and Psychosexual Problems in Children and Adolescents” (1995), bem como de muitos casos individuais registrados e recomendações de tratamento.

Ao encontrarem pacientes com doenças sexualmente transmissíveis adquiridas através da atividade homossexual, os médicos poderão informar aos pacientes da disponibilidade de terapia psicológica e grupos de apoio, e de que aproximadamente 30% dos clientes motivados conseguem alcançar uma mudança em sua orientação sexual. Em termos de prevenção de doenças, outros 30% conseguem permanecer celibatários ou eliminar as condutas de alto risco. Eles devem também questionar esses pacientes sobre o abuso de álcool e drogas, e recomendar tratamento quando for conveniente, já que muitos estudos associam ao abuso de drogas a infecção de doenças sexualmente transmissíveis (Mulry 1994).

Até mesmo antes da epidemia da AIDS, um estudo de homens que tinham relações sexuais com homens revelou que 63% haviam contraído doenças sexualmente transmissíveis através da atividade homossexual (Bell 1978).
Apesar de todas as campanhas educativas sobre a AIDS, os epidemiologistas prevêem que para o futuro próximo 50% dos homens que têm relações sexuais com homens terão o HIV. (Hoover 1991; Morris 1994; Rotello 1997). Eles também correm o risco de pegar sífilis, gonorréia, hepatite A, B, C, HPV e muitas outras doenças.

Os profissionais de saúde mental devem se familiarizar com as obras de terapeutas que tiveram sucesso no tratamento de indivíduos que experimentavam a atração pelo mesmo sexo. Pelo fato de que essa atração não tem origem numa única causa, pessoas diferentes poderão precisar de diferentes tipos de tratamento. Uma opção que se deveria considerar também é combinar a terapia incentivando o paciente a se tornar membro de um grupo de apoio.

4) Os Professores nas Instituições Católicas

Os professores nas instituições católicas têm o dever de defender os ensinos da Igreja sobre a moralidade sexual, de se opor a informações falsas sobre a atração pelo mesmo sexo e de informar os adolescentes em risco ou já homossexualmente envolvidos da disponibilidade de ajuda. Eles devem continuar a resistir à pressão de incluir informações sobre a camisinha no currículo para favorecer os adolescentes homossexualmente ativos.
Numerosos estudos têm revelado que informações sobre a camisinha são ineficazes na prevenção da transmissão de doenças na população de risco (Stall 1988a; Calabrese 1987; Hoover 1991).

Os ativistas dos direitos dos gays têm insistido em que os adolescentes em risco sejam entregues a grupos de apoio que os ajudarão a assumir sua homossexualidade. Não há evidência de que a participação nesses grupos impeça as conseqüências negativas de longo prazo ligadas à atividade homossexual. Tais grupos com certeza não incentivarão os adolescentes a evitar o pecado nem os animarão a viver de modo casto de acordo com seu estado de vida.

Deve-se levar a sério os sintomas da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade nos meninos. As crianças em risco, porém, precisam de ajuda especial, de modo particular as que foram vítimas de abuso sexual na infância. Os educadores também têm o dever de parar de provocar e ridicularizar as crianças que não vivem conforme as normas sexuais. É necessário criar e suprir recursos para professores em instituições católicas, programas CCD e outras instituições. Esses recursos devem educar os professores, suprir planos de lições e estratégias para lidar com a questão da ridicularização das crianças em risco..

5) As Famílias Católicas

Quando pais católicos descobrem que seu filho ou filha está experimentando a atração pelo mesmo sexo ou está envolvido em atividade homossexual, eles muitas vezes se sentem devastados. Temendo pela saúde, felicidade e salvação da criança, os pais geralmente ficam aliviados quando são informados de que é possível tratar e prevenir a atração pelo mesmo sexo. Eles poderão procurar o apoio de outros pais na organização Encourage. Eles também precisarão compartilhar seus problemas com amigos e famílias amorosas.

Os pais devem ser informados dos sintomas da Desordem de Identidade de Gênero e da prevenção dos problemas de identidade de gênero. Eles também devem ser incentivados a levar esses sintomas a sério e encaminhar os filhos com problemas de identidade de gênero a profissionais de saúde mental qualificados e moralmente preparados.

6) A Comunidade Católica

Havia uma época no passado não muito distante em que a gravidez fora do casamento recebia críticas e duras. A legalização do aborto [nos EUA] forçou a Igreja a confrontar essa questão e suprir um ministério ativo para as mulheres que estavam passando por uma gravidez “indesejada” e para as mulheres com experiências de trauma pós-aborto. Em poucos anos, a abordagem das dioceses, paróquias individuais e os fiéis católicos foi transformada e hoje a verdadeira caridade cristã é a norma, em vez de exceção. Do mesmo modo, as atitudes para com a atração pelo mesmo sexo poderão ser transformadas, contanto que cada instituição católica faça sua parte.

Aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que se engajam em conduta homossexual e suas famílias muitas vezes se sentem excluídos da preocupação amorosa da comunidade católica. Uma das maneiras de mostrar para essas famílias que a comunidade se importa com elas é oferecer, como parte das intenções durante a missa, orações pelos indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo e por suas famílias.
Os membros dos meios de comunicação católicos precisam ser informados sobre a atração pelo mesmo sexo, sobre os ensinos da Igreja e sobre os recursos para a prevenção e o tratamento. Deve-se desenvolver e distribuir, a partir das próprias igrejas, panfletos e outros materiais que expressam claramente o ensino da Igreja e dão informações sobre recursos para aqueles que estão em necessidade imediata nessa área.

Quando um membro dos meios de comunicação católicos, um professor numa instituição católica ou um padre faz declarações inexatas sobre o ensino da Igreja ou dá a impressão de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, os leigos poderão oferecer informações com o objetivo de corrigir esses mal entendidos.

7) Os Bispos

A Associação Médica Católica reconhece a responsabilidade que o bispo diocesano tem de fiscalizar a ortodoxia do ensino dentro de sua diocese. Com certeza isso inclui instrução clara sobre a natureza e propósito das relações sexuais íntimas entre os indivíduos e a pecaminosidade das relações impróprias. A AMC espera trabalhar com bispos e padres para auxiliar a estabelecer adequados grupos de apoio e modelos terapêuticos para aqueles que lutam com a atração pelo mesmo sexo. Embora vejamos os programas Courage e Encourage como bem úteis e valiosos e os promovamos ativamente, estamos certos de que há outros tipos de apoio e estamos dispostos a trabalhar com qualquer programa psicológica, espiritual e moralmente bom.

8) Esperança

O Dr. Jeffrey Satinover escreveu de sua vasta experiência com clientes que experimentam a atração pelo mesmo sexo:
“Tenho tido a felicidade extraordinária de encontrar muitas pessoas que saíram do estilo de vida gay. Quando vejo as dificuldades pessoais, a clara coragem que eles mostram não só para enfrentar essas dificuldades, mas também para confrontar uma cultura que usa todos os meios possíveis para negar a validade de seus valores, metas e experiências, fico verdadeiramente admirado… São essas pessoas – ex-homossexuais e aqueles que ainda estão lutando, em todos os lugares dos EUA e em outros países – que permanecem para mim como um modelo de tudo o que é bom e possível num mundo que leva a sério o coração humano, e o Deus desse coração. Em minhas várias pesquisas no mundo da psicanálise, psicoterapia e psiquiatria, realmente nunca antes vi tal profunda cura”. (Satinover 1996)

Aqueles que desejam se libertar da atração pelo mesmo sexo freqüentemente recorrem primeiro à Igreja. A AMC quer se certificar de que eles encontrem a ajuda e esperança que estão buscando. Há toda razão para se ter esperança de que todo indivíduo que experimenta a atração pelo mesmo sexo, que busca a ajuda da Igreja, poderá encontrar a libertação da conduta homossexual e muitos encontrarão muito mais, mas eles virão só se virem amor em nossas palavras e atitudes.

Se os profissionais médicos católicos no passado não conseguiram suprir as necessidades dessa população cliente, se eles não conseguiram trabalhar diligentemente para desenvolver terapias eficientes de prevenção e tratamento ou se eles não conseguiram tratar clientes que experimentavam esses problemas com o respeito devido a cada pessoa, pedimos perdão.
A Associação Médica Católica reconhece que os profissionais da área da saúde têm o dever especial nessa área e espera que essa declaração os ajude a cumprir esse dever conforme os princípios da fé católica.

A pesquisa mencionada neste relatório foi obtida de uma ampla variedade de fontes. Na maioria dos casos, poderia-se citar numerosas outras fontes. Para os que desejam fazer um estudo profundo das questões levantadas, pode-se obter uma bibliografia abrangente pela Internet junto com análises da literatura que vem ao caso.

Deve-se indicar que muitos dos autores citados não aceitam o ensino da Igreja sobre a natureza intrinsecamente anormal dos atos homossexuais.

Não fizemos nenhum esforço para distinguir entre os que aceitam e os que não aceitam, já que os que favorecem a prevenção e o tratamento e os que apóiam a terapia de aceitação do estilo de vida gay apresentam relatórios de casos e evidência estatística essencialmente coerentes, diferindo só na interpretação e relevância da evidência”.

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* Afirmar a Heterossexualidade não é preconceito, é afirmar a natureza humana criada por Deus.

terça-feira, dezembro 15th, 2009

O recente  debate no Parlamento da Argentina sobre a possibilidade de modificar o Código Civil para que pares do mesmo sexo possam contrair casamento moveu a Comissão Executiva do Episcopado reafirmar a postura eclesial sobre o matrimônio.

Diante do debate legislativo, os bispos manifestam, em primeiro lugar, que “o matrimônio, como união estável entre o homem e a mulher, que em sua diversidade se complementam para a transmissão e cuidado da vida, é um bem ao desenvolvimento humano e da sociedade”.

Portanto, afirmam, “não estamos diante de um fato privado ou uma opção religiosa, mas ante uma realidade que tem sua raiz na própria natureza do ser humano, que é varão e mulher”.

Este fato, acrescentam, “em sua diversidade e reciprocidade, converte-se inclusive no fundamento de uma sadia e necessária educação sexual”.

“Não seria possível educar a sexualidade de um menino ou de uma menina –sublinham– sem uma ideia clara do significado ou linguagem sexual de seu corpo. Estes aspectos que se referem à diversidade sexual, como o nascimento da vida, sempre foram tidos em conta como fonte legislativa na hora de definir a essência e finalidade do matrimônio.

No matrimônio encontram-se e realizam-se tanto as pessoas em sua liberdade, como a origem e o cuidado da vida”.

Para os bispos, as afirmações anteriores não devem ser consideradas “como um limite que desqualifica, mas como a exigência de uma realidade que, por sua própria índole natural e significado social, deve ser tutelada juridicamente. Estamos diante de uma realidade que antecede o direito positivo e, portanto, é para ele fonte normativa no substancial”.

“Afirmar a heterossexualidade como requisito para o matrimônio –insistem os bispos– não é discriminar, mas partir de uma nota objetiva que é seu pressuposto. O contrário seria desconhecer sua essência, quer dizer, aquilo que é.”

E recordam, citando o Catecismo da Igreja Católica, que “o matrimônio não e uma instituição puramente humana, apesar das numerosas variações que têm sofrido ao longo dos séculos nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Estas diversidades não devem fazer esquecer seus traços comuns e permanentes”.

“O matrimônio se funda na união complementar do varão e da mulher –afirmam– , cujas naturezas se enriquecem com a contribuição dessa diversidade radical. A realidade nos mostra que toda consideração física, psicológica e afetiva dos sexos é expressão dessa diversidade, que, ademais, não se explica em um sentido antagônico, mas de complemento mútuo”.

E recordam que a nova realidade formada pelo varão e a mulher, a família, “‘desde os inícios da humanidade foi protegida pelas sociedades civilizadas, com a instituição do matrimônio”.

Confirma essa realidade, indicam os bispos, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que exige “reconhecer o direito do homem e da mulher a contrair matrimônio e a formar uma família”.

Os bispos recordam que é “responsabilidade de todos proteger este bem da humanidade”.

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* Mudança na lei da “Homofobia” que previa prisão a quem falasse contra a homossexualidade.

sexta-feira, novembro 6th, 2009

A relatora da proposta que torna crime a discriminação contra homossexuais, senadora Fátima Cleide (PT-RO), apresentou esta semana na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) uma versão em que ameniza o teor do chamado PL da Homofobia.

Na tentativa de demover a resistência de parlamentares ligados aos segmentos religiosos, Fátima enxugou substancialmente o texto anterior e excluiu qualquer menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, termos substituídos pela expressão “orientação sexual”.

Os 12 artigos previstos no texto original foram reduzidos a quatro. O artigo oitavo, que previa a livre manifestação da afetividade ao universo LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) foi simplificado com a retirada do detalhamento da escolha sexual. Além de encurtar a proposta, o novo texto também veda a discriminação de idosos e deficientes físicos, práticas já passíveis de punições em outras leis.

As alterações feitas pela relatora dividem entidades do campo LGBT, mas foram recebidas com simpatia pelo principal opositor ao projeto no Senado, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Ele sinaliza a possibilidade de um acordo, mas pede mais tempo para discutir o assunto. A relatora, entretanto, defende que o texto seja votado pela comissão ainda este ano.

O novo texto tira o caráter específico do projeto, que havia sido concebido exatamente para defender os direitos do público LGBT, que não conta com uma lei exclusiva para assegurar sua liberdade. A nova versão também reduz as punições previstas. Os acusados de discriminação ou preconceito estarão sujeitos a reclusão de um a três anos em caso de impedir acesso a bares restaurantes ou locais semelhantes e abertos. O projeto original, o PL 122/06, previa reclusão de um a cinco anos.

O substitutivo apresentado amplia as leis que já proíbem a discriminação – mas que hoje se restringem a raça, cor, etnia, religião e procedência nacional. Ele passa a tipificar também como crime o preconceito por “gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.

“Congresso homofóbico”

Fátima Cleide ( foto)admite ter cedido às manifestações dos parlamentares contrários para fazer as mudanças no novo texto, mas diz que não havia outra saída. Segundo ela, as alterações demonstram sua boa vontade para retomar o assunto.

“Não é possível que essa proposta continue parada com o novo texto. Se isso ocorrer, a sociedade pode falar com tranquilidade que o Congresso é homofóbico”, diz a senadora. “O projeto foi encurtado, mas não perde em nada na aplicabilidade e garantia dos direitos de quem sofre preconceito”, defende a petista.

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado deverá realizar uma última audiência pública, a pedido de Marcelo Crivella, antes de apreciar o novo texto da relatora. “Estamos articulando o debate com as entidades religiosas. As mudanças poderão ajudar. Mas ainda é preciso construir um consenso”, argumenta o senador. Devem participar do encontro, que ainda não tem data marcada, representantes de segmentos religiosos, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Resistência religiosa

Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho do fundador da entidade, Edir Macedo, Crivella é taxativo ao dizer que os debates sobre o novo texto na comissão ainda devem se prolongar.

“Estamos empenhados em coibir a discriminação contra o homem. Agora, não vamos deixar de manifestar a posição da igreja. Da forma como o texto inicial foi apresentado, não dava para votar”, avalia. “O projeto só passou na Câmara porque era uma sessão de quinta-feira com plenário esvaziado”, completa.

O principal argumento apresentado pelos segmentos religiosos é que o projeto vai contra as liberdades individuais. Crivella alega que a proposta fere o direito de liberdade de culto, expressão, fé e opinião, uma vez que o assunto é tema recorrente em cultos religiosos. Com a aprovação da lei, pastores e padres ficam impedidos de fazer qualquer observação discriminatória contra o público LGBT, por exemplo.

De acordo com a relatora na CAS, o texto ainda tem um longo caminho de tramitação no Congresso até virar lei. Caso seja aprovado pelo colegiado, será enviado para a Comissão de Direitos Humanos antes de seguir para o plenário. Como tende a ser modificado pelos senadores, o projeto deve retornar à Câmara, onde foi aprovado em 2006. A proposta original é de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP).

Fonte: Último minuto

***

A Igreja não é, e nunca será, a favor do preconceito contra pessoas que tem essa “opção” sexual,porém como a lei estava sendo formulada desrespeitando outros direitos, como a livre expressão e a pregação da palavra de Deus.

Em hipótese nenhuma a perseguição, o assassinato e outras manifestações intransigentes de “combate” a homossexualidade são aceitáveis,mesmo na defesa da verdade, que seria assim mortalmente atingida pelos meios intoleráveis que comprometeriam o seu licito fim de afirmação da verdade de Deus sobre o homem.

Afirma-se,com muita segurança, a heterossexualidade como sendo o designio original de Deus,confirmado de forma inquestionável pela lei natural;àqueles que não se sentem felizes com essa “opção” a Igreja apresenta a boa nova de Jesus Cristo capaz de oferecer um novo sentido para suas vidas.

O suposto preconceito propalado pela midia por parte da Igreja em relação a esse tema,na verdade é apenas o conceito que – em comunhão com outras expressões religiosas e com inúmeros setores da sociedade- é acreditado e defendido pela fé cristã,sem significar o desrespeito a outras opiniões sobre o assunto nem o direito que as pessoas tem de conduzir suas vidas segundo seus valores,sejam eles quais forem.

Apenas pensamos diferente,defendemos nossa opinião e anunciamos a todos a esperança de uma vida nova diante da inevitabilidade como o tema,pleno de ideologia e,sim, de preconceito contra os que não querem essa vivência para suas vidas, é apresentado.

***

- À proposito do tema, veja essa notícia vinda da Argentina:

Advogados católicos se pronunciam contrários à lei que legalizaria “matrimônio” homossexual

A Corporação de Advogados Católicos (Argentina), denunciou os projetos de lei que pretendem legalizar o” matrimônio “homossexual no país e explicou que “o requisito que exige nossa lei civil de acordo ao qual o matrimônio deve ser celebrado entre um homem e uma mulher, não pode ser modificado por legislador algum”.

No comunicado que responde aos dois projetos de lei que se debate na Câmara de Deputados, os advogados recordam que “o matrimônio é uma instituição da ordem natural, que existe gravada na mente e no coração dos homens; ou seja, que é própria da natureza humana, apoiada na natureza sexuada do homem, que está orientada à fecundação e a diferenciação sexual a complementaridade, encontrando a mesma orientada ao serviço da intercomunicação inter-pessoal, e dessa maneira, à perfeição dos integrantes do casal”.

“A mesma natureza impele a que se estabeleça certa sociedade entre o homem e a mulher, e nisso consiste o matrimônio, existindo uma abismal diferencia com a união de duas pessoas do mesmo sexo, na qual fica excluída a geração em forma natural”, adicionam.

Do mesmo modo, afirmam que “resulta sem dúvida errôneo qualificar de injusta discriminação o fato de não admitir a celebração do matrimônio entre duas pessoas de igual sexo, pois em tal caso a discriminação tem fundamento e se justifica, dada a essencial disparidade existente entre esse suposto e o do casal heterossexual”.

“Por outra parte –indicam– neste caso tampouco se violou a garantia de igualdade ante a lei, que implica gozar de iguais direitos nas mesmas circunstâncias, já que não se pode afirmar que sejam iguais as circunstâncias dos casais heterossexuais unidos em matrimônio, um de cujos fins naturais é a procriação, e quem, por ser do mesmo sexo, não podem procriar”.

“Outorgar a estas últimas o direito a contrair matrimônio constituiria em boa parte um contra-sentido básico, além de uma perda do perfil da instituição matrimonial, que não interessa à sociedade promover”, concluem.

Fonte : ACI

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* Itália rejeita “orientação sexual” em projeto de lei anti-preconceito

quarta-feira, outubro 28th, 2009

O Parlamento italiano rejeitou uma tentativa de grupos homossexuais estabelecerem a “orientação sexual” como uma categoria privilegiada nas leis anti-preconceito. A medida foi derrotada por um voto de 285 contra 222.

Os oponentes haviam argumentado que a mudança no código penal teria produzido desigualdades, aliás, discriminações reversas.

O político Rocco Buttiglione disse que os homossexuais estão protegidos sob a lei do mesmo jeito que todos os outros cidadãos e disse que a derrota do projeto de lei é uma vitória para “o princípio da igualdade de todos os cidadãos — um princípio consagrado em nossa constituição”.

Isabella Bertolini, legisladora e membro do partido do governo de Silvio Berlusconi que havia se oposto á morte de Eluana Englaro por ordem de um tribunal no ano passado, disse que a tentativa de se instituir uma “inerente orientação sexual” no código penal é “claramente inconstitucional” e “provavelmente provocará graves problemas e graves discriminações”.

O conceito, disse ela, é “fruto das idéias relativistas” que estão crescendo na Itália e “produziria uma diferença substancial no tratamento de homossexuais e transexuais diante da lei”. O projeto de lei teria criado uma situação legal em que um ato de violência seria considerado mais grave se a vítima fosse homossexual. “Isso é incompreensível”, disse Bertolini.

Bertolini avisou, com base na experiência de outros países com semelhantes leis de “orientação sexual”, que se aprovada na Itália, tal lei traria como resultado restrições à liberdade de expressão.

Logo que a expressão orientação sexual for introduzida nos artigos anti-preconceito da lei, ela disse, “Não seria possível as pessoas exercerem o direito de expressar suas opiniões ou críticas” acerca da atividade homossexual, um assunto sério num país predominantemente católico. Além disso, ela alertou que o projeto de lei teria sido “usado como porta de entrada para revolucionar o conceito de casamento, família, adoção e enlouquecer os valores fundamentais que sustentam nossa sociedade”.

A derrota do projeto foi criticada na Organização das Nações Unidas, onde a alta comissária da ONU para os direitos humanos chamou a derrota de “um retrocesso para os direitos humanos”.

“Os gays e as lésbicas merecem plena proteção sob a lei”, disse Navi Pillay, que acrescentou que os governos deveriam fazer leis adicionais especificamente protegendo os homossexuais.

A ministra italiana do bem-estar social, Mariastella Carfagna, disse que farão uma nova lei anti-preconceito que exigirá penas mais pesadas para todos os crimes motivados por “discriminação”, incluindo a categoria de “orientação sexual”.

Atualmente, há na Itália leis anti-preconceito que incluem as categorias de raça, etnia, nacionalidade e religião. A inclusão de “orientação sexual” no código existente tem sido uma meta importante dos grupos homossexuais de pressão política por alguns anos.

Fonte : Pro-Familia

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* Regulação natural de fertilidade fomenta o amor conjugal e a defesa da mulher, afirma perita

quarta-feira, outubro 14th, 2009

A ginecóloga italiana Elena Giachhi, explicou que a regulação natural da natalidade através do Método de Ovulação Billings (MOB) “fomenta o amor conjugal, a unidade da família, o respeito pela mulher e a abertura generosa à acolhida da vida”.

Em sua intervenção como perita no Sínodo dos Bispos da África que se realiza no Vaticano, a Presidenta do “Woomb Itália” (Coordenação Nacional do MOB neste país) explicou que “por sua simplicidade o MOB pode ser utilizado por todos os casais, independentemente do nível de instrução, religião ou estado socioeconômico e aceito não só pelos católicos mas também pelos muçulmanos, os hindus e as pessoas de qualquer credo religioso”.

Giachhi, quem pertence a Centro de Estudos para a Regulação Natural da Fertilidade da Universidade do Sagrado Coração de Roma, disse ademais que “o casal pode administrar sua fertilidade de forma natural, tanto para obter, para evitar a gravidez em todas as situações de vida fértil”.

Este método, disse a perita, contribui ademais a: “promover a família e a procriação responsável no respeito à vida, o amor e a fidelidade conjugal; promover a dignidade da mulher; evitar o recurso à fecundação artificial evitando aos casais pouco férteis conseguir uma gravidez no respeito dos valores éticos; acautelar as enfermidades de transmissão sexual educando aos jovens a uma sexualidade amadurecida que abrange a dimensão espiritual, corporal e psicológica”.

O MOB, concluiu, “pode favorecer a difusão dos valores humanos e cristãos contribuindo ao compromisso pastoral e à evangelização”.

Fonte : ACI

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Entrevista com Psicóloga Censurada.

terça-feira, agosto 11th, 2009
Quem acompanha nosso Blog, conhece a história já publicada em outros posts.Caso queira compreender toda a questão,sugerimos que acesse nosso índice ao lado.

***

Entrevista: Rozângela Alves Justino feita à revista “Veja”

“Homossexuais podem mudar”

A psicóloga repreendida pelo conselho federal por anunciar que muda
a orientação sexual de gays diz que ela é quem está sendo discriminada

Ernani d’Almeida
William R. Voss

“Preciso continuar a atender as
pessoas que voluntariamente desejam
deixar a atração pelo mesmo sexo”

Aceitar as diferenças e entender as variações da sexualidade são traços comuns das sociedades contemporâneas civilizadas. A psicóloga Rozângela Alves Justino, 50, faz exatamente o contrário. Formada em 1981 pelo Centro Universitário Celso Lisboa, do Rio de Janeiro, com especialização em psicologia clínica e escolar, ela considera a homossexualidade um transtorno para o qual oferece terapia de cura. Na semana passada, foi censurada publicamente pelo Conselho Federal de Psicologia (formado, segundo ela, por muitos homossexuais “deliberando em causa própria”) e impedida de aceitar pacientes em busca do “tratamento”. Solteira, dedicada à profissão e fiel da Igreja Batista, Rozângela diz que ouviu um chamado divino num disco de Chico Buarque e compara a militância homossexual ao nazismo. Só se deixa fotografar disfarçada, por se sentir ameaçada, e faz uma defesa veemente de suas opiniões.

A senhora acha que os homossexuais sofrem de algum distúrbio psicológico?

O Conselho Federal de Psicologia não quer que eu fale sobre isso. Estou amordaçada, não posso me pronunciar. O que posso dizer é que eu acho o mesmo que a Organização Mundial de Saúde. Ela fala que existe a orientação sexual egodistônica, que é aquela em que a preferência sexual da pessoa não está em sintonia com o eu dela. Essa pessoa queria que fosse diferente, e a OMS diz que ela pode procurar tratamento para alterar sua preferência. A OMS diz que a homossexualidade pode ser um transtorno, e eu acredito nisso.

“Conheço pessoas que
deixaram as práticas
homossexuais. E isso lhes
trouxe conforto. Perderam
a atração homossexual,
que foi se minimizando. Deixaram de sentir o
desejo por intermédio
da psicoterapia e
por outros meios”

O que é não estar em sintonia com o seu eu, no caso dos homossexuais?

É não estar satisfeito, sentir-se sofrido com o estado homossexual. Normalmente, as pessoas que me procuram para alterar a orientação sexual homossexual são aquelas que estão insatisfeitas. Muitas, depois de uma relação homossexual, sentem-se mal consigo mesmas. Elas podem até sentir alguma forma de prazer no ato sexual, mas depois ficam incomodadas. Aí vão procurar tratamento. Além disso, transtornos sexuais nunca vêm de forma isolada. Muitas pessoas que têm sofrimento sexual também têm um transtorno obsessivo-compulsivo ou um transtorno de preferência sexual, como o sadomasoquismo, em que sentem prazer com uma dor que o outro provoca nelas e que elas provocam no outro. A própria pedofilia, o exibicionismo, o voyeurismo podem vir atrelados ao homossexualismo. E têm tratamento. Quando utilizamos as técnicas para minimizar esses problemas, a questão homossexual fica mínima, acaba regredindo.

Há estudos que mostram que ser gay não é escolha, é uma questão constitutiva da sexualidade. A senhora acha mesmo possível mudar essa condição?

Cada um faz a mudança que deseja na sua vida. Não sou eu a responsável pela mudança. Conheço pessoas que deixaram as práticas homossexuais. E isso lhes trouxe conforto. Conheço gente que também perdeu a atração homossexual. Essa atração foi se minimizando ao longo dos anos. Essas pessoas deixaram de sentir o desejo por intermédio da psicoterapia e por outros meios também. A motivação é o principal fator para mudar o que quiser na vida.

A senhora é heterossexual?

Sou.

Pela sua lógica, seria razoável dizer que, se a senhora quisesse virar homossexual, poderia fazê-lo.

Eu não tenho essa vivência. O que eu observei ao longo destes vinte anos de trabalho foram pessoas que estavam motivadas a deixar a homossexualidade e deixaram. Eu conheço gente que mudou a orientação sem nem precisar de psicólogo. Elas procuraram grupos de ajuda e amigos e conseguiram deixar o comportamento indesejado. Mas, sem dúvida, quem conta com um profissional da área de psicologia tem um conforto maior. Eu sempre digo que é um mimo você ter um psicólogo para ajudá-lo a fazer essa revisão de vida. As pessoas se sentem muito aliviadas.

Esse alívio não seria maior se a senhora as ajudasse a aceitar sua condição sexual?

Esse discurso está por aí, mas não faz parte do grupo de pessoas que eu atendo. Normalmente, elas vêm com um pedido de mudança de vida.

Se um homem entrar no seu consultório e disser que sabe que é gay, sente desejo por outros homens, só precisa de ajuda para assumir perante a família e os amigos, a senhora vai ajudá-lo?

Ele não vai me procurar. Eu escolho os pacientes que vou atender de acordo com minhas possibilidades. Então, um caso como esse, eu encaminharia a outros colegas.

Não é cruel achar que os gays têm alguma coisa errada?

O que eu acho cruel é ser uma profissional que quer ajudar e ser amordaçada, não poder acolher as pessoas que vêm com uma queixa e com um desejo de mudança. Isso é crueldade. Eu estou me sentindo discriminada. Há diversos abaixo-assinados de muitas pessoas que acham que eu preciso continuar a atender quem voluntariamente deseja deixar a atração pelo mesmo sexo.

Por que a senhora acha que o Conselho Federal de Psicologia está errado e a senhora está certa?

Há no conselho muitos homossexuais, e eles estão deliberando em causa própria. O conselho não é do agrado de todos os profissionais. Amanhã ele muda. Eu mesma posso me candidatar e ser presidente do Conselho de Psicologia. Além disso, esse conselho fez aliança com um movimento politicamente organizado que busca a heterodestruição e a desconstrução social através do movimento feminista e do movimento pró-homossexualista, formados por pessoas que trabalham contra as normas e os valores sociais.

Gays existem desde que o mundo é mundo. Aparecem em todas as civilizações. Isso não indica que é um comportamento inerente a uma parcela da humanidade e não deve ser objeto de preconceito?

Olha, eu também estou sendo discriminada. Estou sofrendo preconceito. Será que não precisaria haver mais aceitação da minha pessoa? Há discriminação contra todos. Em 2002, fiz uma pesquisa para verificar as violências que as pessoas costumam sofrer, e o segundo maior número de respostas foi para discriminação e preconceito. As pessoas são discriminadas porque têm cabelo pixaim, porque são negras, porque são gordas. Você nunca foi discriminada?

Não como os gays são.

Não? Nunca ninguém a chamou de nariguda? De dentuça? De magrela? O que quero dizer é que as pessoas que estão homossexuais sofrem discriminação como todas as outras. Eu tenho trabalhado pelos que estão homossexuais. Estar homossexual é um estado. As pessoas são mulheres, são homens, e algumas estão homossexuais.

Isso não é discriminação contra os que são homossexuais e gostam de ser assim?

Isso é o que você está dizendo, não é o que a ciência diz. Não há tratados científicos que digam que eles existem. Eu não rotulo as pessoas, não chamo ninguém de neurótico, de esquizofrênico. Digo que estão esquizofrênicos, que estão depressivos. A homossexualidade é algo que pode passar. Há um livro do autor Claudemiro Soares que mostra que muitas pessoas famosas acreditam que é possível mudar a sexualidade. Entre eles Marta Suplicy, Luiz Mott e até Michel Foucault, todos historicamente ligados à militância gay.

Quantas pessoas a senhora já ajudou a mudar de orientação sexual?

Nunca me preocupei com isso. Psicólogo não está preocupado com números. Eu vou fazer isso a partir de agora. Vou procurar a academia novamente. Vou fazer mestrado e doutorado. Até hoje, eu só me preocupei em acolher pessoas.

O que a senhora faria se tivesse um filho gay?

Eu não teria um filho homossexual. Eu teria um filho. Eu iria escutá-lo e tentaria entender o que aconteceu com ele. Os pais devem orientar os filhos segundo seus conceitos. É um direito dos pais. Olha, eu quero dizer que geralmente as pessoas que vivenciam a homossexualidade gostam muito de mim. E também quero dizer que não sou só eu que defendo essa tese. Apenas estou sendo protagonista neste momento da história.

A senhora se considera uma visionária?

Não. Eu sou uma pessoa comum, talvez a mais simplesinha. Não tenho nenhum desejo de ficar famosa. Nunca almejei ir para a mídia, ser artista, ser fotografada.

A senhora já declarou que a maior parte dos homossexuais é assim porque foi abusada na infância. Em que a senhora se baseou?

É fato que a maioria dos meus pacientes que vivenciam a homossexualidade foi abusada, sim. Enquanto nós conversamos aqui, milhares de crianças são abusadas sexualmente. Os estudos mostram que os abusos, especialmente entre os meninos, são muito comuns. Aquelas brincadeiras entre meninos também podem ser consideradas abusos. O que vemos é que o sadomasoquismo começa aí, porque o menino acaba se acostumando àquelas dores. O homossexualismo também.

A senhora é evangélica. Sua religião não entra em atrito com sua profissão?

Não. Sou evangélica desde 1983. Nos anos 70, aconteceu algo muito estranho na minha vida. Eu comprei um disco do Chico Buarque. De um lado estavam as músicas normais dele. Do outro, em vez de tocar Carolina, vinha um chamamento. Eram todas canções evangélicas. Falavam da criação de Deus e do chamamento da ovelha perdida. Fui tentar trocar o LP e, na loja, vi que todos os discos estavam certinhos, menos o meu. Fiquei pensando se Deus estava falando comigo.

O espírito cristão não requer que os discriminados sejam tratados com maior compreensão ainda?

Se eu não amasse as pessoas que estão homossexuais, jamais trabalharia com elas. Até mesmo os ativistas do movimento pró-homossexualismo reconhecem o meu amor por eles. Sempre os tratei muito bem. Sempre os cumprimentei. Na verdade, eles me admiram.

Por que a senhora se disfarça para ser fotografada?

Um dos motivos é que eu não quero entrar no meu prédio e ter o porteiro e os vizinhos achando que eu tenho algum problema ligado à sexualidade. Além disso, quero ser discreta para proteger a privacidade dos meus pacientes. Por fim, há ativistas que têm muita raiva de mim. Eu recebo vários xingamentos; eles me chamam de velha, feia, demente, idiota. Trabalho num clima de medo, clandestinamente, porque sou muito ameaçada. Aliás, estou fazendo esta entrevista e nem sei se você não está a serviço dos ativistas pró-homossexualimo. Eu estou correndo risco.

“O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Todos os movimentos de desconstrução social estudam o nazismo, porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial”

Que poder exatamente a senhora atribui a esses ativistas pró-homossexualismo?

O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Escrevi um artigo em que mostro que os dois movimentos têm coisas em comum. Todos os movimentos de desconstrução social estudaram o nazismo profundamente, porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial. As políticas públicas pró-homossexualismo querem, por exemplo, criar uma nova raça e eliminar pessoas. Por que hoje um ovo de tartaruga vale mais do que um embrião humano? Por que se fala tanto em leis para assassinar crianças dentro do ventre da mãe? Porque existe uma política de controle de população que tem por objetivo eliminar uma parte significativa da nação brasileira. Quanto mais práticas de liberação sexual, mais doenças sexualmente transmissíveis e mais gente morrendo. Essas políticas públicas todas acabam contribuindo para o extermínio da população. Essas pessoas que estão homossexuais estão ligadas a todo um poder nazista de controle mundial.

Não há certo exagero em comparar a militância homossexual ao nazismo?

Bom, se você acha que isso pode me prejudicar, então tire da entrevista. Mas é a realidade.

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Cadê a Mãe?

domingo, agosto 9th, 2009

Deu no Jornal Diário do Nordeste,de Fortaleza:

O conceito de família hoje é bem diferente do tradicional pai, mãe e filho. Cresce a chamada família homoparental. Nessa configuração, estão tanto os que “saíram do armário” depois do casamento heterossexual quanto os que criam os rebentos do relacionamento anterior e os homossexuais que adotam.

Não há dados nacionais que mostrem o tamanho desse fenômeno. É possível que esteja próximo do patamar americano, no qual 22% dos homossexuais assumidos possuem a guarda de crianças. Contudo, o preconceito ainda é grande e até os gays engajados na causa têm receio de expor seus filhos a algum constrangimento. Para esta reportagem, muitos não quiseram conceder entrevistas, mesmo com a omissão da sua identidade (todos os nomes citados aqui são fictícios).

A própria lei brasileira se mostra preconceituosa em não reconhecer a união entre o mesmo sexo e, muito menos, lhes dá o direito de adotar ou registrar em conjunto uma criança. Mas para Ângelo, seis anos, ele é um sortudo. Afinal, nem toda criança pode dizer que tem três pais: “o do céu, o do coração e o de sangue”. Ele soube dessa realidade com um ano e meio, conforme explicaram seus pais de criação, Normando, 37 anos, e Ítalo, 39. Assim, encontraram um modo para ensiná-lo que fazia parte de uma família diferente.

Normando assume o papel de “pai de coração”. Já Ítalo, “o de sangue”, pois é irmão de quem trouxe a criança ao mundo. Quando Ângelo foi gerado, o pai biológico não tinha maturidade para assumi-lo.

A mãe passou o último mês de gestação na residência do casal Normando e Ítalo. “Na hora do parto, fomos deixá-la e buscá-la no hospital. O garoto é registrado pelos pais legítimos. Mas, na prática, Normando e Ítalo são os responsáveis.

“Ângelo é nosso filho. Dividimos a criação, e ele está em primeiro lugar em nossas vidas. Mas sempre que quer pode estar com a mãe. Moramos na mesma rua”, diz Ítalo. No dia-a-dia, Normando passa mais tempo em casa. Por isso, dedica-se às tarefas domésticas. Dar banho, assistir a desenhos e filmes infantis, além de colocar o filho para dormir, estão entre suas atividades.

Ítalo vai às reuniões de colégio, cobra bom comportamento, as tarefas e notas escolares. Ele até brinca: “Passo mais tempo na rua. Sempre foi assim, já que meu trabalho exige. Por isso, Ângelo prefere me chamar de tio. E porque exijo muito dele, avalio que sente mais amor pelo meu companheiro do que por mim”.


***
A paternidade natural não acontece sem a participação da Mãe.

Antigamente se dizia que pai não é o que gera mas o que cria.Hoje se tenta inverter a ordem natural defendendo que pai não precisa mais gerar mas apenas criar.

Neste dia dos pais se encontram inúmeras reportagens sobre essa “Paternidade” (na internet e na mídia de forma geral)

“Paternidade” que vai contra a lei natural e o plano original de Deus.

A confusão que hoje existe entre o razoavelmente frequente e o normal gera em alguns a sensação de que é certo e natural,quando na verdade não é.

Com todo o respeito…

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Sem crescimento da população crise não findará.

domingo, julho 26th, 2009

Especialista em população comenta a encíclica “Caritas in Veritate”

Para sair da crise econômica é necessário fazer crescer a população, como destacou Bento XVI na Encíclica Caritas in Veritate. Esta opinião é compartilhada por Riccardo Cascioli, presidente do Centro Europeu de Estudos sobre a População, o Ambiente e o Desenvolvimento (CESPAS) e diretor do Departamento de População,

Qual é sua avaliação sobre a encíclica?

– Riccardo Cascioli: Extraordinariamente positiva, porque ao aprofundar no tema da caridade e da verdade na perspectiva econômica e social, enfrenta desde a raiz o tema mais controvertido de nosso tempo: o significado da presença humana sobre a terra, sua tarefa e seu destino. Enquanto no Ocidente se assiste há décadas a ideologias que tendem a desfigurar o homem (a pior das quais é o “humanismo sem Deus”, como recorda o Papa), nesta encíclica o homem – com sua dignidade e sua responsabilidade – volta a colocar-se em seu lugar, no centro da Criação. E se demonstra como a questão antropológica não é um problema filosófico; ao contrário, é determinante para as circunstâncias econômicas e sociais. Está claramente em continuidade com o magistério de Bento XVI, comprometido em revalorizar a razão, faculdade que é específica do homem. Também está em continuidade com João Paulo II, que desde 1997 havia dito claramente que a batalha decisiva do Terceiro Milênio seria precisamente ao redor do homem, cume da Criação.

Os pontos que abordam a crise demográfica e o ambiente são muito inovadores e qualificados. O que pensa a respeito?

– Riccardo Cascioli: É fundamental que tenha dito com tanta clareza que “considerar o aumento da população como causa primeira do subdesenvolvimento é incorreto, também do ponto de vista econômico”. É um ponto decisivo, porque desde os anos 80 em diante as políticas globais – sob os auspícios de organismos das Nações Unidas – se fundamentam sobre o controle da população, considerada como um “fato negativo” para o desenvolvimento e para o ambiente. E também a propósito do ambiente, a Encíclica explicita e mostra na situação atual o que já é patrimônio da Doutrina Social da Igreja e se pode resumir na frase: a natureza é para o homem e o homem é para Deus. “Se esta perspectiva decai – diz a encíclica – o homem acaba, ou por considerar a natureza como um tabu intocável ou, ao contrário, por abusar dela”. Desta forma mostra exatamente a situação esquizofrênica do mundo ocidental secularizado.

O economista Ettore Gotti Tedeschi sustenta que o Papa merece o prêmio Nobel de Economia por ter destacado a relação entre a crise e a queda da natalidade. Qual é seu parecer ao respeito?

– Riccardo Cascioli: Creio que tem toda a razão. Existe verdadeiramente uma crise demográfica, e é a dos países desenvolvidos que há mais de 40 anos têm uma taxa de fertilidade abaixo do índice de substituição geracional. A encíclica nos dá a entender como este é o fator fundamental da crise econômica atual. E a resposta não pode ser apenas “técnica”. Nos últimos anos compreendemos como o desabamento da natalidade incide no problema das pensões, por exemplo, mas este é apenas um aspecto de uma crise muito mais ampla destinada a piorar nos próximos anos. É necessário que os Governos – e os economistas – reflitam sobre este aspecto.

Durante algumas décadas as instituições internacionais sustentaram que para favorecer o desenvolvimento era necessário reduzir os nascimentos. Quais foram os resultados destas políticas?

– Riccardo Cascioli: Atualmente há muitos países em via de desenvolvimento cuja taxa de fertilidade desceu para baixo do índice de substituição geracional. Em geral todos os países do mundo – salvo raríssimas exceções – experimentaram uma drástica diminuição dos nascimentos nas últimas décadas. Mas nenhum país saiu da pobreza e do subdesenvolvimento graças a estas políticas. Ao contrário, para se controlar os nascimentos se desviaram importantes recursos necessários para promover verdadeiros projetos de desenvolvimento. Também, a aplicação selvagem destas políticas – como é o caso da China, Índia e outros países asiáticos – provocou graves desequilíbrios sociais, dos quais o desaparecimento de cem milhões de mulheres (por motivos culturais se aborta mais fetos de meninas que de meninos, N. do T.) é apenas o aspecto que causa mais impacto. Não é casualidade que esta encíclica não utilize o conceito de “desenvolvimento sustentável”, cujo fundamento é precisamente a visão negativa da população. É um aspecto importante, porque inclusive alguns ambientes católicos pressionam para que haja uma adequação à ideologia da “sustentabilidade”.

Ao contrário do que se sustentam inclusive em certos ambientes católicos, segundo os quais para salvar o planeta teria de reduzir o desenvolvimento e o crescimento demográfico – daí as teorias sobre o decrescimento –, a Encíclica Caritas in Veritate explica que o desenvolvimento é uma “vocação” a ser apoiada para o bem comum e que não há desenvolvimento sem crescimento demográfico. O que acha?

– Riccardo Cascioli: Também aqui a Encíclica traz clareza e descarta muitos conformismos. O desenvolvimento – entendido como desenvolvimento integral da pessoa e dos povos – é nossa vocação de homens. E a isto devemos tender. O decrescimento não é um valor e tampouco sair da economia. O verdadeiro desafio é tomar as dimensões fundamentais do desenvolvimento. Não por casualidade a encíclica põe o direito à vida e o direito à liberdade religiosa como condições fundamentais para um verdadeiro desenvolvimento. Certos aspectos que nos parecem deteriorados – como as condições dos trabalhadores ou do meio ambiente nos países envolvidos em um desenvolvimento tão rápido como caótico – são na realidade fruto de uma concepção que reduz o desenvolvimento a crescimento econômico, no qual o homem se reduz a mero instrumento deste crescimento.

Voltando ao desenvolvimento, a encíclica de Bento XVI propõe uma revolução social que passe da “solidariedade” ao conceito da “fraternidade” e que conjugue verdade e caridade. Qual é seu parecer ao respeito?

– Riccardo Cascioli: Supõe uma grande novidade sobre a qual é importante refletir. O termo solidariedade vem hoje acompanhado de uma visão reducionista e sentimental da caridade, e ao que a encíclica quer dar a volta. E coerentemente, dedica um capítulo inteiro precisamente à “fraternidade”. Enquanto que a solidariedade põe o acento sobre a atuação do homem para com os demais homens, a fraternidade põe o acento sobre o que recebemos, porque supõe o reconhecimento de um único Pai (sem o qual não poderíamos considerar-nos irmãos). Uma vez mais se sublinha a vocação do homem como fator que determina cada aspecto, também da vida coletiva.

Durante décadas o mundo católico pareceu dividir-se entre quem se dedica às obras de caridade e quem se dedica mais às questões bioéticas como a defesa da vida e da família. Com esta encíclica, o Papa Bento XVI sustenta que não há caridade sem verdade e que só na verdade resplandece a caridade. Sublinhando assim que “sem verdade, a caridade é excluída dos projetos e dos processos de construção de um desenvolvimento humano de dimensão universal, no diálogo entre os saberes e a operatividade”. O que dizer a respeito?

– Riccardo Cascioli: A vida é única e não pode ser dividida em setores. Mas ao mesmo tempo, como acontece em uma casa, estão as fundações, estão os muros mestres, estão também as paredes, o teto e os acessórios. O direito à vida e à liberdade religiosa são as fundações: sem fundação, inclusive as casas mais belas estão destinadas a cair ante a primeira adversidade. A crise econômica atual nos demonstra isso, mas se não se entende a lição a crise não terá fim.

***
A igreja não é favor da super população irresponsável do mundo.Sabemos que recursos naturais existem.O que falta são os recursos democráticos de uma correta e equilibrada distribuição destes recursos para todos.

Falta caridade! que não é esmola,mas justiça!

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É casado ou vai casar? Você precisa ler este artigo.

quinta-feira, julho 2nd, 2009

Muitos casais, mesmo católicos, estão dispostos a fazer grandes sacrifícios para obter uma casa ou um carro, pelo simples fatos dessas coisas serem bens. Não querem, contudo, encarar o alegre sacrifício que supõe ter filhos. Parecem não entender que a fecundidade é o maior bem que uma família pode ter.

O artigo é daqueles “imperdíveis”.

***

” Infelizmente, dedico boa parte do meu tempo a processos de anulação de casamentos. Um dos motivos mais freqüentes de nulidade é o de que o consentimento estava viciado pela exclusão de um dos três tradicionais bens do casamento: o bonum fidei (fidelidade a um só cônjuge, a exclusividade da união matrimonial), o bonum sacramenti (a permanência do vínculo matrimonial, a indissolubilidade da união) ou o bonum prolis (a prole, a fecundidade da união).

Cada um destes valores traz consigo um aspecto de obrigação. É lógico e conveniente, portanto, que nós, os juízes eclesiásticos, concentremos a atenção nesta alternativa: a pessoa que se casou aderiu realmente a essa obrigação ou não? Por outro lado, porém, não acho tão saudável que as pessoas em geral considerem estes apenas como obrigações… Pensando assim, facilmente acabariam por concluir que, na medida em que se trata de obrigações – com todo o peso que qualquer obrigação implica, e dada a nossa tendência para evitar qualquer peso -, a exclusão da fidelidade, da indissolubilidade ou da prole não deve ser algo estranho ou inusitado. Pelo contrário, pensarão até que há boas razões para considerar esse fenômeno como algo normal e previsível…

É evidente que não me refiro a meras considerações teóricas. Receio que inúmeros cristãos – sem falar dos que têm uma especial missão de formar e guiar os outros, professores e conselheiros – deixem de surpreender-se com a idéia de que as pessoas excluam um ou outro destes bens no momento em que se casam. Pode parecer-lhes até bastante natural.

A EXCLUSÃO NÃO É NATURAL…


Contudo, a exclusão desses valores é surpreendente, justamente porque não é natural. E não é natural porque ninguém rejeita obrigações ou responsabilidades que acompanham necessariamente a aquisição de uma coisa boa. Se uma coisa é muito boa, a bondade que proporciona supera de longe todo o peso das responsabilidades. A compra de um automóvel também supõe uma série de obrigações e responsabilidades; mesmo assim, quase todas as pessoas consideram o automóvel uma coisa boa e pensam que, apesar das desagradáveis obrigações que contraem, vale a pena comprarem um carro, ou até dois ou três, se puderem pagá-los 1.

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(1) Conheço uma família africana com dezoito filhos e sem automóvel, e uma “família” americana (entre aspas, porque não sei se merece esse nome) com dezoito automóveis e sem nenhum filho. Honestamente, penso que a família africana é muito mais feliz: pelo menos dezoito vezes mais.

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Foi Santo Agostinho quem teve a feliz idéia de nos descrever os elementos essenciais do casamento como bona: como coisas boas. E é o Papa João Paulo II quem, na Familiaris consortio, nos fala da indissolubilidade como de uma alegre realidade que os cristãos devem anunciar a todo o mundo. “É necessário – diz – reafirmar a boa nova da natureza definitiva do amor conjugal” 2.

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(2) Familiaris consortio, n. 20.

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A fidelidade e os filhos são coisas boas. A indissolubilidade é uma boa notícia! Tanto o Bispo de Hipona como o Romano Pontífice fazem afirmações que nos estimulam a pensar, a seguir uma linha de raciocínio que nos conduza a descobertas e redescobertas. No meu modo de ver, é vital para o futuro do casamento e da família que redescubramos algo de elementar que está escondido nessa doutrina, algo que deveria ser bastante óbvio para todos, mas que vem sendo demasiado obscurecido: o simples fato de que cada um dos bens matrimoniais é exatamente uma coisa boa. Cada um desses bens é bom porque contribui poderosamente não só para o bem da sociedade, mas também para o  bem dos cônjuges, para o seu desenvolvimento e amadurecimento como pessoas que devem crescer em dignidade, em caráter e em generosidade: que devem aprender a amar. (Afinal de contas, este é o bem definitivo que todos temos de adquirir e desenvolver neste mundo: a capacidade de amar).

É NATURAL DESEJAR UM VÍNCULO PERMANENTE E EXCLUSIVO


Só na medida em que as pessoas recuperarem este modo de pensar compreenderão corretamente que coisas boas, são também desejáveis. E, por isso, é natural desejá-los. É natural, porque corresponde à natureza do amor humano.

Todo o homem encontra qualquer coisa de profundamente bom na idéia de um amor: a) do qual ele é o objeto único e privilegiado; b) que será seu enquanto durar a sua vida; c) através do qual, tornando-se um co-criador, poderá perpetuar-se a si próprio (e até mais do que a si próprio, como veremos mais adiante). A bondade que o homem vê nos bens do casamento faz que lhe seja natural não só não temê-los nem excluí-los, mas até procurá-los e acolhê-los.

É natural, portanto, desejar uma união matrimonial fecunda, permanente e exclusiva. É antinatural excluir qualquer desses três elementos. Temos de recuperar a perspectiva correta para que essas realidades nos atinjam com todo o seu peso – e, através de nós, possam tornar-se evidentes para os outros.

Em primeiro lugar, é óbvio que a fidelidade e a exclusividade são algo bom: “Você é insubstituível para mim”. Temos aí a primeira afirmação verdadeiramente personalizada do amor conjugal, que aliás constitui um eco das palavras de Deus dirigidas a cada um de nós, no livro de Isaías: Meus es tu, tu és meu (Is 43, 1).

A indissolubilidade também é algo evidentemente bom, como é bom ter uma casa, um abrigo estável; conforta saber que se pertence a alguém, e que esse alguém nos pertence, e que se trata de algo definitivo. As pessoas desejam esta situação, foram feitas para ela, compreendem que deverão sacrificar-se para obtê-la, e sentem que esse sacrifício vale a pena. “É natural para o coração humano aceitar exigências, mesmo que sejam árduas, por amor a um ideal, e, acima de tudo, por amor a uma pessoa” 3. Algo de muito estranho se passa no coração e na cabeça de alguém que rejeita a permanência da relação conjugal.

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(3) João Paulo II, Audiência Geral, 28 de abril de 1982.

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De qualquer modo, não me estenderei mais a respeito destes dois aspectos, pois quero concentrar a atenção no bem que supõe ter filhos.

QUANDO ALGUÉM SE PRIVA DE UM BEM


A mentalidade contraceptiva – dolorosamente diagnosticada pela Encíclica Humanae vitae, em cujas páginas se encontram os remédios apropriados – é uma doença que pode vir a ser fatal para a sociedade ocidental. O ponto essencial da questão não são os debates ou discórdias sobre a moralidade de determinadas técnicas de planejamento familiar; na verdade, isso não passa de um aspecto do quadro patológico global. A verdadeira doença é que quase toda a sociedade ocidental passou a encarar a limitação do número de filhos como uma coisa boa e não é capaz de entender que é a privação de uma coisa boa.

Não me refiro, é claro, àqueles casais que, por razões de saúde, econômicas, etc., realmente precisam recorrer a uma planejamento familiar natural (e o fazem com tristeza). Penso em outros, em muitos outros, que teriam condições de manter uma família mais numerosa, e voluntariamente se recusam a fazê-lo, aparentemente sem perceber que se estão privando de um bem. Preferem ter menos bona matrimonialia e mais bens materiais. E a qualidade da sua vida – cada vez mais materializada e menos humana – decorre inevitavelmente dessa escolha. Os bens materiais não podem manter um casal unido. Os bens matrimoniais, e em especial o bem de ter filhos, podem.

Com efeito, há algo de profundamente bom nesse aspecto específico da união sexual entre marido e mulher, no qual reside a sua autêntica exclusividade: esse compartilhar não tanto o que pode ser um prazer sem igual, mas é com certeza um poder sem igual, um poder que nasce da complementaridade sexual e traz ao mundo uma nova vida. O homem e a mulher anseiam profundamente por esta verdadeira união sexual e conjugal, e o seu anseio está fortemente arraigado na natureza humana.

AUTO-AFIRMAÇÃO? AUTOPERPETUAÇÃO?


As relações sexuais entre os cônjuges que lançam mão de anticoncepcionais podem tornar-se um mero exercício de auto-afirmação em que cada um dos dois só se busca a si mesmo e não consegue voltar-se para o outro, conhecê-lo e entregar-se a ele. Pelo contrário, uma autêntica intimidade sexual entre os cônjuges, aberta à vida, é por natureza afirmativa: afirma o amor conjugal e a doação recíproca na mesma medida em que afirma a singularidade e a grandeza do poder sexual que marido e mulher compartilham.

O desejo de perpetuar-se é algo natural. Em si mesmo, já contém um valor personalista profundo. E se o homem moderno tem dificuldade em compreendê-lo ou senti-lo, isso é um sinal claro do nível de desvitalização, desnaturalização e despersonalização em que se encontra. De qualquer forma, na união conjugal, o anseio sexual procriador ultrapassa o desejo natural de a pessoa se perpetuar a si mesma. No contexto do amor conjugal, este anseio natural de autoperpetuação adquire um novo alcance e significado. Não se trata de dois “eus” desconexos, cada um deles preocupado apenas com a sua própria perpetuação, talvez de um modo egoísta. Mais do que isso, trata-se de duas pessoas que se amam e que naturalmente querem perpetuar o amor que os atrai um para o outro, a fim de que possam ter a alegria de vê-lo tomar carne num novo ser humano, fruto do mútuo conhecimento carnal e espiritual pelo qual os dois expressam o seu amor (cf. Gên 4, 1).

Duas pessoas apaixonadas querem realizar juntas uma série de coisas: querem projetar, construir ou montar algo que seja indiscutivelmente deles, como fruto da decisão e da ação dos dois. Nada, repetimos, pertence mais a um casal do que o filho que geram.

A sociedade, através dos monumentos que constrói, evoca os grandes eventos do seu passado a fim de manter vivos, no presente e no futuro, os valores que a sustentam. O amor conjugal também precisa de tais monumentos. Quando o clima romântico começa a desfazer-se, e os cônjuges sentem a tentação de pensar que o amor entre eles se extinguiu, então cada filho se ergue como um testemunho vivo da profundidade, da singularidade e da totalidade da entrega conjugal mútua que fizeram um ao outro no passado – quando tudo era fácil -, e como um apelo urgente para que continuem a entregar-se agora, por mais duro que possa parecer.

AUSÊNCIAS PROGRAMADAS

No meu trabalho na Rota Romana, deparo freqüentemente com pedidos de anulação de casamentos – perfeitamente válidos – de casais jovens que se uniram legitimamente e por amor, mas cuja união desabou porque os dois, deliberadamente, adiaram a vinda dos filhos, privando o seu amor conjugal da sustentação que lhe é natural.

Se duas pessoas se limitam a olhar extaticamente uma para a outra, os defeitos que pouco a pouco irão descobrindo podem acabar por parecer-lhes insuportáveis. Se marido e mulher aprendem a estar atentos aos seus filhos, continuarão a descobrir os defeitos um do outro, mas já não terão tempo nem motivos para os considerarem insuportáveis. E para que coisas olharão juntos, se não tiverem nada para olhar? Uma série de ausências programadas vem transformando a vida conjugal de inúmeros casais de hoje numa realidade oca, num vácuo que cedo ou tarde acabará por desabar. O amor entre os cônjuges encolhe-se e desaparece se os dois permanecem demasiado tempo com os olhos fixos um no outro; para que cresça, tem de contemplar outros olhos – muitos outros olhos, nascidos desse mesmo amor -, e ser por eles contemplado 4.

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(4) O amor de casais naturalmente infecundos, aos quais Deus não deu filhos, também deve crescer numa necessária dedicação aos outros.

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O amor conjugal necessita, portanto, do apoio que os filhos representam 5. Os filhos reforçam a bondade do vínculo matrimonial, permitindo-lhe resistir às tensões que inevitavelmente se seguem ao enfraquecimento ou à desaparição do amor romântico, espontâneo. O vínculo matrimonial – que não se pode romper sem desobedecer a Deus – não é constituído somente pelo amor e sentimentos – normalmente instáveis – que existem entre marido e mulher; deve ser constituído, mais e mais, pelos filhos. E cada filho é um dos elos com que se forja essa corrente, é um dos fios com que se entretece essa corda.

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(5) Quer seja um só filho, quer sejam dois, ou talvez cinco ou seis. Somente Deus sabe quantos filhos constituirão o apoio que cada casal requer. Por esta razão, se os cônjuges querem tomar decisões acertadas num assunto tão vital para a sua felicidade, devem fazê-lo com profundo espírito de oração.

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Na sua homilia em Washington, D.C., em outubro de 1979, o Papa João Paulo II lembrava aos pais que “é sem dúvida menos grave negar aos filhos determinadas vantagens materiais e comodidades do que privá-los da presença de irmãos, que poderiam ajudá-los a crescer em humanidade e a compreender a beleza da vida em todas as suas idades e em toda a sua variedade” 6. Eu sugeriria aos pais demasiado propensos a limitar o número de filhos que lessem esta advertência do Papa à luz do ensinamento do Vaticano II: “Os filhos são o dom supremo do matrimônio e constituem um benefício máximo para o bem dos próprios pais7. Ou seja, esses pais não estão privando somente os filhos que já têm, mas a si próprios, de um bem único, de uma experiência insubstituível na vida humana.

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(6) Homilia de 7 de outubro de 1979.

(7) On the scope and nature of University education, Discourse IV.

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APRENDER A OPTAR

É freqüente encontrar afirmações como esta: “As pessoas aceitam mais facilmente a idéia da limitação ou do planejamento familiar quando possuem um nível de cultura e educação mais elevado”. Concordemos ou não, admitir uma afirmação destas sem questioná-la é aceitar uma determinada filosofia de vida. Com efeito, só as pessoas que tenham recebido um tipo de educação muito peculiar,

completamente impregnada de valores – ou antivalores – muito estranhos, é que conseguirão aceitar com facilidade a idéia da limitação familiar. Semelhante educação pode ser considerada educação cristã, ou mesmo simples educação? Vale a pena lembrar o juízo que o cardeal Newman fez da educação do seu tempo, em meados do século XIX. “O homem moderno”, dizia, “é instruído, mas não educado. Aprendeu a fazer coisas, e a pensar o suficiente para fazê-las, mas não aprende a pensar para além disso”…

Toda a questão, nesta matéria, gira em torno de valores e opções, de alternativas e bens.

Poucas pessoas podem ter todos os bens deste mundo. Mas há muitas que têm uma certa liberdade de escolha: posso escolher entre um bem A e um bem B, mas talvez não os dois simultaneamente. Terei de optar entre um e outro. A opção inteligente e autenticamente humana escolherá o bem melhor, sabendo que assim se enriquece: é a escolha educada. A opção pouco inteligente e pouco humana escolherá o bem inferior, e é provável que ignore quanto se engana e se empobrece ao fazê-lo.

Há algum tempo, no Quênia, um africano fez-me o seguinte comentário ao saber que o índice médio de fecundidade no Ocidente gira em torno de 1,2 filhos por casal: “Os casais do Ocidente devem ser muito pobres se não têm condições econômicas para criar mais de dois filhos…” Não era propriamente um especialista qualificado no assunto, mas as suas palavras podem fazer-nos pensar. Acrescentemos mais uma pitada desta sabedoria “não-tecnocrática”, desta vez colhida no próprio Ocidente. Conheci um jovem casal inglês, há alguns anos. Um casal normal que queria ter filhos. Nasceu o primeiro, e depois, sem que o quisessem, passaram-se três ou quatro anos sem que viessem outros. Por fim, a mãe engravidou pela segunda vez. O primeiro filho entusiasmou-se tanto quanto os pais. Infelizmente, ocorreu um aborto espontâneo. O pai teve que contar à criança que não ganharia o irmãozinho ou irmãzinha que esperava. “Olha, a mamãe não vai ter esse bebê”. Depois, aceitando os imperscrutáveis caminhos de Deus, acrescentou: “Foi melhor assim…” O menino, porém, não se rendeu tão facilmente: “Mas, papai, o que pode ser melhor do que um bebê?”…

A ESCALA DE VALORES


O menino do nosso episódio possuía uma verdadeira escala de valores, o que, segundo a Humanae vitae, é exatamente a primeira coisa de que um casal precisa para encarar honestamente a regulação da natalidade 8. Um casal que não considere a vinda de um filho como a maior e mais enriquecedora aquisição que pode fazer manifesta não possuir uma escala de valores verdadeira.

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(8) Cf. Humanae vitae, n. 21.

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Muitos casais do Ocidente parecem não compreender a verdade tão simples de que os filhos são o fruto mais personalizado do seu amor conjugal, e que são, por conseguinte, não só o maior dom que podem oferecer um ao outro, como também um presente de Deus para os dois.

“Mas… se tivermos mais um filho, os que já temos e nós mesmos ficaremos numa situação financeira mais difícil…” Não me venham dizer que pensam realmente que o novo filho passará mal, a não ser que queiram pertencer ao grupo daqueles que se perguntam constantemente se a própria vida vale a pena, ou se a não-existência não será afinal de contas preferível à existência.

“Mas os nossos outros filhos, os que já temos, vão ficar numa situação pior…” Ficarão mesmo? O Papa afirma que, em termos verdadeiramente humanos, ficarão em situação melhor.

“Mas nós mesmos enfrentaremos uma situação pior. Passaremos por maiores dificuldades…” É bem verdade que vocês terão de trabalhar mais; aliás, hoje em dia muita gente trabalha mais do que as horas devidas para ter “bens” materiais. Por acaso isso os torna menos felizes?

No mais íntimo do seu coração, muitos casais devem sentir sem dúvida a verdade de que um filho é uma boa e grande dádiva. O problema é que vêm sendo condicionados para não confiar nessa verdade. E é por isso que precisam de que alguém os ajude a conquistar essa confiança. No meu modo de ver, somente os casais que optaram pelo bem de ter filhos, em toda a plenitude com que Deus desejava abençoar-lhes o casamento, estão habilitados a ensinar e transmitir essa confiança. O Papa Paulo VI, na Humanae vitae, quis destacar em primeiro lugar, entre os pais que compreendem e vivem a paternidade responsável de acordo com a vontade de Deus, aqueles que tomam “a deliberação ponderada e generosa de ter uma família numerosa” 10.

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(10) Humanae vitae, n. 10.

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Muitos casais de hoje vêm sofrendo de uma auto-privação, de um empobrecimento voluntário, causado pelo fato de recusarem o dom da vida e a fecundidade do amor. Não me surpreenderia se a história viesse a registrar a nossa sociedade moderna, tão preocupada com o bem-estar, como “a sociedade empobrecida“, na qual povos inteiros se foram depauperando até à morte porque o sentido verdadeiramente humano dos valores foi pouco a pouco sugado das suas vidas.

A PERDA DA SEXUALIDADE

Uma última palavra sobre a idéia de auto-privação. Às vezes, privar-se de alguma coisa pode ser necessário e sensato, por exemplo quando motivos de saúde exigem que alguém se prive de alimentos sólidos. Esse jejum, no entanto, não deixa de ser uma privação, e se não se quiser que termine na morte, deve ser temporário, para que o paciente possa voltar a alimentar-se de maneira saudável e normal. O apetite sexual da sociedade ocidental moderna não é normal nem saudável, nem – como vimos no capítulo anterior – realmente sexual.

Os defensores da contracepção rejeitam o ensinamento da Igreja segundo o qual os aspectos unitivo e procriador no sexo conjugal são inseparáveis, e afirmam que é perfeitamente legítimo separá-los, já que a anticoncepção anula o aspecto procriador, mas respeita o unitivo. Ora bem, na realidade, não é isso o que acontece quando se recorre a esses meios. O verdadeiro efeito das práticas anticoncepcionais não é separar esses dois aspectos, mas anulá-los. Que o sexo submetido a anticoncepcionais não é procriador, é evidente para qualquer pessoa, mas o que não é tão claro é que não seja unitivo, pelo menos em sentido conjugal. Ora bem, o que uma análise mais profunda dos fatos nos diz é que nem mesmo é sexo, num sentido propriamente humano.

Na contracepção, não se separa o sexo de algum elemento estranho a ele, ou de um elemento a ele vinculado por um lamentável acidente no projeto biológico do sexo. O que se separa é a ação do sexo – a ação aparente – do seu significado. A realidade do sexo é inteiramente deixada de lado, e o que as pessoas realizam é uma simples pantomima.

Ou seja, o que na verdade se separa é o “corpo” do sexo da “alma” do sexo, e o que fica para trás é o cadáver do sexo. A anticoncepção oferece às pessoas um sexo aparentemente corporal, ou seja, essencialmente privado de alma. Ora, isso não passa de sexualidade mumificada, de sexo morto. O nosso mundo moderno, com efeito, está empenhado em matar o sexo e a sexualidade humanos.

Muitos casais modernos perderam o verdadeiro apetite sexual. A sexualidade que os caracteriza não é uma sexualidade humana. Uma masculinidade e uma feminilidade aleijadas convergem num simulacro de união que não é autenticamente conjugal. Esses casais correm o perigo de morrer de inanição conjugal-sexual, na medida em que estão privados das qualidades humanizadoras e personalizantes do verdadeiro sexo conjugal, desse verdadeiro bem que é a sexualidade. Uma esterilidade voluntária nega ao seu amor o fruto que o próprio amor – de acordo com a sua natureza – deveria produzir, e do qual necessita para se alimentar e sobreviver.

Cormac Burke

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O ciclo feminino,maternidade e saúde

terça-feira, junho 16th, 2009

Você sabia que a gravidez pode proteger o corpo feminino contra o câncer de mama e outras doenças ligadas ao ciclo hormonal e à menstruação?

O ginecologista Julio Bernardi explica:

“A mulher não foi feita para menstruar tanto. Ela foi feita para estar grávida e amamentar”.

Hoje em dia as mulheres menstruam até dez vezes mais que suas avós e bisavós, por dois fatores:

O primeiro é que antigamente elas tinham a menarca (a primeira menstruação) mais tarde, por volta dos 17 anos - hoje há muitos casos de meninas menstruando antes mesmo dos 11 anos.

O segundo é que as mulheres modernas demoram mais para engravidar e têm menos filhos. A mulher não menstrua nem durante a gravidez nem durante o aleitamento. No passado, era comum elas “emendarem” os períodos de nove meses de gravidez e de até dois anos de aleitamento com uma nova gestação.

Apesar das mudanças de comportamento, o organismo feminino ainda funciona à moda antiga. Com isso, doenças ligadas à menstruação, que antes eram raras, agora são mais frequentes. É o caso da endometriose, doença que surge pela presença do tecido que reveste o interior do útero em outras partes do sistema reprodutor feminino. Sem tratamento, a endometriose causa dores e pode até levar à infertilidade.

Quando a mulher está grávida e amamentando, ela deixa de menstruar por vários meses. Isso, é claro, reduz as chances de se ter uma endometriose. E também diminui o risco de desenvolvimento de miomas, pequenos tumores benignos que surgem no útero e que causam dor intensa e aumento do fluxo menstrual.

O câncer de mama também é ligado à menstruação, mas por outros motivos. Durante o ciclo menstrual, os níveis dos hormônios femininos progesterona e estrogênio variam. Essa variação está ligada a um risco maior de câncer de mama. Durante a gravidez e a amamentação, o organismo da mulher fica “imerso” em uma quantidade constante de hormônios, o que, segundos os médicos, oferece um fator de proteção.

“Isso não quer dizer que mães não têm câncer de mama. Elas podem ter sim. Mas elas tem uma chance menor em comparação com as mulheres que nunca foram mães”, explica Júlio Bernardi.

Além dos benefícios físicos, há também os psicológicos, de acordo com o médico. “Uma mulher na quinta década de vida, entre os 40 e 50 anos, que não tenha tido filhos por qualquer que seja o motivo, tem mais chances de desenvolver alterações de humor e transtornos de ansiedade”, diz Bernardi.

De fato, segundo ele, a maior parte dos benefícios da maternidade está no lado psicológico e emocional “As mães geralmente tem muitas coisas para resolver e se preocupar com seus filhos,isso acaba tendo um efeito positivo na cabeça”, afirma.

***

A maternidade é um dom de Deus!

A igreja anima a gravidez, sempre de forma responsável, sem se deixar levar por razões egoístas que tentam “fundamentar” a mentalidade antinatalista presente nos dias de hoje.

A Informação reforça aquilo que a Igreja,fazendo eco à revelação Bíblica sempre afirmou.

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Homossexualidade.A Igreja tem preconceito?

domingo, junho 14th, 2009

Como se sabe, nesta semana, de forma organizada, tem ocorrido eventos em todo o mundo de natureza homossexual com o objetivo de defender o estilo e a opção de vida gay, “defender os direitos e combater a homofobia”.

Aqui no Brasil aconteceu a maior manifestação do mundo, em São Paulo, com a presença de pelo menos dois milhões de pessoas na “Parada Gay”

Em eventos como esses a Igreja católica sempre é profundamente criticada como a notícia abaixo referenda e confirma.

Será que, de fato, a Igreja tem preconceito com a Homossexualidade?

Vejam a noticia retirada da folha de São Paulo.

***

Pelo menos 200 mil pessoas, segundo os organizadores, participaram neste sábado dia 13,da Gay Parade-2009 em Roma, sob o forte sol da capital italiana.

O desfile apresentou cerca de 20 carros alegóricos, incluindo um dinossauro em cuja cabeça foi colocada uma imagem do papa Bento 16.

Muitos dos participantes desfilaram com camisetas com a mensagem “My name is Noemi” (Meu nome é Noemi), em referência a Noemí Letizia, que está no centro do pedido de divórcio da mulher do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.

O primeiro-ministro participou da manifestação, que teve o lema “Livres todos, livres todas” e exigiu aos políticos italianos o reconhecimento dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

A manifestação teve a participação de Luxuria, figura do movimento homossexual e primeiro travesti eleito deputado na Itália (2006-2008).

A atriz Ornella Muti foi a madrinha oficial do desfile, que percorreu durante a tarde o centro histórico da capital italiana.

Em Atenas, outra parada gay reuniu cerca de 2.000 pessoas.

***

A igreja tem preconceito com Homossexuais e com a homossexualidade?

É importante rever o que a palavra preconceito realmente significa:

PRECONCEITO: Conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério; superstição; prejuízo; erro.

PRÉ (antecipação) +CONCEITO (entendimento, idéia, opinião) “antecipação de idéia”, sem base, sem concepção sólida.

PRECONCEITO é a antecipação de idéia que provém de excessiva crença que pode prejudicar alguém ou um grupo com essa concepção equivocada.

Pela autêntica compreensão da própria palavra, entende-se que a posição da Igreja a esse respeito é de conceito e não de preconceito e de que sua posição é baseada em seus valores, doutrina e em suas crenças advindas da revelação, das leis morais e da lei natural.

Para haver um verdadeiro diálogo entre posições diferentes, precisa-se de posições claras e definidas. A Igreja as tem e as afirma para convidar o “mundo” à reflexão e oferecer dados também teológicos, filosóficos  e humanos que permitam um amadurecimento social, político, jurídico, moral, deste assunto inconclusivo para as ciências modernas, especialmente em suas origens, que extrapola a religião e que diz respeito ao ser humano, a família e a sociedade como um todo.

Na verdade, todo mundo pré-concebe, ou seja, concebe de antemão, tem concepções pré-definidas sobre determinados objetos ou assuntos, já que todo mundo tem conceito, isso se refere a idéias políticas, religiosas ou esportivas. A própria ciência tem concepções pré-definidas como ponto de partida para seus experimentos.

O problema é quando esse conceito é usado de forma desrespeitosa e destrutiva.

Mesmo as pessoas com tendência homossexual têm PRE- conceitos acerca do machismo, dos neonazistas que erradamente os perseguem e até mesmo da Igreja e de suas posições.

A Igreja tem o direito de impor suas crenças e conceitos para o mundo?

A igreja não impõe suas crenças e valores ao mundo, porém não pode deixar de afirmar aquilo que crê.

Ela retira principalmente da revelação Divina, das sagradas escrituras e de sua tradição milenar sua percepção, sem deixar de ser decisivamente influenciada pela lei natural que referenda e confirma essa posição, além do reforço das ciências humanas que estudam o problema.

Por causa do assunto hoje muito debatido, talvez até pareça que a posição da Igreja sobre o assunto é nova. Não é! Sua posição tem base histórica e bíblica. Seu magistério, em tempo algum, entendeu a homossexualidade como sendo normal (Ou seja, dentro da norma social, sexual e humana.) é uma posição que foi se firmando em dois mil anos!! Não é uma opinião de algumas pessoas da Igreja, mas é aquilo que lhe foi revelado pelo seu Senhor e continuamente reafirmado em épocas e culturas diferentes onde a igreja se fez e se faz presente. O fato desta posição ser milenar não significa que ela seja velha mas de que é solida,não mutável,consistente.As verdades naturais sobre o Homem não mudam com o tempo.Matar é errado em qualquer época,por exemplo.

Em respeito à sua missão e a defesa da verdade que ela crê a Igreja sempre terá essa posição. Ou seja, esse é seu conceito e sua crença! Ninguém pode lhe retirar esse direito nem lhe cercear a liberdade de falar sobre o assunto de forma clara, mesmo que isso cause certos desconfortos. A Igreja também tem “grandes desconfortos” com muitas posições que o “mundo”defende.Ela respeita o direito de expressão, porém reserva-se no direito também de discordar dentro da lei,das  normas sociais e dos princípios de convivência democráticos que regem as sociedades” livres”.

Quais alguns Conceitos da Igreja a esse respeito?

-A homossexualidade se reveste de formas variadas no tempo e nas culturas humanas;

-Sua Gênese psíquica continua amplamente inexplicada;

-Os atos de Homossexualidade são intrinsecamente desordenados; São contrários a lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira;

-Um número não negligenciável de homens e mulheres apresentam tendências homossexuais profundamente enraizadas;

-As Pessoas com essa dificuldade devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza, não podem ser discriminadas, já que a questão não são as pessoas em si, mas a tendência assumida e o comportamento imoral que muitas vezes deriva disso;

-O matrimonio não é uma união qualquer entre duas pessoas, mas a união de duas pessoas de sexos diferentes, fundado pelo criador com natureza, propriedades essenciais e finalidades definidas.

-A união de dois homens ou mulheres entre si, não respeita esses princípios antropológicos, religiosos e naturais, mesmo que se queira dar uma legitimação jurídica a esse tipo de união.

-As pessoas que tem tendência homossexual,se cristãs, são chamadas a realizar a vontade de Deus em suas vidas e unir ao sacrificio de Jesus na cruz as dificuldades por causa de sua condição.Como qualquer cristão,são chamadas à castidade e,pelas virtudes de autodominio,deixarem-se educar para a liberdade interior em busca, gradual e firme, da perfeição cristã.

Também é senso comum dentro da experiência pastoral da Igreja que:

-As pessoas não têm culpa de serem homossexuais, não se trata de doença e o tema não é tão simples como parece. É complexo pela correlação de realidades humanas, psicologias e espirituais envolvidas em cada pessoa que tem a tendência, muitas sofrem com a rejeição social e desejam sinceramente mudar, embora existam aqueles que” se sentem bem” com o assumir-se homossexual, negam a si a possibilidade de mudança e combatem aqueles que acreditam nesta possibilidade- REAL- de mudança ou “reversão”.

-Não existe nenhuma evidência cientifica conclusiva que se trata de um problema de origem genética. E mesmo que fosse apenas reforçaria a razão e o senso comum de que o ser humano é livre, capaz de Deus e que pode batalhar pela sua normalidade afetivo-sexual;

-Não se pode crer em uma visão determinista do homem, isso fere sua dignidade e rouba-lhe a responsabilidade de construir com autêntica liberdade seu destino. Embora se saiba que a tendência homossexual não é uma opção ou escolha, existem, todavia, escolhas livres de comportamentos, estilos de convivência social e opções inteligentes e racionais de valores de sustentação capazes de dar sentido à própria vida.

-Os atos cometidos por todas as pessoas, homossexuais ou heterossexuais, não são moralmente neutros, eles tem repercussões em si, nos outros e na sociedade como um todo. Os valores morais também não são valores exclusivos das religiões mas valores das sociedades de todos os tempos.(das ciências como o Direito,por exemplo,que analisa sempre em muito de seus julgamentos “a moralidade dos atos humanos” em uma perspectiva não religiosa)

-A homossexualidade não é imutável. Não se nega que é desafiante conviver com ela, porém se afirma a crença na graça de Deus e do homem sob esta graça, capaz de reordenar o desordenado. Quando se quer sinceramente, quase sempre se consegue. A Igreja tem testemunhos disso em sua história..

-Além da questão religiosa e moral o tema toca em assuntos delicados e sérios para a sociedade como um todo – e não apenas para a Igreja! Como a adoção de crianças por casais homossexuais; a união civil entre gays; a identidade de gênero que atinge o processo educativo das crianças e adolescentes ao afirmar de que o gênero, ou o sexo de cada pessoa, não é natural e que é questão de escolha pessoal; A liberdade de discordar sendo encarada como “homofobia” gerando possibilidades de processos judiciais cerceando o direito constitucional, humano e democrático de expressar opinião. Não concordo com nenhuma palavra sua, mas darei minha vida pelo direito de dizê-la”, do não católico iluminista Francês ,Voltaire. Essa frase traduz bem o que se entende por liberdade de expressão nesta situação.

Por outro lado essa liberdade,que deixaria de ser autêntica liberdade,não pode ser usada para encobrir ou justificar a intolerância, preconceito, agressão física, moral, o desprezo e tantas coisas erradas que se fazem contra as pessoas que tem tendência homossexual assumida, agressões inadmissíveis e que não poderão ser aprovadas em nenhuma circunstância.

Essas questões são debatidas hoje no mundo todo.A Igreja participa desta discussão iluminando a consciência dos legisladores e eleitores,católicos e não católicos.É sua missão.

-Sempre existiu homossexualidade na história humana, em todas as culturas, tempos e instituições, como também sempre existiu adultério, intolerância, perseguição, injustiça… Ou seja ,isso não pode ser usado como ponto de reforço da inevitabilidade ou suposta normalidade da homossexualidade. Poderia se dizer nesta mesma linha de raciocínio que sempre existiu a união natural do homem com a mulher na história humana, como contra-argumento à busca de normalização da homossexualidade na história. O fato de ser freqüente afirma que é comum mas não que é normal ou normativa na grande maioria das civilizações.

-A palavra de Deus quando trata do assunto é clara e sempre afirma a prática homossexual como desordenada. As sagradas escrituras, embora escritas em tempos históricos diferentes, tem posições morais que não são mutáveis com o tempo,já que se trata da palavra de Deus divinamente inspirada. Respeita-se, claro, o direito das pessoas não católicas crerem nisso ou não, Mas nós católicos cremos de verdade nisso!

Deve se respeitar as pessoas como elas são, é pura verdade, mas isso não significa concordar com a forma como elas agem e vivem. Isso funciona de forma normal na sociedade e é aceita por todos. Não concordar aqui não significa perseguir, mas também não se omitir em afirmar no que se crê e propor uma vida diferente:

Propor.

A pessoa pode aceitar ou não. Não negamos, contudo, que torcemos com todas as nossas forças que ela aceite!

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“Nasce-se” mulher ou “torna-se” mulher?

sexta-feira, junho 12th, 2009

Entrevista com a socióloga chilena Ana María Yévenes Ramírez

O tema da ideologia de gênero – em sua vertente mais difundida de “equidade de gênero” – ganhou muitas posições no cenário social e na agenda política; contudo, continua sendo um tópico difícil de se tratar visto que em muitos aspectos e em suas origens aponta em sentido contrário à essência da família.

A doutora Ana María Yévenez Ramírez, socióloga chilena e especialista em temas da família, faz uma análise da ideologia de gênero desde as ciências sociais e particularmente a partir da análise cultural. Esclarece que não pretende “demonizar absolutamente nada”, o que não significa a ausência de uma visão crítica.

O gênero é uma “construção” social?

A ideologia de gênero tem suas raízes nos movimentos feministas radicais dos anos sessenta, já que alguns autores que iniciaram esta ideologia dizem que o gênero é uma construção cultural, por conseguinte não é resultado do sexo, nem tão aparentemente fixo como o próprio sexo. Ao teorizar sobre isto, o gênero vem a ser como um artifício livre de ataduras; em consequência, homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino, tanto um corpo masculino como um feminino.

Estas ideias estiveram presentes dentro do debate que se fez tanto na opinião pública como nas discussões da IV Conferência da Mulher, patrocinada pela ONU em Pequim em 1995: As feministas de gênero manifestaram a urgência de desconstruir os papéis sociais de homem e mulher porque esta socialização afetava a mulher negativa e injustamente. O homem-marido, desde esta perspectiva, então aparece como um opressor, e passamos aqui do que é o conceito de luta de classes ao que podemos chamar luta de sexos.

Assim, o matrimônio e a família podem ser vistos quase como uma seita, e a maternidade como um estorvo. Toda diferença entre o homem e a mulher, sob esta visão, é construção social e portanto pode ser mudada. Já não existem, desta forma, dois sexo, mas muitas orientações sexuais.

Como uma ideologia tão distante do normal teve tanta acolhida?

Porque abordou um problema real, a situação desvalorizada da mulher. Desta forma, a ideologia de gênero faz surgir o conceito de tomada de poder político, econômico, trabalhista e na relação com o casal. Deve-se ter em conta que as linhas originais sofreram grandes mudanças. Não chega às pessoas o que é a ideologia de gênero, digamos, de maneira quimicamente pura, como acontecem com todas as coisas. Particularmente na América Latina, vivemos processos de individuação e mestiçagem. Por exemplo, fala-se do combate do machismo, como bandeira de luta tão presente no México. No Chile, há muitas mulheres que participaram de programas dos diferentes governos no tema da igualdade de gênero, mas quando se lhes propõem estes outros temas, a visão da família, a visão da maternidade, não concordam com isso.

O que hoje se aplica como equidade de gênero não é o que originalmente se aplicava a este pensamento; este processo de mestiçagem é parte da mudança cultural mais profunda que se produz em nossa sociedade. Basta lembrar que a mudança se inicia em como usamos nossas palavras, na linguagem que utilizamos. Junto com a crítica que se dirige a esta ideologia, devemos fazer-nos uma autocrítica como Igreja Católica: que resposta nós demos a esta problemática de fundo? Sinto que muito do que aconteceu é nossa responsabilidade por nosso silêncio, por não termos respondido a essa necessidade que havia dentro da cultura.

A ideologia de gênero oferece alguma contribuição positiva?

Primeiramente, colocar a mulher no foco porque objetivamente a mulher estava sendo de alguma forma ignorada: parte disso é porque o tema do trabalho remunerado considerava o trabalho doméstico muito distante. Também a ideologia de gênero trouxe melhoras substanciais em matéria de saúde da mulher; maior cuidado físico, por exemplo na detenção de alguns tipos de câncer; uma maior preocupação pelo corpo; trouxe também uma maior proteção à mulher quanto ao tema da violência familiar; ou em matéria trabalhista. Permitiu melhorar o acesso a uma maior educação formal da mulher.

E negativa?

A ideologia de gênero fomentou uma tomada de poder antagônica da mulher contra o homem. Na prática, transformou a mulher em um objeto que era exatamente o que se pretendia combater. Digo um objeto, porque segundo muitos textos dos estudos que estão sendo desenvolvidos sobre esta matéria, se privilegia a dimensão econômica, do desenvolvimento, do trabalho acima do desenvolvimento humano e próprio da mulher, consequência precisamente do anterior é que o desenvolvimento integral da mulher está se tornando um obstáculo, e com isso a mulher está sendo privada da felicidade.

Finalmente, quais são as repercussões na família?

Não é um mistério para ninguém como aumentou o número de mulheres assassinadas por seus companheiros porque não se trabalhou com os homens na mesma velocidade com que se trabalhou com as mulheres. Também causou impacto no tema do testemunho, porque ao final nossos jovens se entusiasmam pelo matrimônio pelo testemunho que recebem, testemunho de amor, de companheirismo. E mais, está-se colocando em cheque o desenvolvimento dos povos.

Fonte: Zenit

***

Já publicamos aqui no Blog um excelente documento sobre esse assunto,a entrevista reafirma o que o documento expõe.

Nenhum cristão que queira viver sua fé de forma engajada e madura pode deixar de conhecer essa ideologia para refutá-la.

Caso você ainda não tenha lido o documento,leia! É excelente!

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Entenda a “lei natural”,segundo o catecismo..

quinta-feira, junho 11th, 2009

CAPÍTULO TERCEIRO

A   SALVAÇÃO DE  DEUS :  A  LEI  E  A  GRAÇA

1949. Chamado à bem-aventurança, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O auxílio divino é-lhe dado em Cristo, pela lei que o dirige e na graça que o ampara:

«Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação: porque é Deus que opera em vós o querer e o agir, segundo os seus desígnios» (Fl 2, 12-13).

ARTIGO 1

A LEI MORAL

1950. A lei moral é obra da Sabedoria divina. Podemos defini-la, em sentido bíblico, como uma instrução paterna, uma pedagogia de Deus. Ela prescreve ao homem os caminhos, as regras de procedimento que o levam à bem-aventurança prometida e lhe proíbe os caminhos do mal, que desviam de Deus e do seu amor. E, ao mesmo tempo, firme nos seus preceitos e amável nas suas promessas.

1951. A lei é uma regra de procedimento emanada da autoridade competente em ordem ao bem comum. A lei moral pressupõe a ordem racional estabelecida entre as criaturas, para seu bem e em vista do seu fim, pelo poder, sabedoria e bondade do Criador. Toda a lei encontra na Lei eterna a sua verdade primeira e última. A lei é declarada e estabelecida pela razão como uma participação na providência do Deus vivo, Criador e Redentor de todos. «Esta ordenação da razão, eis o que se chama a lei» (1).

«Entre todos os seres animados, o homem é o único que pode gloriar-se de ter recebido de Deus uma lei: animal dotado de razão, capaz de compreender e de discernir, ele regulará o seu procedimento dispondo da sua liberdade e da sua razão, na submissão Àquele que tudo lhe submeteu» (2).

1952. As expressões da lei moral são diversas, mas todas coordenadas entre si: a lei eterna, fonte em Deus de todas as leis; a lei natural; a lei  revelada, compreendendo a Lei antiga e a Lei nova ou evangélica: por fim, as leis civis e eclesiásticas.

1953. A lei moral encontra em Cristo a sua plenitude e unidade. Jesus Cristo é, em pessoa, o caminho da perfeição. Ele é o fim da lei, porque só Ele ensina e confere a justiça de Deus: «O fim da Lei é Cristo, para a justificação de todo o crente» (Rm 10, 4).

I. A lei moral natural

1954. O homem participa na sabedoria e na bondade do Criador, que lhe confere o domínio dos seus atos e a capacidade de se governar em ordem à verdade e ao bem. A lei natural exprime o sentido moral original que permite ao homem discernir, pela razão, o bem e o mal, a verdade e a mentira:

«A lei natural [...] está escrita e gravada na alma de todos e de cada um dos homens, porque não é senão a razão humana ordenando fazer o bem e proibindo pecar… Mas este ditame da razão humana não poderia ter força de lei, se não fosse a voz e a intérprete duma razão superior, à qual o nosso espírito e a nossa liberdade devem estar sujeitos» (3).

1955. A lei «divina e natural» (4) mostra ao homem o caminho a seguir para praticar o bem e atingir o seu fim. A lei natural enuncia os preceitos primários e essenciais que regem a vida moral. Tem como fulcro a aspiração e a submissão a Deus, fonte e juiz de todo o bem, assim como o sentido do outro como igual a si mesmo. Quanto aos seus preceitos principais, está expressa no Decálogo. Esta lei é chamada natural, não em relação à natureza dos seres irracionais, mas porque a razão que a promulga é própria da natureza humana:

«Onde estão, pois, inscritas [estas regras] senão no livro daquela luz que se chama a verdade? É lá que está escrita toda a lei justa, e é de lá que ela passa para o coração do homem que pratica a justiça; não que imigre para ele, mas porque nele imprime a sua marca, à maneira de um selo que do sinete passa para a cera, sem contudo deixar o sinete» (5).

A lei natural «não é senão a luz da inteligência posta em nós por Deus; por ela, nós conhecemos o que se deve fazer e o que se deve evitar. Esta luz ou esta lei, deu-a Deus ao homem na criação» (6).

1956. Presente no coração de cada homem e estabelecida pela razão, a lei natural é universal nos seus preceitos, e a sua autoridade estende-se a todos os homens. Ela exprime a dignidade da pessoa e determina a base dos seus deveres e direitos fundamentais:

«Existe, sem dúvida, uma verdadeira lei, que é a recta razão; ela é conforme à natureza, comum a todos os homens; é imutável e eterna; as suas ordens apelam para o dever; as suas proibições desviam da falta. [...] É um sacrilégio substituí-la por uma lei contrária: e é interdito deixar de cumprir uma só que seja das suas disposições; quanto a ab-rogá-la inteiramente, ninguém o pode fazer» (7).

1957. A aplicação da lei natural varia muito; pode requerer uma reflexão adaptada à multiplicidade das condições de vida, segundo os lugares, as épocas e as circunstâncias. Todavia, na diversidade das culturas, a lei natural permanece como regra a unir os homens entre si, impondo-lhes, para além das diferenças inevitáveis, princípios comuns.

1958. A lei natural é imutável (8) e permanente através das variações da história. Subsiste sob o fluxo das ideias e dos costumes e está na base do respectivo progresso. As regras que a traduzem permanecem substancialmente válidas. Mesmo que se lhe neguem até os princípios, não é possível destruí-la nem tirá-la do coração do homem; ela ressurge sempre na vida dos indivíduos e das sociedades:

«Não há dúvida de que o roubo é punido pela vossa Lei, Senhor, e pela lei que está escrita no coração do homem e que nem a própria iniquidade consegue apagar» (9).

1959. Obra excelente do Criador, a lei natural fornece os fundamentos sólidos sobre os quais o homem pode construir o edifício das regras morais que hão-de orientar as suas opções. Também nela assenta a base moral indispensável para a construção da comunidade dos homens. Enfim, proporciona a base necessária à lei civil, que a ela se liga, quer por uma reflexão que dos seus princípios tira as conclusões, quer por adições de natureza positiva e jurídica.

1960. Os preceitos da lei natural não são por todos recebidos de maneira clara e imediata. Na situação atual, a graça e a Revelação são necessárias ao homem pecador para que as verdades religiosas e morais possam ser conhecidas, «por todos e sem dificuldade, com firme certeza e sem mistura de erro» (10). A lei natural proporciona à lei revelada e à graça uma base preparada por Deus e concedida por obra do Espírito.

***

Quanta  sabedoria na Igreja!

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