Posts Tagged ‘Muçulmanos’

* Malásia: Igreja acolhe desculpas do jornal muçulmano.

quinta-feira, março 11th, 2010

Malásia na Ásia

Malásia na Ásia

O Jornal mensal muçulmano Al Islam apresentou desculpas oficiais à Igreja Católica malaia pela reportagem ofensiva e o comportamento sacrílego de dois de seus jornalistas.

O Arcebispo de Kuala Lumpur, Dom Murphy Pakiam, recebeu o gesto positivamente, proclamando encerrado o desagradável episódio: é o que informam fontes da Igreja malaia à Agência Fides, registrando “com satisfação” a conclusão pacífica de um episódio grave, que poderia gerar tensões inter-religiosas e desarmonia na sociedade malaia”.

Em maio de 2009, Al Islam publicou um artigo ofensivo à Igreja Católica, e dois de seus jornalistas, para realizá-lo, haviam profanado a Eucaristia. A Igreja pediu que a publicação ‘desse um passo atrás’ .

Em seu site na Internet, a revista expressou desapontamento e pediu desculpas “por ter ferido de modo não intencional os sentimentos dos cristãos, especialmente dos católicos”. O mensal explicou que o artigo queria indagar sobre “casos de apostasia” e que os dois profissionais não queriam “ofender ou profanar a fé cristã”, assegurando que “incidentes deste gênero não ocorrerão novamente”. As desculpas serão publicadas também na edição impressa do mensal, no número de abril.

“Estou muito feliz que os dois jornalistas e o diretor de Al Islam nos tenham pedido desculpas oficiais. Nós as aceitamos e confirmamos que não faremos alguma ação legal em relação a este fato’ – disse o Arcebispo num comunicado enviado à Agência Fides. A Igreja Católica encerra com prazer este triste episódio, com uma “saudação de paz à revista” e “uma bênção para a nação”.

Al Islam é um jornal criado por fundação politicamente próxima ao UMNO (United Malays National Organization), o partido atualmente no governo, de maioria muçulmana e malaia. Segundo fontes locais de Fides “o gesto de desculpas foi apoiado pelo governo”; e muitos esperam que “isto possa servir para favorecer o diálogo entre Igreja e Governo, ainda aberto em relação a questão do uso do termo Alá por parte dos cristãos”.

Agência Fides

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Vaticano diz estar horrorizado com massacre de 500 cristãos na Nigéria.

segunda-feira, março 8th, 2010

da Folha Online

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, manifestou nesta segunda-feira “dor e preocupação” pelos “horríveis” episódios de violência na Nigéria, onde mais de 500 moradores de aldeias cristãs da etnia berom foram mortos em um ataque violento de pastores muçulmanos da etnia fulani.

O ataque é o mais recente episódio do confronto étnico-religioso na região, que opõe agricultores cristãos e animistas a pastores muçulmanos fulanis na disputa pela exploração de terras.

Lombardi não quis comentar a natureza religiosa dos confrontos, mas reiterou as palavras do arcebispo nigeriano da capital Abuja, John Onaiyekan –que assegurou em uma entrevista à emissora de rádio da Santa Sé que “não se mata por causa da religião, e sim por reivindicações sociais, econômicas, tribais e culturais”.

“Se trata do clássico conflito entre pastores e agricultores, só que os fulani são muçulmanos e os berom são cristãos”, afirmou o arcebispo.

Onaiyekan afirmou ainda que a Igreja Católica nigeriana continua trabalhando para promover as boas relações entre as duas religiões e criticou o governo “que tem que garantir a segurança de todos os cidadãos, mas não tem capacidade de fazê-lo”.

O ataque, perto de Jos, no norte da Nigéria, deixou ao menos 500 mortos, segundo balanço informado pelo porta-voz do governo do Estado de Plateau, Gregory Yenlong. O balanço foi confirmado por Dan Majang, responsável pela comunicação do Estado de Plateau, citado pela agência de notícias France Presse.

Armados com revólveres, metralhadoras e machados, pastores da etnia fulani invadiram casas das cidades de Dogo Na Hauwa, Ratsat e Jeji neste domingo e mataram todos que encontraram pela frente.

Em apenas três horas, centenas de pessoas, entre elas muitas mulheres e crianças, foram mortas e queimadas, segundo testemunhas, que descrevem cenas de horror e violência.

Majang disse que 95 pessoas foram detidas depois do ataque. Testemunhas citadas pelo jornal “The Nation” disseram que os criminosos eram entre 300 e 500.

A hipótese das autoridades é de que o massacre, ocorrido a menos de 2 quilômetros da casa do governador de Plateau, Jonah Jang, tenha sido resposta dos pastores aos confrontos religiosos de janeiro passado –que deixaram 326 mortos. O incidente foi considerado pelos membros da etnia fulani uma ação organizada dos cristãos para assassinar muçulmanos.

O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para as vítimas. O presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, se reuniu com as agências de segurança do Estado e afirmou que os soldados estão em alerta vermelho.

O massacre aconteceu mesmo com a imposição de um toque de recolher, que vigora na região das 18h às 6h desde janeiro passado.

Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a sharia (lei islâmica) em 12 Estados do norte do país.

Relato

Peter Gyang, morador de Dogo Nahawa, a aldeia mais afetada, perdeu sua mulher e dois filhos no ataque. “Eles fizeram disparos para assustar as pessoas e logo as mataram a machadadas”, disse ele a jornalistas.

“O ataque começou aproximadamente às 3h e durou até às 6h. Não vimos nenhum policial”, disse.

Shamaki Gad Peter, responsável por uma organização defensora dos direitos humanos em Jos, disse que o ataque era “aparentemente” coordenado. “Os criminosos lançaram ataques de forma simultânea. Muitas casas foram queimadas”, disse Peter, depois de visitar três aldeias.

“O nível de destruição é enorme”, completou.

Moradores citados pelo jornal “The Guardian” disseram que centenas de corpos ainda estavam nas ruas neste domingo, horas após o ataque.

Com Efe e France Presse

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Os mártires modernos: os cristãos são considerado o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo.

domingo, março 7th, 2010
Irmãos, A coisa tá ficando cada vez mais séria..

A ascensão do extremismo islâmico coloca uma pressão cada vez maior sobre os cristãos que vivem em países muçulmanos, que são vítimas de assassinatos, violência e discriminação.

Fonte: Der Spiegel
Jornal Alemão, dos mais importantes do Mundo.
A reportagem ter sido feita por este órgão de imprensa é muito significativo já que se trata de uma visão jornalistica imparcial e respeitada.

***

Kevin Ang é mais cauteloso hoje em dia. Ele espia ao redor, dá uma olhada para a esquerda para a longa fileira de lojas, e depois para a direita em direção à praça, para checar se não há ninguém por perto. Só então o zelador da igreja tira sua chave, destranca o portão, e entra na Igreja Metro Tabernacle num subúrbio de Kuala L\Muçulmanos da Indonésia protestam, bradando suas espadas e mostrando que estão prntos para a “Jihad” (Guerra Santa), durante uma manifestação no complexo esportivo Senayan, em Jacarta (Indonésia). Os muçulmanos se reuniram para discutir sobre uma guerra contra a minoria cristã, depois que o governo ordenou o final da briga entre extremistas nas provícias de Maluku

A corrente de ar vira páginas queimadas da Bíblia. As paredes estão cobertas de fuligem e a igreja cheira a plástico queimado. A Igreja Metro Tabernacle foi a primeira de onze igrejas a serem incendiadas por muçulmanos revoltados – tudo por causa de uma palavra: “Alá”, sussurra Kevin Ang.

Tudo começou com uma questão – se os cristãos daqui, assim como os muçulmanos, poderiam chamar seu deus de “Alá”, uma vez que eles não têm nenhuma outra palavra ou língua à sua disposição. Os muçulmanos alegam que Alá é deles, tanto a palavra quanto o deus, e temem que se os cristãos puderem usar a mesma palavra para seu próprio deus, isso poderia desencaminhar os fiéis muçulmanos.

Durante três anos isto era proibido e o governo confiscou Bíblias que mencionavam “Alá”. Então, em 31 de dezembro do ano passado, o mais alto tribunal da Malásia chegou a uma decisão: o deus cristão também poderia ser chamado de Alá.

Os imãs protestaram e cidadãos enfurecidos jogaram coquetéis Molotov nas igrejas. Então, como se isso não bastasse, o primeiro-ministro Najib Razak declarou que não podia impedir as pessoas de protestarem contra determinados assuntos no país – e alguns interpretaram isso como um convite para a ação violenta.

Primeiro as igrejas foram incendiadas, depois o outro lado revidou colocando cabeças de porcos na frente de duas mesquitas. Entre os habitantes da Malásia, 60% são muçulmanos e 9% são cristãos, com o restante composto por hindus, budistas e sikhs. Eles conseguiram viver bem juntos, até agora.

É um batalha por causa de uma única palavra, mas há muito mais envolvido. O conflito tem a ver com a questão de quais direitos a minoria cristã da Malásia deve ter. Mais que isso, é uma questão política. A Organização Nacional dos Malaios Unidos, no poder, está perdendo sua base de apoio para os islamitas linha dura – e quer reconquistá-la por meio de políticas religiosas.

Essas políticas estão sendo bem recebidas. Alguns dos Estados da Malásia interpretam a Sharia, o sistema islâmico de lei e ordem, de forma particularmente rígida. O país, que já foi liberal, está a caminho de abrir mão da liberdade religiosa – e o conceito de ordem está sendo definido de forma cada vez mais rígida. Se uma mulher muçulmana beber cerveja, ela pode ser punida com seis chibatadas. Algumas regiões também proíbem coisas como batons chamativos, maquiagem pesada, ou sapatos de salto alto.

Expulsos, sequestrados e mortos

Não só na Malásia, mas em muitos países em todo o mundo muçulmano, a religião ganhou influência sobre a política governamental nas últimas duas décadas.

O grupo militante islâmico Hamas controla a Faixa de Gaza, enquanto milícias islamitas lutam contra os governos da Nigéria e Filipinas. Somália, Afeganistão, Paquistão e Iêmen caíram, em grande extensão, nas mãos dos islamitas. E onde os islamitas não estão no poder hoje, os partidos seculares no governo tentam ultrapassar os grupos mais religiosos assumindo uma tendência de direita.

Isso pode ser visto de certa forma no Egito, Argélia, Sudão, Indonésia, e também na Malásia. Embora a islamização frequentemente tenha mais a ver com política do que com religião, e embora não leve necessariamente à perseguição de cristãos, pode-se dizer ainda assim que, onde quer que o Islã ganhe importância, a liberdade para membros de outras crenças diminui.

Há 2,2 bilhões de cristãos em todo o mundo. A organização não-governamental Open Doors calcula que 100 milhões de cristãos são ameaçados ou perseguidos. Eles não têm permissão para construir igrejas, comprar Bíblias ou conseguir empregos. Esta é a forma menos ofensiva de discriminação e afeta a maioria desses 100 mil cristãos. A versão mais bruta inclui extorsão, roubo, expulsão, sequestro e até assassinato.

Margot Kässmann, que é bispo e foi chefe da Igreja Protestante na Alemanha antes de deixar o cargo em 24 de fevereiro, acredita que os cristãos são “o grupo religioso mais perseguido globalmente”. As 22 igrejas regionais alemãs proclamaram este domingo como o primeiro dia de homenagem aos cristãos perseguidos. Kässmann disse que queria mostrar solidariedade para com outros cristãos que “têm grande dificuldade de viver de acordo com sua crença em países como a Indonésia, Índia, Iraque ou Turquia”.

Há exemplos contrários, é claro. No Líbano e na Síria, os cristãos não são discriminados, e, na verdade, desempenham um papel importante na política e na sociedade. Além disso, a perseguição contra os cristãos não é de forma alguma um domínio exclusivo dos fanáticos muçulmanos – os cristãos também são presos, agredidos e assassinados em países como o Laos, Vietnã, China e Eritreia.

“Lento genocídio” contra os cristãos

A Open Doors edita um “índice de perseguição” global.

A Coreia do Norte, onde dezenas de milhares de cristãos estão presos em campos de trabalho forçado, esteve no topo da lista por muitos anos. Ela é seguida pelo Irã, Arábia Saudita, Somália, Maldivas e Afeganistão. Entre os dez primeiros países da lista, oito são islâmicos, e quase todos têm o Islã como sua religião oficial.

A perseguição sistemática de cristãos no século 20 – por comunistas na União Soviética e na China, mas também pelos nazistas – custou muito mais vidas do que qualquer outra coisa que tenha acontecido até o momento no século 21. Agora, entretanto, não são apenas os regimes totalitários que perseguem os cristãos, mas também moradores de Estados islâmicos, fundamentalistas fanáticos, e seitas religiosas – e com frequência simples cidadãos considerados fiéis.

Foi-se a era da tolerância, em que os cristãos, chamados de “Povo do Livro”, desfrutavam de um alto grau de liberdade religiosa sob a proteção de sultões muçulmanos, enquanto a Europa medieval bania judeus e muçulmanos do continente ou até mesmo os queimava vivos. Também se foi o apogeu do secularismo árabe pós 2ª Guerra Mundial, quando árabes cristãos avançaram nas hierarquias políticas.

À medida que o Islã político ficou mais forte, a agressão por parte de devotos deixou de se concentrar apenas nos regimes políticos corruptos locais, mas também e cada vez mais contra a influência ostensivamente corrupta dos cristãos ocidentais, motivo pelo qual as minorias cristãs foram consideradas responsáveis. Uma nova tendência começou, desta vez com os cristãos como vítimas.

No Iraque, por exemplo, grupos terroristas sunitas perseguem especialmente pessoas de outras religiões. O último censo do Iraque em 1987 mostrou que havia 1,4 milhão de cristãos vivendo no país. No começo da invasão norte-americana em 2003, eles eram 550 mil, e atualmente o número está está pouco abaixo dos 400 mil. Os especialistas falam num “lento genocídio”.

“As pessoas estão morrendo de medo”

A situação na região da cidade de Mosul, no norte do Iraque, é especialmente dramática. A cidade de Alqosh fica no alto das montanhas sobre Mosul, a segunda maior cidade iraquiana. Bassam Bashir, 41, pode ver sua antiga cidade natal quando olha pela janela. Mosul fica a apenas 40 quilômetros dali, mas é inacessível. A cidade é mais perigosa que Bagdá, especialmente para homens como Bassam Bashir, um católico caldeu, professor e fugitivo dentro de seu próprio país.

Desde o dia em que a milícia sequestrou seu pai de sua loja, em agosto de 2008, Bashir passou a temer por sua vida e pela vida de sua família. A polícia encontrou o corpo de seu pai dois dias depois no bairro de Sinaa, no rio Tigre, perfurado por balas. Não houve nenhum pedido de resgate. O pai de Bashir morreu pelo simples motivo de ser cristão.

E ninguém afirma ter visto nada. “É claro que alguém viu alguma coisa”, diz Bashir. “Mas as pessoas em Mosul estão morrendo de medo.”

Uma semana depois, integrantes da milícia cortaram a garganta do irmão de Bashir, Tarik, como num sacrifício de ovelhas. “Eu mesmo enterrei meu irmão”, explica Bashir. Junto com sua mulher Nafa e suas duas filhas, ele fugiu para Alqosh no mesmo dia. A cidade está está cercada por vinhedos e uma milícia cristã armada vigia a entrada.

Aprovação tácita do Estado

Os familiares de Bashir não foram os únicos a se mudar para Alqosh à medida que a série de assassinatos continuou em Mosul. Dezesseis cristãos foram mortos na semana seguinte, e bombas explodiram em frente às igrejas. Homens que passavam de carro gritaram para os cristãos que eles podiam escolher – ou saíam de Mosul ou se convertiam ao Islã. Das 1.500 famílias cristãs da cidade, apenas 50 ficaram. Bassam Bashir diz que não voltará antes de lamentar a morte de seu pai e seu irmão em paz. Outros que perderam totalmente a esperança fugiram para países vizinhos como a Jordânia e muitos mais foram para a Síria.

Em muitos países islâmicos, os cristãos são perseguidos menos brutalmente do que no Iraque, mas não menos efetivamente. Em muitos casos, a perseguição têm a aprovação tácita do governo. Na Argélia, por exemplo, ela tomou a forma de notícias de jornal sobre um padre que tentou converter muçulmanos ou insultou o profeta Maomé – e que divulgaram o endereço do padre, numa clara convocação para a população fazer justiça com as próprias mãos. Ou um canal de televisão pública pode veicular programas com títulos como “Nas Garras da Ignorância”, que descreve os cristãos como satanistas que convertem muçulmanos com o auxílio de drogas. Isso aconteceu no Uzbequistão, que está no décimo lugar do “índice de perseguição” da Open Doors.

A blasfêmia também é outra justificativa frequentemente usada. Insultar os valores fundamentais do Islã é uma ofensa passível de punição em muitos países islâmicos. A justificativa é com frequência usada contra a oposição, quer sejam jornalistas, dissidentes ou cristãos. Imran Masih, por exemplo, cristão dono de uma loja em Faisalabad, no Paquistão, foi condenado à prisão perpétua em 11 de janeiro, de acordo com as seções 195A e B do código penal do Paquistão, que tratam do crime de ofender sentimentos religiosos ao dessacralizar o Alcorão. Um outro dono de loja o acusou de queimar páginas do Alcorão. Masih diz que ele queimou apenas documentos antigos da loja.

É um caso típico para o Paquistão, onde a lei contra a blasfêmia parece convidar ao abuso – é uma forma fácil para qualquer um se livrar de um inimigo. No ano passado, 125 cristãos foram acusados de blasfêmia no Paquistão. Dezenas dos que já foram sentenciados estão agora esperando sua execução.

“Não nos sentimos seguros aqui”

A perseguição tolerada pelo governo acontece até mesmo na Turquia, o país mais secular e moderno do mundo muçulmano, onde cerca de 110 mil cristãos representam menos de um quarto de 1% da população – mas são discriminados assim mesmo. A perseguição não é tão aberta ou brutal quanto no vizinho Iraque, mas as consequências são semelhantes. Os cristãos na Turquia, que estavam bem acima dos 2 milhões no século 19, estão lutando para continuar a existir.

É o que acontece no sudeste do país, por exemplo, em Tur Abdin, cujo nome significa “montanha dos servos de Deus”. É uma região montanhosa cheia de campos, picos e vários mosteiros de séculos de existência. O local abriga os assírios sírios ortodoxos, ou arameus, como denominam a si mesmos, membros de um dos grupos cristãos mais antigos do mundo. De acordo com a lenda, foram os três reis magos que levaram o sistema de crenças cristão de Belém para lá. Os habitantes de Tur Abdin ainda falam aramaico, a língua usada por Jesus de Nazaré.

O mundo sabe bem mais sobre o genocídio cometido contra os armênios pelas tropas otomanas em 1915 e 1916, mas dezenas de milhares de assírios também foram assassinados durante a 1ª Guerra Mundial. Estima-se que cerca de 500 mil assírios viviam em Tur Abdin no começo do século 20. Hoje há apenas 3 mil. Um tribunal distrital turco ameaçou, no ano passado, tomar posse do centro espiritual assírio, o mosteiro Mor Gabriel de 1.600 anos de idade, porque acreditava-se que os monges haviam adquirido terras de forma ilegal. Três vilarejos muçulmanos vizinhos reclamaram que sentiam-se discriminados por causa do mosteiro, que abriga quatro monges, 14 freiras e 40 estudantes atrás de seus muros.

“Mesmo que não queira admitir, a Turquia tem um problema com pessoas de outras religiões”, diz Ishok Demir, um jovem suíço de ascendência aramaica, que vive com seus pais perto de Mor Gabriel. “Nós não nos sentimos seguros aqui.”

Mais que qualquer coisa, isso tem a ver com o lugar permanente que os armênios, assírios, gregos, católicos e protestantes têm nas teorias de conspiração nacionalistas do país. Esses grupos sempre foram vistos como traidores, descrentes, espiões e pessoas que insultam a nação turca. De acordo com uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa Pew, sediado nos EUA, 46% dos turcos veem o cristianismo como uma religião violenta. Num estudo turco mais recente, 42% dos entrevistados disseram que não aceitariam cristãos como vizinhos.

Os repetidos assassinatos de cristãos, portanto, não são uma surpresa. Em 2006, por exemplo, um padre católico foi assassinado em Trabzon, na costa do Mar Negro. Em 2007, três missionários cristãos foram assassinados em Malatya, uma cidade no leste da Turquia. Os responsáveis pelo crime eram nacionalistas radicais, cuja ideologia era uma mistura de patriotismo exagerado, racismo e Islã.

Convertidos correm grande risco

Os muçulmanos que se converteram ao cristianismo, entretanto, enfrentam um perigo ainda maior do que os próprios cristãos tradicionais. A apostasia, ou a renúncia ao Islã, é castigada com a morte de acordo com a lei islâmica – e a pena de morte ainda se aplica no Irã, Iêmen, Afeganistão, Somália, Mauritânia, Paquistão, Qatar e Arábia Saudita.

Até no Egito, um país secular, os convertidos atraem a cólera do governo. O ministro da religião defendeu a legalidade da pena de morte para os convertidos – embora o Egito não tenha uma lei como esta – com o argumento de que a renúncia ao Islã é alta traição. Esses sentimentos fizeram com que Mohammed Hegazy, 27, convertido para a Igreja Cóptica Ortodoxa, passasse a se esconder há dois anos. Ele foi o primeiro convertido no Egito a tentar fazer com que sua religião nova aparecesse oficialmente em sua carteira de identidade expedida pelo governo. Quando seu pedido foi recusado, ele tornou o caso público. Inúmeros clérigos pediram a sua morte em resposta.

Os cópticos são a maior comunidade cristã do mundo árabe, e cerca de 8 milhões de egípcios pertencem à Igreja Cóptica. Eles são proibidos de ocupar altas posições no governo, no serviço diplomático e militar, assim como de desfrutar de vários benefícios estatais. As universidades têm cotas para alunos cópticos consideradas menores do que a porcentagem que eles representam na população.

Não é permitido construir novas igrejas, e as antigas estão caindo aos pedaços por causa da falta de dinheiro e de permissão para reforma. Quando as meninas são sequestradas e convertidas à força, a polícia não intervém. Milhares de porcos também foram mortos sob o pretexto de combater a gripe suína. Naturalmente, todos os porcos pertenciam a cristãos.

O vírus cristão

Seis cópticos foram massacrados em 6 de janeiro – quando os cópticos celebram a noite de Natal – em Nag Hammadi, uma pequena cidade 80 quilômetros ao norte do Vale dos Reis. Previsivelmente, o porta-voz da Assembleia do Povo, a câmara baixa do parlamento egípcio, chamou isso de “um ato criminoso isolado”. Quando acrescentou que os responsáveis queriam se vingar do estupro de uma jovem muçulmana por parte um cóptico, isso quase pareceu uma desculpa. O governo parece pronto a reconhecer o crime no Egito, mas não por tensão religiosa. Sempre que conflitos entre grupos religiosos acontecem, o governo encontra causas seculares por trás deles, como disputas por terras, vingança por algum crime ou disputas pessoais.

Nag Hammadi, com 30 mil moradores, é uma poeirenta cidade comercial no Nilo. Mesmo antes dos assassinatos, era um lugar onde os cristãos e os muçulmanos desconfiavam uns dos outros. Os dois grupos trabalham juntos e moram próximos, mas vivem, casam-se e morrem separadamente. A superstição é generalizada e os muçulmanos, por exemplo, temem pegar o “vírus cristão” ao comer junto com um cóptico. Não surpreende que esses assassinatos tenham acontecido em Nag Hammadi, nem que depois deles tenham se seguido os piores atos de violência religiosa em anos. Lojas cristãs e casas muçulmanas foram incendiadas, e 28 cristãos e 14 muçulmanos foram presos.

Nag Hammadi agora está cercada, com seguranças armados em uniformes negros guardando as estradas para entrar e sair da cidade. Eles certificam-se de que nenhum morador deixe a cidade e nenhum jornalista entre nela.

Três suspeitos foram presos desde então. Todos eles têm fichas criminais. Um admitiu o crime, mas depois negou, dizendo que havia sido coagido pelo serviço de inteligência. O governo parece querer que o assunto desapareça o mais rápido possível. Os supostos assassinos provavelmente serão libertados assim que o furor passar.

Mais direitos para os cristãos?

Mas também há pequenos indícios de que a situação de cristãos acuados em países islâmicos possa melhorar – dependendo do tanto que recuarem o nacionalismo e a radicalização do Islã político.

Uma das contradições do mundo islâmico é que a maior esperança para os cristãos parece surgir exatamente do campo do Islã político. Na Turquia, foi Recep Tayyip Erdogan, um ex-islamita e agora primeiro-ministro do país, que prometeu mais direitos aos poucos cristãos remanescentes no país. Ele aponta para a história do Império Otomano, no qual os cristãos e judeus tiveram de pagar um imposto especial por muito tempo, mas em troca, tinham a garantia de liberdade de religião e viviam como cidadãos respeitados.

Uma atitude mais relaxada em relação as minorias certamente representaria um progresso para a Turquia.

Tradução: Eloise De Vylder

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Tribunais islâmicos clandestinos julgam na Europa

sábado, março 6th, 2010

Local onde segundo a policia se julgou mulher por adultério

A polícia da Catalunha desvendou o funcionamento de tribunais islâmicos clandestinos na Espanha.

Eles aplicam a Sharia, ou lei islâmica, não-escrita e que contem flagrantes contradições com as leis ocidentais. Sete imigrantes muçulmanos foram presos em Tarragona indiciados por cárcere privado, tentativa de homicídio e associação ilícita.

A existência do tribunal foi descoberta após julgar uma mulher, informou o jornal “Diário de Tarragona”.

A sharia inclui penas de morte contra os cristãos ou contra os muçulmanos que tenham certas relações, como casamento, com cristãos.

O fato dá-se não só na Espanha. Na Grã-Bretanha, a lei secreta maometana é usada até pela Justiça para resolver pequenas causas.

A penetração muçulmana na Europa vai instalando um “Estado” maometano subterrâneo dentro dos Estados nacionais outrora cristãos.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Declaração histórica católico-muçulmana contra justificação da violência.

quinta-feira, março 4th, 2010

Por Jesús Colina

Representantes muçulmanos e católicos do mundo assinaram uma histórica declaração comum para rejeitar a manipulação da religião com o objetivo de justificar interesses políticos, a violência ou a discriminação.

O documento recolheu as conclusões da reunião anual realizada no Cairo, nos dias 23 e 24 de fevereiro, do Comitê Permanente de Al-Azhar para o Diálogo entre as Religiões Monoteístas e o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso da Santa Sé.

A declaração está assinada pelos presentes no encontro: o xeique Muhammad Abd al-Aziz Wasil, wakil (representante nos assuntos jurídicos) de Al-Azhar e presidente do Comitê para o Diálogo de Al-Azhar, assim como pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho vaticano.

Al-Azhar, fundada em 975, é considerada a universidade mais antiga com funcionamento ininterrupto e é vista pela maioria dos muçulmanos sunitas como a escola mais prestigiosa.

O comitê, com a ajuda de documentos apresentados por Dom Bernard Munono Muyembe e pelo professor Abdallah Mabrouk al-Naggar, analisou o tema “O fenômeno da violência confessional: compreender o fenômeno e suas causas e propor soluções, fazendo referência particular ao papel das religiões neste sentido”.

No final do encontro, os participantes concordaram em oferecer estas recomendações: “prestar maior atenção ao fato de que a manipulação da religião com objetivos políticos ou de outro caráter pode ser fonte de violência; evitar a discriminação em virtude da identidade religiosa; abrir o coração ao perdão e à reconciliação recíprocos, condições necessárias para uma convivência pacífica e fecunda”.

Muçulmanos e católicos pediram “reconhecer as semelhanças e respeitar as diferenças como requisito de uma cultura de diálogo, baseada em valores comuns; afirmar que ambas as partes se comprometem novamente no reconhecimento e no respeito da dignidade de todo ser humano, sem distinção de pertença étnica ou religiosa; opor-se à discriminação religiosa em todos os campos (leis justas deveriam garantir uma igualdade fundamental); promover ideais de justiça, solidariedade e cooperação para garantir uma vida pacífica e próspera para todos”.

O encontro bilateral concluiu com o compromisso de “opor-se com determinação a qualquer ato que tenda a criar tensões, divisões e conflitos nas sociedades; promover uma cultura do respeito e do diálogo recíprocos através da educação na família, na escola, nas igrejas e nas mesquitas, difundindo um espírito de fraternidade entre todas as pessoas e a comunidade; opor-se aos ataques contra as religiões por parte dos meios de comunicação social, particularmente nos canais de satélite, levando em consideração o efeito perigoso que estas declarações podem ter na coesão social e na paz entre as comunidades religiosas”.

Por último, católicos e muçulmanos exigiram “assegurar que a pregação dos responsáveis religiosos, assim como o ensino escolar e os livros de texto não emitam declarações ou referências a eventos históricos que, direta ou indiretamente, possam suscitar uma atitude violenta entre seguidores das diferentes religiões”.

O comitê estabeleceu que sua próxima reunião será em Roma, no dias 23 e 24 de fevereiro de 2011.

Zenit

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Cristãos e Muçulmanos unidos ao redor de Maria em feriado no Líbano.

terça-feira, março 2nd, 2010

O governo libanês acaba de criar uma festa nacional na qual cristãos e muçulmanos se unirão em torno da figura de Maria, comum às duas religiões. Ela acontecerá no dia da Festa da Anunciação.

A reportagem é de Joséphine Bataille e está publicada na revista La Vie, 22-02-2010. A tradução é do Cepat.

Cristãos e muçulmanos terão uma festa comum, o que é inédito no mundo.

O dia 25 de março será decretado “festa nacional comum islamo-cristã” pelo governo libanês, por proposição do primeiro-ministro, Saad Hariri. A nova festa acontecerá no dia em que todos os cristãos festejam a Anunciação, sem, contudo, substituí-la.

O projeto consiste em fazer da Virgem Maria, venerada nas duas religiões, um elemento de coesão nacional. Com efeito, tanto o Evangelho, como o Corão relatam a Anunciação do Anjo Gabriel a Maria, e o mistério do nascimento virginal de Jesus. Para os muçulmanos, contudo, Maria (Maryam) não é a mãe do profeta Jesus (Issa); ela não é aquela que trará ao mundo o filho de Deus, aquele que os cristãos consideram ser o Cristo.

Esta iniciativa foi preparada por uma delegação islamo-cristã, e levada ao governo há alguns dias, a fim de que oficializasse uma decisão tomada já em 2009. Reconhece-se assim o lugar importante da devoção a Maria tanto entre os cristãos como entre os muçulmanos e constitui um ponto de união entres os libaneses de todas as confissões. Depois desta importante decisão política, qualificada de histórica, os promotores desta festa esperam que a iniciativa repercuta em outros países.

Os atores do diálogo inter-religioso trabalham nesse sentido há muitos anos. Celebrações comuns da Anunciação são organizadas no Santuário da Virgem de Harissa, o maior do Líbano, no norte de Beirute, ou no Colégio Notre-Dame de Jamhour, dirigido pelos jesuítas, sobre o tema “Unidos em torno de Nossa Senhora”. Esta última iniciativa tem uma acolhida muito boa por parte dos libaneses. Delegações estrangeiras, especialmente de Al-Azhar, se associam a ela, e cada ano, testemunhos, orações e cantos fazem deste encontro um acontecimento nacional transmitido ao vivo pela televisão e assistido por centenas e centenas de milhões de telespectadores em todo o mundo.

Para além de seu aspecto simbólico, esta nova festa nacional será festiva. Ela deverá dar lugar a programas sócio-culturais que valorizam aspectos partilhados por cristãos e muçulmanos. Será constituída uma associação com essa finalidade, a partir da comissão espiritual fundadora do evento de Jamhour, e com representantes de associações e artistas que trabalham no campo do diálogo islamo-cristão ou no campo mariano.

Recebido em audiência pelo Papa Bento XVI, em 21 de fevereiro, logo depois do decreto de criação da festa islamo-cristã, o primeiro-ministro aproveitou seu compromisso a favor da coexistência pacífica entre cristãos e muçulmanos. Os dois chefes de Estado fizeram votos para que “através da coexistência exemplar das diversas comunidades religiosas que compõem o Líbano, o país continue a ser uma mensagem para a região do Oriente Médio e para o mundo inteiro”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Lembra da proibição dos minaretes na Suiça? Veja que absurdo.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010

Kadafi incita ‘jihad’ contra Suíça por restrição a mesquitas

Kadafi quer lutar  contra o sionismo

O líder da Líbia Muamar Gaddafi incitou nesta quinta-feira, 25, uma “jihad” ou revolta armada contra a Suíça, nação a qual acusou de ser um Estado infiel que estava destruindo mesquitas, em referência ao veredicto de um referendo suíço que proíbe a construção desses templos.

“Qualquer muçulmano em qualquer parte do mundo que trabalha com a Suíça é um infiel, é contra (o Profeta) Maomé, Deus e o Corão”, disse Kadafi durante um encontro na cidade oriental de Benghazi para comemorar o aniversário do Profeta.

As relações da Líbia com a Suíça foram congeladas em 2008 quando um filho de Kadafi foi preso em hotel em Genebra, acusado de abusar de empregados domésticos.

Ele foi solto pouco tempo depois e as acusações foram retiradas, mas a Líbia cortou as relações com a Suíça, retirou bilhões de dólares de contas em bancos suíços e prendeu dois executivos suíços que trabalhavam no país do norte da África.

Um deles foi liberado, mas o outro foi forçado nesta semana a deixar a embaixada suíça em Tripoli, onde estava abrigado, e mudar para uma prisão para cumprir uma sentença de quatro meses, aparentemente evitando um maior conflito.

Segundo a Líbia, a prisão do líbio em Genebra e o caso dos dois executivos não possui ligação.

“Deixem-nos lutar contra a Suíça, o sionismo e a agressão estrangeira”, disse Kadafi. “Isso não é terrorismo”, acrescentou o líder em referência a Al-Qaeda, organização que chamou de “um tipo de crime e doença psicológica”.

“Há uma grande diferença entre o terrorismo e uma jihad, que é um direito de luta armada”, considerou.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Argélia: Arcebispo pede revogação das leis sobre culto não-muçulmano.

sábado, fevereiro 13th, 2010

O arcebispo de Argel, Dom Ghaleb Moussa Abdalla Bader, pediu que fosse revogada ou, pelo menos, revista, a lei que regulamenta o exercício de cultos não-muçulmanos na Argélia.

“Por que não retornar a uma situação de normalidade”? – questionou ele. “Não teria chegado o momento de rever essa lei e até mesmo de revogá-la”? – acrescentou Dom Bader, durante um encontro sobre a liberdade de culto, organizado pelo Ministério da Religião argelino.

A lei, que data de 2006, obriga todos aqueles que “professam uma religião que não seja o Islamismo e constituem uma associação de caráter religioso” a pedirem permissão para celebrar suas cerimônias, o que deve acontecer em lugares autorizados.

Por outro lado, todo aquele que “tentar convencer um muçulmano a converter-se a outra religião” corre o risco de pegar cinco anos de cadeia, além de ter de pagar uma multa de até 10 mil euros.

Os cristãos na Argélia vivem em diversas áreas onde, frequentemente, não existem igrejas, por isso, “é necessário não limitar o exercício do culto, confinando as celebrações em locais determinados” – explicou Dom Bader, perguntando por que “se os muçulmanos acolhem os cristãos convertidos ao Islamismo, o mesmo não pode ser feito pelos cristãos, em relação aos muçulmanos convertidos ao Cristianismo”?

Para o ministro da Religião, Bouabdallah Ghlamallah, a lei “não tem na mira nenhuma religião”, mas foi criada simplesmente “para organizar o setor”. “Não caçamos os cristãos”– disse o ministro, retornando, todavia, à questão do proselitismo, acusação feita a diversas comunidades evangélico-protestantes.

“Não queremos – acrescentou ele – que haja minorias religiosas que se tornem um pretexto para que potências estrangeiras possam ingerir-se nos assuntos internos da Argélia.”

Nos anos 2007 e 2008, as comunidades protestantes, em particular as evangélicas, estiveram no centro de uma verdadeira “caça às bruxas”: numerosos argelinos convertidos ao Cristianismo foram processados e condenados, sob a acusação de proselitismo.

Rádio Vaticana

***

Só para lembrar: A comunidade Shalom tem uma casa missionária em Argel junto a universitários estrangeiros que lá estudam oriundos de toda a África.

É este o terreno que o Senhor nos chama a florescer!

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Tribunal europeu julga contra religião nas carteiras de identidade na Turquia.

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Um tribunal europeu ordenou à Turquia a eliminar a seção de filiação religiosa das carteiras de identidade dos cidadãos, afirmando que a prática é uma violação dos direitos humanos.

As minorias religiosas e, em especial, cristãos convertidos na Turquia têm enfrentado discriminação por causa da declaração obrigatória de religião em suas carteiras de identidade, que foi aplicada até 2006. Desde então, os cidadãos estão autorizados a deixar o campo “religião” da sua carteira de identidade em branco.

O acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (ECHR) “é uma coisa boa”, disse Zekai Tanyar, presidente da Aliança Protestante Turca, citando preconceitos contra cristãos convertidos.

“[A religião na carteira de identidade] pode custar o emprego das pessoas”, disse ele. “Tem sido usada para decidir se uma pessoa consegue um emprego ou não, como as pessoas olham para eles, se elas são aceitas para um posto de trabalho ou um processo seletivo de algum tipo. Portanto, eu acho que [a decisão] é uma coisa boa e adequada”.

Tanyar disse que os mesmos princípios se aplicam no caso dos muçulmanos que vivem em um país que tinha preconceitos contra os mesmos. Para os convertidos na Turquia, ter de declarar a sua religião nas suas carteiras de identidade, “na prática, e na experiência das pessoas, tem sido negativo.”

A decisão do ECHR veio depois de um turco muçulmano apresentar uma petição impugnando a sua carteira de identidade, que declarou a sua religião como “Alevi” e não muçulmano. Os alevis praticam uma forma de islamismo xiita, que é diferente do da maioria muçulmana sunita.

O tribunal decidiu em uma votação de 6 contra 1 que qualquer menção de religião em uma carteira de identidade violava os direitos humanos. O país foi considerado estar em violação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos – da qual a Turquia é uma das signatárias – especificamente o artigo 9º, que trata da liberdade de religião e de crença; artigo 6º, que está relacionado ao devido processo legal, e artigo 12, que proíbe a discriminação.

A presença da “religião” na carteira de identidade turca, obriga as pessoas a divulgar, contra sua vontade, informação sobre um aspecto de suas convicções pessoais, o tribunal decidiu.

Embora o governo tivesse argumentado que a indicação da religião nas carteiras de identidade não obrigava os turcos a divulgar suas convicções religiosas, o ECHR considerou que o Estado estava fazendo avaliações da fé de pretendentes a cargos públicos, violando assim o seu dever de neutralidade e imparcialidade.

Em um comunicado sobre a decisão desta semana, primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan disse que a decisão estava em consonância com as intenções do governo.

“Eu não vejo a decisão da ECHR como anormal”, disse ele, segundo o jornal turco Taraf. “Não será muito importante se ele for removido”.

O ECHR é independente da União Europeia, que a Turquia pretende aderir. As sentenças do ECHR são vinculativas para os membros do Conselho da Europa, da qual a Turquia é membro, e devem ser implementadas.

Um Passo na Direção Certa

Advogados de direitos humanos elogiaram a decisão da ECHR, dizendo que é um pequeno passo na direção da democracia e do secularismo na Turquia.

“Isso está relacionado com a liberdade religiosa geral em nosso país”, disse o advogado de direitos humanos Orhan Kemal Cengiz. “Eles assumem que todos são muçulmanos e escrevem isso automaticamente em sua carteira de identidade, de modo que este é um bom lembrete de que, em primeiro lugar, nem todo mundo é muçulmano neste país e, segundo, que ser um muçulmano não é uma parte indispensável de ser turco “.

O advogado disse que o acórdão teria implicações positivas para as minorias religiosas na Turquia, que estão sujeitas à intolerância da população de maioria muçulmana.

Em 2000, a vizinha da Turquia, Grécia, um país de maioria cristã ortodoxa, tirou a seção de religião das identificações nacionais a fim de cumprir as normas europeias de direitos humanos e das convenções, causando tumulto entre os nacionais.

“Na Turquia, Grécia ou qualquer outro país europeu, racismo ou a intolerância e a xenofobia não são ocorrências raras se a [religião] é escrita em seu cartão e, se você é um grupo minoritário, faz de você mais suscetível a comportamentos racistas, xenófobos ou outros comportamentos intolerantes”, Cengiz disse. “Há momentos em que a declaração [religiosa] pode ser muito perigosa”.

Implicações internacionais
Ainda não se sabe qual, eventualmente, seria o efeito da decisão do ECHR sobre o resto do Oriente Médio.

Devido à sua história, poder econômico e localização estratégica, a Turquia é vista como líder na região. Como a Turquia, muitos países do Oriente Médio têm um lugar para filiação religiosa em seus cartões de identificação. Ao contrário da Turquia, declarar a filiação religiosa é obrigatório na maioria desses países e é quase impossível mudar, mesmo sob ordem judicial.

Segundo a Human Rights Watch (HRW), a identificação religiosa é usada como uma ferramenta para negar emprego e até direitos básicos ou serviços para as minorias religiosas em muitos países do Oriente Médio.

“É um problema sério do ponto de vista dos direitos humanos”, disse Joe Stork, diretor adjunto para o Médio Oriente e o Norte da África para a HRW, uma organização internacional de direitos humanos. “É especialmente problemático quando essa exigência torna-se uma base para a discriminação”.

Stork disse que carteiras de identidade não devem ter declaração de religião de jeito nenhum. Ele disse que a decisão europeia pode eventualmente ser utilizada em argumentos jurídicos nos tribunais do Oriente Médio, mas haverá um longo tempo antes da mudança ser realizada.

“O governo egípcio não vai acordar amanhã e dizer: – Poxa, vamos fazer isso’”, disse Stork.
Egipto, em particular, é notório por usar a religião em carteiras de identidade com o fim de sistematicamente discriminar os cristãos coptas e convertidos ao cristianismo. Apesar de tomar um dia para mudar a religião do cristianismo ao islamismo em sua carteira de identidade, o inverso é praticamente impossível.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* França: A liberdade religiosa e os Muçulmanos.

domingo, fevereiro 7th, 2010

A liberdade religiosa que se quer laica
Desejável o compromisso entre valores fundados na História da comunidade que acolhe e as idiossincrasias dos que são acolhidos

A França recusou, esta semana, a cidadania a um marroquino por este obrigar a mulher a usar véu integral. Foi a primeira vez que a naturalização pelo casamento foi negada e foi-o com o argumento do desrespeito demonstrado pelos valores da República.

A decisão, tomada poucos dias após a divulgação das conclusões da comissão parlamentar que defendeu a proibição do uso do véu islâmico integral nos serviços públicos, relançou o debate há muito presente na sociedade francesa.

Seis anos após a proibição do uso de sinais religiosos considerados ostensivos nas escolas públicas, a medida agora proposta pela Missão de Informação sobre o Uso Integral no Território Nacional conta com a aprovação de 57% da população. Um sinal da ameaça diariamente sentida no país europeu que alberga a maior comunidade islâmica da Europa Ocidental? Ou um produto da História e um sinal dos tempos? Ou será apenas mais uma conquista do Estado em prol da laicidade da República?

Em nome das menos de duas mil as mulheres que usam véu integral em França têm sido esgrimidos argumentos pró e contra a decisão. Pela liberdade das mulheres que actualmente são obrigadas pelos maridos ou pelas famílias a tapar a cara e os cabelos, uns, pelo direito das que usam o véu de livre vontade o continuem a fazer, mesmo em serviços públicos, hospitais e transportes.

Por estes dias, a França e o Mundo falam da violação do direito à liberdade religiosa que a medida encerra, quando há também quem lembre que o país sempre procurou que fossem os imigrantes a adaptar-se e a integrar-se nos usos, costumes e valores franceses e que a proibição do uso de véus em serviços públicos é apenas mais uma medida balizada nesse mesmo espírito. André Gerin, deputado que preside à Missão de Informação, fala da necessidade de um “Islão republicamente compatível”, lembrando que “não há razão para não resolver com os muçulmanos o que foi resolvido com os católicos, os protestantes e os judeus”.

Menosprezar as condicionantes que conduziram a França a assumir o pioneirismo na proibição do uso do véu integral nos serviços públicos é optar por uma leitura linear e simplista da realidade. “À luz do Direito Constitucional, seria fácil verificar que houve violação da liberdade religiosa”, constata Jonatas Machado, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Estudioso de questões relacionadas com a liberdade religiosa, Jonatas Machado lembra que não podemos ignorar a presença da História. “A interpretação das normas constitucionais depende muito da História de um povo”, adverte. E, no caso, “os franceses tiveram um trajecto de luta pela laicidade” que não deve ser esquecido quando se trata de perceber uma recomendação como a da comissão parlamentar pela proibição do uso do véu em serviços públicos, da burqa, que tapa a totalidade do rosto e do corpo, e do niqab, que deixa os olhos a descoberto.

“Corremos o risco de cair numa atitude maniqueísta se apenas classificarmos a questão da proibição do uso do véu em locais públicos como questão de direitos humanos”, concorda Helena Vilaça, socióloga das religiões docente na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que lembra o curioso percurso da laicidade em França, desde a lei que a aprovou, no início do século XX. “Em França, o catolicismo cedeu ao Islão o lugar que tinha na História em relação à laicidade”, explica a investigadora. “De forma inesperada, o contexto laico francês acabou por estar mais próximo do catolicismo”, acrescenta, alertando para o facto de, apesar da aparência,”a França ter, hoje, a questão da laicidade muito menos radicalizada do que há duas ou três décadas”.

E apesar do número de pessoas sem religião estar a aumentar – segundo dados do Inquérito Europeu de Valores, em 2008, 42% dos franceses eram católicos, quando em 1999 eram 53 % – actualmente,” não há um preconceito e um obstáculo tão grande ao diálogo com o religioso” como no passado. “O final do século XX e o início do século XXI tem sido uma aprendizagem para a laicidade francesa”, considera Helena Vilaça.

Como se justifica, então, a opção pela proibição do uso do véu islâmico integral nos serviços públicos, hospitais e transportes? Em parte, com a presença e com o crescimento da comunidade islâmica em França – calcula-se que seja constituída por cerca de cinco milhões de pessoas e representa já 10% da população do país. “Boa parte dos franceses sente-se ameaçada por esta questão, além de que há uma referência cultural que é católica”, refere Helena Vilaça. “A burqa e os elementos do islamismo não têm uma matriz judaico-cristã”, refere também Jonatas Machado, lembrando que os árabes foram, ao longo dos séculos, sempre entendidos como “o outro”. “Não podemos deitar fora 2000 anos de história e fazer de conta que não existiram”, insiste o professor de Direito de Coimbra.

Concepção distinta tem o constitucionalista Bacelar Gouveia, catedrático na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, ao considerar a proibição do uso do véu islâmico como “uma limitação inadmissível da liberdade religiosa”, de tal maneira que é uma lei que “não tem sido replicada noutros países”. O professor de Direito relativiza, ainda, a ostentação dos símbolos na base da proibição. “Há outros símbolos ostensivos que não são objecto de proibição, como por exemplo os dos punks”, referiu.

Para o sociólogo das religiões Moisés Espírito Santo é normal que a França exija a observância de comportamentos conformes aos valores e costumes do país, tal qual é exigido pelas próprias nações árabes aos estrangeiros que as visitam. O investigador lembra, ainda, que o uso do véu não é um costume “genuinamente corânico”, mas antes um uso da Arábia Saudita e do Afeganistão, que a maiorias das mulheres muçulmanas não adopta, além de que há já normas literalmente expressas no Corão e cuja prática é proibida há muito nos países ocidentais.

Risco de guetização

Teresa Toldy, teóloga docente na Universidade Fernando Pessoa, explica o paradoxo que a proibição poderá criar. “O que vai acontecer às mulheres que usam véu?”, questiona. “Algumas deixarão de poder sair à rua e se a ideia é proteger os direitos das mulheres, o resultado será o contrário: haverá uma restrição dos direitos”, alerta. “Já a pressão exercida junto das que são emigrantes pode vir a ser tão grande que leve as famílias a voltar ao país de origem”, considera. “Não sabemos até que ponto é que a proibição afectará as mulheres e até que ponto não irá contribuir para a sua guetização”, acrescenta a socióloga Helena Vilaça.

“Há o risco de se cair no radicalismo e de ver mulheres que nunca usaram o véu passarem a fazê-lo como reforço de identidade”, alerta a docente da Universidade Fernando Pessoa.

“A tolerância e o convívio devem ser a solução”, considera Teresa Toldy, realçando “que quando as restrições são colocadas sempre ao mesmo grupo, podem levar ao radicalismo”. “Quanto mais aberto for o espaço público às minorias, melhor serão os progressos de integração”, esclareceu Helena Vilaça, que não deixa, no entanto, de estar optimista quanto ao futuro. “Apesar desta medida, estou optimista”, confessou. “Haverá cada vez mais franceses muçulmanos a participar na vida pública e acredito que a França caminhe para ser um país pluralista”, explicou. “As Igrejas enquanto instituições presentes na esfera pública é uma característica da Modernidade”, notou.

Fonte: Jornal de Noticias- Portugal

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Lei de blasfêmia poderá ser alterada na Indonésia, a nação muçulmana mais populosa do mundo.

sábado, fevereiro 6th, 2010

Nos próximos dias, o Tribunal Constitucional Indonésio poderá alterar a lei de blasfêmia.

O debate já gerou controvérsia entre aqueles que desejam manter o mesmo texto e os ativistas de direitos humanos, representando diversas ONGs, que pedem mudanças que “assegurem total liberdade religiosa”.

Até as organizações muçulmanas moderadas se posicionaram em defesa da legislação, para preservar os preceitos da religião – explicam – de “más interpretações”.

Na Indonésia, a nação muçulmana mais populosa do mundo, apenas cinco religiões são reconhecidas oficialmente: islamismo, catolicismo, protestantismo, budismo e hinduísmo. Em 2001, acrescentou-se o confucionismo após a batalha gerada pelo antigo presidente Adburrahman “Gus Dur” Wahid.

A lei de blasfêmia, em particular, proíbe a expressão de sentimentos de hostilidade, ódio e desprezo pelas religiões. A sentença em caso de violação da lei chega até a cinco anos de prisão. Ela é usada principalmente para atingir a minoria que não concorda com a religiosidade muçulmana, incluindo o grupo Ahmadiyya, e que classifica as religiões não reconhecidas como “hereges”.

Ativistas de direitos humanos querem aplicar correções à lei, que consideram “preconceituosa” e “contrária ao espírito democrático” em um país que – de acordo com a Constituição de 1945 – protege a liberdade religiosa e direitos iguais para todos os cidadãos. Diversos integrantes de organizações de paz e direitos humanos definem a lei de blasfêmia como um grave obstáculo para a liberdade de culto.

Suryadharma Ali, Ministro de Assuntos religiosos, lembra que a lei garante a harmonia social entre diferentes religiões no país, e afirma: “O islã é aberto para diversas interpretações, mas não se pode tocar nos principais fundamentos da fé e doutrina”. Uma referência, não tão implícita, às “más interpretações” promovidas por grupos “hereges”.

Fonte: Portas Abertas

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Jornal Francês afirma: ” O Islã ganha terreno no Brasil.”

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

Esta é a manchete da extensa reportagem publicada pelo diário francês Le Figaro sobre o aumento do número de muçulmanos nas periferias dos grandes centros urbanos do Brasil.

A curiosidade sobre a religião depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e o sucesso da telenovela O Clone, que mostrou um herói muçulmano romântico, que respeitava e cobria de ouro sua mulher, foram apontados como fatores que ajudaram a multiplicar a conversão de vários brasileiros à religião islâmica.

A correspondente de Le Figaro visitou o Centro de Divulgação do Islã em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde conversou com Rosângela, uma mulher negra de 45 anos, ex-católica, que disse ser obrigada a distribuir cópias do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, em espanhol porque a edição em português está esgotada.

Em entrevista ao jornal, o professor da Universidade Fluminense, Paulo da Rocha Pinto, estima que há cerca de 1 milhão de fiéis no país.

O número não é preciso porque no censo brasileiro a religião é classificada como “outras”. Ele lembra que os primeiros muçulmanos que chegaram no Brasil foram escravos africanos. Várias revoltas na época teriam propagado uma desconfiança em relação à religião.

O jornal francês lembra que apesar da imigração muçulmana de libaneses, sírios e palestinos no século 20, a primeira mesquita no Brasil só foi inaugurada em 1960.

Segundo Le Figaro, a motivação das pessoas que buscam o Islã no Brasil é diferente das que procuram as igrejas evangélica. Elas descobrem uma religião mais aberta ao mundo, dizem os especialistas. Eles observam ainda que a mensagem de igualdade racial e de justiça pregada pelo Islã é um sucesso entre as comunidades mais pobres, principalmente entre os jovens vítimas do racismo e da violência policial.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Pai e Filha Ameaçados de Morte Porque se converteram ao Cristianismo, no Egito.

sábado, janeiro 30th, 2010
Maher e sua Filha DinaMaher e sua Filha Dina

O Egípcio Maher El-Gowhary e sua filha de 15 anos de idade, Dina, nunca oram duas vezes na mesma igreja, nunca ficam mais de um mês em qualquer apartamento.

Eles estão constantemente sob ameaça de serem cruelmente assassinados, estão sempre em fuga, porque se converteram ao cristianismo em um país de maioria muçulmana.

Maher e Dina nervosamente concordaram recentemente em se reunir com um jornalista numa Igreja no Cairo. O padre da Igreja disse que temia problemas com as autoridades egípcias.

Mesmo assim ele corajosamente concordou em permitir que o repórter assistisse a missa de domingo. Contudo,  o padre se recusou a falar sobre o que está acontecendo no Egito temendo ser morto pelos mulçumanos.

Maher e Dina contam suas histórias de medo, angústia e desespero. Nascidos muçulmanos ambos escolheram se converter ao  cristianismo depois de ambas terem visões de Jesus falando para o pai e filha do Seu amor pelos mulçumanos.

Agora Maher diz que “os muçulmanos tentam matar-nos, e vão nos matar se eles nos encontrarem.”

Vários líderes mulçumanos têm emitido proclamações e éditos exigindo “o derramar de sangue de ambos” após Maher ter pedido um tribunal egípcio para reconhecer legalmente a sua conversão. Com isto ele poderia um dia ser enterrado como cristão e sua filha não seria forçada pela mãe muçulmana a ter um casamento islâmico .

O tribunal determinou que a conversão ao cristianismo é uma grave e  legal ameaça a ordem pública. Os advogados dos El-Gowhary disseram que é um perigoso padrão duplo porque no Egito um cristão pode converter à fé muçulmana, mas um muçulmano não pode converter à fé cristã. Se o fizer, certamente será assassinado nas ruas.

Dez por cento do Egito é cristão, grande parte são cristãos coptas que cada vez mais enfrentam intensa discriminação e até mesmo a morte.

Os jornalistas que estavam fazendo a matéria tiveram de esconder as câmeras porque foram avisados que se as autoridades descobrissem que estavam escrevendo sobre o assunto, eles que seriam presos.

As Tensões Religiosas Estão Elevadas no Egito.

Em 6 de janeiro passado, nas  véspera de Natal Copta, três homens muçulmanos entraram atirando em uma igreja cristã no Alto Egito,  matando seis cristãos e ferindo mais de uma dúzia. Os cristãos se revoltaram no dia seguinte. A área ainda está fechada para as pessoas de fora, incluindo a imprensa.

O ativista egípcio de direitos humanos, Hussein Bahjet, afirmou que o Egito tem o potencial de se tornar  num o Líbano como resultado da crescente violência da parte dos mulçumanos.

“Uma guerra civil que poderia invadir o país” acrescenta Bahjet.

O Departamento de Estado dos USA afirma no seu relatório sobre a liberdade religiosa no Egito, que a mesma está em declínio. Os cristãos são negados empregos no Governo, os sacerdotes são perseguidos e ameaçados de morte e os cristãos  recebem cada vez mais ataques. Isto é descrito no  relatório como “um clima de impunidade que encoraja a violência”.

Na maioria dos casos, as autoridades fazem vista grossa aos ataques contra os cristãos, em outros casos há concreta evidência que foi mesma a polícia quem desencadeou os ataques.

O presidente egípcio, Hosni Mubarak tem mantido pleno silêncio sobre o problema, mas esta semana ele se pronunciou dizendo que os egípcios devem eliminar “fanatismo e sectarismo, que ameaçam a unidade de nossa nação”.

Recentemente, Dina escreveu uma carta ao presidente de Obama, que foi publicado em sites cristãos nos USA. Ela disse na carta que tem sido expulsa da escola por causa de sua fé cristã. Ela tem apenas uma jaqueta de jeans azul para aguentar o rigoroso inverno e muito pouco para comer.

Sua carta foi um apelo desesperado. “Eu escrevi que nós somos uma minoria cristã sendo tratada muito mal e quero pedir ao presidente Obama para dizer ao governo egípcio que nos tratem bem.”

Seu pai Mayer diz que não pode mais permanecer no Egito. Ele e sua filha estão em perigo de vida eminente, tanto que os jornalistas não podem dizer onde eles estão agora no Egito, ou para onde eles estão pensando mudar amanhã.

Nos últimos dias, os dois se reuniram com a Comissão dos USA de Liberdade Religiosa Internacional do Cairo. Eles pediram o estatuto de refugiados para sair do Egito.

Uma fonte da Comissão disse que o caso de Dina é complicado porque ela é menor e tem uma mãe muçulmana e há questões legais, mas seu pedido está sendo considerado.  Os jornalistas esperam que não aconteça como o caso de uma jovem americana que foi cruelmente assassinada por membro de sua própria família porque se recusou a usar as vestimentas e cobrir a cabeça como ordena os rituais islâmicos.

Enquanto estavam dando esta entrevista, Dina e seu pai estavam arrumando as malas para se deslocarem para outra área do Egito. Sem dinheiro. Ameaçados de morte.  E quase sem esperança. Tudo isto pelo Bárbaro crime nos países mulçumanos, de terem aceitado Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Eles precisam das nossas orações.

Fonte : Mybelo jardim

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Malásia: tribunal dá razão à Igreja sobre uso da palavra “Alá”

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

Para entender a entrevista, leia esta noticia publicada pela folha on line

O Alto Tribunal da Malásia suspendeu nesta quarta-feira a autorização concedida a um jornal católico local para escrever o nome “Alá”, depois que o governo evocou a ameaça de tensões interreligiosas em um país de população majoritariamente muçulmana.

A mesma instância havia considerado na semana passada que o “Herald Weekly” tinha o direito de escrever o nome.

No entanto, o governo alegou, em seguida, uma decisão do Alto Conselho Nacional, de maio de 2008, que estipulava que o nome só pode ser utilizado na Malásia pelos muçulmanos.

O diretor do “Herald Weekly”, o padre Lawrence Andrew, denunciou uma campanha de intimidação contra sua publicação.

“Somos malaios e desejamos viver em paz”, afirmou.

O jornal é publicado em quatro idiomas e tem uma tiragem de 14 mil exemplares, em um país que conta com 850 mil católicos, mas cuja população é de 60% de muçulmanos.

***

Entrevista com Dom Paul Tan Chee Ing, bispo de Melaka-Johor, Malásia

Por Mariaelena Finessi

Em 31 de dezembro passado, o Supremo Tribunal de Justiça de Kuala Lumpur, na Malásia, anulou o despacho do Ministério do Interior do país que impedia a Igreja Católica de fazer uso da palavra “Alá” para se referir ao Deus cristão no semanário católico Herald.

Sobre a controvérsia, ainda em curso, falou Dom Paul Tan Chee Ing, bispo de Melaka-Johor,em entrevista concedida à Zenit.

O jesuíta de 69 anos acredita que a Igreja Malaia deve continuar a lutar pelos direitos dos não-muçulmanos, promovendo o diálogo inter-religioso no país.

- Por muitos séculos, muçulmanos e cristãos conviveram pacificamente na Malásia e o uso da palavra “Alá” nunca havia sido fonte de conflito. O que pensa da proibição de os cristãos se referirem a seu Deus pela palavra “Alá”? Trata-se apenas de uma batalha linguística?

- Dom Paul Tan Chee Ing: Você está certo, e só recentemente é que não apenas a palavra “Alá”, mas também outras expressões de origem árabe – como por exemplo, “Rasul”, “Baitullah” – foram proibidas para féis não muçulmanos. Não se trata de uma batalha linguística, mas de uma batalha por votos, e portanto política. O UMNO - United Malays National Organisation, teme perder terreno para o partido de oposição PAS, o partido islâmico, o qual aliás se expressou a favor dos fiéis não-muçulmanos e sobre seu direito de usar a palavra “Alá”. O UMNO, partido islâmico malaio, teme perder os votos dos malaios, que representam cerca de 60% da população do país. E na Malásia – o único país do mundo em que a religião está associada à etnia pela Constituição – infelizmente se associa a religião islâmica aos malaios.

No Sagrado Alcorão, nas Suras 5,69 e 22,17, e ainda mais explicitamente na Sura 2,62, se diz que os hebreus, os cristãos, os sabeus e os muçulmanos rendem culto a Alá. Como poderia assim um muçulmano se opor ao Sagrado Alcorão? Não é possível. Se o faz, é apenas por ignorância ou por oportunismo político. De fato, aliás, qualquer estudioso sério poderia confirmar que a palavra “Alá” é de origem pré-islâmica e tem suas raízes na língua semita.

Mas é importante ressaltar que nem todos os malaios muçulmanos são contrários ao uso da palavra por não-muçulmanos. Por exemplo, o conselheiro espiritual do PAS, Datuk Abdul Aziz Nik Mat, afirmou que “desde que o uso da palavra não seja abusivo, os não-muçulmanos também podem usá-la”.

Assim, os malaios muçulmanos estão divididos sobre a questão e, de acordo com um comentarista político, este é exatamente o objetivo do UMNO; esta é sua estratégia para vencer as próximas eleições gerais. O UMNO está “entre a bigorna e o martelo”, como se diz. Se endossarem o uso da palavra “Alá” por não-muçulmanos, poderão perder votos malaios; sustentando a proibição, perderão votos dos não-malaios, que pode ser importantes em algumas zonas eleitorais.

- Apesar da decisão judicial, o National Fatwa Council emitiu um fatwa (um pronunciamento legal Islâmico, emitido por especialista em lei religiosa, sobre um assunto específico) no qual se diz que a palavra “Alá” é de uso exclusivo do Islã. Isso não parece uma contradição?

- Dom Paul Tan Chee Ing: A declaração pública por parte do PAS (Partido Islâmico) de que os não-muçulmanos também podem fazer uso da palavra “Alá” também contradiz o fatwa do National Fatwa Council. A contradição é mais uma das jogadas com as quais se faz política.

- O Ministério do Interior apelou contra a decisão do juiz Lau Bee Lan. Qual foi a resposta da Igreja?

- Dom Paul Tan Chee Ing: O Ministério não apenas apelou ao Tribunal Superior, mas também solicitou a suspensão do efeitos da decisão judicial em favor dos não-muçulmanos. Quanto à Igreja, esta permanece tranquila, firme na defesa dos direitos dos não-muçulmanos, conforme expresso em nossa Constituição Federal, buscando sempre manter a harmonia, sem jamais assumir posições provocativas com atos ou palavras. Mas, é preciso dizer, é um caminho difícil.

- Qual é o “estado de saúde” da Igreja local na Malásia e qual o seu papel no futuro da Igreja como um todo?

- Dom Paul Tan Chee Ing: Uma vez que sou malaio, poderia ser tendencioso. Mas tenho uma grande experiência, amadurecida em diferentes países do mundo todo. Pessoalmente, vejo a Igreja malaia como sendo muito estável, unida e forte. De modo geral, nossos movimentos ecumênicos e nossa cooperação inter-religiosa têm sido bem-sucedidos.

E embora as estatísticas mostrem alguma estagnação da população católica no país, devida a diversas razões, as igrejas estão sempre cheias de homens, mulheres e crianças. Somos uma Igreja vibrante.

A Igreja local tem se esforçado para prestar auxílio ao outras dioceses de países mais pobres, como as Igrejas do Quênia e de Mianmar. E temos também colaborado com protestantes, budistas, sikhs e hindus. A contribuição que nós malaios podemos oferecer à Igreja no mundo está na defesa da verdade e dos direitos das pessoas, porque sabemos que Deus, que é o Senhor da história, tudo vê e tudo sabe. O entendimento do que está errado virá em breve, segundo Seu próprio tempo e Seus caminhos. Devemos ter paciência!

Zenit

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

*“Deus” nos tribunais da Malásia: Os cristãos podem chamar Deus de Allah, em um país muçulmano?

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

O Governo de Kuala Lumpur recorreu da decisão judicial que permite aos cristãos utilizarem o termo “Allah” para se referir a Deus, nas suas publicações.

O caso começou com uma proibição governamental para a utilização dessa palavra por parte de cristãos. Estes defendem-se dizendo que o termo, de origem árabe, não é exclusivo para a religião islâmica, querendo dizer simplesmente Deus.

Do árabe a palavra “Allah” entrou na linguagem malaia e tem sido usada sem qualquer problema por cristãos e muçulmanos durante longos anos.

A reacção do Governo, que suspendeu um jornal católico por esta razão e em () confiscou centenas de bíblias, surge numa altura em que os partidos islamistas se tornam mais influentes na Malásia.

A população é composta em 60% por muçulmanos, sendo os restantes cristãos, hindus e budistas. Tradicionalmente as diferentes comunidades coexistem pacificamente, mas este gênero de disputas pode ameaçar essa tranquilidade.

Com o recurso do Governo o caso poderá arrastar-se agora durante algum tempo sendo que ainda será possível recorrer ao Tribunal Federal, cuja decisão será definitiva.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
março 2010
D S T Q Q S S
« fev    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031