Posts Tagged ‘Moral’

* México: Combater violência requer “revolução moral.”

quarta-feira, agosto 11th, 2010

ACI

O Escritório de Comunicação Social da Arquidiocese da Xalapa assinalou que o debate sobre a legalização ou não das drogas deve estender-se a outros aspectos que permitam uma re-fundação pessoal e social do país, pois para combater a violência o México requer de uma verdadeira revolução moral.

Em um comunicado, destacou-se a convocatória do Presidente Felipe Calderón para procurar a unidade nacional e gerar estratégias convenientes “para enfrentar o problema da insegurança, a violência e a delinqüência organizada”.

Deste modo qualificou de alentador “que se tenha convocado a toda a sociedade para participar de um debate nacional sobre o tema da legalização das drogas”.

Por isso, pediu que com a legalização das drogas o debate seja mais amplo e se centralize “sobre a urgente necessidade de uma re-fundação pessoal e social para começar a atacar pela raiz os gravíssimos problemas relacionados com a insegurança, a violência e a delinqüência organizada”.

“Desde nosso ponto de vista legalizar as drogas implicaria seguir tolerando margens de corrupção e significaria continuar vivendo com o vai e vem dos mecanismos de destruição que são inerentes à produção, comercialização e consumo das drogas. Com a legalização das drogas não se atacaria desde a raiz o problema da insegurança, da violência e da delinqüência organizada”, advertiu.

Por isso, recomendou não seguir necessariamente a experiência de outros países, porque “precisamente por seguir esquemas e moldes culturais de outras nações fomos perdendo nossa própria identidade e se aguçaram nossos problemas”.

“Necessitamos uma nova revolução já não de armas nem de lutas fratricidas, mas uma revolução das consciências, uma verdadeira revolução moral”, afirmou.

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* Espanha: Sacerdote denuncia dupla moral dos que proíbem as touradas e apóiam o aborto.

terça-feira, agosto 10th, 2010

ACI

O Pe. Rubén Tejedor Montón, formador do Seminário Menor e responsável pela pastoral vocacional da Diocese de Osma-Soria, na Espanha, denunciou a dupla moral dos parlamentares de esquerda -não só da Catalunha aonde se aprovou a proibição das touradas a partir do 2012- que enquanto advogam pela vida dos animais, aprovam a lei do aborto  e condenam à morte a milhares de não nascidos.

“Sim. É patética a dupla moral dos políticos da esquerda que levam a bandeira da defesa da vida animal mas, ao mesmo tempo, ‘balançam o berço’ do negócio das clínicas abortistas”, expressou o sacerdote em um artigo difundido pela imprensa local.

O P. Montón recordou o debate de 28 de julho, quando o parlamento da Catalunha proibiu as touradas e criticou que os políticos da esquerda atuem com dupla moral.

Indicou que os mesmos que negam a humanidade do feto e que com seu voto permitem “que milhares de crianças sejam massacradas” no ventre materno, “advogam por privar o touro da dor na praça” mas não evitam o sofrimento dos não nascidos que são abortados.

“Estes que se gabam de defender a vida animal são os mesmos que fazem possível com seu dedo cúmplice que, ao pulsar o botão que deu luz verde à recente ‘Lei’ do aborto, milhares de crianças inocentes e indefesas não vejam jamais a beleza desta vida porque eles, brincando de ser deuses, o proibiram”, denunciou.

O sacerdote também criticou que se negue a ajuda às mães grávidas. Estes legisladores, advertiu, “fazem-se cúmplices do holocausto silencioso e massivo que está sendo perpetrado em nosso país graças aos seus dedos que -obscurecida sua consciência por uma cega e irracional ideologia- apertaram um dia o botão verde”.

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* Argentina: Movimento oferece guia para juízes que queiram objetar “bodas homossexuais”.

quinta-feira, agosto 5th, 2010

ACI

O Serviço à vida, do Movimento Fundar, ofereceu aos juízes uma guia de argumentos normativos no Direito Argentino para que possam alegar objeção de consciência e não ver-se obrigados a celebrar “matrimônios” entre pessoas do mesmo sexo.

Nesse sentido, recordaram que textos fundamentais como a Constituição Nacional e a Declaração Universal de Direitos humanos consagram o direito à liberdade de culto, pensamento e de consciência.

Além disso, estão o Pacto de São José da Costa Rica e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, que recordam também ditos direitos.

“O Comitê de Direitos humanos das Nações Unidas, organismo que fiscaliza a aplicação do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, interpretou o artigo 18 esclarecendo que ‘no Pacto não se menciona explicitamente o direito à objeção de consciência mas o Comitê acredita que esse direito pode derivar do artigo 18’”, assinalou o Serviço à Vida.

Do mesmo modo, esclarece que embora a Declaração da Academia Nacional de Medicina serve apenas para os médicos, é relevante citar o que assinala sobre a objeção de consciência, pois indica que o profissional não está obrigado a realizar certas intervenções quando “por razões científicas e/ou éticas, considera inadequado ou inaceitável, tendo o direito de rechaçar o solicitado, se sua consciência considerar que este ato se opõe às suas convicções morais”.

“Isto é o que se denomina objeção de consciência, a dispensa da obrigação de assistência que tem o médico quando um paciente lhe solicitasse um procedimento que ele julga inaceitável por razões éticas ou científicas”, expressa a declaração.

O Serviço à Vida acrescenta que “a objeção de consciência é o direito de eximir-se de realizar ações prescritas pela lei sem que, a conseqüência disso, tenha que sofrer discriminações ou renunciar a direitos, em razão do conflito existente entre o mandado e as próprias convicções. A objeção pode ser formulada tanto por uma pessoa física como por uma pessoa jurídica, em razão de seu ideário”.

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* Bebês nascem com senso do bem e do mal.

quarta-feira, julho 28th, 2010
Bebês reconhecem e gostam dos personagens bons.
Na foto criança espanhola sauda os Reis Magos

Cada vez mais a ciência está se convencendo de que o bebê possui uma noção, rudimentar mais muito verdadeira, do bem e do mal desde o início de sua vida.

Teorias amorais até há pouco dominantes como as de Sigmund Freud, Jean Piaget ou Lawrence Kohlberg, hoje não recolhem o consenso científico. A objetividade dessas teorias é refutada por via experimental.

Por exemplo, o professor Paul Bloom, professor de Psicologia da Universidade de Yale, EUA, junto com sua esposa Karen Wynn e Kiley Hamlin, do Laboratório de Cognição Infantil da mesma Universidade, conduziram sucessivos estudos sobre a capacidade de avaliação moral dos bebês de entre 6 e 10 meses.

Os cientistas chegaram à conclusão de que nessa tenra idade os bebês já discernem o personagem bom e o mau, manifestando atração pelo primeiro e recusa pelo segundo.

Eles concluíram também que os bebês não explicitam racionalmente o que é bom ou mau, mas eles têm uma propensão inata a procurar o bom, decente e belo e a repelir o que é mau, feio ou cruel.

Professor Paul Bloom, diretor do estudo

A equipe descreveu as experiências em artigo para “The New York Times” e no livro “How Pleasure Works: The New Science of Why We Like What We Like”. O artigo foi vertido ao espanhol e reproduzido pelo diário “La Nación” de Buenos Aires.

Diante de fatos primários os bebês não são neutros: tendem a sorrir e bater palmas diante das coisas boas e belas, mas franzem a testa e viram a cabeça diante das coisas más e feias.

Estudos experimentais de outros cientistas mencionados pelo Prof. Bloom apontam que os bebes de três meses preferem as caras de pessoas da mesma raça de sua família. Quando atingem 11 meses gostam mais dos indivíduos que partilham seus costumes alimentares e querem que seus alimentos preferidos fiquem melhores. Com 12 meses eles preferem as pessoas que falam a língua deles.

A conclusão final do prof. Bloom é que os homens já nascem com uma moral visceral que escolhe instintivamente entre o bem e o mal. Isto é, a moral não é uma criação cultural, social, ou fruto de um condicionamento ambiental ou religioso.

A moral que o homem adota e cultiva ao longo da vida ‒ e que pode vir a ser sólida e raciocinada ‒, na prática é edificada sobre essa noção moral primordial com que os recém-nascidos vêm à vida.

“Tudo indica, conclui a equipe, que os bebês possuem os fundamentos da moral, a capacidade e a vontade de julgar as ações dos outros, certo senso de justiça e respostas viscerais diante da bondade e da maldade”.

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* Prostituição feminina, “daspu” e a perca do senso moral na sociedade.

domingo, julho 25th, 2010

Jorge Ferraz

Fiquei profundamente triste quando li esta matéria da Folha de São Paulo. Foi por meio dela que descobri o site da “DASPU”, uma grife carioca ligada à ONG Davida, que tem como missão “[c]riar oportunidades para o fortalecimento da cidadania das prostitutas, por meio da organização da categoria, da defesa e promoção de direitos, da mobilização e do controle social”.

Não vou colocar aqui o site da “putique” – como é chamada a “loja da DASPU” – porque a decência mo impede. Aliás, aos curiosos que se aventurarem a procurá-lo, aviso que desliguem o som do computador, porque as músicas tocadas na “Rádio DASPU” não seriam tocadas, há alguns anos, nem mesmo nas casas de tolerância. A vulgaridade e as letras chulas expostas assim na internet, a um clique de quem quer que seja, sem nenhum aviso de que se trata de material pornográfico ao extremo, são uma amostra da decadência na qual se encontra a nossa sociedade. Às vezes eu tenho medo da internet…

Pois bem. A tal grife se diz, expressamente, “de quem não tem vergonha de dizer quem é e o que faz”: eis aí a inversão de valores dita às claras, e o vício exaltado como se fosse uma virtude. Não sei se isso é uma hipocrisia sem tamanhos ou uma patologia moral inaudita: gostaria muitíssimo de saber quantos dos que trabalham com esta ONG gostariam que as suas filhas fossem prostitutas. Afinal de contas, assumir uma postura diante do mundo que não se admite aplicar a si próprio é, para dizer o mínimo, equivocado. A grife – diz ainda no seu site – “não pretende tirar ninguém da prostituição”, e é essa intenção diabólica que mais me incomoda.

Se é verdade que sempre houve prostitutas, é igualmente verdade – e isto é o mais importante – que elas nunca gozaram de reconhecimento social como se fizessem parte de uma “categoria” de trabalho com a qual estivesse tudo bem.

Sempre houve prostituição, mas a prostituição sempre foi considerada por todos como aquilo que ela é: um terrível pecado e uma grave falha moral. Os que acusam a Igreja de ter tolerado a existência de prostíbulos até mesmo nos estados pontifícios – o que é verdade – “esquecem-se” de notar que entre tolerar um mal e dizer que este mal é um bem vai uma distância muito grande.

Diante da impossibilidade de se acabar com a prostituição, deve-se portanto reconhecer que ela é um valor a ser defendido e promovido: eis o “raciocínio” de muitos dos nossos dias.

[Aliás, en passant, vale salientar que este raciocínio tortuoso é aplicado para muitíssimas coisas: se não dá para se acabar com as prostitutas então vamos dizer que a prostituição é um direito a ser reconhecido, se existem homossexuais então vamos reconhecer o casamento gay, se não dá para acabar com as drogas então vamos legalizá-las, se não dá para acabar com o aborto então vamos transformá-lo num direito a ser tutelado pelo Estado, etc, etc.]

A Igreja sabe que o homem é fraco e, por conseguinte, que é capaz das mais terríveis quedas caso não se mantenha vigilante, zeloso na oração e assíduo aos sacramentos; no entanto, não deixa de afirmar ousadamente o ideal de santidade que é possível e aos quais os homens, ainda que fracos, são chamados. Clemência, sim, diante do pecador contrito; mas nunca conivência com o pecado.

Ao perder o senso moral, ao rejeitar o referencial absoluto, a sociedade moderna parece não ser mais capaz de apontar um ideal de santidade a ser valorizado para além das misérias humanas. Se há misérias, são estas que devem ser valorizadas: se há prostitutas, elas precisam ser integradas à sociedade naquilo que elas são. Não há ideais, não há mudanças possíveis: há somente a realidade humana nua e crua, e é com esta que se deve trabalhar.

Só que a realidade humana “sozinha” é muito triste. Sem a Graça, sem a vida sobrenatural, o mundo é muito feio e, as sociedades, aberrantes. Não há limites para as atrocidades morais das quais são capazes os homens “sozinhos”: negar a existência de um Referencial e entregar os homens à sua própria natureza nunca será capaz de produzir homens bons.

Em frontal oposição a tudo isso está a Igreja, com a mensagem do Evangelho e a afirmação – consoladora! – de que a natureza humana decaída não tem a última palavra, e é possível a conversão, é possível uma mudança de vida. Contra esta mentalidade moderna estão aquelas palavras de Nosso Senhor, segundo as quais as prostitutas precederiam a muitos no Reino dos Céus; mas não as prostitutas “praticantes”, mas sim aquelas que ouvissem o Seu chamado e O obedecessem quando Ele disse para que elas não tornassem a pecar.

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* Educação sexual nas escolas é terrorismo

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Luiz Felipe Pondé, Filósofo.

Quem é a favor do ensino religioso? Mesmo quem concorda com o ensino religioso discorda do conteúdo: ensinar o quê? Deus, orixás, gnomos, homens-bomba? Outros são contra: religião não é assunto do Estado e da escola, é assunto da vida privada e familiar -guardem esse argumento na memória porque voltarei a ele.

Não vou discutir o ensino religioso, mas sim outra questão que me chama a atenção: a educação sexual nas escolas. Digo logo: sou contra. E mais: acho que sexo é assunto da vida privada e familiar e nenhuma escola ou pedagoga maníaca por sexo deveria entrar nas cabeças das crianças com suas fantasias travestidas de teorias.

Aliás, quem são os teóricos de confiança? Quem descobriu o sexo correto? Normalmente, o sexo correto é aquele que a pedagoga maníaca por sexo acha que seja correto, e nada mais. Tapinha pode?

Claro, no futuro, talvez revoguem a lei contra pedofilia em nome dos “avanços contra os preconceitos”, e a pedofilia também venha a ser correta. Uma “última lei qualquer” decidirá que as crianças serão obrigadas a fazer prova sobre como é bonita a pedofilia?

Como ninguém faz uma daquelas campanhas diárias de repúdio à educação sexual nas escolas? Claro que hoje é mais normal num jantar inteligente você contar sua vida sexual do que confessar em lágrimas que acredita em Deus, mas, mesmo assim, como não ver que a educação sexual nas escolas é ridícula? Ensina-se o quê?

Neste caso (nos EUA), a intenção da professora seria não fazer distinção de “gênero”? Daríamos Barbies aos meninos para desenvolver neles o “gênero feminino”? Espadas para as meninas? E, se você “gosta” de plantas, tudo bem, porque tudo é natural?

Quem atesta a sanidade mental dessa professora? Gente “infeliz” na vida sexual pode dar aula sobre sexo? Quem seria a “consultora” desta “infelicidade”?

Aulas de biologia são bem-vindas, é claro. Mas e daí? O que ensinar para uma menina de dez anos sobre sexo? Usaremos fotos? Espero que as fotos sejam legais… E os meninos? Vendo revista “Playboy” (ou similares) escondido. E deixemos a vida correr, como corre há milênios. Digamos a verdade: quem dá aula de matemática é bom em matemática, quem dá aula de educação sexual é bom no quê?

Todo mundo é mal resolvido em sexo (quem diz o contrário mente). Há algo no sexo que mistura a obviedade do animal com o inefável do ser humano (romantismo, taras e traumas) que não pode ser reduzido a lição de casa.

Educação sexual é uma armadilha a serviço de todo tipo de lobby. Vou dar dois exemplos “opostos” para ficar claro. Primeiro: se os pedagogos maníacos por sexo fossem tomados de assalto por católicos? Seria matéria de aula a virgindade até o casamento? E você pai e mãe, que acham esse negócio de casar virgem muito repressor, concordariam?

Segundo: se o bando da educação sexual fosse de “homoafetivos” e obrigassem as crianças lerem histórias em quadrinhos onde meninos beijam meninos? Você, pai e mãe, “heteroafetivos”, aceitariam somente porque o bando em questão acusaria vocês de maioria esmagadora preconceituosa?

O bando da educação sexual, que insiste em assaltar as crianças com sua pedagogia grosseira, define sexo como algo tão “natural quanto ter sede”. Mas, se assim for, sua pedagogia é como obrigar crianças a beber litros de água sem que tenham sede.

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* Grupo nos EUA fabrica 1ª célula sintética. Implicações éticas e morais são profundas.

sexta-feira, maio 21st, 2010

O artigo é de Fernando Reinach, biólogo, e publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, 21-05-2010.

No filme Jurassic Park, cientistas purificam o DNA de dinossauros extintos, preservado no intestino de pernilongos fósseis, e injetam esse DNA em um óvulo de jacaré. Instruído pelo conjunto de genes presentes no genoma do dinossauro, o ovo se desenvolve e o que eclode é dinossauro.

Como toda obra-prima de ficção científica, Jurassic Park leva ao extremo uma ideia que, apesar de teoricamente possível, é de difícil execução. Júlio Verne usou essa fórmula ao descrever uma viagem à Lua e as aventuras em um submarino quase cem anos antes de esses feitos se tornarem realidade. No caso de Jurassic Park, escrito por Michael Crichton em 1990, a ficção se tornou realidade em menos de 20 anos.

Usando como única fonte de informação um arquivo de computador contendo a sequência do DNA de uma bactéria, um grupo de cientistas sintetizou ,utilizando métodos químicos, o genoma dessa bactéria e colocou esse enorme pedaço de DNA no interior de uma célula de outra espécie de bactéria, da qual havia retirado todo o DNA. Instruída pelo conjunto de genes desse genoma sintético, surgiu uma nova bactéria, capaz de viver e se reproduzir.

Fica mais fácil de entender o experimento, feito com duas espécies de bactérias, usando como exemplo duas espécies de mamíferos. Na primeira etapa, partindo da sequência do genoma de um cavalo, contida num arquivo de computador, sintetizamos uma molécula de DNA com essa mesma sequência.

Num segundo passo, o DNA presente no interior de uma célula de baleia é retirado. No terceiro passo, colocamos o DNA sintético de cavalo na célula da baleia. No quarto passo, cuidamos dessa célula híbrida e observamos o aparecimento de um cavalo. Se você ainda não percebeu as implicações éticas e morais do experimento, troque, na sentença acima, a palavra “cavalo” por “ser humano” ou “Getúlio Vargas”.

Para muitos, esse feito tecnológico significa que a vida foi finalmente criada no laboratório. Craig Venter o líder do projeto, não hesitou em usar a palavra “creation” (criação) no título do artigo que descreve o experimento e sugere, no texto, que esse feito abre a possibilidade de que, para preservar um ser vivo, basta guardar a sequência do seu genoma em um arquivo de computador, pois ele poderá ser recriado quando desejarmos. E mais: que, com essa tecnologia, o homem poderá criar novos seres vivos, algo semelhante ao descrito no Gênesis.

Nas próximas semanas, as implicações éticas e teológicas desse feito tecnológico serão debatidas exaustivamente. Minha impressão inicial é que esse experimento demonstra definitivamente que toda a informação necessária para criar um ser vivo pode ser guardada em um arquivo de computador. Por outro lado, demonstra que ainda não somos capazes de transformar essa informação em um ser vivo, pois foi necessário utilizar uma célula desprovida de DNA, derivada de um outro ser vivo, nas etapas finais do experimento.

Não há dúvida de que, nos próximos anos, seres vivos criados para cumprir tarefas específicas estarão entre nós. Eles serão criados por empresas como a Synthetic Genomics, que financiou grande parte desse experimento e detém as patentes desta nova tecnologia.

***

Entendendo melhor a questão:

Folha de São Paulo

Para bom entendedor, meia bactéria basta. Embora Craig Venter tenha anunciado a primeira “Célula Sintética”, na realidade seu grupo não criou um organismo a partir do zero. Ele provou que é capaz de recriar e fazer funcionar um organismo ultrassimples apagando seu software biológico e enxertando outro muito parecido.

Não é pouca coisa. O software, no caso, é o genoma, coleção de genes necessários para a bactéria Mycoplasma mycoides viver e se reproduzir.

Venter conseguiu a façanha com um milhar de genes. Ao todo, cerca de 1 milhão de letras A, T, C ou G, cuja sequência a equipe escreveu num computador e depois sintetizou numa longa fita de DNA.

O estudo representa um salto para a engenharia genética. Até agora, ela se limitava a inserir uma dezena de genes estranhos em organismos, como soja ou de milho, para que adquirissem características desejáveis, como resistência a pragas. Agora se manipulam genomas inteiros.

O homem chegou mais perto, portanto, do cenário inquietante que levou à Conferência de Asilomar, em 1975. Dois anos após a invenção da tecnologia de DNA recombinante, preocupados com danos potenciais da nascente biotecnologia ao ambiente e à saúde, 140 pesquisadores se reuniram na praia californiana para traçar diretrizes de biossegurança.

Venter não foi longe o bastante para suscitar uma nova Asilomar. Embora alguns tipos de Mycoplasma sejam patogênicos (capazes de causar doenças), a recriada teve quatro genes ligados à virulência deletados. Deve ser inofensiva.

Além disso, nada impede incluir também alguns genes suicidas. Eles detonariam a autodestruição da célula assim que ela entrasse em contato com algum elemento do ambiente fora do laboratório.

Melhor dizendo: a complexidade inerente a qualquer organismo pode, sim, impor limites às fantasias biotecnológicas. O próprio Venter relata que a troca espontânea de uma só letra, em meio ao milhão de caracteres enxertados, bastava para desativar todo o genoma.

Há fronteiras objetivas, assim, para aquilo que o homem pode pôr e dispor num genoma. E isso num ser simplório como Mycoplasma, que nem núcleo celular tem (a bactéria é classificada como organismo procarioto). Mesmo no baixo clero dos seres unicelulares há organismos mais complexos, ditos eucariotos, como os parasitas causadores da malária e do mal de Chagas, com núcleos definidos e DNA organizado em vários cromossomos.

Está longe o tempo – se é que algum dia virá – em que a biologia será capaz de sintetizar células cardíacas para remendar corações infartados, por exemplo. O genoma humano é milhares de vezes maior que a bactéria inventada por Venter. Nossos 46 cromossomos são estruturas complexas, cuja estrutura contribui para definir quais genes serão ou não lidos pela célula, e quando.

Apesar da retórica, Venter é honesto a respeito. Quando fala de aplicações, restringe-se a conceitos menos grandiloquentes e mais rentáveis, no médio prazo: bactérias capazes de produzir hidrogênio a partir de água, assim como leveduras produzem álcool a partir de açúcares. Os biocombustíveis brasileiros que se cuidem.

Problema: bactérias também se destacam na produção de toxinas poderosas, como as do antraz e do botulismo. São os cavalos de batalha da guerra biológica. Genomas sintéticos soam como armas de sonho, se o seu custo vier a cair tão rápido quanto o de outras ferramentas biotecnológicas.

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* Eugenia de mercado? nova terapia genética e a questão ética do filho produzido em laboratório.

segunda-feira, abril 19th, 2010
Pesquisadores britânicos da Universidade de Newcastle desenvolveram uma técnica sem precedentes que possibilita a criação de embriões humanos contendo DNA de um homem e de duas mulheres. O estudo foi recentemente publicado na revista “Nature”.

O objetivo do estudo foi desenvolver um tratamento preventivo para doenças hereditárias causadas por disfunções mitocondriais.

Em um comunicado, o Centro do Ateneu de Bioética da Universidade Católica de Roma expressou sua discordância em relação a estudos dessa natureza, afirmando se tratarem de “um retorno à seleção de indivíduos humanos”.

“Supostamente em nome da saúde das futuras gerações, embriões humanos são fabricados e destruídos em pesquisas sobre novas terapias genéticas”, declara o comunicado.

Disfunções mitocondriais

As mitocôndrias são as organelas responsáveis pela geração de energia em nível celular.

Cerca de uma em cada 200 crianças nasce com mutações no DNA mitocondrial, mas a maior parte dos casos são assintomáticos. Uma em cada 6.500 crianças, porém, pode desenvolver uma greve doença – que pode ser letal – devido a estas mutações.

Crianças acometidas por disfunção mitocondrial apresentam, nas fases mais graves da doença, sintomas como atrofia muscular, cegueira, insuficiência cardíaca e hepática, dificuldades de aprendizagem e diabetes.

O DNA mitocondrial é independente daquele contido no núcleo da célula, e é transmitido apenas da mãe para a criança.

Até o momento, não se conhece tratamento eficaz para a disfunção mitocondrial congênita, e as mães com histórico familiar da doença devem decidir entre não ter filhos ou correr os riscos de ter uma criança portadora da doença.

Como funciona?

O procedimento consiste em unir um óvulo a um espermatozóide mediante fecundação in vitro. Após um dia de incubação, o DNA nuclear é retirado do embrião e implantado em outro óvulo, cujo núcleo foi previamente removido.

O embrião assim resultante contém o DNA nuclear de um pai e uma mãe, e o DNA mitocondrial da doadora do segundo óvulo. Caso se desenvolva, será uma criança com o patrimônio genético de um pai e duas mães.

Em humanos, o material genético mitocondrial contém cerca de 37 genes; os mais de 23 mil genes restantes conhecidos estão todos no núcleo celular.

Em declarações dadas à revista “Nature”, o coordenador do projeto de pesquisa, professor Doug Turnbull, comparou o procedimento à troca de bateria de um computador. O fornecimento de energia, explicou, permite o funcionamento adequado, sem alterar as informações armazenadas em disco.

De qualquer modo, a troca de material genético mitocondrial envolve necessariamente a destruição de pelo menos um embrião, do qual o DNA mitocondrial sadio é extraído.

Alguns membros do Centro Ateneu de Bioética da Universidade Católica de Roma declararam, em relação ao novo procedimento, que “é perturbadora a miopia ética, seja de quem autoriza, seja de quem pratica tais pesquisas”.

“Sob o pretexto da saúde hoje se pode empreender qualquer ação”, disseram os médicos e pesquisadores do Centro. “A eugenia de mercado se afirma tranquilamente junto à opinião pública”.

A instituição expressou também preocupação com relação aos eufemismos frequentemente utilizados na divulgação de pesquisas dessa natureza. “Nenhuma sutileza teórica nem nenhum linguajar científico sofisticado pode nos impedir de notar de que estamos de fato minando os fundamentos de uma concepção, construída a duras penas, de homem como sujeito, que não pode ser produzido ou fabricado”.

O médico ginecologista colombiano Carlos Alberto Gómez Fajardo, declarou que as técnicas de fecundação in vitro e de transferência embrional para obter embriões livres de doenças inserem-se na mesma dinâmica de morte seletiva de embriões.

“Trata-se de mais um capítulo da imposição de uma dinâmica do ‘Baby to carry home’ (“Bebê à venda”), na qual um filho é visto como um produto da tecnocracia e a da dinâmica de mercado”, acrescentou.

Segundo divulgado pela “Nature”, 80 embriões foram criados e desenvolvidos em laboratório por um período de seis a oito dias, até que atingissem o estágio de blastocisto – que compreende um agregado de cerca de 100 células. Em seguida, os embriões foram destruídos.

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* “Body Worlds”. Exposição “artística” de corpos humanos reais e plastificados, o que pensar?

segunda-feira, abril 19th, 2010
Bispo de Calgary, Canadá, alerta sobre a exposição “Body Worlds”
Existem questões éticas e morais que devem ser consideradas ao expor corpos humanos reais, afirma o bispo de Calgary (Alberta), Dom Frederick Henry. Ele afirma em um artigo, publicado no website da diocese, sobre a exposição de fama internacional Body Worlds, que será aberta ao público na cidade canadense dia 30 de abril.

A exposição apresenta corpos humanos reais que foram submetidos a plastinação, a qual permite aos visitantes ver detalhes da anatomia humana.

Dom Henry recorda em seu artigo as críticas realizadas por alguns de seus irmãos bispos.

Quando a exposição Body Worlds chegou a Cincinnati, o arcebispo Pikarczyk afirmou: “a exibição pública de corpos plastinados, sem identificação, e expostos sem reverência é indigna e inadequada”.

Em Kansas City, o bispo Finn e o arcebispo Naumann se queixaram: “isso representa uma espécie de ‘taxidermia humana’ que degrada as pessoas reais que, por meio de seus corpos, uma vez viveram, amaram, oraram e morreram.

Por sua vez, Dom Henry ilustra algumas das questões morais implicadas na exposição. “A preocupação da Igreja pela dignidade humana é estendida ao corpo mesmo que a alma não esteja mais presente”, expica.

“Os corpos dos mortos merecem respeito e caridade, preservando a dignidade outorgada por Deus à pessoa humana”, conta.

“Outra questão importante é se os corpos foram obtidos de uma forma apropriada”, adverte o bispo de Calgary, e afirma que “há duas questões, de privacidade e transparência, para serem resolvidas”.

O prelado reconhece que “se pode argumentar que isso também legitima o valor educativo do uso de modelos plastinados para ensinar anatomia”.

Mas, acrescenta, quando os corpos estão expostos “brincando ou colocados em movimentos atléticos ou macabros, cruzamos a linha da educação para entrar no mundo do entretenimento, arte e amostras comerciais questionáveis”.

Nesse contexto, o bispo pergunta: “quem ganha com esse tipo de produção?”

E conclui, repetindo que a moral e a ética deveriam ser consideradas pelos possíveis visitantes da exposição Body Worlds.

Se as crianças devem ou não visitar essa exposição é uma decisão dos pais, afirma. É apropriada para elas? Provavelmente não. Deveria estar relacionada com um tipo particular de curso ou estudo? Provavelmente, e esperamos que não só anatomia e economia”.

Zenit

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* Visita do Papa a Portugal. Lançada campanha ” Preservativos ao Papa”.

terça-feira, abril 6th, 2010
  • Três amigos licenciados em Direito no Porto começaram a conversar sobre a vinda do Papa a Portugal, recordaram as polémicas declarações de Bento XVI sobre o uso do preservativo e sentiram que tinham algo a fazer. E assim decidiram distribuir preservativos em Lisboa, em Fátima e no Porto, a 11, 13 e 14 de Maio.

Tudo começou no Facebook. Diogo Caldas Figueira, 23 anos, Rita Barroso Jorge, 22 anos, e Joana Vieira da Silva, 23 anos, criaram um grupo e em 24 horas tinham dois mil amigos. O grupo  conta hoje com mais de quatro mil fãs.

«Criámos o grupo por descargo de consciência social. Tínhamos vontade de fazer uma pequena coisa», contou Diogo ao tvi24.pt.

Auto-denominaram-se «Preservativos “ao” Papa em Portugal», porque sabem que «provoca polêmica». E já apontam objetivos: «Estamos a trabalhar em contra-relógio, mas acreditamos que vamos contar com centenas de voluntários para distribuir os preservativos nos locais por onde o Papa vai passar.»

Os três jovens já têm um blog link  externo e «andam atrás» de várias associações com experiência na luta contra a sida. A Abraço, por exemplo, já apoiou a iniciativa e «poderá mesmo dar os preservativos», mas a Opus Gay, o CASA (Centro Avançado de Sexualidades e Afectos), o MAPS (Movimento de Apoio à Problemática da SIDA) e o PortugalGay também estão com eles.

«Estes apoios são uma lufada de ar fresco, porque tivemos um grande obstáculo. Falamos com a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida, mas, apesar de terem achado a nossa iniciativa meritória, disseram-nos que, enquanto entidade pública, não podiam apoiar-nos, porque somos um grupo de pessoas sem personalidade jurídica», revelou.

Diogo, Rita e Joana, dois católicos e uma agnóstica, sabem que este não será o único obstáculo. «Poderá haver uma certa resistência dos crentes. Portugal vai parar naqueles três dias, as pessoas vão estar viradas para o Papa e não para qualquer barulho», admitiu o jovem organizador.

«Mas nós estamos a fazer algo positivo. Não faremos a iniciativa durante as celebrações. Queremos marcar uma posição de forma pacifista, por isso estaremos nos locais horas antes e algo afastados», afirmou.

Os três organizadores querem divulgar a iniciativa ao máximo e pedem a ajuda dos famosos, assim como dos padres que defendem o uso do preservativo. «No entanto, sabemos que vai ser difícil, porque há quem não se queira associar com medo que seja algo anti-Papa», lamentou, sublinhando que o objectivo não é criticar a posição de Bento XVI, mas sim informar sobre esta forma de combater a sida.

Fonte: TVI 24

***

Bem aventurados sois!

“Quando vos injuriarem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim.

Força, santo padre.

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* Padres pedófilos, exagero e pânico moral.

terça-feira, março 30th, 2010

Por Massimo Introvigne

“Portanto, ao longo de cinqüenta e dois anos, os sacerdotes acusados de pedofilia nos EUA são 958, dezoito por ano. As condenações foram 54, pouco mais de uma por ano”.

“O assim chamado Relatório Ryan de 2009 (…) reporta, no período que investiga, a partir de um universo de 25.000 alunos de escolas, reformatórios e orfanatos [na Irlanda], 253 acusações de abusos sexuais de meninos e 128 de meninas, nem todos atribuídos a sacerdotes, religiosos ou religiosas, de diversa natureza e gravidade, raramente referidos a menores impúberes e que, ainda mais raramente, levaram a condenações”.

“Segundo os estudos de Jenkins, se se compara a Igreja Católica dos EUA às principais denominações protestantes se descobre que a presença de pedófilos é – dependendo das protestantes se descobre que a presença de pedófilos é – dependendo das denominações – de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes do que entre padres católicos”.

***

Leia o texto completo aqui.  Está em PDF, a Leitura só será possivel se você tiver programa que leia nesse formato.é fácil baixar gratuitamente na Web.

O texto é muito bom!

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* Quatro em dez universitárias britanicas posariam de topless para pagar os estudos, afirma site inglês.

domingo, março 28th, 2010
Daily Mail

Quatro em dez estudantes posariam de topless e usariam o cachê para pagar os seus estudos. A conclusão é de uma pesquisa com mais de mil universitárias, realizada por um site britânico que oferece vagas de emprego a alunos de graduação.

Segundo o levantamento, três em dez graduandas considerariam factível tirar as roupas por dinheiro — 18% delas, quase uma em cinco moças, dizem conhecer alguém de suas turmas que trabalha como dançarina em clubes masculinos. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Apenas 12% das entrevistadas — ou uma em oito jovens — afirmaram que não tirariam a roupa por dinheiro.

Mais que a nudez

A pesquisa do site Studentgems.com revelou que 23% do grupo levariam a sério a possibilidade de se tornarem acompanhantes para pagar a faculdade. E apenas 4% descartariam a ideia.

Dentre as jovens ouvidas, seis em dez admitiram que se sentiam “desesperadas” por dinheiro durante esse período de estudos.


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* Pornografia dispara com web e consumidores são menos felizes, diz estudo

quinta-feira, março 18th, 2010

da Efe, em Washington

As novas tecnologias dispararam a procura por pornografia, sobretudo na internet, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (17) que adverte para o impacto negativo nas relações, na produtividade e na felicidade entre consumidores desses produtos.

Estes são alguns dos custos sociais detectados pelo grupo de pesquisadores multidisciplinar do “The social cost of pornography: A statement of findings and recommendations” (”O custo social da pornografia: uma declaração com descobertas e recomendações”, em tradução livre), publicado pelo Instituto Witherspoon.

“Desde o começo da era da internet, as pessoas consomem mais pornografia do que nunca e seu conteúdo se tornou cada vez mais gráfico”, afirmou a pesquisadora do centro Hoover Institution, Mary Eberstadt.

“Os que veem pornografia acreditam que sua vida sexual vai ser melhor, mas têm ejaculação precoce, mais disfunções e problemas para se relacionar”, afirma Mary Anne Layden, coautora e diretora do programa de traumas sexuais e psicopatologia da Universidade da Pensilvânia.

Segundo Layden, a exposição em massa a conteúdos pornográficos leva a mudanças de crenças e atitudes sociais; por exemplo, aumenta-se a insensibilidade com relação às mulheres, reduz-se o apoio ao movimento de libertação feminina e perde-se a noção de que estes conteúdos devem ser restringidos para menores.

Divórcio

Vários estudos, como o “Romantic Partners Use of Pornography; Its significance for Women” (”Uso de pornografia por casais; seu significado para as mulheres”, em tradução livre) do médico A.J. Bridges, assinalam que a mulher que sabe que seu marido consome pornografia se sente traída e não confia no parceiro.

Os custos psicológicos a que fazem referência os autores em situações como esta podem desencadear outras consequências no casal, como o divórcio.

Segundo dados da Sociedade Americana de Advogados Matrimoniais, que inclui 1,6 mil profissionais dos EUA, 56% dos 350 casos atendidos em 2003 tinham relação com o interesse obsessivo de um dos parceiros por sites pornográficos.

O consumo contínuo desses produtos frequentemente acaba em alguma patologia, assinalou Layden. Ela lembrou que pela primeira vez o DSM 5, manual utilizado para fazer diagnósticos psiquiátricos, vai incluir como doenças as dependências de sexo e da pornografia.

Para os especialistas, o consumo de pornografia não é visto como um problema grave na sociedade. Por isso, eles reivindicam uma maior atenção sobre o assunto e pedem mais proteção, sobretudo para crianças e adolescentes.

Bloqueio

Segundo Layden, “um software para bloquear as páginas com conteúdos pornográficos na internet não é suficiente”, já que as crianças têm a seu alcance outros sites onde podem encontrar o código para desbloquear o filtro.

A pesquisadora exige à indústria do entretenimento que deixe de “fazer dinheiro ferindo crianças”.

“A presença da pornografia na vida de muitos meninos e meninas adolescentes é muito mais significativa do que a maioria dos adultos acha”, apontou. Layden lamenta que a pornografia “deforme o desenvolvimento sexual saudável dos jovens”.

Para Eberstadt, é preciso “mudar o que socialmente não está visto como algo mau” e perceber o tema como algo que afeta a sociedade em seu conjunto. Dessa forma será possível criar um movimento contra a pornografia.

O Witherspoon é um centro de pesquisa independente que promove a aplicação dos princípios fundamentais do governo republicano e, segundo seu site, trabalha para “melhorar os fundamentos morais das sociedades democráticas”.

Fonte: UOL

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u708072.shtml

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* Profissão: Prostituta. Como ?

quarta-feira, março 3rd, 2010

CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÃO – CBO

Descreve e ordena as ocupações dentro de uma estrutura hierarquizada que permite agregar as informações referentes à força de trabalho, segundo características ocupacionais que dizem respeito à natureza da força de trabalho (funções, tarefas e obrigações que tipificam a ocupação) e ao conteúdo do trabalho (conjunto de conhecimentos, habilidades, atributos pessoais e outros requisitos exigidos para o exercício da ocupação).

O Ministério do Trabalho e Emprego é responsável pela gestão e manutenção da Classificação Brasileira de Ocupações.

***

O Ministério de Estado do Trabalho e Emprego, no uso da atribuição que conferiu o inciso II do Parágrafo único do artigo 87 da Constituição Federal, resolve:

Artigo 1º – Aprovar a Classificação Brasileira de Ocupação – CBO, versão 2002, para o uso em todo o território nacional.

CBO – (CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÃO) Nº 5198 – 05 PROFISSIONAIS DO SEXO

I – Condições gerais de exercício trabalham por conta própria, na rua, em bares, boates, hotéis, rodovias e em garimpos, atuam em ambientes a céus abertos, fechados e em veículos, horários irregulares. No exercício de algumas das atividades podem estar expostas à inalação de gases de veículos, a poluição sonora e a discriminação social. Há ainda dicas de contágios de DST e maus – tratos, violência de rua e morte.

II – Formação e experiência, para o exercício o profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre o sexo seguro, oferecidas pelas associações da categoria. Outros cursos complementares de formação profissional, como, por exemplo, curso de beleza, de cuidados pessoais, de planejamento de orçamento, bem como cursos profissionalizantes para rendimentos alternativos também são oferecidos pelas associações, em diversos Estados.

O acesso à profissão é livre aos maiores de dezoitos anos; a escolaridade média está na figura de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desenvolvimento das atividades ocorre após dois anos de experiência.

III – Áreas de atividades

A – Batalhar programa
B – Minimizar as vulnerabilidades
C – Atender Clientes
D – Acompanhar Clientes
E – Administrar orçamentos
F – Promover a organização da categoria
G – Realizar ações educativas no campo da sexualidade.

IV – COMPETÊNCIA AS PESSOAS

1 – Demonstrar capacidade de persuasão
2 – Demonstrar capacidade de expressão gestual
3 – Demonstrar capacidade de realizar fantasia eróticas
4 – Agir com honestidade
5 – Demonstrar paciência
6 – Planejar o futuro
7 – Prestar solidariedade aos companheiros
8 – Ouvir atentamente (saber ouvir)
9 – Demonstrar capacidade lúdica
10 – Respeitar o silêncio do cliente
11 – Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 – Demonstrar ética profissional
13 – Manter sigilo profissional
14 – Respeitar Código de não cortejar companheiro de colegas de trabalho
15 – Proporcionar prazer
16 – Cuidar da higiene pessoal
17 – Conquistar o cliente

V – RECURSO DE TRABALHO

* Guarda – roupa de batalha
* Preservativo masculino e feminino
* Cartão de visita
* Documento de Identificação
* Gel lubrificante à base de água
* Papel higiênico
* Lenços umedecidos
* Acessórios
* Maquilagem
* Álcool
* Celular
* Agenda

***

De tão absurdo que causa perplexidade!

Não é definição nova do Ministério do Trabalho, mas lá como cá é insustentável em uma minima visão de respeito a dignidade humana.

É a velha lógica do : Não consigo resolver, transformo e ” legitimo “. A mesma lógica da descriminalização da droga.

Ajuda verdadeira seria retirá-los dessa vida.

Não é uma questão de moral “Católica” , é questão de respeito.

Lamentável.

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* “Se Deus não existe, tudo é Permitido?”

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

Daniel Martins

Mais lenha acaba de ser adicionada à fogueira acesa por Dostoievski: seria verdade que, se Deus não existe, tudo é permitido?

Essa semana uma cientista finlandesa e um americano publicaram um artigo comentando diversos estudos sobre psicologia moral e religião, argumentando que é que a moralidade é independente (e anterior) à religiosidade

(Pyysiäinen, I., & Hauser, M. (2010). The origins of religion:evolved adaptation or by-product? Trends in Cognitive Sciences).

Até os ratos sabem o que é certo – existe um senso de cooperação, que é um dos componentes da ética, em animais muitíssimo anteriores na escala evolutiva, que não têm qualquer esboço de religiosidade (a não ser que O guia do mochileiro das galáxias seja não-ficção). Logo, me parece evidente que elementos cognitivos nos trazem um senso de certo e errado muito antes de haver crenças religiosas.

No entanto, não é possível a um observador (tentanto ser) neutro negar outro fato:  desde a Grécia antiga já vigia como parâmetro ético a Regra de ouro, ”não faça para os outros o que não gostaria que fizessem para você”, regra presente com diferentes formulações nas mais diversas culturas.

O advento do cristianismo, contudo, elevou o patamar moral ao transformar o princípio que era passivo – não fazer algo – em ativo: faça para os outros o bem, independente de seus méritos (“ama o teu inimigo”).

Muitos não entendem que “amar” não significa gostar ou ter apreço (o que tornaria essa máxima puro non sense)  mas quer dizer trabalhar ativamente para o bem de todos, independente dos seus méritos. Tal princípio foi de tal forma enraizado na cultura ocidental que mesmo os que buscam uma ética ateia não podem prescindir deste aspecto pró-ativo da moral.

Ou seja, a mim me parece claro que moralidade, lato sensu, é anterior à religião, fincada evolutivamente em nosso cérebro dadas as vantagens de sobrevivência grupal que nos trouxe. A nossa moral coletiva, no entanto,  nosso senso ético,  já não é separável da influência religiosa, sejamos crentes ou não.

***

Talvez sem saber, a pesquisa citada confirma aquilo que sempre soubemos.

O Homem é constitucionalmente aberto à transcedência e aos valores éticos, à moral, mesmo que nem sempre esse homem histórico se identificasse com os valores da fé cristã, surgidos a pouco mais de 2 mil anos.

Essa  suposta descoberta em nada, se for verdade, muda nossas certezas de que o chamado do Homem para Deus e para a verdade é intrínseco a ele e de que seu senso natural religioso e ético confirma essa vocação para algo além dele mesmo.

Mesmo ferido pelo pecado o homem intui que a vida é muito mais do que aquilo que os olhos veem e que a moralidade, mesmo a pagã, possui sementes do verbo e indica o caminho da redenção definitiva operada por Jesus!”

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Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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