Posts Tagged ‘Mulher’

* Sexo na mídia estimula violência contra mulher, diz pesquisa.

sexta-feira, março 12th, 2010

Um estudo divulgado nesta sexta-feira afirma que a exposição de crianças e adolescentes a conteúdo sexual na mídia vem reforçando a ideia da mulher como objeto de desejo e alvo de violência doméstica.

O relatório Sexualização dos Jovens, da psicóloga Linda Papadopoulos, encomendado pelo Ministério do Interior britânico, diz que os jovens estão cada vez mais expostos a conteúdo relacionado à sexualidade por meio de revistas, televisão, internet e aparelhos de celular, sem que os pais consigam controlar isso.

Segundo ela, esse conteúdo está “legitimando a ideia de que as mulheres existem para serem usadas e de que os homens existem para usá-las”.

Nesse contexto, a pesquisadora entende que a posição da mulher como alvo de violência doméstica acaba virando comum e até aceitável.

Da sexualidade à violência

O estudo diz que as crianças estão sendo cada vez mais retratadas como adultos, enquanto adultos são infantilizados, o que confunde as noções de maturidade e imaturidade sexual.

Além disso, tanto mulheres quanto homens são levados pela mídia a buscar um ideal de aparência física “fora da realidade”, o que resulta em “insatisfação com o próprio corpo, um reconhecido fator de risco para a autoestima, para depressão e distúrbios alimentares”.

“Um tema dominante em revistas parece ser a necessidade das garotas de se apresentarem como sexualmente desejáveis para atrair a atenção masculina”, diz o estudo.

Seguindo esse mesmo raciocínio de subserviência feminina, a violência contra as mulheres acaba sendo banalizada.

O relatório aponta que, desde 2004, a exibição na TV de cenas de violência contra a mulher cresceu 120%, enquanto as de agressão contra adolescentes aumentou 400% no período. Além disso, no cinema, 75% dos personagens e 83% dos narradores são homens.

Papel dos pais e da escola

Papadopoulos entende que essa lógica explica os resultados de uma pesquisa do Ministério do Interior britânico divulgada neste mês.

A análise revelou que 36% dos britânicos acreditam que, em caso de estupro, a mulher deve ser parcialmente responsabilizada se estiver bêbada, e 26% pensam assim no caso de a vítima estar usando roupas sensuais.

A psicóloga cita ainda o dado de que uma em cada três garotas britânicas entre 13 e 17 anos já teve de fazer sexo contra a sua vontade, enquanto 25% delas já sofreram algum tipo de violência física.

Para reverter esse quadro, o relatório defende que os pais acompanhem mais de perto como seus filhos usam a internet e seus celulares e que o Estado tome medidas para coibir a banalização da sexualidade.

A pesquisadora também recomenda que as escolas tragam essa discussão sobre a igualdade de gênero para as salas de aula. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: BBC

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* Mãe, apelidada de Barbie Humana, injeta botox no rosto da filha de 16 anos.

sexta-feira, março 5th, 2010

Picture 3

Uma adolescente de 16 anos acaba de fazer história no mundo obsessivo das intervenções estéticas.

O jornal Daily Mail publicou hoje a história de Hannah: a menina inglesa que começou a se submeter no ano passado, quando tinha 15 anos, a injeções de botox no rosto, aprovadas pela mãe, numa clínica na Espanha. Agora, a própria mãe aplicou uma nova leva de injeções nos músculos faciais da filha (foto acima).

A adolescente explicou candidamente à repórter: ”Eu queria colocar botox por duas razões: previne rugas e todo mundo na minha escola estava falando sobre B”.

Quem diria: botox passou a ser apelidado carinhosamente pelas adolescentes somente pela inicial…B.

Quem a levou a pensar  em botox e, pior, quem aprovou, pagou e aplicou as injeções no rosto de Hannah foi a mãe, segundo o tabloide inglês.

Mães costumam ser modelos para as filhas. E esta certamente é: Sarah Burge já se sujeitou a mais de 100 procedimentos cosméticos dos mais variados níveis e profundidades, a um custo de meio milhão de libras (R$ 1 milhão 350 mil). E por isso ficou conhecida como a Barbie Humana. Sarah trabalha com isso: é esteticista.

A filha recebeu metade da dosagem da substância normalmente administrada em adultos.

Objetivo? Prevenir rugas no futuro.

Hannah hoje tenta celebrar um título mundial: depois de pesquisar na internet, viu muitos exemplos de adolescentes colocando botox aos 16 anos, mas, aos 15, ela seria a mais jovem da história… As primeiras aplicações foram no ano passado, quando era apenas uma debutante na vida – e o espelho passou a ser seu inimigo.

Seu depoimento para o jornal provoca calafrios:

“Eu tinha umas duas rugas na testa e ao lado da boca, e não estava nada contente com isso. Aparência é importante para mim e não quero parecer horrorosa (ugly) quando eu tiver 25 anos. Algumas amigas me disseram que, quanto mais cedo a gente coloca botox, menos rugas a gente tem quando adulta”.

A mãe se considera especialista neste tipo de procedimento, ficou muito excitada, segundo o Mail, com a decisão da filha, e achou sensacional que Hannah tenha sido “franca e honesta” sobre seu desejo, em vez de fazer escondido.

A Barbie Humana, que tem três filhos, se orgulha muito de ter decidido aplicar, ela mesma, as injeções. “Eu seria hipócrita se dissesse não, depois de já ter feito tantas plásticas no corpo e no rosto. “Sei que muitos pais e mães ficarão horrorizados com minha atitude” – disse ela ao Daily Mail – “mas meu envolvimento direto foi uma forma de proteger minha filha de esteticistas charlatães ou inexperientes”.

Sarah, que já fez implantes na bochecha, e vários liftings e lipoaspirações, além de três plásticas no rosto, considera ter tomado uma atitude muito responsável ao assumir pessoalmente a aplicação das injeções.

Mas cirurgiões entrevistados pelo tabloide ficaram chocados com a idade da menina. E alertaram para os perigos dos excessos de botox, que podem provocar paralisia nos músculos faciais.

Hannah, porém, se considera imune a esses perigos. E acha que será jovem eternamente, sem rugas e com a ajuda da mãe, sua musa inspiradora.

O que você acha da história de Sarah e Hannah? A filha é o retrato de uma geração obcecada com a “beleza” e a “juventude”? A mãe agiu certo ou deveria ter proibido a filha de colocar botox, pelo menos antes de ser maior de idade? Ela pode estar usando a filha como cobaia e deveria ser punida?

Fonte: Mulher 7 x 7

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* Profissão: Prostituta. Como ?

quarta-feira, março 3rd, 2010

CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÃO – CBO

Descreve e ordena as ocupações dentro de uma estrutura hierarquizada que permite agregar as informações referentes à força de trabalho, segundo características ocupacionais que dizem respeito à natureza da força de trabalho (funções, tarefas e obrigações que tipificam a ocupação) e ao conteúdo do trabalho (conjunto de conhecimentos, habilidades, atributos pessoais e outros requisitos exigidos para o exercício da ocupação).

O Ministério do Trabalho e Emprego é responsável pela gestão e manutenção da Classificação Brasileira de Ocupações.

***

O Ministério de Estado do Trabalho e Emprego, no uso da atribuição que conferiu o inciso II do Parágrafo único do artigo 87 da Constituição Federal, resolve:

Artigo 1º – Aprovar a Classificação Brasileira de Ocupação – CBO, versão 2002, para o uso em todo o território nacional.

CBO – (CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÃO) Nº 5198 – 05 PROFISSIONAIS DO SEXO

I – Condições gerais de exercício trabalham por conta própria, na rua, em bares, boates, hotéis, rodovias e em garimpos, atuam em ambientes a céus abertos, fechados e em veículos, horários irregulares. No exercício de algumas das atividades podem estar expostas à inalação de gases de veículos, a poluição sonora e a discriminação social. Há ainda dicas de contágios de DST e maus – tratos, violência de rua e morte.

II – Formação e experiência, para o exercício o profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre o sexo seguro, oferecidas pelas associações da categoria. Outros cursos complementares de formação profissional, como, por exemplo, curso de beleza, de cuidados pessoais, de planejamento de orçamento, bem como cursos profissionalizantes para rendimentos alternativos também são oferecidos pelas associações, em diversos Estados.

O acesso à profissão é livre aos maiores de dezoitos anos; a escolaridade média está na figura de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desenvolvimento das atividades ocorre após dois anos de experiência.

III – Áreas de atividades

A – Batalhar programa
B – Minimizar as vulnerabilidades
C – Atender Clientes
D – Acompanhar Clientes
E – Administrar orçamentos
F – Promover a organização da categoria
G – Realizar ações educativas no campo da sexualidade.

IV – COMPETÊNCIA AS PESSOAS

1 – Demonstrar capacidade de persuasão
2 – Demonstrar capacidade de expressão gestual
3 – Demonstrar capacidade de realizar fantasia eróticas
4 – Agir com honestidade
5 – Demonstrar paciência
6 – Planejar o futuro
7 – Prestar solidariedade aos companheiros
8 – Ouvir atentamente (saber ouvir)
9 – Demonstrar capacidade lúdica
10 – Respeitar o silêncio do cliente
11 – Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 – Demonstrar ética profissional
13 – Manter sigilo profissional
14 – Respeitar Código de não cortejar companheiro de colegas de trabalho
15 – Proporcionar prazer
16 – Cuidar da higiene pessoal
17 – Conquistar o cliente

V – RECURSO DE TRABALHO

* Guarda – roupa de batalha
* Preservativo masculino e feminino
* Cartão de visita
* Documento de Identificação
* Gel lubrificante à base de água
* Papel higiênico
* Lenços umedecidos
* Acessórios
* Maquilagem
* Álcool
* Celular
* Agenda

***

De tão absurdo que causa perplexidade!

Não é definição nova do Ministério do Trabalho, mas lá como cá é insustentável em uma minima visão de respeito a dignidade humana.

É a velha lógica do : Não consigo resolver, transformo e ” legitimo “. A mesma lógica da descriminalização da droga.

Ajuda verdadeira seria retirá-los dessa vida.

Não é uma questão de moral “Católica” , é questão de respeito.

Lamentável.

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* Diante da cultura da morte, visão INTEGRAL do ser humano.

quarta-feira, março 3rd, 2010

Entrevista com Laura Tortorella, do instituto “Mulieris Dignitatem”

Por Carmen Elena Villa

Para que o homem e a mulher entendam melhor sua identidade, é necessário que olhem para si mesmos como seres criados à imagem e semelhança de Deus. Que descubram e valorizem seus próprios dons, que são enriquecidos quando se vive a reciprocidade.

As ideologias que recortam esta visão integral e que trazem consequências, como as conferências mundial do Cairo, em 1992, sobre o crescimento da população e a de Pequim, em 1995, sobre a “saúde sexual e reprodutiva”, reduzem de maneira alarmante a dignidade do homem e da mulher e promovem cada vez mais novas manifestações da “cultura da morte”.

Sobre este tema e sobre como assumir a masculinidade e a feminilidade de maneira integral,  Laura Tortorella, do instituto Mulieris Dignitatem para estudos sobre a identidade do homem e da mulher, da Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura – Seraphicum, responde a essa entrevista.

Laura Tortorella é diretora do programa de pós-graduação em “Gestão das crises pessoais e interpessoais”, que procura oferecer soluções às crises do ser humano nas diferentes etapas da vida.

-A Assembleia do Conselho de Estrasburgo aprovou, no último dia 27 de janeiro, um documento sobre a saúde sexual e reprodutiva. A seu ver, quais serão as consequências da posta em marcha deste documento sobre a mentalidade antivida e sobre o feminismo?

Laura Tortorella: O documento fala de “saúde sexual e reprodutiva” referindo-se à possibilidade dada também aos menores, sem informar os pais, de ter acesso à contracepção, ao aborto gratuito e seguro, à esterilização, à fecundação artificial e à livre “orientação sexual”. As consequências de tal documento serão certamente alarmantes: uma aliança (feministas de outras ideologias, lobby farmacêutico), a favor da “cultura da morte”.

-Passaram-se 15 anos desde a Conferência de Pequim sobre saúde sexual e reprodutiva. Como você acha que mudou a mentalidade no mundo com relação ao aborto como direito e à concepção da mulher?

Laura Tortorella: Os programas de ação da Conferência Mundial do Cairo e depois de Pequim contribuíram para criar um clima de “cultura da morte” e o próprio documento da Assembleia do Conselho da Europa, de Estrasburgo, que mencionamos antes, encontra pontos aí.

Está claro que tais ideologias marcaram e feriram profundamente os direitos da pessoa e o direito à vida. Nestes documentos, onde se fala de “direito à saúde sexual e reprodutiva”, na verdade se solicita não tanto o direito à saúde, e sim o direito ao aborto.

Penso que só se pode usar uma arma para deter esta cultura da morte: a formação, sobretudo das novas gerações, em uma cultura da vida. Todas as nações, especialmente as latino-americanas, que ainda conservam tantos valores, deveriam fazer respeitar o valor que ainda pode servir como gancho para salvar a sociedade inteira: a família. Isso se torna mais urgente que nunca, para defender a primeira célula da sociedade dos ataques que recebe.

É justamente na família que as novas gerações podem aprender a respeitar a vida humana. Pensemos na necessidade de uma nova vida, na demonstração cotidiana do cuidado, da educação, do amor recíproco, do respeito. Pensemos no fato de que, por exemplo, na família se aprende a acolher a morte e a entender seu sentido.

-Como este documento feriu o significado de homem e mulher, e da reciprocidade entre ambos?

Laura Tortorella: Pretendendo libertar a sexualidade de cada preocupação e temor, cancelam-se termos como “maternidade”, “paternidade”, “família”, “casamento”, “responsabilidade” no âmbito da sexualidade. Deixam de ser dons e se convertem em direitos, depois se transformam em necessidades, decisões, exigências dos adultos.

Neste clima, tanto o homem como a mulher veem ofuscada a verdade sobre eles mesmos (igual dignidade e queridos por Deus um para o outro), a ser chamados a restabelecer um humanismo que volte a amar a verdade, a única que fará brotar as verdadeiras perguntas, as que levam à compreensão do sentido e que tornam o homem verdadeiramente livre.

-A partir do programa que você dirige, “Gestão das crises pessoais e interpessoais”, como se pode enfrentar esta crise à luz do Evangelho e de uma ética cristã, sem reduzir o papel do homem ou da mulher?

Laura Tortorella: Muitas são as crises que a pessoa deve enfrentar em diferentes etapas da vida. Para gestioná-las, penso na importância de uma correta antropologia: formar as pessoas sobre alguns temas fundamentais e imprescindíveis para a vida.

Esta formação tem o valor pela vida concreta da pessoa porque não tira o foco da verdade: homem e mulher, criaturas de Deus, criados à sua imagem e semelhança. Somente colocando a originalidade masculina e feminina ao serviço do homem e promovendo o diálogo frutífero, a pessoa (homem e mulher), assim como a sociedade, conseguirão encontrar as respostas às aplicações práticas completas.

Creio que a mensagem central da Mulieris Dignitatem, a reciprocidade homem-mulher, pode ser a solução para restabelecer um equilíbrio na sociedade, que leve ao reconhecimento de valores comuns de referência para construir juntos a história: “humanidade significa chamado à comunhão interpessoal”. Os tempos parecem maduros e carregados de expectativas sobre um diálogo frutífero entre homem e mulher, baseado na reciprocidade, na mesma dignidade e na comunhão que leva à resolução de problemáticas atuais inseridas em um horizonte de sentido.

-Há alguns fenômenos aceitos socialmente, como o “direito à morte”, a fecundação in vitro, o não reconhecimento da dignidade do embrião. Como estes fenômenos afetam a psicologia da mulher?

Laura Tortorella: Afetam de maneira diferente o homem e a mulher, porque não levam em consideração a proteção da vida humana. Estas são tarefas comuns para o homem e a mulher. As consequências, quando falta um desses elementos, ainda são comuns hoje: o risco de ser vistos como objetos do mundo, que sabem manobrá-lo, mas inevitavelmente permanecem sufocados.

A maternidade, por exemplo, deveria voltar a ser um bem reconhecido. É a mentalidade que deve mudar novamente, voltando a apreciar a vida humana como o primeiro valor de uma sociedade que pretende ser considerada sociedade civil. Uma nova revolução do amor e de acolhimento da vida humana!

Anos de batalha e de reivindicação das feministas e de outras ideologias causaram um colapso da vida nas areias movediças da indiferença. As consequências disso são evidentes: direito à morte, fecundação in vitro, não reconhecimento da dignidade do embrião são somente algumas das problemáticas que surgem de uma mentalidade fechada na luta antivida. Eu me pergunto de que maneira estes fenômenos repercutem na psicologia da mulher, quem, mais de uma vez, em primeira pessoa, pode ser golpeada por tais problemáticas porque é a mulher quem tem a tarefa de aceitar, socorrer, velar pela vida e está claro que, quando esta não ocorre, devido a culpas que não são somente da mulher, é ela quem, em primeiro lugar, paga as consequências de certas decisões, também do ponto de vista psicológico.

Zenit

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* Falando às mulheres…

sábado, janeiro 30th, 2010

A feminilidade e a sensualidade.

Manuela Melo- Canção Nova

Parece-me que os conceitos sobre “feminilidade” e “sensualidade” estão se misturando de tal forma em nossa sociedade, que as pessoas encontram dificuldades para diferenciá-las. Fui pesquisar em primeiro lugar como estão definidos no dicionário Aurélio e encontrei o seguinte:

Feminilidade = s.f. Qualidade, caráter, modo de ser, de viver, de pensar, próprio da mulher.

Sensualidade = s.f. Propriedade do que é sensual. / Inclinação pelos prazeres dos sentidos; amor das coisas ou qualidades sensíveis.

Sensual = adj. Relativo aos sentidos. / Que satisfaz os sentidos: prazeres sensuais.

A partir dessas definições, convido você para refletir comigo.

Gosto muito da definição dada pela Igreja sobre a sexualidade humana de acordo com o Conselho Pontifício para a Família: “Sexualidade humana: verdade e significado”. Peço que leia com bastante atenção como a instituição criada por Cristo a vê: Há que salientar a importância e o sentido da diferença dos sexos como realidade profundamente inscrita no homem e na mulher: «a sexualidade caracteriza o homem e a mulher, não apenas no plano físico, mas também no psicológico e espiritual, marcando todas as suas expressões». Isto é, não se pode reduzir a sexualidade a um puro e insignificante dado biológico, mas, como nos diz a Igreja é «uma componente fundamental da personalidade, na sua maneira de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, exprimir e viver o amor humano».

É importante entender que a resposta sexual não se limita ao comportamento sexual, mas a toda forma de sentir, pensar e desejar. Sexualidade envolve o homem total. Faz parte da constituição essencial da pessoa humana e é algo determinante, porque é a partir da sexualidade que nos relacionamos com o mundo.

Homens e mulheres pensam de forma diferente, agem de forma diferente, sentem de forma diferente. E como diz diácono Nelsinho Corrêa: “Diferenças não são barreiras, são riquezas”. E isso é plena verdade. Homens e mulheres são diferentes porque são complementares, um não é melhor do que o outro. Homens e mulheres devem ser iguais no direito à oportunidade de desenvolver plenamente sua potencialidade, mas, definitivamente, não são idênticos na sua capacidade inata.

Ao mesmo tempo que a sexualidade é parte constitutiva da nossa essência, não se trata de algo pronto, mas que, como tudo em nós, precisa ser desenvolvido até o último dia de nossas vidas.

Quero falar especialmente para as mulheres e fazer-lhes um convite: não tenhamos medo de assumir a nossa essência, sendo cada dia mais femininas. Não gastem energia querendo e buscando ser melhores do que os homens, querendo e buscando provar o seu valor. Somos diferentes e cada um de nós tem valor e dignidade própria pelo simples fato de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus. Ser mulher é dom, é graça.

Uma coisa, no entanto, temos que entender: ser feminina e ser sensual são coisas distintas. Na sensualidade existe um contexto biológico.

Especialmente no período fértil, nos sentimos mais bonitas, sentimos vontade de nos vestir e de nos arrumar melhor, e assim por diante. São reações hormonais que têm como objetivo a procriação, então, o corpo se prepara para conquistar o homem por estar pronto para gerar uma vida. Muitas vezes, agimos assim sem nos dar conta disso. Além disso, a nossa sociedade, que tanto banaliza a sexualidade humana, incentiva por todos os meios possíveis a sensualidade, e nisso há uma imensa indústria que visa apenas o lucro.

Posso citar também o fato de que todo ser humano traz dentro de si um impulso natural para o prazer, e a sensualidade gera na mulher uma elevação na autoestima, a faz sentir-se mais bonita, mais “poderosa”.

Por isso apresentei no início a visão da Igreja, para que possamos refletir sobre esse aspecto. Sexualidade não é algo apenas biológico, é bem mais do que isso. Quando nos deixamos levar por uma sexualidade sem sentido, como algo apenas biológico, o resultado quase sempre é o vazio. E a pessoa, geralmente, se torna prisioneira da sensualidade por uma necessidade de afirmação pessoal e, assim, o vazio tende a só aumentar.

É próprio da mulher o querer andar bem vestida, bem arrumada. Ser cristã não significa vestir-se de forma desleixada, por exemplo. Mas é ter consciência de que a verdadeira beleza vem do nosso interior. É ter consciência do nosso valor e dignidade de filhas de Deus e não nos deixar levar unicamente pelos sentidos, por nosso instinto sexual. Somos bem mais do que isso. Ser feminina não significa andar com roupas extremamente curtas, justas ou coisas semelhantes. Quanto mais o nosso exterior for um extravasamento do nosso interior, tanto mais bonitas e femininas seremos.

Com isso não estou negando a sexualidade nem a colocando como algo negativo, proibido. A nossa sexualidade faz parte do nosso ser, mas não somos apenas sexo. Nossa sexualidade, quando é vivida com dignidade, nos faz sentir plenos, completos, realizados.

O se deixar guiar e conduzir pela sensualidade, reflete, na maioria das vezes, a necessidade de afirmação pessoal, por um desconhecimento da beleza interior e até mesmo exterior que se tem. Muitas vezes, nos deixamos impregnar por uma imagem ideal: a transmitida pela mídia, mas que é uma beleza estereotipada, vazia.

Concluo reforçando o convite para todas as mulheres: não tenham medo de assumir a sua essência, e assim, ser cada dia mais femininas. Valorizem o dom que é ser mulher. Deixem fluir a beleza interior que vocês têm.

***

Como homem,garanto: As mulheres femininas são naturalmente atraentes para o olhar masculino.

Sei que na sociedade moderna o sensualismo parece ser quase uma obrigação para as mulheres,mas os homens -no fundo- sabem perceber e distinguir as verdadeiras mulheres das “fêmeas” (desculpem a crueza da palavra…mas existem algumas que passam apenas esse dado meramente biológico).

Mesmo entre mulheres cristãs se encontram -infelizmente- quem queria ser apenas objeto de desejo e não de atração natural de um homem de Deus por uma  mulher de Deus.

No fundo,todos nós, homens e mulheres, sabemos onde está a verdade!

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* Você é Mulher ? Veja esse vídeo.

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

Conselhos de um HOMEM às mulheres. Clique aqui

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* Para evitar propagação do HIV na copa, pedem que prostituição seja legalizada.

domingo, janeiro 17th, 2010

Grupos de defesa aos direitos das prostitutas na África do Sul pedem a descriminalização da prostituição no país antes da Copa do Mundo deste ano, em uma tentativa de evitar que a combinação de turistas e garotas e garotos de programa portadores de HIV se torne um desastre de saúde pública de grande proporção.

À rede de notícias CNN, o diretor da ONG Sweat (sigla para “força-tarefa para educação e ativismo dos profissionais do sexo”, em tradução livre), Eric Harper, afirmou que o fluxo de turistas deverá aumentar consideravelmente a demanda por prostitutas durante a Copa.

O grande problema é que quase metade dos” profissionais do sexo” na África do Sul são portadores do vírus da aids – em Johannesburgo, por exemplo, 46% das prostitutas têm o HIV, segundo um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

A proposta da Sweat, que tem sede na Cidade do Cabo, é legalizar imadiatamente a prostituição para facilitar o acesso a preservativos e permitir que os profissionais recusem clientes que não querem usá-los.
***

Já que não se consegue resolver,asssume-se!

Uma saída irresponsável que apenas oficializará o problema e em nada o resolverá. Pelo contrário, a legalização e a normatização atrairá mais pessoas para a “profissão”.

É a mesma lógica infame da descriminalização no uso das drogas que querem implantar no Brasil.

Lamentável…

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* As revistas femininas publicam cada vez mais reportagens sobre sexo. Informação que forma ou deforma?

segunda-feira, janeiro 4th, 2010


Nos dias de hoje, cada vez mais, as pessoas são bombardeadas com informações recheadas de conteúdos insistentes e manchetes espetaculares que tentam, a qualquer preço, chamar a atenção dos leitores para consumir determinados produtos. Quem nunca parou numa banca de jornal atraído por uma notícia arrebatadora ?

Acontece que, atualmente, as revistas femininas são as campeãs em um tipo de manchete: segredos sexuais, como obter a atenção masculina, o que ele pensa sobre você…..

Recentemente, foi publicado um artigo na revista da Universidade de Jornalismo de Columbia (EUA), a Columbia Journalism Review, que aborda exatamente esse assunto. No texto, a jornalista Liza Featherstone comenta que muitos editores, colaboradores e jornalistas de revistas femininas famosas – como Elle, Cosmo, Marie Clair, Mademoiselle,entre outras – discutem que, apesar dos conteúdos de tais publicações que apresentarem matérias fracas, modelos magras e muita publicidade, o maior e, talvez, mais grave problema dessa discussão é o quanto tais revistas mentem sobre sexo.

De acordo com o artigo, as histórias sobre sexo são apresentadas como jornalismo investigativo, chocando muitos analistas e fazendo com que os leitores realmente acreditem que as histórias são verdadeiras. Liza comenta que antigos editores – que preferem não ter seus nomes revelados – garantem que a maioria das cartas que chegam às redações não é sequer verificada para saber se a informação é verdadeira. Na maioria das vezes, Liza afirma, as frases são reescritas para ficarem mais chamativas, as idades são mudadas para atingirem a faixa etária do público-alvo da revista e os redatores entrevistam seus amigos para dar opiniões.

Segundo um ex-editor da revista americana Mademoiselle, muitas histórias não existem, ou simplesmente, são inventadas. Ele diz que sempre que um artigo ou depoimento traz o lembrete “nomes trocados” visando preservar a identidade do leitor, significa que os personagens que compõe o assunto são fabricados. Para ele, os leitores nem percebem esse detalhe, pois, as anedotas criadas são coisas que poderiam de fato acontecer na vida de qualquer pessoa.

A questão é : por que, afinal, tais revistas fariam isso? Qual o objetivo dessas publicações? A resposta, como explica Liza, é atribuída à pressão do fechamento das revistas, sempre atrelada a uma necessidade de se produzir algo chamativo e bater recordes de vendas.

Porém, temos que levar em consideração que isso está sendo tratado como jornalismo. Apesar de tais revistas estarem mais preocupadas em entreter do que apresentar os mesmos temas abordados pelas revistas semanais, essas publicações também fazem parte do mundo jornalístico e informativo.

As revistas femininas têm um público amplo e diversificado, possuem alta credibilidade e podem publicar matérias com um conteúdo mais interessante.

Afinal de contas, será que as mulheres só querem ler sobre sexo? Será que isso é a única coisa relevante no universo feminino? Ou será que assuntos como cuidados com a saúde, política e cultura não interessam para as leitoras?

Muitos jornalistas afirmam que inventar histórias é algo extremamente antiético e os deixariam profundamente frustrados como profissionais, enquanto os editores garantem que não publicariam uma reportagem inautêntica.

Mas a pergunta que fica é: o sexo nas revistas femininas é verdade ou mentira?

Tarcila Campanella, estudante de jornalismo

***

A questão não é só de abordagem do tema, mas como se aborda o tema.

Se vc ler algum destes artigos ou reportagem perceberá a visão absolutamente distorcida da sexualidade feminina, reduzida a uma visão genitalista, dissociada do amor e de uma expressão verdadeiramente humana.

Fronteiriça a pornografia e apresenta uma visão da mulher “moderna” que, “sem culpas nem amarras morais” a reduz e a empobrece apenas às paixões e desejos.

Lamentável.

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* Mulheres objeto ? Nem toda culpa é dos homens

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

As mulheres contribuíram para fomentar o consumismo que as coisifica, e isto é resultado do pecado original, afirmou Helen Alvare no congresso vaticano celebrado em Roma sobre «Mulher e homem, a totalidade do humanum».

Alvare foi porta-voz de questões relativas à vida humana da Conferência Episcopal dos Estados Unidos e é professora da Universidade Católica da América em Washington.
Dado nosso ambiente de consumismo desenfreado, «era quase inevitável que os seres humanos se convertessem no último produto de consumo – explicou Alvare. A beleza física das mulheres e sua complementaridade sexual com os homens as tornam especialmente desejáveis em uma economia comercial».
«Oscilam os números referentes ao dinheiro que se ganha com as imagens sexualizadas de mulheres.
Estima-se que, como mínimo, hoje a indústria da pornografia tem um valor anual de 60 bilhões de dólares. Também se calcula que a pornografia atrai 40% de todos os usuários da internet nos Estados Unidos ao menos uma vez ao mês, 70% dos usuários da internet homens entre 18 e 34 anos, e a metade de todos os clientes de hotel», explicou Alvare.
Contudo, acrescentou, «o grau no qual as mulheres, individualmente e através de grupos organizados, assumiram sua própria coisificação como artigos de consumo é um aspecto especialmente preocupante de nossa atual situação».
Alvare acrescentou que «em sua série de conversas sobre a Teologia do Corpo, e na ‘Mulieris Dignitatem’, João Paulo II fala do efeito do pecado original sobre as mulheres. Repete as palavras que Deus ‘dirigiu à mulher’ após seu primeiro pecado: ‘Teu desejo se dirigirá para teu marido e ele te dominará’. Isto indica que a mulher desenvolve um desejo insaciável de uma união diferente. Não por uma relação de comunhão, mas uma ‘relação de possessão do outro como o objeto do próprio desejo’».
«Inclusive um observador leigo teria de concluir que a cooperação das mulheres, inclusive animando a coisificação de seus corpos hoje, parece uma moderna manifestação da inclinação que os católicos chamam de ‘pecado original’. As mulheres rebaixam a si mesmas perseguindo a crença de que isso as levará à união com um homem
«Isso não se limita à indústria pornográfica, nem à publicidade comercial, cinema ou televisão – sublinhou Alvare. As mulheres normais compram roupas desenhadas para destacar ou expor aquelas partes de seu corpo associadas ao sexo. Muitas mulheres com freqüência também se rebaixam com o que dizem ou expondo-se a meios que gradualmente as insensibilizam ante a proposta de que as mulheres são objeto de consumo belos e sexuais.»
«Um aspecto final preocupante da conivência das mulheres em sua própria coisificação – acrescentou Alvare – é a implicação de famosas deformações do feminismo que insistem em que estão marcando um ponto a favor das liberdades das mulheres, identificando liberdade com sexualidade incontrolada.»
«Por outro lado, pode se ver quão forte era a tentação das mulheres de romper com os papéis que lhes designavam antigamente», «mas esta resposta do feminismo era e continua sendo fundamentalmente defeituosa».
Este tipo de feminismo «se inspirou para as suas orientações nos piores aspectos da conduta masculina. De maneira que se animava a mulher feminista a ser uma criatura aventureira sexualmente, a desprezar o casamento e os filhos, guiada pelo dinheiro e pela carreira profissional – concluiu Alvare. O feminismo instava a mulher a imitar a versão masculina do pecado original – dominação – para conseguir igualdade e felicidade».
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- Grávida inseminada com embrião errado terá que dar bebê a pais

quinta-feira, setembro 24th, 2009


Uma americana de 40 anos, grávida de nove meses, terá de entregar o filho aos verdadeiros pais biológicos, após saber que foi inseminada com os embriões errados.

Carolyn Savage, da cidade de Sylvania, em Ohio, havia recorrido à inseminação artificial para ter seu quarto filho, mas logo após receber a notícia da gravidez foi informada de que a clínica havia cometido um engano e que o embrião não era o seu.

Ela e o marido, Sean, se viram diante da decisão de interromper a gestação ainda no início ou entregar o bebê aos pais biológicos após o parto.

“Foi a pior notícia que recebemos em toda a nossa vida”, disse Sean ao programa Today, do canal NBC.

Parto

O casal esperou até as 14 semanas de gestação para entrar em contato com os pais biológicos da criança, sempre por meio de advogados e anonimamente.

Apenas no meio da gravidez é que os dois casais se encontraram pessoalmente, e vêm mantendo uma relação descrita pelos Savage como “cordial”.

Segundo Carolyn, o outro casal agradeceu por sua decisão de não fazer um aborto.

“Tem sido difícil, mas tínhamos que colocar as necessidades da criança em primeiro lugar”, afirmou ela.

“Acho que o mais duro será o parto”, disse. “É claro que vamos pensar nesta criança pelo resto da vida. Mas eles são os pais dela e só vamos querer saber se ela é feliz e tem saúde.”

Planos

Carolyn e Sean Savage já têm outros três filhos, mas apenas o primeiro nasceu de uma gravidez saudável. O segundo filho foi prematuro e a terceira acabou sendo concebida dez anos depois, por meio de uma inseminação artificial.

Foi nesta ocasião que o casal decidiu congelar vários embriões, que ainda estão guardados.

Os Savage planejam tentar ter outro filho com estes embriões, por meio de uma “barriga de aluguel”.

“Sentimos que temos que dar a cada embrião desses uma chance de viver”, disse Carolyn.

Os advogados do casal estão tentando fazer com que a clínica reconheça a responsabilidade pelo erro, mas não há detalhes sobre um possível processo judicial.

***

Parece coisa de filme. Lembra do “O médico e o monstro”?

É surreal!

É a velha questão.O desenvolvimento cientifico não é um bem absoluto.Esse desenvolvimento deve estar a serviço da vida e do homem.

Ciência pela ciência sem uma aplicação verdadeiramente ética para o homem é perigosa e contraproducente.

A pouco tempo, na Inglaterra, uniram óvulo humano com sêmem animal.Depois destruiram..

nem ..” tudo nos é licito mas nem tudo nos convem..” (S.Paulo)

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- Porque as mulheres estão mais infelizes?

quarta-feira, setembro 23rd, 2009

Um estudo feito nos Estados Unidos, o General Social Survey, detectou que as mulheres estão mais tristes do que estavam há três décadas – e mais insatisfeitas com suas vidas do que os homens.

Nos anos 70, quando começou a emancipação feminina, com entrada no mercado de trabalho, pílula anticoncepcional, liberdade sexual, elas se sentiram exultantes. Mas quanto mais conquistaram, mais responderam à pesquisa – que é feita desde 1972 – dizendo que estavam infelizes.

O assunto é o mais lido e comentado do site do New York Times, desde que a matéria Blue is the new Black foi publicada, na última sexta-feira. Leitores e leitoras não se cansam de enviar emails – alguns revoltados com a constatação. Outros reafirmando a ideia de que alguma coisa não vai bem no universo feminino. Os homens, ao contrário, de menos felizes há 30 anos, hoje se declaram mais satisfeitos com suas vidas do que as mulheres.

Quem analisou a pesquisa acredita que o resultado se deve a vários fatores: à complexidade biológica e hormonal das mulheres, somou-se as duplas e triplas jornadas a que elas se submetem e suas exigências de eficiência em todas as áreas. As mulheres têm mais demandas e cobram mais de si próprias. Se na década de 70 elas se cobravam em relação a beleza, filhos, jardins e jantares, agora elas se cobram em relação a beleza, filhos, jardins, jantares, trabalho, carreira, estudos, sexo, equilíbrio no casamento.

Pesquisador do Instituto Gallup e autor de livros sobre felicidade, Marcus Buckingham diz que as mulheres começam suas vidas mais seguras e satisfeitas do que os homens, mas, no que vão amadurecendo, vão ficando menos felizes. “As mulheres de hoje estão fazendo mais e sentindo menos”, afirma.

A matéria ressalta também a valorização da beleza e da juventude do nosso tempo, que afetam mais as mulheres do que os homens. Enquanto elas aumentam seu nível se estresse com cosméticos e tratamentos estéticos e cirúrgicos, os homens muitas vezes ficam mais atraentes com a maturidade. De acordo com o estudo, aos 39 anos as mulheres começam a ser menos felizes do que os homens com seus casamentos, aos 41 com suas finanças, e aos 44 com seus bens. A emancipação feminina também tirou das costas dos homens o peso da responsabilidade pelo sustento da família. Não sendo mais os únicos provedores, sentem-se mais livres e felizes.

Em seu blog no Huffington Post, a jornalista Arianna Huffington também analisa os dados da pesquisa. “Quando vemos o que ocorreu nestas últimas décadas, com as mulheres tendo mais liberdade, mais escolhas, mais oportunidades e mais dinheiro, temos que perguntar: o que está acontecendo?”

Será que vai chegar o dia em que as mulheres vão amaldiçoar o feminismo?

Fonte : Época

***

Será que é dificil imaginar o porque?

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- O segredo do sucesso no matrimônio

sábado, setembro 19th, 2009

Para ser feliz no matrimônio e aumentar o amor com o passar do tempo, não bastam apenas boas intenções.

CASTIDADE CONJUGAL: “AMOR TRIUNFANTE DE DUAS PESSOAS SEXUADAS”.

Falar de castidade em pleno século XXI pode parecer chocante e anacrônico. Talvez porque se costuma associar – erroneamente – esse termo a um conjunto de negações completamente alheias ao amor, chegando mesmo a equipará-lo à simples abstenção do trato corporal.

Para São Josemaria Escrivá, pelo contrário, a castidade conjugal é uma virtude tremendamente afirmativa: “é uma triunfante afirmação do amor” (Sulco, n. 831). Ele explicava-o assim: “A castidade – que não é simples continência, mas afirmação decidida de uma vontade enamorada – é uma virtude que mantém a juventude do amor, em qualquer estado de vida” (É Cristo que passa, n. 25).

Referida aos casados, a castidade é a virtude que torna possível que aos quinze, vinte, vinte e cinco ou muitos mais anos de matrimônio, cada cônjuge esteja tão enamorado do outro como naquele dia já distante em que os dois uniram suas vidas. E até mais: porque cada um é para o outro agora muito mais amável e arrebatador do que antes, já que o carinho prolongado leva a descobrir e aprofundar nas riquezas pessoais e na beleza do outro.

A castidade é portanto algo muito grande, excelso, positivo, que não se reduz a um conjunto de proibições: vai muito além dos domínios do mero uso dos órgãos genitais. Seu objeto próprio – como o de qualquer virtude – é o amor: neste caso o amor de duas pessoas sexuadas – homem e mulher – precisamente enquanto tais. E a sua finalidade é a de fazer com que esse carinho desenvolva-se e frutifique em todas e em cada uma das suas dimensões: não somente nas diretamente relacionadas com o trato corporal ou genital.

AUMENTAR O CARINHO

Entende-se então que o principal e mais definitivo ato dessa virtude consista em fomentar positivamente – com as mil e uma espertezas que o engenho amoroso descobre – o amor ao outro cônjuge.

Por isso – para vivê-la em toda a sua grandeza – é oportuno que cada um dos dois dedique todos os dias uns minutos para escolher qual detalhe ou detalhes de carinho e de delicadeza empregará para dar ao outro uma alegria e para fazer subir a qualidade e a temperatura do amor mútuo. Com igual empenho deverá empregar todos os meios ao seu alcance para que as manifestações de afeto escolhidas sejam levadas à prática, para que o trabalho profissional e as outras ocupações não façam delas simples “boas intenções”.

Do mesmo modo, um marido apaixonado tem de estar disposto a repetir muitas vezes por dia à sua esposa, junto com outras manifestações de afeto, que a ama. É claro que ela já o sabe! Mas ela tem uma necessidade quase absoluta de escutar muitas vezes essa confirmação tão boa: é uma delicadeza aparentemente mínima, mas que a reconforta e lhe dá vigor para continuar na luta – às vezes ingrata – por levar adiante o lar e a família. O marido, por sua vez, além de agradecer também em muitos casos que a esposa lhe faça uma declaração paralela, precisa pronunciar essas palavras para reforçar – mediante uma afirmação expressa e tangível – a têmpera do seu amor e da sua fidelidade.

Além disso, e para pôr outro exemplo, marido e mulher devem esforçar-se também para surpreender o seu par com alguma coisa que ele não esperava e que revele o interesse e apreço por ele. Não só nas datas festivas, nas quais essas manifestações “já são esperadas”, mas justamente nos dias em que não existe nenhum motivo aparente para ter uma atenção especial… a não ser o carinho apaixonado dos cônjuges, sempre vivo e sempre crescente! Tendo em conta, por outro lado, que o importante é esse olhar para o outro, dedicar-lhe tempo e atenção, e não necessariamente o valor material daquilo que se oferece.
Na mesma linha, para viver a plenitude do amor que estamos considerando, torna-se imprescindível que os cônjuges saibam encontrar – vencendo a preguiça inicial que às vezes pode vir – momentos para estarem a sós: para conversar e descansar nas melhores condições possíveis. Sem fazer disso um absoluto, e a título de simples sugestão, uma tarde ou uma noite por semana dedicada exclusivamente ao casal, além de facilitar enormemente a comunicação, constitui um dos melhores meios para que a vida de família – e, portanto, o carinho para com os filhos – progrida e consolide-se até dar frutos maduros de qualidade pessoal. Por isso o cuidado e os mimos ao outro cônjuge devem antepor-se às obrigações de trabalho, aos compromissos sociais e até mesmo – valha o paradoxo – ao cuidado “direto” das crianças… esse cuidado irá tornar-se mais potente com o maior amor mútuo dos pais.

FOMENTAR A ATRAÇÃO

Tendo tudo isso em vista, compreende-se facilmente que é um ato de virtude – da virtude da castidade, concretamente – fazer tudo o que esteja ao nosso alcance para aumentar a atração, também a estritamente sexual, nossa e do nosso cônjuge.

Em particular, parece ser mostra de bom senso aproveitar o gozo profundo que Deus uniu ao abraço amoroso pessoal e íntimo para resolver pequenas discrepâncias ou desavenças surgidas durante o dia, para pôr fim a uma situação de desgaste, ou para relaxar naqueles momentos em que a vida profissional ou familiar dele ou dela estejam gerando tensões de um modo especial. Por isso, entre outras coisas, ambos terão que prestar atenção ao seu aspecto físico.

Além disso, é imprescindível – e agora tocamos uma questão mais de fundo e de conjunto – que ambos os esposos saibam apresentar-se e contemplar um ao outro, ao longo de toda a sua vida, pelo menos com o mesmo primor e enfeite com que o faziam em seus melhores momentos de namoro. Agir de outra maneira, deixar que o amor esfrie ou petrifique-se, equivale a pôr o cônjuge na beira de um abismo, dando-lhe ocasião para que procure fora do lar o carinho e as atenções que todo ser humano necessita.

Situada nesse horizonte vital, a mulher deve estar persuadida de que a fecundidade torna-a mais bela, e de que seu marido possui a suficiente qualidade humana para saber apreciar a nova e gloriosa formosura que provém da sua condição de mãe.

A maternidade reiterada certamente supõe romper certos “moldes e proporções” que determinados cânones de beleza feminina lutam por impor a todos nós. Mas até o menos perspicaz dos maridos, se está deveras apaixonado, percebe o esplendor que essa “desproporção” traz consigo: reconhece que sua mulher é mais bonita – e inclusive sexualmente mais atrativa – do que aquelas que se pavoneiam com um arremedo de beleza reduzido a “centímetros” e “curvinhas”.

Por pouca sensibilidade que tenha, um homem descobre encantado no corpo da sua mulher: (1) o reflexo do seu próprio amor de marido e de pai; (2) a marca dos filhos que esse carinho gerou; e (3) o cartão de visitas do Amor infinito de todo um Deus Criador, que demonstrou sua confiança ao dar a vida e fazer com que se desenvolvesse no seio da esposa cada uma dessas criaturas… Como poderá não se sentir cativado por tantos e tais enriquecimentos?

Depois de tantos anos de casado, e de relacionamento com outros casais, às vezes sinto a necessidade de pedir às esposas que sejam do “jeito que o seu marido gosta”… e alegrem-se plenamente por isso. E que nunca pretendam – sobretudo com o passar dos anos – ser “do jeito que elas próprias gostem” (elas costumam ser as críticas mais ferozes de si mesmas), nem jamais admitam comparações com amigas nem com nenhuma outra mulher… e muito menos com as mais jovens. Que acreditem piamente nos seus maridos quando eles dizem que elas estão lindas, sem fazer a mínima reserva, nem mesmo interior… Toda mulher que se entregou de verdade – esposa e mãe – deve ter a convicção inamovível de que a sua beleza radicalmente humana aumenta na exata medida em que a sua doação ao marido e aos filhos vai sendo cada vez mais atual e operativa.

SÓ VOCÊ E NINGUÉM MAIS

A outra face da virtude da castidade – negativa em aparência, mas também derivada dessa mesma necessidade de fazer crescer o carinho mútuo – pode ser concretizada na gozosa obrigação de evitar tudo o que possa esfriar o amor ou pô-lo entre parênteses, nem que seja por poucos minutos. Essa renúncia tem, portanto, um sentido eminentemente positivo: trata-se – também nisso – de fazer com que o amor conjugal amadureça e alcance a sua plenitude. Esse ponto não deveria ser esquecido se queremos entender a fundo o verdadeiro significado da virtude da castidade, o seu valor tremendamente afirmativo.

Se pensarmos nos que estão unidos pelo matrimônio – como até aqui estamos fazendo –, essa afirmação, levada a sério, converte-se num critério claro e delicadíssimo de amor ao cônjuge. Para o homem casado não pode existir outra mulher (enquanto mulher) além da sua. Esse homem (o mesmo poderia afirmar-se, simetricamente, quanto à esposa) obviamente irá relacionar-se com pessoas do sexo oposto: companheiras de trabalho, secretárias, alunas, gente com quem coincidirá em viagens… E a educação e o respeito o levarão a comportar-se com elas com polidez e deferência. Mas não tratará nenhuma delas enquanto mulher – pondo em jogo a sua condição de homem, que já não lhe pertence – mas simplesmente enquanto pessoa.
Isso, que pode parecer à primeira vista excessivamente teórico e até artificial, tem uma tradução muito clara e prática: tudo aquilo que faço com a minha mulher justamente por ser mulher devo evitar fazer com qualquer outra, custe o que custar. Não posso compartilhar com mais ninguém as coisas que compartilho com a minha esposa.

Embora estejamos falando para pessoas aparentemente maduras, nesse ponto é muito fácil ser ingênuos. Isso porque, em princípio, depois de tantos anos convivendo diariamente com o nosso par – nos momentos de alta e de baixa –, qualquer outra mulher (ou qualquer outro homem) está em melhores condições que a nossa (ou o nosso) de mostrar-nos – intermitentemente – a sua face mais amável, nesses isolados espaços de trato mútuo. Não vemos o seu aspecto desarrumado quando acaba de acordar – quando nem parece que é ela (ou ele) –; não a (ou o) vemos quando está cansada (ou cansado); não temos que resolver com ela (ou com ele) os problemas dos filhos nem os quebra cabeças de uma economia não muito folgada…

Elas ou eles, arrumados, dispostos – como por instinto e com a mais limpa das intenções – a agradar e a cair bem, podem dar de si o melhor que possuem, sem o contrapeso dos momentos duros e de fraqueza que forçosamente são vividos dentro do matrimônio. Além disso, costumam ser mais jovens, mais compreensivos (entre outras coisas porque não nos conhecem bem), e estão enfeitados passageiramente com muitas prendas – um tanto artificiais – que fazem a sua personalidade brilhar aos nossos olhos (que nesses momentos não são lá muito perspicazes)… e que a convivência diária e duradoura sem dúvida devolveria às suas reais dimensões.

Para rematar essa idéia, e para ir terminando o que de outra forma seria interminável, acrescentarei que quando uma mulher diferente da nossa conhece os problemas que sofremos no nosso lar e no nosso matrimônio, é quase impossível que deixe de compreender-nos e de sentir por nós uma sincera compaixão. Como também é improvável – embora por motivos muito diferentes – que um homem deixe de entender os problemas de uma mulher casada, se ele dispuser-se a ouvi-los. Nos dois casos, faz falta ter a suficiente categoria – hoje infelizmente rara – para ficar mal e rejeitar, de maneira educada porém decidida, qualquer tipo de confidências como essas.

Tudo isso é, no entanto, necessário para não brincar com a felicidade própria e alheia e para não pôr nossos filhos em apuros, vendendo a grandeza profunda de uma vida de família plenamente vivida em troca do deslumbramento superficial de uns momentos satisfação egocêntrica. O amor que impregna o nosso lar levar-nos-á a prescindir de tais satisfações aparentes, visando robustecer os fundamentos da nossa felicidade no matrimônio.

Tomás Melendo
Catedrático de Metafísica da Universidade de Málaga. Publicou recentemente – em co autoria com sua esposa Lourdes Millán-Puelles – o livro Assegurar o amor, cuja finalidade (que aliás já está no próprio título) é ajudar a contornar os inevitáveis porém fecundos escolhos que a vida em comum traz consigo.

Fonte: Quadrante

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* Feminina ou Feminista?

sábado, julho 11th, 2009

Muito interessante a noticia dada abaixo falando da realidade Norte Americana das mulheres e das “conquistas” do feminismo.Se vê pela vida o preço que se paga quando se quer passar por cima da natureza e do conceito natural da familia e da mulher.

Claro que não se quer afirmar aqui que tudo que o feminismo  não radical prega seja errado(existem ,na verdade,” feminismos”,alguns com matizes marxistas terríveis..) mas chama a atenção aquela “agenda” de exigências  anti naturais,de gênero e de rivalidade entre os sexos,que fazem  mal a própria mulher  e a sociedade como um todo.

***

As “conquistas feministas” de há 30 anos hoje são uma realidade na vida americana. Mas, as americanas são mais infelizes do que antes desse “presente de grego”.

O problema foi abordado no livro The Paradox of Declining Female Happiness, dos economistas Betsey Stevenson e Justin Wolfers, noticiou “The New York Times” (clique no link ao lado,em Inglês)

O declínio da família tradicional é um dos maiores fatores de depressão e insatisfação entre as mulheres, dizem os autores. Todas as classes e raças de americanas são atingidas pelo mal.

O livro não descarta que a mulher posta numa sociedade igualitária agressiva sofra especiais danos.

A falta de proporcionado respeito pela maternidade é outro fator de desdita. Segundo o figurino igualitário, observou o colunista Ross Douthat, as mulheres “liberadas” da “era patriarcal” vivem num mundo mais “atencioso, gentil e concessivo”. Mas, para elas, é um mundo mais desventurado.

O igualitarismo prometeu uma miragem e trouxe a infelicidade. A família segundo a Igreja não deixa de lembrar a Cruz, mas faz do lar um refúgio de doçuras e consolos inefáveis.

***

Não se pode negar que culturalmente a mulher foi e ainda é muito discriminada, reconhecer isso não significa  apoiar a agenda feminista que nega diferenças naturais entre homem e mulher e tenta afirmar a mulher usando as mesmas armas que combatia no machismo.

Claro que a Igreja não apoia nem o feminismo nem muito menos o machismo já que ambos representam uma visão deformada de afirmação sexista,negando a complementação desejada por Deus expressa na sexualidade masculina e feminina.

Veja o que nos diz a Igreja sobre isso:

” Nestes últimos anos têm-se delineado novas tendências na abordagem do tema da mulher.

Uma primeira tendência sublinha fortemente a condição de subordinação da mulher, procurando criar uma atitude de contestação. A mulher, para ser ela mesma, apresenta-se como antagônica do homem. Aos abusos de poder, responde com uma estratégia de busca do poder. Um tal processo leva a uma rivalidade entre os sexos, onde a identidade e o papel de um são assumidos em prejuízo do outro, com a consequência de introduzir na antropologia uma perniciosa confusão, que tem o seu revés mais imediato e nefasto na estrutura da família.

Uma segunda tendência emerge no sulco da primeira. Para evitar qualquer supremacia de um ou de outro sexo, tende-se a eliminar as suas diferenças, considerando-as simples efeitos de um condicionamento histórico-cultural. Neste nivelamento, a diferença corpórea, chamada sexo, é minimizada, ao passo que a dimensão estritamente cultural, chamada género, é sublinhada ao máximo e considerada primária. O obscurecimento da diferença ou dualidade dos sexos é grávido de enormes consequências a diversos níveis.

Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou de facto por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família, por sua índole natural bi-parental, ou seja, composta de pai e de mãe, a equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica.

A raiz imediata da sobredita tendência coloca-se no contexto da questão da mulher, mas a sua motivação mais profunda deve procurar-se na tentativa da pessoa humana de libertar-se dos próprios condicionamentos biológicos.

De acordo com tal perspectiva antropológica, a natureza humana não teria em si mesma características que se imporiam de forma absoluta: cada pessoa poderia e deveria modelar-se a seu gosto, uma vez que estaria livre de toda a predeterminação ligada à sua constituição essencial.

Muitas são as consequências de uma tal perspectiva. Antes de mais, consolida-se a ideia de que a libertação da mulher comporta uma crítica à Sagrada Escritura, que transmitiria uma concepção patriarcal de Deus, alimentada por uma cultura essencialmente machista. Em segundo lugar, semelhante tendência consideraria sem importância e sem influência o fato de o Filho de Deus ter assumido a natureza humana na sua forma masculina.

Perante tais correntes de pensamento, a Igreja, iluminada pela fé em Jesus Cristo, fala ao invés de colaboração activa, precisamente no reconhecimento da própria diferença entre homem e mulher.”

Fonte:” Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no Mundo”

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* Você se veste com modéstia?

terça-feira, junho 30th, 2009


Jason Evert

Perguntam as mulheres…

” Eu não entendo a questão da modéstia. Se um cara tem uma imaginação má, isso é problema dele e não meu. Porque é que tenho de me vestir de uma certa forma por causa dele? “

Se você for uma mulher jovem que tenha se cansado do modo como os caras muitas vezes tratam as mulheres, e perguntou o que poderia ser feito para restaurar um sentimento de respeito, saiba que sua arma número um para reformar o mundo é a modéstia.

O problema é este: Muitos homens hoje não sabem como se relacionar com as mulheres. Mas, o remédio para esta doença está nas mãos das mulheres. “Em última análise, parece que só os homens podem ensinar outros homens como se comportar em torno de mulheres, mas os homens têm de ser inspirados pelas mulheres em primeiro lugar, inspirados o bastante para pensar que vale a pena serem corteses com as mulheres”. (1)

Como isso vai acontecer? Bem, as mulheres jovens tendem a estar conscientes de que têm o poder de seduzir um homem. Mas algumas meninas estão conscientes de que a sua feminilidade pode ser usada para educar um rapaz. Pela forma como se veste uma menina (para não falar do jeito que ela dança), ela tem uma extraordinária capacidade para moldar um homem em um cavalheiro ou em uma besta.

Eu tenho lido dezenas de milhares de páginas sobre teologia e sexo, mas eu nunca aprendi como tratar uma mulher até que eu tive um encontro com uma que se vestia modestamente. Foi cativante, e eu percebi pela primeira vez que a roupa imodesta impede de ver uma mulher por quem ela é. Trajes imodestos podem atrair um homem pelo corpo da garota, mas desviá-lo de vê-la como uma pessoa. Nas palavras de um homem, “Se você quer um homem para respeitar-te, e talvez até se apaixonar por você, então você deve mostrar a ele que você se respeita e que você reconhece a sua dignidade diante de Deus“. (2)

Quando uma mulher veste-se modestamente, inspira o homem de uma forma que eu não estou envergonhado de dizer que eu não consigo explicar. Eu suponho que é seguro dizer que isso transmite o seu valor para nós. Quando uma mulher veste-se modestamente, eu posso levá-la a sério como uma mulher porque ela não está preocupada com clamar por atenção. Tal humildade é radiante. Infelizmente, muitas mulheres estão tão preocupadas em virar a cabeça dos homens que elas ignoram o seu poder de transformar os nossos corações.

Às vezes feminilidade é confundida com fraqueza, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Uma mulher que é verdadeiramente feminina está bem ciente de que ela poderia se vestir como uma coleção de partes do corpo, e receber inúmeros olhares dos rapazes. Mas ela tem a força para deixar algum espaço para o mistério. Ela vale esperar para ver, e ela sabe disso. Ela confia no tempo de Deus, e ela sabe que não precisa embasbacar homens, a fim de capturar a atenção do homem que Deus tem planejado para ela.

O Papa João Paulo II disse na sua carta sobre a dignidade das mulheres, “Está chegando a hora em que a vocação da mulher será reconhecida em sua plenitude, a hora em que as mulheres adquirem no mundo uma influência, um efeito e um poder até então nunca alcançado. É por isso que, neste momento, quando a raça humana está sofrendo uma transformação tão profunda, as mulheres imbuídas de um espírito do Evangelho podem fazer muito para ajudar a humanidade a não cair.” (3)

Então, o que é modéstia? Para começar, não é sobre parecer tão feio quanto possível. Trata-se de tomar a beleza natural da mulher, e utilizá-la para irradiar uma mensagem mais profunda sobre a sua identidade. Ela é uma filha do rei do céu, e os seus trajes, posturas, maneirismos não devem distrair disso. Ela está consciente de que seu corpo é um templo do Espírito Santo, e que seu ventre (e seu corpo inteiro) é sagrado. Isto traz uma certa humildade do corpo, uma vez que humildade é a atitude correta perante a grandeza. Neste caso, é a grandeza de ser feita à imagem e semelhança de Deus.

Isso não é um “eu sou mulher, ouça-me rugir!”, mas um sentimento sereno de não necessitar buscar cegamente a atenção. Claro, a maioria dos caras vai ficar de boca aberta para a mulher que se veste de maneira provocante, mas no seu coração, você quer atrair olhares estúpidos ou quer ser amada? Você quer amor verdadeiro. Mas quando uma menina se veste imodestamente ela muitas vezes não percebe que está atirando no próprio pé, para encontrar a intimidade que ela anseia. Quando uma mulher usa roupas que não podem ser mais apertadas sem que cortem a circulação sanguínea, ela está enviando uma mensagem clara aos rapazes. Esta mensagem diz: “Ei rapazes, a melhor coisa sobre mim é o meu corpo.” Eles olham, e provavelmente irão concordar. Portanto, se o seu corpo é a melhor coisa sobre ela, toda sua essência está decaída. Se isso é o melhor que ela tem para oferecer, então por que ele deveria querer conhecer o seu coração, seus sonhos, seus medos, e sua família? Ele quer conhecer o seu corpo.

Vestir-se imodestamente também prejudica as chances de uma garota ser amada, devido ao tipo de pessoa que será atraída para ela, e como irá tratá-la. Pela maneira como a garota se veste, ela envia um convite silencioso para os homens para tratá-la do jeito que ela aparenta ser. Por exemplo, considere uma revista que eu vi recentemente em um quiosque no aeroporto: Na capa era uma mulher vestindo uma saia curta que poderia ser confundida com um cinto largo. Seu top hermeticamente apertado era apenas do tamanho de um guardanapo desdobrado, e em grandes letras em negrito em toda a superfície da blusinha estava escrito “Suzie (ou qualquer que seja o seu nome – Não me lembro) quer que os homens a respeitem!”. Eu desejei-lhe boa sorte e caminhei para o meu portão de embarque (depois de cobrir a revista com algumas edições da Quilty Digest. Considero isto uma obra de misericórdia – vestir os nus). Embora uma garota mereça respeito, não importa o que ela use, um rapaz pode dizer o quanto uma garota respeita a si mesma pelo modo como ela está vestida. Se ela não respeita a si própria, provavelmente os homens irão se guiar por sua conduta.

Eu realmente acredito que, no coração de uma mulher, não há desejo de parecer sexy. Existe um desejo de receber atenção, carinho e amor? Certamente. Mas, existe um desejo de ser reduzida a um objeto sexual? Nenhuma garota quer isso, mas muitas o fazem para receber gratificação emocional. Agora, quando uma garota coloca uma blusinha apertadíssima deixando a barriga de fora e mostrando o umbigo, ela não está pensando em como pretende levar os homens ao pecado. A garota pensa, “A mulher na capa da revista usou isso, e isso faz com que os homens virem-se para olhar. Então, se eu usar isso, vão olhar para mim, e eu poderia conhecer um cara legal”. De forma mais simples: “Eu quero ser amada.”

Então, vamos assumir que uma garota vestida provocadoramente atravesse o caminho de um homem realmente bom. O homem que ela anseia encontrar não é melhor por causa da sua roupa. Devido ao fato dos homens serem mais estimulados visualmente do que as mulheres, a falta de pudor pode facilmente acionar pensamentos concupiscentes. Quando um homem impuro abriga estas idéias que vêm à mente, a nossa sensualidade nos separa de Cristo, fonte de amor incondicional. Será que uma mulher realmente deseja separar os homens da fonte do amor incondicional que ela busca? Se não, então porque não optar pela roupa mais modesta? Não há nada de errado em usar coisas que fazem você parecer atraente, mas como uma mulher cristã, roupas sedutoras e sexy não devem ser parte do seu armário. Se o seu coração está dizendo, “Isso é muito curto?” ou “Isto parece muito apertado?” Ouça essa voz, porque ela já respondeu a sua pergunta.

Peço-vos para ouvir esta voz para seu bem e para o nosso. Para o seu bem, saiba que como um fosso rodeia um castelo, a modéstia guarda o tesouro da castidade. Para o nosso próprio bem, lembremos quando Caim matou Abel lá em Gênesis: quando Deus perguntou onde estava seu irmão, Caim respondeu, “Eu sou o guardião do meu irmão?” Da mesma maneira, é muito fácil para os rapazes e as moças eximirem-se da responsabilidade que temos de levar um ao outro para a pureza. Precisamos adotar a atitude de São Paulo Apóstolo, e viver de forma a não fazer nada que provoque o tropeço de seu irmão (Rom. 14,21).

Algumas garotas gastam mais energia tentando fazer com que os rapazes as notem (mesmo que elas não tenham interesse nos caras) do que tentando centrar a atenção de jovens homens em Deus. Como uma mulher de Deus, use a beleza de sua feminilidade para capturar almas para Deus. Não há nenhum problema com parecer atraente. Os problemas surgem, porém, quando o vestuário (ou a falta dele) é usado de uma forma desonesta, ou quando uma pessoa cai em vaidade e excesso de preocupação com parecer perfeita. Seu corpo é precioso aos olhos de Deus, e você não precisa parecer uma deusa para merecer amor.

(1.) Shalit, A Return to Modesty, p. 157.
(2.) Mike Mathews, “Sexy Fashions? What Do Men Think?” Lovematters.com, p. 10.
(3.) João Paulo II, Mulieris Dignitatem (Intro), op. cit., p. 44

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“Seguir”a Moda.Isso é Cristão?

terça-feira, junho 23rd, 2009

Muito interessante o artigo escrito por Julie,em uma perspectiva  feminina que interessa a todas as irmãs e,de forma diferente,aos irmãos.É um testemunho de um processo pessoal de descoberta e de mudança,como mulher e como cristã.

Embora a moda em vestuário esteja culturalmente relativamente mais distante da realidade masculina,muitos homens também ficam confusos a esse respeito e acabam também se desorientando,tendo uma relação paganizada com essa dimensão da sociedade que preza muito a estética e a aparência.

Como nos disse São Paulo com imensa sabedoria:” Tudo nos é licito mas nem tudo nos convém”, é necessário também nesse campo uma conversão e uma vivência que respeite o sexo em suas caracteristicas naturais e culturais – sem cair nos estereótipos e sem a ambiguidade de muitas modas de hoje que não afirmam o homem nem a mulher,naquilo que eles possuem de diferentes e complementares.

Algumas “modas” parecem mesmo tentar NEGAR a diferença querida por Deus.

Alguns são escravos de conceitos estéticos de” modas” que vão e voltam,desrespeitam o mistério do corpo e do pudor,desrespeitam o bom gosto e até mesmo a capacidade de honrar compromissos financeiros,comprando além da capacidade de pagar,sendo movido pela vaidade e pela preocupação exagerada com a aparência.

O Chamado de Deus para nós é para a autêntica liberdade,”usar” as coisas  sem ser possuido por elas.

***

Julie Marie

Demorou anos para que eu pudesse me olhar no espelho e me achar bonita em roupas sem ser coladas, decotadas, ou simplesmente roupas que não eram chamativas. Mas se eu cheguei a ver isso, então qualquer mulher pode!

É uma experiência única quando acontece a nossa “conversão” neste campo. Mesmo estando ainda no inicio da caminhada – de ser a mulher que Deus deseja – a mudança no meu vestir foi de fato algo como aqueles “antes e depois” que vemos nas revistas de corte de cabelo. Por que­? Porque a mudança no meu guarda roupa foi consequência da mudança interior, mudança que é antes de tudo, uma graça de Deus.

Até hoje (e como disse, estando ainda no inicio desta caminhada) passei, ou melhor, Cristo me permitiu passar por várias etapas. Cada vez mais me assombro com Sua paciência e delicadeza em me esperar até me mostrar o “próximo passo”, e lógico, com avanços e retrocessos, porque geralmente não somos dóceis a Ele como deveríamos. Ser dócil a Cristo iria nos ajudar muito, e talvez eu não precisasse de 8 anos para ver como vejo agora. Talvez, só alguns meses, ou dias, mas com meu coração duro…

Quando caíram as escamas de São Paulo, ele pôde ver a realidade com o mesmo olhar de Cristo. A realidade (exterior) não mudou. Damasco continuava igual. Mas ele mudou e isso é a conversão: ver com os olhos de Cristo. É a realidade interior que nos dá novos critérios para o viver, a tal ponto que possamos dizer, junto com o Apóstolo, “a realidade é Cristo… é Cristo que vive em mim”. Assim como São Paulo foi ao deserto, continuar e aprofundar a experiência do encontro com o Ressuscitado, de alguma forma, se queremos ser a mulher que Deus deseja, deveríamos também ir ao “deserto”. Em que sentido?

Bom, a maioria de nós não pode ir ao deserto físico, onde os monges fizeram a grande experiência com Deus, mas deveríamos nos forçar, nos violentar – diria São Paulo – para passar por um “deserto” com o objetivo de despoluir nossa visão daquilo que constantemente nos dizem que é “bonito” e “feio”. Isso implica deixar de ver a moda das revistas, da TV, das ruas, dos desfiles, das atrizes, do cinema e aceitar ficar “cega” por um tempo.

Explicarei melhor: vivemos, como no tempo de São Paulo, numa comunidade paganizada. Os católicos são a maioria em número, mas vivem como os “pagãos”, pois longe de ser fermento e sal, se deixaram contaminar por tudo o que a sociedade pagã impõe. Eles não são instrumentos de Deus para melhorar e elevar os costumes, são os primeiros escravos a se submeter aos critérios anti-Evangelho. E a mulher é um alvo constante deste neo-paganismo, que tem vários adeptos, pois eles sabem que destruindo a mulher destroem toda a sociedade.

Então de tanto nos mostrar que vestido colado, blusa decotada, mini-saia, roupa transparente e calça jeans é a maneira de nos vestir, acabamos pensando que isso deve ser verdade. É a tal da lavagem cerebral. É uma maquinação feita com alta produção e marketing para mostrar o feio como belo, a força de repetição.

Então ir ao “deserto” significa nos policiar de tantas imagens contrárias à dignidade da mulher que se nos impõe como “único modelo válido para ser bonita“. Mesmo aquelas mulheres que se acham mais “independentes” são vítimas desta ditadura fashion que busca uma homogeneização de todas nós.

Quer um exemplo?

Olhe as capas de qualquer revista feita para mulher dos 3 últimos anos, uma atrás da outra, e leia o que em cada uma delas nas capas: você se sentira como eu quando fiz isso: se sentirá enganada. Uma e outra vez, repetem a mesma coisa, o mesmo clichê, a mesma modelo, a mesma pornografia, a mesma idéia reduzida da sexualidade, o mesmos 10 segredos de prazer, os mesmos 5 passos para o sucesso… e sim, a única coisa que mudou é que usam mais photoshop! Isso se chama lavagem cerebral. Não adiante mudarem as cores, o estilo: a podridão que está lá não muda. Fomos criadas para coisas belas, belas de verdade! E alegria verdadeira, não uma alegria falsa que só existe no papel.

A vocação da mulher é alta. Alta demais: “Reconhece tua dignidade e viverás como Deus planejou. Assim serás realizada”. Foi isso o que eu escutei no coração e é isso que eu transmito para cada um de vocês que está lendo parte da minha história. O resto é blá blá blá, não para boi dormir, mas para você gastar seu tempo, dinheiro (até se individar!), sonhos e sua vida nestes mentiras hipócritas.

Cada uma terá que descobrir, à luz da conversa com Cristo, como se fará este deserto. Eu vou contar a minha experiência, pois pode ser útil para alguma de vocês, ou porque a partir disso, vocês serão inspiradas a outras formas de “deserto”.

Lembro que o “deserto” do qual falo aqui não é a meta final, é o “meio” para a meta. Quando os monges iam ao deserto, ele não iam buscando o deserto e sim a Deus, iam buscando encontrar o sentido mais profundo para sua existência. Mas o deserto era o meio para chegar à meta, o próprio Deus. Da mesma forma, o “deserto” que convidamos cada uma viver não é o fim em si mesmo. A meta é clara: ser a mulher que Deus quer que sejamos! Mas para isso é imprescindível o deserto.

O meu deserto exigiu de mim três atitudes até que eu pudesse ter auto-domínio sobre isso (o que aconteceu progressivamente, e não como passe de mágica, e sim como fruto da graça divina e do que eu me vi chamada a fazer). Repito mais uma vez: cada uma, em oração, saberá o que nosso Senhor lhe pedirá para que, através de um “deserto” possamos ir recobrando a visão de Deus sobre nós, sobre nosso corpo, nossa sexualidade e consequemente gerando mudanças bem concretas no nosso guarda-roupa! Quanto mais dócil somos, mais rápido e fácil será.

Para mim foi necessário:

1) Deixar de olhar as capas das revistas de moda (e logicamente de comprá-las)

2) Deixar de olhar vitrines nas lojas ao andar na rua

3) Ir a um extremo e usar roupas literalmente feias para purificar-me (pelo menos um pouco!) de todas as vezes que eu profanei meu corpo, templo da Santíssima Trindade

Pode parecer exagerado ou meio ridículo, mas este foi o caminho que Deus me conduziu para começar esta linda aventura de “ter os seus olhos” e voltar a olhar com pureza o outro e também querer ser motivo de pureza para o sexo oposto. Lógico que “não está tudo feito”. A caminhada é até o fim, a luta até o ultimo suspiro antes da morte, mas existem sim estágios, e estes foram os meus primeiros estágios. Talvez, eu contando um pouco da minha história fará mais sentido porque Deus usou esta pedagogia comigo!

Quando as minhas escamas caíram eu tinha 23 anos. Tinha trabalhado como modelo especialmente no ano de ‘96, em uma capital desfilando para grifes conhecidas. Eu era tão apaixonada pela moda, que voltando dos EUA em ‘94 fui capaz de pagar excesso de bagagem para trazer as revistas de moda que haviam por lá, mas que não chegavam aqui! Não irei contar meu encontro com Cristo, que aconteceu no Jubileu do ano 2000, pois não é o espaço adequado, mas como disse, foi a partir do encontro com Ele que as escamas caíram, e um dos pontos mais afetado por isso foi minha relação com a moda.

Eu percebi então que tinha profanado meu corpo desde os 16 anos com meu modo de vestir; percebi que, com meu critério de chamar atenção dos homens, tinha me vendido a modismos e me tornei ocasião de pecado para muitos deles, além de me desvalorizar como mulher e filha de Deus. Parece que, mesmo quando eu sentia que estava “exagerando”, eu tentava me desculpar, dizendo “todo mundo usa, porque eu não posso”? Na verdade estava longe, bem longe, de compreender o que o Papa Pio XII disse um Congresso de Moda, em 1957:

“Um estilo nunca deve ser uma ocasião próxima de pecado”

“Neste assunto – a pureza – não existe severidade que possa ser tida como exagerada”. [1]

Parece que eu fazia justamente o contrário: todos os meus estilos eram ocasião de pecado. Bom, entrando neste tema, devo fazer um parêntesis para explicar um pouco porque nós, mulheres, devemos ter muitíssimo cuidado com o que vestimos, já que existe na “mentalidade feminista” um falso grito de liberdade que diz mais ou menos assim: “sou livre, o corpo é meu e eu faço dele o que eu quiser… e não tenho que me preocupar com ninguém!”. Mas não foi para esta liberdade que Cristo nos libertou! Foi para nos fazer servos uns dos outros e nos tornar não pedra de tropeço, mas alter Christus para o nosso próximo. Nós, mulheres, por natureza, temos esta missão que nos vem do próprio Deus: somos responsáveis pelo outro, e temos isso muito mais presente e forte em nós que o homem. Somos assim, chamadas a cuidar do outro, e isso inclui antes de tudo, a cuidar da sua salvação eterna. Longe disso nos escravizar, nos liberta: nos realizamos como mulher ao cuidar dos outros, pois temos a exigente missão de educar o ser humano, desde berço. Então, se a nossa natureza feminina tem algumas qualidades únicas, a dos homens tem outras. Quem não reconhece que o homem é um sexo forte fisicamente. Não é tão bom quanto estamos carregando uma caixa pesada e vem um amigo e diz “quer ajuda?” Que alivio! E ele na maior tranqüilidade leva aquele peso! Deus o fez assim por uma razão muito, muito especial: ele é criado para ser o nosso protetor e guardião, e mais: ele é criado para ser o chefe da sua família! Chefe fracote não dá, né? E eu não estou falando de músculo, estou falando de natureza humana masculina. O homem é mais forte. E que bom que seja assim! Deus assim o quis!

E, nós, mulheres? Nós fomos criadas por Deus para ser feminina, com tudo o que isso implica. Começando por aquilo que é mais óbvio, e que no entanto tentam aniquilar: o corpo da mulher é todo oval, pois está preparado para participar do acontecimento mais belo que existe no mundo: o de ser mãe. A mulher “pela sua natureza física é o próprio vaso da vida. Por isso, toda mulher – devido a sua natureza feminina dada por Deus – tem um certo mistério e sacralidade, que é sua habilidade de cooperar com seu marido e com Deus na sacralidade da criação. Quão apropriado que o sublime e inspirador privilégio da mulher seja reconhecido pelo uso do véu! Este é um costume cheio de significado que infelizmente hoje em dia foi deixado de lado por muitas mulheres da Igreja.”[2]

“Dado que o ensino da tradição Católica sobre modéstia na área da sexualidade requer que a mulher oculte mais seu corpo que o homem, algumas pessoas católicos pensam que isso significa ser injusto com a mulher. Mas mesmo que o ensino da tradição Católica na área da sexualidade seja mais exigente para a mulher, ele não é injusto. Assim como a mulher é o sexo mais fraco na área do poder físico, o homem é o sexo mais fraco na área da sexualidade (no sentido de que o homem é mais propenso a um despertar sexual imediato). E assim como é errado para o homem que ele use seu sua força física para dominar sobre a mulher, é errado para a mulher usar suas características femininas do seu corpo para dominar o homem” [3].

Por isso, o que nos parece até “normal” no nosso vestir (de tanto que vemos por aí – pela força da repetição como falamos antes), não seria normal se pudéssemos estar na pele de um homem. Precisamos ter, mais que nunca, um autêntico amor por ele, para que tenhamos sempre em mente esta sua fraqueza (não por culpa sua), e ter a intenção de elevá-lo para viver o amor também de maneira completa e conforme a sua dignidade. As esposas terão que, na hora do encontro amoroso com o Pai, pode dizer referente ao homem que Deus lhe confiou: “eu te devolvo o meu esposo… como uma pessoa bem melhor do que quando eu o conheci!” E isso é um ato de amor: fazer tudo para que a pessoa cresça como homem, i.e, como filho de Deus chamado à santidade. E as mulheres solteiras ou religiosas deverão apresentar todas as pessoas que passaram por sua vida a Deus, com a paz interior de ter ajudado a todos e encontrarem Aquele que dá o sentido da nossa existência.

Uma maneira bem fácil de elevar o homem é nos vestindo bem, i.e, de maneira digna. Sem dúvida é um aprendizado que devemos estar dispostas a percorrer, e sempre contando com a graça divina: só Deus, em última instância, pode nos dar a graça da conversão, de olhar como Ele olha; de querer ser pura; de querer ser bela aos seus olhos (que não é o mesmo que ser “bela” aos olhos do mundo!), de aceitar o “deserto do olhar”, e de ser ocasião de elevar ao outro, nunca o contrário.

“O feminismo radical insiste em que se um homem tem pensamentos imorais por causa da maneira em que a mulher está vestida, é problema dele, não dela. Mas contrariamente ao que estas militantes alegam, homens e mulheres são diferentes, O homem pela natureza, é mais inclinado a reações sensuais através do estimulo visual, e quando a mulher se veste de maneira provocativa ela carrega algo da responsabilidade, se sua imodéstia leva a membros do sexo oposto a ter pensamentos imorais.”[4]

Vamos deixar a teoria e ir para a prática. Vamos entrar num tema polêmico e por isso peço paciência e docilidade das mulheres que desejam descobrir e viver o único plano que pode trazer a sua realização: o plano de Deus!

O que acontece comum homem ao ver uma mulher vestida de calça jeans? Sabemos que a calça jeans é uma peça recente do guarda-roupa (apenas no sec. XX seu uso foi generalizado), tanto para homem como posteriormente para de mulher. Por 1500 anos as roupas eram túnicas e véus. Uma das primeiras propagandas da Levis é um homem com a calça ajudando com sua força uma senhorita com algo pesado! Não iremos fazer uma historia da moda aqui, mas pensem nisso: por 1500 anos a túnica e o véu prevaleceram como roupa feminina! A calça jeans virou, nos anos ‘60-70 símbolo da revolução sexual e a partir daí, cada vez mais se tornou a peça básica do guarda roupa das mulheres, de qualquer classe social, raça, idade ou religião no Ocidente. Quando ela começou a se popularizar, rapidamente pesquisas de marketing foram realizadas para ver qual a reação do homem frente a uma mulher usando calça. Você sabe o que eles descobriram? Usando uma tecnologia recém-desenvolvida, eles acompanharam o caminho que os olhos do homem percorrem quando vêem uma mulher vestida com calças. Eles descobriram que quando o homem olha para uma mulher de calça pelas costas, eles olham diretamente para suas nádegas. Quando ele olha uma mulher vestida de calca pela frente, os anunciantes descobriram que seus olhos vão diretamente para a área mais íntima e privada da mulher. Não seu rosto! Não seus seios!”[5]

“Os anunciantes se deram conta há muito tempo atrás como aplicar a psicologia Gestalt e a Lei do Fechamento (Law of Closure) e a Lei da Boa Continuidade (Law of Good Continuation) ao criar publicidade que tem como alvo o homem. Ótimo, e o que isso significa? Significa que seus olhos irão seguir uma linha, e ele irá completar a imagem com sua imaginação. …Os olhos dos homens irão seguir as linhas até o fim de suas pernas e terminar a imagem em sua imaginação. Os olhos das mulheres podem fazer o mesmo, mas, pelo fato da mulher não ter o mesmo tipo de tentação, sua imaginação não completa a figura da mesma forma que os homens fazem[6].”

Muitos homens escreveram pra a autora que publicou esta informação confirmando tudo isso, e diziam “não precisar destas pesquisas para ter certeza que é assim” (corrigir). Eles olham mesmo sem querer: “eles olham uma mulher vestida de maneira provocativa e automaticamente seu sistema nervoso dispara. Os hormônios se afloram. Não porque eles querem, mas porque seus corpos automaticamente soltam hormônios que causam este despertar. Deus os deu esta reação para assegurar a sobrevivência da raça humana, mas eles devem controlar-los e usá-los para o propósito que Deus os criou. A meta da nossa vida é que é assegurar que nós iremos dominar as paixões, de forma que elas possam ser úteis a nós. Por isso eles não podem controlar que o despertar aconteceu, mas eles devem controlar como eles irão responder por isso”[7].

E nós, mulheres, o que temos a ver com tudo isso? Já falamos, mas iremos repetir: temos obrigação de nos vestir, se é que amamos as pessoas como Cristo exige aos seus discípulos, de tal forma que jamais sejamos ocasião de pecado para o outro. Somos filhas de Deus, e não existe nobreza mais alta do que esta! Somos todas filhas do Rei!

“As modas de hoje estão todas moldadas para destruir a sensibilidade feminina pela dignidade do seu sexo.[8] Uma profunda tristeza nos abate quando olhamos para a mulher do Ocidente andando praticamente nua… não há duvida, um mentor iniciou durante estas décadas modas que tem como objetivo destruir a modéstia feminina”.(9]

“Nossa cultura está afundada em confusão e escuridão moral, com “cegos guiando outros cegos”! Pessoas com autêntica fé cristã deve se elevar no meio de todos esses erros e sensualismos. Nós temos que nos elevar a um alto nível de vida e cultura nos vestindo com dignidade”.[10]

Como nos elevar? Através de uma autêntica Revolução da Moda. Para isso precisamos unir um grupo de mulheres católicas que, reconhecendo sua altíssima vocação, sejam exemplos em suas famílias, com amigos, na Igreja e possam inspirar a outras a começarem o seu processo de aprendizado: voltar a ser feminina! Nenhum processo está “finalizado”, sempre estaremos aprendendo alto até o último suspiro, mas existe um arranque, um pulo por assim dizer, e para isso é preciso ser fermento, quero dizer, feminina sempre e em todo lugar! Se a mudança é vista pelos outros pela mudança do nosso vestir, antes com certeza ela aconteceu no nosso coração!

De fato, se a primeira etapa é a do “deserto” (purificar o olhar como forma de purificar o coração) a segunda etapa – e m­­ais importante – é ver coisas que são realmente belas: por isso precisamos com urgência encontrar estilistas, costureiras, empresárias do mundo da moda que, sendo católicas, estejam dispostas a unir seus talentos e oração nesta nova revolução.

O que estamos esperando? Temos tanto o que fazer!

Que Nossa Rainha Puríssima nos guie, ajude e inspire! E que São José, seu guardião seja também o nosso!


[1]Pio XII, Sacra Virginitas, n. 51

[2] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 30

[3] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 23. Fr. Regis Scanlon, O.F.M., Homiletic and Pastoral Review, Nov. 1988, quoted in Bainbridge, op. cit.

[4] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37: Patricia Pitkus Baingbridge, M.A., “It´s Not a Big Deal… Or Is It?” in Life Mtters, Vol. III, no. 12, Sep. 2004

[5] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg 49

[6] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 59, 50

[7] Cf. Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 22, 23, 49,50.

[8] Sexo significa, antes de tudo, o ser criado como varão ou como mulher.

[9] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37:

[10] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 51

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