Posts Tagged ‘Matrimônio’

* Matrimônios em crise: Confessores não são psicanalistas e a confissão deve ajudar a assumir responsabilidades.

sexta-feira, março 12th, 2010

No marco do curso anual sobre Foro Interno realizado pela Penitenciaria Apostólica do Vaticano até o dia 12 de março, o Pe. Giovanni Colón, consultor deste dicastério, explicou que os sacerdotes devem ajudar os matrimônios em crise administrando a confissão identificando-se com Jesus, médico da alma, e evitando aplicar elementos da psicanálise que não fazem parte do sacramento.

Conforme informa o L’Osservatore Romano, o Pe. Colón, dos oblatos de Maria Imaculada, explica que o confessor não é um psicoterapeuta e que a confissão é “uma relação de ajuda para oferecer os instrumentos, os conhecimentos e as motivações necessárias para que os fiéis possam compreender o sentido do pecado e assumir sua própria responsabilidade de cristãos adultos”.

Depois de explicar que os sacerdotes devem ajudar os casais também com a pastoral familiar, o Pe. Colón, explicou que na confissão todo presbítero deve “acolher ao penitente com a atitude misericordiosa de Jesus”, ajudá-lo a compreender o sentido da vida, sua liberdade e responsabilidade, compartilhando esta última com seu cônjuge.

Trata-se, explica, de ajudar as pessoas a renovarem a própria vida à luz da fé para que possam caminhar para a santidade.

Para o presbítero, a tarefa do confessor está em “levar as pessoas ali onde se encontram a um caminho de crescimento moral e espiritual e para a maturidade”, acolhendo a cada um “na totalidade de seus recursos e de seus limites”.

Depois de advertir que as técnicas psicanalíticas são “absolutamente estranhas” à confissão, o Pe. Colón explica que é necessário ter em conta algumas características da sociedade atual para poder ajudar aos matrimônios em crise, como a desagregação dos valores fundamentais como a razão e a fé, o amor e a familia ,a dignidade e a responsabilidade que derivam do batismo.

Esta perda de valores, afirma, gera no casal o sentido da solidão, conflitividade, incomunicabilidade e ressentimento, assim como falta de maturidade, individualismo narcisista, entre outros males, que se deve ter em conta na hora de ajudar um matrimônio em crise.

ACI

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* Igreja cria curso na Itália para sogra não interferir em vida de casal.

quinta-feira, março 4th, 2010

BBC Brasil

Com a finalidade de prevenir crises conjugais, uma arquidiocese italiana decidiu abrir um curso na cidade de Udine, no norte da Itália, para ensinar sogros e sogras a não interferir na vida de casal de seus filhos.

O curso – chamado “Famílias em diálogo, como ser pais eficientes com filhos que vivem a experiência de casal” – é organizado pela arquidiocese da região de Friuli e financiado pela prefeitura de Udine.

Serão três aulas, uma vez por semana, a começar nesta sexta-feira. O curso é gratuito, e sogros e sogras podem participar individualmente ou em casal.

Durante os encontros, psicólogos vão ensinar os sogros a não se intrometer demais na vida familiar de seus filhos e a auxiliar na criação dos netos, respeitando as escolhas dos pais.

De acordo com os organizadores do curso, as intromissões de sogros e sogras desencadeiam discussões entre pais e filhos e sobretudo entre os sogros e os cônjuges de seus filhos, o que muitas vezes leva à dissolução de relações que pareciam sólidas.

A arquidiocese diz que o curso, que ainda será levado para outras cidades italianas, pretende ajudar os sogros a discutir seus problemas e a se colocar em seu devido lugar no âmbito familiar.

Causa de divórcio

Segundo pesquisas citadas pelos organizadores do curso, a intromissão dos pais na vida dos filhos casados é uma das principais causas de divórcio na Itália.

“Estudos evidenciam claramente que ao menos três em cada dez casamentos entram em crise por causa dos sogros. Em algumas regiões, essa proporção chega a 50%”, diz o padre Giuseppe Faccin, responsável pela pastoral da família da arquidiocese de Udine.

Os dados divulgados pelo sacerdote são confirmados pela associação italiana dos advogados especializados em divórcios. A intromissão de sogros seria tão grave quanto a infidelidade conjugal, segundo a entidade.

O organismo calcula que cerca de 30% das separações judiciais ocorrem por causa dos sogros. As relações mais problemáticas seriam com as mães dos maridos, que muitas vezes entram em competição com as noras.

“Educar um sogro, ou mais frequentemente uma sogra, significa antes de mais nada recuperar a relação dele com seu próprio cônjuge”, afirmou Faccin ao jornal Messaggero Veneto, de Udine.

Na avaliação do padre, com o casamento dos filhos, os pais precisam encontrar seu próprio equilíbrio como casal.

Segundo Faccin, após muitos anos dedicando-se à prole, a relação do casal enfraquece e os pais acabam se debruçando novamente sobre os filhos, mesmo quando eles já se casaram e geraram suas próprias crianças.

“(Os sogros) Deveriam aprender a ser avós e a deixar de se intrometer nas escolhas educativas dos filhos”, afirma o sacerdote.

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* Diante da cultura da morte, visão INTEGRAL do ser humano.

quarta-feira, março 3rd, 2010

Entrevista com Laura Tortorella, do instituto “Mulieris Dignitatem”

Por Carmen Elena Villa

Para que o homem e a mulher entendam melhor sua identidade, é necessário que olhem para si mesmos como seres criados à imagem e semelhança de Deus. Que descubram e valorizem seus próprios dons, que são enriquecidos quando se vive a reciprocidade.

As ideologias que recortam esta visão integral e que trazem consequências, como as conferências mundial do Cairo, em 1992, sobre o crescimento da população e a de Pequim, em 1995, sobre a “saúde sexual e reprodutiva”, reduzem de maneira alarmante a dignidade do homem e da mulher e promovem cada vez mais novas manifestações da “cultura da morte”.

Sobre este tema e sobre como assumir a masculinidade e a feminilidade de maneira integral,  Laura Tortorella, do instituto Mulieris Dignitatem para estudos sobre a identidade do homem e da mulher, da Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura – Seraphicum, responde a essa entrevista.

Laura Tortorella é diretora do programa de pós-graduação em “Gestão das crises pessoais e interpessoais”, que procura oferecer soluções às crises do ser humano nas diferentes etapas da vida.

-A Assembleia do Conselho de Estrasburgo aprovou, no último dia 27 de janeiro, um documento sobre a saúde sexual e reprodutiva. A seu ver, quais serão as consequências da posta em marcha deste documento sobre a mentalidade antivida e sobre o feminismo?

Laura Tortorella: O documento fala de “saúde sexual e reprodutiva” referindo-se à possibilidade dada também aos menores, sem informar os pais, de ter acesso à contracepção, ao aborto gratuito e seguro, à esterilização, à fecundação artificial e à livre “orientação sexual”. As consequências de tal documento serão certamente alarmantes: uma aliança (feministas de outras ideologias, lobby farmacêutico), a favor da “cultura da morte”.

-Passaram-se 15 anos desde a Conferência de Pequim sobre saúde sexual e reprodutiva. Como você acha que mudou a mentalidade no mundo com relação ao aborto como direito e à concepção da mulher?

Laura Tortorella: Os programas de ação da Conferência Mundial do Cairo e depois de Pequim contribuíram para criar um clima de “cultura da morte” e o próprio documento da Assembleia do Conselho da Europa, de Estrasburgo, que mencionamos antes, encontra pontos aí.

Está claro que tais ideologias marcaram e feriram profundamente os direitos da pessoa e o direito à vida. Nestes documentos, onde se fala de “direito à saúde sexual e reprodutiva”, na verdade se solicita não tanto o direito à saúde, e sim o direito ao aborto.

Penso que só se pode usar uma arma para deter esta cultura da morte: a formação, sobretudo das novas gerações, em uma cultura da vida. Todas as nações, especialmente as latino-americanas, que ainda conservam tantos valores, deveriam fazer respeitar o valor que ainda pode servir como gancho para salvar a sociedade inteira: a família. Isso se torna mais urgente que nunca, para defender a primeira célula da sociedade dos ataques que recebe.

É justamente na família que as novas gerações podem aprender a respeitar a vida humana. Pensemos na necessidade de uma nova vida, na demonstração cotidiana do cuidado, da educação, do amor recíproco, do respeito. Pensemos no fato de que, por exemplo, na família se aprende a acolher a morte e a entender seu sentido.

-Como este documento feriu o significado de homem e mulher, e da reciprocidade entre ambos?

Laura Tortorella: Pretendendo libertar a sexualidade de cada preocupação e temor, cancelam-se termos como “maternidade”, “paternidade”, “família”, “casamento”, “responsabilidade” no âmbito da sexualidade. Deixam de ser dons e se convertem em direitos, depois se transformam em necessidades, decisões, exigências dos adultos.

Neste clima, tanto o homem como a mulher veem ofuscada a verdade sobre eles mesmos (igual dignidade e queridos por Deus um para o outro), a ser chamados a restabelecer um humanismo que volte a amar a verdade, a única que fará brotar as verdadeiras perguntas, as que levam à compreensão do sentido e que tornam o homem verdadeiramente livre.

-A partir do programa que você dirige, “Gestão das crises pessoais e interpessoais”, como se pode enfrentar esta crise à luz do Evangelho e de uma ética cristã, sem reduzir o papel do homem ou da mulher?

Laura Tortorella: Muitas são as crises que a pessoa deve enfrentar em diferentes etapas da vida. Para gestioná-las, penso na importância de uma correta antropologia: formar as pessoas sobre alguns temas fundamentais e imprescindíveis para a vida.

Esta formação tem o valor pela vida concreta da pessoa porque não tira o foco da verdade: homem e mulher, criaturas de Deus, criados à sua imagem e semelhança. Somente colocando a originalidade masculina e feminina ao serviço do homem e promovendo o diálogo frutífero, a pessoa (homem e mulher), assim como a sociedade, conseguirão encontrar as respostas às aplicações práticas completas.

Creio que a mensagem central da Mulieris Dignitatem, a reciprocidade homem-mulher, pode ser a solução para restabelecer um equilíbrio na sociedade, que leve ao reconhecimento de valores comuns de referência para construir juntos a história: “humanidade significa chamado à comunhão interpessoal”. Os tempos parecem maduros e carregados de expectativas sobre um diálogo frutífero entre homem e mulher, baseado na reciprocidade, na mesma dignidade e na comunhão que leva à resolução de problemáticas atuais inseridas em um horizonte de sentido.

-Há alguns fenômenos aceitos socialmente, como o “direito à morte”, a fecundação in vitro, o não reconhecimento da dignidade do embrião. Como estes fenômenos afetam a psicologia da mulher?

Laura Tortorella: Afetam de maneira diferente o homem e a mulher, porque não levam em consideração a proteção da vida humana. Estas são tarefas comuns para o homem e a mulher. As consequências, quando falta um desses elementos, ainda são comuns hoje: o risco de ser vistos como objetos do mundo, que sabem manobrá-lo, mas inevitavelmente permanecem sufocados.

A maternidade, por exemplo, deveria voltar a ser um bem reconhecido. É a mentalidade que deve mudar novamente, voltando a apreciar a vida humana como o primeiro valor de uma sociedade que pretende ser considerada sociedade civil. Uma nova revolução do amor e de acolhimento da vida humana!

Anos de batalha e de reivindicação das feministas e de outras ideologias causaram um colapso da vida nas areias movediças da indiferença. As consequências disso são evidentes: direito à morte, fecundação in vitro, não reconhecimento da dignidade do embrião são somente algumas das problemáticas que surgem de uma mentalidade fechada na luta antivida. Eu me pergunto de que maneira estes fenômenos repercutem na psicologia da mulher, quem, mais de uma vez, em primeira pessoa, pode ser golpeada por tais problemáticas porque é a mulher quem tem a tarefa de aceitar, socorrer, velar pela vida e está claro que, quando esta não ocorre, devido a culpas que não são somente da mulher, é ela quem, em primeiro lugar, paga as consequências de certas decisões, também do ponto de vista psicológico.

Zenit

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* As razões da insustentabilidade do divórcio e as vantagens do casamento em uma perspectiva sociológica.

quarta-feira, março 3rd, 2010
Por Pe. John Flynn, L.C.
A organização Relationships Foundation publicou dois relatórios sobre o matrimônio.

A 9 de fevereiro foi publicado Counting the Cost of Family Failure (Avaliando os custos dos rompimentos familiares) e, no dia seguinte, Why Does Marriage Matter? (Por que o matrimônio é importante?).

No primeiro documento, a fundação coloca em 41,7 milhões de libras (64,5 milhões de dólares) o custo anual dos relacionamentos rompidos. Isso equivale a 1.350 libras (2.088 dólares) por cada contribuinte do Reino Unido. É necessário que os responsáveis políticos levem em conta essa pesada carga econômica e adotem as medidas apropriadas para assegurar que as relações sejam mais estáveis, pedia o relatório.

“É uma verdade impopular que as decisões têm consequências e custos, e esses nem sempre são suportados por quem toma as decisões”, comentava o relatório.

A fundação afirmava também que o progresso das famílias é a chave para a vida social e a transmissão de conhecimentos e habilidades. O relatório assinalava em 73 milhões de libras (112 milhões de dólares) por ano o montante pago pelas famílias através de seu apoio aos membros familiares e os cuidados sociais que proporcionam.

O relatório observava que os gastos familiares implicam custos que não são simplesmente econômicos. Fazia referência a estudos que mostram uma maior incidência de problemas de saúde entre os adultos divorciados e seus filhos.

Além disso, os traumas emocionais, a solidão e a ruptura das relações têm um impacto significativo. A educação dos filhos também sofre danos, posto que pais divorciados têm menos tempo para ajudá-los em seus deveres e incentivá-los a aprender.

“Os representantes da Conferência Anual da Associação de Professores de 2008 afirmaram que as vidas caóticas no lar e a pobreza tornam as crianças incapazes de aprender”, observava o relatório.

A fundação admitia que não há solução fácil ou de curto prazo para o problema da instabilidade na vida familiar, mas a carga da desintegração familiar é insustentável para a sociedade, concluía.

Vantagens

O segundo relatório de Relationships Foundation considerava o outro lado da moeda e examinava as vantagens do matrimônio. Em Why Does Marriage Matter? é explicado que, ainda que quase toda relação tenha seus benefícios, as vantagens são maiores para os casais casados.

O relatório observava que alguns argumentam que esses assuntos deveriam ser decisão privada entre duas pessoas e, portanto, não convêm às autoridades públicas.

“Mas o matrimônio não afeta só dois adultos que dão seu consentimento, mas também qualquer criança envolvida, as famílias em amplo sentido e a sociedade como conjunto”, afirmava o documento.

“Ao apoiar o matrimônio, a política está reconhecendo que é benéfico ver as relações como instituições públicas, não só como eleições privadas”, continuava a fundação.

Daí a necessidade de julgar algo que não é um mito, que as relações privadas deveriam gozar das mesmas proteções legais e sociais que apoiam o matrimônio, assegurou o documento.

O relatório reunia a investigação de numerosos estudos para respaldar a afirmação de que o matrimônio é benéfico para as famílias e a sociedade em geral.

Entre os benefícios para o casal estão os seguintes:

–Os homens casados investem de 10% a 40% mais que os solteiros em educação;

–Os casais casados geram maiores finanças que outros casais similares, solteiros ou que moram juntos, inclusive aqueles com rendas similares;

–O matrimônio está associado a uma redução significativa da depressão;

–O estado matrimonial contém o avanço do Alzheimer na terceira idade;

–É mais provável que as pessoas casadas sobrevivam ao câncer;

–As pessoas casadas têm um menor risco de suicídio que as pessoas não casadas, um efeito protetor que se mantém nos últimos 25 anos;

–O matrimônio faz das pessoas mais sadias e felizes, e as pessoas casadas vivem mais.

O casamento também beneficia os filhos:

–Os bebês nascidos de pais casados têm um índice menor de mortalidade infantil. Em média, o risco de mortalidade infantil aumenta entre 25-30% se a mãe forma parte de um casal de fato, e de 45%-68% se a mãe for solteira;

–Os pais casados passam mais tempo com seus filhos, proporcionam-lhes mais recursos materiais, trabalham mais próximos da mãe de seus filhos e estão mais comprometidos, emocional e moralmente, em contribuir com o futuro de seus filhos;

–70% das crianças nascidas em 1997, de pais casados, podem esperar passar toda sua infância com ambos pais naturais, em comparação com 35% dos filhos de casais de fato.

–Levando em conta fatores como raça, educação da mãe, qualidade do bairro e habilidades cognitivas, as crianças criadas com somente um progenitor correm maior risco de acabar na prisão até os 30 anos;

–As crianças que vivem com mães solteiras, padrastos, ou namorados de sua mãe são mais propícias a serem vítimas de abusos, e as crianças que vivem somente com sua mãe tem um índice mais alto de mortes por lesões intencionadas;

–Crianças cujos pais se casam e permanecem casados têm mais probabilidade de ter no futuro um casamento estável e tendem a esperar o matrimônio para terem filhos.

Os casais de fato, que hoje se costumam apresentar como uma alternativa aceitável ao casamento, simplesmente não possuem os mesmos benefícios do casamento, conclui o relatório.

Viver Juntos

O relatório explicava que os casais não casados, em média, têm um nível inferior de satisfação em sua relação, mais conflitos, mais violência e um menor nível de compromisso. No geral, a falta de benefícios para os casais de fato em comparação com os matrimônios vem do fato de que as pessoas que escolhem viver juntas e tendem a se comprometer menos em um relacionamento para a vida.

O relatório comentava ainda que alguns opinam que a relação entre famílias sólidas e as vantagens que derivam delas é devido a um efeito de seleção, o que significa que apenas pessoas “casáveis” se comprometem com o matrimônio e todos os benefícios se devem ao tipo de pessoa que o escolhe.

O documento respondia que esse argumento não é válido. Em primeiro lugar, ignora o resultado positivo de tomar uma decisão clara e um compromisso, que tem lugar quando nós nos casamos.

Em segundo lugar, o aumento de nascimentos fora do matrimônio é resultado de uma dramática mudança nas últimas décadas, que tem natureza social e não é o resultado de uma espécie de alteração genética que faz com que as pessoas sejam menos “casáveis”.

Casais

Estes dois relatórios não são mais que a última amostra de uma “inundação” de documentação que comprova o quanto o matrimônio é importante para a sociedade. Em outubro de 2009, outra organização do Reino Unido especializada em relacionamentos, One Plus One, publicou um estudo com o nome de When Couples Part: Understanding the Consequences for Adults and Children (Quando os casais rompem: Entendendo as Consequências para Adultos e Crianças).

Após a leitura dos dados da pesquisa, o relatório concluiu que, embora as evidências do impacto das separações matrimoniais sejam muito complexas, “a conclusão predominante é sua associação com as desvantagens de adultos e crianças”.

Essa ligação ainda é forte, apesar do fato de que o divórcio e a separação são difundidos na sociedade de hoje. A pesquisa mostra que os impactos negativos não diminuiram com o passar do tempo , acrescentou o relatório.

“Daí a urgente necessidade de reconhecimento político para que promovam o desenvolvimento familiar e a estabilidade”, concluía.

Crianças

Bento XVI falava recentemente dos benefícios do matrimônio, no dia 8 de fevereiro, aos participantes da assembleia plenária do Pontíficio Conselho para a Família. Fazendo referência à necessidade de proteger as crianças, o Papa comentava: “precisamente a família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é a maior ajuda que se pode dar às crianças”.

“Elas querem ser amadas por uma mãe e um pai que se amam, e necessitam crescer e viver junto com ambos pais, porque as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção da sua personalidade e de sua identidade”, acrescentou.

“Portanto, é importante fazer todo o possível para ajudá-las a crescer em uma família unida e estável”, recomendava o Papa.

Seja uma perspectiva sociológica ou religiosa, parece ter sentido apoiar e proteger o casamento.

Zenit

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* Os homens não são os vilões da história, Afirma ex feminista em entrevista.

sábado, fevereiro 27th, 2010

Ela se define como feminista, mas eu diria que é uma feminista “reformada” pois não segue mais o movimento e tem consciência de que “está na hora de reavaliar as coisas”.

Quem dera se todas as feministas fossem iguais a ela neste sentido da auto-crítica!

Fonte: Marie Claire , Grifos da tradutora

***

(…) Pessoalmente, Kathleen Parker é bem menos bélica do que seu livro e suas colunas. Simpática e divertida, me perguntava tanto quanto eu perguntava a ela, e queria saber se os ‘machos latinos’ também precisam ser salvos.

Na tese de Kathleen, os homens viraram os vilões da história como conseqüência do sucesso do movimento feminista, que, para se libertar do patriarcalismo, teve que matar simbolicamente o patriarca. ‘Acho que o problema é que acabamos confundindo o que faz os homens e as mulheres serem diferentes e portanto atraentes uns para os outros’, disse. ‘Eu não sou nem um pouco fã do machismo, mas também não quero ser casada com um homem que espera que eu vá checar o que é o barulho estranho no andar de baixo, entende?’

MC Como você acha que o mundo seria se fosse comandado por mulheres? Na Presidência, nas Embaixadas, à frente dos grandes negócios e das grandes corporações.

KP Seria ótimo e organizado. Bem melhor do que hoje. Uma pena que isso nunca vai ser possível.

MC Por que não?

KP Porque as mulheres são as únicas que podem ter bebês, e isso leva tempo. E quando você tem um filho, quer ficar com ele, é natural. Esse é o trabalho mais importante que existe.

MC Quer dizer que você acha que é impossível ter tudo? Carreira, filhos, casamento feliz?

KP Ao mesmo tempo, infelizmente, acho que é. Mas a vida é longa, não deixe ninguém dizer o contrário. Minha carreira só começou a dar certo quando eu tinha 52 anos. Fiquei em casa, trabalhando menos do que poderia, até meu filho entrar na universidade. Aí, sim, me mudei para Washington e comecei a escrever para jornais maiores e mais importantes. (…)

MC Por que escreveu esse livro?

KP Há mais de vinte anos escrevo colunas. Tinha acabado de virar mãe, logo depois fiquei sozinha, então escrevia muito sobre meu filho, sobre criar um filho sem o pai etc. Com o tempo, a coluna ficou mais abrangente e o foco acabou sendo a diferença entre os sexos, e quando você começa a escrever sobre isso, o assunto acaba virando política. E comecei a observar que a nossa cultura, que costumava ser amigável com as mulheres, o que eu defendo com todas as minhas forças, estava começando a ficar hostil em relação aos homens. E eu provavelmente não teria notado, ou ligado, se não tivesse um filho pequeno. E quando comecei a observar mais atentamente, foi ficando cada vez mais claro que o preconceito contra os homens estava estabelecido.

MC Qual foi o primeiro sinal?

KP Na pré-escola do meu filho tinha um dia em que os pais levavam as filhas pequenas para o trabalho. Só as meninas. E os meninos tinham que ficar na escola. E não só isso, naquele dia eles eram obrigados a ouvir uma palestra explicando porque as meninas tinham esse tratamento especial e que as mulheres tinham sido oprimidas durante muitos anos e tal. Tudo verdade, mas por que não fazer a visita e a palestra para toda a classe? É possível ensinar que a opressão é ruim sem mudar o alvo da opressão.

MC O que você pensa a respeito dos homens, afinal?

KP Temos que ver o sexo oposto como amigo, não inimigo. Também acho que eles precisam ser treinados (risos) e precisam dos pais por perto para fazer isso. Os homens não precisam de muita coisa, eles não pedem muito. Mas acho que gostariam de ser apreciados pelo que são.

MC Você se considera uma anti-feminista?

KP De jeito nenhum, me considero uma feminista. Acho que o feminismo é fabuloso, e só por causa dele sou capaz de ter a vida que tenho. Mas também sou crítica ao feminismo e acho que está na hora de reavaliar as coisas. As mulheres fizeram tantas coisas para prejudicar os homens, ou diminuir os homens, que os efeitos acabaram atingindo as próprias mulheres, e pior, as crianças, que não têm nada a ver com isso.

MC O título do livro é uma brincadeira com o famoso ‘Save the Whales’, o slogan de uma ONG dos anos 70 dedicada a erradicar a caça às baleias. Mas os homens não correm o mesmo perigo…

KP É engraçado, toda vez que eu falo o título do livro para quem não o conhece as pessoas primeiro acham que é mesmo ‘Save the Whales’. Então eu corrijo, e aí elas acham que é ‘Save the Mails’, como se fosse alguma coisa ligada aos correios. Quando finalmente entendem do que se trata, as mulheres em geral me perguntam se estou louca, e os homens, que são mais sem noção ainda, me dizem que não sabiam que precisavam ser resgatados. Não estou medindo a sociedade em termos de quanto dinheiro os homens ganham e que posições eles ocupam na nossa sociedade -sei bem que há mais homens que mulheres no comando de quase tudo. O que me interessa é a qualidade das nossas relações. Os homens precisam ser melhores parceiros para as mulheres e melhores pais para os nossos filhos.

MC E os homens adultos não precisam de resgate?

KP As leis do divórcio são injustas com os homens, mas isso também não me preocupa. O que me incomoda é que essas leis tiram os pais da vida das crianças. Eles viram uma visita que vê a criança quatro vezes por mês. Isso não é a mesma coisa que ser pai. A gente não acha que é importante ficar casado para o bem dos filhos, que não há razão para não procurar a felicidade total no amor e sabe o que eu acho? Que quem tem filho tem que diminuir a expectativa de felicidade mesmo, ninguém é feliz o tempo inteiro.

MC Você realmente defende que as pessoas mantenham um casamento infeliz pelo bem dos filhos?

KP Sou casada há mais de vinte anos, e o que eu notei durante esse tempo é que as pessoas se apaixonam e se desapaixonam muitas vezes ao longo de um casamento. Ninguém nunca me disse que valia a pena continuar casada e acho que seria bom que eu tivesse ouvido. Alguns dias, semanas ou meses são bons, alguns são péssimos, mas são fases pelas quais todo casamento passa. Eu ainda olho para o meu marido hoje em dia e gosto do que vejo (risos). Mas venho de uma família sem estrutura, perdi minha mãe muito cedo e tive quatro madrastas. Então claro que eu sempre tive um grande desejo de ter uma família sólida que me protegesse.

MC O amor não entra na conta?

KP E qual é a idéia? Mudar para a França e ter vários casos? Tudo depende de como você define o amor. O amor romântico, aquele que faz a gente perder a cabeça, não dura para sempre, todo mundo sabe. Mas também não vai embora para sempre, e as pessoas aprendem isso se ficam casadas. (…)

MC Acredita que o relacionamento com o seu pai a fez olhar para os outros homens com mais carinho?

KP(…) Fui criada só por ele. Durante os meus anos de colegial ele estava sozinho, então tudo era com ele. Talvez por isso eu seja tão insistente na questão de que toda criança deve ter o pai por perto, e que os adultos devem fazer todo o esforço possível para que os filhos cresçam com seus pais.

MC O que mudou quando nasceu seu filho?

KP Mudou tudo, virei uma conservadora da noite para o dia (risos). Eu queria que o mundo fosse melhor para o meu filho, e naquela época -ele tem 24 anos- achei que a cultura não era muito amigável para as crianças. Eu era uma feminista de carteirinha antes. Ainda me considero feminista, mas me afastei do movimento e me considero uma feminista racional. Mas na minha cabeça eu ia ter meu filho, então ia imediatamente voltar a trabalhar e deixá-lo em uma creche, assim minha carreira podia ser tudo que eu queria que fosse. E eu tinha 33 anos, não era mais uma criança. Mas, quando ele nasceu, não queria voltar a trabalhar, queria ser mãe, dedicar meu tempo a isso. A idéia de deixar que outra pessoa cuidasse dele, uma pessoa bem menos educada que eu, que ganha salário mínimo, criando o meu filho, de repente deixou de me atrair. Mas eu já tinha inventado para mim um estilo de vida que custava caro, precisava voltar a trabalhar. Depois percebi que o dinheiro não era tão importante quanto eu imaginava, meu filho ia ser mais feliz se eu estivesse por perto. Então remodelei a vida, comecei a trabalhar menos, ganhar menos, mas criei meu filho eu mesma.

***

Ela não fala dentro da perspectiva católica, mas vindo de uma ex – feminista é notável que tenha evoluido para uma compreensão bem próxima da nossa fé

Bem interessante.

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* Lançado site de aconselhamento Matrimonial.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010
portumatrimonio.jpg

A Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) lançou um novo portal na internet, voltado para casais e com aconselhamento e dicas para um matrimônio sólido e feliz.

“Por Tu Matrimonio” (www.PorTuMatrimonio.org) é a versão em espanhol da página ForYourMarriage, sucesso entre casais católicos americanos.

De acordo com o episcopado do país, a iniciativa vai ao encontro das atuais prioridades dos bispos americanos pelo casamento, com enfoque na comunidade hispânica.

“PorTuMatrimonio.org é um lugar para inspirar e instigar casais hispânicos a viver de uma forma mais completa a sua relação matrimonial, explica Alejandro Aguilera-Titus, diretor para Assuntos Hispânicos do Secretariado de Diversidade Cultural na Igreja e coordenador do projeto. “A ideia é ajudá-los a serem casais felizes, comprometidos com suas vocações”.

Aconselhamento, orações, relatos, testemunhos e outros recursos para animar o cotidiano do matrimônio dos casais podem ser encontrados no site, junto de informações valiosas sobre desafios comuns e como superá-los de forma saudável e respeitosa, informa o coordenador. “Convidamos casados e também aqueles que estão se preparando para receber o sacramento do Matrimônio a descobrir conosco tudo o que eles podem fazer pelo seu casamento”.

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* Esplendor do VERDADEIRO matrimônio diante da mentira.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010


Por Christopher West

Um homem pode se casar com outro homem? Uma mulher pode se casar com outra mulher? Um homem pode se casar com várias mulheres ao mesmo tempo, ou uma mulher com vários homens? Um homem pode se casar com sua irmã ou com sua mãe? Seu irmão, ou seu pai? Uma mulher pode se casar com seu irmão ou seu pai? Sua irmã, ou sua mãe?

Todas estas questões são agora relevantes em nossa cultura. Elas não podem ser apropriadamente respondidas a menos que saibamos o que é o matrimônio.

Como católicos, nós temos um incrível corpo de ensinamentos para que entendamos o sentido e o propósito do matrimônio. Comecemos com uma definição básica advinda da Lei Canônica e do Concílio Vaticano II.

O matrimônio é comunhão íntima, exclusiva e indissolúvel de vida e de amor assumidas por um homem e uma mulher como designado pelo Criador para o propósito do seu próprio bem e da procriação e educação dos filhos. Esta aliança entre pessoas batizadas foi elevada por Nosso Senhor Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.

Comunhão íntima de vida e de amor: O matrimônio é a mais próxima e mais íntima de todas as relações humanas. Ele envolve a partilha da totalidade da vida de uma pessoa com seu(ua) esposo(a). O matrimônio pede uma mútua entrega de si mesmo tão íntima e completa que os esposos — sem perder sua individualidade — tornam-se “um”, não somente no corpo, mas também na alma.

Comunhão exclusiva de vida e de amor: Como uma mútua doação de duas pessoas um para o outro, esta união íntima exclui a possibilidade de outra união com qualquer outra pessoa. Ela demanda a fidelidade total dos esposos. Esta exclusividade também é essencial para o bem dos filhos do casal.

Comunhão indissolúvel de vida e de amor: Marido e esposa não são unidos por emoções passageiras ou meras inclinações eróticas as quais, egoísticamente buscadas, vão-se facilmente. Eles são unidos em autêntico amor conjugal pelo firme e irrevogável ato de sua própria vontade. Uma vez que seu mútuo consentimento foi consumado pela relação sexual, uma ligação inquebrantável é estabelecida entre os esposos. Para os batizados, esta ligação é selada pelo Espírito Santo e se torna absolutamente indissolúvel. Por isso, a Igreja não ensina tanto que o divórcio é errado, mas que o divórcio é impossível, apesar de suas implicações civis.

Assumidas por um homem e uma mulher: A complementaridade dos sexos é essencial para o matrimônio. Não é que dois homens (ou duas mulheres) não possam se casar porque “a Igreja não deixa”. Se compreendermos o que o matrimônio é, nós veremos com bastante clareza que é impossível que membros do mesmo sexo contraiam matrimônio.

Como designado pelo Criador: Deus é o autor do matrimônio. Ele inscreveu o chamado para o matrimônio em nosso próprio ser criando-nos como homens e mulheres. Nós, portanto, não podemos alterar a natureza e os propósitos do matrimônio.

Para o propósito do seu próprio bem: “Não é bom que o homem esteja só” (Gen 2,18). Reciprocamente, é pelo seu próprio bem, para seu benefício, enriquecimento e, por último, para sua salvação, que um homem e uma mulher unem suas vidas em matrimônio.

Procriação e educação dos filhos: Os filhos não são acrescentados ao matrimônio e ao amor conjugal, mas brota do próprio coração dessa auto-doação mútua entre os esposos, como fruto e realização. A exclusão intencional dos filhos, então, contradiz a própria natureza e propósito do matrimônio.

Aliança: Enquanto o matrimônio envolve um contrato legal, uma aliança vai além dos mínimos direitos e responsabilidades garantidos por um contrato. Uma aliança exige dos esposos uma partilha do amor livre, total, fiel e fecundo de Deus. Pois é Deus quem, à imagem de sua própria Aliança com seu povo, une os esposos em uma forma mais compromitente e sagrada que qualquer contrato humano.

A dignidade de sacramento: O matrimônio entre pessoas batizadas é um sinal eficaz da união entre Cristo e a Igreja, e, como tal, é um canal de graças. Isto é, o matrimônio — porquanto a união entre o homem e a mulher verdadeiramente simboliza o amor de Cristo pela Igreja — realmente comunica o amor de Cristo aos esposos e, através deles, para todo o mundo.

Tradução livre: Fabrício L. Ribeiro

Original em: http://tobinstitute.org/newsItem.asp?NewsID=54

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* Cresce nos Estados Unidos a adesão a sites de namoro guiados pela opção religiosa católica.

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

Usuários buscam pretendentes que compartilhem os mesmos valores

The Denver Post

Procura-se: “Alguém próximo da minha idade, aparência boa e católico”. Christina Newman diz que sua pequena lista de requisitos para um possível pretendente hoje parece superficial para ela. Mas uma palavra – “católico” – era muito importante. Ela sabia que alguém que se importasse com sua fé compartilharia os mesmos valores e pontos de vista que ela.

Aos 25 anos, ela se registrou no serviço de namoro online CatholicMatch.com, maior site de relacionamento de católicos adultos dos Estados Unidos.

Christina é uma das histórias de sucesso do namoro entre pessoas da mesma religião. Em 2008, ela se casou com Ernesto Monne, após três anos de noivado.

“Eu era mãe solteira. Tinha me casado aos 19. Essa situação estava ruim”, disse Christina. “Me converti à Igreja Católica em 2000 e estava muito difícil encontrar um jovem católico que quisesse ir à missa comigo e praticar a fé”.

Em 2008, a “Pesquisa Pew sobre Religião e Vida Pública” estimou que havia 22,6 milhões de católicos solteiros nos EUA. A solteirice se tornou um estilo de vida mais atraente nas últimas décadas. O aumento do namoro online atesta essa afirmação. O casamento, porém, não exerce o mesmo fascínio.

Nas últimas cinco décadas, a porcentagem de pessoas casadas entre 35 e 44 anos caiu de 88%, em 1960, para 69%, em 2007, segundo o censo dos EUA. Para as mulheres, a queda foi de 87% para 72%.

Entretanto, muitos solteiros, especialmente aqueles religiosos, gostariam de encontrar um parceiro que compartilhasse a sua fé.

União inter-religiosa.

A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA relata que, nos últimos anos, quase metade dos casamentos católicos une um fiel católico a um não católico. E essa é uma situação nova.

Segundo a pesquisa “Pew”, 78% dos católicos norte-americanos casados estavam unidos a fiéis de outras religiões. As únicas religiões mais prováveis de promover uniões da mesma fé eram os hindus (90%) e os mórmons (83%).

“Acho que, devido ao índice maior de divórcios e famílias separadas, as pessoas voltaram a analisar cuidadosamente o que faz um casamento ser bem-sucedido”, disse Brian Barcaro, fundador do CatholicMatch.com. “Por isso, as pessoas estão valorizando cada vez mais a religião”.

Anastasia Northrop, 33, que fundou a Conferência Nacional dos Católicos Solteiros, afirma que hoje existem mais católicos solteiros do que nunca, porque grandes mudanças culturais levaram a um aumento do número de pessoas solitárias.

“Vivemos em uma época não de múltiplas escolhas, mas de escolhas infinitas”, disse Anastasia, que é solteira e vive no Texas. “As pessoas hesitam em firmar um compromisso porque elas querem manter suas opções em aberto”.

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* Família e relacionamentos sociais tradicionais diminuem taxa de mortalidade

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

 Homem e mulher ELE os criou !

" Homem e mulher ELE os criou" !

Os especialistas B. Egolf, J. Lasker, S. Wolf e L. Potvin, do Center for Social Research, da Universidade Lehigh da Pensilvânia, EUA, estudaram as causas de mortalidade por doenças cardíacas durante 50 anos na pequena cidade de Roseto.

Elas eram muito baixas quando comparadas com as cidades vizinhas. Os autores concluíram que as causas da longevidade estavam ligadas com a coesão familiar e o relacionamento social tradicional.

Quando a cidade se “modernizou” nos anos ’60 abandonando a família tradicional muito unida e o relacionamento social orgânico, a taxa de mortalidade por razões cardíacas igualou-se com a do resto do país.

O estudo científico foi publicado pelo Instituto Nacional da Saúde dos EUA (NIH, sigla em inglês). Texto completo.

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* Apenas 23% dos católicos da Arquidiocese de Maringá – Paraná, casam na igreja Católica.

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

Nos 27 municípios que compõem a Arquidiocese de Maringá foram celebradas 1.122 uniões, ante as 4.825 realizadas em cartório. Mais de 70% da população da região são católicos

A maioria da população é católica em Maringá e região, mas os casamentos celebrados pela Igreja representam 23% do total das uniões civis.

Os padres das 52 paróquias dos 27 municípios abrangidos pela Arquidiocese de Maringá celebraram 1.122 casamentos em 2008 – dados mais recentes disponíveis, enviados ao Vaticano.

Em igual período, foram firmadas 4.825 uniões civis, segundo o Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma das explicações da própria Igreja é que a minoria dos católicos é praticante. Pesquisa encomendada no ano passado pela Arquidiocese de Maringá apontou que 73% da população da cidade seguem a religião, mas só um terço admitiu ir às missas com frequência. Em 2000, o censo do IBGE apurou que 70,3% dos maringaenses eram católicos.

O porta-voz da arquidiocese, padre Orivaldo Robles, acredita que o avanço das igrejas evangélicas e a mudança de comportamento de quem se declara católico contribuem para o afastamento, até para a cerimônia de casamento, da religião fundada pelo apóstolo Pedro.

“Certamente a Igreja Católica já teve participação maior nos casamentos da cidade. Mas hoje você tem religião igual a supermercado. A Igreja Católica é só mais um componente à disposição do homem moderno, que não quer se comprometer. Atualmente, o cidadão monta um kit religioso, com ingredientes que acha mais interessante, e por isso temos perdido espaço”, diz.

“Alguém pode reclamar que há um curso para se casar na Igreja Católica. Mas é um curso simples, são orientações para os noivos. Costumo questionar: como que, para dirigir um veículo, o sujeito precisa estar habilitado, mas não se exige o mínimo grau de instrução para constituir uma família? Ninguém exige capacitação alguma para você casar, colocar os filhos no mundo. Tem cabimento?”, questiona.

Segundo casamento

Para o juiz de paz Silvio Lima, do 1º Registro Civil de Maringá, outra explicação está no estado civil dos noivos. “Hoje muita gente está se casando pela segunda vez. Para efeito de registro civil não há problema, mas no caso do religioso é diferente.

As igrejas evangélicas são menos burocráticas quanto a isso”, diz, lembrando que sob a benção da Igreja Católica, um segundo casamento só pode ser celebrado se o primeiro for declarado nulo pelo Tribunal Eclesiástico.

“Tenho visto muito homem casando pela segunda vez, com mulher solteira. É uma das coisas que mais tem acontecido em Maringá, e isso você não vai ver na Igreja Católica”, observa Silva.

Segundo os dados do IBGE, o perfil dos noivos mudou na cidade, com o crescimento porcentual de pessoas divorciadas e viúvas se casando novamente. Em 2008, do total de 2.644 casamentos civis em Maringá, 2.057 foi entre solteiros, representando 77,7%. Já em 2003, os casamentos entre solteiros na cidade correspondiam a 82,7% – de 1.866 casamentos, 1.544 foram entre casais solteiros.

A queda no porcentual de casais solteiros deve-se ao avanço de todas as demais uniões, em especial as que envolvem pessoas divorciadas com solteiras. Em 2008, o segundo lugar em tipos de uniões foi entre homens divorciados e mulheres solteiras: foram 246 casamentos desse tipo – 9,3% do total.

Em 2003, esse tipo de união representava 7,6%. O número de mulheres divorciadas que contraíram matrimônio com homens solteiros também subiu, passando dos 4,3% registrados em 2003, para 7,1% em 2008. O número de enlaces entre casais de divorciados também cresceu, de 3,8% em 2003, para 5,9% no ano retrasado.

Mais velhos

A faixa etária dos recém-casados também mudou em Maringá em um intervalo de cinco anos, conforme os registros do IBGE, indicando que a população está casando mais tarde. Entre 2003 e 2008, caiu o porcentual de noivas na casa dos 15 aos 24 anos.

Em 2003, as noivas maringaenses entre 20 e 24 anos tinham ampla vantagem, presentes em 38% das uniões. Em 2008, essa participação caiu para 30,7%, enquanto que o número de mulheres entre 25 e 29 subiu para 27,3%, ante os 22,3% registrados em 2003. Entre os homens, a mudança mais brusca também foi na faixa entre 20 e 24 anos. Em 2003, 30,4% dos noivos tinham essa idade, presença reduzida para 24,6% em 2008.

***

A reportagem poderia ser aplicada para quase todo o Brasil,embora fale do Paraná, um dos estados mais ricos do Brasil.

Perde-se quantidade, deveria se ganhar qualidade.

Deveria!

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* Portugal luta por referendo em defesa da família.

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010
Cartaz de convocação

Cartaz de convocação


E-mail enviado por Pe. Duarte aos católicos de Portugal partilhando suas impressões do atual momento vivido pela nação portuguesa.

Como se sabe, recentemente Portugal aprovou o ” casamento homossexual”.

***

Queridos amigos,

Mando este email para partilhar convosco coisas muito sérias.

Como sabem estou na Suíça. O meu “trabalho” é andar pela Europa e organizar encontros com bispos ou representantes destes. O objectivo é conseguir que haja cada vez mais sintonia entre todos e de todos com Jesus Cristo. Ora, um dos temas que por toda a Europa está a ser considerado e tratado é a questão do “pseudo-casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Trata-se de uma autêntica luta. Nós, católicos, somos pela paz. Mas se queremos a paz temos de pugnar por ela e pela verdade e não podemos deixar de lutar quando nos atacam.

Ora esta coisa do casamento não é um enfeite cultural, não é uma coisa que uns betinhos burgueses acham que é importante, ou que é do antigamente, do tempo dos nossos avós. Há muitas razões óbvias e sociais para dizer que quem ataca a estrutura natural do casamento está, no fundo a atacar a pessoa e o futuro. Mas há também razões teológicas que ainda confirmam melhor tudo isso.

Quem recebe este email sabe que eu sou padre, por isso, deixem-me dizer-vos duas coisas a partir da fé:

Deus é o Criador. Deus criou, homem e mulher, e disse os dois serão uma só carne. Uma palavra de Deus não é uma ideia ou uma opinião. A palavra de Deus cria, faz acontecer. Foi Deus quem “inventou” o casamento. O amor entre um homem e uma mulher, que envolve toda a vida a ponto de se casarem, começa por ser uma atracção recíproca mas depois avança para uma comunhão de vida. Este amor expressa-se fisicamente numa relação sexual pela qual, no mesmo acto em que marido e mulher reforçam a sua unidade eles abrem-se à possibilidade que esta sua unidade se torne uma nova pessoa.

Há muitas outras amizades, mas a sexualidade não é um acaso! É um desígnio de Deus.

Que haja homens e mulheres e que entre estes o amor possa ser fecundo, quer dizer que Deus quer que cada um de nós seja desde o momento da concepção um fruto do amor. Mas para isso é preciso que haja um pai e uma mãe. O casamento é isto, um amor que se torna missão de fazer feliz o outro e de acolher e educar os filhos como dons de Deus e frutos do amor. Pode ser melhor ou pior vivido. Mas é isto.

A amizade de duas pessoas do mesmo sexo, mesmo que seja imoral e entre eles haja “relações sexuais”, mesmo que vivam juntos e partilhem tudo, nunca poderá ser isto que Deus criou com um objectivo muito claro.

Mas isto, mesmo quem ainda não acredita em Deus pode constatar: basta olhar para a realidade! A pessoa humana é um todo: corpo e alma, interioridade e sociabilidade, história e presente, futuro e passado: somos uma pessoa não a soma de partes. Se o meu corpo é de homem, os meus pais dão-me um nome de homem, porque sabem que não é o corpo mas o filho que é um homem.

Uma segunda coisa me parece ser importante dizer: esta crise social que levou à legalização do aborto, agora à equiparação legislativa (e por isso cultural porque isto vai ser ensinado nas escolas) entre casamento e união de duas pessoas do mesmo sexo e que levará à Eutanásia, etc. Tem na sua raiz o pecado.

O Pecado original que faz com que a humanidade tenha a pretensão de decidir o que é bem e o que é mal sem ligar nenhuma a Deus. O pecado de tantos, mesmo de cristãos que desistem de viver como Deus manda, e o pecado, que por muita ou pouca culpa, praticam os que querem viver como se Deus não existisse. Estamos na cena do Filho Pródigo.

A nossa sociedade é o filho que sai de casa julgando que com as riquezas da herança já não precisa do pai. Mas o destino é acabar com os porcos. Só quando voltar a casa poderá, de facto, voltar a sentir-se homem! A nossa sociedade anda maluca; os nossos dirigentes, os políticos, estão muito influenciados por uma mentalidade anti-cristã e, por isso, já nem pensam se o que fazem é bom ou mau, mas querem ser progressistas sem critérios. Mas o mais difícil é que estas teses contra a vida e contra a família, que no fundo são contra o homem, aparecem sempre com a imagem de bonzinhos. Neste caso é para não descriminar. E nós somos acusados de maus.

Mas dizer que coisas diferentes são a mesma coisa não é não descriminar, é mentir. Não descriminar quer dizer que não negamos direitos que pertencem por natureza a pessoas por questões secundárias, como ninguém pode dizer que se é mais ou menos pessoa se formos desta ou daquela raça, deste ou daquele país, desta ou daquela religião, se formos homens ou mulheres, se formos adultos ou crianças.

Qual é a mentira que está nestas propostas de lei? É dizer que casamento é um direito e que a orientação sexual (isto é o diz a ideologia do género – para quem não há dois sexos mas 5 géneros) é um facto como a raça, o país, a idade ou o sexo.

Mas é mentira porque eles mesmos dizem que são livres de escolher a orientação, e não são livres de ter esta ou aquela idade, de ser de pele escura ou amarela, de ter nascido em Portugal ou nos Estados Unidos.

Quando dizemos que pela religião ou pelas ideias ninguém pode ser descriminado queremos dizer que não se é menos cidadão, com os direitos e deveres inerentes. Mas não dizemos que qualquer um de nós em nome da sua fé pode fazer qualquer coisa, como por exemplo matar, casar-se com muitas mulheres, ou coisas que sejam claramente erradas.

Por isso, dizer que não se pode descriminar os homossexuais só pode querer dizer que não se podem negar os direitos à vida, ao sustento, à saúde, à habitação, etc. Não se pode querer dizer que eles podem casar-se entre eles. O que se pretende, de facto, é outra coisa. Pretende-se negar a diferença sexual, porque se pretende negar que há um Deus Criador, ou que há uma natureza e por isso que há bem e mal e regras morais objectivas.

Quer-se o relativismo total. Ora nós não podemos aceitar isso. Porquê? Porque somos conservadores ou sensíveis e incomoda-nos a novidade? Não! Por amor. Porque olhamos para o futuro e não queremos que ele seja uma barbárie.

Não somos conservadores, somos os que querem o verdadeiro progresso. Porque não podemos esquecer que a Verdade é também a melhor caridade, porque não queremos ficar impávidos a ver a sociedade auto-destruir-se. Porque pensamos nos nossos, mas também em todos. Até nos homossexuais. Queremos o bem deles, não nos estamos a marimbar se fazem mal ou bem. Como na guerra do aborto fomos os que verdadeiramente queriam o bem das mulheres que os outros pretendiam defender, também aqui não queremos abandonar os miúdos e os graúdos que têm dificuldade de identidade, nem queremos que nas escolas, nas televisões, nos livros, na internet, se passe a mentira de que é tudo igual!

Não nos calamos, além, disso porque não podemos entregar crianças que já tiveram problemas em nascer em lares que não as acolheram e são dadas à adopção, para serem adoptadas e educadas por pessoas do mesmo sexo, sem o direito a ter um pai e uma mãe. Dizem que entre elas há muito afecto? E quando o afecto acabar? E que amor é esse que se reduz ao afecto? Mudar fraldas com afecto? Ficar até tarde à espera do filho que chega da noite por afecto? Ter de passar uma noite no hospital pediatra por afecto? Quem só tem afecto e não tem amor cansa-se muito depressa. E as crianças vão ser joguetes. Já basta quando os próprios pais, por egoísmo, descuram a educação. Vamos institucionalizar que a base da adopção é o afecto? Nem entre heterossexuais isso basta!

Depois de ter dito tudo isto (que já sei que muitos não lerão por ser muito comprido!) deixem-me dizer que há duas coisas muito importantes a fazer agora:

1. Fazer tudo por tudo para ser feliz na família. Casais, deixem-se de zangas, os tempos agora são para unir esforços e são para testemunhar que a verdade do casamento é um caminho possível. Deus ajuda. Não se deixem influenciar por egoísmos, não sejam indiferentes ao outro, ajudem-se, amem-se.

2. Vão no dia 20 de Fevereiro às 15 horas à manifestação na Avenida da Liberdade. vejam: http://www.casamentomesmosexo.org )

Força.

Com Muita amizade,

Pe. Duarte

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* Você é casado ou vai casar? Leia isso…

terça-feira, fevereiro 9th, 2010
Superar problemas de controle e confiança no casamento
Entrevista com o psiquiatra católico Richard Fitzgibbons

Por Genevieve Pollock

Muitos casais e famílias de hoje sofrem problemas de controle e confiança, afirma o psiquiatra Richard Fitzgibbons. Mas, graças aos sacramentos e à prática da virtude, estes problemas podem ser superados.

Este foi o tema de um recente encontro virtual de uma série patrocinada pelo Institute for Marital Healing, que oferece recursos para casais, conselheiros e clero sobre temas referentes à paternidade, idade adulta, vida familiar e casamento.

Fitzgibbons, diretor do instituto, trabalhou com milhares de casais e escreveu extensamente sobre estes temas. Em 2008, foi nomeado também como consultor da Congregação para o Clero, da Santa Sé.

Nesta entrevista, Fitzgibbons fala sobre as causas modernas dos problemas de confiança, a diferença entre ser forte e controlador e as virtudes particulares que oferecem um antídoto para este problema.

- Você menciona que a seção mais popular do seu site é a dedicada ao cônjuge ou familiar controlador. Por que você acha que há tanto interesse neste tema?

Fitzgibbons: De fato, nós nos surpreendemos com a resposta das pessoas na seção do esposo ou esposa controlador.

Após pensar e rezar sobre este assunto, cheguei a uma compreensão mais profunda dos graves fatores pessoais e culturais que estão contribuindo para uma tendência a dominar ou a não confiar nos demais, algo que dá como resultado a necessidade de controlar.

- Você poderia descrever brevemente as características de uma pessoa controladora?

Fitzgibbons: A pior fraqueza de caráter em uma pessoa que cai na tendência a controlar – e todos nós podemos cair às vezes – é tratar o cônjuge (que é um grande dom de Deus) com falta de respeito.

A pessoa controladora se volta totalmente para si mesma, de tal forma que não consegue ver a bondade do seu cônjuge.

A outra grande fraqueza é deixar-se levar com rapidez e em excesso pela cólera. Os cônjuges e familiares controladores são também irritáveis e costumam estar tristes porque, de fato, não é possível controlar ninguém, dado que temos uma dignidade e um vigor como filhos de Deus.

Finalmente, as tendências controladoras afetam a entrega sadia e carinhosa no casamento e reforçam o egoísmo, uma das principais causas dos comportamentos controladores.

- Que danos podem ser causados por cônjuges ou familiares controladores?

Fitzgibbons: Os comportamentos controladores causam dano na amizade do casal, no amor romântico e no amor prometido, três áreas essenciais da entrega matrimonial que João Paulo II descreve em “Amor e Responsabilidade”.

A falta de respeito leva o outro cônjuge a sentir-se triste, bravo, desconfiado e inseguro. A não ser que esse conflito seja tratado de forma adequada e correta, podem desenvolver-se graves problemas, incluindo a depressão, ansiedade, abusos graves, infidelidade, separação e divórcio.

- Em nossa rápida sociedade, em que se exige das pessoas que controlem e dominem tantos aspectos da sua vida – economia, saúde, trabalho, família etc. –, uma natureza controladora não seria mais uma vantagem, inclusive uma necessidade para sobreviver? Você vê algo positivo neste tipo de personalidade?

Fitzgibbons: Sim, a confiança e o vigor são características saudáveis na personalidade, que nos permitem responder a muitos desafios no grande sacramento do matrimônio e na vida familiar.

No entanto, é necessário o crescimento diário nas virtudes, de maneira que um marido não pode cruzar a linha porque possui estas qualidades e converter-se assim em controlador.

As virtudes que são essenciais para equilibrar o dom da fortaleza são a amabilidade, a humildade, a mansidão, o autocontrole e a fé.

Uma das metas do casamento é a fortaleza e a confiança, mas não o controle. Convido muitos maridos fortes a rezarem a São Pedro para que os proteja e assim não sejam líderes controladores do seu lar.

- Você indica que, no coração de uma personalidade controladora, costuma haver problemas de confiança. Poderia ampliar isso?

Fitzgibbons: Uma importante causa da tendência a controlar ou dominar é o fato de ter prejudicado, na infância, a capacidade de uma pessoa de confiar ou sentir-se segura.

Depois, os cônjuges podem deixar-se levar de maneira inconsciente pelo medo, até uma forma de agir controladora, isto é, só se sentem seguros quando têm o controle, algo que certamente nunca terão. No passado, os conflitos comuns da infância eram o alcoolismo, os enfrentamentos entre os pais e a experiência de um progenitor controlador.

Os motivos mais recentes de graves danos à confiança durante a infância são a cultura do divórcio, a creche e a epidemia de egoísmo nos pais, causados em grande parte pela uma mentalidade anticonceptiva. Além disso, os homens inseguros assumem comportamentos controladores em uma tentativa de estimular sua confiança masculina. Nos adultos jovens, a cultura das relações diversas também danifica gravemente sua capacidade de confiar sem que eles percebam.

Finalmente, no Catecismo da Igreja Católica, descreve-se um fator espiritual importante que não deveria ser deixado de lado: “Todo o homem faz a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência faz-se também sentir nas relações entre o homem e a mulher. Desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, o espírito de domínio, a infidelidade, o ciúme e conflitos capazes de ir até ao ódio e à ruptura” (n. 1606).

- Como uma pessoa pode começar a enfrentar estes temas e mudar seu jeito controlador? Como uma pessoa pode ajudar alguém a quem ama e que pode ser controlador?

Fitzgibbons: O primeiro passo é a necessidade de descobrir esta grave fraqueza matrimonial.

Se os esposos confiassem mais em Deus dentro dos seus casamentos, não temeriam enfrentar esta dificuldade e buscar superá-la.

A mudança necessária pode acontecer por um compromisso de crescer em confiança em Deus e no próprio cônjuge, por um processo de perdão àqueles que, na infância, prejudicaram a confiança, por uma decisão de deter os repetidos comportamentos controladores de um pai, pela meditação regular sobre o fato de que Deus tem o controle e pelo crescimento em numerosas virtudes, entre as quais estão incluídos o respeito, a fé, a amabilidade, a humildade, a magnanimidade e o amor.

O papel da fé pode ser muito eficaz para enfrentar esta grave fraqueza de caráter. Vimos notáveis melhorias na luta contra isso através da graça no sacramento da reconciliação. Animamos os casais católicos controladores a buscarem a cura neste poderoso sacramento.

Além disso, as esposas controladoras podem se beneficiar do aprofundamento em sua relação com Nossa Senhora, vendo-a como modelo e adquirindo suas virtudes, descritas por São Luis Maria Grignion de Monfort no “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”.

Os maridos controladores serão beneficiados pela meditação sobre São José, na qual podem pedir-lhe que os ajude a ser amáveis, sensíveis, líderes entregados e alegres em seus casamentos e famílias.

- Como psiquiatra, quando você acha que deveria ser sugerido que se busque ajuda externa, de um sacerdote ou conselheiro, para curar as feridas emocionais de uma pessoa?

Fitzgibbons: Recomendo ir a um sacerdote antes de ir a um conselheiro, porque muitos profissionais da saúde mental apoiam a atual cultura do egoísmo.

Brad Wilcox, um jovem sociólogo católico da Universidade de Virgínia, escreveu sobre a influência do campo da saúde mental no casamento: “A revolução psicológica, ao centrar-se na realização individual e no crescimento pessoal, deu como resultado que o casamento acaba sendo visto como um veículo para uma ética orientada à própria pessoa, uma ética do romance, da intimidade e da realização”.

“Nesta nova postura psicológica dentro da vida matrimonial, a obrigação primária da pessoa não é a própria família, mas ela mesma; daí que o êxito matrimonial tenha sido definido não como o cumprimento exitoso das obrigações com relação ao cônjuge e aos filhos, mas como uma sensação forte de alegria subjetiva no casamento – que se encontraria em e através de uma relação intensa e emocional com o cônjuge.”

Acreditamos que um compromisso sincero de cada um dos cônjuges por crescer no conhecimento de si mesmo e nas virtudes pode resolver o conflito de um esposo controlador sem a necessidade de uma terapia de casal. Não obstante, estão disponíveis novas fontes de referência matrimonial, fiéis aos ensinamentos de Cristo, nos sites de Catholic TherapistCatholic Psychotherapy.

A intercessão de Nossa Senhora em Caná conduziu ao primeiro milagre do Senhor, levando mais alegria a um jovem casal. Convidamos os casais católicos a lutarem contra os conflitos de controle e egoísmo dirigindo-se a Ela, para outro milagre em seus casamentos.

— — —

Na internet:

Institute for Marital Healing: www.maritalhealing.com

Catholic Therapists: www.catholictherapists.com

Catholic Psychotherapy: www.catholicpsychotherapy.com

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* ” Casar, para que? Já nos amamos e isso é o que importa”. Será?

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

Perguntei-lhes se alguma vez tinham pensado em casar-se. Olharam para mim admirados. Então ele, com um sorriso de quem perdoa uma pergunta tão ingénua, tomou a iniciativa de responder. “Casar-se? Para quê? Já nos amamos e isso é o importante.

Que sentido tem uma cerimónia exterior que não acrescentará nada ao nosso amor? Queremos um amor genuíno! Queremos um amor livre! Queremos um amor sem nenhum tipo de coação! Este modo de atuar parece-nos muito mais sincero. Não necessitamos de nenhum tipo de ataduras. Ataduras que cortariam as asas da nossa liberdade. Ela concordava com a cabeça. Todo o raciocínio do namorado parecia lógico. Estava de acordo com ele. Não havia fissuras na sua argumentação.

À primeira vista, parece que o casamento significa uma perda de liberdade. Se uma pessoa decide casar-se, perde a capacidade de voltar a fazê-lo no futuro. Se a liberdade se entende somente como capacidade de escolha, sem dúvida que o casamento significa a perda dessa capacidade.

Mas será que a liberdade é somente isso?

Hoje em dia, o casamento é muitas vezes visto como uma realidade oficial, formal e sem muito valor. Um convencionalismo antiquado. Uma instituição que “acorrenta” com elementos objetivos e escravizantes uma relação subjetiva e livre. A liberdade fica “atada”. A liberdade fica “obrigada” no futuro. Não parece sensato introduzir elementos “coativos” numa relação livre. Introduzir elementos objectivos numa relação subjetiva.

É uma visão simplista. Assim como a noz não é somente a sua casca, o casamento não é somente a sua cerimónia exterior. O casamento é um vínculo que se cria a partir da livre vontade daqueles que se casam. O “sim” que pronunciam transforma-os. É um “sim” que compromete. A partir desse “sim”, o futuro fica determinado pelo “tu”. Quem ama de verdade não deseja ser nem viver sem aquele que ama. Não deseja um futuro sem o outro. Seria um futuro sem sentido. Sem sentido também para a liberdade do “eu”.

Quem ama de verdade deseja a fusão. Deseja um “nós” em lugar do “eu” e do “tu”. Deseja o compromisso que é o que dá origem ao “nós”. Um compromisso que não somente não tira a liberdade, mas liberta. Liberta o “nós” dos perigos do egoísmo e do orgulho. A eternidade no amor não pode vir da mera atração mútua. Nem do simples enamoramento afetivo. Nem dos sentimentos românticos, por muito sinceros que eles sejam.

A eternidade no amor só pode vir da liberdade que não teme comprometer-se sem condições.

Por isso, “juntar-se” não é a mesma coisa que casar-se. “Juntar-se” não muda o “eu”. Só muda as circunstâncias em que o “eu” vive. Pelo contrário, casar-se (comprometer-se de verdade), transforma o “eu”. Surge o “nós”. Um “nós” que será capaz de gerar vida e que cuidará dessa vida. Um “nós” que resistirá às intempéries, porque está protegido pela liberdade responsável daqueles que se amam de verdade.

Rodrigo Lynce de Faria

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* Sua familia é grande ou pequena? Leia isto..

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Patricia Donesteve é arquiteta, Pablo Poole estudou no ICADE (Instituto de Direito e Administração da Pontifícia Universidade de Comillas, Espanha), e fez mestrado no IESE (Espanha). Casaram-se há 16 anos e têm agora 10 filhos.

Opus Dei -

Embora tenham pouco mais de quarenta anos de idade, qualquer um dos dois poderia responder a uma ampla entrevista sobre suas respectivas profissões. Patricia possui uma experiência notável em coordenação de projetos de desenho de interiores – deu também aulas na escola oficial de Joalheria – e Pablo está há anos na mesma multinacional do setor energético, onde trabalhou em várias áreas e esteve “em quase todos os negócios”, desde energias renováveis à área de fornecimento.

Opus Dei -

Poderiam falar também das respectivas origens, ou de como se conheceram, dos anos que passaram na Colômbia, dos bons momentos e daqueles que não o foram tanto, das suas escolhas e renúncias, de como cada filho lhes trazia um “pão debaixo do braço”: às vezes sutilmente, outras de forma tão patente que chegava a notícia de um projeto ou de um aumento no próprio dia da notícia da gravidez ou no dia do parto. Ela tem sete irmãos e é de Vigo (Espanha), enquanto ele tem quartorze irmãos e é de Bilbao (Espanha), motivo pelo qual Pablo se atreve a brincar que “de certo modo, também temos uma família numerosa por tradição”. Patricia esquiava muito bem e Pablo era monitor de Vela; mas se casaram, começaram a chegar os filhos… e, agora, o seu tema de conversa preferido é a família.

“Não só de conversa – interrompe Pablo. Nossa família é também o território no qual se desenvolvem os nossos interesses, as nossas preocupações… tudo”. “Ficamos com um pouco de vergonha – continua Patricia – de sermos entrevistados como se tivéssemos um mérito especial. O principal para levar adiante a família é contar com os filhos, com sua ajuda, com seus problemas, com suas perguntas e com suas respostas. Por exemplo, graças aos meus filhos, tenho muitas amigas, as mães dos seus amigos; e muitas oportunidades de falar com elas e de partilhar, aprender e também ensinar, por exemplo, proporcionando meios de formação cristã como aqueles que eu frequento”.

Opus Dei -

“Procuramos desfrutar da família em cada instante; todos, ou quase todos os momentos são bons para se tirar partido, mesmo que por vezes impliquem esforço” – diz Pablo em outro momento, talvez sem reparar que tudo o que diz vai parar na entrevista. “Ter uma família numerosa obriga-nos a estar sempre em forma, também espiritualmente”.

Opus Dei -

“A cultura do êxito leva, por vezes, a organizar a vida esquecendo o mais importante. E repare que a vida não é cor-de-rosa e a nossa também não; mas conviver com os filhos, educá-los com o exemplo e com as explicações, ajuda-nos a esforçar-nos por sermos melhores… e até a compreender melhor Deus Pai, que nos quer ainda mais do que nós aos nossos próprios filhos, que nos ama como somos e se derrete por nós, que só quer o nosso bem, está sempre atento às nossas necessidades… O que mais Lhe agrada das nossas obras é o amor com que as fazemos. Como o entusiasmo dos nossos filhos quando trazem um desenho para o dia dos pais…”

“Paulo fica logo sério quando fala destes temas” – diz Patricia. “Gostamos de desfrutar de cada momento com os filhos. Também participamos de várias atividades de orientação familiar e coordenamos o curso UM VERÃO DIFERENTE de Aula Familiar, uma ocasião magnífica para descansar, ocupar o tempo livre das crianças e formarmo-nos.”

Opus Dei -

São otimistas e reservados para contar as dificuldades. No vídeo não nos falam das noites em claro, nem das idas às emergências, nem das alterações de planos, das hipotecas ou do custo da escolaridade, mas de alguns episódios; nota-se facilmente que são dos que veem “oportunidades” onde às vezes apenas vemos “problemas”.

Fonte: Site da Opus Dei

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Portugal: Católicos exigem referendo sobre “casamento” gay.”

sábado, janeiro 30th, 2010

Em Portugal, os defensores do referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo vão sair às ruas no dia 20 de fevereiro, numa manifestação em favor da família. A ação é promovida pela Plataforma Cidadania e Casamento, um grupo de cidadãos formado por numerosos católicos, que entregou no Parlamento uma petição com mais de 90 mil assinaturas, solicitando a realização de uma consulta popular. A Igreja apoia a iniciativa e lança um apelo a todos os católicos, para que compareçam maciçamente à manifestação.

“Acreditamos que esta ação possa mudar o rumo das coisas, porque se trata de pessoas concretas, de famílias inteiras e de jovens indignados que saem às ruas para mostrar que esta lei proposta pelo Governo é errada, foi feita às escondidas e nunca se falou sobre suas reais consequências” – explicou um membro da Plataforma Cidadania e Casamento, Sofia Guedes.

Os manifestantes descerão a Avenida da Liberdade, em Lisboa, e concluirão seu protesto com uma pequena festa na Praça dos Restauradores. A Plataforma Cidadania e Casamento acredita que milhares de pessoas vão aderir a esta ação pública, mesmo porque mais de 90 mil subscreveram a petição, exigindo a realização do referendo.

Sofia Guedes sublinha que a manifestação é promovida por “cidadãos comuns” e garante que a Plataforma Cidadania e Casamento “não tem preferências por credos, raças ou condições sociais ou etárias”. Todavia, a Igreja Católica aplaudiu a iniciativa.

“A Igreja alegra-se com qualquer iniciativa que defenda os valores da família e do casamento, e que ultrapassam as fronteiras da Igreja. Os católicos devem participar porque, assim, estarão defendendo esses princípios que são fundamentais para a Igreja” – disse o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão.

Questionado sobre se – tal como ocorreu na Espanha – os membros da hierarquia da Igreja também sairão à rua em protesto, Pe. Morujão disse que é “impossível prever uma situação dessas”. Mas sublinhou que, mesmo não sendo uma organização da hierarquia da Igreja, as pessoas têm liberdade para se mobilizar em nível local, por exemplo, nas paróquias, “sem terem de pedir autorização à hierarquia”. No entanto, Pe. Morujão acredita que os bispos venham a tomar uma posição na reunião do próximo dia 9.

A Igreja tem criticado a proposta do Governo, considerando que ela vai contra os valores da família. Embora alguns bispos se tenham mostrado favoráveis à realização do referendo, o Episcopado, no seu conjunto, nunca assumiu uma posição aberta nesse sentido.

Rádio Vaticano

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