Posts Tagged ‘Mundo’

* Onde estão as Crianças? População mundial: do auge ao fracasso

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Por Pe. John Flynn, L.C.

As Nações Unidas acabaram de publicar um relatório chamando atenção sobre o rápido envelhecimento da população mundial. Pouco depois do começo do ano, o Departamento de Assuntos Econômicos publicava seu relatório “Envelhecimento da População Mundial 2009”.

Entre os principais resultados do relatório estavam os seguintes pontos:

-   O envelhecimento atual não tem comparativos com a história. É esperado que, para o ano de 2045, o número de pessoas com mais de 60 anos supere o número de menores de 15. Nas regiões mais desenvolvidas, onde se tem avançado o envelhecimento, essa situação já aconteceu em 1998.

-   A idade média atual do mundo é de 28 anos, com a metade da população mundial acima dessa idade e outra metade abaixo. Na metade do século a idade média chegará provavelmente aos 38 anos.

-   O envelhecimento está afetando quase todos os países do mundo, devido à diminuição de fertilidade que tem se tornado quase universal.

-   O envelhecimento terá uma forte impacto no desenvolvimento econômico, investimentos, mercados trabalhistas e fiscais.

-   Dado que a taxa de fertilidade é pouco provável que suba novamente para os níveis elevados do passado, o envelhecimento é irreversível e as populações jovens, algo até recentemente comum, serão mais raras no século XXI.

- No âmbito mundial, existe atualmente cerca de 9 pessoas na idade de trabalho que sustentam cada pessoa idosa. Em 2050, cairá para 4, com consequências graves para o sistema de pensões. Além disso, a atual crise econômica trará um grave declínio do valor dos fundos de pensão.

Mais relatórios

Outros relatórios recentes da ONU examinam em maior profundidade os problemas demográficos de cada país. Um estudo do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), nomeado “Rússia frente aos Desafios Demográficos”, previu que a população vai continuar a diminuir, informou em 4 de outubro Associated Press.

Segundo a UNDP, a população da Rússia baixou 6,6 milhões desde 1993, apesar do afluxo de milhões de imigrantes. O relatório advertiu que em 2025 o país poderia perder outros 11 milhões de pessoas.

As consequências de tal redução serão, segundo a UNDP, o corte de mão de obra, o envelhecimento da população e o menor crescimento econômico. Em 2007 a Russía era o nono país do mundo em população. Em 2050, as Nações Unidas estimam que a Rússia irá ocupar o posto de décimo quinto na lista, com uma população menor do que o Vietnã.

A Rússia necessita reduzir seu alto índice de abortos para contrapor a tendência de diminuição da população, advertia a ministra da Saúde do país, Tatyana Golikova, informou em 18 de janeiro France Presse.

Golikova declarou que em 2008 houve 1.714.000 nascimentos na Rússia e 1.234.000 abortos.

Em sua análise de 20 de janeiro às declarações de Golikova, o centro de geopolítica Strarfor observava que, ainda que a ministra anuncie que em 2009 houve um ligeiro aumento da população da Rússia entre 15 a 25 mil habitantes, isso se deve a causas extraordinárias.

O aumento se deve, em parte, aos incentivos do governo para que os russos voltem a seu país desde as antigas repúblicas soviéticas. Depois de vários anos desse fluxo migratório, o número de russos que querem voltar diminuiu com rapidez.

Outra causa do ligeiro aumento da população é que o grupo de idade entre 20 e 29 anos soma cerca de 17% da população e se demonstra bastante fértil. A geração nascida antes dessa, no entanto, foi muito menos.

Falta de meninas

Ainda que o Vietnã esteja a ponto de superar a Rússia, o excesso de abortos naquele país está causando graves problemas, segundo o relatório de agosto de 2009 publicado pelo Fundo de População das Nações Unidas.

O estudo “Mudanças recentes na proporção entre os sexos nos nascimentos no Vietnã. Uma Revisão de Evidências”, examinava o problema dos abortos seletivos por sexo.

Normalmente a proporção dos sexos ao nascer (definida como o número de meninos nascidos por cada cem meninas), está entre 104-106/100.

Essa proporção, explicava o informe, é, em circunstâncias normais, bastante estável ao longo do tempo, em regiões geográficas, continentes, países e raças.

Os estudos sobre a porcentagem de sexos revelaram uma mudança inesperada, que começou nos anos oitenta em alguns países asiáticos, comentava a agência das Nações Unidas. “Junto ao declínio de fertilidade, essa tendência está se estendendo por países com grandes populações da Ásia, ameaçando assim a estabilidade demográfica mundial”, continuava o relatório.

No Vietnã, a proporção entre os sexos ao nascer para o ano de 2006 foi de 110/100 crianças do sexo masculino. Segundo o relatório, a mudança na proporção começou faz cerca de uma década e atualmente está aumentando em quase um ponto por ano. Nesse ritmo atual de mudança, a proporção pode superar a marca de 115 em alguns anos, estabelecia o relatório.

Se essa tendência não se inverter, o Fundo de População adverte que em 2025 o Vietnã terá um excesso significativo de população masculina. Isso terá muitas consequências negativas para o país e afetará especialmente a população adulta jovem no momento de se casar.

O fenômeno de “falta de meninas” é bem conhecido na China. Um relatório recente confirmava a prática de abortos seletivos por sexo. A Academia Chinesa de Ciências Sociais afirmou que haverá mais de 24 milhões de homens que não poderão encontrar uma esposa no final dessa década, informou em 12 de janeiro o jornal Times.

A reportagem culpava por esse desequilíbrio a política da chinesa de ter somente um filho.

“O problema é mais grave nas zonas rurais, devido à falta de um sistema de segurança social”, indicava a reportagem. “Os camponeses idosos têm de se confiar na sua descendência”, observava.

Segundo o artigo do Times, um especialista chinês afirma que em 2006 a proporção de sexo havia aumentado para 120/100.

Declínio

No país vizinho, Japão, a população segue diminuindo. Um editorial publicado em 15 de janeiro no jornal Japan Times indicava que as estimativas do ministério de Saúde, Trabalho e Bem Estar da nação calculam que em 2009 a população diminuirá em 75 mil pessoas, que é 1,46 vezes o declínio de 2008.

Segundo o editorial, o Instituto Nacional de Investigação de População e Segurança Social estima que a população do Japão cairá dos 100 milhões em 2046 para 90 milhões em 2055. A população atual se estima em cerca de 128 milhões.

Enquanto surgem cada vez mais elementos de preocupação por envelhecimento de população do mundo e a diminuição dos índices de fertilidade, o governo dos Estados Unidos está no meio de uma dramático aumento de seu apoio à anticoncepção e ao aborto por todo o mundo.

A 8 de janeiro, a secretária de Estado, Hillary Clinton, discursou com ocasião do décimo quinto aniversário da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento que teve lugar em 1994 no Cairo, Egito.

Em sua intervenção, celebrava uma das primeiras atuações do presidente Barack Obama em seu cargo, que foi suspender as restrições de financiamento do governo federal às organizações que financiam o aborto nos países em desenvolvimento.

Também observava que os Estados Unidos renovaram seu financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas e que o Congresso destinou 648 milhões de dólares em ajuda ao exterior para programas de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Prometeu ainda mais ajudas no futuro para levar ofertas de anticoncepcionais a todas as mulheres de cada nação. E também destacou o trabalho que o governo dos Estados Unidos está conduzindo junto à International Planned Parenthood Federation, conhecida por realizar milhões de abortos por ano.

O entusiasmo atual por fazer todo o possível para baixar a fertilidade está movido claramente por motivos ideológicos que não param para considerar as consequências econômicas de políticas que conduzem a um rápido declínio de fertilidade em um curto período de tempo.

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* O Papa é importante na política internacional ?

domingo, janeiro 31st, 2010
O norte-americano John Allen  (foto) é um dos vaticanistas de referência no atual papado de Bento XVI sobre quem ele publicou duas biografias.

Allen escreve no National Catholic Reporter e é comentarista religioso da rede de TV CNN e da rádio pública NPR. Ele vive entre Roma e Denver.

Nesta entrevista, Allen analisa o atual momento da Igreja católica, a estratégia de Joseph Ratzinger e sua preocupação com a Espanha.

A reportagem é de Eusebio Val, publicada no jornal La Vanguardia,

***

O Papa ainda é importante na política internacional?

Mais importante do que muitos pensam.

A Igreja católica tem 1,2 bilhões de membros espalhados por todo o planeta. Mesmo que o Papa não possa apertar um botão para que os católicos façam alguma coisa, a linha que ele marca é sim importante para fixar as prioridades políticas, sociais e culturais dos católicos.

O caso mais óbvio é o papel de João Paulo II na derrubada do comunismo na Europa. Ele também foi a principal voz da rejeição moral à guerra dos EUA no Iraque.

Você escreveu que a Igreja católica é para a religião aquilo que os EUA são para geopolítica.

Sim, é a outra superpotência que resta. Cada vez que há alguma iniciativa inter-religiosa importante no mundo, ninguém presta atenção, a menos que o Papa participe.

A Igreja católica é a maior e a mais integrada verticalmente. Tem uma estrutura de mando clara. Como nenhuma outra religião.

Ninguém sabe quem manda no islã, no hinduísmo ou no judaísmo. Isso lhe dá uma capacidade única para se mobilizar. Assim como não há solução a nenhum problema político ou econômico global que não envolva os EUA, não há solução a nenhum problema religioso ou espiritual global que não envolva a Igreja católica.

E além disso ela possui um corpo diplomático…

Sim, não existe nenhuma outra religião que o tenha. São 193 os países que mantêm relações diplomáticas com a Santa Sé. Só poucos não têm: Vietnã, Coreia do Norte, Arábia Saudita e Irã. Não é uma lista em que você gostaria de estar. A Igreja católica está posicionada de maneira única para ser uma voz religiosa e de consciência nos assuntos globais.

Que missão esse Papa tem, em sua opinião?

É muito claro que a tarefa número um de Bento XVI está voltada ao interior da Igreja, não ao exterior.

O que ele tenta fazer é restaurar um forte sentimento de identidade católica, o que significa ser católico e o que nos diferencia do resto. Por isso, existe muito cuidado sobre como são traduzidos os textos da liturgia, tanta atenção aos teólogos que, do ponto de vista do Vaticano, estão ensinando as coisas equivocadas. O projeto principal de Bento XVI é restaurar um sentimento de identidade católico forte, claro, musculoso. Sua esperança é que, se assim o fizer, o catolicismo será mais unido e mais efetivo para levar sua mensagem ao mundo.

Este Papa é de transição, dada a sua idade?

Cada Papa é um Papa de transição, pois houve 264 antes que ele, e provavelmente haverá centenas depois. Mas não acredito que Bento XVI tenha sido eleito simplesmente para manter o assento quente por poucos anos até que escolham outro.

No conclave de 2005, os cardeais decidiram que o desafio mais importante para a Igreja é a crise de fé na Europa, que é a parte do mundo mais apática diante da fé ou em alguns casos mais hostil, e alguém tinha que fazer alguma coisa.

Eles acreditaram que Bento XVI, que escreveu, pensou e falou sobre a situação da fé na Europa durante décadas, seria o homem adequado. O que acontece é que Bento XVI é famoso por pensar em longo prazo. Ele não se preocupa com a manchete do La Vanguardia de amanhã, mas sim com a situação dentro de 200 anos. Você não pode esperar resultados imediatos. Mas não acredito que se possa dizer que é um papado de transição, no sentido de que não faz nada. Pelo contrário, ele tenta legar um magistério que permita que a Igreja supere a crise da secularização europeia. A má notícia para os jornalistas é que devemos esperar 200 anos para ver se isso funciona.

O próximo Pontífice pode ser negro ou sul-americano?

Da última vez, um finalista foi o cardeal argentino Bergoglio. Foi levado muito a sério como candidato.

É possível? Claro que sim. Se olharmos aos números, desses 1,2 bilhões de católicos, mais de 700 milhões vivem na América Latina, na África e na Ásia. Por isso, de certa maneira, já seria hora de que houvesse um Papa do mundo em desenvolvimento.

Mas quando os cardeais se reúnem no conclave, eles não pensam no passaporte, na idade ou em onde o candidato estudou. Eles tentam, na verdade, escolher aquele que tenha mais talento, mais santidade, o mais preparado para dirigir a Igreja. Se for africano, perfeito. Se for alemão, como aconteceu da última vez, isso não vai lhes parar. Mesmo que veja como possível, não acredito que irão eleger alguém pelo fato de ser negro. Irão eleger porque acreditam que é o homem adequado para ser Papa. E se for negro, isso não será um obstáculo.

Pode haver uma mudança radical na Igreja como, por exemplo, a perestroika na URSS?

Claro que é possível. Mas as lixeiras da história da Igreja estão cheias de cadáveres de jornalistas que tentaram prever o futuro. Eu não tenho bola de cristal. Historicamente, a mudança na Igreja católica é uma surpresa. Aí está a diferença com os protestantes. Eles mudam constantemente. Têm suas reuniões e votam sobre seus magistérios, rodam seus bispos.

Na Igreja católica, pelo contrário, as coisas, na superfície, parecem não se mover durante muito tempo até que, de repente, algo entra em irrupção. Aconteceu assim com o ConcílioVaticano II. Muito poucos anteciparam a mudança tão substancial que ele traria. É possível outra mudança radical? Claro que sim, mas atualmente eu não vejo isso no horizonte.

Qual é o estado de saúde do catolicismo em escala global?

Varia imensamente segundo a região do mundo. Em nível estatístico, o catolicismo goza da melhor saúde na África subsaariana. Em 1900, havia ali 1,9 milhões de católicos. Agora, são 165 milhões. É um crescimento de mais de 8.000% em pouco mais de um século. Os seminários estão cheios, e as missas também. Isso não diz muito sobre a qualidade da fé, mas, numericamente, o catolicismo tem um mercado em expansão, vive um boom na África.

Em algumas áreas da Europa, ocorre o contrário. A participação na missa caiu a 4%, 5%, 6%. Os seminários estão morrendo.A Igreja tem uma influência pública muito reduzida. O Papa não conseguiu nem uma menção de Deus na Constituição Europeia. Mas é perigoso e enganoso avaliar a saúde da Igreja com base na Europa. É como estudar o mercado da Coca-ColaPepsi. No marco global, pelo menos em nível quantitativo, a Igreja católica vai bem.

A Espanha é uma grande preocupação para esse Papa.

A Espanha não é só umagrande preocupação para esse Papa. A Espanha é uma preocupação para o Vaticano e para a Igreja católica em toda a Europa. Zapatero se converteu no símbolo de todo o equívoco do secularismo europeu.

Zapatero é o símbolo desse secularismo radical, hostil à religião, hostil à Igreja católica e hostil aos seus ensinamentos morais.

A preocupação é que o impacto de Zapatero não fique só na Espanha, mas que se estenda pela Europa e tenha um sério impacto na América Latina, onde vive a metade dos católicos do mundo. Existe um sério temor de que Zapatero seja uma doença que se estenda e infecte toda a América Latina.

E como o Vaticano reagiu a essa situação?

Acredito que há duas atitudes. Uma é partidária de lutar contra Zapatero, de levar as pessoas às ruas para manifestações em favor da família, para protestar contra o governo.

A outra é partidária de dialogar com Zapatero e de convidar o movimento que ele representa para uma conversa razoável, para que não veja a Igreja católica como um inimigo, mas sim como uma potencial amiga. Esse era o estilo de Bento XVI quando se encontrou pela primeira vez com Zapatero, em Valência, no Congresso Mundial da Famílias, em 2006. Entre os jornalistas, esperava-se que esse encontro fosse muito violento, mas na realidade foi uma festa do amor em que Bento XVI, de maneira deliberada, não propôs nenhuma das questões contenciosas como o aborto, o casamento homossexual, a eutanásia ou a relação Igreja-Estado.

Seu estilo foi tentar encontrar áreas de acordos potenciais e construir uma relação. Acredito que essas duas atitudes definem a reação da Igreja católica.

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* Em Deus, a Igreja existe para servir a todos.

quinta-feira, janeiro 21st, 2010
Por Giovanni Maria Vian, diretor do diário vaticano

Publicamos o artigo que Giovanni Maria Vian, diretor de “L’Osservatore Romano”, escreveu sobre o discurso realizado por Bento XVI ao corpo diplomático no dia 11 de janeiro.

* * *

O discurso de Bento XVI aos diplomatas acreditados na Santa Sé mira o futuro. Com uma amplitude de visão que não possuem, em geral, os líderes internacionais, e com um realismo que não esconde os problemas.

Em uma retrospectiva que, mesmo que tradicional na forma, mostra bem a atenção e a atitude da Sé romana a respeito do mundo, que o Papa descreveu no preâmbulo do texto: em Deus a Igreja existe para os demais, por isso, está aberta a todos.

Esta abertura se demonstrou nas últimas semanas com o estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre a Santa Sé e a Federação Russa – um fato que é motivo de “profunda satisfação”, destacou Bento XVI – e com a visita do presidente vietnamita, tal como, ao longo do ano recém-concluído, com os encontros do Pontífice com numerosas personalidades políticas, no Vaticano e durante as visitas e as viagens.

No panorama internacional, segue em primeiro plano a dramática crise econômica mundial e a instabilidade social que deriva dela. A raiz a crise, conforme lemos em Caritas in Veritate é a mentalidade egoísta e materialista, com efeitos que ameaçam também a criação: um exemplo é a degradação do meio ambiente que saiu à luz depois da queda do muro de Berlim, nos regimes ateus europeus. Por isso, hoje a Santa Sé compartilha a forte preocupação pelo fracasso substancial da Conferência de Copenhague e deseja que nos próximos encontros de Bonn e Cidade do México sejam superadas as resistências de ordem econômica e política a respeito da luta contra a mudança climática. Caso contrário, o destino de alguns países estará em perigo, disse o Papa sem rodeios.

A Igreja, com toda razão, atenta para a preservação do meio ambiente, insiste no respeito irrenunciável à pessoa humana, que significa a proteção da vida desde sua concepção e uma distribuição equitativa dos recursos alimentares, suficientes para toda a população mundial, como há decênios repete a Santa Sé, contra catastrofismos interessados.

Assim, aos lábios de Bento XVI voltou a preocupação exploração de enormes zonas da África, pela produção de drogas no Afeganistão e em alguns países latino-americanos, mas sobretudo pelo aumento constante de gastos militares e pelos arsenais nucleares, que serão tratados em maio pela Conferência de Nova York.

Muitas situações insustentáveis pela a difusão da violência, a pobreza e a fome estão na origem do imponente fenômeno migratório mundial, frente ao qual o Papa voltou a pedir às autoridades civis que atuem “com justiça, solidariedade e clarividência”, recordando em particular a fuga dos cristãos do Oriente Médio.

Precisamente devido a este dramático e preocupante fenômeno – que ameaça extinguir a presença cristã nas terras onde nasceu a Igreja – Bento XVI quis convocar para o próximo outono [europeu] uma Assembleia do Sínodo dos Bispos, a fim de reafirmar o pedido de reconhecimento dos direitos de israelenses e palestinos, assim como da identidade e do caráter sagrado de Jerusalém.

As crises do mundo e das diferentes sociedades se originam no coração dos homens – repetiu o Papa – e apenas podem ser superadas mudando a mentalidade e estilos de vida, por meio de um grande esforço educativo.

A Igreja deseja participar dele, mas para isso é necessário que seu papel público seja reconhecido, tanto na Europa, que não deve abandonar as fontes de sua própria identidade, como no mundo. A Igreja não pede privilégios, mas só pode viver para os demais, fiel ao único Senhor.

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* A liberdade individual pelo mundo, segundo a Freedom House.

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

A organização sem fins lucrativos Freedom House, sediada em Washington, nos Estados Unidos, divulgou nesta terça-feira (12) o estudo “Liberdade no Mundo em 2010”, no qual retrata os países conforme o grau de liberdade individual que seus cidadãos possuem. Pelo quarto ano seguido, o mundo ficou “menos livre” segundo a organização, a maior sequência de queda nas liberdades em quase 40 anos de estudo.

De acordo com a Freedom House, 2009 foi um ano marcado pela “intensificada repressão contra defensores dos direitos humanos e ativistas civis”, o que fez com que 40 países registrassem diminuições nos níveis de liberdade medidos pela organização, enquanto apenas 16 melhoraram. “As notícias de 2009 são realmente preocupantes”, disse Arch Puddington, diretor de pesquisa da Freedom House. “O declínio é global, pois afetou países fortes econômica e militarmente, países que mostravam sinais de reforma e os governo mais autoritários se tornaram ainda mais repressivos”, disse ele.

A localização dos países livres coincide com o mapa dos países que possuem democracias representativas nos moldes daquela consagrada pelos Estados Unidos. Assim, a maior parte daAmérica Latina (incluindo o Brasil), Estados Unidos, Canadá, seis países africanos, Israel, India, Mongôlia, Japão, Indonésia e Austrália, e quase a totalidade da Europa são classificados como “países livres”. No total, são 89 países ou territórios nessa condição, que abrigam 3,08 bilhões de pessoas.

No segundo grupo, dos “parcialmente livres”, há 58 países, entre eles Honduras, que caiu para esta classificação após a crise institucional iniciada com a deposição do ex-presidente Manuel Zelaya. Na América Latina, ainda são classificados como parcialmente livres a Colômbia e quatro países governados por presidentes de esquerda: Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela.

No continente, o único país “não livre” é a ilha de Cuba.

Junto com Cuba aparecem como Estados não livres a China, a maior parte da África (onde houve quatro golpes em 2009), a Rússia, várias ex-repúblicas soviéticas, e quase todo o Oriente Médio, classificado como “a região mais repressiva do mundo”. Apesar deste nada honroso título, o Oriente Médio só tem um país na lista chamada “piores dos piores”, que é a Líbia. Os outros companheiros do país de Muamar Khadafi são os asiáticos Mianmar, Coreia do Norte, Tibete (região que oficialmente pertence à China), Turcomenistão e Uzbequistão, e os africanos Eritreia, Guiné Equatorial, Somália e Sudão.

Para criar o ranking de países, a Freedom House elabora e responde questões que abrangem temas como o sistema eleitoral, pluralismo político, funcionamento do governo, liberdade de expressão, de livre associação, estado de direito e direitos individuais. Os analistas da organização atribuem notas aos países e uma média individual é gerada para listar os 194 países e 14 territórios pesquisados.

A Freedom House foi fundada em 1941 por Eleanor Roosevelt, mulher do então presidente dos EUA Franklin Delano Rossevelt (no cargo entre 1933 e 1945) e por Wendell Wilkie, um advogado que concorreu com Roosevelt nas eleições presidenciais de 1940, mas que depois passou a defender seu governo.

Fonte: Época

***

Veja essa notícia que referenda a análise.

Ex-muçulmanos são atacados e recebem ameaças de morte

A agência de notícias International Christian Concern informou que, no dia 18 de dezembro de 2009, muçulmanos fanáticos em Nutangram, Bengala Ocidental, atacaram os cristãos que haviam se convertido do islamismo e ameaçaram queimá-los vivos se não voltassem para sua religião anterior.

Os fanáticos agrediram verbalmente os membros do Khoda-E- Jamat Ibadat Khana (Centro de adoração/ Igreja para ex-muçulmanos) e também ameaçaram incendiar suas casas.

Os muçulmanos também organizaram um boicote social contra os cristãos, e forçaram todos os comerciantes da região a não vender nada para os cristãos e não permitir que eles tivessem acesso à água. Eles também disseram para que os familiares muçulmanos não permitissem que os parentes cristãos usassem o wc.

No dia 19 de dezembro, os cristãos registraram uma queixa na delegacia de Nurshidabad. Quando visitaram o local, viram que eles falavam a verdade.

Uma fonte afirma: “O último ataque deixou os 100 membros da igreja abalados”. Depois que a polícia conversou com os agressores e os alertou a não perturbarem novamente os cristãos, a região ficou em paz novamente.

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* Cultura relativista manipula as consciências,adverte Papa.

quinta-feira, novembro 19th, 2009

Mensagem pontifícia à Congregação para a Evangelização dos Povos

O Papa advertiu que a cultura relativista contamina a família, a educação e outros âmbitos da sociedade, manipulado as consciências. Bento XVI tocou nessa questão em uma mensagem dirigida ao prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, o cardeal Ivan Dias, com motivo da assembleia plenária da Congregação, que começou na Universidade Urbaniana de Roma, com o tema “São Paulo e os novos areópagos”.

O Santo Padre destacou que, como São Paulo anunciou o Evangelho em Atenas usando uma linguagem inculturada, a Igreja deve proclamar hoje o Evangelho aos novos ambientes, afirmou o Papa.

Mas “não se trata apenas de pregar o Evangelho, mas de alcançar e quase sacudir com a força do Evangelho os critérios de juízo, os valores determinantes, os pontos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que estão em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio de salvação”, disse, citando Paulo VI.

“A atividade missionária da Igreja deve portanto se orientar para estes centros neurálgicos da sociedade do terceiro milênio”, continuou.

Sobre as necessidades particulares da sociedade atual por evangelizar, o Papa indicou que “não se deve menosprezar a influência de uma difundida cultura relativista, a maioria das vezes carente de valores, que entra no santuário da família, infiltra-se no âmbito da educação e em outros âmbitos da sociedade e os contamina, manipulando as consciências, especialmente as juvenis”.

Para Bento XVI, “como em outras épocas de mudanças, a prioridade pastoral é mostrar o verdadeiro rosto de Cristo”, o qual “exige que cada comunidade cristã e a Igreja em seu conjunto ofereçam um testemunho de fidelidade a Cristo”.

E isso “construindo pacientemente essa unidade querida por Ele”, porque “a unidade dos cristãos fará, de fato, mas fácil a evangelização e a confrontação com os desafios culturais, sociais e religiosos de nosso tempo”.

“Nesta empreitada missionária podemos olhar o apóstolo Paulo, imitar o ‘estilo’ de vida e o mesmo ‘espírito’ apostólico centrado totalmente em Cristo”, propôs.

E seguidamente assegurou: “com esta completa adesão ao Senhor, os cristãos poderão mais facilmente transmitir às futuras gerações a herança da fé, capaz de transformar também as dificuldades em possibilidades de evangelização”.

Na mensagem, o Santo Padre dedicou palavras de “apreço e de gratuidade” ao cardeal Dias e a toda Congregação para a Evangelização dos Povos, “pelo serviço que se faz à Igreja no âmbito da missão ad gentes”.

Também considerou a assembleia que estão celebrando um “convite urgente a saber valorizar os “areópagos” de hoje, onde se enfrentam os grandes desafios da evangelização”.

“Quer-se analisar este tema com realismo, tendo em conta as muitas mudanças sociais ocorridas –reconheceu. Um realismo apoiado pelo espírito de fé, que vê a história à luz do Evangelho, e com a certeza que tinha Paulo da presença de Cristo ressuscitado”.

E assegurou que, perante essa missão da Igreja, apesar dos problemas, o “Espírito Santo está sempre em ação”.

Bento XVI afirmou que atualmente “se abrem de fato novas portas ao Evangelho e se vai estendendo no mundo o desejo de uma autêntica renovação espiritual e apostólica”.

Referindo-se à encíclica Caritas in veritate, destacou que o desenvolvimento econômico e social da sociedade contemporânea precisa recuperar a atenção à vida espiritual”.

Recuperar também, acrescentou, uma “séria consideração das experiências de confiança em Deus, de fraternidade espiritual em Cristo, de confiança na Providência e na Misericórdia divinas, de amor e de perdão, de renúncia a si mesmo, de acolhida ao próximo, de justiça e de paz”.

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* O que é “Halloween” e o que se celebra realmente nesta data?

sexta-feira, outubro 30th, 2009

1. Significado
2. Origens
3. Abóbora, guloseimas, disfarces…
4. Festividade de todos os Santos
5. Cultura e negócio do terror
6. Pensando a partir da fé
7. Sugestões para os pais de família

8. Idéias criativas de como dar as crianças um ensino positivo nestas data

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1. Significado

Halloween significa “All hallow’s eve”, palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”, já que se refere de noite de 31 de outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. Entretanto, o antigo costume anglo-saxão lhe roubou seu estrito sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo, tendência que se propagou também entre os povos espanos.

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2. Origens

A celebração do Halloween se iniciou com os celtas, antigos habitantes da Europa Oriental, Ocidental e parte da Ásia Menor. Entre eles habitavam os druidas, sacerdotes pagãos adoradores das árvores, especialmente do carvalho. Eles acreditavam na imortalidade da alma, a qual diziam se introduzia em outro indivíduo ao abandonar o corpo; mas em 31 de outubro voltava para seu antigo lar a pedir comida a seus moradores, que estavam obrigados a fazer provisão para ela. O ano celta concluía nesta data que coincide com o outono, cuja característica principal é a queda das folhas. Para eles significava o fim da morte ou iniciação de uma nova vida. Este ensino se propagou através dos anos junto com a adoração a seu deus o “senhor da morte”, ou “Samagin”, a quem neste mesmo dia invocavam para lhe consultar sobre o futuro, saúde, prosperidade, morte, entre outros. Quando os povos celtas se cristianizaram, não todos renunciaram aos costumes pagãos. Quer dizer, a conversão não foi completa. A coincidência cronológica da festa pagã com a festa cristã de Todos os Santos e a dos defuntos, que é o dia seguinte, fizeram com que se mesclasse. Em vez de recordar os bons exemplos dos santos e orar pelos antepassados, enchia-se de medo diante das antigas superstições sobre a morte e os defuntos. Alguns imigrantes irlandeses introduziram Halloween nos Estados Unidos aonde chegou a ser parte do folclore popular. Acrescentaram-lhe diversos elementos pagãos tirados dos diferentes grupos de imigrantes até chegar a incluir a crença em bruxas, fantasmas, duendes, drácula e monstros de toda espécie. Daí propagou-se por todo mundo. Em 31 de outubro de noite, nos países de cultura anglo-saxã ou de herança celta, celebra-se a véspera da festa de Todos os Santos, com toda uma cenografia que antes recordava aos mortos, logo com a chegada do Cristianismo às almas do Purgatório, e que agora se converteram em uma salada mental em que não faltam crenças em bruxas, fantasmas e coisas similares. Em troca, nos países de cultura mediterrânea, a lembrança dos defuntos e a atenção à morte se centram em 2 de novembro, o dia seguinte à celebração da ressurreição e a alegria do paraíso que espera à comunidade cristã, uma família de “Santos” como a entendia São Pablo. Diversas tradições se unem, mesclam-se e se influem mutuamente neste começo de novembro nas culturas dos países ocidentais. Na Ásia e África, o culto aos antepassados e aos mortos tem fortes raízes, mas não está tão ligado a uma data concreta como em nossa cultura.

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3. Abóbora, guloseimas, disfarces…

A abóbora foi acrescentada depois e tem sua origem nos países escandinavos e em seguida retornou a Europa e ao resto da América graças à colonização cultural de seus meios de comunicação e os séries e filmes importados. Nos últimos anos, começa a fazer furor entre os adolescentes mediterrâneos e latino-americanos que esquecem suas próprias e ricas tradições para adotar a oca abóbora iluminada. No Hallowe’em (do All hallow’s eve), literalmente a Véspera de Todos os Santos, a lenda anglo-saxã diz que é fácil ver bruxas e fantasmas. Os meninos se disfarçam e vão -com uma vela introduzida em uma abóbora esvaziada em que se fazem incisões para formar uma caveira- de casa em casa. Quando se abre à porta gritam: “trick or treat” (doces ou travessuras) para indicar que gastarão uma brincadeira a quem não os de uma espécie de propina em guloseimas ou dinheiro. Uma antiga lenda irlandesa narra que a abóbora iluminada seria a cara de um tal Jack Ou’Lantern que, na noite de Todos os Santos, convidou o diabo a beber em sua casa, fingindo um bom cristão. Como era um homem dissoluto, acabou no inferno. Com a chegada do cristianismo, enquanto nos países anglo-saxões tomava forma a procissão dos meninos disfarçados pedindo de porta em porta com a luminária em forma de caveira, nos mediterrâneos se estendiam outros costumes ligados a 1º e 2 de novembro. Em muitos povos espanhóis existe uma tradição de ir de porta em porta tocando, cantando e pedindo dinheiro para as “almas do Purgatório”. Hoje em dia, embora menos que antigamente, seguem-se visitando os cemitérios, arrumam-se os túmulos com flores, recorda-se os familiares defuntos e se reza por eles; nas casas se falava da família, de todos os vivos e dos que tinham passado a outra vida e se consumiam doces especiais, que perduram para a ocasião, como na Espanha os pastéis redondos de vento ou os ossos de santo. Enquanto isso, do outro lado do oceano e ao sul dos Estados Unidos, a tradição católica levada por espanhóis e portugueses se mesclava de acordo com cada país americano, mescla dos ritos locais pré-coloniais e com folclore do lugar. Certamente na Galicia se unem duas tradições: a celta e a católica, por isso é esta a região da Espanha em que mais perdura a tradição da lembrança dos mortos, das almas do Purgatório, muito unidas ao folclore local, e as lendas sobre aparições e fantasmas. Em toda a Espanha perdura um costume sacrossanto que se introduziu nos hábitos culturais: a de representar nesta data alguma peça de teatro ligada ao mito de Dom Juan Tenorio. Foi precisamente este personagem, “o gozador de Sevilha ou o convidado de pedra”, criado pelo frade mercedário e dramaturgo espanhol Tirso de Molina, que se atreveu a ir ao cemitério, nesta noite, para conjurar as almas de quem havia sido vítimas de sua espada ou de sua possessividade egoísta. Em todas estas representações ritos e lembranças resiste um desejo inconsciente, pagão, de exorcizar o medo à morte, subtraindo a sua angústia. O mito antigo do retorno dos mortos converteu-se hoje em fantasmas ou dráculas com efeitos especiais nos filmes de terror.

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4. Festividade de todos os Santos

Entretanto, para os crentes é a festa de todos os Santos a que verdadeiramente tem relevância e reflete a fé no futuro para quem espera e vivem segundo o Evangelho pregado por Jesus. O respeito aos restos mortais de quem morreu na fé e sua lembrança, inscreve-se na veneração de quem fora “templos do Espírito Santo”. Como assegura Bruno Forte, professor da Faculdade teológica de Nápoles, ao contrário de quem não acredita na dignidade pessoal e desvalorizam a vida presente acreditando em futuras reencarnações, o cristão tem “uma visão nas antípodas” já que “o valor da pessoa humana é absoluto”. É alheio também ao dualismo herdeiro de Platão que separa o corpo e a alma. “Este dualismo e o conseguinte desprezo do corpo e da sexualidade não forma parte do Novo Testamento onde a pessoa depois da morte segue vivendo, pois é amada por Deus”. Deus, acrescenta o teólogo, “não tem necessidade dos ossos e de um pouco de pó para nos fazer ressuscitar. Quero destacar que em uma época de “pensamento débil” em que se afirma que tudo cai sempre em um nada, é significativo afirmar a dignidade do fragmento que é cada vida humana e seu destino eterno”. A festa de Todos os Fiéis Defuntos foi instituída por São Odilon, monge beneditino e quinto Abade de Cluny na França em 31 de outubro do ano 998. Ao cumprir o milenário desta festividade, o Papa João Paulo II recordou que “São Odilon desejou exortar a seus monges a rezar de modo especial pelos defuntos. A partir do Abade de Cluny começou a estender o costume de interceder solenemente pelos defuntos, e chegou a converter-se no que São Odilon chamou de Festa dos Mortos, prática ainda hoje em vigor na Igreja universal”. “Ao rezar pelos mortos -diz o Santo Padre-, a Igreja contempla sobre tudo o mistério da Ressurreição de Cristo que por sua Cruz nos dá a salvação e a vida eterna. A Igreja espera na salvação eterna de todos seus filhos e de todos os homens”. Depois de destacar a importância das orações pelos defuntos, o Pontífice afirma que as “orações de intercessão e de súplica que a Igreja não cessa de dirigir a Deus têm um grande valor. O Senhor sempre se comove pelas súplicas de seus filhos, porque é Deus de vivos. A Igreja acredita que as almas do purgatório “são ajudadas pela intercessão dos fiéis, e sobre tudo, pelo sacrifício proporcionado no altar”, assim como “pela caridade e outras obras de piedade”. Por essa razão, o Papa pede aos católicos “para rezar com ardor pelos defuntos, por suas famílias e por todos nossos irmãos e irmãs que faleceram, para que recebam a remissão das penas devidas a seus pecados e escutem o chamado do Senhor”.

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5. Cultura e negócio do terror

Uma cultura de consumo que propícia e aproveita as oportunidades para fazer negócios, sem importar como. Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nas quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos, medo e uma idéia errônea da realidade. O Halloween hoje é, sobre tudo, um grande negócio. Máscaras, disfarces, doces, maquiagem e demais artigos necessários são um motor mais que suficiente para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror”. Busca-se, além disso, favorecer a imitação dos costumes norte-americanos por considerar-se que isto está bem porque este país é “superior”.

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6. Pensando a partir da fé

Uma proposta de temas para considerar atentamente nossa fé católica e a atitude que devemos tomar ante o halloween. Diante de todos estes elementos que compõem hoje o Halloween, vale a pena refletir e fazer as seguintes perguntas: É que, contanto que se divirtam, podemos aceitar que as crianças ao visitar as casas dos vizinhos, exijam doces em troca de não lhes fazer algum dano (danificar muros, quebrar ovos nas portas, etc.)? Com relação à conduta dos demais pode ser lido o critério de Nosso Senhor Jesus Cristo em Lc 6,31. Que experiência (moral ou religiosa) fica na criança que para “se divertir” usando disfarces de diabos, bruxas, mortos, monstros, vampiros e demais personagens relacionados principalmente com o mal e o ocultismo, sobre tudo quando a televisão e o cinema identificam estes disfarces com personagens contrários à moral sã, à fé e aos valores do Evangelho.? Vejamos o que diz Nosso Senhor Jesus Cristo do mal e o mau em Mt 7,17. Mt 6,13. A Palavra de Deus nos fala disto também em 1ª Pe 3, 8-12. Como podemos justificar como pais de uma família cristã a nossos filhos, que o dia do Halloween façam mal às propriedades alheias? Não seríamos totalmente incoerentes com a educação que viemos propondo na qual se deve respeitar a outros e que as travessuras ou maldades não são boas? Não seria isto aceitar que, pelo menos, uma vez ao ano se pode fazer o mal ao próximo? O que nos ensina Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o próximo? Leiamos Mt 22, 37-40 Com os disfarces e a identificação que existe com os personagens do cinema… Não estamos promovendo na consciência dos pequenos o mal e o demônio são apenas fantasias, um mundo irreal que nada tem que ver com nossas vidas e que, portanto não nos afetam? A Palavra de Deus afirma a existência do diabo, do inimigo de Deus em Tia 4,7 1ª Pe 5,18 Ef 6,11 Lc 4,2 Lc 25, 41 Que experiência religiosa ou moral fica depois da festa de halloween? Não é Halloween outra forma de relativismo religioso com a qual vamos permitindo que nossa fé e nossa vida cristãs se vejam debilitadas? Se aceitarmos todas estas idéias e tomamos palavras levianas em “altares de diversão de crianças”. O que diremos aos jovens (a quem durante sua infância lhes permitimos brincar o Halloween) quando forem aos bruxos, feiticeiros, médiuns, e os que lêem as cartas e todas essas atividades contrárias ao que nos ensina a Bíblia? É que nós, como cristãos, mensageiros da paz, o amor, a justiça, portadores da luz para o mundo, podemos nos identificar com uma atividade aonde todos seus elementos falam de temor, injustiça, medo e escuridão? Sobre o tema da paz podemos ler Fil 4,9 Gál 5,22. Ver o que diz Jesus sobre isto em Mt 5,14 Jo 8,12 Se formos sinceros conosco mesmos e procurarmos sermos fiéis aos valores da Igreja Católica, chegaremos à conclusão de que o halloween não tem nada que ver com nossa lembrança cristã dos Fiéis Defuntos, e que todas suas conotações são nocivas e contrárias aos princípios elementares de nossa fé.

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7. Sugestões para os pais de família

Como lhe dar aos filhos um ensino autêntico da fé católica nestas datas? Como fazer que se divirtam com um propósito verdadeiramente católico e cristão? O que podemos ensinar às crianças sobre esta festa? Ante a realidade que alaga nosso meio e que é promovida sem medida pelo consumismo nos perguntamos o que fazer? Fechar os olhos para não ver a realidade? Procurar boas desculpas para justificar sua presença e não dar maior importância a esta “brincadeira”? Devemos proibir a nossos filhos de participar do halloween enquanto que seus vizinhos e amigos se “divertem”? Seriam capazes as crianças de entender todos os perigos que correm e por que de nossa negação a participar disto? A resposta não é simples, entretanto acreditam que sim há algumas coisas que podemos fazer: O primeiro é organizar uma catequese com os meninos nos dias anteriores ao halloween, com o propósito de ensinar o por que da festividade católica de Todos os Santos e os Fiéis Defuntos, fazendo ver a importância de celebrar nossos Santos, como modelos da fé, como verdadeiros seguidores de Cristo. Nas catequeses e atividades prévias a estas datas, é boa idéia que nossos filhos convidem a seus amigos, para que se atenue o impacto de rechaço social e seus companheiros entendam por que não participam da mesma forma que todo mundo. Devemos lhes explicar de maneira simples e clara, mas firme, quão negativo há no Halloween e a maneira em que se festeja. É necessário lhes explicar que Deus quer que sejamos bons e que não nos identifiquemos nem com as bruxas nem com os monstros, pois nós somos filhos de Deus. Propomos aos pais de família uma opção para seus filhos, pois certamente as crianças irão querer sair com seus amigos na noite do Halloween: As crianças podem disfarçar-se de anjos e preparar pequenas bolsas com doces, presentes ou cartões com mensagens e passar de casa em casa, e em lugar de fazer o “doces ou travessuras” ou de pedir doces, dar de presente aos lares que visitem e que expliquem que entregam doces porque a Igreja Católica terá muito em breve uma festa muito importante em que se celebra a todos aqueles que foram como nós deveríamos ser: os Santos. Embora esta mudança não será simples para as crianças, é necessário viver coerentemente com nossa fé, e não permitir que os menores tomem como algo natural a conotação negativa do halloween. Com valor e sentido cristão, os católicos podem dar a estas datas, o significado que têm no marco de nossa fé.

Fonte: Cleófas

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* Uma razão libertada do cientificismo e do relativismo, pede cardeal Ruini

segunda-feira, outubro 26th, 2009

Apresentado livro sobre os desafios da evangelização no Ocidente

Se a humanidade “quer ir adiante, se quer enfrentar seriamente os grandes problemas que tem, deve ter uma razão mais ampla, uma razão libertada do cientificismo e do relativismo”.

Foi o que assinalou o cardeal Camillo Ruini, anterior presidente da Conferência Episcopal Italiana, em uma entrevista emitida  pela Rádio Vaticano, por ocasião da publicação do livro “Confini” (Limites), que recolhe um colóquio entre este purpurado e o historiador Ernesto Galli della Loggia.

O cardeal explicou que o convite que Bento XVI realizou de “ampliar os espaços da racionalidade” aponta à própria humanidade, ainda que também, em um sentido mais concreto, “indica à Igreja o caminho de uma autêntica evangelização” do Ocidente.

Para a razão teórica, trata-se de não limitar a razão humana em sentido próprio,-a razão capaz de verdade, às ciências empíricas, segundo uma tendência difundida no mundo científico e cultural de hoje”, indicou.

“Em segundo lugar – acrescentou -, trata-se de superar o que Bento XVI chama “a ditadura do relativismo”, compreendendo que também no âmbito prático, no âmbito moral, a razão humana é capaz de lidar com a realidade, com a objetividade, e não só com os desejos e as tendências do sujeito“.

O cardeal Ruini afirmou que os obstáculos que atualmente o cristianismo encontra em sua tentativa de encarnar-se na modernidade ocidental têm uma dupla origem. “Por um lado, na própria modernidade ocidental que não só se desenvolve muito rapidamente – o que já por si indica dificuldades de adaptação -, mas que sobretudo teve desde o princípio em muitos aspectos uma orientação não muito favorável ao cristianismo e, em particular ao catolicismo”, explicou.

E acrescentou: “por outro lado, as dificuldades têm origem também no interior da Igreja: no que podemos chamar sinceramente de uma certa lentidão para compreender os fenômenos e valorizar os aspectos positivos, assim como o justo contraste com aqueles incompatíveis com a fé cristã”.

Por outro lado, o cardeal se referiu à emergência da “nova questão antropológica” como “a maior mudança”.

Neste sentido, o purpurado convidou a enfrentar “os grandes desafios antropológicos e éticos que afetam o homem como tal e que têm uma dimensão não só privada, mas, necessariamente, pública.
Entre eles destacou “os que fazem referência à vida e à família, mas também a outras temáticas”, e afirmou que “estes desafios requerem uma nova presença da Igreja”.

O cardeal Ruini está comprometido com a presença da Igreja na cultura como presidente do projeto cultural da Conferência Episcopal Italiana.

Na entrevista, afirmou que atualmente constata “uma certa desproporção entre a capacidade de presença que os católicos italianos têm no campo social e em particular no campo caritativo, e uma certa fraqueza de sua presença na cultura”.

***

Impressiona-me a capacidade que inúmeros membros da Igreja tem de perceber,mesmo fortemente engajados na vida interna da Igreja,o mundo,sua evolução  e os novos desafios que surgem!

Comungo sinceramente com todas as reflexões feitas pelo cardeal Camillo, principalmente quando afirma que “podemos chamar sinceramente de uma certa lentidão ( por parte de certos setores eclesiais) para compreender os fenômenos e valorizar os aspectos positivos, assim como o justo contraste com aqueles incompatíveis com a fé cristã”.

Realmente é um grande desafio essa permanente atualização por parte da Igreja, em uma perspectiva evangelizadora,das novidades e e dos novos desafios que surgem no mundo.

Talvez isso explique porque temos perdido muito de nossa força evangelizadora e estejamos perdendo áreas importantes a serem evangelizadas, como por exemplo a cultura,a juventude  e – a meu ver – os formadores de opinião.

Urge evangelizar, sim.Mas não de qualquer forma.No poder do Espirito,com seus carismas e força,capaz de atingir o homem todo e seu núcleo mais profundo de decisões.

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Família: de objeto a sujeito da evangelização.

terça-feira, setembro 15th, 2009

Família: de objeto a sujeito da evangelização – Conclusões do congresso organizado em Roma sobre o tema

A Igreja inteira está compreendendo que a família cristã não deve ser somente objeto, mas sujeito da evangelização, para que a ação missionária possa chegar onde só as famílias chegam, segundo constatou um seminário convocado pela Santa Sé.

Com o tema “Família, sujeito da evangelização”, o Conselho Pontifício para a Família reuniu em Roma, entre os dias 10 e 11 de setembro, dezenas de casais do mundo, assim como sacerdotes comprometidos com a pastoral familiar.

Dom Carlos Simón Vázquez, subsecretário do Conselho, explicou a Zenit que a reflexão se concentrou particularmente no magistério do Concílio Vaticano II, na constituição Gaudium et Spes e na exortação apostólica Familiaris Consortio, assinada por João Paulo II após o sínodo sobre a família, de 1980.

Este documento, afirma, “nos apresenta uma teologia, uma pastoral sobre a família, que tem suas raízes no mistério de Deus e está chamada a ser presença desse Deus amor, desse Deus que quer comunicar sua boa notícia ao mundo inteiro”.

A família, esclarece, “está chamada a fazer Deus presente na história”, como explica a Gaudium et Spes, ao apresentá-la como “sujeito que deve tornar realidade os pressupostos apresentados na primeira parte do documento: por exemplo, deve estar presente no serviço internacional, no serviço à sociedade, à cultura, nos demais serviços em que a Igreja tem uma palavra a dizer”.

Dom Vázquez esclarece que a família fica reduzida a um objeto e não a um sujeito evangelizador “quando vemos nela um objeto que faz coisas, que resolve problemas”.

“A família faz tudo isso, mas antes de mais nada, é um ser querido por Deus; portanto, sua ação é seu ser – acrescenta. Não é uma espécie de solução de problemas, mas cumpre esta missão porque ela viveu uma vocação que Deus lhe deu no amor.”

A família, indica o sacerdote, “é o lugar da gratuidade, da generosidade, onde todos encontram um motivo para esperar e para estar seguros, não pelo que têm, mas pelo que são, e isso é a tradução da dinâmica do amor”.

A visão da Caritas in veritate

O Pe. Leopoldo Vives, ex-secretário de Família e Vida da Comissão de Apostolado Leigo da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), participou deste simpósio para mostrar esse papel protagonista da família à luz da nova encíclica de Bento XVI, Caritas in veritate.

“O progresso da sociedade passa pelo progresso da família”, esclarece nesta entrevista concedida a Zenit. Neste sentido, destaca dois aspectos.

“O primeiro é a relação da verdade com o amor: o progresso humano deve ser integral e isso não se pode dar fora da relação interpessoal. É, portanto, uma relação de amor.”

“Se essa relação de amor não for vivida conforme a verdadeira pessoa, o desenvolvimento é fictício e pode haver um grande desenvolvimento econômico, nos meios de que dispomos, mas não na pessoa”, esclarece.

Outro ponto, continua explicando, “é a abertura à transcendência do homem, que vai muito além de um horizonte terreno. Sem esta, estamos fora da verdade integral do homem e, portanto, fora do seu verdadeiro bem; e estaríamos novamente em um desenvolvimento fictício”.

O Pe. Vives sublinha, em particular, a passagem da encíclica do Papa em que mostra “a relação entre a família e a Trindade: como vive de sua comunhão de amor e da comunhão de Deus trinitário. Certamente, aí está a verdadeira plenitude do homem, não somente na terra, mas na plena comunhão com Deus no céu”.

Um dos exemplos que mostram como a família se converte em objeto e não em sujeito é a “ideologia de gênero”.

“A instituição familiar se baseia na própria natureza da pessoa – indica Vives. No caso da ideologia de gênero, temos uma negação da verdade do homem, porque o fragmentamos, considerando nosso corpo como algo material, independentemente da pessoa que eu poderia, a partir da minha liberdade, modelar segundo o meu gosto e separado completamente do que é a pessoa, que se expressa desde sua liberdade, entendida também mal, isto é, ‘eu sou pessoa porque sou livre e, como sou livre, posso escolher’. Isso não é assim.”

“A pessoa é uma em sua unidade de corpo e alma e, portanto, minha própria identidade não pode ser verdadeira se não levar em consideração os atos originais e fundamentais de quem sou eu. Em primeiro lugar, sou também homem ou mulher.”

“A família baseada no casamento, a união entre um homem e uma mulher, é a verdade do homem. Sem ela, estamos destruindo a relação mais fundamental da pessoa, que é a relação conjugal, e dessa forma se destrói a relação de pais e filhos.”

“Aqui se fere a própria identidade, o saber quem sou em uma relação pessoal: ‘Eu sou eu porque você é você; você é você e eu sou diferente de você’. Mas se anulamos essa diferença, que é o que a ideologia de gênero pretende, eliminamos o fundamento da identidade pessoal. Se eu tento construir minha identidade pessoal à margem do meu ser masculino, estou em uma constante contradição do meu próprio ser.”

“Amor líquido”

O Pe. Vives considera que um dos grandes desafios para os casais jovens que querem se casar pela Igreja é o “amor líquido”, isto é, “algo que não é consistente, que não tem fundamento, algo sobre o qual não se pode construir porque se reduz a diversos sentimentos”.

“Certamente, há sentimentos no amor e isso é parte importante e muito chamativa para os jovens, mas não se pode reduzir a um sentimento”, sublinha.

“O amor é uma comunhão que brota do dom de si mesmo. E esse dom é uma entrega total. Isso é o que dá fundamento a uma relação. É o que não acontece em uma relação de ‘amor líquido’, de sujeitos que não têm uma capacidade de sacrifício, entrega e fidelidade, que não são capazes de prometer porque consideram o futuro como algo incerto.”

Para superar o “amor líquido”, o sacerdote propõe compreender o que significa ser cristão.

“Quando a pessoa entende que tem uma vocação, que essa vocação é um dom de Deus e que vem santificada por um sacramento, então ela está em uma disposição muito mais capaz de sustentar essa promessa de viver o amor, de construir relações fortes e estáveis.”

“Para isso, é absolutamente fundamental a vinculação com a Igreja. Casar-se no Senhor é, ao mesmo tempo, uma adesão à Igreja, porque é corpo de Cristo. Em Deus, podem encontrar esse amor que os esposos sonham e que os torna capazes de manter-se unidos.”

“Tampouco é possível viver o amor sem perdão e tudo isso vem alimentado pela cooperação dos esposos com a graça sacramental”, conclui o Pe. Vives.

Fonte: Zenit

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O vazio Europeu.

segunda-feira, setembro 7th, 2009

Imagem da cidade de Cracóvia,Polonia,em Missa campal na morte de João Paulo II.

A Polônia seria uma excessão?

Durante os últimos dez séculos, um fluxo caudaloso de peregrinos manteve agitadas as grandes catedrais da Europa Ocidental. É irônico que no momento em que o cristianismo celebrou seu segundo milênio o coração da civilização cristã esteja passando por um fenômeno bem diferente: a ausência de fiéis nos cultos, sejam católicos ou protestantes. Basta entrar numa catedral para perceber que há mais turistas fascinados pela arquitetura do que com fervor religioso. Enquanto os teólogos debatem as causas da debandada do rebanho cristão, os números comprovam que, se os europeus ainda rezam, o fazem longe da instituição.

Sessenta e sete por cento dos jovens espanhóis jamais vão a uma missa.  A cada ano, diminui em 50.000 a quantidade de ingleses que assistem às missas de domingo. Em vários países faltam padres por causa da queda do número de ordenações.

Entre os protestantes, o cenário é igualmente desolador. Somente 3% da população comparece aos cultos nos países escandinavos. A cúpula da Igreja Reformada Holandesa está transformando parte de seus complexos religiosos em hotel para pagar despesas de manutenção. A Catedral de Canterbury, de importância central na fé anglicana, fica vazia na manhã de domingo, o dia mais movimentado em qualquer templo cristão.

O sínodo de bispos europeus convocado pelo Vaticano para discutir o assunto, há dois anos, observou, com alarme, que são batizados menos da metade dos recém-nascidos nas grandes cidades da Europa. “Os europeus são agora uma das populações menos religiosas do mundo”, diz o reverendo anglicano Timothy Bradshaw, professor de teologia da Universidade de Oxford.

O fenômeno é exclusivo da Europa Ocidental. A religião católica está em expansão na América Latina e na África. As igrejas protestantes e pentecostais estão conquistando multidões não apenas nos países pobres, mas também nos Estados Unidos. “Os rituais na Igreja européia são mais formais que na da América”, observa o teólogo paulista Márcio Fabri. “Isso afasta os fiéis.”

Os europeus que deixam de ir aos cultos cristãos não mudam de religião nem viram ateus, o que explica o fato de o número de pessoas que acreditam em Deus (50% da população européia) ser muito maior que o das que freqüentam uma igreja. Só 4% se declaram completamente ateus. Da mesma forma, a ética cristã ainda orienta a moralidade pessoal da maioria das pessoas. Sessenta por cento dos holandeses deram adeus à igreja, mas continuam reservando uma enorme quantidade de dinheiro para a caridade.

A perda de influência formal da Igreja pode ser percebida, contudo, por mudanças na vida familiar e social que a Santa Sé condena: controle de natalidade, aborto, divórcio e eutanásia. Algumas dessas novidades foram adotadas até nos países do sul da Europa, bem mais religiosos. Já a eutanásia só é aceita na Holanda. O quadro é complexo e não há uma explicação única para a falta de interesse pelas religiões tradicionais. É possível que parte da explicação esteja na tradição racionalista do continente, que deu ao mundo a Revolução Industrial, a física quântica e a genética moderna. A ciência hoje pode explicar coisas sobre as quais no passado só a religião tinha algo a dizer. Há quem cite o consumismo exagerado e a estabilidade do Velho Continente como determinantes. Seria porque a maioria da população tem um padrão de vida elevado e está menos suscetível a questões que atormentam outros continentes, como violência, miséria ou tensões raciais. “Um europeu médio pode passar a vida inteira sem enfrentar uma crise financeira ou emocional aguda”, observa o sociólogo dinamarquês Jorgen Goul Andersen. Assim, tende a ir menos aos cultos, onde outros fazem promessas, e tampouco educa os filhos a fazê-lo.

Durante 1.000 anos, o cristianismo foi um elemento central na identidade européia. A tradição é forte demais para ser dissolvida de uma hora para outra. Impressiona a continuidade das aulas de religião nas escolas da maior parte dos países, com o apoio dos pais. Na Suíça, é comum freiras lecionarem em escolas públicas. O clero anglicano ainda tem cadeiras com direito a voto no Parlamento inglês. Uma parte da justificativa para a educação religiosa – o que na maioria da Europa significa educar para o cristianismo – é a inseparável conexão entre a fé cristã e a cultura européia. “Não se pode entender a arte, a literatura ou a arquitetura ocidental sem conhecer a religião cristã”, diz Jean-François Mayer, professor de religião na Universidade de Fribourg, na Suíça. É interessante que o islamismo, praticado principalmente pelos imigrantes, demonstre vitalidade na Europa. Os muçulmanos somam 3% da população do continente, mas representam 9% dos europeus que efetivamente professam uma religião. Ainda assim, já se vêem sinais de que estão aderindo aos costumes locais. Na Alemanha, na Espanha e na França, entre 30% e 50% dos muçulmanos freqüentam as mesquitas, inseridos em um ambiente menos religioso que em seus países de origem.

Na Inglaterra, apenas 10% da população vai à igreja, e só uma vez por mês

Nos países escandinavos, a freqüência a cultos religiosos católicos ou protestantes é ainda menor: 3% da população

O número de fiéis das igrejas Anglicana e Católica caiu 27% na Inglaterra desde 1980 e apenas 54% dos jovens ingleses de 18 a 24 anos acreditam em Deus

Fonte: Veja

***

O continente Europeu,outrora matriz cultural do Cristianismo,hoje é uma pálida imagem do que já foi.

A tendência é que dentro de algumas décadas a Europa deixe de ser um continente cristão para se tornar um continente Muçulmano,motivado pelo crescimento da imigração e pela alta taxa de natalidade dentro da cultura Islâmica,que,diferentemente de nós católicos,tem filhos com generosidade…

Além do Islamismo,é crescente a quantidade de Europeus que se dizem Ateus e “professam” o indiferentismo religioso.

Coloque em suas intenções de oração a “reevangelização da Europa”

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Como é que é??

sábado, agosto 15th, 2009

Embora os índices de gravidez e aborto entre adolescentes estejam subindo na Inglaterra, o Ministério da Saúde inglês está dizendo aos adolescentes que “um orgasmo por dia mantém você longe do hospital”. Intitulado “Prazer”, um novo livreto planejado para distribuição em escolas públicas foi aprovado pelos maiores grupos governamentais promotores de sexo, a Brook e a Associação de Planejamento Familiar.

O livreto, que foi distribuído para professores, pais e assistentes sociais de jovens na cidade industrial de Yorkshire, em Sheffield, diz que os adolescentes podem reduzir seu risco de ataque do coração fazendo mais sexo.

O livreto pergunta: “Que tal fazer sexo duas vezes por semana? Os especialistas de saúde recomendam cinco porções de frutas e vegetais por dia e 30 minutos de atividade física três vezes por semana”.

O livreto foi feito para adolescentes acima de 14 anos, que são os principais alvos das tentativas do governo para reduzir o índice de gravidez. Diz que alguns especialistas focalizam demais em propaganda de “sexo seguro” e não enfatizam o prazer sexual.

O livreto aconselha que os professores e educadores “promovam masturbação para moças e rapazes. A masturbação pode ajudar a dar sensações boas e prazerosas e ajuda a explorar e descobrir o próprio corpo”.

O livreto continua: “Inicie debates com os jovens. Esses debates devem tratar da experimentação em relacionamentos sexuais para tentar dissipar o mito de que há só um jeito de ter sexo ‘adequado”.

Steve Slack, diretor do Centro de HIV & Saúde Sexual da Secretaria de Saúde de Sheffield, disse aos meios de comunicação que enquanto os adolescentes estão plenamente informados sobre sexo e estão fazendo decisões livremente como parte de seus “relacionamentos amorosos”, eles têm tanto direito ao sexo quanto os adultos.

Em 2006, quando Sheffield ficou conhecida por ter um dos índices mais elevados de gravidez entre adolescentes na Inglaterra, Slack disse aos meios de comunicação que “muitas iniciativas” haviam sido planejadas para reduzir concepções entre moças menores de idade.

Ele disse que estava confiante em que a cidade cumpriria as metas estabelecidas em 1999 pelo governo de Blair para cortar seus índices de gravidez entre adolescentes em 2010.

Contudo, em 2006 os programas patrocinados pelo governo que envolviam mais educação sexual para idades mais novas, haviam provocado um aumento recorde de índices de gravidez entre adolescentes. Esse aumento foi registrado numa época em que outros municípios de Yorkshire estavam registrando índices mais baixos de gravidez de moças solteiras de menos de 18 anos.

O Dr. Trevor Stammers, diretor da Associação Médica Cristã, disse para o jornal Daily Mail: “É inacreditável que esse livreto esteja sendo enviado às escolas”.

Falando em nome do grupo cristão de lobby Preocupação pela Família e pelos Jovens, o Dr. Stammers disse: “Gostaria de saber qual prova científica há para apoiar isso. Há um número enorme de assistentes sociais que promovem saúde. Esses assistentes, cujos salários são elevados e que mal têm o que fazer, estão obcecados com sexo”.

Incentivar sexo para menores de idade, disse ele, é “nada menos do que incentivar abuso contra as crianças”. “Se o Ministério da Saúde quer promover um coração saudável, como diz que quer no livreto, deveria investir o dinheiro na redução do consumo de álcool e fumo”, disse ele.

Mas Sue Greig, assessora de saúde pública da Secretária de Saúde de Sheffield, repudiou as preocupações de que o livreto incentivará os jovens a ter sexo.

Ela disse que em países em que há mais “abertura sobre sexo”, como a Holanda, os jovens aguardam mais do que os adolescentes ingleses antes de “ter sua primeira experiência”.

Apesar de tais garantias, a insistência do governo em incentivar sexo entre os adolescentes está começando a ser rejeitada pela esquerda e pela direita. Na semana passada, Yasmin Alibhai-Brown, colunista que se descreve como de “centro-esquerda”, escreveu no Daily Mail repreendendo o governo trabalhista por continuar sua rota “catastrófica de educação sexual mais e mais explícita para crianças novas que, disse ela, é um fracasso monumental”.

A decisão recente de introduzir educação sexual nas escolas primárias é “um sinal de desespero”, escreveu ela. Essa decisão institucionalizou a “sexualização das crianças novas, indiscutivelmente uma das razões principais para as alarmantes estatísticas de gravidez entre adolescentes”.

“As crianças inglesas já sabem o suficiente sobre sexo. O sexo grita para elas dos outdoors, sussurra-lhes nas revistas e jornais, as seduz na internet e na TV e as destrói em modernos livros para crianças, etc. O problema é que essa consciência sexual é recebida e digerida, mas sem nenhuma orientação sobre conseqüências, nem quaisquer costumes sociais preventivos”.

Aproximadamente 40.000 adolescentes ficam grávidas anualmente na Inglaterra, o índice mais elevado da Europa Ocidental. Recentemente, estatísticas divulgadas mostram que mais da metade das gravidezes de adolescentes inglesas terminam em aborto propositado.

Veja abaixo a noticia original, em Inglês.

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09071506.html

***

Quando a gente pensa que já leu de tudo sempre é surpreendido por noticias horrendas como essa.

É uma visão tão reduzida da pessoa humana e de seus mecanismos naturais,tão distorcida de sua finalidade original que até para aqueles
“desprovidos” de uma mínima visão cristã é ocasião de escândalo.

Não é uma questão “moralista”.

Contemplamos um período da história humana tão carente de referências sérias e fundamentadas no bem estar do homem,independente de  visão “religiosa”..É inacreditável !

Que nosso bom Deus e Salvador Jesus tenha compaixão de nós e nos ajude!

Se no tempo da guerra fria o medo era de uma guerra nuclear que destruisse a terra,hoje o grande perigo é a auto destruição pelo relativismo e pelo hedonismo,pela indiferença e pela vã tentativa de erguer o homem negando-o no entanto em sua humanidade.

Essa semana foi aprovada uma lei na Venezuela que acaba,é isso mesmo, acaba, com o ensino religioso nas escolas do pais,nas escolas públicas e PRIVADAS.( veja onde o socialismo do Hugo Chaves está chegando..)

Agora nossos jovens Venezuelanos serão doutrinados no materialismo,serão formados a se verem como “filhos “do nada !

Que podemos esperar do futuro de um país onde Deus foi banido??

de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. ( Rui Barbosa )
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Frade de Medjugorje retorna a estado laical

terça-feira, julho 28th, 2009

Por Simon Caldwell
The Daily Mail ( Inglês)
26 de julho de 2009

Vlasic e uma das videntes, Marija Pavlović, nos anos 80.

Vlasic e uma das videntes, Marija Pavlović, nos anos 80.

O Papa laicizou o padre envolvido com as aparições da Virgem Maria na cidade bosniana de Medjugorje.

Padre Vlasic é o antigo ‘diretor espiritual’ de seis videntes que afirmam que Nossa Senhora as visitou aproximadamente 40.000 vezes em 28 anos. Ele também foi suspeito de inventar histórias das aparições da Virgem Maria.

O local atrai milhares de visitantes todo ano.

***

[Padre Vlasic] pediu para deixar o sacerdócio após o Vaticano investigar acusações de que era culpado de imoralidade sexual ‘agravadas por motivações místicas’, depois de engravidar uma freira e então persuadi-la a silenciar o assunto.

Padre Vlasic se negou a cooperar com a investigação desde o princípio e foi exilado para um mosteiro em L’Aquila, Itália, onde foi proibido de se comunicar com qualquer pessoa, sem a permissão de seu superior.

Veio à tona ontem que ele escolheu deixar o sacerdócio e sua ordem, uma mudança que levou a investigação a um fim abrupto.

A laicização de Padre Vlasic significa que ele está deposto de seu estado clerical.

Padre Vlasic foi chamado de ‘criador’ do fenômeno, conforme Pavao Zanic, bispo local quando então as aparições começaram em 1981.

Mais cedo, em meio a uma discussão com o bispo local e o Vaticano, ele fez uma profecia de que a Virgem Maria apareceria na Bósnia.

Meses depois, seis crianças da região – Mirjana Dragićević, Marija Pavlović, Vicka Ivanković, Ivan Dragićević, Ivanka Ivanković e Jakov Colo – disseram ter visto a Virgem numa montanha próxima à sua cidade.

Logo depois, Padre Vlasic anunciou que era ‘diretor espiritual’ delas e em 1984 até mesmo ostentou ao Papa João Paulo II que ele era aquele ‘por meio de quem a providência divina guia os videntes de Medjugorje’.

Mas o clérigo bosniano posteriormente tomou uma posição mais modesta quando se soube que ele seria pai de uma criança com uma freira chamada Irmã Rufina e que se negou a deixar sua ordem para se casar com ela.

Padre Vlasic então se mudou para Parma, Itália, onde fundou uma comunidade religiosa mista (masculina e feminina) chamada Rainha da Paz, que foi dedicada às aparições.

Ele foi suspenso no ano passado pela Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé em meio a uma investigação sobre sua conduta depois de três comissões eclesiásticas terem fracassado em encontrar evidências para sustentar as afirmações dos videntes.

Os bispos da antiga Iugoslávia finalmente declararam que “não pode ser afirmado que estas matérias digam respeito a aparições ou revelações sobrenaturais”.

————————-

OFÍCIO DO SUPERIOR GERAL DA ORDEM DOS FRADES MENORES

ORDO FRATRUM MINORUM
MINISTER GENERALIS

Prot. N. 098714

Aos Superiores Provinciais da Bósnia Herzegovina, Croácia e Itália.

Caro Irmão Superior,

O Santo Padre, aceitando a requisição do frade Tomislav Vlasic, O.F.M., membro da província dos frades menores de S. Bernardino de Siena (L’Aquila), responsável por conduta nociva à comunhão eclesial tanto na esfera doutrinal como disciplinar, e sob a censura de interdito, lhe concedeu o favor da redução ao estado laico (amissio status clericalis) e demissão da Ordem.

Além disso, o Santo Padre concedeu ao peticionário, motu proprio, a remissão da censura incorrida assim como o favor da dispensa dos votos religiosos e de todas as responsabilidades associadas às ordens sagradas, inclusive celibato.

Como um preceito penal salutar – sob pena de excomunhão que a Santa Sé declararia, e, se necessário, sem advertência canônica prévia – as seguintes ordens são impostas ao Sr. Tomislav Vlasic:

a) Absoluta proibição de exercer qualquer forma de apostolado (por exemplo, promover devoções públicas ou privadas, ensinar doutrina Cristã, direção espiritual, participação em associações leigas, etc) assim como aquisição e administração de bens destinados a propósitos religiosos;

b) Absoluta proibição de publicar declarações sobre matérias religiosas, especialmente a respeito do “fenômeno de Medjugorje”;

c) Absoluta proibição de residir em casas da Ordem dos Frades Menores.

Para a execução das medidas sérias impostas pela Santa Sé com respeito ao Sr. Tomislav Vlasic, a mesma Sé Apostólica comunica diretamente aos Superiores de Ordem.

Portanto, volto-me a vós para que sejais vigilantes e informeis aos Guardiães e superiores das casas filhas, respeitosamente, a respeito de Tomislav Vlasic, das medidas pontifícias a ele concernentes, em particular a respeito da proibição de residir em qualquer causa pertencente à Ordem dos Frades menores, sob pena de remoção do cargo.

Confiando em vossa plena compreensão e pronta cooperação, cumprimento-vos fraternalmente.

Roma, 10  de março de 2009.

Fr. José Rodriguez Carballo, OFM
Superior Geral

Fonte: Catholic Light

***

Ainda existem aqueles que acham que a Igreja é indiferente a situações como essas. Na verdade ela age com a prudência e a discrição necessária para situações delicadas assim.

A caridade de Cristo sempre deve nortear análises que envolvem vidas e escândalos públicos.

A postura da Igreja é sempre de salvação e de justiça,de não expor ainda mais vidas já expostas;de minimizar os danos,sem negá-los.

A Igreja é mãe.De todos!

Até dos culpados, a quem anima o arrependimento e a busca da salvação.

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Respostas do Papa às perguntas das crianças

segunda-feira, julho 27th, 2009

Publicamos as perguntas feitas pelas crianças da Obra para a Infância Missionária e as respostas espontâneas de Bento XVI durante a audiência que lhes concedeu na Sala Paulo VI.

Meu nome é Anna Filippone, tenho 12 anos, sou coroinha, venho da Calábria, da diocese de Oppido Mamertina-Palmi. Papa Bento, meu amigo Giovanni tem um pai italiano e uma mãe equatoriana e é muito feliz. O senhor acha que diferentes culturas um dia poderão viver sem brigar pelo nome de Jesus?

– Bento XVI: Eu soube que vocês queriam saber como nós, quando éramos crianças, nos ajudávamos reciprocamente. Tenho que dizer que vivi os anos do Ensino Fundamental em um pequeno povoado de 400 habitantes, muito afastado dos grandes centros. Portanto, éramos um pouco ingênuos e, nesse povoado, havia, por uma parte, agricultores muito ricos e outros menos ricos, mas acomodados; por outra, pobres empregados, artesãos. Nossa família, pouco antes de que começasse a escola primária, havia chegado a este povoado procedente de outro e, portanto, éramos um pouco estrangeiros para eles, inclusive o dialeto era diferente. Nesta escola, portanto, refletiam-se situações sociais muito diferentes. Contudo, dava-se uma bela comunhão entre nós. Eles me ensinaram seu dialeto, que eu ainda não conhecia. Colaboramos bem, e tenho de confessar que em algum momento, naturalmente, também briguei, mas depois nos reconciliamos e esquecemos o que havia acontecido. Isto me parece importante. Às vezes, na vida humana parece inevitável brigar; mas o importante é, de qualquer forma, a arte de reconciliar-se, o perdão, voltar a começar e não deixar a amargura na alma. Com gratidão, recordo como colaborávamos todos: um ajudava o outro e seguíamos juntos nosso caminho. Todos éramos católicos e isso era naturalmente uma grande ajuda. Assim, aprendemos juntos a conhecer a Bíblia, começando pela Criação até o sacrifício de Jesus na Cruz, e chegando aos inícios da Igreja. Juntos aprendemos o catecismo, aprendemos a rezar e nos preparar-nos juntos para a primeira confissão, para a primeira comunhão: aquele foi um dia esplêndido. Compreendemos que o próprio Jesus vem a nós e que não é um Deus distante: entra na própria vida, na própria alma. E, se o próprio Jesus entra em cada um de nós, nós somos irmãos, irmãos, amigos e, portanto, temos de comportar-nos como tais.

Para nós, esta preparação para a primeira confissão, como purificação de nossa consciência, de nossa vida, e depois também a primeira comunhão, como encontro concreto de Jesus, que vem a mim e a todos, foram fatores que contribuíram para formar nossa comunidade. Eles nos ajudaram a avançar juntos, a aprender juntos a reconciliar-nos, quando era necessário. Fizemos também pequenos espetáculos: é importante também colaborar, prestar atenção um no outro. Depois, aos 8 ou 9 anos, eu me tornei coroinha. Naquele tempo não havia ainda coroinhas mulheres, mas as meninas liam melhor que nós. Portanto, elas liam as leituras da liturgia, nós éramos coroinhas. Naquele tempo, ainda havia muitos textos em latim que era preciso aprender; deste modo, cada um teve que realizar sua parte de esforço. Como disse, não éramos santos: tivemos nossas brigas, mas de qualquer forma, dava-se uma bela comunhão, na qual a diferença entre ricos e pobres, inteligentes e menos inteligentes não contava. Contava a comunhão com Jesus no caminho da fé comum e da responsabilidade comum, nos jogos, no trabalho comum. Encontramos a capacidade para viver juntos, para ser amigos, e apesar de que, desde 1937, ou seja, há mais de 70 anos, já não morei mais nesse povoado, mas continuamos amigos. Aprendemos a aceitar-nos um ao outro, a levar o peso um do outro. Isso parece-me importante: apesar de nossas fraquezas, nós nos aceitamos e com Jesus Cristo, com a Igreja, encontramos juntos o caminho da paz e aprendemos a viver bem.

Chamo-me Letizia e queria lhe perguntar. Querido Papa Bento XVI, o que queria dizer para o senhor, quando era pequeno, o lema: “As crianças ajudam as crianças”? O senhor tinha pensado que alguma vez chegaria a ser Papa?

– Bento XVI: Para dizer a verdade, nunca pensei que seria Papa, pois, como já disse, era um jovem bastante ingênuo, em um pequeno povoado muito afastado das cidades, na província esquecida. Éramos felizes de viver nessa província e não pensávamos em outras coisas. Naturalmente conhecemos, veneramos e amamos o Papa – era Pio XI –, mas para nós era uma altura inalcançável, quase outro mundo: era nosso pai, mas, de qualquer forma, uma realidade muito superior a nós. E tenho de dizer que ainda hoje me custa compreender como o Senhor pôde pensar em mim, destinar-me a este ministério. Mas o aceito de suas mãos, ainda que é algo surpreendente e me parece que vai muito além de minhas forças. Mas o Senhor me ajuda.

Querido Papa Bento. Sou Alessandro. Queria perguntar-lhe: o senhor é o primeiro missionário; nós, jovens, como podemos ajudá-lo a anunciar o Evangelho?

Bento XVI: Eu diria que uma primeira maneira é esta: colaborar com a Obra Pontifícia da Infância Missionária. Deste modo, vocês fazem parte de uma grande família, que leva o Evangelho ao mundo. Deste modo, pertencem à uma grande rede. Vemos aqui como é representada a família dos diferentes povos. Vocês estão nesta grande família: cada um põe sua parte e juntos são missionários, promotores da obra missionária da Igreja. Têm um belo programa, indicado por sua porta-voz: escutar, rezar, conhecer, compartilhar, ser solidários. Estes são os elementos essenciais que constituem realmente uma forma de ser missionário, de fazer crescer a Igreja e a presença do Evangelho no mundo. Quero sublinhar alguns destes pontos.

Antes de tudo, rezar. A oração é uma realidade: Deus nos escuta e, quando rezamos, Deus entra em nossa vida, faz-se presente entre nós, age. Rezar é algo muito importante, que pode mudar o mundo, pois torna presente a força de Deus. E é importante ajudar-se para rezar: rezamos juntos na liturgia, rezamos juntos na família. Eu diria que é importante começar o dia com uma pequena oração e acabar também o dia com uma pequena oração: lembrar dos pais na oração. Rezar antes do almoço, antes do jantar, e por ocasião da celebração comum do domingo: Um domingo sem missa, a grande oração comum da Igreja, não é um verdadeiro domingo: falta-lhe o coração do domingo, assim como a luz para a semana. Vocês podem também ajudar os demais, especialmente quando talvez não se reza em casa, quando não se conhece a oração, ensinando-os a rezar: ao rezar com eles, vocês os introduzem na comunhão com Deus.

Depois, deve-se escutar, ou seja, aprender realmente o que Jesus nos diz. Também é preciso conhecer a Sagrada Escritura, a Bíblia. Na história de Jesus, aprendemos – como disse o cardeal –, o rosto de Deus, aprendemos como é Deus. É importante conhecer Jesus profundamente, pessoalmente. Deste modo, Ele entra em nossa vida e, através de nossa vida, entra no mundo.

Também é preciso compartilhar, não se pode querer as coisas só para si mesmo, mas para todos; dividir com os demais. E se vemos que outro talvez tem necessidade, que tem menos qualidades, temos de ajudá-lo, e deste modo tornar presente o amor de Deus sem grandes palavras, em nosso pequeno mundo pessoal, que faz parte do grande mundo. Deste modo, juntos nos convertemos em uma família, na qual se tem respeito pelo outro: suportar o outro em sua alteridade, aceitar também os antipáticos, não deixar que se fique marginalizado, mas ajudá-lo a integrar-se na comunidade.

Tudo isso quer dizer simplesmente viver nesta grande família da Igreja, nesta grande família missionária: viver os pontos essenciais como compartilhar o conhecimento de Jesus, a oração, a escuta recíproca e a solidariedade já é uma obra missionária, pois ajuda a que o Evangelho se converta em realidade em nosso mundo.

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Surpreendente e assustador:Relógio Mundial

sábado, junho 27th, 2009

Acesse o link abaixo e veja que dados interessantes e assustadores.

Trata-se de um relógio mundial com projeções aproximadas, baseadas em dados estatísticos colhidos de inúmeras entidades que monitoram indicadores e dados da população mundial.

Chamou-me atenção alguns dados como: Aborto ,Infecções por HIV,doenças infecciosas,Suicido.

Embora projeções,revelam um cenário bastante aproximado da realidade.

Como diz o título daquele famoso filme..”Assim caminha a humanidade..”

O link sugerido é em Português.

***

www.poodwaddle.com/clocks2pw.htm

Se não aparecer,vc deverá baixar o “Adobe Flash Player” para visualizar.

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A Ideologia do laicismo e a liberdade Religiosa.

quinta-feira, junho 25th, 2009

O Bispo de Almería,Espanha, Dom Adolfo González, recordou a importância de defender a liberdade religiosa em uma sociedade marcada por uma ideologia laicista que se opõe à vivência da simbologia católica.

Em um artigo publicado na página Web de sua diocese, o Bispo recordou a agressão que no passado padeceu o monumento ao Coração do Jesus, vítima da perseguição religiosa.

“De novo agora se empreendeu uma campanha contra os símbolos religiosos na Espanha.Que sentido pode ter a eliminação de imagens e simbolismos religiosos em uma sociedade que hoje quer ser aberta e plural? A tolerância não se constrói sobre a prévia aniquilação dos sinais da fé, mas sobre sua respeitosa aceitação como expressão das crenças e da fé religiosa que deu vida à história das comunidades dos povos e às nações”, indicou.

Explicou que “os monumentos ao Coração de Cristo e à Virgem Maria, as milhares de cruzes que povoam a geografia espanhola e se alistam junto às catedrais e Igrejas são a expressão de uma trajetória histórica marcada pela fé em Cristo e o amor à divina pessoa do Salvador”.

“Contra a ideologia do laicismo atual, que se opõe tenazmente à vivência da simbologia católica em âmbitos públicos, é preciso reafirmar a liberdade religiosa reconhecendo o que ela significa.

Liberdade religiosa não é só liberdade de crenças e convicções, mas a liberdade de praticar a religião, o que se expressa, certamente, em ritos, mas que inclui ademais e de forma substantiva, para poder manter-se como liberdade de religião, modos e maneiras de conduta pessoal e pública que identifica a uma coletividade religiosa”, assinalou.

Do mesmo modo, esclareceu que “ignorar que as religiões se manifestam em âmbitos geográficos que delimitam a história das nações, para poder afirmar que as ‘crenças e convicções’ têm que contar todas com o mesmo estatuto, é contrário à sociologia e à história dos povos, porque é ignorar deliberadamente o significado histórico e social de cada religião”.

“Isto vai contra a realidade mesma das coisas, enquanto a simbologia presente na geografia e nos espaços públicos responda à implantação objetiva de uma fé religiosa viva. Não significa negar liberdade às demais confissões, nem menos ainda os direitos individuais das pessoas, mas sim tratar cada coisa segundo sua realidade. É preciso tratar do mesmo modo realidades iguais, mas não se pode tratar por igual as realidades desiguais. Isto é pedido pelo sentido da justiça”, adicionou.

***

Já havíamos postado aqui no Blog outras reflexões a esse respeito.

Aparentemente esse assunto parece longe da realidade Brasileira.Talvez ainda não tenhamos chegado ao ponto da nação Espanhola,onde a presença do laicismo agressivo gera esse tipo de perseguição.

No entanto precisamos estar atentos ao que acontece em outros países católicos e aos maleficios que o laicismo (não confundir com laicidade) tem gerado para nos  precavermos de forma democrática, formando opinião e  não aceitando esse tipo de desrespeito, como D  Adolfo expressou de forma magistral no artigo acima.

A Espanha tem sido um dos países do mundo,juntamente com a França, a sofrer esse tipo de perseguição “legal”,já que é tudo baseado em leis locais devidamente aprovadas e -pelo visto-sem a mobilização católica (que  ainda é a maioria da população na Espanha,por exemplo).

Aqui na América do Sul,inclusive no Brasil, já se “ouve” esse tipo de argumentação e em alguns países como Bolivia e Venezuela, a situação tende a se radicalizar.

Nossa resposta a isso deve ser dada através do voto, não elegendo quem não sabe a diferença entre laicidade e laicismo e quem desrespeita a história da formação cultural do nosso pais onde a Igreja e a cultura católica foram fundamentais para o rosto humano de nossa nação.

Infelizmente,os católicos são importantes na hora do voto. Depois são esquecidos e desrespeitados.

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A leitura e a fé madura tem alguma relação?

quarta-feira, junho 24th, 2009

 


É evidente que, sem leitura, não surge afeição àcultura. Portanto, é preciso começar a leitura bem cedo, e o interesse virá
gradualmente, por menos predisposição que se tenha. É muito importante – ao
menos, parece-me – ganhar gosto pela leitura, não só pelo prazer
estético que ela cria e dá, mas também pela cultura geral que proporciona.

A leitura é o veículo normal e insubstituível da cultura: é a cultura da letra
impressa. Nos últimos tempos, vem-se falando de outras “culturas”, como a da
imagem e do som, mas é evidente que, sem o substratum da escrita, não
conseguem ser cultura. Até a ação de estudar é, normalmente, leitura. Observa
se que, para a cultura da imagem, é determinante a educação do olhar, assim
como, para a do som, a educação do ouvido; mas ambas não serviriam de nada sem
a implícita relação com a educação em geral e, mais especificamente, com a
cultura crítica. E esta nos vem dada pela leitura, que inclui alusões e até
ironias.

Entretanto, nessa viagem iniciática devem ser tidas em conta as considerações
que T.S. Eliot faz nas suas Notas para uma definição de cultura, ao
dizer que o termo “cultura” tem diferentes acepções conforme consideremos o
desenvolvimento de um indivíduo, de um grupo, de uma classe ou de toda uma
sociedade. Por outro lado, também é preciso olhar para os diversos tipos de
realizações.

Estamos, pois, diante de um fato complexo. Podemos tomar em consideração – diz
Eliot – o refinamento das maneiras, ou a urbanidade e civilidade: e nesse caso,
estaremos pensando numa classe social. Ou então podemos pensar em erudição:
nesse caso, homem de cultura será o enciclopédico. Ou podemos pensar na
Filosofia, em seu sentido mais amplo, ou num interesse pelas idéias abstratas,
com alguma experiência na sua concatenação, e então podemos estar-nos referindo
ao intelectual.

Passemos agora a uma tentativa de analisar o efeito negativo que os meios de
comunicação audiovisuais produzem no âmbito da leitura. Consideremos leitura
nos obriga a fazer uma espécie de “ginástica mental”. Nada nos é dado de mão
beijada. O acesso à cultura é, no princípio, um tanto áspero e ascético: requer
um esforço que não pode ser superficial. Ora, a televisão ou o rádio oferecem-se
de maneira tão cômoda e fácil que mesmo os adeptos da leitura se sentem
cativados pelas suas imagens sugestivas, e isto é extremamente grave.

A cultura é, no fundo, um repertório de possibilidades. Proporciona os dados
para que cada pessoa, escolhendo os de acordo com o seu modo de ser e a sua
sensibilidade, se enfrente a si mesma. Como não se pode ler tudo, acaba se por
assimilar aquilo que fundamentalmente convém a cada um. A cultura que as
escolas e Universidades nos oferecem não nos dá um nível “superior”,
mas sim diverso: todo mundo certamente lerá Shakespeare ou Cervantes, Goethe ou
Rilke, mas alguns aprofundarão mais em Balzac ou em Dickens, em Leopardi ou em Kafka. Todo mundo sabe
quem é quem, mas mesmo assim cada qual se nutre das suas afinidades: Lúlio ou
Bacon? Dostoievski ou Eça de Queiroz? Machado ou Valéry? Entre dois autores, o
déficit de um e a abundância do outro provoca nossas diferenças. Somos
diferentes porque, apesar do nível idêntico dos nossos computadores culturais,
bebemos em fontes distintas: conhecemos Platão, sim, mas não Zenão de Eléia.

Isto nos torna diversos e divertidos. A comunicação de massa (televisão, rádio,
cinema) torna-nos iguais, uniformiza-nos, e assim nos encontramos rindo das
mesmas piadas e, no fim das contas, pensando da mesma maneira. A leitura, pelo
contrário, liberta-nos e possibilita a meditação daquilo que lemos.

Defendo um conceito de cultura como prática da tolerância, e sinto-me inclinado
a afirmar que uma pessoa culta (que se fez através da cultura) é capaz de
debater os problemas mais complexos sem se alterar. Sente se tolerante e livre.
Em contrapartida, quando a televisão se pronuncia sobre alguma coisa, parece
conferir-lhe o status de “coisa julgada”; transmite a impressão de uma
autoridade absoluta, e isso evidentemente é um mal. A partir daí, inicia se um
processo de homologação massiva que só se pode alterar melhorando os conteúdos
culturais da mesma TV.

Isso, porém, é um peixe que come a própria cauda. Quem manda? Os promotores
culturais ou o público? Dentro do mundo estritamente cultural, também se
formula a mesma pergunta. Quem manda? O escritor ou o editor? Atualmente, tende
se a vender o livro como um simples produto manufaturado pelas grandes
editoras, com marketing e promoção publicitária intensíssimas. No fim, acaba-se
editando aquilo que o grande público quer. Livros são vendidos em liquidação ou
são destruídos. Às vezes, só existem para intimidar um autor ou castigá lo por
não obedecer a determinadas exigências editoriais.

Tudo o que acabamos de dizer serve de apelo às instituições responsáveis e
conscientes do problema, recomendando lhes que promovam a formação de
bibliotecas públicas e privadas, e cuidem de que as pessoas leiam e amem o
livro, estimuladas pelos educadores, que são quase os únicos que podem inculcar
o amor ao livro e à sua leitura. Não basta amar os livros como produtos de
cultura, mas é preciso fazê lo como uma babá: levantá los do chão, tirá los das
estantes das bibliotecas, sentir o perfume das suas tintas, acariciá los,
contemplá los como autênticas jóias.

Juan Perucho

***

Será que nós católicos lemos pouco porque somos expressão de uma cultura Brasileira que -infelizmente- estimula  pouco? Ou lemos pouco porque achamos que não precisamos “disso tudo” para uma vivência normal da fé?

Será que temos medo do conhecimento porque ele pode nos afastar da fé e gerar orgulho?

Será que não confundimos ser simples com ser simplório?

Claro que a resposta dessas perguntas pressupõem o chamado individual e a missão particular de cada um de nós.Para alguns o conhecimento além do básico é necessário e intrínseco ao chamado.Para outros não.

O problema é quando temos “aversão” ou preconceito ao conhecimento humilde e não sabemos nem o básico.Isso nos afasta da fé consistente e nos deixa muito limitados para abordar e evangelizar o mundo exigente de hoje.

Deus faz sem isso? Claro!!!

Agora imagina o que ele faria com isso!

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