Posts Tagged ‘Mal’

* Satanistas reclamam de preconceito religioso.

domingo, junho 16th, 2013

Luigi e Angie Bellaviste são um casal de satanistas norte-americanos moradores de Denver, Colorado. Em frente a sua casa decorada com uma árvore de Natal toda pintada de preto, crânios humanos, aranhas, pentagramas e o número 666 havia um cartaz que dizia “Vote em Satanás”.

Alguns dias atrás, o cartaz foi arrancado e agora eles alegam estarem sendo vítimas de preconceito religioso e exigindo a intervenção da polícia no que classificam como “crime de ódio”.

Membros da Igreja Satanista de sua cidade, eles alegam serem praticantes, frequentando as reuniões e lendo sua bíblia satanista regularmente. Isso estaria incomodando alguns de seus vizinhos da cidade de maioria cristã.

Luigi declarou ao canal CBS “Sinto que estejamos sendo tratados de maneira injusta, porque nossa religião não é a majoritária”. Angie acrescentou: “Conheço muitas pessoas que têm imagens da Virgem Maria e toneladas de itens sobre Jesus, com frases como ‘Eu amo Jesus’. Então, qual é a diferença?”.

“Se fosse uma estrela de Davi ou um verso do Alcorão, ou algo de outra crença que fosse danificado, certamente a polícia iria dizer que foi um crime de ódio”, finalizou Luigi.

A maioria dos vizinhos defende o direito do casal colocar o que bem entender na frente de sua casa. “Cada um segue sua religião, qual é a diferença?”, declarou um deles.

Até o momento a polícia não identificou os culpados, mas as investigações continuam.

Traduzido de CBS Denver

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* Para o cristão o mal no mundo tem uma causa: o abuso no uso pessoal da “liberdade”.

segunda-feira, agosto 1st, 2011

Por Dom Murilo Krieger

“Você acredita em Deus?” Com essa pergunta, a jornalista terminava uma longa entrevista com um conhecido esportista nacional. A resposta que ele lhe deu chamou minha atenção, porque expressa o que muita gente pensa a respeito do problema do mal.

O drama e a angústia do esportista são a angústia e o drama de inúmeras pessoas, em situações, épocas e lugares diferentes: “É difícil dizer que acredito em Deus. Quanto mais desgraças vejo na vida, menos acredito em Deus. É uma confusão na minha cabeça; não encontro explicação para o que acontece. Por que é que meu filho nasce em berço de ouro, enquanto outro, infeliz, nasce para sofrer, morrer de doença, e há tudo isso de triste que a gente vê na vida? É uma coisa que não entendo e, como não tenho explicação, é difícil de acreditar em um Ser superior.”

O mal, o sofrimento e a doença fazem parte de nosso cotidiano. As injustiças, a fome e a dor são tão frequentes em nosso mundo que parecem ser normais e obrigatórias. Fôssemos colocar em uma biblioteca todos os livros já escritos para tentar explicar o porquê dessa realidade, ficaríamos surpresos com sua quantidade.

Para o cristão, mais do que um culpado, o mal tem uma causa: a liberdade. Fomos criados livres, com a possibilidade de escolher nossos caminhos. Podemos, pois, fazer tanto o bem quanto o mal. Se não tivéssemos inteligência e vontade, não existiria o mal no mundo; se fossemos meros robôs, também não. Por outro lado, sem liberdade não haveria o bem e nem saberíamos o que é um gesto de amor. Também não conheceríamos o sentido de palavras como gratidão, amizade, solidariedade e lealdade.

O mal nasce do abuso da liberdade ou da falta de amor. Nem sempre ele é feito consciente ou voluntariamente. Quanto sofrimento acontece por imprudência! Poderíamos recordar os motoristas que abusam da velocidade ou que dirigem embriagados, e acabam mutilando e matando pessoas inocentes. Não é da vontade de Deus que isso aconteça. Mas Ele não vai corrigir cada um de nossos erros e descuidos. Não impedirá, por exemplo, que o gás que ficou ligado na casa fechada asfixie o idoso que ali dorme. Repito: Deus não intervém a todo momento para modificar as leis da natureza ou para corrigir os erros humanos.

O que mais nos angustia, talvez pela gravidade das consequências, é o mal causado pela violência, pelo ódio e egoísmo. Os assassinatos e roubos, os sequestros e acidentes, as guerras e destruições são como que pegadas da passagem do homem pelo mundo. O mal acontece porque usamos de forma errada nossa liberdade ou não aceitamos o plano de Deus, expresso nos mandamentos. Quando nos deixamos levar pelo egoísmo e seguimos nossas próprias ideias, construímos o nosso mundo, não o mundo desejado por Deus para nós.

Outro imenso campo de sofrimento é o das injustiças. Quantos se aproveitam de sua posição e de seu poder para se enriquecer sempre mais, à custa da miséria dos fracos e do sofrimento dos indefesos! Terrível poder o nosso: podemos fechar-nos em nosso próprio mundo e contemplar, indiferentes, a desgraça dos outros.

Não se pode, também, esquecer o mal causado pela natureza, quando suas leis não são respeitadas. Com muita propriedade, o povo diz: “Deus perdoa sempre; o homem, nem sempre; a natureza, nunca!” A devastação das florestas e a contaminação das águas fluviais trazem consequências inevitáveis, permanentes e dolorosas para a vida da humanidade. Culpa de Deus?…

Diante do mal, não podemos ter uma atitude de mera resignação. Cristo nos ensina a lutar, combatendo o mal em suas causas. O bom uso da liberdade e a prática do bem nos ajudarão a construir o mundo que o Pai sonhou para nós. Descobriremos, então, que somos muito mais responsáveis por nossos atos do que imaginamos. Fugir dessa responsabilidade, procurando fora de nós a culpa de nossos erros é uma atitude cômoda, ineficiente e incoerente. Assumirmos a própria história, colocando nossas capacidades a serviço dos outros, é uma tarefa exigente, sim, mas que nos dignifica e nos realiza como seres humanos e filhos de Deus.

Dom Murilo S.R. Krieger, scj, é arcebispo de São Salvador da Bahia

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* A “Lógica” do Diabo. Meu inimigo não é o meu vizinho.

sábado, junho 4th, 2011

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* Existe mesmo uma “bíblia” satânica ou isso é um mito?

quinta-feira, maio 19th, 2011

A Bíblia satânica, escrita por Anton Szandor LaVey, fundador da Igreja de satanás, é um livro de 272 páginas a favor do diabo. Publicada em 1969, tornou-se instantaneamente êxito de livraria, atingindo a marca de meio milhão de exemplares vendidos.

O livro inicia com uma explicação de LaVey do motivo por que ele veio a aceitar a filosofia hedonista. Aos 16 anos, LaVey tornou-se músico de uma boate, e nessa época diz ele que observava, nos sábados à noite, “homens olhando com luxúria as moças que dançavam na boate, e no dia seguinte, enquanto eu tocava órgão em uma igreja situada no mesmo quarteirão onde ficava a boate, via esses mesmos homens sentados nos bancos com suas esposas e filhos, pedindo a Deus que lhes perdoasse e os purificasse dos desejos carnais. Mas no sábado seguinte , lá estavam de volta à boate ou a outro lugar de vício. Concluí então que a igreja cristã prospera na hipocrisia e que a natureza do homem termina por domina-lo”( Anton Szandor LaVey, A Bíblia satânica, Avon Books, Nova York, N. Y., 1969).

Logo no começo do livro, as Nove Declarações satânicas esclarecem as doutrinas de LaVey. Cito-as a seguir para que o leitor possa ver com clareza quão hedionda é a base do satanismo moderno. Ter consciência disto ajudará a identificar tais idéias quando forem reveladas por alguém que esteja envolvido no satanismo. (…)

As 9 Declarações satânicas são:

1. satanás representa a licenciosidade , em vez da abstinência e auto-controle.
2. satanás representa a existência vital, em vez de sonhos espirituais ilusórios.
3. satanás representa a sabedoria incontaminada, em vez de auto-engano hipócrita.
4. satanás representa bondade aos que a merecem, em vez de amor desperdiçado com ingratos.
5. satanás representa a vingança, e não o oferecimento da outra face.
6. satanás representa responsabilidade para como os responsáveis, em vez de preocupação pelos vampiros psíquicos.
7. satanás vê o homem exatamente como um simples animal, às vezes melhor, todavia mais freqüentemente pior do que os que andam sobre quatro patas, e devido ao seu “desenvolvimento espiritual e intelectual divino”, tem-se tornado o mais feroz de todos os animais.
8. satanás representa todos os assim chamados pecados, visto que todos eles conduzem à satisfação física, mental e emocional.
9. satanás tem sido o melhor amigo que a igreja já teve, visto que ele a tem mantido ativa durante todos esse anos.

A mentira, a libertinagem e os pecados são perdoados ao longo da Bíblia satânica, e não apenas nas Nove Declarações. A ideologia de LaVey baseia-se na satisfação imediata.”A vida é a grande libertinagem – a morte é a grande abstinência”, proclama LaVey. “Não existe nenhum céu brilhante glória, e nenhum inferno onde os pecadores assam… nenhum redentor vive!”.( Anton Szandor LaVey, A Bíblia Satânica, Avon Books, Nova York, N. Y., 1969, p. 33)

O sacrifício humano é desculpado com argumentos cuidadosamente elaborados. (…) (…) Para inflamar ainda mais seus leitores, LaVey acrescenta: “Os cães loucos são destruídos , e eles necessitam de ajuda muito mais do que os seres humanos que espumam pela boca durante o seu comportamento irracional… portanto , você tem todo o direito de (simbolicamente) destruí-los, e se a sua maldição provoca o aniquilamento real deles, regozije-se por ter sido usado com instrumento para livrar o mundo de uma peste”.(Anton Szandor LaVey, A Bíblia Satânica, Avon Books, Nova York, N.Y., 1969, p. 33)

(…) A filosofia de LaVey conduz normalmente ao crime e à violência. Os satanistas estão determinados a desobedecer a todos os dez mandamentos da Bíblia e cometer os pecados que Deus abomina, tais como: orgulho, mentira, homicídio, ter um coração perverso, ser rápido em praticar o mal, dar falso testemunho e promover discórdia, etc. (ver Provérbios 6:16-19).

(…)Para LaVey, o verdadeiro inimigo do homem é o sentimento de culpa instilado pelo cristianismo, e o caminho para a liberdade do indivíduo é a prática constante do pecado. LaVey admite que não considera coisa alguma como sobrenatural, e que se inclina para a escola de magia de Aleister Crowley, que se baseia no enfoque científico do paranormal.

(…) Além dos livros de LaVey, os membros são incentivados a ler os escritos de Ayn Rand, Friedrich Nietzsche e Maquiavel, em virtude da ênfase que esses autores dão à conquista da auto-suficiência através do potencial humano. Executam-se três tipos de rituais: rituais sexuais para satisfazer o erotismo, rituais compassivos para ajudar alguém e rituais destrutivos para obter vingança. (Larry Kahner, Seitas que matam, Nova York, N. Y., 1988)

Fonte: Elnet

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* Seminário nos EUA sobre liturgia e exorcismo atrai grande número de bispos e sacerdotes.

terça-feira, dezembro 7th, 2010

O Padre Jeffrey Gob não esperava tão ampla participação no seminário de dois dias, realizado em meados de novembro em Washington e que abordou a prática pastoral e litúrgica do exorcismo. Das palestras deste exorcista da diocese de Chicago, sobre o importante e não tão comum ministério, participaram 56 bispos americanos e 66 sacerdotes.

“É o sinal de uma profunda mudança de mentalidade”, acredita Padre Grob, em publicação de Céline Hoyeau, do diário La Croix. “Durante os últimos quarenta anos, muitos sacerdotes não queriam ouvir falar de Satanás, do mal personificado (…). Tivemos várias gerações de bispos para quem tudo isto era somente uma questão de psiquiatria. Hoje em dia, o clero se dá conta que tem de estar capacitado neste temas”, continua o sacerdote.

padre exorcista nos EUA.jpeg

“Os bispos estão começando a compreender a magnitude do problema pastoral”, afirma o sacerdote Gary Thomas, de 55 anos, exorcista da diocese de San José, na Califórnia. “Com a perda do sentido de Deus, com o paganismo, a Nova Era e a Idolatria de todo tipo, as pessoas estão cada vez mais perdidas e buscam preencher o vazio como podem. Quando diminui a fé, aumenta a superstição”.

Diabo ou psicologia?

“A maioria dos casos tem a ver com psicologia”, explica Padre Grob, para quem o sacerdote que exerce este ministério deve ter as ferramentas para poder distinguir as diversas situações e saber orientar, ou designar um profissional”.

Entretanto, o anterior não permite a existência e influência do demônio: “O mal não é abstrato, ele faz parte da existência de todo cristão. O próprio Cristo libertou pessoas que encontrou com laços demoníacos e de maus espíritos”.

A estreita colaboração que deve existir entre psicologia e o ministério exorcístico, saudada pelo Padre Grob, tampouco permite, no entanto, confundir os campos nem desconhecer sua esfera própria: “Não é um ou o outro: é preciso considerar os dois, pois todos homem é psíquico e espiritual”. Além disso, segundo sua própria experiência, as duas realidades contribuem para a gênese dos problemas das pessoas que a ele acudem: “A pessoa sofre de feridas psicológicas ligadas a sua história pessoal, e o mal se serve dessa falha para se introduzir e fragilizá-la”.

São três os tipos clássicos de ação diabólica: a tentação, a obsessão e a possessão, esta última mais dramática e divulgada – nem sempre de forma objetiva pela mídia – na qual o demônio assume o controle do corpo da pessoa. Entretanto, muito mais comum que a possessão, é a tentação e a obsessão: “Sem infestar o interior da pessoa, o demônio pode afetá-la a partir do exterior, em sua vida cotidiana, por exemplo, buscando desviá-la da oração, atuando sobre seus sentidos”, expressa o padre exorcista da diocese de Chicago.

Tentação, obsessão ou possessão, o certo é que, como confirmam os sacerdotes que exercem esse ministério nos Estados Unidos, as dioceses americanas recebem cada vez mais pessoas que se queixam de problemas físicos ou espirituais aparentemente inexplicáveis.

Com informação de La Croix.

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* O Diabo existe ou é um mito? Responde-nos sacerdote.

sexta-feira, setembro 3rd, 2010

Pe. Elílio

Chamo-me X e estou cursando filosofia.

Durante a palestra de um frei, este que tem curso de parapsicologia, fundamentado em vários argumentos disse não ser possível conforme a bíblia e também nos chamados “fenômenos de possessão” a existencia do demônio.

Já ouvi várias vezes estes argumentos, como também sei que o senhor já ouviu, porém diante de meus colegas estou sem reação, pois nunca dei importancia ao assuno e mesmo não tanho funtamentação para tal.

Por  isso peço ao senhor, a delicadeza se houver algum material sobre demonologia ou assuntos semelhantes, a fim de que possa investigar o assunto (devido também a ausência de material confiável na internet ou am alguns livros).

Talvez esta não seja a sua área de especialização, mas se o senhor possuir algum contato, do qual eu possa entrar, ficaria muito feliz. Desde já agradeço a compreensão.

Resposta:

Prezado X,

Saudações no Senhor!

A existência do Diabo não pode ser provada nem pelas ciências nem pela filosofia, pois esses ramos do saber não têm competência para tal, o que implica dizer que também não podem negá-la. O conhecimento do Diabo ultrapassa o plano natural de conhecimento.

Ora, cabe apenas à teologia decidir sobre o assunto, já que a teologia, em virtude da Revelação, tem competências para além das nossas possibilidades naturais de conhecimento. E teologia se faz não com as ideias próprias de cada um, mas com base na fé: na Escritura, na Tradição e no Magistério.

A Escritura fala várias vezes sobre o Diabo e os demônios. A missão de Jesus mesmo é entendida pela Escritura como uma luta contra o reino de Satanás. E não há razões sérias para dizer que a Escritura fala do Diabo e dos demônios somente por depender do imaginário da época em que foi redigida. A Tradição confirma a existência do Diabo, o que também faz o Magistério. Logo, é temerário querer negar a existência dos anjos decaídos. Do ponto de vista da fé, é uma heresia.

Negar tal existência? Como? Com base em quê? A parapsicologia não a pode provar nem muito menos negá-la. O Diabo pertence a um plano de existência que está fora do âmbito de competência da parapsicologia. Esta se atém ao plano natural. Analisa fenômenos paranormais ou extranormais, mas sempre naturais.

Confiemos na Tradição e no Magistério da Igreja, que confirmam a visão escriturística sobre a existência do Diabo e dos demônios como seres pessoais, dotados de inteligência e vontade.

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* Exorcismo: Doença psíquica ou ação do maligno?

domingo, fevereiro 28th, 2010

Jesus Cristo veio para anunciar e inaugurar o Reino de Deus no mundo e nos homens. Os homens têm uma capacidade de acolher a Deus em seus corações (Rm 5,5). Esta capacidade de acolher a Deus está, entretanto, ofuscada pelo pecado; e às vezes no homem o mal ocupa o lugar onde Deus quer viver.

Por isto Jesus Cristo veio libertar o ser humano do domínio do mal e do pecado, e assim também de todas as formas de domínio do maligno, isto é, do diabo e de seus espíritos malignos chamados demônios, que querem desviar o sentido da vida do homem.

Por esta razão, Jesus Cristo expulsava os demônios e livrava os homens da possessão dos espíritos malignos, para abrir espaço no homem, de maneira que, este último, tenha a liberdade para Deus. Ele quer dar seu Espírito Santo ao homem que é chamado a converter-0se em templo (cf. 1Cor 6,19; 1Pe 2,5) para dirigir seus passos (cf. Rm 8,1-17; 1Cor 12,1-11; Gl 5,16-26) para a paz e a salvação.

O ministério da Igreja

- É aqui que entra a Igreja e seu ministério.

A Igreja está chamada a seguir a Jesus Cristo e recebeu o poder, da parte de Cristo, de continuar sua missão em seu nome. Assim a ação de Cristo para libertar o homem do mal será exercida através do serviço da Igreja e de seus ministros ordenados, delegados do Bispo para cumprir os sagrados ritos dirigidos a libertar os homens da possessão do maligno.

O exorcismo é, pois, uma antiga e particular forma de oração que a Igreja utiliza contra o poder do diabo.

Eis aqui como o Catecismo da Igreja Católica explica o que é o exorcismo e como se exerce:

“Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra as armadilhas do maligno e subtraída de seu domínio, fala-se de exorcismo.

Jesus o praticou (Mc 1,25s), dEle tem a Igreja o poder e o ofício de exorcizar (cf. Mc 3,15; 6,7.13; 16,17). De forma simples, o exorcismo tem lugar na celebração do Batismo.

O exorcismo solene só pode ser praticado por um sacerdote e com permissão do bispo. Nesses casos é preciso proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja.

O exorcismo tenta expulsar os demônios ou libertar do domínio demoníaco graças à autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, principalmente psíquicas, cujo cuidado pertence à ciência médica. Portanto, é importante assegurar-se, antes de celebrar o exorcismo, de que se trata de uma presença do Maligno e não de uma doença (cf. Código de Direito Canônico, cân. 1172)”. (Catecismo da Igreja Católica, n. 1673).

A obsessão e suas características

A Sagrada Escritura nos ensina que os espíritos malignos, inimigos de Deus e do homem, desenvolvem sua ação de diversas maneiras; entre elas está a obsessão diabólica chamada também possessão diabólica. Entretanto, a obsessão diabólica não é o modo mais freqüente como o espírito das trevas exerce sua influência.

A obsessão tem características de espetacularidade e nela o demônio se apodera, de um certo modo, das forças e das atividades físicas da pessoa que padece a possessão. Não pode, entretanto, apoderar-se da livre vontade do sujeito, e por isso o demônio não pode comprometer a vontade livre da pessoa possuída até o ponto de faze-la pecar.Esta violência física que o diabo exerce no obsesso é uma incitação ao pecado, que é o que o diabo busca lograr.

O ritual do exorcismo indica diversos critério e indícios que permitem chegar, com prudente certeza, à convicção de quando se tem diante de si uma possessão diabólica. Então o exorcista autorizado poderá realizar o solene rito do exorcismo.

Entre estes critérios encontram-se: falar ou entender muitas palavras em línguas desconhecidas, evidenciar coisas distantes ou inclusive escondidas, demonstrar forças além da própria condição, e isto junto com a aversão veemente a Deus, à Virgem, aos Santos, à Cruz e às imagens santas.

Vale a pena destacar que para poder realizar o exorcismo é necessária autorização do Bispo diocesano, autorização que pode ser concedida para um caso específico ou também de modo geral e permanente ao Sacerdote que exerce na diocese o ministério de exorcista.

O Ritual do Exorcismo

O Ritual Romano continha, em um capítulo específico, as indicações e o texto litúrgico dos exorcismos. Este capítulo era o último e ficou sem ser revisado depois do Concílio Vaticano II. a redação final deste Rito dos Exorcismos exigiu muitos estudos, revisões, atualizações e modificações com várias consultas das Conferências Episcopais, depois de uma análise de parte de uma Assembléia Ordinária da Congregação para o Culto Divino. O trabalho exigiu 10 anos e deu como resultado o texto atual, aprovado pelo Sumo Pontífice, que está publicado e à disposição dos Pastores e dos fieis da Igreja.

Ficará ainda pendente um trabalho que compete às respectivas Conferências Episcopais: e é o da tradução deste Ritual às línguas faladas nos respectivos territórios; estas traduções deverão ser exatas e fiéis ao original em latim e deverão ser postas, segundo a norma canônica, à “recognitio” (ao reconhecimento) da Congregação para o Culto Divino.

O exorcismo

No ritual que hoje apresentamos encontra-se, antes de tudo, o rito do exorcismo propriamente dito, a ser exercitado sobre uma pessoa possessa. Seguem as orações a recitar-se publicamente por um sacerdote, com a permissão do Bispo, quando se julga prudentemente que existe uma influência de Satanás sobre lugares, objetos ou pessoas, sem chegar ao estado de uma possessão própria e verdadeira.

Há, além disso, uma coleção de orações para recitar de forma privada por parte dos fiéis, quando estes suspeitam com fundamento de estarem sujeitos ou sob influência diabólica.

O exorcismo tem como ponto de partida a fé da Igreja, segundo a qual existem Satanás e os outros espíritos malignos, e que sua atividade consiste em afastar os homens do caminho da salvação. A doutrina católica nos ensina que os demônios são anjos caídos por causa do pecado, que são espíritos de grande inteligência e poder: “Entretanto, o poder de Satanás não é infinito. Não é mais do que uma criatura, poderosa pelo fato de ser puramente espírito, mas sempre criatura: não pode impedir a edificação do Reino de Deus.

Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora sua ação cause graves danos -de natureza espiritual e indiretamente inclusive de natureza física – em cada homem e na sociedade, esta ação é permitida pela divina providência que com força e doçura dirige a história do homem e do mundo. Porque Deus permite a atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que em todas as coisas Deus intervém para bem dos que o amam” (Rm 8, 28)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 395).

Luta, graça e vitória

A presença do diabo e de sua ação, explica a advertência do Catecismo da Igreja Católica : “Esta situação dramática do mundo que “jaz inteiramente sob o poder do maligno” (1 Jo 5, 19), faz da vida do homem um combate: “Através de toda a história do homem estende-se na dura batalha contra os poderes das trevas que, iniciada já na origem do mundo, durará até o último dia segundo diz o Senhor.

Nesta luta, o homem deve combater continuamente para aderir-se ao bem, e não sem grandes trabalhos, com a ajuda da graça de Deus, é capaz de alcançar a unidade em si mesmo” (Concilio Ecumênico Vaticano II, Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Atual, Gaudium et spes, n. 37,2)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 409).

A Igreja está segura da vitória final de Cristo e portanto, não se deixa levar pelo medo ou pelo pessimismo, mas ao mesmo tempo é consciente da ação do maligno que busca nos desanimar e semear a confusão.

“Tenham fé -diz o Senhor- Eu venci o mundo!” (Jo. 16,33). Nesse marco encontram seu lugar os exorcismos, expressão importante, embora não única, da luta contra o maligno.

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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