Posts Tagged ‘Muçulmanos’

* Cristianismo cresce na Península Arábica, afirma agência.

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

Enquanto o Oriente Médio assiste um êxodo relativo de cristãos, a Península Arábica, composta por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Bahrein, Catar e Yemen – nações eminentemente islâmicas -, observa um elevado crescimento do números desses fiéis.

A informação é da agência de notícias AsiaNews. Segundo a agência, ainda que cifras oficias indiquem que no vicariato da Arábia, considerado o maior do mundo ao compreender justamente todos os países da penísula, os cristãos estariam entre 7 e 10% da população, “cálculos empíricos” sugerem que, apenas nos Emirados Árabes, esse número superaria os 30%.

A agência cita ainda uma reportagem feita pela revista Mundo em Missão, publicada pelo Pontifícia Instituto de Missões no Exterior (PIME), publicada às vésperas da realização do Sínodo para o Oriente Médio. A reportagem mostra como os cristãos nos Emirados Árabes, Catar e Kwait vivem, levando uma vida quase clandestina por causa da profissão de sua fé.

A matéria cita como personagens o líder de um grupo carismático juvenil em Abu Dhabi, morador de um famigerado campo de trabalho onde vivem operários que trabalharam na construção dos arranha-céus dos Emirados, uma religiosa em Dubai, um frade capuchinho suíço e um comboniano italiano, classificando-os como expoentes de uma Igreja “cheia de vida” mas “precária” e em “liberdade vigiada”, já que a prática e os símbolos religiosos são limitados aos restritos limites das paróquias.

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* Kadhafi, líder Líbio, defende em Roma que Islão se torne “a religião de toda a Europa”.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

O líder líbio, Muammar Kadhafi, defendeu que o Islão se torne “a religião de toda a Europa” perante uma plateia de 500 jovens mulheres em Roma, onde realiza uma visita oficial, noticiaram hoje os ‘media’ italianos.

Após a conferência do líder líbio, pela qual as participantes “ganharam” cerca de 80 euros, as jovens receberam um exemplar do Corão.

Kadhafi afirmou que “o Islão deve tornar-se na religião de toda a Europa” e que “Maomé foi o último profeta”, segundo relatou ao jornal La Stampa uma das participantes.

“Para nós foi muito aborrecido. Kadhafi não sabia que nós fomos pagas, senão não teria aceitado encontrar-se connosco”, disse uma participante de 25 anos ao jornal La Repubblica, pedindo anonimato.

A agência que recrutou as jovens pediu-lhes que se vestissem de maneira sóbria e advertiu-as de que se falassem à imprensa não seriam pagas.

Muammar Kadhafi chegou no domingo a Roma para uma visita destinada a assinalar o 2.º aniversário da assinatura do tratado de amizade ítalo-líbio, a 30 de agosto de 2008, em Benghazi (Líbia), acordo que pôs fim ao contencioso sobre a era colonial e permitiu nomeadamente a devolução à Líbia dos candidatos à imigração na Europa.

A visita a Roma, para a qual o líder líbio enviou 30 cavalos puro-sangue para uma parada a que deverá assistir hoje à tarde ao lado do primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, suscitou polémica em Itália, incluindo entre elementos da maioria no Governo.

O eurodeputado Mário Borghezio, da Liga do Norte (aliada do partido de Berlusconi), manifestou a sua preocupação com “as declarações de Kadhafi que evidenciam um perigoso projeto de islamização da Europa”.

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* Revelador testemunho de conversão de muçulmano africano.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

A equipe da Portas Abertas da Alemanha foi para Nigéria e entrevistaram Moisés em março de 2009. Leia como foi que Cristo agiu na vida de um jovem que foi ensinado desde pequeno a odiar os cristãos e o cristianismo.

P: Moisés, você poderia nos contar sobre sua vida antes de você se tornar cristão? Sua fé, sua família?

Moisés: Sim, meu nome é Moisés. Sou da Nigéria, do oeste do país. Nasci em uma família muçulmana. Meu avô era um estudioso islâmico bastante popular e influente. Era assim que nos víamos. Fomos ensinados a sermos muito rígidos em relação à nossa fé, não permitindo que outro ensinamento tirasse nossa atenção. Todos estudamos em escolas islâmicas, e crescemos praticando nossa fé de forma tão devota que não nos permitíamos desanimar de forma alguma.

P: Pessoalmente, como era sua fé nesse momento? Em que você acreditava?
Não acreditava em nenhum deus a não ser em Alá. Não tinha dúvidas quanto à unidade de Alá, de que ele era o único deus do universo, o criador de tudo. Descartava qualquer ensinamento que fosse contrário aos ensinos do islamismo. Eu zombava deles, não queria nem ouvi-los. Era assim.

P: Você experimentou o amor de Alá em sua infância. Você teve alguma experiência pessoal com ele?
Não tinha nenhum relacionamento com Alá da maneira que tenho hoje. Sabia que ele era o deus do universo, que tinha de obedecer-lhe. Não sabia nada do amor de Alá, nem que ele me amava. Ele era meu deus e eu era seu servo. Devia obedecer a qualquer ordem dele, senão iria para o inferno. Era esse o ensino que eu tinha. Eu tinha muito medo dele. Eu tentava cumprir ao pé da letra o que estava no Alcorão ou nos hadiths (coleção das palavras do profeta Maomé).

P: O que você achava do cristianismo na época?
Quando via cristãos, não queria me aproximar. Não queria ter nada a ver com cristãos. Havia sido ensinado a jamais me associar aos cristãos. Desde pequenininho, não tinha ligação alguma com cristãos. Não podíamos tocar nos livros deles porque nosso professor dizia que, se fizéssemos isso, o poder do livro sairia e desviaria nossa fé do islamismo. Eu odiava cristãos. Quando via um cristão, considerava ele como meu inimigo, por causa de tudo que me diziam sobre eles.

P: O que aconteceu para você conhecer Jesus e se tornar cristão?
É uma longa história. Eu tinha um amigo chamado Mark. Estudávamos juntos. Um dia, ele se aproximou e disse que eu deveria ser amigo dele. Começamos a ler juntos. Eu sabia que ele era cristão. Já que estava fora de casa, sabia que ninguém estaria me observando. Então Mark passou a ser um amigo meu. Ele ia até minha sala e deixava alguns folhetos e livros cristãos, mas eu não me interessava em ler.

Isso durou muito tempo. Ele jogava os textos pelo buraco da fechadura ou passava por baixo da porta. Eu pegava e rasgava. Depois de um tempo, eu lhe disse: “Se você quiser continuar nossa amizade, pare com isso. Não quero que você deixe mais nada na minha sala de novo. Se você fizer isso outra vez, então nossa amizade vai terminar“.

Então citei um verso do Alcorão, que diz: “Não adoro o que adorais. Não adorais o que adoro. Nunca adorareis o que adorais. Nunca adorareis o que adoro. Tendes vossa religião e tenho a minha” (Sura 109.3-6).

Jesus, seja meu amigo!

Certo dia quando fui à sala do Mark, havia uma pintura de Jesus na parede. Olhei para a figura, e havia uma frase escrita: “Meu povo é responsável pelas almas perdidas, porque elas não oram”.

Vi um homem com as mãos juntas, orando, e assumi que era Jesus. Aproximei-me do retrato e, enquanto o olhava, disse sarcasticamente: “Os cristãos adoram você, Jesus. Bem, para a sua informação, você é um profeta de Alá. Você não é nada mais que isso. E você é humano como eu. O seu “nascimento miraculoso” não é tão miraculoso como o de Adão. Os cristãos erram em cultuá-lo, chamando-o de Deus. Vamos fazer um acordo. Seja meu amigo“.

Continuei: “Se você é mesmo Deus, o filho de Deus; se você é digno de culto, então revele-se a mim. Fale comigo, prove-me que você é tudo isso“.

Logo após isso, ouvi Mark chegando. Quando ouvi seus passos, parei de falar e me controlei. Então fomos para a escola.

A visão de Moisés

Quatro dias depois, tive uma visão. Não era um sonho, porque eu estava estudando para as provas, e estava em meu quarto, lendo minhas notas. Estava encostado na parede, com meu caderno. Li e depois fechei o livro, tentando memorizar o que tinha lido.

Fechei os olhos e, de repente, fui transportado para outro lugar. Fui levado ao deserto, onde não havia árvore, água, grama, só areia. “Como vim parar aqui?” Estava assustado. Era tudo escuro. Eu estava querendo saber, “O que está errado aqui? Eu estou numa fria!” Uma escuridão me envolveu e o medo apertou meu coração. Eu continuava me perguntando: “O que há de errado aqui? Estou numa fria!“. A escuridão me envolvia e o medo tomou conta do meu coração.

Então vi a luz de uma estrela do norte. Vinha em alta velocidade, na minha direção. Quanto mais se aproximava, mais forte brilhava. Quando a luz chegou bem perto, não conseguia encará-la porque me cegava os olhos. Eu ficava encarando o chão. Então a luz mudou. Quando ela diminuiu sua velocidade, tentei ver o que havia lá.

Vi uma nuvem se formando a uns dez metros de altura. Em cima da nuvem havia um trono magnífico. Não sei do que era feito, mas brilhava. Sobre o trono, havia um homem vestindo roupas brancas, com um cabelo longo, bigode. Ele era muito, muito bonito. Eu só olhava. O homem sorria e, depois de um tempo, ele acenou: “Tchau”. Notei que havia uma ferida.

Ouvi canções, canções angelicais, que diziam: “Santo, santo, santo“. O lugar inteiro estava cheio de música: “Santo, santo, santo, Jesus, Filho de Deus”. Não consigo repetir a canção agora, mas era essa sua mensagem: “Jesus, Filho de Deus, santo, santo, santo, santo, santo“. Enquanto cantavam, a cena toda foi indo embora, da mesma forma que a luz. Foi aos poucos para o céu e acabou.

Então, abri os olhos. O que tinha sido aquilo? Eu estava curioso. Perguntei-me se seria o resultado do desafio que fizera ao retrato (de Jesus) no quarto de Mark. Esse pensamento veio de repente, então descartei essa hipótese. Pensei que talvez fosse uma alucinação, depois de estudar tanto.

Começaram a acontecer coisas

Mas começaram a acontecer coisas. Eu não tinha mais paz (de espírito). Comecei a pesquisar as Escrituras. Um amigo meu me deu um Novo Testamento e me pediu para ler todo o Evangelho de João. Um verso em particular me chamou a atenção, João 8.58: “Antes de Abraão nascer, Eu Sou“. Era sério: antes de Abraão nascer, Jesus já existia? Jesus nasceu antes de Abraão?

Continuei a fazer perguntas. Sempre que encontrava cristãos, lhes perguntava: “O que isso quer dizer, o que aquilo quer dizer?”. Aos poucos, fui realmente convencido de que o Jesus é o caminho. Às vezes, nessa época, eu andava na rua e ouvia uma voz: “O caminho que você está andando não é certo. Volte, meu filho, volte para mim“. Eu me virava, mas não havia ninguém ao meu lado. Achei que estivesse ficando louco. Conversei com muitos cristãos, e eles me diziam que a voz era real. “Olhe, Jesus está chamando você. É melhor entregar sua vida a Ele”.

Durante quatro ou cinco anos, não tinha mais paz em mim, e tinha medo da morte. Pensava: “Se morro agora, para onde irei?“. Então decidi dar minha vida a Cristo.

Sim, muitas coisas aconteceram, mas esse é o resumo.

P: Você tinha como contar essas histórias, e também sobre sua visão, à sua família?
Logo que dei minha vida a Cristo, minha família ficou sabendo. Fiquei preso em um quarto por cinco dias. A princípio, me batiam até eu desmaiar. Se você for ver minhas costas, verá muitas cicatrizes. Fui seriamente repreendido, humilhado. Esse quarto onde fiquei era em um depósito; só tinha um tapete lá.

Eu pensei: “Como posso fugir?”. Graças a Deus, Ele enviou um cristão que pulou o muro e foi até o quarto. Ele ia todas as noites e trazia comida. Tinha medo de que a comida que minha família muçulmana me dava estivesse envenenada. Eles me falaram que meu irmão caçula iria me matar quando tivesse a oportunidade. Por isso, me recusava a comer a comida que eles traziam.

Aquele cristão chegava por volta da 1 da madrugada, com comida e um pouco de água em uma bolsa de couro. Ele jogava pela janela para eu pegar. Achei que ele iria fazer aquilo só naquela noite. Mas ele veio trazer comida durante cinco dias. Na quarta noite, eu supliquei ao meu irmão cristão: “Como posso sair daqui?”. Havia barras de ferro na janela. Ele trouxe uma serra a mim e eu comecei a cortar. Cortei uma barra, cortei outra. Antes de se quebrarem, levantei as barras e fugi.

Fonte: Portas Abertas

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* EUA: A Mesquita do Ground Zero e o Choque de Símbolos.

domingo, agosto 29th, 2010

Gustavo Solimeo

A propósito da construção da mesquita no Ground Zero, em Nova York

A construção de um centro islâmico, incluindo uma gigantesca mesquita, a alguns passos do chamado Ground Zero − local onde se erguiam as Torres Gêmeas do World Trade Center, destruídas no ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 − dividiu a opinião pública norte-americana.

Com efeito, muitos consideram a destruição das Torres Gêmeas como um novo Pearl Harbor e por isso vêem a construção da mega-mesquita no preciso local onde elas se erguiam como um desafio e uma provocação.

E assim o debate se acalora, com os indivíduos e os grupos tomando partido, nem sempre pelas mesmas motivações ou invocando os mesmos argumentos.

O acalorado debate local tornou-se regional, nacional, e agora está reverberando para além das fronteiras norte-americanas, sendo seguido em todo o mundo.

***

Gary Isbell

Se em 7 de dezembro de 1944 – três anos após o ataque japonês a Pearl Arbor, data infame para nós – funcionários do governo do Havaí tivessem permitido que um grupo de japoneses erguesse um santuário xintoísta em Pearl Harbor, como teriam reagido os americanos de todo o país? Ora, não estamos vendo uma situação análoga em Manhattan, com o governo aprovando a construção de uma mega-mesquita de 100 milhões de dólares no local sagrado do Ground Zero?

De certa forma, a destruição das Torres Gêmeas no dia 11 setembro de 2001 foi um novo Pearl Harbor, e a naçãoamericana se viu confrontada com uma escolha: ou travar vigorosamente uma guerra defensiva e punitiva contra o novo inimigo da nação (o terrorismo islâmico), ou a perder a honra e a liberdade.

Ninguém nega que os terroristas que usaram dois aviões Jumbo e os seus passageiros como bombas para destruir os edifícios mais altos de Manhattan se consideravam muçulmanos envolvidos na jihad [“guerra santa”] contra os EUA.

No entanto, alega-se que esses 19 terroristas não eram representativos do Islã, mas tão-só “bandidos dementes” que agiram por conta própria. Como aponta Charles Krauthammer, colunista do “Washington Post”, isto é uma deliberada estupidez.

[1] Esses 19 assassinos representaram o golpe de lança islâmico no coração da América, e enquanto muitos dos muçulmanos, do total de um bilhão no mundo todo, não aplaudiram a ação, cerca de 7% deles o fizeram descontroladamente. O que dá aos terroristas 80 milhões de torcedores, um número não tão insignificante.

Esses são números que muitos bons americanos podem não conhecer. No entanto, eles sentem a dimensão, a capacidade e o ódio deste novo e cruel inimigo. Sua consciência instintiva do perigo não é fruto de preconceito ou intolerância. Pelo contrário, é uma expressão de amor à pátria, à fé e à família, bem como ao natural direito de auto-preservação. Essa consciência do perigo não atrapalha a percepção, antes a aguça.

Do Maine ao Havaí os americanos estão dando mostras desse conhecimento intuitivo na sua preocupação quanto aos planos de construção da mega-mesquita no Ground Zero. Seus instintos dizem-lhes que aqueles que favorecem a construção desta mesquita – mesmo os que o fazem com a melhor das intenções – estão equivocados.

Para esses americanos, as noções de patriotismo, sacrifício, heroísmo e sacralidade são violados com a tentativa de construção de uma mesquita de 13 andares perto do local em que 2.967 inocentes compatriotas foram mortos no ataque terrorista. Além disso, esses americanos tornam-se inquietos quando lêem que a construção dessa mesquita é apoiada pelo notório grupo terrorista Hamas.[2]

Aumenta-lhes o desconforto ouvir em reportagem da ABC News que Oz Sultan, porta-voz da mesquita do Ground Zero, recusou-se a excluir financiamentos por parte do Irã ou da Arábia Saudita para construir a estrutura de 100 milhões de dólares.[3]

Suas dúvidas crescem ainda mais quando lêem como a proposta de conciliação do governador de Nova York, David Paterson, e do Arcebispo Timothy Dolan, tentando convencer a Cordoba Initiative a construir a mesquita em algum outro lugar, foi rejeitada.[4]

Ficam perplexos ao ver que outros políticos parecem não poupar esforços para levar adiante o projeto, enquanto aqueles que desejam reconstruir a igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau, destruída durante o ataque de 11 de Setembro, estão ainda atolados em burocracia, nove anos após a sua demolição.[5]

Por outro lado, eles se alegram e batem palmas ao ouvir a notícia de que os trabalhadores na construção de New York prometeram não construir a mega-mesquita do Ground Zero caso ela seja aprovada.[6]

No entanto, esses americanos são intimidados pelos patrocinadores da mesquita: “Vocês devem pôr de lado suas percepções, dúvidas e sentimentos. A Primeira Emenda [à Constituição Federal] garante aos muçulmanos da Cordoba Initiative o direito de construir essa mega-mesquita no Ground Zero”.

− “Será verdade?” − perguntam os norte-americanos preocupados. “É a Primeira Emenda assim tão absoluta que passa por cima de qualquer outra consideração?”

“Sim!” − dizem os primeiros. “Devagar!” − dizem os outros. E, assim, um acalorado debate local tornou-se regional, nacional, e agora está reverberando para além de nossas fronteiras, sendo seguido em todo o mundo. Em uma recente pesquisa da CNN, cerca de 70 por cento dos americanos se opõem à construção de uma mesquita no Ground Zero, mesmo à luz dos direitos da Primeira Emenda.

Adicionando um toque curioso ao debate, a ACLU [American Civil Liberties Union − Sindicato das Liberdades Civis Americanas] aplaudiu a decisão dos funcionários do governo de aprovar a construção da mesquita.[7] No entanto, a ACLU é conhecida por expulsar os presépios para fora das praças públicas.[8]

E assim o debate se acalora, com os indivíduos e os grupos tomando partido, nem sempre pelas mesmas motivações ou invocando os mesmos argumentos.

Por que este debate galvanizou tanto a nação?

É porque Ground Zero é um símbolo gravado a fogo na alma dos Estados Unidos. Um símbolo que ajuda os americanos a compreender melhor a essência do que aconteceu no dia 11 de setembro, assim como a nova realidade com que a nação se defronta. Um símbolo que evoca um grito do fundo da nossa alma: “Jamais esqueceremos!” Um símbolo que robustece a decisão da nação de derrotar a ameaça islâmica ao mundo livre.

E porque o Ground Zero é um símbolo da nação pela qual eles vivem e morrem, os americanos preocupados sabem que é um erro dos muçulmanos construir uma mesquita ali.

Eles sentem que seria profanar o nosso símbolo nacional. Eles sentem que os “Bin Ladens”, os “Zawahiris” e os “Ahmadinejads” do mundo − com os muitos milhões de islamitas radicais que os aplaudem em seu ódio da América − vão considerar uma mesquita muçulmana no Ground Zero como seu símbolo sobre o nosso, um símbolo da sua conquista e da nossa derrota. Eles sentem que a mega-mesquita será um triunfo de Al-Qaeda em sua guerra psicológica contra os EUA.

Os americanos preocupados sentem esse choque de símbolos na contenda e é por isso que eles estão determinados a fazer tudo o que puderem, legalmente e de forma pacífica, para evitar a construção da mesquita no local sagrado do Ground Zero.

Notas
1. Charles Krauthammer, “Myopia at Ground Zero” The Washington Post, Aug. 20, 2010, at http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/
article/2010/08/19/AR2010081904769.html?nav=hcmoduletmv [back]

2. Cf. S.A. Miller in Washington and Tom Topousis in New York, Hamas nod for Ground Zero mosque Terror group’s leader: ‘Have to build it’, Last Updated: 12:03 PM, August 16, 2010, Posted: 1:49 AM, August 16, 2010, http://www.nypost.com/p/news/local/manhattan
/hamas_nod_for_gz_mosque_cSohH9eha8sNZMTDz0VVPI#ixzz0xBdwkDPX. [back]

3. Cf. http://abcnews.go.com/print?id=11429998. [back]
4. Cf. Javier C. Hernandez, Archbishop Offers Mediation for Islamic Center, Published: August 18, 2010, http://www.nytimes.com/2010/08/19/nyregion/19dolan.html?ref=nyregion [back]

5. FoxNews.com, Decision Not to Rebuild Church Destroyed on 9/11 Surprises Greek Orthodox Leaders, Published August 18, 2010, at http://www.foxnews.com/politics/2010/08/18/leaders-disappointed-
government-declares-deal-rebuild-ground-zero-church-dead/ [back]

6. Samuel Goldsmith, “They won’t build it! Hardhats vow not to work on controversial mosque near Ground Zero” Aug. 20, 2010, at http://www.nydailynews.com/ny_local/2010/08/20/2010-08-20
_we_wont_build_it_hardhats_say_no_way_they_will_work_on_wtc_mosque.html [back]

7. “NYCLU And ACLU Applaud Approval Of NYC Islamic Cultural Center For Upholding Values Of Freedom And Tolerance” Aug. 3, 2010, at http://www.aclu.org/religion-belief/nyclu-and-aclu-applaud-approval-nyc-islamic-cultural-center-upholding-values-freedom [back]

8. http://www.timesleader.com/news/
ACLU_axes_nativity__menorah_12-17-2009.html?showAll=Y [back]

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* Diálogo inter religioso: Você sabe o que é o “Ramadã” muçulmano? Entenda..

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Como acontece anualmente, por ocasião das festas do mês de Ramadã, celebradas com devoção pelos muçulmanos, surgem entre nós muitas perguntas sobre seu sentido e significado, sobre sua origem e realização. Oferecemos à comunidade cristã breves respostas sobre algumas das perguntas que nos fazemos para assim poder compreender e querer um pouco mais o povo que nos acolhe.

As informações são de Manuel Corullón Fernández, franciscano e estudioso do Islamismo, e estão publicadas no sítio Religión Digital.

O que significa o termo Ramadã?

O nome deste mês deriva da raiz semítica r-m-d com o significado de abrasar-se, fazer sofrer, como referência ao calor do verão e à dificuldade do jejum quando o nono mês do calendário islâmico coincide com o pleno verão.

Qual é a origem do Mês de Ramadã?

É o mês em que o Corão foi revelado ao profeta Maomé. Ramadã é o único mês do calendário islâmico expressamente mencionado no Corão (2, 185). No Corão se fala várias vezes do jejum, mas apenas uma vez de sua prescrição no mês de Ramadã, o nono dos 12 meses do calendário lunar islâmico. Chama a atenção o paralelismo entre a missão de Moisés e a de Maomé acompanhada e apoiada pelo jejum do povo durante o momento da revelação.

Quais são as festas mais importantes durante este mês?

A festa mais importante do mês de Ramadã é a Noite do Destino, a Layla al-Qadar, assim como é descrita na sura 97 do Corão que recebe o nome de Sura do Destino (Al-qadir). É celebrado em uma das últimas noites ímpares do mês de Ramadã (a noite 24 ou 27), recordando a noite da revelação do Corão ao profeta Maomé. É a noite mais santa do ano, na qual os muçulmanos acodem durante toda a noite às mesquitas onde se recita de maneira ininterrupta todo o texto do Corão recordando a sua revelação.

O mês de Ramadã termina com a festa da ruptura do jejum (Aid al-Fitr), que tradicionalmente vai acompanhada de uma festa familiar, a oração na mesquita e uma esmola ritual aos pobres. No Marrocos, esta festa recebe também o nome de Pequena Páscoa (aid al-seghir).

Como se pratica o jejum?

No Corão e nos textos da tradição (Hadith) se encontram as regulações legais sobre o jejum: abster-se de qualquer tipo de alimento, bebida, tabaco, inalação de perfumes, atividade sexual desde a primeira refeição do dia antes da saída do sol (al-sahur), até o momento em que se rompe o jejum com a refeição do entardecer (al-iftar), depois da oração do por do sol: “desde que se distinguem um fio branco e outro negro até que se confundem”.

Quem é obrigado a jejuar?

O jejum é obrigatório ao longo de todo o mês de Ramadã para todos os muçulmanos de ambos os sexos que alcançaram a puberdade. Os anciãos, enfermos, mulheres grávidas ou que estão amamentando, os que estão em viagem, estão isentos do jejum, e deverão cumpri-lo mais adiante em uma ocasião propícia.

Qual é o valor espiritual do Ramadã para os muçulmanos?

A vida espiritual durante este tempo de culto vai acompanhada de uma atividade social, familiar e moral mais intensa; recomenda-se o exercício da esmola, revaloriza-se a oração e a recitação do Corão.

Este mês tem uma forte dimensão espiritual para os muçulmanos: a fome recorda a necessidade dos pobres sensibilizando as pessoas com os famintos, para que todos possam ter o suficiente para comer. É um momento de ascese, de autocontrole e de superação de si mesmo e de exercício da própria vontade para dominar as paixões, resistir à fome, à sede, à necessidade de fumar… O jejum ensina ao homem o princípio do amor sincero a Deus, inculca nele a paciência e o altruísmo, robustece a força de vontade exercitando a paciência e a perseverança ante a vontade, fomenta o autêntico espírito de solidariedade ajudando os ricos e saudáveis a reconhecer as dificuldades de pobres e enfermos e ser mais solidários com eles.

Por que o mês de Ramadã não tem data fixa?

O calendário muçulmano segue o ano lunar, com um ciclo de 354 dias, 11 dias mais curto que o ano solar. Os astrólogos muçulmanos medievais estudaram os ciclos da lua para calcular com a maior exatidão possível a data do Ramadã. Cada um dos 12 meses do ano lunar tem 29 dias, 5 horas, 5 minutos e 35 segundos. Os seis meses pares do ano par são de 30 dias em vez de 29. O calendário se divide em ciclos de 30 anos, em cada um destes períodos há 11 anos nos quais o último mês (Dhu al-Hiyra) tem 30 dias, de modo que estes anos teriam 355 dias. Isto situa o calendário muçulmano em concordância com a lua (com uma diferença de apenas 3 segundos).

A órbita da lua ao redor da terra dura aproximadamente 29,53 dias, que é a duração média de um mês lunar. À medida que se desloca ao redor da terra presenciamos as diferentes fases da lua. O Ramadã começa com a lua nova do nono mês deste calendário lunar e termina com a lua nova do mês seguinte, recordando os ritmos naturais da vida que se move do nascimento à sua plenitude.

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* Adúlteros merecem morrer?

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Por Maria Clara Lucchetti Bingemer

No isolamento de uma prisão no Irã, uma mulher de 43 anos vive o compasso de espera pela execução por apedrejamento. Seu crime? Adultério. Acrescido ultimamente da acusação de conspiração para o homicídio do marido, assassinado pelo amante.

Tal como no antigo Israel e em várias outras civilizações semitas, o adultério era um dos crimes punidos com o apedrejamento. Assim também a blasfêmia, da qual Jesus de Nazaré foi acusado. Acabou sendo crucificado porque sua condenação foi proferida pelo poder romano.

O Islã nasceu vários séculos após o Judaísmo e o Cristianismo e seu livro sagrado, o Alcorão, é venerado pelos muçulmanos como a própria Palavra de Deus feita livro, já que teria sido diretamente revelado por Deus ao profeta Maomé. Portanto, a religião islâmica considera o Alcorão intocável e não modificável, na forma e no fundo, no espírito e na letra.

No entanto, o apedrejamento não é sequer mencionado no Alcorão. Este estipula a pena de cem chibatadas ou prisão perpétua para adúlteros. No entanto, tal como no Cristianismo existe a Bíblia – onde se crê estar a Palavra de Deus revelada ao povo de Israel e à primeira comunidade apostólica – e também o Direito Canônico, que seria a Lei da Igreja para os católicos; e a Confissão de Westminster, que seria algo análogo para protestantes históricos, no Islã existe a Xaria.

Xaria é o nome que o Islã dá ao seu código de leis. No Irã, assim como outras sociedades islâmicas, diferentemente das sociedades ocidentais contemporâneas, o regime é teocrático. Ou seja, religião e direito, religião e política não se separam e a vida dos cidadãos é regida pela lei religiosa. Todas as leis são religiosas e baseadas nas escrituras sagradas e nos ditos dos líderes religiosos.

Ou seja, o Alcorão é a fonte primordial da jurisprudência islâmica, sendo a segunda a Suna, narrativa da vida e dos caminhos do profeta e os ahadith, ou narrações do profeta. “A diferença entre o Alcorão e a Suna, é que o texto do Alcorão e o seu significado vêem de Deus; ao Anjo Gabriel só coube levar essa mensagem ao profeta e a ele só coube receber, preservar, transmitir essa mensagem para as pessoas e explicar o que necessitava de explicação. Enquanto que a Suna, as tradições os significados são de Deus e o texto do profeta, diz Deus o Altíssimo”.

Entre todo esse meandro de sutis diferenciações interpretativas, próprias a todas as religiões, está sendo decidido o destino de Sakineh Mohammadi Ashtiani, a bela iraniana de olhos negros e tristes. Apesar de não haver menção ao apedrejamento no Alcorão, defensores deste tipo de condenação afirmam que ela está em um Hadith e, portanto, é narrativa do profeta e como tal, sagrada e parte do corpo da Xaria.

O apedrejamento está previsto na Xaria, para punir tanto mulheres como homens adúlteros e homossexuais. Apesar disso, não há consenso na comunidade islâmica sobre a validade da prática do apedrejamento. Alguns países muçulmanos, como o Irã, o Sudão e a Nigéria adotaram a visão radical do Islã e da ética derivada da revelação divina em seu sistema judicial. No entanto, outros países, como o Afeganistão e o Paquistão, já aboliram esta pena.

Se assim reza a letra da lei, a prática, no entanto muitas vezes vai em outra direção. Em 2002, o então chefe do Judiciário iraniano, o aiatolá Mahmoud Hashemi-Shahroudi, ordenou a suspensão das execuções por apedrejamento. Contudo, juízes locais ainda podem ordenar apedrejamentos. A justiça pelas próprias mãos em nome da fidelidade à Xaria ainda acontece com frequência para punir adultérios.

No caso do Irã, a pena de morte por apedrejamento voltou a ser imposta após a Revolução de 1979, quando o país passou a ter um regime teocrático islâmico. Desde então, 109 pessoas morreram apedrejadas, segundo o Comitê Internacional Contra Apedrejamento. Mesmo que o judiciário iraniano regularmente suspenda as execuções por apedrejamento, frequentemente os condenados são executados de outras maneiras, como na forca. E secretamente, para não chamar a atenção da opinião pública.

Assim, o apedrejamento de Sakineh parece inevitável.

A mídia e as ONGs de direitos humanos procuram chamar a atenção da opinião pública mundial numa tentativa de frear a inflexibilidade do governo do presidente Amahdinejad. O próprio presidente Lula ofereceu asilo à iraniana, que o aceitou. A reação de Teerã não foi muito positiva e Lula não repetiu a oferta nem nela insistiu.

O caso é, sem dúvida, complexo. Por um lado, está o respeito devido a toda religião de aplicar aquilo que considera como seu credo e conduta. É impensável hoje anatematizar como barbárie ou magia, ou atraso – como antes era feito – práticas religiosas de outros apenas porque diferem das nossas.

No entanto, há, parece-me, outro lado do problema. Tentando um mínimo de objetividade, há certos fatos que repugnam a sensibilidade humana simplesmente por ser humana. E isso é fruto de uma evolução da consciência da humanidade. Existem condutas que já foram consideradas religiosamente legítimas e hoje não mais o são.

Houve um tempo em que se acreditava que os escravos deveriam continuar escravos e nada fazer para romper sua escravidão em busca da liberdade.  Hoje indigna-nos apenas a menção dessa possibilidade. A escravidão é algo objetivamente inumano e iníquo.

Os pobres nasciam pobres porque assim era a vontade de Deus. Os ricos desfrutavam impunemente de sua riqueza e não se julgavam minimamente responsáveis pela injustiça reinante no mundo. Hoje, é no mínimo ridículo usar este argumento, já que se sabe que há mecanismos sociais e econômicos que produzem a injustiça estrutural onde estamos mergulhados e que se deve combatê-la e não justificá-la, muito menos em nome da fé ou da religião.

Houve também um tempo em que organizar guerras e matar pessoas para recuperar lugares sagrados da própria religião eram considerados atos legítimos e até abençoados por líderes religiosos e santos. É o caso das Cruzadas. Tempo houve igualmente em que prender, torturar e matar na fogueira pessoas suspeitas de aderirem a outros credos era prática usual. É o caso da Inquisição. Muito tem sido criticada a Igreja Católica por haver adotado essas práticas. Por quê? Porque é algo objetivamente contra os mais elementares direitos humanos.

Parece-me que, com todo o respeito que se deve ter ao Islã, executar sob a cruel forma do apedrejamento uma mulher cuja culpa foi relacionar-se sexualmente com outro homem que não seu marido, repugna objetivamente a humanidade de quem se pretende humano. Disso se trata e nada mais.

Sakineh Mohammadi Ashtiani merece viver porque é um ser humano. Simplesmente isso. Ninguém tem direito sobre sua vida a não ser Deus, seu Criador. Nem sempre religião e fé coincidem harmoniosamente. Parece-me que este é um caso. A lei religiosa condena Sakineh. Esperemos que a fé islâmica, em sua pureza e raiz, consiga flexibilizar o governo iraniano em sua decisão sobre o destino final desta mulher.

Maria Clara Lucchetti Bingemer – Maria Clara Lucchetti Bingemer, teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio.

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* O Islã contra o BlackBerry.

segunda-feira, agosto 9th, 2010

La Repubblica

De celular de sucesso a perigo público. Aquilo que fez a sorte do BlackBerry, isto é, a facilidade de acesso à Internet, a possibilidade de receber e-mails em tempo real e trocar mensagens em qualquer lugar em que se encontre, está se tornando uma condenação.

Na Arábia Saudita, onde circulam pelo menos 750 mil BlackBerrys, foram bloqueados a partir desta sexta-feira os serviços de gestão de correio eletrônico e tráfego na Internet.

O mesmo destino será dado, a partir de outubro, aos 500 mil celulares em uso nos Emirados Árabes. Um outro país islâmico, a Indonésia, ameaça cancelar os mesmos serviços. Problemas também na Índia, porque o governo pediu explicitamente à empresa produtora, a canadense Research in Motion, que disponibilize, em caso de necessidade, os dados das comunicações.

Para a RiM, essa série de decretos está se tornando um problema, principalmente em nível de imagem, apesar dos 100 milhões de unidades vendidas nos 175 países onde a empresa opera.

Por que o BlackBerry dá tanto medo? E por que ninguém protesta contra os outros smartphones? O problema está no fato de que o BlackBerry não é um celular como os outros. Não funciona com as operadoras telefônicas normais, com base em protocolos standard e públicos, mas é uma verdadeira infra-estrutura à parte, composta por centenas de servidores espalhados em todo o mundo, principalmente no Canadá e na Europa.

Os dados, na prática, viajam em código e não usam as redes telefônicas normais. Isso permite que a RiM ofereça aos usuários das empresas às quais coloca os servidores à parte à disposição, uma proteção das mensagens elevadíssima. Os governos não gostam de serem tirados fora, e sem o código fonte da empresa de produção não se pode interceptar.

“Não daremos a nenhum governo as chaves de acesso aos nossos BlackBerry”, diz Mike Lazaridis, fundador e co-diretor executivo da RiM. “Permitir que os governos controlem as mensagens coloca em risco a relação de confiança com os nossos clientes, dentre os quais estão as maiores empresas do mundo e muitas empresas que se ocupam com segurança. Com relação a esse ponto, não é possível nenhum compromisso”.

As autoridades sauditas respondem que tudo isso é contrário às exigências de segurança nacional. Mas talvez o motivo dessa inesperada hostilidade com relação ao BlackBerry nasce do temor de que esse código fonte já esteja, na realidade, nas mãos de superpotências como a Rússia e a China, obtido em troca da possibilidade dada à RiM de penetrar nesses mercados.

“São boatos absolutamente ridículos”, rebate Lazaridis. “Os clientes podem continuar tendo confiança na integridade dos nossos sistemas de segurança, sem temer nenhum repensamento”.

Porém, para evitar riscos de espionagem, o governo francês ordenou aos seus agentes secretos que não usem esses celulares. E o BlackBerry usado pelo presidente dos Estados Unidos, Obama, foi secretamente modificado.

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* Muçulmanos Indonésios tentam deter o ‘Cristianismo’ evangélico.

quarta-feira, julho 28th, 2010

Em uma assembléia na grande mesquita Al Azhar, os líderes das nove organizações muçulmanas anunciaram os resultados do Congresso Islâmico de Bekasi que aconteceu em 20 de Junho de 2010, onde eles concordaram em estabelecer um centro de missões para a paralisação do “Cristianismo”; formar um exército jovem Laskar Pemuda e pressionar a aplicação da Sharia (lei muçulmana) na região, reportou o jornal Jakarta Post.

Observando um aumento no número de Igrejas em casas, organizações muçulmanas acusaram cristãos de Bekasi de proselitismo agressivo.

O Reverendo Simon Timorason do Fórum de Comunicação Cristão de Java Ocidental (FKKB), no entanto, relatou a CDN que os cristãos naquela área não evangelizam e se encontram em pequenas reuniões caseiras devido à falta de um local oficialmente reconhecido para devoção.

Muitos seminaristas cristãos formados preferem ficar em Java a mudar-se para ilhas distantes, Timorason adicionou, fazendo Java Ocidental o lugar ideal para lançar novas reuniões caseiras de denominações diferentes. Mas a vizinhança somente vê a multiplicação de Igrejas, ele diz, e por isso suspeitam que os muçulmanos estejam se convertendo ao cristianismo.

Cerca de 200 pessoas participaram do Congresso que aconteceu no dia 20 de Julho, representando organizações locais assim como o Fórum de Discussão Inter-religioso de Bekasi (Bekasi Interfaith Dialogue Forum), Movimento contra Apostasia (muçulmana) de Bekasi ( Bekasi Movement Against Apostasy), Assembléia Muçulmana Local e o Conselho Indonésio de Ulema (Muhammadiyah and the Indonesian Ulema Council - MUI) – duas das maiores organizações Muçulmanas da Indonésia – e a Frente Defensora Islâmica (Islamic Defenders Front - FPI), conhecida por sua oposição agressiva contra Cristãos e outros grupos não-muçulmanos

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* Você torce pelo Manchester United, Milan, Barcelona ou…Brasil?

segunda-feira, julho 26th, 2010
“Não às camisas com símbolos satânicos ou de outras religiões”: líderes islâmicos contra alguns times de futebol

Agência Fides

- Os jogadores muçulmanos e todos os fiéis muçulmanos não devem vestir as camisas de futebol de times com símbolos satânicos, nem de outras religiões: como por exemplo, a camisa do Manchester United, porque representam o diabo; ou a do Milan e do Barcelona, que trazem no emblema uma cruz, assim como a das seleções do Brasil, de Portugal, da Servia e da Noruega.

É o que afirma dois ulama malaios em declarações públicas que suscitaram um amplo debate e protestos dos jovens malaios. “Um muçulmano não deve cultuar símbolos de outras religiões ou do diabo”, disse Nooh Gadot, ulama do Conselho religioso de Johor, ao Sul de Kuala Lumpur.

Segundo o líder, as camisas do Manchester United, prestigioso clube inglês, muito popular na Malásia, são “pecaminosas” e “perigosas” porque “glorificam o diabo”: sendo que os próprios jogadores do time são chamados de “Red devils”, isto é, “diabos vermelhos”.

O líder disse que um verdadeiro muçulmano não deve comprá-las ou aceitá-las como presente. O Manchester United tem uma grande torcida no país, tanto que em 2006 foi estabelecido um acordo promocional entre o time e o órgão turístico da Malásia.

Um outro líder muçulmano, Harussani Zakaria, mufti do estado de Perak (Malásia do Norte), concordou: “O diabo deve ser combatido e não celebrado”, disse, e “ao se vestir uma camisa que o representa, promove-se satanás”. Muitos jovens malaios reagiram protestando nas redes sociais como Facebobok e Twitter, perguntando-se divertidos se “os ulama não seriam talvez torcedores do Liverpool”.

A Malásia é um país onde o islã tem uma face moderada mas, segundo os estudiosos “nos últimos anos houve um processo de progressiva islamização que deu um papel privilegiado à sharia na cena pública”, observou à Fides o missionário Pe. Paolo Nicelli PIME, especialista no assunto.

Por exemplo, no passado, aconteceu com símbolos de outras religiões, como aconteceu com um controvertido pronunciamento de alguns líderes muçulmanos contra a antiga prática do yoga, criticada por conter elementos hindus.

“Está em andamento no país a tentativa de proteger os muçulmanos das contaminações de outras religiões e culturas, e assim preservar a pureza do islã”, explica à Agência Fides o frade Augustine Julian FSC, Secretário da Conferência Episcopal da Malásia.

Por outro lado, “as jovens gerações tendem a não seguir tais indicações e a distanciarem-se das prescrições religiosas”. “A moda e o estilo de vida ocidental são vistos com suspeita”, observa o religioso. “Segundo alguns líderes, a Malásia deveria tornar-se um país muçulmano modelo do Sudeste asiático, a exemplo da Arábia Saudita.

Os mufti têm a prerrogativa de controlar e estabelecer a legitimidade dos costumes para os muçulmanos e têm influência no governo. E, mesmo que as prescrições não sejam válidas para as minorias não-muçulmanas, uma mentalidade seria criada ao longo do tempo. Entre altos e baixos, entre anúncios censores e rumores liberais da sociedade, o processo de islamização avança e veremos se terá êxito nos próximos anos”, conclui o religioso.

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* Síria. O desafio de uma igreja antiga no Oriente Médio.

quinta-feira, julho 22nd, 2010
Ainda que o cristianismo em Damasco tenha suas raízes nos tempos anteriores a São Paulo, a pequena comunidade atual luta por sobreviver.Precisamente porque a Igreja é uma minoria em terra muçulmana, cada cristão sai da pauta cultural, explica o arcebispo Samir Nassar, de Damasco.O prelado, que cumpriu 60 anos em 5 de julho, serve a Igreja local desde 2006.

Nesta entrevista, ele fala das dificuldades enfrentadas pela Igreja, mas também das razões para a esperança.

Damasco, onde o senhor é arcebispo, é uma cidade que está no coração do cristianismo, onde São Paulo perdeu a vista e a recuperou novamente. Poderia nos falar da situação atual dos cristãos em Damasco?

Dom Nassar: A Síria é um país cristão muito antigo. Nela, há 33 mil igrejas. A Síria era predominantemente cristã e ainda temos muitos lugares cristãos famosos. Temos muitas igrejas cristãs que ainda estão vivas. Os cristãos no país não são convidados; têm suas raízes e viveram ao lado dos muçulmanos desde o século VII.

O cristianismo, no entanto, estava profundamente enraizado na Síria antes do Islã. Sim, antes de São Paulo, porque São Paulo foi batizado e foi capaz recobrar a vista em Damasco, o que significa que o cristianismo existia aqui antes de São Paulo.

Como são os cristãos na Síria hoje?

Dom Nassar: Temos três tipos de igrejas. Em primeiro lugar, temos as igrejas monofisitas, que são as ortodoxas sírias e as ortodoxas armênias; têm seu patriarca, que mora em Damasco.

Depois, temos a ortodoxa grega, a maior igreja da Síria; e finalmente, temos muitas igrejas católicas. Além disso, certamente, há algumas igrejas protestantes.

Todas essas igrejas são muito antigas, exceto as protestantes, que chegaram durante o último século; as demais igrejas se remontam aos apóstolos.

Eu pertenço à Igreja Maronita, que foi fundada no século V por São Maron, um monge que costumava morar em algum lugar entre Alepo e Antioquia. Nos primeiros mil anos, estivemos na Síria e, depois, mudamos para as montanhas libanesas; agora estamos em todos os lugares, na Austrália, na América. Mais da metade da população está fora do Oriente Médio.

Voltemos à Síria. Que porcentagem da população da Síria é cristã?

Dom Nassar: Oficialmente, somos cerca de 8%. Alguns dizem que não passamos de 5%. Somos uma minoria. Isso seria mais ou menos um milhão de pessoas, em uma população de 21 milhões.

Que outras tradições religiosas existem na Síria, além do cristianismo?

Dom Nassar: Temos o islã sunita – ou islã ortodoxo –, que representa quase 80%. Também existe o islã chamado alauíta, cerca de 10% [os alauítas são o grupo religioso minoritário mais importante da Síria e se consideram como uma seita do islã xiita. Os alauítas se distinguem da seita religiosa dos alevitas turcos, ainda que compartilhem uma origem comum, N. da R.]. Os demais são cristãos.

Como o senhor descreveria a relação atual entre cristãos e muçulmanos na Síria?

Dom Nassar: Vivemos juntos durante 1.400 anos. Algumas vezes, tivemos problemas, mas vivemos juntos. Compartilhamos e vivemos juntos e, no meu bispado em Damasco, tenho uma mesquita precisamente do lado do meu quarto, e por isso escuto suas orações e eles podem escutar a nossa oração também. Coexistimos no dia-a-dia.

O senhor tem um contato pessoal com os imames e os demais representantes?

Dom Nassar: Sim, claro, muitas vezes. Eles vêm até nós no Natal e na Páscoa, e nós os visitamos durante o Ashura, o Ramadã ou o Eid-ul-Fitr. Somos realmente uma família.

Como se preservou a tolerância com relação aos cristãos na Síria? Em todos os lugares ao redor, como no Iraque e em outros países, a relação entre muçulmanos e cristãos foi intensamente afetada…

Dom Nassar: A tolerância foi preservada devido ao governo, que cuida das minorias. Não deixam que surjam problemas entre muçulmanos e cristãos. O governo tem um papel muito importante nisso e teve êxito.

A Igreja na Síria enfrenta muitos desafios. O senhor poderia nos falar um pouco deles, já que se trata de uma minoria dentro de um ambiente de predomínio muçulmano?

Dom Nassar: Somos uma minoria muito pequena, entre 5% e 8%, e esse é o principal desafio; somos poucos em uma sociedade predominantemente muçulmana. Os muçulmanos não nos obrigam à conversão, mas se a família cristã vive, por exemplo, em um prédio com 12 famílias muçulmanas, os filhos brincam com seus filhos, vão à escola com seus filhos e, pouco a pouco, aprendem mais da fé muçulmana que da cristã. Estamos perdendo presença porque somos poucos em número e não temos bastante apoio local para permanecer juntos, reforçar nossa fé, ensinar nossos filhos e conservá-los em nossas igrejas locais.

Uma criança cristã frequenta uma escola local, que é de maioria muçulmana; lá, as crianças cristãs aprendem o Alcorão e o Islã. Elas se tornam muçulmanas?

Dom Nassar: Pouco a pouco, vão se familiarizando mais com o Alcorão e com Maomé que com Jesus Cristo. Nós lhe damos uma hora de catequese e, para isso, temos de enviar um ônibus ou um carro para trazer as crianças e depois levá-las de volta. Algumas vezes elas vêm, outras vezes não, e uma hora de catequese não é suficiente. Então, tentamos encontrar a forma de conservar a nossa Igreja viva nesta terra da Bíblia.

Se uma moça deseja se casar com um muçulmano, ela tem de se converter?

Dom Nassar: Sim, é um problema. E se um cristão quiser se casar com uma muçulmana, também tem de se converter. Esta é uma lei muito antiga e não pode ser mudada. Ninguém obriga esse homem a se casar com uma moça muçulmana, mas 95% das moças são muçulmanas, apenas 5% são cristãs; há mais opções do lado dos 95%, então, quando se casam, também perdemos nossa gente.

E quanto à questão da conversão? Há muçulmanos que vão às igrejas católicas maronitas, interessados em converter-se? Como o senhor responderia a este tema da conversão, sendo que no Islã a conversão é castigada com a morte?

Dom Nassar: Isso é fanatismo, mas muitos muçulmanos vêm à nossa igreja; aprendem o catecismo, acompanham nossos encontros, mas não podem ser batizados. Se quiserem, podem ser cristãos no seu coração, mas não podem mostrar isso.

Então são… cristãos escondidos?

Dom Nassar: Não podem mostrar, mas nós os recebemos de coração aberto e alguns vêm à Missa diariamente, aos estudos da Bíblia e à catequese, Vêm, mas para os de fora, eles têm de permanecer sendo muçulmanos.

Então, o senhor tem de ter muito cuidado; quando um jovem vem até o senhor e deseja se converter, como o senhor lida com a situação?

Dom Nassar: Posso recebê-lo, mas não posso batizá-lo, para não ter problemas com o governo… Mas é uma Igreja feliz. Não somos muitos, mas somos uma pequena Igreja muito ativa e dinâmica; temos uma vida ecumênica belíssima. Trabalhamos juntos. Em Damasco, somos 9 bispos: 5 ortodoxos e 4 católicos, e nos reunimos uma vez ao mês para compartilhar nosso trabalho pastoral, rezar juntos e organizar nosso trabalho. E tudo vai bem. Na Igreja, quando as pessoas vêm à Missa, não são somente católicos; alguns são ortodoxos e outros, cristãos. Minha gente também vai à Missa na igreja ortodoxa, e isso nos torna quase uma família.

O que seria do Oriente Médio sem a Síria? No sentido de que a Igreja Católica no Iraque está desaparecendo rapidamente e assim está ocorrendo em todo o Oriente Médio, exceto no Líbano, mas inclusive lá os jovens estão indo embora…

Dom Nassar: Se você olha para o Oriente Médio, tem a guerra entre a Turquia e o Curdistão, tem a guerra no Iraque, a guerra entre os palestinos e Israel, a guerra do Líbano; e a Síria é o único país pacífico na região. É por isso que todo mundo vem para a Síria, porque é o único lugar pacífico para viver, para trabalhar, para rezar e aprender; é uma cidade universitária. Sem a Síria, a maioria das pessoas abandonaria o Oriente Médio. Iriam embora, emigrariam.

O senhor tem esperança na Igreja?

Dom Nassar: Tenho que ter. Somos a Igreja da esperança. Não podemos ser pessimistas; esta é a nossa fé para nos convertermos em mártires. Vi alguns iraquianos cristãos que são felizes, apesar da perseguição. Jesus Cristo, depois de tudo, foi um refugiado, um mártir, e me dá a força na minha fé neste mundo; e é belíssimo demonstrar quão importante é para nós permanecer aqui.

Esta entrevista foi realizada por Marie-Pauline Meyer para “Onde Deus Chora“, um programa rádio-televisivo semanal produzido por Catholic Radio and Television Network (CRTN), em colaboração com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre.

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* Professor Católico tem mão cortada na índia por supostas ofensas a Maomé.

quinta-feira, julho 15th, 2010

Um grupo de criminosos desconhecidos deceparam a mão e o braço direito de um professor universitário, acusado de difamar o profeta Maomé. O fato ocorreu neste fim de semana em Muvattupuzha, distrito de Ernakulam.
Sajan K. George, presidente da organização Global Council of Indian Christians condena esse ato bárbaro e relembra que a sharia não é a lei da Índia.

De acordo com a polícia, o professor TJ Joseph, sua mãe e irmã (freira católica) estava voltando com sua família da missa de domingo quando um grupo em uma van o fechou, quando já estava perto de sua casa. Após forçar Joseph a sair do carro, eles o atacaram com facas e espadas, e então deceparam a mão e o braço direito do cristão.

O professor foi levado imediatamente ao hospital em Muvattupuzha, e então foi transferido para outro local, especializado em cirurgias de reconstituição, onde os médicos tentaram implantar a mão de Joseph. O professor também sofreu ferimentos graves em seu corpo, e precisa de cirurgia Plástica.

Joseph, professor da Universidade Newman, estava em liberdade condicional. Em março, ele preparou uma prova para seus alunos que, de acordo com os muçulmanos, continha perguntas ofensivas a Maomé.

Devido a uma série de protestos de grupos muçulmanos, ele foi suspenso da escola. Mais tarde, Joseph se desculpou publicamente por seu “erro inconsciente”. A mãe do cristãos conta que seu filho continuou a receber ameaças.

Enquanto isso, a polícia encontrou a van dos criminosos, vazia, e o “número de registro do veículo é falso”. Um dos presos é ativista da Frente Popular da Índia, um grupo de direita antes chamado de Frente de Desenvolvimento Nacional, muito forte em Kerala.

A irmã de Joseph, Mary Stella, afirma que os “criminosos destruíram a janela do carro e pularam em seu irmão para matá-lo”, ela conta. “Minha pobre mãe, que estava no carro conosco, testemunhou o crime”.

O ministro da educação, M. A. Baby, condenou o acidente, expressando seu desagrado pois uma simples pergunta de prova foi transformada em um conflito religioso.

Sajan K. George quer que a justiça seja feita o mais rápido possível, e espera que “a queixa não desapareça dos registros da polícia por causa de ameaças de muçulmanos em Kerala”.


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* Portugal e Europa caminham para a “arabização” de sua cultura?

domingo, julho 11th, 2010

Fonte:  Público

Se o escritor de ficção científica Philip K. Dick vivesse, já não precisaria da sua imaginação distópica para distorcer o futuro. Poderia ser um escritor naturalista. Esse futuro que nas histórias de Dick parecia delirante está agora bem plantado à nossa frente, no tempo útil das nossas vidas. Consultando as estatísticas ficamos inteirados da boa nova: a longo prazo, não estaremos mortos. Estaremos extintos.

Muita gente tem alertado para o declínio demográfico que ameaça o mundo ocidental como o conhecemos. Esse declínio converteu-se no primeiro problema para o nosso modo de vida dos últimos 60 anos. Até temos algumas ideias de como devemos enfrentá-lo, mas hesitamos, em parte porque estamos sobretudo focados noutras pragas (as alterações climáticas, a especulação bolsista), noutra parte porque ainda vivemos na doce ilusão de arranjar maneira de salvar a nossa pensão de reforma. No entanto, comparado com o meteorito que será os países europeus ficando aceleradamente sem população, tais preocupações parecem menores ou acessórios. Se não houver gente, faremos o quê?

Em 2003 a idade média na Europa era de 37,7 anos. Em 2050, segundo um estudo da Brookings Institution, um think-tank norte-americano, essa média rondará os 52,3 anos, bem acima dos 35,4 previstos para os Estados Unidos. Praticamente todos os países europeus sofrerão baixas acentuadas nas suas taxas de população. Por exemplo, a Itália cairá 22 por cento e a Estónia 52 por cento. E Portugal também. Para começar, o INE revelou há dias que em 2009 tivemos mais óbitos do que nascimentos.

Daqui a 40 anos viveremos na sociedade mais envelhecida que provavelmente existiu na história do mundo. Os novos serão minoritários, os velhos maioritários. Politicamente será um facto dramático. E sabem o que acontece às sociedades dominadas por anciãos? Mais tarde ou mais cedo definham.

Ao mesmo tempo, eis o que também tem acontecido: as taxas de fertilidade no mundo muçulmano têm continuado o seu ritmo imparável. Desde 1970 que têm sido responsáveis por grandes subidas da população mundial. Há hoje muito mais muçulmanos na Europa vivendo como muçulmanos, isto é, conservando os seus hábitos religiosos e rejeitando o secularismo ocidental.

Essas tendências da natalidade não-ocidental suscitam também conspirações de poder em torno de uma suposta arabização da Europa. O certo é que os países europeus também não escaparão ao choque cultural dentro de portas. Na verdade, já o conhecem.

Imaginam uma Europa sem Portugal, sem a Suécia, a Europa de 2200 ou 2300? Falarão aqueles que viverem nessa altura daquilo que nós fomos, tal como nós falamos da civilização maia ou dos romanos?

Um dos grandes paradoxos da Europa é que nenhum outro recanto do mundo ofereceu tanta afluência e bem-estar às suas populações para que cuidassem da sua própria subsistência e renovação. A Europa é que deveria ser, e em certo sentido até se imaginou dessa forma, o verdadeiro “fim da história”.

Mas a anomia europeia explica bem por que é que a afluência económica e o bem-estar social não chegam para manter uma cultura. As coisas e as estatísticas demográficas são o que são.

O historiador inglês Arnold Toynbee escreveu há muito tempo: “As civilizações morrem por suicídio, não por assassinato”. E é mesmo certo na história das grandes civilizações que a seguir à decadência vem a extinção. A crise demografia é a mãe das nossas crises. Jurista

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* Aumenta a violência contra os cristãos: novo “Relatório sobre Minorias Religiosas” dos Bispos paquistaneses.

sexta-feira, julho 2nd, 2010
Novo “Relatório sobre Minorias Religiosas” dos Bispos paquistaneses

A onda de violência contra as minorias religiosas “aumentou em 2009-2010” e a lei sobre a blasfêmia é uma “uma espada de Damocle sobre as minorias”; a liberdade religiosa “foi reduzida a um mito”, e “diante da apatia do governo, emergem ações a fim de proteger os direitos humanos no Paquistão”: é o que afirma o novo Relatório Anual sobre as Minorias Religiosas no Paquistão 2009-2010, apresentado e difundido pela Comissão “Justiça e Paz” da Conferência Episcopal do Paquistão.

O Relatório enviado à Agência Fides examina o fenômeno da discriminação social e da intolerância religiosa que assolam o país. “É um trabalho de documentação que recolhe todas as informações sobre as difíceis condições das minorias religiosas, sobretudo dos cristãos. Os problemas principais estão ligados à lei sobre a blasfêmia, às conversões forçadas, discriminações, violências, ameaças à liberdade religiosa.

O quadro que emerge é crítico e merece uma grande atenção do Paquistão e outros países” – explica á Agência Fides Pe. Emmanuel Yousaf Mani, Diretor da Comissão “Justiça e Paz”.

“Um dos capítulos é dedicado aos problemas provocados pela lei sobre a blasfêmia, lei que se tornou a nossa grande preocupação porque é injusta e errada e causa o sofrimento de muitas pessoas por causa de acusações totalmente falsas” – afirma Pe. Mani.

O caso do católico Rehmat Masih, 73 anos, de Faisalabad, é um exemplo a propósito. “Infelizmente, os abusos são cotidianos: por isso lançamos uma forte campanha abolicionista”. “A sociedade civil do Paquistão apoio esta campanha. 95% da comunidade muçulmana nos apoia. Somente uma minoria extremista é contrária. Essa minoria tem o poder de condicionar e determinar as políticas nacionais porque os políticos no Governo e no Parlamento, estão envolvidos e são influenciados.

Os grupos fundamentalistas usam também meios para amedrontar as pessoas. Não existe vontade política para abolir tal lei”.

Segundo o Relatório, os abusos na lei sobre a blasfêmia continuam a ser registrados em todo o país. Em 2009, houve 112 casos, que tiveram como alvo 57 ‘ahmadi’, 47 muçulmanos e 8 cristãos. No total, entre 1987 (quando entrou em vigor) e 2009, 1.032 pessoas foram injustamente acusadas.

Também estão aumentando os episódios indiretos de intolerância religiosa: 9 ataques a igrejas e bairros cristãos, alguns muito graves (em Gojra, Sialkot e Kasur) que causaram mortos e feridos.

O Relatório se concentra nas propriedades injustamente subtraídas a minorias não-muçulmanas (contra igrejas, templos, cemitérios e institutos pertencentes a cristãos ou outras comunidades religiosas).

Um capítulo é dedicado à erosão da liberdade religiosa, o que se verifica em meio à desinformação da opinião pública: às minorias, são negadas licenças para construir locais de culto; muçulmanos que querem se converter a outras crenças são ameaçados. Enfim, em 2008, houve 414 casos de conversões forçadas de cristãos e outros fiéis ao islamismo, e no total, entre 2005 e 2009, os casos recenseados – os mais visíveis – foram 622.

Agência Fides

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* O lugar do Islã no plano de salvação? Remeter Deus ao centro!

quarta-feira, junho 30th, 2010
Entrevista com o famoso islamólogo Pe. Samir Khalil Samir

Por Mirko Testa

Diante de uma modernidade que tende com frequência a esquecer ou mesmo excluir Deus do horizonte dos homens, o papel confiado ao Islã no plano da Salvação poderia ser o de estimular a remeter a fé ao centro da vida É o que pensa Pe. Samir Khalil Samir, sacerdote jesuíta e relator geral do Sínodo Especial para o Oriente Médio, a ser realizado em outubro deste ano no Vaticano. Nesta entrevista , Pe. Samir aprofunda a questão do papel da cultura islâmica no mundo contemporâneo.

Doutor em teologia oriental e Islamologia, Pe. Samir leciona ciências da religião na Université Saint-Joseph de Beirute e é professor de estudos islâmicos junto ao Pontifício Instituto Oriental de Roma e em outras universidades.

É ainda fundador e diretor do CEDRAC (Centre de documentation et de recherches arabes chrétiennes), com sede em Beirute, único centro no mundo dedicado integralmente ao estudo da cultura árabe mantido por cristãos.

Porque o tema central do encontro da Oasis foi a educação?

Padre Samir: O problema que hoje vivemos, seja na Igreja, seja no Islã, é que nem sempre conseguimos transmitir a fé às novas gerações. A pergunta que nos fazemos é: de que maneira devemos repensar a fé para os jovens – também nas paróquias e mesquitas, nos discursos dirigidos a seus fiéis?

É isso o que pretendemos: fazer uma avaliação de qual é, no Líbano, a experiência cristã, a experiência muçulmana sunita e a experiência muçulmana xiita neste âmbito. Queremos comparar, colher as dificuldades comuns e buscar respostas em conjunto. Creio que este seja o objetivo primordial de nosso encontro, em vista de um diálogo entre as culturas de fé cristã e de fé muçulmana.

Que efeitos poderiam ser produzidos nos mundos cristão e muçulmano com o desaparecimento das Igrejas do Oriente Médio?

Padre Samir: O desaparecimento das Igrejas no Oriente Médio seria, em primeiro lugar, uma perda para toda a cristandade pois, como dizia João Paulo II, a Igreja tal qual vivida por cada ser humano conta com dois pulmões, o oriental e o ocidental. Ora, as Igrejas orientais tiveram sua origem aqui na Terra de Jesus, nos territórios do Oriente Médio por onde Cristo passou. E se essa experiência, estes milênios de tradição forem perdidos, a perda será de toda a Igreja.

Mas não é só: se os cristãos deixarem o Oriente Médio, faltaria aos muçulmanos justamente aquele elemento de diversidade que os cristãos oferecem. Diversidade de fé, porque os muçulmanos nos perguntam todos os dias: “o que querem dizer ao afirmar que Deus é trino? Isto nos parece contraditório”. E nós dizemos “o que querem dizer quando afirmam que Maomé é um profeta? Quais são os critérios que para vocês definem um profeta? E o que significa dizer que o Corão é de Deus? Em que sentido vocês afirmam descender de Maomé? Nós cristãos dizemos que a Bíblia é de inspiração divina porém mediada por autores humanos, mas, para os muçulmanos, não há mediação com Maomé.

Questionamentos como estes oferecem ainda um estímulo para a civilização e para a sociedade civil. Seria uma grande perda porque há o risco de assim erigir uma sociedade, um Estado, baseado na sharia como ocorreu no século VII na região da Península Arábica, ainda que para os muçulmanos a sharia é genérica e permaneça válida para todos os séculos e todas as culturas.

Este é o principal desafio do Islã: como pensar o Islã hoje? A ausência dos cristãos tornaria este problema ainda mais difícil.

Poderá haver um Iluminismo para o Islã?

Padre Samir: Para o ocidente e para a Igreja, o Iluminismo representou uma renovação na concepção da fé, que se permitiu inspirar-se pela cultura e pela crítica a ele associados. O Iluminismo significou trazer plena luz sobre a realidade da fé. O risco para quem crê é o de partir apenas do fenômeno religioso, que é uma dimensão parcial da vida humana e da vida da sociedade.

Se não confrontarmos este fenômeno religioso com a ciência, com os direitos humanos, com o desenvolvimento da psicologia e das ciências humanas e com as diferentes culturas do mundo, não alcançaremos um cristianismo aberto ou, no caso concreto, um Islamismo aberto.

A sua pergunta é: seria o Islã capaz de um movimento de cunho iluminista? Em tese, sim. Temos exemplos históricos nos séculos IX e X. Este foi um Iluminismo suscitado por cristãos siríacos provenientes da Síria, da Palestina e do Iraque, que haviam assimilado a cultura helenística e transmitiram-na, produzindo assim gerações de pensadores muçulmanos que a aplicaram ao Corão, aos dogmas e às tradições sacras.

Este fenômeno prosseguiu até o século XI, para então perder força e morrer lentamente, devido à reação Islamista, uma reação estritamente religiosa com a exclusão da filosofia, por exemplo, da crítica religiosa histórica. Uma condição, portanto, é a de que haja cada vez mais muçulmanos estudando todas as ciências e dispostos a estudar o texto do Corão com um texto da literatura árabe, aplicando a ele os mesmos critérios.

O objetivo principal é partir de uma visão histórica desmistificada. E acredito que veremos uma tal releitura crítica e também religiosa do Corão: fé e cultura, fé e ciência, fé e razão. Este era o aspecto essencial do discurso de Ratisbona de 12 de setembro de 2006 e assim permanece, ainda que tenha representado um choque para muitos muçulmanos em particular e também para alguns cristãos orientais culturalmente islamizados.

De que maneira podemos inserir o nascimento e a difusão do Islã no contexto do plano salvífico?

Padre Samir: Esta é uma pergunta delicada, porém legítima. Podemos exprimi-la assim: “”No que foi dado a nós homens conhecer, teria o Islã um lugar nos planos de Deus?”

No curso da história, os cristãos com frequência se fizeram esta pergunta. A resposta dos teólogos árabes cristãos era que “Deus havia permitido o nascimento do Islã para castigar a infidelidade dos cristãos”. A meu ver, a verdade sobre o Islã pode ser associada à divisão entre os cristãos orientais, divisão esta frequentemente devida a motivações nacionalistas e culturais ocultas atrás das fórmulas teológicas. Esta situação os impediu de anunciar a Boa Nova aos povos – algo que o Islã fez, parcialmente!

O Islã restabeleceu a fé em um só Deus, o chamado a dedicar-se completamente a Ele, a mudar a própria vida a fim de adorá-lo. Trata-se de uma reação sadia, na continuação da tradição bíblica judaico-cristã. Mas, para alcançar tal êxito, eliminou todos os elementos que pudessem criar dificuldades: a natureza humana e ao mesmo tempo divina de Cristo; o Deus uno e trino, que é diálogo e amor; e o fato de Cristo ter se mantido obediente até sua morte na cruz, que tenha sido esvaziado de si mesmo por amor a nós!

É, portanto, uma religião racionalizada, não no sentido do Espírito e da racionalidade divina, mas no sentido de ser simplificada naqueles aspectos que a razão não pode aceitar. O Islã se apresenta como a terceira e última religião revelada… e, para nós cristãos, obviamente não é. Após o Cristo – que o Corão reconhece como Palavra de Deus, Verbo de Deus, é incompreensível a nós que Deus possa ter enviado um outro Verbo que é o Corão.

Mas então qual é o papel do Islã no plano de Deus?

Padre Samir: Creio que para nós cristãos seja um estímulo para nos reportarmos ao fundamento de todas as coisas: Deus é o único, a Realidade Última! Que é também a afirmação hebraica e cristã fundamental, retomada no Corão na belíssima sura 112: “Dize: Ele é Deus, o Único! Deus! O Absoluto!”. Uma afirmação que as ocupações da vida moderna nos fazem esquecer. O Islã nos lembra que se Cristo é o centro da fé cristã, o é sempre em relação ao Pai; para permanecer na unidade, ainda que o Corão não tenha compreendido o que seria o Espírito Santo.

Nós somos diariamente questionados pelos muçulmanos a respeito de nossa fé, e isto nos obriga repensá-la continuamente. Agradeço aos muçulmanos por suas críticas, pois as fazem tendo em vista a reflexão e não a polêmica. Diria o mesmo dos questionamentos colocados pelos cristãos.

Nossa vocação, como cristãos do Oriente, é a de viver junto aos muçulmanos, gostemos ou não. É uma missão! Pode por vezes ser difícil, mas devemos viver juntos. Por essa razão, diria que cabe aos muçulmanos defender a presença cristã e aos cristãos a presença muçulmana. De fato, não cabe a cada um de nós defender a si mesmo, pois assim se estabelece o desencontro.

Espero assim que o Sínodo sobre o Oriente Médio, que será celebrado entre os dias 10 a 24 de outubro deste ano, auxilie a nós cristãos tanto do oriente como do ocidente, mas que possa também servir também aos muçulmanos, ao repensarem o significado do plano Divino e redescobrirem, na amizade e talvez no confronto: porque estamos juntos nesta Terra, a Terra de Jesus, de Moisés e de Maomé? Esta Terra deve verdadeiramente se tornar “Terra Santa”!

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* Quatro cristãos evangélicos são presos nos E.U.A. depois de compartilhar a fé.

quinta-feira, junho 24th, 2010

Quatro cristãos foram presos sexta-feira passada depois de terem uma discussão aberta sobre sua fé com os muçulmanos no Festival Internacional de árabes em Dearborn, Michigan , relatórios MNN.

O grupo de crentes eram do grupo Apologético Atos 17 e aparentemente tinham ido ao festival para iniciar conversas sobre Cristo. Outros grupos de missões , incluindo os voluntários da Parceiros E3 , e a Voz dos Mártires, e Josh McDowell ministérios, também estiveram presentes na Convenção de 300 mil pessoas, vários grupos , incluindo Atos 17.

Todd Nettleton da a Voz dos Mártires diz que os crentes estavam gravando um video de debate com os partipantes da covenção.

Nenhum dos muçulmanos envolvidos nas conversas parece ter chamado a polícia , em vez disso , um voluntário próxima convenção policial apontou nessa direção.

“Ninguém gritou . Ninguém foi acusado . Não havia um tom desrespeitoso para com o Islã . Não houve agressões verbais contra o Islã , não houve ataques verbais contra Mohammad, “diz Nettleton . “Foi apenas uma discussão teológica , a qual, nos Estados Unidos , devemos ser livres para fazer “.

A polícia prendeu Nabeel Qureshi e David Wood, os líderes de Atos 17 , juntamente com Paul Rezkalla e uma mulher chamada Nageen sob a acusação de ” conduta desordeira “. A polícia também levou a gravação de vídeo do grupo, que continha uma conversa pacifica.

Os crentes foram libertos sob pagamento de fiança , mas a polícia até agora se recusa devolver a gravação do vídeo .

Nettleton diz que o propósito de irem à convenção foi para mostrar o amor aos participantes muçulmanos, e ter uma conversa amigável sobre suas crenças .
” É difícil ver como é o desejo de mostrar o amor , o desejo de discutir fé, pode ser interpretado como conduta desordeira “, diz Nettleton . As discussões foram claramente frutífera, pois um muçulmano inha orado para aceitar a Cristo apenas alguns minutos antes das prisões alegado. Não houve nenhuma evidência de que esta conversão teve nada a ver com a prisão , mas a situação deve causar preocupação , independentemente .

“Deve ser uma preocupação para os cristãos que estão em uma rua pública , falando sobre Jesus, pois pode serem interpretado como ‘ conduta desordeira ‘”, observa Nettleton .

Talvez o fator mais marcante das prisões , no entanto, não é o que aconteceu, mas quando isso aconteceu – nos Estados Unidos. Os E.U.A. manteve a liberdade religiosa como um ideal constitucional , uma vez que foi escrita em 1776. Agora, porém, a própria definição de liberdade religiosa parece estar ameaçada.

” Se tivesse acontecido no Paquistão ou na China, quando alguém na rua estivesse falando sobre a sua fé , diríamos , ‘Oh yeah, isso acontece ai “, diz Nettleton , que lideu com muitos casos de perseguição internacional ao longo de seu trabalho com a VOM . ” Mas isso foi nos Estados Unidos , este era um país em que dizemos que temos liberdade religiosa “.

Como devem reagir os crentes americanos ? Nettleton diz que os cristãos não devem reagir com raiva ou descrença , mas com paixão revitalizada para ir ao mundo e fazer discípulos.

“Eu acho que este é um desafio para a igreja americana ser mais ousada em compartilhar a nossa fé “, observa Nettleton , explicando que devemos continuar a partilhar a verdade em amor. “Esto é obviamente algo em que temos de orar “.

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