Posts Tagged ‘Mídia’

* Mídia relativista e ‘politicamente correta’ “rasga as vestes” diante da distribuição do “Manual de Bioética para Jovens” na JMJ.

terça-feira, junho 18th, 2013

As viagens papais sempre são precedidas por uma série de polêmicas levantadas pela mídia local, a fim de jogar terra na visita do Santo Padre. A bola da vez é a distribuição de cerca de dois milhões de exemplares do “Manual de Bioética para Jovens” para o público da Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, no Rio de Janeiro. A iniciativa é da Comissão para a Vida e Família da CNBB e pretende, como diz o documento, “corrigir um ensino, por vezes, desvirtuado nos manuais escolares” acerca de temas como aborto, eutanásia e métodos contraceptivos.

Para os “especialistas” ouvidos pela mídia, o manual seria um “desserviço” aos jovens, pois “não lhes dá o direito a uma informação técnica sem valores religiosos”.

Para afastar qualquer dúvida a respeito do manual, há de se ter em conta que a idealizadora do documento é nada menos que a fundação francesa Jérôme Lejeune. Ela é uma das mais importantes em pesquisas relacionadas à trissomia 21 (Síndrome de Down) no mundo e a maior provedora de fundos para estudos sobre o assunto na França. O nome da fundação é uma homenagem ao descobridor da base genética da Síndrome de Down e a quem o Beato João Paulo II se referia como um médico que “utilizou a ciência somente para o bem do homem”. Por sua defesa da vida, no entanto, o doutor Jérôme Lejeune – que pode ser beatificado em breve – foi hostilizado pelo patrulhamento da cultura da morte, fato que mostra claramente quais são os valores que regem esse movimento.

O chilique da mídia em relação ao Manual deve-se a um motivo bem específico. Ela reza por outra cartilha, mais precisamente, a da Unicef e do Ministério da Saúde. Trata-se do famoso“Caderno das coisas importantes” preparado em 2007 e distribuído pelo Governo Federal a alunos de 13 a 19 anos de idade. Nessa agenda, o adolescente encontra dicas de manuais de sexo, aprende a usar a camisinha e a como se masturbar. No capítulo dedicado ao preservativo, o leitor encontra o material sob o título de “o pirata de barba negra e de um olho só encontra o capuz emborrachado”.

Quando a imprensa e seus pseudos especialistas dizem que a Igreja presta um “desserviço” ao jovem por lhe ensinar “valores religiosos” na verdade, estão combatendo aquilo que há muito tempo perderam, ou seja, as virtudes. Todo o código de ética procede de uma única fonte: a lei natural. É contra essa lei que a mídia liberal luta e, por conseguinte, contra o próprio ser humano. O ódio desses jornais aos valores indica uma coisa: são pessoas sem valores e imorais. E, além disso, querem que todos sejam assim. Não é à toa que a corrupção caminha a passos largos no Brasil. Bento XVI já advertia na Encíclica Deus Caritas Est que “um governo sem princípios morais não passa de uma quadrilha de malfeitores”.

Quem presta um desserviço aos jovens não é a Igreja que os ensina a viver a sexualidade de forma sadia, mas a imprensa que instrumentaliza seus corpos para campanhas publicitárias.

Quem desrespeita a juventude não é a Igreja que os educa para a honestidade e os compromissos duradouros, mas a mídia que os estimula à traição e aos relacionamentos descartáveis.

Quem aliena os jovens não é a Igreja que os incentiva a buscar a verdade, mas os jornais que os fazem acreditar que o fim último de suas vidas está num quarto de motel.

O “Manual de Bioética para Jovens” pergunta aos leitores “que futuro nos promete uma sociedade em que o modelo feminino pretende construir a sua identidade matando o próprio filho e em que a morte programada dos mais velhos e dos mais vulneráveis é apresentada como o cúmulo da compaixão?”. No que depender da mídia abortista, não será um futuro promissor.

É justamente contra essa lógica perversa que se levanta a Jornada Mundial da Juventude. Para horror da mídia politicamente correta, mais de um milhão de jovens se encontrarão com o senhor vestido de branco para falarem de família, matrimônio e castidade. Francisco vem como o grande guardião da vida e da fé para anunciar a “boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade”. Enfim, para “proclamar um ano de graças da parte do Senhor” (Cf. Isaías 61, 1-2). E por isso as hostes do inferno tremem, porque mais uma vez terão de lembrar que esta terra é Terra de Santa Cruz.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

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* ‘CLAR’ se retrata sobre o Papa e suposta afirmação do santo padre sobre suposto “lobby gay” no Vaticano.

quinta-feira, junho 13th, 2013

ACI

A Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos (CLAR) publicou um comunicado no qual assinala que “não se podem atribuir ao Santo Padre, com segurança” as expressões referidas à existência de um lobby gay no Vaticano.

A notícia de que o Papa Francisco tinha admitido a existência de um lobby gay no Vaticano deu a volta ao mundo em base a uma síntese apresentada “em exclusiva” pela página Web “Reflexión y liberación” que informava sobre a reunião privada que a CLAR teve com o Papa no último dia 6 de junho em Roma.

Em resposta ao escândalo a CLAR publicou na terça-feira de noite um comunicado mediante o qual “lamentam profundamente a publicação de um texto que se refere à conversação tida com o Santo Padre Francisco durante o encontro do passado 6 de junho. Conversação que se desenvolveu a partir das perguntas feitas ao Papa pelos presentes”.

O comunicado da CLAR, que não menciona o site ‘Reflexión y liberación’, indica que “em tal ocasião não se fez gravação alguma da conversa, mas pouco depois se elaborou uma síntese da mesma com base nas lembranças dos participantes. Esta síntese, que não contém as perguntas feitas ao Santo Padre, estava destinada à memória pessoal dos mesmos participantes e de nenhuma maneira à publicação para a qual, de fato, não se tinha pedido autorização alguma”.

O texto precisa que “é claro que sobre esta base não se podem atribuir ao Santo Padre, com segurança, as expressões singulares contidas no texto, mas somente seu sentido geral”.

O site assinala que o Papa teria falado à presidência da CLAR que “na cúria, há pessoas verdadeiramente santas, mas também há uma corrente de corrupção… Se fala do ‘lobby gay’, e é verdade, está aí… temos que ver o que podemos fazer…”

Outra das afirmações que foram atribuídas ao Pontífice é: “a reforma da Cúria romana é algo que pedimos a quase todos os cardeais nas congregações prévias ao Conclave. Eu também a pedi. A reforma, não a posso fazer eu, estes temas de gestão… Eu sou muito desorganizado, nunca fui bom nisto. Mas os cardeais da comissão vão levá-la adiante”.

‘Reflexión y liberación’ também diz que o Papa Francisco assinalou que “há algo que me preocupa, embora não sei como lê-lo. Há congregações religiosas, grupos muito, muito pequenos, umas poucas pessoas, pessoas muito mais velhas… Não têm vocações… o Espírito Santo não quer que continuem, provavelmente já cumpriram sua missão na Igreja, não sei… Mas estão aí, obstinadas aos seus edifícios, obstinadas ao dinheiro… Eu não sei por que acontece isto, não sei como lê-lo. Mas peço que se preocupem desses grupos… O manejo do dinheiro… é algo que precisa ser refletido”.

A CLAR não explica como o portal “Reflexión y liberación” obteve a síntese pessoal dos membros da CLAR e por que continua publicada no site.

O grupo ACI tentou, durante 36 horas, comunicar-se com o Secretário Geral Pe. Gabriel Laranjeira Salazar, CM, que se encontra em Roma, e com a Presidente, Ir. Mercedes Leticia Casas Sánchez, FSpS, sem resultado.

O grupo ACI consultou sobre a publicação de “Reflexión y liberación” ao Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, quem assinalou a respeito que “o encontro do Santo Padre com a presidência da CLAR era um encontro de caráter privado. Por isso não tenho nenhuma declaração que fazer sobre o conteúdo da conversação”.

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* O encanto do papa Francisco e a mídia. Até quando?

sábado, maio 4th, 2013

Sandro Magister, publicada no sítio Chiesa,

A menção crítica que o papa Francisco fez ao IOR, o Instituto para as Obras de Religião, o  “banco” vaticano, na homilia de sua missa matutina na “Domus Sanctae Marthae”tem causado” sensação” nos meios de comunicação.

“Quando a Igreja quer se vangloriar de sua quantidade e cria organizações e escritórios e torna-se um pouco burocrática, a Igreja perde sua principal substância e corre o perigo de se transformar numa ONG. E a Igreja não é uma ONG. É uma história de amor… Porém, estão os do IOR… Perdoe-me, eh!… Tudo é necessário, os escritórios são necessários… concordo! Contudo, são necessários até certo ponto, como uma ajuda a esta história de amor. Entretanto, quando a organização está em primeiro lugar, o amor desaparece e a Igreja, pobrezinha, torna-se uma ONG. E este não é o caminho”.

O papa Jorge Mario Bergoglio improvisa totalmente estas homilias matutinas. E a frase anteriormente citada é a transcrição literal transmitida horas depois pela Rádio Vaticana. Contudo, no mesmo dia, ao se referir de outra maneira à mesma homilia, “L’Osservatore Romano” deixou fora o inciso: “… Porém, estão os do IOR… Perdoe-me, eh!”.

Esta diferença entre a rádio e o jornal da Santa Sé é um indício da incerteza que ainda reina no Vaticano sobre a forma como tratar, de maneira midiática, as homilias dos dias de trabalho do Papa. Aquelas que ele pronuncia na missa das sete horas, na capela da residência onde vive.

Para estas missas acede um público selecionado, a cada manhã, diferente. E, no dia 24 de abril, um bom número de trabalhadores do IOR estava presente.

Estas homilias do papa são gravadas. No entanto, não seguem o procedimento de seus discursos oficiais nas partes que o Papa improvisa durante as mesmas. Ou seja, não são transcritas a partir da gravação de áudio, depois, são afinadas tanto do ponto de vista linguístico, como conceitual, em seguida, submetidas ao Papa e, por último, tornam-se públicas, assim que o texto é aprovado.

O texto integral das homilias dos dias de trabalho do papa Bergoglio é secreto. Tornam-se conhecidos apenas dois resumos parciais, através da Rádio Vaticana e do “L’Osservatore Romano”, que são redigidos independentemente e, portanto, com uma maior ou menor amplitude nas citações textuais.

Não se sabe se esta prática, cujo objetivo é tanto tutelar a liberdade da palavra do Papa como de defendê-la dos riscos da improvisação, será mantida ou se modificará. Porém, é fato que aquilo que se sabe destas homilias semi-públicas já é uma parte importante da oratória típica do papa Francisco. Trata-se de uma oratória concisa, simples, coloquial, baseada em palavras ou imagens de um grande imediatismo comunicativo. Por exemplo:

- a imagem de “Deus-spray”, usada pelo papa Francisco, no dia 18 de abril, para se colocar em vigilância diante da ideia de um Deus impessoal “que está em todas as partes, mas não se sabe quem é”;

- ou a imagem da Igreja baby-sitter ou babá”, do dia 17 de abril, usada para condenar uma Igreja que apenas “cuida do menino, para que este durma”, ao invés de atuar como uma mãe com os seus filhos;

- ou a fórmula de “cristãos satélites”, do dia 20 de abril, usada para definir esses cristãos cuja conduta é ditada pelo “sentido comum” e pela “prudência mundana”, ao invés de ser por Jesus.

Stefania Falasca, velha amiga de Bergoglio – que lhe telefonou na mesma tarde de sua eleição como Papa -, perguntou-lhe, após uma missa matutina, na “Domus Sanctae Marthae“: “Padre, como lhe ocorrem estas expressões?”

“Sua resposta foi um simples sorriso”. Segundo Falasca, a utilização destas fórmulas, por parte do Papa, “em termos literários se chama ‘pastiche’, que é, justamente, a mistura de palavras de diferente nível ou registro com efeitos expressionistas. O estilo ‘pastiche’ é, atualmente, um traço típico da comunicação da rede e da linguagem pós-moderna. Trata-se, portanto, de associações linguísticas inéditas na história do magistério petrino”.

Num editorial, do dia 23 de abril, no jornal da Conferência Episcopal Italiana, “Avvenire”, Falasca aproximou a oratória do papa Francisco ao “sermo humilis”, teorizado por Santo Agostinho.

O papa Bergoglio também introduz este estilo nas homilias e nos discursos oficiais. Por exemplo, na homilia da missa crismal da Quinta-Feira Santa, na Basílica de São Pedro, surpreendeu sua exortação aos pastores da Igreja, bispos e sacerdotes, a terem cheiro de ovelha”.

Outro traço típico de sua pregação é sua conversa com a multidão, empurrando-a para responder em coro. Fez isto pela primeira vez, e reiteradamente, no “Regina Coeli”, no domingo 21 de abril, quando disse, por exemplo: “Muito obrigado pela saudação, mas saúdem também a Jesus. Gritem com força: ‘Jesus!’”. E, efetivamente, o grito “Jesus” subiu da Praça de São Pedro.

Em boa medida, a popularidade do papa Francisco se deve ao seu estilo de pregação e à fácil e difundida riqueza que tem os conceitos sobre os quais ele mais insiste – a misericórdia, o perdão, os pobres, as “periferias” – que são vistos refletidos em seus gestos e em sua pessoa.

É uma popularidade que esconde outras coisas mais incômodas, que ele não deixa de dizer – por exemplo, suas frequentes alusões ao diabo – e que ditas por outros desencadeariam críticas, mas a ele “perdoam”.

Até agora, efetivamente, os meios de comunicação cobriram com indulgência e silêncio, não apenas as referências do atual Papa ao demônio, mas também toda uma série de outros pronunciamentos que fez sobre pontos capitais e controvertidos da doutrina.

No dia 12 de abril, por exemplo, falando para a Pontifícia Comissão Bíblica, o papa Francisco insistiu que “a interpretação das Sagradas Escrituras não pode ser apenas um esforço científico individual, mas deve ser sempre confrontada, integrada e autenticada pela tradição viva da Igreja”. E, portanto, “isto comporta a insuficiência de toda interpretação subjetiva ou simplesmente limitada a uma análise incapaz de acolher em si o sentido global que, ao longo dos séculos, constituiu a Tradição de todo o Povo de Deus”.

Praticamente ninguém se deu conta, no silêncio geral dos meios de comunicação, deste açoite do Papa contra as formas de exegese também prevalentes no campo católico.

No dia 19 de abril, na homilia matutina, investiu contra os “grandes ideólogos” que querem interpretar Jesus a partir de uma ótica meramente humana. Definindo-os como “intelectuais sem talento, defensores da ética sem bondade. E de beleza não vamos falar, porque não entendem nada”. Também neste caso, o silêncio.

No dia 22 de abril, em outra homilia matutina, disse com força que Jesus é a “única porta” para entrar no Reino de Deus e que “todos os outros caminhos são enganosos, não são verdadeiros, são falsos”.

Com isso, confirmou, portanto, essa verdade irrenunciável da fé católica, que reconhece em Jesus Cristo o único Salvador de todos. Entretanto, em agosto do ano 2000, quando João Paulo II e o cardeal Joseph Ratzinger publicaram, precisamente sobre este tema, a declaração “Dominus Iesus”, eles foram contestados com dureza dentro e fora da Igreja. Agora, ao contrário, embora o papa Francisco tenha dito a mesma coisa, todos permaneceram calados.

No dia 23 de abril, Festividade de São Jorge, na homilia da missa com os cardeais, na Capela Paulina, disse que “a identidade cristã é uma pertença à Igreja,… porque não é possível encontrar Jesus fora da Igreja”. E também desta vez, o silêncio. Embora a tese segundo a qual “extra Ecclesiam nulla salus”, por ele reafirmada, quase sempre seja causa de polêmica…

Esta benevolência dos meios de comunicação, a respeito do papa Francisco, é um dos traços que caracterizam este início de pontificado. A doçura na forma como ele sabe dizer as verdades, embora sejam incômodas, facilita esta benevolência. No entanto, é fácil prever que, uma hora ou outra, esta benevolência se esfriará e dará lugar às críticas.

Um primeiro aviso aconteceu no dia 15 de abril, depois que o papa Bergoglio teria confirmado a linha severa daCongregação para a Doutrina da Fé no tratamento que é preciso dar ao caso das religiosas dos Estados Unidos, reunidas na Conferência de Liderança de Mulheres Religiosas. Os protestos por parte destas religiosas e das correntes “liberais” do catolicismo, não apenas americano, tem soado como o início da ruptura de um encantamento.

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* A distorção da notícia a serviço da mentira, Veja!!

terça-feira, abril 30th, 2013

Fonte: Reinaldo Azevedo

Vejam esta imagem do Globo Online da noite desta segunda:

É para lermos os dois títulos como um conjunto, embora remetam a textos distintos: “Arábia Saudita faz campanha contra violência machista; enquanto isso, Igreja excomunga em SP padre que defende amor entre bissexuais”. Vamos ver.

É uma peça de proselitismo político-ideológico. Como costuma acontecer nesses casos, busca-se a adesão, não o convencimento; trabalha-se com o choque, não com os fatos; apela-se à simplicidade máxima, não aos matizes. Em síntese: trata-se de propaganda, não de informação.

Vamos aos muitos erros. E começo pelo ex-padre. Alguém no Globo viu o que esse rapaz andou postando no Youtube quando ainda era padre? Sim, de fato, ele disse que não existe infidelidade quando marido e mulher mantêm relacionamentos extraconjugais abertos. Ele tem o direito de pensar isso, mas não como padre — porque, como padre, ele fala em nome da Igreja, e a visão da Igreja é outra. Beto também acha que maridos podem se apaixonar por outros homens, e mulheres, por outras mulheres. De novo: se todos souberem de tudo, não haveria o que reclamar. Sim, ele tem o direito de pensar isso, mas não como expressão — e um padre é isto! — da Igreja Católica. A razão é simples. Ela pensa outra coisa.

Vamos pegar o caso do Globo Online — que nem é uma Igreja, até onde se sabe. Por ali, algum jornalista pode escrever uma reportagem defendendo, deixem-me ver…, a luta armada? Isso mesmo: em nome da liberdade de expressão, um barbudinho recalcitrante qualquer mandaria ver: “A democracia já evidenciou ser uma falácia das elites para reproduzir a exclusão. Chegou a hora de tomarmos nas mãos o nosso destino. E terá de ser pela via armada”. Pode??? Ou, deixem-me ver, um jornalista da TV Globo poderia fazer, em um de seus programas, um editorial em favor do “controle social da mídia”? Que tal? Por que não?

Felizmente, e espero que nem o Globo nem a Globo mudem a orientação, nada disso é possível. Como o jornal é favorável à democracia representativa, salvo engano, jornalistas que defendam a luta armada não escrevem por ali — não em favor da luta armada ao menos. Como a Globo, felizmente, defende a liberdade de opinião —  dentro dos parâmetros do regime democrático —, não teremos de assistir, na emissora, a editoriais em favor da censura.

Mais: a Globo e o Globo têm manuais de redação e princípios de ética jornalística. Suponho que não possam ser transgredidos e ignorados por seus profissionais. Quem o fizer acabará, isto é metáfora, “excomungado”. E assim porque as Organizações Globo são reacionárias? Não! Porque são empresas privadas que se orientam segundo determinados fundamentos. Só pertence ao grupo quem quer e quem o grupo quer. Suponho que se admita por ali que a milenar Igreja Católica também tem o direito de fazer algumas exigências a quem pertence à sua hierarquia.

Erro específico

O tal Beto não foi excomungado da Igreja por defender o amor entre bissexuais. É mentira! Em reiteradas entrevistas, ele deixou claro só cumprir as orientações com as quais concorda. Aquelas de que discordava, ele ignorava — anunciando isso. Mais: o dito-cujo usava o púlpito para fazer suas pregações. Fico cá a imaginar um âncora de um dos programas da Globo a esculhambar, no ar, os princípios que orientam a empresa. Tudo em nome da “liberdade de expressão”! Seria aceitável?

Arábia Saudita

Em poucos países do mundo a desigualdade de direitos entre homens e mulheres é tão grande como na Arábia Saudita. Atenção! Isso não quer dizer que as condições de vida da mulher saudita estejam  entre as piores do mundo! O wahabismo, variante do islamismo sunita vigente no país, faz com que as mulheres sejam, por lei, tuteladas por homens: pais, maridos, irmãos. Não faz tempo, ficamos sabendo que uma mulher foi punida por dirigir um automóvel. Elas não podem sair às ruas sem a companhia de um responsável.

Muito bem. Um grupo de sauditas deu início a uma campanha — ATENÇÃO!!! — não em favor da igualdade entre homens e mulheres (isso é impensável!), mas CONTRA O ESPANCAMENTO das pobres-coitadas! Faz sentido?

Por mais que haja um esforço mundial para esconder o que está no Al Corão e mais ainda para provar que o Profeta era mais generoso com as mulheres do que o judaísmo ou o cristianismo, o fato inequívoco é que a Sura 4:34 autoriza que o marido bata na sua mulher. Se elas não for obediente, ele deve, primeiro, admoesta-la; na segunda vez, abandonar o leito; na terceira, bater.


Um líder religioso sunita do Baherin, ali pertinho da Arábia Saudita, explicou que isso tem de ser feito com método, tá pessoal? Pode bater, sim, mas sob certas condições.

Volto ao texto do Globo

Atenção! A palavra “machista” é algo que faz sentido no mundo ocidental, na nossa cultura. Na Arábia Saudita, há não mais do que um grupo que resolveu se manifestar contra a agressão física às mulheres. Uma campanha antimachista, convenham, teria como horizonte a igualdade entre os sexos. Ou por outra: não teve inicio uma “Primavera Feminista” na Arábia Saudita. Lembro que havia punição no Brasil para senhores que exageravam no castigo físico aos escravos. E eles não eram abolicionistas.

O que a peça editorial do Globo Online sugere é que a Arábia Saudita passaria por um momento iluminista, enquanto a Igreja Católica, por uma fase obscurantista. O iluminismo, então, no país árabe estaria numa inédita campanha contra o “machismo” (ISSO É FALSO!!!), e as trevas católicas se revelariam da excomunhão de um padre favorável ao bissexualismo (FALSO TAMBÉM).

Assim, duas distorções — sobre a Igreja e sobre a Arábia Saudita — produziram um terceira: uma suposta Arábia Saudita a caminho das Luzes e uma suposta Igreja a caminho das trevas.

Por Reinaldo Azevedo

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* Porta Voz do Vaticano ganha prêmio internacional de “Comunicador do ano”

sexta-feira, abril 19th, 2013

Foi atribuído nesta quinta-feira ao diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi – que é também diretor-geral da Rádio Vaticano –, o título de “Comunicador do ano”.

A atribuição é do Grupo Allianz sob proposta dos responsáveis pela comunicação nas filiais do mundo inteiro da grande Companhia de Seguros, reunidos em Roma.

As motivações do prémio da Allianz definem o porta-voz vaticano como um “exemplo decisivo de racionalidade e pensamento prospectivo, sempre na linha de frente com coração sereno e argumentações seguras”.

A comissão de atribuição do prémio considera ainda ser o Padre Lombardi “capaz de abordar a complexidade com ironia, jamais com superficialidade. Representa a chave para interpretar a Santa Sé, com grande cultura e experiência, sem por isso tornar-se ele mesmo protagonista.” E conclui dizendo tratar-se de um “mestre em serenidade, é capaz de desfazer as tensões com simplicidade e escuta e, ao mesmo tempo, firmeza e competência.”

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* Pool Gigantesco de redes de TV para transmitir visita do Papa Francisco ao Brasil.

quarta-feira, abril 3rd, 2013

As principais redes de TV aberta no Brasil voltarão a se unir para um pool de imagens na cobertura da visita do papa Francisco ao país, em julho, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de janeiro, informou O Estado de S. Paulo.


Representantes de Globo, EBC, Gazeta, Cultura, SBT, Band, Record, RedeTV!, TV Aparecida, Rede Século 21, Rede Vida e Canção Nova estão se reunindo para acertar a fatia que caberá a cada um no pool, cujas imagens ficarão à disposição de todos.


O mesmo ocorreu na visita de Bento XVI ao Brasil em 2007.

Há quase um mês, canais abertos se uniram para o julgamento de Mizael Bispo, mas uma produtora foi contratada para tanto. Na visita do papa, cada um utilizará sua equipe.

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* Jornais franceses se rendem a “sucesso” do papa Francisco entre católicos.

terça-feira, abril 2nd, 2013

Os jornais franceses Le Figaro e Le Parisien destacam hoje em suas capas a enorme popularidade do papa Francisco. RFI
Os jornais franceses Le Figaro e Le Parisien destacam em suas capas a enorme popularidade do papa Francisco.

Fonte: RF1


A popularidade em alta do papa Francisco, confirmada  durante os festejos da Páscoa no Vaticano, é uma das manchetes principais da imprensa francesa desta segunda-feira, 1° de abril de 2013.

“O papa Francisco em estado de graça” é a manchete de Le Figaro, que  vem ilustrada com a foto do Sumo Pontífice sorridente, em carro aberto, cumprimentando milhares de pessoas reunidas na Praça São Pedro, no Vaticano.

Foi diante de uma multidão entusiasmada que o papa celebrou a missa de Páscoa, escreve o jornal . Uma das datas mais importantes para Igreja Católica terminou ontem em um clima festivo e o ex-arcebispo de Buenos Aires confirmou seu estilo, afirma Le Figaro em seu editorial.

Para o diário, Francisco lembrou o papa João Paulo 2°, cujas aparições faziam os católicos exultarem de alegria. Nos últimos 15 dias, tudo pareceu lindo pela televisão, com belas imagens de seu sorriso e de suas iniciativas, como lavar os pés de menores em um centro de detenção em Roma.

Nesta sociedade do espetáculo apareceu um novo ator simpático e talentoso, afirma o jornal. Mas agora os católicos agora aguardam as primeiras decisões do líder da Igreja, diz Le Figaro apontando alguns temas sensíveis, como a mudança na liturgia e na governança da Cúria Romana.

Já o popular Le Parisien diz em sua manchete que estamos diante de uma “Franciscomania”, um termo para definir o entusiasmo provocado pelo novo papa nos fiéis católicos. A foto resume a imagem do novo líder: do papamóvel, Francisco se inclina com uma expressão atenta de quem está ouvindo o pedido de alguém no meio da multidão. Os católicos estão seduzidos não apenas pelo tom e a personalidade, mas também pela mensagem de Francisco, escreve o jornal.

Entre os gestos fortes deste início de pontificado, Le Parisien cita a escolha de um carro simples, dispensando a limusine papal, sua instalação em um apartamento sem luxo com outros religiosos no Vaticano e a missa de lava-pés na Quinta-Feira Santa. Leitores ouvidos pelo diário parisiense disseram que o papa Francisco passa a imagem de proximidade com pobres e muitos dizem que ele despertou a vontade de voltar a assistir missa.

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* Relatos jornalísticos comparativos entre Papa emérito Bento e Papa Francisco podem passar falsas impressões.

quarta-feira, março 27th, 2013

Marcio Antonio Campos

A simplicidade e a humildade serão, de fato, características marcantes do pontificado do papa Francisco. Praticamente toda reportagem faz questão de ressaltar esses pontos, que são, realmente, elogiáveis.

No entanto, a maior parte dos relatos da imprensa também faz questão de estabelecer um antagonismo entre Francisco e seu antecessor, Bento XVI. Não basta saber que o anel do novo papa é de prata, banhado a ouro; é preciso citar o de Ratzinger, feito de ouro maciço. Elogia-se o papa que mantém a cruz peitoral de ferro dos seus tempos de bispo, ao mesmo tempo em que se lembra que Bento XVI usava cruzes de ouro. A impressão é de que se pretende levar o leitor a pensar “esse, sim, é um bom papa, não é como o anterior”, como se um conclave fosse um concurso de simpatia.

O mote começa a beirar o exagero quando cerimônias como a do início do pontificado são elogiadas por sua “simplicidade” em contraposição às liturgias de Bento XVI. Na verdade, a missa em quase nada foi diferente do que teria sido se o papa anterior a tivesse celebrado. É verdade que o novo pontífice não parece demonstrar o mesmo interesse pela liturgia que tinha Bento XVI, mas é preciso levar em consideração que Ratzinger jamais viu nas vestes litúrgicas um instrumento de ostentação e autopromoção. Sua visão da beleza como elemento apologético está bem documentada em sua obra. E, simplicidade por simplicidade, Bento sempre fez questão de usar adereços litúrgicos – cada um deles carregado de simbologia, ou seja, não se trata de mero enfeite – já usados por outros papas e pertencentes ao Vaticano, com custo zero.

Francisco se sente muito à vontade entre a multidão, mas é até injusto comparar um pontífice com décadas de experiência pastoral com um acadêmico introvertido que fez praticamente toda a sua carreira eclesiástica em universidades e na Cúria Romana. E, mesmo assim, Bento nunca fugiu dos fiéis ou nunca se mostrou avesso ao contato com as pessoas. O “abraço coletivo” que ganhou dos dependentes de drogas na Fazenda Esperança, em Guaratinguetá (SP), é um dos momentos mais tocantes de sua visita ao Brasil, em 2007.

A julgar pelas repetidas menções que faz a seu “amado predecessor”, muito provavelmente o próprio papa Francisco rejeitaria comparações de estilo com a intenção de diminuir Bento XVI ou fazê-lo parecer fútil com suas cruzes douradas e sapatos vermelhos. Mas é difícil imaginar que os elogios ao papa simples e humilde vão continuar quando ele começar a se pronunciar sobre os tais “temas polêmicos” a respeito dos quais a imprensa sempre espera, em vão, por mudanças. Aí se perceberá que Bento XVI e Francisco não são tão diferentes quanto parecem.

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* Pró vida RESPONDEM a editorial pró aborto do Jornal “Folha de São Paulo”

terça-feira, março 26th, 2013

Como não poderia deixar de acontecer, inúmeras reações à circular arbitrária do Conselho Federal de Medicina apoiando o aborto vieram a público nos últimos dias. Também não causa qualquer surpresa que a patota abortista, sempre muito bem orquestrada, entre em campo para tentar conter o vazamento.

Como quase sempre acontece, a grande mídia nacional — com exceções dignas de nota, como é o caso do jornal Gazeta do Povo, de Florianópolis — posiciona-se a favor da matança de seres humanos indefesos e inocentes.

O Jornal “Folha de São Paulo” parece ser o decano desta turna midiático-abortista, seguindo como poucos a cartilha do esquerdismo-abortismo internacional. Este é o mesmo jornal que no passado recente divulgou inverdades sobre o medicamento popularmente conhecido como “pílula do dia seguinte”cujo uma de suas colunistas escreveu um dado totalmente fora da realidade ao falar sobre o aborto.

Mas o caso da Folha de São Paulo parece mesmo ser crônico e é provável que nem mesmo uma lavagem com creolina faça efeito por lá, pois o abortismo está já em fase adiandíssima, naquela fase onde qualquer cuidado com a realidade é praticamente desnecessária.

É exatamente esta a sensação que qualquer pessoa honesta e minimamente conhecedora do problema do aborto tem ao ler editorial publicado neste jornal dando apoio à desastrada circular do CFM.

Ao classificar de “corajosa” a iniciativa do CFM, a Folha devia explicar melhor um tal adjetivo, pois eu acho muito difícil classificar assim uma atitude que em última instância levará à morte cruel de seres inocentes, frágeis e que sequer têm voz para clamarem por sua defesa. É isto que é coragem para a Folha de São Paulo? Que coragem o Conselho Federal de Medicina demonstra ao dar apoio para que um crime hediondo cometido contra um ser humano indefeso  seja encarado como algo virtuoso?

E a Folha de São Paulo, como parece ser seu estilo, já no 2o. parágrafo do editorial, informa seus leitores que“interrupção voluntária da gravidez já é permitida em casos de estupro ou de risco para a vida da mãe”, o que é uma desinformação. O aborto em tais casos, no Brasil, segundo nosso Código Penal, não é punível, o que é bem diferente de dizer que a prática é permitida. Mas pode ser que o editorialista da Folha encare tal coisa como mero detalhe, afinal não a vida dele que está em jogo, não é mesmo?

Mas seguindo mais à frente o editorialista saiu-se com a seguinte pérola:

“Equiparar o aborto ao assassinato de um ser humano soa excessivo. Neurologistas dizem que o feto é incapaz de sentir dor antes das 12 semanas de vida. Ainda assim, não há como negar que se trata de vida -vida humana- o que o aborto vai interromper.”

Eu sempre acho que é muito fácil para quem está vivo escrever algo deste tipo. Retalhar o corpo de um ser humano pequenino para retirá-lo do útero de sua mãe não deve ser comparado a um assassinato pelos padrões da Folha de São Paulo? Ok. Fornecer remédios, verdadeiras bombas hormonais, para que as mães despejem seus filhos privada abaixo, para a Folha, é um excesso comparar isto a um assassinato? Então tá.

Mas isto é o que então? O editorial se cala, preferindo reduzir nossa humanidade, ao que parece, à nossa capacidade de sentir dor. Talvez a Folha encare medicamentos analgésicos como “supressores temporários de humanidade” ou algo do tipo.

Como abortistas sempre se enrolam em suas próprias teias, o editorialista nem precisou de novo parágrafo para admitir que o que vai ser morto — detesto eufemismos e “interromper” é apenas isto, um eufemismo — é mesmo um ser humano. Ou seja, para a Folha, a morte de um ser humano inocente e indefeso provocada por um outro ser humano não se configura um assassinato, seria um ”excesso” utilizarmos este termo. Então tá, novamente.

É evidente que o editorial teria que tentar esclarecer tais afirmações, mas a coisa toda só fica mais e mais patética, como sempre acontece toda vez que a militância abortista tenta justificar sua visão distorcida do que seja a preservação da vida humana.

Ao falar de “vida humana em potencial”, um termo bem caro aos abortistas, a Folha esquece de dizer o que seria acrescentado ao ser já concebido que o faria se tornar uma vida humana plena. O que seria? A capacidade de sentir dor? Isto beira o ridículo… Mais ainda quando se sabe que este “cuidado” para que o ser humano a ser abortado não sinta dor nem é o equivalente a uma coceirazinha ética dos abortistas, pois este aborto “indolor” para o nascituro serve apenas como justificativa perante o natural e profundo horror da população em geral à tal prática. Isto tem nada de humanismo por parte dos abortistas, é puro cálculo tático.

Mas então o que seria acrescentado a esta tal “vida humana em potencial” para que ela se torne plenamente humana? A Folha não diz… E nem vai dizer, pois isto é apenas uma peça de ficção. A verdade é que a única coisa acrescentada a um ser já concebido para que ele se desenvolva a partir do encontro entre o espermatozóide e o óvulo são nutrientes. Apenas isto. Com os nutrientes necessários, que serão recebidos da mãe, teremos um nascimento dentro de alguns meses. Será então que para a Folha de São Paulo a receita mágica responsável pela transição de vida humana em potencial para vida humana plena é a adição de nutrientes? É sério isto?

O fato é que a Folha faz toda esta ginástica para evitar ter de falar o que é óbvio a todos: que o fato de sermos humanos faz parte de nossa essência. Não se é mais ou menos humano a partir da concepção ou conforme a gestação vai avançando, assim como não deixamos jamais de sermos humano. Somos humanos, mas nunca fomos “potencialmente” humanos, passamos a ser plenamente humanos a partir da concepção.

Mas, como não poderia deixar de ser, a Folha não perde muito tempo tentando justificar filosoficamente sua tese, parte logo para a parte mais cara aos abortistas em geral: a fabricação de dados. Eis o trecho em questão:

“Calcula-se em cerca de 1 milhão o número de abortos realizados anualmente no Brasil. Realizados ilegalmente, no mais das vezes em condições precárias, respondem por quase duas centenas de óbitos maternos por ano.”

Quem calculou este dado? A Folha não diz… Onde está disponível tal dado? A Folha não diz… Onde está disponível a informação de mais de 200 mortes maternas anuais devido a abortos feitos em condições precárias? A Folha não diz, e nem vai dizer, pois os dados disponíveis mostram que estes números são bem diferentes do que a grande imprensa insiste em levar ao público. Eis os dados referentes a mortes devidas a abortos disponíveis na página do DATASUS, órgão do próprio governo:

Informações obtidas em 23/03/2013

O dado que é relevante está na última linha (O07), ”Falha de tentativa de aborto”, e este número passa longe das tais 200 mortes anuais. O que a Folha fez foi juntar todas as causas de mortes maternas relacionadas a aborto e relacionar este número aos abortos ilegais, o que é absurdo, pois há abortos espontâneos, gravidezes ectópicas, etc., que têm nenhuma relação com abortos provocados.

Mas se falta competência à Folha para procurar a informação correta, não lhe falta disposição para amplificar a voz da militância abortista, pois o trecho abaixo parece ter saído da campanha eleitoral do PT, batendo na tecla de justificar o aborto por motivos de Saúde Pública.

“É nesse sentido que não falta razão aos que consideram o aborto como, primordialmente, um problema de saúde pública. Problema que poderia ser muito minimizado, por certo, caso houvesse campanhas de maior informação e de acesso a métodos bem menos traumáticos, como a chamada pílula do dia seguinte.”

Fizesse a Folha seu serviço bem feito, poderia ter se dado ao trabalho de obter também na página do DATASUS uma tabela com as diversas causas de morte maternas e veria que a coisa que mais falta aos que consideram o aborto um problema de Saúde Pública é exatamente o que ela alega que eles possuem: razão.

Eis uma tabela esta informação disponível no DATASUS:

Informação obtida em 23/03/2013

Que coisa… O tal “problema de Saúde Pública” aparece na 29a. posição entre as causas de óbitos maternos! Entre as campeãs da mortandade materna estão causas que poderiam ser resolvidas com um pré-natal de qualidade paras as mães, as devidas condições higiênicas nos hospitais, a disponibilização de mais hospitais para a população, o melhor treinamento do pessoal da área médica, etc. Se a Folha e seus parceiros abortistas estão mesmo tão preocupados com a saúde das mulheres como dizem que estão, não era de se esperar que esta turma desse muita atenção também às outras causas que mais matam as mães brasileiras? Ou será que as únicas mulheres que este pessoal quer salvar são as que procuram abortas seus filhos?

Mas nada disto parece ter sensibilizado a Folha, nada disto faria a Folha ficar bem com a patota do abortismo nacional. Em vez de cobrar do governo que gaste o necessário para resolver o problema da saúde da população, para que dê a devida atenção à saúde materna, a Folha resolveu se juntar à turba abortista e virar seus canhões de retórica vazia e desinformação para os frágeis e indefesos bebês ainda não nascidos.
Quanta coragem, não?

Fonte: http://contra-o-aborto.blogspot.com.br/2013/03/folha-de-sao-paulo-apoiando-o-aborto.html

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* Porque a Mídia tem feito uma megacobertura da Igreja de forma tão acrítica e superficial?

quarta-feira, março 20th, 2013

Carlos Alberto de Franco * – O Estado de S.Paulo

Uma megacobertura. Não há outra palavra para definir o volume de informação a respeito da Igreja Católica. A surpreendente renúncia de Bento XVI, os bastidores do conclave, o impacto da eleição do primeiro pontífice da América Latina e a próxima Jornada Mundial da Juventude, encontro do papa Francisco com os jovens, em julho no Rio de Janeiro, puseram a Igreja no foco de todas as pautas.

A cobertura do Vaticano é um case jornalístico que merece uma análise técnica. Algumas patologias, evidentes para quem tem olhos de ver, estiveram presentes em certas matérias da imprensa mundial: engajamento ideológico, escassa especialização e pouco preparo técnico, falta de apuração, reprodução acrítica de declarações não contrastadas com fontes independentes e, sobretudo, a fácil concessão ao jornalismo declaratório.

Poucos, por exemplo, se aprofundaram no verdadeiro sentido da renúncia de Bento XVI e na qualidade de seu legado. O papa emérito, intelectual de grande estatura e homem de uma humildade que desarma, sempre foi julgado com o falso molde de um conservadorismo exacerbado. Mas, de fato, foi o grande promotor da realização do Concílio Vaticano II, o papa que mais avançou no diálogo com o mundo islâmico, o pontífice que empunhou o bisturi e tratou de rasgar o tumor das disputas internas de poder e o câncer dos desvios sexuais.

Sua renúncia, um gesto profético e transgressor, foi um ato moderno e revolucionário. Bento XVI não teve nenhum receio de mostrar ao mundo um papa exausto e sem condições de governar a Igreja num período complicado e difícil. Foi sincero. Até o fim. Ao mesmo tempo, sua renúncia produziu um vendaval na consciência dos cardeais. A decisão, inusual nas plataformas de poder, foi a chave para o início da urgente e necessária reforma da Igreja. O papa emérito, conscientemente afastado das bajulações e vaidades humanas e mergulhado na sua oração, está sendo uma alavanca de renovação da Igreja.

Nada disso, no entanto, apareceu na cobertura da mídia. Faltaram profundidade, análise séria, documentação. Ficamos, todos, focados nos boatos, nas intrigas, na ausência de notícia. Falou-se, diariamente, do relatório dos cardeais ao papa emérito denunciando supostos escândalos no Vaticano. Mas ninguém na mídia, rigorosamente ninguém, teve acesso ao documento. Os jornais, no entanto, entraram de cabeça no mundo conspiratório. Suposições, mesmo prováveis, não podem ganhar o status de certeza informativa.

Escrevia-me, recentemente, um excelente jornalista. “Acordei hoje cedo, li os jornais e me perguntei: sou só eu a me indignar muito com a proliferação de ‘informações’ inverificáveis, oriundas de fontes off the record ou de documentos ’sigilosos’ sobre os quais não há nenhum outro dado que permita verificar sua realidade e consistência? Ninguém se questiona sobre tantos ‘furos’, ‘obtidos’ por jornalistas que escrevem a distância ‘reportagens’ tão nebulosas, redigidas em uma lógica claramente sensacionalista? Ninguém mais se preocupa com a checagem de informações, com a credibilidade das fontes?” Assino embaixo do seu desabafo.

A enxurrada de matérias sobre abuso sexual na Igreja é outro bom exemplo desses desvios. Setores da mídia definiram os abusos com uma expressão claramente equivocada: “pedofilia epidêmica”. Poucos jornais fizeram o que deveriam ter feito: a análise objetiva dos fatos. O exame sereno, tecnicamente responsável, mostraria, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que o número de delitos ocorridos é muitíssimo menor entre padres católicos do que em qualquer outra comunidade. O conhecido sociólogo italiano Massimo Introvigne mostrou que, num período de várias décadas, apenas cem sacerdotes foram denunciados e condenados na Itália, enquanto 6 mil professores de Educação Física sofriam condenação pelo mesmo delito. Na Alemanha, desde 1995, existiram 210 mil denúncias de abusos. Dessas 210 mil, 300 estavam ligadas ao clero, menos de 0,2%. Por que só nos ocupamos das 300 denúncias contra a Igreja? Mas e as outras 209 mil? Trata-se, como já afirmei, de um escândalo seletivo.

Claro que alguns representantes da Igreja – padres, bispos e cardeais – têm importante parcela de culpa. Na tentativa de evitar escândalos públicos, esconderam um problema que é inaceitável. Acresce a tudo isso o amadorismo, o despreparo e a falta de transparência da comunicação eclesiástica. O novo pontífice precisa enfrentar a batalha da comunicação. E o papa Francisco dá toda a impressão de que está decidido a estabelecer um diálogo direto e produtivo com a imprensa. O desejo de se reunir com os jornalistas na grande sala de audiência Paulo VI foi muito sugestivo.

A Igreja, com sua história bimilenar e precedentes de crises muito piores, é um fenômeno impressionante. E, obviamente, não é um assunto para ser tocado com amadorismo, engajamento ou preconceito. A má qualidade da cobertura da Igreja é, a meu ver, a ponta do iceberg de algo mais grave. Reproduzimos, frequentemente, o politicamente correto. Não apuramos. Não confrontamos informações de impacto com fontes independentes. Ficamos reféns de grupos que pretendem controlar a agenda pública. Mas o jornalismo de qualidade não pode ficar refém de ninguém: nem da Igreja, nem dos políticos, nem do movimento gay, nem dos fundamentalistas, nem dos ambientalistas, nem dos governos. Devemos, sim, ficar reféns da verdade e dos fatos.

Há espaço, e muito, para o bom jornalismo. Basta cuidar do conteúdo e estabelecer metodologias e processos eficientes de controle de qualidade da informação.

* Carlos Alberto de Franco é doutor em Comunicação pela Unversidade de Navarra e diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS). E-mail: difranco@iics.org.br.

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* Jesuíta sequestrado pela ditadura argentina emite nota esclarecendo fato e diz ” considero o assunto encerrado.”

sexta-feira, março 15th, 2013

O Globo

Um padre jesuíta cujo sequestro durante a ditadura militar argentina há 37 anos provocou fortes críticas ao cardeal Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, assegurou que ele e o Pontífice já se reconciliaram.

O padre Francisco Jalics (foto), que hoje vive em um mosteiro no sul da Alemanha, emitiu uma nota nesta sexta-feira dizendo que falara com Bergoglio muito tempo depois de ter sido sequestrado, juntamente com o padre Orlando Yorio, em 1976.


Bergoglio disse mais de uma vez que havia recomendado aos padres que deixassem suas atividades nos bairros pobres em nome da própria segurança, mas que eles haviam se negado a fazê-lo. Yorio, que já morreu, acusou Bergoglio de entregá-los às forças do regime ao se negar a respaldar publicamente o trabalho que faziam.


Jalics, que tem pouco mais de 80 anos, está viajando fora da Alemanha e deu suas declarações por meio de uma nota publicada na página dos jesuítas alemães na internet. Segundo Thomas Busch, porta-voz dos jesuítas em Munique, disse que a conversa entre Jalics e Bergoglio aconteceu no ano 2000.


“Não posso comentar sopre o papel do padre Bergoglio nesses fatos”, conclui a nota de Jalics, que, entretanto, desejou “ao Papa Francisco as bênção de Deus em seu trabalho”.

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* Imprensa européia se rende a Papa Francisco, “chegado do fim do mundo”.

sexta-feira, março 15th, 2013

A notícia da eleição do novo Papa Francisco monopolizou as capas dos principais meios italianos e europeus que se renderam diante da humildade do Papa Francisco, o primeiro americano a ser eleito o Bispo de Roma.

Em Roma, os jornais dedicam em sua edição de hoje dezenas de páginas exclusivamente ao Pontífice argentino, filho de imigrantes italianos.

“La Repubblica” dedicou ao Papa argentino 19 páginas colocou na sua notícia de capa “A nova Igreja do Papa Francisco”. O jornal italiano faz referência às raízes piamonteses do Pontífice (Piamonte é uma região no noroeste da Itália) e o descreve como um homem próximo ao povo, apaixonado pelo futebol e o tango.

O jornal, que não costumam simpatizar com a Igreja, destacou a humildade do novo Papa, quem levou em sua primeira saudação a cruz de ferro em vez da de ouro, e descartou a capa vermelha que distingue os Pontífices.

O periódico Corriere della Sera colocou em sua capa “A surpresa de Francisco”, e dedicou 17 páginas a descrever a simplicidade do nome escolhido, Francisco, recordando o santo italiano de Assis.

Outro jornal da Itália, o diário “La Stampa” dedicou 15 páginas à notícia e abriu sua edição de hoje, 14, com uma grande foto do Pontífice saudando os fiéis do balcão e a titulou “Francisco. O argentino Bergoglio. Papa no terceiro escrutínio”.

O jornal apresenta ao Francisco como “o Pontífice latino que viaja de ônibus, voa em companhias aéreas baratas”, e “leva o Evangelho aos pobres”. Também destaca seu gosto pela comida italiana, em particular a turinesa.

Além disso, publica uma imagem da humilde casa da família de Bergoglio antes de partir para a Argentina, por volta de 1929. “Das colinas do Piamonte à Pampa. A viagem do emigrante Bergoglio”, lê-se entre suas páginas.

Outro periódico secular, “Il Fatto Quotidiano”, publica em sua capa outra imagem do Papa sorridente: “Sou Francisco e venho de muito longe”, e dedica nove páginas ao Papa, um homem “franco e reformador”, que prefere “viajar de bicicleta, metro e ônibus”, antes que em automóvel próprio.

O Papa Francisco também monopolizou a capa do jornal “Il Messagero”, que dedica onze páginas à notícia e escreve em seu titular “O Papa Francisco. O primeiro pontífice não europeu e um jesuíta argentino”.

Em toda a Europa

Na França, os jornais Figaro e Libération, dedicaram suas capas ao Papa argentino e o chamaram o “Papa da fraternidade”.

O jornal inglês The Guardian parafraseou as primeiras palavras do Papa e titulou sua capa “Buona sera (boa noite), Pope Francis”. O Daily Mirror apelou à ironia e ao humor para titular a notícia como “novamente a mão de Deus”, em alusão ao jogador de futebol Diego Armando Maradona que marcou um gol com a mão em um campeonato mundial e o atribuiu “à mão de Deus”.

Na Alemanha, todos os jornais o apresentaram em capa e o jornal Morgen Post fez ênfase em que se trata de um cardeal que “luta contra com a pobreza”.

Na Espanha, o jornal El Pais dizia “A eleição de Bergoglio augura um giro na Igreja”; Já o Jornal “El Mundo” usou como titular “Jesuíta e argentino” e La Razão titulou sua edição desta quinta-feira:”Papa Francisco, um pastor humilde que reza em espanhol”.

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* A Igreja NÃO renunciará a seus fundamentos; ela não é movida pelas mudanças culturais de cada tempo.

quinta-feira, março 14th, 2013

Por Reinaldo Azevedo

Mal foi anunciado o nome do novo papa, começou a circular mundo afora a acusação de que Jorge Mario Bergoglio, agora papa Francisco, teria denunciando dois jesuítas, subordinados seus, para a ditadura. Já escrevi um post a respeito.

Quem espalha a história é o jornalista Horacio Verbitsky, que pertenceu ao grupo terrorista Montoneros.

Ele próprio admite que deu alguns tiros, “mas sem matar ninguém”. Claro, claro! Um outro jornalista argentino o acusa de ter desviado para Cuba os US$ 60 milhões que renderem o sequestro de dois bilionários argentinos. Considerando a sua história e a de Bergoglio, é muito mais verossímil que ele tenha se metido na sujeira do sequestro — terrorista confesso — do que o agora papa se envolvido com as forças da repressão. Quando procuramos os detalhes, ficamos sabendo que o dito “jornalista respeitável” não tem uma só prova, um só indício. O ódio àquele que foi escolhido para conduzir a Igreja Católica certamente deriva de sua postura considerada “conservadora” também em política. O até ontem arcebispo de Buenos Aires repudia uma Igreja transformada em partido político.

Também começaram a circular os ataques ao papa Francisco por conta de sua censura ao casamento gay e à adoção de crianças por pares homossexuais. Aqui e ali, coma ares de indignação, quase de escândalo, lembrava-se ainda que o novo papa se opõe ao aborto, a pesquisas com embriões humanos e defende as regras de relacionamento amoroso e concepção da… Igreja Católica! Meu Deus! Para onde caminha este mundo louco, não é mesmo? Com que então os cardeais escolheram para conduzir a Igreja Católica alguém que defende os fundamentos da… Igreja Católica!? Fico cá me perguntando por que, afinal, esses benfeitores da humanidade, tão convencidos de que o Vaticano é um covil de reacionários, não vão testar as suas teses progressistas em países que tiveram a ventura de não passar pela “ditadura católica” — como os muçulmanos, por exemplo. Teerã… É! Penso em Teerã, capital do Irã, cujo presidente, Mahamoud Ahmadinejad, é tão amigo dos “companheiros” brasileiros… Teerã me parece um bom lugar para essa militância, livre do, como é mesmo?, “peso do mundo judaico-cristão”…. Só tomem cuidado com os guindastes. Quando virem algumas pessoas penduradas, elas não estão trabalhando…

“Ah, o Reinaldo acha que a gente não tem o direito de se expressar aqui mesmo; quer mandar a gente para o Irã…” Eu acho que vocês têm o direito de pedir o que lhe der na telha, mas têm também o dever de permitir que a Igreja seja Igreja — uma entidade que, embora aspire a valores universais, fala aos seus e não exerce poder de estado. Adere a ela quem quer.

“Mas não tenho o direito de ser gay e ser católico”? Não se tem notícia de que a Igreja tenha expulsado de um de seus templos quem quer que seja. Também é uma mentira escandalosa que a religião promova a perseguição a este ou àquele. A instituição tem, no entanto, a sua concepção do que seja a família natural — e acho difícil que isso mude algum dia. Mas é evidente que reconhece a existência da homossexualidade e da vida em comum de parceiros homossexuais como realidade de fato. Só não aceita que tenha o mesmo status da “família natural”. Aí grita alguém: “Por quê? É inferior?” Não! É outra coisa, que a instituição não aceita como parâmetro.

Qual é o problema? Apesar da oposição da Igreja Católica da Argentina ao casamento gay e à possibilidade de adoção, a lei foi aprovada, não foi? O que me pergunto é por que não basta aos militantes da causa vencer. Por que, afinal de contas, exigem que a Igreja Católica comungue de seus mesmos valores? Fico muito impressionado que a escolha de um papa e a indicação do presidente de uma comissão do Congresso brasileiro tenham de necessariamente ser filtrados por essa pauta.

Parece que a Igreja Católica, especialmente nas reportagens de TV, não tem mais nenhum desafio pela frente. Parece que aquela que é a maior instituição educacional do mundo, a maior instituição de benemerência do mundo, a maior rede de atendimento médico do mundo — só para citar alguns dos aspectos, digamos, mundanos da Igreja — agora se define por sua opinião sobre o… casamento gay! Tenham paciência!

“Reinaldo está querendo dizer que milhões de pessoas não têm importância…” Não! Estou afirmando que a pauta da Igreja Católica é outra, ora essa! Eu sei que é chato ser um tanto óbvio, mas a medida da instituição, apesar de todos os seus desvios — porque feita por homens imperfeitos — é o exemplo deixado por Jesus Cristo e as verdades reveladas (assim creem os católicos) nos Evangelhos. É uma perda de tempo, um desperdício de energia e, no fundo, uma estupidez cobrar que ela renuncie a seus fundamentos.

A Igreja não abrirá mão do que considera a “família natural”; não cederá aos apelos em favor da descriminação do aborto; não acatará a destruição de embriões humanos em nome da pesquisa científica; não dará seu endosso à dissolução do casamento; não cederá, ATENÇÃO PARA ISTO!, ao pragmatismo do capitalismo, do liberalismo (e é um liberal que escreve) etc. Não fará nada disso porque o seu diálogo com o mundo moderno consiste em amparar quem sofre no… mundo moderno, mas não em ceder a seus apelos. A Igreja Católica pode beijar os pés dos que considera “pecadores”, mas não aceitará jamais o seu pecado. E essa talvez seja a dimensão mais incompreendida da instituição.

Quando se diz que a igreja ama o pecador, mas não o pecado, não se está fazendo mero jogo de palavras. Todo homem, mesmo o mais vil, é digno de piedade, mas isso não quer dizer que possamos concordar com seus malfeitos.

Nessas horas, sempre me vem à mente o exemplo notável do advogado católico Sobral Pinto. Anticomunista ferrenho, foi advogado, não obstante, de Luiz Carlos Prestes e Harry Berger (Arthur Ewert era seu nome real), que lideraram o levante comunista de 1935. Presos, foram barbaramente torturados pelo regime getulista. Entrou para a história a estratégia de Sobral, que evocou para defendê-los a Lei de Proteção aos Animais. Sim, ele abominava o comunismo, mas isso não o fazia abominar as PESSOAS comunistas. Submetidas que estavam a um tratamento desumano, inaceitável, injusto, Sobral fez o seu trabalho de advogado e viveu na prática o mandamento de sua religião.

Bem, todos sabemos o que os comunistas fizeram com os cristãos quando e onde chegaram ao poder, não é mesmo? Será que Prestes, ele mesmo, teria salvado a cabeça de Sobral Pinto? Acho que não… Findo o Estado Novo, subiu ao palanque do Getúlio que havia liderado o regime que o torturara e que mandara para a Alemanha nazista a sua mulher, Olga Benário, que era judia e estava grávida. Como Prestes conseguiu fazer aquilo? Alguns, acreditem!, chegam a admirá-lo por isso. Fez porque ele tinha uma causa que considerava mais importante: a luta contra o imperialismo. Ora, se essa luta o fazia dar as mãos a um mostro, ela também poderia fazê-lo mandar para o paredão um anjo, não é?

“Por que essa viagem, Reinaldo?” Não é viagem nenhuma, não! Só estou deixando claro que os fundamentos do catolicismo não estão e não podem estar sujeitos a certas contingências. A Igreja pode e deve ser mais célere em buscar meios que facilitem a divulgação de sua “mensagem”, da “Palavra”, mas não contem com a possibilidade de que ela se transforme numa ONG, cujo rumo seja ditado pela “minoria democrática”, esse conceito tão singular criado pela militância influente, à qual a imprensa adere gostosamente. Uma igreja é feita por seus fiéis. Nesse sentido, deve-se abrir para o povo. Mas uma religião, prestem atenção!, conduz em vez de ser conduzida. Quem tem de se submeter à maioria democrática é o estado laico e, ainda assim, é preciso que o  faça segundo critérios muito claros, ou o mundo regride para o estado da natureza, para a luta de todos contra todos. A Igreja não é uma democracia. E faz, para lembrar a missa, o convite para “Ceia do Senhor”.  É, insisto, um convite: “Felizes os convidados…”

Na Igreja do papa Francisco, como na de Bento XVI, de João Paulo II e de outros tantos, há lugar pra todo mundo, para todos nós, com todas as nossas particularidades e imperfeições. Mas, vejam que coisa!, nem todas as ideias e as visões de mundo são aceitas também como verdades dessa Igreja.

E me ocorre agora uma questão interessante: nem todas as ideias e visões de mundo devem ser aceitas nas associações GLBTs, por exemplo. Tenho a certeza de que nem mesmo gays eventualmente contrários ao casamento gay, e eles existem, seriam considerados bem-vindos, não é? O mesmo vale para o mundo da ciência. Cientistas que se opõem à pesquisa com embriões humanos levam na testa a pecha de obscurantistas. Conheço casos. Entendo. No fim das contas, os pequenos papas de suas respectivas seitas acham inaceitável que possa existir um papa da Igreja Católica. E saem gritando “cortem-lhe a cabeça!” em nome da tolerância.

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* Continua crescendo número de jornalistas credenciados para cobrir o Conclave:5.600 de 70 países!

terça-feira, março 12th, 2013

São milhares os jornalistas credenciados junto ao Centro de Mídia organizado na Sala Paulo VI pelo Vaticano, pela Sala de Imprensa da Santa Sé, pela Rádio Vaticano e pelo Centro Televisivo Vaticano (CTV), com a colaboração do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais e da União Européia de Radiodifusão (EBU).

A Cidade do Vaticano transformou-se numa verdadeira “cidade mediática”. São 5.600 jornalistas credenciados na Sala de Imprensa da Santa Sé. São jornalistas provenientes de 70 nações, falando 25 línguas diferentes.

Os jornalistas tem à disposição 18 estúdios para cronistas televisivos na seção mundovisão; o centro de imprensa dispõe de conexão com internet e telefone; a área de TV conta com 21 cabines; a área para rádio, que tem a contribuição da Rádio Vaticano, é dotada de 20 espaços e 11 cabines. Muitas das locações do Centro de Mídia oferecem as imagens do CTV e o áudio da Rádio Vaticano.

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou na última coletiva, que câmeras do CTV vão monitorar a chaminé no teto da Capela Sistina, para ‘ninguém ser pego de surpresa’.

Para o Conclave o CTV contará com 12 câmeras e 40 funcionários, para fornecer imagens exclusivas de todo o acontecimento.

Neste primeiro dia do início do Conclave foram dispostas 17 câmeras entre a Basílica de São Pedro – onde foi celebrada a missa Pro Eligendo Pontifice – e a Capela Paulina, a Sala Regia e a Capela Sistina, onde terá início o Conclave.

Para a primeira bênção Urbi et Orbi do novo Pontífice será utilizada uma lente grande angular de última geração que permitirá projetar o abraço entre o novo Pontífice e a multidão reunida na Praça São Pedro. Uma segunda câmera, funcionando como uma espécie de ‘pseudo-subjetiva’, mostrará aos telespectadores o que o santo Padre terá diante dos seus olhos, circundado pelo abraço das colunatas de Bernini. (JE)

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* A Igreja pontifica sobre “pressupostos”, a sociedade sobre “pós-supostos”.

segunda-feira, março 11th, 2013

A Igreja Católica é mal compreendida por “muitos” porque ela, a Igreja, e eles, os “muitos”, vivem em universos paralelos. Para que esses dois cosmos se encontrem, são os “muitos” que devem fazer a curva. A Igreja pontifica sobre pressupostos. Os “muitos”, sobre “pós-supostos”. A Igreja aponta as causas dos problemas. Os “muitos” contornam as consequências.

Exemplo: a Igreja parte do pressuposto de que a disseminação da aids e de doenças sexualmente transmissíveis ocorre por causa do sexo fácil, da propaganda da mulher como objeto, da erotização precoce etc. O que ela faz? Reforça que existe sacralidade no corpo humano e que, como sempre defendeu, a união entre homem e mulher deve ser abrigada no seguro recôndito do matrimônio fiel.

Os “muitos” dizem: hoje em dia todo mundo transa desde muito cedo. Use camisinha!

Outro exemplo: exterminar embriões em pesquisas com células-tronco, com o bom fim de curar graves enfermos. O que a Igreja faz? Reforça a tese de que o embrião é vida humana, que não pode, literalmente, ser medida pelo tamanho. E relembra o que muitos não entendem: um meio mau não justifica um bom fim. Os “muitos” alegam que um embrião tem o tamanho de um pingo de “i”, não anda e não fala, enquanto adultos poderiam, em tese (cada vez mais em tese), obter a cura de diversos males.

Muitos e muitas cientistas incensados pela mídia deram entrevistas anunciando maravilhas à época da aprovação da Lei de Biossegurança. Algum tempo depois, alguns sumiram dos jornais, enquanto outros só aparecem para falar sobre assuntos mais amenos.

A Igreja se debruça sobre 20 séculos de Filosofia. Os “muitos” “formam suas opiniões” com 5 minutos de leitura de revistas semanais, enciclopédias iluministas, sites internéticos e jornais laicos (na verdade laicistas). Para a Igreja, 100 anos são como um dia. Para os “muitos”, tudo tem de ser rápido, instantâneo. Partilham da frase daquela canção: “É melhor viver 10 anos a mil do que mil anos a dez”.

Mas mesmo quem faz parte dos “muitos” pode aprender, por exemplo, com a renúncia de Bento XVI, desde que tenha pelo menos honestidade intelectual. Os “muitos” viram na renúncia algo decidido em um clique, como fuga, como algo conveniente. Mas, na verdade, o que esse intelectual alemão de intensa espiritualidade deve ter feito? Deve ter ponderado a situação do mundo, a situação da Igreja e a própria situação, tudo diante do Senhor a quem escolheu dedicar a vida e, stricto sensu, ao único a quem deve satisfações. Com serenidade, tomou a decisão.

Lição para os “muitos”: antes de tomar decisões de cabeça quente, pondere, analise, anteveja as consequências. Se, além disso, você acredita num ente superior, consulte-o. Ouça o que ele tem a dizer. E decida.

Outra grande lição: mesmo com a decisão que pesava sobre seus ombros, o papa guardou segredo. Afinal, o segredo também foi fruto da análise feita de antemão. Há coisas que só devem ser ditas no momento certo. Antes disso, só você e Deus devem saber.

Roberto Zanin é jornalista e blogueiro.

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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Comentários
  • •Seria legal a referência dessas estatísticas da Planned Parenthood e British Medical Journal...
    em * Atriz de Bollywood se suicida ao
  • •vamos juntos...
    em * Cardeal de São Paulo, Dom Odilio
  • •Até que enfim alguém mexeu os pauzinhos para processar este pessoal que difamou a Igreja Católica e a todos nós católicos. Se há leis que punem profanações religiosas, que...
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  • •Huuummm! Entendi o que o Anderson quis dizer, Claudio! Valeu! rs...
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  • •realizações do comunismo pelo mundo 1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunas(comunistas) 2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas só isso é o...
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  • •Boa noite Carmadélio! a comunidade católica shalom já emitiu algum posicionamento sobre o eneagrama ?...
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